BANCADA DIRECTA: Julho 2016

sexta-feira, 29 de julho de 2016

A sétima arte entra pela politica adentro. Prepara-se a exibiçaõ de uma grande pelicula: Desaparecidos em combate. Falta de armamento e pontaria muito desviada dos objectivos para reconquistar o poder.

Desaparecidos em combate?

Onde param Passos Coelho, Maria Luís e Assunção Cristas?

Depois do cancelamento das sanções, graças à firmeza do Governo português e ao bom-senso dos comissários europeus, as personalidades referidas interromperam a obsessiva presença nos órgãos de comunicação social.

É conveniente lembrar que o Comissário europeu para a Economia Digital, o alemão Günther Oettinger, destruiu a narrativa que o PSD tentou impor. Portugal e Espanha “não conseguiram cumprir os compromissos em 2015” e foi essa a justificação que o alemão apresentou para defender as sanções.

A injustiça de abrir o precedente das sanções contra Portugal e Espanha nunca seria combatida com vigor por quem se prestou à maior subserviência para ser poder. Falta agora à UE combater a estagnação económica e a perpetuação da austeridade com investimentos contracíclicos, para os quais são escassos os fundos estruturais planeados, e resolver de vez o problema do sistema financeiro dos diversos países para que a asfixia orçamental não mate, de vez, a economia dos países mais débeis. 

Não há comunidade que resista à competição de interesses dentro do seu seio e a União Europeia só existirá se aprofundar a integração económica, social, política e militar. Para este objectivo precisa de conquistar os povos que tem desiludido.

terça-feira, 26 de julho de 2016


A direita urbana e a outra

«[UE aplicar sanções] é contra o governo de Passos Coelho, por causa de 0,2% muito discutíveis, quando há diferenças muito maiores […] noutras economias que nunca foram punidas, ou é contra o de António Costa, por causa da gestão do Orçamento deste ano [cujos] resultados até junho mostram que não há uma derrapagem orçamental.» (Marcelo Rebelo de Sousa, PR) *** 

 «[Admitem-se sanções a Portugal] porque muitos dos governos da Europa, hoje, têm dúvidas sobre aquilo que se está a passar em Portugal, sobre as reformas importantes que estão a ser revertidas, sobre a maneira como estamos a andar para trás em vez de andar para a frente.» (Pedro Passos Coelho, líder do PSD, na festa do PSD/Madeira, em Chão da Lagoa) 

 Fonte: DN, hoje, pág.8, in Frases do Dia

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Um individuo chamado Passos Coelho. De Califa de Massamá a um parodiante na Madeira


Passos Coelho, califa de Mssamá 

O califa de Massamá foi à Madeira para dizer aquilo que sabemos desde o princípio, o de que concorda com as famosas sanções desde que eles sejam atribuídas à política deste governo. O que Passos diz é que o facto de não ter cumprido o défice é irrelevante e merece elogio, esse défice serviu apenas para que a direita europeia se vingue do país por tre rejeitado o seu governo. 

Passos aina sonha com a possibilidade de serem aplicadas sanções ilegais, sanções que me vez de resultarem das consequências dos resultados do défice, se traduzam num castigo a um governo porque decide mudar as políticas. No seu extremismo Passos não percebe que isso seria uma ilegalidade grosseira pois não é o que consta do Tratado orçamental. «O líder do PSD afirma que “não é por causa do que fizemos no passado que se fala em sanções. 

É porque muitos governos da Europa, hoje, têm dúvidas sobre aquilo que se está a passar em Portugal, sobre as reformas importantes que estão a ser revertidas, sobre a maneira como estamos a andar para trás em vez de andarmos para a frente”. 

Para Pedro Passos Coelho, a hipótese de o governo colocar a Comissão Europeia em tribunal mostra que temos “um governo que não só não assume as responsabilidades como anda sempre à procura de um bode expiatório para lavar as mãos daquilo que é a consequência das opções que tomaram”. “Se se aliaram ao BE e ao PCP para afastar os investidores, não têm agora de se queixar da falta de investimento e da falta da criação de postos de trabalho”, afirmou Passos Coelho num discurso na festa de verão do PSD na Madeira, no Chão da Lagoa, este domingo. 

Passos Coelho acrescentou que “apesar de no país as coisas estarem a correr mal, que estão, apesar de o governo não fazer o que devia simplesmente porque não quer assumir as dores com os comunistas e os bloquistas daquilo que é preciso fazer, defenderemos Portugal até ao fim”.» 

sábado, 23 de julho de 2016

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Narciso Miranda. Um resistente contra ventos e marés. Pelo menos ainda dá mostras que neste momento não é um cadaver politico


Narciso Miranda 

Narciso Miranda insiste em fazer de conta que ainda não é um cadável político e insistem em puxar dos seus galões de senhor de Matosinhos. à décadas que este senhor anda na política para ajudara a direita. «"Estou a ser fortemente pressionado pela sociedade civil. Acabei de assumir que sou candidato independente", disse Narciso Miranda, que liderou a Câmara de Matosinhos pelo PS entre 1977 e 2005. 

O ex-autarca, que se candidatou ao cargo como independente em 2009 mas foi derrotado pelo socialista Guilherme Pinto, acrescentou que os apelos e mensagens que recebe da sociedade civil "são muito motivadores". 

O ex-autarca sublinhou que "os apelos das estruturas partidárias pertencem ao passado" e que esta candidatura surge pelos "interesses dos matosinhenses" "Neste momento interessa-me sentir o respirar da comunidade, das pessoas. 

Eu tenho consciência que é um grande defeito meu, mas tenho uma ligação a Matosinhos que quase que é dramática, é muito efetiva, muito profunda, e tenho a sensação que sem Matosinhos não consigo respirar tão bem", disse.» [DE]

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Uma demissão anunciada. Para quê? Para quê'. Ela já era mais do que certa.....


José de Matos, presidente da CGD 

 O presidente da CGD queixa-se de não ter recebido orientações do governo, algo estranho pois quando ainda era primeiro-ministro Passos Coelho criticou várias vezes a CGD pelos seus resultados e nessa ocasião o presidente do banco a colocado pela direita nunca se queixou, não falou de orientações governamentais nem escreveu cartas de demissão. 

Agora que sabia que não irira ser reconduzido e que deixa o banco quase na desgraça já se queixa. Até parece que o governo se esqueceu de lhe dizer que gerisse a CGD com competência, evitando créditos ma parados e actuando com competência, orientações que, afinal, são as que devem seguir todos os gestores. 

Deixar no ar que a situação da CGD se deve a uma falta de orientações é brincar com as suas próprias responsabilidades, até apetece perguntar porque esperou tanto para se demitir. «O conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) queixou-se em junho de não receber “qualquer orientação” e “qualquer explicação” por parte do governo nos seis meses até então, depois de numa reunião com Mário Centeno em dezembro ter sido manifestada “preocupação” e apresentado um plano de capitalização alternativo para o banco público, sem envolver a injeção de mais dinheiros públicos. 

Um plano que, escreve a TSF, que teve acesso à carta de demissão, ficou na gaveta. O Público já tinha escrito sobre esta carta de demissão no início de julho, mas a TSF acrescenta algumas passagens em discurso direto que mostram o mal-estar que se vive no banco público, enquanto não entra em funções o novo conselho de administração provavelmente liderada por António Domingues.» [Observador]

sábado, 16 de julho de 2016

In memoriam das vitimas de um acto cobarde em Nice

Nice - Promenade des Anglais (ao entardecer) 

Nice foi a terra natal de Giuseppe Garibaldi. Um revolucionário que combateu pela França contra a Prússia, no Brasil e Uruguai em prol da República e pela libertação colonial e, destacadamente, foi um dos grandes obreiros da reunificação italiana (il Risorgimento) contra as potências imperiais (Áustria). 

 Foi um grande lutador pelos ideais humanitários, internacionalistas e republicanos na Europa e na América do Sul. Foi por isso denominado ‘herói dos dois mundos’. O bárbaro atentado de ontem em Nice esbarra com a histórica memória de um libertador e bom revolucionário. 

 Escabroso é constatar que os inflexíveis fiéis de um qualquer califado supostamente a edificar no Médio Oriente ousaram manchar esta linda cidade dos Alpes Marítimos (Côte d'Azur), com uma ‘carga mobile’ numa 'promenade assassina' em dia de Festa Nacional (Tomada da Bastilha). Garibaldi, porquê? 
Orla maritima de Nice com Le Promenade des Anglais em grande plano

De facto, os 'jihadistas' de hoje quando colocados lado a lado com os grandes lutadores de causas - infelizmente - ainda conseguem fazer uso de meios e estratagemas mortíferos mas, pura e simplesmente, como ‘combatentes’ a que aspiravam a ser, são de uma abjecta inexistência (ou uma intolerável excrescência). 

A história dos povos, dos lugares e das ideias um dia revelará este trágico engano. Após quantas vidas ceifadas?

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Mais uma do Passos Coelho. É sempre a seguir. Mais uma viagem no carroussel e uma nova diatribe aparece


Passos Coelho esqueceu-se de transferir 50 milhões de Euros para o Fundo  para a Sustentabilidade do Sistema Eléctrico

A revelação foi feita hoje pelo Presidente da Autoridade Reguladora do Setor Energético.

O governo de Pedro Passos Coelho não transferiu os 50 milhões de euros previstos para reduzir a dívida tarifária do setor elétrico. Vítor Santos afirmou aos deputados da Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas que estava previsto que 50 dos 150 milhões da receita da contribuição extraordinária do setor energético (CESE) fossem transferidos para o Fundo para a Sustentabilidade do Sistema Elétrico.

“Apesar de estar estabelecido, esse depósito não aconteceu”, afirmou o responsável da entidade reguladora. “Há aqui um desvio que pode ter reflexos tarifários”, adiantou Vítor Santos.

“Seja qual seja a razão, a transferência não aconteceu até hoje”, afirmou, já em declarações aos jornalistas. 

A primeira tranche relativa à parcela da CESE de 2014 devia ter sido paga até 31 de dezembro de 2015. A segunda, relativa à CESE de 2015, terá que ser transferida até ao final de 2017, acrescentou.

domingo, 10 de julho de 2016

A direita portuguesa regressou aos tiques salazaristas


A direita portuguesa regressou aos tiques salazaristas 

O indisfarçável desejo de sanções a Portugal, pelo seu próprio insucesso, esteve patente nos discursos do PSD e do CDS no debate do “Estado da Nação”. Nem a consciência do incumprimento do plano orçamental, entre 2013 e 2015, os inibiu de atribuir o fracasso da gestão de Passos Coelho e Paulo Portas ao desempenho de António Costa, em 2016. 

 Há no discurso de ódio e ressentimento desta direita o irreprimível desejo de banir o BE e o PCP, incapazes de aceitar a legitimidade de um governo em que participem ou que, simplesmente, viabilizem. A chantagem permanente do Partido Popular Europeu (PPE), de que o PSD e o CDS se tornaram a caixa de ressonância autóctone, é considerada imprescindível para o regresso ao poder de que se julgam detentores definitivos. 

Daí a espada de Dâmocles das sanções, gerida ao sabor dos seus interesses, apesar de o ónus ser difícil de endossar ao PS. Querer estar com a Comissão Europeia, como se as sanções visassem o período da sua própria governação, foi a lamentável e pusilânime atitude do PSD. 

 Nas acusações de antieuropeísmo, elevado à categoria de crime por quem foi expulso do PPE, também por isso (CDS), e que, tal como o PSD, não tem uma palavra de censura para comos os partidos homólogos que querem sair da UE e são hoje de extrema-direita, há a desfaçatez de quem esquece que o Brexit se deve ao partido conservador inglês. 

 Esta direita, que alienou o humanismo e esqueceu a matriz fundadora dos seus próprios partidos, é, por mérito dos dirigentes que a confiscaram, organicamente salazarista. Não pede desculpa de ter sido cúmplice da invasão do Iraque, não se penitencia das decisões que tomou, dos erros que cometeu e da ruína ética e política dos seus atuais dirigentes.

Agradecimento ao "Ponte Europa".

quinta-feira, 7 de julho de 2016


A realidade segue dentro de momentos 

No domingo ou ficaremos eufóricos ou cabisbaixos, mas até lá nem o jornal Observador vai estar interessado em saber se a agência de notação DBRS tem ou não a intenção de nos atirar definitivamente para o lixo, por agora o único caixote do lixo que queremos evitar é o do Europeu e lá já está o País de Gales, concretizando o Brexit na bola onde, como se sabe, não é preciso carregar no botão do artigo 50º. 

 Agora já falta a Maria Luí vir explicar a sua tese e demonstrar que se fosse ele Portugal também estaria na final, afinal, parece ter interpretado na política económica o plano de jogo do engenheiro Fernando, o que não admira, a senhora tem um conhecimento técnico tão profundo que lhe permite tratar o assunto ao pontapé. 

 Tal como o engenheiro Fernando tudo fez para ficar em terceiro classificado e, assim, apanhar o caminho das pedras até a final, também a Maria Luís jogou o pior possível em 2015 para acabar por ser vencedora das eleições e ir à final onde teria de enfrentar o seu velho amigo alemão. 

No Europeu pode suceder o mesmo e, com alguma sorte, podemos ter de enfrentar uma selecção alemã onde uma boa parte dos jogadores já poderiam usar uma cadeira igual à do seu ministro das finanças. Mas até domingo não existirá realidade, ele seguirá dentro de momentos.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Maria Luis Albuquerque. Ministra das finanças do Governo anterior. Um modelo de auto convencimento. Um modelo de incompetencia comprovada e que está à vista de toda a gente



Se eu fosse ministra não haviam sanções 

Isto disse Maria Luis Albuquerque

A ex ministra das finanças  não poderia ter sido tão clara, na sua opinião a eventual aplicação de sanções tem mais que ver com a cor política do governo português do que com a aplicação de normas de um Tratado Orçamental de que o governo anterior foi um dos mais empenhados apoiantes. 

Aliás, as declarações de Passos Coelho, dizendo que Portugal perdeu influência na Europa, vão nesse sentido. Não se percebe bem ao que se refere Passos Coelho quando fala de influência, talvez esteja a sugerir que o comissário europeu que ele fez nomear está mais ao serviço do líder do PSD do que do país ou mesmo dos interesses europeus, como mandam os bons princípios. 

Mas, é mais provável que esteja a defender que nos tempos em que Portugal ladrava aos gregos por conta de outros, ou quando Gaspar ronronava junto ao ministro das finanças alemão éramos tratados com respeito e dignidade. 

 Uma coia é certa, as críticas feitas pelas instituições internacionais ao governo português no ano passado foram mais do que suficientes para esperar esta ameaça de sanções. A verdade é que quando Maria Luís foi ministra falharam todas as previsões orçamentais, as contas públicas foram marteladas para inventar falsos sucessos fiscais e promoveu-se o aumento das gorduras do Estado para compensar de forma disfarçada a tão defendida austeridade.

Obrigado Pela Sua Visita !