BANCADA DIRECTA: Março 2016

quinta-feira, 31 de março de 2016

Mundo Policiario 11. Historias de policias e ladrões e outros incidentes afins a cargo de Antonio Raposo e sob a asa protectora da Detective Jeremias que o acolheu no seu "Policiário de Bolso". Publicamos hoje o 11º episódio " Carnaval trazia sempre dificuldades ao Cabo Jeremias"


Mundo Policiario  11.  Historias de policias e ladrões e outros incidentes afins a cargo de Antonio Raposo e sob a asa protectora da Detective Jeremias que o acolheu no seu "Policiário de Bolso". Publicamos hoje o 11º  episódio " Carnaval trazia sempre dificuldades ao cabo Jeremias"


Nos velhos anos de 1955 o Carnaval ainda não era um negócio e cada um mascarava-se como entendia.

Os números mais tradicionais: O XEXÉ – indivíduo de fato séc. XVII, chapéu de dois bicos, meia alta, jaqueta vermelha. Na mão um chifre e na outra um facalhão de madeira pintada. Uma barriga enorme para atacar os transeuntes à barrigada. 


Este personagem desapareceu de cena nos anos seguintes. Era um personagem castiço. Mas números populares mesmo, era a troca de trajes. Os homens mascaravam-se de matrafonas e as mulheres de homem.

De acordo com a lei e a ordem em vigor, era proibido tapar as caras com máscaras e os homens teriam que fardar de calças e as mulheres de saias. Como no Carnaval − dizia-se, ninguém levava a mal, excepto o cabo Jeremias e seus iguais que tinham trabalho redobrado correndo à chanfalhada e mesmo prendendo os prevaricadores.

O cabo Jeremias não tinha descanso. Pela Rua Barão de Sabrosa abaixo vinham os patuscos personagens: um homem mascarado de mulher, pintado com mau gosto e exagero nas tintas, saltos altos de difícil equilíbrio uma barriga enorme a fingir de grávida, empurrando um carrinho de bebé. 

Dentro dele com uma touca e chucha ao pescoço, um enorme biberão na boca com vinho tinto que alimentava o matulão que encolhido seguia encaracolado dentro do carrinho.

De vez em quando fazia birra e a “mamã” chegava-lhe à boca o biberão que ele bebia sôfrego, ficando rapidamente etilizado e incapaz de sair do berço de seu próprio pé. Atrás deles seguia de chanfalho na mão o cabo Jeremias e depois de breve corrida em que a “mamã” perdia os sapatos de senhora pelo caminho, lá os levava até à esquadra para despachar o auto e deixá-los uma noite no calabouço para evaporarem os vapores do álcool.

Na terça-feira de Carnaval não havia mãos a medir. Era o tempo das serpentinas nas janelas e das batalhas entre rapazes na rua e raparigas nas janelas atirando saquinhos contendo feijões e outras leguminosas. 

Atirava-se ovos e farinha que deixavam às vezes as moças em desespero e muitas vezes as brincadeiras eram peadas e inconvenientes pelo que pouco a pouco foram-se proibindo até hoje.

O Carnaval selvagem, popular e genuíno, por vezes abrutalhado mas que imanava do povo. Anos depois alguém se lembrou de transformar em negócio e tudo mudou. 

O Carnaval ainda passou para os cinemas e hoje tem localidades que exploram a folia metendo em desfile mais nuas que vestidas as brasileiras da indústria hoteleira que vão para ali fazer umas horas extra e pôr o material à venda, quem sabe apareça algum construtor civil que entre no negócio…


 Mudam-se os tempos mudam-se as vontades.

Antonio Raposo: o autor da saga do Cabo Jeremias da esquadra do Alto do Pina

quarta-feira, 30 de março de 2016

O Orçamento de Estado e a reação do PSD à promulgação do PR: Pelo menos em tempo de Santa Páscoa podiam ser honestos, nem que fosse uma só vez!


Reagindo à comunicação do Presidente da República sobre a promulgação do orçamento para 2016, Matos Correia, do PSD, declarou, segundo o Público:

 «O “modelo inspirador” do OE 2016 a que o Presidente fez referência é um modelo “errado”. É um modelo “baseado no estímulo ao consumo”, que, no passado, “já deu mostras de não servir os interesses” do país e que “conduziu Portugal ao resgate de 2011”, argumentou Matos Correia no Parlamento.

Os sociais-democratas afirmam que têm um modelo alternativo, aquele que desenvolveram na última legislatura e inscreveram no seu programa eleitoral, que aposta no crescimento da economia por via do aumento das exportações e do investimento privado.

“O caminho do Governo não é este e é um mau caminho”, resumiu Matos Correia.»


Comentário
Em 2010, o «estímulo ao consumo» foi uma decisão tomada a nível da UE (à semelhança de outras zonas do mundo) para contrariar os efeitos económicos da crise financeira internacional. Portugal beneficiou, então, de taxas de juro excecionalmente baixas nos empréstimos do BEI, que teve interesse em aproveitar.

Não foi o «estímulo ao consumo» que conduziu Portugal ao resgate. Foram as taxas de juro da dívida pública (soberana) icomportavelmente elevadas, fruto da especulação, a que o Banco Central Europeu apenas reagiu e pôs fim num estádio avançado, tardio e calamitoso da crise. Agora, nada dessa situação se verifica.

O grande impulsionador do «aumento das exportações» foi o governo de José Sócrates, tendo a coligação colhido e assumido como seus os louros.

A que «investimento privado» ocorrido na legislatura anterior se estará a referir Matos Correia? Tirando a compra de casas por chineses e outros estrangeiros, não se viu muito mais.

terça-feira, 29 de março de 2016

Mafra. 3 de Abril de 2016. Vai realizar-se a 34ª corrida dos Sinos. Uma organização dos Amigos do Atletismo de Mafra e com o apoio da Camara Municipal de Mafra


Os Amigos do Atletismo de Mafra, com a colaboração da Câmara Municipal de Mafra e o apoio da qubIT :: Quorum Born IT, realizam no próximo dia 3 de Abril de 2016, pelas 10h30, a 34.ª CORRIDA DOS SINOS. 

Nesta edição, a corrida continua a dar a volta completa ao convento passando pela parte militar, que a Escola das Armas (EA) gentilmente autorizou. Âmbito Corrida dos Sinos (15000 metros) prova aberta a todos os interessados, de ambos os sexos e de acordo com os escalões etários definidos abaixo. 
Prova dos Sininhos (6000 metros) prova sem carácter competitivo aberta a todos os interessados, sem distinção de idade ou sexo, onde os participantes poderão caminhar. 

 Partidas Corrida dos Sinos (15000 metros) a partida é dada na Avenida Sá Carneiro, junto ao Parque Desportivo Municipal, pelas 10h30, sem que seja feita a chamada. 

 Prova dos Sininhos (6000 metros) a partida é à mesma hora da prova principal, devendo os participantes estar posicionados atrás dos atletas da Prova Principal.

segunda-feira, 28 de março de 2016

"In vino veritas". Mas também não é só a verdade. As equivalencias contam muito. E Salazar contava com isso para adormecer o zé povinho,

Vá lá portugueses : toca a beber vinho. Ponham a água mineral de lado

Francamente

Luis Nascimento foi o vencedor da "A Quinta- o desafio". Mais do que para a pessoa o prémio vai para o Alentejo. Uma terra de sofrimento e que luta contra todos aqueles que a querem subalternizá-la

Luis Nascimento

Uma vitoria contra inimigos que tentaram sistematicamente, e alinhados,  pô-lo na rua

Quando se dizem verdades , doa a quem doer, têm de ser ditas

O Alentejo está de parabens com alguém que soube tão dignamente representar a região.

domingo, 27 de março de 2016

Ericeira. Onde o mar é mais azul . Voltar a ver este mar depois de dias de ausencia é como voltar à vida. Como este tempo de Páscoa renovada



Foz do Rio Lizandro

Infelizmente a xenofobia não será esquecida pela maioria dos discentes, quer sejam de uma etnia ou de outras


sexta-feira, 25 de março de 2016

Mundo Policiario 10. Historias de policias e ladrões e outros incidentes afins a cargo de Antonio Raposo e sob a asa protectora da Detective Jeremias que o acolheu no seu "Policiário de Bolso". Publicamos hoje o 10º episódio " Um caso bicudo do cabo Jeremias"


Mundo Policiario  10. 
Historias de policias e ladrões e outros incidentes afins a cargo de Antonio Raposo e sob a asa protectora da Detective Jeremias que o acolheu no seu "Policiário de Bolso". 
Publicamos hoje o 10º episódio " Um caso bicudo do cabo Jeremias"

10º EPISÓDIO
UM CASO BICUDO DO CABO JEREMIAS

 Talvez se possa dizer com mais propriedade que este era um caso de dois bicos. Segundo se apercebia logo à primeira vista o cabo Jeremias estava a dirimir assunto de marido enganado. Na Picheleira era o que mais havia era casos desses. Duravam até ao dia em que o marido, desconfiado ou mesmo avisado por algum amigo mais chegado, armava uma espera.

O resultado era uma cena de facada ou de pancadaria, na falta de talheres. No pátio, a algazarra subia de tom e o mulherio vinha todo às portas dar opiniões. Aquela cena não tinha nada de especial. O marido chegara a casa umas horas antes do devido e apanhara na cama a patroa com o carteiro, e a pasta da correspondência.

A desculpa do carteiro é que Mariana estaria a assinar de cruz um aviso de recepção. Como argumento esfarrapado não poderiam arranjar melhor. O Fanan – o marido enganado saltara para o colchão e à força de punho distribuía soco ora para a patroa ora para o Firmino (o carteiro). O carteiro mais conhecido no bairro pelo “brilhantinas” era um belo rapaz de bigodinho à Clark Gable – o grande boneco do filme “E tudo o vento levou”.

O brilhantinas tinha muita saída nas mulheres mas não aguentava duas galhetas no focinho. Sangrava pelo nariz que mais parecia Cristo crucificado. Mariana não era uma moça muito jeitosa pois tinha um pouco de escoliose que junto ao facto de ter um nariz muito afilado lhe dava um ar de abelharuco. O que valia era o resto do corpo que me escuso de descrever não vá algum jovem imberbe ler estas linhas e entusiasmar-se nas artes de onanismo.

Certo é que a pancadaria não parava. Ora dava o Fanan ora levava o Fanan. Mariana gritava como vitela desmamada e depois entrou a vizinhança e o padeiro acabou também a dar a sua bordoada no Firmino que levava de todos e não tinha físico para responder. A sacola da correspondência ocupava metade do quarto entre telegramas, cartas registadas e vales de correio. Mariana com as vergonhas à mostra encolhia-se a um canto da casa, à cabeceira da cama.
O Marreco nem sabia a força que tinha nos pés quando dava um chuto. Por isso não admira que tivesse destruido praticamente a casa de banho. Grande Marreco

O quadro da última ceia que estava pendurado aos pés da cama já tinha tombado e o próprio bidé que aguardava as partes interessadas com água morninha, já levara um pontapé do “Marreco” que era o avançado centro do Penha de França que estava em casa de baixa com uma entorse.

Alguém veio cá abaixo chamar a polícia. Jeremias subiu à cena e com o seu vozeirão anunciou: –Vai tudo para a esquadra! Tudo à minha frente e a toque de caixa! A Menina Mariana vista qualquer coisa. Se leva tudo à mostra ainda vamos ter mais sarrabulho a descer a rua Barão de Sabrosa.

Andor!....

Antonio Raposo o autor

quinta-feira, 24 de março de 2016

Mais um grande senhor do futebol que nos deixa. Johan Cruyff deliciou todos adeptos do futebol com a sua arte e talento.

Yohan Cruyf 1947 / 2016

Paz à sua alma
Foi uma das maiores figuras do futebol mundial, como jogador e treinador. O holandês Johan Cruyff morreu nesta quinta-feira aos 68 anos, anunciou o seusite oficial. 
Johan Cruyff tinha cancro do pulmão desde o ano passado e chegou a protagonizar uma campanha contra o tabaco cujo lema era: “Na minha vida tive dois grandes vícios: fumar e jogar futebol. O futebol deu-me quase tudo na vida, ao contrário, fumar quase a tirou."
Cruyff é considerado um dos maiores futebolistas da história, ao lado de nomes como Pelé, Maradona, Di Stefano, Puskas ou Eusébio, e o seu nome ficou para sempre associado ao "Futebol total", o estilo de jogo da selecção holandesa de que hoje o Barcelona é o melhor exemplo.

“Perdi um amigo. O mundo perdeu um grande senhor. Admirava-o muito. Era um jogador de excepção. Foi o melhor jogador de todos os tempos”,reagiu o ex-jogador francês Michel Platini, que até há pouco tempo presidiu à UEFA e que foi suspenso do cargo por seis anos.

Roquetas de Mar. Estão a decorrer as festividades religiosas desta Semana Santa. A Cofradia de Nossa Senhora das Dores mantém em 2016 o seu brilho tradicional com muita veneração por parte dos fieis



Jesus Cristo a caminho do Calvário. Figura exposta no salão principal da Cofradia de Ntra Sra de los Dolores de Roquetas

Horarios previstos para a Semana Santa de 2016 
Para a Semana Santa de 2016, la Cofradía de Ntra. Sra. de los Dolores realizará as seguintes procissões: 

Ontem 
23 de Março pelas 21:30 - Procissão de Nuestro Padre Jesús Nazareno, desde a Igreja do Porto até à sede canónica. 

A partir de hoje
24 de Março pelas 22:00 - Procissão de Ntro. Señor Jesucristo em sua Divina Misericordia y Ntra. Sra. de los Dolores. 

25 de Março pelas 19:00 - Procissão del Santo Entierro y Ntra. Sra. de los Dolores. 

25 de Março pelas 23:00 - Procissão de la Soledad.


Imagem de Nossa Senhora de Fatima na Ermida de Santa Cruz em Roquetas. É um local muito visitado por portugueses

quarta-feira, 23 de março de 2016

Uma noticia muito triste: o nosso Avlis deixou-nos. Todo o mundo policiario está de luto

Joaquim Martins e Silva

1933 / 2016

Era um policiarista conceituado e conhecido por "Avlis e Snitram". Era amigo do seu amigo e solidario para com todos. Cultivava o prazer da amizade sincera e amiga.

Apresentamos a sua familia a expressão dos nossos pêsames e que Deus tenha no seu eterno descanso a sua alma em paz.

Adriano Rui Ribeiro (Onaírda)


Atentados em Bruxelas.

A imprensa belga dá bastante realce à foto de Tim Tim horrorizado com os atentados

Terrorismo. Sempre o terror do "Terrorismo"! A quem interessa? Quem beneficia? Só aqueles que não têm culpa de nada são as principais vitimas.

Quando será quie poderemos viver em paz e segurança?

terça-feira, 22 de março de 2016

Pedro Passos Coelho. Ensaio sobre a sua personalidade, ou melhor, divagações sobre o seu culto da personalidade

Alguém disse: É muito triste para o dito cujo andar todo ufano no topo do mundo e de repente, sem o esperar, rastejar numa sombra de si mesmo aguardando uma hipotese mesmo remota que seja.......

«O culto da personalidade é um dos primeiros sintomas dos regimes quando estes se estão a desagregar.

Em Roma houve mesmo uma série de imperadores que se julgaram deuses. Em Portugal há políticos mais modestos: líderes da oposição ainda julgam ser primeiro-ministro. E como sonham que regressarão ao poder a curto prazo criam, à sua volta, um feroz culto da personalidade que lhes permite ser reeleitos, em Congresso, por 95% dos votos ou algo parecido.

Os aduladores aplaudem a fria e míope oposição de Pedro Passos Coelho a este Governo que leva a um radicalismo bacoco como se viu na votação contrária a medidas que o PSD defenderia no OE se fosse Governo.
Mas isso talvez seja um efeito secundário da "destruição criativa" desenvolvida pelo Governo de Passos Coelho e que conseguiu destruir a espinha dorsal da economia portuguesa sem criar nada no seu lugar. Um dos legados mais notáveis da passagem de Passos Coelho pelo poder foi a desintegração das veias entre o capital financeiro nacional e empresas que funcionavam como pontas-de-lança de Portugal aqui e no estrangeiro.

 Ficámos completamente nas mãos de capitais estrangeiros. Ou seja, quando o interesse nacional representado pelo Estado deseja intervir estrategicamente, não há armas. Isso não parece preocupar muitos pajens que por aí se passeiam, para quem o liberalismo total é praticado nos EUA, na Grã-Bretanha ou na Alemanha.

Puro equívoco. Mas as carências intelectuais e a inexistência de uma estratégia nacional levaram a este triste fado. Não deixam de ser exemplares as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa em Madrid: "é importante uma presença (financeira) significativa espanhola em Portugal, o que é diferente de haver um exclusivo".

Quando se pensa no que sucedeu no Banif ou aparenta poder suceder no BPI ou no Novo Banco, as palavras de Marcelo merecem reflexão. Nada contra o capital estrangeiro. Mas tem de haver equilíbrios e não exclusivos, como parecem desejar alguns.

Este é um momento de decisões estratégicas. E não de cultos da personalidade.»

segunda-feira, 21 de março de 2016

A nova época de corridas de toiros está prestes a ser iniciada oficialmente. E é natural que surjam os movimentos de constestação a estes espectáculos de cariz violento e sanguinário

E é natural que as situações de confronto venham a aumentar.

Um conceito a ser observado:  «Devem ouvir-se igualmente ambas as partes.» (Demóstenes, séc. IV A. C.)

Nota: quando refiro no titulo "espectaculo violento e sanguinário" estou a citar os slogans dos movimentos de contestação e não a minha opinião pessoal, que neste momento ainda é imprecisa

domingo, 20 de março de 2016

Uma questão recorrente e que tarda muito em se esclarecer. Marco Antonio está em causa e um outro colega de turma autarquica

Marco António, vice-presidente

Marco António parece estar a perder uma boa oportunidade para provar a máxima do traste de Massamá, que noutro caso judicial fez questão de dizer que os políticos não são todos iguais. Os políticos que são menos iguais do que os outros dão a cara e não se escondem atrás com processos que nada tem que ver com o caso de que todos ouvem falar.

Depois das acusações que lhe foram feitas por amigo e camarada de partido seria de esperar que um vice-presidente do PSD desse a cara e não recorresse a evasivas. «Segundo o  jornal  PÚBLICO apurou, o pedido de autorização para ouvir Marco António Costa e Firmino Pereira já terá entrado na Assembleia da República, mas ainda não foi distribuído pelos deputados da subcomissão parlamentar de Ética, que terão que dar um parecer sobre a audição.
O pedido deverá ser aprovado, já que só muito raramente estes são indeferidos. Nos termos do Estatuto dos Deputados, a solicitação para os depoimentos é feita pelo juiz competente em documento dirigido ao presidente da Assembleia da República e a decisão será precedida de audição dos deputados.

Esta semana foi aprovado no plenário do Parlamento um outro pedido de autorização que visava os mesmos dois deputados do PSD. Também neste caso, ligado a um processo antigo que data de 2007, o tribunal pede para inquirir os deputados na qualidade de testemunhas.

A subcomissão de Ética votou no final de Fevereiro a autorização para os dois deputados do PSD serem ouvidos a pedido do tribunal, mas a 23 de Novembro passado já Marco António Costa pedira ao presidente da subcomissão, para depor por escrito, como lhe permite a lei pelo cargo público que exerce. Na carta que enviou, o porta-voz do PSD fazia, no entanto, referência a um ofício de 2016 que ainda nem sequer existia.

 Contactado pelo jornal  PÚBLICO, Marco António Costa afirmou que só conhece este pedido já aprovado e que este “nada tem de criminal”. O deputado adiantou que o pedido foi feito no âmbito de um processo cível, que envolve o empresário Abílio Couto e o município de Gaia. “Trata-se de uma execução”, acrescentou. Já Firmino Pereira, que enquanto vereador tutelava o pelouro das Obras Municipais e da Educação, explicou que a câmara construiu uma rua num terreno na feira dos Carvalhos, que pertencia a Abílio Couto.

O caso seguiu para tribunal e a autarquia viria a ser condenada e na sequência desta decisão, adianta, teve de cortar a rua a meio, vedando uma parte do terreno com um muro.» [Público

Para mim esta procissão ainda não saiu do adro da igreja. Mas enquanto o pau vai e vem folgam as costas

sábado, 19 de março de 2016

Mundo Policiario 9. Historias de policias e ladrões e outros incidentes afins a cargo de Antonio Raposo e sob a asa protectora da Detective Jeremias que o acolheu no seu "Policiário de Bolso". Interrompemos nesta data o fluxo literario do jovem Raposo, pondo de lado a sua narrativa e dando destaque a uma nota explicativa da autora do blogue "Policiario de Bolso" sobre uma pretensa missiva de uma sobrinha da viuva Teresinha.

Mundo Policiario  9. Historias de policias e ladrões e outros incidentes afins a cargo de Antonio Raposo e sob a asa protectora da Detective Jeremias que o acolheu no seu "Policiário de Bolso". Interrompemos nesta data o fluxo literario do jovem Raposo, pondo de lado a sua narrativa e dando destaque a uma nota explicativa da autora do blogue "Policiario de Bolso" sobre uma pretensa missiva de uma sobrinha da viuva Teresinha dirigida à referida autora

9º EPISÓDIO

AINDA O CASO DA VIÚVA TERESINHA

Nota Explicativa do Policiário de Bolso:
....Na sequência da publicação de “O Caso da Viúva Teresinha” (CICLAR), o Policiário de Bolso recebeu um testemunho que permite clarificar os acontecimentos relatados. A proveniência das informações foi devidamente comprovada através de contacto pessoal directo com a autora que autorizou também a divulgação do conteúdo do e-mail anteriormente enviado.

Ao leitor deixa-se, como sempre, a liberdade de muito bem acreditar no que quiser…

Exmos Senhores,
Sou seguidora do vosso blogue desde a primeira hora. Devo confessar que sou uma leitora compulsiva de livros policiais, vício transmitido pelo meu avô paterno, grande coleccionador dos livros da Vampiro. As histórias do cabo Jeremias prenderam-me de imediato, por motivos óbvios, que facilmente serão por vós entendidos.

Nunca pensei intervir porque sou uma pessoa bastante introvertida e não gosto de levantar ondas. No entanto, não consegui resistir ao apelo final de A. Raposo aos “indefetíveis leitores” do “Caso da Viúva Teresinha”. Apesar de ainda não ter nascido na altura acontecimentos, tive conhecimento dos mesmos porque me foram relatados por quem os viveu. Consta que o cabo Jeremias era um homem tão bem parecido e charmoso que era de conquista fácil.

A viúva Teresinha viu-se ainda nova sem marido e o seu coração balançava entre o Raúl dos cabedais e o Jeremias da esquadra. Um, era solteiro e bom rapaz, mas o outro tinha a emoção do “bad boy”, do risco e da transgressão. E Teresinha andava ora com um, ora com outro, sem capacidade ou vontade para se decidir. Devia ser o eterno conflito entre a razão e o coração.
Ora acontece que na narrativa de A. Raposo é tudo verdade, mas a parte final dos torresmos é uma pura invenção posta a circular na altura para protecção dos intervenientes deste trio. Teresinha precisava de uma desculpa para meter o cabo Jeremias dentro de casa. O cabo precisava de uma desculpa para passar mais uma noite fora de casa e escapar às desconfianças da mulher. E o Raúl precisava de defender a sua própria honra.

Acontece que o bem intencionado Raúl estava verdadeiramente apaixonado pela Teresinha e, como andava desconfiado, arranjou maneira de numa quarta-feira afastar de forma definitiva, o cabo de esquadra do seu objecto amoroso. Surpreendeu-os, aos dois. Teresinha estava nuinha em pêlo, Jeremias também, apenas com as ceroulas de atilhos penduradas no braço. 

Raúl não esteve com meias medidas, encostou a afiadíssima sovela de cortar cabedal à parte anatómica mais estimada por Jeremias e ameaçou: “Larga-a de uma vez por todas e inventa já uma história para sairmos limpos disto”. Compreende-se, uma coisa é casar com uma viúva estimada por todos, outra é casar com uma mulher demasiado estimada por vários.

O Raul para a época em causa tinha uma loja bem fornecida de artigos em peles e coiros e ainda maquinaria para as manufacturas de calçado e afins. Os coiros eram muitos que havia por aquela zona e Raul conhecia todas

Assim nasceu o mito dos torresmos mastigados por Teresinha de vela na mão. Deu-se continuidade à mentira inicial do barulho mastigatório do defunto marido e Raúl pode levar Teresinha ao altar sem dar azo a grandes falatórios. Para ele o raminho da laranjeira foi botoeira e para ela no chapeuzinho creme, porque parecia mal ir de branco, como atesta uma fotografia que tenho em meu poder.

Desculpem, é verdade, depois de tanto escrever ainda não me apresentei. O meu nome é Ana Teresa, filha de Maria Teresa e neta da genuína viúva Teresinha, que casou em segundas núpcias com o Raúl dos cabedais, uma união apadrinhada pelo (estranhamente atemorizado) cabo Jeremias.

Se A. Raposo precisar de um final feliz para esta história, eu posso apenas dar-lhe este. Terezinha e Raúl, meus avós maternos viveram felizes para sempre, nem a morte os separou porque partiram exactamente no mesmo dia.

Com os melhores cumprimentos,
Ana Teresa

sexta-feira, 18 de março de 2016

O nosso confrade Avlis e Snitram está doente. Todos os elementos policiaristas ficaram preeocupados com esta noticia. Vamos em frente Avlis. Estamos contigo


Habituámo-nos a manter um contacto diario nos ultimos anos via internet .

Ficámos admirados com o seu repentino silencio

Agora os seus familiares informaram que o nosso Avlis está internado numa unidade hospitalar a tentar ultrapassar um grave problema de saúde.

Todos os policiaristas desejam as suas rápidas melhoras e que em breve possa voltar ao convivio com as pessoas que gosta e preza a sua amizade.

Pela nossa parte só desejamos que volte em plena forma, que tenhas muita força e que hás-de ver muitas e muitas vezes o teu Sporting a jogar no Alvalaxia 21.

Força Avlis.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Mundo Policiario 8. Historias de policias e ladrões e outros incidentes afins a cargo de Antonio Raposo e sob a asa protectora da Detective Jeremias que o acolheu no seu "Policiário de Bolso". Publicamos hoje o 8º episódio " O Caso da Viuva Teresinha"


Mundo Policiario  8. 
Historias de policias e ladrões e outros incidentes afins a cargo de Antonio Raposo e sob a asa protectora da Detective Jeremias que o acolheu no seu "Policiário de Bolso". 
Publicamos hoje o 8º episódio " O Caso da Viuva Teresinha"

8º EPISÓDIO
O CASO DA VIÚVA TERESINHA


O cabo Jeremias apanhava na esquadra do Alto do Pina os mais disparatados visitantes carregando os mais esquizofrénicos temas. Era preciso utilizar toda a psicologia do mundo para dominar e resolver o dia-a-dia naquela casa de doidos que era a esquadra. 

Ora entrava um puto que tinha roubado ao Alfredo da Tasca um pires de jaquinzinhos fritos, ora a senhora Maria que tinha uma cadelinha que fora abalroada pelo cão do Sr. Joaquim da papelaria e o resultado era de esperar complicado.

O cabo Jeremias tudo dominava que mais parecia um treinador de futebol, de raiz popular e com má dicção em português, de nome Jesus que apareceu no mundo do jet-set uns 50 anos depois. O mais complicado assunto foi sem dúvida o caso da viúva Teresinha que lhe deu água pela barba e alguns amargos de boca com a sua mulher.

Conta-se em poucas palavras: a viúva Teresinha (uma mulheraça que com toda a certeza ainda aguentaria alguns anos de felicidade erótica, pensamos nós que não somos grandes adivinhos neste particular) e que tinha um problema para o cabo Jeremias resolver. 
Em sonhos, a viúva via o seu falecido marido a mastigar torresmos enquanto se despia para se deitar e a admoestá-la por ela andar a fazer olhinhos ao senhor Raúl, da loja de solas e cabedais, por sinal um rapaz de bigode e cabelo às ondinhas sempre simpático para as senhoras que iam à loja adquirir atacadores para os sapatos dos respetivos esposos.
Era o esquisito ruido do marido a mastigar os torresmos que a fazia acordar com o coração oprimido e o credo na boca. O cabo Jeremias tinha montanhas de paciencia, mas um homem às vezes fraqueja apesar de se chamar Jeremias! O marido aparecia à viuva, sempre à quarta feira à meia noite, exatamente na hora em que o cabo Jeremias saía de serviço

Coincidências destas só nos bons livros policiais da hoje extinta coleção Vampiro. Literatura que o cabo Jeremias desconhecia de todo, daí ter aderido à solicitação da viúva.

Contrariado, o cabo ofereceu-se, voluntariamente, para ocupar o quarto que a Dona Teresinha costumava alugar a estudantes e que estava vazio por causa das férias grandes. Era um quarto independente, amplo, cama “Quinane”, com psiché e penico dissimulado na mesinha de cabeceira, cortinados coloridos a imitar lupanar decadente do sec. XVIII. A viúva lá conseguiu “engatar” (no bom sentido cristão) o cabo e seguiram para a rua Sabino de Sousa, a dois passos da esquadra. Por grande coincidência naquele dia era quarta-feira em todo o país.
Jeremias estava esgotado de tantas solicitações, durante as oito horas de serviço. Mal chegou ao quarto independente da viúva Teresinha caiu na cama exausto nem dando tempo para se desenvencilhar das ceroulas de atilhos – à moda dos pescadores da Nazaré – que a sua mulher lhe oferecera pelo anos. Caiu no sono como uma pedra. Porém, acordou sobressaltado com o ruido estranho de alguém perto dele, aparentemente a comer torresmos. Acendeu a luz, pegou no chanfalho, e abriu a porta.

Do outro lado estava a viúva Teresinha, tal qual veio ao mundo com uma vela acesa numa mão e a comer uma mão cheia de torresmos, como se estivesse hipnotizada, com um olhar vidrado. As suas belas pupilas fixavam as ceroulas novinhas e aos quadradinhos coloridos, única peça de roupa no corpo da autoridade. Acontece que a maioria dos nossos leitores são tementes a Deus e não “embarcam” em histórias da carochinha com laivos de literatura de Sacher-Masoch.
E nós respeitamos tal deriva. A partir daquele dia o cabo Jeremias nunca mais foi o mesmo. Parecia que tinha visto o Diabo! Melhor: o Diabo de saias sem saias! O que aconteceu realmente nunca se veio a saber ao certo. Quiçá algum dos nossos indefetíveis leitores tenha encontrado saída para o beco em que o nosso bom cabo Jeremias se meteu, e se o fez merece todos os nossos encómios.

Mas os mistérios que a vida tece são às vezes tão insondáveis que um normal escritor de histórias curtas, como nós, por muito que tentemos não conseguimos até hoje construir um final feliz. É só drama e de faca e alguidar!

Não há pachorra!

A. Raposo



O autor




Publicado por Detective Jeremias no seu blogue "Policiário de Bolso"


Detective Jeremias, proprietaria do blogue "Policiario de Bolso".
Gabo-lhe a paciencia de saber trabalhar as irreverencias literarias do jovem Raposo

Obrigado Pela Sua Visita !