BANCADA DIRECTA: Fevereiro 2016

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Mundo Policiario 7. Historias de policias e ladrões e outros incidentes afins a cargo de Antonio Raposo e sob a asa protectora da Detective Jeremias que o acolheu no seu "Policiário de Bolso". Publicamos hoje o 7º episódio " A menina Arlete".


7º EPISÓDIO (DRAMÁTICO) 

A MENINA ARLETE 


A menina Arlete era costureira de calças e todos os dias cedo, pela manhã, passava à porta da esquadra do Alto do Pina, para o seu trabalho. O cabo Jeremias já lhe conhecia o horário e por essa hora punha-se à porta a olhar o tráfego com um olho no eléctrico que passava e na Arlete que descia a rua. Havia sempre um piropo soprado em surdina.

Um dos mais vistosos e que a deixava completamente acalorada era “ Ai menina Arlete... Quando é que vamos dar uma voltinha de biciclete?” Era um piropo anódino. Sem segundas intenções e até incompreensível visto que atendendo às dificuldades económicas o cabo Jeremias não tinha bicicleta, nem, quando era puto, nem trotinete nem triciclo. Lá na terra ainda estavam no tempo dos burros e das mulas.

Obviamente, não tendo aquele meio de transporte, não poderia convidá-la para tal viagem. Provavelmente, a frase estava construída num sentido metafórico. Nunca ninguém conseguiu descobrir, nem o autor destas linhas. O cabo Jeremias passou portanto ao ataque com outra táctica e cada vez que a menina Arlete passava na porta da esquadra entregava-lhe um bilhete com uma frase célebre.



Regra geral copiava Shakespeare. Sem grandes resultados. Como a menina Arlete tinha tirado só a 3ª classe, já quase adulta. O único romance que tinha lido, em fascículos semanais, fora a Toutinegra do Moinho, do grande Emílio de Richebourg, que contava a desgraça de uma menina perdida de seu pai e criada por um lenhador… (uma história de fazer chorar as pedrinhas da calçada).

 Um dia ofereceram ao cabo Jeremias uns textos de Fernando Pessoa que alguém encontrara num baú, algures. Daí que, para demonstrar a sua erudição, um dia a menina Arlete passou e ele atirou-lhe a seguinte verborreia, escrita a letra de forma numa cartolina:
 “Sem ilusões,
vivemos apenas do sonho,
que é a ilusão
de quem não pode ter ilusões”.


Arlete tropeçou na calçada e o cabo Jeremias pensou que ela tinha apreendido aquele texto hermético do maior poeta luso. (Vide Livro do desassossego, pag.189) Essa ideia ficou-lhe sempre a bater na cabeça como se fosse uma pancadinha de chanfalho amigo. Certo, certo, foi o facto de a menina Arlete nunca mais ter passado pela porta da esquadra.

Seria que ela não gostava de metáforas? O cabo Jeremias a partir desse dia nunca mais quis ouvir falar de poetas e se acaso − pensou − o zarolho do Camões se lembrasse de passar lá pelo Alto do Pina, arriscava-se a levar uma chanfalhada do cabo Jeremias.

Ai levava, levava!.....





O autor




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sábado, 27 de fevereiro de 2016

Quais destes treinadores ficará com o coração partido, quando terminar esta jornada numero 24 da Liga. Jorge Jesus, Rui Vitoria ou José Peseiro? Ou todos safar-se-ão?

E porque hoje é Sabado, já estamos dentro do fim-de-semana. Bancada Directa deseja aos seus amigos leitores que o passem com excelencia e façam o favor de se sentirem felizes. Bom, bom seria passá-lo com a Alexia


Alexia Gomez foi uma promessa no voleibol

Olhando para Alexia Gomez é complicado imaginar que estamos perante uma das grandes promessas do desporto peruano. Mas é mesmo verdade. Esta manequim chegou a praticar voleibol a nível profissional e só deixou a modalidade porque a sua… beleza acabaria por a mudar de rumo e seguir uma carreira na área da moda. 

Aos 21 anos, Alexia Gomez é uma das mulheres mais desejadas daquele país, tendo no percurso algumas participações em catálogos de enorme sucesso nas mais diversas áreas. 

É certo que que se perdeu uma enorme desportista, mas ganharam muitas marcas que encontraram nesta fabulosa manequim uma grande forma de promoção…

Fonte da foto e do texto: "A Bola"

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Mundo Policiario 6. Historias de policias e ladrões e outros incidentes afins a cargo de Antonio Raposo e sob a asa protectora da Detective Jeremias que o acolheu no seu "Policiário de Bolso". Publicamos hoje o 6º episódio " O cabo Jeremias era um poeta"

Mundo Policiario  6. Historias de policias e ladrões e outros incidentes afins a cargo de Antonio Raposo e sob a asa protectora da Detective Jeremias que o acolheu no seu "Policiário de Bolso". Publicamos hoje o 6º episódio " O cabo Jeremias era um poeta"

6º EPISÓDIO

O CABO JEREMIAS ERA UM POETA

Na esquadra, nas horas mortas ouviam muito frequentemente um assobio. O cabo Jeremias imitava o rouxinol e a toutinegra. Tentara durante longas horas o canário mas não tinha pé para tamanho chinelo.

A vizinha Rosalina − uma rapariga que olhava muito para as fardas e sonhava de alto, ficava embevecida ao ouvir o cabo Jeremias a assobiar imitando o rouxinol. Tanto assim que ela quando o via dizia para si baixinho: 

“Ai rouxinol, rouxinol, 
de bico doirado, 
se te apanho um dia, 
chamo-te um rebuçado!”

É claro que o cabo Jeremias não se apercebia dos corações que despedaçava. Porém, conforme um dia afirmou o guarda-nocturno da área, que todos os dias tinha que ir à esquadra assinar o ponto: “O cabo Jeremias, para além do mais, é um erudito poeta espontâneo, tipo António Aleixo, mas para melhor.

Um dia sem ninguém estar à espera saiu-se com uma que nunca mais me esqueceu a profundidade, ora ouçam:

São as fezes que nos salvam
Nos momentos de aflição
Por isso acredito em Deus
Dia sim e dia não!

 O Aleixo não faria melhor. E o Pessoa nem à cartucheira lhe chegava. E o que ele gostava da Florbela Espanca. Não sei se conhecem esta poetisa. Penso que ele gostava mais pelo nome. O nome Espanca dizia-lhe qualquer coisa.

O que seria? Mistério.

A. Raposo




O autor




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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Orçamento de Estado 2016 aprovado num conceito historico. Para acabar com as medidas iníquas de austeridade impostas por um ex primeiro ministro no exilio e a fazer uma triste figura num Parlamento. Um "homo erectus" que se curva quando está normal.

Orçamento de Estado 2016 aprovado na generalidade. 
Falemos daqueles que estando ressabiados põe os interesses do povo português em segundo plano e não vão apresentar propostas para o melhorar. 
Lamentavel


Passos Coelho, o Homo erectus 

 Não há dúvida de que Passos Coelho se julga um Homo erectus, talvez por ter evoluído em África, mas desconhecendo que esse exemplar se extinguiu há cerca de meio milhão de anos. Mantendo ainda algumas características distintivas do Homo habilis há de julgar que o Homo erectus, com o cérebro aumentado, a presença dos cumes da testa, rosto encurtado e uma abertura nasal em potência, corresponde ao fenótipo impecável que partilha, não apenas com Miguel Relvas e Marco António, mas com todos nós. 

 Não tendo sido o “menino de Turkana”, esse viveu há cerca de 1,6 milhões de anos, foi o menino promissor do canto lírico que a madraça partidária converteu em líder quando se distraíram os concorrentes e se juntaram os cúmplices, há menos de uma década. 

 Hoje, o antigo gestor da Tecnoforma, pensa que a ética é a postura corporal que define o Homo erectus, que julga existir ainda e de quem pensa ser um exemplar de referência, porque, ao empertigar-se, fica erecto. 


Aturdido com a demora que os seus amigos do PPE levam a destruir o atual governo, à míngua de argumentos, foi ele que teve a ideia de observar que o PS se ajoelha perante a Europa, uma Europa de que os seus correligionários abdicam servis perante a Inglaterra e autoritários face a Portugal, Grécia ou Irlanda.

 Quando a inteligência, a cultura e a capacidade técnica minguam, nada melhor do que acusar os outros do que vê quando se olha ao espelho. Já nem falo do que foram as posturas de Vítor Gaspar ou de Maria Luís perante o Sr. Schäuble, basta observar como o próprio se comporta diante de um rei que o genocida Franco legou a Espanha.tus"

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

A preocupação das cupulas do governo anterior em denegrir as opções do actual governo, fá-los esquecer que andaram a pedir batatinhas em Bruxelas. E agora insinuam que hoje a esquerda portuguesa se ajoelha perante a UE

Quem tem telhados de vidro  deve  só olhar para si próprio

Toda a gente tem a noção de que Bruxelas está apostada em dificultar a acção do actual Governo. Estar no poder, neste momento, sob o signo da anti-austeridade, não pode agradar às personagens que se instalaram nas instituições comunitárias.

O artigo que escreve hoje Pacheco Pereira sobre a existência de um terreno armadilhado para este Governo diz quase tudo  E o ‘quase’ advém do facto de ter surgido uma inesperada acusação. Passos Coelho insinuou num Congresso Autárquico nas Caldas de Rainha que o Governo está ‘ajoelhado’ perante Bruxelas .

 Nem o mais esclarecido analista político poderia antecipar tamanha aleivosia. Mas esta nova inflexão do ex-primeiro-ministro na campanha de denegrir António Costa traz ‘água no bico’. Trata-se de uma afirmação feita por um homem que durante 4 anos caminhou regularmente para Bruxelas. Ele lá sabe como o fez. Se foi de pé, de joelhos ou a rastejar.

 Uma coisa os portugueses devem recordar-se. Da postura de um influente membro do seu Governo (até à sua demissão) em relação ao máximo expoente político e incondicional fã das políticas de austeridade (Wolfgang Schäuble).


É só olhar para a foto e reconhecer o, na altura, nº. 2 do seu Governo - Vítor Gaspar. Como está? - De joelhos, de cócoras ou reverencialmente atento e obrigado como se fosse um seu criado? Foi balançando entre estas posições que o XIX Governo Constitucional conviveu, durante uma legislatura, com as instituições europeias e com os representantes dos sacrossantos mercados. Resultado: o actual desvario!

Andar com a moleirinha baixa tanto tempo perturba a capacidade de discernimento e, se calhar, causa ‘visões’.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Um ex primeiro ministro desejoso de voltar ao poder custa o que custar. É a politica do "quanto pior para o seu país, melhor para as suas ambições pessoais


A estratégia de Passos Coelho é clara, não vai abdicar de desempenhar o papel de primeiro-ministro no exílio a quem foi retirado o poder de forma constitucional mas ilegítima e fará oposição total ao governo sem quaisquer propostas ou diálogo parlamentar, o que é a transposição para o parlamento de uma espécie de guerrilha. 

 A ideia de que as oposições desejem sempre o melhor para os países justifica-se apenas quando estão em causa tendências eleitorais. Mas Passos já mostrou que não gosta de governar de acordo com as regras e respeitando a Constituição. Ele quer voltar ao poder para cumprir a metade do seu programa, mas o seu regresso só faz sentido se puder beneficiar de uma situação de excepção. 

Ideias como a semi escravatura dos funcionários públicos, a perda de direitos dos pensionistas, o despedimento em massa de funcionários públicos e a desvalorização do factor trabalho para transformar Portugal no país mais competitivo do mundo são viáveis em ditadura ou num contexto em que um governo possa governar como se fosse em ditadura, o que sucedeu nos últimos quatro ano. 
Não admira a aposta de Passos em usar o OE para lançar a desconfiança em relação a Portugal, a estratégia foi a da terra queimada e o PSD tudo fez, em Portugal, em Estrasburgo ou em Bruxelas, para que um conflito com a Comissão Europeia se traduzisse numa situação que conduza novamente à asfixia financeira do país. Passos já chegou uma vez ao poder graças a uma situação dessas, mas dessa vez negociava em privado e mentia em público. 

Agora o PS não confia na sua palavra e Passos aposta tudo na guerrilha. Passos não tem alternativa, não tem propostas e não quer ter programa, tenta enganar os portugueses disfarçando o seu extremismo atrás de uma social-democracia mentirosa que há muito tempo disfarça um partido da direita, hoje quase da extrema-direita. 

A verdade e que Passos não quer ter um programa e por isso mesmo nunca enviou qualquer esboço do OE de 2016 ara Bruxelas, Passos quer voltar a governar sem programa e isso passa por conduzir o país à bancarrota. Não admira a excitação dos últimos dias com o primeiro-ministro no exílio a reaparecer depois de semanas de quase total silêncio. 

 Passos não quer regressar para repor direitos ou cumprir acórdãos do TC de que discorda e que nunca respeitou, Passos quer regressar ao poder para voltar a tentar no que falhou, na famosa tabela única no Estado, na "requalificação" dos recursos humanos libertados com as 40 horas, na desvalorização fiscal dos salários do sector privado transformando aumentos do IRS em reduções do IRC. 


Fonte deste texto: blogue "O Jumento". Agradecimentos

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Dilemas germanicos que não só assustam todos os países da União Europeia, mas como eles próprios andam assustados. Até os países endinheirados sentem a crise..


A Alemanha assusta a Europa

Não admira que António Costa e Mário Centeno estejam apreensivos com o Governo alemão e a inépcia do Sr. Wolfgang Schäuble, ministro das Finanças, para tranquilizar os mercados.

 O que António Costa e Mário Centeno não dizem, por respeito pelo voto dos alemães, é o que o ministro da Sr.ª Merkel disse do Governo português.

É esta a diferença entre estadistas e um biltre. A situação do Deutsch Bank, como refere hoje El País, é motivo de justificado alarme

Ver a noticia do El País clicando aqui.

Fado do cu...me...vão. Dedicado a um galeirão que foi apeado do seu poiso, mas que anda esfarrapadamente a tentar voltar ao seu poleiro, custe o que custar......

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Uma virtude do governo anterior é que conseguia aumentar impostos sobre a forma de corte nos vencimentos e aumentos nos descontos e assim enganava a gentalha menos atenta.

Dantes existiam impostos e taxas mas graças ao brilhantismo intelectual de Passos Coelho e à sua honestidade foi criado uma terceira solução, gera receitas para o Estado sem aumentar impostos ou criar as famosas taxas e taxinhas.

Cortam-se de vencimentos sem qualquer negociação ou compensação. Para não parecer um exagero a par do corte do vencimento, aumentam-se as horas de trabalho, corta-se nas férias e aumentam-se os descontos.

Se fosse feito o mesmo a todos os trabalhadores isto seria um imposto, um aumento inadmissível da carga fiscal, mas como se aplica apenas a alguns já não é um imposto, é um corte na despesa, uma espécie de imposto negativo sem regras. Portanto, este “não imposto” só tem vantagens, não dá trabalho a cobrar, não pode ser objecto de recurso e não tem limites.

À partida cortaram-se 30% dos rendimentos, mas sendo uma despesa é legítimo cortar nesta despesa até aos 100%, isto é, reintroduzindo a escravatura. Entre aumentar impostos e reintroduzir a escravatura não há dúvida de que desde o Durão Barroso à Fitch, da Maria Luís ao dono do Pingo Doce, do Cavaco ao Marco António, todos estariam de acordo, o melhor será recorrer à escravatura, se não for total então que seja parcial, basta arranjar um nome diferente, talvez ajustamento.


O ideal seria os funcionários serem escravos todos os dias, mas se isso não for possível então que sejam escravos de dois em dois dias, às segundas e às quintas, isto é, em 70% dos dias têm direito a vencimento, nos outros dias trabalham à borla e já se podem dar por contentes pois têm o privilégio de serem remunerados nos outros dias.

Foi com este milagre da economia que o governo anterior não aumentou ainda mais os impostos e preparava-se para ajudar as empresas a terem mais capital sem investimento. Bastava aumentar o IRS e reduzir o IRC ou aumentar a TSU dos trabalhadores e reduzir a dos patrões. A famosa desvalorização fiscal defendida pelo falecido guru de Passos Coelho.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Politica à portuguesa, tendo o Orçamento de Estado 2016 como pano de fundo e de opiniões a roçar a idiotice

A direita tem mantido uma relação estranha com o OE de António Costa, começou por dizer que era a bancarrota, mexeu os cordelinhos junto da direita europeia numa tentativa desastrada de chumbar o documento, desejou que o país voltasse a ficar sem financiamento externo e agora diz que ficou tudo na mesma e é um OE de austeridade. 
Isto é, a direita só discorda do OE porque considera que deve ser uma parte dos portugueses, aquela que Passos odeia, a suportar toda a austeridade. A direita descobriu uma óptima forma de não aumentar impostos, apropria-se dos rendimentos de um sector da sociedade e chama a isto cortar na despesa. 

Segundo esta lógica se for decretada a escravatura dos funcionários públicos há uma reforma estrutural com um corte acentuado da despesa que até pode financiar uma redução acentuada dos impostos. Mas que grande solução! 

O candidato único do PSD e primeiro-ministro exilado em Massamá continua o seu périplo pelo país para conseguir aquilo que ninguém quer, a liderança do PSD. Passos sabe que em condições normais nem Costa se vai embora nem Marcelo o quer ver em São Bento, mas como se viu nos últimos dias o exilado em Massamá ainda sonha com uma nova bancarrota e o regresso ao poder para despedir os funcionários públicos que ficaram por despedir. 

 E enquanto o exilado anda por aí António Costa encena sessões de esclarecimento sem arriscar muito pois são dirigidas a uma audiência cujo casting foi feito entre militantes e simpatizantes do seu partido. A primeira sessão foi um desastre, um Costa com ar de quem tinha ido comer umas bifanas antes de uma final da Taça no Jamor achou que tinha muita graça e decidiu explicar a sua política orçamental com recurso a piadolas de mau gosto. 

Na segunda vez já se vestiu à primeiro-ministro e não disse piadolas, o problema é que o que ficou na memória foi a primeira sessão. As sondagens insistem em sugerir que nem o PS cresce, nem o PSD se afunda, ficando tudo na mesmas enquanto a Catarina Martins vai roubando votos ao PCP. Talvez não fosse má ideia o António Costa reflectir sobre as razões que levam os eleitores a não mudar muito de opinião.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Mundo Policiario 4. Historias de policias e ladrões e outros incidentes afins a cargo de Antonio Raposo e sob a asa protectora da Detective Jeremias que o acolheu no seu "Policiário de Bolso". Publicamos hoje o 4º episódio


4º Episódio

O cabo Jeremias e os ciganos

(texto deixado escrito e assinado pelo cabo Jeremias, no seu “soi disant” caderno de memórias).


Quero desde já fazer uma declaração de interesses: não tenho nada contra os ciganos, nem contra os pretos nem contra os romenos, não os discrimino. Quando é para dar porrada levam todos sem discriminação!

Para mim não são raças menores pelo simples facto de não serem raças, são etnias. Ora eu não sou racista, sou contra as etnias. Faz toda a diferença. Não é pecado, nem ilegal. O meu nome é Jeremias. Sou o cabo Jeremias − cabo de esquerda do posto do Alto do Pina.

Pratico a religião católica, quando não estou de serviço. Serviço é serviço, conhaque é conhaque. Mai nada! Ando a estudar à noite psicologia numa dessas Universidades Novas que dão o canudo com uma certa elasticidade visto que o que o País precisa é de gente formada! Gente culta, por assim dizer. Melhor dizendo gente acanudada.

Mesmo para dar porrada é preciso um curso! Vejam lá! Para lidar com a etnia cigana é preciso dominar a técnica do toca e foge. Um misto de candomblé, de kung-fu e taekwondo com um cheirinho de karaté. Por causa dessa etnia que dizem os conhecedores tem origem na longínqua Índia, daí a cor meio monhé dos ciganos que muitos dizem ser resquícios dos indianos mas que eu penso seriamente ter origens nos sóis do Alentejo, nas feiras a vender burros.
Certo certo é que eles usam facas afiadas, adoram rixas e usam golpes baixos. Por mor disso, no meio duma refrega que me vi no ano passado, acabei no hospital de Beja com uma facada num testículo que me levou a ser cerzido, pacientemente, por uma moça enfermeira uma boa hora, a frio. Foram bem uns dez centímetros de ponto cruz. Não vos conto as dores que tive.

Não as desejo ao meu maior inimigo! É por essas e por outras que não gosto particularmente da etnia cigana. E tenho as minhas razões. Agora já não me apanham. Uso as mesmas defesas que os guarda-redes do hóquei em patins umas “coquilles”.

Como se fossem duas cascas de nozes. Agora já não há cigano que me meta medo! Venham eles! Quantos são? Quantos são?

 A. Raposo

Publicada por Detective Jeremias no blogue "Policiário de Bolso"

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Iker Casillas. Qual gigante qual carapuça. é uma questão de andar a virar frangos há muitos anos e ontem não quiz nada com eles.

Benfica 1 - Porto 2
Uma grande defesa do frangueiro Casillas a impedir mais um golo do Benfica



Pode-se ver nas imagens seguintes uma série de frangos do Casillas






Ontem Casillas enjoou a frangalhada e assim o Porto venceu o Benfica. Ainda bem! Para a industria dos frangos é um incentivo

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

O que vale é que nesta Assembleia da Republica há sopa, gravatas e tudo. Curioso é que homens de cupula do CDS.PP até usam gravatas vermelhas. E são gozados por essa escolha. Nuno Magalhães é o "homem da moda"

O homem que já morreu, já morreu. Esqueceram-se foi de o enterrar. Agora anda por aí a vaguear e a dizer que quer acabar o que tão mal começou.

Os seus colegas de ideologia ainda não o enterraram. Antonio Costa está a preparar-se para lhe dar o golpe de misericórdia

Passos Coelho ainda não percebeu que já “morreu” mas esqueceram-se de o enterrar.

O seu guru António Borges faleceu,

Vítor Gaspar fugiu em busca da sua zona de conforto.

Paulo Portas optou por andar por aí, mas Passos optou por andar armado em primeiro-ministro no exílio exigindo o poder para poder acabar o que supostamente começou.

 Marco e Moreira estão numa de reciclagem

Relvas anda preocupado com algumas ninharias

Agora esta figura banal da política portuguesa diz que sempre foi social-democrata, que foi quando desejava despedir funcionários públicos, quando decidiu aumentar horários de trabalho sem qualquer negociação ou contrapartida, quando sugeriu aos jovens que partissem, quando defendeu que o despedimento era uma oportunidade na vida.

Toda a gente sabe que à medida que os portugueses vão percebendo o que lhes feito com a ajuda da troika as probabilidades de Passos Coelho ganhar as eleições são cada vez mais pequenas. Mas mesmo assim Passos Coelho vai ganhar o congresso do PSD por uma maioria digna da Coreia do Norte, só não ganharia as eleições se as sondagens apontassem ara uma vitória nas legislativas com outro candidato e para uma derrota clamorosa com Passos Coelho.

Nessa altura desde o Hugo Soares ao Morado penduraria Passos na árvore mais próxima e aclamariam o novo líder. Passos Coelho criou o lodaçal em que se está enterrando e a partir do momento em que a direita perdeu a maioria parlamentar tudo lhe correu mal, viu Rui Rio fugir da disputa presidencial, foi humilhado por Marcelo Rebelo de Sousa que quase o proibiu de aparecer na sua campanha.

Agora resta a Passos que ocorra uma nova crise financeira que derrube o governo de António Costa ou que as armadilhas que deixou montadas produzam os seus resultados. O PSD vai escolher um líder que todos sabem ser mentiroso, que teve um dos piores resultados eleitorais da direita, que é detestado pelo Presidente da República eleito de quem gozou e a quem se referiu de forma humilhante e pouco frontal em documentos de um congresso do PSD.

O PSD está de parabéns, essa trupe formada por figuras como Passos Coelho, Maria Luís, Morgado, Hugo Soares e outras sumidades são mesmo o futuro da “social-democracia” do PSD.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Mundo Policiário 3. Historias de policias e ladrões e outros incidentes afins a cargo de Antonio Raposo e sob a asa protectora da Detective Jeremias que o acolheu no seu "Policiário de Bolso". Publicamos hoje o 3º episódio


3º EPISÓDIO

UMA FACADINHA NO MATRIMÓNIO


O cabo Jeremias era um homem sério. Um fiel cumpridor dos deveres do lar. Estava casado com a sua Micaela − uma moçoila de Trás-os-Montes − habituada às geadas, a mugir as vacas e a levar umas boas palmadas nas nalgas.

Não é que o cabo Jeremias tivesse muitas virtudes. Mas era temente a Deus e à Santa Madre Igreja. Todos os domingos − quando a folga permitia − lá ia comungar, mais a Micaela. Pelo Natal, não perdiam a missa do galo. Mas o Diabo tece-as e espreita. Um homem não é de ferro. Fundido. A carne é fraca e o bife é tenro.

Era o caso da Menina Amélia florista. Vendia flores ao domingo no adro da Igreja da Penha de França e tinha um ar angelical. O cabo Jeremias assim que a via começava a coçar-se. Pensava: a miúda é boa como o milho, carago!

Uma espécie de erisipela toldava-lhe o corpo e enevoava-lhe a visão. Várias vezes pensou que era o Diabo a tentá-lo.

Até que um dia em que foi sozinho à missa abordou a pequena e perguntou-lhe se ela tinha licença de venda ambulante. Que não. Que não tinha ou se tinha estava lá em casa e se o Sr. Guarda quisesse ver podia lá ir que a mãe tinha ido à terra. O cabo Jeremias foi.

O papel nunca mais aparecia, Amelinha chorava. O cabo Jeremias afagava-a as nalgas, com respeito e, às duas por três soltou-se um beijo. Os nossos libidinosos leitores sabem que estas histórias acabam sempre no quentinho da cama. Esta não é excepção, porque estava frio e era inverno!

E o cabo Jeremias pecou. Pecou uma vez, pecou segunda vez e não pecou mais porque a hora do turno já estava a chegar.


Vestiu-se, pegou no chanfalho ajeitou a pistola na cartucheira, apertou o cinturão. Enfiou as botas. Pôs o chapéu. Desceu a calçada até à esquadra. O dever chamava-o.

(Não perca o próximo capítulo se por acaso é curioso ou mesmo voyeurista. Se é temente a Deus: Adeus!)

 A. Raposo

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Porque é que há diferenças nos Carnavais do Brasil e de Portugal? É uma questão de temperaturas e calor natural para a época no país dos brazucas.....

Carnaval 2016

Rio de Janeiro

Quem é esta beldade tão bem despidinha?

É a Rainha da Bateria Beija-Flor de seu nome Raíssa Oliveira

Abençoada

Nada inferior à Sophia Loren nos seus belos tempos

#Os "Conselhos do Costa". Vamos lá pôr em prática estas considerações. Prometemos ir mais longe.......


"#ConselhosdoCosta"

Aproveitem a experiência acumulada a tratar os portugueses como gado com amnésia para escrever livros e dar cursos de formação

"#ConselhosdoCosta"

a) Criem o partido dos directores e comentadores de imprensa com alergia raivosa ao PS
b) Esqueçam a Cristas e entreguem já o CDS ao Nuno Melo para acelerar o processo
c) Peçam ao Duarte Marques que defina a estratégia do PSD para os próximos 40 anos
d) Mantenham o Portas no activo para ir explicando as cenas à sua maneira
e) Continuem com o aldrabas de Massamá a liderar a oposição
f) Convençam Cavaco a lançar as suas memórias sobre a “Inventona de Belém” e publiquem-nas em fascículos no esgoto a céu aberto

Foram alguns dos conselhos do Costa

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Até podia ser uma mascara de Carnaval. Mas não é! É o rosto de um politico que tentou em Bruxelas denegrir o Orçamento de Estado 2016. Aqui o seu comportamento é tema de um poema de Antonio Dias Russo


Nesta terça de Carnaval paremo-nos de rir com o Passos Coelho em cima do Salazar e recordamos Sophia Loren. Um sonho da minha juventude que fazia as minhas noites mal dormidas.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

U/ma câmara indiscreta revela as inspirações sociais democratas de um primeiro-ministro no exilio. Sob o manto diafano de um lider da oposição mostra-se a referencia de um dos seus mentores politicos

Salazar sem tirar e nem pôr!

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Mundo Policiário. Historias de policias e ladrões e outros incidentes afins a cargo de Antonio Raposo e sob a asa protectora da Detective Jeremias que o acolheu no seu "Policiário de Bolso". Publicamos hoje o 2º episódio



 2º EPISÓDIO

 HAJA RESPEITINHO OU LEVAM NO FOCINHO



“Haja respeitinho ou levam no focinho": Esta era a máxima que o cabo Jeremias – cabo de esquadra do posto de polícia do Alto do Pina na mui digna e leal cidade de Lisboa. Anos 60. Seculo XX.

Com o cabo Jeremias não havia “fun-fun nem gaitinha” ou as coisas corriam como ele queria ou resolvia-se tudo à porrada. Era por isso que alguém inventara o chanfalho. Se alguém que me leia que não conheça – por mera iliteracia – esse adorno de autoridade, o chanfalho, passo a apresentá-lo.

Trata-se de um rolo com cerca de um metro ou meio-metro, tipo borracha com interior rígido, para vergar nas costas dos pacientes. Dado com força faz doer. Se algum dos meus inúmeros leitores, leitoras ou mesmo anaforditas (os que não são nem carne nem peixe) já levou uma boa chanfalhada nas costas sabe do que falo.

Hoje em dia o chanfalho ficou fora de moda desde que inventaram os carros da água sob pressão. É o futuro! O pessoal escusa depois de tomar banho! Poupa. 
Ladrão de meia-tijela que caísse nas nãos do cabo Jeremias já sabia como acabava a história. 

Primeiro uns safanões para aquecer e depois umas belas chinfalhadas nos costados e a confissão surgia breve, completa e aumentada de detalhes inventados.

Para quê utilizar processos primitivos antigos tal como “os tratos de polé” ou máquinas sofisticadas, que a Santa Inquisição, graças a Deus inventou. Para o Cabo Jeremias a dose era 20 chinfalhadas uma confissão – era tiro e queda!

 Quem hoje for visitar a esquadra do Alto do Pina ainda encontra uma lápida na parede exultando os processos simples e práticos de obtenção de confissões sem dor. Era como tirar um dente sem anestesia. Só doía ao princípio. Sem dor é como quem diz: com alguma dor!
Chafariz do Alto do Pina, situado na confluencia das ruas Sabino de Sousa e 4 de Agosto

Mas esta vida não é ela um ramalhete de rosas perfumadas tendo na base os malvados espigões das roseiras? Como dizia a avó do cabo Jeremias, depois de tomar meia litrada de tintol para aclarar a voz: “Isto, meu querido neto, não há bela sem sermão!”

A. Raposo

Publicada por Detective Jeremias (Policiariàrio de Bolso)



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