BANCADA DIRECTA: Junho 2015

terça-feira, 30 de junho de 2015

Gambas panadas. Um petisco delicioso. Mas para o fisco é altamente sugestivo penhorar estes animais já empacotados em farinha e azeite






Umas “gambas panadas com molho de laranja à parte”, uma “salada verde (alface e chicória)”, um “bacalhau com espinafres gratinado”, um “cheesecake com coulis de frutos vermelhos”, “pãezinhos (couvert incluído)”, um “empregado de mesa (pack ‘almoços corporate’)” e uma “entrega dentro de Lisboa” foram penhorados pelo Serviço de Finanças de Viana do Castelo.

Sim, leu bem, nem o empregado do restaurante, que forneceu a refeição a uma empresa de Lisboa escapa à notificação de penhora datada de 16 de Junho passado. Em causa estará o valor do serviço prestado pelo empregado de mesa (€65), mas não deixa de ser mais um caso, juntamente com os alimentos em causa, que soma ao rol de penhoras inusitadas.
E que ocorre já depois das medidas tomadas pela Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais, em Abril, para evitar este tipo de situações. Mais. O almoço em causa, no valor total de €192,82 (a salada e os pãezinhos foram de graça, mas constam à mesma da penhora embora com valor zero), foi servido quase quatro meses antes da penhora, a 25 de Fevereiro.

Em causa estará uma dívida do restaurante às Finanças que cruzada com a guia de transporte electrónica gerou a caricata ordem de penhora. Na notificação, a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) indica à instituição que usufruiu da refeição que “deverá considerar penhorados, à ordem deste Serviço de Finanças, os bens identificados no documento de transporte (...) para pagamento da dívida exequenda (...) no âmbito do processo de execução fiscal”.
A instituição ficou também a saber que foi nomeada “fiel depositária” dos alimentos consumidos quatro meses antes, bem como do empregado e do serviço de entrega. E que tem cinco dias úteis para informar o Fisco sobre a “eventual inexistência, total ou parcial, dos bens penhorados”. Automatismos embaraçam Com as guias electrónicas, as Finanças passaram a cruzar os dados dos bens transportados com os processos de execução fiscal em curso e, assim, a actuar com mais eficiência no sentido de recuperar os impostos em falta através da penhora de bens ou de créditos futuros dos devedores.

Porém, o sistema automático, cego, criou embaraços à máquina fiscal, com penhoras sucessivas de alimentos, por exemplo. Houve até casos de confisco de alimentos doados a instituições de solidariedade social. Em Abril, o Governo pôs freio a estes automatismos. No caso dos bens perecíveis, foram suspensas as penhoras de alimentos que constam nas guias de transporte electrónicas quando o destinatário são pessoas singulares ou Instituições Particulares de Solidariedade Social (não é o caso da organização que recebeu esta notificação em Lisboa, vinda do Fisco de Viana do Castelo), deixando as guias de transporte de ser utilizadas para a cobrança coerciva.
 A Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais adianta que o mesmo procedimento está a ser alargado a mais situações, “designadamente quando estão em causa outras entidades”. A mesma fonte oficial sustenta que, fruto das medidas tomadas, estes casos “são cada vez menos frequentes (ou praticamente inexistentes) e quando são detectados são dadas instruções para serem corrigidos”. 

É ainda enfatizado que a reforma dos documentos de transporte tem sido muito eficaz na prevenção e detecção de fraude e evasão fiscal nas transacções entre empresas e “uma das principais razões do bom desempenho da receita do IVA neste ano (crescimento de 9,2% até Abril)”.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Para onde vais Europa e qual vai ser o teu caminho onde já se perdeu a esperança de se viver um pouco melhor....



Quo vadis, UE?

Não há qualquer união monetária duradoura sem união política e a UE foi incapaz de a concretizar, mobilizando os povos europeus que a integram.

 Insistir no cumprimento da promessa de pagamento de dívidas que credores e devedores sabem não ser possível liquidar, é um ato de terrorismo financeiro destinado a alterar a vontade política dos povos submetidos à tirania da dívida.

E que sentido faz assinar um compromisso impossível de honrar? Ainda não terminaram as ondas de choque da falência do banco Lehman Brothers nem o risco sistémico do sistema financeiro mundial e já o caso grego ameaça tornar inúteis os paliativos que burocratas inventaram, repartindo sacrifícios por economias débeis e com mais dificuldade em resistirem à chantagem.

 Penso que a convocação do referendo grego foi a única saída honesta para quem, sob a ameaça da guilhotina financeira, pergunta se quer morrer combatendo ou morrer sem luta. Não se percebe a alergia dos burocratas, sem qualquer legitimidade democrática, à consulta referendária. A União Europeia prefere morrer com a Grécia a deixá-la viver.

A sentença antecedeu as alegações do condenado.

sábado, 27 de junho de 2015

"No Palco da Saudade" é uma rubrica do nosso homem de teatro Salvador Santos e que se destina a recordar os nomes das figuras que engrandecerem os palcos dos teatros portugueses e do mundo.. Hoje é a vez de ser lembrado o histórico Almeida Garret. É o "Teatro no Bancada Directa"

"No Palco da Saudade" é uma rubrica do nosso homem de teatro Salvador   e que se destina a recordar os nomes das figuras que engrandecerem os palcos dos teatros portugueses e do mundo.. Hoje é a vez de ser lembrado o histórico Almeida Garret. 
É o "Teatro no Bancada Directa"

"No Palco da Saudade"
Texto inédito e integral de Salvador Santos (Teatro Nacional de São João. Porto)

ALMEIDA GARRETT

Iniciador do romantismo, refundador do teatro português, criador do lirismo e da prosa moderna, jornalista, político, legislador, este notável cidadão nascido na cidade do Porto em 1799 é um exemplo de aliança inseparável entre o homem político e o escritor, o cidadão e o poeta. Considerado por muitos autores como o escritor português mais completo de todo o século XIX, que nos legou obras-primas na poesia, no teatro e na prosa, inovando a escrita e a composição em cada um destes géneros literários, foi nos Açores, na Ilha Terceira, para onde os pais o levaram aos dez anos de idade para escapar à segunda invasão francesa, que se iniciou nas letras.

Ali recebe uma educação clássica e iluminista (Voltaire, Rousseau…) que lhe ensina o valor da Liberdade, orientada pelo seu tio Frei Alexandre da Conceição, Bispo de Angra do Heroísmo, ele próprio escritor. Com pouco mais de dezoito anos, Almeida Garrett vai estudar Direito para Coimbra, onde é fortemente influenciado pelas ideias liberais que então germinavam na Universidade.

É nessa altura que edita a sua primeira obra, o poema “O Retrato de Vénus”, que a censura considera ultrajante, levando-o a responder em tribunal. Essa atitude censória, longe de o condicionar, leva-o a investir cada vez mais na escrita. E é assim que surge a sua primeira peça teatral, a tragédia “Catão”, representada em 1821, em Coimbra, pouco depois de ter recebido com grande entusiasmo e otimismo a notícia da revolução liberal. No ano seguinte é nomeado funcionário do Ministério do Reino, ao mesmo tempo que funda com a sua primeira mulher o jornal O Toucador.

Mas, em 1823, com a reacção miguelista da Vila-Francada, é obrigado a exilar-se em Inglaterra. Durante o seu exílio, que o leva também a França, Almeida Garrett toma contacto com a literatura romântica (Vítor Hugo, Byron e Walter Scott…), redescobre Shakespeare e, influenciado pelas recolhas de cancioneiros populares, começa a preparar o seu “Romanceiro”. Em 1825 e 1826, publica em Paris os poemas “Camões” e “Dona Branca”, primeiras obras portuguesas de cunho romântico, fruto da metamorfose estética em si operada pelas novas leituras. Em 1826, durante um período de tréguas, mostra-se confiante na Carta Constitucional, acordada entre D. Pedro e D. Miguel, e regressa a Portugal, dedicando-se ao jornalismo político nos periódicos O Português e O Cronista. Mas a retoma do poder absoluto obriga-o exilar-se de novo em Inglaterra.

Londres, entre 1828 e 1830, Almeida Garrett atravessa um período de grande criatividade e a sua escrita conhece uma fase de intensa divulgação. É nessa altura que publica, por exemplo, a “Lírica de João Mínimo”, o tratado “Da Educação” e o tratado político “Portugal na Balança da Europa”, onde analisa a história da crise portuguesa e exorta à unidade e à moderação. Regressa depois, em 1832, à Ilha Terceira para incorporar-se no Exército Liberal, com o qual participa no célebre desembarque do Mindelo.

Durante o Cerco do Porto, que marca o início do fim da Guerra Civil Portuguesa de 1828-1834, escreve o romance histórico “O Arco de Santana” e colabora com Mouzinho de Albuquerque nas reformas administrativas. Mas o rápido desencanto com a prática política caseira leva-o a aceitar a nomeação de cônsul-geral em Bruxelas.

Depois desta espécie de terceiro exílio, motivado sobretudo por aquilo que considerou de insustentável promiscuidade da corrida dos liberais aos cargos públicos, que lhe permite um contacto direto e bastante fecundo com a língua e a literatura alemãs (Herder, Schiller, Goethe…), Almeida Garrett regressa a Lisboa, em 1836, separa-se da sua primeira mulher e funda o jornal O Português Constitucional.

Nesse mesmo ano, após a Revolução de Setembro, é incumbido pelo governo de Passos Manuel da organização do Teatro Nacional. Nesse âmbito, desenvolve uma ação notável, criando e dirigindo a Inspeção Geral dos Teatros e o Conservatório de Arte Dramática, tendo também intervenção direta no projeto de edificação do Teatro Nacional D. Maria II. Em 1838, Almeida Garrett torna-se deputado da Assembleia Constituinte e membro da comissão de reforma do Código Administrativo, ao mesmo tempo que escreve algumas das mais importantes peças do repertório dramático nacional: “Um Auto de Gil Vicente”, “Dona Filipa de Vilhena” e “O Alfageme de Santarém”.

É por esta altura que inicia uma relação com Adelaide Deville, que morrerá em 1841 deixando-lhe uma filha (episódio que inspirará “Frei Luís de Sousa”, peça fundamental da nossa dramaturgia). Entretanto, sendo ele um dos mais férreos opositores da ditadura de Costa Cabral, é demitido sem grandes surpresas do cargo de inspetor-geral dos teatros e dedica-se então quase em exclusivo à escrita de “As Viagens na Minha Terra”.

O triunfo do movimento político da Regeneração (1851) trouxe de novo Almeida Garrett à política activa. Fundou por essa altura um novo jornal, a que chamou A Regeneração, e foi nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros. Mas devido ao seu espírito independente saiu em 1853 do governo regenerador. Regressou então à escrita, iniciando o romance “Helena”, que não concluiu devido ao seu falecimento em 1854.

Nota do Autor:

Com esta evocação desce o pano sobre a rubrica “no palco da saudade”, que marcou presença na BANCADA DIRECTA por 190 vezes. Até breve.

Salvador Santos
Teatro Nacional de São João. Porto
Porto. 2015. Junho. 27

Nota do blogue Bancada Directa

Os administradores deste blogue, Pedro Sousa (New Bedford. USA e Adriano Ribeiro (Sintra) agradecem ao Salvador Santos a prestimosa colaboração que deu com a sua rubrica "No Palco da Saudade. 

Apresentamos novamente os nossos sinceros agradecimentos


Estes cinco da vida airada. Estão no centro de uma crise gravíssima que pode levar à destruição de um país, mas parece , pelo seu contentamento, que vão para uma sessão de beber uns copos.......

Francamente

Estes mundos tão insólitos e diferentes. Só meio metro de areia a separar estas mulheres e cada uma tem o seu mundo e o seu modo de estar na vida

Francamente para estas convicções

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Telma Monteiro. Penta campeã europeia de judo -57 Kgs. Parabens

A judoca portuguesa venceu a húngara Hedvig Karakas na categoria de -57kg e conquistou a medalha de ouro nos Jogos Europeus e o título quinto europeu.
Telma, líder do 'ranking' mundial, venceu a 11.ª jogadora por 'ippon', confirmando a tendência frente à rival húngara, a quem venceu em todos os cinco combates.
Recorde-se que a portuguesa já venceu o título europeu em 2006 e 2007 na categoria de -52kg, e em 2009 e 2012 na categoria de -57kg.
Esta é a nona medalha portuguesa nos Jogos Europeus depois das conquistas de ouro de Rui Bragança (-58 kg) no taekwondo e no ténis de mesa por equipas (Marcos Freitas, Tiago Apolónia e João Geraldo). A prata surgiu com João Silva no triatlo, João Costa no tiro e Fernando Pimenta em K1 1.000 e 5.000 metros na canoagem, enquanto Júlio Ferreira (-80 kg) no taekwondo e a dupla Beatriz Martins/Ana Rente nos trampolins sincronizados conquistaram medalhas de bronze.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Carrega Benfica! Em todo o lado o fascinante lado glorioso desta Instituição. Trata de um cartaz glorioso para o documentário de Rui Simões "Alto Bairro"

Fascinante tanta humanidade num homem do nosso Povo.

No defeso é que se reforçam as equipas. No Benfica é sempre a aviar

Mais uma promessa ou um flop?
Vamos ver o que ele dá

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Enquanto não recebo o expediente para renovar os meus 2 lugares de camarote para a próxima época, sigo ao pormenor como vai o Benfica. Tem piada que eu também aprecio os dotes futebolísticos do Silvio

Pena foi aquele infeliz acidente no choque com o Luisão que o deixou muito maltratado.
Mas o Silvio tem coragem e força para continuar ao mais alto nível
Eu torço por isso

O Desporto e não só no Bancada Directa. Eis Joana Duarte no seu melhor. Ela é a surfista mais "sexy" da Europa Tem 28 anos e é portuguesa, claro!

O Desporto e não só no Bancada Directa. 
Eis Joana Duarte no seu melhor.
Ela é a surfista mais "sexy" da Europa 
Tem 28 anos e é portuguesa, claro!
Joana Duarte
28 anos
Nascida em 28 de setembro de 1986, tem 28 anos, 8 meses e 27 dias
Dias: 10496
Meses: 345
Semanas: 1499

Faltam 96 dias para o aniversário

Signo Solar: Balança
Signo Chinês: Tigre


O site Surf Europe elegeu a actriz Joana Duarte, de 28 anos, como a surfista mais sexy da Europa. "Ela é uma verdadeira raposa do Mediterrâneo", pode ler-se no site, que elaborou o ranking das sete mulheres mais bonitas do surf. Um motivo certamente de grande orgulho para a portuguesa, que por onde passa capta todas as atenções.




Atrás de Joana Duarte, na segunda posição, está a surfista alemã Janni Hönscheid, e em terceiro a francesa Victoria Vergara.

terça-feira, 23 de junho de 2015

O caso José Sócrates. O ex Procurador Geral da Republica dá a opinião de que algo vai mal. E não isenta a Comunicação Social de pretender fazer o julgamento do ex primeiro ministro na praça pública. Assim não vale: opina Pinto Monteiro


O caso José Sócrates.
O ex Procurador Geral da Republica dá a opinião de que algo vai mal.
E não isenta a Comunicação Social de pretender fazer o julgamento do ex primeiro ministro na praça pública.
Assim não vale: opina Pinto Monteiro

José Sócrates diz que os procuradores estão a agir por ressentimento.

Concorda?
Isso é o que diz José Sócrates e sobre José Sócrates tenho a dizer duas coisas: primeiro, enquanto fui procurador, nunca me foi apresentado nada que fosse ilícito. Segundo, quando houver uma sentença transitada em julgado que o condene, digo José Sócrates é culpado. Se houver uma sentença de juízes de direito, não de jornais, que absolva José Sócrates, digo José Sócrates está inocente. Até lá ignoro em absoluto o que se passa com José Sócrates.

Só há outra coisa que quero acrescentar, quando tomei posse disse uma frase mais ou menos assim: “Tenho um grande apreço pela comunicação social, que é muito importante num Estado de direito, um contra-poder, e os jornalistas têm o direito de criticar, de investigar, de comentar, de dizer bem, de dizer mal, o que não têm direito é de julgar”.

Neste momento, o que estamos a assistir é ao julgamento de José Sócrates que está condenado pela esmagadora maioria da imprensa. A sentença que o venha amanhã a condenar ou a absolver é uma coisa secundária. A comunicação social não inventa coisas, as informações vêm de algum sítio. Vêm de quem? Vêm de quem tem o processo, não há outra hipótese.

Quem é que mexe nos processos? Juízes, procuradores, advogados, solicitadores, funcionários e o próprio cidadão. Alguém que conhece o processo é que pode dizer o que vem no processo. Acho um escândalo o que se está a passar, mas repare o escândalo não é recente, o segredo de justiça é violado em Portugal desde sempre. Estive lá seis anos, lembro-me de haver uma vez que se apurou e não deu em nada já não sei porquê, de resto nunca se apura nada. Porque, enquanto houver linhas de comunicação directa entre magistrados, polícias, funcionários judiciais e os órgãos de comunicação social, o segredo de justiça nunca será respeitado.
Ou acabam com ele, hipótese número um, ou põem limites. Quando saiu da PGR havia investigações a José Sócrates? Que eu saiba não. Quer dizer, se havia escutas, etc, não eram feitas com o meu conhecimento. José Sócrates almoçou consigo três dias antes da detenção. Poderá ter usado esse almoço para aparecer em público com o ex-PGR antes de ser detido? Nunca farei um juízo de censura de uma pessoa, sem ter a certeza disso.

Nunca tinha almoçado a sós com José Sócrates. As únicas vezes que almoçava com ele era quando almoçava com o presidente do Supremo Administrativo, o Supremo Tribunal de Justiça, o bastonário. Ele, de vez em quando, fazia umas reuniões com os homens das leis, como dizia. Mais: nunca tinha falado a sós com José Sócrates, tenho ideia que uma vez me telefonou a desejar bom Natal. Se me perguntar se simpatizo com José Sócrates, simpatizo. Agora, não era amigo dele.

Recebi um telefonema de uma senhora que disse que era secretária, fui ter ao Avis uma hora atrasado. Estranhou na altura? Talvez não. Já tínhamos almoçado em conjunto. Eu já estava fora da PGR e ele já não era primeiro-ministro, não estranhei especialmente. Falámos numa conversa banalíssima. Ignorava, absolutamente, que houvesse um processo contra ele. Se soubesse não iria almoçar. Sempre fiz isso. Não se falou de nada, eu não tinha a mínima ideia disso.
O que não deixa de ser curioso é como é que as escutas se comunicam a jornais. Que ele estivesse sob escuta percebo. Se o andavam a investigar, está certo. Agora, como é que o semanário que divulgou isso soube? Só se foi através das escutas, ou seja, quem escutou a seguir comunicou ao semanário seu amigo que havia um almoço.

Depois erraram tudo, a única coisa que acertaram foi no almoço. As escutas estão ao serviço dos jornalistas. Quem é que pode acreditar no segredo de justiça?

 Pinto Monteiro

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Mas afinal vamos lá saber o que é que esta União Europeia interessa aos portugueses. O nosso cronista Dom Payo Peres Correia põe para apreciação dos seus leitores esta questão.


Mas afinal vamos lá saber o que é que esta União Europeia interessa aos portugueses. O nosso cronista Dom Paio Peres Correia põe para apreciação dos seus leitores esta questão. 


Nota introdutória sobre o nosso cronista D. Paio Peres Correia


Este nosso contemporâneo do Mestre de Avis que viria a ser Rei de Portugal, está há muito no Ceu.
 Mas tem lá no alto um lugar privilegiado para observar a Terra e está sempre com particular atenção ao seu rincão natal. Está farto de ver tanta trafulhice e anda a bufar por tudo o que é nuvém "Um dia destes vou lá a baixo e corro tudo à espadeirada"

E por andar muito zangado resolveu escrever mais um texto que chegou ao blogue pelas vias normais.
 D. Paio Peres Correia um fidalgo sem papas na língua. 

DEUS NOS LIVRE DESTA UNIÃO EUROPEIA



Eu acho que os europeus não mereciam a situação a que chegámos.


Esta Europa está nas mãos da alta finança, dos especuladores, de pessoas sem escrúpulos.
Humilham os princípios democráticos com os quais enchem a boca e afirmam defenderem. Os políticos não mandam nada. São paus mandados.


Você – amigo leitor – alguma vez foi chamado para decidir se queria pertencer à União Europeia?


Eu digo-lhe: tenho vergonha de pertencer enquanto cidadão europeu e português em particular a esta vergonha.


Quem autorizou os políticos golpistas a assinar por nós tratados que nunca discutimos nem sancionámos? Quem autorizou a venda da nossa independência? Ou já não somos independentes e afinal o hino, a bandeira e o resto são meras tretas?


E a falta de respeito pelos nossos antepassados que criaram com o suor do seu trabalho o país que nos legaram e que agora vendem a retalho?


E não estou a poupar ninguém. Os governos que surgiram após o PREC começaram a fazer ruir aos poucos o país. Foram anos seguidos da contra revolução. Pouco a pouco os antigos senhores regressaram ao país e a devolução aos esbulhados “legítimos proprietários” donos antigos do País. As tais famílias que eram os donos disto tudo. Voltaram e estava tudo perdoado. Até indemnizado! Regressaram as grandes fortunas. E as leis que eram favoráveis aos trabalhadores foram-se rasgando.


Hoje já muito pouco há para vender. Talvez se lembrem de vender o oxigénio, o sol, o mar, as praias, os monumentos nacionais, as almas.
Admiram-se se mais de metade (a maioria) da população já não votar?  É que chegou à conclusão que o voto é uma treta e não altera nada. Quem manda é quem domina as finanças. Mais nada. Vejam ao que está a suceder na Grécia. O voto elegeu um grupo que apresentou um projecto. Veio logo o paralítico do ministro alemão dizer aos gregos que votaram mal. Não tem um pingo de vergonha na cara.


Faz-me lembrar o Henry Ford que dizia que o pessoal podia escolher a cor do carro que entendesse desde que fosse o preto.


Era útil que deitassem para o lixo tudo o que até agora fizeram de tratados e começassem tudo de novo. Esta Europa eu não quero. Ponto Final.


O que se disse mal do comunismo, do socialismo e hoje tem o desplante de ir vender a EDP ao Partido Comunista Chinês!

Ass. Dom Paio Peres Correia
Algures por aí. 2015. Junho. 21

domingo, 21 de junho de 2015

Marinho e Pinto e Eurico de Figueiredo. Zangam-se as comadres.....Afinal anda para aqui uma açorda de marisco já estragado, fora de validade e mais valia que os dois tivessem juizo. E Deus queira que o Partido Socialista não se lembre de repescar algum deles para as suas fileiras. Empurrem-nos para a Coligação.....

Marinho e Pinto e Eurico de Figueiredo.
Zangam-se as comadres.....
Afinal anda para aqui uma açorda de marisco já estragado, fora de validade e mais valia que os dois tivessem juízo. 
E Deus queira que o Partido Socialista não se lembre de repescar algum deles para as suas fileiras. Empurrem-nos para a Coligação.....

Eurico de Figueiredo, fundador do PDR do Marinho e Pinto 

Este senhor já tem idade e experiências suficientes para não alinhar em aventuras, ajudou a criar o PDR e a promover Marinho Pinto, agora parece estar ofendido. Esperemos que o PS não o receba como um herói. «Uma cisão violenta na véspera da reunião que elegerá o Conselho Nacional do Partido Democrático Republicano (PDR). 

Eurico Figueiredo, ex-deputado do PS e apoiante desde a primeira hora de António Marinho e Pinto, o líder do novo partido, ameaça abandonar o projecto enviando uma carta dura, em que acusa Marinho de “falso profeta” e de estar a transformar o PDR de “partido caudilhista em partido fascista”, e pede que convoque as eleições noutros termos.

 “Conhecendo a sua falta de bom senso, espero, contudo que o Espírito Santo (do céu, e não da terra) o inspire. Sem o menor respeito pela democracia dentro PDR, o sr. presidente está a transformar-se num “falso profeta”, a proporcionar a saída do PDR dos democratas que acreditaram em si, e a avançar inexoravelmente, de um partido que já é caudilhista, para um partido fascista”, escreveu por email a Marinho, tornando pública a mensagem no Facebook. 

“Não o farei com gosto: mas com convicção. Repita as eleições em condições de respeito pelas diferentes listas. Acredite que virei a ser completamente diferente de si, se não dá a mão à palmatória. E que em breve compreenderá a diferença: fascismo nunca mais!”. 

Ao Observador, Marinho e Pinto declarou que tudo o que Figueiredo diz “é uma acusação tresloucada como tresloucadas têm sido todos os actos praticados por ele na última semana”.» [Observador]

sábado, 20 de junho de 2015

Bruxas, bruxedos, pézinhos de chi-ri-ti-ti e vamos lá ajudar os banqueiros deste país. Submarinos não se metem com ninguém e não prejudicam o defice. Sujam é as águas por onde submergem e sem sentido prático. A crónica desembruxada do nosso colaborador "Olho Vivo e Pé Ligeiro"

MÃEZINHA
QUANDO EU FOR GRANDE QUERO SER BRUXA.


Bruxas, bruxedos, pézinhos de chi-ri-ti-ti e vamos lá ajudar os banqueiros deste país
Submarinos não se metem com ninguém e não prejudicam o defice. 
Sujam é as águas por onde submergem sem sentido prático

Mãezinha, já tenho 29 anos, acabei há imenso tempo o Curso Superior de Gestão e até fiz o doutoramento, para entreter, visto que nunca consegui um emprego, nem a recibo verde. 

Por isso ainda estou às “sopas” da mamã que infelizmente está por sua vez dependente da avozinha que por sua vez tem a reforma do falecido avozinho que era motorista de um ministro do antigamente. 

 Mas é assim. Temos que pagar a dívida porque andámos todos a viver acima das nossas possibilidades. Alguém terá que pagar os excessos. A Banca tem que ser ressarcida. Andam para aí a dizer que se gastou muito dinheiro em submarinos. 

Ora não comprámos centenas, foram só dois e foi sem querer. Os alemães é que nos obrigaram e com toda a razão porque servem para vigiar o fundo do mar e o movimento insidioso dos malvados dos inimigos dos amigos norte-americanos. 

 Que diabo, é preciso colaborarmos com a ONU. Como tenho visto na SIC e na TVI nas deliciosas e inócuas manhãs, diariamente, umas senhoras que me parecem bruxas, muito simpáticas a dar bons conselhos a pessoas desesperadas – uma espécie de psicólogas amigas e desinteressadas – que no meio da conversa da treta vendem uns objectos lindos que dão sorte a quem os comprar. Fica tudo a ganhar. 

Mas as bruxas ganham bem, de certeza. Por isso era bom para mim que também tenho uma certa lábia, sei argumentar, e nem me importo ficar a recibo verde. A Sic já tem uma residente mas eu podia ficar a fazer as férias… 

 Pode ser que o tio Balsemão – um mãos largas – me ajude a ajudar a minha mãe. Somos uns para os outros. 

Como dizia Maria Madalena que também gostava de dar.

Olho Vivo e Pé Ligeiro
Lisboa. 2015. Junho. 19

quinta-feira, 18 de junho de 2015

"No Palco da Saudade". Rubrica de Salvador Santos, o nosso homem do teatro, que se destina a recordar as figuras dos teatros portugueses. Hoje é recordado Antonio José da Silva "O Judeu". É o Teatro no Bancada Directa

"No Palco da Saudade". 
Rubrica de Salvador Santos, o nosso homem do teatro, que se destina a recordar as figuras dos teatros portugueses. 
Hoje é recordado António José da Silva "O Judeu". 
É o Teatro no Bancada Directa

"No Palco da Saudade"
Texto inédito e integral de Salvador Santos (Teatro Nacional de São João. Porto)

ANTÓNIO JOSÉ DA SILVA (O JUDEU) 

Nascido no Rio de Janeiro em 1705, numa família de origem judaica radicada no Brasil cujos membros se proclamavam como «cristãos novos», ou seja judeus que tinham renegado à sua fé e convertido ao cristianismo, ficaria para a história com o apelido de O Judeu. Quando tinha apenas sete anos, a comunidade de cristãos novos, na qual a sua família se inseria, foi vítima de perseguições e acusações de heresias. 

A sua mãe, Lourença Coutinho, foi acusada de manter e praticar a fé judaica secretamente e foi deportada para Lisboa para ser processada pela Inquisição. O pai do jovem, o advogado e poeta João Mendes da Silva, partiu para Portugal, levando-o consigo, para estar próximo de sua mulher e, graças à sua influência, conseguir salvá-la da fogueira António José da Silva foi assim criado em Portugal onde recebeu uma educação estritamente católica na escola. 

Mais tarde entrou para a Universidade de Coimbra onde tirou o curso de Direito, chegando depois a exercer advocacia, paralelamente à sua actividade como escritor, tal como seu pai o fizera antes. Da sua escrita ressalta sobretudo a dramaturgia, através de várias sátiras à sociedade portuguesa da época encenadas frequentemente em Lisboa e no Porto na década de 1730, gozando sempre de grande popularidade. 
A sua obra inspirava-se no espírito e na linguagem do povo, rompendo com os modelos clássicos e incorporando o canto e música como elemento do espectáculo, sendo apresentadas como peças do «Judeu», título do qual se orgulhava. Influenciado pelas ideias igualitárias do Iluminismo francês, António José da Silva escreveu um dia uma sátira (hoje perdida) defendendo o igualitarismo social, o que serviu de pretexto às autoridades para o prender, acusando-o sobretudo de práticas judaicas. Foi, por via disso, cruelmente torturado, tendo ficado parcialmente inválido durante algumas semanas. 

E depois de forçado a assinar a sua «reconciliação» com a igreja católica, foi libertado, mas nem a sua vida nem o seu trabalho seriam os mesmos como até ali. A sua prisão levantou entretanto alguns sérios rumores de contestação contra a Inquisição, já que ele era um artista e escritor muito acarinhado pelo público. E isso fez com que a Igreja o mantivesse, a ele e ao seu trabalho, sob apertada vigilância. 


Um período de seis anos, entre 1733 e 1738, corresponde ao auge da criação literária de António José da Silva e à sua afirmação como dramaturgo. As suas sátiras e comédias foram várias vezes encenadas com grande êxito, quase sempre estreadas no Teatro do Bairro Alto, uma Sala do Conde de Soure, na lisboeta Rua da Rosa, adaptada às lides teatrais, também conhecida como Casa dos Bonecos. 

Ali foram representadas as suas oito singulares óperas: “Vida de D. Quixote”, “Esopaida ou A Vida de Esopo”, “Encantos de Medeia”, “Anfitrião ou Júpiter e Alcmena”, “Labirinto de Creta”, “Guerras de Alecrim e Manjerona”, “Variedades de Proteu” e “Precipício de Faetonte”, esta quando já se encontrava de novo encerrado nos cárceres da Inquisição em 1938. 
De facto, apesar de muito respeitado pelo próprio Rei, António José da Silva viu-se de novo preso, juntamente com a mulher e com a mãe, então já viúva. Acusações vindas de dentro da própria Igreja, que não via com bons olhos o espirito irreverente das suas peças, a que acresceu a denúncia feita por uma escrava que acusou a sua família ao Tribunal do Santo Ofício, foram as razões invocadas para o encarceramento. 

Durante a tortura a que o submeteram descobriram que ele era circuncisado, o que lhe agravou a acusação. Num processo que decorreu (sabe-se hoje) com notória má-fé por parte do tribunal, O Judeu foi condenado, apesar de a leitura da sentença deixar transparecer que não praticava na realidade o judaísmo. E ele acabaria garrotado (ou seja, cortaram-lhe o pescoço com um garrote) e queimado em Auto-de-Fé em Lisboa, em outubro de 1739. Ao longo dos tempos, António José da Silva tem sido recordado por gente das letras e das artes, para quem tem servido de inspiração em várias obras. 
Camilo Castelo Branco conta a sua história no romance “O Judeu”, numa escrita cheia de pormenores da época e detalhes verídicos, muito devido a um estudo de investigação e leitura dos processos de condenação da Inquisição que sobreviveram e não foram, felizmente, destruídos. Bernardo Santareno, considerado um dos nossos maiores dramaturgos do século XX, e também ele judeu, escreveu uma peça (“O Judeu”) sobre a sua vida que, curiosamente, faz um paralelismo entre a Inquisição e o regime Salazarista que se vivia na altura. 

E o realizador Tom Tob Azulay transpôs para cinema (“O Judeu”) a sua vida. António José da Silva (O Judeu) constitui um caso singular na história do teatro português e um exemplo de dignidade perante a arbitrariedade e a injustiça dos que não toleram a liberdade e as diferenças. Luís de Freitas Branco apelidou-o de fundador da ópera nacional. Teófilo Braga considerou-o um mártir da Inquisição. 
João Paulo Seara Cardoso exaltou a sua memória para que barbáries semelhantes à Inquisição não voltem a existir nesta Terra e para que a liberdade que a todos os homens assiste, na sua fé e no seu pensamento, seja sempre um bem inalienável. Há, por outro lado, uma outra evidente constatação: sem O Judeu, teriam decorrido 300 anos da nossa história teatral (entre Gil Vicente e Almeida Garrett) sem dramaturgos com obra digna de relevo. 

Salvador Santos
Teatro Nacional de São João. Porto
Porto. 2015. Junho. 18

Formentera. Uma das Ilhas Baleares. Fica mais ao sul e é a mais pequena. Por aqui na 2ª Guerra Mundial os alemães instalaram uma base aérea para assaltar o norte da Europa.


Para se alcançar a Formentera há diariamente muitas excursões ( a partir de Ibiza (Elvissa) ou de Santo Antonio de Portmani (Sant Antoni Portmany) na costa oeste de Ibiza) por barcos modernos e onde nas viagens servem uns mexilhões deliciosos em oferta aos passageiros.


Mas afinal a casa é minha e os outros é que querem mandar nela.....E o triste é que querem que a pobreza se instale. Um retrato dos sofrimentos do povo grego


Certos painéis de alegado debate televisivo têm-me feito repescar nas minhas memórias alguns episódios que me remetem para a matriz cultural onde essas doutas opiniões vão angariando apoios. 

Lembro-me, por exemplo, da primeira assembleia de condóminos a que compareci na qualidade de proprietário de uma fracção de um imóvel, quando fui obrigado a explicar à senhora administradora, que pouco antes me disse que aquilo sempre tinha sido uma família harmoniosa onde ninguém nunca levantou problemas, que eu agora também fazia parte dessa “família” e que não tinha que pedir licença para reivindicar direitos que não dependiam do que ali se decidisse. 
Ou da vez que essa mesma senhora me apareceu à porta às 9 da madrugada, explicação dela, para que o empreiteiro que a acompanhava verificasse o estado da parede exterior do prédio pela janela do meu apartamento, de como lhe pedi para regressar mais tarde e que avisasse sempre que uma visita daquelas se tornasse necessária, de como insistiu com ares autoritários, que era a administradora do prédio, de como deu meia volta depois do meu “pois, mas esta casa é minha e aqui só entra quem eu quero e quando eu quero” e de como tive que repeti-lo para apaziguar a solidariedade que os meus vizinhos dedicaram à invasora que elegeram soberana da minha privacidade e das minhas horas de sono. 

 Regressando aos pregadores que fizeram saltar estas linhas, a versão que escolheram para rebater a recusa de Alexis Tsipras em prostituir o mandato democrático que recebeu do seu povo e em deixar morrer a democracia da Pátria que a viu nascer aos pés das imposições dos credores apostou na sua sobreposição com outras vontades populares, alegadamente democráticas e investidas do poder supremo do dinheiro. Mas mesmo nada democráticas. 

Tal como os meus vizinhos com a minha vida, os comentadores do regime reconhecem aos vizinhos alemães o direito a condenarem os gregos à miséria, o direito dos vizinhos finlandeses a exigirem uma penúria ainda maior para os reformados gregos, o direito do amigo FMI a recusar a substituição dos cortes nas pensões de reforma dos gregos por reduções em gastos com armamento, o direito dos franceses a recusarem a todos os gregos desempregados o direito a assistência na Saúde e esse luxo chamado electricidade aos mais empobrecidos pela brutalidade do ocupante externo, o direito de todos eles a continuarem a financiar a imposição de uma solução final austeritária contra a vontade soberana de um povo e o direito dos três partidos do nosso rotativismo a alinharem-se com estas imposições, a aplicarem-nos voluntariamente a mesma receita e a replicarem o desastre grego numa versão que vendem como sucesso à prova de contraditório nos meios de comunicação que dominam como querem nesta democracia moldada pelo seu quase monopólio da opinião.

Bancada Directa / O País do Burro

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Este tema musical da Ana Moura aplica-se inteirinho à minha pessoa: sei que anda este Governo por aí, mas para mim não existe. É o "Desfado" no seu melhor

Portugal. Ditosa pátria que tão predestinados filhos tem. E que merecem ser condecorados pelos seus relevantes serviços

Eis um cidadão português de nome Carlos Gil

Foi merecidamente condecorado pelo Exmº Senhor Presidente da Republica no passado Dia de Portugal, da Raça e das Comunidades com a Comenda de  “ Grande-Oficial  da  Ordem  do  Infante  D.  Henrique ”, a qual é atribuída a quem tenha prestado serviços relevantes a Portugal, no País e no estrangeiro, assim como serviços importantes na expansão da cultura portuguesa ou do conhecimento de Portugal, da sua História e dos seus valores.

A propósito fui ver quem era este cidadão e os motivos porque foi condecorado. Justiça foi feita. É o senhor costureiro de Maria Cavaco Silva. Quanto ao resto nada sei, até que me digam.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Pormenores da subconcessão da Carris e do Metro. Um dos cinco grupos concorrentes enviou fiscais para "in loco" avaliar a qualidade dos transportes. Ei-los em plena fiscalização e avaliação

Pormenores da subconcessão da Carris e do Metro. 
Um dos cinco grupos concorrentes enviou fiscais para "in loco" analisar a qualidade dos transportes em causa. 
Ei-los em plena fiscalização e avaliação


Um grupo português - a Barraqueiro, embora associada aos catalães da TCC - é o único com capitais genuinamente portugueses a concorrer à subconcessão dos transportes de Lisboa.


Ainda assim, apenas manifestou interesse pela operação da Carris, o que pressupõe ter considerado a operação do Metropolitano menos interessante para a gestão privada.

Dentro de um mês será conhecido o vencedor, que será o grupo que apresentar melhor preço, ou seja, o valor mais baixo que o Estado terá de pagar pela gestão dos serviços da Carris e do Metro.

Entre os passageiros das duas empresas, disputam um mercado anual superior a 1280 milhões de pessageiros/km.

Obrigado Pela Sua Visita !