BANCADA DIRECTA: Maio 2015

domingo, 31 de maio de 2015

Carrega Portugal. Mostra que tens jovens com muito talento. Selecção sub 20: Portugal 3 Senegal 0


O treinador da Selecção de sub-20 congratulou-se com o resultado obtido na estreia no Campeonato do Mundo, salientando que o 3-0 final espelha a supremacia portuguesa sobre o Senegal. 

O golo nos segundos iniciais não foi uma surpresa, porque, quando o jogo começou, procurámos de imediato o golo», começou por dizer Hélio Sousa. Só dentro do minuto 90 a Selecção chegaria ao segundo golo, marcando ainda o terceiro dentro da compensação: «Houve muitas oportunidades para matar o jogo e foi bom, no final, colocar no resultado o que realmente aconteceu, porque 1-0 não traduziria o que se passou; 3-0 é mais realista.» 

 O treinador, contudo, não quer embandeirar em arco com esta vitória: «Estamos apenas a começar e ainda tudo pode mudar. Sabemos disso, trabalharemos para ganhar o segundo jogo e depois veremos. O que queremos é estar na próxima fase.»

sábado, 30 de maio de 2015

Quem tem mérito tem de ser recompensado. Mas há muitas formas de se ter o tal mérito. E quando convém, não há meias medidas


Carlos Costa, o exemplo do mérito 

 A recondução de Carlos Costa como governador do Banco de Portugal é um justo prémio. E tem uma longa história


Começou a 27 de Setembro de 2009. Nessa data, os eleitores decidiram que o Parlamento não teria uma maioria de um só partido. O partido do Governo tentou formar uma coligação para o novo Executivo ou fazer um acordo parlamentar, mas ninguém na oposição aceitou o convite. 


Apesar disso, e sem ter feito qualquer pressão para se obter outro desfecho nem revelando qualquer incómodo com as consequências da situação, o Presidente da República deu posse a um novo Governo minoritário. Aqui, façamos uma pausa para imaginar as alternativas que tinha o PS nesse cenário. 


Caso se recusasse a governar em minoria, teria de ser marcado novo acto eleitoral. O tempo que tal levaria a preparar seria ocupado por um Governo sem qualquer legitimidade para governar para além das despesas correntes, e isto estando-se ainda a tentar sobreviver à maior crise económica global dos últimos 70 anos. 

A campanha seria feita sem a mínima certeza de se vir a obter uma maioria e a oposição repetiria a mesma cassete da eleição de Setembro, promoveria o mesmo sectarismo da recusa de estabilidade e agitaria a bandeira da irresponsabilidade contra aqueles que, tendo ganhado as eleições, se recusavam a respeitar o mandato popular por recusarem a democracia e só obedecerem à sua sede de um poder absoluto. Teria sido uma coisa linda de se ver, e tão mais linda quanto a Grécia estava mesmo aí a rebentar e o mundo a mudar. 

 A escolha de Carlos Costa veio em Abril de 2010, pela mão de um Governo socialista que já sobrevivia em modo PEC desde Março desse ano. Isto é, a Europa estava completamente à deriva, sem instrumentos formais nem vontade política para ajudar os países mais ameaçados pelo efeito dominó da crise grega. 


A Irlanda seria a próxima vítima, enquanto Portugal tinha uma claque interna que apostava todas as fichas no afundanço nacional. A lógica era simples: já que o Governo estava a ser cada vez mais pressionado pelos parceiros europeus para assumir medidas de austeridade, e posto que elas iam sendo realizadas, havia que dizer que esse caminho estava errado. 


Ao mesmo tempo, culpava-se o capitão do navio pela tempestade, martelando-se sem descanso na retórica da culpa. Figurões portugueses iam para o estrangeiro anunciar que o País não tinha condições para fugir ao resgate, dando o seu melhor para que os seus desejos se concretizassem. 


Cá dentro, qualquer dado que pudesse ser positivo para a imagem do Governo, nem que fosse dizer-se que Portugal tinha um clima temperado, era de imediato submergido pelo berreiro da legião do ódio que não suportava boas notícias.

E de mérito em mérito a recompensa surgiu. 

Alegaram que não se muda um vendedor no meio de uma venda importante. (Deputada Cecilia Meireles. CDS.PP. Parlamento. 2015. Maio.29). Saber vender também tem o seu mérito

Depois da recusa de José Mourinho em regressar, Rafa Benitez está quase certo como o próximo treinador do Real Madrid.


sexta-feira, 29 de maio de 2015

Considerando que aqui em España os preços dos combustíveis ultimamente subiram, mesmo assim há uma grande diferença para mais em Portugal. Quase vinte e dois cêntimos.........

Mesmo com a visão do cartaz reduzida vê-se bem que o gasoil espanhol está nos 1,102 Euro. Foto de quarta feira


La inflación anual estimada del índice de precios al consumo (IPC) en Mayo de 2015 es del –0,2%, de acuerdo con el indicador adelantado elaborado por el Instituto Nacional de Estadística (INE). 

Este indicador proporciona un avance del IPC que, en caso de confirmarse, supondría un aumento de cuatro décimas en su tasa anual, ya que en el mes de Abril esta variación fue del –0,6%, según ha explicado el INE en un comunicado. 

 Este incremento se explica, principalmente, por la subida de los precios de los carburantes (gasóleo y gasolina) y los alimentos y bebidas no alcohólicas, según ha explicado el INE en un comunicado. 

Ese ascenso ha provocado que los precios de consumo registren en Mayo una tasa del 0,5% respecto al mes de Abril, según el indicador adelantado del IPC

Avé FIFA: cheia de dinheiro: que ele entre todo nos nossos bolsos.e quanto mais for ainda queremos mais etc, etc, etc que eu já me esqueci do resto da oração tão endinheirada ela está: e de corrupção idem, idem, aspas, aspas.....

SCANDALO FIFA

Blatter: «Non controllo tutto»
Putin con lui, ma è sotto assedio

Barack Obama convive com os musicos e mostra que é um grande presidente de todos os americanos. Imaginem os leitores se Cavaco fizesse parte deste vídeo. Em vez de conviver remetia-se a um silencio frustrante como vem sendo hábito

Alberto Contador Velasco: rei e senhor no Giro di Italia 2015. E preparem-se para o que aí vem para esta época alta do ciclismo. Tour e La Vuelta

Um desportista renascido das cinzas, qual Fenix do desporto mais adorado pelo povo.
Aqui em Roquetas, apesar de ele não ser roquetano e nem daqui perto é um ídolo adorado por todos.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Fernanda Montemor é uma actriz do passado que hoje é recordada por Salvador Santos na sua rubrica "No Palco da Saudade". É o Teatro no Bancada Directa

Fernanda Montemor é uma actriz do passado que hoje é recordada por Salvador Santos na sua rubrica "No Palco da Saudade".
 É o Teatro no Bancada Directa 

 "No Palco da Saudade" 

Texto Inédito e integral de Salvador Santos ( Teatro Nacional de São João. Porto)

 FERNANDA MONTEMOR 

Ela foi uma das mais marcantes actrizes da sua geração, dotada de um sentido de cena único, com uma voz singular, clara e límpida, possuidora de uma personalidade calma e serena, mas firme e determinada na defesa das suas convicções. Fernanda Montemor foi, aliás, uma das figuras mais destacadas da resistência cultural no antigo regime e uma das vozes que mais se impôs contra a censura e a polícia política de Salazar e Marcelo Caetano. 

Beirã de nascimento, veio para Lisboa estudar teatro. Ainda antes de concluir o curso do Conservatório Nacional, estreou-se no Teatro da Mocidade Portuguesa, na peça infantil “A Cigarra e a Formiga, passando depois pelo Teatro Ginásio, na Companhia do genial actor Alves da Cunha, que intuiu nela o que veio a demonstrar ao longo do seu percurso artístico: uma atriz de repertório única e exemplar. 
Fernanda Montemor foi a Avó Chica na série da RTP "Rua Sésamo". Notável este diálogo:Avó Chica: "Não, são as gardénias. Não, Poupas, não estão mortas, estão só fechadas. Está a anoitecer e há flores que fecham quando já não há Sol".


Poupas: "Nós somos como as flores, nós também fechamos os olhos quando não há Sol


O talento da jovem Fernanda Montemor também não passou despercebido ao mestre Francisco Ribeiro (Ribeirinho), que a levou de imediato para o seu Teatro do Povo, onde ela desenvolveu o enorme potencial criativo que havia já evidenciado. A sua ascensão na carreira levá-la-ia depois para o Teatro Gerifalto, dirigido pelo poeta António M. Couto Viana, onde conheceu o seu grande amor, o actor Mário Pereira, com quem partilhou a vida até ao desaparecimento deste, e adquiriu uma tarimba invejável no trabalho para crianças.

Paralelamente à sua colaboração em cerca de duas dezenas de peças infantis no Gerifalto, durante dois anos, nessa altura a atriz prestou também uma colaboração frutuosa com o Teatro da Trindade, de Lisboa, sob a direcção de Orlando Vitorino e Azinhal Abelho, ao mesmo tempo que se iniciava na rádio e na televisão. 


Na rádio, a voz de Fernanda Montemor deu corpo a um conjunto apreciável de personagens nos mais variados folhetins e peças de teatro que foram o primeiro contacto com a representação teatral para milhares de portugueses espalhados pelos mais recônditos lugares do país onde o teatro nunca tinha chegado.


O mesmo aconteceu na televisão, onde a atriz foi uma das pioneiras, participando em largas dezenas de peças nas célebres “Noites de Teatro” da RTP e, mais tarde, em inúmeras séries e sitcoms, entre as quais “Zé Gato”, “Sozinhos em Casa”, “Super Pai” e “Noite Sangrenta”, para além do programa infantil “Rua Sésamo”, onde foi a carinhosa e ternurenta Avó Chica, que prendeu ao pequeno ecrã as crianças dos finais dos anos 1980 e da década de 1990

Fernanda Montemor na peça "Tão só o fim do Mundo"


 O cinema não soube aproveitar convenientemente as particularidades físicas, a fotogenia e o singular registo vocal de Fernanda Montemor, que apenas terá sido dirigida com a atenção e os cuidados merecidos no filme “O Trigo e o Joio” do realizador Manuel Guimarães. Em contrapartida, o teatro aproveitou e bem, em inúmeros momentos, o seu extraordinário talento, especialmente através de encenadores como Luzia Maria Martins, Artur Ramos, Fernando Gusmão, Joaquim Benite, Peter Kleiwert e Jorge Silva Melo, entre outros, servindo os mais diversos textos clássicos e modernos, que vão desde Edward Bond a Simon Gray, de Lilian Helmann a Edward Albee, de Gil Vicente a William Shakespeare ou de Henrik Ibsen a Lilian Helmann,

Dos trabalhos realizados no teatro por Fernanda Montemor não podem deixar de ser relevados o seu impressionante desempenho como Jessica (a filha de Schylock) em “O Mercador de Veneza” de William Shakespeare, no Teatro da Trindade; a sua prestação em “Tartufo” de Molière, ao lado de Raul Solnado, no Teatro Villaret; a sua criação em “Os Irmãos Geboers” de Arne Sierens, no espaço A Capital; a sua interpretação em “A Dama do Maxim’s” de Georges Feydeau, no Teatro Aberto; ou a sua colaboração em “A Birra do Morto” de Vicente Sanches, no Teatro-Estúdio Mário Viegas.


Isto para além do vastíssimo leque de personagens criadas para inúmeras peças no Teatro-Estúdio de Lisboa ou o seu envolvimento em “A Mais Velha Profissão do Mundo” de Paula Vogel, no palco do Teatro Nacional D. Maria II, espetáculo durante o qual foi distinguida pelo Ministério da Cultura com a Medalha de Mérito Artístico. 


Ao longo da trajectória da sua carreira, de mais de seis décadas, que acompanhou muitos dos momentos e projectos mais significativos do teatro em Portugal do último meio século, Fernanda Montemor esteve sempre aberta a novas ideias e novos projectos, viessem eles dos encenadores mais consagrados ou dos mais jovens. 

Fernanda Montemor e Guida Maria na peça "Night Mother". Encenação de Celso Cleto. 1999


Antes de se afastar por decisão própria dos palcos, em 2010, participou em três espectáculos com visões que consubstanciavam apostas de risco, mas ela não teve qualquer medo de arriscar: “Hedda Gabler” de Henrik Ibsen, “Night Mother” de Marsha Norman, e “Elefantes no Jardim” de Virgílio Almeida, onde foi dirigida por Teresa Sobral, sua filha e também atriz

O encenador Jorge Silva Melo, que a dirigiu por diversas vezes, definiu-a assim em declarações ao jornal Público, aquando da notícia do seu falecimento, ocorrido a 26 de Março de 2015, véspera de mais um Dia Mundial do Teatro: «Fernanda Montemor era um encanto, entusiasta, divertida, disposta a experimentar, atenta ao mundo, sincera, empenhada.


 O seu trabalho no espetáculo do Lagarce [“Tão Só o Fim do Mundo”] era comovente, emanava (…) acima de tudo ternura (…). Nunca a vi falhar um papel; mas não se alçava em vedeta, era uma atriz que honrava o seu trabalho». Subscrevemos!


Salvador Santos

Teatro Nacional de São João. Porto
Porto. 2015. Maio. 27

terça-feira, 26 de maio de 2015

Mas que raio de "Justiça" esta que nós temos. Prende-se alguém para ser investigado em vez de se investigar e se houver culpas então prenda-se....Haverá em Portugal algum Partido preocupado com esta situação?

Haverá algum partido em Portugal preocupado com isto? 
Até quando, até quando se pode prender pessoas para investigar", questionou Basílio Horta, numa intervenção no encerramento da conferência subordinada ao tema: "Administração Pública"

"Fortalecer, Simplificar, Digitalizar", sessão organizada pelo PS, no Centro Cultura Olga Cadaval, em Sintra.  

Sublinhando que se trata de "uma matéria que tem a ver com cada um de nós, porque aquilo que a gente vê nas costas dos outros é a nossa própria cara", o autarca sustentou que em causa estão direitos fundamentais. "Não podemos ver pessoas presas sem culpa formada meses e meses e meses. 

Seja quem for, não é possível e a reforma da Justiça tem de olhar para isto seriamente porque é a defesa de direitos fundamentais das pessoas e o PS aí tem a raiz da sua própria fundação", disse Basílio Horta, eleito como independente nas listas do PS para presidente da Câmara de Sintra nas últimas autárquicas. 

Contribuições
As declarações universais e europeias dos direitos e liberdades individuais e a Constituição da República não se cansam de proclamar que a prisão preventiva é excepcional. A regra é a liberdade até à condenação definitiva. Não há maneira de tais princípios entrarem na cabeça de quem decide. Dá a ideia que funcionam exactamente ao contrário. 

O último reduto da defesa das garantias e liberdades, acaba por virar o reduto da repressão. Os requisitos ou pressupostos que permitem a prisão preventiva são “avaliados” genericamente. Seria muito importante saber que “perigos concretos”, que “perturbação do inquérito”, que “continuação da actividade criminosa”, que “perturbação da ordem pública” demonstrava o processo para que um adolescente de 16 anos ficasse preventivamente preso cerca de um ano. 

Os processos, sobretudo os penais, não são um monte de papéis mais ou menos organizados. Neles flui a vida e a liberdade das pessoas visadas. Tanto indício sólido que conduziu a uma absolvição! Seria importante analisar em pormenor a situação processual de tantos outros presos preventivamente. 

Numa auditoria externa ao Ministério da Justiça. Saber se as ordens de prisão se sustentam em factos, ou mera afirmação formal das regras dos códigos aplicáveis. Enquanto se não decidir com a consciência que exige a liberdade do cidadão, haveremos de ter a sensação, às vezes a certeza, de que a prisão preventiva foi decretada de ânimo leve. Sem solidez. Com imensos prejuízos para o cidadão preso e para a Justiça. 

Ninguém tem dúvidas disso. 

Bancada Directa / Aspirina b

segunda-feira, 25 de maio de 2015

O insustentável vazio desta coligação de direita que infelizmente nos governa. Até quando?

O insustentável vazio desta coligação de direita que infelizmente nos governa. 
Até quando?… 

 Vamos ser claros e objectivos. Bombardeados diariamente por números, estatísticas e projecções perdemos o contacto com a realidade para ancorar em miríficas projecções. 


Habituados, desde há muito, a um enviesado balanço dos resultados somos, periodicamente, confrontados com este absurdo dislate: a estratégia (política, social, económica e financeira) estava certa e só não atingimos os objectivos propostos porque a realidade de forma insana e teimosa não colaborou. 
Vamos lá a ver se os portugueses se deixam cair na nossa conversa e vão ter de nos aturar mais uma legislatura....


Esta poderia ser a biografia do actual Governo. Em resumo, o cômputo da sua actuação política poderá resumir-se em 3 ‘mais’: mais pobres, mais envelhecidos e mais endividados. 

Como quer este Governo combater estes ‘mais’? Com dualismos entre alguns ‘menos’ e persecução de outros ‘mais’. Assim: Menos jovens residentes, qualquer que sejam os seus níveis de formação e de aptidões profissionais, obrigados a migraram acalentados por conceitos globalizantes de mais ‘mobilidade’, varrendo para debaixo do tapete a necessidade de criação de emprego cá dentro; 
O melhor é avisar já os reformados e pensionistas que vão ter de sofrer mais uns cortes se continuarmos a sermos governo

Menos juros no acesso aos mercados para justificar mais engenharias financeiras rumo a um progressivo endividamento, sem que se veja uma luz ao fundo do túnel, isto é, a abordagem de uma renegociação da dívida que nos permita ‘alavancar’ o desenvolvimento (e não só o crescimento); 

E, finalmente, menores pensões com o pretexto de endossar maior sustentabilidade a segurança social no problemático amanhã, desacreditando as ‘juras’ de um imediato (e ‘sustentável’) crescimento económico que têm sido ‘vendidas’ aos portugueses em sucessivas peças retóricas. Foi ‘isto’ que a actual ministra das Finanças foi defender perante os ‘jotinhas’ em Ovar 


Os sacrifícios que - como este Governo insinua - são apresentados como terem ‘merecido valer a pena’, não resistem a uma sumária avaliação valorativa e prospectiva. Na verdade, na perspectiva do actual Governo, são para continuar, consolidar ou intensificar. 

 Esta também a razão pela qual a coligação de Direita se revela incapaz de apresentar um programa eleitoral credível (que não seja uma estafada e inútil reedição do logro impingido em 2011). 

A coligação vive, no presente, agarrada ao limbo da imponderabilidade e da irresponsabilidade muito semelhante à imagem do suicida que se atira do 20º. andar e ao passar em frente à janela do 5º, perante um espectador atónito, comenta: ‘Como se pode verificar não sucedeu nada’… 

Como todos sabemos esta ilusão de aceleração gravítica e a aparente liberdade de voar, para além da vertigem, tem à sua espera o duro e implacável terreiro para um estóico estatelamento.

Bancada Directa / Ponte Europa. Coimbra

domingo, 24 de maio de 2015

O Desporto no Bancada Directa. Nem só de vitórias vivem os atletas. Até na hora da derrota eles mostram sempre o seu valor. Estão neste caso as judocas Telma Monteiro e Joana Ramos derrotadas logo no inicio do Mastesr de Rabat. Marrocos

JUDO 

Telma Monteiro e Joana Ramos caem na primeira ronda em Marrocos 

As portuguesas Telma Monteiro e Joana Ramos foram derrotadas na primeira ronda do Masters de Rabat, em Marrocos.

 Após seis meses de paragem devido a lesão, Telma Monteiro (-57kg) regressou aos ‘tatamis’ com uma derrota diante da holandesa Sanne Verhagen. 

 Já Joana Ramos (-52kg) cedeu diante pela israelita Gili Cohen

Mas estas atletas estão confiantes no seu valor e novas vitorias aparecerão.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Uma crónica sobre os concursos televisivos que dão milhões. E até se refere uma bruxa que deve andar com a sua credibilidade em baixo e pouco credível, pois previu que o FCPorto seria o campeão este ano.. É a crónica do nosso colaborador António Raposo


AS BRUXAS NOS CANAIS TELEVISIVOS

Os canais televisivos encontraram agora uma nova forma de financiamento. É simples e dá milhões.

Oferecem um carrito a sortear entre quem liga para telefones da série setecentos. Os parolos são muitos neste País de ingénuos. Na mama do carrito toca de telefonar para aqueles números de custo baixo.

Muitos telefonemas dão milhões. Este é mais um processo de fazer cair o Zé em ofertas que enche os bolsos aos canais televisivos. Recentemente chegaram as bruxas. A SIC começou com uma senhora que aconselha como se fosse uma vidente. Em directo e a cores!

 A senhora vende amuletos, imagens de santos e outros adereços para os pobres que recorrem ao “milagre” quando a sorte é madrasta. Como diria o filósofo, a miséria nunca vem só e a exploração das crendices devia de ser abolida das televisões privadas pois de certeza não foi esse o estatuto que lhes deu alvará.

Pois acontece que a bruxa da televisão deve ter audiências fortes, pois a sua concorrente já montou banca de vidente no mesmo horário. Falta saber das duas a que aldraba melhor o burro para enganar os pacóvios. E viva o direito do mais forte à liberdade.

 Os ilustres e doutorados donos das duas televisões privadas não terão um pingo de vergonha na cara? Vale tudo ? E o pessoal gosta disto?

Francamente!

António Raposo
Lisboa. 2015. Maio. 21

quinta-feira, 21 de maio de 2015

O Teatro no Bancada Directa apresentando a rubrica de Salvador Santos "No Palco da Saudade". Hoje o actor Barreto Poeira é a figura que se recorda


O Teatro no Bancada  Directa apresentando a rubrica de Salvador Santos "No Palco da Saudade". Hoje o actor Barreto Poeira é a figura que se recorda

"No Palco da Saudade"

Texto inédito e integral de Salvador Santos (Teatro Nacional de São João. Porto)

BARRETO POEIRA 
Ribatejano contemporâneo de Alves Redol, foi um dos grandes impulsionadores do teatro amador na sua região de nascimento, sobretudo como actor e encenador do Grupo Cénico Vila-Franquense, onde pisou o palco pela primeira vez com apenas seis anos de idade

Apesar da sua grande ligação a este grupo desde muito jovem, não deixou, porém, de colaborar em muitos outros colectivos amadores da sua terra, designadamente no Grupo Dramático e Beneficente Afonso de Araújo, na condição de coautor e encenador da revista ”Sem Pés Nem Cabeça”, que foi levada a cena em 1927 com grande sucesso, fazendo deslocar um apreciável número de espectadores de outras paragens até lá, nomeadamente actores, encenadores e empresários do teatro profissional. 

Julieta Castelo e Barreto Poeira no filme de Jorge Brun de Canto "Um homem às direitas". 1944

Sondado por um influente empresário da época para colaborar na autoria de uma revista para o Teatro Apolo, em Lisboa, Barreto Poeira temeu perder o seu emprego e optou por declinar a proposta, mantendo-se ligado à actividade teatral apenas como amador. Na comemoração do 25º. aniversário da sua estreia como actor, tinha ele 31 anos, interpretou, ao lado de Alves Redol, um dos principais papeis da peça ”A Sesta” da autoria de Faustino Reis Sousa, que reproduzia os costumes dos homens da borda d‘água

O êxito desta representação, que voltaria ao palco no ano seguinte no âmbito da 1ª. Festa do Colete Encarnado, proporcionaria um novo convite para uma aventura no teatro profissional, mas recusa o convite e mantém-se no Grupo Cénico do Clube Vila-Franquense, de onde se despede em 1932 com a peça “Cobardias” de Linares Rivas. 
Barreto Poeira e Carmen Dolores no filme de Antonio Lopes Ribeiro "Amor de Perdição". 1943. Neste filme Barreto Poeira fez o papel de Tadeu Albuquerque

Com a deslocalização da empresa onde trabalha para Lisboa, o jovem actor dramático amador passa então a representar no grupo cénico do Clube Estefânia, onde o realizador Henrique Campos o conhece e não tem dúvidas em escolhê-lo para substituir o actor Alves da Cunha (que havia adoecido) num pequeno papel no seu filme mudo “A Pequena de Nápoles”. Jorge Brum do Canto vai depois buscá-lo para protagonista de “A Canção da Terra”, que o lança para uma carreira de actor cinematográfico de grande expressão nos anos 1940.

É nessa década, mais concretamente em 1947, que o actor experimenta profissionalmente o palco, no Teatro Avenida, em Lisboa, com três peças dirigidas por Maria Matos: “Ana Cristina” de Eugène O’Neill, “Vidas Privadas” de Noel Coward e “A Cadeira da Verdade” de Ramada Curto, que foram grande sucesso. 

A estreia de Barreto Poeira nos palcos do teatro profissional foi extremamente promissora, a crer no que escreveu o severo e exigente Jorge de Sena, então critico na revista Seara Nova: «Representa com à-vontade e tem momentos excelentes, sempre servido por um sóbrio e muito expressivo jogo fisionómico, dos mais vivos que tenho observado. Futuras interpretações confirmarão e excederão, por certo, as esperanças que é lícito pôr nas suas qualidades». Mas a verdade é que o actor, apesar dos inúmeros convites recebidos, não persistiria numa carreira de fôlego nos palcos, remetendo-se quase praticamente ao cinema e, nos primórdios da televisão, a algum teatro televisivo. 
Barreto Poeira no filme "Fátima Terra de Fé"

Do íntegro Gonçalves de “A Canção da Terra” ao Romeiro de “Frei Luís de Sousa” (realizado por António Lopes Ribeiro), passando pelo Dr. Silveira, militante ateu de “Fátima, Terra de Fé” (J. Brum do Canto) ou pelo brutal Tadeu de Albuquerque de “Amor de Perdição” (A. Lopes Ribeiro), muitas foram as prestações de Barreto Poeira no cinema português, sempre dotadas de um fundo de solidez, uma âncora de verdade que era a sua imagem de marca.


Mas a sua interpretação mais emblemática talvez esteja no burguês que acredita no valor do trabalho, nos valores da família – sem nunca alcandorar-se à fidalguia do sangue – de “Um Homem às Direitas” (J. Brum do Canto), em tom de comédia dramática e pesada moralidade que muito bem lhe assenta. 

Da longa série de filmes em que Barreto Poeira participou seria injusto não referir “O Diabo São Elas”, uma coprodução luso-espanhola realizada por Ladislao Vajda, “Cais do Sodré” com direcção de Alejandro Perla, “O Trigo e o Joio” com realização de Manuel Guimarães ou “Vendaval Maravilhoso” com direcção de Leitão de Barros, trabalhos que o dotaram de um impressionante à-vontade na relação com as câmaras que viria a ser determinante nos convites recebidos da RTP aquando do surgimento da televisão em Portugal.

A nível televisivo, quando ainda tudo era feito em directo, das inúmeras peças em que colaborou nas célebres Noites de Teatro destaca-se o seu trabalho em “A Sapateira Prodigiosa” de Federico Garcia Lorca, contracenando com Amália Rodrigues, Paulo Renato e Varela Silva, numa realização de Fernando Frazão. 
Romeiro, quem sois ?
-Ninguém...

Este breve diálogo, entre duas personagens do filme «Frei Luís de Sousa», é uma das cenas mais pungentes do cinema português. É travado entre Telmo Pais, o velho criado dos Coutinhos (João Vilaret, à direita) e um romeiro de passagem pelo paço dos ditos fidalgos (Barreto Poeira, à esquerda). O filme foi realizado, como é sabido, em 1950, por António Lopes Ribeiro


Ombreando com os melhores na arte de representar, Barreto Poeira mereceu sempre da crítica especializada os maiores elogios pelo seus desempenhos, destacando quase sempre os seus excelentes escrúpulos de composição das personagens, um notável rigor da transmissão dos textos e uma presença forte e dominadora nas contracenas, características que foram recordadas na momento do seu funeral, em 30 de Outubro de 1980, tinha o actor 79 anos. 

O município de Vila Franca de Xira, que o viu nascer, deu o seu nome a uma das ruas do concelho, exemplo que viria a ser seguido por diversas outras localidades que o perpetuaram nas placas toponímicas das suas artérias.

Salvador Santos 
Teatro Nacional de São João.
Porto. 2015. Maio. 20

quarta-feira, 20 de maio de 2015

EnsaIo sobre a cegueira..Melhor dizendo pior que um cego é aquele que não quer ver. Pior, pior será um ensaio sobre a pulhice humana interior de indivíduos insensíveis à dor humana dos outros.


PARA A HISTÓRIA DA PULHICE HUMANA 

É sabido que o governo que detém o poder em Portugal, presidido por Pedro Passos Coelho, lançou centenas de milhares de portugueses na pobreza ou mesmo na mais negra miséria, conduziu a que inúmeras crianças passem fome, reduziu dezenas de milhares de pessoas ao desemprego, condenou outras tantas a uma emigração forçada, e provocou a morte de milhares de portugueses, uns de fome, outros por doenças não devidamente tratadas devido a cortes no serviço nacional de saúde, outros porque, desesperados pela situação que pelo governo lhes foi criada, se suicidaram. 
Pois agora o mesmo Passos Coelho, conhecedor de todos esses males de que é o principal culpado, teve o supremo cinismo de dizer, perante as câmaras das televisões e com um ar risonho, que tudo isso não passou da cura de uma doença, não sendo sua preocupação “perguntar se as pessoas durante esse processo têm febre ou têm dor, se gostam do sabor do xarope ou se o medicamento que tomam lhes faz um bocado mal ao estômago”. 

 Quer dizer: as crianças que passam fome simplesmente não “gostam do sabor do xarope”, o desemprego, a emigração ou a miséria em que muitos portugueses foram lançados não passam de um acesso de febre, e a morte de muitos outros não é mais do que uma azia! 

 A que abismos pode descer a pulhice humana!

Bancada Directa / Ponte Europa. Coimbra

terça-feira, 19 de maio de 2015

Portugal Football Violence. Com as imagens do policia agressor em frente a crianças a correrem exaustivamente nas televisões de todo o mundo, pergunto a mim mesmo se este grafiti que existe em Lisboa também estará em Guimarães?

Lisboa. Local algures. Grafiti

E palavras não eram ditas já o papo seco seco estava no chão.

Com uma criança a fugir de um policia agressor desvairado e a dar dois murros num idoso e depois afiambrar o bastão de aço nas costas de um homem caído no chão, é caso para perguntar "o que me falta para ser feliz"?

Braço armado de uma governação desumana e insensível às dores dos portugueses?

Mas uma ovelha tresmalhada não é o espelho de uma equipa de bons profissionais. E que todos respeitam a PSP e precisam dela para a sua segurança....Eu preciso e muito!

Mas aquele sub comissário francamente

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Passos Coelho até parece que nem está agarrado ao poder com toda esta latosa. Diz êle que os socialistas que não pensem em voltar ao governo “agora que arrumámos a casa e pagámos as dívidas“, disse há dias sem se rir. E acrescentou: “Nós temos provas dadas“. E era suposto que os cidadãos já tivessem melhorias, mas só têm é ilusões!


Passos Coelho até parece que nem está agarrado ao poder com toda esta latosa. 
Diz êle que os socialistas que não pensem em voltar ao governo “agora que arrumámos a casa e pagámos as dívidas“, disse há dias sem se rir. 
E acrescentou: “Nós temos provas dadas“. 
E era suposto que os cidadãos já tivessem melhorias, mas só têm é ilusões!

 Ora bem, começando pelas lides domésticas, alegadamente tão bem executadas, não é difícil perceber o significado de «arrumar a casa» para o PSD: distribuir pelos amigos os lugares nas administrações das empresas públicas privatizadas; venda a preço de amigo de muitas empresas do Estado, como recentemente o Oceanário. 

Oceanário de Lisboa. Eu vou ali é já venho. Estou já na calha para ser vendido. É o meu destino. E não fica por aqui, se não puserem travões a esta onda

Ocupação descarada do aparelho de Estado pelo máximo de «boys» e «girls» do PSD e do CDS, a verdadeira e gloriosa ida ao pote. É isto. Neste sentido, compreendido por 70% do eleitorado, a casa está claramente arrumadíssima. E tudo a brilhar (só que é do gel – do cabelo e das unhas). 

Quanto às dívidas que pagaram: a que dívidas se estarão a referir? Às que resultaram do aumento vertiginoso dos juros a partir de 2010, deixada a especulação à solta enquanto se punia ou para punir a Grécia? Às que resultaram do aumento dos encargos sociais do Estado devido às falências sucessivas de empresas após 2009 ­­- pelas quais o Governo na altura não foi minimanente responsável? 

Será às dívidas contraídas, a taxas de juro reduzidíssimas, junto do BEI, nomeadamente para modernizar as escolas, no âmbito do plano europeu de relançamento da economia, um plano aprovado pela UE e que visava contrariar os efeitos da crise financeira na economia? 

Ou será às dívidas geradas pelas obras faraónicas que nunca ninguém viu, como TGVs, portos, palácios, etc.? Entretanto, com tantos pagamentos heróicos e exemplares, por que razão aumentou a dívida pública mais 30% em 4 anos? Que contas são estas? Que dívida contraíram de que acusavam os outros e que vão ter de ser outros a pagar? Finalmente, que «provas dadas» serão aquelas?
Provas de que as crises internacionais se acalmam e que o BCE travou finalmente a especulação em torno das dívidas soberanas, e isto para todos os países do euro? Provas de que o preço do petróleo por vezes baixa no mercado internacional e de que estamos a beneficiar de uma dessas fases? 

Provas de que, quando se presta vassalagem a Berlim, o país passa por estar muito bem e no bom caminho, apesar de ser tudo, estruturalmente, mentira? (Repare-se como, no caso grego, o país estava oficialmente no caminho da recuperação há quatro meses, quando o governo era bem visto por Berlim. 

Depois, passou a estar em situação calamitosa…) Provas de que a falta de vontade negocial resulta na maior fuga de jovens da história do país, acarretando sérios prejuízos demográficos e de sustentabilidade das pensões? 
Provas dadas de quê? De que se é capaz de criar pobres em pleno século XXI e de secar os bolsos da classe média com aumentos enormes de impostos, acusando-a de gastos excessivos no passado, quando a crise que nos afectou se deveu aos desvarios financeiros da banca? 

 Mas Passos e o acólito Portas, alçados ao poder por via das mentiras mais desbragadas de que há memória, têm razão: as provas estão dadas. E são de dois tipos: ou más demais ou prova da respectiva irrelevância.

 Fonte: Público 

Carrega Benfica. Campeão voltou! Mas por enquanto ainda só tenho vontade de rir com as tiradas de Jesus e Lopetegui e lamentar toda a violência que rodeou a ceelebração do titulo no Marquês. Assim não!



"Caro" Julen Lopetegui
Junto (no pressuposto de ainda não te teres apercebido) uma fotografia da comemoração do nosso 34º título de CAMPEÃO NACIONAL - com um abraço do ex-Ministro que, se fosse adepto do teu clube, teria andado muito preocupado, desde o princípio da época, por seres tu o treinador em quem tinha que depositar as minhas esperanças.

Então, com o melhor plantel de sempre, "conseguiste" não ganhar nada esta época?

60% do tal povo português que tu querias ver preocupado com o facto de eu ter sido Ministro, agradece que estejas por aí ...
Os mesmos 60% que se recordarão - para sempre - deste tua época!

Mas que terão um "carinho especial", não pela derrota no Marítimo, nem pelo empate no Nacional, e muito menos pelo empate em Belém, mas pelo resultado da tua equipa em Munique e que, pela vida fora, não se esquecerão de o relembrar, sempre que isso for preciso!

E, como se não bastassem os 6 a 1 que levaste, conseguiste-o com o requinte de malvadez de fazeres com que todos os teus adeptos (todos, mesmo, sabes, ... o que ainda dá mais gozo) julgassem que iam eliminar o Bayern (em vez de serem "despachados" com os tais 3 golos de diferença que eu, ex-Ministro, a não perceber nada de futebol, anunciei, antes da eliminatória começar...).

Devias ter percebido que, por esses lados, ... ganha a "estrutura", empatam os jogadores, perde o treinador...

Porque se - pelo menos - a estrutura te dissesse que, nos últimos anos, ganharam ao Villareal em casa e viram-se "à rasca" para empatar lá, ... que ganharam ao Manchester City em casa e foram goleados em Inglaterra, ... que ganharam ao Málaga em casa e perderam lá, ... que ganharam ao Nápoles em casa e viram-se "à rasca" (perdoa-me a repetição da brejeirice) no jogo de lá, ... ou que ganharam ao Sevilla em casa e foram goleados em Espanha ...

Tal como este ano, em que ganharam ao Bayern em casa e foram esmagados lá!

Pensarás tu que talvez seja o facto de ter sido Ministro que me faz acreditar que há coisas (resultados de todo o tipo) que se fazem em casa, mas que é muito difícil fazer fora...

Talvez seja essa a "explicação"!!!
E, já agora, achas que para o ano, com os mesmos "mind games" que "a estrutura" te obriga a debitar (retirando o latim, que, nisso - reconheceremos todos - foste tu ... pois eles, com excepção do Presidente, até o português percebem mal), consegues ter os mesmos resultados?

Eu sei que não é fácil, mas vais ver que consegues.
A não ser que vás pela tua cabeça ... ou - o que começo a acreditar - te despeçam (o que seria uma grande injustiça, depois de todos os "fretes" que lhes fizeste e de terem convencido alguns que só perdeste por causa do "colinho").

Olha - para falar verdade - já não sei o que é melhor para outro ano igual ...
Se tu, se essa "estrutura" em fim de ciclo ... a mandar.
Desde que percam, por mim ... encantado!

Até porque não ficaria bem a Portugal ter um Campeão feito de ... animais (tu o disseste, lembras-te, quando ainda ias ... ser Campeão Europeu???)!

Agora - depois do hiato desta carta - voltarei à humildade do costume, começando já a ajudar, no que puder, para voltar a ganhar!
Sem excessos de confiança, mas com a mesma determinação.

Até porque - nisso são bons - "vocês" recomeçarão, desde já, com esta estratégia de criação de um inimigo externo (para que não se fale dos erros próprios), numa campanha de verdadeira intoxicação da opinião pública e desvalorização do que conseguimos!

Um abracinho pequenino - como a tacanhez de quem te diz o que deves dizer - e outro abração enorme - do tamanho das hipóteses que me deste para "eu" voltar a ser Campeão Nacional (num ano em que ... "estava tudo feito" para isso não poder ser possível).

Assinado: o Ex-Ministro (não confundas com o Costinha, que, esse, sabe bem melhor do que eu o que se passa por aí).

Rui Gomes da Silva (sócio nº 3.144 do Sport Lisboa e Benfica)»

domingo, 17 de maio de 2015

Hoje em Almeirim. Restaurante "Tertulia da Quinta". Realiza-se o XI Convívio da Tertulia Policiária da Liberdade. Ponto forte deste evento: a homenagem ao mestre do policiarismo português, de seu nome Manuel Botas Constantino.

Almeirim. 17 de Maio de 2015.  Restaurante "Tertulia da Quinta". Realiza-se o XI Convívio da Tertulia Policiária da Liberdade. Ponto forte deste evento: a homenagem ao mestre do policiarismo português, de seu nome Manuel Botas Constantino. 
CONVÍVIO DE ALMEIRIM 
 fotos: Bancada Directa

O XI Convívio da Tertúlia Policiária da Liberdade realiza-se hoje em Almeirim. Neste convívio será prestada homenagem ao nosso mestre das lides policiárias Manuel Constantino que, entretanto, completará 90 anos de idade e 70 de policiarismo. 


O programa do convívio está estabelecido e, salvo algum factor imprevisto de última hora, será como segue: PROGRAMA DO CONVÍVIO O XI Convívio da Tertúlia Policiária da Liberdade realizar-se-á em 17 de Maio, no restaurante “A Tertúlia da Quinta”, em Almeirim. 

Duas figuras notáveis no policiarismo português e membros dirigentes da Tertúlia Policiária da Liberdade que organiza este Convivio em Almeirim. Dois jovens de espírito e de grande competência como solucionistas quer como produtores de problemas policiais. São eles o António Raposo e Lena

Neste encontro iremos homenagear Manuel Constantino, que este ano completa noventa anos de idade e setenta de policiarismo. Será, como esperamos, uma excelente jornada de confraternização e de justa consagração de um mestre

O programa previsto é o seguinte: 
11:30- Concentração no restaurante “A Tertúlia da Quinta” 
13:00 – Almoço 
14:30 – Apresentação de duas novas obras de Manuel Constantino 
15:00 – Distribuição dos prémios do Concurso de Contos 
15:30 – Homenagem a Manuel Constantino Preço do almoço: 15,00 euros. 
Endereço do restaurante: Largo da Praça de Touros, 37-A, Almeirim 
Contactos para esclarecimentos e inscrições: 214719664 ou 966102077 (Pedro Faria); 213548860 ou 966173648 (António Raposo); 219230178 ou 965894986 (Rui Mendes). 
E a famosa Sopa da Pedra não vai faltar no almoço

sexta-feira, 15 de maio de 2015

"No Palco da Saudade" é uma rubrica a cargo do nosso homem do teatro Salvador Santos para nela se recordarem os nomes das figuras que pisaram os nossos palcos e que já desapareceram. Hoje recorda-se Ester Leão. É o Teatro no Bancada Directa

"No Palco da Saudade" é uma rubrica a cargo do nosso homem do teatro Salvador Santos para nela se recordarem os nomes das figuras que pisaram os nossos palcos e que já desapareceram. 
Hoje recorda-se Ester Leão. 
É o Teatro no Bancada Directa 

 "No Palco da Saudade" 

Texto inédito e integral de Salvador Santos (Teatro Nacional de São João. Porto) 

 ESTER LEÃO 
Princesa dos palcos em Portugal, rainha do teatro no Brasil, ela foi responsável pela formação de algumas das maiores estrelas brasileiras que despontaram nos anos 1940 e 1950, como Fernanda Montenegro, Cacilda Becker, Nathália Timberg ou Vanda Lacerda. Descendente de uma poderosa família de Gavião, Portalegre, filha do médico e diplomata Francisco Leão, que foi o primeiro Governador Civil de Lisboa após a implantação da República, cedo se apaixonou pelo teatro. 

Apesar de contrariada pela família, nomeadamente pelo seu tio Ramiro Leão, um influente comerciante de Lisboa, conseguiu estrear-se nos palcos aos 21 anos, no Teatro da República (atual São Luís), com o pseudónimo de Ester Durval, como protagonista de “O Assalto” de Bernstein. A sua decisão de prosseguir uma carreira no teatro causou um grande escândalo nos círculos da elite lisboeta, apesar do talento por ela evidenciado, forçando-a a afastar-se dos palcos. 

Mas a sua natureza irrequieta e aventureira trouxe-a de volta sete anos depois para protagonizar, já com o seu nome verdadeiro, a peça “Maria Isabel” de Américo Durão, no Teatro D. Maria II, onde representaria depois os dramas históricos “Alcácer-Kibir” de D. João da Câmara, “O Pasteleiro de Madrigal” de Augusto Lacerda e “O Crime de Arronches” de Lopes Mendonça (que se constituíram nos seus primeiros êxitos), a que se seguiu o drama rústico “A Filha de Lázaro” de Norberto Lopes e Chianca de Garcia, na então jovem companhia de Amélia Rey Colaço-Robles Monteiro. 
Mas é no repertório moderno, nomeadamente nas peças “Dentro do Castigo” de Norberto de Araújo e “Miragem” de Carlos Selvagem, que Ester Leão viria a encontrar os papéis mais adequados à sua personalidade artística. O mesmo acontecendo no teatro musicado, que a actriz experimentou no Teatro Apolo, durante uma temporada que ficou essencialmente marcada pela sua participação na opereta “Madragoa” de Feliciano Santos

Entretanto, na década de 1930, registam-se algumas mudanças de rumo no teatro em Portugal que a desgostam e resolve criar a sua própria companhia, que produz um repertório formado exclusivamente por originais portugueses em estreia absoluta, como aconteceu com “Mascarada” de Ramada Curto e “Divórcios” de Lorjó Tavares. Inesperadamente, em 1931, Ester Leão aceita o convite para se engajar na temporada portuguesa da peça “Deus lhe Pague” de Joracy Camargo, produzida pela companhia do brasileiro Procópio Ferreira, interpretando o principal papel feminino, Nancy, mulher do Mendigo Filósofo. Finda a carreira do espetáculo no nosso país, a atriz envolve-se na sua digressão por terras de Vera Cruz, de onde nunca mais voltou. 

O retumbante sucesso da atriz nos palcos brasileiros e o «abastardamento da vida teatral portuguesa, que a censura fascista e a desorganização empresarial condenavam à mediocridade e ao conservadorismo», foi o que bastou para que ela cedesse aos vários e insistentes apelos para que assumisse a direcção do TEB-Teatro do Estudante do Brasil. 

Caricatura de Ester Leão da autoria de Amarelhe

Em dez anos de dedicação ao TEB, Ester Leão, para além de ter tido influência na formação de muitos actores brasileiros, produziu alguns dos melhores espectáculos daquela época, a partir de textos clássicos e modernos. “Os Romanescos” de Edmond Rostand, “Leonor de Mendonça” de Gonçalves Dias e “O Jesuíta” de José Alencar foram os três primeiros de uma longa série de sucessos. O mais popular foi sem dúvida o que ela encenou para a estreia daquela que viria a ser considerada por muitos como a maior atriz brasileira de sempre: Cacilda Becker. 

Com o mesmo texto (“Três Mil Metros de Altitude”, com o título alterado para “Alegres Canções da Montanha”), ela lançaria mais tarde outro nome maior do outro lado do Atlântico: Fernanda Montenegro. Ester Leão era uma mulher severa, rigorosa no trabalho, mas sempre muito bem-humorada e solidária com as equipas que dirigiu ou integrou, quer como professora, atriz ou encenadora. 

Para além da sua inestimável colaboração como professora no TEB e, mais tarde, no Teatro Universitário, e para além ainda de algumas das suas memoráveis criações como intérprete, o que fica sobretudo de seu para a história das artes cénicas brasileiras é o honroso título de Rainha do Teatro que conquistou pelas suas geniais encenações, de que são exemplos mais brilhantes os espectáculos “Romeu e Julieta” de Shakespeare, “Castro” de António Ferreira, “A Dama da Madrugada” de Casona, “O Pai” de Strindberg e “A Morte de Um Caixeiro Viajante” de Arthur Miller. 
Para além de ter sido actriz e encenadora nas mais prestigiadas estruturas de produção brasileiras dos dois primeiros terços do século XX, entre as quais se destacam o Teatro de Arte, o Teatro Duse, e as Companhias de Eva Todor, Alma Flora e Luís Iglésias Freire, Ester Leão foi também pioneira do ensino de dicção, corrigindo a voz não só de actores, mas também de ministros e deputados, entre os quais figurava Carlos Lacerda, um dos mais férreos opositores ao ditador Getúlio Vargas. 

Respeitada e amada por toda a classe teatral como uma verdadeira musa, um exemplo de dedicação e amor à arte de representar, figura destacada na renovação cénica brasileira, Ester Leão viveu os três últimos anos de vida sob grande sofrimento, após grave doença que a deixou paralítica para sempre. Tinha 75 anos quando a morte a levou, a 16 de Abril de 1971.

Salvador Santos
Teatro Nacional de São João. Porto. 
Porto 2015. Maio. 15

A vida austera dos polícias. Viver em crise é mesmo crise a sério. E hão-de ser precisos ultrapassar conceitos e inventar esquemas para se poder sobreviver. Neste caso será vender os seus passes sociais para transportes.


A vida austera dos polícias
Viver em crise é mesmo crise a sério. 
E hão-de ser precisos ultrapassar-se conceitos e inventar esquemas para se poder sobreviver. 
Neste caso será vender os seus passes sociais para transportes. 

 «O polícia aproxima-se das bilheteiras empunhando a requisição que lhe dá direito a carregar o passe para o autocarro sem pagar. 

Quando recebe os papéis, a funcionária do guichet é lesta a abrir a caixa e a tirar as notas, que lhe entrega de forma dissimulada, dentro de um folheto informativo. Não carregou o título de transporte: limitou-se a entregar-lhe 89 euros, menos 20 do que o valor do passe a que o agente tem direito. É a sua comissão. 

 O esquema fraudulento há-de repetir-se ao longo do dia e enquanto durar o período de revalidação dos passes mensais nas bilheteiras dos Transportes Sul do Tejo (TST) de Cacilhas. E se aparecem polícias que efectivamente carregam os passes de autocarro, muitos há que ali se deslocam apenas para receberem o dinheiro. 
A maioria pertence às esquadras dos concelhos de Almada, Seixal e Setúbal, mas o passa-palavra fez com que também já aqui venha gente que presta serviço em Lisboa. A PSP reembolsa depois a transportadora da totalidade dos cartões carregados em cada mês, cujo valor varia consoante a zona de residência do agente. 

À excepção do erário público, ganham todos: o agente, que ou não necessita do passe ou consegue viajar no autocarro dos TST sem pagar, pelo menos quando está fardado, e os funcionários da transportadora, que ficam com comissões variáveis, consoante o custo de cada título de transporte trocado por dinheiro.» [Público

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