BANCADA DIRECTA: Março 2015

terça-feira, 31 de março de 2015

Alzheimer. Uma doença terrível. Dia 18 de Abril. 15h00. Sessão de esclarecimento sobre a doença na Casa de Saúde das Irmãs Hospitaleiras em Idanha- Belas. Fernando Correia falará do seu livro Piso 3- Quarto 313.

Alzheimer. 
Uma doença terrível. 
Dia 18 de Abril. 15h00. 
Sessão de esclarecimento sobre a doença na Casa de Saúde das Irmãs Hospitaleiras em Idanha- Belas. 
Fernando Correia falará do seu livro Piso 3- Quarto 313. 
 Este é um titulo de um livro sobe a doença de Alzheimer que Fernando Correia acabou de lançar respondendo ao convite do seu amigo Manuel da Fonseca da Editora “Guerra e Paz”. 

 É um livro de dor, porque relata a doença que tem afligido e reduzido a muito pouco o ser humano que é a mãe das minhas ultimas três filhas, companheira de mais de quarenta anos numa vida vivida e sofrida, mas alimentada pela vontade de deixar algo de confortável nos sentimentos fraternos que nos acompanham, para além de traduzir uma luta diária por um viver digno 


 Infelizmente a doença deu cabo (matou) os últimos planos de vida que tinham sido feitos e ainda mais: acabou por destruir-los sem dó e nem piedade, como se, afinal, este existir terreno não servisse para nada, não tivesse qualquer significado 
Escrevi o livro com a dupla intenção de imortalizar a existência de um ser humano que dolorosamente vai cumprir um destino que não desejou e como forma de ajudar os familiares, amigos e cuidadores dos doentes com Alzheimer a saberem quais são os sinais da doença, como ela evolui e como se devem comportar-se perante a fragilidade e a incapacidade do “seu” doente” 

 Principalmente por esta razão, tentando exorcizar os meus próprios fantasmas adquiridos e a viver em mim, ao perceber que podia não ter feito tudo quanto estava ao meu alcance para ajudar, ainda mais, a minha companheira, gravemente doente. Pode ser que deste modo, a ajuda seja maior e o comportamento de quem tenta auxiliar seja melhor, logo mais eficaz que o meu. 


 Devo esta explicação a quem vai comprar o livro e devo este sentimento a mim próprio. Que o texto tenha sido escrito por amor a quem me rodeia e por um enorme sentimento de solidariedade e de fraternidade para quem está doente e para os que sofrem a seu lado é o único desejo que aqui deixo 
No próximo dia 18 de Abril todos aqueles que precisam desta ajuda poderão assistir a uma apresentação do livro e as uma sessão de esclarecimento sobre a doença de Alzheimer na Casa de Saúde das Irmãs Hospitaleiras na Idanha- Belas pelas 15h00 

Fernando Correia 

Os nossos agradecimentos pela cedência deste texto. 
Lá estaremos ao teu lado na sessão de 18 de Abril na Idanha

segunda-feira, 30 de março de 2015

Um exemplo raro nos dias de hoje e nas empresas actuais. Mas é um exemplo que deveria ser seguido por todas as empresas. Só assim é que se pode esperar mais motivação profissional dos trabalhadores

Um exemplo raro nos dias de hoje e nas empresas actuais. Mas é um exemplo que deveria ser seguido por todas as empresas. Só assim é que se pode esperar mais motivação profissional dos trabalhadores

A notícia é da semana passada mas, por ser uma raridade mesmo rara – e neste caso a expressão não é pleonasmo, merece toda a atenção. 


Uma empresa, a Lisnave, decidiu por iniciativa dos seus accionistas distribuir pelos seus trabalhadores efectivos 18,5% dos lucros líquidos do exercício de 2014, isto é, 1,2 de 6,47 milhões de euros a título de gratificação. 


É assim, e não com pancadinhas nas costas que não pagam as despesas lá de casa, que um trabalhador sente que o seu trabalho é valorizado. A gestão da Lisnave tem consciência que a motivação dos seus trabalhadores e a forma como estes valorizam trabalhar na empresa são factores decisivos para aumentar a produtividade e repetir os resultados em 2015. 
Note-se, porém, como a decisão é estritamente privada e como entre nós, apesar da palavra produtividade andar nas bocas de governantes e respectiva corte de repetidores dos seus miserabilismos serôdios, a distribuição de lucros por aqueles que os trabalham não beneficia de qualquer tipo de incentivo em sede fiscal. 

E deveria beneficiar. Não apenas por razões de justiça social nem apenas por questões relacionadas com produtividade, o que já não seria pouco. 

Por uma questão de racionalidade económica que se identifica imediatamente ao perceber que nos bolsos de quem trabalha o rendimento gera o consumo que garante empregos e produz receitas fiscais que não gera nos bolsos de quem consome marginalmente cada vez menos à medida que o seu rendimento aumenta e está isento de imposto sobre grandes fortunas, já para não referir a gratuitidade da possibilidade que tem de transferir capitais para paraísos fiscais sem retribuir um único cêntimo à economia e à sociedade onde fez a fortuna. 


A economia – não confundir com a casta dona disto tudo – teria tudo a ganhar com políticas que a pusessem a servir as pessoas em vez de servir-se das pessoas. 


Talvez um dia as pessoas saibam exigi-lo.

Flagrantes da vida real. Nesta caso haver menos um é sinal mais que alguns vão sobreviver melhor. É o trabalho dos agentes funerários!

Maputo. Moçambique

Por cá a onda de assaltos a residências e pessoas de idade obriga-nos a colocar o dinheiro nos bancos. 
Com as taxas de juros a descerem para o nível zero, é caso para dizer que o medo de uns é motivo para outros viverem melhor. Neste caso os bancos!......

domingo, 29 de março de 2015

As grandes mentiras que nos pregam! Os nossos governantes dizem e afirmam que o país está melhor, está em crescimento económico e "o diabo a sete"……Vão de noite até às arcadas do Terreiro do Paço e vejam o crescimento que por lá anda. É cada vez mais gente a dormir no chão…..

As grandes mentiras que nos pregam! 
Os nossos governantes dizem e afirmam que o país está melhor, está em crescimento económico e o diabo a sete……
Vão de noite até às arcadas do Terreiro do Paço e vejam o crescimento que por lá anda. 
É cada vez mais gente a dormir no chão….. 

 Ali, na Praça do Comércio, junto ao Tejo, onde estão cheios os cofres no ministério das Finanças e é farta a dívida soberana, a foto documenta a metáfora da tragédia silenciosa de quem não é grego. Na opulência da reconstrução pombalina, jaz a decadência da ética e da solidariedade, ali onde a ruptura do tecido social é a imagem da nossa vergonha.

sábado, 28 de março de 2015

O Desporto no Bancada Directa. Falemos da modalidade “SURF” dado que na Praia Grande. Sintra vão ser recebidos os melhores surfistas nacionais


O Desporto no Bancada Directa. Falemos da modalidade “SURF” dado que na Praia Grande. Sintra vão ser recebidos os melhores surfistas nacionais 

 A Praia Grande em Sintra volta a ter este ano a Liga Moche, o principal campeonato nacional de surf e que define os campeões nacionais absolutos 


 A prova de Sintra. Praia Grande terá lugar de 10 a 12 de Julho e é a quarta prova das cinco que compõem o calendário da edição de 2015 da Liga Moche. 


 Estão assim lançados todos os condimentos para mais um ano de grande nível no surf nacional com a Liga Moche e regressar em força com novidades e os melhores surfistas do país 


 Além da inclusão da etapa de Sintra, outra novidade importante é o aumento de premiação para os surfistas, o que não deixa de simultaneamente um atractivo extra para os competidores e também um resultado do sucesso cada vez maior da Liga Moche 


 O prémio em 2015 subiu 25% em relação ao ano anterior e o “bolo total” vai situar-se nos 71.350 euros, a dividir-se pelas cinco etapas e pela categoria masculina e feminina

quinta-feira, 26 de março de 2015

“No Palco da Saudade” é uma rubrica coordenada pelo nosso homem do Teatro Salvador Santos que se destina a recordar as figuras daqueles que engrandeceram o Teatro Português. Hoje é recordado Felix Bermudes. É o Teatro no Bancada Directa


“No Palco da Saudade” é uma rubrica coordenada pelo nosso homem do Teatro Salvador Santos que se destina a recordar as figuras daqueles que engrandeceram o Teatro Português. 
Hoje é recordado Felix Bermudes 
È o Teatro no Bancada Directa

 “No Palco da Saudade” 

Texto inédito e integral de Salvador Santos (Teatro Nacional de São João. Porto)

 FÉLIX BERMUDES 

Homem de Letras, presidente e fundador da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses (actual Sociedade Portuguesa de Autores), ensaísta, dramaturgo e tradutor, célebre autor de teatro de revista, este férreo opositor à ditadura salazarista foi também um grande desportista. Ganhou campeonatos nacionais de atletismo, tiro, esgrima e futebol, participou com êxito nos Jogos Olímpicos de Antuérpia (1920) e Paris (1924) nas provas de «mestres atiradores internacionais à pistola a 50 metros» e atingiu igualmente papel de relevo como praticante das modalidades de hipismo, ginástica, remo, ciclismo e ténis. 

Mas foi nas artes de palco que este antigo presidente do S.L. Benfica e vice-presidente da Federação Internacional das Sociedades de Autores e Homens de Letras conquistou maior notoriedade pública. No teatro, como no desporto, Félix Bermudes foi um verdadeiro campeão, não se fixando apenas num género. Para além do seu notável percurso no teatro de revista, onde foi um dos mais geniais autores, escreveu farsas, operetas e comédias, tendo traduzido muitas outras, deixando o seu nome ligado a mais de 150 peças teatrais. A sua obra de escritor não se resumiu, porém, ao teatro. 

A ele se devem também alguns ensaios sobre filosofia política e espiritual que marcaram a sua época, pelo desassombro e pela serenidade austera, sendo de destacar nestes domínios os seus empolgantes livros “O Homem Condenado a Ser Deus” e “Versos Doirados dos Pitagóricos”, em que disserta sobre a longa jornada da evolução de cada ser humano, procurando demonstrar que é através de inúmeras quedas e de incontáveis erros que o Homem cresce e melhora. Deve dizer-se, por curiosidade e ironia, que nasceu na cidade do Porto (a 4 de Julho de 1874) um dos símbolos maiores do S.L. Benfica e um dos seus melhores presidentes de sempre. 

Sobre esta faceta Félix Bermudes muito haveria a dizer, nomeadamente que a ele se deve a escolha do actual nome daquele clube da capital, que então se chamava Grupo Sport Lisboa antes da fusão com o Desportos de Benfica, bem como um esforço exemplar de financiamento pessoal que permitiu ao emblema da águia resistir aos vários momentos de crise que atravessou desde a sua fundação até aos finais da década de 1950. Mas o que importa hoje aqui realçar é o seu grande contributo para o desenvolvimento do teatro em Portugal, sobretudo no que à revista e à opereta respeita, géneros onde fez enorme sucesso em parceria com João Bastos e Ernesto Rodrigues. 

O notável trabalho realizado em conjunto por aquele trio de autores, que durou mais de catorze anos e que a imprensa passou quase imediatamente a identificar como «textos de A Parceria», foi a razão principal da revolução operada no nosso teatro ligeiro durante a I República, graças à montagem de comédias delirantes como “O Conde Barão”, “O Amigo de Peniche”, “Arroz Doce”, “O Leão da Estrela” ou “O Quadro das Lendas”, a que se juntam as legendárias revistas “Salada Russa”, “Capote e Lenço”, “Novo Mundo”, “Torre de Babel” ou “Lua Nova”, assim como as modelares operetas “O João Ratão” e “Pérola Negra”. Duas destas obras foram transpostas para cinema depois do seu sucesso nos palcos, alcançando aí igual êxito: “O João Ratão” e “O Leão da Estrela”, que figuram entre os melhores filmes portugueses de sempre. 

 Foram inúmeras as parcerias de autores do nosso teatro ligeiro que se constituíram ao longo dos anos até aos dias de hoje, mas a mais duradoura, eficaz e popular foi, sem dúvida, a que reuniu Félix Bermudes a Ernesto Rodrigues e João Bastos. Não por acaso o caricaturista Amarelhe, num desenho célebre, retratou A Parceria como um corpo único de que saíam três cabeças, simbolizando assim a unidade e o espírito de equipa que se reflectia em todos os seus trabalhos e no modo como se relacionavam entre si, com o teatro e o seu tempo. 

«A alegria, a mocidade espiritual, apreço mútuo e respeito pela profissão eram características de todos os parceiros», escreveu, em 1958, Félix Bermudes, que era então o único ainda vivo dos três autores. Para além do trabalho produzido no âmbito d’ A Parceria, Félix Bermudes escreveu a solo inúmeras peças que foram sucesso absoluto, havendo até quem dissesse que, em regra, ele não escrevia peças de teatro – escrevia êxitos! 

Entre as suas maiores glórias está a opereta “O Timpanas”, com música de Frederico de Freitas, que conheceu uma carreira invulgar para a época, arrastando multidões durante largos meses. Antes, porém, o seu nome havia ficado associado a outros grandes sucessos, como foi o caso da revista “Cocorocócó”, que escreveu com Ernesto Rodrigues e André Brun alguns meses antes de se formar a famosa Parceria e após três auspiciosas experiências como autor dos espectáculos “Zig-Zag”, “Sol e Sombra” e “Agulha em Palheiro” – considerada a nossa primeira revista verdadeiramente republicana, pelo seu espírito revolucionário! 


Já depois de há muito ter abandonado o desporto e teatro, Félix Bermudes era presença habitual no Parque Mayer e no estádio do seu SLB, «santuários» que só deixou quando a morte o levou, à beira de completar 86 anos, no dia 5 de Janeiro de 1960. 

 Salvador Santos 

Teatro Nacional de São João Porto 
Porto 2015 Março 26

quarta-feira, 25 de março de 2015

Morreu Herberto Helder, o "príncipe dos poetas". Afinal consumou-se a "morte sem mestre".......Vejamos o que os salafrários da Pide, que ainda alguns apoiantes das suas torturas andam por aí no meio de nós, pensavam deste homem de grande valor.






Ora vamos lá a ver como estão as explicações sobre a famigerada lista VIP. O grupo parlamentar do PS enviou esta terça-feira um pedido com carácter de "urgência" à Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças para ouvir a Presidente da Comissão Nacional de Protecção de Dados, Maria Filipa Calvão, sobre a existência de uma lista de acesso reservado de contribuintes.

PS pede audição de presidente da Comissão Nacional de Protecção de Dados 
Os socialistas querem ouvir Maria Filipa Calvão a propósito da alegada lista VIP de contribuintes, alegando que cabe à Comissão Nacional de Protecção de Dados a fiscalizar o cumprimento das regras em matéria de protecção de dados. 

O grupo parlamentar do PS enviou esta terça-feira um pedido com carácter de "urgência" à Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças para ouvir a Presidente da Comissão Nacional de Protecção de Dados, Maria Filipa Galvão, sobre a existência de uma lista de acesso reservado de contribuintes. 


 No requerimento, os socialistas alegam que após as audições do Presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, Paulo Ralha - que denunciou a existência de uma "espécie de lista VIP de contribuintes -, do Presidente da Associação Sindical de Profissionais de Inspecção Tributária e Aduaneira (APIT), Nuno Barroso, do Director Geral demissionário da Autoridade Tributária, Brigas Afonso, do Subdirector Geral demissionário da Autoridade Tributária (AT), José Maria Pires e do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, nos passados dias 19 e 20 de Março surgiram várias dúvidas que importam esclarecer. "Dessas audições resultaram inúmeras contradições e a confirmação da implementação de um procedimento com o objectivo supracitado, até meados de Fevereiro, altura em que o então Director Geral da AT ordenou a sua suspensão", pode ler-se no documento. 
O Partido Socialista considera que "a Assembleia da República, no âmbito das suas competências, deve proceder à audição da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD), enquanto entidade independente, a qual tem por incumbência o controlo e a fiscalização do processamento e tratamento de dados pessoais, em rigoroso respeito pelos direitos do homem e pelas liberdades e garantias consagradas na Constituição e na lei", acrescenta. 

 Segundo o grupo parlamentar do PS, "compete à CNPD, entre outras, a fiscalização do cumprimento das disposições legais e regulamentares em matéria de protecção de dados pessoais, bem como o exercício de poderes de investigação e inquérito, cabendo-lhe designadamente autorizar os tratamentos de dados pessoais, bem como autorizar, em casos excepcionais, a utilização de dados pessoais para finalidades não determinantes da recolha ou a interconexão de tratamentos de dados pessoais". 

Defendendo que subsistem dúvidas sobre os procedimentos da Autoridade Tributária e Aduaneira em matéria de protecção de dados pessoais, "os deputados do Grupo Parlamentar do Partido Socialista consideram que é essencial a audição da CNPD", conclui.

terça-feira, 24 de março de 2015

A nossa Constituição define que podem ser elegíveis todos os cidadãos com mais de 35 anos para a Presidência da Republica. Nunca em caso algum define que o candidato tem de ser um “expert” em politica externa. Cavaco queria que fosse, embora o tenha dito de uma forma distorcida…

A nossa Constituição define que podem ser elegíveis todos os cidadãos portugueses de origem, com mais de 35 anos para a Presidência da Republica. 
Nunca em caso algum define que o candidato tem de ser um “expert” em politica externa. 
Cavaco queria que fosse, embora o tenha dito de uma forma distorcida…… 

 «De acordo com a Constituição, "são elegíveis para a Presidência da República os cidadãos eleitores, portugueses de origem, maiores de 35 anos". 


No entanto, de acordo com Cavaco Silva, o próximo Presidente deve ser uma pessoa com experiência em política externa. Esta revisão constitucional feita informalmente por Cavaco reduz bastante o leque de possíveis candidatos, e acaba por cingir a corrida a apenas três nomes: Durão Barroso, António Guterres e eu. 


O currículo dos candidatos impressiona: Barroso foi presidente da comissão europeia entre 2004 e 2014; Guterres é, desde 2005, alto comissário das Nações Unidas para os refugiados; e eu negociei, em Badajoz, na primavera de 2009, o preço de um saco de caramelos que, embora tivesse uma etiqueta indicando o preço de 90 cêntimos, assinalava na caixa o valor de um euro e meio. 

As negociações foram duras, mas eu soube defender os interesses de Portugal no quadro das regras definidas pelo direito internacional: mantendo presente que a carta das Nações Unidas proíbe a agressão armada excepto em caso de legítima defesa, usei de meios pacíficos para obter o acordo que melhor servisse o nosso país, e orgulho-me de poder hoje dizer que acabei por trazer o saco por apenas um euro e 20. 

Quem conhece a fundo o trabalho de Barroso e Guterres, só por má vontade deixará de reconhecer que nenhum deles trouxe para o nosso país, no âmbito da actividade internacional que desenvolveram, lucros que possam sequer aproximar-se do valor de um saco de caramelos. (...)» .

segunda-feira, 23 de março de 2015

Documento. Para que conste


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domingo, 22 de março de 2015

Ter os cofres cheios de dinheiro à custa dos sacrificios dos portugueses e mostrar um sorriso maquiavélico perante os seus apaniguados madeirenses criticando aqueles que dizem que há pobreza no país. Francamente! Não há pachorra para tanta desfaçatez……..


Ter os cofres cheios de dinheiro à custa dos sacrifícios dos portugueses e mostrar um sorriso maquiavélico perante os seus apaniguados madeirenses criticando aqueles que dizem que há pobreza no país. Francamente! 
Não há pachorra para tanta desfaçatez…….. 

 Há alguns dias a Ministra das Finanças anunciou ufana perante uma plateia de jotinhas que ‘temos os cofres cheios’ 


 Hoje, Passos Coelho, em reunião partidária nos Açores revelou que, em 2011, quando chegou ao Governo os ‘cofres estavam vazios’ link. Ficamos à espera de explicações como se operou esta sonante trasfega. 


 De concreto sabemos que, em 2011, existiam dificuldades de financiamento derivadas da instauração de uma ‘crise da dívida soberana’, congeminada pelos mercados à volta de um endividamento excessivo (97% do PIB) e que determinaram – com cúmplices paroquiais – uma intervenção externa. Hoje, com um maior endividamento (130% do PIB), temos os cofres cheios à custa de sucessivas idas aos mercados, já que as actividades produtivas não justificam esse tipo de aforro

Torna-se, portanto, público e notório que o dinheiro saiu dos bolsos dos contribuintes para os cofres públicos. Estas meças sobre as volumetrias dos cofres são pornográficas. Na verdade, o dinheiro não se multiplicou. Foi transferido, isto é, mudou de mãos (ou de bolsos). Falta constatar onde ele está a faltar. Perante cerca de 2 milhões de portugueses em risco pobreza, não é difícil adivinhar. 

Continuamos na dicotomia de um País aparentemente melhor em contraste com as pessoas realmente cada vez piores. Quer o primeiro-ministro, quer a ministra das Finanças, dão funestos sinais de embriaguez monetária. 


Mas nunca ouviremos o inquilino de Belém alvitrar sobre estas imoralidades tecidas pela actual maioria, como ‘cheirando a eleições’…

sábado, 21 de março de 2015

Doença de Alzheimer: um mal terrível! Parabens amigo Fernando Correia pela tua coragem em descrever no teu livro “Piso 3: Quarto 313” todo o sofrimento da mulher da tua vida e o teu próprio. Grande lição de amor….Também de conforto e esperança para quem sofre desta doença

Doença de Alzheimer: um mal terrível! 
Parabéns amigo Fernando Correia pela tua coragem em descrever no teu livro “Piso 3: Quarto 313” todo o sofrimento da mulher da tua vida e o teu próprio. 
Grande lição de amor….Também de conforto e esperança para quem sofre desta doença 

 Em livro, Fernando Correia combate Alzheimer e transmite “consolo e felicidade” 


 A voz de Fernando Correia não se ouve, no silêncio do folhear de um livro sobre Alzheimer. ‘Piso 3, Quarto 313’, que o 'homem da rádio' apresenta, narra a história da sua mulher, transformada numa “habitante incógnita de um mundo sem memória”. 
É a história real da mulher da sua vida. Fernando Correia acaba de lançar um livro onde relata a história de Vera, sua mulher, vítima de Alzheimer. ‘Piso 3, Quarto 313’ é mais do que um livro. É um testemunho real, que surge “contra o Alzheimer”, “nascido da dor, o livro que transmite consolo e felicidade”. 

 “Fernando Correia apresenta-nos Vera, a mulher da sua vida, bonita, inteligente, lutadora, mãe-coragem de três filhas, que se transformou na habitante incógnita de um mundo sem memória, sem saudade e sem amor”, pode ler-se, na sinopse do livro escrito por Fernando Correia. 


 “Pode um livro nascido da dor transmitir consolo e felicidade? Fernando Correia escreveu ‘Piso 3, Quarto 313’ para dar testemunho, com total compreensão pelos doentes e pelos familiares que sofrem, amam e tantas vezes choram, na impossibilidade de fazerem melhor”, realça a mesma sinopse, que resume as 184 páginas deste livro, editado pela editora ‘Guerra e Paz’. 


Contribuições


Apesar de se notabilizar na rádio e também na televisão, Fernando Correia (jornalista de A Capital, O Diário, Gazeta dos Desportos, Diário Popular e Jornal de Notícias) não se estreia na escrita. Pelo contrário. 


 Assinou diversas obras ligadas ao desporto, ensaio, biografias e contos onde se destacam titulos como: ‘Moniz Pereira - Valeu a Pena’; ‘Matateu - A Oitava Maravilha’; ‘Joaquim Agostinho - Memória de Um Campeão’; ‘Paulinho: Esforço, Dedicaçãoe Devoção ao Sporting’; ‘Natália Correia de Alma Aberta’; ‘Espelho de Água’; ‘Diário de Sombras’, entre outros títulos.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Por muito que eles digam que não, na verdade ainda há cidadãos com privilégios. É o caso de Pedro Passos Coelho e as suas dividas à Segurança Social. Artigo de opinião do jornalista Fernando Correia


Por muito que eles digam que não, na verdade ainda há cidadãos com privilégios. 
É o caso de Pedro Passos Coelho e as sua dividas à Segurança Social. 
Artigo de opinião do jornalista Fernando Correia. 

Pedro Passos Coelho é um cidadão com privilégios. Ou seja: só paga quando é obrigado e quando pode fugir ao pagamento, por esquecimento ou vontade própria, foge. 

 Esta é a única conclusão possível de tirar do seu caso da dívida do cidadão Passos Coelho à Segurança Social, alegando desconhecimento ou ignorando as suas obrigações que são, obviamente, iguais às das restantes pessoas: pior: há muita gente neste país que já sofreu acções de penhoras de bens, por dívidas ao Estado e teve de as acatar, mesmo sofrendo as dificuldades provenientes do actos. 


 Este facto deixou os portugueses atónitos, levando-os a pensar que, afinal, não somos todos iguais e que, por essa razão, há alguns cidadãos mais beneficiados que outros, o que fomenta desigualdades, provoca cisões e alimenta revoltas justas. 

Acredito que o cidadão Pedro Passos Coelho já tenha regularizado a sua dívida, mas fico preocupado por ele não ter pedido desculpa aos portugueses pela sua atitude irreflectida ou até mesmo pela sua falta involuntária. Não lhe ficaria mal fazê-lo e levaria a que todos pensássemos que a pessoa de bem mostrava as suas fragilidades, mas emendava-as com humildade e dignidade. 


Era o que muitos de nós faríamos nas mesmas circunstancias Assim…….permanece a dúvida, embora tenha sido saldada a dívida! Portugal precisa de acreditar em si mesmo e de alimentar o povo em dias melhores. 

O que se tem passado, em termos de pressão financeira, de desemprego, de impostos, de aumentos, da impossibilidade de se viver, de aconselhamento `emigração, de negócios fraudulentos, de corrupção, é tão evidente e tão constante que as pessoas já não acreditam no presente e muito menos no futuro. 


 Quando se lhes dá exemplos como este do cidadão Pedro passos Coelho, que por sinal é primeiro ministro, então desacreditam por completo e sentem que estão s ser enganadas. 


Esperamos uma nova ordem, uma nova esperança e uma nova vida. Sobretudo porque temos direito à dignidade de viver.


Fernando Correia

Fernando Correia escreve no Jornal Daqui do Concelho de Mafra

quinta-feira, 19 de março de 2015

Olha para aquilo que eu digo e nunca olhes para aquilo que eu faço! Isto era o que devia dizer em 2014 o relapso pagador de contribuições, por ocasião do XXXV Congresso laranjinha


Mostrem-me lá essa tal lista VIP para eu conhecer os intocaveis.Isto é que anda para aqui uma caldeirada à "fragateiro" com ameijoas no fundo do tacho para esconder o peixe grosso. Isto só em Portugal no domínio da senhora Albuquerque......


Mostrem-me lá essa caldeirada "à fragateiro"!
Aliás mostrem-me essa tal lista VIP para eu conhecer os intocáveis.
Isto é que anda para aqui uma caldeirada "à fragateiro" com ameijoas no fundo do tacho para esconder o peixe grosso. 
Isto só em Portugal no domínio da senhora Albuquerque......

Num dia o governo manda a IGF investigar a AT para verificar o que se passou em relação à lista VIP, no dia seguinte o director-geral da AT demite-se e garante que não existe lista VIP poucas horas depois o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais prontifica-se a ir ao parlamento prestar todos os esclarecimentos. 


Justifica-se uma pergunta: se o secretário de Estado sabe de tudo e até pode esclarecer o parlamento o que vai a IGF investigar que o governo ainda não saiba? 
Começa a justificar-se uma segunda pergunta, o director-geral demitiu-se por sua iniciativa ou perante erros sucessivos que suscitaram dúvidas o governo optou por o sacrificar de forma pouco digna? 

Se há fundamento para ser aceite a demissão do director-geral então também haverá fundamento para pedir a demissão do secretário de Estado, porque se aceita a eventualidade de terem sido cometidos abusos é inaceitável que um membro do governo que tutela uma única direcção-geral sendo na prática o seu verdadeiro-director-geral não assuma a responsabilidade política. 


 «O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, afirmou hoje que está disponível para ir ao parlamento prestar todos os esclarecimentos necessários no âmbito da eventual existência de uma lista de contribuintes VIP.

"Estou totalmente disponível para ir ao parlamento no mais curto espaço de tempo no sentido de prestar todos os esclarecimentos que se considerem necessários", afirmou Paulo Núncio aos jornalistas, à margem da conferência "Execução do Orçamento do Estado para 2015", que decorre em Lisboa. 

 Na terça-feira, o PS requereu a presença no parlamento do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e do presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos para darem esclarecimentos sobre a eventual existência de uma lista VIP de contribuintes.» 

quarta-feira, 18 de março de 2015

É este o Portugal que temos. E em ano de eleições a pouca vergonha assentou arraiais e é um fartar vilanagem por parte daqueles que estão no poder e oferecem em promessas, agora de mão beijada, tudo aquilo que sabem nunca irão cumprir


É este o Portugal que temos. 
E em ano de eleições a pouca vergonha assentou arraiais e é um "fartar vilanagem" por parte daqueles que estão no poder e oferecem em promessas, agora de mão beijada, tudo aquilo que sabem nunca irão cumprir. Mas só tentam enganar os tolos e os parolos


Vêm aí eleições legislativas e presidenciais

Quando se exige serenidade e bom senso, reflexão e inteligência, argúcia e esperança, a proximidade de eleições infeta o ambiente e polui as mentes. Não se pensa no futuro, remói-se o passado e olvida-se o presente. Poupam-se os adversários e combatem-se os que estão mais próximos, na ânsia da caça ao voto.
Não se avalia este Governo, este PR e esta maioria, esquece-se o voto que lhes foi dado e deseja-se que sejam os tribunais a julgá-los, porque só estes podem prender.  Não é o futuro melhor que se almeja, é um ajuste de contas que se procura contra os adversários. Rumina-se vingança onde só a humilhação conta e a aniquilação serve.
Das futuras eleições, donde sairá um PR menos mau do que o actual, por não haver pior, pode sair um Governo idêntico, sem aptidão, honra ou patriotismo. A direita une-se, e a esquerda, com pruridos incuráveis e ódios atávicos, é incapaz de fazer uma tentativa patriótica de unidade, no eterno preconceito de quem é ou não é de esquerda, a navegar entre o radicalismo pequeno-burguês e a ausência de reflexão sobre o que é possível no espaço e tempo em que habitamos, condicionados pela geoestratégia regional.
Será triste que o PRD ultrapasse o PCP e o CDS o BE, mas a pulverização da esquerda, onde o oportunismo deixou de ser apanágio da direita, pode levar à ingovernabilidade ou à manutenção da direita no poder.
A comunicação social já está ao seu serviço. Os serviços secretos e tudo o que conta no aparelho de Estado já está minado por quem viu no 25 de Abril a contrariedade que urge apagar e aproveitou os últimos quatro anos para uma desforra irreversível.
Só tenho um voto e não aceito outra forma de escrutínio, mas sei que os adversários têm armas desiguais. E dispõem de outros meios. As esquerdas não são perfeitas.

Bancada Directa/Ponte Europa

terça-feira, 17 de março de 2015

Ai não que não aguentam! Aguentam e bem.

Com os cumprimentos para o Exmº Senhor Ministro da Saúde, que teima em não reconhecer que esta situação é o prato do dia em todos os hospitais publicos

Crónicas da vida real. Caminhar, caminhar será verdade, até porque o caminho faz-se caminhando. Não será este o caso. Mas a verdade, verdadinha é que escrevo esta crónica para me esquecer que existem tipos como Cavaco e Passos Coelho. Do Portas nem vale a pena pensar nele. Está esquecido por natureza


Crónicas da vida real.  
Caminhar, caminhar será verdade, até porque o caminho faz-se caminhando. 
Não será este o caso. 
Mas a verdade, verdadinha é que escrevo esta crónica para me esquecer que existem tipos como Cavaco e Passos Coelho. 
Do Portas nem vale a pena pensar nele. 
Está esquecido por natureza. Não é cá dos meus

Pela primeira vez na minha vida, na semana passada, fui a uma reunião de uma tão criticada Igreja Protestante ou Adventista (confesso que não sei empregar os termos exactos, embora saiba concretamente a qualidade da Igreja a que eu fui) e partilhei as práticas e orações dos presentes.

De repente, o Pastor se aproximou do lugar onde estava, olhou-me fixamente, apercebeu-se que eu era um desconhecido dele e daquela Assembleia de fieis e apontou-me o dedo. 


Piedosamente, ajoelhei-me e ele colocou as suas mãos na minha cabeça e clamou em voz alta: Você vai caminhar! Eu respondi-lhe baixo: mas não tenho nenhum problema de locomoção. Ele ignorou minha resposta e quase gritando, voltou a exclamar: irmão, você vai caminhar! 


Toda a Assembleia, com as mãos ao alto, começou a chorar: Você vai caminhar! Mais uma vez, tentei explicar que não tinha nenhum problema com meus membros inferiores, mas foi em vão. 

Cada vez mais forte e com mais energia, ele repetiu: Você vai caminhar!!!! , enquanto a Assembleia em transe gritava ainda mais forte: irmão, você vai caminhar!!!! Optei por me calar e não dizer mais nada. 
Quando o acto acabou deixei a Assembleia e, acreditem ou não, o maldito pastor tinha razão: Tinham-me roubado o carro!!!!

segunda-feira, 16 de março de 2015

“O Teatro no Bancada Directa” apresentando a rubrica de Salvador Santos “No Palco da Saudade”. Hoje o nosso homem do Teatro recorda-nos a figura de Orlando Neves.

“O Teatro no Bancada Directa” apresentando a rubrica de Salvador Santos “No Palco da Saudade”. 
Hoje o nosso homem do Teatro recorda-nos a figura de Orlando Neves. 

 “No Palco da Saudade” 

Texto inédito e integral de Salvador Santos (Teatro Nacional de São João. Porto) 

 ORLANDO NEVES 
Licenciou-se em Direito, mas o seu universo preferido começou por ser a escrita, meio onde melhor se expressava, deixando a sua marca criativa em obras de diversos géneros literários, desde a poesia ao romance, passando pelo teatro e pela literatura infanto-juvenil. 

A crónica, o ensaio e a crítica foram também géneros que desenvolveu com mestria durante os tempos em que passou pelo jornalismo – na rádio, na televisão e nos jornais – e que acarinhou quando abraçou as funções de editor. Foi ainda tradutor para português de largas dezenas de obras, relações públicas, publicista e produtor radiofónico, mas a sua grande paixão foi o teatro, que serviu em diversos grupos académicos e estruturas amadoras e profissionais, como animador, autor e encenador. 


Nascido em Portalegre, Orlando Neves fez os estudos primários em Lisboa e nas Caldas da Rainha, tendo voltado à capital para frequentar o ensino secundário, que prosseguiu em Guimarães e concluiu no Porto. Dispensando o exame de admissão ao ensino superior, ingressou na Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa, onde concluiu a Licenciatura em 1958, com 22 anos. Enquanto estudante, foi director cultural da Associação Académica, a que veio depois a presidir, tendo colaborado na criação do Grupo Cénico da Faculdade. 


Como elemento da Comissão Inter-Associações Académicas, interveio nas contestações ao célebre decreto 40.900, que se tornou no rastilho das revoltas estudantis que se seguiram, e foi fundador da revista Quadrante. Durante o seu processo de candidatura à advocacia, Orlando Neves reconheceu que não era essa a sua vocação e enveredou por outros caminhos. 

Regressou ao Porto e conseguiu ingressar nos quadros dos Emissores do Norte Reunidos, como locutor, produtor e autor de programas informativos generalistas e culturais. 

Paralelamente, colaborou com assiduidade na delegação norte do Rádio Clube Português, onde travou conhecimento com um quadro superior de uma importante empresa de equipamentos eléctricos, onde veio a assegurar a direcção dos serviços de publicidade e relações públicas. Nestas suas novas funções não esqueceu as suas preocupações culturais e acolheu nas instalações da empresa duas peças do TEP com textos de Almeida Garrett. 

Pouco tempo depois, Orlando Neves assume funções de dirigente do Teatro Experimental do Porto, após uma breve passagem pelo Grupo de Teatro Moderno dos Fenianos. Logo de seguida, consegue colocação no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa, como documentalista e director de publicações. Recusa-se, porém, a assinar uma declaração de obediência à política do Estado Novo e não fica por lá mais do que dois meses.

 Entra, de seguida, no jornal República, especializando-se em temas culturais, sendo durante vários anos crítico de teatro e televisão. Entretanto, colabora na revista Vida Mundial, faz dezenas de traduções, em especial peças de teatro, e cria a Opinião, mais tarde Opinião SARL, uma livraria que fez furor na época pelo lançamento de vários livros que causaram problemas com a polícia política de Salazar. 

Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa. Edifício construído em 1957 e onde no ano seguinte Orlando Neves se licenciou em Direito

Palácio Valmor sito no Campo dos Mártires da Pátria em Lisboa. Aqui funcionava a Faculdade Direito até 1957. É de crer que Orlando Neves frequentou aulas neste edifício.

Em 1971, Orlando Neves é convidado pelo recém-criado Círculo de Leitores, para dirigir a sua revista, passando depois a orientar também a programação de livros e discos. Mas, após a Revolução de Abril, assume a presidência da Assembleia Geral dos Trabalhadores da empresa e a administração despede-o. Mas o desemprego dura pouco tempo. 

Portugália convida-o a assumir a direcção literária e de produção da editora, proporcionando-lhe a criação de colecções mais ajustadas com o tempo democrático, que fazem sucesso e conquistam imensos leitores. Os proprietários decidem, porém, fazer uma viragem vincadamente à direita na orientação editorial, e bate com a porta, levando consigo o escritor José Gomes Ferreira para uma nova editora: a Cooperativa Diabril. 

Sem nunca perder de vista o jornalismo e o que se passava nos palcos e nos bastidores do teatro, Orlando Neves chega depois ao Teatro São Luiz, a convite de Carlos Wallenstein, como relações públicas e assessor de imprensa, e colabora regularmente como free-lancer nos jornais A Luta e Expresso, onde faz crítica de televisão, de teatro e de livros
Clube Fenianos Portuenses. Sala de representações do seu Grupo de Teatro Moderno. Neste Grupo Orlando Neves teve uma breve passagem passando depois para  o Teatro Experimental do Porto

Em 1980 deixa estes jornais para ingressar no Diário de Notícias, onde publica diariamente crónicas e críticas sobre a programação de rádio e televisão, bem como de peças de teatro. Paralelamente é autor e apresentador do programa semanal “Manta de Retalhos”, da RTP-1, considerado, unanimemente, pela crítica da época como o melhor programa televisivo de âmbito cultural feito até então. 

 A sua actividade na década de 1980 foi também muito preenchida, com o teatro sempre no seu horizonte. Encena no Teatro Nacional D. Maria II a peça de Vicente Sanches “A Birra do Morto”, com a qual obteve o Prémio Revelação em Encenação da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro. De seguida, encena na Fundação Gulbenkian, no ciclo Retorno à Tragédia, as peças “À Procura da Tragédia” e “O Indesejado” de Jorge de Sena. 


Entretanto, sucede uma grande remodelação no jornal Diário de Notícias e Orlando Neves abandona tudo para se dedicar exclusivamente à tarefa de escritor, acrescentado um notável rol de títulos à sua já vasta obra. Pouco tempo depois refugia-se em Matosinhos, onde veio a falecer a 24 de Janeiro de 2005. 


Salvador Santos

Teatro Nacional São João. Porto
Porto. 2015. Março. 16

Pietá. Tenham dó destes moribundos


A virgem, que o não é, pega nos braços o moribundo que não devia ter nascido.


Paula Rego e as sua arte. Obra que se assemelha, contudo, a um caso real contemporâneo: Mamar. mamar, mas dentro de 355 dias esta mama acaba


Obrigado Pela Sua Visita !