BANCADA DIRECTA: Fevereiro 2015

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Um País (Portugal) não é uma colónia. O nosso cronista "Olho Vivo e Pé Ligeiro" diz de sua justiça e debate este tema. O que é verdade é que se anda a vender a qualquer preço!........



Um País (Portugal) não é uma colónia. 
O nosso cronista "Olho Vivo e Pé Ligeiro" diz de sua justiça e debate este tema. 
O que é verdade é que se anda a vender a qualquer preço!........

UM PAIS NÃO É UMA COLÓNIA

Actualmente o nosso País passou a ser escrito com letra pequena: portugal.

Uma pequena parcela de território mais umas pendurezas chamadas ilhas.

Os nossos governantes, dos últimos anos, conseguiram vender o País sem que os seus habitantes, os indígenas, dessem autorização. Aos poucos e sem respeitar a soberania foram-se vendendo (pelos partidos que estiveram na governação) a retalho e por grosso, tudo. Moeda, empresas, consciências …

A história começou com a CEE e a nossa entrada e a seguir com uns tratados que os representantes assinaram sem os colocarem à nossa consideração.

Com o último tratado, o de Lisboa, lá se foi mais uma parcela. Até o orçamento do País terá que ter os améns da  Europa, leia-se Alemanha. Então e os votos? E a Assembleia?  E as nossas leis?


Porque não tenhamos dúvidas. Tal como a Europa está é a Alemanha quem manda e os restantes obedecem. A introdução do Euro só veio beneficiar os países com excedentes. Não tenho nada contra a Alemanha. Eles aproveitam-se e não são parvos.


O resultado hoje é claro. Os países pequenos e deficitários, porque nunca conseguiram o mais pequeno grau de desenvolvimento face aos restantes, dia a dia vão ficando mais endividados e não há saída para isso.É a lei do mais forte.

Mas o erro maior foi a concepção política que trouxe a Europa ao que ela é hoje.

O grupo dos grandes financeiros resolveram ir produzir (com as suas multinacionais) para o oriente. Contribuíram para o desaparecimento da classe operária primeiro e agora da classe média, As máquinas de propaganda (os jornais e as tvs) são um retrato vivo ao serviço de quem estão.
25 de Abril para sempre? Qual para sempre, qual carapuça!. Foi um fogacho já bem esquecido

O 25 de Abril em Portugal foi um último fogacho – já devidamente apagado – do que poderia ser viver em democracia com o povo a mandar.

Rapidamente quem veio a seguir foi paulatinamente apagando da memória a palavra liberdade. Começaram as desnacionalizações. Eram coisas de “comunas”! – Diziam.

Acontece que acabaram por vender à Republica Popular da China uma das maiores empresas. Quer dizer: uma coisa nacionalizada era um pecado. Mas não é pecado vender a um país comunista! Vá-se lá entender esta lógica.

O grande erro desta europa é não saber o que quer para além de ser dirigida pelos grupos financeiros autênticos predadores, pior que os abutres! Dão umas migalhas aos “servidores” e comem tudo.

Ao terem desviado a indústria para o oriente, vão acabar comidos por eles. É uma questão de tempo. É a lei do capital: o peixe maior come o mais pequeno!

É claro que os financeiros não se importam nada com isso visto poderem circular com o capital por todo o lado. Se não estiverem bem na Suíça, vão para as Caraíbas ou para a América Latina. Haverá sempre por esse mundo algum Paulinho das Feiras a vender vistos Gold baratos a quem tenha muito dinheiro, seja lavado ou por lavar.

A pergunta que se põe é: há solução para isto? A resposta é sim.
A dificuldade é como. A utopia é o nosso amanhã e o tempo tudo apaga.
Pode ser que não seja amanhã, pode ser que não seja para já, mas um dia esse dia virá.
  
"Olho Vivo e Pé Ligeiro"
Lisboa. 2015. Fevereiro. 27 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Diz poucas coisas e por acaso nem acertadas são. Já em tempos o senhor Coelho desvalorizou a saída dos jovens deste país. E agora o senhor Cavaco bate na mesma tecla. Um convite bastante dissimulado.


Diz poucas coisas e por acaso nem acertadas são. 
Já em tempos o senhor Coelho desvalorizou a saída dos jovens deste país. 
E agora o senhor Cavaco bate na mesma tecla. 
Um convite bastante dissimulado. 

«Emigração não representa necessariamente uma perda irreversível para o país» - Cavaco Silva 


O presidente da República, Cavaco Silva, considera que a emigração dos jovens portugueses não significa, obrigatoriamente, uma «perda irreversível para o país». «Devemos assumir uma visão serena e realista desta nova realidade do mundo global, recusando a ideia que a emigração representa necessariamente uma perda irreversível para o país. 


Temos, isso sim, de criar condições de atração para todos, para os que desejam ficar e para os que, estando no estrangeiro, aspiram a regressar ou a vir viver para Portugal», afirmou Cavaco Silva, numa intervenção no encerramento do 11.º Encontro Nacional de Inovação COTEC. 


Para combater esse cenário, o chefe de Estado entende que é essencial valorizar o potencial do talento produzido em Portugal e «criar condições para trazer de volta aqueles que saíram a contragosto do país». 

 Se as pessoas que defendem a emigração dos nossos jovens soubessem o que eles sofrem por abandonar as suas familias corariam de vergonha. 


 Francamente

A vida passa por nós. Mas a vida continua e cada dia que passa tem mais valor (3) Se repararmos no povo grego, vemos que só têm duas opções de voto: ou votam no bem ou no mal!.....:

Votaram bem, mas as dificuldades que lhes estão a criar são imensas.....

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Afinal parece que é pior a emenda que o soneto. Os “chuchas” verberavam as palavras e atitudes do Tó Zé Seguro, correram com ele, mas o tiro saiu-lhes pela culatra. Na verdade António Costa é a desilusão inesperada do Partido Socialista. Na verdade com o meu voto não vão contar. A não ser que daqui para a frente tomem a decisões correctas


Afinal parece que é pior a emenda que o soneto. 

Os “chuchas” verberavam as palavras e atitudes do Tó Zé Seguro, correram com ele, mas o tiro saiu-lhes pela culatra. 
Na verdade Antonio Costa é a desilusão inesperada do Partido Socialista. 
Na verdade com o meu voto não vão contar.
A não ser que daqui para a frente tomem as decisões correctas

 Como nós dizemos em Portugal, os amigos são para as ocasiões. 


E numa ocasião difícil para o País, em que muitos não acreditaram que o país tinha condições para enfrentar e vencer a crise, a verdade é que os chineses, os investidores disseram presente, vieram e deram um grande contributo para que Portugal pudesse estar hoje na situação em que está, bastante diferente daquela que estava há quatro anos atrás.


Quem disse isto não foi nem Pedro Passos Coelho, nem Paulo Portas, nem nenhuma figura do PSD ou do CDS. Foi António Costa. O PS entrou assim no ano da cabra. Foi você que pediu um Governo do arco do memorando/troika/austeridade? 


 Vagamente relacionado (tema austeridade selectiva): 
A isenção de taxas e compensações urbanísticas que a Câmara de Lisboa propôs à Assembleia Municipal que fosse concedida ao Benfica não é de 1,8 milhões de euros, mas sim de 4,6 milhões de euros. 

Este número foi avançado pela Presidente da Assembleia Municipal, Helena Roseta.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015


Afinal estes espertalhões de meia tijela andam todos ufanos a proclamarem os sucessos económicos e agora vem Bruxelas admitir que não é bem assim! É que há riscos importantes que eles se andam a esquecer. Claro: ano de eleições……. 

 Portugal sob vigilância de Bruxelas por desequilíbrios económicos excessivos 


"Em Portugal, apesar de progressos consideráveis durante a implementação do programa de assistência, permanecem riscos importantes ligados aos níveis elevados de dívida, tanto internamente como externamente, e alto desemprego", justifica comissário europeu dos Assuntos Económicos. 

A Comissão Europeia anunciou esta tarde que, no quadro das análises feitas no contexto do semestre económico, decidiu colocar cinco Estados-membros, entre os quais Portugal, sob "monitorização específica", por desequilíbrios económicos excessivos. 

 "Concluímos que cinco países - França, Itália, Croácia, Bulgária e Portugal - apresentam desequilíbrios excessivos que exigem acção política decidida e monitorização específica", anunciou o comissário dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici. 


 Numa conferência de imprensa convocada à última hora - a divulgação do pacote económico de inverno, que dá seguimento ao relatório do mecanismo de alerta de novembro passado, estava prevista apenas para sexta-feira -, o comissário explicou que Portugal foi colocado no grupo de países com desequilíbrios excessivos sobretudo devido à sua elevada dívida. "

Em Portugal, apesar de progressos consideráveis durante a implementação do programa de assistência, permanecem riscos importantes ligados aos níveis elevados de dívida, tanto internamente como externamente, e alto desemprego, e por isso concluímos que Portugal também deve ficar na categoria de desequilíbrios excessivos", justificou Moscovici.

Antonio Júlio de Almeida, que era o Presidente todo poderoso da EMEL, levou uma vassourada da empresa pelas cúpulas da Câmara Municipal de Lisboa. Curiosos são os pormenores vindos de um lado e do outro. Para conferir!...


António Júlio de Almeida, que era o Presidente todo poderoso da EMEL, levou uma vassourada da empresa pelas cúpulas da Câmara Municipal de Lisboa. 
Curiosos são os pormenores vindos de um lado e do outro. 
Para conferir!..... 

Pouco depois da sua recondução como presidente da empresa, Júlio de Almeida iniciou um processo de despedimento de uma dezena de quadros da empresa próximos dos dois administradores que o haviam contestado e, paralelamente, contratou diversas pessoas da sua confiança. 


Posto ao corrente desta situação, o vice-presidente da autarquia, Fernando Medina, opôs-se ao despedimento daquele grupo de trabalhadores e, na sua condição de responsável pelas Finanças do município, impôs a Júlio de Almeida no fim do ano passado, o pagamento à câmara de cerca de 13 milhões de euros relativos às rendas da concessão que aquele se recusara a pagar até então. 

A gota de água terá sido o facto de Júlio de Almeida, contrariando as instruções de Fernando Medina, ter avançado há dias com a concretização do despedimento dos funcionários mais ligados aos anteriores administradores. Informações não confirmadas referem também que a câmara terá tido conhecimento de que uma acção inspectiva das Finanças ou do Tribunal de Contas, em fase de conclusão, apontaria para práticas ilegais da responsabilidade de Júlio de Almeida. 

As explicações do gestor 


 Ao fim da manhã, o gestor dirigiu um mail aos trabalhadores da empresa em que anuncia a sua saída “por iniciativa do accionista único”. Júlio de Almeida afirma que nos seis anos em que esteve à frente da EMEL esta deu “um contributo muito positivo para a economia da cidade” e foi “um exemplo de boa gestão de recursos públicos”. 

Sem nada referir quanto aos motivos que ditaram o seu afastamento, salienta que no final de 2008, quando tomou posse, a empresa “apresentava sistemáticos prejuízos reais de exploração”, encontrava-se numa “situação de falência técnica” e tinha “um nível de endividamento bancário de 14 milhões de euros, contra 3,3 milhões de euros de capitais próprios”. 

Em contrapartida, no final do ano passado, apresentava “níveis de rentabilidade consideráveis, atingindo na perspectiva do accionista cerca de 28%” e tinha reduzido o endividamento bancário para 3,6 milhões de euros - “ao mesmo tempo que os capitais próprios se multiplicaram cerca de seis vezes, atingindo 20,7 milhões de euros”. O resultado líquido do exercício de 2014, acrescenta Júlio de Almeida, atingiu 3,4 milhões de euros, o que representa “o valor mais elevado da história da empresa”. 

Em declarações à agência Lusa, o gestor sustentou, entretanto, que a sua saída constitui o fecho de um ciclo depois da recuperação efectuada na empresa. “Há que abrir outro ciclo e escolher outras pessoas. É normal isto, não tem nada de especial, nada de particular. Não procurem nisto razões que não existam. São razões absolutamente normais”.

Quem virá a seguir? ____________

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

E quando se fala em acabar com esta austeridade e quando se quer terminar com esta demoníaca corrupção por esta velha Europa logo as vozes interessadas em manter os seus privilégios começam a gritar desalmadamente e chamam a estas novas atitudes “os irresponsáveis sem objectivos”. Por outras palavras: O Syriza é o espectro negativo desta Grécia que quer mudar a Europa dos vilões


Quando se fala em acabar com esta austeridade e quando se quer terminar com esta demoníaca corrupção por esta velha Europa logo as vozes interessadas em manter os seus privilégios começam a gritar desalmadamente e chamam a estas novas atitudes “os irresponsáveis sem objectivos”. 
Por outras palavras: O Syriza é o espectro negativo desta Grécia que quer mudar a Europa dos vilõe

 Anda um espectro pela Europa — 


O espectro do Syriza 

Todos os poderes da velha Europa se aliaram para uma santa caçada a este espectro, a srª Merkel, o Sr Shauble, o Sr presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, polícias alemães e até o moço de recados, Passos Coelho que pôs logo a descoberto o que lhe ia na alma sem se informar previamente em Berlim que não queria abrir o jogo todo, de bandeja. 

 Deste facto concluem-se duas coisas. O Syriza já é reconhecido por todos os poderes europeus como um poder, menos por Belém e S. Bento. 
Sem esquecer que a Grécia como, em geral, qualquer país, encerra duas Grécias - a dos multimilionários, a da grande corrupção, a da brutal desigualdade, a dos BNP/SLN a dos BES/GES, a dos BPP, a dos BCP - e a outra Grécia, a da esmagadora maioria do povo grego que, agora com o Syriza, espreita pela estreita frincha da solidariedade e da justiça social e não quer pagar as favas que os banqueiros e seus partidos lhes prepararam

A vida passa por nós (2). Mas a vida continua. E o dia a dia continua a ter ainda mais valor. Imagens da Praia de Carcavelos no passado Domingo 22 de Fevereiro

Cascais
Praia de Carcavelos
Domingo 22 de Fevereiro de 2015
17 horas
A beleza do mar
O desporto por cima e do correr das ondas.
A juventude
O convívio
O ajuntamento
Os novos tempos e os novos costumes



Fotos: Bancada Directa

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A vida passa por nós, mas a vida continua. (1) E o dia a dia tem o seu valor. Imagens de Fátima num dia de inverno com muita chuva e frio

Fátima
Hoje 23 de Fevereiro de 2015
Antes da Missa das 11 horas na Basílica da Santíssima Trindade
O silencio. A reflexão. A oração
A chuva impiedosa e fria
O desconforto e a ausência de peregrinos






Fotos Bancada Directa

As palavras são muito lindas a desmentir mas os factos são factos. E nem as lindas palavras os escamoteiam. A Grécia, a Alemanha e Maria Luis Albuquerque


As palavras são muito lindas a desmentir mas os factos são factos. 

E nem as lindas palavras os escamoteiam. 
A Grécia, a Alemanha e Maria Luis Albuquerque 

 Por mais que a ministra das Finanças queira passar a imagem de salvadora da Grécia começa a ser evidente a sua tentativa de forçar a Europa a apertar o torniquete grego. 


Começa a perceber-se que a encenação do seminário em Berlim foi mais longe do que um falso seminário ara o ministro alemão a exibir como o seu troféu privativo, parece que a ministra portuguesa foi mais longe no seu papel de troféu e meteu uma cunha para que a Grécia fosse tramada. 


 «A ministra das Finanças disse, neste sábado à noite, que não sugeriu alterações ao acordo do Eurogrupo com a Grécia e que colocou apenas questões relacionados com procedimentos. 
Mas o jornal alemão Die Welt noticiou que Maria Luís Albuquerque pediu ao homólogo alemão, Wolfgang Schäuble, para ser firme nas negociações com Atenas. “Não sugeri a alteração de uma única vírgula”, disse a ministra numa entrevista ao Jornal das 8 da TVI, depois de na Grécia terem surgido rumores que Portugal e Espanha dificultaram o acordo. 

, o ministro grego das Finanças, Yanis Varoufakis, escusou-se a comentar a situação por "boas maneiras". "Os ministros das Finanças português e espanhol são meus colegas, e eu percebo que têm as suas próprias prioridades políticas. Foram motivados por essas prioridades políticas e eu respeito isso", declarou. “Não sei por que o ministro das Finanças terá dito isso”, insistiu Maria Luís Albuquerque, afirmando ter colocado apenas questões de procedimentos. 


 De acordo com o Die Welt, que cita fontes bem informadas, Maria Luís Albuquerque terá "pedido pessoalmente" a Schäuble para "se manter duro" nas negociações com a Grécia que, na sexta-feira, acabou por conseguir um entendimento para a extensão do acordo por quatro meses.» [Público]

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Hepatite C. Afinal o Governo andava a escamotear a solução para esta doença e depois resolveu-se a mesma após uma intervenção emocionada de um cidadão no Parlamento. O jornalista Fernando Correia diz de sua justiça e afirma “que afinal era possível”!


Hepatite C. 
Afinal o Governo andava a escamotear a solução para esta doença e depois resolveu-se a mesma após uma intervenção emocionada de um cidadão no Parlamento. 
O jornalista Fernando Correia diz de sua justiça e afirma “que afinal era possível”! 

Afinal havia cura

Artigo de opinião do jornalista Fernando Correia 

 A hepatite C tem cura.Foi descoberto um medicamento que em 95% dos casos resulta na cura do doente, o que significa um avanço notável da ciência relativamente a um dos grandes flagelos actuais. De tal modo que já se diz ter sido esta uma das maiores descobertas de sempre. 

 Em Espanha o mesmo medicamento já é utilizado com êxito há mais de três meses, tendo o Governo daquele país chegado a um acordo com o laboratório que detém a patente e a exclusividade da comercialização do produto, no sentido de baixar o preço exorbitante do tratamento (48 mil euros), transformando-o em algo mais acessível, pelo menos para o Estado. 


 Em Portugal as mortes por hepatite C continuaram a verificar-se a um ritmo demolidor, sem que o nosso Governo tomasse qualquer medida, apoiada numa acção de bom senso e de lógica de tratamento, como se impunha e era expectável. 


Foi preciso um doente com hepatite C confrontar em pleno Parlamento o ministro da saúde para o seu caso, pedindo-lhe que não o deixasse morrer, para em menos de 24 horas ser possível anunciar ao País, sem pompa mas com circunstancia, que o Governo já tinha estabelecido um acordo com o laboratório americano, a fim de baixar o preço de forma a permitir que mais de cem mil doentes fossem imediatamente tratados. 

O que quer isto dizer afinal? 
Obviamente que ao Governo não assistiu qualquer tipo de vontade politica ou social para resolver este problema gravíssimo mais cedo, sendo necessária a sua exposição publica para que a medida fosse tomada No mínimo é exigível que este ministro seja demitido ou ele se demita de sua livre vontade. 

 Em alternativa é exigível que o Governo explique ao Povo a razão que o levou a esperar tanto tempo para começar a salvar a vida de muitas pessoas, porque a vida humana não tem preço! 


 Talvez a resposta seja conhecida, sendo simples: se ninguém se tivesse queixado; se aquele doente não tivesse interpelado o ministro; se as  Televisões não tivessem mostrado tudo em directo, parece claro que nada teria sido efeito. 


 Pobre País este que é tão maltratado


Fernando Correia escreve regularmente no "Jornal Daqui" do Concelho de Mafra

Apresentamos a este nosso amigo os nossos cumprimentos.

Estes iluminados bem apregoam que Portugal está melhor! Mas os números e a realidade, como mostra esta foto, demonstram, e bem, o contrário.

Campo Grande. Lisboa. Um dias destes passados

Francamente

Nem o vosso Deus Salvador vos vai valer........

Por estas terras do Minho. Festival de gastronomia em Esposende. Sabores do Mar é o tema.


ESPOSENDE APOSTA NA GASTRONOMIA COM SABORES DO MAR

” Município de Esposende promove “Março com Sabores do Mar” para atrair gente ao concelho. Evento gastronómico já vai na 16.ª edição 


Com o duplo objectivo de combater a sazonalidade e promover a gastronomia e os produtos locais, o Município de Esposende vai levar a efeito a 16.ª edição da iniciativa “Março com Sabores do Mar”, cuja apresentação decorreu, esta manhã, no Centro de Informação Turística de Esposende. 


Ao longo de todo o mês de Março, a gastronomia, particularmente os pratos de peixe e de marisco, está em evidência e é servida com um conjunto muito variado de actividades. 
De acordo com o programa apresentado pelo Vereador do Turismo, Rui Pereira, este ano, o evento conta com a adesão de 26 restaurantes do concelho, 11 dos quais participam no Concurso Gastronómico “Março com Sabores do Mar”. 

A par deste certame, decorrerão também os concursos gastronómicos “Jovem Cozinheiro dos Sabores do Mar”, promovido em parceria com a Escola Profissional de Esposende e direccionado para os alunos da área da restauração e cozinha, e “Cantinas com Sabores do Mar”, dirigido às cantinas das escolas e instituições do concelho. 

Além de vários outros parceiros, as pastelarias voltam a associar-se ao evento, sendo que nesta edição participam nove, assim como as cinco quintas produtoras de vinho do concelho e as unidades hoteleiras, que oferecem descontos na estadia. Uma das novidades desta edição é o passaporte “Março com Sabores do Mar”, que visa fomentar a itinerância dos comensais pelos restaurantes aderentes. 

Os utilizadores do passaporte terão direito à degustação de uma clarinha (ou outra sobremesa a propor pela unidade de restauração) sempre que solicitem um dos pratos incluído na iniciativa “Março com Sabores do Mar”. 

Os passaportes mais carimbados, de acordo com quatro escalões (5 pratos, 10 pratos, 15 pratos e 20 pratos), serão brindados com uma lembrança da Câmara Municipal, a levantar no Centro de Informação Turística de Esposende, durante o mês de Abril. 


Tal como sucede com os talões de desconto incluídos na brochura do evento, o passaporte possibilita usufruir de um desconto de 10%, não acumulável, sobre o valor do alojamento nas unidades aderentes, e entrada nas Piscinas Foz do Cávado.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015


O Teatro no Bancada Directa. 
Salvador Santos apresenta a sua rubrica “No Palco da Saudade” e hoje recorda a figura de Fernando Peixoto 

 “No Palco da Saudade” 

Texto inédito e integral de Salvador Santos (Teatro Nacional de São João. Porto) 

FERNANDO PEIXOTO 

Foi autor, encenador, actor e professor de teatro, mas a sua vida nunca se resumiu apenas à sua imensa paixão pelas artes de palco. 

Os artigos de opinião partilhados por diversos jornais, a terna poesia que jorrava quase naturalmente da sua sensibilidade extrema, o intenso gosto pela produção de textos críticos sobre artes plásticas várias vezes experimentada em catálogos para exposições, o apelo pela animação e fruição cultural que promoveu e desenvolveu no movimento associativo, o envolvimento apaixonado na política autárquica da sua terra, o apego à investigação da história contemporânea, o empenho no estudo e divulgação das suas gentes e raízes, o amor pela sua mulher, filha e netas, e muitos outros doces momentos preencheram os seus dias. 


Nascido numa das mais belas e castiças ruas do miolo da Beira-Rio do Centro Histórico de Gaia, em 25 de Julho de 1947, Fernando Peixoto aprendeu as primeiras letras na Escola das Palhacinhas, situada no edifício onde viria a ser mais tarde instalada a Junta de Freguesia de Santa Marinha, autarquia a que veio a presidir entre 1997 e 2001, tendo sido pouco antes membro do seu executivo logo após a Revolução dos Cravos. 

Dessa escola primária ficaram-lhe várias gratas memórias, onde consta um louvor pelo seu desempenho escolar. Dali passou para o Curso Geral do Comércio, que concluiu quando acumulava o papel de estudante com as funções de empregado de escritório, ao mesmo tempo que ia escrevinhando os seus primeiros poemas e contos. A actividade literária de Fernando Peixoto iniciou-se formalmente em 1967 nos jornais Diário de Lisboa e República, colaboração que o levou da crónica ao ensaio, passando pela crítica e pela poesia – sempre a poesia! 

O cumprimento do serviço militar obrigatório levou-o então para Angola, em 1969, onde esteve dois anos. Foram tempos duros que o marcaram profundamente como homem de cultura e de esquerda, livre e humanista, que se viu envolvido num conflito que não aceitava e que o regime teimava em manter. 


Mas isso não o impediu de reunir ânimo para deixar os seus pensamentos críticos nos jornais Comércio de Luanda e A Província de Angola, assim como na revista Notícia, publicações de grande expansão e prestígio naquela antiga colónia. Findo o seu pesadelo da guerra colonial, em 1972, Fernando Peixoto voltou à terra natal determinado a contribuir de forma mais empenhada e efectiva para a transformação da sociedade, utilizando a cultura e a arte como principais armas de combate. 

Sede no Porto da ESAP. "Escola Superior Artistica do Porto" onde Fernando Peixoto leccionou


Reinicia a sua colaboração regular na imprensa; envolve-se no movimento associativo, como dirigente e animador cultural; funda e dirige grupos amadores de teatro; trabalha regularmente como actor, autor e encenador; colabora activamente nos mais diversos fóruns culturais; participa em inúmeros concursos literários, onde obtém os mais variados prémios em prosa e poesia, ao mesmo tempo que marca presença em vários saraus poéticos; e assume-se politicamente como militante do Partido Socialista. 

 Paralelamente à actividade política autárquica, Fernando Peixoto prossegue a sua cruzada cultural na década de 1980: dirige um espetáculo de teatro e dança, com cegos e autistas, no âmbito das comemorações do Ano Internacional do Deficiente; conquista prémios com a encenação dos espectáculos “Via Norte” de Bernardo Santareno e “História de Uma Boneca Abandonada” de sua autoria e de Alfonso Sastre; envolve-se na fundação da Associação de Escritores de Gaia; participa nas Comemorações dos 150 anos da Restauração do Município de Vila Nova de Gaia e da Elevação a Cidade; e lecciona os mais diversos cursos de animação cultural, teatro, encenação, arte de dizer e aperfeiçoamento teatral, enquanto bolseiro da Direcção Geral de Extensão Educativa. 


Sem nunca descurar a sua própria formação, Fernando Peixoto termina em 1991 a Licenciatura em História na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e quatro anos depois torna-se Mestre em História Moderna e Contemporânea com uma dissertação sobre Minorias Religiosas e de Pensamento. 


O teatro, a literatura e os problemas da sua terra continuavam, porém, a ser algumas das suas maiores prioridades. Promoveu jornadas de divulgação sobre a história local, organizou festivais de teatro, participou em seminários e conferências, escreveu e encenou espectáculos, editou livros e realizou recitais de poesia, enquanto prosseguia a sua missão de docente em diversas instituições de ensino, a última das quais a ESAP-Escola Superior Artística do Porto. 

Pela sua dedicação às letras e às artes performativas, e pelo seu empenho em causas humanitárias, Fernando Peixoto foi agraciado pelo Teatro de Amador de Sandim com o Prémio de Mérito Cultural, foi distinguido pelos Bombeiros Voluntários de Coimbrões com a Medalha de Prata de Serviços Distintos, recebeu da Companhia Teatral de Ramalde o Prémio Talma Por Amor à Arte e foi-lhe conferido pela Associação de Colectividades de Vila Nova de Gaia o Prémio Personalidade-II FesTeatro Gaia pelo «meritório trabalho em prol do teatro de amadores» daquele concelho. 

No entanto, do município de Gaia aguarda-se ainda que chegue o merecido reconhecimento por tudo o que fez, junto da sua comunidade, este homem de causas e convicções, que a morte levou muitíssimo cedo, aos 61 anos de idade, no triste dia 3 de Outubro de 2008. 


Salvador Santos 

Teatro Nacional de São João. Porto 
Porto. 2015. Fevereiro. 19

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Mas quais reformas estruturais, quais carapuças?....Fizeram-se na verdade, mas para cortar salários, despedir trabalhadores, reduzir prestações sociais, aumentar impostos “à bruta” e sei lá mais o quê.….Calculem que até reduziram o número de feriados! Incompetência programada foi o que foi. Tudo para enriquecer os ricos e empobrecer os pobres.


Mas quais reformas estruturais, quais carapuças?....
Fizeram-se na verdade, mas para cortar salários, despedir trabalhadores, reduzir prestações sociais, aumentar impostos “à bruta” e sei lá mais o quê.….
Calculem que até reduziram o número de feriados! 
Incompetência programada foi o que foi. 
Tudo para enriquecer os ricos e empobrecer os pobres. 

As “reformas estruturais” e aquela “incompetência” tão competente para o que realmente lhes interessa. Cortar salários e pensões, facilitar despedimentos, diminuir prestações sociais, aumentar impostos sobre os rendimentos do trabalho, reduzir impostos sobre lucros, até reduzir o número de feriados. 


 Bruxelas sugeriu primeiro e mandou depois, os últimos dois Governos obedeceram, o actual superou as ordens recebidas e todos, incluindo a sua comunicação social, se puseram de acordo em chamar-lhes “reformas estruturais”. E não são reformas estruturais, são medidas que concentram a riqueza, que empobrecem para enriquecer. 
Reformas estruturais seriam, por exemplo, a promoção da obrigatoriedade de avaliações de custo-benefício nas empreitadas públicas, da exigência de programações ao nível dos custos e dos prazos para a conclusão das obras e do alargamento das consultas ao mercado a mais de uma entidade, três das vinte e sete recomendações que o Tribunal de Contas fez em 2009 ao Governo de então na sequência de uma série de auditorias, cada uma com revelações mais escabrosas do que a outra, sobre a generosidade mascarada de incúria que o Governo Sócrates lhes dispensava. 

 Passaram mais de cinco anos e, notícia do dia, quer os de Sócrates, quer o que aponta a Sócrates as culpas que tem e as que não tem, os Governos das “reformas estruturais”deixaram na gaveta mais de metade das reformas estruturais que o Tribunal de Contas lhes recomendou. O PS e o PSD bem podem agora acusar-se mutuamente de incompetência. Têm toda a razão. 


Uma incompetência bastante competente nos lucros que proporciona à Mota-Engil, à Somague e a outras que tais que também dão empregos muito bem remunerados a ex-governantes dos três partidos do arco da governabilidade que lhes faz a fortuna. 

 O que o relatório hoje divulgado pelo Tribunal de contas nos diz é que, mais coisa, menos coisa, a tradição continua a ser o que era. Há menos obras adjudicadas, é verdade, mas isso é outra conversa. 


E a respeito de dizeerem que Portugal está no bom caminho é “conversa de treta”. Melhor: comversa para boi dormir

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Mas qual consenso, qual carapuça? São uns a impor as suas vontades pessoais e outros a acachaparem-se tal e qual como cordeiros submissos……Até que surge um dos marginalizados que ousa dizer não! É o caso da Grecia


Mas qual consenso, qual carapuça? 
São uns a impor as suas vontades pessoais e outros a acachaparem-se tal e qual como cordeiros submissos……
Até que surge um dos marginalizados que ousa dizer não! 
É o caso da Grecia 

 E lá caiu mais uma mentira daquelas que se tornam verdades inquestionáveis de tantas vezes que são repetidas. 


 A Europa era uma comunidade harmoniosa e feliz caracterizada por negociações permanentes das quais resultavam sempre, sempre, mas sempre vantagens para todos os membros da grande família. 


 Eis senão quando um dos todos, não um convidado, um membro tão membro como os restantes, decidiu que já era tempo de quebrar um consenso que estava a destruir o seu país. 

 Em vez da solidariedade e da compreensão que lhe eram devidas, pregaram-lhe com um ultimado desumano.:o Eurogrupo fixou um prazo até ao fim da semana para a Grécia pedir um prolongamento do actual programa ao qual a família continua a nomear como de "ajudafinanceira", a destruição que o novo Governo de Atenas teve a dignidade de recusar. 


 O "consenso" sempre foi um jogo em que uns mandam e outros se prestam ao papel de seus vassalos submissos. 


Prestavam. É o caso da Grecia. 


E segundo se sabe ainda nenhum dos restantes países em dificuldades tem a coragem de assumir esta postura…..

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Por onde pairam as minhas gravatas? Não é brincadeira de Carnaval, não senhor.....Desapareceram mais de 30 gravatas que eu tinha no meu roupeiro.

Ainda não fez uma semana que vi as 50 cinquenta sombras cinzentas e ainda não digeri o meu mal perdido tempo a ver aquela porcaria.

Agora desapareceram-me mais de 30 gravatas do meu roupeiro. Quem terá sido? E para quê? Nem quero pensar que é para amarrar os braços e os pés de alguém.....


A minha cara metade ri-se de muito contente e diz-me que talvez fosse uma moça que vem cá fazer lides domésticas uma vez por semana ( só uma vez porque o dinheiro está muito caro) com algum objectivo pessoal


Nem quero acreditar. Consta-se por aqui que ela queria engravidar e não consegue ........


Se as gravatas ajudarem, tudo bem!

Hoje é terça-feira de Carnaval. E ninguém pode levar a mal. O dia está com tons de cinza aqui para os meus lados. Talvez uns cinquenta. Na verdade estes tons de cinza são a imagem deste Governo

Hoje é terça-feira de Carnaval. 
Ninguém pode levar a mal
O dia de hoje está com tons de cinza aqui para os meus lados. 
Talvez uns cinquenta. 
Na verdade estes tons de cinza são a imagem deste Governo

Vá lá! É só uma distraçãozinha
Sabes muito, mas eu não vou na tua conversa.....
Toma cautela. Nada do que ele quer é para o bem do povo.
Arrisco!
E que tal? Estou ou não estou engraçada?

Obrigado Pela Sua Visita !