BANCADA DIRECTA: Janeiro 2015

sábado, 31 de janeiro de 2015

FIFA. A luta contra o poder instalado. Luís Figo aceita a missão quase impossível de bater Joseph Blatter. O jogador português mais internacional de sempre avança para o trono da FIFA que é ocupado pelo suíço desde 1998. A candidatura do antigo futebolista estava a ser preparada há quatro meses.



Luís Figo aceita a missão quase impossível de bater Joseph Blatter 
O jogador português mais internacional de sempre avança para o trono da FIFA que é ocupado pelo suíço desde 1998. 
A candidatura do antigo futebolista estava a ser preparada há quatro meses. 

 A FIFA já teve como presidente um antigo árbitro (Stanley Rous), um antigo praticante de pólo aquático (João Havelange) e alguém que se gaba de ter tido uma longa carreira de amador como avançado goleador (Joseph Blatter), mas nunca teve como líder um jogador profissional. Luís Figo pode bem ser o primeiro. 

O futebolista mais internacional de sempre pela selecção portuguesa anunciou nesta quarta-feira a sua candidatura à presidência do organismo que tutela o futebol mundial e é o sexto a avançar para o lugar, mas só nesta quinta-feira a FIFA irá fechar o prazo de entrega das candidaturas às eleições que se realizam a 29 de Maio próximo, em Zurique. Esta candidatura de Figo estava a ser preparada há quatro meses. 

O antigo jogador de 42 anos avança com o apoio da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e de quatro outras federações, tal como exigem os regulamentos, mas a candidatura do antigo médio do Sporting, Barcelona, Real Madrid e Inter de Milão não revelou quais. Figo junta-se assim ao próprio Joseph Blatter, presidente da FIFA desde 1998, ao francês Jerôme Champagne, ao príncipe da Jordânia Ali Bin Al-Hussein, ao holandês Michael van Praag e ao francês David Ginola, embora o antigo internacional francês esteja a concorrer com o apoio de uma agência de apostas e com fins publicitários. Aliás Ginola já desistiu da sua candidatura por falta de apoios 

Luis Figo, vencedor da Bola de Ouro em 2000, entra na corrida com o objectivo de desalojar Blatter do lugar que ocupa desde 1998, ele que, aos 78 anos, concorre a um quinto mandato consecutivo. Apenas nas duas primeiras eleições o suíço teve oposição. 

Em 1998 Blatter derrotou o sueco Lennart Johansson, na altura presidente da UEFA — 111 votos para Blatter, 80 para Jonahsson, que não quis ir a segunda volta —, e, em 2002, bateu o camaronês Issa Hayatou, o presidente da Confederação Africana de Futebol, por uma margem ainda maior 139-56. Em 2007, Blatter não teve qualquer oposição e, em 2011, o qatari Mohamed Bin Hamman, presidente da Confederação Asiática, retirou-se da corrida a uma semana da votação, com Blatter a recolher 186 em 203 votos possíveis. 

Joseph Blatter favorito 

Para algum dos candidatos ganhar à primeira volta, precisa de recolher, pelo menos, dois terços das 209 federações nacionais filiadas na FIFA. 

Figo já tem o apoio de seis Federações a saber: Portugal, Luxemburgo, Polonia, Dinamarca, Montenegro e Macedonia . Van Praag tem o apoio da federação do seu país, da Bélgica, Suécia, Escócia, Roménia e Ilhas Feroé, enquanto o príncipe da Jordânia conta com o apoio da Federação Inglesa — de Champagne e Ginola não se conhecem apoios. Já Blatter, estima-se que tenha o apoio da maioria das federações africanas (53 votos), pelo menos metade das asiáticas (47), e, provavelmente, a maioria ou a totalidade na América do Sul (10), Ocêania (11) e América do Norte, Central e Caraíbas (35). “Ninguém é intocável. 
Quem pensar assim, está errado. Claro que ele está lá desde 1998 e pode ser o favorito para muita gente. Tenho a esperança e a energia e posso dizer que, para mim, é um desafio fantástico tentar convencer as pessoas a seguirem-me”, declarou Figo na entrevista à CNN em que anunciou a candidatura. 

 Figo irá financiar a sua própria campanha que terá como director Tiago Craveiro, secretário geral da FPF. “Posso pagar as minhas despesas”, garantiu à CNN, frisando que está preparado, apesar de admitir que ainda tem muito para aprender. Uma das ideias que deixou na entrevista é a de que é necessário haver uma melhor distribuição das receitas da FIFA. “A prioridade é saber o que as federações precisam, aumentar-lhes os pagamentos de solidariedade. A FIFA tem tantas reservas que pertencem às federações”, referiu Figo, que também tem como objectivo travar a fuga dos patrocinadores. 

O português entende que o organismo está descredibilizado: “Do que eu vejo da imagem da FIFA não gosto.” Durante o dia levantou-se a hipótese de Figo não poder ser candidato por ter sido o embaixador para o Mundial 2014 da empresa de apostas asiática Dafabet, sendo que o código de ética da FIFA impede que os seus responsáveis estejam ligados “directa ou indirectamente” a “apostas, jogo, lotarias e eventos ou transacções relacionadas com jogos de futebol”. Fonte da candidatura garantiu, no entanto, que a ligação de Figo com a Dafabet já cessou

Factos são factos e números são números!


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Haja sinceridade e falem verdade para com este povo lusitano


Haja sinceridade e falem verdade para com este povo lusitano! 

Quando estourou o caso BES Cavaco Silva foi o primeiro a sacudir a água do capote sugerindo para quem o quis ouvir que não lhe teriam dito tudo, uma postura que diz bem da forma de estar na política daquele que foi eleito para presidente deste país. Na resposta Passos Coelho respondeu sem papas na língua que Cavaco sabia de tudo e este comeu e calou. 

Agora sabe-se que muito antes de dizer que provavelmente não sabia de tudo reuniu duas vezes com Ricardo Salgado. Agora quem não sabe nada é um povo que começa a saber que não pode confiar em tudo o que Cavaco diz, apesar de aquilo que diz ser muito pouco ou nada.. 

 Para que não se transforme rapidamente em injustiça a justiça assenta em equilíbrios, é por isso que há um juiz de instrução que não se limita a ser um mero escriturário colocado ao serviço da acusação por uma empresa de mão-de-obra barata. 
A nobreza do juiz de instrução reside na defesa dos direitos do arguido, em assegurar-se de que não há abusos, dando-lhe garantia de defesa perante eventuais abusos por parte da acusação. 

Mas perante a tranquilidade colectiva vemos agora um juiz partidário da velha máxima “a acusação mata, o juiz de instrução esfola” e para espanto colectivo sabe-se que o juiz Carlos Alexandre chega ao ponto de escrever a propósito da prisão preventiva de Sócrates que “esta medida de coação, a pecar, não era por excesso”. 

 Percebe-se agora a verdadeira extensão da promessa da ministra de que acabaria a impunidade e justifica-se o prometido aumento do rendimento dos juízes. A Grécia foi a eleições e o povo fez as suas escolhas, o governo eleito democraticamente no pleno e legítimo uso dos seus poderes tomou as suas decisões. 

Agora, o governo de um país com menos anos de democracia do que a Grécia vem chamar decisões de crianças às decisões do governo grego e a expressar-se ao nosso parceiro da União Europeia como se fosse um serventuário da senhora Merkel. 
A esperança venceu!

Nunca os governantes de um país da Europa desceram tão baixo nos ataques a um parceiro. Há tempos morreram dois cidadãos em Évora porque as ambulâncias gastavam menos se ficassem nas garagens, agora morreu quase uma dezena de portugueses nas urgência dos hospitais sem serem sequer atendidos. 

Num país de valores o ministro da Saúde teria assumido as responsabilidades políticas, mas em vez disso desrespeitou as vítimas desmultiplicando-se em desculpas que começaram por atribuir as culpas à empresa que coloca os médicos, passando pela falta de médicos em consequência do pico da gripe que grassa por aí. 

Mas que morreu muita gente neste Inverno disso não haja dúvida. O país está a ser intoxicado com uma campanha de dados sobre a gripe, para se salvar a honra do Paulo Macedo quase dizem que a gripe típica da época é mais perigosa do que o ébola. 

Quantas vidas serão necessárias para Paulo Macedo assumir a responsabilidade política pelos seus actos? Poderíamos ocupar dezenas de páginas para se mostrar como neste país já não há sdehnsibilidade social e a probeza aumenta a numeros inacreditaveis. 

Triste, muito triste 
Nota: parte deste texto é do "O Jumento"

Eles cantam bem mas não me alegram. Então como é possível isto andar sobre rodas no entender deles e a pobreza cada vez é maior?



O risco de pobreza continuou a aumentar em 2013 e já afecta quase dois milhões de portugueses.

Então meninos: vamos lá a falar verdade aos portugueses!  

Deixem-se de tretas!.... 

Uma exigencia mais do que justa! É necessário um novo hospital, é importante para estas populações e é mais do que justo. É justissimo!......


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

“No Palco da Saudade”. Uma rubrica de Salvador Santos destinada a recordar os grandes nomes que engrandeceram o Teatro português. Hoje o tema é Alvaro Cabral. É o Teatro no Bancada Directa

“No Palco da Saudade”. 
Uma rubrica de Salvador Santos destinada a recordar os grandes nomes que engrandeceram o Teatro português. 
Hoje o tema é Alvaro Cabral. 
 É o Teatro no Bancada Directa 

“No Palco da Saudade”
 Texto inédito e integral de Salvador Santos 

ÁLVARO CABRAL 
Vila Nova de Gaia viu-o nascer em 22 de Junho de 1863 no seio de uma humilde família residente na freguesia de Mafamude, poucos meses depois de seu pai (alfacinha de gema) aqui se ter instalado para servir a Companhia Real de Caminhos de Ferro Portugueses, que viria a inaugurar em 1865 a Estação das Devesas (a primeira a servir o norte acima de Estarreja). 

Os seus estudos foram fundamentalmente feitos na cidade do Porto, onde tomou os primeiros contactos com o teatro (como espectador), sector de atividade onde viria a ganhar prestígio, tanto como actor, autor ou director de companhias. Mas a verdade é que o seu nome seria imortalizado como compositor de um conhecido tema musical que viria a ser adoptado pela academia coimbrã, intitulado… “Samaritana”. 
Na verdade, a música foi uma das expressões que ocuparam o labor artístico de Álvaro Cabral quando atingiu a maioridade, já em Lisboa, cidade onde se estreou como actor, a 18 de março de 1890, no já desaparecido Teatro da Rua dos Condes, na revista “Tim-tim por Tim-tim” do autor e empresário Sousa Bastos, que foi considerada pela imprensa da época como o melhor e o mais popular espectáculo do género em Portugal dos finais do século XIX. 

No ano seguinte, o actor passou do teatro musicado para o chamado «declamado», e logo para o Teatro Nacional D. Maria II – o principal palco do país – onde se manteve durante nove anos, até que a empresa Rosas & Brazão foi inesperadamente afastada da gestão daquele equipamento por decisão governamental. 

Ao tomar conhecimento desta decisão da comissão ministerial que tinha a tutela do D. Maria, o Visconde de São Luís de Braga convidou a empresa dos actores João Rosa, Augusto Rosa e Eduardo Brazão a prosseguir o seu projeto artístico no Teatro D. Amélia (inaugurado em 22 de Maio de 1894 e por ele construído, que mais viria a chamar-se Teatro da República, tendo hoje o nome de São Luís em sua homenagem), para onde Álvaro Cabral também se deslocou e onde permaneceu até 1905, ano em que se transferiu para o Teatro Avenida. E foi aqui, neste popular palco lisboeta que ele se decidiu definitivamente pelo género teatral de baptismo: a revista à portuguesa, que serviu como actor, autor, ensaiador, diretor de cena, compositor musical e empresário. 
Nos domínios do teatro de revista, Álvaro Cabral guindou-se a um plano de destaque como actor, ombreando com os nomes mais populares da sua época, conforme se depreende de uma notícia do jornal O Século de 21 de Junho de 1911, onde se lia, a propósito de uma festa realizada no antigo Teatro das Variedades, que então havia na lisboeta praça dos Restauradores: «Representa-se [hoje] mais uma vez a chistosa e magnífica revista “Pó de Perlimpimpim”, que em récitas sucessivas tem feito o maior sucesso de gargalhada e de concorrência. 

À récita assistem todos os intelectuais e artistas da nossa terra, isto é, a camada que mais aprecia o valor e talento de Álvaro Cabral, como sabem um especialista de boa piada, da melhor, e de frisante actualidade». 

Naquela festa, de que nos dá conta o matutino O Século, constava ainda a realização de um programa (na matiné) a favor das crianças pobres de um bairro popular (Santa Catarina) da Lisboa antiga, onde figuravam, entre outros vários eventos, «duas conferências, uma por um vulto de destaque na democracia portuguesa e outra por um médico empenhado na cruzada da assistência infantil», com organização de Álvaro Cabral, o que nos remete para o lado humanista deste nosso concidadão que ficou também para a história do teatro em Portugal como «um Homem de bom trato, alegre cavaqueador e grande boémio», tendo ficado ainda registado no Dicionário do Teatro Português, de Sousa Bastos, como «um escritor gracioso, correto e cheio de verve». A escrita teatral foi, com efeito, um dos territórios de criação explorados por Álvaro Cabral por diversas vezes, após uma primeira experiência em parceria com Penha Coutinho, um dos mais criativos autores de revista da sua época. 
Com este, escreveu no início do século XX o grande sucesso “Festas de Santo António de Lisboa”, onde foi coautor, com o maestro e compositor musical Tomás Del-Negro, das canções “Manjerico e Cravo de Papel”, “Fura-Fura” e “Alcachofra”, que foram êxitos populares sem precedentes até então. São ainda de sua autoria as comédias em 1 acto “Uma Teima” e “O Pai da Criança”, representadas com grande aceitação numa digressão por todo o país, bem como a revista “Peço a Palavra”, escrita em colaboração com João Bastos. 

Mas foi fundamentalmente como actor que Álvaro Cabral mais brilhou durante toda a sua vida de devoção ao teatro, tendo sido estrela principal em inúmeras produções de teatro musicado, com destaque para a revista “O 31”, peça que esteve em cena durante quatro anos, num total de 2.000 (!) representações, em 12 teatros de Lisboa, Porto, Rio de Janeiro, São Paulo, Santos, Salvador da Baía e Pernambuco. 

A morte surpreendeu-o prematuramente quando se encontrava na cidade do Porto, como primeiro actor e director de cena da revista “Papagaio Real”, em exibição no Teatro Nacional São João. Sucumbiu na cama de uma enfermaria do Hospital do Bonfim, no dia 22 de Outubro de 1918, com apenas 53 anos, atingido pela tristemente célebre gripe pneumónica que se alastrou por todo o nosso país, vitimando mais de 50 mil pessoas. 

Salvador Santos 
Teatro Nacional de São João. Porto 
Porto. 2015. Janeiro. 29

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Abençoado Governo que tem um ministro de trabalho que é um perfeito ilusionista. Diz que vai conseguir que em Portugal vai haver pleno emprego e sem criar um único emprego ou investimento para esse mesmo fim. Inacreditavel!........

Abençoado Governo que tem um ministro de trabalho que é um perfeito ilusionista. 
Diz que vai conseguir que em Portugal vai haver pleno emprego e sem criar um único emprego ou investimento para esse mesmo fim. 
Inacreditavel!........

Mota Soares, ilusionista 

Este governo começa a parecer um circo, já tinha um contorcionista chamado Paulo Portas, depois veio um palhaço fazer de bobo do parlamento, agora tem um ilusionista que vai conseguir que Portugal atinja o pleno emprego sem ter sido feito um único investimento ou criado um único emprego. «Desempregados entre os 18 e 29 anos, com escolaridade a partir do 9.º ano, podem candidatar-se a apoios do Instituto do Emprego e Formação Profissional. 

A medida Emprego Jovem Activo, que se insere no programa Garantia Jovem, destina-se a jovens inscritos como desempregados nos serviços do IEFP que tenham a escolaridade mínima equivalente ao 9.º ano ou sejam detentores de uma habilitação académica ao nível da licenciatura ou superior, segundo informação do instituto. 
O Emprego Jovem Activo consiste no desenvolvimento de uma experiência prática em contexto de trabalho por jovens em situação de desfavorecimento face ao mercado de trabalho, conjuntamente com jovens mais qualificados.» 

A fonte deste texto é do ”DN” 

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Ainda o assalto e a carnificina na redação do “Charlie Hebdo” em Paris. “Je suis Charlie” foi o mote das pessoas revoltadas com o acontecimento. O jornalista Fernando Correia diz de sua justiça e clama “Eu sou livre!”

 Ainda o assalto e a carnificina na redação do “Charlie Hebdo" em Paris. 
“Je suis Charlie” foi o mote das pessoas revoltadas com o acontecimento. 
O jornalista Fernando Correia diz de sua justiça e clama “Eu sou livre!”

O “Charlie Hebdo” veio desencadear uma chuva controversa de opiniões e criar um novelo de incapacidade colectiva de distinguir a liberdade de expressão do direito que cada um tem de ler o que quer e o que lhe apetece, o que também é sinonimo de liberdade pessoal. 

Ou seja: o “Charlie Hebdo” é uma publicação satirica das várias que existiram e existem em França ao longo dos tempos e que seguem a tradição historica de criticar a religião, a politica e a sociedade, numa linha muito francesa, nitidamente anti-convencional, o que se tem como positivo. 

Grandes cartonistas, até portugueses, já estiveram ou estão nessas publicações, sabendo-se que viviam o seu dia a dia com tranquilidade, até que surgiu esta tremenda injustiça criminosa a impor-se à liberdade de expressão, proveniente de individuos que se querem sobrepor e viver acima dos próprios dogmas criados pelas diferentes religiões e fés que eles dizem seguir. 


Mas entendendo que é assim, não consigo compreender esta atitude reles, vil e criminosa que acabou por conferir mais visibilidade a uma publicação que atravessava um periodo economicamente dificil. 

De tal modo que após os crimes praticados sobre pessoas indefesas, o “Charlie Hebdo” conseguiu, no dia em que voltou às bancas a sua maior tiragem de sempre, ultrapassando os 5 milhões de exemplares vendidos. 

 De uma vez por todas é preciso agir em nome da liberdade que nos é conferida pelo acto do nosso nascimento. Nasci livre. Tenho de morrer livre. A vida concede-me esse direito 
Posso estar de acordo, ou posso não estar, com varias atitudes que me colocam na frente do nariz diariamente. Posso não gostar de um texto, de uma caricatura, de um cartoon, de um filme, de uma peça de teatro, de um humorista, mas isso não me dá o direito de agir por conta própria, praticando censura ou exercendo outra forma de violencia 

 Um Estado de Direito tem as suas regras e instrumentos que ajudam a resolver os casos, que eventualmente, suscitem duvidas ou provoquem queixas fundamentadas. Agora exercer justiça pelas suas próprias mãos……… 

Afinal, em nome de que Deus, ou de que religião, foram cometidos os crimes de França? É Deus que patrocina, admite e aplaude a violencia?

Fernando Correia

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Eu te saúdo povo grego. Derrotar toda esta politica de austeridade, enquanto os ricos enchem os alforges e os pobres ficam mais pobres, foi um acto de coragem e de clarividencia democratica


Um olhar sobre a corrupção 

Agora, que o Syrisa ganhou as eleições, refere-se a corrupção na Grécia e em Portugal, contrariamente ao que sucede na Alemanha, quando foi esta que corrompeu, de facto, altas individualidades gregas e portuguesas para lhes vender submarinos. 

Na Grécia até foi preso um ministro. 

Em Portugal, (in)felizmente, prescreveu o processo. 

E o tal espertalhão salvou-se!......

domingo, 25 de janeiro de 2015

Cristiano Ronaldo. Vergonhosa a sua agressão a um colega de profissão. A sua atitude vai levar ao arrependimento todos aqueles que votaram este agressor para melhor jogador do mundo




CR7 perde a cabeça e agride adversário Ronaldo foi expulso após agredir adversário com um murro e um pontapé. 

Minutos antes, o árbitro tinha perdoado o vermelho ao português por outra agressão. [ver vídeo] Cristiano Ronaldo perde a cabeça e é expulso 

O melhor jogador do mundo foi expulso no jogo do Real Madrid deste sábado, frente ao Córdoba, depois de agredir a soco e a pontapé o brasileiro Edimar, jogador que em Portugal passou pelo Rio Ave. 

À medida que saía do relvado, Cristiano Ronaldo apontava para o símbolo de Campeão do Mundo que exibe na camisola. Minutos antes, Cristiano Ronaldo já tinha agredido outro adversário com um murro, Jose Crespo (como pode ver no final do texto), num lance em que o árbitro deixou passar em claro. 

Na altura da expulsão do internacional português, aos 83 minutos, o Real Madrid estava empatado 1-1 com o Córdoba, que jogava em casa. Gareth Bale acabou por dar a vitória à equipa de Madrid na conversão de uma grande penalidade, aos 89'.


Esta não é a primeira vez que Cristiano Ronaldo agride um adversário na presente temporada. Em agosto, em jogo a contar para a Supertaça de Espanha, o português deu dois murros a Diego Godín, central do Atlético Madrid, numa disputa de bola dentro da área dos campeões espanhóis. Apesar da violência do lance, o árbitro nada assinalou. 

O video é propriedade da Media Pro pelo que está bloqueado. No entanto pode-se ver o vídeo clicando no link para o youtube

Cavaco Silva: Nove anos na Presidencia da Republica. Falta só um ano para terminar o segundo mandato. Mas vai custar tanto este ultimo ano a passar......

Cavaco Silva 
Nove anos na Presidencia da Republica. 
Mas vai custar tanto este ultimo ano a passar......

Mas vou fazer como fazem os reclusos nas celas das prisões para marcar o tempo que falta para saírem: fazem um risco na parede por cada dia que passa..... 
Assim mitiga a dor do tempo lento, lento, lento....

sábado, 24 de janeiro de 2015

Portugal continua a estar em venda. A Altice comprou a PT. Era um desfecho há muito esperado. A ânsia de vender Portugal anima estes “Vendilhões do Templo”. Quem mais se seguirá? Espera-se tudo até eles deixarem o poleiro!..O mais grave disto tudo é que a Altice não tem compromisso algum exigido para não despedir trabalhadores!........

A Altice comprou a PT. 
Era um desfecho há muito esperado. 
A ânsia de vender Portugal anima estes “Vendilhões do Templo”. 
Quem mais se seguirá? 
Espera-se tudo até eles deixarem o poleiro!.......... 

Com este Governo, cúmplice da alienação, na obstinada agenda ideológica a que Garcia Pereira, nos Prós e Contras, designou de «traição à Pátria», a PT foi vendida quase sem votos contra. O Governo na sua teologia do mercado é insensível aos interesses de Portugal. 

O Novo Banco, a CGD e a Segurança Social tinham capacidade para impedir a OI de vender a empresa como quem vende hortaliça. 

Os coveiros continuarão até ao fim do ano com a bênção do seu mandatário

SL Benfica. Enfim no caminho certo! 6 juniores continuam com os seus contratos renovados. A Formação no Benfica está a dar os passos certos. Todos os adeptos saúdam esta decisão.” É o Desporto no Bancada Directa.

 SL Benfica. 
Enfim no caminho certo! 
Seis juniores continuam com os seus contratos renovados. 
A "Formação" no Benfica está a dar os passos certos. 
Todos os adeptos saúdam esta decisão.” 
É o Desporto no Bancada Directa. 

Águias renovam contrato com seis juniores    

O Benfica anunciou, esta quinta-feira, ter renovado contrato com seis jogadores da equipa de juniores: André Ferreira (guarda-redes), João Lima (defesa), Ricardo Carvalho (defesa), Gilson Costa (médio), Kevin Oliveira (médio) e Hildeberto Pereira (avançado). Todos os jogadores são internacionais portugueses, com exceção de Kevin Oliveira, que também já representou a selecção de Cabo Verde. 

Os seis atletas renovaram contrato até 2021.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Sporting CP / SL Benfica. É assim que o desporto deve ser. Luís Filipe Vieira e Bruno de Carvalho cumprimentaram-se na despedida de Pedro Proença. E assim deve ser para com todos os clubes e seus dirigentes. É o tema feliz do “Desporto no Bancada Directa”

Sporting CP / SL Benfica. 
É assim que o desporto deve ser. Luís Filipe Vieira e Bruno de Carvalho cumprimentaram-se na despedida de Pedro Proença. 
E assim deve ser para com todos os clubes e seus dirigentes. 
É o tema feliz do “Desporto no Bancada Directa” 

 Luís Filipe Vieira e Bruno de Carvalho marcaram presença, esta quinta-feira, na sede da Federação Portuguesa de Futebol, para assistir ao anúncio do final da carreira de Pedro Proença. 

O presidente do Sporting não se coibiu de estender a mão ao homólogo do Benfica, o qual devolveu a gentileza. 

 Luís Filipe Vieira e Bruno de Carvalho, de resto, estiveram próximos um do outro na plateia, apenas separados por Júlio Mendes, presidente do V. Guimarães. 

Vamos esperar que os três dirigentes Jorge Pinto da Costa, Bruno de Carvalho e Luis Filipe Vieira se possam reunir e darem as mãos num cumprimento fraterno

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O país e os governantes que temos. Maria Luis Albuquerque, ministra das finanças, a iluminada

 O país e os governantes que temos. 
Maria Luis Albuquerque, ministra das finanças, a iluminada. Canta de galo, mas não me alegra nada.

A questão da interpretação das regras de Bruxelas em relação à forma como se contabilizam os investimentos é secundária, qualquer entidade pode pedir um esclarecimento à Comissão. 

O problema das declarações de Maria Luís é a sua defesa da pior hipótese para Portugal, para dessa forma poder continuar e mesmo aumentar a austeridade. A ministra não invoca qualquer conversa ou esclarecimento por parte da Comissão, limita-se a fazer a interpretação que mais corresponde à defesa dos seus valores ideológicos. 

 O Governo e António Costa leem de maneira diferente a comunicação da Comissão Europeia sobre a contabilização de investimentos públicos para os défices nacionais. Na Comissão de Orçamento e Finanças, a ministra das Finanças insistiu na leitura do Governo de que a “interpretação mais flexível não é aplicada a Portugal”, uma vez que o país ainda se encontra em procedimento de défices excessivos. 
Antonio Costa numa carta que escreveu a um órgão de comunicação social de economia em que defende que a interpretação que faz da decisão da Comissão Europeia sobre a flexibilidade ao Pacto de Estabilidade e Crescimento é que ela se aplica a todos. 

Aos deputados, a responsável pela pasta das Finanças insistiu na leitura do Governo: “Aquilo que foi comunicado pela Comissão não tem alteração de regras. Não há alteração das regras do Tratado Orçamental”. 

 Na audição no Parlamento, o deputado João Galamba do PS questionou a ministra sobre se Maria Luís Albuquerque considerava ou não do “interesse de Portugal que os projetos com co-financiamento dos fundos europeus tivessem um tratamento semelhante ao da cláusula de investimento?”. Na resposta, a ministra das Finanças disse considerar que a posição da Comissão Europeia “era bem-vinda”, mas insistiu que a “cláusula de investimento” não se aplica a Portugal. 
Disse Maria Luís que a cláusula de investimento “prevê que possa não ser considerado para efeitos de défice [esses investimentos] e que possa ser estabelecido um objectivo menor em termos [de défice] estrutural, que tem de ser corrigido em 4 anos”, mas, acrescentou, “só para países que não estão em procedimento de défices excessivos”. 

Na senda do que disse o primeiro-ministro no último debate quinzenal, a ministra aproveitou o caso para dizer que é isso mesmo que o Governo quer fazer este ano: retirar o país do procedimento de défices excessivos (défice acima de 3%).» 

E mais austeridade vai continuar!...... 

Historias do Ninonino. Uma novela colectiva de escritores policiais que têm por objectivo na sua escrita descobrir os autores de ilicitos criminais. Hoje apresentamos o 7º e ultimo episódio desta série da autoria da dupla “Os Bisontes”.


Historias do Ninonino.
Uma novela colectiva de escritores policiais que têm por objectivo na sua escrita descobrir os autores de ilicitos criminais.
Hoje apresentamos o 7º e ultimo episódio desta série da autoria da dupla “Os Bisontes”.

OS CRIMES DO ALTO DO PINA
7º (e felizmente último) EPISÓDIO
Não há-de o pessoal do INEM andar de estado psicológico pelas ruas negativas da amargura. Com quatorze saídas em simultâneo para a Rua Morais Soares para acudir e tentar dar vida aos mortos é "muita areia para a camioneta deles". Mas parece que não se atrasaram tanto como agora acontece nos serviços de urgencia hospitalares em atender os doentes

Ao ter tido conhecimento de uma "calta complometedola encontlada num lestaulante em São Pedlo" acudiram-me à memória recordações do passado, que já quase se tinham perdido na poeira dos muitos anos que passaram entretanto. Mas em resultado de conversas à lareira, como se usava em épocas passadas, pude recordar um punhado de acontecimentos que julgo importante dar à estampa.

Foi num Restaurante de S. Pedro de Penaferrim onde habitualmente se reuniam amigos descendentes de desiludidos escritores policiais e inspectores de uma coisa a que os antigos davam o nome de "Judite" já em situação de reforma, que o caso dos horríveis crimes do Alto do Pina vieram à baila numa noite de sábado, após um lauto repasto bem regado com um tinto de 2015, que escorregava pelas gargantas sequiosas dos convivas sem qualquer dificuldade ou constrangimento.

Reuniam-se de vez em quando arrastados pela tradição herdada de parentes queridos que em vão lhes tinham tentado transmitir o apego às coisas policiárias, no que não terão obtido grandes resultados, se excluirmos o amor ao garfo e à boa pinga. -"A data deste vinho não vos lembra nada de especial?- perguntou a certa altura da noite o Verbanove, especialista em tintos, antes de engolir mais uma queijada de Sintra. -"Espera lá... 2015? Isso lembra-me qualquer coisa...
   Esclarecimento importante. Neste blogue foi recebido um comunicado dos seis anteriores autores desta novela colectiva que pretendem dissociar-se desta onda de sangue com as 14 mortes verificadas. Desta carnificina lavam as suas mãos, não vão o Rosario e o Alexandre suspeitarem deles e pregarem-lhe com algumas preventivas

Não foi o ano em que o Paulo Portas deixou de casar com uma princesa espanhola porque ela exigiu que o dia 1.o de Dezembro passasse a ser feriado em Espanha para festejar terem-se visto livres dos portugueses?" - disse o Zé Viriato. E o Arnoso: -"Que disparate! Não me lembro que esse alguma vez tenha estado para casar! Foi mas foi o ano em que o Cristiano Ronaldo se naturalizou espanhol para ver se algum dia podia ser campeão do mundo! Ou estou enganado?

Já não sei, foi há tantos anos. Alto! Agora me lembro, vocês não ligam é às coisas importantes que aconteceram neste país no Século de Pinto da Costa! 2015 foi o último ano em que o Jesus jogou a ponta de lança no Benfica! Não foi?" E o Zé: "Burro! O Jesus nunca foi ponta de lança! Era guarda-redes!" -"Mas que cambada de ignorantes!" - avançou o Tempicos Júnior - "Então vocês não se lembram do caso que deu volta ao mundo dos "Grandes e Horríveis Crimes do NONINONI? Se não estou em erro deram-se por volta da passagem do ano para 2015." -"É isso!" - exclamou o Boavidinha - "Até me lembro de se dizer que a rua Morais Soares teve de estar cortada ao trânsito durante oito dias para a retirada dos corpos e lavagem do pavimento.
   
Isto contou-me o meu avô, porque nós nessa altura morávamos no Porto." -"Sim, senhores, agora até me estou a lembrar de ouvir falar da grande confusão que andou pelos jornais por causa da publicação de um relatório policial do teu avô, ó Júnior, chegaste a saber disso?" - disse o Jéjé da Planície, emborcando mais um copo - "Acho que estava todo engatado, o relatório." -"Eu sei, mas a culpa não foi do meu avô." - respondeu o Tempicos Júnior - "Houve alguém que inventou esse relatório como se fosse autêntico e o publicou numa coisa antiquada que se usava muito na época, acho que se chamava "blogues" ou coisa parecida, lançando uma grande confusão com informações que não faziam sentido." -"Pois foi, parece que alguém da minha família meteu a pata na poça" - afirmou o Adrien dos Passarinhos - "e arranjou uma trapalhada tremenda. 
Foi uma verdadeira onda de sangue no relato feito pelo Tempicos Junior. Para ajudar à realidade da descrição do derramamento de sangue o Tempicos Junior aviou estes três bifalhaços muito mal passados no interior. Aviou-os ao mesmo tempo que durou o relato


Na verdade e como aliás já era do conhecimento geral, nem a Mimi era amante do Lobão, mas sim a Arlete, nem o crime foi executado com um facalhão. O facalhão estava na cena do crime apenas espetado na cartolina dourada escrita com caracteres chineses. 

Na altura ainda ninguém sabia qual tinha sido a causa da morte." -"Eu só me lembro de ouvir falar numa torrente de crimes que até parecia uma daquelas brincadeiras que se fazem com pedras de dominó e em que basta derrubar uma para as outras irem logo todas abaixo até não ficar nenhuma de pé." - disse o Verbanove abrindo mais uma garrafa do ouro da terra. - "Mas afinal quem é que sabe como as coisas se passaram?" -"Eu sei!" - exclamou o Tempicos Júnior - "Foi a minha Avó Lenocas que tinha o hábito de escrever um diário que eu um dia espreitei às escondidas, que me deu a conhecer tudo o que aconteceu.

Como nunca mais pude esquecer o que li, vou tentar contar em poucas palavras: "De facto a Arlete, que a princípio parecia estar apenas desmaiada, veio a verificar-se ter sido envenenada por via oral com cianeto de potássio. As investigações da polícia concluíram que o veneno foi transmitido através de um preservativo que foi encontrado por ali num cesto de papeis. O Lobão, que misteriosamente não foi encontrado no local embora tivesse sido visto a entrar no quarto da Arlete abraçado a ela, foi imediatamente alvo da suspeita do crime. "Foi ele, foi ele! Eu conheço-lhe bem os hábitos!" - gritou a Mimi assim que se soube do caso. Surpresa geral.

O desaparecimento do Lobão acabou por ser explicado. A janela do quarto estava aberta e foi por aí que um tal João Janelas, que era chinês de Macau, o voltou a raptar saltando ambos para o telhado de uma marquise. Daí o Janelas conseguiu arrastar o Lobão até à Suíça onde residia. Diga-se em abono da verdade que dormia numa arrecadação da Pastelaria Suíça no Rocio. Convencera-se de que desta ia conseguir os 2750 euros do resgate, pois da outra vez devia ter sido drogado por uns estranhos homenzinhos verdes que lhe sacaram a massa.
O vinho clarifica as ideias e puxa a verdade nas investigações. Como se sabe os autores desta novela colectiva são todos uns abstémios "do caraças" e foi preciso um lote de garrafas de vinho bom para eles se desinibirem. E então as garrafinhas estavam em boa posição para serem atacadas

A mensagem aparentemente escrita em chinês veio a verificar-se mais tarde ser a bula de uma embalagem de Imodium Rapid comprada em Macau, e foi deixada ali por engano. O preservativo também teria sido comprado em Macau. Mas a verdade é que o Zé Cego, que calava há muito uma valente paixão pela Arlete (uma fada que uma vez lhe apareceu em sonhos prometeu-lhe recuperar a vista se fosse beijado por uma rapariga com o nome começado por um A) não acreditou na história e ninguém lhe tirou da cabeça que o adereço impermeável tinha sido adquirido na Farmácia do Sr. Armando.

No dia seguinte, se já era cego mais cego ficou pelo ciúme, esperou o Armando à saída da Farmácia e matou-o à machadada. Vá lá que lhe acertou no pescoço à primeira. Foi um reboliço no bairro, mas o pior foi quando a Mimi, que tinha uma enorme inclinação pelo Sr. Armando, que lhe dava borlas em medicamentos para as dores da menstruação, nessa mesma tarde arrastou o cego para o meio da Morais Soares, dizendo-lhe que na realidade se chamava Ana e não Mimi, prometeu beijá-lo, mas na verdade empurrou-o para debaixo de um autocarro da carreira 18, provocando-lhe morte imediata.

No dia seguinte, ainda corriam as autópsias e a polícia ainda não prendera ninguém por falta de provas concretas, o Quim Coxo, que segundo se apurou tinha uma relação homossexual com o Cego, resolveu vingá-lo e estrangulou a Mimi em plena Praça Paiva Couceiro com uma cuequinha roxa que pertencera ao enxoval da Arlete. Foi então que entrou em cena a mãe do Zé Cego, que tinha sido amante do Sousa da Leitaria, local onde muitas vezes ela e o Quim tomavam o pequeno almoço

Escandalizada ao ter conhecimento das imoralidades que se passavam naquele bairro e particularmente do que houvera entre o Coxo e o Cego, na manhã seguinte envenenou o galão do Quim com veneno para matar ratos. E enquanto assistia ás agonias da morte, gritava espumando da boca: -"Agora que já vinguei a morte do meu filho cego posso dizer-te à frente de toda a gente que também tu, também tu eras meu filho! Meu Deus, ele era teu irmão! Além de coxo, eras incestuoso! Morre canalha, que pior que tu só o teu pai que era o Tópê Agarrado, nem vos conto que vícios é que ele tinha para não deixar a família mais mal colocada do que já está!"
..........louco de raiva com todas estas brutais revelações, não se conteve e esfanicou ali mesmo a cabeça à amante com a máquina de cortar fiambre, urrando: -"Diz lá se preferes em fatias fininhas ou grossas! Morre, minha porca!" 

Claro que as coisas não ficaram por aqui e o Sousa, que tinha estado toda a vida convencido de que era o pai dos dois deficientes, louco de raiva com todas estas brutais revelações, não se conteve e esfanicou ali mesmo a cabeça à amante com a máquina de cortar fiambre, urrando: -"Diz lá se preferes em fatias fininhas ou grossas! Morre, minha porca!" O agente da polícia encarregado de tratar destes casos foi surpreendido por esta altura a telefonar para a esquadra dizendo que afinal não devia já ser preciso reservar tantas celas como tinham pensado: -"A coisa está a compor-se e se tudo continuar como até aqui, no final só vai ser preciso prender um."

E estava então o Sousa a ser conduzido para o carro celular, quando o Tópê Agarrado, certamente avisado de tudo pelo Toino a quem vendia droga, apareceu em alta velocidade numa motocicleta de alta potência e mandou para os anjinhos o amante da ex-mulher, bem acompanhado por dois polícias, num triplo atropelamento de que ainda hoje se fala no Alto do Pina. Nem o Tópê escapou para completar a lotação do Noninoni que era de quatro.

O resto conta-se em poucas palavras, pois o Lobão que afinal era sócio do João Janelas, voltou para ambos receberem a massa do resgate e, não pudendo esconder o desapontamento por ver assim a humanidade tão diminuída, pegaram à má fila no Toino e no Cucas e exigiram-lhes que arranjassem os 2750 euros com a ameaça de duas armas brancas.
   
Seguiu-se uma inevitável refrega da qual resultou a morte dos dois rapazes à facada. Coitados, nem sequer tinham conseguido chamar ainda a reportagem da TIC. Depois o Janelas teve um violento ajuste de contas com o assanhado Lobão, tendo sido obrigado a fugir pela janela que já conhecia, só que a marquise já lá não estava e o tipo estatelou-se no pátio tendo tido morte imediata. Quem Janelas nasce, em janela acaba.
  Depois o Janelas teve um violento ajuste de contas com o assanhado Lobão, tendo sido obrigado a fugir pela janela que já conhecia, só que a marquise já lá não estava e o tipo estatelou-se no pátio tendo tido morte imediata. Quem Janelas nasce, em janela acaba.

Conclusão, o único detido foi o Lobão, que se intitulava General da Marinha porque dizia a toda a gente ser afilhado do Américo Tomás. E ao ser conduzido pela guarda ainda se queixava: -"Caramba, não me acusem de ser um "serial killer", porque eu só matei uma! Tudo isto começou porque eu me enganei no frasco do tempero. Devo ter posto cianeto em vez de maionese. Coitada da Arlete, gostava tanto de maionese! Se ao menos tivesse usado piri-piri, nada disto tinha acontecido!

Como ela não gostava de piri-piri tinha gritado logo, coitada! Ela ainda gritou, mas eu julguei que era de prazer!" E, vencido pela emoção, caiu redondo mesmo ali com um ataque cardíaco. O polícia de novo ao telefone: -"Ó chefe, este filme podia chamar-se "O NONINONI APITOU CATORZE VEZES"! Ainda o que nos vale é isto ser um país de brandos costumes! Só ainda não conseguimos foi apanhar os autores! Mas não vamos desistir."

Tempicos Júnior finalmente calou-se e olhou em volta. Estava toda a gente a dormir e não havia uma única gota de vinho nas garrafas vazias. -"Se julgam que eu vou contar a história outra vez, estão muito enganados! É por estas e por outras que este país não anda para a frente."

FIM
20/01/2015.
OS BISONTES

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O actor Samwell Diniz é a recordação desta quarta-feira de Salvador Santos na sua rubrica “No Palco da Saudade”. É o Teatro no Bancada Directa “

O actor Samwell Diniz é a recordação desta quarta-feira de Salvador Santos na sua rubrica “No Palco da Saudade”. 
É o Teatro no Bancada Directa 

“No Palco da Saudade” 
Texto inédito e integral de Salvador Santos (Teatro Nacional de São João. Porto) 

SAMWELL DINIZ 

Ainda hoje há quem questione quais terão sido as verdadeiras razões que o levaram para o teatro, uma vez que a sua actividade profissional esteve sempre ligada aos caminhos de ferro desde que concluiu o curso dos liceus, chegando a ocupar aí um lugar de relevo, desconhecendo-se que tenha tido qualquer anterior relação com os palcos enquanto amador. 

Uns apontam a eventual influência de familiares do lado materno – de origem inglesa –, designadamente de sua avó actriz, de nome Lady Benson, que tinha um teatro de sua propriedade em Londres onde se representava apenas Shakespeare. Mas há quem relacione o seu ingresso inesperado e tardio na vida teatral com interesses de natureza política que cedo se desvendariam, após a instalação da Primeira República. 

Logo após a sua estreia, no Teatro Ginásio, já com trinta anos de idade, na peça “Sopa no Mel” de Pierre Gavault, Samwell Diniz envolveu-se na disputa eleitoral de uma associação de actores, anterior ao Estado Novo, vindo a integrar os seus corpos sociais. 
Uma foto do actor Samwell Diniz retirada de um programa que foi exibido na RTP Memória transmitido no dia 28 de Abril de 2008 e dedicado à sua esposa a actriz Adelina Campos 

A sua passagem por aquela associação foi contudo meteórica, tendo sido exonerado em assembleia geral pouco tempo depois da tomada de posse. Mas quando, em 1936, se criou o Sindicato dos Artistas Teatrais, foi ali colocado como presidente da direção, cargo que manteve até 1970, cumulativamente com o de procurador à Câmara Corporativa, por inerência e nomeação estatal. 

E entretanto dirige a Secção de Teatro do Conservatório Nacional, onde exerce também as funções de docente, entre 1942 e 1958. Sem qualquer experiência dos palcos, Samwell Diniz confessou dever à actriz Maria Matos o muito que aprendeu nos seus primeiros anos como actor, durante o tempo em que debutou na Companhia de Comédias que esta liderava e onde representou com algum sucesso as peças “A Emboscada” de Kistemaeckers e “Egas Moniz” de Jaime Cortesão. 

Mas foi sobretudo com os ensinamentos recebidos de Lucinda Simões, que considerava «um dos maiores talentos do nosso teatro, pelas suas qualidades e pela sua cultura», que ele atingiu o patamar de qualidade que todos lhe reconheciam, sobretudo como intérprete de comédias de boulevard ou de dramas naturalistas, em voga na época. 
Samwell Diniz foi professor da Secção de Teatro do Conservatorio Nacional de 1942 a 1958

Dotado de boa presença e de sobriedade de processos, Samwell Diniz conquistou por direito próprio o lugar de societário do Teatro Nacional D. Maria II, em 1922, após ter protagonizado o espectáculo “Ninho das Águias” de Carlos Selvagem. 

No ano seguinte distingue-se no Teatro Avenida, representando o papel de Armando Duval em “A Dama das Camélias” de Alexandre Dumas Filho, e vai pela primeira vez ao Brasil, integrando uma embaixada artística patrocinada pelo governo de Salazar, composta por duas peças de autores portugueses que seriam representadas com grande sucesso no D. Maria no ano seguinte: “A Severa” de Júlio Dantas (onde fez de D. José) e “Amor de Perdição” de Camilo Castelo Branco (onde interpretou Simão Botelho). 

Em 1931, Samwel Diniz vive «um dos maiores momentos da sua vida de actor», quando, na presença de Pirandello, intervém na estreia mundial de “Sonho, ou Talvez Não”. Após este sucesso o actor percorre os mais diversos palcos representando autores como Somerset Maugham (“A Carta”), Clément Vautel (“O Senhor Prior”) ou Swoboda (“Tabú”), regressando de novo ao D. Maria, em 1937, no drama de Tamayo y Baus “Loucuras de Amor”, na pele do protagonista, o rei Filipe II de Espanha. 
Samwell Diniz interpretou o papel de Armando Duval na peça "A Dama das Camélias", de Alexandre Dumas Filho. Lisboa. Teatro Avenida. 1923

Foi um período de actividade intensa que durou até 1951, assinalado pela interpretação de uma rica galeria de personagens, como o Romeiro de “Frei Luís de Sousa” de Garrett, o João da Ega de “Os Maias” de Eça, e o Harpagão de “O Avarento” de Molière, entre outras. Ao abandonar definitivamente o elenco residente do Nacional de Lisboa, Samwell Diniz filma “A Garça e a Serpente” com o realizador Arthur Duarte, a sua segunda e última experiência no cinema depois da versão de “Amor de Perdição” de Georges Pallu, e reforça a presença nos programas de rádio-teatro da ex-Emissora Nacional. 

As saudades dos palcos e a confiança no projeto artístico do Teatro d’Arte de Lisboa, de Orlando Vitorino e Azinhal Abelho, levam-no até ao Teatro da Trindade em 1955, onde representa três espectáculos memoráveis: “A Casa dos Vivos” de Graham Green, “As Três Irmãs” de Tchekov e “Já Aqui Estive” de Priestley. Mas o avançar da idade e as responsabilidades acrescidas no Conservatório obrigam-no a nova retirada. A sua última aparição nos palcos de que há memória acontece em 1959 na peça de Pirandello “Seis Personagens à Procura do Autor”. 

Cartaz do filme "Amor de Perdição". Em 1921 concretiza-se a primeira versão fílmica do célebre clássico de Camilo Castelo Branco, «Amor de Perdição». A realização coube ao francês George Pallu.. Tadeu de Albuquerque foi interpretado por Pato Moniz, Simão Botelho por Alfredo Ruas, Mariana por Brunilde Júdice, Teresa por Irene Grave, João da Cruz por António Pinheiro, Baltazar Coutinho por Samwell Diniz, entre outros.


Nessa altura Salazar concede-lhe o grau de Cavaleiro da Ordem de Santiago, não pelo seu talento de actor, porque não era essa a lógica do regime. O importante para o ditador terá sido o papel que Samwel Diniz teve na morte da primeira Associação de Classe dos Artistas Dramáticas às mãos de um sindicato corporativo, que, para além da domesticação das relações laborais, coartava o exercício da própria atividade teatral. 
Mas não é por isso que ele é aqui hoje recordado com saudade, 74 anos após a sua morte, ocorrida a 28 de julho de 1972, mas sim pelas muitas e diversas vidas que (re)viveu para gáudio das gerações que nos precederam, através da sua belíssima voz, do seu corpo, do seu sorriso e das suas lágrimas… de actor! 

Salvador Santos 
Teatro Nacional de São João. Porto 
Porto. 2015. Janeiro. 19

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A obesidade mata. Todo um trabalho de preparação prévia para se proceder a uma cirurgia muito bem explicado.

A obesidade mata!
Entrevista sobre este tema esta manhã no programa "Queridas manhãs" na SIC

Ver a entrevista clicando aqui 

Limpeza total destes governantes é necessário

 Limpeza total destes governantes é necessário 

 Sétimo caso em menos de um mês nas urgências hospitalares do país, segundo caso em menos de uma semana. 

Uma mulher de 89 anos morreu nas urgências do Hospital Garcia de Orta, em Almada, depois de ter esperado mais de oito horas para ser vista por um médico. 

A unidade hospitalar emitiu um comunicado a assegurar que já está a investigar o sucedido e que a análise preliminar indica não terem sido detectadas quaisquer inconformidades no serviço prestado. 

Cá o rapaz já nem tem pachorra para comentar seriamente estas situações. 
É tudo tão triste que só uma limpeza total remediava estas revoltantes situações de espera nas urgencias. 
Tudo por causa dos cortes que afectaram todos os hospitais.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Pelos hospitais deste país, a morte ronda os serviços de urgencia por um revoltante atraso no atendimento de doentes com situações graves. É o resultado de uma politica de cortes no Serviço Nacional de Saúde e que já se anteviam estas situações

Pelos hospitais deste país, a morte ronda os serviços de urgencia por um revoltante atraso no atendimento de doentes com situações graves. É o resultado de uma politica de cortes no Serviço Nacional de Saúde e que já se anteviam estas situações 

O ministro Paulo Macedo não será o unico responsavel, mas toda esta revoltante politica de austeridade com revoltantes cortes cegos e que afecta todos os portugueses 

 Mais tarde ou mais cedo o país iria conhecer as consequências das políticas de Paulo Macedo e durante o último mês temos assistido a casos sistemáticos de mortes de doentes que esperaram horas sem serem atendidos nas urgências hospitalares do SNS. 
Paulo Macedo tem-se desdobrado em manobras para não assumir a responsabilidade política por estas situações. A última desculpa dada foi pela administração do Hospital Garcia da Horta que desvalorizou uma morte com o argumento de que com tratamento ou sem tratamento o doente morreu na mesma. 

Isto é, a dignidade no último momento da vida de uma cidadão é algo não assiste a esta gente que obedece a Paulo Macedo. Quando é que se assume a responsabilidade política por tanta gente morta sem tratamento e sem que a sua dignidade tenha sido respeitada? 
«Maria Vitória Moreira Forte morreu esta madrugada nas urgências do Hospital Garcia de Orta (Almada), onde, segundo a família, deu entrada ontem, pelas 11.00 horas, vindo a ser vista por um médico "apenas cerca das 20.15". 

O filho, João Carlos Silveira, afirma-se "indignado" com a forma como a mãe "foi deixada ao abandono numa maca de um corredor sem comer". A idosa foi triada assim que entrou na unidade de saúde, ficando com pulseira amarela. Recorde-se que em menos de uma semana esta é a segunda morte nas urgências do Hospital Garcia de Orta. 

A primeira ocorreu há oito dias e a investigação feita pelo hospital já assegurou que não havia nada a fazer do ponto de vista clínico, uma vez que o doente "padecia de uma doença grave, com vários dias de evolução e o seu agravamento súbito, pelo caráter fulminante".» [DN]

sábado, 17 de janeiro de 2015

Pires de Lima e Sergio Monteiro embandeiraram em arco, expressaram em publico os seus objectivos, mas tiveram de engolir as afirmações de que só os trabalhadores dos sindicatos que não aderiram à greve não seriam despedidos. Foi Passos Coelho a desdizê-los. Se tivessem vergonha, demitiam-se!

Pires de Lima e Sergio Monteiro embandeiraram em arco, expressaram em publico os seus objectivos, mas tiveram de engolir as afirmações de que só os trabalhadores dos sindicatos que não aderiram à greve não seriam despedidos. 
Foi Passos Coelho a desdizê-los. 
Se houvesse vergonha, demitiam-se!

Há muito tempo que alguma direita mais imbecil tenta limitar o alcance do poder dos sindicatos tentando limitar as consequências da sua acção aos seus associados, é o caso, por exemplo, do direito à greve, por mais de uma vez gente dos patrões tentou limitar o direito ao seu exercício aos sindicalizados no sindicato que apresenta o aviso de greve. 
Ontem o país viu dois governantes deste país usarem o acordo com uns quantos trabalhadores da TAP como uma grande conquista governamental, o cabeça rapada dos transportes até desvalorizava o impacto desta paz no valor da empresa, e pelo menos nisso ele estava certo, os trabalhadores envolvidos são tão poucos que o custo do acordo é simbólico. 

Como castigo para os trabalhadores não sindicalizados ou sócio dos sindicatos que não comeram na mão do cabecinha rapada este decidiu com aquele ar de cátedra a que já nos acustumou, ficavam de fora das benesses da "paz social", isto é, amanhã o primeiro critério a considerar para o despedimento é se assinou ou não um acordo com o cabecinha rapada, se assinou está garantido por alguns anos, se não assinou então que assine para a próxima pois está lixado. 

Animado com o brilhantismo intelectual do seu secretário de Estado o senhor da Rua da Horta seca pôs o seu ar de rapaz inteligente e permuado e foi à TVI 24 confirmar o castigo aos trabalhadores malandros que não lhe comeram na mão. 

Mas tratava-se de uma piada, no dia seguinte o "volta atrás com a palavra" mostrou que conhecia a lei e até garantiu que como não podia deixar de ser a paz social era para todos e não apenas para os mais baratos. 
Lamentavel foi a atitude dos sindicalistas afectos ao acordo que estabaleceram com governantes que concordaram que os despedimentos só afectavam os trabalhadores dos sindicatos que aderiram à greve. Lamentavel, mesmo!. 

 E, claro, que o ministro de Economia deu o dito por não dito, quando da cerimonia da assinatura do acordo com os indicatos não aderentes à greve.«Não haverá qualquer processo de despedimento coletivo na TAP durante um período de 30 meses após a privatização ou enquanto o Estado mantiver a posição de acionista na empresa. Nem para os trabalhadores representados pelos nove sindicatos que aceitaram desconvocar a greve, nem para os restantes três que mantiveram a posição inicial. 

Francamente. Minha nossa! Ao que isto chegou….. 

Obrigado Pela Sua Visita !