BANCADA DIRECTA: Dezembro 2014

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Feliz Ano Novo 2015. Só isto, nada mais. Para todos os cidadãos deste mundo.


Gervasio Lobato foi uma grande figura do nosso meio teatral e é hoje recordado por Salvador Santos na sua rubrica “No Palco da Saudade”. É o Teatro no Bancada Directa.

Gervasio Lobato foi uma grande figura do nosso meio teatral e é hoje recordado por Salvador Santos na sua rubrica “No Palco da Saudade”. 
É o Teatro no Bancada Directa. 
 “No palco da Saudade” 
 Texto inédito e integral de Salvador Santos (Teatro Nacional de São João. Porto) 


GERVÁSIO LOBATO 
Figura muito popular do meio teatral e literário lisboeta da segunda metade do século XIX, Gervásio Lobato foi autor de uma obra extensa e variada num curto espaço de tempo. Para além do teatro e dos livros, o jornalismo foi o seu porto de abrigo. 

A vocação para a escrita já vinha da juventude, tendo fundado aos 15 anos, com alguns dos seus condiscípulos, o jornal literário “A Voz Académica”. 

Nessa altura, tinha como sonho uma carreira diplomática, tirando por isso o Curso Superior de Letras e a Cadeira de Direito Internacional da Escola Naval. Mas acabaria por fazer carreira no campo das artes e das letras ao mesmo tempo que exercia a função de segundo oficial da Secretaria do Reino e lecionava Declamação na Escola Dramática do Conservatório Nacional. 
Mas o que ficou realmente para a posteridade foi a sua colaboração nos mais diversos jornais de Lisboa, que vão desde os matutinos Diário de Notícias e O Século aos vespertinos Diário Popular e Correio da Noite, entre muitos outros, e a sua dedicação à escrita dramática. “O Rapto de um Noivo”, a comédia com que se iniciou em teatro, teve honras de estreia no Teatro Nacional D. Maria II, a que se seguiram quase de imediato duas outras comédias escritas para o Teatro Ginásio – “No Campo” e “Debaixo da Máscara”. 

Começava assim a carreira fulgurante de Gervásio Lobato como dramaturgo, composta por 25 textos cómicos originais, para além de 115 traduzidos e 65 adaptados, que tiveram grande sucesso em quase todos os teatros portugueses, de que são exemplos mais felizes as peças “Sua Excelência” e “O Comissário de Polícia”. 

Nestas suas duas peças, Gervásio Lobato faz um retrato crítico da sociedade portuguesa do final do século XIX, adaptando para o seu contexto alguns recursos bastante característicos do teatro de vaudeville de Eugène Labiche, com um humor leve e inteligente. 
E por esse caminho foi deixando as suas contundentes críticas à burguesia e à política, que estendeu a toda a sua obra, bem patentes sobretudo nas comédias “As Noivas do Eneias” e “Medicina de Balzac”, na farsa “O Festim de Baltazar”, nos romances “A Primeira Confessada” e “O Grande Circo”, e nas novelas “Os Mistérios do Porto” e “Lisboa em Camisa”, onde desferiu ataques humorados aos ridículos tiques e manias da média burguesia e à sua mesquinhez de ambições políticas e mundanas. 

Na novela “Lisboa em Camisa”, que o realizar Herlander Peyroteo em boa hora transpôs para o ecrã na década de 1960, Gervásio Lobato descreve uma certa classe burguesa que aspira a voos muito mais altos e que fica invariavelmente pelos negócios comezinhos, já que lhe falta a fibra autêntica dos homens dinâmicos. 

Seguindo a escola realista de Eça de Queirós, esta novela (a mais célebre de toda a sua obra literária) está povoada de elementos singulares e caricatos do quotidiano. Mas o que lhe dá graça são as inúmeras peripécias vividas pelos protagonistas, que aparecem em catadupa ao longo da narrativa, proporcionando-nos umas belas e saudáveis gargalhadas, ao ponto de nos questionarmos a nós próprios: «Mas que mais é que pode acontecer a esta gente?». 

 Esta obra de Gervásio Lobato, como quase todas as novelas e romances, começou por ser publicada em folhetins nos vários jornais em que colaborou, onde deu também um valioso contributo como cronista. A primeira obra a sair do prelo foi um conjunto de folhetins literários que deram origem ao romance “A Comédia de Lisboa”, publicada nas páginas do Diário da Manhã, jornal no qual se iniciou a convite de Pinheiro Chagas, num suplemento com o título “Vida de Lisboa”. 
A familia Piranga. Personagems de Gervasio Lobato em "Lisboa em Camisa"

Curioso é que, sendo esta a sua primeira incursão literária, por vergonha ou por imitação de alguns autores europeus, assinou esse trabalho com um pseudónimo (Gilberto). E a verdade é que «os folhetins surgidos no Diário da Manhã foram um acontecimento literário em Lisboa». Mas foi sobretudo no teatro que Gervásio Lobato atingiu o seu apogeu como autor literário. 

Comentando a sua peça de estreia, Luciano Cordeiro, que a classificou «das mais notáveis, das mais felizes, das mais prometedoras até, de todas as que temos visto nestes últimos tempos neste nosso pobre teatro nacional», sublinhou o «corajoso realismo» com que nela se denunciavam a «ausência de virilidade moral», a hipocrisia do «chamado grande mundo», «a vida íntima de uma aristocracia de sacristia». 
Embora não tivesse aprofundado algumas destas qualidades nas suas obras posteriores, nem por isso o autor deixou de marcar indelevelmente o teatro português para sempre, uma vez que trouxe de novo a lume um género sobre o qual Gil Vicente foi prolixo: a farsa! 

Escrevendo fundamentalmente para o Teatro Ginásio, de que era primeira figura o grande Actor Vale, as peças de Gervásio Lobato foram representadas naquele palco sempre com assinalável agrado, o que levou um dos cronistas da época a escrever que o teatro cómico teve ali então «o seu trono, a sua corte e o seu rei». Mas a eficácia teatral da sua escrita não resulta apenas do bom desempenho dos actores. 

 As suas comédias conservam ainda hoje parte da sua frescura originária, graças ao seu humor certeiro e ao ritmo dos diálogos, características que são matéria crucial na representação das personagens, trabalho que ele deixou de poder continuar a desenvolver muito cedo em virtude da sua morte prematura em 26 de Maio de 1895, quando tinha apenas 45 anos. 

Salvador Santos 
Teatro Nacional de São João. Porto 
Porto. 2014. Dezembro. 29

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Temas de Medicina no Bancada Directa. Vamos falar de um mal que apoquenta muitas pessoas. “O stress”. Mas podemos aliviá-lo…. E se for em cerca de 15 minutos será uma maravilha!

Temas de Medicina no Bancada Directa.
Vamos falar de um mal que apoquenta muitas pessoas. “O stress”.
Mas podemos aliviá-lo….
E se for em cerca de 15 minutos será uma maravilha!

O stress faz parte da nossa vida quotidiana, mas a verdade é que níveis elevados de stress têm efeitos nocivos na saúde e podem limitar o nosso bem-estar e qualidade de vida O stress é um mecanismo de defesa do nosso organismo face a situações ameaçadoras.
O problema ocorre quando surgem “ameaças” que não são possíveis de combater de uma forma imediata. Quando a origem do stress é o excesso de trabalho, problemas familiares ou financeiros, pode ser muito dificil desactivar as nossas respostas ao stress, o que leva a um estado de tensão permanente.

Este tipo de stress prolongado é o que está associado à hipertensão, doenças cardiovasculares, depressão e insónia

Prevenir e combater o stress

É impossível viver sem stress e, em doses moderadas, este pode ser positivo. Não é possível eliminar todos os problemas da nossa vida mas……podemos torná-la menos stressante Já está comprovado cientificamente que fazer exercicio fisico ajuda a regular os níveis de stress, diminui a tensão muscular, previne a depressão, melhora o humor e o rendimento fisico e intelectual
Para algumas pessoas, actividades como ioga, meditação ou tai chi podem ser a melhor opção, enquantto outras  tirarão mais partido da corrida ou ciclismo. Mas caso já se esteja a questionar, guardámos a melhor noticia para o fim: existem exercicios simples que contrariam os efeitos de stress em tempo recorde e que podem ser feitos em qualquer lugar, ou quase. Experimente-os.

1- RESPIRAÇÃO
Num lugar ssossegado, concentre-se em respirar lenta e profundamente, sem se cansar.
Lembre-se que a inspiração é feita pelo nariz. Coloque as mãos sobre o abdomen e sinta que ao inspirar o abdomen se enche de ar.

A expiração, também, pelo nariz, é realizada muito lentamente, encolhendo o abdomen. Basta dedicar 10 minutos diarios e este ritual para conseguir abrandar os batimentos cardíacos e atenuar a ansiedade

2- AUTOMASSAGEM
Feche os olhos, respire profundamente e massage a zona nos pontos de maior tensão. Se a massagem for na cabeça, experimente usar as pontas dos dedos, passaando-as no couro cabeludo, nas sobrancelhas e na cara. Se a massagem for nos pés, pode pressionar com mais força nas zonas que acumulam mais tensão

3- RELAXAMENTO MUSCULAR PROGRESSIVO
Num sitio confortavel, adopte uma posição relaxada (de preferencia deitado) e comece por concentrar a sua atenção nos dedos grandes dos pés, relaxando-os de forma consciente.
Foque-se depois nos pés, tornozelos, gemeos e coxas, relaxando progressivamente as pernas

Deixe as sensações de relaxamento invadir a sua memte à medida que vai percorrendo o corpo, passando pelo umbigo, peito, braços, dedos das mãos, até chegar à parte superior da cabeça. Permaneça assim entre 10 a 20 minutos e no final sentir-se-à muito mais sereno.

4- ALONGAMENTOS
A) as zonas das costas, ombros e pescoço são aquelas que acumulam muita tensão e os alongamentos ajudarão a libertá-la. Deite-se de costas com os joelhos flectidos e os dedos das mãos entrelaçados atrás da cabeça. Puxe a cabeça, aproximando o queixo dos joelhos e mantendo o pescoço relaxado
B- sentado numa cadeira com as costas direitas, deixe cair o pescoço para os lados, para a frente e para trás, utilizando as mãos para um alongamento mais intenso.
Por fim siga estes conselhos:
1-  Durma o suficiente – oito horas por noite – é a recomendação geral
2-  Faça uma alimentação equilibrada e diversificada
3-  Pratique exercicio fisico com regularidade
4-  Planeie bem o seu dia de trabalho
5-  Mantenha um bom relacionamento com os seus colegas
6-  Encontre um “hobby” que lhe proporcione momentos de diverssão e descontração
7- E deixe de ingerir bebidas alcoólicas e beber cafés com  cafeína
Fonte: PH (Novembro/Dezembro 2014)

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O Desporto esbranquiçado no Bancada Directa. A ideia do cartão branco até é boa. E se fosse aplicada aos nossos actuais governantes, não por 10 minutos mas sim por largos anos, era uma maravilha. Presidente da UEFA volta a propor cartão branco para suspensão temporária

O Desporto esbranquiçado no Bancada Directa.
A ideia do cartão branco até é boa.
E se fosse aplicada aos nossos actuais governantes, não por 10 minutos mas sim por largos anos, era uma maravilha.

Presidente da UEFA volta a propor cartão branco para suspensão temporária

Joseph Blatter já tinha rejeitado a ideia do cartão branco, mas Michel Platini voltou a bater na mesma tecla. "Agora só falta convencer a FIFA", disse

O presidente da UEFA voltou hoje a propor a introdução de um cartão branco, que penalizaria um futebolista com 10 minutos de suspensão, uma proposta que já tinha sido rejeitada pelo homólogo da FIFA. “O cartão branco pretende penalizar protestos e encenações dos jogadores, atitudes que os adeptos não aceitam”, defendeu Michel Platini durante um congresso de desporto no Dubai.
O presidente da UEFA já tinha lançado esta ideia em outubro, mas o cartão branco foi imediatamente rejeitado pelo líder da FIFA, Joseph Blatter. “O cartão amarelo vai continuar a existir, mas será interessante ter outro cartão, que suspende um jogador por cinco ou dez minutos. É uma forma de promover o jogo entre os adeptos que não gostam de determinados comportamentos dos jogadores”, insistiu Platini.
Em finais de Outubro, pouco depois de Platini ter lançado pela primeira vez esta ideia, Blatter manifestou-se contra o cartão branco, alegando que não se devem introduzir no futebol “mudanças radicais”. “Entendemo-nos muito bem com os cartões vermelhos e amarelos. Não há qualquer necessidade de introduzir o cartão branco”, disse na altura Joseph Blatter.

  Esta posição do presidente da FIFA não desmotivou Platini, que voltou agora a falar desta proposta. “Agora só falta convencer a FIFA”, admitiu no Dubai o presidente da UEFA.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Oh rapazes pequenos! Deixem-se de tretas! Afinal foi Marco Silva que permitiu que o “contentor” Carvalho” se mantivesse na presidencia do Sporting

Esta é a verdade nua e crua: O Marco Silva é um grande treinador e vai ter um grande futuro pela frente.

Afinal foi Marco Silva que permitiu que o “contentor” Carvalho” se mantivesse na presidencia do Sporting

SCP transformado em anedotas desportivas

  O presidente do Sporting classificou de descabidas as notícias da saída do treinador Marco Silva, em declarações ao canal televisivo do clube leonino.

“Confirmo que houve uma reunião entre a administração da SAD e a equipa técnica do Sporting, na qual foram debatidas questões internas, mas daí ler que Marco Silva saiu é descabido”, disse Bruno de Carvalho, pretendendo dar assim por encerradas as notícias que dão conta da saída do atual treinador.

O dirigente leonino acrescentou que “O Marco é o treinador do Sporting e vai estar no banco a fazer o jogo com o Vitória de Guimarães” na segunda-feira, para a Taça da Liga.

Na sua declaração, o presidente leonino manifestou a sua preocupação pela reação dos adeptos às notícias que foram saindo nos últimos dias, tendo mesmo acusado a comunicação social de manipulação e de invenção. “Esta é uma altura de acalmia e de dedicar tempo à família.
O Sporting tem as suas questões, mas falar em crise é absurdo”, acrescentou Bruno de Carvalho. O dirigente sportinguista aproveitou para realçar a realização em janeiro da Assembleia-Geral recentemente marcada, referindo que a mesma servirá para debater os mais recentes acontecimentos e que ele próprio irá refletir a sua função de presidente do Sporting.

Nos últimos dias, vários órgãos de comunicação social têm dado conta de uma rutura entre o treinador e o presidente do Sporting, que poderia levar mesmo à saída do técnico, contratado no passado defeso ao Estoril-Praia.»

Texto retirado do site do “Observador”

sábado, 27 de dezembro de 2014

O Desporto” negativo mais” no Bancada Directa. Isto vem mesmo a propósito para a “malta” esquecer as agruras desta austeridade. E esquecer as opiniões eleitoralistas de Passos Coelho. Ora então não querem lá ver que a situação paralela de Marco Silva já mete processos crimes? E isto ainda vai no adro (a procissão, claro) com o “contentor” Carvalho a segurar o andor de Nossa Senhora dos Aflitos a 10 pontos do Benfica

O Desporto” negativo mais” no Bancada Directa.
Isto vem mesmo a propósito para a “malta” esquecer as agruras desta austeridade.
E esquecer as opiniões eleitoralistas de Passos Coelho. Ora então não querem lá ver que a situação paralela de Marco Silva já mete processos crimes?
E isto ainda vai no adro (a procissão,claro) com o “contentor” Carvalho a segurar o andor de Nossa Senhora dos Aflitos a 10 pontos do Benfica

Marco Silva processa José Eduardo

Treinador do Sporting deu ordens aos advogados para instaurar um processo crime por difamação contra o antigo jogador que acusou Marco de ter "uma agenda própria".

Marco Silva instruiu os seus advogados para instaurarem um processo crime por difamação contra José Eduardo na sequências das suas declarações durante a tarde de hoje, nas quais disse que o treinador tinha "uma agenda própria" e que "Bruno de Carvalho" tinha sido "demasiado tolerante" face aos dados que José Eduardo tinha.
Tão amigos que nós éramos. Mas se calhar era só de fachada....

Durante a tarde, ainda antes de Bruno Carvalho garantir à SportingTV a continuidade de Marco Silva, José Eduardo disse à RTP que o tempo do treinador tinha acabado em Alvalade.

Recuperemos as declarações de José Eduardo:
"Marco Silva tem uma agenda própria, tem interesses próprios que não são os do Sporting. São os interesses de outras entidades, eventualmente do seu empresário.

Tenho imensa pena de dizer isto porque quis defendê-lo até ao último momento, mas a verdade é que a vida continua.
Oh José Eduardo foste um grande futebolista, melhor, um dos defesas esquerdos de grande categoria, do melhor que houve..Não deslustres o teu passado com estes mexericos. Deixa-os entenderem-se. O Sporting, o teu clube, agradece-te! E quem gostou de te ver jogar também

O Sporting vai ultrapassar esta crise e o Marco Silva é que põe o futuro dele em causa, porque se liga a interesses de gente que pretende destruir o Sporting. Estamos na presença de uma situação que não é tão simples quanto parecia.

Bruno de Carvalho até foi demasiado tolerante face aos dados que tenho. Estou a dizer isto de plena consciência. O Marco Silva não está interessado em ficar no Sporting porque o projecto não é um projeto dele. Lamento que tenhamos sido enganados.

Chegámos ao fim da linha, não há condição nenhuma para continuar. Não tem a equipa com ele. Essa é uma falácia, a equipa está dividida, há problemas muito graves. O projecto da academia nunca foi agarrado pelo treinador."

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Meu Senhor Jesus e Nosso Pai do Céu. Perdoai a estes que deviam ser vossos servos as palavras que proferem.

 
São expressões que visam dar sequencia a uma ansia desmesurada de manter o poder.....
 
 
 
 
 
Propaganda eleitoral
«Este será o primeiro Natal desde há muitos anos em que os portugueses não terão a acumulação de nuvens negras no seu horizonte. Houve muita coisa que mudou».

(Mensagem de Natal de Pedro Passos Coelho, ajudante de meteorologista, no tempo de antena do PSD
 
Pai Nosso.......
E não nos deixei cair em tentação
Mas livrai-nos de todo o mal (como este)
Amém
 

“No Palco da Saudade” é uma rubrica de Salvador Santos que tem por objectivo recordar aqueles que foram figuras no passado nos palcos portugueses. Hoje recorda-se o actor Antonio Cardoso. É o Teatro no Bancada Directa

“No Palco da Saudade” é uma rubrica de Salvador Santos que tem por objectivo recordar aqueles que foram figuras no passado nos palcos portugueses.
Hoje recorda-se o actor Antonio Cardoso.
É o Teatro no Bancada Directa

“No Palco da Saudade”
Texto inédito e integral de Salvador Santos (Teatro Nacional de São João. Porto)

ANTÓNIO CARDOSO
Os seus detractores diziam que ele tinha mais volume do que talento, mas a verdade é que o público o adorava e aos poucos transformou-o num dos atores portugueses mais populares no período da transição do século XIX para o século XX. Para além da sua comicidade, era o seu feitio bonacheirão e a sua enorme simpatia que facilmente conquistavam amigos e admiradores.

Foi aliás esta sua bonomia, o seu trato afável e a sua camaradagem que o manteve na ribalta dos favores do povo que à época enchia as plateias dos teatros. Favores, esses, que também os colegas, os empresários e os jornalistas lhe dispensavam, apesar das rivalidades e invejas que ensombravam as relações entre as gentes das artes e das letras nesse tempo conturbado.

Filho de uma família remediada, com um bem-sucedido negócio no sector dos ferros e ferramentas, António Cardoso cedo seguiu as pisadas do pai no ofício de serralheiro. Mas as suas graçolas durante o trabalho com os colegas e clientes, que riam desbragadamente com as divertidas performances do rapaz, fizeram-no acreditar na sua vocação para os palcos.
Teatro Ginásio ali pertinho do Chiado. A foto foi obtida  após a remodelação do teatro em 1925. Antonio Cardoso trabalhou nesta casa durante vários anos. Até lhe passaram a chamar "O Cardoso do Ginásio".

E foi isso que o atraiu para a Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul, que já naquela época alimentava o fogo do teatro com um grupo de amadores, onde ele se estreou em 1878, com dezoito anos, na comédia “Casamento por Anúncio”.

E de tal forma se saiu bem no seu batismo de palco que o empresário do Teatro do Rato o contratou para representar naquela sala de espetáculos a fantasia musical “Zé Povinho”, a que se seguiram as peças “Maria da Fonte” e “A Filha do Senhor Crispim”. Atento ao que se passava nos palcos da concorrência, o empresário José Joaquim Pinto não desistiu enquanto não levou António Cardoso para o Teatro Ginásio, onde o actor permaneceu durante trinta e quatro anos após a sua estreia na comédia “A Medalha da Virgem”.

Esta rara longevidade ao serviço do mesmo palco fez com que ele passasse a ser conhecido como «o Cardoso do Chiado», apesar de ter também representado esporadicamente noutros teatros, como, por exemplo, no Trindade, no qual interpretou “O Brasileiro Pancrácio”, peça de grande êxito que cumpriu mais de trezentas representações!

Para além desta sua passagem pelo Teatro da Trindade, o actor integrou ainda algumas sociedades artísticas que promoveram espectáculos nas épocas de verão nos palcos do Teatro da Rua dos Condes, do Avenida e do D. Amélia (actual São Luiz). Mas foi de facto no saudoso e popular Teatro Ginásio que António Cardoso se firmou como grande actor cómico, género a que o seu anafado físico (aliado, naturalmente, aos seus extraordinários dotes artísticos) dava particular ajuda.

Aí representou alguns dos mais conceituados autores portugueses daquela época, como Gervásio Lobato, Eduardo Schwalbach, André Brun ou Chagas Roquette, brilhando em conhecidas e deliciosas comédias como “O Comissário de Polícia”, “Os Pimentas”, “A Vizinha do Lado” ou “O Senhor Roubado”. E foi aí também, naquele velho teatro, que viveu momentos tristes e complicados de incompreensão por parte de alguns dos seus camaradas de profissão e… sofreu um dos maiores desgostos de amor da sua vida.
Uma das rarissimas fotos de Antonio Cardoso. (em baixo à esquerda)

António Cardoso foi um dos primeiros namoricos juvenis da actriz Adelina Abranches. Andava ela pelos 17 anos e ele pelos 23, quando tudo aconteceu, conforme nos relata a filha da grande Aura Abranches nas suas Memórias: «O Cardoso do Ginásio, o fenomenal Cardoso, tão baixinho e reboludo, qual bilha de água de Caneças, botou fulminante paixão por mim!...

Chegou a pedir licença a minha mãe para me namorar, licença que ela lhe concedeu logo porque entendia que o grande actor seria um esplendido partido…». Mas Adelina Abranches não gostava mesmo nada do «Cardoso do Ginásio»: «Ele era muito gordo… Além disso era feio! Aqueles olhos esbugalhados, mas muito lânguidos, como as vitelas moribundas, aquela cara sempre luzidia, todo aquele toucinho que lhe tombava do pescoço, eram para mim motivo de repugnância».

Este retrato de António Cardoso, ainda que um tudo ou nada deformado pela ironia e pelo azedume que ficou da relação com Adelina Abranches («Sob os olhos complacentes de minha mãe, deixei-o durante uns meses segredar-me o seu amor, só pelo gosto da corte… pelo prazer de ouvir palavras bonitas. E ele sabia a cartilha toda, o maroto…»), é revelador da grande corpulência do actor, alimentada pelo seu enorme gosto por bons petiscos regados com canjirões de vinho tinto. Foi, aliás, esta mistura de amor não correspondido com muita comida e vinho a rodos que apressaram o seu fim.
Foto da extraordinaria actriz Adelina Abranches. Foi o grande amor de Antonio Cardoso. Não foi correspondido por parte dela.

Sem nunca colocar em causa a sua dedicação e respeito à sua arte e ao seu público, o actor foi-se destruindo na comida e no álcool, arruinando irremediavelmente o fígado. Já minado pela maldita doença, António Cardoso, «o Cardoso do Ginásio», cumpriu os últimos anos da sua brilhante carreira de comediante entre o teatro e o cinema, onde se estreou em 1910 como protagonista da curta-metragem “Chantecler Atraiçoado”.

Valeu-lhe os extremos cuidados de sua irmã, aos braços de quem veio a falecer após uma noite de ensaio pela madrugada adentro no seu Ginásio, em 3 de agosto de 1917. Tinha 57 anos e viveu os seus derradeiros dias a combater as dores com as mais diversas drogas que a medicina ia criando e testando nos próprios pacientes.

Salvador Santos
Teatrro Nacional de São João. Porto
Porto. 2014. Dezembro. 23

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Feliz Natal para todos

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Com um "brazuca" acomodado à sua privilegiada situação a ameaçar com processos disciplinares a estabilidade de muitas familias de funcionarios da TAP o nosso espirito de Natal fica incomodado com estes defuntos arrogantes e que querem vender Portugal inteiro


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Tempos de Natal. Nós já devíamos estar junto dos familiares a conviver neste Natal e estamos. Mas isto vai tão mal, aliás vai de tão mal a pior, que estamos sempre perante a realidade


Tempos de Natal. Tempos de frios, ventos e neves nas terras altas. Acendem-se as lareiras para se aquecerem os corpos e levantar os espiritos. Mas o AMOR estará sempre presente no seio das familias que se reunem para celebrar o seu Natal

Tempos de Natal.
Tempos de frios, ventos e neves nas terras altas.
Acendem-se as lareiras para se aquecerem os corpos e levantar os espiritos.
Mas o AMOR estará sempre presente no seio das familias que se reunem para celebrar o seu Natal

O amor

Escreve a Drª Magda Roma


O amor é a Lei universal. É o que se move, é o que faz ter vontade de lutar e desafiar-se todos os dias. Amor a si, amor aos seus, amor ao seu trabalho, amor aos outros. Será sempre o amor

Ame o seu pai, ame a sua mãe. Se não tiver nem mãe e nem pai, ame-os na mesma pois eles estão no seu coração. Eles estão consigo. Feche os olhos e procure-os no seu coração. Eles estarão aí logo e então ame-os de verdade.

Ame o seu trabalho. Ele é o que lhe proporciona o seu crescimento e desenvolvimento. Ele é quem lhe deu a oportunidade de conhecer outras pessoas, pessoas que lhe querem bem e que o amam também e pessoas não tão boas, que por algum motivo se cruzam na sua vida para lhe ensinar algo, nem que seja a perdoar e o perdão é AMOR

Perdoe…… O dom do perdão é o que nos eleva e nos enche o coração. No lugar do rancor semeie amor. Como se de uma flor se tratasse. Semei o amor e deixe-o crescer

Perdoe-se

Perdoe-se por não ter sido um bom filho ou filha, um bom esposo ou esposa, um bom pai ou mãe, um bom amigo ou amiga. Só quando se perdoar será possível perdoar aos outros e ter e dar amor. Olhe para dentro e sinta o que está dentro de si. Se não for amor, então reflicta, resiolva e ame
Estamos na época do ano em quwe mais se fala de amor. Aquele calor que lhe enche o coração, que faz semtir-se bem, sentir-se que é um elemento que pertence a uma familia. Costuma dizer-se que não se escolhe a familia, mas que teremos de a aceitar, no entanto, sejam quais forem os problemas no seio dessa familia.

Esses problemas devem ser resolvidos e não esquecidos nestes dias. Esta é uma quadra, mas o que semeia nesta altura deve semear também ao longo do ano. Semear o calor, a paixão, a união e o amor Falta pouco mais de uma semana para se festejar o nascimernto daquele que nasceu para nos mostrar o que é o AMOR.

Viva estes dias, experiencie alterações em si e sinta dia a dia o seu coração a ficar livre e leve no lugar de uma expressão facial triste, desiludida ou de rancor e ódio substtitua por um breve ssorriso que se mantém ao longo do dia. Sorria com a boca, sorria com os olhos, sorria com o corpo e com o coração

Bem hajam

Magda Roma
Nota de Bancada Directa: Magda Roma é licenciada em Nutrição e Engenharia Alimentar pelo Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz e pós-graduada em Saúde e Envelhecimento . A nivel de cidadã é uma pessoa muito querida das populações do Concelho de Mafra

Bom Natal para ti, Magda

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Tempos de Natal. Tempos de solidariedade e respeito pelos vivos e por aqueles que já partiram. Mas para estas altas figuras do Estado o respeito por alguém que lutou pela nossa Liberdade é uma palavra vã. Mas eu também não tenho respeito algum por estas figuras. Apenas aceito o cargo que ocupam.


domingo, 21 de dezembro de 2014

Os administradores deste blogue Bancada Directa desejam a todos os seus leitores amigos um Bom Natal extensivo a vossas familias e amigos


sábado, 20 de dezembro de 2014

Celebrar o Natal por estas terras minhotas

Nota de Bancada Directa: a Freguesia da Seara fica no Concelho de Ponte de Lima

Tempos de Natal. Tempos de chuva,ventos e frios. E há uma tendencia para uns certos abusos alimentares e que temos de ter cuidado!......São os perniciosos excessos alimentares

Tempos de Natal.
Tempos de chuva,ventos e frios.
E há uma tendencia para uns certos abusos alimentares e que temos de ter cuidado!......

São os perniciosos excessos alimentares

Escreve a Drª Magda Roma


Consumimos mais calorias do que aquelas que gastamos. Apesar de, na maioria dos casos e das vezes, termos essa consciencia, nem sempre conseguimos colocar o travão no prazer de um prato.

E é com a ingestão de alimentos em quantidades em quantidades superiores às nossas reais necessidades, um dia após o outro, que se cometem os excessos.

Se por norma desenvolver uma dieta alimentar equilibrada, não é por ter uma refeição mais copiosa num dia que irá ver um aumento de peso na balança ou o descréscimo na sua saúde.

Há que compensar nos dias seguintes e ter uma atenção redobrada quanto ao que se ingere, o que não significa passar um dia sem comer, ou apenas a ingerir liquidos Esta é uma quadra especial, a quadra da mesa cheia de doces e verdadeiras delcias gastronomicas. Entramos quase num despique entre familiares para ver quem sabe cozinhar melhor e o quê..

Mas neste Natal, eu vou-lhe dar ferramentaas para contornar a grande questão – o aumento de peso
Então não se esqueça
1- Faça gelatina: a gelatina além de ser colorida e animar a mesa, também é uma fonte de água e proteína importante para a nossa pele e articulações. Na existencia de gelatina (coloque mais do que um recipiente de gelatina na mesa) irá certamente controlar a ingestão de doces/fritos. A gelatina é fresca e não vai apetecer comer algo seco e gorduroso

2- Para os alimentos natalicios fritos, coloque um único prato na mesa e com pouca quantidade, por exemplo com cinco sonhos. O facto de os pratos estarem cheios aumenta a tendencia de comer mais quantidades, podendo aqui controlrar o consumo dos mesmos. Controla os custos na carteira e na saúde.

3- Coloque frutos secos na mesa. Do mal o menos, será certamente preferivel comer um pouco mais de nozes do que é costume do que ingerir alimentos ricos em gordura
4- O tronco de Natal. Qual é a mesa que não tem o tronco. Um bolo de chocolate em forma de tronco. Experimente fazer o seu próprio tronco de Natal, mas no lugar da farinha normal e o excesso de chocolate faça com farinha de alfarroba. Para os mais distraidos não irão sentir a diferença, e, provavelmente até lhe dirão que está extraordinario

5- O alcool também é um excesso sentido nesta quadra que, por vezes, acaba em acidentes que marcam uma vida inteira. Assim, se conduzir não beba, mas se beber siga esta regra, por cada copo de vinho beba dois de agua. Assim, além de diminuir a ingestão do vinho também irá prevenir a desidratação no seu corpo. Algo que é normalmente sentido no dia seguinte a festividades, com dores de cabeça, a chamada ressaca
6- No final da noite, divida entre os seus convidados as sobras. Assim não irá prejudicar durante mais dois dias a sua dieta. Nos dias seguintes consuma alimentos ricos em fibra, verdes e fruta. Faça refeições leves e simples. Dê uma pausa ao seu fígado, deixe-o respirar. Faça umas caminhadas para eliminar alguma energia que possa ter ficado retida nesta quadra e volte ao seu regime habitual

7- Tenha um Natal Feliz
Magda Roma
Nota de Bancada Directa: Magda Roma é licenciada em Nutrição e Engenharia Alimentar pelo Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz e pós-graduada em Saúde e Envelhecimento . A nivel de cidadã é uma pessoa muito querida das populações do Concelho de Mafra

Bom Natal para ti, Magda

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O Teatro no Bancada Directa com a rubrica de Salvador Santos “No Palco da Saudade”. Hoje recorda-se o actor Silvestre Alegrim

O Teatro no Bancada Directa com a rubrica de Salvador Santos “No Palco da Saudade”.
Hoje recorda-se o actor Silvestre Alegrim

“No Palco da Saudade”
Texto inédito e integral de Salvador Santos (Teatro Nacional de São João. Porto)

SILVESTRE ALEGRIM
O seu nome figurou no elenco de alguns dos espectáculos mais marcantes do teatro português das primeiras quatro décadas do século XX, tendo nascido para a arte de representar ainda no século anterior, quando tinha pouco mais de dez anos de idade. Foi em Setúbal, a sua cidade natal, que ele se estreou na Companhia Teatral do Actor Chaves, na peça infantil “Intrigas do Bairro”.

O seu desempenho nesta sua estreia, onde revelou um certo e inesperado instinto natural para a comédia, justificou o convite para outras produções daquela companhia itinerante que percorria semanalmente quase todas as cidades da região setubalense. O seu destino parecia estar traçado, tal era o imenso jeito do petiz para o teatro. Mas a necessidade de ajudar a família, obrigá-lo-ia a empregar-se dois anos depois como tipógrafo, deixando para trás a paixão pelos palcos.

Silvestre Alegrim fez parte do filme "A Severa" e no qual cantou com brilhantismo "O Fado Timpanas Bolieiro"

Enquanto ia trabalhando nas oficinas onde se imprimiam os jornais Correio da Noite e O Século, e depois o matutino Diário de Notícias, Silvestre Alegrim ia alimentando o sonho de voltar aos palcos. Nos seus planos estava a frequência do curso de Arte de Representar do Conservatório, o que só conseguiu iniciar aos vinte anos, acabando por concluí-lo com mérito e distinção, arrebatando inclusive um prémio no «género comédia».

A notícia da sua prestação no exame final do curso chegou aos ouvidos do Actor Vale, que logo o convidou para a Companhia que dirigia no Teatro Ginásio, pondo-o à prova com o monólogo “O Dorminhoco” de D. João da Câmara, que, de acordo com os relatos da imprensa da época, «interpretou com grande mestria». Após esta sua estreia nos palcos profissionais, Silvestre Alegrim não mais teve interregnos no seu percurso como actor.
Foi o primeiro filme português sonoro: "A Canção de Lisboa" (1933). Silvestre Alegrim fez parte do elenco com o papel do criado surdo do salão de fados. Celebre ficou a sua frase: "Há vinte anos que sou surdo e nunca ouvi um exame assim!"

Os seus primeiros vinte anos como profissional foram vividos em exclusivo na Companhia dirigida por Actor Vale, onde representou com enormíssimo sucesso “O Pai da Pátria” de Ernesto Rodrigues e Bento Faria (em 1906) e “O Pinto Calçudo” de André Brun e Ernesto Rodrigues (em 1907), dois dos espectáculos que compunham o programa desenhado pelo Actor Vale naquela que viria a ser a sua última digressão ao Brasil.

Nesse repertório estava igualmente a comédia de costumes “O Comissário de Polícia”, uma obra-prima de Gervásio Lobato escrita em 1890, que fora uma das maiores coroas de glória do mestre Actor Vale e na qual o seu discípulo Silvestre Alegrim viria a substitui-lo no papel por si criado, após a sua morte.

Foram, aliás, inúmeras as personagens criadas por Actor Vale que o seu discípulo setubalense havia de recriar no Teatro do Ginásio. Para além dessas recriações, é convocado para dar vida a alguns papéis de pouco relevo em comédias como “A Conspiradora” de Vasco Mendonça Alves ou “A Vizinha do Lado” de André Brun, ambas protagonizadas por Lucinda Simões, sem nunca se queixar. Nessa altura, terá dito uma máxima que ainda hoje se houve nos bastidores do teatro: «Não há maus papéis; há maus e bons actores».
Silvestre Alegrim ao lado de Domingos Vital no filme "Os Fidalgos da Casa Mourisca"

E ele era realmente bom. E foi tão bom na comédia como na opereta, na revista ou na farsa, géneros onde era exemplar. Se bem que não tenha dado má conta de si no drama, como aconteceu, por exemplo, quase no final da carreira, em “Israel” de Henri Bernstein, ao lado de Alves da Cunha e Palmira Bastos.

Mas foi de facto a fazer rir que Silvestre Alegrim mais brilhou. São disso exemplo a opereta “O Chico das Pegas” de Eduardo Schwalbach, no Teatro Apolo, ou as revistas “Ao Deus Dará” e “Tiro ao Alvo” daquele mesmo autor, no Teatro da Trindade, que o confirmaram como um dos melhores actores do seu tempo no teatro musicado. As suas prestações nas revistas e operetas que se seguiram foram a verdadeira prova dos nove do seu inegável talento, absolutamente superada, nos mais diversos palcos de Lisboa.
Silvestre Alegrim e Vasco Santana. Filme "A Canção de Lisboa"

O que aconteceu sobretudo em “Arca de Noé” e “O Hotel da Barafunda, no Maria Vitória; “Retalhos e Recortes”, no Coliseu; “A Lenda dos Sete Cravos”, no Trindade; “Miss Lisboa”, no Apolo; e “De Capa e Batina”, no Politeama. Mas é o cinema que acabará por imortalizar o actor Silvestre Alegrim, com a sua criação de Timpanas, no nosso primeiro filme sonoro “A Severa”, cujo êxito levou Félix Bermudes a escrever uma opereta a que o nome daquela personagem.

Do seu trabalho no cinema, recordamos ainda os seus papéis em “Varanda dos Rouxinóis”, “A Menina da Rádio”, “A Vizinha do Lado” ou “Os Fidalgos da Casa Mourisca”, assim como o seu Criado de “A Canção de Lisboa”, o Mordomo de “A Rosa do Adro” ou o Meirinho de “Amor de Perdição”, que levaram os espectadores a gritar «Olh’ó Alegrim!», no escuro da sala, sempre que o actor aparecia na tela, de tal maneira ele era popular e querido.

Cartaz do filme "A Severa" com o elenco descriminado

Na parte final da sua carreira, Silvestre Alegrim integrou o elenco da Companhia Os Comediantes de Lisboa, no Teatro da Trindade, onde interpretou as peças “Não o Levarás Contigo” de Moss Hart e Kaufmann e “O Jogo das Escondidas” de Rui Correia Leite.

Entretanto, em 1945, faz uma derradeira visita à sua velha casa de origem – o Teatro Ginásio – em “A Ditadora” de Xavier de Magalhães e Fernando Ávila, com a Companhia de Maria Matos. É, aliás, sob a batuta desta grande Senhora da Comédia que pisa o palco pela última vez, em “A Madrinha de Charley” de Brandon Thomas.

Um ano depois, a 16 de outubro de 1946, o actor morre, em Lisboa, com apenas 55 anos.

Salvador Santos
Teatro Nacional de São João. Porto
Porto. 2014. Dezembro. 17

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Temas de Medicina no Bancada Directa. Continuamos a falar neste tempo de Inverno de gripes e dos cuidados a ter com a doença. Post adicional ao anterior sobre o mesmo tema de saúde.

Temas de Medicina no Bancada Directa.
Continuamos a falar neste tempo de Inverno de gripes e dos cuidados a ter com a doença.
Post adicional ao anterior sobre o mesmo tema da saúde.

No post anterior tínhamos ficado por aqui…. E agora continuamos
Vacinação é preciso!
Em relação à gripe, como em qualquer outra doença, a prevenção é o melhor reméddio. O que passa pela adopção de cuidados simples, mas também pela vacinação De prescrição médica obrigatória a vacina antigripal tem uma elevada taxa de eficácia: na maioria dos casos evita a doença ou, pelo menos, reduz a intensidade dos sintomas

A quem é recomendada a vacina antigripal?
Qualquer pessoa se pode vacinar, mas há grupos aos quais a vacina é mais recomendada: é assim com os idosos, sobretudo se vivem em lares e com os doentes crónicos ou outras pessoas cujo sistema imunitário esteja debilitado. Aos profissionais de saúde, pelo contacto com os doentes, também é aconselhada. A única contraindicação são pessoa alérgicas à proteína do ovo, pois é um dos constituintes da vacina, feita a partir do vírus “influenza” inactivado.

Idealmente, é antes da época gripal que a vacina deve ser tomada, ou seja, em Setembro ou Outubro. É que os anticorpos recebidos precisam de duas semanas para, digamos assim, se prepararem para combater a infecção. A vacina é gratuita para quem tem mais de 65 anos de idade e não requer receita médica, podendo ser administrada no Centro de Saúde.

A vacina deve ser repetida no ano seguinte, pois a imunidadde só se mantém por nove a doze meses, dada a elevada mutação do vírus
Um risco muito importante: o perigo de se apanhar uma pneumonia
A pneumonia é uma infecção respiratória como a constipação ou a gripe, mas tanto pode ser causada por um vírus como por bactérias e mais raramente por fungos.
O que acontece é que em situações em que o organismo se encontra debilbitado, os agentes infecciosos conseguem passar os filtros naturais do corpo, como os cilios nasais, abrindo caminho até aos pulmões. Aqui instalam-se nos alvéolos pulmonares, que são como que uns pequenos sacos de ar e onde são alvo da acção dos glóbulos brancos do sangue

Mas nem sempre esta defesa é eficaz, desencandeando-se então os primeiros sintomas de infecção.
São sintomas que a pneumonia partilha com a gripe, mas que são mais graves: febre elevada, suores, arrepios e tosse, acompanhados de fadiga, dores musculares e de cabeça. Mas à medida que a infecção avança juntam-se outros sintomas, como a produção de muco, a dificuldade respiratóeria e a dor no peito. Os primeiros sinais de doença podem confundir-se com os da constipação e da gripe.
Se persistirem há que necessariamente consultar-se um médico. Se não for tratada a tempo, a pneumonia pode complicar-se: a infecção pode, por exemplo, alastrar para a corrente sanguinea e generalizar-se O tratamento depende da causa da pneumonia: quando é viral, envolve a toma de medicamentos antivíricos e cuidados como repouso e ingestão abundante de liquidos; se for fungica, passa pela toma de antifungicos e só se tiver origem bacteriana é que implica a toma de antibioticos.

Trata-se geralmente em casa e apenas nos casos de compromisso de dificuldade respiratoria é que requer internamento hospitalar. O melhor é sempre prevenir, zelando pela saúde dos seus pulmões

Obrigado Pela Sua Visita !