BANCADA DIRECTA: Outubro 2014

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Pires de Lima: actual ministro de economia. Um grande senhor e empresário antes de chegar ao Governo. Depois vulgarizou-se e os seus ideais ficaram na mão de outros, que não da sua cor politica

Pires de Lima: actual ministro de economia.
Um grande senhor e empresário antes de chegar ao Governo.
Depois vulgarizou-se e os seus ideais ficaram na mão de outros, que não da sua cor politica

Taxas e taxinhas

Foi com ar grave e sério, sempre impressionante, que o ministro da Economia apareceu no debate de ontem sobre o Orçamento para 2015 a dar uma garantia formal: enquanto for ministro, disse ele, não haverá "mais taxas ou taxinhas". Sem contar, é claro, com os vários impostos, taxas e taxinhas cujo aumento o mesmo ministro acabou de aprovar no Orçamento para 2015.
Antes de ir para o Governo, convirá lembrar, Pires de Lima era um defensor assumido da redução do IVA da restauração. Disse-o com toda a clareza, por mais de uma vez. De tal modo que muitos se convenceram que era verdade. O caso mudou de figura no exacto momento em que lhe foi confiada a responsabilidade pela condução da política económica do Governo. A ele, note-se, e ao CDS. De facto, se há coisa que o CDS não pode alegar é que lhe foi reservado um lugar meramente subalterno na definição da política económica.
Nada disso: os últimos dois orçamentos apresentados pelo Governo, para 2014 e 2015, os mesmos em que Pires de Lima falha a redução do IVA da restauração e Paulo Portas falha a redução da sobretaxa do IRS, ocorrem num quadro de claro reforço da posição do CDS na definição da política económica: é o CDS que tem o Ministério da Economia; é o CDS que tem a segurança social e o emprego; é o CDS que tem (como, aliás, desde o início, incluindo durante o consulado de Vítor Gaspar) a secretaria de Estado dos assuntos fiscais e é o próprio líder do CDS, Paulo Portas, que está na posição de vice-primeiro-ministro com os pelouros estratégicos da reforma do Estado e da coordenação dos assuntos económicos.

Por muito que o CDS se pretenda apresentar com um pé dentro e um pé fora da política de austeridade, não há truque mediático que possa iludir a verdade que todos conhecem: o CDS, outrora "partido dos contribuintes", traiu todos os seus compromissos com os seus eleitores e todas as suas bandeiras tradicionais. Fê-lo, primeiro, ao participar, "além da troika", na aprovação do "enorme aumento de impostos".

E fá-lo agora, de novo, mesmo depois de reforçada a sua influência na política económica do Governo, ao ser conivente com um Orçamento que, apesar de uma ou outra medida mais favorável, continua a apostar no aumento da carga fiscal. Se o ministro da Economia, por razões políticas ou orçamentais, não está em condições de concretizar a redução do IVA da restauração que dizia necessária quando estava fora do Governo, pode simplesmente dizê-lo e ouviremos certamente com todo o interesse as suas explicações.
Mas pretender, ao mesmo tempo que falha a redução do IVA, erguer de novo a bandeira do "partido dos contribuintes" como se nada se tivesse passado e apresentar-se como o campeão da luta contra o aumento dos impostos, ultrapassa os limites da paciência.

E é preciso dizer o óbvio: por muito que o ministro da Economia garanta que, enquanto for ministro, não haverá "mais taxas nem taxinhas", a verdade do orçamento para 2015 e do pacote da fiscalidade verde, que o Governo acaba de apresentar, também com a assinatura de Pires de Lima, é bem diferente: aumenta o imposto sobre os combustíveis, aumenta a contribuição para o serviço rodoviário, aumenta o imposto automóvel, é criada uma taxa sobre o carbono, aumenta o imposto sobre o tabaco, aumenta o imposto sobre o álcool, aumenta a cointribuição extraordinária sobre o sector energético, aumenta a contribuição sobre o sector bancário, prevê-se uma nova contribuição sobre o sector famacêutico e é criada uma nova taxa, (ou será, talvez, uma taxinha?) sobre os sacos de plástico.

E isto para não falar de outras minudências, como o impacto do aumento do IMI depois de reduzida a cláusula de salvaguarda. O ministro da Economia bem pode garantir que não haverá "mais taxas nem taxinhas". Mas que os portugueses as vão pagar, lá isso vão. E não há maneira de o esconder.

Fonte: Económico/Sociedade Aberta /Pedro Silva Pereira

O assédio sexual é uma constante quando o material é apetecível. Em Nova Iorque fez-se um teste com uma voluntaria durante 10 horas e o resultado foi interessante e sintomático. Material de primeira não passa despercebido.



O assédio sexual é uma constante quando o material é apetecível.
Em Nova Iorque fez-se um teste com uma voluntaria durante 10 horas e o resultado foi interessante e sintomático.
Material de primeira não passa despercebido.

Shoshana B. Roberts foi abordada mais de 100 vezes em 10 horas.

Vídeo faz parte de campanha de ONG contra o assédio nas ruas.

Durante 10 horas, Shoshana B. Roberts se tornou alvo de mais de 100 comentários masculinos dos mais variados tipos, simplesmente andando pelas ruas de Manhattan, em Nova York.


A sua deslocação "stroll streets of NY" fez parte de uma experiência, registada em vídeo e transformada num anúncio para uma campanha contra o assédio.

Assista ao vídeo. O anúncio foi filmado em Agosto, quando o diretor Rob Bliss escondeu uma câmera em sua mochila e saiu andando pelas ruas pouco à frente de Shoshana.

A jovem, vestindo calça jeans e camiseta, carregava dois microfones nas mãos, que registaram comentários vindos de homens de várias idades e tipos físicos.

A maioria diz uma ou duas frases, mas em pelo menos dois momentos do vídeo rapazes a perseguem ostensivamente, chegando a assustar a voluntária.

A campanha foi criada para a ONG Hollaback!, que actua em 79 cidades de 26 países e denuncia o assédio não apenas a mulheres, mas também a minorias raciais e sexuais. Em um release que acompanha o vídeo, Shoshana comenta a experiência.

“Sou assediada quando sorrio e sou assediada quando não sorrio. Sou assediada por homens brancos, negros, latinos.

Nem um dia se passa sem que eu passe por isso”.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

“Histórias do Noninoni”. Uma novela colectiva de varios escritores policiais cujo “metier literário” é descobrir autores de crimes e outras especies de ilicitos. É uma coordenação de A. Raposo e Lena. Hoje apresentamos aos nossos leitores o trabalho da Detective Jeremias (made in Santarém).

“Histórias do Noninoni”.
Uma novela colectiva de varios escritores policiais cujo “metier literário” é descobrir autores de crimes e outras especies de ilicitos. É uma coordenação de A. Raposo e Lena.
Hoje apresentamos aos nossos leitores o trabalho da Detective Jeremias (made in Santarém).

1º EPISÓDIO
Detective Jeremias
Ao fim da noite, o mais letrado dos dois afirmou: Isto é tudo pessoal do norte, carago! O coro de vaias habitual sempre que esta boca era atirada para o ar na Leitaria do Sousa desta vez nem se chegou a ouvir. O quase silêncio do fim de noite era, naquele instante, rasgado pelo som ensurdecedor das sirenes.

Tudo se desenrolou num ápice. A meia dúzia de clientes precipitou-se para a porta, com as pernas entarameladas por causas das imperiais e do vinho verde, que a Leitaria do Sousa de leitaria nada tem. Depois, junto à beira do passeio, pararam todos lado a lado, os corpos curiosos ligeiramente inclinados para a frente arregalaram os olhos e as bocas, num desempenho digno de um grupo profissional de natação sincronizada.
Lisboa. O bairro do Alto do Pina em todo o seu esplendor.  À esquerda temos a fabulosa Rua Moraes Soares e ao lado a tipica Rua Barão de Sabrosa, a espinha dorsal do bairro. Perto, muito perto mesmo, está a Rua do Sol a Chelas e a Praça Paiva Couceiro. Por aqui brincou na sua infância o ora desaparecido Detective Tempicos.

A cada micro segundo o som ganhava intensidade e as luzes intermitentes azuladas iam ficando mais perto. Passou uma viatura da Polícia, não, duas viaturas. Esperem, afinal são três no total. A primeira sem um farol dianteiro, a segunda com o pirilampo fundido e a terceira com o noninoni asmático. Adivinhava-se bronca. E da grossa. De manhã o fogo e à noite sabe-se lá o quê.

Nunca aquela rua do Alto do Pina vivera um dia tão intenso. Muito superior ao episódio de tentativa assalto do Tópê Agarrado, que ameaçou o Senhor Armando da Farmácia com as agulhas de tricot da avó. Os três carros travaram a fundo, os agentes saíram a correr de arma em punho como nos filmes americanos. As persianas abriam-se sem timidez e as janelas e as varandas bem iluminadas encheram-se de mirones temerários, ávidos de notícias em directo e em tempo real.
Lisboa. Fonte Luminosa. Ninfa de Pedra (Tágide do Tejo) referida no texto da detective scalabitana
Os nossos dois amigos, escaldados pelo desdém com que foram tratados no incidente do fogo, comentaram entre eles, à boca pequena: “Se aparecerem por aqui os gajos da TIC, nem um pio”. O mais letrado ainda acrescentou: “Por mim podem ir sacar informações à ninfa de pedra da Fonte Luminosa”, depois, para rematar, afirmaram em uníssono: − Ó, Yé!

Mas da TIC nem sinal. O Conselho de Ministros extra-extraordinário reunido desde 5ª feira,− mais de 24 horas, um record nunca visto − absorvera todos os repórteres que revezavam esperas, agastamentos e irritações na Gomes Teixeira, obrigando as reportagens de cacaracá do Alto do Pina a ficar para trás. Que acontecimento terrível motivara aquele inusitado aparato policial?
Estamos de acordo que a Leitaria Sousa tinha ar de ser mais uma taberna do que uma leitaria. Mas tinha uma certa dignidade, pois quando serviam cervejas ou vinho verde não era tremoços ou amendoins que  acompanhavam as libações mas sim línguas de gato.

Tudo se soube em menos de um nada. Arlete, aos guinchos histriónicos, correu na direcção do agente mais espadaúdo e, com uma mudança súbita de decibéis, lamuriou-se, mas num tom suficientemente alto para ser ouvido pela vizinhança: “Levaram o meu Lobão do Mar e o carro daqui mesmo do pé da porta! E deixaram um pedido de regaste! Chegaram tão depressa … quem vos avisou?”

A bem do rigor e da verdade dos factos, convém aqui esclarecer que 90% dos mirones femininos e masculinos nem compreendeu à primeira as palavras da menina Arlete, por estar mais empenhando em observar, uns a sua minúscula lingerie, e outros as extensas zonas deixadas a descoberto.

Um zumbido sussurrado percorreu a rua: “O Almirante foi vítima de carjacking….” Todos lhe conheciam o Mini vintage de 1975, de cor galão claro e estofos de napa castanha com que se deslocava todas as semanas a casa da amante, num ritual marcado pela pontualidade britânica.

O amigo mais intelectual atirou para o outro entre dentes; “Cheira aqui a esturro… o homem já cá tinha estado hoje e duvido que aguente duas sessões no mesmo dia… carago!”. O outro, o mais novo, semicerrou os olhos piscos de tanta emoção e declarou com ar conspirativo: “É verdade, é verdade o General hoje já cá veio… aposto meio pacote d’enrolar como ainda vamos ser nós a descobrir est’ imbróglio…

Detective Jeremias
Santarém



A autora deste eepisódio





quarta-feira, 29 de outubro de 2014

O Paulinho bem diz que a sua visita ao Mèxico é um sucesso, mas o objectivo principal da deslocação já foi à vida. O multimilionário mexicano Carlos Plim faltou a jantar com Portas sem justificação.

O Paulinho bem diz que a sua visita ao Mèxico é um sucesso, mas o objectivo principal da deslocação já foi à vida.
O multimilionário mexicano Carlos Plim faltou a jantar com Portas sem justificação.

O magnata mexicano não compareceu ao jantar que o vice-primeiro-ministro Paulo Portas organizou terça-feira no México, para promover as oportunidades de negócios com Portugal.

O multimilionário mexicano, Carlos Slim, considerado o homem mais rico do mundo, faltou ao jantar promovido pelo vice-primeiro-ministro Paulo Portas, para divulgação das oportunidades de investimento em Portugal.

Carlos Slim tinha sido apontado como um dos potenciais interessados em negociar a compra de activos do grupo de telecomunicações brasileiro Oi, onde está integrada a operação da PT Portugal

O Teatro no Bancada Directa. Apresentamos a rubrica “No Palco da Saudade” da autoria de Salvador Santos e hoje recorda-se a artista de revista de seu nome Maria Vitória.

O Teatro no Bancada Directa.
Apresentamos a rubrica “No Palco da Saudade” da autoria de Salvador Santos e hoje recorda-se a artista de revista de seu nome Maria Vitória.

“No Palco da Saudade”
Texto inédito e integral de Salvador Santos (Teatro Nacional de São João. Porto)

MARIA VITÓRIA

Aquela que dá hoje nome ao único Teatro do Parque Mayer, em Lisboa, que ainda mantém as suas portas abertas e prossegue o seu percurso de mais de noventa e dois anos ao serviço de um dos géneros teatrais mais populares no nosso país, nasceu em Espanha, na cidade de Málaga, em 1888. Espanhola de nascimento, mas portuguesa de alma-e-coração, ela veio muito cedo para Lisboa, ainda criança, onde cresceu a ouvir cantar o fado em casa de uma família muito religiosa, tão religiosa e crente em Deus que, quando ela chegou à pré-adolescência, decidiu inscrevê-la como aluna interna num convento, devido também ao seu espirito vivo e muito irrequieto.

Diz um dos seus biógrafos que «o fundo religioso da sua educação, um certo misticismo próprio da sua maneira de ser, combinados com a sua sentimentalidade e sensualidade, deram o fado». A endiabrada e deslumbrante Maria Vitória tinha tanto de rebelde como de inteligente, pelo que absorveu todos os ensinamentos recolhidos no convento, tendo sido pena que o seu espírito irrequieto a levasse a fugir de lá, não completando por esse motivo a sua educação.
Aliado a uma acutilante e assertiva inteligência, ela tinha uns brilhantes olhos negros que iluminavam o seu rosto moreno de uma estranha luz que encantava quem com ela convivia. Encanto esse que ganhava maior expressão quando cantava, o que começou a fazer em público nas feiras e arraiais de Lisboa mal fugiu do internato. Aí foi ganhando popularidade mas perdendo saúde, na boémia e na estúrdia, sendo cedo contaminada pelos genes das enfermidades que haveriam de a atormentar.

Um dia apareceu a cantar na taberna “Flor da Boémia”, que havia na castiça travessa da Espera, em pleno coração do Bairro Alto, de que era dono um tal Joaquim Rato, que viria a ser um dos seus grandes amores. Mas Maria Vitória não era de amores muito duradouros, tendo formado à sua volta uma roda de jovens galãs, todos eles boémios notívagos, apaixonadamente rendidos àquela graciosa e simpática morena de olhos negros, sonhadores, cheios de misticismo e de uma sentimentalidade sensual que aumentavam a sua estranha beleza.

E o que é curioso é que também as mulheres tinham por ela uma extraordinária simpatia, dispensando-lhe os mais rasgados elogios enquanto ser humano e os mais frenéticos aplausos enquanto artista, visível nas suas atuações. O sucesso alcançado nas feiras, verbenas e tabernas de Lisboa, acabaria naturalmente por levar Maria Vitória para os palcos do teatro de revista, onde o fado sempre ocupou um lugar de eleição. Mas não foi apenas como fadista que ela trinfou, se bem que não tenha sido propriamente uma grande actriz.

A sua estreia na revista aconteceu em 1908, no Casino de Santos, e já nessa altura representava com alguma desenvoltura papéis de características populares. Esteve depois nos palcos do Salão Fantástico e do Teatro da Rua do Condes, à porta do qual, por uma questão de ciúmes, se atirou à pancada a uma outra actriz, também vinda do fado (se bem que não fosse tão fadista quanto ela, nem tivesse alcançasse o nome glorioso que ela alcançou no teatro).

Luís Galhardo, notável homem de teatro, empresário e autor, foi quem melhor soube aproveitar os talentos de Maria Vitória, principalmente na revista “O 31”, no Teatro Avenida, em Lisboa, onde ela interpretou os principais papéis das rábulas “Estúrdia”, “Fado do 31, “Dueto dos Apaches” e “Alzira Fadista”, entre outros números de sucesso.

O poeta e escritor teatral Pereira Coelho (um dos autores da revista “O 31” e de outras peças, como “Ó da Guarda!” e “Sol e Dó”, em que a atcriz-fadista também brilhou em grande plano) escreveu para ela inúmeros fados, entre os quais, surge esta quadra que, segundo relatos da época, ela cantava divinamente: «P’ra se cantar bem o Fado / Não é preciso talento / É preciso ser chorado / P’ró cantar com sentimento!»

Com o seu feitio irrequieto, Maria Vitória só estava bem aonde não estava, vivendo a vida sem cedências nem cuidados com a sua frágil saúde. E um dia, muito atacada pela tuberculose, recolheu de urgência ao Sanatório do Caramulo, de onde também acabaria por fugir ainda não completamente curada, voltando para uma nova produção no teatro de revista.

Até que, no dia 30 de abril de 1915, com apenas 27 anos de idade, a infeliz atriz-fadista de voz cavada e triste tombou definitivamente nas garras da maldita doença, falecendo na sua própria casa. Esteve sete anos no teatro, mas esse curto espaço de tempo chegou para que granjeasse um nome que perdura na história no nosso teatro e na fachada do único teatrinho ainda em funcionamento no Parque Mayer.
O conhecido poeta Júlio Guimarães, um dos autores do livro “Sabor do Fado” e um dos mais respeitados letristas da chamada canção nacional, recordou-a muitos anos após a sua morte, contando que, por ter morada no mesmo prédio onde ela também morava, ia muito a casa dela, quando [ele] tinha apenas doze anos de idade.

Maria Vitória brincava muito com ele e um dia ofereceu-lhe um cigarro (imaginem!...). O primeiro que ele fumou, e a verdade é que nunca mais deixou de fumar, «não por se sentir escravo do vício, mas porque esse gesto de todos os dias [o] ajuda a recordar uma das nossas maiores fadistas de sempre», que, não sendo uma actriz extraordinária, foi sem dúvida nenhuma uma das mais marcantes personagens do nosso teatro de revista.

Salvador Santos
Teatro Nacional de São João. Porto
Porto. 2014. Novembro. 27

terça-feira, 28 de outubro de 2014

O Desporto no Bancada Directa. Cristiano Ronaldo, um futebolista português verdadeiro furacão na arte de ganhar prémios. Até os espanhois que têm uma certa adversidade comportamental para com tudo o que é português se rendem ao valor e ao talento do CR7


 
 
 
O Desporto no Bancada Directa.
Cristiano Ronaldo, um futebolista português verdadeiro furacão na arte de ganhar prémios.
Até os espanhois que têm uma certa adversidade comportamental para com tudo o que é português se rendem ao valor e ao talento do CR7

O internacional português Cristiano Ronaldo foi hoje eleito o melhor jogador da Liga espanhola de futebol da época 2013/2014, numa gala em que foi distinguido também como melhor avançado e autor do melhor golo.
Cristiano Ronaldo, de 29 anos, foi o grande vencedor da Gala da Liga espanhola de futebol profissional (LFP), conquistando três prémios, incluindo o mais importante, o de melhor jogador da temporada transata. "Já não sei o que dizer.

Este é o último prémio, não? Um `hat-trick´ de prémios, está muito bem. Foi uma noite muito bonita", disse ao subir pela terceira vez ao palco do Auditório Príncipe Felipe, em Madrid.

80 mil menores perderam rendimento mínimo em quatro anos. E diz este Governo que o país está a crescer. Só se for em cianças e adolescentes na pobreza. Deixem-se de tretas e assumam estes numeros crueis

80 mil menores perderam rendimento mínimo em quatro anos. E diz este Governo que o país está a crescer.
Só se for em cianças e adolescentes na pobreza.
Deixem-se de tretas e assumam estes numeros crueis

OCDE está preocupada com pobreza e recomenda teto de prestações sociais, como o governo prevê, mas para reforçar Rendimento Social de Inserção. Com as mudanças dos últimos anos, 192,6 mil pessoas já perderam acesso à prestação, dos quais 41,5% de jovens com menos de 18 anos.

Encontro.

Líder da OCDE e Maria Luís estiveram hoje reunidos em Lisboa No espaço de quatro anos, houve 79,9 mil menores de 18 anos a perder acesso ao rendimento social de inserção (RSI).
Esta descida entre Março de 2010 (quando o número de beneficiários atingiu o máximo) e agosto deste ano, calculada pelo Expresso a partir das estatísticas da Segurança Social, é o resultado de duas mudanças nas regras da prestação social.

A primeira em 2010, ainda durante o governo de José Sócrates, e a segunda em 2012, já com Passos Coelho em São Bento e Portugal sob programa da troika.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A ânsia do poder de um leader de um Partido que apenas tem 4% das intencões de voto para as próximas eleições. Simplesmente deploravel. Paulo Portas contra antecipação das eleições legislativas. Como é que um tipo que arvorou uma bandeira para a redução da sobretaxa do IRS, foi derrotado e agora apoia quem o derrotou. É o tacho, meus amigos, é o tacho.

A ânsia do poder de um leader de um Partido que apenas tem 4% das intencões de voto para as próximas eleições. Simplesmente deploravel.
Paulo Portas contra antecipação das eleições legislativas. Como é que um tipo que arvorou uma bandeira para a redução da sobretaxa do IRS, foi derrotado e agora apoia quem o derrotou.
É o tacho, meus amigos, é o tacho.

Presente nas jornadas parlamentares conjuntas do PSD e do CDS-PP, o vice-primeiro-ministro considerou ainda que será possível "devolver total ou parcialmente" a sobretaxa do IRS através de crédito fiscal. Nas jornadas parlamentares conjuntas do PSD e do CDS-PP, que terminaram sabado na Sala do Senado, na Assembleia da República, em Lisboa.

Portas defendeu ainda que será possível "devolver total ou parcialmente" a sobretaxa do IRS através de crédito fiscal, argumentando que isso teria acontecido nos dois últimos anos se a medida tivesse sido aplicada. "Em 2013, com crédito fiscal teria sido devolvida uma boa parte da sobretaxa, em 2014, com crédito fiscal teria sido devolvida toda a sobretaxa.
Oh Paulinho: enganar os velhotes é feio
Qual é a razão para não confiar que em 2015 não seja possível devolver total ou parcialmente através do crédito fiscal e da receita adicional por mais atividade económica e por mais contribuições, por via do emprego", questionou-se Paulo Portas.

O vice-primeiro-ministro quis, desta forma, combater os "prognósticos sombrios" dos "céticos" relativamente aos resultados práticos da medida introduzida no Orçamento do Estado para 2015 segundo a qual uma eventual devolução da sobretaxa em 2016 fica dependente de aumento das receitas fiscais em 2015, nomeadamente do combate à evasão fiscal no próximo ano.

domingo, 26 de outubro de 2014

O Estado Islamico na verdade apresenta um grande poder económico e humano para a guerra a que se impôs.Mas não nos podemos esquecer que isto só é possível graças a bons financiadores e a uma boa organização estrutural nos países de recrutamento de elementos humanos.. Quanto a dinheiro ele veio todo da Arábia Saudita.

O Estado Islamico na verdade apresenta um grande poder económico e humano para a guerra a que se impôs.
Mas não nos podemos esquecer que isto só é possível graças a bons financiadores e a uma boa organização estrutural nos paíseas de recrutamento de elementos humanos..
Quanto a dinheiro ele veio todo da Arábia Saudita.

A Arábia Saudita, os petrodólares e o terrorismo
Principe Alwaleed bin Talal

Alwaleed bin Talal, um empresário multimilionário e membro da casa real da Arábia Saudita, confirmou que o país financiou o Estado Islâmico (EI) para ajudar a combater e derrotar o Governo da Síria. A reiterada cumplicidade da obscura ditadura nos actos de terrorismo islâmico goza de surpreendente impunidade.

Não vale a pena referir o suspeito do costume porque são muitos os países manchados de sangue e petróleo. Certo é o apoio do grande produtor de petróleo a todos os desmandos pios da falhada civilização árabe, que se agarra à fé como náufrago à única tábua.

E, mais surpreendente ainda, é a cumplicidade de países que procriaram evangelizadores, cruzados e inquisidores de que se envergonham.

Surpreende-me que países, com massa crítica e instituições democráticas, se precipitem em aventuras patrocinadas por uma família medieval que dá o nome e é proprietária de um país. A mais sórdida teocracia, onde se situam Medina e Meca, locais que atraem os crentes islâmicos, como o mel às moscas, goza da proteção do mundo civilizado.

A Europa e os EUA continuam a ter como aliado o país medieval onde germina a mais demente interpretação do mais primário dos monoteísmos.

Apesar de sofrerem, dentro das fronteiras, a demência mística, que alicia jovens, e ataques terroristas, que lançam o medo e a morte nos seus cidadãos, há uma pulsão suicida anestesiada pelo petróleo.
A ausência de quaisquer liberdades, direitos ou garantias, a mais infame misoginia e o despotismo patriarcal são apanágio da sociedade arcaica da santuário teológico do mais perverso islamismo.

Até quando a Arábia Saudita será um «país amigo»?

Bancada Directa / Ponte Europa / Dr. José Carlos Esperança

sábado, 25 de outubro de 2014

Investir num gato é um desperdicio e uma má opção. Quererem comprar-me o meu gato “senhor Neves” e desvalorizá-lo em mais de 800%. Francamente!....É o tema da minha “Crónica de Fim-de-semana”. Já sei que a Consuelo quando me vir, vira-me as costas. É o mesmo que eu faço virtualmente à Maria Luís das Finanças por mais de 800% em cortes nos meus rendimentos

Investir num gato é um desperdicio e uma má opção.
Quererem comprar-me o meu gato “senhor Neves” e desvalorizá-lo em mais de 800%.
Francamente!....É o tema da minha “Crónica de Fim-de-semana”.
Já sei que a Consuelo quando me vir, vira-me as costas. É o mesmo que eu faço virtualmente à Maria Luís das Finanças por mais de 800% em cortes nos meus rendimentos

Recordo a parte final da minha ultima “Crónica de Fim-de-semana” ………

..............Qual foi o seu espanto quando passou pelo quarto de dormir e viu que a cama ainda estava desfeita e o senhor Neves dormia todo descansado no meio dos lençóis. Posteriormente a Consuelo contactou-me para ver se eu lhe vendia o senhor Neves. Claro que eu recusei…….. ……..Com respeito à Consuelo também eu gostava de ter vertigens quando regressasse de sua casa……..

Não creio que a Consuelo se desse ao trabalho de ler o Bancada Directa, nem por gosto e nem por hábito. Mas a Anne Rose-Schelman que é amiga comum de nós dois teve conhecimento do post e deu-o a ler à Consuelo. A Anne talvez tivesse ficado um tanto melindrada por haver a referencia de que eu só gostava de pretas de cabelo comprido. Por amizade. Claro! A Consuelo resolveu comentar o post e não foi nada agradavel para mim o que escreveu. Mas cada um opina o que quer e eu faço o mesmo.

O motivo do desagrado da Consuelo foi porque eu recusei a venda do “senhor Neves” à sua pessoa. Claro que quando se gosta de um animal que nos compreende e é nosso amigo não há dinheiro no mundo que  faça desfazermo-nos dele.

Por falar em dinheiro comecei a fazer contas e cheguei a um resultado interessante. Que grande negócio para a Consuelo se eu lhe tivesse vendido o bichano por uns míseros cem euros. (100 euros)

Eis as contas: o “senhor Neves” fez agora seis anos de idade. Come diariamente duas saquetaas de alimento humido da marca “Felix fantastic”. Para além de comida seca sempre à sua disposição. Cada pack de 4 saquetas custa 2.19 euros. Aos seis anos de idade vamos descontar uma colecta de dois anos, restando portanto quatro anos. No total são 1.460 dias. Em dose dupla são 2.920 saquetas.
Fazendo contas ao que eu gastei temos 2920/4=760, donde 760x2.19= 1.6644 euros. Comprar-me por 100 euros um bichano que já me custou mais de 1.600 euros só com a sua alimentação era um bom negócio. E com o veterinário upa, upa. Muito mais de que 1.600 euros. É caso para dizer que a Consuelo até me faz vertigens. E ao “senhor Neves” muito mais quando se deita na cama dela.

Uma mulher aos 26/27 anos (?) no desperdicio da vida. Penso eu que sou um puritano!.........

Pior será uma clausula de salvaguarda do avarento IRS, com salganhada ou não, que me não vai beneficiar em nada. Apenas quem tem despesas de habitação. Mas dá para me esquecer da Consuelo

Adriano Rui Ribeiro
Portugal. Sintra

Nota: os nomes de Anne-Rose Schelman e Consuelo são reais. Residem na Urbanizacion La Romanilla de Roquetas de Mar. Exercem a sua actividade profissional num dos hoteis da Avenida Mariano Hernandez

Programar toda uma colocação de professores em tempo oportuno e para que não sejam prejudicados esses mesmos professores e alunos é uma tarefa que exige muita competencia e determinação de fazer bem. Tarefa que não pode ser entregue a incompetentes. É o mesmo que entregar os trabalhos de demolição por implosão de grandes edificios a quem nunca trabalhou com explosivos.



Programar toda uma colocação de professores em tempo oportuno e para que não sejam prejudicados  esses mesmos professores e alunos é uma tarefa que exige muita competencia e determinação de fazer bem.
Tarefa que não pode ser entregue a incompetentes.
É o mesmo que entregar os trabalhos de demolição por implosão de grandes edificios a quem nunca trabalhou com explosivos.

Ao contrário do que alguns parecem pensar, implodir um grande edifício exige muito cuidado e um planeamento meticuloso e caso a caso.

Pequenos detalhes fazem toda a diferença e dois edifícios aparentemente iguais podem reagir de forma muito diferente à mesma disposição de explosivos.

Por mais cuidadoso e meticuloso que seja o planeamento, há sempre o risco da pegada da implosão ir muito além do perímetro do edifício. Milhares de toneladas de metal pedra e cimento em queda são sempre imprevisíveis.

Por isso, o perímetro de segurança tem de ir muito além do perímetro do edifício. Enfim, isto tudo para dizer que implodir o Ministério da Educação até pode ser um programa aceitável para um governo.

Mas é para ser feito com planeamento pormenorizado e com um plano adequado para todas as contingências.

Entregar a coordenação dessa implosão a um incendiário só pode dar porcaria.

E será preciso um estilo com eficácia  para a colocação dos professores que os dirigentes deste Ministério da Educação não têm!

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Marques Guedes: a imagem surrealista de um governante que dá explicações de temas em que, sinceramente, nem o próprio acredita. Pelo menos mostra um sorriso parcimonioso

Marques Guedes: a imagem surrealista de um governante que dá explicações de temas em que, sinceramente, nem o próprio acredita.
Pelo menos mostra um sorriso parcimonioso

Marques Guedes sabe muito bem que o seu governo tem usado a falsa reforma do IRS para disfarçar a manutenção da carga fiscal, recorrendo a frequentes falsas fugas de informação para gerir a imagem na comunicação social, chegando ao ponto de discutir a reforma com toda a gente menos com o PS para depois vir defender pactos e acordos nesta matéria.
Vir agora queixar-se de que a reforma é criticada com um documento provisório revela a má fé de um governo que usa esses documentos para atirar barro à parede e quando percebe que está em maus lençóis dá o dito por não dito para aparecer com uma nova versão.

O argumento de Marques Guedes só revela falta de honestidade. «Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, Luís Marques Guedes defendeu que a introdução de uma "cláusula de tratamento mais favorável" pode "obrigar a Autoridade Tributária e Aduaneira a ter algum trabalho complementar", mas abrange "situações marginais, minoritárias" e "não mexe com a simplificação geral da reforma".

O ministro da Presidência contestou que esteja em causa uma "trapalhada" do Governo e sustentou que as críticas à proposta de alteração do IRS foram "todas feitas com base num documento que não era o documento final que foi aprovado no Conselho de Ministros" na semana passada. Contudo, referiu que, desde então, "houve mais do que uma alteração" ao diploma, escusando-se a adiantar quais.

Questionado se a proposta de reforma do IRS já continha a chamada "cláusula de salvaguarda" quando foi apresentada aos jornalistas, na quinta-feira passada, o ministro não quis esclarecer "qual foi o momento em que o Governo decidiu que deveria haver uma cláusula de tratamento mais favorável"»

Fonte “Notícias ao Minuto”

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Mas que raio de sorte a nossa, para termos de aguentar com um primeiro ministro desta qualidade e teimoso qb. É que não consegue ver que o seu Governo está esgotado e a não querer antecipar da sua parte o acto eleitoral ainda o vai prejudicar mais. A si e ao seu Partido

Mas que raio de sorte a nossa, para termos de aguentar com um primeiro ministro desta qualidade e teimoso qb.
É que não consegue ver que o seu Governo está esgotado e a não querer antecipar da sua parte o acto eleitoral ainda o vai prejudicar mais.
A si e ao seu Partido

Pedro Passos Coelho, alegado primeiro-ministro, cargo de que usufrui as prerrogativas e benefícios, incapaz de autocrítica, ameaçou o país com a recusa de antecipar as eleições legislativas, assustando os portugueses com mais um ano a rebolar-se no exaurido pote.

Não estão em causa os prazos constitucionais, mas as instituições, a agonia do regime e a decadência ética do Governo que fez de Portugal um laboratório de experiências mal sucedidas, com o caos na Justiça, a Educação e Ciência em colapso e a desconfiança nos governantes igual à que Passos Coelho adicionou com as peripécias da Tecnoforma. A antecipação de eleições depende da vontade do Governo ou da decisão do PR, sendo a última uma improbabilidade e a primeira a única decisão certamente irrevogável.

Passos Coelho corre para o abismo, sabendo que não tem soluções e que, quanto mais tempo permanecer com a turma, mais hábil a agarrar o poder do que a usá-lo ao serviço do País, mais complica o OE-2016 e menos tempo deixará ao próximo Governo para o elaborar, com o calendário eleitoral a comprometer o do Orçamento. O PSD, dececionado com o PM que Marco António e Relvas inventaram, com a bênção de Cavaco, anda a lançar nomes para o substituir. Desde a ministra das Finanças até Rui Rio, nem Marco António escapa à lista dos inefáveis e putativos sucessores.

A estratégia de crescimento que teve assinalável êxito, em três anos do funesto governo da pior direita, foi no camo dos impostos, do empobrecimento e da dívida pública. O próximo Governo herda um país desmoralizado, com défice na balança de transações, emprego em extinção, acordos impossíveis de honrar e um PR impossível de recuperar.

A obstinação de quem nunca devia ter passado de vogal de junta de Freguesia e acabou PM, longe de se arrepender, insiste em fazer beber até à última gota o cálice de veneno do Governo que lhe adjudicaram e que os portugueses são obrigados a digerir.

Que raio de sorte a nossa!

Bancada Directa / Sorumbático

“Histórias do Noninoni”. Uma novela colectiva de varios escritores policiais cujo “metier literário” é descobrir autores de crimes e outras especies de ilicitos. É uma coordenação de A. Raposo e Lena.

“Histórias do Noninoni”.
Uma novela colectiva de varios escritores policiais cujo “metier literário” é descobrir autores de crimes e outras especies de ilicitos.
É uma coordenação de A. Raposo e Lena.

“Historias do Noninoni”
Episódio zero (0)
Autores: A Raposo e Lena
A equipa da TIC tentava desembaraçar-se do trânsito para chegar ao incêndio antes dos bombeiros. Era fundamental filmar as labaredas e a fumaça antes da chegada dos Voluntários.

Se chegassem antes tinham reportagem, se fossem os bombeiros era como se lhes tirassem o pão da boca. À noite a TIC teria uma bela reportagem ou um mijarete. Se fosse na Roma antiga e no tempo de Nero, teriam reportagem pela noite fora, acontece que naquele tempo ainda não havia a TIC , muito menos a cores!

O chefe repórter da TIC resmungava: Fogo sem labaredas não é espectáculo. Fumaça só faz arder os olhos. Explicações dadas por quem assistiu são uma fraca ajuda.

Assim se constrói um telejornal. Um corrupio de desastres naturais, com um ou outro assassinato, um salpico de rapto de criança. Uma inundação num lar de velhos, uma rixa de ciganos, com sangue à vista, uma “boca” de político e o ramalhete está completo. O telejornal pronto, no ponto. É só servir à hora de jantar. Acontece que a equipa da TIC estava com azar naquele dia.
Nem foram os bombeiros que estragaram o espectáculo. Eu explico: O incêndio fora num prédio antigo de dois pisos. Soalhos de madeira, tabiques de tabuinhas, sem placas de cimento. Resultado: em menos de um fósforo ardera tudo, caira o telhado e as paredes.

As chamas fortes rapidamente perderam a chama e não havia nada para filmar. Desesperado o operador de imagem olhava a cena estarrecido enquanto o repórter de microfone na mão amaldiçoava a sua sorte.

Os dois homens vencidos pelos acontecimentos olhavam encostados ao prédio em frente. Iriam ouvir um raspanete do chefe, quando regressassem ao estúdio. Porém, perto deles, ali a dois metros dois paisanos discutiam o caso.
Dizia um: - Se o cego não fosse ao colo do coxo talvez se safasse! Afirmou o outro, talvez mais intelectual: - Já dizia Ortega y Gasset “o homem é ele e a circunstância”.
O repórter arrebitou as orelhas – havia ali assunto. Voltou-se para os dois paisanos e perguntou:
- Os senhores assistiram ao fogo?
-Assistimos a tudo: disse o mais novo, peremptório. Ao repórter voltaram-lhe as cores às faces.

- Então os amigos – insistiu o repórter – podem contar realmente o que se passou?
- Ó, Yé! – Afirmaram em uníssono. Então vamos simular a coisa, os amigos ficam de costas para os destroços e contam-nos de forma breve o que se passou. É só dizer; “Claquete”, como se faz no cinema.
- Claquete – gritou o operador de imagem, deitando fora a pirisca e disparando a máquina.
- Pois nós dois vínhamos do trabalho e ao aqui chegar vimos fumo a sair de uma janela, depois chamas e o pessoal residente a sair aos repelões.
Homens, mulheres e crianças. Um espectáculo! À frente, a correr sabe Deus como vinha o coxo com o cego ao colo. O cego já tinha o cajado a arder. Lá foram – direitinhos ao lago do jardim aqui em frente.

Chegados lá atiraram-se ao lago. O azar deles é que não havia nadador salvador e o cego não tinha pé ou estava ajoelhado, a rezar, quem sabe. Quando chegou o Sr. Armando da Farmácia, já de fato de banho e boia ao pescoço era tarde. O cego boiava
– ainda de óculos escuros e bengala na mão. Porque eu acho que ele ainda via qualquer coisinha. Interrompe o repórter: então o cego era amblíope!
- Sim, sim, ele era ali ao pé de Braga (disse o paisano intelectual) Ele só gostava de vinho verde! Deve ser de Amblíope.
- Adiante – conte lá o resto. Insistiu o repórter.
- Bem depois saiu o General da Marinha e logo seguido pela amante, a menina Arlete.

O general vai lá todas as sextas-feiras (é hoje) fazer o azimute. - Quer se dizer – afirmou o outro mais novo, menos intelectual, mas mais objetivo
– Pôr a escrita em dia! O repórter não deixou passar a gaffe:
- Mas, na Marinha não há Generais!
- Ai não que não há – insistiu o contador da história.
- Então quem é que manda nos barcos? Anda tudo à rédea solta? Já lhe disse que ele era General porque tinha uma farda cheia de galões. Era sim senhor general. Se insiste com essa casmurrice não conto mais nada! Vocês é que sabem tudo, contem vocês.
- Meu caro amigo não se enxofre. Bote lá um general da Marinha.
- Ah- Bom!

Com a chegada dos bombeiros tudo mudou. Uma chuva começou a sair das agulhetas, o coxo fugiu, o cego foi levado pelo INEM, ainda de óculos escuros. Os repórteres da TIC regressaram ao estúdio. À noite, no telejornal, o anúncio de fogo não foi ilustrado com imagens. Passou em rodapé numa frase seca: Fogo em Lisboa, uma casa ardeu no Alto Pina.

Os dois amigos bem esperaram pela sua preciosa colaboração. Mas nada! Ao fim da noite, o mais letrado dos dois afirmou: Isto é tudo pessoal do norte, carago!

A. Raposo e Lena



Os autores deste episódio



quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Um árbitro sem escrupulos, que deve ser banido da arbitragem europeia! Eis o senhor Sergei Karasev de seu nome. Roubou descaradamente a equipa portuguesa do Sporting CP e defraudou as legitimas certezas de um bom resultado aos seus atletas perante o Schalke 04. E assim a Champions League perde credibilidade. Porque é impossível lutar de igual para igual com equipas de países grandes

Um árbitro sem escrupulos, que deve ser banido da arbitragem europeia!
Eis o senhor Sergei Karasev de seu nome.
Roubou descaradamente a equipa portuguesa do Sporting CP e defraudou as legitimas certezas de um bom resultado aos seus atletas perante o Schalke 04.
E assim a Champions League perde credibilidade.
Porque é impossível lutar de igual para igual com equipas de países grandes

Eduardo Barroso
 
Champions League Schalke 04/Sporting CP = 4-3

"Houve dinheiro e condicionamento dos árbitros" Médico e ex-dirigente do Sporting afirma que penálti assinalado foi uma decisão premeditada.

Eduardo Barroso, antigo presidente da mesa da Assembleia Geral do Sporting, insurgiu-se esta quarta-feira contra a exibição do árbitro Sergei Karasev, que assinalou um penálti a favor do Schalke 04 já na reta final da partida de ontem e que permitiu a vitória dos alemães sobre os “leões” (4-3). “É evidente que houve dinheiro e condicionamento dos árbitros, isto não pode ser. Nós sabemos como isto é.

Não é possível cometer um erro daqueles sem ser premeditadamente. Lá estou eu com a mania das perseguições, mas a verdade é que não temos sorte com as arbitragens em Portugal e no estrangeiro”, acrescentando que Jonathan Silva, autor do penálti, “tinha a marca da bolada na cara”, afirmou em declarações à Rádio Renascença.

O antigo dirigente falou mesmo em “máfia russa no seu melhor” e explicou que este tipo de situações só prejudicam o futebol porque “não se pode acreditar no futebol”. Apesar do Sporting se encontrar no último lugar do grupo G,

Barroso acredita no apuramento do clube lisboeta para os “oitavos” da liga milionária, pois o Sporting “vai ficar em 2º lugar. Vai ganhar em casa e não perderá em Londres [diante do Chelsea]”, concluiu

Eduardo: estou contigo nas tuas opiniões
Há possibilidades de vermo-nos em breve.

“No Palco da Saudade”. Rubrica semanal de Salvador Santos e, hoje nela, recorda a figura do grande comediante Henrique Santana. É o Teatro no Bancada Directa

“No Palco da Saudade”.
Rubrica semanal de Salvador Santos e, hoje nela, recorda a figura do grande comediante Henrique Santana.
É o Teatro no Bancada Directa

“No Palco da Saudade”
Texto inédito e integral de Salvador Santos (Teatro Naciconal de São João. Porto)

HENRIQUE SANTANA
O teatro de revista e a comédia ligeira não tinham segredos para ele, que escreveu, encenou, representou e produziu alguns dos melhores espectáculos do género na segunda metade do século XX.

Filho do actor Vasco Santana e da actriz Arminda Martins, sobrinho dos consagrados autores José e Luís Galhardo, neto do mestre de carpintaria teatral Henrique Santana, foi no Teatro Éden, na oficina do avô que se deixou apaixonar pelos mistérios do teatro, tinha oito anos.

O seu destino seria inevitavelmente o espectáculo, tendo-se estreado como actor quando atingiu a maioridade apesar de alguma resistência dos pais, ao mesmo tempo que se iniciava na escrita dramatúrgica, faceta essa que resultou em mais de meia centena de textos originais e inúmeras traduções de peças estrangeiras, que foram êxito comercial nos nossos palcos.
Henrique Santana era filho de outro grande actor:Vasco Santana. É caso para dizer que filho de peixe sabe nadar".

Depois de alguns textos humorísticos curtos, que mais tarde viria a utilizar nalgumas revistas, Henrique Santana escreveu a sua primeira comédia em meados de 1957, que deu a ler a seu pai com grande receio da sua opinião. Vasco Santana, depois de ler a peça, ficou tão agradavelmente surpreendido com o humor e a desenvoltura da escrita que decidiu começar de imediato a ensaiar com ela um novo espectáculo.

E foi tão rápida a sua decisão que, dois meses após a primeira leitura da peça, a sua estreia acontecia no Teatro Monumental, com o título “Um Fantasma Chamado Isabel”. A estreia do espectáculo foi um enorme sucesso, mas quis o destino que o grande Vasco Santana fosse substituído quinze dias depois, vítima de doença de fígado, tendo morrido meses depois de colapso cardíaco quando convalescia de uma intervenção cirúrgica.
Antes da sua estreia como dramaturgo, Henrique Santana tinha já feito o seu baptismo como actor, em 1948, na peça “O Melhor do Mundo”, a que se seguiram as comédias “Luta Livre, o Campeão” e “Do Céu Caiu Uma Velha”, para a empresa de Piero Bernardon. Por sua iniciativa, seria então criada poucos anos depois a Companhia Vasco Santana, por si dirigida, onde acumulava diversas funções, entre as quais a de diretor de montagem, que viria a transformar numa das mais bem-sucedidas empresas teatrais do início da década de 1950.

São de produção dessa companhia os populares espectáculos “O Conde Barão” e “O Caso Barton”, onde trabalhou pela primeira vez com a filha de Maria Matos, a também actriz e encenadora Maria Helena Matos, por quem se apaixonou e com quem viveu uma linda história de amor até ao fim dos seus dias. Após a morte de seu pai, Henrique Santana explorou cada vez mais os seus dotes de dramaturgo, assinando a autoria de muitas peças, algumas delas em parceria com Ribeirinho, como foi o caso da comédia “Três Em Lua de Mel”, que registou um sucesso extraordinário em 1961, numa produção da Companhia de Teatro Alegre, que fundou com sua mulher.

Esta peça proporcionou ao actor a sua maior digressão de sempre, entre as muitas que organizou, levando-o a quase todas as cidades do continente português, aos arquipélagos dos Açores e da Madeira e às antigas colónias de Angola e Moçambique, empreendimento que entendia ser dever de todas as companhias teatrais. Este grande sucesso popular foi também a porta de entrada de Henrique Santana na RTP, que surgira poucos anos antes.
Outro grande êxito de Henrique Santana: a peça "Aqui Há Fantasmas"

Entre esta e outras peças e os mais diversos programas de humor produzidos para a estação pública, em que participou como actor e autor, destaca-se naturalmente a transposição para o pequeno ecrã de outros dois grandes êxitos que são recorrentemente recordados no Canal RTP Memória. Referimo-nos às comédias “Aqui Há Fantasmas” e “O Gato”, ambas por ele protagonizadas, que são o melhor exemplo da sua comicidade e capacidade criativa, entretanto evidenciadas no teatro de revista onde se estreou como autor em 1960 com “Acerta o Passo”.

O teatro de revista foi, aliás, o género em que Henrique Santana mais se envolveu na recta final da sua carreira, de que destacamos quatro espectáculos entre as dezenas em que participou como actor e autor. Um deles estreou com um título e de um dia para o outro passou a designar-se de forma diferente.

Referimo-nos a “Ver, Ouvir e Calar”, que estava em cena na noite de 24 de Abril de 1974, quando a rádio emitiu a canção de Zeca Afonso que foi sinal para o arranque da mudança que o país há muito esperava. Nesse momento, um pesadelo que durava há quase meio século iria acabar, enquanto nascia e tomava forma o sonho de uma Pátria livre da opressão e do medo. E, de um dia para o outro, aquela revista passaria a chamar-se “Ver, Ouvir e… Falar”.
Uma foto para a posteridade: pai e filho

Os outros três espectáculos que elegemos com as melhores criações de Henrique Santana no teatro de revista são “Até Parece Mentira”, “Força, Força, Camarada Zé” (onde interpretou a excelente rábula “A Visita da Velha Senhora”, que não era senão uma velha autoritária e agressiva que dava pelo nome de Dona Reação…) e “Não Há Nada Para Ninguém”, que esgotaram lotações durante largos meses no Teatro Maria Vitória.

Em 1993, escreveu um livro dedicado a seu pai, chamado “A Gaveta dos Manguitos”, onde, com muito humor e mal dizer, contou histórias da sua vida; vida que seria bruscamente interrompida, aos 71 anos, em 1 de Julho de 1995, um ano depois de ter sido agraciado pelo Presidente da República com a Ordem de Sant’Iago da Espada.

Salvador Santos
Teatro Nacional de São João. Porto
Porto. 2014. 10. 21

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Depois de dar quatro voltas ao mundo a passear neste ano de 2014, Nuno Crato enfrenta agora o doloroso caminho da sua recta final como ministro.. Mais do que certo!.....

Depois de dar quatro voltas ao mundo a passear neste ano de 2014, Nuno Crato enfrenta agora o doloroso caminho da sua recta final como ministro.
Mais do que certo!.....

No trágico legado de Nuno Crato evidencia-se o desamparo da escola pública.

O ainda ministro, e escrevi-o antes de o ser, revelava duas características decisivas: desconhecimento do sistema escolar e associação, por ideologia (penso eu), ao lado pior das cooperativas de ensino.

Está tudo, infelizmente, comprovado. O desconhecimento do sistema escolar levou-o a não defender a escola pública dos preconceitos e das inverdades da forte agenda "tudo está mal numa escola pública dominada por sindicatos".

Nunca se tinha visto um ministro assim e mais ainda num tempo de troika com a escola pública como alvo primeiro duma administração central controlada por "gaspares e rosalinos".

  Os preconceitos de Crato levaram-nos a deixar em roda livre o tal núcleo das cooperativas que, por manifesta incompetência técnica, derrubou a pouca credibilidade que restava a Nuno Crato. Fica a ideia, para animar a consciência dos optimistas iniciais, que AirCrato acordou tarde para o vírus do experimentalismo.

O que resta é penoso. Nunca um ministro da Educação se arrastou no lugar com tanta desconsideração mediática.

Este texto é da autoria do Dr.  Paulo Trilho Prudencio  (Correntes)

Incompetente até dizer chega. Mas é um ás a viajar de avião em grande escala. Crato acusado de viajar em demasia quando o seu ministério vivia momentos de crise. Rir-se-à quando deixar a função

Incompetente até dizer chega.
Mas é um ás a viajar de avião em grande escala.
Crato acusado de viajar em demasia quando o seu ministério vivia momentos de crise.
Rir-se-à quando deixar a função

As ausências do ministro da Educação no estrangeiro são motivo de crítica interna no Governo.

Em plena crise da colocação dos professores, o facto de Nuno Crato ter saído do país - para participar num encontro informal, em Milão, sobre Telecomunicações - levantou vários sobrolhos ministeriais. Com o Ministério a arder, foi considerada "estranha" a ausência do "responsável político" por um dos piores arranques do ano letivo da história.

A viagem a Itália apanhou de surpresa a própria equipa da Educação. E, dentro do próprio Governo, houve quem questionasse Crato sobre a necessidade de manter a deslocação, sobretudo quando esta coincidia com o arranque da segunda tentativa de colocação de professores, depois do desastre ocorrido com o primeiro concurso.

Em vésperas de um dia D, a saída do ministro para o estrangeiro caiu mal. Mas Crato não cedeu e foi mesmo para Milão. As críticas às ausências de Crato não são, porém, de agora. Em plena sétima avaliação com a troika, quando o Governo preparava o corte de 4 mil milhões de euros na despesa, o ministro foi criticado por fazer "uma autêntica volta ao mundo".
Esteve no Chile, no Brasil e na China, numa ausência que se estendeu por três semanas. As Finanças não esconderam o seu desagrado por não poderem contar, nos trabalhos de preparação dos cortes, com o responsável do Ministério com maior peso na despesa com pessoal de toda a Administração Pública.

A equipa de Vítor Gaspar ficou "furiosa" e, na altura, fê-lo saber. Preparava cortes e programas especiais de rescisão de funcionários e o ministro que representa um quinto dos trabalhadores no Estado estava fora. Pior, as notícias mostravam-no a inaugurar um radiotelescópio a "2635 m de altitude", o que lhe permitiu observar "a região desértica e um pôr do sol único".

sábado, 18 de outubro de 2014

A minha cronica de Fim-de-semana. É um caso de ter vertigens ou não….Antonio Pedro Vasconcelos diz que os seus “Os gatos não têm vertigens”. Certo e concordo. Mas o meu gato, o senhor Neves, só tem vertigens no regresso a casa, porque na ida tudo bem. É um caso de uma má (ou boa) influencia feminina para saltar da varanda.

A minha cronica de Fim-de-semana.
É um caso de ter vertigens ou não….
Antonio Pedro Vasconcelos diz que os seus “Os gatos não têm vertigens”. Certo e concordo.
Mas o meu gato, o senhor Neves, só tem vertigens no regresso a casa, porque na ida tudo bem.
É um caso de uma má (ou boa) influencia feminina para saltar da varanda.

Eu conto a historia com mais ou menos salero da minha vizinha roquetana. É a Consuelo, nome igual ao que usam as muitas espanholitas andaluces. Já “senhor Neves” é um apelido nada comum a um gato de origem asiática, mas não tão parvo assim.

Gosta do que é bom e atraente tal como a Consuelo. E é correspondido. Também não sei qual o tipo de comida que ela lhe dá, mas que ele gosta lá isso é verdade. Vem sempre a lamber-se. E eu fico admirado com tanta traição na nossa amizade. A minha mulher ri-se com graça. Diz ela que o gato tem amigas brancas e loiras e eu tenho amigas negras de pele e cabelo caídos até à cintura.
Senhor Neves. Em carne e osso. Com vertigens no regresso a casa. Na ida tudo bem. A Consuelo espera-o

A minha varanda dista uns dois metros da da minha vizinha. Como a varanda é virada a norte, mais protegida pela chuva vinda do meridião e que é muito comum entre Abril e Julho, é lá que está o caixote das necessidades do gato e uma das portas da varanda está sempre entreaberta. De noite o bichano dorme na cozinha, quando se lembra de ficar em casa.

As varandas situam-se no 7º piso e um salto de 2 metros de distancia é um figo para o senhor Neves. E ele quando salta da minha varanda para a da Consuelo vertigens é uma coisa que ele não tem. Os cristais existentes no cerebro bastante desenvolvido nos gatos, ficam indiferentes ao salto do senhor Neves. O pior é quando ele quer regressar pelo mesmo caminho.

Aqui já funciona o sindrome de Prosper Meniére, os cristais bailam quando ele mede a altura, os ouvidos a estalarem de uma surdez agressiva e a sua cabeça gira tanto como a roda do programa “O Preço Certo”.

Naturalmente não regressa a casa. A Consuelo ouve os seus miados de desespero, recolhe-o e só o entrega depois da minha mulher ir lá falar com ela. Eu não tenho ordem. Não vá eu ter alguma vertigem……..
Uma vez quando a minha mulher lá foi buscar o gato, a Consuelo mandou-a entrar e pensou que o bichano estava na varanda. Qual foi o seu espanto quando passou pelo quarto de dormir e viu que a cama ainda estava desfeita e o senhor Neves dormia todo descansado no meio dos lençóis. Posteriormente a Consuelo contactou-me para ver se eu lhe vendia o senhor Neves. Claro que eu recusei.

O senhor Neves já não vai voltar a Roquetas. Vai ficar hospedado num hotel canil/gatil na Ericeira quando eu estiver ausente. Não morre pela certa pelo exiguo tamanho da jaula.

Com respeito à Consuelo também eu gostava de ter vertigens quando regressasse de sua casa.

Obrigado Pela Sua Visita !