BANCADA DIRECTA: Setembro 2014

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Bruxelas ficou incomodada com o paupérrimo aumento de 20 euros no Salário Minimo Nacional. E ainda por cima têm o desplante de dizer que este aumento é apenas temporário. Mas afinal quem manda cá na nossa terra?

Bruxelas ficou incomodada com o paupérrimo aumento de 20 euros no Salário Minimo Nacional. 
E ainda por cima têm o desplante de dizer que este aumento é apenas temporário. 
Mas afinal quem manda cá na nossa terra? 

SMN e 'mata-ratos'… 

O aumento do salário mínimo acordado entre o Governo e (alguns) parceiros sociais parece ter ‘incomodado’ Bruxelas. Não vou tecer considerações sobre a justeza desta medida (que muitos portugueses consideram tardia e exígua). 

Mas a reacção de Bruxelas, através do porta-voz do comissário europeu para os asssuntos económicos e financeiros, Simon O’Connor, é simplesmente nauseabunda . Mais uma vez invoca-se a competitividade e o emprego para justificar e impôr ou fazer reverter medidas. 

Em momento algum, nestes últimos 3 anos, Bruxelas foi capaz de se interessar e opinar sobre o empobrecimento brutal a que fomos submetidos e a destruição sistemática do País (e não só da competitividade e do emprego). 

Mas o porta-voz europeu aparece muito lampeiro a desqualificar o tímido aumento do salário minímo classificando-o como “temporário”, parecendo apostado em revertê-lo na próxima ‘acção de vigilância’ da troika, prevista para a 2ª. quinzena de Outubro . 

Para conhecimento de Bruxelas e ilustrar o próximo controlo da brigada mista (FMI/UE/BCE) seria oportuno recordar-lhes que existiram, em Portugal, há alguns anos atrás, duas marcas de cigarros baratas e populares: ‘Definitivos’ ‘Provisórios’. 
A competitividade nascente e crescente do final do século XX deu cabo de ambas… O povo chamava-lhes com a sua argúcia e premonição de: ‘mata-ratos’! 

Os cigarros foram-se (morreram) mas os ratos continuam a incomodar e visitam-nos regularmente..

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Rosa Amélia. uma mulher de armas e sempre fiel aos seus amores: o Benfica, o PS e a fé católica. Veio sozinha da Figueira da Foz para saudar Antonio Costa



Primárias do PS

Uma mulher de armas consegue sempre os seus intentos


Ponto prévio: temos cinco minutos e 47 segundos para narrar um enredo que vitoriou Costa nas primárias do PS. Mas a reviravolta deste argumento acontece no fim, quando Rosa Amélia surge para reclamar o papel de heroína (ela tem três amores: o PS, o Benfica e a sua santa Igreja). Nota para o leitor: tem de ver até ao fim para entender porque há Sophia Loren neste relato.

Fonte: Semanário Expresso


Ver o vídeo e o desenvolvimento clicando aqui http://expresso.sapo.pt/uma-mulher-de-armas-consegue-sempre-os-seus-intentos=f891443

Pequeninos no tamanho e no poderio económico, mas grandes na alma e na coragem. Alemanha derrotada sem apelo e nem agravo.

O Desporto no Bancada Directa. Portugal. Campeão Europeu de Tenis de Mesa em equipas.

Pequeninos no tamanho e no poderio económico, mas grandes na alma e na coragem. Alemanha derrotada sem apelo e nem agravo.



Os números da realidade sempre expectáveis desde o prinicipio.

Os números da realidade sempre expectáveis desde o prinicipio. 

 
 E agora tocar a unir esforços, vontades e competencias para derrotar esta direita perniciosa.

sábado, 27 de setembro de 2014

Alabardas, alabardas. Espingardas, espingardas. Isto escreveu Saramago. Eu digo que por aqui não haverá mais virgens (2) Quero lá saber da forma como ele recebeu………Só sei que qualquer verdade tem sempre uma mentira a acompanhar. Quando se trata de um mentiroso, claro!

Alabardas, alabardas. Espingardas, espimgardas. Isto escreveu Saramago. Eu digo que por aqui não haverá mais virgens (2) Quero lá saber da forma como ele recebeu………
Só sei que qualquer verdade tem sempre uma mentira a acompanhar. 
Quando se trata de um mentiroso, claro! 

Isto tudo parece conversa de chinês. Mas não é! Trata-se do filme norte americano "Doze é demais".

A verdade da mentira 

Um advogado tinha 12 filhos. 

Precisava de sair da casa onde morava e de alugar outra, mas não conseguia por causa do montão de crianças. Quando dizia que tinha 12 filhos, ninguém queria alugar, pois temiam que a criançada iria destruir a casa. 

Não podia dizer que não tinha filhos, porque não podia mentir. É que os advogados não podem mentir! Estava mesmo a desesperar, pois o prazo para mudar já estava quase no fim. 

Felizmente, porém, ocorreu-lhe uma ideia brilhante: mandou a mulher ir passear no cemitério com 11 filhos. Pegou no filho que sobrou e foi ver casas, juntamente com o agente da imobiliária. Gostou de uma e, quando o agente lhe perguntou quantos filhos tinha, respondeu que tinha 12. 

O agente indagou: 
- Onde estão os outros?! 

O advogado respondeu, com um ar muito triste: 
- Estão todos no cemitério, mais a mãe. E foi assim que conseguiu alugar uma casa sem mentir... 

Moral da história: 
Não é necessário mentir, basta escolher as palavras certas.

Alabardas, alabardas. Espingardas, espingardas. Isto escreveu Saramago. Eu digo que por aqui “não haverá mais virgens!”

Alabardas, alabardas. Espingardas, espingardas. 
Isto escreveu Saramago. 

Eu digo que por aqui “não haverá mais virgens!” 

A mim não me importa se recebeu ou não, só quero saber quanto recebeu de despesas de representação, porque as empresas com este sistema fugiam ao pagamento de salários. 

A pergunta era "recebeu ou não?" Agora, passou a ser "quanto recebeu?" 

O primeiro-ministro disse que queria esclarecer tudo no debate quinzenal, mas a oposição ficou sem saber quanto e como o ex-deputado Passos Coelho terá recebido da organização com qual admitiu ter colaborado. 

Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos. 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Regresso para votar nas primárias. No mesmo dia estarei de volta

Regresso para votar nas primárias. 
No mesmo dia estarei de volta. 
Hoje aproveito e dou uma vista de olhos sobre detalhes do que se está passando. 
E por aqui a temperatura sobe até aos 36 graus. 
Terra diferente para melhor. Gosto. Vive-se melhor 
O Governo PSD/CDS vai demonstrando que está esgotado, ora resolvendo com folhinhas de Excel o caos que apenas uma aplicação como o Citius quando funcionava poderia resolver, ora com pedidos de desculpa na vez das demissões que se vão adiando, ora com as estatísticas de um descalabro económico e social que o optimismo completamente consumido da sua propaganda e o seu exército de comentadores já não conseguem disfarçar. 

O PSD quer manter-se no poder e sabe que dificilmente o conseguirá com Pedro Passos Coelho. Que jeito daria se caísse agora. Houve denúncia anónima. 

Que jeito daria apresentar-se a eleições, deixa cá ver, por exemplo com alguém como Rui Rio no seu lugar. António Costa, o António mais bem posicionado para ganhar a corrida no PS, até fez o favor de assumir publicamente que um entendimento com o PSD de Rui Rio é uma ideia que lhe agrada muito.

E é uma ideia que com toda a certeza ainda agradará mais a Cavaco Silva, que poderá sair do seu torpor a qualquer momento. 

Não é todos os dias que surge uma oportunidade destas para insuflar uma coligação com expressão parlamentar suficiente para rever a Constituição e pulverizar o que ainda resta do que conquistámos em democracia. 

Já vimos de tudo, é impossível prever se Passos Coelho resistirá a mais esta ou não. Mas que faz sentido que caia agora, quer-me cá parecer que sim. Seria a forma mais airosa de aguentar o regime durante mais uns tempos. 

Pelo menos até que não sobre nada que valha o suficiente para alimentar a fome de poder do centrão que nos tem a saque. 
 E por aqui no dia de hoje os areais estão cheios, as pessoas andam de calções e a temperatura ronda os 36º. 

Gosto mas não esqueço Sintra

É o próprio que afirma por escrito que foi Deputado em regime de exclusividade. Logo.............

É o próprio que afirma por escrito que foi Deputado em regime de exclusividade. 
Logo.............
Isto tudo é um divertimento, porque a Procuradoria Geral da República não investiga ilicitos criminais que já tenham prescrevido



Mas esta decisão da PGR já se sabia que ia acontecer. Cumpriu-se o que está na Lei quanto a casos prescritos.

E Passos Coelho ao envolver a PGR no caso, já sabia que  era este o desfecho em perspectiva e era uma forma de atrasar a revelação da verdade que todos nós esperamos.

Se não for feita perde o próprio, perde o país e cada vez será maior a pouca credibilidade que os politicos têm

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Partido Socialista. Eleições primárias . 28 de Setembro

Publico esta mensagem de Antonio José Seguro apenas por solidariedade partidária. Sabe-se, e disso tenho dado conhecimento neste blogue, que sou apoiante de Antonio Costa.

Domingo estarei na Portela de Sintra, meu local de voto, para exercer o meu direito de votar.


O futebol português anda pelas ruas da amargura. O jornalista Fernando Correia diz de outra forma: o futebol português vai prescrever

O futebol português anda pelas ruas da amargura. 
O jornalista Fernando Correia diz de outra forma: o futebol português vai prescrever 

O futebol português vai prescrever 
Artigo de Fernando Correia ( escrito antes de 17 de Setembro) 

Não há respeito!
Não há dignidade! 
Não há organização! 
Não há metodologia! 
Não há quem mande a sério! 

 Pelo menos é isto o que se infere das sucessivas decisões mal tomadas pela direcção da FPF, da qual fazem parte alguns nomes carismáticos do futebol português que teriam, no minimo, o dever de aconselhar bem o presidente e não serem vices de papel e honraria e, quiçá, de alguma verba compensatória mensal. Não afirmo porque não sei, embora seja licito esperar que, na estrutura federativa haja gente remunerada 

De resto, a originalidade começa no facto de termos um vice presidente da Federação que, durante um Campeonato do Mundo, agrediu um árbitro, o que como exemplo não se recomenda. 
Rei morto..........

Agora e depois da promoção, dos elogios, e do alargamento de funções do seleccionador nacional, e, também do acto de responsabilização clinica, numa atitude publica que há-de ficar para a história do nosso futebol, eis que surge o primeiro jogo de de qualificação para o Europeu de 2016 que há-de ter a França como sede da sua rwealçização. E que aconteceu?. Já todos sabem derrota por 1/0 e dispensa de funções acordada com Paulo Bento. 

 Como sucessão de acontecimentos a rondar o incrivel e o absurdo, não se poderia desejarmelhor. Afinal é o futebol português em grande, a dar noticias ao mundo interessado e a reafirmar a sua incompetencia e a sua incoerencia 

O que se seguirá? Não é facil imaginar, porque este tipo de procedimentos aconselha a que tenhamos alguma calma e que estejamos preparados para o pior. Lembro os leitores que no dia em que escrevo esta crónica ainda não sei quem será o novo seleccionador nacional. 
Rei posto!

Toda esta confusão faz lembrar o estado caótico em que se encontra a Justiça em Portugal, com um novo quadro de distribuição de Tribunais, que ninguém entende, com excepção das ministra Teixeira da Cruz, e que está a originar situações dificeis de resolver, em nome de uma reforma que a ser feita nunca deveria ser assim. 

Como já estamos habituados à prescrição de determinados processos, não é de admirar que mais alguns fiquem no tinteiro da justiça, agora por causa da confusão reinante 

Tal como no futebol 

Fernando Correia 
Fernando Correia escreve no "Jornal Daqui" do Concelho de Mafra a quem agradecemos 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O Teatro no Bancada Directa onde o nosso homem do teatro Salvador Santos apresenta a sua rubrica semanal “No Palco da Saudade”. Hoje debruça-se na recordação de Jaime Salazar Sampaio

In memoriam
Jaime Salazar Sampaio nasceu em Lisboa em 5 de Maio de 1925 e faleceu nesta mesma cidade em 13 de Abril de 2010
Foi um engenheiro, silvicultor, poeta, romancista ficcionista, autor dramático, tradutor e animador cultural

O Teatro no Bancada Directa onde o nosso homem do teatro Salvador Santos apresenta a sua rubrica semanal “No Palco da Saudade”. 
Hoje debruça-se na recordação de Jaime Salazar Sampaio 


“No Palco da Saudade” 
Texto inédito e integral de Salvador Santos. (Teatro Nacional de São João. Porto) 


JAIME SALAZAR SAMPAIO 

Extremamente influenciado pelo teatro do absurdo, a sua obra como dramaturgo constituiu acima de tudo um ato de resistência contra a censura do antigo regime, o que justifica em parte a ambiguidade e o hermetismo dos seus textos produzidos antes da Revolução de Abril. 

Como romancista, o inconformismo da sua escrita assume contornos intermédios entre a inspiração surrealizante e a simplicidade da literatura infantil. E como poeta, o seu trabalho é composto por poemas relativamente breves, de grande rigor prosódico, que tematizam o confronto entre um tempo e um espaço perdidos e um presente que releva da incompletude e da frustração. Pode ser este, em suma, o retrato de um escritor que se consagrou sobretudo como dramaturgo, sucesso comprovado pelo facto de a quase totalidade das suas peças ter sido já representada. 
O teatro constituiu de facto a grande linha de criação de Jaime Salazar Sampaio, mas foi com a poesia que ele se iniciou na literatura, ao mesmo tempo que ia publicando diversos estudos sobre questões económicas relacionadas com a silvicultura – área em que se formou como engenheiro em Lisboa, a que se seguiu o doutoramento na Universidade de Sorbonne –, que foi, aliás, a sua principal ocupação profissional. A escrita teatral manifestou-se um pouco mais tarde e de uma forma muito curiosa. Um dia escreveu umas quantas linhas numa folha de papel, que pretendiam ser o início de uma peça de teatro. Guardou a folha de papel numa gaveta e de vez em quando lia o que lá estava. 

E durante largos meses foi este o seu único esforço de criação daquela peça, em estado de incubação, como se aguardasse uma qualquer chamada vinda dos palcos. E essa chamada chegou, tendo por mensageiro o encenador Artur Ramos, que andava a preparar um espetáculo para o Teatro Nacional D. Maria II constituído apenas por peças de pequeno formato de jovens autores, que se viria a chamar “Teatro de Novos Para Novos”. 

À pergunta «Tens alguma peça em 1 ato pronta?», Jaime Salazar Sampaio respondeu descaradamente que sim, e, uma semana depois, aquela folha de papel que continha umas quantas linhas que pretendiam ser o início de uma peça de teatro, transformara-se no seu primeiro texto dramático, que subiu a cena com o título “Aproximação”. Mas apesar deste seu encontro inicial com o público de teatro não ter corrido nada mal, a verdade é que só voltou a escrever teatro dezasseis anos depois, em 1961, com “O Pescador à Linha”, que o consagrou definitivamente como dramaturgo. 

Com recurso às técnicas de teatro dentro do teatro e de desmistificação da convenção teatral, manejando habilmente técnicas teatrais não-textuais, colocando em derrisão o discurso lógico e evidenciando o absurdo da condição humana, “O Pescador à Linha” assinala a marca de Pirandello no teatro de Jaime Salazar Sampaio, visível em grande número das suas obras. 

Se bem que o ritmo e a linguagem da sua escrita teatral acabariam por aproximar-se do teatro beckettiano, o que é notório na peça “A Batalha Naval”, pela dialética das personagens isoladas em discurso circular e pela abstração dos protagonistas, que estreou com assinalável sucesso na Casa da Comédia, em 1970. 
Antes deste grande triunfo no teatrinho de bolso das Janelas Verdes, em Lisboa, Jaime Salazar Sampaio havia sido uma vez mais representado no Teatro Nacional D. Maria II, em 1969, com “Os Visigodos”, peça escrita um ano antes e que denunciava os graves problemas socioeconómicos enfrentados por Portugal naquela época, sofridos muitas vezes de forma dramática pela esmagadora maioria das pessoas das classes mais baixas, vítimas involuntárias de uma feroz política repressiva que as impedia de assumir uma postura crítica. 

E foi essa mesma política que o afastou dos palcos nos anos seguintes. Só mesmo com a mudança do regime, em abril de 1974, é que as suas peças regressaram a cena, destacando-se de entre elas, “Fernando (Talvez) Pessoa”, estreada em abril de 1983 no Nacional de Lisboa, numa felicíssima encenação de Artur Ramos. 
O serviço prestado ao teatro por Jaime Salazar Sampaio estendeu-se também à tradução, sendo de sua responsabilidade a conversão para a língua portuguesa de alguns dos mais importantes textos de Beckett, Gorki, Edward Albee, Harold Pinter, Arthur Miller e Michel Deutsch, tendo sido ainda autor de diversos ensaios sobre dramaturgia e a prática teatral. 

Paralelamente, organizou diversos fóruns sobre as artes cénicas e colaborou durante duas décadas com a Sociedade Portuguesa de Autores na defesa dos direitos dos autores teatrais, o que justificaria, em 2005, a atribuição da medalha de honra daquela instituição, cinco anos depois de a Sociedade Portuguesa de Escritores o ter distinguido com o Grande Prémio do Teatro pela peça “Um Homem Dividido”. 
Entretanto, em 2003, a 27 de Março, data em que se celebra o Dia Internacional do Teatro, o Museu Nacional do Teatro homenageara Jaime Salazar Sampaio com a exposição “Percursos do Dramaturgo”, uma das iniciativas que mais o sensibilizaram ao longo de toda a sua vida, conforme teve ocasião de nos confidenciar três anos depois na estreia da sua peça “Árvores, Verdes Árvores”, levada a cena pelo Teatro Independente de Loures. Foi a última vez que tivemos o prazer de estar na sua companhia e de ver representar o seu teatro. 

A 13 de Abril de 2010, soubemos da sua morte. Tinha 84 anos. 

Salvador Santos 
Teatro Nacional da São João. Porto 
Porto. 2014. Setembro 18

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Como é que um homem que tem uma grave crise amnésica nos pode andar a governar? E nem é o caso de que no melhor pano cai a nódoa!......

 Passos Coelho e as trapalhadas legais 

Se o primeiro-ministro, ainda que virtual, se furtou ao dever de entregar no Tribunal Constitucional (TC) a declaração de rendimentos e património da cessação de funções de deputado, perdeu a legitimidade para exercer cargos públicos. 

Se o ora virtual primeiro ministro esqueceu se recebia ou não, o complemento de 5 mil euros de uma empresa de atividade duvidosa, de honestidade suspeita e de eficácia nula, não está em causa apenas o oportunismo e o caso de polícia que o tempo fez prescrever, revela o carácter pessoal e a ilegitimidade de quem alegadamente governa para exigir ao País os sacrifícios que o empobreceram. 

Não há maioria da Assembleia da República que possa eticamente esconder desmandos, a havê-los, que permitam a Passos Coelho esconder as contas bancárias de há 14 anos e de as ver confrontadas com o cumprimento das obrigações fiscais. 
Fiscalmente, os crimes prescrevem mas, politicamente, ficam como nódoa indelével da conduta de quem os praticou. Pode Passos Coelho ser um caso de amnésia recorrente e não pode deixar de ser ele o primeiro a querer esclarecer as graves acusações de que foi alvo. 

Com o PR alheado do país, não pode ficar sob suspeita o cidadão que, na aparência, é quem nos governa. Um módico de decoro exige que o acusado dê explicações ao país e justifique a calúnia de que é alvo. Estamos perante um dos raros casos em que o ónus da prova se inverte, mantendo-se no cargo. 

Não adianta pedir desculpa pela não entrega da declaração no TC nem levar à demissão um contínuo da AR que se terá esquecido de a entregar. Ministros a pedirem desculpa pela incompetência e subalternos a demitirem-se por sua conta, já cansam. Passos Coelho tinha 60 dias para entregar a declaração aos juízes do TC e já lá vão quase 15 anos. 

Espera-se a demissão de um dos seus motoristas. 

Bancada Directa / Ponte Europa 

Eu bem andava desconfiado que este homem com o seu sistema de “salsicha governativa encolhida e apertada” aplicava-o na “Educação” cá da rapaziada

Eu bem andava desconfiado que este homem com o seu sistema de “salsicha governativa encolhida e apertada”  aplicava-o na “Educação” cá da rapaziada 

O primeiro-ministro reconheceu que País ainda está a recuperar de atraso do sistema educativo. E criticou o facilitismo: "Aumentar a chamada salsicha educativa não correspondeu a um aumento da qualidade educativa". 

No discurso de encerramento da cerimónia de abertura do ano letivo no Conselho Nacional de Educação, Passos Coelho falou do atraso na qualificação de gerações como a sua em que "muitos nem o 9.º ano terminaram" e do "esforço que tem sido feito para melhorar a sua qualificação". 

Alertando, no entanto, que "é importante que o resultado final corresponda a um aumento da qualidade do ensino". 
"Sabemos que ainda temos um caminho longo a percorrer, porque sabemos melhor do que ninguém que aumentar a chamada salsicha educativa não é a mesma coisa que ter um bom resultado educativo. 

Foi assim que no passado a generalização de novos graus de ensino não correspondeu a um salto qualitativo mais exigente no produto escolar". 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Retrato da arte de ser popularista e daí tirar proventos substanciais

Retrato da arte de ser popularista e daí tirar proventos substanciais 

«(...) O antigo bastonário foi mestre na mais fina arte populista: a caça ao voto com o tiro aos políticos. O que é surpreendente nesta história é que Marinho não tenha sequer aguentado 3 meses sem se revelar, ele mesmo, a mais perfeita representação dos políticos que caricaturava. 

Marinho Pinto pediu os votos para o MPT, que hoje admite ter usado apenas como barriga de aluguer, apresentando-se como de esquerda, apesar de hoje estar integrado no grupo europeu dos liberais. Bem sabemos que foi uma solução de recurso. Os Verdes europeus - a primeira escolha - é que não levaram muito a bem a declarações homofóbicas do então candidato português. 

Marinho e Pinto prometeu ser um "formiguinha" em Bruxelas, mas já disse que não cumprirá o mandato para se poder candidatar às legislativas e, logo a seguir, às presidenciais. O formigueiro de Bruxelas não era senão um trampolim político . Marinho Pinto foi eleito porque denunciava os privilégios dos políticos, os seus salários e regalias. 
Cresceu com o "são todos iguais". Hoje, acha que o salário de eurodeputado é "vergonhoso" mas que, por via das dúvidas, vai mantê-lo até saber se consegue ser eleito deputado nacional. Um sacrifício pela pátria, está visto, já que o salário de bastonário, €4800, "não dá para muito", e muito menos o de deputado nacional, muito abaixo desse valor. E é assim que, em pouco mais de três meses, Marinho e Pinto consegue contrafazer tudo o que prometeu em campanha. 

O seu populismo revelou-se inversamente proporcional ao contributo político que teve para oferecer. Ainda não vimos o deputado europeu a lutar por menos impostos, por salários dignos, por mais direitos. Até agora, só a atrocidade de lamentar um salário de €4800 no mesmo país em que a média das pessoas não ganha mais de €900, e que mais de meio milhão vive com €485 mensais. 

O populismo que toma os políticos como um todo, que se alimenta do descontentamento popular oferecendo respostas fáceis, exagerando os factos, encontrando bodes expiatórios, em nada contribui para a democracia. 

domingo, 21 de setembro de 2014

"Trova do vento que passa". Poema de Manuel Alegre. Melhor dizendo é o tempo que por aí vem após as primárias do dia 28

E a poucos dias de Antonio Costa ter a possibilidade de dar uma nova vida ao Partido Socialista vale a pena recordar um poema do nosso amigo Manuel Alegre


































O meu Domingo musical. O grupo Pena Flamenca de Roquetas de Mar. São amadores e trabalham nos hoteis de Roquetas. Extraordinária a voz do moço cantor com uma voz especial para estes cantos

sábado, 20 de setembro de 2014

O Desporto no Bancada Directa. E desporto de qualidade internacional. Na Ericeira vai ter lugar o WCT Junior. É o Campeonato Mundial de Surf na categoria de Juniores. De 24 de Outubro a 3 de Novembro vão ser dias intensos de surf do melhor

O Desporto no Bancada Directa. 
E desporto de qualidade internacional. 
Na Ericeira vai ter lugar o WCT Junior. 
É o Campeonato Mundial de Surf na categoria de Juniores. 
De 24 de Outubro a 3 de Novembro vão ser dias intensos de surf do melhor 

WCT JUNIOR DISPUTA-SE NA ERICEIRA 

De 24 de Outubro a 3 de Novembro, o Concelho de Mafra vai receber o campeonato mundial de juniores de surf, o primeiro com lugar na Europa. 

A concretização deste evento traduz o empenho da Câmara Municipal no reforço do posicionamento da Ericeira na rota do surf mundial e na divulgação das potencialidades da Reserva Mundial de Surf. 

Este campeonato que conta com a participação dos melhores surfistas masculinos e femininos sub-20 do mundo, tem um prize money de 150 mil dólares. 
Na Ericeira, conta-se com a presença de nomes com reconhecida experiência no panorama do surf internacional, como é o caso do brasileiro Filipe Toledo, os australianos Soli Bailey, Jacob Willcox e Cooper Chapman, os norte-americanos Kanoa Igarashi, Cam Richards e Parker Coffin, o sul-africano Dulan Lighfoot, as havaianas Tatiana Weston-Webb e Mahina Maeda , as norte-americanas Meah Collins e Tia Blanco e a neozelandesa e campeão em título Ella Williams. 

Estão reunidas, assim, todas as condições para uma semana de grande espectáculo na Reserva Mundial de Surf portuguesa, a primeira da Europa e a segunda

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Toda a beleza do folclore minhoto a mostrar-se em Lisboa. Espera-se grande afluencia nestes festivais

Sabado 20 de Setembro
Lisboa. Praça da Figueira

Domingo 21 de Setembro
Lisboa. Jardim Vasco da Gama. Belem


Sabado 28 de Setembro
Fernão Ferro

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

A actualidade do “Estado Islâmico”. Não há certezas de que a noticia seja verdadeira, mas a partir do jorrnal Daily Mail sabe-se que foi assassinada uma das duas jovens austríacas que se dedicavam ao recrutamento de jovens para engrossar as fileiras dos Jihadistas

 Samra Kesinovic (16 anos) e Sabine Selimovic (15 anos)

A actualidade do “Estado Islâmico”. Não há certezas de que a noticia seja verdadeira, mas a partir do jorrnal Daily Mail sabe-se que foi assassinada uma das duas jovens austríacas que se dedicavam ao recrutamento de jovens para engrossar as fileiras dos Jihadistas 

Eis os pormenores da noticia: 

Áustria Morta uma das 'caras' do recrutamento jovem para a jihad Uma das adolescentes austríacas que fugiram, em Abril deste ano, para se juntarem ao Estado Islâmico poderá ter sido assassinada, de acordo com o Daily Mail. 
As jovens serviam de 'modelo' para o recrutamento de raparigas da mesma idade. Samra Kesinovic, de 16 anos, e Sabina Selimovic, de 15, são duas adolescentes austríacas que, em Abril deste ano, fugiram das suas casas em Viena para se juntar ao Estado Islâmico e à sua causa. 

Não tardaram em surgir imagens suas nas redes sociais com metralhadoras Kalashnikov, rodeadas de militantes armados, que o governo austríaco associava a uma tentativa de recrutamento de adolescentes da sua faixa etária. 

É agora noticiado que uma delas terá sido assassinada, sendo que as autoridades austríacas ainda não confirmaram a informação e não sabe qual das duas terá morrido. 
A comunicação social já adiantava há semanas que as raparigas se tinham tornado numa espécie de ‘cara’ da propaganda de recrutamento jihadista, direcionada a adolescentes da mesma idade. 

 Esta informação acabou por se confirmar quando o Ministério do Interior do país revelou que mais duas raparigas de Viena tentaram fugir para se juntar à Guerra Santa. 

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

“No Palco da Saudade”. É uma rubrica semanal de Salvador Santos que tem por objectivo recordar as grandes figuras do Teatro português. Hoje Luis Sttau Monteiro é a motivação para esta quarta-feira. É o Teatro no Bancada Directa.

In memoriam

Luis Sttau Monteiro de seu nome completo Luis Infante de Lacerda de Sttau Monteiro nasceu em Lisboa em 3 de Abril de 1926 e faleceu nesta mesma cidade em 23 de Julho de 1993.

Foi um notavel escritor português, tendo feito intervenções no teatro e no jornalismo. Era licenciado em Direito

“No Palco da Saudade”. 
É uma rubrica semanal de Salvador Santos que tem por objectivo recordar as grandes figuras do Teatro português. Hoje Luis Sttau Monteiro é a motivação para esta quarta-feira. 
É o Teatro no Bancada Directa. 

“No Palco da Saudade” 
Texto inédito e integral de Salvador Santos (Teatro Nacinal de São João. Porto) 

LUÍS DE STTAU MONTEIRO 

Foi um dos mais respeitados dramaturgos portugueses do final do século XX, tendo imposto o seu carisma noutros géneros literários, como o romance, a novela e a crónica, ao mesmo tempo que se evidenciava no jornalismo e noutros universos mais ou menos criativos. Nasceu em Lisboa, em 1926, mas a sua educação foi feita em Londres, onde o pai exerceu funções de embaixador entre 1936 e 1943. 

Com a demissão do pai, por discordâncias políticas com Salazar, regressa à sua cidade natal com dezassete anos, onde conclui os estudos liceais e ingressa depois na Faculdade de Direito, apesar da sua paixão pela matemática. Concluído o curso, ainda exerce advocacia no nosso país durante dois anos, até que decide regressar à capital inglesa. Por lá torna-se condutor de Fórmula 2 e conhece uma jovem inglesa, por quem se perde de amores para toda a vida. Perdidamente apaixonado, Luís de Sttau Monteiro regressa a Portugal para se casar em Sintra, em 1951, e por cá assenta arraiais com a sua amada June. 
Trabalha então como tradutor e publicista, colaborando em várias publicações, como a revista Almanaque, onde começou por assinar crónicas gastronómicas. Relevante foi sobretudo o seu desempenho no jornal Diário de Lisboa, coordenando o Suplemento “A Mosca” na década de 1970, onde contou com a colaboração de João Abel Manta, José Cutileiro, José Cardoso Pires, Joaquim Letria e Mário Castrim, entre outros. 

Neste matutino, são célebres as suas “Redações da Guidinha”, onde numa linguagem infantil uma miúda lisboeta de classe média-baixa escrevia sobre a sua vida quotidiana, embora, na verdade, versassem temáticas denunciadoras de situações relacionadas com o estado da Nação. A ficção surgiu na obra de Luís de Sttau Monteiro em 1960, com as novelas “Um Homem Não Chora” e “Angústia para o Jantar”, ganhando desde logo alguma notoriedade. 
Mas foi o seu teatro despertou as maiores atenções, a partir da publicação, em 1961, da sua primeira peça, “Felizmente Há Luar”, um drama narrativo histórico sobre a figura de Gomes Freire de Andrade e a tentativa frustrada da revolta liberal de 1817, que viria a ser distinguida no ano seguinte com o Grande Prémio da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses. A notícia da atribuição deste prémio chegou-lhe quando estava preso por suspeita de envolvimento na célebre intentona de Beja. E os esbirros do regime não lhe perdoaram: A peça foi proibida pela censura! 

Esta experiência traumática levou-o a regressar uma vez mais para Inglaterra, onde permaneceu entre 1963 e 1967, continuando, porém, a escrever teatro. “Todos os Anos pela Primavera”, “O Barão” e “Auto da Barca do Motor Fora da Borda”, foram as peças que escreveu no exílio em Londres, todas igualmente proibidas. Já em Portugal, Luís Sttau Monteiro viria a ser preso pela PIDE, em 1967, após a publicação das peças satíricas “A Guerra Santa” e “A Estátua”, onde teceu duras críticas à ditadura e à guerra colonial. 
A experiência de dois meses de prisão levou-o a escrever “As Mãos de Abraão Zacut”, cuja ação se situa num campo de concentração, representada pela primeira vez em 1969, pelo Teatro Estúdio de Lisboa, numa encenação de Luzia Maria Martins. A escrita dramática passou então a ocupar mais espaço na vida de Luís de Sttau Monteiro. Foi coautor, com Alexandre O'Neill, dos diálogos para o filme “Pássaros de Asas Cortadas” de Artur Ramos. 

Com este adaptou depois para teatro o romance de Eça de Queirós “A Relíquia”, representada no Teatro Maria Matos, e, ainda no mesmo ano, escreveu a peça “Sua Excelência”, uma nova sátira social, projetada para aquele mesmo teatro. Concebeu para o Grupo 4 (no velho Teatro Aberto) a peça de inspiração satírica e brechtiana “A Crónica Atribulada do Esperançoso Fagundes”, que teve música de Pedro Osório e canções de José Carlos Ary dos Santos e Paulo de Carvalho. 

Seis anos após a Revolução dos Cravos, a primeira peça de Luís de Sttau Monteiro, “Felizmente Há Luar”, que fora objeto de montagem em 1969 no Théâtre de l’Ouest Parisien com produção do Teatro-Oficina Português, é finalmente estreada em Portugal, no Teatro Nacional D. Maria II, com encenação do próprio autor. 

Luis Sttau Monteiro fez parte do juri do concurso televisivo " A Visita da Cornélia". Está no centro da foto e tem à sua direita Maria João Seixas e Raul Calado. Do seu lado esquerdo está Maria Leonor e Paulo Renato

Refira-se que esta foi a sua quinta experiência como encenador, tendo antes encenado “A Fera Amansada” de William Shakespeare, “Um Inimigo do Povo” de Henrik Ibsen, “O Milagre de Anne Sullivan” de William Gibson e “A Casamenteira” de Thornton Wilder, peças que ele próprio traduziu. Entretanto, publica a novela “E Se For Rapariga Chama-se Custódia” e escreve ainda o romance “Agarra o Verão, Guida, Agarra o Verão”, que viria a adaptar para telenovela sob a égide da RTP com o título “Chuva na Areia”. 

No final da década de 1970, a convite de Raul Solnado, Luís de Sttau Monteiro integra o júri do concurso televisivo “A Visita da Cornélia”, ao lado de quatro outras das nossas mais mediáticas figuras do espetáculo e da comunicação (Maria Leonor, Paulo Renato, Raul Calado e Maria João Seixas), granjeando novas amizades e enorme popularidade. 

A sua atividade passa a fixar-se quase em exclusivo na tradução de obras literárias, mantendo no entanto a sua colaboração nalguns órgãos de comunicação, até a morte o surpreender a 23 de julho de 1993, aos 67 anos, no Hospital São Francisco Xavier, onde fora internado de urgência alguns dias antes com uma invulgar infeção. 

Salvador Santos 
Teatro Nacional de São João. Porto 
Porto. 2014. Setembro. 14

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Mensagem de Antonio Costa

JANTAR COM ANTÓNIO COSTA 
Dia 17 Setembro - 4ª Feira - 20h 
QUINTA DOS MAÇÕES 
 (Rua da Mealha, Manique de Baixo, Alcabideche) * 
Informações e inscrições pelo telefone: 961238524 ou 926531177 

Nota: Mensagem recebida por mail
Não me será possivel estar presente no jantar por estar longe. 
Mas dia 28 lá estarei para "botar" o meu voto

A história do Capuchinho Vermelho e do Lobo Mau violentamente maltratada. Malvado coelho que me estragou o final da historia da Avozinha e do Lobo Mau. Mas que final tão triste........

Malvado coelho que me estragou o final da historia da Avozinha e do Lobo Mau. 

Afinal cheguei à conclusão de que este coelho é mais voraz do que qualquer lobo faminto e hipócrita.

Lá que a imagem diz que é um bom começo lá isso é verdade. No entanto, e até porque não somos negativistas, desta vez duvido que haja um bom fim para esta confusão toda

Lá que a imagem diz que é um bom começo lá isso é verdade. No entanto, e até porque não somos negativistas, desta vez duvido que haja um bom fim para esta confusão toda 

Vitor Bento tinha um projecto pessoal que o condicionou a aceitar o convite para presidir ao malfadado BES. E nem podemos levar a mal que ele pensasse que o seu mandato duraria para aí uns cinco anos. Igual pensamento tinham os dois administradores que faziam equipa com Vitor Bento. 
Pensava Vitor Bento que o BES iria ser gerido de acordo com a sua perspecttiva pessoal, mas depressa verificou que o objectivo das elites mandantes era que o BES fosse vendido o mais depresa possível e desta maneira Virtor Bento viu ruir rapidamente aquilo que tinha idealizado. E o pedido de demissão nem foi surpresa para ninguém.. 

Os homens de mão, os homens de mão dos homens de mão, os profissionais do aplauso da imprensa económica e um público que aceita qualquer história de embalar, mesmo que muito mal contada e até mesmo as que representam um presente adiado e um futuro cada vez mais enegrecido. 

A história mal contada destes dias é a de um tal banco bom que se construiu sobre largos milhares de milhão que tanta bondade 100% boa sempre dispensaria. O homem de mão do momento é Carlos Costa, o regulador que apenas regula por ordem expressa de quem lhe garante o salário do mês seguinte. 

Os homens de mão deste homem de mão vão sendo por ele colocados no banco bom a brincar com os milhares de milhão para aí desviados de serviços públicos e de prestações sociais ao som de elogios. 

Vítor Bento foi apresentado como o génio da virtude que iria acabar com o regabofe de irresponsabilidades do BES em Agosto para bater com a porta do Novo Banco em Setembro, Stock da Cunha é apresentado em Setembro como o Vítor Bento de Agosto para ficar pelo menos até se lhe esgotar a virtude. 

Vítor Bento é agora o irresponsável que a falta de memória colectiva se encarregará de tragar até que se concretize o negócio que os profissionais do aplauso já começaram a acomodar na opinião pública: o banco de Ulrich irá engolir o Novo Banco quando e ao preço que lhe der mais jeito. 

Como era mesmo a frase de Ulrich? Ah, sim, “ai aguentam, aguentam”. Vítor Bento cessou funções precisamente no dia em que os cortes salariais regressaram à função Pública. 
Stock da Cunha é anunciado exactamente no dia em que o Serviço Nacional de Saúde comemora 35 anos apodrecido pela falta dos milhões em impostos que um dia pagaram Saúde e agora servem para financiar todas as delinquências que quem manda tem como garantido poder transformar em complemento directo do verbo aguentar. 

Ai aguentam? Então aguentem lá mais esta, ó borboletas.

Obrigado Pela Sua Visita !