BANCADA DIRECTA: Agosto 2014

domingo, 31 de agosto de 2014

Vamos lá a sermos realistas! João Semedo diz ufanamente que o Bloco de Esquerda nunca faria aliança com o Partido Socialista para formar governo. Perguntamos nós se alguma vez o PS convidou o BE para tamanha responsabilidade? Nesta altura nem o PCP se atreveria a tal……É que actualmente nem vale a pena comentar o que se passa nos meandros desta politica doméstica lusitana


Vamos lá a sermos realistas! João Semedo diz ufanamente que o Bloco de Esquerda nunca faria aliança com o Partido Socialista para formar governo. 
Perguntamos nós se alguma vez o PS convidou o BE para tamanha responsabilidade? 
Nesta altura nem o PCP se atreveria a tal……É que actualmente nem vale a pena comentar o que se passa nos meandros desta politica doméstica lusitana 

1-Comentar as propostas do líder da oposição? 
Não serve de nada. Seguro pouco mais diz do que piadolas de que a comitiva se ri apenas porque está a acompanhá-lo para compor o ramalhete e dar graxa ao chefe. 

2-Comentar a declaração de um dos conjugues da liderança matrimonial mas pouco libidinosa do BE? 
Para quê, se todos sabemos que este Bloco de Esquerda prefere ter a direita a governar. É perder tempo criticar o Semedo por recusar formar governo com o PS quando ninguém o convidou e todos sabemos que nem o PCP o convidaria. 

3-Comentar os comentários do Marques Mendes? 
É como se em vez de analisarmos um discurso presidencial perdermos tempo a discutir a marca ou características do microfone, o pequeno ex-líder do PSD não passa de um gramofone de Passos Coelho, gramo da parte da mãe e fone da parte do pai. 

4-Comentar a data dos debates entre Costa e Seguro? 
Só se houve paciência para aturar as queixinhas que o Brilhante Dias diz ao Seguro para fazer, não há saco para aturar o Seguro e muito menos em dois dias seguidos. Se Seguro fosse esperto fazia o que Passos tem feito, desaparecia pois quanto menos o ouvirem mais pachorra terão os portugueses para o aturar. 

5-Comentar a bola? 
Não há paciência para assistir a uma conferência de imprensa em que o presidente da federação da bola fala com ar de quem pensa que é secretário-geral da ONU e conclui que foi o azar que nos impediu de ganhar o mundial. 

6-Comentar a política económica da Maria Luís? 
Para quê, se a senhora mais de swaps do que de política económica, é incapaz de prever as consequência das nacionalização do BES e cria emprego com estágios e emigração. 

7-Comentar os discursos dos governantes exaltando os números da redução do desemprego? 
Comentar para quê?. Se todos nós sabemos que o Estado anda a pagar aos desempregados cursos de formação profissional e retira-os do lote de desempregados à custa do dinheiro dos contribuintes. Pura batota!........ 

Há dias assim em que não nos apetece comentar o que quer que seja

sábado, 30 de agosto de 2014

À atenção da equipa técnica e dos jogadores do Sporting! Cuidado com as expressões de José Mourinho. Ele deve estar convencidissimo de que o Sporting será adversário dificil para o clube de Stanford Bridge como Portugal é um osso duro de roer para a Alemanha

São as tácticas perversas do "special one"
A expressão do seu rosto diz tudo...........

Judite de Sousa entrevista Cristiano Ronaldo. E falou-se do filho do CR7 e quais as perspectivas para o seu futuro



Judite de Sousa regressou aos ecrans dos televisores conduzindo uma notável entrevista ao Cristiano Ronaldo. 

Para além da sua notável intuição de entrevistadora para sacar algo de interessante a quem tem pela frente e neste caso nem era preciso, dado o mediatismo do CR7 e o que ele pensa e faz ser do conhecimento geral, a entrevista serviu para nós aquilatarmos da forma física e psíquica da Judite de Sousa. 

Notou-se aqui e além um tremor na voz, o rosto marcado por um sofrimento enorme e as mãos a tremerem um pouco. Mas está no bom caminho para um regresso em pleno. 

Temos a certeza ou nós não a conhecêssemos nos bons velhos tempos.

Na parte final da entrevista Judite pergunta a Ronaldo o que pensava qual seria o futuro do seu filho, melhor, o que ele queria que acontecesse ao seu filho para os próximos anos.

Ronaldo respondeu que o seu filho era uma criança feliz e não estava preocupado com o seu futuro. Tudo de bom deveria acontecer.
Claro com um pai que tem uma fortuna calculada em 150 milhões de Euros (foi a Judite que o disse) qual o pai que está preocupado com o dia de amanhã para os seus filhos e até mesmo familiares?

Apetece-me dizer ao Cristiano que dado o seu mediatismo e com influencias que decerto terá em todos os campos da sociedade não deve estar nada preocupado. 

Até lhe dou um exemplo de outro pai que também teve "traquejo" para arranjar algo de bom para o seu pimpolho.

Anexo
Luís tem 31 anos.
Saiu dos bancos da escola há dois anos e fez dois estágios laborais de Verão.
Foi agora convidado para integrar os quadros do Banco de Portugal, onde só se entra sem concurso com “comprovada e reconhecida experiência profissional”.
É o caso do nosso amigo Luís, que por acaso, e só por ACASO, é filho de Durão Barroso!!!

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Parabens Rio Ave. A vitoria do querer e da determinação. O clube de Vila do Conde fez um feito histórico e entra na fase de grupos da UEFA League

O clube de Vila do Conde fez um feito histórico e entra na fase de grupos da UEFA League

Mas não te esqueças Pedro Martins e Presidente da Direcção do Rio Ave que há um dedo nesta equipa do Rio Ave.
E parece que se estão a esquecer desta verdade
Para que conste

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Ai Benfica, Benfica. Que grande "bico d´obra" o sorteio te arranjou. Mas vamos ter esperança de que tudo vai correr bem aos 3 clubes portugueses na Champions

Passar a fase de grupos é um objectivo muito possível de se concretizar


O Desporto no Bancada Directa. Triste espectáculo entre duas figuras responsáveis e que em nada abona o nosso futebol. Agora com a incompetência da selecção no Mundial do Brasil como leit motiv. Mas também há carinhos por parte de outras figuras da Televisão

O Desporto no Bancada Directa. 
Triste espectáculo entre duas figuras responsáveis e que em nada abona o nosso futebol. Agora com a incompetência da selecção no Mundial do Brasil como leit-motiv. 
Mas também há carinhos por parte de outras figuras da Televisão 

O desentendimento entre António Simões e Rui Santos no Play Off da SIC Notícias, no último domingo, foi apenas mais um no longo rol de zaragatas em década e meia de programas de futebol falado na televisão portuguesa. Não conheço o histórico das relações entre a antiga glória do Benfica e o comentador da SIC. 

Sei que Rui Santos é um comentador assertivo, de ideias fortes, por vezes insistentemente irritante (ou irritantemente insistente, que a ordem dos factores é arbitrária). Mas é daí, e da sua frontalidade, que lhe vem a força, a influência, a capacidade de gerar ódios de estimação. O futebol é assim, um jogo de paixões fortes, sem meios-termos, sem consensos entre adeptos.

O "não lhe admito" que, durante uns instantes, Simões e Santos trocaram em directo, perante o sorriso seráfico de Manuel Fernandes e a serenidade de João Abreu, foram apenas um bocadinho de folclore. Até porque ao pé de cenas protagonizadas por Dias Ferreira, Gomes da Silva ou Eduardo Barroso, esta foi para meninos... 

Que haja respeito e espaço na televisão portuguesa para alguém com 70 anos de carreira é sinal de que este País, apesar de todos os pesares, faz sentido. Dir-se-á que estes casos se contam pelos dedos das mãos e acontece numa área, a televisão, que ganha com a sua enorme exposição pública. 

Mas foi bonita e bem interessante a entrevista de Cristina Esteves a Ruy de Carvalho no Protagonistas desta semana na RTP Informação, gravado no Chapitô. Cristina é uma excelente e versátil profissional. Além disso, ouvir alguém tratá-la na TV por "Cristininha", "minha filha", "minha querida" ou "meu amor" é um carinho respeitador e ternurento. 

Quase redentor nos tempos que correm. 

Nuno Azinheira 
Rubrica Amuos e Carinhos

Mafra. Um evento musical muito importante. CELEBRAR A MÚSICA EM MAFRA

Mafra. 
Um evento musical muito importante. 
CELEBRAR A MÚSICA EM MAFRA 

O Secretário de Estado da Cultura e a Câmara Municipal de Mafra inauguram, no dia 31 de Agosto, o Núcleo Documental de Partituras do Museu da Música, instalado no Auditório Municipal Beatriz Costa, em Mafra, seguindo-se as comemorações do Dia Nacional das Bandas Filarmónicas no Jardim do Cerco. 

A criação do Núcleo Documental de Partituras constitui iniciativa da Direcção-Geral do Património Cultural, em colaboração com a Câmara Municipal de Mafra, estando sob a responsabilidade do Museu da Música, o qual tem por missão salvaguardar, conservar, estudar, valorizar, divulgar e desenvolver os bens culturais que lhe estão afectos, promovendo o património musicológico, fonográfico e organológico português, tendo em vista o incentivo à qualificação e divulgação da cultura musical portuguesa. 

Considerando o Acordo de Parceria celebrado em 29 de maio de 2014, entre a Câmara Municipal de Mafra e a Secretaria de Estado da Cultura, para a instalação do Museu da Música no Palácio Nacional de Mafra, a criação deste núcleo no Auditório Municipal Beatriz Costa, localizado na mesma vila, vem reforçar a actuação do referido museu no que se refere à salvaguarda, valorização e divulgação da documentação musical. 

 Auditório Municipal Beatriz Costa. Avenida 25 de Abril. Mafra

 A inauguração do novo espaço integra-se nas comemorações do Dia Nacional das Bandas Filarmónicas, instituído pelo Governo em expressão de reconhecimento do papel desenvolvido por estes agrupamentos musicais ao serviço das comunidades - a música amadora e as práticas culturais amadoras constituem uma realidade com uma fortíssima presença e expressão no território nacional, que envolve mais de 700 bandas filarmónicas, algumas com cerca de 300 anos de actividade. 

No quadro destas comemorações, a Câmara Municipal de Mafra organiza, para toda a comunidade, um conjunto de concertos pelas Bandas Filarmónicas do Concelho, no magnífico cenário do Jardim do Cerco, localizado na envolvente do Palácio Nacional de Mafra. 

Nesta ocasião, o Secretário de Estado da Cultura procede à entrega de Medalhas de Mérito Cultural a diversas personalidades e associações/ bandas, em reconhecimento do valor da actividade desenvolvida. 

"Celebrar a Música em Mafra" 
Programa 
16h15 | Praça da República (concentração) Desfile das Bandas Filarmónicas pelas ruas 
16h45 | Auditório Municipal Beatriz Costa. Inauguração do Núcleo Documental de Partituras do Museu da Música 
18h00 | Jardim do Cerco 
Jardim do Cerco. Interior.

Comemorações do Dia Nacional das Bandas Filarmónicas 

Concertos: 
Sociedade Filarmónica 1.º Dezembro da Encarnação 
Sociedade Recreativa e Musical de Vila Franca do Rosário 
Filarmónica Cultural da Ericeira 
Associação Musical Nossa Senhora do Livramento 
Escola de Música Juventude de Mafra 
Escola de Música da Casa do Povo da Enxara do Bispo

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Petra. Jordânia. Uma pequena folga no trabalho imenso do American University of Beirut Medical Center permitiu ao nosso médico mais novo um saltinho de 2 dias à Jordânia.

Mensagem especial para a nossa leitora Dª Maria de Lourdes Bonito da Amadora

 Foto retirada da net

Petra. 
Jordânia. 
Uma pequena folga no trabalho imenso do "American University of Beirut Medical Center" permitiu ao nosso médico mais novo um saltinho de 2 dias à Jordânia.

Postal enviado de Petra. Jordania no passado dia 18 de Agosto 

Este outro postal é do dia 20 de Agosto e refere a "baixa" de Beirute, capital do Líbano

Nasceu no popular Bairro da Graça em Lisboa. 1902. Eis Francis Graça que o nosso Salvador Santos recorda hoje na sua rubrica “No Palco da Saudade”. É o Teatro no Bancada Directa

Nasceu no popular Bairro da Graça em Lisboa. 1902. 
Eis Francis Graça que o nosso Salvador Santos recorda hoje na sua rubrica “No Palco da Saudade”. 
É o Teatro no Bancada Directa 

“No Palco da Saudade” 
Texto inédito e integral de Salvador Santos 

 FRANCIS GRAÇA 


Nasceu em Lisboa, no velho bairro da Graça, em 1902, filho de um abastado comerciante anarco-sindicalista – empresário da Praça de Touros do Campo Pequeno no primeiro quartel do século XX –, que sempre procurou contrariar as suas opções artísticas, desde muito cedo voltadas principalmente para a música. Apesar da férrea oposição do pai, fez-se aluno do Conservatório Nacional, onde ganhou grande amizade com o colega de curso Frederico de Freitas, que viria a tornar-se num dos mais inspirados músicos, maestros e compositores portugueses. 

Ao contrário deste seu amigo e companheiro de turma, Francisco (era este o seu verdadeiro nome) não vingou na música, mas tornou-se num dos nossos mais importantes coreógrafos e bailarinos. Apesar de não ter formação convencional de bailado clássico, Francis Graça adquiriu grande notoriedade como bailarino e coreógrafo entre os anos 1920 e 1960, destacando-se sobretudo pela sua acção renovadora a nível do teatro musicado e na estilização do folclore nacional. 

Francis Graça e Madeleine Rosay no bailado Nazaré. 1948. Foto do Museu Nacional do Teatro

Ao que consta, ele terá tido apenas como início de aprendizagem algumas lições de bailado clássico com uma professora de nacionalidade russa residente no nosso país, cujo nome não ficou para a história. Mas isso não o impediu de se afirmar logo na sua primeira apresentação pública como intérprete, em 1925, num espectáculo do Teatro Novo, dirigido por António Ferro, estreado no foyer do Teatro Tivoli (decorado expressamente para o efeito pelo pintor futurista José Pacheko). 

Depois daquele espectáculo do grupo de António Ferro, que causou algum escândalo junto do público mais conservador, Francis Graça decidiu partir para Paris, levando como propósito a sua participação em alguns estúdios de dança parisienses e um estudo acompanhado de bailado clássico. Foram sete meses de um enriquecimento prático e teórico notável que lhe valeram o convite para coreografar e encabeçar o corpo de baile da revista “Foot-Ball”, no lisboeta Teatro Maria Vitória, que alcançou grande êxito em finais de 1925. 

A partir daí, ei-lo envolvido em inúmeros espectáculos liderados por algumas das maiores vedetas do teatro ligeiro português, como Luísa Satanela, Estevão Amarante, Beatriz Costa, Hermínia Silva, António Silva ou Lina Demoel. A verdadeira consagração de Francis Graça aconteceu em 1927, com a sua prestação na revista “Água-Pé”, que mereceu grande destaque na imprensa da época, onde se disse que o bailarino e coreógrafo «deu largueza e horizonte ao palco do Avenida». 

Dois anos volvidos, comentando a sua participação no espectáculo “Chá de Parreira”, o reputado crítico teatral Avelino de Almeida considerou que «desde o bailado magnífico do [número] Golf que, guardada a distância milenária, relembra a vida, a beleza e a graça de um friso helénico, até ao fandango nacional e trepidante, não esquecendo o sabor clássico do bailado das fogueiras dos Santos de Junho, Francis afirmou-se um incomparável animador que não sofre cotejo com qualquer outro». 

Segundo aquele mesmo crítico, durante cerca de duas décadas a colaboração artística de Francis Graça «imprimiu à revista à portuguesa um cunho civilizado e europeu», bem patente, aliás, nas suas belíssimas coreografias para “O Sete e Meio”, “A Ramboia”, “Feira da Luz” e “A Minha Terra”. 


Nesta última revista, que subiu a cena no Coliseu de Lisboa, dançou, sobre música de Rui Coelho, dois bailados de tema regional (“Alegria Popular” e “Festa Portuguesa”) e outros dois de maior ambição (“O Pássaro Encarnado” e “Ritmos Luminosos”), em que pela primeira vez se utilizaram entre nós tubos de néon como elemento decorativo. 

Nalguns desses bailados encontrava-se o germe de que viria a brotar, em 1940, a Companhia Portuguesa de Bailados Verde Gaio. Com a criação daquela Companhia, que se propunha ser prioritariamente um grande veículo de divulgação da música portuguesa, concretizou-se um velho sonho de Francis Graça. 

Sob a sua direcção, muito bem coadjuvado pela bailarina alemã Ruth Walden, com quem formou dupla durante largos anos, o Verde Gaio apresentou-se por diversas vezes além-fronteiras com assinalável êxito, nomeadamente no Gran Teatre del Liceo de Barcelona, no Coliseum de Madrid e no Théâtre des Champs-Elysées de Paris, palcos que Francis e a sua parceira alemã já tinham pisado ao longo da década de 1930, como solistas, em espectáculos que circularam também por outras cidades de Espanha e França, bem como por diversas localidades da Suíça, Reino Unido, Argentina e Brasil. 
Francis Graça, ao centro, no bailado "Dança da Menina Tonta". Companhia Portuguesa de Bailado Verde Gaio. 1941

Paralelamente à direcção do Verde Gaio, Francis Graça foi mantendo uma colaboração regular na revista, com algumas passagens esporádicas pela ópera, tendo experimentado a representação em duas peças de teatro. Na verdade, ele foi (também) actor em “Rei Édipo” de Sófocles no Teatro Apolo e “Sonho de Uma Noite de Verão” de Shakespeare no Teatro Nacional D. Maria II, peças levadas a cena em 1952. 

Já um pouco debilitado fisicamente, seria definitivamente afastado da Companhia de Bailados Verde Gaio em 1960, passando a viver praticamente de uma pequena reforma. Data de 1968, a sua última criação, o bailado “Encruzilhada”, no Teatro Politeama. Morreu em Julho de 1980, com 78 anos, praticamente esquecido, num lar onde residia há alguns anos, diminuído por uma arteriosclerose que lhe apagara por completo a memória. 

Salvador Santos 
Teatro Nacional de São João. Porto 
Porto. 2014. Agosto. 26

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Como referencia circunstancial um “Estado Islâmico” é um perigo, mas em termos de terrorismo é uma tragédia. Que pode afectar tudo e todos!


Como referencia circunstancial um “Estado Islâmico” é um perigo, mas em termos de terrorismo é uma tragédia. Que pode afectar tudo e todos!

São absolutamente visíveis e estão identificados os erros políticos que conduziram à criação (e à acção terrorista) do famigerado 'Estado Islâmico' 

Estes erros têm, como sabemos, antecedentes remotos que vão desde o declínio civilizacional e económico dos povos mediterrânicos (do Sul), à retoma de ímpetos religiosos primitivos e primários à volta da imensa pobreza e sucessivas humilhações que assolam estas regiões e mais proximamente à guerra do Iraque, uma acção premonitória das 'primaveras árabes'. 

Hoje, o 'Ocidente' ao condenar veementemente as barbaridades do ‘Estado Islâmico’ no campo humanitário tem de ir além da indignação e do repúdio. E apresentar 'soluções' duradouras que compromissos e derivas estratégicas impedem. 

Sabemos com a triste realidade exposta à volta do terrorismo que se espalharam ventos e que agora colhem-se tempestades mas tornou-se urgente acordar um plano global e consensual para fazer regressar povos e áreas territoriais cada vez mais importantes e extensas ao campo da Paz que seja alicerçada no desenvolvimento. 

A proposta de François Hollande à volta da realização de uma conferência internacional para combater o ‘Califado’ poderá ser um ponto de partida, embora pareça muito redutora. 

Na realidade, a actual situação no Próximo e Médio Oriente ameaça o Mundo e não é um problema regional como o presidente francês faz crer ao afirmar que o ‘Estado Islamico’ “… ameaça países como o Iraque, a Síria ou o Líbano” . 

Nem a França, liderada por um debilitado e desprestigiado presidente, nem os EUA, presididos por um Obama confuso, manietado e hesitante, são países em condições de liderar uma resposta internacional abrangente, eficaz e credível. 

Mais uma vez voltamos a cair no âmbito da ONU onde os consensos são difíceis (para não dizer impossíveis) dados os conflitos de interesses (como se verificou em 2003 nos 'preparativos' da trágica aventura de Bush no Iraque). 

Não é possível resolver estes problemas em 'casa' (envolvendo só o Ocidente). A situação extravasou o âmbito regional ou de 'bloco' (tipo NATO) e as 'fórmulas de détente' acordadas e pensadas no rescaldo da II G M, esgotaram-se. 

Para o cidadão comum, do Mundo, o que está no horizonte das Nações é uma nova encruzilhada histórica onde a capacidade de liderança e o discernimento escasseiam, os erros abundam, a esperança desapareceu e a Liberdade ameaçada. 

Nota: temos em nosso poder não só o vídeo completo da decapitação de James Foley assim como as fotos da sequência do acto em si. Dispensamo-nos de  publicar os documentos por motivos (óbvios) de poderem ferir susceptibilidades

Cego é cego e não vê! Mas mais grave do que ser cego é aquele que tem olhos e não vê nada à sua volta. Talvez porque não queira!


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O pequenino Marques Mendes anda a meter-se com os prestidigitadores dos Orçamentos, fia-se em fontes trabalhadas e é desmentido sem dó e nem piedade.

O pequenino Marques Mendes anda a meter-se com os prestidigitadores dos Orçamentos, fia-se em fontes trabalhadas e é desmentido sem dó e nem piedade. Isto está a ficar feio 

«O primeiro-ministro afirma que não está, este ano, em cima da mesa uma "alteração fiscal" no que diz respeito ao Orçamento Rectificativo - ainda que não garanta que essa possibilidade não possa vir a surgir depois disso. 

Pedro Passos Coelho falava aos jornalistas em Valpaços, no norte do país, naquela que é a sua primeira iniciativa pública após regressar de férias. 


"Não está, nesta altura, em cima da mesa, em sede de Orçamento Rectificativo, uma discussão em torno dos impostos", garante, reforçando que a possibilidade de aumento do IVA de 23% para 24% anunciada pelo comentador da SIC Marques Mendes, este sábado, ainda não foi discutida.» ]

Eles falam, falam, mas não dizem nada! Dizem que vão reduzir as despesas do Estado mas cada vez é maior a despesa da Administração Pública


Dizem que vão reduzir as despesas do Estado mas cada vez é maior a despesa da Administração Pública

Embandeiraram em arco dizendo que o Governo era um dos mais pequenos desde o 25 de Abril , mas é o que se vê!

Francamente!......

domingo, 24 de agosto de 2014

A minha crónica deste Domingo de um Verão moderado no clima, mas de uma austeridade para os trabalhadores, desempregados, pensionistas e reformados muito dura de se conviver com ela.


 A minha crónica deste Domingo de um Verão moderado no clima, mas de uma austeridade para os trabalhadores, desempregados, pensionistas e reformados muito dura de se conviver com ela. 

DOMINGO 
Texto de Luís Pessoa 

Notícias de primeira página em alguns jornais de hoje, Domingo, no Jornal de Notícias em grande destaque e o Diário de Notícias em rodapé, referem que mais de 400 mil desempregados não recebem um cêntimo de qualquer subsídio, estando completamente entregues a si mesmos! 

Percebe-se, assim, a “melhoria” da taxa de desemprego apregoada por esta gente do governo, com pessoas que deviam ser responsáveis à cabeça, casos de Pires de Lima da Economia e o ministro da lambreta, da Segurança Social, ou lá o que é. Como não devem ser casos de ignorância, só podem ser casos de evidente e clara má-fé. 

O desemprego real em Portugal estará bem acima dos 20%, se contarmos TODOS os desempregados, incluindo os que tiveram de fugir desta gente, para outros países. Em outra notícia de primeira página, desta feita no pasquim Correio da Manhã, refere-se que uns tantos chefes de gabinete e secretários de estado, compraram carrinhos novos, no valor de mais de 1 milhão de euros, com parecer positivo das Finanças, pois então! 

Não é nada de especial, quando se anuncia que o IVA vai trepar para os 24 ou 25%. E isto porque este governo liderado por Cavaco, só pensa em cortar e voltar a cortar e quando um corte é rejeitado pelo TC, a preocupação não é nunca largar o governo a quem saiba governar, mas sim procurar cortes de substituição ou agravamento de impostos. A bem da Banca, claro está e dos queridos “investidores”, os da treta, os especuladores. 

Enquanto isto se passa, o Banco de Portugal publica números bem negros sobre a falta de crescimento, sobre a falta de consumo interno, sobre queda de exportações, em contradição com os dados do INE (quem o viu e quem vê no que de tornou!). Mas isso, como não interessava nada, foi praticamente ignorado pelas TVs e Comunicação Social. Já não há pachorra! 

Continua a ser vendido aos portugueses um país que não existe, com a conivência dos tipos de Bruxelas, porque urge mostrar à Europa que o “resgate” foi bem- sucedido. 

E já agora, a Irlanda ainda existe? E a Grécia, já foi extinta? É que nós nunca fomos como os gregos e sempre quisemos ser os irlandeses, lembram-se? Se calhar, uns e outros já morreram e por lá, por esses países deve ser o mesmo, Portugal deve ter desaparecido do mapa.  Pelo menos das TVs e dos jornais! 

Os patrões das notícias não brincam em serviço e estão todos muito solidários com estes governos da mediocridade. Ah! Entretanto, o nosso PS vai brincando às eleições, inventando fórmulas nunca usadas e que ninguém sabe como serão. Claro, não há urgência nenhuma em arranjar alternativas a este governo criminoso… 

Qual é a pressa? Qual é a pressa? … Se calhar não há naquelas cabeças nenhuma mudança a apresentar! Será? Assim vamos desandando… 

Luís Pessoa 
Marinhais. 2014.08.24

QUO VADIS, PS? A guerra pela liderança do PS vai de vento em popa. Só que o vento vai forte e ameaça borrasca.


QUO VADIS, PS? 
A guerra pela liderança do PS vai de vento em popa. Só que o vento vai forte e ameaça borrasca. 

Basta ver a bagunça em Coimbra e em Braga para constatar que a luta vai ser renhida e pouco limpa: expulsões (parece que à margem dos regulamentos), inscrições em duplicado, residências em espaços públicos, mortos a pagar quotas e etc. 

Até houve quem dissesse que o pagamento de quotas a mortos foi feito por familiares em homenagem aos falecidos! 

 Vale tudo. Uma guerra suja, que não prestigia a política em geral e o PS em particular. Como quer esta gente que o cidadão que a isto assiste confie em quem pretende vir a governar-nos? 

Não haverá no PS ninguém que ponha cobro a este imundo estendal? E não me digam que tudo isto é apenas uma guerra entre barões locais, já que são esses barões que, no final, ditarão os resultados globais. 

Até porque se suspeita que possa haver por aí fora situações idênticas, menos graves e badaladas. 

E os próprios militantes, que dirão e pensarão eles? 

Sentir-se-ão bem com o espectáculo indecoroso a que assistimos?

sábado, 23 de agosto de 2014

No regresso a casa e mal deixo a Andaluzia e entro na paisagem algarvia surgem-me logo imagens deste Portugal


No regresso a casa e mal deixo a Andaluzia e entro na paisagem algarvia surgem-me logo imagens deste Portugal

Rio Guadiana
Margem esquerda
Casa junto ao rio e muito pertinho de Castro Marim
Triste, muito triste, a água castanha do rio naquela zona

O papel nunca morrerá. O pior é quando acabarem as edições em papel dos jornais, como é que se vai limpar o "sim senhor"......

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Mas que teimosia anima esta senhora em estar a favor das medidas que agravam a vida dos portugueses. Maria Lúcia Amaral . Uma juiza radical nas suas votações e votar vencida é o seu prato forte.


Mas que teimosia anima esta senhora em estar a favor das medidas que agravam a vida dos portugueses. 
Maria Lúcia Amaral . 
Uma juíza radical nas suas votações e votar vencida é o seu prato forte.  
Valha-nos que actua dentro da legalidade constitucional 

A juíza mais radical do TC Maria Lúcia Amaral, vice-presidente do Tribunal Constitucional, está desalinhada. Vota vencida no

Considera até que se mete onde não foi chamado: no poder de governar. Está sempre na primeira fila, quando chega a hora da leitura pública dos acórdãos constitucionais que dão luz verde - e, na maioria dos casos, vermelha - às reformas do Governo. 

Pequenina, olhar vivo, nunca falou aos media e nem se lhe conhece uma frase que seja nos sete anos que leva como juíza do TC. Isto, claro, se só tivermos em conta os arquivos da comunicação social. Porque, no que às declarações de voto diz respeito, Maria Lúcia Amaral diz muito. Diz tudo. 

De forma directa como uma flecha, mostra como está quase sempre do contra. Ou, como escreveu numa das suas últimas pronúncias constitucionais, como se afasta "radicalmente" da opinião da maioria dos seus colegas juízes. 

"Radical" é mesmo o termo.

Nota anexa








Professora Doutora Maria Lúcia Amaral eleita Vice-presidente do Tribunal Constitucional. É com grande orgulho que a Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa informa que a Professora Doutora Maria Lúcia Amaral, Catedrática desta casa, foi eleita vice-presidente do Tribunal Constitucional Português.

A Professora Maria Lúcia Amaral é Catedrática da Faculdade de Direito da no Tribunal Constitucional desde 2007, por eleição da Assembleia da República.

Sendo um dos nomes de referência no constitucionalismo português, a sua merecida eleição como Vice-presidente do Tribunal Constitucional irá, sem dúvida, contribuir para os desejados prestígio e bom desempenho funcional deste órgão de soberania.

A FDUNL apresenta as mais vivas felicitações e votos de excelente trabalho à sua Professora.

4Out2012


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Já vou a caminho de casa. Regressarei aqui nos principios do mês do equinócio.


Roquetas de Mar
Playa de la Romanilla.
Já na saída de Roquetas em direcção a Aguadulce

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

O Teatro no Bancada Directa integrando a rubrica de Salvador Santos “No Palco da Saudade” e em que o nosso homem do teatro dos dias de hoje recorda a actriz Lina Demoel


O Teatro no Bancada Directa integrando a rubrica de Salvador Santos “No Palco da Saudade” e em que o nosso homem do teatro dos dias de hoje recorda a actriz Lina Demoel 

“No Palco da Saudade” 
Texto inédito e integral de Salvador Santos (Teatro Nacional de São João. Porto) 

 LINA DEMOEL

Ela foi a maior vedeta do teatro ligeiro em Portugal nas décadas de 1920 e 1930, sendo disputada pelos principais teatros da capital, onde criou alguns dos mais belos temas musicais de maior sucesso popular no nosso país que ainda hoje trauteamos sem memória da sua origem. Em 1926, um prestigiado jornalista escrevia assim: «Lina Demoel é uma artista que está sempre em foco. 

Depois do Inverno, onde cantou como ninguém a primavera linda e encantadora das Rosas de Portugal, criação magnífica que é uma verdadeira página de beleza, ela – que é hoje a estrela mais brilhante, cheia de fulgor e de elegância, de distinção e de sorriso, que pisa o nosso teatro ligeiro – foi para o Brasil conquistar para o seu nome novas glórias, outros triunfos, aplausos vibrantes”. 


Antes de pisar os palcos para uma rápida ascensão ao lugar de primeira estrela, Lina Demoel era uma jovem despreocupada e sonhadora. Certo dia, em conversa com uma costureira que trabalhava em sua casa, ficou a saber que se preparava uma nova revista no Teatro da Trindade, em Lisboa, para a qual procuravam coristas. 

E lá foi ela a caminho da audição, depois de se preparar muito bem e em segredo. Vestiu uma das suas mais belas peças de guarda-roupa, penteou-se e maquilhou-se com a perfeição que lhe era reconhecida no seio da família, subiu ao palco com a graça e a desenvoltura que a caracterizavam e cantou um conhecido tema – “A Valsa dos Beijos”. Na plateia, o maestro Luís Felgueiras e o empresário António de Macedo, ficaram deslumbrados...

A estreia de Lina Demoel nos palcos da revista aconteceu assim, desta forma,  em 1919, como simples corista, e dois anos depois encabeçava já o cartaz de “Gato por Lebre”, assumindo a partir daí a personificação de um certo tipo de vedeta de grandes luxos e muitas atenções sociais, com automóveis caríssimos que ostentavam o seu monograma em prata e motorista fardado ao seu serviço. 
Constantemente cortejada pelos homens mais poderosos, galantes e desejados da época, ela percorreu as mais ricas e idílicas paragens de veraneio sempre que os seus compromissos artísticos o permitiam. Nas suas estadas na cidade de Paris, para onde viajava com assiduidade, era frequentadora das grandes festas das estrelas e...comprava diamantes no Cartier!


Foi ali ás em Paris que teve origem “As Rosas”, um dos maiores sucessos de Lina Demoel. Ela fora convidada para um show de Mistinguett, onde esta cantou pela primeira vez o tema “Valência” de José Padilha. E ficou tão encantada com o que viu que, no final da actuação, foi ao camarim da mítica cantora francesa e manifestou-lhe o desejo de integrar aquela música no seu repertório. 

Daquele primeiro contacto nasceu uma enorme amizade entre as duas artistas. E foi tão grande a intimidade gerada entre ambas que, para além de passar a gozar do privilégio de fazer parte dos jantares privados em casa de Mistinguett, Lina Demoel teve oportunidade de visitar o seu ateliê de costura e de aprender alguns segredos na confecção de peças de guarda-roupa teatral.


Vestida com um belíssimo figurino branco, revestido com a aplicação de grandes rosas em tecido, Lina Demoel apresentou-se no primeiro ensaio da revista “Foot-ball” com a partitura de “Valência” nas mãos e pediu a um dos seus autores (Ernesto Rodrigues) que fizesse uma versão do tema de Padilha inspirada nas flores que embelezavam a sua peça de guarda-roupa. E graças àquela canção, o espectáculo esteve em cena durante um ano e meio com lotações esgotadas, acabando por se transformar no maior êxito da actriz, então também já empresária. 


"Carnaval de 1926": a actriz Lina Demoel, que tomou parte no corso da avenida da Liberdade

E foi nessa dupla qualidade que o público passou a vê-la a partir daquele momento, nos mais diversos teatros portugueses e brasileiros, representando alguns dos maiores sucessos do nosso teatro musicado


Depois de mais de três dezenas de espectáculos como vedeta absoluta, onde criou temas como “Marias de Portugal”, “Cavaquinho”, “Mademoiselle Bola de Sabão” ou “Cabaret”, em 1938, Lina Demoel, que teve tudo – fama, dinheiro, joias, casas, carros –, acabou abruptamente a sua carreira cheia de dívidas, que pagou tostão a tostão, e caiu num profundo esquecimento. Até que, em meados dos anos 1970, a imprensa deu conta de que ela estava semi-inválida por via de um acidente e vivia em condições quase miseráveis, com uma reforma ridícula, num pequeno quarto alugado. A comunidade artística uniu-se e fez quanto pôde para minimizar os efeitos devastadores da sua mal sucedida experiência de empresária, dando-lhe o apoio possível naquelas horas amargas.


Em 1982, já com 86 anos, e a viver em condições muito mais dignas graças aos esforços de Manuela Eanes, Lina Demoel foi convidada por Raul Solnado e Fialho Gouveia a participar no programa “O Resto São Cantigas”, da RTP, onde pudemos testemunhar a alegria, o carinho, a emoção e a gratidão desta atriz por reencontrar-se com o público, tantas décadas depois de ser aplaudida pela última vez. E foi bom vê-la recordar, ao talvez pelos versos mais eróticos da nossa música ligeira («Maria, são teus olhos azeitonas/Cachopa, são teus lábios quais cereja/E os teus seios cachos de uvas que
abandonas/À vindima desta boca que os deseja»)

No final do programa ouvimo-la dizer: «Tenho tanta pena de me ir embora». Deixou-nos para sempre três anos depois!

Salvador Santos
Teatro Nacional de São João. Porto
Porto. 2014. Agosto.18
 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Isto passa-se nos Estados Unidos. A verdade é explicada sem preconceitos. E por este país, Portugal, estas verdades ficam por serem divulgadas publicamente




Por cá as televisões encharcam-nos de novelas e outras futilidades 
Agradecimento ao nosso carissimo amigo Luis Pessoa

Uma opinião insuspeita de alguém que pensou que eles, quando foram eleitos, eram a força justa e solidária para com os portugueses. É o retrato deste Portugal segundo José Pacheco Pereira

domingo, 17 de agosto de 2014

Mais valia que estivesses sossegado no remanso das ondas da praia da Manta Rôta. Passos Coelho e a festa do Pontal


Mais valia que ficasses e estivesses sossegado no remanso das ondas da praia da Manta Rôta. 
Passos Coelho e a festa do Pontal 

O Pontal é, na liturgia do PSD, a Festa do Avante dos pequeninos, de sinal contrário, e uma espécie de Chão de Lagoa continental, sem poncha, porque o fígado dos líderes nacionais não tem o tirocínio de Coimbra e quatro décadas de experiência madeirense

Hoje não tem o esplendor de outros tempos, nem um orador que entusiasme os devotos com o fulgor de outros líderes e os resultados de outra governação. Se não faltou gente é porque os devotos foram supridos por avençados, a vida está difícil, e os empregos são cada vez mais raros. 

Passos Coelho a falar de ética parece a honorável Cicciolina a perorar sobre a castidade; a pronunciar-se sobre a governação, a Maia a predizer o futuro; a evocar os chumbos do Tribunal Constitucional, um delinquente a invectivar os tribunais. 

O putativo PM fez birra e ameaçou desistir de governar, como se soubesse o que isso é, sem sugerir a demissão ou assustar, dessa forma, os favoritos das sinecuras que reparte. Apelou ao consenso com a sinceridade de Cavaco, sobretudo com o PS, a quem dedica o afecto do inquilino de Belém, sem deixar de o incriminar na sua má governação. 

Numa monótona e lúgubre encenação, como corolário do melancólico declínio, ainda ameaçou com mais quatro anos de governo depois da maçada das próximas eleições. O cantor lírico frustrado, ex-gestor do curso de técnicos de aeródromos, que não obtiveram certificação, é um homem sem rumo, sem programa e sem tino, à espera de que o PR se emancipe e saia do telemóvel e do faceboock para dissolver a AR e marcar eleições. 

Passos Coelho não foi à Quarteira para convencer os portugueses, esteve lá porque sim.

E como sempre aos Domingos vamos lá apreciar o folclore minhoto. Agora é um malhão-

sábado, 16 de agosto de 2014

Os burros ( de entre eles os pobres de espirito e cheios de maldade para com os seus semelhantes) preferem as praias algarvias

Bom regresso e que te vás embora depressinha



Pelo menos o povo ainda tem alguém que vela por ele, apesar das iniquidades que andam à solta e das perspectivas negativas que eles ainda nos podem atacar com alternativas ainda mais gravosas

Pelo menos o povo ainda tem alguém que vela por ele, apesar das iniquidades que andam à solta e das perspectivas negativas que eles ainda nos podem atacar com alternativas ainda mais gravosas. 

A pior maioria, o pior Governo e o pior PR, com a multidão de avençados, pelo medo e pelo suborno, entraram na marginalidade legal de que nem a chantagem os livrou. 

Quem jurou respeitar e fazer respeitar a CRP e se prestou a ser paquete do Governo que tem pela lei o respeito de Maomé pelo toucinho, usa as mesmas justificações para coagir o TC. 

Podem sentir saudades dos Tribunais Plenários mas os juízes de hoje mantêm um módico de decência que impede Portugal de aderir ao ordenamento jurídico do califado do Iraque. 

Quando se desrespeita a lei, ameaça-se quem a aplica; quando não se sabe para onde se navega culpa-se o vento; quando se chega ao Governo sem ter sido, pelo menos, vogal de Junta de Freguesia, é todo um povo que lamenta o voto que lhe confiou e esconjura a abstenção.

 Não sei se foi a nossa vocação suicida que nos levou a escolher o pior caminho que nos foi proposto sem se prever que seria percorrido pelos piores, e da pior maneira, quando a pior conjuntura internacional nos entrou pelo país.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Recordar é Viver

Recordar é Viver. 

Cartaz das festas da Senhora da Agonia em Viana do Castelo já no passado ano de 1971


Por essas terras minhotas, neste momento bem longe da minha pessoa. A nossa selecção dos eventos que por aí vêm

Gemieira. Ponte de Lima

Feiras Novas. Ponte de Lima

Viana do Castelo
Esposende

Obrigado Pela Sua Visita !