BANCADA DIRECTA: Abril 2014

quarta-feira, 30 de abril de 2014

O Teatro no Bancada Directa com a rubrica semanal de Salvador Santos “No Palco da Saudade”. O nosso homem do teatro recorda-nos hoje quem foi Alfredo Cortez

 In memoriam
Alfredo Cortez nasceu no Alentejo em Estremoz no dia 29 de Julho de 1880 e faleceu na cidade de Oliveira de Azemeis em 7 de Abril de 1946

Alfredo Ferreira Cortez, que era licenciado em Direito, começou por seguir a carreira da magistratura. Mais tarde notabilizou-se por ser  um dos dramaturgos portugueses com maior projecção no período que decorreu entre as duas grandes guerras mundiais.

O Teatro no Bancada Directa com a rubrica semanal de Salvador Santos “No Palco da Saudade”. 
O nosso homem do teatro recorda-nos hoje quem foi Alfredo Cortez 

“No palco da Saudade” 
Texto inédito e integral de Salvador Santos 

ALFREDO CORTEZ 

Foi um dos dramaturgos portugueses com maior projecção mediática e reconhecimento público no período que decorreu entre as duas grandes guerras mundiais, tendo-se iniciado com relativo sucesso na escrita popular para o teatro de revista. Aderiu depois ao naturalismo, experimentou o expressionismo e o drama histórico, acabando por abordar os costumes das gentes ligadas ao mar num registo marcadamente lírico. 
Antes disso, resistindo ao extraordinário fascínio que o teatro exercia sobre si e após a conclusão do curso de Direito na universidade de Coimbra, desempenhou um importante papel como membro da justiça portuguesa, com destaque para a sua passagem pela colónia de Angola como juiz de investigação criminal. Foi só a partir da plena maturidade que Alfredo Cortez se dedicou à actividade de autor dramático, estreando-se em 1918 no espetáculo de revista “Terra e Mar”, assinando com o pseudónimo de Virgílio Pinheiro. 

Seguiram-se duas peças de intenções sociais, caracterizadas pela complementaridade dos retratos da sociedade portuguesa da época: “Zilda”, que põe a nu a degradação moral das classes abastadas (apresentada em estreia absoluta no Teatro Nacional D. Maria II, em 1921), e “O Lodo” que representa não apenas o confronto entre duas irmãs, mas sobretudo a sordidez de um conflito entre mãe e filha no submundo da prostituição, e que foi levada à cena numa sessão única no Teatro Politeama em 1923 e remontada em 1979 pelo Teatro Nacional D. Maria II. 
O filme “ALA-ARRIBA!” produzido no ano de 1942 por José Leitão de Barros explora a expressão, centrando-se numa história inventada, mas documental, sobre a comunidade piscatória poveira. A ideia do filme proveio da obra “O Poveiro” de António dos Santos Graça pelo dramaturgo Alfredo Cortez. Por coincidência, este foi o primeiro filme português a ser premiado internacionalmente.

De modesto relevo foi a tentativa de incursão de Alfredo Cortez pelo drama histórico em verso, com “À la Fé” (representado pela primeira vez no Teatro Politeama, em 1924), que constituiu apenas um parêntesis entre as primeiras peças e uma nova série de textos de tese e moralizantes, também eles de construção muito frágil, cuja intenção era defender valores tradicionais, como em “Lourdes” (estreado no Teatro Politeama, em 1927), “O Oiro” (apresentado pela Companhia de Ilda Stichini no Teatro do Ginásio, em 1928; e pelo Teatro Experimental do Porto, no Teatro de Bolso, em 1961) e “Domus” (que teve estreia absoluta no Teatro Nacional D. Maria II, em 1931). 

A sátira expressionista “Gladiadores” (estreada no palco do D. Maria II, em 1934, ao qual regressou em 1997), que pela sua ousadia parece marcar uma mudança no percurso do autor, revelou-se uma excepção isolada e feliz, quer no plano temático quer do ponto de vista estilístico, nela se cruzando as mais modernas tendências dramáticas, como o expressionismo alemão, o surrealismo francês, o experimentalismo de Pirandello e o grotesco à Raul Brandão. Mas o que lá há sobretudo é a ironia intelectual de Alfredo Cortez, que sabe não poder ser compreendido por um público até aí fiel e que não quer furtar-se à experiência do insucesso. Insucesso que chegou, pontualmente. 
Depois desta peça, que lhe valeu a hostilidade do público e da crítica no momento da sua estreia, Alfredo Cortez regressou aos ambientes regionalistas e à descrição de usos e costumes populares com “Tá-Mar” (1936) e “Saias” (1938), ambas levadas à cena pela companhia do Teatro D. Maria II (a primeira teve também uma versão parisiense apresentada no Théâtre Hébertot em 1955, e nesse mesmo ano a segunda voltou ao palco do Nacional de Lisboa). 

E regressaram de novo as atmosferas urbanas, a denúncia e a caricatura de uma burguesia que se preocupa e angustia para exibir intactas as aparências dos antigos privilégios, com “Bâton” (escrita em 1936, só apresentada postumamente, em 1946, devido à proibição da censura) e “Lá Lás” (1944). 

Com dois textos menores, caídos no esquecimento – o ato único em verso “Ralhos de Avô” (1922) e o episódio africano “Moema” (1940) –, fecha-se a resenha de peças de Alfredo Cortez, uma vez que o anunciado drama expressionista “Babel”, repetição do experimentalismo de “Gladiadores” – um caso à parte na dramaturgia nacional –, não ultrapassou a fase projectual. 

Mas apesar das fragilidades atrás referidas, a obra do autor apresenta uma expressão rigorosa e linear, quase ascética, e revela um perfeito domínio da técnica teatral, uma análise impiedosa dos costumes da sociedade sua contemporânea e uma profunda compreensão anímica do povo português, a que acresce um considerável esforço que dedicou à criação de um teatro de grande nível. 

Se quisermos fazer uma síntese da obra de Alfredo Cortez, podemos então dividi-la em dois grupos distintos: um caracterizado pelas preocupações sociais expressas com um realismo seco, o outro por descrições de costumes populares marcadas por um realismo lírico, e que dão corpo a uma opera omnia que, recorrendo ao processo da comparação, exalta as virtudes dos humildes e condena os limites da burguesia. 


 Alfredo Cortez - Teatro Completo, da Biblioteca de Autores Portugueses, editado em Dezembro de 1992 pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda ISBN 972-27-0537-7.Este livro , publica 12 peças de Alfredo Cortez e, ainda, 4 excertos inéditos. Tem introdução, pesquisa e fixação dos textos por Duarte Ivo Cruz

O seu percurso dramático está entre os mais sólidos do século XX, resultante das suas bases éticas e sociais, suficiente para evidenciar a realidade admirável do conjunto de peças que formam a sua dramaturgia: conjunto autónomo, dramaturgia densa, que honra o espírito que a concebeu, a literatura e a cena que a condicionam. 

Quando nos deixou, em 7 de abril 1946, com oitenta e cinco anos de idade, na cidade de Oliveira de Azeméis, que adotou como sua desde que casou, Alfredo Cortez era já unanimemente reconhecido como um dramaturgo ímpar, destacado, universal!

 Salvador Santos 
Teatro Nacional de São João. Porto 
Porto. 2014. Abril. 28

terça-feira, 29 de abril de 2014

La Vecchia Signora ou ainda La Fidanzatta d´Italia porta-se como uma matrafona deambulando por ruas do ganha pão fácil. Reclama de uma falta de Enzo Perez mas soube-lhe bem o penalti não marcado por falta sobre o argentino




Nesta imagem em movimento, vê-se perfeitamente que Caceres movimenta o seu "rabiosque" para trás quando Enzo passa por ele, projectando-o para o relvado. Só um cego é que não viu, como fez o arbitro turco.


E  então o que dizer deste matulão, que era quase da altura das torres de iluminação, que andou a distribuir fruta e de que maneira. Claro que é uma das estrelas da companhia, de nome Pogba

Já se compreende que Conti esteja a dizer que vão jogar com doze contra o Benfica. Claro que é verdade, porque a UEFA quer a Juventus na final. Para as receitas serem maiores se um dos finalistas for La Vecchia Signora

segunda-feira, 28 de abril de 2014

É preciso lata e descaramento! E depois digam que não é propaganda eleitoral....Primeiro em concreto vai haver um aumento do preço do gás em 2014. Depois no abstracto é que vai haver uma redução no preço em 2016

E o mais curioso disto tudo é que a Galp ainda nem sequer sabe do que estão a falar
Se agora anunciassem que o previsto aumento do preço do gás em 2.4% já daqui a pouco tempo não iria ser concretizado até podia ser compreendido
Agora anunciarem medidas que nem eles sabem se podem ser aceites pelos fornecedores é que cheira mesmo a campanha eleitoral

Francamente meus senhores
Podem fazer as malas e zarpar

domingo, 27 de abril de 2014

Eles bem querem que haja um CONSENSO! E perguntamos: consenso para quê? A resposta é simples e transparente: A Troika anda preocupada com a descida dos impostos mal se vá embora!


Eles bem querem que haja um CONSENSO! 
E perguntamos: consenso para quê? 
A resposta é simples e transparente: 
A Troika anda preocupada com a descidas dos impostos mal se vá embora! 


Os objectivos da Troika estão bem definidos. 
O Fundo Monetário Internacional (FMI) quer que seja útil gerar consensos políticos suficientes em Portugal para evitar no futuro riscos das descidas dos impostos. 

A poucas semanas do final do programa de assistência financeira em Portugal, o Fundo mostra no relatório da 11.ª avaliação, publicado nesta segunda-feira, uma preocupação crescente com aquilo que o país irá fazer no futuro a nível orçamental. O Fundo avisa que, apesar dos resultados recentes positivos, “uma monitorização próxima da execução orçamental continua a ser crítica tendo em conta os ainda significativos riscos orçamentais”. 
 Outros objectivos são semelhantes na forma e no conteúdo. 

Na 12ª avaliação da Troika que por aí vem eles querem que se fechem muitas repartições de finanças. Marques Mendes, tal adivinho bem informado, mas de pouca credibilidade, lá disse ontem na SIC que tinha a certeza de que nenhuma repartição iria fechar. É conversa para boi dormir. Por outro lado a Troika não quer largar Portugal até 2021. E até agora os portugueses já pagaram em juros e comissões a estes senhores a módica quantia de quase 3 mil milhões de euros 

“Um consenso político alargado é essencial para ancorar os planos orçamentais de médio prazo de Portugal e resistir a quaisquer pressões futuras para aumentar a despesa ou reduzir os impostos para além dos envelopes orçamentais que foram assumidos como compromisso”, afirma o relatório. 
 Mas da parte de Portugal anda tudo muito confuso. É tudo conversa para um ano de eleições que se aproxima e eles já devem andar com cordas atadas às gargantas. Mas ainda sobrevivem e tentam enganar quem ainda acredita neles. 

O Governo tem colocado na mesa a possibilidade de, em 2015, o Governo avançar para uma redução da taxa de IRS, depois de em 2014 ter iniciado um plano progressivo de descida do IRC. Passos Coelho, contudo, tem salientado que apenas avançará para um corte do IRS (que poderia acontecer em ano de eleições) caso esteja assegurado o cumprimento dos objectivos de défice público.

sábado, 26 de abril de 2014

O Desporto e a Vida, e não só, no Bancada Directa. Na região de Aveiro aproximam-se eventos importantes. E um deles é já amanhã em Anadia

Eventos em Aveiro


Descrição do Evento
A Câmara Municipal de Anadia dá início, a partir do próximo dia 27 de abril, à edição 2014 do projecto “Dos 8 aos 80, tudo se movimenta”, que regressa para, todos os domingos, pelas 10 horas, até 29 de junho, reunir, na Praça Visconde de Seabra, em Anadia, os entusiastas da atividade física. Nesta 9.ª edição, “Dos 8 aos 80, tudo se movimenta” mantém a ambição de sempre: chegar a toda a população - jovens de todas as idades, mais ou menos atletas – através da ginástica aeróbica, dos alongamentos e das caminhadas temáticas. 

Para além de pretender generalizar o acesso à prática desportiva e aumentar os níveis de frequência e de participação dos diferentes grupos etários da população, este projecto visa também promover a criação de hábitos de actividade física e contribuir para o desenvolvimento de um estilo de vida mais ativo e, consequentemente, uma vida mais saudável. Procura, assim, combater o sedentarismo e a obesidade, ocupar os tempos livres de uma forma mais saudável e alegre, fomentando os processos de socialização e comunicação, e melhorar a qualidade das actividades físicas e desportivas que são, actualmente, desenvolvidas no concelho de Anadia.

Como já vem sendo hábito, “Dos 8 aos 80, tudo se movimenta” decorrerá em Anadia, na Praça Visconde Seabra, durante as manhãs dos domingos de Abril (dia 27), maio (dias 4, 11, 18 e 25) e Junho (dias 1, 8, 15, 22 e 29), das 10 às 12 horas. Para participar, apenas é necessário o uso de equipamento desportivo e, sobretudo, muita e boa disposição!


Descrição do Evento
Concentração Tuning, Taxi-Drift com Miguel Palmeira, Animação com DM K@r@oke, Show de Neons, Escape + Ruidoso, Car Limbo, SPL, Corrida de Karts entre Clubes, e muitos prémios.
Todas as informações em www.aveiroeliteclub.com






Descrição do Evento
Aula se Zumba, por Vitor Monteiro.
As receitas revertem a favor do fundo social.
O fundo social ajuda as famílias com necessidades, para a aquisição de material escotista, para que possamos dizer que o escotismo é para todos.




Todos à Gala do Futsal
Pavilhão Municipal de Oliveira de Azemeis
Sabado 28 de Junho de 2014

E porque hoje é Sabado o Bancada Directa leva o folclore minhoto aos seus leitores. É o Rancho Folclorico de Dem. Caminha

Rancho Folclórico de Dem 
Fundação: 02 de Agosto de 1950 
Região Etnográfica: Alto Minho 

Danças Tradicionais: Arrastadinha, Vira Marcado, Esta´Qui, Rosinha, Vira à Carreira, Velha, Ramalhinho, Gota da Serra D'Arga, Chula, Ramo, Tirana, Malhão, Entrançado, etc. T
rajes: Feminino: Lavradeira de Dem: (Rôxo,Azul e Pinhão) de Trabalho, e Domingueiro. 
Tocata: Concertinas, Bombo, Viola Baixo, Cavaquinhos, Ferrinhos, Rabeca, Castanholas e Pandeiro. 

Usos e Costumes: Usos e costumes Rurais. Património: Sede e Palco Representações Nacionais:de Norte a Sul do País (aproximadamente 30/ano ) 
Representações Internacionais: França, Espanha, Inglaterra e Holanda. 
Associado: Inatel 

O Rancho Folclórico de Dem, foi fundado no ano de 1950. O seu fundador foi o Dr. Alfredo Moreira, com a colaboração do conhecido etnógrafo Pedro Homem de Mello. O Dr. Desidério F. Afonso assumiu a direcção técnica a partir de 1975 ate aos dias de hoje. 

A freguesia de Dem, encontra-se quase totalmente inserida dentro da Serra D’Arga. Aproximadamente 11 km, separam Dem da Vila de Caminha, a sede do Concelho, pertencente ao distrito de Viana do Castelo. Esta é a freguesia mais recente do município caminhense.

Por estas do nosso Minho. Os eventos que por aí vão aparecer




sexta-feira, 25 de abril de 2014

O meu 25 de Abril! Sempre!.......


O 25 DE ABRIL TEM DE SER COMEMORADO NAS RUAS E NAS PRAÇAS ! 

Os inimigos, declarados ou dissimulados, do 25 de Abril e das suas conquistas, não podendo, porque o povo não deixa, apagar essa data do calendário, abolir o correspondente feriado, e impedir as respectivas comemorações, procuram por todos os meios diminui-la, reduzindo essas comemorações a meras formalidades sem qualquer referência ao seu carácter revolucionário e popular, esvaziando-a assim da sua essência. 

Entretanto, vão-se aplicando em destruir tudo o que o povo conquistou depois dessa gloriosa data, cobrindo essa destruição com repugnantes eufemismos, tais como “flexibilização”, “convergência”, “competitividade”, “sustentabilidade”, “ajustamento”e quejandos, desculpando-se sempre com os famigerados “mercados”. 

 É claro que todas as medidas que vêm sendo tomadas pelos que nunca aceitaram o 25 de Abril, agora alcandorados nos mais altos cargos do Estado e da governação, só prejudicam os que alguma coisa melhoraram com o 25 de Abril: os pobres, os trabalhadores, os pensionistas, os funcionários públicos, os pequenos empresários e a classe média. Os ricos, e sobretudo os que já eram ricos antes do 25 de Abril, recuperaram e reforçaram as suas posições. Hoje, mais até do que no tempo de Salazar e Caetano, são eles que, sem qualquer rebuço ou disfarce, mandam em Portugal. 
Acontece infelizmente que muitos democratas, completamente insuspeitos de quaisquer conúbios com essa gentalha reaccionária e vampiresca, se deixam cair na esparrela assim montada, organizando, em vez das manifestações de protesto que hoje mais do que nunca se impõem, anódinas cerimónias litúrgicas, inconsequentes jogos florais e incaracterísticas provas desportivas. 

NÃO PODE SER! O povo e os verdadeiros democratas não podem consentir em ser espoliados até do seu dia mais querido. 

NÃO! O povo tem de sair à rua, tem de ocupar as praças, tem de se manifestar, tem de protestar, tem de exigir, tem de mostrar a sua mais que justificada revolta. 

Por isso em todas as cidades do País haverá manifestações populares e democráticas, que desagradarão certamente ao Poder instituído, mas é para isso mesmo que elas servem.

Agradecimento ao nosso amigo Dr. José Carlos Esperança (Ponte Europa de Coimbra) pela gentileza da cedência deste texto

Todo o nosso dia está a ser passado no Largo do Carmo. Depois do Benfica-Juve ainda não fui a casa......

Vamos todos estar presentes no Largo do Carmo. Os militares que nos deram a Liberdade e a Democracia, hoje tão desprezada pelos seus inimigos, merecem a nossa solidariedade presencial

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Por estas terras da borda de água aproveito para descansar. As águas corrediças para o Tejo do Rio Alviela andam de mãos dadas com São Vicente do Paúl. ´

 Os recantos das margens do Rio Alviela, longe dos olhares das pessoas que não são desta terra convidam-nos a descansar e a purificar as nossas ideias

O lugar do Outeiro do Bairrinho está bem enquadrada no tipicismo ribatejano de São Vicente do Paúl

 O velho lagar, de tão gratas recordações para nós,  situado na Corredoura traz-nos à memória a azáfama que por aqui passava  no tempo da campanha do azeite.

 Pelas terras de São Vicente passa a Auto Estrada A1 em direcção ao norte do país.

 Os lugares sossegados de São Vicente do Paúl

A paisagem agrícola do Ribatejo da borda de água

Fotos: Bancada Directa

O Teatro de Marionetas no Bancada Directa. Salvador Santos recorda hoje a figura de João Paulo Seara Cardoso, fundador do Teatro de Marionetas do Porto. É a sua rubrica semanal “No Palco da Saudade”.

In memoriam
João Paulo Seara Cardoso nasceu no Porto em 3 de Fevereiro de 1956 e faleceu nesta mesma cidade em 29 de Outubro de 2010
 Foi um escritor, encenador e bonecreiro. Foi o fundador e Director Artístico do Teatro de Marionetas do Porto

O Teatro de Marionetas no Bancada Directa. 
Salvador Santos recorda hoje a figura de João Paulo Seara Cardoso, fundador do Teatro de Marionetas do Porto. 
É a sua rubrica semanal “No Palco da Saudade”. 

“No Palco da Saudade” 
 Texto inédito e integral de Salvador Santos (Teatro Nacional de São João. Porto

JOÃO PAULO SEARA CARDOSO 

Fantoches, robertos, marionetas, bonifrates, títeres… enfim, bonecos com vida e outras formas animadas, era este o mundo que o apaixonava e ao qual dedicou quase por completo a sua extraordinária criatividade artística. Começou por receber de Mestre António Dias a herança desta tradição secular, tendo aperfeiçoado depois a sua arte com os Mestres Marcel Violette, Lopez Barrantes, Jim Henson e João Coimbra. 

E com a frequência dos cursos do Institut National d’Éducation Populaire e do Institut International de la Marionnette acedeu a um patamar de especialização, que, a par do seu talento nato, o transformaram num ator marionetista de excelência, reconhecido pelas instituições internacionais mais prestigiadas da sua área de intervenção artística. João Paulo Seara Cardoso era aluno do 3º. Ano da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, cidade onde nasceu em 1956, quando decidiu abandonar os estudos e ser actor
 O gosto pelo teatro havia crescido imparavelmente nos dois anos anteriores, sobretudo a partir do momento em que se inscreveu num curso ministrado pelo Teatro Universitário do Porto, que o levaria pouco depois ao Teatro Amador de Intervenção. Embora incompletos, os ensinamentos recebidos em Engenharia Mecânica seriam muito úteis à carreira teatral que então iniciava, nomeadamente no que respeita ao lado mecânico dos espectáculos, quando acumulou as funções de actor com as de cenógrafo e, sobretudo, quando enveredou definitivamente pelo teatro de marionetas.

Foi em 1978, quando se assinalou o Ano Internacional da Criança, que João Paulo Seara Cardoso descobriu o teatro de robertos e se fez literalmente à estrada, com uma barraca rudimentar e uma roufenha aparelhagem sonora. Nessa altura chegou a fazer espectáculos para quinhentas crianças em escolas, salões de bombeiros e associações recreativas, vivendo o que ele considerou «uma experiência fantástica de democratização cultural». 


Experiência, de resto, muito semelhante à que viveu no FAOJ (Fundo de Apoio aos Organismos Juvenis), no início dos anos 1980, como responsável pelas áreas do teatro de marionetas, etnografia e música, contactando de perto com o teatro popular (Enterro do Judas, Festa da Bugiada…), ao percorrer o país de lés-a-lés. 

Ultrapassada aquela vida de andarilho, João Paulo Seara Cardoso passou então a representar, em ambiente de cabaré, uns delirantes espetáculos com marionetas, de sua autoria. E estes verdadeiros happenings, que aconteciam em todas as noites de sábado no café-teatro Realejo, na cidade do Porto, eram recebidos em êxtase por um cada vez mais número de público. 
Na sequência deste enorme sucesso, um conhecido produtor de televisão convidou-o a criar um programa infantil para a RTP. E assim surgiu, em 1985, “A Árvore dos Patafúrdios” e, logo de seguida, “Os Amigos de Gaspar”, “Mópi” e “No Tempo dos Afonsinhos”, programas televisivos assinados em parceria com Sérgio Godinho, Jorge Constante Pereira e Carlos Dias, que marcaram uma geração. 

Depois daquela extraordinária aventura televisiva, João Seara Cardoso decidiu criar o Teatro de Marionetas do Porto, estrutura que, numa primeira fase, centrou a sua actividade na criação de espectáculos que resultavam da pesquisa do património popular. 

Partindo das raízes, a companhia começou a progredir ao longo de diversas criações com um certo cariz experimental, no sentido da procura de elementos de modernidade da marioneta. “Exit”, estreado em 1998, foi o espectáculo que mais claramente consolidou esse rumo.

Mas a produção que obtém um maior reconhecimento do grande público surgira cinco anos antes: “Vai no Batalha”, uma sátira política que zombava de várias personalidades públicas e parodiava alguns fenómenos sociais emergentes. 

Não obstante a popularidade granjeada, João Paulo Seara Cardoso mostrou-se sempre insatisfeito. A sua maior preocupação centrava-se na procura de novas possibilidades de exploração do teatro de marionetas, enquanto linguagem poética e imagética evocativa da contemporaneidade, transversal a todas as outras formas de expressão artística, como a dança, as artes plásticas, a música e a imagem. 

Com a coreógrafa, e sua mulher, Isabel Barros, criou dois dos espectáculos – “3ª. Estação” e “Hamlet Machine” – que melhor reflectem essa preocupação da miscigenação do teatro de marionetas com outras linguagens artísticas, da mesma forma que teve sempre em Júlio Vanzeller, enquanto criador de marionetas, um aliado na fuga ao convencional. 
Para além de ter encenado todos os espectáculos do Teatro de Marionetas do Porto, e interpretado muitos deles, João Paulo Seara Cardoso não se ficou por aqui. 
Dirigiu três espectáculos para o Visões Úteis, criou “Máquina-Homem/Clone Fighters” para a Expo’98, encenou a ópera “O Lobo Diogo e o Mosquito Valentim” para a Casa da Música, deu aulas de interpretação teatral na Escola Profissional do Balleteatro e escreveu nove livros, entre os quais “Dás-me Um Tesouro?”, obra premiada pela Associação Portuguesa de Escritores. 

Quando a morte o levou, vítima de um fulminante cancro nos pulmões, em Outubro de 2010, tinha em mãos o sonho da criação de um Museu, que viria a ser uma realidade algum tempo depois na portuense Rua das Flores, onde hoje se pode apreciar todo o espólio de 25 anos do Teatro de Marionetas do Porto. 

Salvador Santos
Teatro Nacional de São João. Porto
Porto. 2014. Abril. 22

terça-feira, 22 de abril de 2014

Um lord cheio de mordomias não se comporta como faz Eduardo Catroga. Está auferir 35 mil euros de vencimento e quase 10 mil de reforma e por cima ainda é chorão…….

Um lord cheio de mordomias nãé beneficiado como é

Eduardo Catroga. Está auferir 35 mil euros de vencimento e quase 10 mil de reforma e por cima ainda é chorão……. 

Para alguns viver melhor ou pior é uma questão pessoal e de somenos importância. 

No meio desta sintética dicotomia existiam os ‘remediados’ que desapareceram com o 'ajustamento' pelo que a tensão social se adensou e as 'coisas' ficaram mais visíveis, algumas intoleráveis-- 

Para impor austeridade sobre os salários advindos da venda da força do trabalho no sacrossanto mercado é preciso fazer crer que alguns que vivem acima das suas possibilidades. Para outros as possibilidades são ilimitadas. E consideram que vivem sempre abaixo. 

Para poucos – muito poucos - acumular um ordenado mensal de 35.000 com uma pensão (unificada) de 9.693,54 euros "não chega a compensar totalmente o que deixei de ganhar pelo não exercício de outras funções de administração ou consultoria em empresas privadas." 

Ler a noticia clicando aqui

Palavras para quê? É um ‘lord’ [já não tem idade para ‘boy’] oriundo da camarilha cavaquista. 

E não viverá nem acima nem abaixo de possibilidades. Vive como um lord e ainda nos ‘oferece’ conselhos e, às vezes, ‘pentelhos’…

E chora …….

A fonte deste texto é do "Ponte Europa"

Pedro Pinto andava à deriva entre os seus pares na Camara de Sintra. Agora bateu com a porta e Sintra ficou mais aliviada!. Começa a normalizar-se a vontade popular das ultimas eleições para a Câmara de Sintra. Encarar as gentes de Sintra de frente era um suplicio para PP. No Parlamento o Povo está longe......


Sintra está a ficar mais aliviada.Pedro Pinto, uma das cabeças pensantes e mandantes das politicas do Governo, abandona Câmara de Sintra. 
Começa a normalizar-se a vontade popular das ultimas eleições para a Câmara de Sintra. 
Encarar as gentes de Sintra de frente era um suplicio para PP. 
No Parlamento o Povo está longe...... 

Pedro Pinto, deputado e vice-presidente do PSD, renunciou ao mandato na Câmara de Sintra, para o qual foi eleito nas últimas eleições autárquicas numa coligação com o CDS-PP. Pedro Pinto alega motivos pessoais João Carlos Santos Pedro Pinto alega motivos pessoais 

Numa carta enviada a Basílio Horta, presidente da Câmara de Sintra, Pedro Pinto, o social-democrata que liderou a coligação Sintra Pode Mais, nas eleições autárquicas de 29 de Outubro de 2013, solicitou "a renúncia ao mandato, por motivos pessoais". Na missiva datada de 4 de abril e que a Lusa teve hoje acesso, Pedro Pinto deseja a Basílio Horta (PS) "as maiores felicidades pessoais e políticas na condução da Câmara Municipal de Sintra". 
Recorde-se que o deputado e vice-presidente do PSD já tinha suspendido o mandato de vereador após a lista PSD/CDS-PP ter obtido apenas 13,8% dos votos, ficando atrás do candidato do PS (26,8%) e do movimento independente Sintrenses com Marco Almeida (25,4%). A renúncia de Pedro Pinto, para António Capucho, líder da bancada do movimento SMA na assembleia municipal "veio avolumar a péssima imagem deixada pelo PSD no concelho de Sintra". 

O autarca independente classificou como "bizarro" todo o processo da escolha de Pedro Pinto e considerou que "apenas se destinou a impedir a candidatura de Marco Almeida". António Capucho, que foi um dos militantes sociais-democratas expulsos do partido por integrarem listas independentes nas últimas autárquicas, lamentou que o PSD tenha preterido Marco Almeida, "apoiado pelas estruturas locais", a favor da "candidatura seguidista" da direcção nacional e de Pedro Passos Coelho. 

Fonte: Expresso

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Diga 33 e fica esta foto para a história


O desporto e a vida no Bancada Directa. Toda a natureza da Serra do Gerês no seu esplendor. É a realização do Gerês Nature Trail Aventure já neste próximo fim-de-semana





O Carlos Sá Gerês Trail Aventure® é um evento de trail com três provas de três distâncias diferentes (107 km, 82 km e de 43 km).


Todas as provas (seja dos 107 km, dos 82 km ou dos 43km) decorrerão ao longo de três etapas, em três dias (25, 26 e 27 de Abril de 2014), naquele que é o único Parque Nacional de Portugal (Parque Nacional da Peneda Gerês). 

Todas as etapas de todas as provas terao partida e chegada no centro da Vila do Gerês (ou transporte até ao local da mesma), e irão levar os participantes por alguns dos mais belos e inóspitos recantos do Gerês, entre a fauna, a flora, assim como as aldeias e as gentes, os seus costumes e tradições. 

As provas de 107 km e de 82 km só poderão ser realizadas por equipas (de 2 ou 3 elementos). 

A prova de 43 km poderá ser realizada individualmente. Tu consegues fazer os 107 km em 3 Dias (35 +60 +12)! Tu consegues fazer os 82 km em 3 dias (35 +35 +12)! Tu consegues fazer os 43 de km em 3 dias (16 +15 + 12)! 

Escolhe o teu desafio ... e supera-te no único Parque Nacional de Portugal (Peneda-Gerês)! 

Vais esperar que te contem como foi?

domingo, 20 de abril de 2014

SLBenfica. Època de 2013-2014. A imagem de uma época com valor, talento e dignidade. O nosso Domingo de Páscoa


Ao começo da tarde vamos recordar e prestar homenagem àquele que é o responsável da actual garra benfiquista e motiva os atletas para darem em campo o seu melhor, respeitando sempre os adversários como iria ser com o glorioso clube algarvio Olhanense
 Já no interior do Estádio, no acesso ao Pavilhão 2 admirar novamente aqueles que engrandeceram o futebol do Glorioso SLB
E agora todos para o Marquês
O titulo de Campeão já cá mora!

 O post está um bocado torto porque o tablet custa a responder

A festa ainda dura
A confusão está instalada
Estamos bem, porque ficámos longe, no cimo do Parque Eduardo VII
É tempo de ir embora

Obrigado Pela Sua Visita !