BANCADA DIRECTA: Março 2014

segunda-feira, 31 de março de 2014

Milagre, milagre o tanas. Salazar livrou-se do atentado por uma sorte amiga do ditador. Mas os crentes a Deus foram induzidos de que foi um milagre e coagidos , e muito, a rezarem por alguém que amordaçava e tiranizava o povo português

Milagre, milagre o tanas. Salazar livrou-se do atentado por uma sorte amiga do ditador. Mas os crentes a Deus foram induzidos de que foi um milagre e coagidos , e muito, a rezarem por alguém que amordaçava e tiranizava o povo português 

O acontecimento 
Domingo, 4 de Julho de 1937. 10h20. Rua Barbosa du Bocage. António de Oliveira Salazar preparava-se para sair da sua viatura oficial, um Buick, frente à casa do seu amigo pessoal Josué Trocado, em cuja capela privativa costumava assistir à missa dominical. 

De repente, uma enorme explosão atroa os ares e esventra a rua. Fumo, pedras, lajes e placas voam pelos ares. Abre-se uma cratera larga e funda na rua. A perplexidade é total. Ouve-se gritos, gente que foge, pessoas que acorrem a ver o sucedido. Trocado precipita-se para a viatura. Ileso, sacudindo a poeira que o cobrira, o ditador sai da viatura pelo seu próprio pé, olha para os lados e aparentemente indiferente, frio, diz: «Vamos assistir à missa.» 
Os jornais da época, as conversas de boca em boca à saída das igrejas, todos falavam em milagre. Mas na realidade, uma sucessão de episódios de circunstâncias inesperadas e de erros, nomeadamente no fabrico do tubo metálico, demasiado curto, que serviria de bomba, fez com que esta detonasse em sentido contrário do local preciso onde o carro estacionara. Por pura sorte, António de Oliveira Salazar escaparia sem um arranhão deste atentado. 

No final, enquanto uns lhe pediam repouso, mantendo a pose bem afivelada, sorriu e respondeu «Como fiquei vivo terei de continuar a trabalhar».

Que pena, dizemos nós.
É que o tipo deixou sementes que ainda nos estão a atormentar a alma

domingo, 30 de março de 2014

A Galeria de portugueses ditos “valorosos” (1). São análises do nosso cronista “Olho Vivo e Pé Ligeiro”.


A Galeria de portugueses ditos “valorosos” (1). 
São análises do nosso cronista “Olho Vivo e Pé Ligeiro”. 

GALERIA DOS PORTUGUESES VALOROSOS 


 Há um senhor de irrefutável raça lusitana que na sua juventude foi muito folgazão e até diria de elevada craveira – com muito pelo na venta – e discursos inflamados contra os capitalistas e outras avantesmas, isto nos belos anos do Prec. 

Este rapaz cresceu – engordou – e mudou. Só não mudam os burros, é certo, mas uma mudança de 180º é obra! 

Diria que não é mudança, é deslize. E em política não temos exemplos – temos muita cambalhota. Estou a lembrar-me de um caso paradigmático. Aquela senhora que andou pelo PCP nos tempos do camarada Cunhal – nos lugares de chefia e depois devem ter-lhe dado um chazinho capitalista e mudou a casaca. 

Mas este homem durão conseguiu fazer coisas extraordinárias dignas de um verdadeiro trapezista – mestre na cambalhota – ouviu-o agora a dizer uns bitaites sobre o “texto” dos 74, dizendo com a maior das latas que o “texto” é mau. Lembro-me dele a servir café ao Bush, a trabalhista da 3ª via (enviesada) do inglês e do espanhol. 

Deste ramalhete outra guerra foi desencadeada baseada em falsas informações que a ONU engoliu e nem piou. Uma vergonha. As armas que foram plantadas para permitir aos nabos dos norte americanos aceitar a invasão do Iraque que deu no que deu. 

Em tudo isto este durão foi apoiante e acabou recebendo do seu vergar de espinha um “tacho” na pobre União Europeia que coitada é outra desgraça que infelizmente nos meteram. Tudo isto é conhecido e reconhecido por toda a gente. 

Mas é a gente que temos. Uns piores e outros péssimos. Uns tristes e outros chicos espertos. Incluo este durão nos chicos espertos. É com esse pseudónimo que gostaria que a história o carimbasse. Faríamos justiça. 

Envio um abraço para os meus caríssimos leitores
Olho Vivo e Pé Ligeiro
Lisboa. 2014. Março. 30

sábado, 29 de março de 2014

Neste Sabado gostaríamos de apresentar um tema de folclore de Roquetas de Mar. Mas tal não é possível porque as "danzas sevillanas e espectáculos de flamenco"" subordinam os folcores locais. Almeria e Roquetas não fogem a este factor mas têm excelentes eventos culturais. Eis a Orquestra Sinfónica de Roquetas no tema "Ondas do Danubio".



 Mesmo que o folclore desta região de Almeria esteja a viver apenas dos grupos de danzas e espectáculos de Flamenco que vêm de Sevilla, não é menos verdade que há movimentos para este reaparecimento e a região esteja a viver um tempo de mudança, em que há vários projectos para ser realidade e visível as tradições musicais roquetanas.

Em Roquetas de Mar há uma Orquestra Sinfónica excelente. Também os jovens roquetanos têm igualmente a sua Orquestra Sinfónica. Neste video refere-se um concerto com o tema "Ondas do Danubio".

Mas nas comunidades africanas há grupos que principalmente se dedicam a danças africanas. E são excelentes.

Para terminar de seguida não me posso esquecer do Alto Minho e do seu folclore. Aqui vai o Grupo Folclórico de Ganfei com um abraço amigo ao seu director Valdemar Moreira



E a placa foi arrancada e levada. Não se trata de amigos do alheio. Trata-se, sim, dos amigos da Ditadura fascista

Francamente

sexta-feira, 28 de março de 2014

Eles bem dizem que foi um erro de falatório cedo demais. Eu digo que foi um erro de casting. Eles querem mesmo tornar permanentes os cortes nas pensões, mas receiam o impacto na votação para a Europa. É uma bota que têm de descalçar, mas estão todos apreensivos. A coligação já ouve os acordes da Missa de Requiem de W. Amadeus Mozart

Eles bem dizem que foi um erro de falatório cedo demais. Eu digo que foi um erro de casting. 
Eles querem mesmo tornar permanentes os cortes nas pensões, mas receiam o impacto na votação para a Europa. 
É uma bota que têm de descalçar, mas estão todos apreensivos. 

Pensões: 
Portas reconhece que «houve um erro» 

O vice-primeiro-ministro reconheceu hoje que «foi um erro» o que se passou relativamente às notícias sobre um eventual corte permanente nas pensões, uma vez que ainda não há conclusões do grupo de trabalho que estuda a questão. 

«O que aconteceu foi um erro, não devia ter acontecido, o grupo de trabalho não concluiu a sua tarefa, não fez qualquer proposta. 

Não havendo proposta, nem documento, é evidente que o Governo não pode ter feito qualquer avaliação política, muito menos tomado qualquer decisão política», afirmou Portas no parlamento. 
 Paulo Portas respondia a uma questão do BE sobre o facto de fonte oficial do Ministério das Finanças ter veiculado a informação de que o executivo se preparava para tornar permanentes os cortes nas pensões, algo entretanto contrariado pelo primeiro-ministro e pelo ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares.

Por estas terras aveirenses. O Desporto faz parte das vidas dos cidadãos aveirenses. Vamos dar uma olhadela para o que vem por aí!......

Gostas de atletismo? Queres participar numa prova que te vai deixar marcas positivas? Então participa na corrida da Costa Nova
Gostas de basquetebol? Quem é que não gosta? Vem até à Esgueira e delicia-te com dois bons desafios




Morada:

Rua José Falcão Pavilhão Gimnodesportivo de Esgueira

3800-310 Aveiro

Portugal

See map: Google Maps

Telefone:

234315409

E-mail:

cpe@esgueirabasket.com

Website:

http://www.esgueirabasket.com

Página do Facebook:

https://www.facebook.com/Esgueirabasket

Fundado em 8 de Novembro de 1956, a História do Clube Povo de Esgueira faz-se recuando um pouco mais no tempo e integrando-a na História do Basquetebol em Esgueira, que começa a ser praticado, como modalidade amadora, no “Recreio Musical Esgueirense”, transferindo-se depois para a “Casa do Povo de Esgueira”.

Por imperativo legal, a “Casa do Povo de Esgueira” não podia disputar os Campeonatos Distritais e Nacionais pois, como Organismo Corporativo, estava apenas autorizada a participar em competições entre Organismos Corporativos.

Impedida de disputar os Campeonatos Distritais e Nacionais, a sobrevivência do basquetebol na “Casa do Povo de Esgueira” estava assim bastante comprometida, porque no Distrito de Aveiro eram raros os organismos Corporativos que praticavam esta modalidade desportiva. Foi decidido formar um Clube para poder disputar os Campeonatos Distritais e Nacionais de Basquetebol.

Ligado à fundação do Clube, ficam os nomes Américo Ramalho, 1º Presidente e José Moreira Almeida e Silva, sócio nº 1 e primeiro Treinador.

Por estas terras do nosso Minho

Luta contra o cancro dos intestinos. Uma boa iniciativa em que nós todos devemos colaborar. E ajudar!....
 Esposende colabora no 1.º Peditório da Associação de Luta Contra o Cancro do Intestino 

O Município de Esposende vai colaborar com a Europacolon Portugal - Associação de Luta Contra o Cancro do Intestino na realização do 1.º Peditório Público, que decorrerá nos próximos dias 28, 29 e 30 de Março, em toda a Zona Norte do país. 

Em resposta à solicitação desta Associação sem fins lucrativos que promove a prevenção do cancro do colorrectal, a Câmara Municipal disponibilizou-se para promover a angariação de voluntários para levar a efeito esta campanha, que ocorre no Mês Europeu de Luta Contra o Cancro Colo-Retal. 

Assim, a operacionalização do peditório no concelho de Esposende será assegurada pelos Agrupamentos de Escuteiros de Esposende, de Mar e de Marinhas, realçando-se, mais uma vez, a sua habitual colaboração e empenho nestas causas da comunidade. 

A Europacolon Portugal pretende não só angariar fundos para as actividades da Associação, mas também alertar a sociedade civil para a incidência e prevalência da doença e para o trabalho que tem vindo a desenvolver, difundindo o conhecimento desta doença e dos seus sintomas, apoiando os pacientes e os familiares/cuidadores ao nível psico-emocional e no esclarecimento dos seus direitos e criando parcerias com a comunidade médica. 

A Europacolon Portugal apela, pois, à participação de todos com vista a alertar a população em geral para a vantagem do rastreio e diagnóstico precoce.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Irmã Cristina. Uma cantora que dentro em pouco será outro fenómeno como foi Susan Boyle. Trata-se de Nun Cristina Scuccia!



O vídeo da freira que surpreendeu em concurso de televisão italiano tornou-se no sucesso mais rápido de sempre no Youtube, batendo "Gangnam Style". 

O vídeo da Irmã Cristina transformou-se no fenómeno mais rápido de sempre na Internet. Em sete dias, o vídeo no Youtube foi visto 30 milhões de vezes, número que entretanto já foi ultrapassado. 

O recorde anterior era "Gangnam Style" do coreano Psy que tinha conseguido 10 milhões de visualizações em 18 dias - isto de se transformar num sucesso de quase dois mil milhões...

Portugal! Uma terra de oportunidades para quem viver de prescrições.


A senhora gosta muito de ver filmes. E como é o seu gosto aconselhamo-la a ver "Voando sobre um ninho de cucos"!. Uma senhora de provecta idade (72 aninhos) mas com ideias perigosas para criar novos impostos. Eis Maria Teodora Osório Pereira Cardoso.

Excertos de uma entrevista concedida a Anabela Mota Ribeiro no Jornal de Negócios em 2007


........Teodora gosta de filmes, e foi-me fácil imaginá-la a rir com as comédias que constam na prateleira. Ela é a mulher que fica bem entre orquídeas e cactos, entre Dom Quixote e Sancho Pança......... 

..........É uma mulher que estudou Economia como podia ter estudado História. Teve esta vida como podia ter tido outra. Desde que fosse uma vida independente...........


.........Durante uma manhã, traçou a sua biografia. Foi de uma amabilidade extrema, respondeu a tudo quanto perguntei, numa voz fina e cantante, quase infantil, cheia de risos, risos nervosos. Falou na primeira pessoa e falou através de Goethe, Jane Austen, através da música. O Félix, peça central do xadrez, assistiu discreto à entrevista, e foi, como a dona disse que era, um cão independente. Foi por isso que foi escolhido..........


..........Teodora Cardoso tem 65 anos. Foi a primeira mulher a usar calças no Banco de Portugal. É uma reputada economista. E, como a seguir se verá, é muito mais do que isso. Bate nela um coração independente...........

Maria Teodora Osório Pereira Cardoso
A velhota economista de ideias arregaçadas foi visitar os seus amigos de partido e de doutrina reunidos em Viseu  e disparou uma nova forma de cobrar impostos que nem lembrava ao diabo.

“A presidente do Conselho de Finanças Públicas, Teodora Cardoso, deixou aos deputados do PSD uma nova forma de cobrar impostos no pós-troika: taxar os levantamentos que são feitos nas contas bancárias onde são depositados os salários e as pensões.

Bem, para a maioria dos portugueses que não são especialistas em fiscalidade esta parece uma forma encapotada e ardilosa de aumentar (mais uma vez) o IVA. Aguardemos, porém, as análises dos especialistas e dos constitucionalistas.

A Teodora que gosta de ver filmes deve andar num mundo surreal. Nem a sua provecta idade de 72 anos justifica estes desmandos intelectuais. Ontem  perante os seus amigos  defendeu no primeiro dia das jornadas parlamentares do PSD, que decorrem em Viseu, um imposto sobre os levantamentos e movimentos bancários. A ideia passa por colocar os cidadãos a receber os salários e pensões numa conta poupança, sendo posteriormente taxados pela movimentação dessas verbas.

Já nem se defende o aumento do IVA, agora a senhora propõe um imposto sobre o que se ganha, uma espécie de adicional de IRS ou de IVA sem consumo, um imposto sobre nada que não passa de um saque ao bolso. Parece que a senhora quer ganhar um concurso de loucura fiscal, agora sugere que as pessoas ganhem o seu ordenado mas que depois se cobre uma parte desse ordenado quando for usado para suportar as despesas das famílias.
Teodora Cardoso, que apresentou um pacote de ideias para o Portugal pós-troika, tema central da reunião dos deputados sociais-democratas, alertou ainda que os salários em Portugal "nunca vão subir muito" porque o país compete com outros onde os salários são mais baixos,»

Agora, e fazendo mais uma vez jus à sua independência sugere uma justa e equitativa ‘retribuição’. Isto é - nem mais nem menos - a proposta de mais um imposto (a somar ao 'enorme' aumento de 2013) e a recair sobre os mesmos (trabalhadores e pensionistas).

Pela minha parte acho que nem se deve perder mais tempo com esta velhota. Velhota, velhota, mas  ainda anda a ganhar uns cobres muito jeitosos. Mas francamente já era tempo desta velhota se ir embora e dar lugar a outro, ou outros, porque parece que ela acumula

Avé Maria cheia de graça
O Senhor é convosco
Bendita sejais vós entre as mulheres
E bendito é o fruto do vosso ventre Jesus……….

Francamente

Ver a noticia clicando aqui

quarta-feira, 26 de março de 2014

Serviço Nacional de Saúde era o que se chamava e era excelente dentro das possibilidades deste país. Agora é tratado como “Serviço Nacional de Morte Anunciada”. É uma crónica emocionada do nosso amigo Fernando Correia


Serviço Nacional de Saúde 
Era o que se chamava.
Era excelente dentro das possibilidades deste país. 
Agora é tratado como “Serviço Nacional de Morte Anunciada”. 
É uma crónica do nosso amigo Fernando Correia 

O Serviço Nacional de Saúde (de boa memória) que chegou a ser classificado como um dos melhores e eficazes da Europa e com mais benesses para os utentes, o que é perfeitamente natural numa sociedade democrática virada para os cidadãos e onde estes são o que há nela de mais importante, está a tornar-se progressivamente numa espécie de serviço nacional de morte anunciada, ou então na máxima já vertida por algumas bocas pestilentas de quem quer ter saúde tem de a pagar e bem! 

São inúmeros os casos diários de pessoas que morrem por falta de assistência e de doentes que andam em bolandas de hospital em hospital à espera de atendimento, de vez, da especialidade ou de uma vaga para apreciação e tratamento do seu caso 

Dois exemplos: 

 Foi diagnosticado a uma senhora (idade de menopausa) um problema na glândula tiróide e um tumor num ovário. Foi pedida uma biópsia urgente, porque se o tumor fosse maligno havia mais hipóteses de o extrair e debelar o mal. A aflição e a dor transformaram-se , rapidamente, em angustia e em ameaça de morte. Porquê? 

Porque no hospital da área da sua residência lhe marcaram a biópsia para o mês de Novembro de 2014, tendo sido detectado o mal em Fevereiro. Falou comigo a chorar pelo medo de me perder. É a ninha filha mais velha. Não será por essa razão que ela vai ficar sem tratamento, porque eu estou presente. 
Mas pergunto:- Que Serviço Nacional de Saúde é este? Que protecção (elementar) existe para os cidadãos deste país? Já agora e só porque vem ao correr da escrita, lembro que o plural de cidadão é cidadãos e não cidadões, como já ouvi dizer a gente com responsabilidades. 

O segundo exemplo tem a ver com uma “PEG” colocada numa senhora que não pode ingerir alimentos pelas boca, logo tem de ser injectada através de sonda própria (”PEG”), directamente no estômago. 

A “PEG” tem a duração de três meses que se completaram em Fevereiro deste ano. Os familiares dirigiram-se ao respectivo hospital para se proceder à mudança. Foi-lhes dito, com a maior tranquilidade e desfaçatez, que a mudança ficaria marcada para o final do mês de Maio Pode não haver perigo de infecção, pode tudo correr bem; mas se há prazos de validade, porque não se respeitam? 

É a mãe de três dos meus filhos. 

São apenas dois casos, dos muitos que me chegam diariamente. Mas ficam como exemplo, até porque me são próximos Os jovens que emigrem, os velhos que morram e os doentes que não se tratem Mas que país é este em que vivemos? 

Fernando Correia escreve regularmente no “Jornal Daqui” do Concelho de Mafra

“No Palco da Saudade” é uma rubrica semanal da autoria de Salvador Santos e tem por objectivo recordar as figuras do nosso teatro e cinema que já partiram do nosso convívio. Hoje é recordado Romeu Correia. É o Teatro no Bancada Directa.

In memoriam
Romeu Henrique Correia nasceu em Almada em 17 de Novembro de 1917 e faleceu nesta mesma cidade em 12 de Junho de 1996.
Foi um escritor ficcionista e dramaturgo. Integrou-se inicialmente numa corrente neo-realista, mas posteriormente especializou-se em "teatro de vanguarda"

“No Palco da Saudade” é uma rubrica semanal da autoria de Salvador Santos e tem por objectivo recordar as figuras do nosso teatro e cinema que já partiram do nosso convívio. 
Hoje é recordado Romeu Correia. 
É o Teatro no Bancada Directa. 

“No Palco da Saudade” 
Texto inédito e integral de Salvador Santos (Teatro Nacional de São João. Porto) 

ROMEU CORREIA 

Praticou atletismo e boxe, foi empregado bancário e publicista, esteve desde muito jovem ligado ao associativismo operário e destacou-se nas letras como escritor e dramaturgo com uma forte componente neorrealista com focagem nos problemas sociais e económicos da sua terra natal. Nasceu em Cacilhas, freguesia do concelho de Almada, em 1917, onde iniciou a sua actividade cultural com a criação e animação de bibliotecas populares em duas colectividades almadenses, organizando em ambas os mais diversos recitais de poesia, palestras e conferências. 

A preocupação que desde cedo demonstrou pela promoção do livro e da leitura indiciava já a sua grande vontade em enveredar pela escrita, o que aconteceu com a edição em 1947 do livro de contos “Sábado Sem Sol”. Aquele primeiro livro de Romeu Correia, que se centra na análise e crítica dos costumes da época, acabaria por ser apreendido dois meses depois da sua publicação pela PIDE, que felizmente deixou escapar mais de 1400 exemplares que já andavam pela mão de homens que, como ele, amavam a liberdade e combatiam a ditadura. 
Romeu Correia amava a terra onde nasceu. Frequentemente pairava na encosta do Ginjal e contemplava os lugares por onde passou a sua infância

Pouco depois seguiram-se os romances “Trapo Azul”, onde o autor fixa cruéis reflexos do quotidiano, “Calamento”, onde faz caracterologia moral e psicológica, “Gandaia”, onde aborda problemas da infância e da adolescência, e “Desporto Rei”, onde foca o processo social em curso por via do futebol. E chega então a sua primeira peça de teatro, “Casaco de Fogo”, onde aborda os difíceis problemas da mulher na sociedade do seu tempo. 

Após a sua estreia como dramaturgo, Romeu Correia desenvolveu um gosto muito particular pela escrita teatral, concebendo um conjunto considerável de peças que, em muitos aspectos, comunga dos traços neorrealistas de quase toda a sua obra literária, sendo igualmente enriquecido com recurso à tradição popular, aos fantoches, ao circo e ao experimentalismo vanguardista. “O Vagabundo das Mãos de Oiro”, peça distinguida com os prémios da Crítica e da Casa da Imprensa, e representada pela primeira vez em 1962 pelo Teatro Experimental do Porto, é talvez a que melhor espelha o seu teatro, todo baseado em casos reais recriados sob um fundo de inspiração popular que se impõe na verosimilhança da linguagem e num retrato perfeito das classes sociais da época. 

Tal patamar é também exemplarmente atingido em peças como “O Céu da Minha Rua” (que Romeu Correia escreveu em apenas oito dias e que marcou a estreia de Amália Rodrigues como actriz em televisão), “Tempos Difíceis” (que Joaquim Benite encenou brilhantemente na Companhia de Teatro de Almada), “Bocage” (que subiu a cena pela primeira vez na cidade Invicta, no Teatro Sá da Bandeira, por iniciativa do Grupo de Teatro do antigo Instituto Comercial do Porto) ou “O Andarilho das Sete Partidas” (sátira representada com sucesso o ano passado no Fórum Romeu Correia, em Almada). Mas seria injusto não referir outras três peças do autor, “Roberta”, “Cravo Espanhol” e “Grito no Outono”, que têm sido aplaudidas pelas mais diversas plateias. 

Enquanto ia escrevendo um vastíssimo número de títulos de peças de teatro, novelas, contos e romances (entre os quais impõe-se sublinhar o livro de contos “Um Passo em Frente”, que recebeu, entre outros galardões, o Prémio da Academia de Ciências de Lisboa), muitos deles traduzidos em chinês, húngaro, checo, alemão e russo, Romeu Correia continuava a calcorrear as ruas de Lisboa como cobrador do antigo Banco Nacional Ultramarino. 

Convém ainda referir que o autor, que foi alvo de estudos catedráticos em Universidades austríacas e francesas, possuía como habilitações literárias apenas uma efémera frequência do Curso Industrial. Ou seja, ele foi um autodidacta e tudo o que conseguiu foi à força de muito talento, esforço e trabalho. 


Com o sacrifício das suas horas de lazer, e norteado pelo objectivo de uma maior valorização pessoal e de melhor servir a gente da sua classe social, Romeu Correia foi desenvolvendo desde muito cedo, como militante e animador de algumas das muitas colectividades de cultura e recreio do concelho de Almada um esforçado trabalho de intervenção social, assente na generosidade, na preocupação pelo próximo e na luta contra a exploração da classe operária, onde acabaria por ganhar o ofício de escrever, ao mesmo tempo que se ia dedicando à prática desportiva. 

E como era fisicamente dotado, atingiu papel de relevo nas modalidades de boxe e atletismo (aqui encontrando a sua companheira para a vida, a penta campeã nacional de atletismo Almerinda Correia). 

Na véspera da Revolução de Abril, Romeu Correia estava a contar cupões de títulos de dívida na cave da sede do Banco onde trabalhava, tendo sido colocado dias depois em lugar mais condigno até se reformar. Passou então a dedicar-se à publicidade, ao mesmo tempo que se empenhava ainda mais na criação literária. Aos setenta e nove anos, pese embora o seu estado de saúde débil, andava entusiasmado com a escrita da história da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense que tinha em mãos. 
Não chegou a conclui-la. A 12 de Junho de 1996, chegavam ao fim os dias de um Homem cuja vida daria um Romance ou uma Peça de Teatro. A Câmara de Almada deu o seu nome a várias ruas do concelho, ao Fórum Municipal e a uma Escola Secundária; e o público, esse, continua a premiar a sua vastíssima obra com os maiores elogios e aplausos. 

Salvador Santos 
Teatro Nacional de São João. Porto 
Porto. 2014. Março. 24


Salvador Santos
O autor deste texto e autor da rubrica "No Palco da Saudade"

terça-feira, 25 de março de 2014

Crónica de uma morte anunciada para tempo indeterminado. Dava vontade de rir se o tema "morte" não fosse tão sério!.......

Francamente
Clicar na imagem para aumentar

As virtudes e a obediencia de Passos Coelho. Visitou a madrinha Merkel e arranjou logo coragem para anunciar mais cortes. Mas afinal de que é que estávamos à espera?

Pai Nosso
Que estáis no ceu
Santificado seja o vosso nome.........

domingo, 23 de março de 2014

Zita Duarte. Muitas saudades daquela mulher que foi uma grande actriz e da actriz que foi uma grande mulher. Faleceu no ano de 2000 apenas com 56 anos de idade. Durante a sua vida nunca esqueceu Cascais, a terra onde nasceu. A população de Cascais e todos aqueles que gostam de teatro e de cinema jamais esquecerão o seu talento!

Zita Duarte. 
Muitas saudades daquela mulher que foi uma grande actriz e da actriz que foi uma grande mulher. 
Faleceu no ano de 2000 apenas com 56 anos de idade. 
Durante a sua vida nunca esqueceu Cascais, a terra onde nasceu. 
A população de Cascais e todos aqueles que gostam de teatro e de cinema jamais esquecerão o seu talento!

Zita Duarte nesta tela retratada pelo pintor Reinaldo Silva. O autor soube colocar na sua pintura toda a expressividade do rosto sério e grave da Zita, mas ao mesmo dimanando uma doçura suave dele. A luminosidade dos olhos da actriz está perfeita com a delicadeza das faces

Considerações sobre a figura de Zita Duarte

Recordar é Viver.
E quando nos recordamos de alguém que foi tão importante a sua passagem por esta vida, faz-nos bem à alma e ao espírito recordarmos com saudade essa pessoa. Neste modesto blogue, onde a nossa participação continua activa, apesar da deserção de inúmeros colaboradores, que acharam que esta coisa de blogar era uma trêta, damos especial relevo à rubrica de Salvador Santos intitulada “No Palco da Saudade”. 

 Zita Duarte e Artur Semedo. Filme "O Barão de Altamira". 1986. Argumento e Realização de Artur Semedo. Produção de Antonio Seabra. Zita Duarte interpretou o papel de Irmã Lucia.

Temos muito respeito e saudade pelas figuras já focadas nesta rubrica. E continuaremos a ceder este espaço para que o Salvador continue activo com a sua recordação das figuras que engrandeceram o teatro em Portugal e que, infelizmente, já desapareceram do nosso convívio.

Quando publicámos o post em que era recordada Zita Duarte, tivemos vontade de acrescentar mais umas palavras. Ficámos em silencio. O que o Salvador escreveu já definia e muito bem quem era a Zita. Posteriormente a carta de uma leitora, que conviveu com Zita Duarte, fez-nos recordar alguns factos e teve o condão de nos emocionar. É que Zita Duarte, que foi grande como mulher e grande como actriz merecia estar mais presente na recordação dos portugueses.  Pelo menos com mais frequência. E eu não fujo ao leque destas pessoas esquecidas. Simplesmente a vida fez-me esquecer o valor de uma actriz chamada Zita Duarte. E não só o valor, mas a sua imagem real.

Zita Duarte no filme "Nós por cá tudo bem". 1978. Realização e Argumento de Fernando Lopes.

Nunca concordámos com a frase de Corto Maltese: “Quem vive de recordações é o coveiro do seu próprio cemitério”.      (Hugo Pratt, Corto Maltese – A balada do mar salgado, vol 3, pág. 22).

Estamos em  Cascais. 1958. Nesta altura Zita Duarte tinha 14 anos de idade. Por motivos obrigatórios deixei Lisboa e fui viver para Cascais durante 3 anos. Lembro-me de um grupo de raparigas que frequentavam a praia de Santa Marta, a dos Pescadores e as praias da Rainha e da Duquesa. Convivemos durante os verões com aquelas moças nos areais daquelas praias. 

A esta distancia só me lembro do nome de uma delas, que era filha dos proprietários de um snack bar ali no Largo Assunção, nas traseiras da Igreja. O edificio onde era o snack foi reconstruido e o estabelecimento já não existe. 
Zita Duarte e Luis Miguel Cintra. Peça de  Edward Bond "A Prisão". Um espectáculo arrebatador. Teatro da Cornucópia. Estreia em 26 de Julho de 1995. Tradução e encenação de Luis Miguel Cintra.
Interpretes: Luis Miguel Cintra; Claudia Andrade; Luisa Cruz; Miguel Borges; Rogério Vieira; Luis Lima Barreto; Fernando Ribeiro; Antonio Fonseca; Adriano Luz, Antonio Pires e Luis Lucas em vozes off; Zita Duarte; Rita Loureiro em voz off; José Meireles
Zita Duarte fez o papel de Ellen

Com essa moça tínhamos alguma relação de amizade e por ela soubemos que a maioria das moças que a acompanhavam se dedicavam a dar récitas de teatro. Presumo que a Zita faria parte desse grupo. Nunca tive a oportunidade de assistir a qualquer das récitas. Mas foi natural que eu me tivesse cruzado com a Zita

 Olhos luminosos numa grande actriz
Zita Glória Duarte Silva foi uma estrela do TEC. Nasceu aqui em Cascais a 17 de Fevereiro de 1944. Foi uma das fundadoras da companhia do Teatro Experimental de Cascais, juntamente com Carlos Avilez (encenador da companhia), em 1965. Aqui se manteve até 1975, tendo regressado anos mais tarde para continuar uma sucessão de trabalhos que alternaram entre a comédia, a tragédia e outros géneros. Texto retirado de um blogue)

Quando deixei Cascais e voltei para Lisboa o meu esquecimento daquele grupo de raparigas esteve presente. Ainda soube que a Zita tinha sido a fundadora do Teatro Experimental de Cascais uns 4 anos depois , mas não passou disso.

É a vida!




Filme "Nós por cá tudo bem". 1978. Zita Duarte mostra-nos todo o seu talento interpretando musicalmente "O coro das criadas de servir". Os elementos do coro acompanhante são Madalena Leal e Sheila Charlesworth. Fime de Fernando Lopes, a musica deste tema é do Sérgio Godinho e a letra do Alexandre O´Neil

Por nós, Salvador Santos e Adriano Rui Ribeiro, recordaremos sempre com saudade Zita Duarte

Três imagens de Roquetas de Mar. O ser-se criativo e engenhoso não significa que se tenha bom gosto.


Esta localidade é Aguadulce. Pertence ao Ayuntamiento de Roquetas mas situa-se a uns bons 10 quilometros. É uma povoação que corre ao longo da costa em direcção a Almeria. Rasgando a serra constroem-se novos edifícios. Aqueles edifícios lá no alto de frentes todas em negro, que são um verdadeiro mau gosto, ficam muito pertinho da Autovia del Mediterrâneo. Cá por baixo, junto ao mar, entre os "alcantillados" e o porto deportivo passa a Carretera N340 a antiga estrada principal que ligava toda a Andaluzia com o norte de Espanha.
O sol apareceu em força neste Domingo em Roquetas de Mar. Mas os roquetanos ainda não se aventuram a passar as manhãs nos extensos areais da zona. Claro que quem está nos hoteis delicia-se com a água tépida das piscinas climatizadas dos mesmos. 

A temperatura do ar é de 19º de máxima e de 12º de mínima. Mas amanhã o céu já vai aparecer muito nublado, mas sem chuva



Marchas de la Dignidad por toda a Espanha e que se juntaram ontem em Madrid. Da Andaluzia saíu uma marcha de Malaga, passou por Roquetas de Mar e Almeria. Depois juntou-se com aquela que saíu de Granada para irem para Madrid

Carga policial sobre os manifestantes em Madrid. Depois dos manifestantes atirarem petardos, as autoridades responderam com uma carga policial. Há 88 feridos. 

Carga policial sobre os manifestantes em Madrid Reuters Pretendia ser uma marcha pacífica contra os cortes do Governo de Rajoy, mas terminou num confronto entre manifestantes e polícias, com 24 detidos, três deles menores, e 88 feridos, de acordo com fontes hospitalares. . 

O protesto começou às 17h (16h em Lisboa) depois das seis marchas, que há um mês partiram de diferentes zonas de Espanha, se dirigirem da estação de Atocha para a Plaza de Colón, no centro da cidade. Com o nome de 'Marcha da Dignidade', o protesto reivindicava "pão, trabalho e habitação para todos". 
La Marcha de la Dignidad toma el centro de Madrid con miles de personas 

La protesta concluyó con 24 detenidos, de ellos tres menores, y unos 88 heridos Los manifestantes llegados a pie no pasaron de 2.000 La protesta se inspira en el sindicato de Gordillo y en los campamentos de IU en Extremadura • 

A versión de la policía, que luego rebajó a 36.000 asistentes) en la capital. Las ocho marchas trataban de ser una metáfora de un malestar que recorre España. Un malestar concreto sepultado bajo números escalofriantes: casi seis millones de parados, decenas de miles de desahucios y miles de millones de recortes en gasto social. 
La marcha desembocó en manifestación. Todo discurrió de forma pacífica y planificada hasta entrada la noche, cuando elementos radicales y policías antidisturbios entraron en acción. Pasadas las nueve de la noche, ya había 24 detenidos, de los que tres eran menores. Además, los disturbios causaron 88 heridos, de los que 55 eran policías. En total, 15 personas fueron trasladadas a hospitales para una valoración, según Emergencias Madrid. 

Unos 88 heridos y 24 detenidos tras la marcha

La Marcha de la Dignidad fue pacífica hasta bien entrada la noche. Solo entonces elementos radicales y policías antidisturbios entraron en acción. Pasadas las nueve de la noche, ya había una veintena de detenidos, después de varias cargas policiales y el recibimiento a pedradas de los agentes. Casi en la medianoche la cifra se cerró en 24 detenidos, de los que tres eran menores. 

La Delegación del Gobierno informó de que a los detenidos se les acusa de resistencia y atentado a la autoridad, vandalismo y destrozos en el mobiliario urbano. Emergencias de Madrid ha informado también de que hay 88 heridos de carácter leve o muy leve, de los que 55 son policías (46 nacionales y 9 municipales) y, el resto, 33 ciudadanos que participaban en la marcha. 
Además, 15 personas han sido trasladadas a hospitales para una valoración médica. La convocatoria de la Marcha incluía tres lemas principales (“No al pago de la deuda”, “Ni un recorte más”, “Fuera los Gobiernos de la troika”). Pero de ese programa de mínimos se supo poco ayer. Palideció frente a la diversidad de reivindicaciones de las pancartas. 

“Si no luchas, pueden contigo”, protestaba Mamen Ruiz, murciana de 32 años con dos hijos y que se unió a la Plataforma de Afectados por la Hipoteca (PAH) de su ciudad cuando vio cerca el desahucio. Virginia, de 47 años y funcionaria de Justicia se manifestaba “por las tasas, por la ley del aborto y para decirle a Gallardón que se vaya”. 

Belén Calvo, maestra, de 32 años y en paro desde hace tres, tomó un autobús en Burgos por la mañana vestida con una camiseta con la leyenda “Gamonal. Barrio vivo, barrio combativo”. “He venido porque tengo dignidad”, sentenció. En el remolino de voces decepcionadas se fundieron extrabajadores de Panrico y Coca-cola, barrenderos de Madrid, las mujeres del carbón asturiano, pequeños partidos de izquierda, miembros de las mareas antirrecortes… 

Las ocho marchas que llegaron el viernes a las proximidades de Madrid se despertaron temprano ayer. Después de un tentempié de fruta y verdura en el barrio de Vallecas, la procedente de Murcia y Valencia (que durmió en el polideportivo de Rivas Vacíamadrid) fue recibida en el centro con lágrimas, bocadillos, sopa de cocido en vasos de plástico y agua. Desde allí, unas 2.000 personas continuaron hasta Atocha. 

El sustrato de la protesta fueron las columnas de caminantes que siguieron el trazado de las seis carreteras nacionales que confluyen en la capital. Pero la verdadera materia prima de la concentración fueron los madrileños y los llegados en trenes, coches y autobuses desde todo el país. En Atocha todas las columnas se unieron en un brazo que avanzó hasta la plaza de Colón, donde se leyó un manifiesto. 
 Marcha de la Dignidad que passou aqui em Roquetas de Mar na passada quinta feira e que seguiu para Madrid

Os antecedentes das Marchas de la Dignidad. (Setembro 2013)
Los Campamentos Dignidad nacieron en Mérida con una concentración frente a una oficina de empleo que exigía la creación de 25.000 puestos públicos y una renta básica. Abrazado a estas dos reivindicaciones el movimiento fue trepando con vigor, lo que le permitió entretejerse a colectivos en expansión, como la PAH. Manuel Cañada, excoordinador general de Izquierda Unida en Extremadura y tres veces candidato a presidir la Junta, se convirtió en cabeza visible del campamento. 

Cañada, miembro de la vertiente más ortodoxa del Partido Comunista (la que en Extremadura ha rehusado pactar con el PSOE) se propuso demostrar que los parados representaban una fuente de movilización social. “Los Campamentos Dignidad somos el 15-M obrero”, ha sido una de sus consignas, insistiendo en lo fértil que resulta el clima de anarquía y pluralidad para movimientos de contestación. 

La estrategia de Cañada es un buen ejemplo de la gordillización de la izquierda del sur: el recurso a acciones de resistencia civil para hacer política fuera de los canales parlamentarios. El extremeño reconoce el ascendiente del alcalde de Marinaleda, ha participado en encierros y asaltos a supermercados, y colabora con los impulsores del modelo de okupación social de la Corrala Utopía, plataforma sevillana próxima al SAT. 
 Primeira Marcha de la Dignidad que saíu de Sevilla o ano passado em Setembro

Los Campamentos organizaron una primera Marcha Dignidad en Extremadura en septiembre de 2013. En esta fase Cañada también tendió puentes con el Frente Cívico Somos Mayoría de Julio Anguita, que ha terminado oficiando de maestro de ceremonias en los actos de presentación de la Marcha de la Dignidad.

sábado, 22 de março de 2014

Comentador da SIC José Gomes Ferreira.especializa-se em armadilhar entrevistados que não são da cor do Governo. Oscar Gaspar, porta voz do PS para as questões económicas, viu-se em palpos de aranha para se ver livre da trama que lhe armou o entrevistador.

Comentador da SIC José Gomes Ferreira.especializa-se em armadilhar entrevistados que não são da cor do Governo. 

Oscar Gaspar, porta voz do PS para as questões económicas, viu-se em palpos de aranha para se ver livre da trama que lhe armou o entrevistador. Aconteceu no passado dia 19 deste mês na rubrica da SIC “Negócios da Semana”. Em debate estavam o dito Óscar Gaspar e Miguel Frasquilho do PSD. José Gomes Ferreira introduziu o tema que era “qual o futuro de Portugal após a saída da troika?” 

 Em determinada altura e jogando a favor das teorias de Miguel Frasquilho o entrevistador dispara em direcção ao elemento do PS e põe-lhe esta questão linear:
 -Diga-me apenas se sim ou não, se o PS logo após a saída da troika vai aumentar os salários e reduzir os impostos? E para atrapalhar mais o Óscar Gaspar ainda insistiu que apenas queria a resposta se sim ou não! É claro que a pergunta não dava qualquer margem de manobra para esclarecer uma resposta adequada. 

Estava-se mesmo a ver que José Gomes Ferreira pretendia encalacrar o porta voz do PS. Óscar Gaspar esclareceu que os aumentos dos salários e redução de impostos não poderiam ser feitos de imediato após a a saída da troika. Era preciso tempo. Viram-se logo sorrisos abertos nos rostos do entrevistador e do Miguel Frasquilho. Óscar Gaspar tinha caído na armadilha! 
Mais tarde o PS pelas voz de José Junqueiro deu mais pormenores sobre as intenções do Partido  Socialista quanto a esta matéria PS promete que salários vão voltar, mas «não num só dia» Socialistas garantem que não vão fazer «tudo ao contrário» do que prometem antes das eleições 

O vice-presidente da bancada do PS José Junqueiro reiterou que, quando forem governo, os socialistas terão como «prioridade progredir no sentido da reposição dos rendimentos», mas não «no primeiro dia nem num só dia». «O PS no Governo terá como prioridade progredir no sentido da reposição dos rendimentos dos portugueses. Não o fará no primeiro dia nem num só dia», afirmou José Junqueiro aos jornalistas no Parlamento

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, exigiu um esclarecimento por parte do secretário-geral do PS, António José Seguro, sobre a sua posição relativamente à reposição de rendimentos dos portugueses, após declarações do conselheiro económico socialista Óscar Gaspar. 

«O PS não faz demagogia sobre esta matéria e os portugueses entendem bem porquê: porque a austeridade excessiva e os cortes excessivos não permitirão que isso aconteça no primeiro dia, nas não impedem que o PS faça como seu desígnio e seu projeto repor os rendimentos dos portugueses», frisou Junqueiro. 

«Não faremos como Pedro Passos Coelho, que escreveu o seu programa eleitoral no dia 1 de abril e quando chegou ao Governo fez tudo ao contrário do que tinha dito», acusou. José Junqueiro insistiu ainda que «o PS fez uma proposta ao PSD para um debate que respondesse a uma pergunta sobre se o país está melhor ou pior e fez também um apelo no sentido de o PSD e Governo se reunir em torno de um grande consenso nacional sobre o salário mínimo». 

«O Governo fugiu e tentou o fait-divers», afirmou, defendendo que, «para um consenso nacional em torno do salário mínimo, só falta mesmo o PSD»
Também o cabeça de lista do PS Francisco Assis às eleições europeias afirmou que o seu partido não vai fazer «promessas irresponsáveis» de reposição de salários e pensões a seguir às eleições porque o país está pior económica e socialmente. 

Francisco Assis, que falava durante uma visita a Vila Real, considerou ser «sensata» a declaração de Óscar Gaspar, conselheiro económico de António José Seguro, que disse que «não é possível voltar a repor os rendimentos dos portugueses ao nível de 2011». 

«O PS, contrariamente ao que o PSD fez nas últimas eleições, em que prometeu mundos e fundos, não vai fazer agora promessas irresponsáveis e não vai dizer que, no dia seguinte às eleições, vai repor tudo tal e qual estava há uns anos atrás», afirmou à agência Lusa. Isto porque, segundo o candidato, o PS «bem sabe que o país está hoje pior do ponto de vista económico e social» e que «houve uma regressão nestes anos». 

No entanto, Assis garantiu que os socialistas querem precisamente «inverter a política económica para que seja possível repor tudo isso» e para que «se possa voltar a apostar no crescimento da economia através também de um relançamento do próprio mercado interno». «E isso implica que haja uma alteração de política em relação aos salários e pensões», sustentou

Nota final de Bancada Directa: quanto à não publicação de uma foto de Marco António Costa, que também botou opinião, não o fizemos por entendermos que este senhor não significa nada no contexto da politica nacional.

Obrigado Pela Sua Visita !