BANCADA DIRECTA: Janeiro 2014

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Arre pôrra! Chiça Penico! Olha se os indefectiveis "putativos praxadores" se lembram de aplicar aos caloiros esta experiencia? O acidente no Meco foi mais perigoso.....

Nuno Crato igual a si próprio! A tentativa de querer dar-se bem com Deus e com o Diabo


 Ah, e segundo afirmam os "praxadores" a praxe tem o objectivo de integrar o caloiro no espírito universitário e ao mesmo tempo uma orientação prática para a vida em sociedade

O vídeo a seguir
Algures no centro do nosso país, mostramos uma vetusta e secular tradição. Muita pressão, pouco divertimento e muito mau gosto!





O vídeo e o texto a seguir são parte de um post publicado pelo blogue "2 dedos de conversa".

(Parece-me que não entendi bem: por favor confirmem se nesta praxe de Coimbra - a tal Academia onde a praxe é boa - quando um aluno disse que não queria participar na praxe bateram-lhe, chamaram-lhe "paneleiro", vaiaram-no, disseram-lhe tudo aquilo de que ia ficar excluído se não participasse, e despediram-no com a cantilena "boa viage, vai pró caralho"; confirmem também se aqueles que assistiram a tudo isto de cabeça baixa e olhos no chão eram caloiros, ou, já agora, se este filme é uma grosseira manipulação, forjada por uma misteriosa conspiração para denegrir a imagem da Academia de Coimbra)

Dar uma olhadela ao blogue "2 dedos de conversa" clicando aqui

Nem é só o folclore que os minhotos sabem apreciar! A convivencia está sempre presente na ordem do dia. Bancada Directa mostra-vos duas realizações de convivios à volta de uma mêsa! Compareçam e desfrutem.

 Bom sucesso e muitas presenças é o que desejamos

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Sporting Futsal Campeão! O Desporto e a Vida no Bancada Directa. Os factos que em nossa opinião mais se destacaram em 2013. Damos vida ao titulo de campeão nacional de Futsal pelo Sporting Clube de Portugal

O Desporto e a Vida no Bancada Directa. 
Os factos que em nossa opinião mais se destacaram em 2013. 
Damos vida ao titulo de campeão nacional de Futsal pelo Sporting Clube de Portugal 

O Sporting sagrou-se campeão nacional de futsal, depois de vencer novamente no pavilhão do Benfica, desta vez por 1-3, no jogo 4 da final dos play-offs. Este é o 11.º título do clube, que nesta época conquistou também a Taça de Portugal. 
 Os “leões”, que partiram para este encontro com uma vantagem de 2-1 na final, nunca estiveram em desvantagem no marcador. Alex, que tinha bisado no triunfo obtido na véspera no mesmo local, abriu o activo aos 5’. O Benfica, campeão na época passada, reagiu rapidamente, conseguindo a igualdade três minutos depois por intermédio de Nené. E foi com 1-1 no marcador que se chegou ao intervalo. Marcelinho voltou a adiantar o Sporting, com um desvio rápido após uma reposição lateral de Leitão, aos 29’. O benfiquista Diece foi expulso aos 39’, quando a sua equipa já actuava com guarda-redes avançado, e foi em superioridade numérica do Sporting que Caio Japa fez, a nove segundos do fim e com um remate de área a área para a baliza deserta, o 1-3 final. 

A marcha dos desafios nos play-off entre o Benfica e o Sporting teve o seguinte desenvolvimento

1º jogo: vitoria do Sporting por 5-1
2º jogo: empate de 3-3  e o Benfica ganhou nas grandes penalidades por 3-2
3º jogo: vitoria do Sporting por 4-2
4º jogo: vitoria do Sporting por 3-1 e conquista do titulo de campeão nqacional


A alegria dos sportinguistas está bem visível neste pequeno texto de consagração
Campeões, nós somos campeões!!! 

Parabéns ao futsal do Sporting!!! 

Neste momento de vitória, enchem-nos de orgulho em ser Sporting. Tal como fizeram ao longo de toda a época. Com vitórias e mais vitórias, grandes exibições atrás de exibições. É um grupo de trabalho, com o grande dirigente Miguel Albuquerque à cabeça, que nos obriga a dizer com todas as letras: ISTO É O SPORTING!!! 

Grande treinador e equipa técnica, lote de grandes jogadores ao nível dos melhores da modalidade, e, com estes ingredientes estamos prontos para ganhar e ser os melhores, foi para isso que o Sporting nasceu. Esta equipa do Sporting que "apenas" recebeu o Divanei e o Nuno Dias e a sua equipa técnica, praticou futsal de altíssimo nível. Atrevo-me a dizer: o melhor futsal de sempre em Portugal!!! 

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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O Teatro no Bancada Directa. Salvador Santos apresenta a sua rubrica semanal “No Palco da Saudade”. Hoje recorda-se o grande actor Furtado Coelho.


In memoriam
Furtado Coelho (Luís Cândido Cordeiro Pinheiro Furtado Coelho), compositor, teatrólogo, empresário, ator e poeta, nasceu em Lisboa, Portugal, em 28/12/1831, e faleceu nesta mesma cidade em 13/2/1900.

O Teatro no Bancada Directa. 
Salvador Santos apresenta a sua rubrica semanal “No Palco da Saudade” 
Hoje recorda-se  o grande actor Furtado Coelho. 

“No Palco da Saudade” 
Texto inédito e integral de Salvador Santos (Teatro Nacional de São João. Porto) 

 FURTADO COELHO 

Português de nascimento, foi no Brasil que fez uma notável carreira como actor, dramaturgo, compositor, pianista, poeta e empresário teatral. 

 Retrato de Lucília Simões extremosa filha do casal Furtado Coelho/Lucinda Simões

Descendente de uma nobre família de Lisboa, estudou engenharia e projectavam-lhe uma carreira diplomática, mas o seu gosto de juventude pelas comédias realistas das companhias francesas que visitavam o nosso país na época fizeram-no perder-se de amores pelo teatro. Coartado na liberdade de experimentar os palcos nacionais pela rigidez familiar, decidiu fazê-lo em terras estrangeiras. 

Partiu para terras de Vera Cruz em 1856, com pouco mais de vinte e quatro anos, e três anos depois, após uma apagada passagem por Porto Alegre, já rivalizava com o maior actor brasileiro da segunda metade do século XIX, o carioca João Caetano. Furtado Coelho foi o pioneiro e o mais destacado defensor da estética realista e um dos maiores actores do teatro brasileiro no final do século XIX, período em que esta arte se tornou no mais popular acontecimento público e o mercado ainda era dominado pelos autores, actores e empresários portugueses. 
Brasil. Rio de Janeiro. Teatro Lucinda, fundado por Furtado Coelho.Nesta foto trata-se de uma alegoria comemorando a abolição da escravatura no Brasil. 13 de Maio de 1902

O sucesso dos seus desempenhos em peças de Alexandre Dumas Filho, Émile Augier ou Théodore Barriére foi tão grande que, aos poucos, os críticos e o público se iam encantando com a gestualidade contida, a voz modulada e a naturalidade do ator em papéis centrais de comédias realistas. 

O escritor Machado de Assis reservou-lhe grandes elogios, afirmando que via nele, «mais do que em qualquer outro, a naturalidade, o estudo mais completo da verdade artística». Nesse tempo o estilo defendido por Furtado Coelho desencadeou uma polémica com os defensores da escola romântica, tendo o conceituado jornalista, político e teatrólogo brasileiro Joaquim Serra vindo em sua defesa, louvando-o assim: «Tu […] triunfas porque és natural e verdadeiro; porque sente-se palpitar a fibra e bater a artéria quando pões em cena alguma paixão; porque estudas as dobras e refolhos do coração humano, sem essas terríveis contorções, que, tirando a elevação dos papéis, pode, quando muito, acreditar o artista como uma obra-prima de mecânica. 
Mãe e filha: Lucinda Simões, mulher de Furtado Coelho e Lucília Simões, sua filha

Triunfas, porque não concedes um gesto à arte vulgar; não dás arras nem fazes concessões a essas popularidades parvas e balofas, que degradam a arte. Não sacrificas a verdade ao efeito e nem a harmonia e ritmo de palavra, ao trovejar da voz, que desnatura a verdade». 

No início da década de 1870, passado o apogeu dos grandes dramas e das comédias sofisticadas, mas procurando a todo o transe não fazer grandes concepções aos princípios que defendia, Furtado Coelho viu-se forçado a voltar-se para os géneros mais ligeiros e populares, como as operetas, as farsas, os melodramas e as revistas, com seus cenários e efeitos cénicos extravagantes, uma vez que o público demonstrava grande interesse por eles, esgotando lotações por onde as peças passavam. Iniciou-se neste tipo de produções com os musicais “A Pera de Satanás” e “A Baronesa de Caiapó”, buscando depois em Portugal elencos experimentados para se aventurar nas grandes comédias de costumes sem que daí resultasse prejuízo para a qualidade interpretativa. Nesse grupo de artistas veio Lucinda Simões, com quem Furtado Coelho viria a casar em 1872, tendo nascido desse casamento outra grande actriz portuguesa (Lucília Simões). 
Lucinda Simões, que foi mulher de Furtado Coelho, aqui nesta foto com sua mãe e sua neta

Com a sua mulher constituiu uma nova e aplaudidíssima companhia, arrendando para tal, entre 1877/79, o carioca Teatro Carlos Gomes, assentando depois arraiais, na primeira metade da década de 1880, num velho espaço que recuperaram e a que deram o nome de Teatro Lucinda (homenagem a Lucinda Simões), no Rio de Janeiro. 

Entre os actores que integravam o elenco destacam-se os portugueses Joaquim de Sousa e Gabriela da Cunha, também importantes na difusão da escola realista no Brasil, para além da atriz brasileira Apolônia Pinto, que se estreou sob sua direcção. Mas Furtado Coelho não foi apenas actor, director e empresário teatral. 

Também foi um inspiradíssimo compositor, introduzindo nos saraus familiares e nas reuniões literárias a moda dos poemas declamados com acompanhamento musical expressamente composto para a ocasião. Compôs música para o drama “Dalila”, de Octave Feuillet, que fez imenso sucesso no Brasil. 

Foi também autor da música da “Grande Marcha Académica”, em homenagem aos estudantes de Direito de São Paulo. Inventou o copofone e foi pianista. Deixou ainda valsas e polcas publicadas, além de ter escrito inúmeros poemas, libretos para óperas cómicas, como “Cora” (música de Chiquinha Gonzaga), e dramas, como “O Remorso Vivo”, “O Agiota” ou “Misérias Sociais”. 
Na sua versatilidade artística, Furtado Coelho compôs a musica para esta obra de Octave Feuillet: Dalila

Para além de artista, Furtado Coelho foi também um empresário dinâmico e arrojado. Criou e dirigiu muitas companhias, enriquecendo e falindo muitas vezes. Por circunstâncias de mercado, em diversas ocasiões teve de deixar de lado os seus ideais por um teatro realista e conformar-se com um estilo mais popular. 

Trabalhou até pouco antes de falecer, mas o fim da sua carreira foi inglório, como registou o jornalista e critico brasileiro Alfredo Pujol: «Lembro-me de o ter visto um dia, numa longínqua cidade do interior de São Paulo, velho e enfermo, dizendo monólogos a uma plateia de dez tostões a cadeira, num palco improvisado de sarrafos e aniagem. Doeu-me ver assim humilhado um dos mais eminentes actores do nosso tempo». 

É triste, muito triste! 

Salvador Santos 
Teatro Nacional de São João. Porto 
Porto. 2014. Janeiro. 26

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

O Desporto e a Vida no Bancada Directa. Ericeira: Reserva Mundial de Surf. Post complementar para descrever a onda CAVE desta Reserva Mundial


Alex Gray foi um dos surfistas que se destacou nas sessões que decorreram nos últimos meses na perigosa onda da Cave, na Ericeira. Este é o resultado de tubos incríveis e quedas aparatosas mesmo por cima da lage afiada e de que maneira

O Desporto e a Vida no Bancada Directa. 
Ericeira: Reserva Mundial de Surf. 
Post complementar para descrever a onda CAVE desta Reserva Mundial 

CAVE 

No flanco sul da Baía dos Dois Irmãos, com um ângulo de costa virado a Sul, encontramos a onda CAVE. 

Esta direita poderosa só começou a ser surfada recentemente, tendo ganho imensa notoriedade nos últimos tempos devido à sua espectacularidade e perigos que envolve. É extremamente radical, tubular e arriscada. 
Parte sobre uma subita placa de recife que não conecta com terra, localizada a pouquíssima profundidade. A sucção de água da base da onda em direcção ao seu topo é tão intensa que esta parte abaixo da linha de água.? Daí a sua designação? Com o tubo que aí se forma a tornar-se progressivamente mais oco, largo e plano, à medida que a onda se aproxima do seu fim. 

A CAVE deve ser exclusivamente utilizada por surfistas muito experientes, e mesmo a estes é aconselhável o uso de protecções 


Tipo de fundo = Recife 
Condições de maré = Maré cheia 
Condições de ondulação = NO/N
Condições de vento = de SE a NE 
Consistência = + 
Ângulo de rebentação = 27º Comprimento da linha de rebentação = 30 a 70 metros 
Altura das ondas = 1.0 a 2.5 mergulhante/ de fundo 

Nível de prática = Livro 7 (7 = surfistas capazes de completar com controlo e fluidez, diferentes combinações das 7 manobras na mesma onda e estar à vontade debaixo de água em ondas poderosas de pelo menos 4 metros

O Desporto e a Vida no Bancada Directa. Os factos que, em nossa opinião, mais se destacaram em 2013. Voltamos a falar de “SURF” e da Ericeira como Reserva Mundial de Surf. Um apontamento sobre as 7 ondas que sustentam este titulo

O Desporto e a Vida no Bancada Directa. 
Os factos que, em nossa opinião, mais se destacaram em 2013. 
Voltamos a falar de “SURF” e da Ericeira como Reserva Mundial de Surf. 
Um apontamento sobre as 7 ondas que sustentam este titulo 

A Praia de Ribeira d'Ilhas é uma praia marítima, situada na freguesia de Ericeira, concelho de Mafra, distrito de Lisboa, em Portugal continental. É a praia mais setentrional da freguesia da Ericeira e é famosa por ser palco de provas de surf do circuito mundial.
A praia da Ribeira de Ilhas antes da requalificação levada a efeito pela autarquia mafrense e que tanta contestação causou entre a comunidade de surfistas.  

Trata-se de uma praia que é vigiada durante a época balnear. É dotada de um conjunto de equipamentos que lhe conferem excelentes condições para o turismo. Junto ao parque de estacionamento tem bares que funcionam todo o ano, devido ao movimento de surfistas. O substrato rochoso sob a água desenvolve ondas direitas, ideais para a prática do surf, sendo, inclusivamente, o spot escolhido para a realização de uma das etapas do Campeonato do Mundo de Surf.1

Em Agosto de 2012, em plena época balnear, a Câmara Municipal de Mafra decidiu avançar com um processo de expropriação do Surfcamp, que tinha sido até aí gerido por surfistas de forma privada, gerando uma forte onda de contestação, que colocou de um lado a Câmara defendendo o seu projecto de renovação das infra estruturas de apoio à praia, até aí praticamente inexistentes, e do outro os surfistas que se recusaram a abdicar do seu campo, que constituía um importante polo de atracção turística e social dentro da comunidade surfista. O processo de expropriação continuou e as obras de requalificação avançaram ficando concluidas no meio do ano de 2013

A historia dos acontecimentos
A requalificação da praia de Ribeira d'Ilhas, na Ericeira (Mafra), uma das mais procuradas a nível mundial por surfistas, está concluída, um ano após a câmara ter tomado posse administrativa e demolido o 'surf camp' aí existente.
Fonte da Câmara Municipal confirmou que as obras de 2,3 milhões de euros ficaram concluídas, com a construção de um edifício de apoio aos desportos de ondas, no local do 'surf camp' (alojamento para surfistas, com escola de surf) demolido, e com o reordenamento do estacionamento e do acesso à praia.

A intervenção, iniciada no último trimestre de 2011, incluiu também a criação de percursos pedonais, melhoramentos nas escadas, colocação de novo mobiliário urbano, nova iluminação pública e estabilização da arriba sul. As instalações do 'surf camp' da praia foram encerradas no início do verão passado, numa ação que obrigou os proprietários a desalojar os hóspedes e a retirar os seus bens, e vieram a ser demolidas em Outubro.

A acção resultou da posse administrativa do terreno pela autarquia, após concluir o respectivo processo de expropriação, e que foi contestada em tribunal pelos proprietários do ex-'surf camp'. A Câmara de Mafra aprovou interesse público para os terrenos no intuito de avançar com as obras de requalificação, previstas no Plano de Ordenamento da Orla Costeira.
Ribeira d"Ilhas depois da requalificação de estruturas levadas a efeito e suportadas em metade dos custos pela autarquia mafrense, ao tempo da presidência do Engº José Ministro dos Santos

As obras de 2,3 milhões de euros foram comparticipadas em metade pelo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) e em 521 mil euros pelo Turismo de Portugal. A requalificação da praia, que integra a única reserva mundial de surf na Europa, está prevista no Plano de Pormenor de Ribeira d'Ilhas e no Plano de Ordenamento da Orla Costeira Alcobaça/Mafra.

Tornava-se ,deste modo, promover as sete ondas que compõem a Reserva Mundial de Surf da Ericeira:Pedra Branca, Reef, Ribeirad”Ilhas, (que tem a onda mais consistente), Cave, Crazy Left, Coxo e São Lourenço
Os objectivos prendem-se com a promoção da protecção dos recursos naturais da Ericeira (ondas, costas, praias) e reforçar o seu reconhecimento nacional e internacionalmente.

Os pormenores das ondas
Ribeira d”Ilhas

Andando 500 metros para Norte da Ericeira, fica a onda mais mediática e cosmopolita de todas as que integram a Reserva. Situada num vale com uma praia de areia no centro, onde desagua uma ribeira, a sua configuração geográfica é a de um anfiteatro natural, ideal para a realização de eventos de surf.

Não por acaso, tiveram aqui lugar os primeiros campeonatos nacionais e internacionais realizados em Portugal. Ribeira d`Ilhas é uma longa direita de pointbreak ? significando que as ondas acompanham o contorno da costa ? que recebe todo o tipo de ondulações e funciona em todos os tipos de maré, sendo a onda mais consistente da região.

Com ondulações de W/NO Ribeira d?Ilhas pode proporcionar direitas de até 200 metros de comprimento.
Onda muito valiosa e competitiva, pois permite os mais diferentes níveis de abordagem por parte dos surfistas.
Tipo de onda: direita comprida
Tipo de fundo: rochas e recife
Condições de maré: todas as marés
Condições de ondulação: todas as ondulações – condições ideais com O/NO
Condições de vento: de qualquer quadrante – condições ideais de SE a NE Consistência: + + + + +
Ângulo de rebentação: 55º
Comprimento da linha de rebentação: 150 a 300 metros Altura das ondas: 0,5 a 3,5 metros

Tipo de rebentação: progressiva/mergulhante

Nível de prática LIVRO7:

4 - Surfistas capazes de executar take-offs logo de lado, num só movimento, para a direita e para a esquerda em ondas não rebentadas, e capazes igualmente de suportar quedas em ondas poderosas de até um metro.

Falaremos em novo post das características das restantes ondas

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

E enquanto as opiniões surgem de todos os quadrantes, o primeiro-ministro lá vai enchendo de ilusões transitórias este pobre povo português.Mas também apetece perguntar: Praxes que é para que eu te quero?

 Praxes para que te quero? Reflexões da minha parte 

Aqui há uns três / quatro anos, no seguimento de uma acção praxatória aviltante para um caloiro, publiquei um post sobre o tema, o que motivou uma reacção enérgica de um membro da Comissão de Praxes do estabelecimento a que eu me referia. 

O motivo da reacção era de que eu tinha cometido um erro concreto. Claro que foi um êrro de pormenor, porque eu tinha assinalado que os finalistas tinham de mergulhar num lago central do pátio de entrada, Isto lá para as três ou quatro da matina, quando afinal eles mergulhavam numa tina de plástico encostada ao dito lago, uns obrigados mas outros voluntariamente. É aquela história de se matar um pato com um tiro (pum) e afinal matou-se com dois (pum-pum). 

Não quis desenvolver muito o assunto e as motivações ainda hoje se mantêm. Trata-se, não de um familiar directo, mas de uma pessoa filha de um casal muito próximo da família. O estudante, ainda caloiro do 1º ano, quando chegava a casa nos fins-de semana, podia não falar dos seus progressos nos estudos e nas disciplinas, mas o tema “praxes” preenchia as suas conversas ininterruptamente. Já no segundo ano ostentava sempre uma bandeira de orgulho, quando vinha a casa, pois afirmava que não podia ainda praxar os caloiros, mas ele não era praxado. 
Resumindo: esteve 7 anos a estudar, quando o seu curso era de 4 anos, não tirou aproveitamento algum, depois ainda tinha artes de ir passar os fins de semana ao local do estabelecimento dizendo que estava a estudar para tirar o mestrado. 

Hoje trabalha e tem uma ocupação profissional. Não será um emprego e um lugar de estalo. Dará para sobreviver se a sua convicção em convencer os contactados os levem a adquirir os produtos que mercadeja. Mas são produtos básicos que não precisam de qualquer formação especifica para serem vendidos 

Com o curso que estudou nem de perto e nem de longe tira proveito dele. Conto isto porque tenho a opinião de que as praxes limitam muito as consciências emocionais de quem as sofre, prejudica o desenvolvimento normal das matérias estudadas e muitas vezes, mais tarde, as vitimas tendem a vingar-se noutros com aquilo que sofreram.. 

É a Lei do equilíbrio! 

Dou à mostra dos meus caríssimos leitores um texto sobre “praxes” do “Ponte Europa” de Coimbra 
PRAXE: ‘Morte que mataste lira’… 

A ‘praxe’ entrou na ordem do dia. Não querendo fazer a história desta recorrente ‘tradição académica’ (chamemos-lhe assim), são incontornáveis as questões que estas ‘cerimónias’ levantam e que se agudizaram nos dias que correm. Um importante relatório da AR publicado em 2008 (Comissão Parlamentar de Educação e Ciência) ganhou foros de relevante actualidade e merece ser revisitado. 

Deixemo-nos de subterfúgios. A ‘praxe’ tal como é possível observar à luz de uma percepção sociológica moderna não assenta nem representa qualquer tipo de ‘integração’ dos novos alunos do ensino superior na instituição universitária e, mais concretamente, nesta fase da vida académica. Se essa fosse a sua intenção a oportunidade seria outra e ocorreria na entrada para ensino preparatório e/ou secundário. 

Porque na realidade e em termos formais e abstractos será difícil distinguir [apenas circunscritos ao grau de ensino, à faixa etária, ou ‘tradicionais/históricas’ motivações] substanciais diferenças entre o ‘‘bullying’ e algumas das ‘praxes universitárias’ que, nos recentes dias, vamos conhecendo pelos órgãos de comunicação social. 
 Coimbra. Neste edifício existem duas republicas de estudantes.

Na verdade, os ‘rituais’ que incorporam estas práticas inscrevem-se no mais execrável elitismo social e exteriorizam a deformada percepção que um (cada vez mais restrito) grupo de privilegiados (‘casta’) tem sobre um país real a caminho de fracturantes desigualdades. Esta a ‘mercadoria’ que se vende aos cidadãos como sendo (de qualidade) ‘superior’. Se os contornos sociais e humanitários não fossem tão graves poderíamos abordá-la como sendo mais um caso de publicidade enganosa. 

Finalmente, quando em 1969, em plena ditadura salazarista, organizações estudantis (e não académicas) ‘decretaram’, num contexto de ‘luto académico’ e de luta política, o fim das ‘praxes violentas’ mal sonhavam com o que – passado meio século - estaria para acontecer. 

A história recente da 'praxe' fez-me recordar uma canção que ouvi algumas vezes na voz de Adriano: 
Morte que mataste Lira, 

Morte que mataste Lira, 
Morte que mataste Lira, 
Mata-me a mim, que sou teu! 
Morte que mataste lira Mata-me a mim que sou teu 
Mata-me com os mesmos ferros 
Com que a lira morreu 


A lira por ser ingrata 
Tiranicamente morreu 
A morte a mim não me mata 
Firme e constante sou eu 
Veio um pastor lá da serra 
À minha porta bateu 
Veio me dar por notícia 
Que a minha lira morreu… 

Bancada Directa / Ponte Europa

O Desporto e a Vida no Bancada Directa. Os desportistas que em nosso entender mais se destacaram no ano de 2013. O cavaleiro Gonçalo Carvalho Conchinhas, o menino bonito de Almargem do Bispo, é o nosso eleito de hoje.

O Desporto e a Vida no Bancada Directa. 
Os desportistas que em nosso entender mais se destacaram no ano de 2013. 
O cavaleiro Gonçalo Carvalho Conchinhas, o menino bonito de Almargem do Bispo, é o nosso eleito de hoje. 

Aparentemente alcançar o 19º lugar no Campeonato da Europa de Dressage que se realizou na Dinamarca nem será um feito por aí além. Mas se dissermos que estavam presentes os cavaleiros que integram a elite europeia e que o 19º lugar foi alcançado entre 65 concorrentes então estamos perante um extraordinário feito de uma cavaleiro português. O cavaleiro olímpico português Gonçalo Carvalho, com Rubi, alcançou o 19.º lugar, entre 65 conjuntos, no Campeonato da Europa de dressage, que terminou domingo em Herning, na Dinamarca. 

A prova de dressage reuniu 65 conjuntos, dos quais 30, entre eles o português, foram apurados para o Grande Prémio, ganho pela inglesa Charlotte Dujardin, medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres'2012. "Mais uma vez, o cavalo lusitano conseguiu demonstrar que não fica aquém das prestações mais reconhecidas mundialmente. 
Talvez isso sirva para olharmos para este nosso bem tão precioso com melhor atenção", afirmou o bicampeão nacional de dressage após o Europeu, citado pela sua assessoria de imprensa. Gonçalo Carvalho referiu ainda a sua aposta em continuar a promover a raça do cavalo lusitano com o objectivo claro de levar um exemplar aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. "Ainda temos muito trabalho pela frente mas, com a ajuda das pessoas certas e a necessária colaboração de agentes e marcas portuguesas, vamos com certeza alcançar o objectivo de chegar aos Jogos Olímpicos de 2016 com um cavalo lusitano", disse o Gonçalo 

No entanto, Gonçalo Carvalho ainda não quis confirmar se o objetivo para o Rio de Janeiro inclui o cavalo Rubi. "O Rubi, por tudo o que fez [16º lugar em Londres, duas vezes campeão nacional, vencedor da Taça Ibérica e melhor lusitano do Mundo] já merece uma estátua. Não irei nunca levá-lo ao limite até não poder mais. Tem 16 anos e deixa descendência. Ele nos dirá até quando quer competir ao mais alto nível", explicou. . 
O blogue Bancada Directa já se tinha referido a Gonçalo Carvalho antes da sua partida para a Dinamarca. Gostamos imenso do Gonçalo. Por ser aqui de muito perto de nossa casa, de termos convivido de perto (aqui em Sintra) com o seu avô Com o gosto pelos cavalos desde que "estava na barriga da mãe", Gonçalo Carvalho tem dado protagonismo ao puro sangue lusitano, depois das boas médias alcançadas nos Jogos Olímpicos de 2012, que lhe valeram a subida para 21.º lugar no ranking dos melhores do mundo. 

O cavaleiro Gonçalo Carvalho, de 31 anos, e o cavalo Rubi, de 15 vão participar no Campeonato da Europa de Dressage, entre os dias 19 e 25 de Agosto em Herning na Dinamarca. O Campeonato da Europa realiza-se de 19 a 25 deste mês em Herning, na Dinamarca, e integra, pela primeira vez em simultâneo, as disciplinas de saltos de obstáculos, dressage e a modalidade paraolímpica paradressage . 

Portugal vai estar representado por nove cavaleiros. Gonçalo Carvalho, Maria Moura Caetano, Filipe Canelas e Luís Príncipe na dressage; Ana Mota Veiga e Sara Duarte na paradressage e Luciana Diniz, Maria Frutuoso de Melo e Luís Sabino Gonçalves nos saltos de obstáculos. Gonçalo esperamos de ti e do Rubi um tremendo sucesso para que todos nós o possamos dedicar ao teu falecido de forma inesperada e saudoso avô Mestre Abel Carvalho. Um grande homem e um amigo de todos 

HISTÓRIA 
Gonçalo Carvalho Conchinhas, seu nome de registo, nasceu a 1 de Abril de 1982, em Lisboa, Portugal. Gonçalo Carvalho, assim como é conhecido no meio, é em grande parte por associação ao seu idolo avô materno, Mestre Abel de Carvalho que fora braço do Mestre Nuno de Oliveira. 

Um dia antes da morte do seu avô materno, este, Mestre Abel de Carvalho disse a Gonçalo Carvalho para ir ao encontro do picador e Mestre João Pedro Rodrigues a fim de poder ter algumas orientações deste. E foi após a súbita morte do seu avô Gonçalo Carvalho procurou o Mestre João Pedro Rodrigues, que na altura convidou-o a trabalhar na Escola Portuguesa de Arte Equestre . 

Em 2001, Gonçalo Carvalho é admitido como cavaleiro da Escola Portuguesa de Arte Equestre. Sempre com a presença dos estudos, Gonçalo Carvalho ia-se introzando cada vez mais com esta paixão consanguinea. Apaixonado por este oficio, Gonçalo Carvalho entra também no mundo da criação do cavalo Lusitano criando a sua própria coudelaria em 2009. 

ALTA COMPETIÇÃO 
Foi em Abril de 2012 que Gonçalo Carvalho atinge o auge da sua carreira desportiva e competitiva no momento em que se apura para os Jogos Olímpicos de Londres 2012, onde teve prestações que fizeram história e marcam a viragem do cavalo Lusitano. Foi a passagem à final onde desenhou a prova de freestyle em que obteve 77.660% que fazem deste conjunto lusitano uma marca de referência e histórica no mundo dos cavalos. 

Anteriormente à kur, conseguem a melhor pontuação de sempre na prova de GP Especial onde atingem os 74,600%. Melhor resultado de sempre deste conjunto Lusitano. Gonçalo Carvalho começou a competir em 2004 e o seu primeiro cavalo a entrar em pista foi o AR Rubi. Foi na Escola Portuguesa de Arte Equestre que Gonçalo Carvalho conheceu o seu verdadeiro primeiro cavalo- AR Rubi (Batial x He-Xila) e com apenas um ano de trabalho com este AR, Gonçalo Carvalho decidiu arriscar e apostar pelo caminho no mundo da alta competição . 

Pediu então na altura, ao director da Escola Portuguesa de Arte Equestre e Fundação Alter Real, autorização para poder retirar este cavalo AR da EPAE para poder competir em provas com o mesmo. No mesmo ano, começou logo a competir, onde tivera as classificações máximas em todas as provas e esses resultados deram-lhe acesso à representação no campeonato do mundo de cavalos de 6 anos em Verden- Alemanha onde obteve pontuação 69.70%. 

Desde 2004 que compete em provas de ensino conquistando sempre o pódio quer em provas nacionais como internacionais. Presentemente prepara-se para 2016 onde o palco será o Rio de Janeiro- Brasil.

domingo, 26 de janeiro de 2014

O nosso Domingo nada musical (3). Deficiente, deficiente, mas com insensibilidade para os transtornos que pode causar a quem circula pelos passeios. Um caso do espertalhão saloio que anda por aí

O nosso Domingo nada musical (3). 
Deficiente, deficiente, mas com insensibilidade para os transtornos que pode causar a quem circula pelos passeios. 
Um caso do espertalhão saloio que anda por aí 



Oeiras. Miraflores. Avenida das Tulipas (em frente à Farmácia Raposo

Do blogue Passeio livre respigo as fotos e o pequeno texto que de uma forma muito suave relata a situação. 

Frequentemente, este veículo encontra-se estacionado aqui, em frente à passadeira e em cima do passeio. E como se pode ver é de alguém com um dístico a atestar uma qualquer incapacidade física. 

Em geral esperamos mais sensibilidade para estas questões, por parte das pessoas que mais sofrem com a usurpação dos passeios, mas não parece ser este o caso. Não é uma vez sem exemplo, nem durante um curto espaço de tempo. É com alguma frequência, e durante períodos prolongados. 

É triste! 

Nota de Bancada Directa: se o caríssimo leitor reparar o proprietário da viatura teve o cuidado de levantar a haste do limpa vidros, para evitar que a borracha da lamina/escova se cole ao vidro e se deteriore. 

Preocupado com os seu património, mas insensível com o direito dos outros

O nosso Domingo musical (2). Ao darmos visibilidade às actuações de grupos de folclore minhoto hoje apresentamos o Grupo Folclórico Estrelas Douradas de Versailles. France



Pormenores da existência do Grupo Folclórico Estrelas Douradas de Versailles. França clicando aqui

O nosso Domingo musical (1). Surpresa no Hotel Cordial Mógan Playa em Puerto Mogan. Gran Canaria. 30 musicos tocaram o Bolero de Ravel



Un flashmob desde las maravillosas piscinas del Hotel Cordial Mogán Playa, en Puerto de Mogán, Gran Canaria. Más de 30 músicos de la Banda Escuela Municipal de Música y Danza de Mogán sorprenden a nuestros huéspedes con una original interpretación de El Bolero de Ravel. La música se moja en el Hotel Cordial Mogán Playa. Gracias por compartirlo, que lo disfrute tanto como nosotros.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Kelvin: entrou em campo para daí a minutos desbaratar as ilusões do Benfica de ser campeão e teve a virtude de obrigar Jorge Jesus a ajoelhar-se perante todos. Bancada Directa apresenta a rubrica “O Desporto e a Vida” e realça os factos mais salientes em 2013.

Kelvin: entrou em campo para daí a minutos desbaratar as ilusões do Benfica de ser campeão e teve a virtude de obrigar Jorge Jesus a ajoelhar-se perante todos. 
Bancada Directa apresenta a rubrica “O Desporto e a Vida” e realça os factos mais salientes em 2013. 

O facto 
Um golo de Kelvin que entrou em campo quase no final do jogo e aos 90 + 2 minutos marca um golo ao Benfica retirando-lhe, pela certa, a possibilidade de ser campeão. Em nossa opinião foi uma situação que tem de ser referida com uma das mais salientes do ano de 2013. 

O Benfica ainda chegou a estar à frente do marcador com um golo de Lima, mas uma ajuda de um defesa do adversário proporcionou a Silvestre Varela alcançar o empate. Mas o golo marcado por Kelvim foi o golpe final. A jogada da vitória foi construída por dois jogadores colocados no segundo tempo pelo técnico Vítor Pereira. Kelvin recebeu passe de Liedson - de volta ao futebol português após a passagem pelo Corinthians -, colocou na frente da marcação e bateu cruzado de perna esquerda na gaveta do guarda redes Artur Morais.. 
Os dados estavam lançados. O Benfica tinha 4 pontos de avanço do FCPorto e três jogos para terminar o campeonato. Ao vencer fora o Maritimo os encarnados puseram-se a uma distancia do FC Porto impossível de ser neutralizada pelos dragões, desde que o Benfica vencesse o Estoril em casa. Daí que os festejos no final do jogo com o Maritimo fossem extemporâneos e ilógicos, porque o Estoril foi jogar à Luz com uma táctica de enrolar o desafio com o beneplácito do arbitro Paulo Batista. 

Depois foi o talento do Jefersson na marcação de um canto e a costumada azelhice do guarda redes Artur. O empate que o Benfica cedeu perante o Estoril foi a causa numero um da perda do campeonato. E depois Kelvin deu a machadada final. Machadada essa que levou Jorge Jesus a ajoelhar-se desesperadamente 

Não sabemos se Kelvin foi devidamente recompensado pelos dirigentes do FCPorto. A nós esse facto pouco nos interessa. Sabemos, isso sim, que ele não subiu a titular da equipa e mantém-se como suplente pouco utilizado. Mas que ficará recordado para sempre como o futebolista que deu o titulo de campeão ao FCPorto na época 2012/2013 
 Kelvin, de seu nome completo Kelvin Mateus de Oliveira, nasceu em Curitiba. Brasil em 1 de Junho de 1993. 
É um futebolista brasileiro que actua como centro campista e atacante Carreira de Kelvin Paraná O atleta foi destaque na disputa da Série B do Brasileiro 2010 actuando pelo Paraná,1 quando estreou contra a equipe do Guaratinguetá, entrando aos quarenta e um minutos do segundo tempo e anotando seu primeiro golo como profissional. 
Seguiram-se boas actuações que fizeram com que o jovem jogador recebesse a camisa "10" da equipe e fosse considerado pelo técnico Dorival Jr. como uma das grandes promessas para 2011/12

FC Porto 

Em 2011 o FC Porto que já havia mostrado interesse no jogador comprou Kelvin por cerca de 2 milhões de euros. 

Rio Ave 
Kelvin foi entretanto cedido ao Rio Ave por empréstimo (Agosto de 2011) 

FC Porto 
Em 2012 regressa ao FC Porto Nessa época no jogo com o Braga Kelvin marcando dois golos coloca novamente o FC Porto na luta pelo titulo. No clássico entre FC Porto e SL Benfica no dia 11 de Maio de 2013, Kelvin, marcou aos 92 minutos, o 2-1 para o FC Porto, dando assim a vantagem na luta pelo titulo frente ao seu rival directo, por 1 ponto

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Afinal o que é que aconteceu no areal da Praia do Meco, onde 6 jovens “académicos” perderam a vida. Agora já se fala que os jovens integravam uma seita que se sujeitava a práticas estranhas. Tal como andarem vestidos de fatos académicos e de rastejarem com os pés atados com pedras…. E percorrerem 7 quilómetros a caminho da morte

Afinal o que é que aconteceu no areal da Praia do Meco, onde 6 jovens “académicos” perderam a vida. 
Agora já se fala que os jovens integravam uma seita que se sujeitava a práticas estranhas. 
Tal como andarem vestidos de fatos académicos e de rastejarem com os pés atados com pedras…. E percorrerem 7 quilómetros a caminho da morte 

Claro que o assunto está numa fase de investigação, salvo erro a cargo do procurador de Almada. Mas é um facto assente que durante mais de um mês após a morte dos jovens nunca se ouviu falar em investigação. 

E era um facto assente, a basearmo-nos em testemunhos que agora vieram a lume, que uma investigação ao que se passou seria sempre necessário, não só para se descobrir a verdade, mas também para se saber qual foi o papel do único sobrevivente da tragédia. 
O único sobrevivente tem-se negado a prestar declarações, dizem que sofre de uma amnésia selectiva. Era um chefe de claque de praxes da Universidade Lusófona, denominado como um “dux”. Sintomático que todos os jovens que estudam nesta Universidade se recusam a tecer quaisquer comentários e compartilhar os mesmos com estranhos a este estabelecimento de ensino superior. 

Ainda muita tinta vai correr. Mas em minha opinião as famílias dos jovens que morreram querem saber a verdade, mas de certeza que essas famílias devem saber com mais profundidade o que os filhos faziam, em que andavam envolvidos e, sobretudo, os seus hábitos e companhias.. 
Dou a palavra a meretissima juiza Adelina Barradas de Oliveira que no seu blogue fala sobre “praxes” e das suas envolvencias emocionais. 

Praxes o velho tabu e a velha revolta. Não queria falar disso porque neste momento está até em investigação. Não queria falar disso principalmente por respeito aos pais que perderam os filhos naquela noite. Mas há algo de estranho em todo o cenário, há demasiado silêncio à volta, amnésias incompreensíveis e sobretudo peças que não encaixam. 

A Vida académica... o que é a vida académica? O que foi? Como era? Como é? Quem alinha e quem não alinha e se alinha a que está sujeito? Há um secretismo violento em algumas vidas académicas, como o secretismo selado pelo silêncio de uma seita que não tem nada de esotérico ou de ritual de purificação. 

Há uma sensação de poderes canalizados para frustrar o outro, um desiquilibrio no ar, um perfil de violência e sadismo e até de masoquismo. Que me desculpem os Dux Facultis, os Veteranos e os terceiranistas e os estudantes que querem viver a vida académica ingénua e estupidamente mas há em toda esta história algo de irracional. 

Bem fazem os estudantes que com coragem renunciam a isto que alguns chamam de "Vida Académica". E deixem-me que lhes diga que, tudo isto é tão doentio como a cena de pancadaria no final do jogo de rugby em Cascais que se diz ter tido origem em confrontos de gangues. Gangues a que pertencem miúdos que deveriam ter princípios de honra e moralmente sólidos. 

O que anda a faltar aos que dirigirão o amanhã? 
Coragem de pensar pela própria cabeça? 
Coragem de ficar só? Coragem de ser diferente? 
Coragem para dizer :- Não vou por aí? 
Coragem para ter Coragem. 

Um texto curioso sobre praxes pode ler-se aqui

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Os pormenores individualistas desta Democracia à Portuguesa. E depois admirem-se que os escabrosos nos encharquem com medidas de mais austeridade. É como diz um amigo meu que a pimenta no cú dos outros sabe-nos a refresco….



Os pormenores individualistas desta Democracia à Portuguesa. 

E depois admirem-se que os escabrosos nos encharquem com medidas de mais austeridade. 
É como diz um amigo meu que a pimenta no cú dos outros sabe-nos a refresco…. 

Agora foram os bolseiros 

 Desta vez as vítimas foram os bolseiros e com tem acontecido ficaram entregues à sua própria sorte, cada vez que um grupo profissional ou social é chamado a pagar a crise todos os outros ficam em silêncio porque a cada um de nós a pimenta no cu dos outros sabe a refresco. É um lugar comum considerar que os povos são bondosos, cheios de bons princípios, solidários, etc., etc., mas a verdade é que os denominadores comum dos portugueses pouco mais é do que um chuto na bola. 

Passos Coelho demonstrou que com o povo que somos um governo pode fazer o que quer e ainda tem o apoio do Presidente da República, o Tribunal Constitucional vai aceitando quase tudo na condição de ser em doses aparentemente suaves, os trabalhadores do sector privado sentem mais afinidades com os catalães do que com os funcionários públicos, estes estão-se borrifando para os pensionistas e só agora é que se reparou que haviam bolseiros. 

Ainda há alguns tempos caia o Carmo e a Trindade se um governo não aumentasse as pensões, se não investisse ainda mais em bolsas, até tivemos um oportunista que ganhou eleições com aumentos de pensões e outros truques. 

Por muito menos Sócrates foi crucificado e interrogo-me sobre quantas das agora vítimas votaram em Passos Coelho, ainda que se fique com a impressão de que só o deputado Carlos Abreu Amorim votou. Compare-se o que os professores perderam com Sócrates e a forma como se comportaram com o que agora lhes sucedeu e a forma como reagiram. 

O mais grave desta política é a destruição do muito de bom que se tinha feito, mais por invejas e complexos de um líder pequenino do que por qualquer política pensada. Mas também se aprendeu como um líder pequenino consegue fazer o que quer de todo um país sem qualquer oposição, ficámos a conhecer o povo que somos, a sentir o que é e ao que pode conduzir a cobardia colectiva. 
Março 2011. Sócrates era o alvo. E agora cadê deles?

Alguém se incomodou com o que cortaram aos funcionários, com a redução a metade dos rendimentos dos pensionistas do Metro, com o facto de os soldados da GNR terem ficado a ganhar muito menos do que um sentadinho da Securitas ou com o desemprego colectivo dos bolseiros? 

Não e mais grave do que isso muitos engoliram voluntariamente as desculpas governamentais para aliviar a consciência, como se estivesse curando o sentimento de culpa da cobardia com uma bebedeira. Se alguém tinha dúvidas sobre as razões de o país ter suportado uma ditadura durante mais de quarenta anos e quando o regime há muito que já era um anacronismo há décadas deixou de as ter. 

Poderão dizer que na Espanha também sobrevivia uma ditadura, mas nesse país morreram milhões e o regime matava a sério, por cá a ditadura sobreviveu com brandos costumes e a verdade é que a oposição foi obra de meia dúzia de portugueses, os outros acomodaram-se cobardemente e vieram todos festejar quando uns quantos militares tiveram a coragem de derrubar o regime. 
Depois foi o que se viu, esse mesmo povo que veio para a rua ficou em silêncio quando os que fizeram o 25 de Abril foram entregues aos bichos, alguém chorou Salgueiro Maia, não, e já não falta por aí quem se atire que nem cães sempre que o militar do 25 de Abril abre a boca. 

Somos os que somos e calamos as nossas culpas aclamando falsos heróis como se isso disfarçasse a coragem que não temos. 

Bancada Directa / O Jumento

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Reflexões sobre um tema recorrente: As Praxes. O nosso cronista Antonio Raposo diz de sua justiça. E admira-se como os jovens que ingressam em estabelecimentos de educação aceitem ser humilhados!.....


Reflexões sobre um tema recorrente: 
As Praxes. 
O nosso cronista Antonio Raposo diz de sua justiça. 
E admira-se como os jovens que ingressam em estabelecimentos de educação aceitem ser humilhados!..... 

AS PRAXES 

 A primeira minha grande admiração ao tratar do tema é o facto de se tratar de um ritual antigo, praticado sobretudo nas Universidades e também nas antigas escolas técnicas, e liceus. Exercido sobre rapazes e raparigas com alguma instrução mas reduzida educação e auto estima. 

Admira-me como aceitam ser humilhados. 

Lembro-me que há uns bons 60 anos as coisas que se faziam aos caloiros eram uns “calduços” ou “caldinhos”, que se praticavam no primeiro dia de aulas sobre os novatos, alunos do 1º ano. Resumia-se numa série de palmadas no pescoço da vítima. Disto a um abraço de boas vindas vai uma grande distância, penso. 

Era uma espécie um tanto perversa de “hoje apanhas tu amanhã és tu a castigar o caloiro”. Nas Universidades há uma tradição de centena de anos, praticada em Coimbra e que se perde nas brumas da memória. Porém, o facto de ser tradição não implica que – já lá dizia Camões – mudam-se os tempos mudam-se as vontades, o mundo é feito de mudança.- 

E as más tradições são de abandonar. As praxes que vejo praticar nas zonas ajardinadas do Campo Grande em Lisboa . junto à cidade Universitária e não me parecem coisas de grande humilhação, mas ela lá está a tentarem fazer do aluno um ser ridículo que só executa disparates que farão o gozo dos mais velhos. 
Não entendo como a rapaziada nova – com tanta informação – embarca neste jogo de humilhação. Para mim a praxe não passa disso e se tiver mais algum laivo de benefício façam favor de me explicar. Sabendo nós que já houve casos de grande violência, lastimo que os homens que estão à frente das Universidades privadas e públicas não consigam convencer os alunos a largar estes hábitos. 

Como muitas das Universidades privadas são recém-chegadas e não têm tradições, lá vimos nós a rapaziada vestida à coimbrã, tentando reproduzir as velhas tradições que não tem senão um apurado sentido de negócio que é o que é hoje o ensino superior, em muitos casos. 

Um abraço para os meus caríssimos leitores 
Antonio Raposo 
Lisboa. 2014. Janeiro. 22

“No Palco da Saudade” é a rubrica semanal de Salvador Santos (Teatro Nacional de São no Porto) que continua neste ano de 2014 as recordar os grandes vultos da vida artística portuguesa. E hoje recorda-se quem foi Antonio Pinheiro. É o Teatro no Bancada Directa

In memoriam
Antonio Pinheiro nasceu em Tavira em 21 de Dezembro de 1867 e faleceu em Lisboa em 2 de Março de 1943
Foi um actor, realizador, argumentista, escritor e professor de arte de representar.

“No Palco da Saudade” é a rubrica semanal de Salvador Santos (Teatro Nacional de São no Porto) que continua neste ano de 2014 as recordar os grandes vultos da vida artística portuguesa. 
E hoje recorda-se quem foi Antonio Pinheiro. 
É o Teatro no Bancada Directa 

“No Palco da Saudade” 
Texto inédito e integral de Salvador Santos 

ANTÓNIO PINHEIRO 
Nome incontornável do teatro português do século XX, como actor e encenador, a ele se deve a introdução do sindicalismo na classe teatral, através da fundação de três associações de defesa dos artistas, entre 1902 e 1918, enfrentando com coragem e determinação os empresários e demais poderes instituídos. 
Homenagem da Cidade de Tavira ao actor Antonio Pinheiro natural da cidade  
A ele se deve igualmente o lançamento das bases para a reformulação do ensino da arte dramática em Portugal, ao organizar um curso no qual se viria a fundamentar os alicerces da primeira grande mudança da nossa Escola Oficial, onde acabaria por ser professor de estética e plástica teatral, desenvolvendo estudos em torno da anatomia e da fisionomia, contribuindo para a formação em mímica e pantomina que defendia como pilares da arte de representar. 

Em 1923 começam as filmagens  do filme «Cláudia» por Georges Pallu .  A experiência não correu mal, pois Francine Mussey obteve em «Cláudia» um magnífico triunfo de interpretação num papel difícil e diverso. O filme foi igualmente vendido para França. O elenco português desta película não desmereceu, da comparação, com a vedeta francesa. António Pinheiro, Emília de Oliveira, Mário Pedro, Flora Frizzo e Erico Braga, deram brilho às restantes personagens de «Cláudia».

Nascido na cidade de Tavira, filho de um sapateiro, António Pinheiro veio para Lisboa com os pais quando tinha apenas cinco anos. Na capital iniciou um percurso de estudos que o levou à Escola Politécnica, com o objectivo de concluir o curso de medicina. É contudo o teatro, que praticou como amador desde os treze anos de idade, a sua grande paixão e vocação. 

Decidiu então frequentar o Conservatório Real, em paralelo com o curso de Medicina, o que determinou um convite para se estrear no Teatro Ginásio, em 1886, na peça “Nobres e Plebeus”. Perdia-se assim um «médico dos pobres» – como ele já se classificava em estudante – e ganhava-se um actor de grande consciência social que cedo formou companhias ambulantes que percorreram o país. 
 Consequência dos inegáveis méritos artísticos do actor António Pinheiro, Castro Lopes, então director artístico da «Invicta Film», contrata por três anos aquele artista, como actor e encenador, a partir de janeiro de 1922. Em abril de 1922 foi dada a primeira volta da manivela de «Tinoco em Bolandas», primeira realização de António Pinheiro e engraçada comédia de quatro partes, extraída de «A Chávena de Chá», original de José Carlos dos Santos. O desempenho dos diversos personagens esteve a cargo do realizador, Maria Clementina, Otelo de Carvalho, Adriana Guimarães, Maria Campos, Aida de Albuquerque, Pedro Santos, entre outros. Apesar de ter sido produzida e montada esta película em 1922, apenas foi estreada no dia 1 de Fevereiro de 1924.


Defensor acérrimo dos direitos dos artistas e incansável lutador pela elevação moral e artística do teatro português, António Pinheiro liderou duas tentativas para reformar o Teatro D. Maria II, na alvorada e no ocaso da 1ª. República. Não quiseram os nossos governantes acolher as suas propostas, mas todavia ele carregou consigo naquele palco a distinção de brilhantes trabalhos em companhias tão importantes como Rosas & Brasão e Rey Colaço-Robles Monteiro, enquanto ator e encenador. 

Nesta dupla qualidade, assumiu um grande protagonismo na transição do romantismo para o naturalismo, onde o estilo de representação evoluiu de uma declamação cadenciada e enfática de grandes jeitos e trejeitos para uma nova forma de dicção e gestualidade. António Pinheiro esteve ainda ligado ao Teatro Livre, outro dos grupos que mais contribuíram para o rejuvenescimento do teatro português no princípio do século XX, cujos ideais estavam também intimamente ligados à corrente naturalista que já se fazia sentir nas principais capitais europeias. 


Competiu-lhe, aliás, dirigir este projecto de grande fulgor e profundamente consistente no que respeita às práticas teatrais, em 1908, com a encenação das peças “Entre Dois Fogos” de Emídio Garcia, “O Triunfo” de Carrasco Guerra, “A Gaiola” de Lucien Descaves e “A Tranquilidade do Lar” de Guy de Maupassant, no Teatro D. Amélia (actual Teatro Municipal São Luiz), equipamento por onde passou em diferentes temporadas e onde criou a primeira associação de classe. 

Acompanhando a companhia Rosas & Bazão, quando esta foi afastada do Teatro D. Maria por razões muito mal explicadas, António Pinheiro esteve pela primeira vez naquele teatro do Chiado durante dez anos, onde representou “Lagartixa”, “Viriato Trágico”, “Salta Pocinhas” e “Blanchette”, tidos como os melhores espectáculos de toda a sua carreira. 
O ano de 1924 surge o filme  «Tragédia de Amor», produção da Invicta Film. Antonio Pinheiro foi o autor do argumento e o realizador. A principal figura desta película, foi entregue a uma descoberta casual e discípula de António Pinheiro, Alda de Azevedo, pseudónimo artístico de Beatriz Barbosa. Noutros papéis apareciam Adelina Fernandes, Emília de Oliveira entre outros. realizador. 

Na primeira metade da década de 1920 colaborou quase em exclusivo com a produtora Invicta Filmes, uma empresa sediada no Porto, para a qual interpretou mais de uma dezena de filmes, de que se destacam “A Rosa do Adro”, “Os Fidalgos da Casa Mourisca”, “Amor de Perdição” e “O Primo Basílio”. Mas o teatro calou sempre mais fundo no seu espírito, regressando de vez aos palcos. Foram inúmeras as companhias em que deu o seu contributo, percorrendo com muitas delas quase todo o território nacional e o Brasil, onde foi recebido como um dos mais importantes artistas europeus. 

A última vez que António Pinheiro subiu aos palcos foi em Lisboa, no Teatro Nacional D. Maria II, decorria o ano de 1933, na peça “D. Sebastião”, produzida pela companhia Rey Colaço-Robles Monteiro, a qual lhe ficou a dever grande parte do prestígio granjeado na época. Dedica-se então à escrita, acrescentando mais alguns títulos à sua já vasta obra literária, de que se destacam importantes contributos para o conhecimento do teatro português do século XX, como “Teatro Português, Estética e Plástica Teatral” e “A Figuração no Teatro como Meio de Educação Social”. 


Em 1921 concretiza-se a primeira versão fílmica do célebre clássico de Camilo Castelo Branco, «Amor de Perdição». Sem dúvida, uma aventura arrojada para a época, em esforço de produção e na precária dimensão da nossa indústria cinematográfica, devido aos cuidados postos pela «Invicta Film» em manter fidelidade ao espírito romanesco. A realização coube ao francês George Pallu, na altura a viver há cerca de três anos entre nós. Tadeu de Albuquerque foi interpretado por Pato Moniz, Simão Botelho por Alfredo Ruas, Mariana por Brunilde Júdice, Teresa por Irene Grave, João da Cruz por António Pinheiro, Baltazar Coutinho por Samwel Diniz, entre outros.

Em 1939 o governo de Portugal condecora-o com a Comenda da Ordem de Sant’Iago da Espada e em 1942 a cidade de Tavira presta-lhe uma derradeira homenagem no teatro do município, que, após a sua morte, em 2 de Março de 1943, passaria a ter o seu nome. 

Salvador Santos 
Teatro Nacional de São João. Porto 
Porto. 2014. Janeiro. 20

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