BANCADA DIRECTA: Outubro 2013

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Cristiano Ronaldo. A face dorida e o gesto de revolta de um homem ofendido por um palhaço


O Real Madrid goleou o Sevilla por 7/3. Cristiano Ronaldo fez neste jogo 3 golos. Na sequencia do golo marcado de penalti teve este gesto que demonstra bem a sua revolta: -  Sepp Bllater : RUA

«Não tenho de responder a ninguém»  

Cristiano Ronaldo  foi o autor  de um «hat trick» no primeiro jogo após a polémica em torno com as declarações de Sepp Blatter. Cristiano Ronaldo recusou a ideia de ter querido dar uma resposta ao presidente da FIFA. 

 «Apenas tento fazer o meu trabalho o melhor que posso e ajudar o meu clube, ou seja fazer golos e jogar bem. Não tenho de responder nada a ninguém, já passou. 

O mais importante é que ganhámos mais um jogo», afirmou Cristiano Ronaldo, que falava à margem de um evento publicitário na capital espanhola. 

Bancada Directa faz uma avaliação do que as figuras politicas fizeram ao longo deste ano. Comecemos pela nossa primeira figura de Estado: o Presidente da Republica (1)

Bancada Directa faz uma avaliação do que as figuras politicas fizeram ao longo deste ano. 
Comecemos pela nossa primeira figura de Estado: o Presidente da Republica (1) 

P.R. – Teve um papel preponderante, para evitar a queda do Governo, após a irrevogabilidade da demissão de Paulo Portas. 


O tentar agregar o PS a um entendimento já ele sabia que tal facto nunca aconteceria. Tem-se remetido ao silencio nas circunstâncias que lhe são convenientes. 

Nas decisões governamentais tem mostrado de uma forma implícita que o apoia o decidido e o seu silencio aquando de decisões controversas contrasta com a sua atitude sempre activa contra o Governo anterior. 

Ainda não produziu os esclarecimentos necessários quanto à sua participação na venda de acções da SLN. 


Face à desastrada visita de Rui Machete, seu antigo ministro, a Angola, devia ter reafirmado solenemente a separação de poderes. Mas segundo parece Machete já sabia da decisão da PGR. 


E, claro, uma fuga de informação aconteceu. E o PR deveria ter recriminado esta atitude que não abona nada a nossa Justiça 


 Vamos a ver como será até ao final do ano o seu mandato

A triste realidade vertida para uma dose curta de humor

Ao telefone: 

 - BOM DIA, EU SOU FRANCISCO O PAPA DOS POBRES. 

 do outro lado: 

 - ENCANTADO, EU SOU PASSOS COELHO, UM DOS SEUS MELHORES FORNECEDORES!



Como é que os jogadores brasileiros não hão-de ser aceites em todo o mundo? Veja só este golo monumental marcado há poucochinho

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Cães e gatos dividem o CDS-PP. Afinal até querem eliminar desta vida os melhores amigos dos homens. Eu por mim nem me importo com miagens mas com ladragens não aceito.

Cães e gatos dividem o CDS-PP. 

Afinal até querem eliminar desta vida os melhores amigos dos homens. 

Eu por mim nem me importo com miagens mas com ladragens não aceito.


O CDS, na ânsia de ser notícia, lidera os temas fracturantes. 
Primeiro, na eleição do líder parlamentar, dividiu-se ao meio, de um lado, Ribeiro e Castro e, do outro, os restantes deputados.

Agora, sabendo-se que há unanimidade quanto ao número ilimitado de apartamentos por pessoa, o CDS avançou para a lei da limitação de cães e gatos por apartamento.

O pungente tema penetra como bisturi no cerne do CDS, com a fractura exposta por João de Almeida a sangrar por dentro de Assunção Cristas. Num partido dividido por cães e gatos a política dá lugar à zoologia e o Governo e o grupo parlamentar desentendem-se.

Se o drama que dilacera o partido se mantiver, Paulo Portas, de guião em punho, terá de intervir, impondo a deputados e ministros do CDS rigoroso silêncio sobre o assunto, de modo a impedi-los de miar ou ladrar.

Tive hoje uma reunião com o meu bichano, de nome Senhor Neves. 

Perguntei-lhe o que ele pensava da proposta de lei para só haver três cães e quatro gatos por apartamento. 

Respondeu-me que não concordava com esta proposta de lei e considerou-a como uma arma cínica e cruel para acabar com a vida destes animais. 

Fiquei agradado com o seu pensamento e aceitei de bom grado as lambidelas carinhosas com que me mimoseou….

Bancada Directa/Ponte Europa/Carlos Esperança



Ver os desentendimentos dos centristas clicando aqui

Igrejas Caeiro. Um nome grande do Teatro, Radio e Televisão é hoje lembrado por Salvador Santos na sua rubrica “No Palco da Saudade”. Como sempre às quartas feiras é o Teatro no Bancada Directa

In memoriam
Igrejas Caeiro, de seu nome completo Francisco Igrejas Caeiro nasceu na freguesia da Castanheira do Ribatejo, concelho de Vila Franca de Xira em 18 de Agosto de 1912 e faleceu em Lisboa em 19 de Fevereiro de 2012.
Foi uma figura da Radio, Cinema e Televisão portugueses
Igrejas Caeiro. 
Um nome grande do Teatro, Radio e Televisão é hoje lembrado por Salvador Santos na sua rubrica “No Palco da Saudade”. 
Como sempre às quartas feiras é o Teatro no Bancada Directa 

“No Palco da Saudade”. 

Texto inédito e integral de Salvador Santos 

IGREJAS CAEIRO 

Começou no teatro e na rádio, mas depressa se assumiu como um homem do espectáculo em toda a sua dimensão. Foi actor, locutor, realizador, produtor e empresário, repartindo-se por uma multiplicidade de formas de expressão artística e por diversos meios de comunicação. O teatro, o cinema, a rádio e a televisão não tinham segredos para ele, tendo começado a trilhar muito cedo estes territórios. 

A partir dos dez anos conheceu diversos empregos, ao mesmo tempo que cumpria vários graus académicos, desde o curso geral do comércio ao curso do conservatório nacional, até que a porta do teatro se lhe abriu ao vencer o concurso “À Procura de um Actor”, organizado pelo Teatro D. Maria II em parceria com o Diário de Lisboa e a Emissora Nacional. 

Foi com a peça de Ramada Curto “Caso do Dia” que Igrejas Caeiro se estreou nos palcos, em 1940, e logo no primeiro teatro do país. Nesse mesmo ano é admitido como locutor na emissora de radiodifusão do Estado e recebe o convite para integrar o elenco do filme “O Porto de Abrigo”. O ano de 1945 assinala a sua promoção à categoria de locutor de primeira classe e os convites para integrar o elenco dos mais importantes filmes e peças de teatro da época, como primeira figura. 

É desse tempo, por exemplo, a rodagem de “Camões”, a obra-prima do realizador Leitão de Barros, que o desafiou a interpretar um dos principais papéis desse memorável filme, depois de ter visto as suas excelentes criações em “Amor de Perdição” e “Fátima, Terra de Fé”. Em agosto de 1948, Igrejas Caeiro, que desde os tempos de estudante se havia afirmado contra a opressão ou qualquer forma de tirania instituída, é alvo de um saneamento político, alargado a uma dezena de funcionários da Emissora Nacional, que culmina na sua demissão. 

Uma cena do filme "O Violino do João" de 1944 interpretado por Igrejas Caeiro e Ada Luftmann ( na imagem)

Sinopse deste filme: João, professor de música, conta às alunas a história, vinte anos antes, da sua ligação com uma artista de circo, Anustchka, por quem tudo abandonou, passando a tocar na companhia ambulante do pai, Pedro Derminova, inescrepuloso nos negócios. Entendendo que João merece um coração casto e divinal, e não conseguindo dissuadi-lo do casamento, Anustchka suicida-se sob a aparência dum número de sensação, o "turbilhão da morte"... E, na agonia de Anustchka, chora o violino de João.
 
Não desiste, porém, do seu trabalho como locutor e recorre à rádio comercial, de onde resulta, em 1951, a produção do célebre programa “Os Companheiros da Alegria” – um projecto para-teatral de caráter itinerante, cujo formato misturava rádio, variedades e publicidade –, que atingiu uma popularidade invulgar, mobilizando não só uma extraordinária audiência na sua realização ao vivo como também um numeroso grupo de fiéis seguidores na sua transmissão radiofónica. 

Alguns anos depois, no auge da sua popularidade, Igrejas Caeiro voltaria a ser perseguido pelo regime de Salazar quando, numa entrevista, aponta o primeiro-ministro indiano Nehru como o maior estadista daquele tempo. Desagradado por ver assim elogiado um homem que começava a pôr em causa a presença de Portugal na Índia, o Ministro da Presidência proibiu a sua participação em espetáculos públicos. 

Perante esta determinação, o programa “Os Companheiros da Alegria” passou a ser emitido aos microfones do Rádio Clube Português, em moldes mais reduzidos, passando a integrar a rubrica “Perfil de Um Artista”, composta por entrevistas a intelectuais progressistas, que marcou um espaço de reflexão e liberdade pela defesa dos direitos humanos. Levantada a suspensão da sua participação em espetáculos públicos, em 1969, Igrejas Caeiro decide regressar às lides teatrais. 

Mas os convites tardam, com os empresários a invocarem que a sua voz estava demasiado marcada pela rádio e pela publicidade. Outras razões decerto estariam por detrás deste vazio de oportunidades de regresso aos palcos. Perante esta incrível situação, resolve enfrentar o desafio de dirigir o Teatro Maria Matos, um novo equipamento da cidade de Lisboa integrado num complexo que englobava um hotel, um cinema e um teatro. 

O espectáculo de abertura deste novo espaço cénico teve por base o romance de Aquilino Ribeiro “O Tombo no Inferno: o Manto de Nossa Senhora”, a que se seguiram adaptações de obras de outros grandes escritores portugueses, como foi o caso de “A Relíquia” de Eça de Queirós. Em 1974, o homem que marcou a rádio no nosso país com inúmeros programas e rubricas de autor, como o folhetim humorístico “A Lelé e o Zéquinha” (com Vasco Santana, Maria Matos e Irene Velez), o concurso “Adivinhe se é Capaz” ou o evento “Rádio Espetáculo”, ingressou na televisão para produzir e apresentar “TV Palco”, um programa composto por notícias e reportagens sobre a atividade teatral no nosso país. 

Nesse mesmo ano, em junho, e como corolário do 25 de abril, reentrou na Emissora Nacional pela porta grande, e foi depois eleito deputado pelo Partido Socialista à Assembleia Constituinte e, mais tarde, à Assembleia da República, onde integrou a Comissão de Direitos, Liberdades e Garantias, produzindo aí trabalho de relevo. A principal ação de Igrejas Caeiro enquanto deputado visou os problemas da comunicação social, com particular incidência na radiodifusão. 

Entretanto, em outubro de 1976, aceitou a nomeação para Diretor de Programas da RDP (ex-Emissora Nacional), funções de que foi exonerado três anos depois devido a atritos com a Comissão Administrativa. A rádio ficaria para trás, como já ficara o teatro e o cinema. Restava a televisão e a política, que aos poucos também foi deixando sem azedumes. 

 Os últimos anos da sua vida, bruscamente interrompida em 19 de fevereiro de 2012, foram dedicados à Fundação Sara Beirão-António Costa Carvalho, instituição que visa a prestação de serviços a idosos, privilegiando artistas e gente da comunicação social. 

Salvador Santos 

Teatro Nacional de São João. Porto 
Porto. 2013. Outubro. 28

terça-feira, 29 de outubro de 2013

United States of America. Aqui a Democracia nos dias de hoje é um “flop”. É a conclusão a que chega o nosso cronista “Olho Vivo e Pé Ligeiro” e sobre isto diz de sua justiça

United States of America. 
Aqui a Democracia nos dias de hoje é um “flop”. 
É a conclusão a que chega o nosso cronista “Olho Vivo e Pé Ligeiro” e sobre isto diz de sua justiça 

A DEMOCRACIA TEM AS COSTAS LARGAS 



Sempre ouvi dizer que a Democracia a valer era a dos Estados Unidos. Tinham uma Constituição onde os direitos dos cidadãos estavam assegurados e devidamente defendidos. E era verdade. 

Todo o cinema americano – que tanto influenciou a nossa juventude – tinha sempre o toque da justiça para todos, independentemente da etnia, da cor da pele, da conta bancaria dos cidadãos americanos. 


Na segunda guerra mundial ficou vincada a ideia de que os estados unidos da américa do norte defendiam o ideal democrático contra o nazismo, e atacavam as ideologias totalitárias e ainda as ditaduras que pululavam o mundo. Entretanto chegou ao poder o Bush filho e foram notórios os atropelos a tudo o que estava estabelecido. 


Não me esqueço da rábula a que assisti em direto na ONU à demonstração do maior embuste – autorizado – provando a existência de armas de destruição maciça, para justificar mais uma guerra, por um general negro de aparência simpática. 

A partir daqui valia tudo e adeus democracia… Já depois da chegada ao poder de Obama – de quem muito se esperava – mas que vai, aos poucos perdendo as oportunidades, parecia que a Democracia ia voltar a casa. Acontece que a prisão de homens sem julgamento nem culpa formada em Guantánamo, me faz lembrar a modesta PIDE portuguesa. 

Ultimamente o “escândalo” tornado público por Snowdon, prova de como o traidor e o herói tem uma ténue linha a separá-los. Ainda sobre este personagem não quero deixar de deixar aqui o meu veemente desagrado a um senhor que era na altura o nosso (nosso?- meu não era!) Ministro dos Negócios Estrangeiros, um tal Paulinho das Feiras, o nosso mais habilitado malabarista, que se pôs de cócoras. Servil, como mandam as regras dos bajuladores. 


Eu tinha esperança em Obama. Hoje são muitas as dúvidas que me atormentam. Por experiência sei que a palavra Democracia tem servido para as maiores aldrabices. Também sei que na Democracia da Grécia antiga as mulheres não votavam, nem os escravos, mas caramba já se passaram tantos e tantos anos e afinal ainda estamos tão atrasados. 

Uma nota final a esta Europa dirigida por verdadeiros homens de palha, que ficaram muito admirados por estarem há anos e anos a serem escutados pelos serviços secretos americanos. 

Mais sabiam eles. 


Julgam que nos enganam… 


Olho Vivo e Pé Ligeiro 

Lisboa. 2013. Outubro. 29


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Isto é que anda para aqui um cozido à portuguêsa com todos e um prato de muamba angolana em alternativa

Segundo parece desde que estalou a crise de rompimento do plano de estratégia entre Angola e Portugal,  por iniciativa dos angolanos, que Passos Coelho não consegue falar com o Presidente Eduardo dos Santos.

Vamos lá a ver como as coisas se resolvem

Os nossos governantes teimam em dizer que as relações entre Angola e Portugal são prioritárias, mas com o andar da carruagem existem muitas nuvens negras no horizonte para que a retoma da normalidade das relações seja um facto. Por outras palavras está periclitante essa retoma.

Perante o que se está a passar foram solicitados os bons oficios do Durão Barroso para dar uma achega para a resolução do diferendo


Para terminar diremos que os portugueses não podem olhar para os angolanos como sendo uns prêtos e que têm de dizer sempre "Sim patrão". Mas os angolanos não podem olhar para Portugal, lá porque têm muito dinheiro, que podem fazer as manigancias que quiserem em Portugal e ficarem acima da Lei
Para que conste

É disto que o meu povo gosta!.....E que se lixe a pobreza, o desemprego, a fome, a educação deficiente e a saúde pela hora da morte.



Vai-se sacando umas massas aos pais e viva a cowboiada 
E viva o Passos Coelho. É o maior
E já agora também o Paulo Portas
E amanhã mete-se mais una tatuagem

sábado, 26 de outubro de 2013

Eu já nem quero que se lixe a Troika! Isto já está tudo ao desbarato. O castigo que eu dava a todos os membros deste Governo era ouvirem este êxito musical durante dois dias em regime de "non stop"..

Paulo Portas brinca com a pandeireta. Triste, muito triste aquela nodoa na camisa!

A nódoa na camisa é o menos. As nodoas que lhe vão na alma é que me desassossegam....

Ao menos que apareça cá fora o guião da reforma do Estado para eu me rir à fartazana...

Deve ser uma coisa gira, não haja duvida. 

E como tocar pandeireta......

Desporto, natureza e gastronomia de mãos dadas no Alto Minho. Durante todo o mês de Novembro o "rafting" dita as suas leis no Rio Minho. Melgaço Radical é a promotora deste evento.


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Só faltava mais esta. O Partido Socialista andar a seguir conselhos de quem põe o seu dinheiro fora do país

Este hiper-merceeiro tornou-se um verdadeiro sucesso na venda de hortaliças, queijos e manteigas e carne de borrego em metades ou inteiros. 

Lá de mercearias sabe ele. E como dar um bom caminho aos seus lucros é uma maravilha. Não diremos que a Holanda é o refugio do seu dinheiro e os impostos não pagos no nosso país. Até aqui tudo bem, cada um governa o seu peculio da maneira que mais lhe convém! 

Mas agora vir dar bitaites sobre o que o Partido Socialista deve fazer no campo de consensos e acordos de regime não lembra ao diabo, quanto mais a um merceeiro bem sucedido. Um disparate de todo o tamanho. 

“Soares dos Santos defende acordo de dez anos entre PSD e PS” 

Mai’ nada!!! Eleições para quê, se o senhor Soares dos Santos já decidiu a composição do governo e, sobretudo, para as opções políticas do país nos próximos 10 anos, independentemente dessa coisa verdadeiramente exótica que é a vontade dos cidadãos? 

 Francamente

A noticia e a foto que não passaram na comunicação social portuguesa. Qual o motivo desta omissão?

A revolta contra a austeridade já chegou ao Parlamento Europeu. 

Esta semana alguns deputados europeus manifestaram-se contra a Troika. 

Esta foto está a correr a Europa toda, mas ... alguém a viu na imprensa portuguesa? 

Como podem ver, deputados europeus manifestaram-se com a palavra de ordem: 

Tirem as patas de cima de: CHIPRE, PORTUGAL, GRÉCIA, ESPANHA, IRLANDA. 

Mas... por cá, se não for a internet, nada sabemos!

Paraplégico é atropelado deliberadamente e a condutora pôs-se em fuga. Aconteceu num dos parques de estacionamento do Shopping de Cascais


Domingo 13 de Outubro de 2013.
Parque de estacionamento do Shopping de Cascais
Noticia do semanário "Expresso"

Tal e qual como o titulo do post exemplifica uma senhora (?) atropelou deliberadamente um paraplégico sentado na sua cadeira de rodas e fugiu. Aconteceu esta situação no interior do parque de estacionamento do Shopping de Cascais. O meu amigo Samuel no seu blog chama a esta senhora "um monte de esterco"!

Narrativa do senhor atropelado

.........Aconteceu mesmo, fui deliberadamente atropelado 

No último domingo, dia 13 de outubro, fui vítima de um atropelamento premeditado com fuga, no Centro Comercial Cascais Shopping. 

Sou deficiente motor, necessito de uma cadeira de rodas para me deslocar, e depois de me ter apercebido que um carro estava parqueado no centro de dois lugares reservados a pessoas com Mobilidade Reduzida (similar a este), ao explicar à condutora que estava a usar um espaço reservado que não lhe era destinado, fui vítima do atropelamento.......... 

A situação nos seus pormenores
Tudo aconteceu quando um outro cidadão não conseguiu parquear o seu carro e tirar a sua cadeira de rodas. 

O acontecimento foi testemunhado por inúmeras pessoas, incluindo os seguranças do Cascais Shopping, e o auto da ocorrência foi levantado pela Guarda Nacional República, Posto de Alcabideche. Pretendiam tratar o caso como se fosse um acidente mas eu não o permiti. 

No auto estão identificadas todas as testemunhas, a matrícula do carro e a descrição do acontecimento. Infelizmente este tipo de abusos é banal neste Centro Comercial, sem que os responsáveis pelo mesmo e os agentes de Segurança do local actuem de forma a evitar este problema. Este é um espaço privado mas para usufruto público e essa obrigação de reporte é obrigatória. 

No último dia 15 de outubro foi dado início ao respectivo procedimento criminal de acordo com os procedimentos adequados para este tipo de situações. 

O crime, é um Crime Público. 

Também, o Cascais Shopping e o Grupo SONAE SIERRA foram atempadamente e formalmente informados sobre a necessidade de manterem reservadas as imagens do circuito interno de vigilância, por constituíram prova para o processo.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Cogitações em tons lusitanos

Cogitações: 

 - O «programa cautelar», de que falou Passos Coelho, é o pseudónimo para o segundo resgate ou o swap escondido do Orçamento de Estado. 

 - A afirmação de Paulo Portas, de que «Os mais pobres não se manifestam», ajuda a compreender a política que o Governo tem conduzido para garantir a paz social. 

Mas que esperar de um país cujo presidente deixa extinguir o feriado do regime a que preside, fica silencioso perante os ataques à Constituição e se comporta como militante do partido a que pertence? 

Nem ao menos tem uma palavra a lembrar o maior escândalo financeiro de sempre – a falência do BPN, um caso de polícia que indignou o país e está a cair no esquecimento.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Um Governo sem governo. É a opinião do nosso amigo Fernando Correia. Cada vez mais lúcido e sem papas na língua o cronista põe o dedo na ferida ao constatar o desnorte que grassa nas lides governamentais.

Um Governo sem governo. 
É a opinião do nosso amigo Fernando Correia. 
Cada vez mais lúcido e sem papas na língua o cronista põe o dedo na ferida ao constatar o desnorte que grassa nas lides governamentais. 

Um Governo sem governo 


As autárquicas já lá vão e o Poder Local, desta vez, ficou expresso e traduzido em várias independencias ( naturalmente bem recebidas pelos votantes ), mas nalguns casos não passaram do gato escondido com o rabo de fora, porque, afinal, esses independentes foram apoiados por partidos politicos. 

É uma pena que tenha sido assim, porque o Poder Local, na sua essencia, é isso mesmo, ou seja, cidadãos que querem ( e podem) ser uteis à sua terra, independentemente do que representam, nestas mesmas regiões, os tais Partidos. 

Por outras palavras: as autárquicas, está provado, podem viver muito bem, sem Partidos e não são menos democráticas por isso. Mas, estas eleições, já lá vão e, agora, o povo português aguarda ansiosamente pelas Legislativas, a fim de ter a esperança de poder respirar, após um estrangulamento de vários anos, em que os jovens foram aconselhados a emigrar e os “velhos” obrigados a morrer. 


Os cortes nas pensões assim o determinaram e as escassas oportunidades de emprego assim o definiram. Enquanto elas não chegam, este Governo surge como, cada vez mais desgovernado, com ministros que entram e saem, com outros que mudam de posição e lugar com um vice a obrigar a criação de uma pasta, para que não houvesse perigo de desmoronamento total. 

No entanto, os que ficam andam, aparentemente , com rabos de palha, tais são as noticias e tais são os curriculos, nos quais se esconde apressadamente um passado que, afinal, não importa revelar. Também há uma Ministra das Finanças, politicamente Gaspar (que é um novo adjectivo aplicado ao sistema), há um Ministro da Educação, sem adjectivos, e um dos Negocios Estrangeiros que, visivelmente, não tem qualquer aptidão para a função, como se prova por esta relação com o Poder Judicial no caso de determinados cidadãos angolanos. 

 É verdadeiramente incrível! 


Apesar de tudo estão democraticamente proibidas as demissões, enquanto os “barões” do Partido da maioria dão conselhos à toa e são perseguidos internamente, encontrando-se alguns com processos disciplinares. Isto porque, como se sabe, não se pode criticar, muito menos dizer mal  


Que país tão bonito, com um Povo tão solidário, mas com determinada gente tão feia! 


Cá por mim, acreditem, não emigro, embora tenha vontade. 


Fico à espera. De quê? Do Sol, da Esperança, do Futuro 


Fernando Correia 


Fernando Correia escreve no jornal regional de Mafra “Jornal Daqui”

O Teatro no Bancada Directa Bernardo Santareno é a recordação desta quarta feira de Salvador Santos na sua rubrica “No Palco da Saudade”.

In memoriam
Bernardo Santareno, de seu nome próprio Antonio Martinho do Rosário, nasceu em Santarém em 19 de Novembro de 1920 e faleceu em Carnaxide. Oeiras em 29 de Agosto de 1980.
Está considerado o maior dramaturgo português 
O Teatro no Bancada Directa 
Bernardo Santareno é a recordação desta quarta feira de Salvador Santos na sua rubrica “No Palco da Saudade”. 

“No Palco da Saudade” 

Texto inédito e integral de Salvador Santos (Teatro Nacional de São João. Porto) 

BERNARDO SANTARENO 

Unanimemente reconhecido como o maior dramaturgo português da segunda metade do século XX, ele conciliou durante vários anos a escrita para teatro com o exercício da psiquiatria. Nascido em Santarém, foi em Coimbra que se formou em medicina. E foi lá que produziu os seus primeiros trabalhos, que resultariam em dois livros de poesia editados após o seu estágio de especialização médica: “A Morte na Raiz” (1954) e “Romance do Mar” (1955). 

Em 1957, ainda antes de dar a conhecer a sua escrita dramática, promove a edição de “Os Olhos da Víbora”, mais um livro de poesia onde se prenunciava o dramaturgo que surgiria nas bancas nesse mesmo ano. “A Promessa”, “O Bailarino” e “A Excomungada”, três peças reunidas num só volume, desvendavam a espessura dramática que haveria de atravessar toda a sua obra teatral. 


Entre registos realistas, de tonalidade naturalista ou com traços épicos, a escrita de Bernardo Santareno foi essencialmente de denúncia, atenta à realidade do país e visando uma consciência social, o que lhe valeu a proibição de algumas das suas peças e a perseguição pelo regime salazarista. O clero reacionário do norte deu o mote censório que os homens do lápis azul haveriam de dedicar às suas peças, ao desencadear uma campanha de intoxicação da opinião pública nortenha quando “A Promessa” foi levada a cena pelo TEP, no Teatro Sá da Bandeira, em 23 de novembro de 1957. 

Tal campanha determinaria a suspensão das representações da peça, que viria a retomar os palcos apenas dez anos depois, em nova montagem, no Teatro Monumental, em Lisboa. “A Promessa” terá sido a grande obra-prima de Bernardo Santareno (nome artístico do cidadão António Martinho do Rosário) e aquela que foi a mais perseguida pelos censores, mas outras peças houve que mereceram os maiores louvores da crítica e também não escaparam à proibição nas primeiras tentativas de as levar a cena. 

Foi o caso de “António Marinheiro” (escrita em 1960), “O Duelo” (1961) e “O Pecado de João Agonia” (1961), que só receberam luz verde da famigerada comissão de censura anos depois. A primeira foi estreada pela Companhia Portuguesa de Comediantes, no Teatro Municipal São Luiz, e as duas outras foram originalmente produzidas pela companhia do Teatro Nacional D. Maria II no Capitólio e no Trindade, respetivamente. 

Com estas últimas peças encerrou-se o primeiro ciclo do teatro de Bernardo Santareno, caracterizado pela fusão de temas populares com ambíguas preocupações existenciais, pela extrema agressividade dos conflitos examinados e pela ousadia do tema comum: o das violentas paixões e impulsos dos instintos, hetero ou homossexuais, que prevalecem sobre a razão. A força subversiva da escrita simbólica e poética do dramaturgo foi recebida no seu tempo com a adesão imediata de todos a crítica literária e teatral progressista, para quem algumas fragilidades inerentes à construção dos diálogos e a um certo preciosismo literário ocupam um espaço secundaríssimo. 

A partir de 1966, com a narrativa dramática “O Judeu”, o tom do autor fez-se mais intervencionista e a estrutura brechtiana foi posta ao serviço de um estilo pessoal já bem definido e desenvolvido. Aquela peça, levada à cena com um êxito memorável em 1981 no Teatro D. Maria II, baseia-se nas vicissitudes do dramaturgo António José da Silva, morto na fogueira no século XVIII, e formula um paralelismo entre a intolerância da Inquisição e a do regime salazarista. 

Esta segunda fase, de subversão do modelo aristotélico para uma transmissão mais significativa da consciencialização social, contou ainda com “O inferno” (1967) e “A Traição do Padre Martinho” (1969), esta última estreada em 1970, em Havana, numa tradução do dramaturgo cubano José Triana. “Português, Escritor, 45 Anos de Idade” (1974), foi o primeiro texto de Bernardo Santareno representado depois da queda da ditadura, cuja estreia ocorreu no Teatro Maria Matos. 

Nesse mesmo ano, escreveu quatro textos para a revista “P’ra Trás Mija a Burra”, do Teatro ABC. Um outro texto originalmente escrito para aquela mesma revista, mas não utilizado, acabaria por ser integrado no espetáculo “Ao Qu’Isto Chegou” nos inícios do Teatro A Barraca. Registe-se que estes quatro textos acompanharam mais três breves peças, caracterizadas pela fusão dos pressupostos criativos das duas fases anteriores: “Vida Breve em Três Fotografias”, “Restos” e “A Confissão”, as duas últimas representadas com sucesso pela Seiva Trupe, em 1979. 

O drama “O Punho”, escrito no período pós-revolucionário, empenhado na defesa da reforma agrária, encerrou uma brilhante produção penalizada por vezes pelo desfasamento temporal que os acontecimentos históricos e políticos abriram entre as datas de escrita e a possibilidade de representação, diminuindo a força da denúncia de que se fazia portadora, mas valorizada posteriormente por reinterpretações cénicas inovadoras ou inesperadas e por estudos académicos especializados. 

O conjunto da sua obra viria a ser revisitado em 2005 no espetáculo “Bernardo Bernarda”, criado pela Escola de Mulheres a partir de vários textos de Bernardo Santareno, e que constituiu um grande e tocante fresco em homenagem a um dos maiores e mais marcantes dramaturgos portugueses, falecido em 29 de agosto de 1980 com apenas sessenta anos. 



Salvador Santos 
Teatro Nacional de São João. Porto 
Porto. 2013. Outubro. 21

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Carlos Moedas é como o algodão. Nunca engana ninguém. Desta vez fugiu-lhe a boca para a verdade. O “Seguro” que ele diz que Portugal precisa para voltar aos mercados encontra-se no Partido Socialista. É o António José Seguro…. Nada mais!

Carlos Moedas é como o algodão. 
Nunca engana ninguém. 
Desta vez fugiu-lhe a boca para a verdade. 
O “Seguro” que ele diz que Portugal precisa para voltar aos mercados encontra-se no Partido Socialista. 
É o António José Seguro…. 
Nada mais! 

Portugal precisa de «um seguro» para o regresso aos mercados , afirmou hoje Carlos Moedas 

Carlos Moedas afirmou hoje que Portugal está determinado em cumprir o seu programa de ajustamento para poder contar com «um seguro» que lhe permita o regresso aos mercados, num discurso à margem da Conferência Antena1/Diário Económico sobre o Estado e a Economia. 

«O que temos que fazer é concluir o nosso programa [de assistência] e depois, porque cumprimos, vamos ter o apoio dos nossos parceiros. Esse apoio pode ter várias formas, mas o apoio de que estamos a falar em Portugal é um apoio de acesso pleno ao mercado na forma de um seguro. 
É esse tipo de apoio a que se estaria a referir o senhor ministro da Economia [na segunda-feira]», António Pires de Lima, quando se referiu à preparação de um programa cautelar, disse Carlos Moedas, que antes tinha sido interrompido por um grupo de seis elementos do Movimento `Que se Lixe a Troika´, com cartazes e `slogans´, e que pedia a demissão do Governo. 

«Quando falamos em formas de apoio, falamos em formas de ter um seguro e um seguro é muito diferente de um empréstimo. Um seguro é a garantia de que, se eu tiver necessidade de ajuda, vou ter capacidade de ter um apoio para esse acesso pleno aos mercados», acrescentou o governante.

Mas afinal de que é que estão à espera? Já se sabe qual vai ser a sua decisão. Idem, idem, aspas, aspas, igual ao ano passado

Pela expressão dá a impressão de que algo está a cheirar mal
Certo!
Eu diria que tudo cheira mal
Com especial relevo  para este Orçamento de Estado 2014

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Havia uma "Tirana" de Paços de Brandão que a nossa Amália cantou divinamente. Nos dias de hoje existe uma tirana que atormenta a vida dos funcionários públicos e dos reformados.



Para esta senhora nem o Zé Cabra tinha jeito para lhe ajustar uma melodia e letra a preceito. Tirana, tirana elevada ao seu mais alto expoente

domingo, 20 de outubro de 2013

Neste Domingo reflicto sobre as palavras de Cavaco ontem: vai avaliar muito bem a proposta de Orçamento de Estado 2014. A imagem deste post dá-lhe uma orientação para o seu comportamento afim!


sábado, 19 de outubro de 2013

Estes aprendizes de feiticeiros lusófonos pedem uma achega ás instituições europeias e ao FMI para que pressionem o Tribunal Constitucional.

Estes aprendizes de feiticeiros lusófonos pedem uma achega ás instituições europeias e ao FMI para que pressionem o Tribunal Constitucional. 

Queixa-se o Governo de problemas herdados dos anteriores (Barroso, Santana, Sócrates ?), problemas a que se devem todas as malfeitorias actuais, incluindo o disparo dos juros, agravados quando da demissão irrevogável de Portas.


Mas, se era assim, porque mentiu descaradamente, durante a campanha eleitoral, sobre o massacre que nos preparou, e como justifica a sofreguidão para interromper a legislatura anterior e a entusiástica solidariedade do PR, que rapidamente substituiu a exuberância das críticas aos sacrifícios pedidos por Sócrates pelo silêncio de monge beneditino face à violência da austeridade imposta por Passos Coelho?
Aliás, como justificam Portas e Passos Coelho (não se sabe quem manda), com o País a atingir a fadiga fiscal, que cresça a dívida e o desemprego, depois de atingida a pobreza redentora que o catecismo ideológico preconizava? Onde está a alegada confiança dos mercados perante um Governo capaz de tudo? 

Tudo o que podia falhar, falhou efectivamente e da forma mais clamorosa. Falhou a hipoteca do PR a este Governo, a orquestra de papagaios recrutados para o protegerem e a legião de avençados, a inventarem desculpas para o fracasso, obstinados a conterem a decepção que cresce e a raiva que não para. 

Não lhes basta um governo, uma maioria e um presidente. Carecem de intimidar o povo, chantagear o Tribunal Constitucional e pedir a Barrosos e Lagardes que ameacem o País e humilhem os portugueses. 
O desemprego, a fome e a intimidação dos sindicatos são as armas suplementares para o cumprimento da agenda ideológica que encontrou actores de terceira categoria para a executarem. 

No laboratório de experiências em que sábios loucos e néscios convictos converteram o País, roda-se um filme de Frankenstein executado por aprendizes de feiticeiro. 


Jorge Sampaio já chamou à ordem os detractores do Tribunal Constitucional 


 Bancada Directa / Ponte Europa /  Carlos Esperança


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Cavaco e Soares. Um deles faz um ataque contundente e desabrido e pergunta porque é que o actual Presidente da República ainda não foi julgado? O outro encaixa o ataque, responde com uma justificação que os factos não contemplam e remata que o seu atacante tem de ser olhado com respeito…..

Cavaco e Soares. 
Um deles faz um ataque contundente e desabrido e pergunta porque é que o actual Presidente da República ainda não foi julgado? 
O outro encaixa o ataque, responde com uma justificação que os factos não contemplam e remata que o seu atacante tem de ser olhado com respeito….. 

«Mário Soares deve continuar a merecer o nosso respeito» - diz Aníbal Cavaco Silva respondendo às tão ternurentas caneladas que lhe endereçou o ex-Presidente. Sobre isto, apenas alguns reparos: 


1. Espero que Cavaco esteja a referir-se apenas à sua família e amigalhaços... pois não me lembro, para além de não ter votado nele, de o ter mandatado para dizer por mim o que penso ou deixo de pensar sobre Mário Soares. 


2. Para quem aponta o dedo, na sua resposta, a tantos “esquecimentos” de Soares... é estranho que Cavaco se tenha “esquecido” de não foi apenas depositante do BPN, não senhor! 


A sua “relação” com o universo SLN/BPN incluiu aquela compra de acções a preço de favor, vendidas pouco depois com um lucro até hoje inexplicável. Ganhou mais do dobro daquilo valor que investiu! 

Isto não faz de mim um compincha de Mário Soares, apesar de ser seu amigo, mas também acho que Cavaco deveria estar um poucochinho mais incomodado pela negociata que tenta “esquecer” e fazer esquecer! 

Mas o Povo tem boa memória e toma nota destas situações. E na altura certa volta sempre a falar. E Mário Soares também! 


 Eu por mim já me esqueci da pessoa que ocupa o cargo de Presidente da República.  E é triste. Muito triste mesmo. 


É que não sou só eu a ter este sentimento


Conferir o dossier do investimento de Cavaco clicando aqui


Falar em nome de Portugal com uma bandeira nacional adulterada como cenário de fundo





Meu pobre país.
Minha pobre bandeira
Tudo de mau nos acontece
Aconteceu ontem no México



quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Uma coisa é o Tribunal Constitucional ter considerado constitucional o corte nos salários acima dos 1 500 Euros (2011) com aspecto transitório e mesmo assim foi muito a custo. Agora para 2014 o corte nos salários vai logo a partir dos 600 Euros.


Uma coisa é o Tribunal Constitucional ter considerado constitucional o corte nos salários acima dos 1 500 Euros (2011) com aspecto transitório e mesmo assim foi muito a custo.
Agora para 2014 o corte nos salários vai logo a partir dos 600 Euros.

No ano de 2011 o Governo de então avançou com o corte de 3,5% a 10% nos salários dos funcionários públicos acima de 1500 euros brutos. Muito a custo, o Tribunal Constitucional aprovou a medida e avisou que apenas o fazia por duas razões: porque era transitória (na verdade é "transitória" desde então) e porque, sendo o valor mínimo de 1500 euros, isso era aceitável. 

No ano de 2012 o TC voltou a recordar que a medida era transitória. No mesmo ano, o TC chumbou a suspensão dos dois subsídios. Mas numa solução um pouco estranha, a inconstitucionalidade determinada pelo TC não teve efeitos práticos. 

Em 2013, o TC volta a aceitar a medida transitória dos cortes acima de 1500 euros, mas desta vez com um aviso ainda mais claro: "o decurso do tempo implica um acréscimo de exigência ao legislador no sentido de encontrar alternativas que evitem que, com o prolongamento, se torne claramente excessivo para quem o suporta", acrescentando que "o tratamento diferenciado dos trabalhadores do sector público não pode continuar a justificar-se pelo carácter mais eficaz das medidas de redução salarial". O que o TC quis dizer com este aviso era que os funcionários públicos não podiam ser os únicos a ser considerados como o mealheiro do Governo 

No Orçamento de Estado para 2014, aquilo para o qual o TC pedia que fossem encontradas alternativas é repetido. Mas em muito pior. Em vez do limite inferior de 1500 euros, ele passa para 600 euros. Em vez do corte máximo de 10%, ele passa para 12%. Sendo muito menos progressivo do que os cortes anteriores, o valor máximo começa logo nos 2000 euros brutos, que passam de um corte de 3,5% para um corte 12%. O que afectava menos de metade dos funcionários públicos passa afectar 90%. 

Não é preciso ser bruxo para desconfiar que, depois de tudo o que disse e de todos os avisos que deixou, muito dificilmente os juízes do Constitucional deixarão passar esta medida. Esperamos que a justiça possa imperar nas decisões dos meritíssimos juizes do TC e pôr este Governo na ordem. 


E se não houver plano B só prova a incompetência da equipa das Finanças.

Obrigado Pela Sua Visita !