BANCADA DIRECTA: Julho 2013

quarta-feira, 31 de julho de 2013

O Teatro no Bancada Directa. “No Palco da Saudade” é uma rubrica do nosso homem do Teatro Salvador Santos, que hoje recorda a actriz Manuela Porto.




In memoriam 
Manuela Porto, de seu nome completo Manuela Cesariny Sena Porto, nasceu em Lisboa no ano de 1908 a 24 de Abril e faleceu nesta mesma cidade em 7 de Julho de 1950. 
Foi uma extrordinária actriz para além de se evidenciar como escritora, critica, tradutora, encenadora, declamadora, oposicionista ao regime salazarista e feminista. 

Manuela Porto escreveu: 
Muitas e muitas emoções, alegrias e dores, de que me ocupo nalgumas das minhas histórias, escritas muitas delas há anos, já me parecem hoje frívolas, imponderáveis, indignas de que a elas se ligue grande atenção, num mundo em que tanto se sofre por grandes, autênticos motivos, num mundo que cai em escombros, para além dos quais, no entanto – já adivinhamos – um outro universo há-de despontar, permitindo que a vida se torne qualquer coisa digna de se viver. (…)” PORTO.
Manuela Porto, 
Doze Histórias sem sentido. 
Prefácio


O Teatro no Bancada Directa. 
“No Palco da Saudade” é uma rubrica do nosso homem do Teatro Salvador Santos, que hoje recorda a actriz Manuela Porto. 

"No Palco da Saudade"

Texto inédito e integral de Salvador Santos


MANUELA PORTO 


Filha do republicano, escritor e pedagogo César Porto, herdeira de um património político e cultural que acabaria forçosamente por lhe moldar o caráter, ela estreou-se muito cedo como atriz mas esteve pouco tempo no teatro, talvez porque as suas exigências artísticas, culturais e éticas fossem excessivas para os tempos que lhe coube viver. 

Para além de atriz, encenadora, escritora e crítica, ela foi uma acérrima defensora dos direitos das mulheres e abriu caminhos à divulgação de autoras como Louisa May Alcott, Katherine Mansfield ou Virginia Woolf, até então desconhecidas entre nós. Manuela Porto teve também um papel importante na divulgação dos nossos poetas e foi graças a si que os portugueses conheceram Fernando Pessoa, em 1930. 


Mulher extraordinária, muito à frente do seu tempo, de uma sensibilidade muito especial, foi considerada «a recriadora dos poetas», «a que dizia poesia como quem respira». José Régio, um dos muitos poetas por ela divulgados, deixou impresso o que sobre ela pensava enquanto animadora das palavras: «Manuela Porto era, dizendo versos, um admirável exemplo de inteligência, atenção, finura. Todos os versos, todas as palavras se ouviam, e com a sua expressão própria. Vinham-nos as lágrimas aos olhos, ouvindo-a dizer certas coisas, e a gente nem dava por isso». 
Em boa verdade, esta riqueza interpretativa resultava sobretudo da sua formação de atriz, nomeadamente dos ensinamentos recolhidos junto do ator Araújo Pereira, seu querido Mestre e Amigo. Araújo Pereira dirigia uma Escola de Teatro, em Lisboa, que tinha como objetivo a renovação e dignificação do teatro português, através da introdução de inovações estéticas nos espetáculos. Gerida com base num modelo de ensino libertário, fundada por maçons e anarquistas com uma forte inclinação socialista, aquela Escola constituiu um dos vários exemplos do desenvolvimento da educação nos meios operários. 

Para além do ensino de disciplinas teóricas, a equipa de docentes garantia aos alunos a oportunidade de desenvolverem na prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula no Teatro Juvénia, um barracão de alvenaria com um anfiteatro de cento e cinquenta lugares e um palco de dimensões reduzidas, na Rua das Escolas Gerais. 

Desenho a carvão de Manuela Porto

E foi ali, naquele palco do bairro alfacinha de Alfama, que Manuela Porto se estreou, em 1924, ainda enquanto aluna, no espetáculo “As Irmãs” de Gaston Dévore, sob a direção do próprio Araújo Pereira. Firmemente decidida a ser atriz frequentou depois o Curso de Teatro do Conservatório Nacional, que concluiu com vinte valores e um prémio de distinção. As portas do Teatro Ginásio abriram-se-lhe, a convite de Amélia Rey Colaço, para se estrear como profissional na peça “A Petiza do Gato” de Carlos Arniche. 

Face ao extraordinário talento evidenciado, os companheiros de cena, o público e a crítica auguravam-lhe uma grande carreira, mas tal não veria a acontecer. Depois de passar por diversas companhias, como a de Amélia Rey Colaço-Robles Monteiro, a de Gil Ferreira ou a Grande Companhia Dramática Portuguesa, onde fez enorme sucesso na peça “Primerose” de Robert de Flers e Francis de Caillavet, Manuela Porto desiludiu-se com o meio teatral e afastou-se dos palcos profissionais, só abrindo uma exceção para participar, em 1941, no espetáculo “Sonho de Uma Noite de Verão” de William Shakespeare, representado ao ar livre no Parque de Palhavã numa produção do Teatro D. Maria II. 

A partir de 1946, a par de uma intensa atividade política de oposição ao regime salazarista, criou o seu próprio grupo de teatro amador, no qual colocou em cena textos de Gil Vicente, Camilo, Pirandello e Tcheckov. Ao mesmo tempo que desenvolvia um trabalho de encenação e direção artística notável, com exemplares cuidados na formação de artistas e públicos, Manuela Porto fez traduções, escreveu novelas, romances e ensaios, exerceu crítica de teatro e literatura nas revistas Seara Nova e Vértice, e colaborou em jornais como o Diário de Notícias ou o Mundo Literário. 




Tudo isto sem deixar nunca de dar voz aos seus poetas em teatros, academias, associações culturais e coletividades recreativas. À sua volta orbitavam atores, filósofos, escritores e pensadores. 

Ninguém se lembra de alguma vez a ter visto só, mas ela tinha em mãos o manuscrito de um romance que mais tarde explicaria o seu precoce fim e que nunca chegaria a editar: “Cadernos da Solidão”. 


Pessoa tímida, discreta, sempre receosa de magoar alguém, criando à sua volta um ambiente de doce amabilidade, ambicionando uma vida suave, tranquila, Manuela Porto deixou-nos inesperadamente na madrugada de 7 de julho de 1950, pondo fim a uma vida carregada de solidão e de alguma incompreensão. 
O Diário de Notícias noticiou: «Faleceu hoje, cerca das 4 horas da madrugada, vítima de intoxicação por ingestão inadvertida de um medicamento». Para a censura não existiam suicídios, nem mortes violentas. A verdade é que Manuela Porto desistiu de viver, tomando uma dose brutal de bartitúricos, o que deixou de rastos os seus amigos. José Gomes Ferreira diria: «Nada – ouviram? – nada conseguirá salvar do esquecimento de cova cheia a outra Manuela, a Manuela do nosso convívio (…) que, no fim de contas valia tudo para nós». 

Salvador Santos

Teatro Nacional de São João. Porto
Porto. 2013. Julho. 02

Nota: o desenho a carvão de Manuela Porto é a primeira imagem da actriz no texto e não a referida no texto naquele local.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Aí vêm eles! O boss é contra mais aumentos de impostos. Diz que chegaram ao limite. Mas a realidade é bem diferente. E esperem pela pancada, que ela vai doer muito mais.


Claro que agora o boss vem dizer que não se trata de aumentar impostos porque se trata de actualizar taxas/contribuições.
Mas na verdade estas medidas implicam cortes nos vencimentos dos trabalhadores. Aumentar impostos, taxas ou contribuições vem tudo dar na mesma. 

Descontos para ADSE aumentam para 2,25% em agosto 

Os descontos efectuados pelos trabalhadores e pelos aposentados para a ADSE (o subsistema de saúde dos funcionários públicos), a ADM (Assistência na Doença aos Militares) e o SAD (Sistema de Assistência na Doença da GNR) vão passar de 1,5% para 2,25% em agosto. A medida foi esta terça-feira publicada em Diário da República e afecta trabalhadores, militares na reserva e pensionistas. 

De fora ficam apenas os que tiverem reformas até 485 euros e aqueles cuja pensão fique abaixo deste valor após ser aplicado o desconto. 

 De salientar que, a partir de 1 de janeiro de 2014, o valor dos descontos dos funcionários públicos para a ADSE vai subir novamente, desta vez para os 2,5%. As únicas exceções a este regime de aumentos de contribuições são os organismos públicos e os fundos autónomos, casos em que o desconto passa de 2,5% para 1,25%.

Nazaré. A sua onda gigante é muito inferior em densidade comparando com aquelas ondas que Paulo Portas fez para ser promovido no Governo

O surfista Garret McNamara para além do seu natural "indice técnico" para fazer a onda dá mostras de grande coragem.

Paulo Portas nem tem este indice técnico de ser bom governante e nem mostra coragem para manter a sua posição de "irrevogável" dentro da coligação governamental.

Foi a desilusão para os idosos, feirantes e pensionistas a queda do seu ídolo virtual.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Será que o primeiro ministro do Governo de Portugal é uma pessoa credível? Parafraseando Seguro, claro que não é! São contradições e contraditas: anteontem foi a inovação da “União Nacional” e ontem foram os impostos

Será que o primeiro ministro do Governo de Portugal é uma pessoa credível? 
Parafraseando Seguro, claro que não é! 
São contradições e contraditas: 
Anteontem foi a inovação da “União Nacional” e ontem foram os impostos 

Em Pombal foi a contradita da não perversão de uma "União Nacional"

Há dois anos Pedro Passos Coelho verberava a criação de uma “União Nacional” nestes termos:  

“O presidente do PSD entende que a ideia de haver a necessidade de se «fabricar em Portugal uma espécie de união nacional é uma perversão ainda para mais a ser evocada num dia como este” e acrescenta: 

 «A união nacional não é desejada em Portugal nem pelos que têm memória da que já existiu nem daqueles que, com prudência, aprendem lições do passado». 

 Abril de 2011 

Agora mostra-se arrependido daquelas considerações e dá a mão para a emenda: "Desde que tenhamos os pés assentes na terra e sejamos realistas – quer dizer, não comecemos a estabelecer objectivos que estão manifestamente para além daquilo que as condições nos permitem –, então é possível vencer e ultrapassar obstáculos e conseguir um clima de união nacional, não é de unidade nacional, é de união nacional, que permita essa convergência", 


Palavras de Passos Coelho, discursando em Pombal na sessão solene de abertura das Festas do Bodo. 

Julho de 2013 
Em Alijó foi a contradita dos aumento de impostos. Com tanta passeata Pedro Passos Coelho terá tempo para se debruçar sobre dossiers importantes que dependam dele?

Francamente. 

É preciso ser oportunista e entrar-se vivamente numa campanha eleitoral para não perder o poiso nem a serventia daquele Mercedes de alto gabarito.


Sobre o que disse Pedro Passos Coelho sobre a perversão da União Nacional ver aqui


Em relação aos impostos Pedro Passos Coelho que durante dois anos sacrificou os portugueses com impostos desumanos vem agora mostrar-se arrependido e diz agora agora que os impostos exorbitantes  não criam desenvolvimento. Confira o que ele disse agora clicando aqui


domingo, 28 de julho de 2013

O expulso Alvaro Santos Pereira, ex ministro da Economia e do Emprego não era um palhaço. Aliás ele teve artes de revelar que os portugueses quando são tratados por “senhor doutor” mostram-se possuidores de uma vaidade snobeira.. Ele tinha razão. Doutores, doutores, são só os médicos!

O expulso Alvaro Santos Pereira, ex ministro da Economia e do Emprego não era um palhaço. 
Aliás ele teve artes de revelar que os portugueses quando  são tratados por “senhor doutor” mostram-se possuidores de uma vaidade snobeira. 

Quando pediu que o tratassem apenas por “Alvaro” criou logo anti corpos do tamanho da Torre de Babel. Aliás nos Estados Unidos só se trata por doutores os médicos. Mas por cá os bachareis, os mestres, nem que seja de um cursozito qualquer a partir de Bolonha não abdicam de que os tratem por doutores. 

 Alvaro Santos Pereira teve a ombridade de dizer, mal iniciou funções no Governo dos iluminados de Passos Coelho, que era um alvo remodelável em contínuo e mal pronunciou a frase de que não o tratassem por doutor mas sim por Alvaro, teve logo a consciencia de que era um alvo que mais tarde ou mais cedo seria abatido. 

Claro que ele não era a sumidade em estratégias económicas que Passos pensava que ele fosse. A cara risonha quando discursava, que contradizia com a gravidade que os numeros do desemprego sempre mostravam e aumentavam desde que era o ministro da tutela, não foi só a causa da sua inadaptação para o lugar. 

A inocencia de Álvaro desafiou a ética almoçarista que rege a pátria. É no circuito almoçarista que se decidem as prebendas, numa espécie de contrabando de intrigas, boatos e boutades. Sim, é verdade que este professor das Américas não conhecia o país (os gráficos não são o país) e, por essa razão, nunca devia ter sido ministro da economia. Álvaro afirmou, e bem, que os portugueses deviam ter orgulho nos seus produtos, porque esse orgulho é fundamental na hora das exportações. 


A título de mero exemplo, o pastel de nata surgiu nesse raciocínio. Esta consideração foi catalogada como uma gaffe. Mas pensemos positivo, se o pastel de nata foi considerado uma gaffe, não é menos verdade que tempos depois já havia um sujeito a exportar donuts para a China nos moldes do pastel de nata bem português. Curioso que este modelo de pastel de nata faz as delicias dos chineses e já há empresas em vias de iniciarem processos de exportação do mesmo produto. 
Mas Alvaro já estava queimado. Não é por se ser professor universitário no Canadá, ter um blogue  (desmitos) com assuntos de economia de mercado e ter publicado um livro a apontar soluções para melhorar a economia, que bastava para ter exito num país em crise e com muita falta de valores criativos. E que ele não  conhecia  esse paísna realidade.

E então a palhaçada derrotou-o impiedosamente.

sábado, 27 de julho de 2013

Fragmentos e Opiniões. O nosso cronista Antonio Raposo fala-nos dos recentes desempregados do Governo e confessa que tem muita pena deles.

Fragmentos e Opiniões. 
O nosso cronista Antonio Raposo fala-nos dos recentes desempregados do Governo e confessa que tem muita pena deles. 

EU TENHO MUITA PENA DOS DESEMPREGADOS DO GOVERNO 



Com esta lufa-lufa de saída e entrada de pessoal governamental acontece o que muita gente calculava e que pelos vistos não se confirma: mais umas dezenas de desempregados. Mais aumento na lista enorme dos que vivem de subsídio de desemprego! 

Mais casas sem pão. Mais avós a subsidiar os netos. Porém, tal não é costume acontecer. O pessoal que anda pelas políticas sabe-se amanhar e quando perde um emprego tem logo uma mão cheia de convites à sua espera. 


Quem tem bons padrinhos vai para a Caixa. É uma empresa segura, com aval do Estado, e boas reformas. 


Lembro-mo da ministra Cardona que foi da Justiça (qual justiça?) menina do CDS/PP que ao sair do governo foi para a Caixa. Esta Caixa tem sempre um lugar vago à sua espera, se você tiver padrinhos! A ilustre ministra deslizou para a Caixa de Africa e a seguir anichou-se na EDP. Os chineses estavam com os olhos em bico postos nela! 

Uma mulher de muitos saberes e com alguns amigos do peito. Outro grande economista que saiu do Governo de nome Gaspar deslizou no dia seguinte para o Banco de Portugal. Um lugar agradável para passar o presente verão e os invernos do nosso descontentamento. Diria: o ilustre Gaspar sabe onde se deve aterrar. 

Mas não foi o Durão que era “funcionário” do Banco E. Santo e que deu um saltinho primeiro para “primeiro” e segundo para a Europa onde foi ganhar melhorzinho, apesar de não ter sido escolhido por votos de nenhum partido nem coisa nenhuma ? 


Foi convite, prontos! 


Um abraço opara os meus carissimos leitores 


Antonio Raposo 

Lisboa. 2013. Julho. 27

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Politica à Portuguêsa. Primeiro foi a gaffe do "pastel de nata", seguiu-se a gaffe do "coiso" e agora o 12º ano de escolaridade já dá grau académico de doutor.

Oh Alvarito: estavas mesmo a pedir para que te mandassem embora.
Vais fazer companhia ao Relvas e ao Gaspar.
Vá lá que levaste contigo o Franquelim.
Ou muito me engano ou já anda outro na forja.
Da mentira não se livra

1ª nota anexa de Bancada Directa:
Uma pessoa que leia o grau académico do Dr. Jaime Ramos convence-se (distraidamente) que o 3º Ciclo Liceal será equivalente ao 12º ano. Mas este facto não é verdade, porque o 12º ano foi criado em 1979 em substituição do Ano Propedêutico  criado dois anos antes. Como o Dr Jaime Ramos nasceu em 1951 ele teria de ter 28 anos de idade para frequentar o 12º ano ou então 26 para o Ano Propedêutico  Desta maneira ao tempo em que o Dr Jaime Ramos era estudante o 3º Ciclo Liceal correspondia ao 7º ano do Liceu, depois transformado no 11º ano unificado.
Ressalvamos destas considerações as possibilidades do Dr Jaime Ramos ter completado o 12ª Ano já em adulto. Mas neste caso nunca se podia referir o 3º Ciclo Liceal como grau académico, mas sim o 12º Ano
Tal foi o caso do autor deste post (3º Ciclo Liceal = 7º Ano liceu)

2ª nota anexa de Bancada Directa: e como hoje não se vai passar nada de importante e válido nas lides governamentais voltamos amanhã.
Já estaremos em casa mais o gato "Senhor Neves".
O felino desconfia que foi escolhido para funções numa Secretaria de Estado, não o apanharam a jeito, mas ele recusava de qualquer modo.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Por cá, cada vez estamos melhor. É a ideia que os iluminados da treta nos querem impingir. Como a divida aumentou brutalmente no 1º semestre 12 mil milhões de euros, percebe-se agora o alcance da tal “salvação nacional”.O nosso cronista e especialista em finanças Luís Pessoa diz de sua justiça sobre este tema.



Por cá, cada vez estamos melhor. 
É a ideia que os iluminados da treta nos querem impingir. 
Como a divida aumentou brutalmente no 1º semestre 12 mil milhões de euros, percebe-se agora o alcance da tal “salvação nacional”.
O nosso cronista e especialista em finanças Luís Pessoa diz de sua justiça sobre este tema. 

 POR CÁ, CADA VEZ ESTAMOS MELHOR! 


 
A dívida do Estado, soubemos agora, aumentou em 12 mil milhões de euros no primeiro semestre deste ano, apesar de todos os cortes, de todos os impostos brutais, de toda a miséria adicional. 2 mil milhões por mês! Percebemos agora a tal “salvação nacional” de que falava o inquilino de Belém. Manuel Ferreira Leite tinha razão, alguma coisa estava escondida para que Gaspar fugisse e o Portas simulasse. 

A ideia era simples: Com a “salvação nacional” metia-se no barco o PS e Seguro. Só assim se pode explicar que alguém fosse capaz de ficar sereno quando lhe chamam incompetente e incapaz, como aconteceu com Passos Coelho. Primeiro foi Gaspar, que o pôs na galeria dos incompetentes e depois o próprio Cavaco ao explicar em primeiro lugar as razões para não ir para eleições antecipadas e só depois avançar para a “salvação nacional”. 


Um indivíduo que tivesse coluna vertebral e estivesse há dois longos anos ao leme, jamais toleraria que lhe impusessem o diálogo e o acordo com o seu principal opositor, em nome de uma “salvação nacional”, sinal de que tudo estava em completa derrocada para precisar de salvação! Alguém que tivesse coluna vertebral apresentava a demissão, imediatamente! 

Portanto, o sinal de Belém pareceu ser: Esfrangalhaste tudo e só lá vamos com uma “santa aliança” com o PS para tentar salvar esta coisa que tu destruíste completamente. Trata de dialogar e trazer o Seguro, ou então… Como o Seguro não quis ou não foi autorizado, a solução de Belém foi, em vez de demitir o incompetente, voltar a ele! Voltou ao mesmo incompetente destruidor, para que possa continuar o seu metódico trabalho! Pelo meio, SETE avaliações da chamada troika com sucesso! Pelo menos, foi o que nos venderam! Tudo corria bem, o “ajustamento” estava óptimo! A troika dava nota positiva por SETE vezes. E no fim… “salvação nacional”? 

Os nossos leitores acrescentem lá mais 12 mil milhões neste 1º semestre de 2013. Aumento brutal

Não éramos a Grécia, éramos quase a Irlanda, mas afinal… “salvação nacional”? Como é isso? Sabemos que Belém e PSD rolam a par. Que o inquilino de Belém é mentor e orientador deste governo, que agora pouco mais será do que um governo de confiança presidencial informal, digamos assim. Cavaco falou e foi para as cagarras madeirenses, mas quando falou referiu-se a tudo menos aos cidadãos. Falou dos mercados, dos credores internacionais que tinham de ter confiança, mas não achou necessária a confiança dos cidadãos, esses tipos que só atrapalham. Esqueceu-se só de um pormenor: Lá fora, NINGUÉM acredita em nós! 


Os credores que em 2011 eram maioritariamente estrangeiros, livraram-se de tudo o que cheirava a Portugal e foram os nossos bancos falidos que compraram a dívida, a mando do governo, que andaram nos leilões de que o Gaspar se gabava, a adquirirem dívida! Hoje, pasme-se, mais de 90% da dívida do Estado está em mãos nacionais, entenda-se, dos bancos à beira da falência! 

Portanto, o Cavaco e similares não precisam de invocar os credores internacionais porque, para além da troika, não os há, praticamente! E muito menos haverá depois da saída da troika, porque a menos que haja um surto de caridade da UE, os juros de Portugal saltarão para valores inimagináveis quando faltar a “almofada” troikeira. Retemos, então, que a dívida nunca foi tão elevada e só sabemos que uma parte dos 78 mil milhões de euros que a troika cá meteu foi para os bancos, para estes irem comprar dívida do Estado, em vez de irem para a economia! 

Sabemos, também, que o resto do dinheiro não se entende para onde foi! Teoricamente, com os cortes de salários e pensões, com os impostos a níveis impensáveis, a dívida disparou para mais de 120% do PIB, quando não chegava aos 100% no momento em que este governo chegou ao tacho! Ora, o Sócrates fez muitas asneiras, arranjou-nos um BPN e afins, mas ao pedir o resgate, era suposto que os 78 mil milhões de euros fossem para equilibrar as coisas. A dívida subiria nesse montante, mas os restantes indicadores seriam normais. Nada disso aconteceu! 

A dívida disparou e continua a subir; o défice está em valores inacreditáveis, de mais de 7% reais; o desemprego continua em subida; os cortes aos funcionários, que o governo dizia ser o preço a pagar para não haver despedimentos, não só foram feitos como os despedimentos vão acontecer; etc. Voltamos ao que aqui escrevemos há dois anos, a dívida dos estados, de todos os estados, nunca poderá ser paga! Os credores, aqueles que parecem ser os credores a quem devemos obediência, não o são, porque a dívida está nos bancos, que o Estado está obrigado a capitalizar pela EU, com dinheiro emprestado pelas troikas! 

Ou seja, com a bênção dos Estados e contando para as suas dívidas, a troika empresta “X”, mas com a obrigatoriedade de “capitalizar” a banca, que recebe o dinheiro a 0,5%. Mas, em vez de colocar esse dinheiro na economia, nas empresas, a juro razoável, decide não correr riscos e portanto, concertada com os governos, vai aos leilões comprar a dívida dos Estados, a 6% ou mais! Dá para entender as pescadinhas de rabo na boca, não dá? 

No nosso caso, dos 78 mil milhões de euros, uma parte era para capitalizar a banca, mas entrou nas contas do Estado fazendo subir a dívida. Depois a banca pagou o favor, comprando a dívida em leilões, simulando que havia muita credibilidade internacional e muita confiança, ao ponto do Estado conseguir colocar toda a dívida! À boleia da credibilidade internacional dos investidores (pura treta, os investidores acham Portugal lixo tóxico total e investem cá ZERO), o governo coloca o seu programa de ataque aos cidadãos, impostos altíssimos, cortes de despesa social, privatizações criminosas, enfim, aplica a sua agenda política de direita, acenando com o que os investidores nos podem vir a fazer se não lhes pagarmos o que o governo diz que lhe devemos! 

 Se a isto tudo acrescentarmos que as exportações são uma treta, porque só divulgam os montantes das exportações, em milhões de euros, mas não dizem o que se exporta, em que quantidades e a que preços! Sabemos que há empresas que estão a exportar abaixo do preço de custo, ou seja, com prejuízo para concorrer com chineses, indianos e afins e por isso cairão mais à frente! E como os aumentos das exportações têm como base importante produtos que não são nossos (combustíveis, automóveis), facilmente verificamos que não passa de uma imensa treta! 

Esperamos, com redobrada expectativa as próximas avaliações troikeiras, que vão ser absolutamente positivas e com sucesso, mesmo sem o Gaspar! Os indicadores vão ser todos demolidores, pela negativa, mas estamos a ajustar tão bem, que o governo nos vai dizer que até a UE ficou abismada! Vai uma aposta? 

Luís Pessoa

Marinhais, 2013.07.24 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Quarta-feira 24 de Julho de 2013. Como na data de hoje não se passou nada de especial em Portugal que mereça dar-se realce o blogue Bancada Directa reconhece que não tem assunto para postar. Lamentavelmente.

E sendo assim vamos incorporar um video do Zé Cabra para sossegar os espiritos que me vão criticar. Mas fiquem descansados que vai haver muitas ocasiões para malhar, até porque este Governo recauchutado não vai a lugar nenhum!....


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Em tempos de Verão continuamos a apresentar a rubrica de Salvador Santos “No Palco da Saudade”. O nosso homem do Teatro recorda-nos hoje aquele que foi um grande actor precocemente falecido aos 43 anos: Seu nome é Carlos Daniel. É o Teatro no Bancada Directa

Em tempos de Verão continuamos a apresentar a rubrica de Salvador Santos “No Palco da Saudade”.
O nosso homem do Teatro recorda-nos hoje aquele que foi um grande actor precocemente falecido aos 43 anos: 
Seu nome é Carlos Daniel. 
É o Teatro no Bancada Directa 

In memoriam 

Carlos Daniel nasceu em Lisboa, no r/c do numero 17 da emblemática Travessa da Memória no Bairro da Ajuda em 11 de Maio de 1952 e veio a falecer nesta mesma cidade em 9 de Abril de 1996. 
Foi um grande actor do Teatro e Cinema portugueses e que veio a falecer ainda muito novo, apenas com 43 anos de idade.

"No Palco da Saudade"

Texto inédito e integral de Salvador Santos 

CARLOS DANIEL 

 Descendente de uma tradicional família de funcionários públicos do bairro alfacinha da Ajuda, os seus sonhos e brincadeiras de infância não eram lá muito originais embora fossem curiosos. Começou por querer ser padre, repetindo sozinho os rituais da igreja católica a que assistia nas missas dominicais. 


Mais tarde fantasiou a profissão de decorador, até que se impôs na cabeça do jovem a figura lendária de uma tia-avó que no seu tempo ousou afrontar a pacata tradição familiar, assumindo-se como cantora e pianista. As deslumbrantes estórias que ouviu contar dessa tia-avó alimentaram a curiosidade do rapaz, que acabou por se sentir impelido a uma aventura artística. 


E decidiu frequentar o curso de teatro do Conservatório Nacional. Ainda enquanto estudante Carlos Daniel aceitou a proposta do ator Augusto Figueiredo para participar no espetáculo “Antígona” de Sófocles, que o Teatro Popular de Lisboa levou a cena na Estufa-Fria, tinha ele apenas dezassete anos. A estreia não correu nada mal, proporcionando-lhe de imediato o convite para a sua primeira experiência no teatro televisivo, na RTP, na peça “Castro” de António Ferreira. 

Estavam assim lançadas as bases para uma carreira de sucesso. Paulo Renato, que então dirigia a empresa Metrul, apercebeu-se do potencial do jovem e concedeu-lhe a responsabilidade de representar um dos principais papéis de “A Mantilha de Beatriz” de Pinheiro Chagas. Por outro lado, os produtores da RTP não perderam tempo e contrataram-no para criar os mais diversos jovens galãs das peças das Noites de Teatro do final dos anos 1960. 

Carlos Daniel era louro e esbelto, tinha faces magras e expressivas, um rosto inteligente de boca bem desenhada, um corpo esguio e uma certa aristocracia na atitude e no gesto, predicados que à partida facilitavam que se lhe abrissem as portas de qualquer palco. Mas eram qualidades que continham em si o perigo da mera suficiência, da superficialidade, do bonitinho. 


Porém, com trabalho, com muita dedicação, com férrea disciplina e com o seu enorme amor pelo teatro, a que se juntava também um talento natural, soube vencer essa contradição e fazer-se aos poucos um ator admirável. As suas qualidades de ator começaram a ganhar forma no Teatro Experimental de Cascais, onde o encenador Carlos Avilez lhe deu a oportunidade de fazer um repertório diversificado e exigente, ao lado de grandes figuras dos nossos palcos. 

Na peça "A Maldição de Marialva, o actor Carlos Daniel interpreta o papel de Hélio

Ali, numa das nossas mais antigas companhias de teatro independente ainda em atividade, Carlos Daniel fez “Fedra” de Racine, com Eunice Muñoz; “Fuenteovejuna” de Vega, com Isabel de Castro; e “D. Quixote” de Jamiaque, com Santos Manuel, para além de muitos outros espetáculos encenados por Carlos Avilez que o acabariam por levar até Madrid e a diversas cidades de Angola no início dos anos 1970. 

Após o regresso daquela ex-colónia portuguesa, a perspetiva do cumprimento do serviço militar começa a atormentá-lo. Mete então baixa psiquiátrica com a ideia de não participar na guerra, que não aceita e condena, mas a Revolução de Abril liberta-o desse conflito. Com outros colegas funda então o Teatro de Animação de Setúbal, animado ele próprio pela ideia da descentralização teatral, mas cedo reconhece que lhe são exigidos sacrifícios superiores à sua vontade. 

Teatro Nacional de São João no Porto. 1993. Carlos Daniel trabalha na peça de Oscar Wilde "O Leque de Lady Windermere". Encenação do Dr. Carlos Avilez

A reabertura do Teatro Nacional D. Maria II, em 1978, catorze anos após o pavoroso incêndio que o destruíra quase por completo, permite-lhe a estabilidade que necessita e vai também proporcionar-lhe o confronto continuado com grandes autores e grandes textos, fundamentais para o seu crescimento como ator. É ali, no palco do Rossio de Lisboa, que tem a possibilidade de representar de forma continuada, por exemplo, peças como “O Alfageme de Santarém” de Garrett, “Felizmente há Luar” de Stau Monteiro, “As Alegres Comadres de Windsor” de Shakespeare, “Os Filhos do Sol” de Gorki, ou “Longa Viagem para a Noite” de O’Neill. 

O encenador e pedagogo francês Jean-Marie Villegier, especialista em Molière, é convidado para dirigir no Teatro D. Maria II uma das obras maiores daquele dramaturgo e surpreende a direção e todo o elenco da companhia do Nacional ao escolher Carlos Daniel para interpretar o “D. Juan”. A peça obtém um grande êxito em Lisboa e recebe depois um honroso convite para se apresentar em Paris, no Odéon-Théâtre de l’Europe. E dois anos depois o ator é convidado para representar em francês, na Comèdie de Caen, “Les Galanteries du Duc d’Ossone” de Mairet, o que lhe franqueia as portas a uma carreira internacional. Mas ele sentia falta do Sol e do Mar, e imensas saudades dos seus amigos, da sua aconchegante casa da Ajuda e… regressa sempre. 

Apenas o Brasil era capaz de o afastar por muito tempo do seu Portugal. Esteve por lá durante largos meses a gravar a telenovela “Pedra Sobre Pedra” na TV Globo, experiência que foi desafiado a repetir noutras três novelas. Mas… as propostas de trabalho no teatro, no cinema e na televisão que tinha no nosso país (e a luz do Sol de Lisboa!) fizeram-no hesitar sempre, acabando por adiar indefinidamente uma nova aventura televisiva por terras cariocas. 

Até que um dia, exatamente a 9 de abril de 1996, um estúpido ataque cardíaco fulminante levou-o para uma viagem sem retorno. 


Salvador Santos

Teatro Nacional de São João. Porto
Porto. 2013. Julho 22

terça-feira, 23 de julho de 2013

O Entroncamento não poderia criar outro fenômeno semelhante. "Passos Coelho fala demais", diz Miguel Sousa Tavares. Habitual comentador da SIC não acredita que discursos de Passos Coelho tenham comprometido acordo entre PSD, CDS e PS. Mas Seguro crê que sim que afectou!

O Entroncamento não poderia criar outro fenômeno semelhante. 
"Passos Coelho fala demais", diz Miguel Sousa Tavares. 
Habitual comentador da SIC não acredita que discursos de Passos Coelho tenham comprometido acordo entre PSD, CDS e PS. 
Mas Seguro crê que sim! Que afectou! 

 Miguel Sousa Tavares: "O primeiro-ministro passa a vida a fazer discursos" Miguel Sousa Tavares: "O primeiro-ministro passa a vida a fazer discursos" Miguel Sousa Tavares defendeu hoje que o primeiro-ministro "fala demais" mas não foi por causa dos dois discursos - no debate da moção de censura dos Verdes na Assembleia da República e no Conselho Nacional do PSD - que o acordo entre PSD, CDS e PS caiu.

"Como é que [na quinta-feira, dia 18] se estava à beira de um acordo e depois caiu?" perguntou o habitual comentador do Jornal da Noite da SIC às segundas-feiras para logo responder: "Pedro Passos Coelho fala demais mas não foi por causa de dois discursos que o acordo caiu." 

 Para Miguel Sousa Tavares "o primeiro-ministro passa a vida a fazer discursos" mas "o que as pessoas querem é que governe e que se cale". Na opinião do comentador da SIC, Passos Coelho é "o grande perdedor" desta crise política. 


"Se quer durar os dois aos da legislatura não voltará a pisar os calos a Paulo Portas", disse. Já o Presidente da República, afirmou Sousa Tavares, "queria que oposição e Governo se fundissem durante um ano, mas isso não fazia sentido". 


 "Não creio que a ideia [de Cavaco Silva] fosse estender uma ratoeira ao Partido Socialista", disse. 


in Expresso

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Digam o que disserem. Justifiquem-se da melhor maneira que puderem. Assaquem as culpas para aqueles que queriam armadilhar. Mas a verdade é inexorável. Sofreram uma derrota colossal. E o Povo tirará daí as suas conclusões. Com defuntos não se conta. Quem conta para as suas vidas são os vivos!

Uma derrota "colossal" 

Domingo 21 de Julho. 

São 20 horas e trinta minutos. 

Perante as câmaras de televisão e com o povo à escuta e olhos de ver Cavaco Silva levanta o braço do seu canto e dá o combate por terminado. De seguida atira a toalha para o meio do ringue e já sabe o resultado que nunca seria dado por um grupo de juizes, mas foi por ele. Manteve o Governo em plenitude de funções, afirma que tem plena confiança em Passos e Portas e dá-lhes o privilégio de governaram até ao fim da Legislatura. 

Foi bonito, não haja dúvidas. Já era esperado o seu veredicto, não houve surpresa. Mas ele próprio não terá ilusões. Esta solução não durará muito tempo. Com a veleidade e leviandade de Portas e com a incompetencia de Passos o Governo continuará a voar sobre um ninho de cucos E continuará a disparar na direcção dos mais fracos, protegendo o grande capital e os grandes grupos económicos. 

E será um fiel subserviente das decisões da famigerada troika 


Neste passado Domingo pelas 20H30, perante as camaras de televisão, Cavaco veio confessar ao povo português que a solução encontrada para ainda dar vida a um corpo defunto não era a melhor solução. Melhor dizenco Cavacio veio confessar ao povo português a sua tremenda derrota pessoal quando procurou que três partidos, sabendo ele que um dos partidos era totalmente contra a politica dos outros dois e que era esta a melhor solução para a crise que os dois partidos que alimentam a austeridade do Governo criaram. Cavaco Silva, sem surpresa, atirou a toalha ao chão.

Veio confessar ao país o falhanço da “sua melhor solução” para a grave crise política. A sua derrota é também uma rendição ao governo defunto e descredibilizado não apenas perante qualquer pessoa em seu juízo mas perante si próprio como o prova ter deixado de fazer de morto e de intervir na zaragata suicida do governo. A justificação que achou necessário dar, com abundância de argumentos, sobre a sua iniciativa merece reflexão. Ela resume-se à sua profunda convicção não só da possibilidade como da naturalidade de os partidos abdicarem de aspetos fundamentais da sua orientação para apoiarem outro partido com política oposta em nome de um suposto interesse nacional em linha com as concepções de muitos governos do antigamente.. 

Cavaco Silva não é um salazarista mas, ainda que inteligente é um político medíocre cuja concepção da política e da democracia se mantem tributária da cultura de um seguidismo alinhado com os interesses economicos dos grandes grupos do capital.. Cavaco Silva para defender o governo da direita tem de engolir os sapos que o compõem e que ele detesta. 


Cavaco Silva sofreu uma severa derrota e pôs-se a jeito para averbar as que aí vêm com a ressurreição, ao fim de 15 dias, do defunto governo de Passos Coelho e Paulo Portas. Cavaco Silva com a sua inconsequente intervenção só agravou a crise política. A superação da crise, só possível com eleições, necessita de uma ajuda indispensável, a ajuda da rua,. 

Necessita do protesto das vítimas das imposições da troika e do up grade delas feito por este governo rendido aos credores. 

Necessita da luta dos portugueses que não aceitam o esvaziamento democrático do regime nascido com o 25 de Abril. Necessita da revolta dos portugueses condenados ao desemprego, ao empobrecimento e ao roubo do seu futuro.

 

Isto é que anda para aqui uma açorda de marisco. Há dias o Tribunal suspendeu o fecho da MAC. Agora outro Tribunal condena dois ministros deste Governo a pesada multa diária enquanto não acabarem com o perigo : o motivo são as obras paradas no IP8


Isto é que anda para aqui uma açorda de marisco. 
Há dias o Tribunal suspendeu o fecho da MAC. 
Agora outro Tribunal condena dois ministros deste Governo a pesada multa diária enquanto não acabarem com o perigo
O motivo são as obras paradas no IP8 

Esta é a noticia em destaque: 

O ministro Alvaro Santos Pereira e a ministra Assunção Cristas condenadas a multa diária enquanto não acabarem com o perigo no Litoral Alentejano 

 O desenvolvimento da noticia 


Litoral Alentejano. 
Tribunal deu provimento a providencia cautelar apresentada pela Camara Municipal de Ferreira do Alentejo. Ministros e administradores públicos com salários em risco por causa do IP8. Tribunal condenou Alvaro Santos Pereira, Assunção Cristas, Antonio Ramalho e Pedro Pires Coelho a uma multa diária enquanto não cumprirem a sentença judicial

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja deu provimento à providencia cautelar urgente que a Camara Municipal de Ferreira do Alentejo apresentou contra várias entidades publicas, devido à paragem das obras de construção da A26 que afectou o IP8 e ao estado de abandono em que a obra ficou, acarretando perigo para as populações e para o ambiente, no Litoral Alentejano.


A sentença condena os ministros da Economia e Emprego, Alvaro Santos Pereira, da Agricultura e Ambiente, Assunção Cristas e os administradores da Estradas de Portugal, Antonio Ramalho, da empresa que ganhou a obra, a SPERSA, Pedro Pires Coelho, a uma sanção pecuniária compulsória a pagar pelos próprios, adoptando medidas que afastem ou minorem os riscos provocados pelo abandono da obra, como a colocação de sinalização, por exemplo. 

Estes são os condenados: Alvaro Santos Pereira, Assunção Cristas, Antonio Ramalho e Pedro Pires Coelho

“Condeno a EP- Estradas de Portugal, S.A., o MEE, o MAMAOT e a Super – SA., respectivamente, na pessoa do Presidente do Conselho de Administração da EP – Estradas de Portugal, na pessoa do Ministro da Economia, na pessoa da Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território e na pessoa do Presidente do Conselho de Administração da SPER SA no pagamento de sanção pecuniária compulsória, cujo montante diário, fixo em 9% do salário minimo nacional mais elevado em vigor, até ao dia em que nos presentes autos seja feita prova de que foi dado integral cumprimento ao decidido”.

Esta é a sentença proferida pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja Uma decisão aplaudida pelo Presidente da Camara Municipal de Ferreira do Alentejo, Aníbal Reis Costa. “Estou muito satisfeito, até porque Ferreira do Alentejo foi a única autarquia que quis avançar com esta providencia cautelar e sobretudo porque o Tribunal aceitou todos os nossos pontos de vista, disse o autarca alentejano.


O autarca recorda ainda que a sentença tem efeitos imediatos e que o recurso que os condenados venham a apresentar não suspende a aplicação da decisão 


In Diário das Regiões. 2013. 07.19

sábado, 20 de julho de 2013

E quando o falhanço tripartidário para o "acôrdo de salvação nacional" (quem diria) rege as nossas vidas, dê-se a voz ao povo!........



Povoa de Varzim. Parabéns pelo filho que tens! Rui Costa uma glória para Portugal e para o seu ciclismo. Será que este povo português merece ter um homem que pelo seu talento, pela sua coragem, e pela sua raça dá uma lição de vida


Parabens Rui
Deste modesto lugar endereço os meus parabens a todos os naturais da Povoa de Varzim e que estarão muito felizes pelo seu conterrâneo. Englobo neste abraço os naturais de Vila do Conde e um cumprimento muito especial a toda a familia do meu amigo Fábio Coentrão a quem desejo as maiores felicidades nesta fase de transição do seu profissionalismo.

Vamos rezar uma missa de Requiem na altura do funeral deste pretenso acordo tripartidos, dito de Salvação Nacional. Como se chegou a esta situação? O mais alto responsável desta República que se explique!......

Vamos rezar uma missa de Requiem na altura do funeral deste pretenso acordo tripartidário, dito de Salvação Nacional. 
Como se chegou a esta situação? 
O mais alto responsável desta República que se explique!...... 

Primeiro demitiu-se Vitor Gaspar e logo de seguida foi a vez do inefável irrevogável Paulo Portas. Passos Coelho tremeu e garantiu de imediato que a sua demissão não estava nos seus planos. Mais tarde diria em pleno Parlamento que o seu mandato duraria até ao fim. Estava armado a cerimónia do funeral mas Cavaco prolongou a agonia e lá engendrou um’lano de Salvação Nacional, onde ele se punha de fora e delegava nos partidos do arco da governabilidade o trabalho para desenrascarem o imbróglio.
O falhanço das negociações foi rotundo e creio que não haveria alguém com bom senso que acreditasse que elas chegariam a um acordo positivo. Foi o que sempre dissemos. O anúncio de ruptura das negociações à volta de um ‘compromisso de salvação nacional’ agrava uma turbulenta fase política despoletada com a demissão do ministro Vítor Gaspar, acompanhada no dia seguinte pelo ‘irrevogável’ abandono de Paulo Portas, que deixaram o Governo sem pé.

A intervenção do Presidente da República nesta ‘grave crise’ (as palavras vieram de Belém) teve o condão de não clarificar a situação política. Antes pelo contrário, introduziram novos vectores de perturbação em todo este processo.

Mau grado isso e dado que a comunicação do PR ao país no dia 10 de Julho continha - após uma exaustiva preocupação justificativa para a não convocação de eleições antecipadas - uma proposta de compromisso entre os signatários do Plano de Assistência Económica e Financeira com vista a viabilizar um programa de Governo que fosse capaz de concluir esse Plano até 30 de Junho de 2014. Hoje - e após a ruptura - foi possível conhecer as propostas que o PS apresentou aos outros partidos da negociação em documento escrito para viabilizarem um eventual acordo de Salvação Nacional. 
Claro que ninguém duvidava que a partir da vaidade e da intolerancia de Passos Coelho estas propostas seriam aceites 

Por assim dizer a discussão chegou à rua.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Pedro Passos Coelho. O jornalista Nicolau Santos diz que ele é um estadista e um mariola. Nós dizemos que ele de estadista tem pouco e não é um mariola. É um mariolão incompetente de primeiro ministro a prazo.


Pedro Passos Coelho.
O jornalista Nicolau Santos diz que ele é um estadista e um mariola.
Nós dizemos que ele de estadista tem pouco e não é um mariola.
É um mariolão incompetente de primeiro ministro a prazo.


O dr. Passos é um estadista. E um mariola. Na sua voz grave de barítono, o dr. Passos fez ontem um discurso perante o Conselho Nacional do PSD, transmitido para todo o excelentíssimo público, que lhe mudou radicalmente a imagem. A partir de 18 de Julho de 2013, o dr. Passos não mais será acusado de ser líder de uma facção do PSD. Ou um mero político. Ou um simples primeiro-ministro.

A partir de agora, o dr. Passos passará a ser olhado como um estadista. Um estadista equiparado aos melhores estadistas mundiais. E que disse o dr. Passos para fazer dele um estadista? Verdades duras como punhos. Que o PSD tem sido o garante da estabilidade do país. Que tem sido o partido responsável entre os irresponsáveis.
Que o ajustamento está a correr muito bem e a caminho do sucesso absoluto. E que marcar eleições a partir de Junho de 2014, como fez o Presidente da República, é introduzir desde já incerteza junto dos investidores que pode comprometer o regresso do país aos mercados. "Não há nada mais incerto do que eleições", disse ainda o dr. Passos, carregado de razão.

E assim mostrou ao Presidente que a solução de salvação nacional que ele apadrinha só devia ter dois pés: o das eleições antecipadas era dispensável. E isto acontece logo agora, quando as divergências entre a coligação foram superadas, as avaliações positivas da troika se sucedem e já foram cumpridos dois terços do programa de ajustamento, disse ainda gravemente o dr. Passos. Tem o dr. Passos toda a razão.


O dr. Portas é demasiado irrevogável. O dr. Seguro demasiado inseguro. O senhor Presidente demasiado complicado. Não foi o dr. Passos que tomou decisões sem consultar o dr. Portas. Não foi o dr. Passos que desprezou o PS e os parceiros sociais ao longo destes dois anos.
Não foi o dr. Passos que viu o seu ministro das Finanças demitir-se dizendo que os objetivos do ajustamento tinham falhado. Não foi o dr. Passos que sempre apoiou o caminho traçado pelo dr. Gaspar. Não foi o dr. Passos que nomeou a dra. Maria Luís contra a opinião do dr. Portas.

Não foi o dr. Passos que criou os megaministérios. Tudo isto prova que o dr. Passos é um estadista, o único que nos resta. O dr. Passos quer uma coligação posta em sossego, um Partido Socialista venerador e obrigado, parceiros sociais agradecidos, um Presidente da República para sempre nas Selvagens. Só assim pode cumprir o grande desígnio que tem para Portugal.


Repito: o dr. Passos é um estadista. Um estadista mariola, mas um estadista. Agradeçamos esta dádiva dos deuses.


Nicolau Santos: Expresso

Oh Nicolau, Nicolau. Como tu estás profundamente enganado e a ver o filme com uma venda nos olhos!


Obrigado Pela Sua Visita !