BANCADA DIRECTA: Maio 2013

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Nos dias de hoje já se está a ver a unidade da esquerda em Portugal. Verdadeira demonstração de unidade o que se passou na Aula Magna com Mário Soares a culpabilizar Cavaco pelo que de mal vier a acontecer na convulsão social das massas!

Nos dias de hoje já se está a ver a unidade da esquerda em Portugal.
Verdadeira demonstração de unidade o que se passou na Aula Magna com Mário Soares a culpabilizar Cavaco pelo que de mal vier a acontecer na convulsão social das massas!

O "inimigo histórico" já faz parte do passado. Ou, dito de outra forma, um inimigo comum - a troika e o Governo - fazem esquecer "sapos" engolidos há um quarto de século. É o que justifica a inédita adesão do PCP à iniciativa que visa "libertar Portugal da austeridade", promovida esta quinta-feira à noite em Lisboa, sob a égide de Mário Soares.

Mais do que a representação oficial dos comunistas, a cargo do eurodeputado João Ferreira, foi a presença de velhas figuras do PCP, como Domingos Abrantes e José Neto, que exprimiu a remoção de ressentimentos. Que permitem partilhar o mesmo espaço não apenas com o ex-presidente da República, mas também com antigos militantes comunistas, como João Semedo e outros dirigentes do Bloco.


Pela Aula Magna da Universidade de Lisboa, a abarrotar, passaram figuras de partidos de Esquerda - Ferro Rodrigues, Manuel Alegre, Silva Pereira, Maria João Rodrigues, Helena Pinto ou Daniel Oliveira, por exemplo. Além de dirigentes sindicais da UGT e da CGTP - que, foi ontem confirmado, se preparam para convocar uma greve conjunta da Função Pública em junho.

E de militares de Abril, como Martins Guerreiro, Pezarat Correia ou Vasco Lourenço, um dos organizadores do Congresso Democrático das Alternativas, que não conseguiu seduzir o PCP. No primeiro discurso do encontro, que ainda decorria à hora do fecho desta edição, Mário Soares dirigiu uma saudação aos "militares do MFA e outros mais independentes".

E assestou baterias no Governo e no presidente da República. "Será o responsável pela perda de paciência e de pacifismo e que o povo se torne violento", diagnosticou, acerca de Cavaco Silva, o antigo líder do PS - oficialmente representado por Ramos Preto, um deputado de segunda linha. Exigindo que o presidente - ouviram-se vaias quando o citou - abandone a atitude de "proteção" do Governo, que "não pode, nem deve, ser considerado legítimo", Soares invocou o "patriotismo" para alimentar a batalha. "Não podemos deixar que Portugal seja fanaticamente destruído e o seu património vendido a retalho".


Momento marcante foi a leitura de uma mensagem de Pacheco Pereira, ausente, mas concordante com o objetivo da sessão. Um "social-democrata a quem não caem os parentes na lama" por se alistar no combate à "inevitabilidade do empobrecimento, que mata a política e as suas escolhas".

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Por esta é que eu não esperava. Então não querem lá ver que o Gasparito anda muito preocupado com as derrotas sucessivas do Benfica. E eu que pensava o Gasparito andava preocupado a 100% com as formas de ainda criar mais austeridade. Mas ser adepto do Glorioso não conta com a minha empatia clubista. Também nunca o vi na Catedral….

Por esta é que eu não esperava. 
Então não querem lá ver que o Gasparito anda muito preocupado com as derrotas sucessivas do Benfica?
E eu que pensava o Gasparito andava preocupado a 100% com as formas de ainda criar mais austeridade. Mas ser adepto do Glorioso não conta com a minha empatia clubista. 
Também nunca o vi na Catedral…. 


Lágrimas de crocodilo 

O Gaspar está em sofrimento, coitadinho. E apelou ontem à simpatia de quem o ouvia porque as últimas semanas têm sido muito difíceis para um benfiquista como ele. Diz ele que “perder sucessivamente por 2-1 em alguns casos depois do tempo regulamentar é de facto uma grande provação”. 


O meu nome é Gaspar! Este sim é que é um verdadeiro benfiquista. É o meu caríssimo amigo Gaspar Ramos


Esquece que graças ao seu Governo e ao seu fanatismo, os benfiquistas, os sportinguistas, os portistas e restantes adeptos e não adeptos estão em sofrimento, e não é desde as últimas semanas, a provação já leva dois anos. 

 E fez este apelo no mesmo dia em que, no Parlamento, desvalorizou as previsões da OCDE, revistas em baixa, argumentando que há uma “discrepância de algumas décimas”, coisa sem importância. 


Pois é, mas bastam umas décimas a mais na recessão para que mais uns largos milhares de portugueses, incluindo muitos benfiquistas, percam, não um título ou uma taça, mas o emprego e a esperança no futuro. 


O que vale é que no fim podem sempre contar com a simpatia do ministro.

Vamos lá ver o que é que isto dá. Se calhar no fim da investigação vai sair "uma açorda de marisco com gambas maradas"!




Ver o tema Tecnoforma, Passos Coelho e Relvas clicando aqui

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Pobreza em Portugal é uma triste realidade. E andam por aí alguns nababos a gozarem à “grande e á francesa”! Já para não façar daqueles que sem nada fazerem têm bons vencimentos à custa do nosso dinheiro que nos sacam constantemente de todas as formas e feitios..


Pobreza em Portugal
Uma triste realidade. 
E andam por aí alguns nababos a gozarem à “grande e á francesa”! 
Já para não falar daqueles que sem nada fazerem têm bons vencimentos à custa do nosso dinheiro.
Que nos sacam constantemente de todas as formas e feitios.. 
Os mais pobres vivem cada vez pior em Portugal e a crise atinge-os na satisfação das suas necessidades mais básicas, revela um estudo promovido pela Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome em parceria com a Universidade Católica hoje divulgado pelo Expresso. Num inquérito dirigido a 3880 pessoas carenciadas e realizado entre Setembro de 2012 e Janeiro de 2013, os investigadores tentaram fazer uma comparação das condições de vida da população pobre apoiada por instituições sociais, em comparação com idêntico estudo realizado em 2010. 

Os níveis de pobreza aumentaram nos últimos dois anos, apesar de os baixos rendimentos auferidos pelos agregados mais pobres se terem mantido mais ou menos estáveis. O jornal adianta que 52% dos agregados familiares inquiridos auferem, por mês, menos do que um salário mínimo nacional, enquanto perto de um quarto dos agregados recebem menos de 250 euros mensalmente. 

Em 32% dos casos, aqueles rendimentos resultam de rendimentos de trabalho, ou seja, são famílias que, apesar da crise, conseguem ter um emprego. Os casos estudados, 82% acham que, actualmente, estão mais pobres do que eram. O jornal adianta que um quarto dos inquiridos (26%) afirmar ter tido falta de alimentos ou sentido fome alguns dias por semana, nos seis meses anteriores ao inquérito, 14% dos quais pelo menos um dia por semana. 

No inquérito feito dois anos antes, tinham sido 16% a responder afirmativamente aquela questão. Mais ainda: 39% dos inquiridos afirmou ter passado um dia sem comer expressamente por "falta de dinheiro". O estudo revela ainda que as dificuldades económicas surgem a par com problemas de isolamento. 

Enquanto 82% dos inquiridos afirmam sentir-se hoje como pobres (mais 10% do que no último inquérito), 72% afirma ainda sentir-se só «muitas vezes ou às vezes» e é na família que se encontra a principal - ou quase única - fonte de apoio. 


Quanto à percepção das causas que levam os inquiridos a considerar-se - ou a viver em situação de pobreza – 21% consideram viver mal «porque a família sempre foi pobre», uma espécie de fatalismo do destino que torna a miséria uma inevitabilidade. 


A segunda razão é atribuída ao desemprego (20%), enquanto em terceiro lugar, com 19% vem é o facto de se ganhar pouco ou de auferir uma pensão de valor bem abaixo das necessidades.


O Teatro no Bancada Directa. Integrando a rubrica semanal de Salvador Santos “No Palco da Saudade”. O actor Alvaro Benamor é a recordação desta quarta-feira.

In memoriam
Alvaro Benamor nasceu em 1907 e faleceu em 1976
O Teatro no Bancada Directa. 
Integrando a rubrica semanal de Salvador Santos “No Palco da Saudade”. 
O actor Alvaro Benamor é a recordação desta quarta-feira. 

"No Palco da Saudade" 

Texto inédito e integral de Salvador Santos 

ÁLVARO BENAMOR 

Ser actor não fazia parte dos seus sonhos de adolescente, mas ele também não estava muito seguro do caminho a seguir. A indecisão quanto ao seu futuro levou-o a matricular-se em Direito e em Letras. Ainda estudante universitário, a sua boa figura e a voz bem colocada, quente e vibrante, não passaram despercebidas a um dos professores, conhecido como amante dos palcos e amigo de alguns artistas, que o recomendou a Amélia Rey Colaço e Robles Monteiro, que então tinham companhia formada no Teatro da Trindade.


E foi assim que Álvaro Benamor se estreou na comédia “Os Três Ratões” de Armont e Gerbidon, em 1928, tinha ele vinte e um anos. Foi um primeiro passo de gigante num percurso de mais de quarenta anos ao serviço da arte de representar, repartido pelo teatro, pela rádio, pela televisão e pelo ensino. Álvaro Benamor alcançou uma posição privilegiada no elenco da companhia Amélia Rey Colaço-Robles Monteiro quando esta transitou para o Teatro D. Maria II, em 1929, protagonizando peças como “Amor de Perdição” de Camilo Castelo Branco ou “Alfageme de Santarém” de Almeida Garrett.

Ele era aquilo a que se chamava um verdadeiro galã. Sempre o foi. No palco e fora dele. Em cena, mexia-se com a percepção de quem sabia o efeito que produzia, sobretudo junto das moças casadoiras, que disputavam os lugares das primeiras filas da plateia só para o verem bem de perto. Preocupado em excesso com o porte, o lado belo, o efeito galante das suas personagens, o ator começou a descurar o mais importante da representação teatral – a correta transmissão do texto, o valor das palavras e as intenções que elas encerram.

O crítico Eduardo Scarlatti, muito rigoroso e severo nas suas apreciações, sustenta por diversas vezes que Álvaro Benamor tem terríveis «falhas de articulação» que «comprometem uma tradução fiel da verdade a interpretar», acrescentando que ele «ocupa uma posição no Teatro D. Maria II, cuja craveira impõe certa responsabilidade».


Não sabemos se tais críticas foram consideradas justas ou exageradas pelo ator, mas o certo é que Álvaro Benamor começou a dedicar mais atenção à criação das personagens que desempenhava, sobretudo às suas características psicológicas, e a conceder mais tempo ao estudo dos respetivos textos, passando a partir daí a ser a dição um dos aspetos mais distintivos da sua forma de representar.

"A vida do Grande D. Quixote de La Mancha e do Gordo Sancho Pança" é uma peça de teatro da autoria de António José da Silva (O Judeu), que conta as aventuras do cavaleiro D. Quixote e do seu fiel escudeiro Sancho Pança.

Nicolau Breyner interpreta a personagem de Sancho Pança, e Álvaro Benamor a de D. Quixote de La mancha.

Realizada por Jorge Listopad, em 1971, esta peça conta ainda com a participação de António Montez, Maria Olguim, Eduarda Pimenta, Catarina Avelar, entre outros.

A formação académica de Álvaro Benamor contribuiu para a sua paixão pelo teatro clássico, chegando inclusive a estudar grego para melhor poder trabalhar e apreciar as grandes tragédias helenas. E ao longo da sua carreira foram muitos os textos clássicos que representou: Schiller, Kleist, Shakespeare, Goldoni, Gogol, Oscar Wilde, Bernard Shaw, Strindberg, foram alguns deles. Mas também Camões, Garret e, sobretudo Gil Vicente, de que foi um dos seus grandes intérpretes.

Álvaro Benamor era também defensor de um teatro poético e moralizador, acalentando o sonho de um teatro ao ar livre para as grandes massas populares, à margem do teatro burguês e comercial, regressando «às fontes de origem»: «para o pórtico da catedral, o auto litúrgico medievo; e para o tréteau, as moralidades, as farsas e o recitativo oral». Álvaro Benamor serviu a arte de representar em diversos fóruns e em múltiplas funções.


Foi um dos mais entusiastas divulgadores do teatro na imprensa e, sobretudo, nos meios audiovisuais. Foi autor de inúmeras crónicas sobre a Arte de Talma na antiga Emissora Nacional, onde dirigiu durante largos anos a rubrica de teatro radiofónico “Teatro das Comédias”. Na televisão, depois de um estágio em Milão na RAI, foi colaborador regular da RTP desde a sua origem, onde realizou e interpretou grande parte das célebres Noites de Teatro que muitos dos atuais telespectadores ainda se recordam com saudade.

Entre as peças que Álvaro Benamor representou em direto na televisão pública, importa sublinhar a sua exemplar criação em “D. Quixote”. No teatro, Álvaro Benamor não foi apenas ator, se bem que tenha sido nessa qualidade que atingiu maior notoriedade pública, graças sobretudo à sua intervenção em peças como “O Príncipe de Omburgo” de Kleist, “O Mercador de Veneza” de Shakespeare e “O Casamento” de Gogol, sendo que as duas últimas valeram-lhe o Prémio Eduardo Brazão para o Melhor Ator do Ano.

Mas seria injusto não recordar também o seu trabalho como encenador, sobretudo pelas suas criações no teatro lírico, ao serviço da Companhia Portuguesa de Ópera, onde dirigiu, por exemplo, a ópera “A Serrana” de Alfredo Keil, estreada com enorme sucesso no Teatro da Trindade, em Lisboa, com apresentações muito bem acolhidas no Teatro Liceo de Barcelona. Foi como professor de arte de representar, porém, que Álvaro Benamor se sentiu mais realizado como homem de teatro.


Ele tinha um particular gosto e natural vocação para o ensino, tendo ajudado a formar no Conservatório Nacional várias gerações de atores. E mesmo apesar de aquela escola ser frequentemente alvo de grandes críticas por parte da classe teatral, que a chegou a considerar um empecilho ao talento e à imaginação dos alunos, houve sempre o cuidado de ressalvar a prestação de um dos seus docentes: o nosso homenageado desta edição – Alvaro Benamor!


Salvador Santos (Teatro Nacional de São João. Porto)

Porto. 2013. Maio. 27

terça-feira, 28 de maio de 2013

“Secção Policiário” do Jornal Publico e blogue “Crime Público”. Uma continuada lufada semanal de ar fresco para os policiaristas deste país. Luís Pessoa é o apreciado comandante destes dois espaços de literatura policial. Pela nossa parte endereçamos um “BEM HAJA” a este homem e que continue com a mesma garra e talento

“Secção Policiário” do Jornal Publico e blogue “Crime Público”. 

Uma continuada lufada semanal de ar fresco para os policiaristas deste país. 

Luís Pessoa é o apreciado comandante destes dois espaços de literatura policial. 

Pela nossa parte endereçamos um “BEM HAJA” a este homem e que continue com a mesma garra e talento 

Neste Domingo 2 de Junho em Sintra, com um almoço no restaurante “Taverna dos Trovadores”, vai realizar-se o IX Convivio Anual da Tertúlia Policiária da Liberdade 

 Luís Pessoa não vai estar presente fisicamente por motivos mais do que justificadíssimos. Mas é inegável que ele vai estar presente neste Convivio no nosso espirito. Ninguém mais do que ele tem lutado para manter acesa a chama da literatura policial neste país. 
Eu bem compreendo a sua luta em prol do policiário. Na véspera de ter falecido, no mesmo leito em que havia de nos deixar e rodeado dos seus livros e recordações, dizia-me o saudoso Sete de Espadas, que o Fidalgo era merecedor de todo o respeito e admiração de todos os confrades, porque era de uma vontade inquebrantável na continuada luta e defesa para manter o Policiário activo,  apesar de todas as dificuldades que tinha. E que o Inspector Fidalgo não era para muitos sorrisos,  mas era de um coração de ouro. E não tinha amigos preferidos, pois todos eram para ele seus amigos de forma igual. 

Tenho confirmado estas palavras do saudoso Sete de Espadas à medida que conheço melhor o Luís Pessoa, agora radicado na terra de minha mãe e familiares. 


Bem Haja Luís Pessoa

Ver a pagina do blogue Crime Publico desta semana clicando aqui

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Provar do seu próprio veneno. Acontece à Holanda, o parceiro mais intimo dos alemães a impor a austeridade. E é bom que se saiba que a Holanda pode provocar, ela própria, o colapso do Euro





Provar do seu próprio veneno. 
Acontece à Holanda, o parceiro mais intimo dos alemães a impor a austeridade. 
E é bom que se saiba que a Holanda pode provocar, ela própria, o colapso do Euro 

A bolha imobiliária estourou, o país está em recessão, o desemprego sobe e a dívida dos consumidores é 250% do rendimento disponível. O grande aliado da Alemanha na imposição da austeridade por todo o continente começa a provar o amargo da sua própria receita. 


Artigo de Matthew Lynn do jornal El Ecomista (2013.05.20) 




A Holanda começa a provar o amargo da austeridade que o seu ministro das Finanças quer aplicar em toda a Europa. Que país da zona euro está mais endividado? Os gregos esbanjadores, com as suas generosas pensões estatais? Os cipriotas e os seus bancos repletos de dinheiro sujo russo? Os espanhóis tocados pela recessão ou os irlandeses em falência? Pois curiosamente são os holandeses sóbrios e responsáveis. 

A dívida dos consumidores nos Países Baixos atingiu 250% do rendimento disponível e é uma das mais altas do mundo. Em comparação, a Espanha nunca superou os 125%. A Holanda é um dos países mais endividados do mundo. Está mergulhada na recessão e demonstra poucos sinais de estar a sair dela. A crise do euro arrasta-se há três anos e até agora só tinha infetado os países periféricos da moeda única. A Holanda, no entanto, é um membro central tanto da UE quanto do euro. Se não puder sobreviver na zona euro, estará tudo acabado. 


O país sempre foi um dos mais prósperos e estáveis de Europa, além de um dos maiores defensores da UE. Foi membro fundador da união e um dos partidários mais entusiastas do lançamento da moeda única. Com uma economia rica, orientada para as exportações e um grande número de multinacionais de sucesso, supunha-se que tinha tudo a ganhar com a criação da economia única que nasceria com a introdução satisfatória do euro. Em vez disso, começou a interpretar um guião tristemente conhecido. Está a estourar do mesmo modo que a Irlanda, a Grécia e Portugal, salvo que o rastilho é um pouco mais longo. 

Bolha imobiliária 

 Os juros baixos, que antes do mais respondem aos interesses da economia alemã, e a existência de muito capital barato criaram uma bolha imobiliária e a explosão da dívida. Desde o lançamento da moeda única até o pico do mercado, o preço da habitação na Holanda duplicou, convertendo-se num dos mercados mais sobreaquecidos do mundo. Agora explodiu estrondosamente. 


Os preços da habitação caem com a mesma velocidade que os da Flórida quando murchou o auge imobiliário americano. Atualmente, os preços estão 16,6% mais baixos do que estavam no ponto mais alto da bolha de 2008, e a associação nacional de agentes imobiliários prevê outra queda de 7% este ano. A não ser que tenha comprado a sua casa no século passado, agora valerá menos do que pagou e inclusive menos ainda do que pediu emprestado por ela. 


Por tudo isso, os holandeses afundam-se num mar de dívidas. A dívida dos lares está acima dos 250%, é maior ainda que a da Irlanda, e 2,5 vezes o nível da da Grécia. O governo já teve de resgatar um banco e, com preços da moradia em queda contínua, o mais provável é que o sigam muitos mais. Os bancos holandeses têm 650 mil milhões de euros pendentes num sector imobiliário que perde valor a toda a velocidade. Se há um facto demonstrado sobre os mercados financeiros é que quando os mercados imobiliários se afundam, o sistema financeiro não se faz esperar. 

Profunda recessão 

As agências de rating (que não costumam ser as primeiras a estar a par dos últimos acontecimentos) já se começam a dar conta. Em fevereiro, a Fitch rebaixou a qualificação estável da dívida holandesa, que continua com o seu triplo A, ainda que só por um fio. A agência culpou a queda dos preços da moradia, o aumento da dívida estatal e a estabilidade do sistema bancário (a mesma mistura tóxica de outros países da eurozona afetados pela crise). 


A economia afundou-se na recessão. O desemprego aumenta e atinge máximos de há duas décadas. O total de desempregados duplicou em apenas dois anos, e em março a taxa de desemprego passou de 7,7% para 8,1% (uma taxa de aumento ainda mais rápida que a do Chipre). O FMI prevê que a economia vai encolher 0,5% em 2013, mas os prognósticos têm o mau costume de ser otimistas. O governo não cumpre os seus défices orçamentais, apesar de ter imposto medidas severas de austeridade em outubro. Como outros países da eurozona, a Holanda parece encerrada num círculo vicioso de desemprego em aumento e rendimentos fiscais em queda, o que conduz a ainda mais austeridade e a mais cortes e perda de emprego. 

Quando um país entra nesse comboio, custa muito a sair dele (sobretudo dentro das fronteiras do euro). Até agora, a Holanda tinha sido o grande aliado da Alemanha na imposição da austeridade por todo o continente, como resposta aos problemas da moeda. Agora que a recessão se agrava, o apoio holandês a uma receita sem fim de cortes e recessão (e inclusive ao euro) começará a esfumar-se. Os colapsos da zona euro ocorreram sempre na periferia da divisa. 


Eram países marginais e os seus problemas eram apresentados como acidentes, não como prova das falhas sistémicas da forma como a moeda foi estruturada. Os gregos gastavam demasiado. Os irlandeses deixaram que o seu mercado imobiliário se descontrolasse. Os italianos sempre tiveram demasiada dívida. Para os holandeses não há nenhuma desculpa: eles obedeceram a todas as regras. Desde o início ficou claro que a crise do euro chegaria à sua fase terminal quando atingisse o centro. 
Muitos analistas supunham que seria a França e, ainda que França não esteja exatamente isenta de problemas (o desemprego cresce e o governo faz o que pode, retirando competitividade à economia), não deixa de continuar a ser um país rico. As suas dívidas serão altas mas não estão fora de controlo nem começaram a ameaçar a estabilidade do sistema bancário. ´

A Holanda está a chegar a esse ponto. Talvez se tenha de esperar um ano mais, talvez dois, mas a queda ganha ritmo e o sistema financeiro perde estabilidade a cada dia. A Holanda será o primeiro país central a estourar e isso significará demasiada crise para o euro. 


Nota de Bancada Directa: Matthew Lynn é o Director Executivo da consultora londrina Strategy EconomicsMatthew Lynn é diretor executivo da consultora londrina Strategy Economics.

Oscar Taquara Cardoso põe o dedo na ferida e aponta o caminho a Jorge Jesus. No Domingo que vem vais entrar para o Big Brother Vip

Claro que não vai entrar em polémicas com quem já lá está!
Vai fazer um retiro sabático
E deixar descansados os adeptos benfiquistas.

Zézé Camarinha. Agora que saiu do Big Brother há que lhe arranjar uma ocupação em vez de se andar a torrar ao sol algarvio. Pela nossa parte era de imediato o treinador da equipa do Benfica. Sempre faria melhor que este

Eles são todos muito inteligentes e estrategas quanto baste. 

Mas os falhanços por vezes são por culpa deles.

Um treinador tem de ter sempre na cabeça os principio básicos duma partida de futebol. 

Uma equipa que está a ganhar não se mexe!....

domingo, 26 de maio de 2013

Palhaço eu? Os meus donos foram ver o Glorioso e almoçam por lá. Eu fiquei aqui armado em palhaço. O que vale é que há mais, mas que não falam comigo. Andam calados!


Amigos leitores. Se hoje forem à Missa Dominical não se esqueçam de rezar a esta Santa e perdoem-lhe o esquecimento das promessas que fez aos idosos deste país.


E porque hoje é Domingo o meu papá vai levar-me ao circo logo à tarde......

Vai ser uma alegria para a criançada!
Os palhaços vão alegrar a pequenada!

sábado, 25 de maio de 2013

Falemos de palhaços. Cá para mim palhaço só há um! Sou eu e mais nenhum! É que andam para aí palhaços que falam, falam, falam e eu não os vejo a fazer nada!....

As voltas que o dinheiro dá! São os nossos “Fragmentos e Opiniões” financeiros. O nosso cronista “Olho Vivo e Pé Ligeiro” põe o dedo na ferida: o dinheiro não sumiu, mudou foi mesmo de lugar…….

As voltas que o dinheiro dá! 
São os nossos “Fragmentos e Opiniões” financeiros. 
O nosso cronista “Olho Vivo e Pé Ligeiro” põe o dedo na ferida: 
O dinheiro não sumiu, mudou foi mesmo de lugar……. 

O DINHEIRO NÃO SUMIU – MUDOU FOI DE LUGAR!

Li na imprensa diária que só nos chamados “Paraísos Fiscais” estariam repousando 14 biliões de euros. Diz a organização não-governamental OXFAM. 

Dois terços desta enorme fortuna em paraísos localizados na Europa. 

 Esta montanha de dinheiro tem origem nas grandes multinacionais entre as quais a Apple e a Google e centenas de outras.

A Europa tem na União Europeia a sua unidade e força, mas eu chego à triste conclusão que quem lá manda não manda nada e não passa de gente que dá a cara, a troco de uns “trocados”. Então estão milhões na Europa no desemprego e não há dinheiro para o “desenvolvimento”.


Os bancos estão lisos, o Zé pagante está sem cheta Os reformados não tem dinheiro para os remédios e os paraísos fiscais estão a abarrotar? Isto faz sentido? E nada se faz para acabar com esta verdadeira sangria? 

Pobres povos iludidos com as políticas e com os políticos e com os meios de comunicação ao serviço deles e fundamentalmente dos nossos “amigos” ricaços que para eles não há impostos nem crise nem coisíssima nenhuma.

Quando eu vejo estes senhores que hoje tem assento no “conselho de estado” pergunto-me se eles têm a consciência do que está a acontecer ou se acham que a coisa é mesmo assim (sempre houve pobres, dizem!) ou se estão pura e simplesmente a gozar com o pagode. 


Esta gente da política – os profissionais – tem uma tendência para a escoliose que na minha terra se chama falta de firmeza na espinha vertebral. E vem às vezes, gente amiga e simpática ( mas ingénua diga-se de passagem!) dizer-nos que nos endividámos. Temos que pagar.

Faz-me lembrar aquele ditado do brasileiro que dizia na missa: ajoelhas-te? – Tens que rezar!

Nunca ouviram o ditado: “Ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão!”


Estão a perceber onde eu quero chegar? Boa! 


Olho Vivo e Pé Ligeiro

Lisboa. 2013. Maio. 24

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Submarinos para que te quero? Num país a meter água por todos os lados, o nosso cronista António Raposo pergunta – e muito bem – por andam os dois submarinos que nos custaram os olhos da cara.?



Submarinos para que te quero? 
Num país a meter água por todos os lados, o nosso cronista António Raposo pergunta – e muito bem – por andam os dois submarinos que nos custaram os olhos da cara? 

ONDE ESTÃO OS NOSSOS SUBMARINOS? 



Já não me lembro quantos milhões custaram aqueles dois submarinos que comprámos aos alemães. Sei que foi uma pipa de massa e que alguns governantes que estão ainda na berra entraram na sua aquisição. 

Na altura vieram-nos dizer que estávamos a precisar dos submarinos como de pão para a boca e eu até vi na televisão um tipo da marinha com uma linda farda e parece-me que algumas medalhas ao peito afirmar que era fundamental a gente ter submarinos para derrotar o inimigo. Nunca acreditei na patranha mas muita gente acreditou.


Pensei que os terroristas tinham evoluído e agora ameaçavam vir por debaixo de água. Tinham imenso fôlego – pensei eu ingenuamente. Entretanto, talvez com o dinheiro dos nossos descontos para a nossa reforma fizeram o pagamento. É claro que foram ao pote. E agora o pote não tem dinheiro para pagar as reformas aos próximos reformados.

Não se faz isto aos velhos…que coitados levaram 40 anos de descontos ou até mais para ter 10 anos de velhice descansada antes da ida até ao além. Lembro-me bem dos fundos de pensões dos que estavam fora da Segurança Social (dos bancos, etc.) serem eliminados para a nossa dívida parecer mais curta aos olhos dos míopes da União Europeia.

Agora o pote tem que pagar a mais uns milhares de reformados e o dinheiro a encurtar. Mas, das boas compras que se fez – tenho para mim – foram os submarinos. Esses que não devem ter dinheiro para o gasóleo, suspeito que estão escondidos algures nalgum porto – atracados a envelhecer e a provar que afinal o nosso inimigo não ataca submarinos coisa nenhuma.

O nosso inimigo ataca é os pensionistas e estes estão cada vez menos municiados – diria mais – as munições não chegam até ao fim do mês. Então porque é que não se faz um leilão dos submarinos? Fazia-se umas rifas… e quem acertasse tinha direito a jogar à batalha naval e podia acertar nos dois submarinos e mandá-los ao fundo.

Resolvíamos a dificuldade do dinheiro para o combustível.

Um abraço para os meus caros leitores

António Raposo
Lisboa. 2013. Maio. 24



quinta-feira, 23 de maio de 2013

A salvação desta crise.......


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Doutrinas deste jaez o povo dispensa-as. 
É um exemplo flagrante daquilo que pensam os que sempre conviveram com o Poder. 


Quem pensa assim mostra uma insensibilidade social tão comum aos nossos governantes. Mas o homem é uma sumidade. 

Nunca devia ter passado fome como tantos que hoje passam 

 Eis o seu currículo 

João Luís Alves César das Neves (Lisboa, 1957) é um economista e professor português. Professor catedrático e presidente do Conselho Científico da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica Portuguesa, obteve na mesma faculdade a licenciatura e o doutoramento em Economia . 
Entre 1991 e 1995 foi assessor económico do primeiro-ministro, em 1990 foi assessor do ministro das Finanças e, de 1990 a 1991 e de 1995 a 1997, técnico superior do Banco de Portugal. 
Autor de mais de trinta livros e de múltiplos artigos científicos, é também colaborador na imprensa, assinando a coluna 
Não há almoços grátis, no Diário de Notícias.

Nota de Bancada Directa: Quanto a não haver almoços grátis, ele bem pode estar descansado que ninguém o incomodará para que ele mate a fome a um qualquer pobre.

Contribuições


João César das Neves (JCN), quiçá por ausência prolongada de pecados, andou arredado das homilias pias com que agride a inteligência dos crentes e hilaria os incréus.

Na prédica de hoje, neste ano da Graça de 2013, começa por advertir os paroquianos de como procede quem pretende destruir a sociedade: acusar vários réus «do Governo aos bancos, do euro aos corruptos», para advertir que essa forma é ineficaz.

Quando julgávamos que no bem-aventurado brilhava um módico de bom-senso, quis o predicante esclarecer-nos sobre «A verdadeira conspiração», a forma mais eficiente de «conseguir a aniquilação de Portugal». Engana-se quem pensa que a crise económica, ainda que fosse muito mais severa, ou os métodos políticos e militares eram capazes de nos destruir. É muito difícil destruir Portugal – diz JCN.

Mas… «Há uma maneira, e é simples». E está a acontecer-nos. Basta uma conceção que «degrade o conceito de casamento» a que se juntam «as brutais consequências humanas, psicológicas, educativas, culturais e sociais que nascem de famílias em desagregação». Censura a conflitualidade conjugal, explosão de divórcios, desequilíbrio emocional e precarização de relações», mas ignora que tudo acontece por vontade do seu Deus.

JCN adverte que «tudo nasce de uma ideologia lasciva que impõe o postulado de que no sexo todos os prazeres são equivalentes e devem ser excitados». E deplora «este tempo que promove divórcio, aborto, promiscuidade e depravação».

JCN espanta-se que «a população tenha apatia perante a podridão e se assuste com questões económicas, secundárias e passageiras» e não com «a incompreensível, boçal e brutal dissolução familiar», numa referência à lei que prevê a capacidade de co-adoção por casais ou unidos de facto do mesmo sexo, aprovada na generalidade, no Parlamento.

Sem nunca a referir expressamente é a esta lei que chama «A verdadeira conspiração».

Ateo gratias.

(In Ponte Europa)

Conselho de Estado. Foi convocado com objectivo de estudar as soluções para esta crise? Foi uma utopia para amolecer os portugueses.


O pai de Passos Coelho quer que o filho se demita! E admite que o seu menino está danado para se ver livre disto! Ele, pai, pensa que isto não tem conserto…..

O pai de Passos Coelho quer que o filho se demita! 
E admite que o seu menino está danado para se ver livre disto! 
Ele, pai, pensa que isto não tem conserto….. António Passos Coelho, pai do actual primeiro-ministro, nunca quis que o filho fosse para o Governo. 

Hoje, quase dois anos depois das eleições que o levaram a São Bento, admite que Pedro Passos Coelho “está morto por se ver livre disto”. Quando isso acontecer, a família “vai fazer uma festa”, admitiu ao jornal i. “Nunca gostámos que ele fosse para onde foi, porque a ideia cá em casa, na família, é que isto não tem conserto. 

Há muitos anos, não é de agora”, disse. Sobre as críticas que sistematicamente ouve contra o governo, Passos Coelho assegurou ao i que o filho está ciente das dificuldades que estão a ser impostas aos portugueses. “Coitado, sabe Deus o que ele passa. Está morto por se ver livre disto”, disse, acrescentando que, apesar de o país estar “mal”, “temos de viver em austeridade, não há volta a dar”. 

Antes das eleições, em pleno período de campanha, António confessa que alertava o filho para os problemas do caminho que estava a seguir: “Vais-te lixar”, dizia-lhe. “Toda esta gente que está aqui vai vaiar-te. Agora estão aqui todos contigo, mas daqui a um ano vão vaiar-te”. Mas apesar de ter alertado o filho para os dissabores da governação, foi o médico e ex-presidente da distrital do PSD de Vila Real que iniciou Passos na vida política quando, em 1978, o levou ao seu primeiro congresso do PSD em Lisboa. 

Agora em plena crise, António Passos Coelho confirma ao i aquilo que o primeiro-ministro já disse publicamente: que não vai deixar o Governo em caso de fracasso nas autárquicas. “É evidente que posso fazer isso [demitir-me], mas vai ser uma tragédia para o país. Tudo o que conseguimos cai de um dia para o outro, todo o critério internacional cai de um dia para o outro, vamos ter outro resgate, vamos ter uma austeridade pior que esta. Isto está na minha mão. Como é que eu posso fazer isso?”, terá desabafado o primeiro-ministro ao pai. 


Contribuições 
 Pai de Passos Coelho aconselha filho a demitir-se 

 O pai do primeiro-ministro confessa que a família não gostou que Pedro Passos Coelho tivesse ido para o Governo. O "jornal i" escreve hoje que "a pouco mais de uma semana de completar 87 anos, António Passos Coelho, pai do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, prevê que "o Governo perde as eleições porque estes desígnios da austeridade são tramados". 


O médico relembra que nunca quis ver o filho nos meandros da política: "nunca gostámos que ele fosse para onde foi, porque a ideia cá em casa, na família, é que isto não tem concerto. Há muitos anos, não é de agora", diz. Segundo o jornal, há pouco mais de dois anos, em plena campanha eleitoral, António Passos Coelho deixava um recado ao filho: "Vais-te lixar", anteviu, guardando para si uma segunda previsão. "Toda a gente que está aqui vai vaiar-te. Agora estão aqui todos contigo, mas daqui a um ano vão vaiar-te. 


Não disse isto porque parecia mal na altura", recorda. O pai do primeiro-ministro assegura ainda que quando Passos Coelho abandonar o Governo "a gente vai fazer uma festa, cá na família, quando ele se vir livre disto. Vamos fazer uma festa, nem queira saber", garante.


“No Palco da Saudade” recorda hoje o grande actor Antonio Pedro. É a rubrica semanal de Salvador Santos integrando “O Teatro no Bancada Directa”.


“No Palco da Saudade” recorda hoje o grande actor Antonio Pedro. 
É a rubrica semanal de Salvador Santos integrando “O Teatro no Bancada Directa”.

Texto inédito e integral de Salvador Santos


ANTÓNIO PEDRO  


Nasceu pobre, muito pobre, e cedo ficou órfão de pai. Entrou na escola com oito anos, mas cabulou. Aos treze abandonou as aulas, com poucos conhecimentos adquiridos, e foi aprender um ofício: penteeiro, como o seu falecido pai. Embeiçado pelas vizinhas do andar de cima da oficina, ambas coristas no Teatro São Carlos, por elas começou a frequentar a porta da caixa (entrada dos artistas) do nosso teatro lírico.

Gostou do ambiente, ganhou amigos ligados à ópera e desatou a ver espetáculos um pouco por todos os palcos de Lisboa. Fez-se sócio de um grupo de teatro de amadores que havia na lisboeta calçada do Gascão e aos dezoito anos passou pelo Teatro da Graça, espaço reputado como o melhor dos não-profissionais na época.


E três anos depois ascende ao elenco de uma das mais populares e interessantes companhias portuguesas, a do Salitre, sediada então no antigo Teatro Camões por se encontrar fechado o seu espaço-sede devido à epidemia da febre-amarela que grassava na capital. 
Estávamos a 13 de dezembro de 1857, um domingo frio e cinzento, quando António Pedro se estreou como profissional nas comédias em um ato “O Magnetismo”, “Leite de Burras”, “Dois Papalvos” e “Os Abstratos”.

O sucesso foi de tal monta que o ator viria a ser disputado por todas as companhias existentes, o que o levaria a pular de teatro em teatro, representando os mais diferentes géneros, com predominância para a revista, a comédia e a mágica (género muito em voga na altura). E foi tão fulgurante a sua carreira que, com apenas dezoito anos de profissão, ainda antes de dobrar os quarenta anos de vida, já o Rei D. Luís I o condecorava com o grau de Cavaleiro da antiga Ordem de S. Tiago, de mérito científico, literário e artístico. 

Este homem completamente inculto, a quem «a natureza subsidiara com um corpo anguloso, esgalgado, cheio de deslocações, de gestos estranhos» – como o descreveu um crítico da época – que tinha uma predileção muito especial pelo vinho tinto, de tal forma que «pingolava antes de ir para a cena, pingolava nos intervalos, pingolava acabado o espetáculo» – segundo um escrito de um jovem colega –, foi um génio, um ator de raça. António Pedro era, no dizer de um cronista do seu tempo, «um ator singelo, inocente na sua superioridade, que não explica os seus papéis, não os comenta, não os sublima, cria-os!».

E que depois de representar de forma inigualável, dizia sempre, modesto e com a sua bonomia habitual: «Adregou de calhar…». Foram muitas as criações geniais do ator António Pedro ao longo da sua carreira. Como exemplo, impõe-se citar o seu Adballah de “Lotaria do Diabo” de Francisco Palla e Joaquim Augusto de Oliveira, o seu Fala Só de “O Saltimbanco” de António Enes e o seu extraordinário De Profundis de “O Sargento Mór de Villar” de Arnaldo Gama. Mas há muito mais exemplos da sua genialidade, como é o caso das personagens por ele criadas no drama “A Vida de Um Rapaz Pobre” de Octave Feuillet e nas revistas “Civilização e Progresso” e “Lisboa do Ano 1858”.


Foram aliás estas suas magníficas prestações nos palcos de Lisboa nos primeiros dezassete de anos de atividade que determinaram o convite para o seu ingresso no elenco do Teatro D. Maria II, onde se estreou em outubro de 1874, no espetáculo “O Paralítico”. Com este espetáculo do Teatro D. Maria II, António Pedro fez a sua primeira digressão ao Brasil, onde voltaria mais quatro vezes com a companhia da atriz Lucinda Simões, fazendo pelo meio uma brevíssima incursão pela capital de Espanha com relativo êxito. No Brasil, porém, o seu sucesso foi absoluto.
Lisboa. Campo Grande. Topo Sul. Busto de Antonio Pedro

O actor alcançou aí o estatuto de estrela, conquistando a unanimidade do público e critica quanto ao seu talento. Um crítico brasileiro, ao referir-se ao seu trabalho, escreveu nas páginas de um dos mais lidos jornais do Rio de Janeiro: «Nunca vi em teatro realidade mais completa. Chega a incomodar». Mas para lá dos elogios, o ator trouxe de terras de Vera Cruz um bom pecúlio, que lhe permitiu mandar construir uma casita na lisboeta travessa das Salgadeiras. Foi o que lhe valeu, pois por cá começou pobre e pobre acabou. Quando em 1885 se começaram a agravar as asfixias horrorosas que o deixavam prostradíssimo, provenientes de uma complicada lesão cardíaca, o deputado Urbano de Castro propôs a sua reforma nas Cortes. 

Em Abril do ano seguinte, o jornal O Dez de Março aplaudia a proposta e dizia: «É que António Pedro, uma das nossas mais brilhantes e indiscutíveis glórias artísticas, está doente, está quase impossibilitado de trabalhar e está pobre». Três dias antes de falecer, o ator andou de teatro em teatro a despedir-se de todos os seus amigos. O seu funeral foi uma afirmação da sua irradiante simpatia, da sua bondade e do seu talento.

Uma verdadeira multidão acompanhou-o até à última morada. Sessenta e três anos depois, o escultor Costa da Motta imortalizava-o num busto em bronze que se encontra exposto no topo sul do jardim do Campo Grande, em Lisboa, que passa despercebido ao comum dos cidadãos, mas que ainda hoje é lugar de visita dos jovens atores em formação nas nossas escolas de teatro.

Salvador Santos (Teatro Nacional de São João. Porto)

Porto. 2013. Maio. 20


terça-feira, 21 de maio de 2013

Os “policiaristas” deste país vão reunir-se em Sintra no próximo Domingo 2 de Junho. Será o IX Convívio Anual da Tertúlia Policiária da Liberdade. Restaurante "Taverna dos Trovadores" ali mesmo em São Pedro de Sintra



É aqui nesta bela paisagem natural e "Património Mundial" que se vão reunir todos os policiaristas deste país. É o IX Convívio Anual da Tertúlia Policiária da Liberdade



Os “policiaristas” deste país vão reunir-se em Sintra. 
Domingo 2 de Junho 
Será o IX Convívio Anual da Tertúlia Policiária da Liberdade. 
Restaurante "Taverna dos Trovadores" ali mesmo em São Pedro de Sintra 
Esta fortíssima equipa vai lá estar para receber afectuosamente todos os policiaristas

IX Convívio da Tertúlia Policiária da Liberdade Domingo, 2 de Junho de 2013 Pode desde já inscrever-se para o IX Convívio da Tertúlia Policiária da Liberdade, que se realizará no domingo, 2 de Junho, em Sintra, na Taverna dos Trovadores, na área das Lojas do Picadeiro, junto ao largo da feira de S. Pedro de Sintra. 

O programa é o seguinte: 


11h00 – Início da concentração no bar do restaurante Taverna dos Trovadores 
11h45 – Passeio pela Vila de Sintra, em trem urbano dos Transportes Parque da Pena, Lda. (Esta digressão, que é opcional, com partida e chegada junto do local da concentração, ao preço especial de €4,00 por pessoa, só será efectuada se for possível assegurar, até às 12h00 de 31 de Maio, um mínimo de 20 participantes. Inscreva-se por isso com antecedência e prepare-se para desfrutar um belo passeio na alegre companhia dos seus confrades policiários).
13h00 – Almoço 
14h30 – Homenagem e momento musical 

O preço do almoço, com entradas e bebidas incluídas, é de €15,50 por pessoa. Bacalhau com broa é o prato principal, com alternativa para casos de dieta. Não falte a esta jornada de feliz convívio e traga amigos consigo, policiaristas ou não. 



Entrada e uma magnifica vista de um dos interiores do Restaurante "Taverna dos Trovadores" onde vai decorrer o IX Convívio Anual da Tertúlia Policiária da Liberdade

Contactos, para efeitos de inscrição: 
Maria José Junqueira (Búfalos Associados): 966 435 564 
Maria Helena e António Raposo: 966 173 648 
Pedro Faria (Nove/Verbatim): 966 102 077


Recordar uma consagração
Ainda em tempos muito recentes assistiu-se a esta consagração pelo nosso "mestre" a uma dupla de produtores e solucionistas que muito tem dado do seu talento e esforço pessoal para que o nosso "POLICIÁRIO" se mantenha vivo e sempre em forma. 

O local é a Escola Pratica de Cavalaria em Santarém e a dupla rodeia o nosso mestre que apresenta um sorriso de felicidade pelo outorgamento do prémio.

Escrevo a notação da efeméride porque esta noite sonhei que o nosso mestre Inspector Fidalgo e a dupla A. Raposo e Lena estarão presentes no IX Convivio Anual da Tertúlia Policiária da Liberdade.

Mais a mais porque o Inspector Fidalgo anda todo eufórico pela conquista pelos Dragões do Campeonato e quer mostrar a sua felicidade aos seus amigos benfiquistas. Não para os arreliar mas para mostrar que no próximo ano há mais.....

Obrigado Pela Sua Visita !