BANCADA DIRECTA: Abril 2013

terça-feira, 30 de abril de 2013

As “Swaps” que provocaram um naufrágio cá aos portugas…..Mas como é possível haver negócios deste quilate negativo

As “Swaps” que provocaram um naufrágio cá aos portugas…..
Mas como é possível haver negócios deste quilate negativo 

As perdas potenciais das empresas públicas com contratos «swaps» de caráter especulativo agravaram-se em 183,2 milhões de euros nos últimos três meses de 2012, fixando-se agora nos 2840 milhões, de acordo com o boletim informativo sobre o setor empresarial do Estado relativo ao quarto e último trimestre do ano passado. 

 Segundo o boletim da direção geral do Tesouro e Finanças (DGTF), publicado esta terça-feira, no final de 2012 as perdas potenciais das empresas públicas neste tipo de instrumento financeiro se situava nos 2.840 milhões de euros quando no terceiro trimestre fechou com 2.631 milhões de euros, resultando num agravamento de 183,2 milhões de euros.


"
Swaps". Coisas do Diabo com córrenos, como se diz em Setúbal

Este valor deveu-se sobretudo ao desempenho dos contratos dos dois metros, o de Lisboa e do Porto. Enquanto as perdas potenciais no Metro de Lisboa aumentaram 109,2 milhões de um trimestre para o outro, situando-se nos 1.240 milhões de euros, as perdas potenciais do Metro do Porto agravaram 57,2 milhões de euros passando para 889,6 milhões de euros. 

 A DGTF indica que as duas empresas representam «cerca de 90 por cento da variação total ocorrida no quarto trimestre». Já na Refer, a perda potencial desceu para cerca de metade, passando dos 40,2 milhões no terceiro trimestre para 28,7 milhões de euros no final do ano passado. 14:43 - 30-04-2013

Vem por aí a hecatombe de mais austeridade cega…Funcionários públicos e pensionistas que se cuidem! Primeiro a gente deixa eles manifestarem-se no 1º de Maio. Logo a seguir vamos dar-lhes o arroz.


Vem por aí a hecatombe de mais austeridade cega…
Funcionários públicos e pensionistas que se cuidem!
Primeiro a gente deixa eles manifestarem-se no 1º de Maio.
Logo a seguir vamos dar-lhes o arroz.

Estratégia orçamental segue hoje para o Parlamento

Aprovado esta manhã no Conselho de Ministros o Documento de Estratégia Orçamental 2013-2017 será entregue até ao final do dia no Parlamento.

O Documento de Estratégia Orçamental 2013-2017 foi aprovado na reunião extraordinária do Conselho de Ministros e vai ser apresentado durante o dia de hoje na Assembleia da República, anunciou o Governo. "O Conselho de Ministros aprovou o Documento de Estratégia Orçamental.
O que pago de impostos vai tudo para comprarem estas bombas.

O Documento de Estratégia Orçamental será apresentado, durante o dia de hoje, na Assembleia da República", lê-se num comunicado da Presidência do Conselho de Ministros. A reunião extraordinária do Conselho de Ministros de hoje foi convocada expressamente para a aprovação do Documento de Estratégia Orçamental 2013-2017 e durou cerca de quatro horas e meia, terminando perto das 13h.

 O Documento de Estratégia Orçamental deverá prever cortes permanentes na despesa, estimados inicialmente em 4 mil milhões de euros, para os próximos dois anos, que o Governo associou a uma reforma das funções do Estado, alguns dos quais a aplicar já este ano.
O Documento de Estratégia Orçamental será publicado no site da Assembleia da República assim que der entrada no parlamento, de acordo com os serviços do parlamento.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Campeonato do Mundo de Pinguins. Betfair World Championship. Estamos a falar de Snooker. Crucible Theatre Sheffield 2013. É o "Desporto no Bancada Directa"


Está a decorrer na cidade britânica de Sheffield o Betfair World Championship 2013 e estamos perto de chegar aos quartos de final

Notas salientes

Ronnie Sullivan depois de um ano de afastamento das mesas apresentou-se numa forma razoável  mas muito inseguro na colocação da bola jogadeira (branca) para prosseguir as entradas. Segue a vencer Ali Carter por 9-7

Ding Junhui está muito confiante nas suas prestações e depois de estar a perder com Mark King por 2-6 deu a reviravolta e agora já vence por 9-7. Acabou por vencer o encontro por 13-9

XIX Congresso do PS: Antonio José Seguro quer mudar a vida dos portugueses. Lembra-me a letra do fado "Buzios" do Jorge Fernando


A partir das afirmações de Seguro e do sentimento comum aos socialistas presentes no XIX do seu Congresso normal em  Santa Maria da Feira que não fazem por menos que é estarem no Governo com maioria absoluta para mudar a vida austera dos portugueses, lembra-me parte da letra do fado "Búzios"

Pois eu vou mexer-te no destino

Vou mudar-te a sorte

Pois.......

domingo, 28 de abril de 2013

Quem com ferros mata, com ferros morre! Os fundamentos da ignóbil Lei das Rendas viraram-se para quem a criou

Quem com ferros mata, com ferros morre! 
Os  fundamentos da ignóbil Lei das Rendas viraram-se para quem a criou 

Foi uma Lei muito criticada por todos e que os partidos da coligação governamental se lembraram de criar. Claro que foi a mando da Troika.. 

Mas foram muito mais além do que os usurários europeus queriam. E na Assembleia da República a maioria aprovou.. Mas desta vez “o feitiço virou-se contra o feiticeiro”. 


Segundo noticia o “Expresso”, a estrutura concelhia de Lisboa do PSD estava instalada num terceiro andar com 150 m2, pagando de renda mensal 141 euros. 


Agora, ao abrigo da tal lei, popularmente conhecida por “lei dos despejos”, o senhorio exigiu-lhes nada menos que 2.000 euros por mês. 
Não podendo suportar tal enormidade, a referida concelhia vai ter de entregar o andar no final de maio. 

Destes “inquilinos” não tenho pena! Lá diz o povo. 


Quem com ferros mata com ferros morre.

Os "swaps" especulativos. Foi comer à fartazana. O Zeca já tinha avisado que eles querem comer tudo. Deram umas migalhas e ficaram com a parte de leão.

sábado, 27 de abril de 2013

Assembleia da Republica. 25 de Abril. Cavaco sai do Parlamento depois do discurso de apoio ao Governo. O Governo muito respeitosamente levanta-se à sua passagem e venera o seu leader espiritual.

Apenas perguntamos onde é que pairam aqueles discursos de Cavaco a pedir contenção ao Governo para não sacrificar os portugueses com mais austeridade....

Mas afinal de que é que estavam à espera. Uma figura alinhada com o Governo a pedir consensos não lembra ao diabo....

Não é este o Presidente da República que os portugueses esperavam.
Claro aqueles que nele votaram.
Eu por mim nem nunca dele me lembrei, quanto mais votar no individuo.
Triste, triste é quando uma pessoa tem um cargo em que deve ser o garante de todos e opta por uma parcialidade partidária.
Chorem, chorem, mas o mal está feito...

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Bancada Directa transmite informação importante aos seus caros amigos leitores


O nosso triste 25 de Abril de 2013. Na verdade os valores da Revolução dos Cravos estão em perigo. No dia em que Cavaco tirou a mascara e definiu-se como um aliado do Governo de Passos/Gaspar/Portas. Um dia em que ele pediu consensos mas só para aquilo que o Governo decidir unilateralmente. Triste, muito triste termos um Presidente desta (má) qualidade.

Francisco Sá-Carneiro envergonhar-se-ia desta direita que está no poder hoje.....


O nosso triste 25 de Abril de 2013. 
Na verdade os valores da Revolução dos Cravos estão em perigo. 
No dia em que Cavaco tirou a mascara e definiu-se como um aliado do Governo de Passos/Gaspar/Portas. Um dia em que ele pediu consensos mas só para aquilo que o Governo decidir unilateralmente.
Triste, muito triste termos um Presidente desta (má) qualidade. 

Trinta e nove anos. Trinta e nove anos desde a revolução que derrubou o poder fascista que dominou o país durante demasiado tempo. Trinta e nove anos de democracia, de eleições, de liberdade, de progresso social, de maior igualdade, de justiça. Trinta e nove de valores de Abril, ou pelo menos a vontade de aplicar esses valores de Abril da melhor maneira possível. E durante trinta e nove anos, a direita que derrubámos foi aceite no seio do regime. 

A direita que promove a desigualdade, o darwinismo social e que existe para manter e proteger os interesses instalados. A direita que luta contra o progresso, a justiça e a possibilidade de quem nasce pobre chegar a ter algum conforto material e felicidade. A direita que prefere ver serviços que devem ser públicos - a saúde, a educação - nas mãos do lucro privado. A direita das corporações, herdeira da direita salazarista que durante cinquenta anos protegeu um reduzido número de grandes empresas que viviam à sombra do Estado. 

A direita que prefere o respeito pelas instituições ao direito ao protesto, o consenso às eleições, a manutenção de uma paz podre a dar voz ao povo que não ser revê em quem nos governa. A direita que, pela voz de Cavaco Silva, que antigamente colaborou com Estado Novo, - acaba de proferir na Assembleia da República o mais despudorado discurso anti-democrático que alguma vez se ouviu em democracia. Sejamos claros: esta direita não é a direita social-democrata, a direita do PSD de Francisco Sá-Carneiro. Mesmo os adversários políticos deste lhe reconheciam sólidos fundamentos democráticos. Esta direita já nada tem a ver com Sá-Carneiro. 

Esta direita é a direita revanchista, a direita que escarnece e desdenha o 25 de Abril em favor do 25 de Novembro - porque este significou uma oportunidade de regresso ao 24 de Abril. É a direita que reconhece implicitamente nos valores de Abril uma ameaça para o poder a que aspira. É uma direita que não merece usar os cravos na lapela que hipocritamente ostenta nesta data. É a direita que fecha as galerias da casa da democracia ao povo, porque tem medo dele. É uma direita que trai, a cada segundo de permanência no poder, os valores de Abril. Este é o momento em que a democracia está verdadeiramente suspensa. O momento em que existe um consenso alargado no país, sim: contra o Governo e os ditames externos, contra o Presidente da República. 

Este é o momento em que a direita, apesar de saber que já não tem o apoio da maioria da povo, da opinião pública, dos partidos, teimosamente se vai aguentando com a cumplicidade de um presidente que hoje abdicou definitivamente de ser o presidente de todos os portugueses para passar a ser o último garante deste Governo. Este é o momento em que a direita mais próxima está de Salazar, recusando a legitimação democrática e perpetuando um estado de emergência nacional, desrespeitando a Constituição e obedecendo apenas a interesses estrangeiros, inimigos da vontade do povo e do interesse nacional. 

Esta direita tem nomes: Pedro Passos Coelho, Vítor Gaspar, Paulo Portas, e, acima de tudo, Cavaco Silva. Esta direita é um cancro da democracia, um perigo que precisa de ser rapidamente afastado. A esquerda precisa, mais do que nunca, de se unir para combater esta ameaça séria ao futuro do país. O 25 de Abril, mais do que nunca, tem de ser reavivado, retomado, ressuscitado. Os nossos filhos não nos perdoarão se nada fizermos.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

25 de Abril sempre! Com o "E Depois do Adeus" os militares puseram-se alerta e com Grandola Vila Morena avançaram para a LIBERDADE deste Portugal amordaçado

Dar o dito por não dito. Esta "escola" dá bons frutos. Durão Barroso sem credibilidade por esta Europa

Caros leitores.
Apenas vos deixo uma questão
Fala-se neste homem para uma possível candidatura para suceder a Cavaco.
Com esta atitude de dizer que a austeridade tem limites e depois por pressão dos teutónicos diz que tem de continuar não será um bom indicio de ser um presidente fraco?
Votaria nêle?




 
Podem apreciar a credibilidade de DB clicando aqui

quarta-feira, 24 de abril de 2013

“No Palco da Saudade” é uma rubrica de Salvador Santos que hoje recorda o grande actor e empresário teatral Robles Monteiro. É o Teatro no Bancada Directa, como sempre nas quartas-feiras.

“No Palco da Saudade” 
É uma rubrica de Salvador Santos que hoje recorda o grande actor e empresário teatral Robles Monteiro. 
É o Teatro no Bancada Directa, como sempre nas quartas-feiras. 

Texto inédito e integral de Salvador Santos


ROBLES MONTEIRO

Beirão dos sete costados, descendente de uma conhecida família da chamada aristocracia rural, filho de dois professores primários, chegou a Lisboa, vindo de um Seminário da Guarda, para (a conselho do Bispo, que ficara entusiasmado com a sua prestação nas récitas religiosas) trocar o altar pelo palco. Mas não o fez, porém, de imediato. Decidiu primeiro tirar o Curso Superior de Direito, tendo passado a seguir pelo jornalismo ao serviço de diversos jornais e só depois enveredou definitivamente por uma carreira no teatro. 

O actor Augusto Rosa, de quem acabou por ser discípulo dileto, foi o seu padrinho de cena. E o primeiro palco profissional que pisou foi o do Teatro da República (atual São Luiz), na comédia de costumes “A Caixeirinha”. Foi ali que Robles Monteiro conheceu aquela que viria a ser a sua mulher, mãe da sua filha Mariana Rey Monteiro, companheira de cena e sócia da empresa que viria a transformar radicalmente o teatro português: Amélia Rey Colaço.

Seminário da Guarda

A primeira vez que os dois contracenaram juntos foi em “Marinela”, a peça de estreia da atriz, o que aconteceria depois em inúmeras outras ocasiões antes de partilharem o palco em “Entre Giestas” de Carlos Selvagem, peça em que Robles atingiu o pico da sua performance e durante os ensaios da qual nasceu entre eles uma mútua simpatia, que viria a resultar em casamento. Mas só ao fim de algum tempo, porque a atriz não tinha pressa, obcecada que estava com o seu crescimento profissional e com a afirmação do seu talento. Enquanto namoriscava aquela que viria a ser a principal responsável pela constituição da espinha dorsal de uma nova escola de representação teatral no nosso país no século XX, Robles Monteiro ia prosseguindo o seu percurso de ator com algumas notáveis criações nos principais palcos da cidade de Lisboa.

Mas a sua carreira de intérprete seria no entanto relegada para segundo plano quando criou a sua primeira companhia no Teatro Ginásio, dedicando-se a partir daí sobretudo à gestão administrativa, à direção de atores e à coordenação da montagem dos espetáculos, qualidades que lhe seriam verdadeiramente postas à prova quando formou, já com a sua mulher, uma nova companhia ancorada num repertório moderno e de qualidade.

A célebre companhia Amélia Rey Colaço-Robles Monteiro nasceria a 18 de junho de 1921, no Teatro São Carlos, com a estreia da peça de Alfredo Cortez “Zilda”, percorrendo depois vários outros teatros da capital, até se fixar no Teatro Nacional D. Maria II, ao alcançar a sua concessão em 4 de dezembro de 1929.

Nessa altura o seu elenco encontrava-se em digressão no Brasil, no Teatro Lírico do Rio de Janeiro, mas tal facto não impediu que as portas da chamada Casa de Garrett se abrissem ao público para a estreia de “Peraltas e Sécias” de Marcelino Mesquita, peça que constituiu o primeiro grande sucesso da nova companhia concessionária do principal palco do nosso país, a que se seguiram outros enormes êxitos logo na temporada inicial.

Cerimónia do casamento de Robles Monteiro com Amélia Rey-Colaço

Apesar de se remeter cada vez mais para os bastidores, aplicando-se sobretudo nas tarefas de gestão, planeamento e organização da empresa, Robles Monteiro – ou, simplesmente, Senhor Robles, como todos o tratavam – empenhava-se espaçadamente na criação de personagens secundárias em peças onde Amélia Rey Colaço, Palmira Bastos, Raul de Carvalho ou Assis Pacheco eram protagonistas quase absolutos.

Foi assim, por exemplo, em “Amadis de Gaula” de Gil Vicente, ”A Severa” de Júlio Dantas, “D. Sebastião” de Tomás Colaço ou “A Volta” de Virgínia Vitorino, espetáculos que confirmaram de vez o extraordinário ator que se escondia por detrás do empresário. A sua bela figura de galã e o seu ar dandy, a par da sua excelente relação com as câmaras, auguravam-lhe uma grande carreira no cinema, atividade que experimentou com relativo sucesso nos filmes “Malmequer” de Leitão de Barros e “O Primo Basílio” de Georges Pallu.

Mas as suas novas responsabilidades no D. Maria não lhe permitiram aceitar os vários convites para voltar ao cinema. As vinte e quatro horas dos seus dias mal chegavam para dirigir a empresa e aturar alguns governantes que apenas serviam para atrapalhar o seu trabalho com… cunhas artísticas. A este propósito ficou célebre uma frase sua quando alguém o felicitou por obter uma isenção fiscal de certo vulto. Disse ele: «Retiram-me as contribuições, mas deixam-me os impostos».

É que certos governantes a troco de manter o subsídio do Estado impunham alguns atores no elenco! Robles Monteiro não concordava com a intromissão do governo na gestão do seu Teatro, reagindo com grande dureza sempre que aquelas intenções se manifestavam, mas não conseguia escapar a alguns pedidos de emprego para certos atores com ligações ao regime. Esta situação acabava por ser embaraçosa também para estes, que viam o seu trabalho em palco reduzido a uma mera figuração sempre que o peso da cunha que traziam era muito inferior ao peso do talento que possuíam.



A figura de Severa esteve numa peça teatral interpretada por Robles Monteiro num papel secundário. Atestando a comunhão de espaços lúdicos entre a aristocracia boémia e as franjas mais desfavorecidas da população lisboeta, a história do fado cristalizou em redor do episódio do envolvimento amoroso do Conde de Vimioso com Maria Severa Onofriana (1820-1846), meretriz consagrada pelos seus dotes de cantadeira 

E nesta pesagem o Senhor Robles era implacável: na sua companhia só tinham lugar os melhores! Os outros passavam por lá mas não ganhavam raízes. E quando Robles Monteiro nos deixou, a 28 de novembro de 1958, Amélia Rey Colaço manteve o mesmo princípio. Durante a sua gestão só cabiam no palco do Rossio os grandes atores e as grandes atrizes. 

Salvador Santos

2013. Porto. Abril. 22

terça-feira, 23 de abril de 2013

Fragmentos e Opiniões. Daniel Oliveira diz de sua justiça. Remodela-se o Governo no minimo e pagam-se favores a um jornalista

Fragmentos e Opiniões. 
Daniel Oliveira diz de sua justiça. 
Remodela-se o Governo no minimo e pagam-se favores a um jornalista 

A crónica de Daniel Oliveira



A remodelação a prestações continua. E esta semana foi-nos dado a conhecer o estado em que se encontra este governo. Para secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação entrou Francisco Almeida Leite. O leitor é capaz de não conhecer a figura, mas trata-se de um ex-jornalista do "Diário de Notícias" conhecido pelos pouco discretos, muito comentados e embaraçosos fretes ao então líder da oposição Pedro Passos Coelho.

A fama vinha de longe, ainda Passos fazia oposição interna a Ferreira Leite. O que levou, a 4 de Março de 2009, Pacheco Pereira a referir-se a este jornalista como "especialista na intriga interna do PSD" e a integra-lo num grupo de bloggers (quase todos do DN) que frequentemente "atacam Manuela Ferreira Leite e apoiam Passos Coelho".


Com Passos já no governo, os fretes continuaram, o que lhe valeu, há um ano, uma reprimenda do então Provedor do Leitor, por publicar informações dadas pelo governo (sobre as férias dos motoristas da Carris) sem cuidar de ouvir mais ninguém. E tendo, coisa inédita, como única fonte um "relatório interno que funciona como uma espécie de argumentário do Governo de resposta à greve" (palavras do jornalista). O moço de recados já nem disfarçava.

Não sendo este currículo jornalístico merecedor de grande orgulho, sobra o currículo político e técnico. Político? Tirando estes favores, zero. Currículo técnico para o cargo? Não se lhe conhece nenhum. A não ser ter aterrado, em junho do ano passado, pela mão de Passos Coelho, no Instituto Camões, diretamente vindo do DN. Uma queda para a política externa ou política cultural que surpreendeu todos.


Talvez tivesse sido por causa da sua passagem pela "Guia TV Cabo". Sem rodriguinhos: esta subida meteórica não é mais do que um vergonhoso pagamento de favores a um jornalista pouco escrupuloso que ajudou o candidato à liderança do PSD, o candidato a primeiro-ministro e o primeiro-ministro. Ponto final, parágrafo. Ainda assim, esta assombrosa escolha revela três boas notícias.


Foram mesmo arrumadinhos para a prateleira


Primeira: o PSD respeita a independência da comunicação social. Se noutros tempos os partidos que estavam no poder punham pessoas da sua confiança no "Diário de Notícias", o PSD vai tirando de lá os seus mais fiéis amigos. Dá-lhes lugares de assessores, administradores de institutos e, para o mais dedicado, guardou um lugar de secretário de Estado. Carla Aguiar, Eva Cabral, Francisco Almeida Leite, João Baptista, Licínio Lima, Luís Naves, Maria de Lurdes Vale, Paula Cordeiro, Pedro Correia e Rudolfo Rebelo. São estes os 10 jornalistas que passaram do DN para o governo. Alguns conheço pessoalmente e até trabalhei com eles.

Alguns eram, antes abandonarem a profissão, bons jornalistas e nunca fizeram favores a ninguém. Mudaram de vida e têm direito a isso. Não é, definitivamente, o caso de Francisco Almeida Leite. Esta é a segunda boa notícia: o PSD não é ingrato e lembra-se dos serviços prestados, dando os melhores lugares aos mais empenhados.


Daniel Oliveira) Expresso on-line)


Walter Casagrande. Um caso de miséria intelectual. Passados tantos anos evoca situações que uma pessoa séria e limpa nunca se permitiria fazer. Bem pode limpar as mãos à parede…..

Walter Casagrande. 
Um caso de miséria intelectual. 
Passados tantos anos evoca situações que uma pessoa séria e limpa nunca se permitiria fazer. 
Bem pode limpar as mãos à parede….. 

Walter Casagrande confessa que se dopou no FC Porto Em entrevista ao Programa do Jô, da TV Globo, 


Walter Casagrande falou da carreira de futebolista, do consumo de drogas e das substâncias dopantes que foi aconselhado a tomar quanto chegou ao FC Porto, na época 1986/87. «Usei umas quatro vezes. É uma situação que me envergonha, o que menos gosto de lembra. Atrapalha-me muito mais do que pensar em todas as drogas que tomei. Era injetado e dava uma disposição acima do normal. 

Controlo antidoping? Não havia», disse.

Ler mais clicando aqui 

Comentário de Bancada Directa 
Atitude simplesmente lamentável de um homem com um h muito pequenino. Uma instituição tão gloriosa como o FC Porto nem deve perder um segundo a pensar nestas declarações. Outros valores mais altos norteiam os dirigentes do FC Porto

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Ai Berta, Berta, que má altura para entrares para um Governo em decomposição. E ires para uma pasta em que tens de enfrentar os militares já de si indignados mostra que tens coragem, mas será, a prazo, um sacrifício inútil e terrível.

Ai Berta, Berta.
Mas que má altura para entrares para um Governo em decomposição. 
E ires para uma pasta em que tens de enfrentar os militares já de si indignados mostra que tens coragem, mas será, a prazo, um sacrifício inútil e terrível. 

Mais uma substituição no elenco governamental, aparentemente, incompreensível. Há cerca de pouco mais de 1 semana teve lugar uma ‘mini-remodelação’ que, inesperadamente, conquistou a unanimidade: desagradou a todos (excepto aos que já consideram o Governo ‘morto’).
Passados poucos dias surge mais um retoque avulso numa área – a da Defesa – onde o ambiente é, no mínimo, crispado. Aliás, as primeiras reacções vindas da instituição militar ultrapassam a natural surpresa para encalharem nas encostas da leviandade (política).

Berta Cabral vai integrar o elenco governamental como Secretária de Estado da Defesa. Sabendo do posicionamento desta ex-líder do PSD-Açores relativamente a Passos Coelho link é notório que este Governo se lançou num processo de remodelações ‘ad hoc’.


Berta Cabral foi imolada nas eleições regionais açorianas perante o altar do descontentamento popular (relativo ao Governo da República). Caminha, agora, para uma nova imolação, ao som do rufar dos tambores, rumo a um rápido 'destroçar' governamental.

Passamos subitamente de um Governo refractário a mudanças, capaz de albergar no seu seio - durante largos meses- o 'cadáver político' do ministro Relvas, para um tempo de remodelação continuada… diria mesmo, permanente. Não se trata de mais um ‘retoque’ mas antes a imagem de uma completa decomposição do actual Governo. Na verdade, estamos na presença do fim de um ‘ciclo político’.

Melhor: de um ‘desastroso ciclo político’ que, tudo indicia, está próximo do fim.



Cristiano Ronaldo. Exemplos de um desportista que são de enaltecer, mesmo que haja algum exagero ou desactualização

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2012. Défice ficou nos 6.4%. Afinal o Eurostat confirmou o que o INE já tinha anunciado. Mas afinal de que é que estavam à espera?


Eurostat confirma défice de 6,4% do PIB em  2012. Alguns torciam o nariz a este numero....

O défice português ficou nos 6,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012 e a dívida pública atingiu os 123,6%, a terceira mais elevada na União Europeia, segundo dados divulgados esta segunda-feira pelo Eurostat.


Estes números coincidem com os anunciados pelos Instituto Nacional de Estatística e são o reflexo da anulação da receita da venda de empresa ANA e de outros ajustamentos, como a compra de ações ordinárias da Caixa Geral de Depósitos na operação para aumentar o seu capital (750 milhões de euros) e a transformação em suprimentos da Parpública (750 milhões de euros

domingo, 21 de abril de 2013

Em Setúbal já se respira o Dia da Liberdade

Agradecimento pela informação à nossa amiga Maria do Céu Guerra. Infelizmente não podemos lá estar: Dia de aniversário de um membro da familia

Maratona de Boston. Os episódios finais colaterais ao hediondo crime praticado pelos irmãos Tsarnaev

Estudantes marcham em protesto contra a atitude dos irmãos Tsarnaev em frente à escola onde estudava o mais velho dos irmãos.

Mas ninguém devolverá a vida  aos que faleceram e ninguém reparará as dores dos feridos

Tudo muito triste perante tanta incompreensão sobre o valor da vida humana

Roquetas de Mar. Uma temperatura de 30º e um sol radioso e ardente dão uma vida espectacular a esta "ciudad" roquetana


Claro que recebo estas noticias de Roquetas por mail enviado pela nossa amiga Anne-Rose Schelman. Infelizmente não poderei estar este ano em Roquetas a partir já do próximo mês de Maio. Não é que não desejasse lá estar, mas uma situação muito chata impede-me de o fazer. Um ataque de "zona" tem custado a normalizar e só lá para o final de Junho é que isto deve estar "au point".

Mas vamos recuperar. Em Setembro, a partir do dia 10, devo estar em Fuengirola e depois vou passar uns dias em Huelva, aliás Punta Umbria,  em casa de uns amigos que conheci precisamente em Roquetas há dois anos. Então lá para o dia 8 ou 9 de Outubro vou mesmo estar em Roquetas. Claro se o meu estado fisico o permitir, o que espero sinceramente ser possível.

sábado, 20 de abril de 2013

Será que Portugal vai mesmo a caminho de um colapso global? Vamos esperar para ver, agora com a certeza de que da parte do PS não haverá consenso na manutenção desta politica de austeridade

Será que Portugal vai mesmo a caminho de um colapso global? 
Vamos esperar para ver, agora com a certeza de que da parte do PS não haverá consenso na manutenção desta politica de austeridade

A reafirmação pelo Governo das políticas que vinha seguindo e o anúncio ameaçador do seu agravamento na sequência da decisão do Tribunal Constitucional bem como a confirmação de que o PS não tem nenhuma política verdadeiramente alternativa colocam Portugal numa situação muito difícil e de desfecho imprevisível. A crise, aparentemente sem saída, em que o país se encontra não está apenas patente no plano económico, financeiro e social, está também muitíssimo presente no plano puramente institucional.
Antes de mais Portugal não tem um governo seu. Portugal tem um governo ao serviço de interesses estrangeiros, inclusive com representantes desses interesses em lugares chave da governação, o qual, com excepção do apoio que lhe presta uma matilha de comentadores mercenariamente a soldo desses mesmos interesses, não goza da mínima aceitação popular nem tão-pouco a generalidade dos cidadãos acredita na sua capacidade para atenuar a crise, sendo antes convicção corrente a de que a situação portuguesa se agravará tanto mais quanto mais dilatada for a sua permanência em funções.

Por outro lado, o Governo abriu um grave querela institucional com o Tribunal Constitucional, fazendo recair sobre este, demagógica e desonestamente, as funestas consequências das suas políticas. Colocando-se em conflito aberto com o órgão encarregado de velar pelo cumprimento da Constituição e tentando assim impedir o regular funcionamento das instituições, o Governo deu de facto um passo sem recuo no sentido de uma governação à margem das instituições.


Mais grave ainda é a actuação conjugada do Governo com os inimigos externos de Portugal e dos portugueses num crescendo de ameaças e de pressões absolutamente inaceitáveis e que nenhum Estado por mais fraco que seja pode aceitar, mesmo quando posto perante um ameaça militar iminente. Do lado do Presidente da República também nada se poderá esperar com vista à reposição da normalidade democrática não apenas por Cavaco Silva se encontrar politicamente envolvido com as opções do governo, mas também por neste preciso momento histórico, para azar e infelicidade dos portugueses, a Presidência da República estar ocupada por uma personalidade que em décadas de vida pública nunca demonstrou uma genuína compreensão dos valores democráticos.

Hoje, para os portugueses, o Presidente da República é um problema mais grave do que o próprio Governo, já que a permanência em funções de Cavaco Silva garante ao Governo via aberta para continuar a destruir Portugal durante os próximos dois anos. Cavaco Silva, uma personalidade votada à defesa de interesses menores, de natureza pessoal ou institucional, não está à altura do lugar nem tem a grandeza política necessária que o momento exigia, o que faz com que neste tempo trágico da vida dos portugueses não haja uma forte voz institucional que lute contra a governação de Portugal a partir do estrangeiro e frontalmente se oponha à humilhação de um país que nunca precisou de se hipotecar à Europa para existir e que continuará a existir sem ela, ou mesmo contra ela, se os portugueses estiverem à altura das circunstâncias.

E estar à altura das circunstâncias é antes de mais lutar sem tréguas contra o colaboracionismo dos banqueiros, do grande capital monopolista e oligopolista e acima de tudo contra aqueles que ocupando lugares cimeiros do Estado colaboram no plano institucional na destruição do país. Portugal tem saída e a primeira saída que Portugal muito rapidamente vai ter que pôr na ordem do dia é a saída do euro. Essa luta, que aqui se tem vindo a travar há mais de dois anos por há muito se ter tornado evidente não ser possível qualquer solução para a situação portuguesa no contexto da moeda única, precisa de ser aprofundada não quanto ao resultado final – a saída é inevitável- mas quanto ao tempo certo e ao modo de o fazer. Quanto mais tempo Portugal permanecer nesta situação catastrófica em que se encontra, cujo agravamento tende a acelerar-se com a passagem do tempo, pior será o modo de o fazer.

Se o PS não aderir muito rapidamente a uma posição que admita que a recusa europeia a uma política verdadeiramente alternativa tem como consequência inevitável a saída do euro, o mais certo é que essa saída venha a ocorrer à margem das instituições existentes. Infelizmente, pelas razões aqui tantas vezes apontadas, o PS dificilmente trilhará esse caminho não apenas por a “Europa connosco” fazer parte do seu código genético, mas também por a defesa do euro corresponder ao tipo de mentalidade e interesses dominantes no seio e na clientela do partido. De facto, além da orfandade que atingiria o partido se advogasse a saída do euro, a sua defesa está em consonância com o tipo de interesses que o PS representa. 

Os interesses da pequena burguesia urbana ainda relativamente imune à crise que encontra no euro a possibilidade de “fazer coisas” que com outra moeda não poderia fazer ou não poderia fazer com a regularidade com que o faz. Obviamente que a saída do euro não traz qualquer problema para quem não tem euros, como também não trará dentro de um prazo razoável, depois das naturais oscilações iniciais, para os trabalhadores por conta de outrem e até para os reformados. O mesmo se diga relativamente à maior parte dos empresários, com excepção daqueles que ao longo destes últimos quinze anos têm vindo a agravar o défice da balança de bens e serviços com compras desregradas de produtos estrangeiros, endividando perigosamente o país. Mais complexa é a situação dos bancos que carece de uma resposta técnica e politicamente correcta norteada acima de tudo pelo interesse nacional rectamente entendido.

Watertown. Boston. Fim da caça ao homem. Capturado o segundo suspeito da autoria das explosões das bombas na meta da Maratona de Boston

A foto foi logo publicada pelo El Mundo minutos após a detenção do segundo suspeito.

A foto mostra o momento exacto em que é retirado do barco onde se tinha entrincheirado o tchecheno Dzhokhar Tsarnaev


La policía captura con vida al segundo sospechoso de Boston

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Imaginem os meus caríssimos leitores o nosso primeiro-ministro a viajar de transportes públicos de Massamá para a Calçada da Estrela.


O primeiro ministro britânico, David Cameron, desloca-se de metro e, neste dia, não encontrou sequer lugar sentado. Vêem algum segurança ou polícia por perto…???

Partilhem se acham que em Portugal os políticos deviam seguir o mesmo exemplo e digam-nos: já encontraram algum ministro português no metro?

No nosso blogue damos voz àqueles que têm uma análise sobre esta austeridade europeia. Transcrição de um “comment” ao nosso post de ontem. Fragmentos e Opiniões. Sinceramente não dá para haver entendimento e nem, de forma alguma, consenso para manter e aumentar esta austeridade

No nosso blogue damos voz àqueles que têm uma análise sobre esta austeridade europeia. Transcrição de um “comment” ao nosso post de ontem. Fragmentos e Opiniões. Sinceramente não dá para haver entendimento e nem, de forma alguma, consenso para manter e aumentar esta austeridade

menvp disse... 
A FIRMEZA DO CONTRIBUINTE ALEMÃO ESTÁ A SALVAR A EUROPA . 

Primeiro: Todos pudemos assistir a uma incrível e MONUMENTAL CAMPANHA no sentido de ridicularizar todos aqueles que eram contra o 'viver acima das possibilidades' - leia-se, campanha no sentido de ridicularizar todos aqueles que eram anti-endividamento excessivo -; um exemplo: no passado, Manuela Ferreira Leite foi ridicularizada por ser uma ministra anti-deficit-excessivo. -


Depois: Hoje em dia, todos podemos assistir a uma incrível e MONUMENTAL CAMPANHA contra os defensores da austeridade; um exemplo: chegam a retratar o contribuinte alemão como novos fascistas/nazis... . { nota: o resultado do endividamento excessivo está aí à vista: a superclasse (alta finança - capital global) assumiu o controlo de bens estratégicos: combustíveis... electricidade... água... } . 

Marionetas ao serviço da superclasse CAVAM BURACOS SEM FIM (nas finanças públicas, nas empresas públicas, na Banca)... - Marionetas ao serviço da superclasse (alta finança - capital global) enfiaram-nos numa ratoeira: a Espiral recessiva... . 

'Paladinos' do discurso anti-austeridade... ESTIVERAM CALADOS que nem um rato... ""ignorando"" o perigo que era os Estados andarem a endividar-se na construção de auto-estradas 'olha lá vem um', estádios de futebol sem público, nacionalização de bancos falidos, etc, etc... . 


O discurso anti-alemão que reina nos media internacionais (nota: são controlados pela superclasse) é uma consequência óbvia: depois de andar a 'cavar-buracos'... e andar a saquear contribuintes em vários países... a superclasse quer saquear o contribuinte alemão. -

A firmeza do contribuinte alemão (não cedendo à pressão exercida internacionalmente...) é fundamental para salvar a Europa! .
Nota 1: Depois de 'cozinhar' o caos... a superclasse aparece com um discurso, de certa forma, já esperado!... Exemplo: veja-se a conversa do mega-financeiro George Soros: «é preciso um Ministério das Finanças europeu, com poder para decretar impostos e para emitir dívida» 
Nota 2: Países a endividar-se excessivamente é uma atitude que proporciona um festim à superclasse... como o contribuinte alemão está firme... o mega-financeiro George Soros defende agora um Euro sem a Alemanha... para que... a superclasse (alta finança - capital global) possa PROLONGAR O FESTIM proporcionado por países a endividar-se excessivamente (países a viverem acima das suas possibilidades). 
Sexta-feira, Abril 19, 2013

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