BANCADA DIRECTA: Março 2013

domingo, 31 de março de 2013

O salero estonteante dos conjuntos espanhóis.Este espectáculo estará em Outubro em Roquetas de Mar em várias festividades locais. Se tudo correr normalmente estarei por lá a assistir "in loco"

O Desporto na nossa Terra. Falemos de Futebol e do instinto comercial que grassa pelos clubes, quer sejam grandes ou pequeninos, se o termo está bem empregue…

O Desporto na nossa Terra. 
Falemos de Futebol e do instinto comercial que grassa pelos clubes, quer sejam grandes ou pequeninos, se o termo está bem empregue… 

 FALEMOS DE FUTEBOL


A crónica de António Raposo




Nunca até hoje tenho falado de futebol. E não o tenho feito porque é de certeza um tema que as pessoas ( ferrenhas) não conseguem aceitar de uma maneira geral opiniões divergentes. O que acompanhei nas recentes eleições do S.C.P é para mim um bocado difícil de compreender.

Vi, durante muitos e muitos anos, o clube de Alvalade actuar. Foi sempre o principal adversário do Benfica. Só nos últimos 30 anos o Porto chegou ao topo da discussão dos primeiros lugares. O Sporting sempre foi um clube “rico” e com uma massa associativa de elevado poder de compra. Construiu um Estádio e tudo quanto tinha de património.

Vieram as SAD´s e o futebol deixou de ser o que era. Não estou a dizer que agora é melhor ou pior. Nunca me pareceu bem transformar uma organização desportiva numa organização comercial. Até porque não entendo como é que os sócios funcionam quando o Clube até pode ser propriedade de um milionário qualquer.


Pode ser um mafioso que com isso lava o seu dinheirito sujo. Não há casos destes? Hoje vi o Olhanense com 3 meses de salários em atraso e com os problemas que se levantam aos seus atletas-empregados. O Olhanense tem mais de 60 anos e nunca ouvi falar de caso idêntico. Vi e não gostei.

De certeza que muitos outros clubes da capacidade do Olhanense estarão na mesma situação ou semelhante. Chama-se a isto desporto. Não me parece. Chamem-lhes o que quiserem mas a mim parece-me que há muito pouco de desporto nos clubes de futebol e tudo se transformou numa máquina de fazer campeões.

O drama é que fazer campeões e ganhar campeonatos cada vez custa mais caro e não está ao alcance de muitos Clubes. 


 Antonio Raposo 

Lisboa. 2013. Março. 31


sábado, 30 de março de 2013

Fragmentos e Opiniões. O nosso cronista “Olho Vivo e Pé Ligeiro” diz de sua justiça e chega-lhes forte àqueles que andam a pôr este Portugal na miséria, melhor a pedir esmola

Fragmentos e Opiniões. 
O nosso cronista “Olho Vivo e Pé Ligeiro” diz de sua justiça e chega-lhes forte àqueles que andam a pôr este Portugal na miséria, melhor a pedir esmola 

SITUAÇÃO POLITICA EM PORTUGAL 

Texto do nosso cronista “Olho Vivo e Pé Ligeiro” 

A situação política portuguesa é preta! Com uma dívida imensa às costas, a qual, normalmente, fará o País pagar durante dezenas de anos e com uma governação que utilizou o processo de reduzir o rendimento das famílias, a perspectiva só pode ser o afundanço, contínuo até à falência final.

O partido PSD manifestou uma grande pressa a vir beber ao pote do poder e tendo como aliado o presidente da República pensou que resolvia o défice do País e que punha numa legislatura o défice a zero. Aqui pensou o partido PSD e pensaram os “inteligentes” que dominam a União Europeia. A troika incluída.


O resultado está à vista. Qualquer cego é capaz de ver. Aqueles economistas da troika devem ter tirado o curso na mesma Universidade do Relvas e talvez ainda com piores notas.

A ideia dos sociais-democratas era simples. Empobrecia-se a população (excepto, claro aquele pessoal amigo que tem o dinheiro e o poder) e por obra e graça do mágico Gaspar passávamos a ser ricos.

O resultado desta política é de uma transparência enorme – o País poderá ficar sem deficit, ou com um deficit pequenino mas a população fica toda a pedir esmola. E isso é bom? Como não há volta a dar, este pessoal do governo começou a ficar com comichões e agora está danadinho para passar a bola ao PS, pois esta é pesada e começa a queimar os dedos.


Aliás este pessoal todo que nos governa, incluindo os cómicos da União Europeia anda de cabeça perdida à procura de dinheiro por todo o lado. Agora decidiram ir aos Bancos dos Países do Sul e vá de roubar as contas que os habitantes tem depositadas.

Se isto não é um “mãos ao ar e venha a bolsa” dos ladrões de estrada antigos o que será? Eu gostava de ver fazerem o mesmo à Banca Alemã, à Inglesa ou mesmo à francesa.

Era a guerra !


Envio um forte abraço aos meus caros leitores e que tenham uma boa Páscoa

Olho Vivo e Pé Ligeiro
Lisboa. Março. 2013. 30

sexta-feira, 29 de março de 2013

Feliz e Santa Páscoa a todos

A Festa da Páscoa se a encararmos no seu simbolismo como foi celebrada na época Judaica do qual Jesus fazia parte, pode ser interpretada como a nossa libertação da ignorância, das mazelas humanas, para o conhecimento, o comportamento ético-moral. A travessia do Mar Vermelho representa as dificuldades para a transformação. A Páscoa Cristã, representa a vitória da vida sobre a morte, do sacrifício pela verdade e pelo amor. Jesus de Nazaré demonstrou que pode-se Executar homens, mas não se consegue matar as grandes ideias renovadoras, os grandes exemplos de amor ao próximo e de valorização da vida.





Cuida de ti como dos outros,
Ama os outros como a ti mesmo,
Perdoa-te a ti como Deus o faz,
adora Jesus como ele te ama,
pensa no bem mesmo que pensem mal de ti,
constrói e cuida o teu mundo como o Divino construiu o teu,
respeita os direitos dos outros como Jesus as proclamou,
acima de tudo respeita-te a ti mesmo como Deus o faz todos os dias,
e quando tiveres chegado o momento de viajares,
porque num instante momentâneo ele chegará,
te possas encontrar com todos estes maravilhosos ensinamentos no coração,
e não tenha que ser perguntado quais deles te esqueceste,
e sofras tuas próprias angustias e o resgate doloroso da tua consciência divina sem noção no tempo espiritual.

Ama enquanto tens tempo, Estuda o mais que puderes, porque Jesus te esperará pela tua gloriosa missão cumprida.


Feliz e Santa Páscoa a todos seja de qual for a forma que celebres a quadra.

Pedro Sousa

Bancada Directa deseja aos seus fieis amigos leitores que tenham e gozem uma Feliz e Santa Páscoa

quarta-feira, 27 de março de 2013

Nos bastidores trabalha-se na sombra. As estratégias para uma pressão já esperada.....

Mas não há qualquer duvida que o homem já está em maus lençóis...

Ver o desenvolvimento do tema clicando aqui

Por estas paragens lusitanas assiste-se ao “Vale Tudo”. Refiro-me às noticias que aparecem na comunicação social assopradas pelos assessores do Governo. Exemplo disso é a noticia da concessão de nova tranche por parte da Troika se se verificar o corte (agora) de 5.6 mil milhões de Euros na despesa publica


Por estas paragens lusitanas assiste-se ao “Vale Tudo”.
Refiro-me às noticias que aparecem na comunicação social assopradas pelos assessores do Governo. Exemplo disso é a noticia da concessão de nova tranche por parte da Troika se se verificar o corte (agora) de 5.6 mil milhões de Euros na despesa publica

A contra-informação como estratégia para condicionar a opinião pública e a decisão política

Tem corrido com frequência assinalável na comunicação social a noticia que a concessão pela troika da nova tranche de 4 mil milhões (agora 'engordada' para 5,6 m.m.) a Portugal depende de plano de cortes no valor de 4 mil milhões (a famosa «reforma do Estado» que o premiê Passos Coelho tirou da cartola no final de 2012). 

O próprio chefe da missão troikana Abebe Selassié em entrevista à Agencia Lusa assegurou que não há qualquer relação entre as questões, até porque a reforma do Estado é coisa para demorar anos, apenas um atraso na libertação da verba por razões processuais, sendo que só será pago em Maio próximo

Ora isto é um facto que as noticias a partir de fontes governamentais são pura contra-informação se acreditarmos que a reforma do estado e o seu plano a apresentar Troika para o famigerado corte dos 4 mil milhões é que vai permitir que Portugal receba a nova tranche de dinheiro europeu.


Então não se compreende o cabeçalho da primeira pagina do jornal I (ontem) «Próxima tranche depende de corte de 5,6 mil milhões de euros». Apressadamente outros matutinos copiaram logo esta noticia e opinião


Quer dizer, os assessores governamentais assobiam ao ouvido do jornalista (seja da LUSA ou directamente aos diários) e os jornais aparecem imediatamente com as parangonas pretendidas. Vale tudo?

Já a propósito valer a pena referir que o chefe da missão da Troika que afirma estar muito surpreendido que o aumento do desemprego em Portugal tenha aumentado tanto.

Para que conste.....

Joaquim Costa, grande figura do passado do nosso teatro, é hoje recordado por Salvador Santos na sua rubrica “No Palco da Saudade”. É o Teatro no Bancada Directa



Joaquim Costa, grande figura do passado do nosso teatro, é hoje recordado por Salvador Santos na sua rubrica “No Palco da Saudade”. 
É o Teatro no Bancada Directa 

No Palco da Saudade 

Texto inédito e integral de Salvador Santos
JOAQUIM COSTA 

Começou muito cedo no teatro, com dezassete anos apenas, e teve a sorte de se iniciar com um dos grandes mestres de actores do século XIX: José Carlos dos Santos. Mas não se pense que teve a vida facilitada e que foi chegar, ver e vencer. Antes pelo contrário. Foi um percurso lento, essencialmente feito no Teatro D. Maria II, onde se estreou em 1870 na comédia em um acto “Juiz e Parte”.


E por lá terminou a sua carreira de quarenta e quatro anos, onde foi acumulando as funções de actor, ensaiador, gerente e societário. Porém, sempre teve artes de arranjar licenças para passar por quase todos os outros teatros do país, para fazer cinema, para ir ao Brasil e… para fazer revista. Aos sessenta anos de idade, e ao fim de quarenta e três de carreira, Joaquim Costa era um actor com provas dadas e muito respeitado, mas foi preciso ir ao teatro de revista e criar uma personagem que caiu no goto do público para se tornar verdadeiramente popular. E disso lamentava-se. 


Tudo aconteceu num verão de 1913. O actor pediu aos seus colegas dirigentes do D. Maria para ir ao então Teatro da República (ex-Dona Amélia e atual São Luiz) fazer a revista “De Capote e Lenço”. E bastou-lhe interpretar o Cabo Elísio para a sua vida de ator se transformar radicalmente. Lisboa inteira decorou e repetiu os versos da cançoneta cantada por aquele ríspido cabo de esquadra: «Não devia fazer… / Mas eu fize-o… / Fisiologicamente falando!».

O sucesso foi retumbante. Não fora, porém, a primeira vez que Joaquim Costa experimentara o teatro de revista. Já o tinha feito, por exemplo, em “Pratos Limpos”, no Teatro da Trindade, numa produção do empresário Sousa Bastos. Mas nunca lhe tinha acontecido tanto sucesso popular. Nem mesmo quando fez, seis anos depois, a revista Eduardo Schwalbach “Pé de Meia”, que foi um grande êxito de bilheteira. 

Nessa época a revista ia ganhando terreno ao chamado teatro declamado, fazendo que o nosso teatro passasse ao lado de todas as manifestações teatrais que a Europa conheceu nesse período, incluindo a ditadura do encenador, que nos primeiros vinte anos do século XX marcou o teatro europeu. E essa preponderância da revista no nosso país entristecia-o. 

Joaquim Costa já tinha feito os grandes textos universais, desde a comédia ao drama, com interpretações notáveis. Segundo a crítica e os seus pares, ele foi soberbo em “Os Velhos” de D. João da Câmara, deslumbrante em “O Fidalgo Aprendiz” de D. Francisco Manuel de Mello, extraordinário em “Franquezas Humanas” de Brieux, inesquecível em “Mercadet” de Balzac, mas tudo isso valeu muito menos de que uma simples rábula aos olhos do público. 

O sucesso da revista foi-se prolongando e ele foi pedindo sucessivas prorrogações da licença no Teatro D. Maria II, mas tanto esticou a corda que acabou por perder o lugar que ocupava na direção daquele teatro. E quando voltou trouxe agarrado o Cabo Elísio, de que nunca mais se conseguiu libertar. Joaquim Costa era um homem divertido, bondoso, sempre pronto a transigir, o que lhe valeu a alcunha, entre os mais íntimos, de… Costa Pão de Ló. O que não o impediu, porém, de ser várias vezes eleito pelos colegas para gerente das sociedades que foram estando na direção do D. Maria. 


Votações que, inclusive, chegou a ganhar por unanimidade, o que denunciou o seu próprio voto. Consta-se que no exercício dessas funções pensou um dia ornamentar o salão de entrada do teatro com uma palmeira! Mas felizmente… transigiu. Sempre pronto a gracejar, conta-se que estando uma vez cheio de dores de cabeça, um colega disse-lhe que quando isso lhe acontecia deitava a cabeça no colo da mulher, ela fazia-lhe uma festa e a dor passava. E logo Joaquim Costa atalhou: – E achas que ela estará agora em casa? Foi uma gargalhada geral! 

Um dos maiores êxitos de Joaquim Costa no Teatro D. Maria II foi com “O Centenário” dos Irmãos Quinteros, peça que o realizador Leitão de Barros decidiu transpor para o cinema, a partir de uma adaptação de Lino Ferreira, que resultou numa divertidíssima comédia de costumes com o título “Mal de Espanha”, um filme ainda hoje considerado muito à frente do seu tempo pelo ritmo, interpretação, fotografia, enquadramentos e montagem. O filme fez tamanho sucesso que Joaquim Costa se obrigou a integrá-lo no programa da sua última digressão ao Brasil, em 1923, juntamente com a representação ao vivo da peça que lhe deu origem e mais três espetáculos, entre os quais um conjunto de rábulas do seu… Cabo Elísio! 

O Cabo Elísio foi, sem dúvida, a criação mais popular deste notável ator que, na vasta galeria de personagens que interpretou, teve outras criações muito mais relevantes que perduraram na memória do público do Teatro D. Maria II, como foi o caso em “O Tio Milhões” de H. Heule”, em “O Tartufo” de Molière, ou em “No Tempo de Luís XV” de Alexandre Dumas. Foram sobretudo estes os momentos mais recordados pelos seus colegas e amigos quando Joaquim Costa nos deixou, em 19 de novembro de 1924, com pouco mais de sessenta e um anos. Mas a verdade é que foi a cançoneta do Cabo Elísio que se ouviu em coro quando o seu corpo desceu à última morada. 


Salvador Santos 

Porto. 2013. Março. 24

terça-feira, 26 de março de 2013

Sintra. Centro Cultural Olga Cadaval. 28 de Março. 18 horas. Grande evento musical

Quarteto de Cordas de Sintra 
Integral dos Quartetos de Cordas 
28 de março 18h00
Auditório Acácio Barreiros 

INTEGRAL DOS QUARTETOS DE CORDAS DE MENDELSSOHN CONCERTO I

Quarteto de Cordas de Sintra
28 de março | 18h00 |
Auditório Acácio Barreiros


Felix Mendelssohn (1809-1847) foi um dos mais prolíficos compositores do século XIX, muitas vezes comparado ao génio de Mozart. Durante a sua curta vida de 38 anos, marcou decisivamente o romantismo europeu com a brilhante música que produziu. Notabilizou-se particularmente na música de câmara, género no qual afirmou desde muito cedo o seu génio como compositor ao escrever, com apenas 16 anos, o Octeto de Cordas op.20.

O Quarteto de Cordas de Sintra, que tem vindo gradualmente a afirmar-se como uma das formações mais dinâmicas e consistentes a nível nacional, interpreta em 2013 a integral dos Quartetos de Mendelssohn, trazendo assim ao público uma oportunidade rara de ouvir o conjunto destas obras vibrantes e, ao mesmo tempo, intimistas.

A integral dos Quartetos de Mendelssohn será apresentada em três concertos distintos a realizar no Centro Cultural Olga Cadaval ao longo deste ano. No presente concerto poderemos escutar os Quartetos em mi bemol, op. 12 e o 1.º Quarteto do op. 44. Em datas a anunciar, o segundo concerto traz-nos os restantes Quartetos do op. 44: os Quartetos N.º 2 e N.º 3. No terceiro e último concerto, o Quarteto de Cordas de Sintra convida outra formação de excelência: o Quarteto São Roque.

Neste concerto são interpretados os Quartetos em lá maior op. 13 e em fá menor op. 80 e ainda o monumental Octeto para cordas op. 20, que encerrará o ciclo.

Ficha Artística e Técnica Quarteto de Cordas de Sintra: 
Violino Nélson Nogueira |
Violino Romeu Madeira |
Viola Teresa Fleming |
Violoncelo Abel Gomes | 

Coprodução Sintra Estúdio de Ópera e Centro Cultural Olga Cadaval |
Apoio Câmara Municipal de Sintra
Classificação etária:  4 anos
Duração aproximada: 70 minutos (com intervalo)
Preço único: 7,50 euros 

segunda-feira, 25 de março de 2013

É de bradar aos céus. Acontece no Chipre como podia ter acontecido entre nós! Pergunta-se se vale a pena manter o Euro desta maneira?


De surpresa em surpresa, até os mais prevenidos ficaram entalados

Não há dúvida que Bruxelas tem o controlo de vida de cidadãos dos países mais pobres.

O regresso de José Sócrates: para uns ele é a causa de todos os males! Para outros nem tanto, se olharmos para a Espanha, para a Itália, para a Irlanda e agora para o Chipre. Ele poderá ter cometido erros, mas este mal também foi a virtude de todos os governos anteriores

O regresso de José Sócrates: para uns ele é a causa de todos os males! 
Para outros nem tanto, se olharmos para a Espanha, para a Itália, para a Irlanda e agora para o Chipre. 
Ele poderá ter cometido erros, mas este mal também foi a virtude de todos os governos anteriores 

Isto é que anda para aqui uma açorda de marisco. 

Nesta altura o regresso de José Sócrates parece-me insólito. Numa altura em que ele prepara o final da sua licenciatura em filosofia e poderia muito bem estar ocupado com a representação do tal laboratório suíço na América do Sul mais valia estar quieto por estas paragens. Mas a decisão é dele!


José Sócrates ainda não apareceu na televisão, mas bastou a notícia de que ia aparecer para separar as águas. Uns arrepelam-se todos porque não querem ver na televisão aquele que, na opinião deles, é o culpado de todas as desgraças que lhes aconteceram desde que se lembram. 

Outros querem o que o homem fale, porque pensam exactamente o contrário e acham que ele vai provar isso. Tanto uns como outros estão errados. Os primeiros, aqueles que apontam a Sócrates a responsabilidade exclusiva da nossa crise, estão errados porque basta ver o que se passa em Espanha, Irlanda, Itália, Grécia ou Chipre, para se concluir que a crise que afecta a Europa pouco ou nada teve a ver com Sócrates. 


Os segundos estão errados porque se há coisa que um político não consegue provar é que não teve culpa dos males que acontecem enquanto governa. São como os treinadores: Só são bons enquanto as equipas ganham. No entanto, nem os que são contra devem ter calafrios, nem os que são a favor devem esperar milagres das intervenções televisivas de Sócrates.


O mais provável será constatarem que o homem nem é o demónio em carne e osso, nem nenhum anjo caído do céu. 


Porém, há um mérito que já ninguém lhe tira: As misturas acabaram.

domingo, 24 de março de 2013

Mas afinal de que é que estavam à espera? Numa Democracia uma moção de Censura é legitima!

Pelos vistos a Coligação e Passos Coelho estão a tremer.....
Tempos difíceis esperam o Governo sem haver um consenso politico...
E Cavaco remete-se ao silencio

sábado, 23 de março de 2013

O regresso televisivo de Sócrates. Isto é que anda para aqui uma açorda de marisco. Pessoalmente considero que o regresso dele nesta altura não deveria acontecer, mas dar-lhe um desterro perpétuo é um exagero e digno de uma Ditadura

O regresso televisivo de Sócrates. 
Isto é que anda para aqui uma açorda de marisco. 
Pessoalmente considero que o regresso dele nesta altura não deveria acontecer, mas dar-lhe um desterro perpétuo é um exagero e digno de uma Ditadura 

Sócrates fez soltar os demónios… 

O chamado “regresso de Sócrates” fez soltar os demónios em pessoas improváveis. Ver insuspeitos democratas assinarem petições para calarem Sócrates é qualquer coisa de inesperado. As reacções de deputados como Telmo Correia e Ribeiro e Castro a pedirem contas ao director de informação da RTP pelo convite a Sócrates é de facto, algo que não se esperava deles.


A única reacção decente vinda da maioria governamental foi a de Marques Guedes, porta-voz do conselho de ministros. E foi patético ver um desconhecido deputado do PSD a bramar que “toda uma geração está indignada”! Nas redes sociais foi um fartar vilanagem.

Para este homem responsável pela possível vinda de Sócrates como comentador da RTP , as fracas audiências da Televisão pública justificam a sua decisão

Lençóis de raiva brotaram de mentes cegas pelo ódio a Sócrates. Parece que voltámos ao tempo do Jornal da Sexta da TVI com a inimiga figadal de Sócrates a comandar as tropas.

Mas o mau tempo ainda perdurará para além de Março para os lados do Governo


sexta-feira, 22 de março de 2013

Fernando Correia disserta sobre o tema “A diferença entre o Ser e o Estar!” A realidade nua e crua exposta pelo nosso amigo pessoal

Fernando Correia disserta sobre o tema “A diferença entre o Ser e o Estar!” 
A realidade nua e crua exposta pelo nosso amigo pessoal 

Mesmo para quem não queira entender vale a pena pensar um pouco na diferença (ancestral e preocupação permanente das pessoas) que existe entre o Ser e o Estar. Mesmo sem recorrer à filosofia e aos pensadores especializados na matéria é fundamental reconhecer que é muito mais importante Ser do que Estar. Ser implica permanência e eternidade. 

Estar significa passagem, desde logo efémera como todas as passagens. É curioso que já William Sakespeare, lá por Strattford- on- Avon, lançava preocupações instantes com o seu “To be or not be”, salientando que essa era a questão, a grande e única questão. Por isso dou por mim, mais uma vez, e neste cantinho de reflexão.a descobrir a diferença entre o que significa a responsabilidade de Ser, para continuar Sendo, e esse Estar que é simplesmente uma efeméride mortal. 


Nada mais dio que isso! Ao ser humano importa afirmar-se como SER, porque para isso foi criado, para isso existe e por esse facto sublime há-de continuar por vidas sem conta, ainda que ao mortal comum só importe verdadeiramente o que vê e o que sabe. Mas, quando se tem acesso a situações de outra profundidade e que, algumas vezes, passam por nós sem as vermos, então sim vale a pena estabelecer diferenças, descobri-las e catalogá-las. 
Há dias por imperativos da minha vida pessoal desloquei-me à Casa de Saúde da Idanha, Instituição verdadeiramente exemplar que existe sob a égide das Irmãs Hospitaleiras. E, se essa minha visita foi marcante por razões afectivas e solidárias, não deixou de significar mais uma descoberta no campo do Ser e do Estar, exactamente por ter visto Seres humanos que já ultrapassaram a forma comum de Estar no Mundo dos Vivos e vagueiam por uma outra dimensão à qual ainda não temos acesso, mas que é o caminho para a eternidade do Ser E acreditem que essa diferença, essa dicotomia entre a existência e a procura do desconhecido, entrou em mim para ficar, dando ao meu Ser mais razões para um dia se poder libertar e cumprir, então, a grandiosa tarefa de ajudar quem mais precisa, com a certeza de que, afinal Vale a Pena 

Estão ali Seres Humanos que precisam de continuar a interagir com a vida, mas que por si só não são capazes.É fundamental perceber que há quem possa ajudá-los a voltar, antes da derradeira partida para a dimensãao espiritual.


Estou feliz. Estou atento. estou agradecido a quem me ajudou a descobrir este caminho tão bonito e tão relevante que é o já referidode entender a diferença entre o Ser e o Estar. Eu quero Ser. Não tenham duvidas. E quero Ser….para, finalmente, um dias, Ser Feliz 


Fernando Correia escreve no Jornal Daqui do Concelho de Mafra

Uma boa noticia! Relatório preliminar do Constitucional chumba cortes de subsídios aos pensionistas e taxa de solidariedade. Esperemos que se concretize e que o Governo depois não comece a inventar


Uma boa noticia! 
Relatório preliminar do Constitucional chumba cortes de subsídios aos pensionistas e taxa de solidariedade. Esperemos que se concretize e que o Governo depois não comece a inventar 


Um relatório preliminar do Tribunal Constitucional considera que os cortes de subsídios aos pensionistas e taxa de solidariedade são inconstitucionais, avança alguma imprensa. Em causa estão mil milhões de euros, que terão de sair dos cofres do Estado, caso se confirme este chumbo.

Há duas medidas do Orçamento de Estado que serão chumbadas pelos juízes do Tribunal Constitucional: a suspensão do pagamento de subsídio de férias aos pensionistas, bem como a contribuição extraordinária para reformas pensões superiores a 1350 euros, segundo adiantam a TVI e o semanário Sol. 

Contribuições 
Em causa estão mil milhões de euros, que o Estado poupa com a suspensão do pagamento de subsídio de férias aos pensionistas e a contribuição extraordinária de solidariedade para reformas pensões acima dos 1350 euros. Os juízes devem chumbar os cortes de rendimento tendo como base uma alegada violação do princípio de igualdade.

Recorde-se que o Presidente da República enviou as medidas para apreciação do Tribunal Constitucional, uma vez que Cavaco Silva teve dúvidas quanto à constitucionalidade das mesmas. De acordo com aqueles órgãos de comunicação, por ordem do Constitucional, o Governo poderá ter de recuar, o que coloca o executivo numa situação provavelmente insustentável, com a necessidade de avançar com um corte de quatro mil milhões de euros, no âmbito da reforma do Estado, e com a perda desta receita estimada no Orçamento.

Segundo o semanário Sol, os juízes do Constitucional explicam a demora na apreciação das normas com o facto de as considerar extremamente complexas. No entanto, garantem, todos os prazos estão a ser cumpridos. O Tribunal Constitucional deverá pronunciar-se sobre 16 pontos do Orçamento de Estado para 2013.

A notícia deste alegado chumbo de medidas do Orçamento surge em dia de debate quinzenal – que acaba de começar –, um dia depois de o PS ter aprovado a apresentação de uma moção de censura ao Governo. Portugal junta uma crise política a uma crise económica.

E surge numa altura em que o Chipre poderá, no limite, agravar a crise do euro, tornando-se no primeiro país a abandonar a moeda única. 

quinta-feira, 21 de março de 2013

Ericeira. Viveram-se seis dias maravilhosos para a prática do Surf nestas praias onde o mar é mais azul. É o Desporto no Bancada Directa

Ericeira. 
Viveram-se seis dias maravilhosos para a prática do Surf nestas praias onde o mar é mais azul. 
É o Desporto no Bancada Directa 

Mais vez mais a Ericeira foi vista pelo mundo fora devido às suas boas condições para a prática de Surf. Durante quase seis dias consecutivos, a ondulações vindas de noroeste acompanhadas de um vento de leste atingiram a nossa costa proporcionando dias de surf que irão ficar na nossa memória e de todos aqueles que por cá passaram e surfaram. 

Visitaram-nos os melhores surfistas nascionais, fotógrafos e cujriosos que encheram as nossas praias. Toda a comunicação social que se dedica à divulgação do surf esteve presente e dedicaram muitas noticias a este facto das ondas maravilhosas que são apanágio da costa ericeirense na maior parte do ano. 


A SurfTotal.com com o canal web de noticias de surf mais visitado em Portugal, realizou uma rubrica especial quase diária documentando e recolhendo o testemunho de surfistas experimentados e de categoria, dando assim uma grande visibilidade à vila da Ericeira. 

Um dos vídeos resultou destas sessões de surf correu mundo e teve a apreciação e atenção dos maiores canais web do planeta. Filmado e produzido por um surfista que também se dedica à realização de filmes, Luís Bento, viu o seu trabalho apreciado com gosto e visto por mais de 33 mil vezes. Podem visualizar esse mesmo vídeo no link da internet http:/vimeo.com/57312277. 

A Praia da Empa, a Ribeira d”Ilhas e a Baía dos Coxos foram as praia mais procuradas pelos surfistas. Portugal está cada vez mais bem cotado no seio dos destinos turisticos de surf. Peniche, Nazaré e a nossa Ericeira foram no passado mês de Janeiro a prova de que o surf pode fazer a diferença numa crise que se ameaça prolongar


Agradecimento ao Professor Rui Oliveira

O Professor escreve no Jornal "Região do Lobo" do Concelho de Mafra

Fernando Seara começou a ver o chão a fugir-lhe debaixo dos pés! Mas afinal de que é que ele estava à espera?

Fernando Seara começou a ver o chão a fugir-lhe debaixo dos pés! 
Mas afinal de que é que ele estava à espera? 
Limitação de mandatos nas autarquias 
Começou o “circo”?!...

Esta lei de limitação de mandatos nas autarquias nunca deveria ter visto a luz do dia! Mas como ela existe e tem força de Lei há que cumpri-la na integra e não recorrer-se a subterfúgios para os oportunistas e com sede de poder se aproveitarem de pormenores que mais não são do que pretextos sórdidos para proteger interesses afins.

Claro que esta é apenas uma opinião... embora saiba que não estou sozinho. O que deveria existir, sim, era a vontade política de fazer um rigoroso “controlo da qualidade” dos mandatos dos autarcas, em termos de promessas cumpridas, ou cumpríveis dentro da legalidade, em termos de honestidade e trabalho feito. 
O que deveria existir, sim, era a possibilidade e vontade de promover uma muito maior participação democrática das populações nos destinos das suas autarquias, criando, ao mesmo tempo, meios expeditos de apear todos aqueles que, tendo concorrido e ganho as eleições com um programa político, se desviassem desse programa por razões não justificáveis. 

Nesses casos, os “independentes” deveriam poder ver os seus mandatos retirados pelo voto popular dos cidadãos e movimentos que os elegeram e sim, sem dúvida alguma, os partidos políticos que retirassem a confiança política a um seu presidente de câmara, por considerarem terem sido traídos os princípios do partido, assim como o programa eleitoral sufragado,deveriam ter a possibilidade “reaver” o lugar, entregando-o a outro membro da vereação, ou, no limite, recorrendo a novas eleições. 


Não, não acho que os lugares de pessoas eleitas em listas de partidos políticos, passadas as eleições, devam passar a “pertencer” a essas pessoas e não ao partido que deu a cara pelo programa e arrostou com todas as tarefas que levaram até à eleição, como hoje acontece. Nem em autarquias, nem no Parlamento. Não, não acho que um partido – qualquer partido – deva estar condenado a arrostar com a vergonha pública de ter que responder politicamente por aquilo em que, por vezes, se tornam aqueles que um dia apoiou. 

Seja a pura traição política, seja o oportunismo, populismo e clientelismo, seja a encapotada corrupção, seja o que for. 
Assim, assistimos ao espectáculo desmoralizador de ver um deputado ou presidente de Câmara que, perdendo o apoio, quando não mesmo sendo expulso do seu partido, mesmo assim fica agarrado ao lugar como sua propriedade particular. Assim, vamos continuar a assistir a cenas como esta, em que a democracia e os direitos políticos de um cidadão ficam reféns de um “da” ou de um “de”... ou da disposição momentânea de um qualquer juiz e da sua pessoal interpretação de uma lei que, já que existe (e, repito, não deveria existir!)... deveria, pelo menos, ser clara. 

Uma lei que trata com pretensa igualdade aquilo que não é igual. Um político que serve, não pode ser tratado como o outro que se serve! Com este caso de Seara (cidadão que só conheço de vista), temo que tenha sido dado o tiro de partida para a fase “ circense” das autárquicas 2013! Sei que esta minha espécie de “proposta de revisão da lei eleitoral” vai ao arrepio de um famoso manifesto que anda para aí e que defende, grosso modo e em vários pontos, o contrário(*) do que eu aqui, por alto, defendi quanto ao papel e importância dos partidos na vida política do país... mas paciência! * 


Confesso que antevejo um tempo assaz estranho, a avançar todo aquele projecto defendido pelo tal manifesto. Um tempo em que, apesar da propaganda a favor das liberdades individuais e da democratização, os caciques serão como cogumelos, os “tinos de rans” multiplicar-se-ão por cem, os candidatos “tiririca” aparecerão a cada esquina... e debaixo de cada pedra nascerá um “manuel coelho” pronto a ocupar o lugar que deveria ser ocupado por um verdadeiro deputado


 Agradecimento ao amigo Samuel

Grândola Vila Morena. Para que as novas gerações nunca esqueçam o que sofreram aqueles que gritavam e cantavam pela LIBERDADE

Pide.
Os documentos mais arrepiantes de uma Ditadura sórdida
A ordem de prisão contra Zeca Afonso
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quarta-feira, 20 de março de 2013

Esta Lisboa que eu amo. Mas com cidadãos eleitos pelo povo e que desrespeitam esse povo a gente dispensa


Situação observada recentemente na Freguesia dos Prazeres- Lisboa
Agradecimento ao "Passeio Livre"

O Teatro no Bancada Directa. Salvador Santos apresenta a sua rubrrica “No Palco da Saudade” e hoje recorda o grande Actor Vale

O Teatro no Bancada Directa. 
Salvador Santos apresenta a sua rubrica “No Palco da Saudade” e hoje recorda o grande Actor Vale 

 “No Palco da Saudade” 

Texto inédito e integral de Salvador Santos 


ACTOR VALE 

 Nasceu num castiço bairro alfacinha, filho de gente extremamente humilde. Herdou de sua mãe o gosto pelo teatro, que começou a manifestar ainda criança num teatrinho improvisado em casa de um vizinho. «A criança tem jeito!» – diziam alguns dos que o viam e ouviam. «O garoto vai longe!» – acrescentavam muitos outros. Tinham razão os primeiros e não se engaram os segundos. 


A expressão do talento do miúdo da Mouraria nos palcos profissionais teve início no Teatro da Rua dos Condes, tinha ele dezasseis anos, numa pequena participação na comédia “Casamento em Miniatura”, embora sem grande consequência. E inscreveu-se de seguida como sócio de uma coletividade de cultura e recreio chamada Regosijo Thaliense, por onde passaram muitos jovens que, como ele, enveredaram mais tarde pela profissão de actor. 


A estreia de Vale (José António Vale) já como profissional aconteceu aos dezoito anos, no Teatro Ginásio, na peça de Aristides Abrantes “Nem Todo o Mato é Orégãos”. Na plateia, o actor Taborda ficou impressionado com a desenvoltura do jovem estreante e decidiu apoiá-lo. Apresentou-o ao ensaiador Romão Martins, um homem talentosíssimo, mestre de imensos atores, que resolveu dar-lhe uma oportunidade. 

Começou por entregar a Vale papéis de criados e mordomos, a que este dava um toque pessoal imprevisto, absolutamente original, e que registaram o agrado do público. Entusiasmado, o ensaiador Romão escreveu algumas peças especialmente para Vale, de que é exemplo o fenômeno popular “Gato e Homem”, e rapidamente começaram a ouvir-se as grandes ovações que iriam acompanhar toda a carreira do ator. 

Vale herdou de Taborda a naturalidade e a sobriedade de processos na criação das personagens, mas conservou-se tão genuinamente original, tão eminentemente característico, que se constituiu desde logo num ator amado pela Lisboa mundana do seu tempo. Os jornais da época disseram que toda a gente ia vê-lo «sem inquirir se Vale tinha arte ou se Vale estudava os papéis». Toda a gente ia rir-se com o Vale porque, olhando o Vale, «só um morto podia ficar sério!». 

Vale tinha uma cara «feia», uns olhos expressivos, falantes, e isso bastava-lhe. Ainda antes de falar já ele tinha conquistado o público. Na verdade, o seu triunfo em todos os papéis começava antes da primeira fala. No Teatro Ginásio, o ator Vale não teve apenas os seus maiores êxitos populares. Teve também ali o grande amor da sua vida: uma rapariguinha de quinze anos, travessa e linda, que cedo se transformaria numa grande atriz: Lucinda Simões. 

Contrariado pelo pai Simões e tão-pouco correspondido pela jovem, Vale, de coração despedaçado, resolveu fugir àquela paixão devastadora e partiu para o Brasil. Aí fez uma carreira notável, quer como ator, quer como ensaiador ou empresário, repondo muitas das peças do seu repertório mais cómico e estreando novas produções. Tal como havia feito em Portugal, o grande ator cómico Vale fez «escancarar de riso as bocas do público brasileiro durante uma década» – disse um jornal carioca. Porém, alguns revezes empresariais fazem-no regressar a Portugal, e de novo ao Teatro Ginásio. 

O bairro da Mouraria do Actor Vale e do nosso amigo Salvador Santos


O empresário Sousa Bastos confia-lhe o compère de uma das suas revistas, a que deu o nome do ator, e Vale regressa em grande forma aos palcos portugueses. Para além de constituir um dos mais importantes espetáculos da carreira do ator, “O Vale em Lisboa” ocupa um lugar à parte na história da revista à portuguesa por ter sido a primeira em que colaborou um dos nossos mais importantes desenhadores, Rafael Bordalo Pinheiro (que viria, mais tarde, a prestar o seu valioso contributo às revistas de Schwalbach).  
No Teatro Ginásio, Vale viveria depois um período de ouro da comédia portuguesa, interpretando as mais hilariantes peças de Gervásio Lobato, desde a incontornável “O Comissário de Polícia” até à deliciosa “A Senhora Ministra”. Por fim, o ator Vale abandona o Teatro Ginásio, por desinteligências com a empresa adjudicatária, e inicia uma colaboração frutuosa com o Teatro da Rua dos Condes, de que resultam as revistas de Eduardo Schwalbach “No Reino da Bolha”, “Formigas e Formigueiros”, “Agulhas e Alfinetes” e “O Barril do Lixo”, que constituíram um ciclo que se chamou «revistas de costumes e acontecimentos», um estudo analítico da sociedade, uma observação filosófica de caracteres  uma crítica mordaz mas conceituosa das coisas e das pessoas.

Mas não foi esta a primeira vez que Vale colaborou com Schwalbach. Já antes tinha feito o compère da revista “Nicles!”, ao lado de Ângela Pinto, e criado dois soberbos bonecos em “Retalhos de Lisboa”. Já para o fim dos seus dias, o ator investiu de novo numa carreira de empresário, no Teatro da Rua dos Condes, mas não foi muito feliz.

Massacrado também pelos constantes azares ao jogo – vício que trouxera do Brasil –, onde vai queimando cigarros atrás de cigarros que lhe arruínam a garganta, Vale vive momentos complicados. Doente e na penúria, aquele que foi um dos mais populares nomes do teatro português de finais do século XIX e inícios do século XX, deixou-nos para sempre aos sessenta e sete anos.

O povo saiu à rua para chorar a sua morte e as guitarras calaram-se na Mouraria.


Salvador Santos

Porto. 2013. Março. 20

terça-feira, 19 de março de 2013

População sintrense. Vamos lá a tirar os fraques dos roupeiros e participar na Noite das Camélias. Local = Sociedade União Sintrense


Como vai Portugal neste mês de Março de 2013? Não haja qualquer duvida que aqueles que tenham possibilidades devem emigrar e já! É o melhor para êles, pois livram-se desta misséria!

Como vai Portugal neste mês de Março de 2013? 
Não haja qualquer duvida que aqueles que tenham possibilidades devem emigrar e já! 
É o melhor para eles, pois livram-se desta miséria! 

Emigrar é mesmo a melhor solução 

Se fosse um país a sério, quer fosse por iniciativa do Presidente da Republica ou mesmo por decisão conveniente do chefe do executivo, o ministro Vitor Gaspar já tinha calçado uns patins e iria espalhar a sua incompetência por outras terras , mas muito longe da nossa.

Por outro lado as mesmas entidades também já tinham armado com um bom par de patins em linha o licenciado (?) Miguel Relvas, que nos dias que passam não tem qualquer credibilidade entre os portugueses, quiçá entre os próprios membros e pares do seu governo. Coitado só provoca o riso quando aparece nalguma cerimónia pública.

De Passos Coelho nem vale a pena falar. Só a sua arrogância e sede de poder o levam a continuar em funções com manifesto prejuízo que resultam das suas politicas para os portugueses. A sua promessa de cortar despesa foi uma miragem – vidé a manutenção das gorduras dos ministérios e afins que os dirigentes se recusam a cortar

Num país a sério Cavaco Silva em vez de se lamentar das suas exíguas (?) reformas e der se remeter a um silencio comprometedor, promoveria uma magistratura actuante e dinâmica, tal como prometeu aos portugueses na noite da sua reeleição. Com outra personalidade a ocupar o seu cargo Passos Coelho e os seus ministros já andariam por bem longe e remoer tudo aquilo que de mau têm feito ao seu povo. 

 Num país onde nada disto existe, teremos "décadas de austeridade", de exploração, de miséria, de transferência de rendimento dos mais pobres para os mais ricos. Estamos todos de parabéns 


Por isso dizemos a todos aqueles que tenham essas possibilidades. Emigrem por favor e voltem logo mal vejam que esta terra renasceu novamente de um clima de um pessimismo atroz.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Como vai Portugal ?. O ex ministro Daniel Bessa diz que Portugal está na bancarrota e todos andam a esconder este facto.

O ex-ministro da Economia Daniel Bessa defendeu neste domingo uma solução governativa que inclua o Partido Socialista, afirmando que esse pode ser um “contributo” para evitar a bancarrota de Portugal. “O que estou a propor [envolvimento do PS no Governo] parece-me ser um contributo para evitar esse momento de anúncio de bancarrota. 

Porque há uma coisa que os portugueses têm de saber. É que, se esse momento chegar, será muito pior do que aquilo que vivemos hoje. Quem vende o incumprimento da dívida como uma salvação está também a vender uma ilusão. Ninguém julgue que Portugal sai incólume e sem uma penalização muito maior do que temos hoje se tiver de chegar ao incumprimento assumido”, disse Daniel Bessa no programa Conversas Cruzadas, da Rádio Renascença. 

“Estamos todos no país a tentar evitar o momento final do anúncio ao mundo da bancarrota e do incumprimento. Não estou a dizer que estamos em cima desse momento, mas, infelizmente, estamos hoje mais perto do que estávamos há dois meses, estamos mais perto do que estávamos há dois anos. E, portanto, é isso que estamos a tentar evitar”, acrescentou o ex-ministro da Economia num Governo socialista. 

 Daniel Bessa vê o Verão como o limite para o prazo de validade do actual Governo. “A meio do ano já será muito difícil lidar com uma execução orçamental muito negativa. O que assistimos é que, mais cedo do que eu próprio admitia, há aqui a confissão de uma dificuldade”, disse o presidente do Cotec, uma associação empresarial para a inovação. “Portanto, não acho que este Governo vá cair na rua. Vai cair pelo reconhecimento interno, a que não poderá deixar de chegar, da necessidade de ajuda e de que essa ajuda exige outra solução governativa.” 


Daniel Bessa defende que a formação de um novo Governo “não é nenhum passe de mágica, não vai resolver nenhum problema só por si”: “Mas acho que melhora um pouco as condições do exercício da actividade governativa.” 


Opinião diferente tem Miguel Cadilhe, ex-ministro das Finanças social-democrata. “Um Governo de coligação poderia ter sido tentado antes, agora não me parece viável”, disse no mesmo programa da Renascença, admitindo que Portugal está na “corda-bamba”. “Compreendo a ideia do Daniel Bessa, mas não estou a ver que o Partido Socialista queira, tenha vontade e, do ponto de vista estritamente partidário, tenha vantagem em entrar num Governo de coligação. Numa perspectiva partidária. A perspectiva nacional é outra”, argumentou Cadilhe.

domingo, 17 de março de 2013

Fragmentos e Opiniões. O nosso cronista “Olho Vivo e Pé Ligeiro” desanca que se farta nos politicos que não cumprem a sua missão para que foram eleitos.


Fragmentos e Opiniões. 
O nosso cronista “Olho Vivo e Pé Ligeiro” desanca que se farta nos políticos que não cumprem a sua missão para que foram eleitos. 

OS POLÍTICOS TRAFULHAS



Agora está na moda a trafulhice, a aldrabice e a sacanagem. Os políticos perderam a face e a vergonha prometendo umas coisas antes de obterem o voto (ingénuo ou estúpido) dos seus votantes e depois de obterem o poleiro fazerem exactamente o inverso. Para que o pessoal não venha a ser enganado novamente é preciso não consentir que as promessas não cumpridas não passem em branco.

Deveriam ser analisadas por tribunal e a confirmar-se o dolo o “artista aldrabão” seria condenado a perder o lugar e ainda a capacidade de se candidatar a lugares políticos durante algum tempo. A política não se deve dar bem com a aldrabice, senão nada feito. É claro que num País normal acima dos candidatos a governo existe o Presidente da República que é o último árbitro do jogo.


Mas há Presidentes e presidentes e alguns assobiam para o lado ou fogem às responsabilidades. Mas cada País tem os Presidentes em quem votou e não se pode nem deve queixar das asneiras, depois de feitas. Isto mesmo atendendo à curta margem de gente que vota tendo-se dado até casos em que o número de votos na figura eleita ser inferior ao total dos votantes – o que vendo a questão de outro ângulo diria que a maioria não teria votado nele!

A isto se chama democracia representativa. Este tipo de democracia está a ficar muito mal visto. E se o Churchill cá viesse abaixo, não voltaria a dizer o que disse da democracia, atendendo aos factos. Vejamos, como exemplo o caso português: os partidos políticos entregaram parte da soberania – sem pedir autorização aos nativos – a uns sujeitos que emprestam dinheiro a altos juros e não satisfeitos com isso obrigaram o País a ficar de joelhos e a vender os bens nacionais aos estrangeiros oportunistas. Se isto não configura uma autêntica chantagem não sei o que será uma chantagem.

Estes nossos governantes hão de vender o que resta do país e nós ficamos estrangeiros na própria pátria. Dentro do género de porcaria os nosso políticos são do melhor que se arranja… Mas, não fiquem a pensar que é possível um novo 25 de Abril. O Otelo e o resto do pessoal está na reforma e a tropa não está com nenhuma guerra às costas. Com esta governação Europeia não só Portugal vai ficar uma colónia da Sra. Merkel como a própria Europa vai a seguir para o buraco.


Os políticos europeus sofrem de miopia, não vêem além do seu umbigo. Parece-me que os desempregados, que nem subsídio de desemprego já tem, não tendo nada a perder, são capazes de pôr tudo de pantanas. Admiram-se?


Envio um abraço para os meus caros leitores

Olho Vivo e Pé Ligeiro
Lisboa. 2013. Março. 17

Obrigado Pela Sua Visita !