BANCADA DIRECTA: Fevereiro 2013

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

António Raposo é um nosso cronista que nas suas análises não encolhe as palavras. Ele diz de sua justiça e as verdades saem naturalmente. E hoje fala de “PARTIDOS E DEMOCRACIA”! São os nossos “Fragmentos e Opiniões”

António Raposo é um nosso cronista que nas suas análises não encolhe as palavras. 
Ele diz de sua justiça e as verdades saem naturalmente. 
E hoje fala de “PARTIDOS E DEMOCRACIA”! 
São os nossos “Fragmentos e Opiniões” 

 OS PARTIDOS E A DEMOCRACIA 

 
Dizem os que sabem que o antigo 1º ministro W. Churchill afirmou que o sistema partidário era o menos mau dos sistemas políticos. Já naquele tempo – há mais de meio século – o sistema de partidos revelava as suas debilidades. É claro não nos devemos esquecer que Churchill fazia parte dele e era assim juiz em causa própria. 

Quando se discute entre amigos qual seria o melhor sistema para a organização da sociedade, é fácil encontrar opiniões em que ressalta a ideia que a democracia melhor será aquela que o comum das pessoas possa colocar e retirar de representante do poder os seus eleitos com efeito imediato, se achar que ele já não o representa. 


No nosso País o sistema de partidos tem a sua história e teve muitos tropeções, isto antes desse grande “democrata” ter aparecido do país profundo, mais propriamente de Santa Comba Dão. Mas esse vendaval já passou há 40 anos, felizmente. Após o 25 de Abril foi decidido que Portugal seguiria a corrente Europeia vigente em maioria. 

Durante vários anos não havia muitas queixas. Com o tempo verificamos que muito político espertalhão conseguiu manter-se na crista da onda e fazer uma carreira em que acabava, após passar pelo governo, em presidentes de câmara. Outros fizeram carreira em organismos estadais e outros ainda voltaram aos “tachos” que tinham antes de passarem pelo governo. 

É o caso do banco BES que deu asilo e ainda continua dando a bandos de políticos que saltam do banco para o governo e do governo para o banco – isto na falta de melhor petisco. Calha a propósito recordar que o BES além de dono de mil e uma coisas até já é dono do Sporting! Ao que isto chegou… 


Estou a lembrar-me de Durão Barroso esse ilustre filho da pátria que começou no MRPP (grande escola política) e passando pelo BES seguiu subir a 1º ministro e logo a seguir – oportunisticamente – deu um pulinho até à Comissão Europeia com um pequeno empurrão do famigerado Bush de má memória. Mas é assim que se sobe na vida – a pulso (fechado?)! 


Agora está na moda o que ainda não havia logo após o 25 de Abril. Os meninos das juventudes partidárias. É outra escola. E assim apareceram os actuais políticos de “plástico” que só actuam em função da sua carreira e vendem a verdade que lhes interessa vender no momento. São autênticos fantoches que não conseguem vender um carrinho de linhas aos eleitores esclarecidos. Depois, os políticos conseguiram fazer o que acabou com a sua autenticidade. 
Fecharam-se nos partidos e como se fosse uma associação secreta, dominaram todos os aparelhos. E é o que temos hoje. Partidos anquilosados, velhos que (os do arco do poder) só lá estão à espera que a criança (o poder) lhes caia nas mãos. 

O povo vota, vota, vota e nada sucede só mudam as moscas. Desconfio que a manifestação do dia 2 de Março está a querer dizer que nem só de partidos anquilosados se faz a democracia. Antes pelo contrário


Um abraço para os meus caros leitores

António Raposo
Lisboa. 2013. Fevereiro. 27

O Teatro no Bancada Directa. “No Palco da Saudade” é uma rubrica escrita por Salvador Santos e hoje recorda-se aquele que foi uma grande figura do Teatro português: o Actor Tasso

O Teatro no Bancada Directa. 
“No Palco da Saudade” é uma rubrica escrita por Salvador Santos e hoje recorda-se aquele que foi uma grande figura do Teatro português: o Actor Tasso 

 “No Palco da Saudade” 

Texto de Salvador Santos 

ACTOR TASSO 
Ele está para o teatro português, como Talma está para o francês ou Zaconi para o italiano: uma verdadeira glória! Com um nascimento obscuro e muito pouca ilustração, valeu-lhe o génio para atingir as alturas gloriosas a que chegou. Sem nunca ter enveredado pelo teatro cómico, de gosto mais fácil e popular, sobrou-lhe a sua figura de galã para incendiar paixões, tornando-o famoso.
Pupilas do Senhor Reitor

Homem de elevada estatura, bonito e elegante, de voz modelada, porte nobre e olhar afável, a sua presença despertava as maiores simpatias em todos os que o viam e ouviam. Diz-se que quando se pronunciava o seu nome o coração das mulheres estremecia. Ele foi um herói enquanto viveu, provocando suspiros e desmaios nas plateias, e a sua morte prematura gerou o mito! Tasso estreou-se aos dezanove anos no Teatro da Rua dos Condes, em Lisboa, num pequeno papel no drama “Jaqueline da Baviera”, e por lá andou durante largos meses representando personagens secundárias.


Até que um dia foi chamado a substituir um colega que morrera subitamente. Nunca se vira nada assim. Quando Tasso se animava, quando falava, quando representava, o seu rosto parecia um espelho onde se reflectiam todas as sensações que o dominavam. Tasso chorava de verdadeira comoção, ria de verdadeiro prazer, arrancando lágrimas e risos incontroláveis na plateia. São desse tempo as suas célebres criações em “Alfageme de Santarém” de Almeida Garrett e “Tributo das Cem Donzelas” de Mendes Leal, peças que acabaram por determinar o convite para integrar o elenco que inaugurou o Teatro D. Maria II, em 1846. 

No palco do Rossio, as grandes criações deste notável actor sucediam-se espetáculo após espetáculo, arrebatando os mais genuínos aplausos de um público absolutamente rendido ao seu génio. Eduardo Brazão, nas suas memórias, confessa que ao contracenar com Tasso «ficava suspenso a admirá-lo». 

Um dia, num ensaio em que Brazão não estava a dar energia suficiente à sua interpretação, Tasso levantou-se furioso do seu lugar e gritou-lhe: «Isso não é representar. Não tens sangue nas veias… Capilé, capilé é o que tu tens». Ainda hoje se usa essa expressão no teatro! Como se usa igualmente ainda hoje os actores (os mais respeitadores do público e da sua profissão) não jantarem antes dos espectáculos, hábito que Tasso respeitava religiosamente. 


Tasso era um príncipe! Esbelto de cara, perna direita, grandes ares, ele era tão querido, tão amado, pelos seus camaradas de ofício e pelo público feminino (e não só!), que virou moda. Se antes de si se falava da «casaca à Pascaró», depois passou a dizer-se de alguém que se vestisse bem e com elegância que se «vestia como Tasso». Ele vivia de casaca. Almoçava de casaca, passeava de casaca, estudava de casaca, namorava de casaca... 

Dizia-se a brincar, e com o respeito devido aos heróis, que Tasso dormia até de casaca! Ele habituara-se docemente à elegância e a deixar-se amar por todos quase sem limites. Amavam-no destemperadamente! Na rua era assediado por quem por ele se cruzava. Cumprimentavam-no com fervor e com paixão. Chegou a ser horrível, mas gloriosa, aquela «agradável maçada» de sorrir a todos os que por ele passavam. Tasso era uma excelente pessoa e um colega leal. A sua conversação cedo se tornava íntima, fazendo de todos um amigo. 

O que não o impedia de ser reivindicativo, tendo chegado a fazer greve durante uma semana, com os actores Teodorico e João Anastácio Rosa, no teatro do Rossio, ao não lhes atenderem um pedido de aumento de ordenado. Ganharam. E por lá continuou, brilhando em peças memoráveis, como “A Dama das Camélias” de Alexandre Dumas Filho ou “Mocidade de D. João V” de Ernesto Biester, que reforçaram o papel do teatro enquanto centro da vida citadina, que tinha o D. Maria II como palco principal e Tasso como protagonista quase absoluto. 


Poucos anos depois, Tasso abandonou aquele teatro para acompanhar o empresário Francisco Palha no Teatro da Trindade, onde protagonizou alguns dos melhores espectáculos teatrais portugueses dos anos 1860, como “A Mãe dos Pobres” de Ernesto Biester ou “As Pupilas do Senhor Reitor” a partir do romance homónimo de Júlio Dinis. 

Tasso ainda voltou uma única vez ao Teatro D. Maria II para fazer “A Morgadinha de Valflor” de Manuel Pinheiro Chagas, jurando nunca mais lá regressar. O elenco residente sofrera grandes alterações e uma boa parte dos seus colegas de outrora haviam sido desconsiderados pela nova gerência, o que muito o desgostara. Nessa altura Tasso já andava muito triste, enfastiado de quase tudo e notoriamente fatigado. 

Alguns meses depois um médico amigo diagnosticou-lhe uma angina pectorius, que começou com uma simples dor no peito e acabou por virar-lhe a vida toda do avesso. As dores foram aumentando de intensidade e de frequência, levando-o muitas vezes às lágrimas em cena. Apesar dos cuidados que lhe foram dispensados por alguns dos mais reconhecidos clínicos, Tasso não resistiu muito tempo à doença. Quando faleceu, a 27 de maio de 1870, ensaiava “Otelo” de William Shakespeare. Os teatros de Lisboa fecharam as portas e o luto atingiu o país inteiro. 


Salvador Santos

Porto. 2013. Fevereiro. 27

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Chegou a Portugal a delegação da Troika. 7ª avaliação regular. Na verdade os ricos da Europa vêm constatar a miséria que grassa neste sofrido país! Mas não vêm para nos facilitar a vida

De um lado estão os agiotas credenciados, abutres da miséria humana

Do outro lado estão os pobres e os famintos
E sem qualquer esperança que esta austeridade termine e haja uma vida melhor!....

Paulo Portas. Estamos de acordo com esta preocupação do actual Ministro dos Negócios Estrangeiros

Mas Ò gentes da minha terra!....

Que é feito do Paulinho da Feiras, onde só era beijinhos e abraços ao pessoal das tendas e a todos prometia que era necessário cortar os impostos e aumentar os subsídios de complemento de velhice?

Que é feito do Paulinho que visitava os velhinhos nos Centros de Dia e outras Instituições de caridade e a todos eles prometia que iria lutar contra o Governo da altura para que lhe fossem dadas melhores condições de sobrevivência durante a sua velhice?

Será que o Paulino atraiçoou as expectativas e os ideais daqueles que embebidos nesta conversa votaram nele?

Ele que era tão entusiasta em propor medidas musculadas para acabar com a insegurança das populações por gente marginal? E agora é o que se vê com assaltos e agressões violentas aos idosos e da boca dele não se ouve um som sequer contra esta avalanche de crimes

Enfim! Deixem-me sonhar Com a "Grândola Vila Morena"

Helena, Helena! Que triste tu deves estar!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Menezes. Candidato à Presidência da Câmara do Porto. Mesmo torpedeando a Lei da Limitação de Mandatos. Ele é hábil em dialéctica! Vejamos

Menezes, o manipulador das palavras 

O “Movimento Cidadãos por Gaia” entregou uma petição pública na câmara, pedindo a redução da factura da água para valores semelhantes aos praticados no Porto. Na esteira da liderança laranja, hábil a deturpar a realidade manipulando as palavras, Meneses veio defender que a água em Gaia é mais barata do que no Porto.

Na verdade, assim é: no Porto 10m3 custam ao consumidor 11,29€, enquanto o consumidor gaiense paga 11,10€. Só que o cerne da questão não é esse! O que o “MCpGaia” pede é a redução da factura, não a redução do preço da água… 


Fazendo-se desentendido, LFM ignorou na resposta que são as taxas de RSU ( resíduos sólidos urbanos) e de saneamento a provocar um agravamento da factura da água dos gaienses em relação aos portuenses. Com efeito, enquanto no Porto a RSU incide apenas sobre 40% do tarifário, em Gaia esse valor é cobrado a 100%. 

Já no que concerne à taxa de saneamento, LFM justifica que seja mais gravosa do que no Porto, devido à necessidade de “pagar os avultados investimentos feitos nos últimos 15 anos”. Já aqui elogiei o enorme desenvolvimento de Gaia durante a presidência de LFM e, quem conhece a cidade, não pode ignorar essa verdade. É natural que sejam os gaienses a pagar esses investimentos da autarquia, pois são eles que estão a beneficiar deles. 

No entanto, o mesmo não se aplica para a taxa sobre os RSU… Se chamo à colação este episódio, é para alertar uma vez mais os portuenses para o embuste que poderá ser a criação da cidade Porto/Gaia, se LFM for eleito. Será dos seus bolsos que sairá o dinheiro necessário para pagar a astronómica dívida contraída por Meneses em...Gaia! 


À guisa de conclusão, parece-me que a forma habilidosa como o edil gaiense contornou esta questão lhe garante, caso não seja eleito presidente da câmara do Porto, um lugar no elenco governativo pós autárquicas. 


Ele é feito da mesma massa dos actuais dirigentes do PSD : uma boa dose de aldrabice, percentagem q.b. de malabarismo dialéctico e uma mão cheia de má fé. Depois leva-se ao forno, cobre-se com falta de vergonha na cara e sai um soufflé de laranjas podres.


Agradecimento ao Dr Carlos Barbosa de Oliveira (Crónicas do Rochedo)

Pep Guardiola e Piqué. No melhor pano cai a nódoa! Quem havia de dizer que Pepito, um ídolo dos espanhóis catalães, também era um espião.?


Ver os pormenores da noticia clicando aqui

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Se Grandola Vila Morena é a voz dos indignados de Portugal, ouvir-se cantar o Fado também é voz deste triste povo

Os oportunistas tentam sempre atropelar a Lei. Agora é a Lei da limitação dos Mandatos. Juristas defendem novo diploma para clarificar erro na lei dos mandatos


Os oportunistas tentam sempre atropelar a Lei. 
Agora é a Lei da limitação dos Mandatos. 

Juristas defendem novo diploma para clarificar erro na lei dos mandatos Jorge Miranda diz que Seara e Menezes não podem ser candidatos. 
Outros constitucionalistas têm interpretações diferentes. 

Mas o melhor é que o Parlamento esclareça tudo com uma nova lei. 


O significado da troca de uma preposição na Lei de Limitação dos Mandatos divide juristas. Mas muitos estão de acordo num ponto: o melhor é que a Assembleia da República faça um novo diploma, a clarificar a confusão jurídica que está a baralhar as próximas autárquicas. Para o constitucionalista Jorge Miranda, não existem dúvidas: o texto publicado da Lei de Limitação de Mandatos de 2005 é o que conta para efeitos jurídicos e esse refere “presidentes de câmara” e não “da câmara”. 
Como tal, impede Fernando Seara e Luís Filipe Menezes de se candidatarem a um quarto mandato em qualquer autarquia do país. São ambos candidatos do PSD – em Lisboa e Porto, respectivamente – nas eleições autárquicas deste ano, depois de doze anos à frente (três mandatos) das câmaras de Sintra e Gaia. Já o constitucionalista Tiago Duarte diz que independentemente de ser "da" ou "de", a lei pode ser interpretada das duas formas mas sempre à luz do princípio da renovação da classe política consagrado na Constituição.

A Presidência da República informou recentemente a Assembleia da República de que o texto publicado em 2005 não correspondia ao que fora aprovado pelos deputados. A versão original dizia que o “presidente da câmara” ou o “presidente da junta de freguesia” não podiam exercer tais cargos além de três mandatos. Na lei publicada, fala-se em presidente “de câmara” e “de junta”. 


A Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM) assumiu a responsabilidade das alterações linguísticas na lei, justificando o acto com as regras de revisão aceites na publicação de diplomas no Diário da República. Numa nota enviada à Lusa, a INCM refere que, não tendo a lei sido rectificada pela Assembleia da República (AR) “deve ter havido concordância” do gabinete do seu então presidente, Jaime Gama, relativamente à forma como foi finalmente publicada.


O INCM justifica a alteração em Diário da República porque, explica, “não estando identificada a câmara ou a junta, deve utilizar-se a menção genérica do titular do cargo, ou seja, 'o presidente de cou 'o presidente de junta'". “Este problema é um problema jurídico de interpretação, mas também é um problema político”, disse Jorge Miranda ao PÚBLICO. “Tendo ficado [no texto] ‘presidentes de câmara’ não podem candidatar-se a uma câmara diferente.” Seja como for, acrescenta, “nada impede que a Assembleia faça uma lei alterando esta”, clarificando que não há impedimentos a candidaturas a uma outra câmara. “Melhor seria que a Assembleia da República fizesse uma lei a esse respeito", conclui Jorge Miranda.
Duas interpretações possíveis Também o constitucionalista Tiago Duarte considera que o problema político existe e só se resolve com uma alteração à lei, “clarificando num sentido ou noutro" aquilo que os deputados quiseram quando aprovaram a lei em 2005. Mas ao contrário de Miranda, considera que ter “de” ou “da”, para efeitos de interpretação da lei, é indiferente. O importante, diz, é que “a lei continua a ter que ser interpretada em conformidade com a Constituição, ou seja, à luz do princípio da renovação da classe política”.

E aí admite duas interpretações. Aquela que valoriza esse princípio – e que partilha – ou a que restringe os direitos dos presidentes de câmara o menos possível, não os proibindo de se candidatarem em qualquer município. “As duas hipóteses são legítimas”, diz ao PÚBLICO. “Só se consegue uma verdadeira renovação se aqueles titulares que já estão em acção há 12 anos saírem de cena para dar lugar a outros. Se apenas forem mudando para outros municípios, são sempre os mesmos, não abrem espaço para outros candidatos que não tenham um passado político”, continua.

Mas admite “uma leitura diferente” e que “se opte pela solução menos restritiva possível”, ou seja, uma que defenda que “já há alguma renovação se [os políticos] mudarem para outro município”. Também o jurista Paulo Saragoça da Matta considerou “irrelevante” a utilização da preposição “de” ou “da”. “Atendendo ao espírito legislativo, tanto faz”, disse à rádio TSF. “A lógica é não permitir que uma mesma pessoa exerça pessoalmente o mesmo cargo ao longo de um período infinito, porque de acordo com a interpretação que está a querer ser dada, uma pessoa pode toda a vida ser autarca bastando-lhe mudar de uma câmara para a vizinha.”


 Para evitar interpretações diferentes, o constitucionalista Bacelar Gouveia defendeu, também em declarações à TSF, “uma nova lei que esclareça” o problema. “Se não o fizer, só os tribunais o podem fazer”.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Portugal no seu melhor! É só casos insólitos mas à medida deste Governo



Não é com esta conversa que me adormecem! E, claro, vai continuar a ouvir-se a Grândola Vila Morena
















Se fosse comigo eu tingia a minha cara de vergonha 












Mas de que é que estavam à espera?
Ai se fosse no tempo do Sócras o que é que os professores e as suas estruturas sindicais não faziam?

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O Desporto e a Natureza maritima na nossa terra! Ericeira! Onde o mar é mais azul. Aproveitemos e vamos falar de Surf que se pratica na Ericeira. Onda por onda


O Desporto e a Natureza maritima na nossa terra!
Ericeira! 
Onde o mar é mais azul. 
Aproveitemos e vamos falar de Surf que se pratica na Ericeira. 
Onda por onda 

Damos a palavra escrita ao Rui Oliveira (com a devida cortesia do jornal “Região do Lobo” publicado no Concelho de Mafra 

Afinal se Portugal tem uma costa de cerca de 700 quilometros, porque é que os 7 quilometros que são banhados pelo Oceano Atlantico nesta região da Ericeira têm ondas de qualidade mundial? A forma de uma onda, e como ela se desenrola quando chega à costa, tem a ver com a morfologia do fundo do mar. 

Praias de fundos de areia ( Foz do Rio Lizandro) têm ondas mais irregulares ao longo do ano, estando sempre condicionadas à formação dos bancos de areia. Na Ericeira, a maioria das praias apresenta fundos de rochas, o que provoca ondas mais consistentes. 
Existem dois tipos de fundos de rochas, os “point breaks” que estão presentes nas grandes baías (Praia dos Coxos e envolventes, por exemplo), e os “reef breaks”, que são em regra grandes lajes que entram pelo mar dentro (Pedra Branca na, Praia da Empa) A Ericeira tem, portanto, todo o tipo de ondas ao longo da sua costa. O facto de se dar nome a uma onda, é o principal sinal da sua qualidade e, por aqui, temos vários exemplos disso. 

Desde o Pico do Futuro, junto ao Hotel Vila Galé, passando pelos Paparucos na Praia do Matadouro, Pedra Branca, Backdoor e Reef todas as três na Praia da Empa. Em Ribeira D”Ilhas, temos o Pico da Ribeira, Pedra Preta, a Pontinha e a Prontissima. Antes de chegar à Baía dos Dois Irmãos, temos uma das mais recentes descobertas, a Cave. 

Já em Ribamar, a Baía mais mítica de Portugal, a Baía dos Dois Irmãos, mais conhecida por Baía dos Coxos, apresenta três ondas: o Pico das Pontes, onda bastante cavada que começa a quebrar mesmo em frente às rochas a norte da Baía. Mais dentro da Baía temos o Pico da Baía dos Coxos, este o verdadeiro santuário dos surfistas. Do lado sul, temos a “Crazy Left”, onda se quebra para o lado esquerdo do surfista quando arranca na onda. 

 Ericeira não têm apenas boas praias, tem grandes e boas ondas em todas elas. Recomendamos, por sugestão do ”Região do Lobo”, um passeio na busca destas ondas. Irão constatar que vale a pena perservar esta qualidade e divulgar esta maravilha da Ericeira e seus arredores a norte ou a sul

Fragmentos e Opiniões. O nosso cronista António Raposo diz de sua justiça e faz a sua análise sobre um tema recorrente: a homossexualidade na Igreja


Fragmentos e Opiniões. 

O nosso cronista António Raposo diz de sua justiça e faz a sua análise sobre um tema recorrente: a homossexualidade na Igreja 

OS CASOS DE HOMOSSEXUALIDADE NA IGREJA 

 A homossexualidade é comum ao género humano bem como ao reino animal em geral. Estamos “marrecos” de saber. Não vale a pena negar a sua existência e sejamos intelectualmente honestos isso não é nenhum pecado apesar da Igreja insistir que só existem homens e mulheres heterossexuais e o resto é “ doença”. 


Tal não é verdade, por muito que os Papas e bispos insistam em afirmá-lo. Tal insistência acaba fazendo perder credibilidade aos homens da igreja, o que aliás parece não os preocupar demasiado. Sabemos que os animais ( e os humanos estão lá incluídos ) tem o seu período de cio. 

Quer sejamos hetero ou homossexuais. Na tropa também o mesmo problema se põe. Sabemos como o assunto tem sido tratado recentemente ao nível dos USA É claro que isso sucede com grande evidência na idade onde a reprodução se aconselha, segundo a MÃE natureza. 

Os padres jovens são homens como os outros e o período de cio também acontece – não se pode negar. São aconselhados a “varrer o pó para debaixo do tapete” fazendo uma espécie de entrega a Deus e afastando ideias que o corpo possa pedir. Muitos conseguem fazer isso outros não. Contra-natura será reprimir os desejos. E fazê-lo deixa marcas. Traumas. 

Não é só na Igreja Católica mas dada a importância e a expansão desta o caso torna-se mais visível. Não é pondo dinheiro e indemnizando as vítimas das sevícias sexuais praticadas pelos padres jovens que o problema se resolve. 


 É claro que quem manda na igreja são uns velhinhos bispos cujo cio por eles deve ter passado mas há tanto tempo que já nem se lembram do que era. 


Como diria o Herman – na idade deles – é mais bolos ! 


Um abraço para os meus caros leitores 

António Raposo 
Lisboa. 2013. Fevereiro. 22

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Rui Tavares escreveu este texto há cerca de um ano. Os nossos leitores podem reparar na actualidade do texto nestes dias que correm

Clicar na imagem para se ler o texto mais facilmente

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Por favor! Deixem-me sonhar!.....

Como é possível o tema do 25 de Abril incomodar tanta gente? Luis Montenegro hoje no Parlamento fez uma figura ridícula igual ao Relvas

O ridículo pela voz do Deputado Montenegro 

Qual foi a declaração política de hoje do PSD pela voz do Deputado Montenegro? 

Em antecipação de novos episódios, falou, como se em 1975, sobre o perigo em que está o funcionamento da democracia. Gritou aos Partidos: – de que lado estão, perante os recentes atropelos à democracia???? (PSD histérico de pé) 

Bastaram dois episódios perante Relvas para o PSD ameaçar que tem de haver um pacto político na AR porque – atenção!!! – a democracia está em perigo!!! 

Os estudantes sem bolsas e sem apoio social escolar, com propinas cada vez mais altas, acordam o PSD cheio de medo, para o símbolo da expressão livre e verdadeira de ideias que é Relvas. 

Não, dois episódios não destruíram tantas décadas de democracia. 

Já tudo o resto que o Governo livremente faz em vestes de coveiro dá cabo, isso sim, da democracia social

Agradecimento ao Aspirina B.

Se for só o dobro já fico contente!.....Mas vai ser mais, tenho a certeza!



O Teatro no Bancada Directa. Salvador Santos apresenta a sua rubrica “No Palco da Saudade” e hoje recorda o grande Actor Epifânio

O Teatro no Bancada Directa. 
Salvador Santos apresenta a sua rubrica “No Palco da Saudade” e hoje recorda o grande Actor Epifânio “No Palco da Saudade”. 
Texto inédito e integral de Salvador Santos

 ACTOR EPIFÂNIO 
A sua estreia aconteceu em 1832, numa época em que o teatro português atravessava uma das fases mais difíceis do seu desenvolvimento. O grupo de actores em actividade era constituído por gente de pouca cultura, na sua grande maioria analfabetos, sem ninguém com qualificações suficientes e capaz de assumir uma direcção competente dos espetáculo  As grandes preocupações dos actores resumiam-se à necessidade de «pisar bem, saber quadrar-se bem, saber gesticular, saber cair bem e saber recuar». E a declamação, por sua vez, era deplorável!

Consciente desta realidade, o jovem Epifânio Aniceto Gonçalves decide incentivar Emile Deloux, actor de uma prestigiada troupe francesa em digressão pelo nosso país, a aceitar o desafio do seu amigo Almeida Garrett de ficar em Lisboa e fundar uma companhia portuguesa de teatro. Epifânio, nome com que ficaria para a história do teatro português, integrou desde a primeira hora o elenco daquela companhia, que viria a ter sede no Teatro da Rua dos Condes, convertendo-se no mais acérrimo defensor da nova escola de representação francesa. 


Teatro Nacional D. Maria II e Rossio na época do Actor Epifânio. O actor quando não estava em trabalho de palco passeava pelo Rossio

E de tal forma se apropriou das lições de Deloux que o substituiu na direcção da companhia, quando este decidiu abandonar aquelas funções e regressar a Paris. Homem dotado de superior inteligência, possuidor de grande carisma e espírito de liderança, Epifânio não só deu continuidade ao trabalho do mestre como o superou em ousadia e inovação, arrastando a burguesia lisboeta até àquele velhinho teatro, que não passava de um pardieiro, metendo em cena cavalos e camelos autênticos, de forma a rivalizar com o circo – o espetáculo das grandes multidões na época. 

Depressa o teatro se transformou no divertimento por excelência dos burgueses alfacinhas. Isto apesar das péssimas condições dos teatros, do primarismo das suas condições materiais, da precária iluminação a candeeiros de velas – ou fedorentos bicos de gás. Apesar disto tudo, o teatro passou a ser o centro da vida citadina, onde se ia para afirmar a posição social, para intrigar, para fazer política, catrapiscar burguesas – ou burgueses. Tal como hoje no futebol, nessa altura criavam-se aguerridas claques, se bem que de apoio sobretudo às mulheres.


Na peça de Almeida Garret "Frei Luis de Sousa, o actor Epifânio interpretou o papel de Telmo

As pateadas eram normais e não raro acabava tudo à bengalada, sobretudo no hall de entrada do Teatro D. Maria II, entretanto inaugurado – em 1846 –, onde se juntava meia Lisboa para dizer bem do próximo e mal do afastado, e saber as últimas novidades do mundo político e financeiro. Epifânio foi o primeiro director, sócio, ensaiador e um dos mais bem pagos actores do D. Maria, onde foi encontrar as condições materiais e de espaço para se tornar no maior encenador – função então designada de mise-en-scène – do seu tempo. Lança-se na produção de espectáculos de grande montagem, cuidando ele próprio de todos os aspectos técnicos e artísticos, bem como da formação de novos actores. 

Entretanto, vai convivendo com a nata da intelectualidade portuguesa, juntando-se na casa do escritor Gomes de Amorim com a «sociedade de sábios, escritores e artistas». Epifânio passa onze anos da sua vida no teatro fundado pelo seu particular amigo Almeida Garrett, vivendo os maiores êxitos como actor e director  mas aguentando também as criticas mais violentas que à época eram normais numa sociedade em grande transformação. Epifânio era um homem de forte estatura e também de grande sobranceria, mas doce e solidário com os camaradas de profissão. 

Dominado pela sua paixão pelo teatro, dizia-se que quando não estava no palco, no seu gabinete de trabalho ou no camarim, passeava no Rossio a admirar o frontispício do D. Maria, com o seu olhar de profunda melancolia que o caracterizava. Apesar da tristeza que emanava do seu semblante, ele era, no entanto, um actor que tão depressa interpretava papéis de galã, como de cómico, passando por todos os géneros numa procura incessante de abarcar o teatro na sua totalidade. Ficaram registadas nos mais diversos escritos as suas criações nos espectáculos “O Trapeiro de Lisboa” de Bayard, “O Templo de Salomão” de Mendes Leal, “Alfageme de Santarém” (no papel de Froilão Dias) de Almeida Garrett, “Ruy Blas” de Victor Hugo e “Frei Luís de Sousa” (no papel de Telmo) também de Garrett. 

Em 1857 a cidade de Lisboa é varrida por uma epidemia de febre-amarela. O filho mais novo de Epifânio é contagiado e o actor passa noites inteiras à sua cabeceira, sem dormir. Mas o rapaz não resiste. E Epifânio acaba também ele por sucumbir à febre. Sobrevive-lhe o filho mais velho, que por morte do pai teve de começar a trabalhar com apenas dezoito anos, o que não o impediu de vir a ser «a nossa primeira autoridade em ciência da linguagem»: Epifânio Gonçalves Viana. 

Apesar de assoberbado pelo trabalho e pelos estudos, Gonçalves Viana dedica boa parte do tempo a preservar a memória de seu pai, tendo promovido pouco tempo depois da sua morte, com alguns actores do elenco do D. Maria, uma exposição composta por uma grande variedade de elementos iconográficos, onde sobressaía o Hábito de Cristo atribuído em 1839 pelo Rei D. Fernando II àquele que foi um verdadeiro ícone do teatro português. 

Salvador Santos

Porto. 23013. Fevereiro. 16

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Este de certeza que dorme bem de noite. Jardim Gonçalves e a sua reforma de 167 mil euros mensalmente. Uma autentica pouca vergonha num país à beira da bancarrota…


Este de certeza que dorme bem de noite. 
Jardim Gonçalves e a sua reforma de 167 mil euros mensalmente. 
Uma autentica pouca vergonha num país à beira da bancarrota… 

Claro que não tenho inveja das pessoas que dormem bem de noite. Assim como lamento que outras pessoas não possam gozar o merecido descanso entre lençóis  alguns porque não têm esses lençóis e outros porque a vida é lhes adversa e o sono demora a aparecer 

Nos dias que correm também o meu sono anda-me a fazer negaças, por via de uma mazela que inesperadamente me apareceu e me aflige, e por cima tarda em desaparecer. Emocionalmente eu saber que Jardim Gonçalves aufere uma reforma de 167 mil euros mensais não me causa insónias mas deixa-me revoltado. 


Mais para mais numa altura em que sou confrontado com uma surripiadela de cerca de 190 euros na minha reforma a mando do Passos e do Gaspar. 


Leio a crónica do Henrique Monteiro e tiro as minhas conclusões 

Não sou pessoa para fazer piadas fáceis com o que os outros ganham e menos ainda com as convicções religiosas de cada um. Mas um homem, católico ao ponto de ser do Opus Dei, mostrar-se incapaz de abdicar de parte de uma reforma de 167 mil euros quando o banco que fundou está em extremas dificuldades, só pode ter um significado: precisa que rezem por ele. 


 Esse homem, o Eng.º Jardim Gonçalves, não foi o único (longe disso) causador da actual desgraça do BCP. Mas só pode olhar cada pequeno accionista do banco, olhos nos olhos, sem sentir vergonha, se não tiver vergonha!


Pessoalmente, não sou parte interessada, embora por razões várias detenha (há muitos anos) 500 euros de acções do banco, que valem agora cerca de 63 euros. Imagino aqueles que investiram não 500, mas 5000 ou 50 mil, ou mais.


Não falo dos grandes accionistas a quem Jardim Gonçalves poderá ter dado muito dinheiro a ganhar (e talvez por isso se sinta no direito de ganhar uma reforma pornográfica); falo dos milhares de pequenos accionistas que perderam o que tinham.


Pode ser que Jardim Gonçalves siga a máxima bíblica de dar a quem precisa no anonimato ("não saiba a tua mão direita o que faz a esquerda"). Mas eu não creio.


A percepção que dele se vai tendo, à medida que se vai sabendo do processo (ontem o BCP e o seu actual presidente, Nuno Amado, perderam em tribunal a possibilidade de lhe cortar a pensão) é a de um homem arrogante, inflexível e de um auto convencimento.

E eis aqui a minha conclusão desta pouca vergonha! Neste país de iluminados tudo é possível!

Deixem-me sonhar! Tenho esse direito

 

A onda alastra. Ontem 2ª feira ouviu-se em Madrid. Aveiro e Vila Nova de Gaia, onde o Relvas deu um triste espectáculo

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Isto em questões de economia e de previsões, por vezes bebe-se do próprio veneno. Acontece! Caro amigo Passos Coelho. Mas não esperemos ficar por aqui..........


Isto em questões de economia e de previsões, por vezes bebe-se do próprio veneno. 
Acontece! Caro amigo Passos Coelho. 
Mas não esperemos ficar por aqui.......... 

 É a economia, Passos! 

 A queda do PIB estará, de novo, acima do que tinha sido previsto pelo governo. E arrisco-me a dizer que a diferença entre o que se previa e o que acontecerá será ainda maior, como também vão indicando os números. O erro sucessivo das previsões já foi explicado por um relatório do FMI sobre os efeitos multiplicadores das medidas de austeridade. 

Um relatório que aqui não deu muito que falar mas que já levou a Grécia a pedir a renegociação das metas apontadas pelo seu memorando. Coisa que, mais uma vez, não é aproveitada pelo governo português. Maior queda do PIB não é apenas falhanço nas contas. São ainda mais falências do que se esperava. São menor receita fiscal do que se esperava. 

É um corte ainda maior nos serviços públicos do que a barbaridade que já foi anunciada. É mais dificuldade do Estado em pagar a sua dívida e um aumento do endividamento público. E ficarmos ainda mais longe do fim desta crise. São estes os efeitos de uma intervenção externa que foi justificada com uma oportunidade de sairmos do buraco. Estamos cada vez mais no fundo desse buraco. 

Os efeitos mais dramáticos disto tudo são, como sempre, sentidos, antes de mais, pelos mais desprotegidos. E isso vê-se no desemprego. 21% de desempregados é uma tragédia multiplicada por um milhão e 200 mil portugueses. É um desperdício que tem tradução imediata no crescimento, no consumo interno, nas despesas do Estado (ela aumentou, só em subsídio de desemprego, mais de 25% no primeiro semestre de 2012, apesar de 57% nem o receber) e nas receitas fiscais. 

Se isto não é uma espiral recessiva, o que raio é uma espiral recessiva? O governo festejou um simulacro de ida aos mercados, com a proteção do BCE, juros mais altos dos que os praticados pela troika e a garantia de que suicida política de austeridade é para continuar. Esta encenação de ida aos mercados é um fetiche de Passos e Gaspar. Não vale um tremoço enquanto a economia se afundar. Porque, coisa estranha para estes senhores, é a economia real que paga dívidas e cria emprego. 


Sem ela, os mercados e a troika são exatamente a mesma coisa: mais dívida impagável e mais austeridade sem fim à vista. 


 Agradecimento ao amigo Daniel Oliveira

Mas quem é que acredita nesta profecia a partir de um iluminado da Banca?

É preciso é ter lata!.....

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Na segunda feira voltaremos a olhar para este pobre país. Até lá entretenho-me a ver como tão bem dançam as moças do Grupo Folclórico de Ganfei. Ali anda mão do nosso carissimo amigo Valdemar Moreira, um mestre em ensinar tudo o que seja folclore.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Foi assim que as coisas começaram há 38 anos

Quando o povo cantava Grândola Vila Morena o iluminado ria-se desdenhando de muitos que nele votaram

Ri-te, ri-te!  Enquanto tens tempo!....

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Ainda havemos de ver pior! Por agora vai calhar a um eventual fiscal. Qualquer dia perguntamos qual será a alta figura que terá de enfiar a sardinha? E quando é um ex-governante a ter estas atitudes só dá vontade de rir….


Ainda havemos de ver pior! 
Por agora vai calhar a um eventual fiscal. 
Qualquer dia perguntamos qual será a alta figura que terá de enfiar a sardinha? 
E quando é um ex-governante a ter estas atitudes só dá vontade de rir…. 

Francisco José Viegas dedica esta quarta-feira um post no seu blogue ao actual secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, onde lhe deixa um aviso sobre o que fará se for abordado por um agente da Autoridade Tributária e Aduaneira. 
Num texto intitulado, No Estado, o absurdo não paga imposto?, publicado no seu blogue A Origem das Espécies, o ex-secretário de Estado da Cultura escreve que quer “apenas avisar” Paulo Núncio, actual secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, que se algum agente da Autoridade Tributária e Aduaneira o tentar fiscalizar pelo eventual pedido de factura à saída de um estabelecimento de restauração, o vai mandar “tomar no cu”. 

 “Queria apenas avisar que, se por acaso, algum senhor da Autoridade Tributária e Aduaneira tentar fiscalizar-me à saída de uma loja, um café, um restaurante ou um bordel (quando forem legalizados) com o simpático objectivo de ver se eu pedi factura das despesas realizadas, lhe responderei que, com pena minha pela evidente má criação, terei de lhe pedir para ir tomar no cu, ou, em alternativa, que peça a minha detenção por desobediência”, escreve Francisco José Viegas. 


 “Ele, pobre funcionário, não tem culpa nenhuma; mas se a Autoridade Tributária e Aduaneira quiser cruzar informações sobre a vida dos cidadãos, primeiro que verifique se a Comissão Nacional de Protecção de Dados já deu o aval, depois que pague pela informação a quem quiser dá-la”, justifica o ex-governante. Francisco José Viegas foi secretário de Estado da Cultura do Governo de Passos Coelho até Outubro de 2012, data em que apresentou a sua demissão, invocando motivos de saúde.


O PÚBLICO tentou repetidamete falar com o ex-governante, sem sucesso. Questionado pelos jornalistas sobre estes comentários na conferência de imprensa no final do Conselho de Ministros, o ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares afirmou não os ter lido e disse que respeita "a opinião de todos os portugueses, tenham ou não feito parte do Governo". 



Miguel Relvas acrescentou que o Executivo sabe que "as medidas são difíceis e delicadas", mas realçou que cabe a quem decide tomá-las e fazê-las aplicar.

Mas que país este. Pelos vistos de ilícitos ninguém escapa de ser acusado. Na verdade é uma terra de bons costumes

Muita razão para estarmos atentos tem o António Raposo

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

É preciso todo o cuidado com a ladroagem que nos rodeia. O nosso cronista António Raposo lança este alerta que já o atingiu nos seus bolsos. São os nossos “Fragmentos e Opiniões

É preciso todo o cuidado com a ladroagem que nos rodeia. 
O nosso cronista António Raposo lança este alerta que já o atingiu nos seus bolsos. 
São os nossos “Fragmentos e Opiniões 

 ATENÇÃO Á LADROAGEM 



Andam por aí uns senhores a roubar os utentes de telemóveis. 

 Eu próprio comecei a ser roubado. Tenho um telemóvel da UZO que, como sabemos todos é da TMN. Uma espécie de segunda marca para fingir que o mercado é competitivo. Acontece que regularmente me enviavam mensagens que eu como é normal abria e acabava apagando pensando tratar-se de mera publicidade a aliciar os utentes. Estava muito enganado. 


 A mensagem que eu abria fazia o ladrão comer dois euros e meio sem que eu pudesse evitar. Trata-se de um vigarista que conseguiu contratar um serviço Móvel de valor acrescentado na UZO e anda a roubar os incautos utentes. Isto tudo sob o conhecimento da UZO, da Anacom, do Ministério Publico, só eu é que não sabia de nada e estava a ser roubado. 


O meu saldo do cartão ia desaparecendo de forma que eu não entendia. Um telefonema para a UZO esclareceu-me tudo. Os cartões antigos – disseram-me – estão sujeitos a esta vigarice. Uns mais recentes já não. Mandei cancelar do meu telemóvel todas as chamadas de valor acrescentado. 

Quando comprei o telemóvel não me disseram que estas chamadas eram possíveis. Acho estranho que a TMN (UZO) não o tenha feito e com isso estava a ser conivente com a ladroagem. Mais estranho me parece a Anacom. Para que servirá esta entidade? E tudo isto se passa em Portugal. 

Permite-se o roubo descarado e ninguém actua. Caros amigos leitores se vos aparecer mensagens nos vossos telemóveis de uma tal entidade VIVA QUIZ, por cada mensagem que abrirem para saber o conteúdo estão a ser roubados de dois euros e meio. 


Vivemos num país de ladrões ! 

Quem nos acode? 

Um abraço para os meus caros leitores 

António Raposo 
Lisboa. 2013. Fevereiro. 13

“No Palco da Saudade”. Rubrica de Salvador Santos. Hoje recorda-se o grande actor João Anastácio Rosa. Como sempre às quartas-feiras temos o “Teatro no Bancada Directa”


In memoriam
João Anastácio Rosa  nasceu no Redondo em 1812 e faleceu em Lisboa em 17 de Dezembro de   1884 foi um actor e escultor    português do século XIX.
Como   escultor foi o autor do busto de Almeida Garrett que se encontra patente no átrio do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa.


“No Palco da Saudade”. 
Rubrica de Salvador Santos. 
Hoje recorda-se o grande actor João Anastácio Rosa. 
Como sempre às quartas-feiras temos o “Teatro no Bancada Directa” 

Texto inédito e integral de Salvador Santos para o Bancada Directa


JOÃO ANASTÁCIO ROSA 

Filho de um abastado lavrador alentejano que lhe destinara desde muito cedo uma carreira eclesiástica, consegue contrariar a vontade do pai e matricular-se numa escola de artes para dar corpo à sua vocação para o desenho e para a pintura. Com apenas quinze anos inicia a prática das artes na Escola Régia, em Lisboa, com notáveis pinno palco da stores da época, que lhe auguram grande futuro nas artes plásticas. 

A guerra civil interrompe-lhe os estudos e a formação artística. Após o regresso do exército prossegue então a sua arte e desenvolve o gosto pelo retrato, que o leva ao convívio com as gentes do teatro, em particular com o actor Epifânio, um homem extremamente culto e dotado de superior inteligência, que foi um dos artistas da sua geração que mais contribuiu para a renovação do teatro português e com quem manteve uma grande amizade. 

Seduzido pelo palco, João Anastácio Rosa decide frequentar as aulas do comediante Emile Doux, então radicado em Lisboa para formar uma nova escola de teatro assente na linha romântica francesa, e rapidamente abraça a carreira de actor  A sua estreia acontece em 1839, tinha ele vinte e sete anos, no Teatro da Rua dos Condes, no drama “Maria Tudor”. O seu percurso nas artes plásticas acabaria por transformá-lo num dos profissionais mais completos do seu tempo, quer como ator, quer como ensaiador, cenógrafo, figurinista e aderecista, colocando todo o seu talento plástico ao serviço do teatro.

Mas é efectivamente como actor que ele deixa uma marca indelével na historia do Teatro português, onde se regista como «exemplares» as suas criações nos espectáculos “O Estudante de S. Ciro” e “A Profecia ou A Queda de Jerusalém”.

Ironicamente, em virtude do seu laborioso trabalho de estudo na utilização da voz e na prática de vários exercícios que o auxiliassem no cumprimento de uma correta transmissão dos textos em palco, em que ocupava grande parte do dia, o actor viria a necessitar de cuidados especiais de um otorrino francês. No regresso de Paris, ainda com alguns problemas vocais, esperava-o um honroso convite para integrar o elenco do Teatro D. Maria II como «Galã Central».
Actor residente do Teatro D. Maria II desde a sua inauguração, em 1846, João Anastácio Rosa representou ali alguns dos mais importantes papéis da sua vida, com destaque para as criações nas peças “O Alfageme de Santarém” e “Frei Luís de Sousa, ambas de Almeida Garrett. Mas foram sobretudo as suas prestações nos espectáculos “O Morgado de Fafe em Lisboa” de Camilo Castelo Branco e “ Jóias de Família” de César Lacerda, levados à cena naquele teatro no início dos anos 1860, que originaram o convite da Comédie Française para realizar um estágio de vários meses naquela importante companhia em 1863. Findo aquele estágio, subsidiado pelo governo português, João Anastácio Rosa decide abandonar o D. Maria e fundar a sua própria companhia, para – segundo ele – melhor praticar e aprofundar o que aprendera.

Seguiram-se dez anos de empenho e dedicação, levando o teatro a quase todo o país, divulgando grandes textos, criando novos públicos e formando jovens actores  Estes últimos tiveram em João Anastácio Rosa um mestre que sabia como poucos da sua arte. Para além de possuir o domínio absoluto da voz e de ter uma perfeita noção dos tempos de representação, ninguém vestia como ele roupas de época, ninguém tirava melhor partido da elegância das atitudes ou das combinações engenhosas da caracterização. Estas suas qualidades de criador e artista ficaram expressas em dezenas de produções assinadas pela sua companhia, de onde sobressaem os espectáculos "Os Primeiros Amores de Bocage" de Mendes Leal ou "Ricardo III" de William Shakespeare, que foram êxito estrondoso em todos os palcos por onde passaram.

João Anastácio Rosa era um homem divertido, sempre pronto a pregar partidas, mas a doença e a rabugem começaram a moê-lo. Foi-se tornando teimoso e azedo. Para o fim da vida, já reformado, desenvolveu o gosto pelas invenções, tendo criado umas botas impermeáveis para o exército, cujo sistema ganhou um prémio numa exposição realizada em Paris em 1878. Aos poucos, foi-se tornando também numa pessoa excêntrica. Começou a dedicar-se ao espiritismo, ao mesmo tempo que estudava frenologia, medicina e homeopatia.

Alguns meses antes da sua morte, visitava com frequência os teatros, de pardessus no braço cobrindo-lhe o ombro esquerdo à maneira de capa à Luiz XV e com um chapéu de grandes abas inclinado para o sobrolho, trazendo sempre dois ou três grânulos de remédio homeopático para oferecer a quem se queixasse de qualquer maleita. Nessa altura já ele fora distinguido com o hábito da Ordem de Santiago, tendo sido um dos primeiros actores a receber aquela distinção.


Salvador Santos 

Porto. 2013. Fevereiro.10

Obrigado Pela Sua Visita !