BANCADA DIRECTA: Janeiro 2013

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Marinho e Pinto arrasa a nossa Justiça na abertura do Ano Judicial 2013



Primeiro a discursar na abertura do ano judicial, o bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, criticou o excesso de alterações legislativas e afirmou que as leis têm cada vez “menos qualidade”.

Na cerimónia, realizada ontem no Salão Nobre do Supremo Tribunal de Justiça, realçou que “não há excesso de garantias nas leis” e o que existe actualmente “são demasiadas violações dos direitos dos cidadãos” e dos “direitos humanos”.

Referindo-se à reforma na Justiça, Marinho Pinto, que termina o seu mandato no final deste ano, continuou fiel ao seu estilo e denunciou “a alteração de leis essenciais ao funcionamento da Justiça, com a funcionalidade de conquistar popularidade fácil”.

Condenou o “fundamentalismo justiceiro de muitos magistrados e polícias, de alguns políticos e de demasiados jornalistas”. O bastonário criticou ainda os Julgados de Paz ao denunciar que o “Estado gasta quantias avultadíssimas em instâncias alternativas”. No seu discurso disse que recusa aceitar que “o Estado fuja dos seus próprios tribunais e procure arbitragens, onde, sintomaticamente, é sempre condenado”.

A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, explicou que os tribunais arbitrais “não custam dinheiro ao Estado” e remete para Marinho Pinto a “concretização” das críticas e acusações feitas aos tribunais arbitrais e aos alegados interesses em redor da arbitragem.

RTP. Mas afinal de que é que estavam à espera? Os trabalhadores reagem a Alberto da Ponte e classificam o seu discurso como “terrorismo empresarial”!

RTP.
Mas afinal de que é que estavam à espera? 
Os trabalhadores reagem a Alberto da Ponte e classificam o seu discurso como “terrorismo empresarial”! 

Trabalhadores da RTP reagem a Alberto da Ponte: «é terrorismo empresarial» 

A Comissão de Trabalhadores da RTP condena as palavras de Alberto da Ponte, ontem à noite, em entrevista à RTP. «É terrorismo empresarial», dizem. Camilo Azevedo, da Comissão de Trabalhadores da RTP, diz que andam a brincar com os funcionários.

Realmente o gestor da RTP não está nada favorecido nesta foto. È de meter medo ao susto


Camilo Azevedo critica a falta de informação por parte da Administração Camilo Azevedo, da Comissão de Trabalhadores (CT), reage às afirmações do presidente da empresa, quando admitiu que recorrer ao despedimento colectivo é um cenário que não exclui.

A CT deixa a pergunta: qual o propósito de uma afirmação destas? Camilo Azevedo diz que andam a brincar com a vida das pessoas [que trabalham na RTP] e que Alberto da Ponte está a assustar os trabalhadores. Daí a expressão «terrorismo empresarial».


A CT acrescenta que, não tendo sido consultada sobre o processo de reestruturação anunciado por Miguel Relvas e pelo primeiro-ministro, irá impugnar essa decisão da Administração, por ser «ilegal».

RTP. Mas afinal de que é que estavam à espera. A falada reestruturação vai ser dolorosa e os despedimentos em grande número vão ser uma certeza


Alberto da Ponte referiu que as vedetas já reduziram em 30% os seus cachets. Para nós avaliarmos esta medida na sua amplitude ele devia ter dito mais alguma coisa, tais como valores. Não seja só dinheiro de sardinhas.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

No Largo do Rato as sombras movem-se nos bastidores. As ideias e as convicções daqueles que rodeiam Costa e Seguro é de que ainda nada está decidido. O Congresso virá por aí muito em breve e até lá muita água correrá por sob as pontes.

No Largo do Rato as sombras movem-se nos bastidores.
As ideias e as convicções daqueles que rodeiam Costa e Seguro é de que ainda nada está decidido.
O Congresso virá por aí muito em breve e até lá muita água correrá por sob as pontes.

Claro que neste momento os militantes ou simplesmente adeptos do Partido Socialista é natural que se sintam embaraçados. Poder-se-á afirmar que o que aconteceu nos últimos dias em nada beneficiará a credibilidade dum partido que se proclama como uma alternativa ao actual Governo.

Não se pode dizer que estivemos perante um espectáculo lamentável, mas as atitudes que se viram em nada abona Costa e Seguro. Parece que no final da reunião de ontem no Largo do Rato as posições destes dois destacados dirigentes do PS se concertaram. E ainda bem.


Os factos estão largamente noticiados. Antes do abraço entre Seguro e Costa, com que terá terminado a noite, o presidente da CML anunciou-se como candidato à autarquia e os seus próximos, agitadíssimos desde há alguns dias, deram-no como garantido adversário de Seguro para a liderança do partido.


Mas não: quando se julgava que a intenção era apear o actual secretário-geral por o considerarem incapaz de levar o PS a bom porto nesta fase crucial do país, afinal só pretendem que «ele una o partido», aceitando uma proposta-maravilha que Costa terá feito e cujo conteúdo exacto não foi revelado.


Até ver: se não resultar, ele volta a atacar. 

Fernando Seara manobra na sombra e feliz ficaria se Costa desistisse de se recandidatar ao lugar de presidente da autarquia. Se isto acontecesse para Seara seria ouro sobre azul.

Ou melhor: davam-lhe o lugar de presidente da Câmara lisboeta servido numa bandeja de ouro.

O Teatro no Bancada Directa. Salvador Santos apresenta a sua rubrica “No Palco da Saudade” e hoje recorda a grande Cármen Miranda

In memoriam
Cármen Miranda, de seu nome próprio Maria do Carmo Miranda da Cunha, nasceu em Marco de Canaveses (Aldeia de São Martinho, Freguesia de Várzea de Ovelha e Aliviada) em 9 de Fevereiro de 1909 e faleceu na cidade de Los  Angeles, nos USA, em 5 de Agosto de 1955.
Foi uma cantora a actriz luso-brasileira

O Teatro no Bancada Directa. 
Salvador Santos apresenta a sua rubrica “No Palco da Saudade” e hoje recorda a grande Cármen Miranda 

No palco da saudade

Texto inédito e integral de Salvador Santos para o Bancada Directa

CARMEN MIRANDA 

 
Ela foi muito mais do que a figura de baiana estilizada, com um turbante de frutas à cabeça, dançando e cantando alegremente, a que a memória dos homens e a passagem dos tempos parecem querer reduzir. Ela foi não só a mais carismática e idolatrada das intérpretes da música popular brasileira, numa altura em que o samba era quase marginalizado, como foi também uma das vedetas mais requisitadas e bem pagas de Hollywood, ultrapassando nomes como Joan Crawford, Bing Crosby, Paulette Goddard ou Humphrey Bogart.

Vedeta no cinema, mas também nos palcos, ela arrastou multidões até aos teatros da Broadway, por onde passaram só para a ver astros como Errol Flynn, Norma Shearer, Fredric March, Judy Garland, Robert Taylor, Dorothy Lamour (que fez questão de aprender os seus movimentos de mãos) ou Greta Garbo. Carmen Miranda (Maria do Carmo Miranda da Cunha) nasceu em Portugal, em Marco de Canavezes, mas partiu para o Brasil muito cedo, com pouco mais de um ano, ao encontro do pai que rumara anos antes para lá em busca de melhores condições de vida.

Com dez anos, ela animava as festinhas da escola, cantando e declamando, tendo sido frequentemente solicitada para animar as festas de aniversário das coleguinhas. E quando passou a ajudar a família nas despesas da casa, como empregada de balcão, foi muitas vezes repreendida por andar constantemente a cantar baixinho temas do seu agrado enquanto atendia os clientes. Nessa altura já ela dizia que queria fazer cinema, mas o mais que conseguiu foi a participação como figurante em dois filmes menores.

Muito antes de singrar no cinema, ela brilharia no palco e na rádio. O seu primeiro disco foi editado quando tinha apenas vinte anos. Nesse mesmo ano de 1929, ela gravaria ainda mais dois discos, sendo que o último continha uma canção que a catapultou para a fama: P´ra Você Gostar de Mim, de Joubert de Carvalho, que ficou conhecida por Taí. No ano seguinte, Carmen Miranda gravou o samba Os Home Implica Comigo, que ela própria compôs com o célebre Pixinguinha, o que impulsionou decisivamente a sua carreira.

A cada música gravada a crítica era-lhe favorável e o público ficava cada vez mais apaixonado pela «Garota com o It na voz» ou, como a baptizaria o locutor César Ladeira, a «Pequena Notável» (Carmen tinha 1,53 de altura...). Após a sua primeira digressão internacional, a Buenos Aires, um jornal carioca noticiou: «O samba e a canção sertaneja nunca alcançaram no estrangeiro tanto êxito, como o que veio a verificar-se na capital argentina».

Um dos músicos que a acompanharam lembrou posteriormente que «Carmen ficara impaciente com uma fã que não largava o seu apartamento. Era uma jovem actriz já com alguma notoriedade, cuja admiração, de tão profunda, chegava a incomodá-la. Chamava-se Eva Duarte. Mais tarde Eva Perón, Evita Perón ou simplesmente Evita». Este tipo de admiração, quase veneração, sentiu também por Carmen Miranda um jovem músico brasileiro que mais tarde viria a influenciar definitivamente a sua carreira: Dorival Caymmi.

Foi ele quem compôs O Que é Que a Baiana Tem? para o filme “Banana na Terra” (a quinta película de Carmen Miranda, depois de “A Voz do Carnaval”, “Alô, Alô Brasil”, “Estudantes” e “Alô, Alô Carnaval”), que ajudaria a Pequena Notável na composição dos movimentos e gestos que a tornariam famosa para sempre, assim como na criação das suas indumentárias de baiana.

Esta fantasia passou, aliás, a ser usada por Carmen nas suas regulares actuações no carioca Casino da Urca, onde um empresário norte-americano a foi contratar para o espectáculo “Ruas de Paris”, com o qual se estrearia na Broadway, cantando com grande sucesso alguns dos seus temas mais populares, como Mamãe Eu Quero, Touradas em Madrid ou South American Way. Na sequência deste enorme êxito, aconteceu o que parecia inevitável: Carmen Miranda foi convidada para uma participação especial no filme “Serenata Tropical”, em Hollywood, onde cantou Bambo do Bambu e recriou outros temas do seu vasto repertório – e o sonho americano concretizou-se!

Após um breve regresso ao Brasil para um novo espectáculo no Casino da Urca, onde criou Voltei Pro Morro, Diz Que Tem, Disso é Que Eu Gosto, Bruxinha de Pano e Disseram Que Voltei Americanizada, Carmen Miranda voltou à Meca do Cinema para filmar “Uma Noite no Rio”, por lá permanecendo durante catorze anos, onde fez mais doze filmes, entre eles a comédia “Morrendo de Medo”, de George Marshall, ao lado de Jerry Lewis e Dean Martin.

Depois de vários romances inconsequentes, entre os quais uma enorme paixão vivida com o actor John Wayne, Carmen Miranda casa com um fracassado funcionário de uma empresa produtora de cinema. O seu casamento começa a dar sinais de crise ao fim de alguns meses e ela entra em depressão. As exigências físicas da sua carreira, a droga e o álcool destroem-na aos poucos. Ainda tenta uma cura de desintoxicação no Brasil, mas sem sucesso.

Na madrugada do dia 5 de Agosto de 1955, horas após gravar um programa de televisão com o cantor e comediante norte-americano Jimmy Durante, a Pequena Notável sucumbe a um ataque cardíaco na sua residência, em Beverly Hills.


Salvador Santos

Porto. 2013. Janeiro. 27

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Que se lixe a troika! Nos nossos Fragmentos e Opiniões o ponto de vista de Domingos Freitas do Amaral (filho do dr Diogo)

Que se lixe a troika!
Nos nossos Fragmentos e Opiniões o ponto de vista de Domingos Freitas do Amaral (filho do dr Diogo)

 Já leram o memorando da troika?




Sim, é a minha pergunta de hoje: já leram o memorando de entendimento com a troika, assinado por Portugal em Maio de 2011? Eu li, e em pé de página deixo o link para quem o quiser consultar, na sua tradução oficial. São 35 páginas, escritas num português desagradável e tecnocrático, que têm servido a este governo para justificar tudo.

Ainda ontem, com descaramento, um dirigente do PSD dizia que "este não era o Orçamento do PSD, mas sim da troika"! Ai sim? Então eu proponho a todos um breve exercício de leitura. Tentem descobrir, lendo o memorando, onde é que lá estão escritas as 4 medidas fundamentais pelas quais este governo vai entrar para história de Portugal!


Sim, tentem descobrir onde é que lá está escrito que se deve lançar uma sobretaxa no subsídio de Natal de todos os portugueses (decidida e executada em 2011); cortar os subsídios aos funcionários públicos e pensionistas (decidido e executado em 2012); alterar as contribuições para a TSU (anunciada e depois retirada em Setembro); ou mexer nas taxas e nos escalões do IRS, incluindo nova sobretaxa (anunciados no Orçamento para 2013), e definidos pelo próprio ministro das Finanças como "um aumento enorme de impostos"?

Este gesto obsceno não se dirige ao autor deste post, nem ao Dr Domingos e nem para os nossos leitores  Dirige-se a todo o povo português!

Sim, tentem descobrir onde estão escritas estas 4 nefastas medidas e verão que não estão lá, em lado nenhum. Ao contrário do que este Governo proclama, estas 4 medidas, as mais graves que o Governo tomou, não estão escritas no "memorando com a troika"! Portugal nunca se comprometeu com os seus credores a tomar estas 4 medidas!

Elas foram, única e exclusivamente, "iniciativas" do Governo de Passos Coelho, que julgava atingir com elas certos objectivos, esses sim acordados com a "troika". Porém, com as suas disparatadas soluções em 2011 e 2012, o Governo em vez de melhorar a situação piorou-a. Além de subir o IVA para vários sectores chave, ao lançar a sobretaxa e ao retirar os subsídios, o Governo expandiu a crise económica, e acabou com menos receita fiscal e um deficit maior do que tinha.


Isto foi pura incompetência, e não o corolário de um "memorando de entendimento" onde não havia uma única linha que impusesse estes caminhos específicos! Mais grave ainda, o Governo de Passos e Gaspar, sem querer admitir a sua incúria, quer agora obrigar o país a engolir goela abaixo "um enorme aumento de impostos", dizendo que ele foi imposto pela "troika". Importa-se de repetir, senhor Gaspar? É capaz de me dizer onde é que está escrito no "memorando de entendimento" que em 2013 o IRS tem de subir 30 por cento, em média, para pagar a sua inépcia e a sua incompetência?

Era bom que os portugueses aprendessem a não se deixar manipular desta forma primária. Foram as decisões erradas deste Governo que, por mais bem intencionadas que fossem, cavaram ainda mais o buraco onde já estávamos metidos. E estes senhores agora, para 2013, ainda querem cavar mais fundo o buraco, tentando de caminho deitar as culpas para a "troika"?

Só me lembro da célebre frase de Luís Filipe Scolari: "e o burro sou eu?"

Domingos Freitas do Amaral

Este excelente artigo está no Diário de Domingos Freitas do Amaral, mais o memorando da troika. Para ver clicar aqui

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

E é este o país que temos! Então não andam para aí a dizer que será a partir das exportações que vai haver crescimento económico. Mas desta forma não!


Falar-se de exportações apenas por falar é muito fácil.

Mas está em causa o crescimento económico do país desde que a exportações sejam em numero considerável. Mas olhamos para a realidade e salta-nos à vista que está tudo numa anarquia real. O exemplo  deste facto é sintomático

O governo aponta como meta para as exportações atingir 50% do PIB. É uma meta irrealista. São os empresários que o dizem e quem conhece o mínimo da nossa economia sabe que não o é sem profundas reformas.

Mas se os portos continuam a ter avarias nos equipamentos deste género não vislumbramos qualquer êxito para o que se pretende.

Em Espanha a taxa de desemprego é de uma enormidade terrível. E não se sabe quando é que vai deixar de aumentar.

Em Espanha a taxa de desemprego é de uma enormidade terrível. 
E não se sabe quando é que vai deixar de aumentar.
No final de 2012, o desemprego na Espanha atingiu 26 por cento da população activa – 5,9 milhões de pessoas. A taxa de desemprego é a mais elevada da UE e da história do país, e o Governo declarou que esta continuará a aumentar nos próximos meses.

O primeiro-ministro Mariano Rajoy decidiu manter o subsídio de desemprego em €450 para os desempregados de longa duração, enquanto a chanceler alemã Ângela Merkel incentiva a criação de novas reformas para combater a elevada taxa de desemprego entre os jovens.

"Que se lixe a troika!" Então não querem lá ver que o meu gato se prepara para participar na próxima manifestação....

 A familia diz que é um exagero, mas eu só digo que o gato é que sabe e tem de se respeitar a sua opinião

Uma coisa é certa! Nós vamos lá estar

Mãezinha! Desculpa por te ter batido e afinal não ganhei nada com isso!

Não és tu que te tens de arrepender do teu gesto

São todos aqueles que contribuem para que Portugal nem como país do terceiro mundo tenha lugar nos dias actuais.

Agradecimento a Dra Ana Paula Fitas

domingo, 27 de janeiro de 2013

Austeridade. Um retrato, aliás desenho fiel do que nos atormenta

Verdade, verdadinha.

Neste Domingo de chuva, enquanto aguardo que os socialistas desçam à terra e unam esforços para combater este desastrado Governo de Passos e Gaspar aproveito e vejo porque existe este desastre de quem nos governa……

Neste Domingo de chuva, enquanto aguardo que os socialistas desçam à terra e unam esforços para combater este desastrado Governo de Passos e Gaspar aproveito e vejo porque existe este desastre de quem nos governa…… 

Governo desastrado 


Classificaram a ida aos mercados e os ganhos de alguns trocos como uma bandeira bem desfraldada do bom comportamento destes senhores, que têm por principal lema navegar numa insensibilidade das agruras de quem precisa do Estado Social.

Na ânsia de fazer propaganda com a ida de debutante ao bordel financeiro o governo exagerou e mentiu tanto que agora receia o efeito de tanto oportunismo.

Foram ao mercado buscar uns trocos mais pequenos que o Moedas e agora vai ser difícil enfrentar o povo convencido de que os resultados de tantos sacrifícios foi a superação da crise.


Como disse ontem no post a preceito que, verdade, verdadinha, ainda não compreendi que como é que eles vão explicar, subsequentemente ao êxito relativo da ida aos mercados, ao povo que a economia está de rastos, as exportações quebraram, as falências continuam, o desemprego cresce e a recessão na zona euro não promete nada de bom?

Como vão explicar ao povo que os sacrifícios foram em vão pois o excesso de austeridade destruiu riqueza e deu lugar à necessidade de mais austeridade para compensar as consequências do excesso de austeridade?

Contribuições

Passar a ideia de que o país está salvo quando na verdade a economia portuguesa está à beira do colapso é de uma grande irresponsabilidade política, é promover uma tremenda desilusão nos portugueses e aqueles que agora alinham na manobra, como um tal Costa que é director do DE, serão os primeiros a enterrarem Passos Coelho e Gaspar quando as coisas correrem mal, senão antes, no caso de a RTP não ficar para o patrão.

Nota de Bancada Directa:


Estamos em condições de afirmar que amanhã vamos tem uma conversa marcada com elemento dirigente do PS que nos vai dar uma visão daqueles que estão a empolar uma situação democrática dentro de um Partido que se compraz em sê-lo.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Mas Òh Céus! Quem é que acredita neste iluminado da treta?


O Governo está em euforia. Mas o pior para os portugueses ainda por aí vem….Apesar do malabarista Borges dizer que não vai haver mais austeridade quem é que acredita neste…………

O Governo está em euforia. 
Mas o pior para os portugueses ainda por aí vem….
Apesar do malabarista Borges dizer que não vai haver mais austeridade quem é que acredita neste………… 

Reflexões sobre a recente ida aos mercados 

O destaque da crónica 

"O quase simultâneo "regresso aos mercados" (designação ambígua servida à opinião pública) de Espanha, Irlanda e Portugal marcou uma nova viragem na zona euro com consequências vastas, duradouras e difíceis de entender. Convém por isso que tentemos compreender o que de facto mudou. 
O desenvolvimento 
Quando a esmola é grande o povo desconfia. Foi o que aconteceu com a recente ida aos mercados, tendo o Governo obtido juros inferiores ao anteriormente praticado pelos agiotas. Mas o povo tem outro ditado muito actual: Nem tudo o que luz é oiro!” 

 Numa primeira análise vê-se que na sequência do resultado obtido na operação de venda da divida publica, o Governo tratou logo de tirar dividendos políticos da situação. Verdade, verdadinha, que os oposicionistas parlamentares e a maioria da dos comentadores políticos calculavam que Portugal só iria aos mercados lá para o mês de Setembro próximo. Como aconteceu que este facto ocorreu já neste mês de Janeiro, esta antecipação de 9 meses fez com que o Governo embandeirasse em arco e desfrutasse de momentos de glória sustentadamente exacerbados. 


Mas é um triunfo relativo e apenas simbólico. Os portugueses vão continuar a sofrer na pele e agora cada vez mais com os novos aumentos de impostos, uma austeridade cruel. Há, por conseguinte, uma vitória clara, mas relativa,  do governo, faltando saber-se quanto tempo ela resistirá à inevitável constatação de que vêm aí mais desemprego, mais recessão e mais penalizações para os pobres e para a classe média 

Durão Barroso poderá estar feliz com este teste de Portugal ter ido aos mercados com sucesso, aliás não foi só Portugal, também foi a Irlanda, Espanha e a Itália. Mas será o Banco Central Europeu o maior vencedor destas ultimas operações Vamos lá a meditar nisto!

Concretamente para Portugal, Espanha, Irlanda e Itália nada mudou. O que os Governos destes países se podem gabar é apenas de que foram aos mercados de uma forma directa, mas na verdade substituíram divida por um preço mais caro. É uma gabarolice pura Mas não se iludam os portugueses. A austeridade que faz sofrer o povo português não será de forma alguma aliviada, conforme rapidamente o Ministério das Finanças fez logo de imediato notar.


Contribuições 

Análises para compreender a situação dos juros mais baratos nos mercados financeiros. 
A melhoria da situação na zona euro, anunciada pela drástica e rápida descida dos juros das dívidas soberanas nos mercados secundários, em nada se deve a um progresso nos países mais fragilizados no que toca aos seus défices, às suas dívidas e às suas perspectivas de solvabilidade - bem pelo contrário. 

Qualquer observador isento reconhece que o que fundamentalmente mudou foi a atitude do BCE (mais precisamente desde o Verão passado), ao anunciar que não hesitaria em intervir directamente em socorro dos países em dificuldades para assegurar a salvação e a integridade da zona euro. Espanta um bocadinho como essa promessa foi considerável credível, mas a verdade é que foi mesmo.

A contrapartida desta mudança de política, assumida por Draghi contra a inepta herança de Trichet, é que o apoio do BCE está agora directamente dependente da avaliação que o banco central faz da bondade das políticas orçamentais anunciadas pelos estados, sem necessidade da presença directa de troikas ou da assinatura de memorandos de entendimento.

Este novo método foi experimentado com êxito na Itália e na Espanha. Tem, para os respectivos governos, a grande vantagem de evitar a entrada de um corpo expedicionário de ocupação financeira (vulgo troika) e a explicitação de condições humilhantes e ofensivas para o patriotismo dos indígenas. Mas tem também o grandíssimo inconveniente de ser menos transparente, mais discricionário e virtualmente perpétuo.


A submissão temporária aos ditames da troika que calhava em sorte a cada país e que era reduzida a escrito num documento minimamente fundamentado e negociado foi desde agora substituída por outra permanente e ilimitada, de tal modo que cada país fica à mercê das declarações públicas de Draghi favoráveis ou desfavoráveis ou mesmo, quando isso lhe der mais jeito, de um mero telefone ao respectivo ministro das finanças.


Ademais, estamos perante uma transferência de poder e soberania da Comissão Europeia para o BCE. Não era bem deste tipo federalismo comandado por banqueiros que estavam à espera, pois não?"

Enquanto eu reflicto sobre a gloriosa e propagandeada ida aos mercados oss nossos amigos leitores podem ver e ouvir Cármen Miranda no tema "O que é que a baiana tem"



 O tema da ida aos mercados ainda vamos publicar hoje neste blogue 
 Carmen Miranda será recordada na próxima quarta-feira na rubrica "No Palco da Saudade".

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Como vai Portugal neste iniciar de 2013? (2) Falemos do PS! António José Seguro começa a sentir que está em perigo o seu lugar de Secretário-geral. Para além mais do que prevista candidatura de António Costa parece que se prepara uma surpresa. Para mim nomes como Francisco Assis, Vieira da Silva ou até mesmo Ferro Rodrigues poderão estar na forja para avançar…..

Como vai Portugal neste iniciar de 2013? (2) 

Falemos do PS! António José Seguro começa a sentir que está em perigo o seu lugar de Secretário-geral. Para além mais do que prevista candidatura de António Costa parece que se prepara uma surpresa. 

Para mim nomes como Francisco Assis, Vieira da Silva ou até mesmo Ferro Rodrigues poderão estar na forja para avançar….. 

A pressão sobre António Costa para avançar contra António José Seguro na liderança do PS ganha adeptos, e o presidente da Câmara de Lisboa já conta espingardas, tendo a seu lado "estruturas organizadas e pessoas com muita vontade de o apoiar", segundo referia ontem o Correio das Manhã a partir de uma fonte bem informada
Mas o autarca ainda não tomou uma decisão definitiva e para a opinião pública apenas deixa escapar: "Qualquer que seja a data, estarei nesse congresso". Estas respostas evasivas de Costa são recorrentes, até mesmo junto do núcleo duro do ex-líder José Sócrates que está empenhado em lançar o autarca.

O mesmo jornal sabe, aliás, que recentemente muitos destes socialistas se sentaram à mesa com o presidente da autarquia da capital para o persuadir. Mas este não esclareceu a sua posição. O que explica que Pedro Silva Pereira, braço direito de Sócrates, tenha jogado mais uma cartada, ao suscitar o debate sobre um congresso electivo antes das autárquicas.

José Lello seguiu as pisadas, por uma alternativa à actual liderança. Seguro respondeu com a pergunta: "Qual a pressa?". E mesmo fontes próximas de Costa confidenciaram ao jornal ( que , segundo sabemos, está bem informado por uma fonte credível) que o levantamento desta discussão foi "precipitada". Afinal, o momento é de auscultação e contagem de apoios, no qual deve imperar "a reserva".

Comentário de Bancada Directa ( agora um blogue afastado dos corredores do Largo do Rato): 

Claro que somos apoiantes de que este assunto terá de ser tratado com as naturais reservas e solidariedade partidária, mas também não será tolice que os putativos candidatos comecem já a contar as espingardas

Adriano Rui Ribeiro


Esta noticia foi há ano e meio. Mas mantém-se Actual. Clicar aqui para a ler

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Afinal o apoio expresso de Miguel Relvas a Fernando Seara não era o beijo da morte segundo dizia o professor Marcelo

Fernando Seara encaixou na perfeição que o apoio de Miguel Relvas à sua candidatura era uma mais valia

Para que conste....

Em meu entender não vai deixar saudades para as gentes de Sintra 

Amigos leitores: enquanto estamos a digerir o falso êxito da ida aos mercados (êxito só possível devido ao apoio de segurança do BCE) vamos ouvindo a Avé Maria de Schubert, pedindo a Nossa Senhora que olhe por este pobre país!




André Rieu recebeu uma mensagem de uma senhora holandesa que lhe contou que a sua sobrinha, Mirusa Louwerse, de pais holandeses, nascida e criada na Austrália (1985), parecia e cantava como os anjos.

Ao principio André não acreditou muito, mas a senhora tanto insistiu com o musico que ele, até com um pouco de má vontade, lá aceitou fazer-lhe um teste para uma audição.

Ficou encantado e em 2008 convidou-a para esta apresentação

A sua interpretação da Avé Maria de Schubert é verdadeiramente notável e arrebatadora.

Agradecimento ao nosso amigo Jorge Estrela Cerqueira Benfica que teve a gentileza de nos enviar este vídeo.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Em Espanha o PSOE expulsa Carlos Mulas Granados da sua Fundação Ideas por falsificação da autoria do tal famigerado relatório que o Governo português encomendou ao FMI

Rubalcaba, González e o tal Mulas
Em Espanha o PSOE expulsa Carlos Mulas Granados da sua Fundação Ideas por falsificação da autoria do tal famigerado relatório que o Governo português encomendou ao FMI 
Este género de senhores servem-se de todos os esquemas que lhes proporcionam as suas Fundações para ludibriarem os outros e ganhar bom dinheiro.
O senhor Carlos Mulas é um dos autores do tal “relatório” do governo, assinado por “técnicos” do FMI.

O senhor Mulas é espanhol e presidia à Fundação Ideas – uma fundação do PSOE. Ora, o senhor Mulas, na qualidade de presidente da dita Fundação, encomendava estudos económicos a especialistas, fazia o preço e pagava com o dinheiro da Fundação. Só que o “especialista” era ele: inventou um nome – Amy Martin – que assinava os estudos encomendados e recebia o dinheiro. A fraude foi descoberta pelo jornal El Mundo.
O tal Mulas. Tão fotogénico e tão fraudulento

O senhor Mulas foi hoje expulso da presidência da dita Fundação. Não admira que o senhor Mulas seja co-autor do “relatório” que Vítor Gaspar lhe deu para assinar. Por dinheiro, estes “especialistas” assinam tudo. O director-geral da Fundação Ideas - o laboratório de ideias do partido socialista espanhol - e que também é um dos autores do recente e polémico relatório do FMI sobre os cortes na despesa em Portugal, foi hoje demitido por ter contratado uma colunista que não existe.

A demissão do responsável, Carlos Mulas, ocorreu depois de o jornal El Mundo ter denunciado o caso. O mesmo jornal escreve ainda que o responsável máximo da Fundação, o antigo ministro do Trabalho do PSOE Jesus Caldera solicitou uma investigação “exaustiva” do sucedido, reclamando de Mulas a devolução dos mais de 50.000 euros pagos pelas crónicas. E revelou ainda que está também a ser ponderada a possibilidade de proceder judicialmente contra o director-geral.


Carlos Mulas Granados foi, também, um dos autores do polémico relatório do FMI, divulgado há duas semanas, que dava sugestões para o corte de 4 mil milhões na despesa do Estado português. De momento, a identidade do autor das crónicas, que chegava a receber 3 mil euros por artigo, é desconhecida, apesar de se desconfiar que possa ser o próprio Carlos Mulas.


Sobre o trabalho do jornal, Caldera considerou que este é o trabalho que se espera da comunicação social, que “nos abriu os olhos ao denunciar este tipo de irregularidades”. Por outro lado, o pró-socialista El Pais, o rival do conservador El Mundo, tem vindo a divulgar um escândalo relativo a pagamentos mensais de 10 mil euros a altos dirigentes do Partido Popular. 


Contribuições 

Mulas declarou que foi a sua própria esposa que desenhou o logotipo de Amy Martin

Fundação do PSOE demite director-geral, co-autor de estudo do FMI sobre Portugal 
O vice-presidente da Fundação Ideas, vinculada ao PSOE, demitiu hoje o director da instituição, Carlos Mulas Granados - um dos co-autores do estudo do FMI sobre Portugal -, depois de comprovar que recebeu por trabalhos que assinou com um pseudónimo. Carlos Mulas Granados é um professor universitário de economia, na Universidade Complutense de Madrid.

E era, até agora, o director da Fundação Ideas, próxima do Partido Socialista Operário Espanhol. O pecado do professor Mulas Granados começou com a desconfiança dos colegas na fundação. Diziam que a fundação pagava bem por cada artigo de Amy Martin, que seria uma afamada colunista norte americana. No entanto, a colunista não existe e é, afinal, apenas um nome e uma marca, registados pelo próprio Mulas Granados.


Ou seja, o professor determinava que a fundação pagasse ao seu alter ego uma quantia que o jornal "El Mundo" define como um suplemento salarial.


 Ver mais clicando aqui   

Como vai Portugal neste iniciar de 2013? Falemos do PS. Será a altura de António Costa definir qual o futuro politico que para si deseja? António José Seguro está a ser uma opção muito activa a Passos Coelho. Mas os socialistas querem mais e Costa preenche estes requisitos

Como vai Portugal neste iniciar de 2013? 

Falemos do PS. Será a altura de António Costa definir qual o futuro politico que para si deseja? 


António José Seguro está a ser uma opção muito activa a Passos Coelho. 


Mas os socialistas querem mais e Costa preenche estes requisitos 


António Costa já esperava que a oposição na Câmara de Lisboa se uniria para chumbar o seu Orçamento Municipal paras 2013. Em termos práticos não lhe faz grande mossa, pois pode governar com i Orçamento de 2012. Tem é que arranjar receitas para manter o mesmo, já que o de 2013 preconizava um corte significativo na dotação orçamental. E a oposição não queria estes cortes….. 

Vamos lá a ver. Ninguém de bom senso acredita que António Costa não tenha ficado aborrecido com este chumbo. E concretamente o autarca socialista ainda não disse claramente se recandidata novamente ao lugar de Presidente da Câmara. Pode ser que sim, pode ser que não! Mas o mais certo é ele estar a fazer as malas para partir da Praça do Município e em direcção ao Largo do Rato 

Aproxima-se o Congresso do PS. Se no Congresso anterior António Costa abdicou de lutar pelo lugar de Secretário-Geral do Partido Socialista, deixando o caminho livre para António José Seguro ocupar a cadeira do poder, não se poderá dizer que agora vai acontecer o mesmo. Ficou na ideia de todos que António Costa não desejou o lugar de Secretário-Geral por uma questão estratégica.

O PS tinha sofrido uma derrota estrondosa e se ele fosse eleito Secretário-Geral sofreria as arremetidas implacáveis das hostes afectas ao Governo tal como a aconteceu a António José Seguro, mas este com a vantagem de não ter ocupado qualquer lugar nos Governos de Sócrates e penalizados nas eleições. Já António Costa era muito próximo de Sócrates.


António Costa não se coíbe de forma alguma de lançar farpas ao comportamento de António José Seguro. Será agora a altura ideal para António Costa lançar o anúncio de que pretende deixar a Câmara de Lisboa e avançar para o lugar de Secretário-geral do PS? A ver vamos 


Contribuições 


 Em entrevista dada ontem à Rádio Renascença, Pedro Silva Pereira afirmou que o PS não está ainda preparado para apresentar ao país uma alternativa credível e que, nesse sentido, é de apoiar a iniciativa de «acelerar os calendários», como defende António José Seguro.


Mas disse mais: «Se o PS antecipa um conjunto de riscos para a estabilidade politica (...), então também se calhar conviria que a questão do congresso, visto que é um congresso electivo, pudesse realizar-se tão depressa quanto possível.» Entenda-se: porque está em causa a confirmação, ou não, de António José Seguro como secretário-geral.

Claro que a intervenção de Silva Pereira pode ser lida como o desejo de um reforço da autoridade de Seguro. Ou não: é possível que imagine já um novo discurso triunfador de António Costa no encerramento do dito congresso, de malas aviadas na Praça do Município e a caminho do Rato. Costa atira cada vez mais farpas a Seguro, ainda não disse se se recandidata ou não por Lisboa a novo mandato nas autárquicas e deve estar minimamente irritado porque viu ontem chumbado, pela Assembleia Municipal, o seu orçamento para 2013.

Tudo sinais de fumo, ainda fracos, mas todos numa mesma direcção. Do ponto de vista do PS, seria, na minha modesta opinião, a única jogada para sair do marasmo em que se encontra. Para o PSD, um valente susto. Para o país? Não sei, a questão é bem mais complicada.



Logo se veria. .

“No Palco da Saudade”. Rubrica com a assinatura de Salvador Santos. Actriz Pepa Ruiz recordada hoje. Como sempre às quartas feiras é o ”Teatro no Bancada Directa”

“No Palco da Saudade”. 
Rubrica com a assinatura de Salvador Santos. 
Actriz Pepa Ruiz recordada hoje. 
Como sempre às quartas feiras é o ”Teatro no Bancada Directa” 

No palco da saudade 

Texto inédito e integral de Salvador Santos 
PEPA RUIZ 

Espanhola de nascimento, ela foi a primeira grande vedeta do teatro de revista à portuguesa, onde se estreou em 1875, impondo-se definitivamente em 1889. Por cá brilhou sem cessar até que, em 1902, resolveu partir para o Brasil, onde prosseguiu a sua carreira ímpar. Ligada desde quase sempre ao grande empresário, actor e dramaturgo Sousa Bastos, com quem viveu e trabalhou ininterruptamente durante perto de vinte anos, ela veio pela primeira vez ao nosso país quando tinha apenas seis anos de idade, acompanhando uma irmã que integrava o elenco de uma das muitas companhias de zarzuelas que então nos visitavam. 


Voltou mais duas ou três vezes, até que decidiu ficar por cá, dizendo-se perdidamente apaixonada por Portugal e… pelos portugueses! Pisou o palco pela primeira vez no nosso país na cidade do Porto, no há muito desaparecido Teatro da Trindade, na peça “A Pata de Cabra”, onde pontificava o actor Miguel Verdial. O sucesso da peça levou-a até Lisboa, onde a sua graça e espontaneidade não escapou às atenções do público, da crítica e… dos empresários teatrais. 


Um destes, Sousa Bastos, que mais tarde viria a escrever no seu Dicionário do Teatro Português (1908) que «ainda não apareceu ninguém como ela para dar vida e animação a uma revista», disputou-a acerrimamente com os demais, cobrindo todas as propostas de cachet que lhe iam fazendo, visitando-a vezes amiúde no seu camarim, assistindo vezes sem conta às suas actuações nos camarotes de boca, convidando-a para os mais diversos eventos sociais e brindando-a com flores e oferendas várias. 

Os sinos de Corneville, uma peça interpretada por Pepa Ruiz

Absolutamente rendida à persuasão, charme e sedução de Sousa Bastos, Pepa Ruiz entregar-se-ia completamente, de alma e coração, ao empresário, logo que participou na primeira revista sob a sua chancela de produtor, no Teatro do Príncipe Real: “Lisboa no Palco”. No mesmo tablado seguir-se-ia uma gama variada de espectáculos  que iam da mágica à revista, do vaudeville à opereta e da comédia ao drama. Mas foi de facto nos espectáculos musicais, nomeadamente nas operetas “A Filha do Tambor-Mor” e “Os Sinos de Corneville” ou em peças de vaudeville como “O Casamento de Nitouche”, que Pepa Ruiz e Sousa Bastos viram consagrado o seu reinado nos palcos portugueses. 

Mas ambos atingiram o ponto mais alto das respectivas carreiras quando, em 1889, fizeram subir a cena a revista “Tim Tim por Tim Tim”. Estreada no Teatro da Rua dos Condes, inaugurado no ano anterior, aquela revista marcou uma época e o seu título chegou até aos nossos dias numa aura de legenda. Neste espectáculo  que conheceu várias versões sempre com lotações esgotadas, Pepa Ruiz multiplicava-se em aparições (numa das versões apresentadas no Brasil chegou a desempenhar nada menos que dezoito papéis!), o que levou o verrinoso Fialho de Almeida a escrever que a peça se devia chamar «Pepa em três actos e vinte e nove pares de meias». 

Cartaz da peça teatral "A Filha do Tambor-Mor" figura interpretada por Pepa Ruiz


Pepa Ruiz cantava, dançava e representava, fogosa e deslumbrante, acompanhada de um grupo de belas e jovens actrizes  servindo um conjunto de rábulas maliciosas de duplo sentido, onde ela exibia toda a sua beleza e sensualidade. Nessa altura, o teatro de revista em Portugal quase havia desaparecido, devido às pressões da censura, que proibira críticas e alusões políticas nos palcos. O empresário e a actriz não se deram por vencidos e capricharam na componente plástica das suas produções, sobretudo nos domínios da cenografia e dos figurinos, o que se reflectiria sobretudo nas revistas seguintes. Foi assim em “Fim do Século” e em “Tam Tam”, revista de estreia de uma jovem e talentosa actriz  também ela de descendência espanhola, de seu nome Maria da Conceição Martinez, que Sousa Bastos baptizaria de Palmira. 

E esta Palmira acabaria por conquistar o coração do empresário, que a viria a desposar, dando-lhe o apelido que ficaria para a posteridade: Bastos, Palmira Bastos! Pepa Ruiz perdeu não só o marido, mas também o lugar de vedeta da companhia. O público não gostou e recebeu as produções seguintes do empresário com fortes pateadas, que pouco a pouco foram rareando, até desaparecem completamente, graças ao inquestionável talento da novata Palmira Bastos. Destroçada pelos acontecimentos, ferida no seu orgulho de mulher e actriz  Pepa Ruiz refugiou-se no Brasil para sempre. 

Teatro do Príncipe Real, mais tarde seria o Teatro Apolo. Nesta sala trabalhou com muito brilho Pepa Ruiz


No outro lado do Atlântico, onde ela era reconhecida como «Rainha da Revista» devido aos sucessos alcançados nas sucessivas digressões realizadas ao Brasil desde 1881, Pepa Ruiz transformou-se na precursora das grandes vedetas do teatro musical que dominou a primeira metade do século vinte nos palcos brasileiros. Para além de encabeçar, entre 1902 e 1923, os elencos de algumas das maiores produções musicais do movimento de independência do teatro brasileiro face ao domínio europeu do século dezanove, Pepa Ruiz protagonizou a obra-prima “A Capital Federal” do jornalista e dramaturgo maranhense Artur Azevedo, peça que ficou inscrita na história das artes cénicas do Brasil como uma das grandes referências da dramaturgia sul-americana. 

Esquecida em Portugal, Pepa Ruiz foi diversas vezes homenageada no nosso país irmão antes do seu desaparecimento, em 1923, com sessenta e três anos. 


Salvador Santos

Porto. 2013. Janeiro. 21

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Vejam lá o que pensa este landrú de olhos em bico! Quer deixar morrer os velhotes para o Estado poupar dinheiro. Este magano também anda a comer com pauzinhos uma açorda de marisco com amêijoas maradas

Vejam lá o que pensa este landrú de olhos em bico! 
Quer deixar morrer os velhotes para o Estado poupar dinheiro. 
Este magano também anda a comer com pauzinhos uma açorda de marisco com amêijoas maradas Ministro japonês afirma que doentes idosos devem morrer para poupar o Estado 

Este gabiru se desaparecesse não deixava saudades em ninguém

O ministro das Finanças do novo governo japonês afirmou que os idosos doentes devem "morrer rapidamente" para aliviar o Estado do pagamento de cuidados médicos. "Deus queira que (os idosos) não sejam forçados a viver até quando quiserem morrer" disse Taro Aso durante uma reunião, em Tóquio, sobre as reformas da segurança social. 

Segundo o jornal britânico Guardian, o ministro está a ser alvo de fortes críticas por declarações como: "O problema não tem solução, a não ser que os deixemos morrer, e depressa". O mesmo ministro chamou ainda "entubados" aos doentes que já não se conseguem alimentar pelas próprias mãos e acrescentou que "o ministro da Saúde está consciente das despesas de saúde por paciente". 

De acordo com o Guardian, os comentários de Aso são motivo de ofensa no Japão, onde um quarto da população, de cerca de 130 milhões de habitantes, tem mais de 60 anos de idade. O ministro das Finanças, neto de um primeiro-ministro do pós-guerra, já foi também chefe do Executivo e ministro dos Negócios Estrangeiros, e é conhecido pelas declarações polémicas: foi considerado particularmente insultuoso para com os doentes de Alzheimer e em 2001 afirmou que gostava que o "Japão fosse o país em que os judeus ricos gostassem de viver". 

Um relatório divulgado na segunda-feira em Tóquio indica que mais de dois milhões de japoneses dependem da segurança social. O novo governo do primeiro-ministro Shinzo Abe foi eleito no passado mês de Dezembro e espera-se para breve o anúncio de novas medidas sociais. 


Comentário de Bancada Directa: não sei bem porquê mas convém a rapaziada já entradote calar-se com esta noticia não vá alguém dos nossos lembrar-se da ideia….

Esta Lisboa que eu amo, mas desta forma não! Uma pessoa abre a janela de sua casa e leva logo pelas "ventas" com um capot aquecido de um automóvel em cima da casa dela

Lisboa
Calçada dos Cesteiros, a Santa Apolónia / Campo de Santa Clara
Não há duvida de que os passeios são para os peões andarem neles em segurança.
Neste caso concreto os peões estão arredados dos seus direitos e não há autoridades que os valham.......
Pelo menos neste local
Francamente

Agradecimento ao amigo "passeio livre" 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Bancada Directa não disse no post anterior que estava por aí perto o Carnaval? Vejam lá se nós não tínhamos razão. Esta medida só pode ser a reinar!...

Francamente.....

Vem por aí o Carnaval. Este ano vitima de um corte na tolerancia da 3ª feira. Carnaval da nossa austeridade, do nosso cada vez menor poder de compra e com um corte cruel no Estado Social

Estamos a prepararmo-nos para festejar condignamente o Carnaval que por aí vem. Em vez de risos e alegria vai sair uma tristeza imensa e um choro de arrepiar.

Se o nosso boss e a troupe que o acompanha governassem tão bem como a Cristiane Alves dança (estremecer o rabo também é dançar e de que maneira) e mostra os seus dons naturais, estávamos muito bem..

Pobretes, mas alegretes!

Noite de glória para Cristiano Ronaldo e Angel Di Maria na vitória do Real Madrid sobre o Valencia. Cada um com o seu "doblete"

Foi a melhor exibição do Real Madrid desta época atribulada para José Mourinho. Os merengues deslocaram-se ao Mestalla de Valencia e cilindraram os valencianos por um contundente 5/0

Cristiano Ronaldo e o Tri-tri marcaram dois golos cada um. Fica para a história destes futebolistas que ultimamente protagonizaram atribulações com Mourinho.

Obrigado Pela Sua Visita !