BANCADA DIRECTA: Outubro 2012

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O Detective Tempicos e seus amigos voltam a atacar.Agora estão nas Caraíbas e desenvolvem "Uma Saga Portuguesa". A Detective Jeremias é a autora do episódio de hoje (5º). Uma volta de 360º ou será 180º?

O Detective Tempicos e seus amigos voltam a atacar.
Agora estão nas Caraíbas e desenvolvem "Uma Saga Portuguesa". 
A Detective Jeremias é a autora do episódio de hoje (5º). 
Uma volta de 360º ou será 180º? 

UMA SAGA PORTUGUESA 


Para o leitor que se sente perdido no meio do intrincado enredo desta saga portuguesa, o ponto da situação resume-se em poucas palavras — toda a equipa clínica do “Baldaq Beauty Hall” estava metida numa grandessíssima embrulhada. Tinham horríveis ameaças pendentes sobre as suas cabeças: uma acusação múltipla e infindável de homicídio, fraude, negligência médica, falta de licenciamento etc. etc. e, em consequência disto, a inacessibilidade óbvia à fortuna acumulada nos últimos tempos.

A gritaria e a confusão eram iguaizinhas à Aldeia dos Macacos do Zoo de Lisboa. Clorianus repetia “Estamos feitos! Estamos feitos!”. Ginjinharnes e Jeremias guinchavam em uníssono frases incompreensíveis. Buena Vida sacou da navalha, arrepelava os cabelos e berrava “Ai Madre”, entre cada palavra da lenguaje soez que conseguia recordar. Adrianovitch tentava sobrepor o seu vozeirão — embora sem sucesso — e proferia expressões ofensivas, aqui irreproduzíveis dada a violência do seu teor. Baltazar Novena recitava ladainhas em latim macarrónico, ao mesmo tempo que visualizava soluções airosas para uma eventual estadia na cadeia e via-se já como capelão / confidente da ala feminina.

Segundo refere a autora deste episódio esta mala tipo militar tinha rodas, que aqui não se vêem. Dizia-se à socapa que Adrianovich era eximio em sacar tudo o que fosse rodas para vendê-las ao sucateiro.

Tempicos tentava recuperar a liderança do grupo, esbracejava em cima da marquesa — leia-se mesa das cirurgias — e, aos urros, juntava mais caos à babel da situação. E por onde paravam Gustavito e Sargento Estrela? Perguntará o leitor mais atento. Será que foram esquecidos pela autora deste texto e remetidos com bilhete “só ida” para o limbo dos olvidados? Nada disso, antes pelo contrário, porque serão exactamente eles as figuras centrais da cena que se segue. O grupo, que se arrepelava em pânico, imobilizou-se em “pause mode” com entrada inesperada de Gustavito e Sargento Estrela. Cada um deles puxava com esforço uma mala com rodas de tipo militar — desencantada vá lá saber-se aonde. Tinham os dois um ar confiante e muito bem-disposto. Declararam em coro ensaiado: — O nosso dinheiro está todo aqui! E depois, cada um à sua vez, explicaram aos sete queixos caídos que os observavam estupefactos. Assim falou Gustavito torero: — Eu cá nunca confiei nem em bancos nem em touros de pontas. Confesso! Os lucros nunca foram para o banco e vocês todos sabem que eu e o Estrela é que estávamos responsáveis pelos depósitos… — E eu nem confio em mim próprio! As notas foram directamente prás malas — esclareceu Sargento Estrela, homem parco em palavras.

Dispenso-me de descrever aqui a histeria que se seguiu à divulgação desta notícia. Da Aldeia dos Macacos anterior passaram para um ambiente de selva amazónica em época de acasalamento de araras. A tripe Baldaquiana, ao sentir os bolsos cheios, desatou a mandar para o ar palpites de fuga e sugestões de negócios tão alucinados como a criação de coelhos, ou empresas de aluguer de cortadores de relvas, ou fabrico de portas blindadas… 

Lucio Canário, chefe da Policia de Saint Lucia era um confesso admirador do Detective Tempicos

Dlim dlão… Foram novamente interrompidos pelo som mavioso da campainha da clínica. Tempicos impôs silêncio. 

Dlim dlão… — Bózu! — Ouviu-se a saudação em patwa, o crioulo de St Lucía. Os Baldaquianos suspiraram de alívio. Dlim dlão… — BÓZU! POLICE! Os Baldaquianos tremeram de pavor, porque mesmo os poucos familiarizados com a língua de Shakespeare e Lady Di, entendem o código universal “Police”.


Não havia como fugir. Resumindo o que se passou, com transcrição dos diálogos legendados para facilitar, o chefe da polícia de St. Lucía pretendia uma conversa em privado com o Detective. Tempicos. Este, ao sentir os calinhos apertados e para repartir responsabilidades disse: — Eu sou o líder, mas trabalhamos em equipa, somos um todo. Indivisíveis e inseparáveis. Então, Lucio Canario, caribenho de gema, bigodinho fino a atestar a sua autoridade policial, teceu meia hora de loas ao Detective Tempicos. Dissertou sobre o papel de Tempicos a nível internacional, mostrou estar a par das investigações desenvolvidas por “uma figura ímpar no universo policial”. Paris, Londres, Avenidas da Liberdade e Almirante Reis etc etc…


Lucio Canario fazia o que se designa por um acompanhamento de proximidade dos casos de Tempicos através da Internet e dos jornais de domingo. E se a plateia escutava incrédula tudo aquilo que ouvia, a sala veio abaixo quando lhes garantiu imunidade total e completa sobre eventuais, “e seguramente infundadas” queixas por actividades da “Beauty Hall”. Depois de assegurado o sigilo absoluto, Lucio Canario começou num discurso atabalhoado pelo nervosismo. — Os afogamentos atribuídos à má prática clínica foram, na realidade, crimes. Aliás esta mulher que se salvou foi por causa do “cimento”. O que se passa… o que se passa, enfim… O chefe da polícia fez uma interrupção, para ganhar coragem e aumentar o suspense.  

A Detective Jeremias é implacável. Homicídios nos seus escritos são sempre para mais de uma dezena, neste mais meia.

Temos um serial killer na ilha. Injecta um tóxico letal nas turistas ricas alojadas em hotéis com piscina e elas… elas afogam-se como… como peixes sem guelras. Os primeiros casos conseguimos abafá-los. Identificámos a causa de morte como “paragem cardíaca” para não estarmos a mentir. Ultimamente já se safaram algumas: as operadas no “Beauty Hall”, porque a densidade do produto injectado dificultou a absorção do tóxico… Agora, nove queixos caídos e nove pares de olhos arregalados escutavam sem pestanejar. 


Lucio Canario prosseguiu: — Precisamos, suplicamos a colaboração de Tempicos… e da sua equipa, claro — rectificou, em tempo útil — para solucionar este caso… Quinze mulheres mortas por injecção letal, em comum têm o facto de viajar sozinhas… 


 Um silêncio de assustar mortos caiu sobre os presentes. Viraram-se todos para Tempicos, à espera da sua decisão…


Detective Jeremias

Santarém. 2012. Outubro 30

terça-feira, 30 de outubro de 2012

A saudosa actriz Rosa Damasceno é a recordação de hoje de Salvador Santos na sua rubrica “No Palco da Saudade”. É o Teatro no Bancada Directa semanalmente.

In memoriam

Rosa Damasceno, de seu nome próprio Rosa Angélica Damasceno Rosado, nasceu em São Pedro da Cova, Concelho de Gondomar, Distrito do Porto em 23 de Fevereiro de 1845 (alguns biógrafos referem 1849) e faleceu no Gradil de Mafra, na Quinta de Sant’Anna, em 5 de Outubro de 1904.
Foi uma actriz portuguesa
A saudosa actriz Rosa Damasceno é a recordação de hoje de Salvador Santos na sua rubrica “No Palco da Saudade”. 
É o Teatro no Bancada Directa semanalmente. 


“No Palco da Saudade” 

Texto integral e inédito de Salvador Santos 

 ROSA DAMASCENO 


Quando o pai, um militar em início de carreira, faleceu, a mãe levou-a de São Pedro da Cova, onde nasceu e viviam, para o Alentejo profundo. Por lá andou durante meia dúzia de anos a representar de terra em terra numa companhia de teatro ambulante. De férias numa aldeia do litoral alentejano, o actor Marcolino Pinto Ribeiro ficou impressionado quando a viu numa peça e aconselhou-a a partir para Lisboa. O administrador do Teatro D. Maria II não lhe reconheceu grande mérito e deu-lhe apenas um pequeno papel no espectáculo então em ensaios. 

Mesmo assim a actriz fez-se notada e o alarido foi tal que o empresário Francisco Palha a levou para o Teatro da Trindade, que inauguraria a 30 de Setembro de 1867 com um programa composto por duas peças: “A Mãe dos Pobres” e “O Xerez da Viscondessa”. Começava aqui o despontar de uma das maiores estrelas da cena teatral portuguesa da segunda metade do século XIX. De uma formosura e elegância invulgares, cabelos loiros frisados e olhar expressivo, Rosa Damasceno era uma actriz intuitiva, muito criativa e original, cuja voz melodiosa, graciosidade e malícia a marcariam como ingénua dramática até ao fim da sua vida. 


Mas, apesar de ter experimentado outros registos, era assim que o público a queria desde que a vira nas peças de Sardou “Família Benoiton” e “Conspiração na Aldeia”, que apaixonaram meia Lisboa e… o Rei D. Luís! O monarca traduziu algumas peças para ela representar, ofereceu-lhe a quinta de Sant’Ana, em Gradil, Mafra, onde mandou construir um pequeno teatro particular, comprou-lhe uma grande casa em plena avenida da Liberdade, em Lisboa, e, até morrer, mandou-lhe trezentas libras por mês. 



Pormenores da Quinta de Santana no Gradil de Mafra, paredes meias com a Tapada de Mafra. A Quinta hoje é um empreendimento turístico muito visitada por turistas estrangeiros. A referencia ao Rei Dom Luis e Rosa Damasceno acontece sempre nestas visitas

A relação de Rosa Damasceno e D. Luiz não era apenas de respeito e admiração. O povo fez constar que D. Maria Pia surpreendeu o seu esposo com a bela actriz num dos leitos dos aposentos reais, no Paço da Ajuda, acabando por tapar com um dos seus lenços de seda o buraco da fechadura da porta do quarto para que ele e a amante soubessem que a Rainha estivera por lá. Constou-se também que o Rei escapulia muitas vezes do Paço, pela calada da noite, para visitar Rosa Damasceno na sua morada da avenida da Liberdade, tendo sido descoberto por um vizinho da actriz dono de um papagaio que passou a palrar «Papagaio real quem passa? É o rei que vai para a caça». 

Dizia-se também que foi esta ligação de D. Luís com Rosa Damasceno que influiu no concurso que retirou a adjudicação do Teatro D. Maria II a José Carlos dos Santos em favor da companhia Biester, Brazão & Compª, que tinha a actriz no seu elenco. Foi depois desta mudança de direcção no D. Maria que Rosa Damasceno pisou pela primeira vez aquele palco. Na noite de estreia do primeiro espectáculo (“D. Leonor de Bragança” de Luís Campos), a actriz foi recebida com uma enorme pateada e muitos assobios de uma plateia maioritariamente composta por seguidores e admiradores do actor que dirigira aquele teatro até então. 

Cine-Teatro Rosa Damasceno em Santarém. Foi dado o nome da actriz pela sua extraordinária representação na peça Hamlet de Shakespear naquele teatro ao lado de seu marido o actor Eduardo Brazão

Mas, no final, Rosa Damasceno acabou por ser estrondosamente ovacionada, porque, seja o que for que tenha acontecido no concurso de adjudicação do Teatro D. Maria II, o seu talento, esse, era genuíno, enorme! A partir dessa noite a actriz nunca deixou de ser bem recebida naquele teatro, onde se manteve até final de 1897, evidenciando todo o esplendor da sua arte em peças como “Os Velhos”, onde fez o papel de Ermelinda, ou “D. Afonso VI”, onde interpretou a Rainha Isabel. Dois anos depois da morte de Rei D. Luís, em 1891, Rosa Damasceno anuncia o seu noivado com Eduardo Brazão, actor e administrador do Teatro D. Maria II, com quem trabalhava desde o início da sua carreira em Lisboa. O noivado foi muito badalado pela sociedade portuguesa da época, embora a notícia não constituísse surpresa porque há já algum tempo que se constava que entre os dois existia uma grande empatia que se reflectia, aliás, no palco, nomeadamente nas contracenas memoráveis que ambos haviam proporcionado em peças como “Arlesiana” de Daudet e “Hamlet” de Shakespeare. 
O actor Eduardo Brazão que veio a casar com Rosa Damasceno dois anos após a morte de D. Luis

O casamento foi um verdadeiro acontecimento, com grandes repercussões na imprensa, e pouco tempo depois o público fazia um grande corrupio junto do teatro para ver o casal junto em cena vivendo outras vidas, outros amores, outras paixões. Nos sete anos seguintes, Rosa Damasceno conheceu tempos gloriosos no D.Maria, foi calorosamente recebida no Porto, acolhida em delírio em Santarém (onde uma actuação soberba justificou que o teatro local passasse a ostentar o seu nome), e fervorosamente aplaudida em muitas outras terras portuguesas, numa digressão que se estenderia depois até às cidades brasileiras do Rio de Janeiro e de São Paulo. 

Palacete Rosa Damasceno oferecido à actriz pelo Rei Dom Luís na Avenida da Liberdade. Foi demolido para ampliação do actual Hotel Tivoli. (ala Sul) 


Em 1898 a actriz transfere-se para o Teatro D. Amélia (actual São Luiz de Lisboa), onde continuou a exibir o seu génio teatral em peças como “Ditoso Fado”, com o grande actor Taborda; “O que Morreu de Amor”, peça de estreia de Júlio Dantas; ou “Adversário”, o seu espectáculo de despedida. Um ataque cardíaco surpreendeu-a na madrugada de 5 de Outubro de 1904, arrancando-a de vez dos palcos onde foi verdadeiramente rainha. 

Salvador Santos 

Porto 2012. Outubro. 29

Claro, quem é que não vê que o convite é um presente envenenado? Adeus, Oh vai-te embora será a resposta do Tozé



Como vai Portugal (28)

Claro, quem é que não vê que o convite é um presente envenenado? 

Adeus, Oh vai-te embora! Será a resposta do Tozé 

Ontem dizia Passos Coelho: “Irei, ainda amanhã [terça-feira] formalizar um convite ao PS para que se junte ao PSD e ao CDS-PP e, neste caso, também ao Governo, para, entre o sexto e o sétimo exames regulares [da ‘troika’], programar a forma como haveremos de encontrar um programa de reavaliação das funções do Estado” .

Pensamos, e como nós muito boa gente, que esta dita “reavaliação das funções do Estado, não se trata de mais nada do que alterar a nossa Constituição. Melhor dizendo que haja condições para reformular o Estrado Social. António José Seguro já disse que não contem com ele para se destruir o Estrado Social. Espero e conto que o PS de António José Seguro, se limite a agradecer, por uma simples cortesia, o convite envenenado, porque já se sabe onde é que o declarante quer chegar - a uma real revisão da Constituição para os fins que o Governo pretende. 

Como, além do mais, só agora é que Passos Coelho, aflito, se lembrou de que existe o PS e fez uma pausa nos insultos que ele, directamente ou por interposta pessoa (tem mesmo gente especializada na matéria, ultimamente tem-se evidenciado o Álvaro ) tem dirigido ao PS, cabe a este devolver o convite. E também pode, só lhe fica bem, acrescentar, um educado "Passe bem!"
 E, a meu ver, não pode ir além disto, a menos que o PS esteja pronto para se suicidar e António José Seguro esteja preparado para "arrumar as botas", de uma vez por todas.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Refundação. Uma palavra monumental, a cheirar a vazio, quiçá inocuidade. Ignoram sistematicamente os “chuchas” e agora querem metê-los no mesmo saco. O do descalabro desta politica de austeridade

Como vai Portugal, com ou sem refundação? (27) 
Refundação.
Uma palavra monumental, a cheirar a vazio, quiçá inocuidade.
Ignoram sistematicamente os “chuchas” e agora querem metê-los no mesmo saco. O do descalabro desta politica de austeridade

O professor Marcelo nos seus comentários semanais televisivos, repetidamente vem dizendo os erros monumentais de Pedro Passos Coelho. E desta vez, com a inovadora “refundação” volta a bater na mesma tecla. Mas deixemos de falar no professor, porque ele queira ou não queira também faz parte desta politica por ter ideias comuns ao PSD.

Só realçar que Marcelo opina que esta “refundação” se fosse concretizada deixaria o PS mais à solta. Claro que não entendo.  Deixar O PS à solta porquê? O memorando inicial acordado com o PS já sofreu cinco alterações e este partido nem foi ouvido e nem achado.

Então é evidente que os socialistas já se sentem desviados deste programa de ajustamento. Para quê, então, estar a convidá-los para a sua refundação ou lá o que queira significar na cabeça do primeiro-ministro?

Claro que o termo “refundação usado por Passos Coelho (aqui eu duvido que ele seja o autor da palavra, indo mais a reboque do seu conselheiro principal e que nós todos nós sabemos quem é) é mesmo uma retórica gramatical destinada a impressionar os cidadãos pela novidade, vendo logo que eles não percebem o termo e assim podem criar expectativas irreais.
O termo refundação não será um fino e bem alinhavado ramo de flores, mas sim um balão totalmente esvaziado de ideias e sobretudo de bom senso governativo. E pior do que termo refundação é a constatação que este estado coisas continua e vai continuar inexoravelmente com os sacrifícios do povo.

Até que um dia a casa venha abaixo!

domingo, 28 de outubro de 2012

Refundação? O que é? Oh pá vai vender laranjas. Aproveita e esvazia a minha produção. Isto é que anda para aqui uma açorda de marisco marado...

Temos de considerar que a região de Sintra não é uma zona muito favorável para as árvores de frutos. Mas as minhas laranjeiras lá vão dando uma produção suficiente para a nossa casa.
Este ano as laranjas são muito mais pequenas do que em anos anteriores  Mas em compensação há muito maior quantidade e são de uma doçura excepcional.
É a natureza a renovar-se anualmente

Mas não há qualquer dúvida que tenho de proceder a uma "refundação". Mas sinceramente nem sei o que é isso....E o Seguro muito menos.
Talvez o Carlos Abreu Amorim saiba (sem ofensa, claro)....Ele sabe tudo!

sábado, 27 de outubro de 2012

Como vai Portugal quanto a licenciaturas (25) O tema “Relvas vai estudar” outra vez na berlinda. E o ministro diz que está de consciência tranquila. Ele não sei, mas eu é que estou com a minha em boa paz. E todos aqueles que queimaram as pestanas!

Licenciaturas na Lusófona 
Relvas teve equivalência a cadeiras que não existiam 
Lusófona obrigada a reavaliar licenciatura de Relvas 

Ministério da Educação dá dois meses à Universidade para reanalisar todos os processos de creditação profissional. 

As licenciaturas atribuídas por esta via poderão ser anuladas. Miguel Relvas completou a licenciatura no espaço de apenas um ano mas arrisca-se a perdê-la Miguel Relvas, além de ter precisado de fazer apenas quatro das 36 cadeiras da licenciatura da Universidade Lusófona, teve também equivalência a cadeiras que não existiam. 

 Esta é uma das informações apuradas pela auditoria da Inspecção-Geral da Educação e Ciência, avançadas na Comunicação Social ontem, que analisou os processos de 120 alunos que desde 2006 se licenciaram na Universidade Lusófona com parte dos créditos atribuídos por reconhecimento da experiência profissional. 


 A auditoria permitiu concluir que o actual ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, entre os 120 alunos, foi o que mais equivalências conseguiu para completar o curso de Ciência Política e Relações Internacionais. Foram-lhe até dadas equivalências a cadeiras que nem existiam em 2006/2007, ano lectivo em que esteve matriculado na Lusófona. A auditoria começou em Julho, depois de ter vindo a público que Miguel Relvas tinha completado a licenciatura no espaço de apenas um ano graças ao reconhecimento da sua experiência profissional, onde se incluía até a sua passagem por um rancho folclórico. 


A Inspecção-Geral da Educação e Ciência detectou várias irregularidades e na quinta-feira o ministro da Educação, Nuno Crato, deu 60 dias à instituição para reavaliar todas as licenciaturas que concedeu com recurso a este mecanismo. Em causa está a possível declaração de nulidade destes graus académicos, incluindo a licenciatura de Miguel Relvas. Alunos com mais equivalências 

A auditoria não refere nomes, apenas o número do estudante. Contudo, como apenas um aluno conseguiu equivalência a 160 créditos é fácil perceber qual a parte do processo que diz respeito a Relvas. “Saliente-se que o aluno apenas esteve inscrito em 2006/07 e as unidades curriculares Teorias Políticas Contemporâneas II, Língua Portuguesa III, Língua Portuguesa IV apenas configuram disciplinas optativas do curso em 2007/08”, refere o relatório também citado pelo semanário Expresso neste sábado. 

E acrescenta: “Apenas o referido aluno integra no certificado” as disciplinas em causa. O relatório destaca, ainda, que a candidatura do social-democrata foi admitida fora dos prazos legais. E explica que oito processos de alunos com mais equivalências foram analisados com mais pormenor, encontrando-se “falhas de diversa natureza que evidenciam a ausência do rigor indispensável à segurança dos procedimentos estabelecidos para a creditação”. 


 Entre as falhas é também dada como exemplo a “regulação tardia e insuficiente” das equivalências e a “ausência de garantia de qualidade e de fundamentação” na intervenção dos vários órgãos da universidade. Há ainda falhas de informação, como documentos por preencher ou rasurados. 

Na quinta-feira o Ministério da Educação e Ciência tinha já avançado que aplicou “uma sanção de advertência formal à Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias pelo não cumprimento das recomendações feitas em 2009 pela Inspecção Geral a respeito dos procedimentos de creditação profissional. Está ainda por concluir um terceiro relatório relativo a outras questões identificadas no decorrer da auditoria”. 

 Segundo o comunicado a tutela, “a confiança que a sociedade deposita” nas instituições de ensino “implica, por parte delas, a assunção de uma grande responsabilidade perante os estudantes e diplomados”, pelo que a universidade terá de reanalisar os processos “retirando dessa reanálise as consequências devidas, incluindo, quando for o caso, a declaração de nulidade dos graus atribuídos”.

Ver o tema no semanário Expresso clicando aqui

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Os avós neste momento são a salvaguarda dos casais com filhos perante este clima de austeridade. E não será só em Portugal. É por toda esta Europa e com mais incidência na Espanha

Os avós neste momento são a salvaguarda dos casais com filhos perante este clima de austeridade. 
E não será só em Portugal. 
É por toda esta Europa e com mais incidência na Espanha 

A jornalista Sandrine Morel, que é correspondente em Madrid do jornal “Le Monde” de Paris desenvolveu o tema 


Avós para todo o serviço (1). 


Em Espanha é uma classe nobre: os abuelos. Por cá em Portugal os casais precisam dos pais para sobreviverem, mas têm dificuldades em reconhecer os direitos dos avós! 




Vão buscar as crianças à escola, ajudam a pagar as despesas, sem falar da sua presença nos protestos contra a austeridade defendida por Bruxelas. 

Os “abuelos” tornaram-se um dos últimos pilares de uma sociedade sacudida. Ser avô presente! Uma dádiva de Deus! De óculos a baloiçar, pendurados ao pescoço, 

 Pilar Goytre, de 65 anos, corre atrás do netinho de dois anos de idade. Pega-lhe pela mão, antes que se aproxime demasiado da estrada, e retoma o caminho para o parque do rio Manzanares. Todas as sextas-feiras, esta dinâmica avó, de cabelo loiro curto a caminhar para o grisalho, vai buscar o Mário à saída da creche, na Puerta del Angel, um bairro popular do sudoeste de Madrid. Como ela, muitas “abuelas” (avós) aguardam ao portão. 

Segundo uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde e Políticas Sociais, quase metade dos avós espanhóis cuidam dos netos diariamente e cerca de 70% fazem-no durante as férias escolares. Em Espanha, os avós sempre ocuparam um lugar central. Mas com a crise, o seu apoio tornou-se mais necessário do que nunca. 

Um estudo do Conselho Económico e Social da Espanha (CES), que reúne os parceiros sociais, avalia em 422 600 o número de famílias que viviam, em 2011, das pensões dos avós – num universo de 17 milhões de lares. É 21% mais do que no ano anterior. Pilar, aposentou-se em Março. Anda três quartos de hora de metropolitano para cuidar de Mário até à chegada do filho Miguel e da nora Virgínia. 


Aos 37 anos, são ambos “mileuristas” (ganham 1000 euros por mês). Ele trabalha numa agência de viagens, ela é agente de controlo de qualidade num laboratório. Pagar a uma empregada para tomar conta do filho os dias todos: impossível. Mas Pilar não se queixa: “Adoro os meus netos", declara, ao mesmo tempo que oferece um biscoito em forma de dinossauro ao pequeno Mário. 


Na vanguarda das manifestações 
Em Espanha, mais de 1,7 milhões de lares têm os membros todos desempregados e cerca de 300 mil famílias perderam as casas desde o início da crise. 

Então, porque não explode o país? Economistas e sociólogos dão a mesma resposta: "o peso da economia subterrânea", que representa entre 20 e 25% do PIB nacional. Mas, sobretudo, é devido à "solidariedade familiar", verdadeira rede de segurança em caso de aflição. 


 É uma terminologia demasiado fraca para resumir o papel dos avós na crise actual. Elementos essenciais da sociedade, compensam as deficiências do sistema social, a começar pela falta de vagas em creches públicas ou de horários compatíveis com a vida dos pais. 


Recebem também aqueles que perderam a casa, fazem as vezes dos subsídios de desemprego quando estes acabam, pagam as férias. No entanto, a crise também os atinge e duplamente: primeiro, como todos os cidadãos, sofrem a política de austeridade do Governo espanhol (as suas pensões foram congeladas em 2011 e actualizadas em apenas 1%, em 2012, muito abaixo da inflação, próxima de 3%); além disso, passaram a pagar alguns dos medicamentos anteriormente gratuitos para os reformados. 

Os idosos também sofrem ainda na qualidade de pais: a crise atinge os filhos e respectivas famílias, que muitas vezes se vão apoiar neles, economicamente, mas também moralmente. "Estou convencida de que a geração dos meus filhos não vai viver tão bem como nós", lamenta Pilar, entristecida por ver o seu país "recuar". Indignada, decidiu lutar contra as consequências da crise "ajudando a (sua) família, mas também indo para a rua". 




Como muitos outros “abuelos”, está na vanguarda das manifestações, denunciando as injustiças sociais e os cortes orçamentais na educação e na saúde públicas. 

Contribuições de Bancada Directa além texto principal 
Este poema de Wordsworth vale a pena ser transcrito: 

Mi corazón se eleva 
cuando veo un arcoiris en el cielo 
así fué cuando comenzó mi vida 

Así es cuando ya soy un hombre 

Así será cuando envejezca…. 
El niño es el padre del hombre 

E assim será, tenho a certeza, que será por muitos séculos e séculos

Como vai este Portugal (23) com estes descarados e sem vergonha?


Nem há palavras que sustentem um comentário a preceito
Estacionadinho bem no centro da placa e no enfiamento directo de duas passagens de peões.
Mas segundo um comentário de um leitor, este tipo é useiro e vezeiro em estacionar naquele local o seu pópó.
Francamente

16h25. Lisboa. Mercado de Arroios. 2012. Outubro. 23

Agradecimento ao "passeio livre"

Como vamos nós de estudos? (24). Eu estou bem, Graças a Deus! Os créditos da Lusófona estão a ser investigados! Cantigas òh Rosa. Mas não nos esqueçamos dos recados que se viram no "Le Tour France 2012"



quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Como vai Portugal? (22) Uns têm de pagar a serventia dos transportes publicos. Outros mantêm a mesma regalia, isto é, continuam a andar de borla!

Clicar na imagem para a tornar legível

A noticia é desenvolvida no blogue "Camara Corporativa": clicar aqui

Como vai Portugal (21). Anda pelas horas da morte, agora com quatro coveiros do Cemitério de Belas suspeitos de se entreterem a alvejar com tiros de pressão de ar caveiras retiradas da vala comum. Incrível!......E macabro!


Como vai Portugal (21

Anda pelas horas da morte, agora com quatro coveiros do Cemitério de Belas suspeitos de se entreterem a alvejar com tiros de pressão de ar caveiras retiradas da vala comum. 

Incrível!.....

Francamente. A ser verdade só mereciam que lhes fizessem o mesmo

 Quatro coveiros do cemitério de Belas, Sintra, são suspeitos de praticarem tiro ao alvo com ossadas de cadáveres, num caso que foi denunciado à PSP pela Junta de Freguesia de Belas, revelou hoje o presidente. 

O autarca, Guilherme Dias, denunciou a situação à polícia em Janeiro e afirmou à agência Lusa que os quatro homens praticavam os alegados crimes de profanação de cadáver num período em que o cemitério se encontrava aberto ao público, ao início da tarde. 
«Os quatro coveiros andavam com uma pressão de ar a dar tiros aos ossos. Três ou quatro caveiras da vala comum estavam cheias de chumbos e já foram recolhidas pela polícia», disse. O autarca adiantou que actualmente apenas um dos funcionários continua a trabalhar no cemitério.

Dois apresentaram a demissão e outro trabalha para a junta, mas foi colocado no serviço de jardinagem. Guilherme Dias lamenta a situação, adiantando ser impossível apurar a identidade das ossadas, uma vez que se encontravam já nas valas comuns.
Fonte policial disse à comunicação social que a PSP já identificou os suspeitos e recolheu material de prova como as ossadas e as armas envolvidas. «Os coveiros estariam a utilizar ossadas e a vandalizá-las. Estavam a ser utilizadas para fazer tiro ao alvo com armas de ar comprimido», referiu.

A denúncia do presidente da junta deu origem a um processo que corre no Tribunal de Sintra, avançou a fonte policial. 

Como vai Portugal?(20) E este Governo como é que anda? Claro que anda às “arrecuas”, está bem de se ver!


Como vai Portugal?(20) 

E este Governo como é que anda? 

Claro que anda às “arrecuas”, está bem de se ver!

Isto é que anda para aqui uma açorda de marisco a ser elaborada em "passos de cangrejo" 

Governo recua e só despede 10 mil contratados a prazo
Governo recua no IM
Governo recua no corte salarial aos gestores de entidades reguladoras
Governo recua e mantém taxa sobre gorjetas em 10% 
Governo recua na compra da Caixa Seguros e Saúde à CGD 
Governo recua nos exames do 12.º ano
Governo recua no regime de mobilidade da Função Pública
Governo recua no despedimento por inadaptação
Governo recua na lei do tabaco 
Governo recua na excepção aos cortes aplicados na CP
Governo recua e admite entrega da casa ao banco para saldar dívida
Governo recua e abre corrida às reformas na função pública até ao final do ano 
Governo recua na TSU 
Governo recua no corte de 10% para 6% no subsidio de desemprego
Governo recua e mantém RTP2 
Governo recua e garante que não vai alterar tabelas salariais
Governo recua na Lei dos Compromissos para o Superior 
Governo recua na eliminação das “férias frias” 
Governo recua nos 30 minutos extra de trabalho diário
Governo recua na mudança de vínculo dos docentes 
Governo recua e volta a conferir estatuto especial ao Turismo de Portugal
Governo recua nas restrições a empresas municipais 
Governo recua no IVA sobre a cultura 
Governo recua na venda de centro de secagem de Alcácer do Sal
Governo recua na extinção da Parpública 
Governo recua no RSI e volta à fórmula de Sócrates

A ideia é do Aspirina B

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A crise que nos avassala até nos provoca erros ortográficos, quando não devia haver.

Não critico as intenções, não é esse o meu desiderato. Mas há que ter cuidado. Não são preciso revisores dos trabalhos de escrita dos voluntários. Basta os organizadores estarem mais atentos.

Não se corta o Feriado de 5 de Outubro comemorativo da implementação da Republica. Não interessa a data, interessa, isso sim, o motivo desse Feriado. E em 5 de Outubro comemora-se a Implantação da Republica.


No resto tudo bem. Vale a pena lutar contra este estado de coisas

O Teatro no Bancada Directa. Na sua rubrica semanal "No Palco da Saudade", Salvador Santos recorda o actor José Carlos dos Santos, apelidado por Gomes de Amorim o Santos Pitorra

O Teatro no Bancada Directa. 
Salvador Santos apresenta a sua rubrica “No Palco da Saudade” e hoje recorda o actor José Carlos dos Santos. 

In memoriam
José Carlos dos Santos nasceu Lisboa em 13 de Janeiro de 1833 e faleceu nesta mesma cidade em 8 de Fevereiro de 1886. Aos 15 anos de idade Gomes de Amorim apelidou-o de Santos Pitorra e assim ficou até ao fim da sua vida

JOSÉ CARLOS DOS SANTOS

Quando o empresário e escritor teatral Sousa Bastos decidiu publicar o seu Dicionário do Teatro Português, em 1908, dedicou-o à memória de José Carlos dos Santos: «A ti, grande actor do teatro português, à tua inolvidável memória, dedico este trabalho, para o apadrinhar com o teu nome glorioso. (…) O artista incomparável que tu foste, mais cedo ou mais tarde tem de ser perpetuado no mármore, ao lado de Gil Vicente e Garrett, para que assim conheçam os vindouros essa trindade sublime do teatro português: o seu fundador, o seu reformador e o notabilíssimo mestre e exemplo de quantos ainda hoje labutam nessa espinhosa, difícil e ao mesmo tempo brilhante carreira do teatro. 

A actriz Virgínia Dias da Silva, (natural de Torres Novas) ou simplesmente como é conhecida "Actriz Virgínia",  2ª mulher do Santos Pitorra

Punge-me a saudade do teu convívio, notabilíssimo artista; chora ainda a cena portuguesa a tua perda irreparável. Sê abençoado por todos nós!» Seis anos após a publicação desta importante obra de Sousa Bastos, fundamental para um conhecimento rigoroso do teatro português da segunda metade do século XIX, o busto de José Carlos dos Santos era esculpido em mármore e exposto junto aos de Gil Vicente e Almeida Garrett.


Nos discursos de circunstância foi evocada, como agora o fazemos, a sua brilhante carreira e a forma como o reputado actor, professor e empresário se iniciou nas artes do palco, tinha apenas quinze anos, no espectáculo “Gigi”, no Teatro D. Maria II, sendo logo carinhosamente apelidado de Pitorra. Com tal alcunha, que lhe fora posta pelo escritor Gomes de Amorim, devido à sua pequena estatura, José Carlos dos Santos atravessaria a vida, e mesmo a posteridade, já que o Município de Lisboa ao dar o seu nome a uma nova artéria, em 1907, a crismou de rua Santos Pitorra. Dono de uma imensa e encaracolada cabeleira, rosto largo e insinuante, olhos enormes, boca expressiva, voz ardente e ricamente timbrada, José Carlos dos Santos era extremamente simpático.
Teatro do Príncipe Real, mais tarde chamado Teatro Apolo

Perdulário como um príncipe, amante insaciável dos prazeres mundanos, era muito assediado pelas mulheres. Conheceu inúmeros amores, mas só três deles foram publicamente assumidos. No começo da carreira teve por companheira Luísa Cândida, uma actriz belíssima que se especializou em papéis de ingénua dramática. Apaixonou-se depois por Emília Letroublon, uma das suas mais notáveis discípulas, que acabaria por morrer louca. E, por fim, casou com outra notável actriz, Amélia Vieira, que lhe deu dois filhos, um dos quais viria a ser o actor Carlos Santos. José Carlos dos Santos, o Pitorra, trabalhou em quase todos os teatros existentes na Lisboa da sua época.
Cartaz da peça escrita por Offenback "La  Grande Duchesse de Gerolstein", que em Portugal foi encenada pelo Santos Pitorra

Depois da primeira passagem pelo Teatro D. Maria II, conheceu êxitos inesquecíveis no Teatro da Rua dos Condes, brilhou no Teatro D. Fernando e foi primeiríssimo actor no Teatro do Ginásio. O seu regresso à chamada Casa de Garrett seria no entanto inevitável e fê-lo por três vezes, primeiro como actor e ensaiador, e depois também como empresário. Concorreu pela primeira vez, sem sucesso, à adjudicação daquele teatro em 1868. Decidiu então fazer sociedade com o colega Pinto Bastos e assume a direcção do Teatro do Príncipe Real, onde realiza uma época de grande notoriedade, durante a qual introduz a ópera burlesca em Portugal.


Dois anos depois, José Carlos dos Santos consegue finalmente a direcção do D. Maria, onde permanece durante seis anos arrostando grandes dificuldades, mas impondo o seu espírito inovador quer como ensaiador, quer como actor, cujos processos eram considerados pelos seus delatores como extravagantes. Mas a verdade é que a ele se ficou a dever a grande transformação verificada nessa época na cena teatral portuguesa. Entre os grandes espectáculos levados a cena no palco do Rossio, durante a sua gerência, ficaram para a história “A Pátria” de Sardou, “Antony” de Dumas ou “Os Sabichões” de Biester, onde brilhava em primeiro plano Virgínia Dias da Silva, vulgarmente conhecida por Actriz Virgínia, que Pitorra levara consigo do Teatro do Príncipe Real.
Cena do filme Rainha Depois de Morta, em que participou José Carlos dos Santos


Rainha Depois de Morta
de Carlos Santos

com   Carlos Santos (D.Pedro I), Eduardo Brazão (D.Afonso IV), Amélia Vieira (Inês de Castro), José Carlos dos Santos/Santos Pitorra (D. João), Pinto Costa (Álvaro de Castro), Tomás Vieira (Lopes Pacheco), Mendonça de Carvalho (Álvaro Gonçalves), Mário Veloso (Pero Coelho), Madalena Caçador (D.Dinis), Maria Amélia Caçador (D. Beatriz) e António Silva.

Inesperadamente, José Carlos dos Santos perde o concurso de adjudicação do Teatro D. Maria II realizado em 1876. A decisão é fortemente contestada por alguns dos mais respeitáveis homens das artes e das letras, deixando pelas ruas da amargura os membros da comissão responsável pela decisão e o ministro com a tutela do teatro.

O escritor, jornalista e político Pinheiro Chagas decidiu esgrimir a favor de José Carlos dos Santos, defendendo que a sua proposta era francamente melhor que a proposta vencedora, no que foi acompanhado pelos jornais da época. E, sem melhores argumentos, os decisores alegam que o Pitorra já não podia representar por ter cegado. É verdade que o actor cegara, mas ele continuará a representar… no Teatro do Príncipe Real. Cego interpreta “A Taberna” e “O Quebra-Queixos”, e volta a escrever de novo. Ele que já escrevera novelas e peças teatrais, para além de ter assinado inúmeras traduções, escreveu o livro de memórias “Álbum do Actor Santos-Repositório de Curiosidades Teatrais”, por ele ditado a sua mulher quando já cegara completamente.

Teatro da Rua dos Condes

O Pitorra só se vergará dez anos depois quando a doença o amarrou definitivamente ao leito. Até esse dia chegar deu aulas de representação no Conservatório Nacional, onde fez nascer alguns dos melhores actores e actrizes da geração que lhe sucedeu.

Salvador Santos 

Porto 2012. Outubro 21

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Como vai Portugal? (18) Marcelo Rebelo de Sousa lidera uma lista com possíveis candidatos à Presidencia da Republica. É a conclusão de uma sondagem para o Jornal I. Dizem que é uma cereja em cima do bolo. Não acreditamos! Somos amigos do professor, mas não vemos que ele possa ser um magnifico PR.

Marcelo Rebelo de Sousa lidera uma lista com possíveis candidatos à Presidência da Republica. 
É a conclusão de uma sondagem para o Jornal I. 
Dizem que é uma cereja em cima do bolo. 
Não acreditamos! 
Somos amigos do professor, mas não vemos que ele possa ser um magnifico PR. 

 É verdade que passaremos por muita austeridade e por muitas reestruturações da dívida, declaradas ou não, antes de 2015/2016. 

Mas se as eleições tivessem lugar agora, Marcelo Rebelo de Sousa, para além de ser a primeira escolha daqueles que foram inquiridos, seria o único a ter um saldo positivo na opinião sobre a sua personalidade (33,9%). 

Claro que não duvidamos desta sondagem, mas não podemos esquecer que sondagens são sondagens e há que haver sempre duvidas sobre a oportunidade desta. E o professor Marcelo está tão tão bem com a sua vida actual que não vai em conversas. 
Ver a noticia e dados tecnicos da sondagem clicando aqui

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