BANCADA DIRECTA: Setembro 2012

domingo, 30 de setembro de 2012

Depois da tempestade vem a bonança. Após três dias de chuvas persistentes, enxurradas e inundações, com mortes a assinalar, este Domingo amanheceu com sol. Foi um dia de praia.

Roquetas de Mar
2012. Setembro. 30 




Fotos Bancada Directa 
Pois é  Isto já é passado, embora as Ilhas Baleares e a Catalunha estejam agora sob as chuvadas e trovoadas infernais

sábado, 29 de setembro de 2012



Por estas bandas é uma chuva tremenda que provoca enxurradas e inundações: o meu automóvel que o diga. Por aí é o corpo de segurança pessoal do primeiro ministro que mete água e põe a mão na cara do operador de filmagem. O homem anda envergonhado: não gosta que lhe filmem a cara!..

A Inspecção Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo de averiguações a um dos elementos da segurança do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse hoje à agência Lusa fonte da IGAI. 

Numa resposta enviada à Lusa, a IGAI refere que abriu um processo de averiguações a um dos seguranças do primeiro-ministro, elemento do Corpo de Segurança Pessoal da PSP, mas não especificou qual o motiv


Na quarta-feira, um segurança do primeiro-ministro impediu um operador de câmara de filmar um incidente que envolveu Passos Coelho durante uma deslocação ao Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), em Lisboa.


À chegada ao ISCSP para uma homenagem a Adriano Moreira, um aluno insultou e assobiou o primeiro-ministro.Um dos seguranças abordou o alunou para que fosse identificado e impediu um repórter de imagem de filmar a situação.


Claro que já sabemos qual o resultado que o inquérito ora aberto vai ter. Para que conste e depois não venham com conversas fiadas….

Foi por pouco, aliás muito poucochinho

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

0 Detective Tempicos e os seus amigos voltam a atacar. Agora estão no Caribbe e desenvolvem (muito à rasca) “Uma Saga Portuguesa”! Hoje apresentam o episódio nº 2 da autoria de Tempicos

0 Detective Tempicos e os seus amigos voltam a atacar. 
Agora estão no Caribbe e desenvolvem (muito à rasca) 
“Uma Saga Portuguesa”! 
Hoje apresentam o episódio nº 2 da autoria de Tempicos 
EPISODIO Nº 2 – “Uma saga portuguesa”
 Autor: Tempicos 

No episódio anterior os nossos heróis tentaram arranjar trabalho no Clube/Resort, na Ilha de Santa Lucia, um paraíso na terra! Parecia estar tudo a correr pelo melhor. Acontece que com a chegada do gerente do hotel, desfez-se o contrato e os nossos amigos ficaram a dormir na praia. Adrianovith disparatou e acabou tudo à bofetada. O director do Hotel achou-os tontinhos e graciosamente pôs o nosso grupo no olho da rua. A vida começava dura mas o pessoal não desistiu. Foi à luta! 

 - A luta continua – dizia baixinho Gustavito, recém convertido ao marxismo-leninismo. Tempicos reuniu o núcleo duro à roda da mesa do Grande Hotel onde estavam agora hospedados os antigos habitantes das Escadinhas dos Baldaques, graças ao vendedor de gelados e bolacha americana que encontraram na praia, que era afinal um tuga. Mais um emigrante no Caribe, com uma história triste. Fugira do Porto onde morava numa casa ocupada a que o Rui Rio mandou despejar e que depois de muitos trambolhões e aventuras aterrou naquela ilha paradisíaca. 


Saiu do Porto e foi para a uma praia caribenha a vender a "boa bolacha americana". É um homem  do norte carago... Chamavam-lhe "O Sargento" Como andava carente de afectos encostou-se a Tempicos e amigos

Foi ele que indicou o Grande Hotel (uma estrela de duas pontas) que além de barato era o pior que havia por aquelas bandas. Dizia chamar-se sargento Estrela, mas ninguém tinha um nome assim. Um tuga que estava apostado a ajudar os recém-chegados. Um homem do Norte, carago! À porta da sala –em jeito de trabalho de segurança ficara Adrianovitch – tinha um grande físico e além disso falava línguas. Castelhano era o seu forte pois andara na apanha de morangos nas “huertas” da Andaluzia no verão anterior “ Por supuesto” . 

Tempicos – o cérebro organizador daquele grupo tão heterogéneo – pensou que explorando em cada um as inclinações, habilidades e habilitações naturais conseguiria fazer singrar o grupo e obter – la plata - suficiente para sustentar o pagode. Coiratos e piano já ninguém conseguia tragar. O ex-toureiro Gustavito tinha um jeito para trabalhar no fogão e sabia assar um naco de carne (se houvesse!) como ninguém. Buenavida chamava-lhe, a gozar, de “Mac Bifana “ coisa que ele abominava por ter conotações com a multinacional Mac Donald, ele um comuna (actualmente) convicto, ex-trotskista. 

A ideia era da Jeremias. Imprimiria bilhetes de lotaria e Cloriano, especialista em vendas afins, iria ganhar a vida na praia


Jeremias sugeriu adquirir uma impressora e começar a “fabricar” a lotaria local e pôs Gustavito e Buenavida a vender na praia. Jeremias era especialista em pôr os outros a trabalhar e em falsificações várias incluindo a sua própria identidade. -Eles nunca foram cauteleiros disse-lhes, mas não era mester que necessitassem de grandes preparações. Em menos tempo e com menos horários de universidade tinha Relvas saído Ministro de Estado. Mau Estado, mas Estado!

Clorianus ofereceu-se para ir também para a praia vender jogo, pois em pequeno vendera rifas na escola primária aos colegas com acentuado êxito comercial. Porém, a ideia que sugeria como a melhor para o grupo seria a de montar um lar para idosos. Ninguém achou a ideia interessante, nem adiantou conversa. Tempicos afirmou solene que ia pôr à prova o seu “ linguajar anglo-saxónico” trabalhando umas turistas norte-americanas com aspecto de viúvas ricas que tinham todo o ar de adquirir umas obras de Pablo Picasso que ele pintara e assinara no local certo e com a grafia apropriada. na tarde anterior. Era só deixar passar um tempinho para secar as tintas! Costumava dizer que nem o Picasso pintava tão bem quanto ele. O charme nunca se perde e se fosse obrigatório ir para a cama com alguma delas ( as duas ao mesmo tempo já não garantia resultados, por mor do reumático) sacrificaria a sua honra em favor dos amigos e amigas que sempre o apaparicaram nas horas boas e nas más, que eram muitas.


Tratar de aprimorar estas saliências  traseiras seria a especialidade futura do cónego Baltazar Novena


Baltazar Novena sempre calado, cogitava. Ele até cogitava em latim. O Santo Padre cortar-lhe a colecta e proibira-lhe a batina, não lhe permitia dar missa, ele mas estava-se nas tintas! -Isso é que era bom! Cogitava. O Papa estaria em Roma e ele estava nas Ilhas Caribenhas. A distância entre eles era enorme e além do mais tinha sido excomungado E daí. O Papa já não mandava nele. Cada um no seu cantinho com o seu negócio. Adversários mas não inimigos. E assim Baltazar Novena cogitava e reflectia: “ Cada macaco no seu galho, com todo o respeito por sua santidade!

Buenavida a um canto, sorumbático, como um bom elemento da família dos Lelos, limpava as unhacas com o seu canivete de ponta e mola. A sua higiene era um ponto de honra! Os amigos não apreciavam mas respeitavam as minorias e os seus costumes. Ginjinharnes (escreve-se com jota de Ginja) lia um prospecto que trouxera da Europa escrito em inglês em que sugeria um trabalho da sua área. Chamava-se “bottom up”. Traduzindo: um tratamento para as senhoras ficarem com o bumbum espetado e mais elevado e se possível mais durinho. Isso na Europa estava na moda e estava a dar rios de dinheiro. Era da sua área: massagens e correlativos. 


Novena que espreitava o prospecto achou a ideia excelente e foi peremptório: “bumbum durinho é bom e eu aprecio”….sorria malandrão. “Isso dá dinheiro, garantido! “ – retrucou. As ideias iam surgindo. A coisa ia-se compondo. Tempicos sabia conduzir o barco. “Brains” costumava Tempicos dizer às suas viúvas nas alcovas de prazer. Sem “brainss” um homem não vale nada.


Dito assim em português elas ficavam na dúvida se seria um elogio ou um convite à dança. As viúvas nunca sabiam onde ele queria chegar com as suas tiradas filosóficas. Daí também o seu charme.” O mistério é essencial nos jogos do amor.”- Afirmava convicto. Mas, valeria a pena estar ali a explicar tudo – tim tim por tim tim?

Episódio nº 1 à vossa disposição. Clicar aqui
Introdução de "Uma Saga Portuguesa" aqui

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Isto é que anda para aqui uma açorda de marisco. Então não querem lá ver que o PS quer por fora do Governo a Paula Teixeira da Cruz. Deixem lá ficar a mulher: ela incomoda mas não dá uma para a caixa.

Isto é que anda para aqui uma açorda de marisco.
Então não querem lá ver que o PS quer por fora do Governo a Paula Teixeira da Cruz.
Deixem lá ficar a mulher: ela incomoda mas não dá uma para a caixa. 

PS sugere demissão de Paula Teixeira da Cruz por declarações sobre buscas Deputados socialistas manifestaram hoje «indignação» com as declarações proferidas pela ministra da Justiça sobre as buscas realizadas pela PJ às residências de três ex-membros dos governos Sócrates, falando mesmo em «justicialismo protofascista» e sugerindo a sua demissão.

Na quarta-feira, durante uma reunião ao Estabelecimento Prisional de Caxias, Paula Teixeira da Cruz foi interrogada pelos jornalistas sobre as buscas feitas pela PJ às residências dos ex-ministros Mário Lino, António Mendonça e do ex-secretário de Estado (e atual deputado do PS) Paulo Campos no âmbito da investigação sobre as Parcerias Público Privadas (PPP)


Na resposta, a ministra da Justiça afirmou que «ninguém está acima da lei», que «tudo deve ser investigado» e que «acabou o tempo» em que havia «impunidade» - declaração que os socialistas entenderam como uma «difamação» em relação ao tempo dos anteriores governos e que caraterizaram como «protofascista».


Chuchas sigam o meu conselho:  Não se ralem muito porque quando o Passos refrescar o Governo ela, o Relvas, a Cristas e o Alvarito serão os primeiros a marchar......


Ver o tema clicando aqui

Nuno Magalhães, líder do Grupo Parlamentar do CDS-PP, vai passar a ser conhecido como o politico “anti ruído” Para que conste e depois não me venham com conversas fiadas

CDS-PP recusa fazer "ruído" sobre aumento de impostos. Pudera! 

Durante muitos anos o CDS-PP tinha duas bandeiras para impressionar os seus fiéis eleitores, não com o intuito de aumentar a quantidade deles, mas sim para conservar a espécie qualitativa. Não quer dizer com isto que fossem capazes de algum dia assumirem a governação deste país sozinhos. Se são parceiros coligados deste Governo como em outros anteriores fizeram-no sempre em reduzidas proporções quantitativas de lugares ministeriáveis. 

Mas seja como for lá foram para a governação. Bem ou mal lá se aguentaram e agora ainda por lá estão. Mas não nos desviemos e vamos lá referir essas duas bandeiras. 1- Uma das bandeiras era a segurança das pessoas dos bens. Neste aspecto e perante a onda criminosa que avassalava o país na altura e que aumentou nos dias de hoje drasticamente, Paulo Portas invectivava diariamente nos debates quinzenais no Parlamento José Sócrates culpando-o do estado de insegurança a que tinha chegado o país. 2- Paulo Portas defendia com unhas e dentes os reformados, os pensionistas e os idosos, pedindo para estes aumentos das pensões e subsídios para poderem sobreviverem 


Admiramos agora a atitude do deputado Nuno Magalhães que faz fé no Orçamento para 2013 e desaconselha que se faça ruído à volta dele. Eis a notícia O líder parlamentar do CDS-PP escusou-se hoje a comentar novos aumentos de impostos, argumentando que a proposta orçamental está por concluir e que não quer "criar ruído" em torno de um Orçamento "muitíssimo exigente e muitíssimo difícil". "Tudo o que possa contribuir para criar ruído à volta do Orçamento que será necessariamente muitíssimo exigente e muitíssimo difícil, acho não ajuda em nada os esforços dos portugueses, portanto, não contribuirei com nada para essa matéria", argumentou o líder parlamentar democrata-cristão, Nuno Magalhães.

Belos tempos em que passeava pelas feiras a prometer mundos e fundos aos velhotes. Agora passeia-se pelos salões de todo o mundo a fomentar a criação de negócios

O presidente da bancada do CDS sublinhou que "o processo orçamental nem sequer está iniciado" e que não pode comentar uma proposta de Orçamento que não conhece."Não conheço porque não devo conhecer, porque não faço parte do Governo e mesmo que fizesse não podia conhecer porque ela não está concluída", justificou."É uma matéria que ainda está a ser discutida no Governo, num Governo que o CDS apoia, e é nessa sede que qualquer discussão terá que ser feita", disse Nuno Magalhães que falava à margem de uma conferência de imprensa conjunta com o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, para a apresentação de um projecto de lei de alteração à lei do financiamento dos partidos e das campanhas eleitorais.

O primeiro-ministro anunciou na segunda-feira que o Governo está a preparar uma proposta de aumento de impostos, incluindo o IRS, para compensar a devolução parcial dos subsídios de Natal e de férias retirados ao sector público e pensionistas, a incluir no Orçamento do Estado para o próximo ano. Em declarações aos jornalistas, à saída de uma reunião da Comissão Permanente de Concertação Social, em Lisboa, Passos Coelho afirmou que "o IRS será o imposto privilegiado para o fazer", mas adiantou que "a tributação sobre o capital e sobre o património" poderão também "ajudar a fazer esta compensação".Segundo o primeiro-ministro, esta proposta está a ser trabalhada pelo Governo como alternativa às alterações à Taxa Social Única (TSU), medida que considerou ter sido "mal entendida" e ter visto os seus propósitos "subvertidos".


Ver a noticia clicando aqui

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Tudo isto ajuda a formar uma má imagem de quem nos governa. E são vozes autorizadas que o afirmam!

Obrigado, Sr. ministro! 

Texto de JOÃO LUÍS CÉSAR DAS NEVES 

Há dias um pobre pediu-me esmola. Depois, encorajado pela minha generosidade e esperançoso na minha gravata, perguntou se eu fazia o favor de entregar uma carta ao senhor ministro. Perguntei-lhe qual ministro e ele, depois de pensar um pouco, acabou por dizer que era ao ministro que o andava a ajudar 

O texto é este:

"Senhor ministro, queria pedir-lhe uma grande ajuda: veja lá se deixa de me ajudar. Não me conhece, mas tenho 72 anos, fui pobre e trabalhei toda a vida. Vivia até há uns meses num lar com a minha magra reforma. Tudo ia quase bem, até o senhor me querer ajudar. Há dois anos vierem uns inspectores ao lar. Disseram que eram de uma coisa chamada Azai. Não sei o que seja. O que sei é que destruíram a marmelada oferecida pelos vizinhos e levaram frangos e doces dados como esmola.

Até os pastelinhos da senhora Francisca, de que eu gostava tanto, foram deitados fora. Falei com um deles, e ele disse-me que tudo era para nosso bem, porque aqueles produtos, que não estavam devidamente embalados, etiquetados e refrigerados, podiam criar graves problemas sanitários e alimentares. Não percebi nada e perguntei-lhe se achava bem roubar a comida dos pobres. Ele ficou calado e acabou por dizer que seguia ordens.
Fiquei então a saber que a culpa era sua e decidi escrever-lhe. Nessa noite todos nós ali passámos fome, felizmente sem problemas sanitários e alimentares graves. Ah! É verdade. Os tais fiscais exigiram obras caras na cozinha e noutros locais. 

O senhor director falou em fechar tudo e pôr-nos na rua, mas lá conseguiu uns dinheiritos e tudo voltou ao normal. Como os inspectores não regressaram e os vizinhos continuaram a dar-nos marmelada, frangos e até, de vez em quando, os belos pastéis da tia Francisca, esqueci-me de lhe escrever.

Até há seis meses, quando destruíram tudo. Estes não eram da Azai. Como lhe queria escrever, procurei saber tudo certinho. Disseram-me que vinham do Instituto da Segurança Social. Descobriram que estava tudo mal no lar. O gabinete da direcção tinha menos de 12 m2 e na instalação sanitária do refeitório faltava a bancada com dois lavatórios apoiados sobre poleias e sanita com apoios laterais. 

Os homens andaram com fitas métricas em todas as janelas e portas e abanaram a cabeça muitas vezes. Havia também um problema qualquer com o sabonete, que devia ser líquido. 

Enfureceram-se por existirem quartos com três camas, várias casas de banho sem bidé e na área destinada ao duche de pavimento (ligeiramente inferior a 1,5 m x 1,5 m) não estivesse um sistema que permita tanto o posicionamento como o rebatimento de banco para banho de ajuda (uma coisa que nem sei o que seja). Em resumo, o lar era uma desgraça e tinha de fechar.

Ultimamente pensei pedir aos senhores fiscais para virem à barraca onde vivo desde então, medir as janelas e ver as instalações sanitárias (que não há!). Mas tenho medo que ma fechem, e então é que fico mesmo a dormir na rua. Mas há esperança. Fui ontem, depois da missa, visitar o lar novo que o senhor prior aqui da freguesia está a inaugurar, e onde talvez tenha lugar. 

Fiquei espantado com as instalações. Não sei o que é um hotel de luxo, porque nunca vi nenhum, mas é assim que o imagino. Perguntei ao padre por que razão era tudo tão grande e tão caro. Afinal, se fosse um bocadinho mais apertado, podia ajudar mais gente. Ele respondeu que tinha apenas cumprido as exigências da lei (mais uma vez tem a ver consigo, senhor ministro) 
Aliás o prior confessou que não tinha conseguido fazer mesmo tudo, porque não havia dinheiro, e contava com a distracção ou benevolência dos inspectores para lhe aprovarem o lar. Se não, lá ficamos nós mais uns tempos nas barracas. 

 Senhor ministro, acredito que tenha excelentes intenções e faça isto por bem. 

Como não sabe o que é a pobreza, julga que as exigências melhoram as coisas. Mas a única coisa que estas leis e fiscalizações conseguem é criar desigualdades dentro da miséria. Porque não se preocupam com as casas dos pobres, só com as que ajudam os pobres."

Triste País que procede assim com os pobres.... 

João Luís Cesar das Neves

No Palco da Saudade” é a rubrica de Salvador Santos e hoje é recordada Maria Dulce. É o Teatro no Bancada Directa. Sempre às quartas-feiras

In memoriam
A actriz Maria Dulce, de seu nome completo Maria Dulce Andrade Ferreira Alves Machado Ribeiro, nasceu em Lisboa em 11 de Outubro de 1936 e faleceu em Bucelas, Loures em 24 de Agosto de 2010.


No Palco da Saudade”
Rubrica de Salvador Santos e hoje é recordada Maria Dulce.
É o Teatro no Bancada Directa. 
Sempre às quartas-feiras 

“No palco da Saudade"

Texto inédito e integral de Salvador Santos 

 MARIA DULCE


Era bonita a miúda loura de treze anos, com os cabelos encaracolados, que cintilava brilhantemente no filme “Frei Luís de Sousa”, de António Lopes Ribeiro. Foi este cineasta que a descobriu no longínquo ano de 1950 no Conservatório Nacional, onde ela cursava arte de representar em simultâneo com a frequência do curso liceal na Escola Francesa. Logo depois de ter sido Maria de Noronha na transposição da peça de Almeida Garrett para o cinema, ela partiu para Espanha onde foi a pastorinha Jacinta no filme “La Señora de Fátima”.

No ano seguinte a jovem atriz foi convidada a fazer a sua estreia nos palcos, interpretando “A Menina do Capuchinho Vermelho” no Teatro Nacional D. Maria II. Mas ficou pouco tempo no nosso país, uma vez que requeriam a sua presença em terras espanholas para encarnar Sor Inês no filme “Sor Intrépida”. Espanha foi o país de adopção de Maria Dulce nos seus primeiros dez gloriosos anos de carreira artística. Por lá participou em seis filmes, representou cinco peças de teatro nos mais prestigiados palcos de Madrid, teve uma colaboração regular na rádio e na televisão e realizou diversos recitais de poesia.

E para não perder a ligação com os seus fãs em Portugal, a actriz, que foi à época uma das personalidades mais perseguidas pelos repórteres fotográficos das revistas cor-de-rosa espanholas, durante a sua estada em Espanha foi correspondente das revistas portuguesas Flama e Estúdio. Quando regressou definitivamente a Portugal, a rapariga bonita estava transformada numa mulher lindíssima, alta, elegante, capaz de conquistar o mais empedernido dos corações masculinos. Trazia já na bagagem três novas propostas de trabalho no cinema nacional (“O Homem do Dia” de Henrique Campos, “A Luz Vem do Alto” do mesmo realizador e “Encontro com a Vida” de Arthur Duarte) e o contrato para uma nova produção teatral (“Não”) no Teatro Avenida, em Lisboa, ao lado de Rogério Paulo.

E depois de conquistar um lugar de relevo no cinema e no teatro portugueses, Maria Dulce triunfa também na recém-criada RTP, onde começa por protagonizar a popular série “O Carlos e a Lena”, ao lado de Artur Semedo. Na década de 1960, Maria Dulce não teve mãos a medir face às inúmeras propostas de trabalho. O empresário Vasco Morgado venceu a concorrência quando a convidou para protagonizar a comédia “Eles, Elas e os Meninos”, levando-a de seguida para o teatro de revista. O sucesso que obtém neste género teatral faz com que o seu nome passe a constar regularmente nos elencos de espectáculos que animam o Parque Mayer, nomeadamente as revistas “Ena Tantas!” e “As Garotas são o Diabo”, onde rubricou prestações memoráveis.

E se dúvidas houvesse sobre a sua aptidão para o teatro musicado, elas foram totalmente desfeitas com a revista “Esta Lisboa que eu Amo”, no Teatro Monumental, onde Maria Dulce foi simplesmente notável. Considerando que o seu talento estava a ser desaproveitado no teatro que ia fazendo, Maria Dulce decide prestar colaboração noutras produções mais exigentes. E pudemos então vê-la em peças como “A Ratoeira” de Agatha Christie ou “O Duelo” de Bernardo Santareno, que ia entremeando com colaborações em comédias como “Criada para todo o Serviço” ou “Com Jeito vai Virgínia”. Mas a verdade é que ela acabava sempre por voltar à revista.

Mesmo após a Revolução dos Cravos, foi neste tipo de produções que esteve envolvida, primeiro na revista “Dentadinhas na Maçã” no Teatro Laura Alves, e depois na comédia “Mostra-me a… tua Piscina” no Teatro Capitólio, onde brilhou ao lado de Vítor Espadinha durante largos meses de lotações esgotadas. A recorrente insatisfação em que vivia face ao desinteressante repertório em que era chamada a desenvolver o seu trabalho, levou-a até à Casa da Comédia para fazer “Faz Tudo, Faz Tudo” com encenação de Filipe La Féria.

Participou depois em vários espectáculos de Luzia Maria Martins no Teatro-Estúdio de Lisboa, passou pelo Grupo de Teatro de Campolide de Joaquim Benite, fundou com José Viana e outros companheiros de profissão uma cooperativa de Teatro Popular e criou uma companhia de teatro itinerante. Mas… aos poucos, a atividade de Maria Dulce foi-se resumindo basicamente à televisão, fazendo muito espaçadamente algumas telenovelas ou séries como “Chuva na Areia”, “A Lenda da Garça”, “Conde de Abranhos” ou “Os Andrades”.

Há três anos, Maria Dulce, dona de um brilhante percurso artístico que cruzou os vários géneros de teatro, cinema e televisão, lamentou-se com mágoa numa entrevista por estar em fim de carreira com uma magra reforma e no esquecimento do grande público. Talvez por consequência daquela lamentação, a actriz foi pouco tempo depois convidada a interpretar um pequeno papel na peça “Hedda Gabler” de Ibsen, no Grupo Dramax, em Oeiras, a que se seguiu uma proposta do mesmo grupo para interpretar “Sabina Freire” de Manuel Teixeira Gomes.

Quando os ensaios decorriam, a notícia chegou fria, inesperada: «Maria Dulce morreu esta manhã, sozinha, na casa onde vivia». Estávamos em 24 de agosto de 2010. O tempo não a apaga da nossa memória!


Salvador Santos 

Porto. 2012. Setembro. 23

Oficialmente foram apenas 6.000 os manifestantes na Plaza Neptuno. Informação distorcida. E os autocarros que foram impedidos de chegar a Madrid?



A Pepe Paz, uno de los 44 viajeros que partía esta mañana de Zaragoza para participar en la protesta 25-S Rodea el Congreso, le ha dado la risa cuando un agente de la Policía Nacional entraba en el autocar para llevar a cabo un control policial. "Pensábamos que era una broma, porque ha sido montarnos en el autobús, sobre las siete y media de la mañana, y llegar el policía. Pero hemos visto que iba en serio cuando han subido más agentes", relata este hostelero de 46 años. Los agentes los han ido identificando en grupos de cinco, como ha narrado este manifestante a su llegada a la capital.
No han sido los únicos autobuses en ser registrados, han confirmado fuentes de la Jefatura Superior de Policía de Madrid, que han declarado que las identificaciones son "preventivas" y se han producido "de forma aleatoria". Vídeo grabado por un manifestante desde el interior de uno de los autobuses identificados. El hostelero zaragozano ha asegurado a este periódico que les cacheaban y les registraban la mochila. “Y luego nos olían los perros", ha añadido. La razón que les han dado los agentes, según cuenta Paz, es su participación en la acción que la coordinadora 25-S tiene previsto llevar esta tarde en Madrid. En el autobús viajaban integrantes de la marea roja, formada por desempleados de Aragón, miembros de Stop Desahucios y Ecologistas en Acción, entre otros.

Una vez acabado el registro, sobre las ocho y media de la mañana, el autobús ha retomado su viaje destino Madrid. Dos de los afectados por el registro y las identificaciones en un autobús de Granada. Lo mismo les ha pasado a Alberta Matarán y Francisco Mármol. Habían salido a la una de la madrugada de Granada en un autobús privado contratado para la ocasión y en el que viajaban 55 personas. "Sobre las 5.30, tres furgones de policía han rodeado el autobús, una se ha puesto delante y dos detrás, y desde una de ellas se ha hecho señas al conductor para que le siguiese", han explicado.



"Nos han llevado al Cerro de los Ángeles, donde había más policías, y allí hemos bajado todos los pasajeros, nos han identificado y a algunos los han cacheado. Nos han retenido durante una hora en la que no nos han permitido usar nuestros móviles", ha añadido. Tanto Matarán como Mármol han asegurado que han querido venir hoy a Madrid porque rechazan las medidas tomadas por el Gobierno. “Ante el ahogo de la ciudadanía por los recortes queremos decirle a nuestros representantes políticos que no estamos de acuerdo", han concluido con firmeza.

Dos autocares procedentes de Valladolid también han sido detenidos por la policía al pasar el túnel de Guadarrama, según ha contado Luis Miguel Durán. Este trabajador social de 48 años es miembro de la Asamblea 15-M Valladolid.

La prensa espanhola da Andaluzia dá conta de varias concentrações com a Policia a desmanchá-las com alguma dificuldade.
Ficamos por aqui

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Em Madrid a multidão tenta invadir o Congresso de Deputados. A Policia carrega com violência sobre os manifestantes

Estamos a acompanhar os acontecimentos em directo através da edição do periódico El País.

As cargas policiais sobre os manifestantes têm sido contínuas desde as 15 horas. Há inúmeras detenções e muita gente ferida.

Pela nossa parte estamos a evitar comentários mais pormenorizados sobre estas cargas policiais. Sou português para todos os efeitos.

Dá-me a impressão de que a onda de contestação vai continuar. É que se abandona uma teoria de imposto concreto para se criar alternativas piores. E ninguém se vai livrar delas.

Dá-me a impressão de que a onda de contestação vai continuar.
É que se abandona uma teoria de imposto concreto para se criar alternativas piores.
E ninguém se vai livrar delas. 

Tudo o que se movimentou nas ruas nos últimos tempos, tiveram o condão de acordar consciências para uma avaliação concreta dos valores que norteiam as pessoas integradas nesta coligação governamental. A política seguida pelos nossos governantes desde a sua tomada de posse orientava-se para uma austeridade determinada por uma pressão constante da Troika.

O objectivo a partir da implementação de medidas de austeridade que criaram grandes dificuldades aos cidadãos destinava-se a criar uma boa impressão nos nossos parceiros europeus, por via de criar equilíbrios nas contas públicas e impressionar os credores. Queria-se assim dar a impressão de que este povo se sujeitava a todos os sacrifícios e que era um povo ordeiro e cumpridor.


Outro objectivo, este a mais longo prazo, era o de se poder voltar a financiarmos-nos no mercado em óptimas condições de juros módicos. O povo tinha essa percepção, acreditou que estes objectivos seriam alcançáveis e deixou-se andar. Por outras palavras o povo (pelo menos todos aqueles que votaram a preceito nos partidos coligados para a governação) dava o benefício da dúvida ao Governo. Duvidas havia, mas havia o propósito de se tentar acreditar

Não há duvida alguma que a criação do importo definido por TSU foi uma medida feita em cima do joelho. Até era inovadora. Ninguém se tinha lembrado desta ideia. Era de facto a inovação da política do experimentalismo. Mas depois da movimentação do povo pelas ruas e da contestação unânime sobre a injustiça deste imposto, o Governo foi pressuroso a deixar cair a ideia.

Ora se este Governo teve rapidamente a atitude de criar alternativas que foram apresentadas na ultima reunião com a Concertação Social, ora isto quer dizer que haveria de se estudar todas as possibilidades e avaliar com mais cuidado o impacto que o dito imposto TSU iria criar nas populações. Ora a atitude rápida do Governo em deixar cair a taxa TSU fez com que as pessoas agora desconfiem e bem das políticas do Governo, no tocante a seriedade, disciplina financeira, visão de fomento de empregos, educação e saúde.


Sei, tenho a consciência, de que vivemos tempos difíceis. E se há pessoas que ainda podem ter esperança de que toda esta crise desaparecerá, muitos andam desesperados e sem esperança alguma. Estamos longe, mas estamos preocupados. E muito.


E temos muita pena daqueles que dificilmente estão a sobreviver apenas á custa da caridade.

Deus tenha piedade deste pobre país!......
Pobre país, só para alguns, claro!

Adriano Rui Ribeiro

Isto é que anda para aqui uma açorda de marisco!.....Vejam lá o que é que tenho a viver comigo em minha casa....

Será que é uma mera coincidência?
Estava eu a pensar...

O meu cão dorme em média 18 horas por dia. Tem toda a comida preparada, e pode comer qualquer coisa sempre que lhe apeteça. A comida é-lhe fornecida sem qualquer custo. Tem cuidados médicos uma vez ao ano, ou quando necessário, e não paga nada por isso. 

 Mora numa zona central, com boa vizinhança e numa casa que é muito maior do que ele necessita, mas não necessita de limpar nada. Se fizer porcaria, alguém limpa. Escolhe os melhores lugares da casa para fazer a sua soneca e recebe essas acomodações completamente grátis. Vive que nem um "rei" e sem que isso lhe acarrete qualquer despesa extra. 


 Todos os seus custos são pagos por outras pessoas que têm de sair de casa para ganhar a vida todos os dias. Eu estive a pensar sobre isto e, de repente, concluí... raios me partam!!!...


O meu cão é deputado!!!..."


Agradecimento ao caríssimo leitor que nos enviou este texto

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Isto foi o que François Hollande fez em França. Será que em Portugal haverá coragem para se fazer o mesmo? Se o povo quiser há de certeza!.....

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Obrigadíssimo à minha caríssima amiga Dra Cristina Aguiar

Amigo leitor! Peço-te desculpa! Não era para ti este recado. Era para este Governo, era bem de ver!...Não procures nos outros as virtudes que tu não possuis!


domingo, 23 de setembro de 2012

Mas afinal de que é que estão à espera? Corte de subsídio para todos e mexida no IRS substituem TSU. Amanhã se saberá o que é!......

Mas afinal de que é que estão à espera. 
Se não é de uma maneira será de outra. 

Corte de subsídio para todos e mexida no IRS substituem TSU. 
Amanhã se saberá o que é!....... 

Os protestos ajudaram à queda da TSU. Mas não esperem que o Governo vá buscar os milhões a outros bolsos. A austeridade para os mais pobres e classe média  vai continuar.

O mais que provável recuo do governo na alteração das contribuições para a segurança social dos trabalhadores vai obrigar a uma reformulação das medidas de austeridade. Em causa está a derrapagem de dois mil milhões de euros a que a decisão do Tribunal Constitucional obriga: se não pode cortar os subsídios à Função Pública, o governo poderá cortar num subsídio a todos os trabalhadores, com uma sobretaxa que equivale a metade do valor.


Um economista de certa notoriedade diz que  “É necessário encontrar essas verbas”, sublinhando que foi “incompreensível” como é que o governo apresentou as medidas sem as discutir com os parceiros sociais. É precisamente isso que vai acontecer amanhã. 

A concertação social engloba as entidades que assinaram o acordo tripartido – UGT, CIP (Confederação de Empresarial de Portugal), CCP (Confederação do Comércio e Serviços de Portugal), CAP (Confederação dos Agricultores de Portugal), CTP (Confederação do Turismo Português).

E todas vão levar alternativas para negociar o abandono das alterações à TSU para os trabalhadores. Um fiscalista categorizado, que até concordava com a alteração da TSU, não acredita que a sobretaxa num dos subsídios resolva o problema da derrapagem. “Com o nível de desemprego como está, o corte do subsídio nem vai gerar a mesma receita de 800 milhões que gerou em 2011”, alerta. O economista já referido, por seu lado, acredita que a alternativa à TSU “vai ser pelo IRS e confiscar um ordenado”, resultando em perdas semelhantes para os trabalhadores com outro formato.


Então quando é que será visível o corte efectivo nas gorduras do Estado? É caso para dizer: isto é que vai para aqui uma açorda de marisco!.....

Parece que já será dificil conter este povo indignado. Esperemos para ver....



21 de Setembro. Lisboa. Jardim Afonso de Albuquerque. Belém
18h30. O Conselho de Estado estava reunido desde as 17 horas. 
A multidão protestava contra esta austeridade
E o Conselho de Estado ouviu esta canção entoada com sentimento 

Acordai 
Fernando Lopes Graça 
José Gomes Ferreira 

Acordai 
acordai homens que dormis 
a embalar a dor dos silêncios vis 
vinde no clamor das almas viris 
arrancar a flor que dorme na raíz 

 Acordai 
acordai raios e tufões que dormis 
no ar e nas multidões 
vinde incendiar de astros e canções 
as pedras do mar o mundo e os corações 

Acordai 
acendei de almas e de sóis 
este mar sem cais nem luz de faróis 
e acordai depois das lutas finais 
os nossos heróis que dormem nos covais 

Acordai!

Bilhetes postais. Em Portugal anda mau. Por aqui idem, idem, aspas, aspas!

España
Andaluzia. 
Ciudad de El Egido ( a 15 Kms oeste de Roquetas de Mar)




Estamos em El Egido, uma das cidades mais importantes da Província de Almeria. Na foto de cima são as novas urbanizações e na de baixo as maravilhosas praias da zona. Parece tudo impecável. Até parece que dá gosto de lá se viver. Mas a realidade é bem diferente!.


É uma localidade rodeada por um autentico mar de plástico que são os telhados das estufas (invernaderos)


Para uma produção de legumes e frutas que abastece quase metade da Europa e que é na base de mão de obra de gente sub-sahariana, corresponde a um viver degradante destes "obreros", que vivem em condições que nem os ecrans das carreteras conseguem esconder.

sábado, 22 de setembro de 2012

Não Necessita de Comentários!


Donos de Portugal

Documentário que passou na RTP2 e que deixa bem claro quem são os verdadeiros governantes portugueses...



sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O Detective Tempicos e amigos voltam a atacar. Desta vez estão nas Caraíbas e desenvolvem “Uma Saga Portuguesa”. 1º Episódio. Titulo: O bonito papagaio da Ginginharnes Autor: Onaírda

O Detective Tempicos e amigos voltam a atacar. 

Desta vez estão nas Caraíbas e desenvolvem “Uma Saga Portuguesa”. 
1º Episódio.
Titulo: O bonito papagaio da Ginginharnes 
Autor: Onaírda 

A nossa história começa no terminal de chegadas do aeroporto de Castries City na Ilha de Santa Lúcia, ali muito bem situada no mar de Caribbe. Um grupo de viajantes oriundos desta terra lusitana desembarcava na ilha, admirados com as paisagens idílicas que tinham mirado das herméticas janelas do avião. 

E como não tinham sobrevoado a parte sul da Ilha, não viram as elevações do “Belle Vue”, mas já havia uma orientação que a sua estadia na ilha seria nesta zona, mais precisamente na localidade de Soufriere, um pouco mais a norte das duas elevações. 

Tinha sido o Clorianus a traçar esta orientação. Curiosamente este comparsa “tieta agrestino” tomou o comando do grupo, em detrimento do Detective Tempicos, um pouco em baixa de forma devido às suas lucubrações alcoólicas. 

Tempicos andava sempre nas lonas, mas o dinheiro que auferia como colaborador do blogue Bancada Directa era todo empregue na compra de Whisky, daquele barato que se vende por aí numa cadeia de lojas alimentares oriundas dos teutónicos donos da Europa

Neste resort/hotel instalaram-se Tempicos e os seus amigos (Morgan Bay All

E sempre toldado pelo vapor “cereal/maltino” não dizia coisa com coisa. E não decidia nada e perdeu o comando do grupo. Mas louva-se a virtude de ter proporcionado a viagem do grupo ao Caribbe, porque lhe deram num sorteio duns quaisquer iogurtes uma viagem a Saint Lúcia e ele fotocopiou o original e arranjou bilhetes para todos. Ele bem dizia que tinha um amigo numa companhia low cost e que tinha conseguido arranjar bilhetes para todos ao preço módico de 1 euro cada. Ninguém acreditava mas como convinha lá embarcaram todos na maior. 

 Recuemos um pouco e vamos saber como esta história da viagem a Saint Lúcia de facto começou O grupo de condóminos do edifício das Escadinhas dos Baldaques tinha entrado em crise. O cónego Baltazar Novena tinha sido o culpado desta falência colectiva. Era um facto assente que ele tinha sido proibido pelo Vaticano de exercer actividades religiosas. 


Decisão incompreensível, pois além de ser um santo homem cheio de virtudes religiosas e amigo dos seus amigos, era um fiel devoto a Deus Nosso Senhor e estando no seu íntimo que mais cedo ou mais tarde seria beatificado. Tempicos ria-se deste desiderato na cabeça do cónego, pois incrível que pareça não era o Novena que confessava Tempicos mas sim o contrário. E Tempicos zurzia-lhe os miolos e dando-lhe, invariavelmente no fim da confissão a penitencia na base de uma abstinência sexual absoluta nas variantes de pensamentos, palavras e obras. 

Ora como o Novena não dizia missa nas igrejas do bairro passou a rezá-las em casa. E tinha muitos clientes, que até deu para comprar umas “alfaias religiosas” do melhor que havia nas lojas de santos da Rua do Crucifixo. E passou a fazer peditórios. E passou a não declarar ao fisco os rendimentos que advinham desta actividade. E, claro, alguém do condomínio farto daquelas aleluias, das antífonas e das oblatas que Novena sacava deu com a língua nos dentes. 

O fisco tomou conta do caso e pregou-lhe com a dose. Uma coima para cima de cinquenta mil euros. Todos os moradores baldaquianos solidarizaram-se e contribuíram para o pagamento da multa, e, claro, ficaram todos na penúria. Falidos melhor dizendo. 

 Com a fome a assentar arraiais nos condóminos Tempicos pela surra comprava iogurtes na Pastelaria Bijou da Rua Morais Soares e saiu-lhe a tal dita viagem ao Caribbe. O resto já se sabe da forma como a viagem acabou por ser feita por todos os moradores e seja o que Deus quiser lá em Saint Lucia. 

Esta era a zona que Clorianus queria que o grupo se instalasse. Elevações do Belle Vue a sul de Soufriére

Chegados ao aeroporto contactaram um táxi e perguntaram o preço para os levar até Soufriére. Claro que o dinheiro não era suficiente para o destino e ficaram por ali perto numa terrinha chamada Charlotte. Saíram do táxi todos amarrotados porque vinham em cima uns dos outros. Com garrafões, também amarrotados, nas mãos começaram a tomar consciência do buraco em que se tinham metido, mas Tempicos enquanto eles pensavam já tinha arranjado a solução para o buraco. 


Dirigiu-se a um Clube/Resort de férias ali pertinho e ofereceu à gerência os préstimos de um grupo de animadores portugueses para alegrar os dias e as noites dos hóspedes do resort.

Foram todos apresentados à gerência e Tempicos, criativo que era, determinou logo as funções para cada um. Assim os baldaquianos assumiriam novas identidades e funções da forma como segue. 


 Tempicos esquematizou o seguinte programa 


1- Ginginharnes, massagista de profissão com muito sucesso devido à eficiência das suas massagens, faria dupla com Gustavito o antigo toureiro. De dia a miúda do norte trabalharia massajando os clientes do resort e à noite com o seu papagaio faria a primeira parte da actuação do grupo em conjunto com o antigo toureiro Gustavito. 


O forte da actuação deste duo seria a arte de Gustavito em tourear o bonito papagaio da Ginginharnes, com verónicas, passes de peito e reboleras tudo com arte e valentia toureira. Não haveria estocada no papagaio, o que seria lamentável e ainda porque se poderia enganar e estoquear o recepcionista que era o Adrianovitch

A orla marítima de Charlotte. De dia Tempicos secava o bacalhau ao sol estirado nas espreguiçadeiras a pensar na melhor maneira de gerir um grupo de animadores improvisados.

2- A psicóloga Jeremias trabalharia em conjunto com o cónego Novena. O essencial deste duo era fazer rir os clientes, através de análises psicológicas ridículas e conselhos matrimoniais dadas pelo Novena ao espécime feminino, género quanto mais infiéis fordes ao casamento mais têm o Céu como certo. E para experiências físicas sobre o tema ele ofereceria os seus serviços. E de reserva haveria sempre o Tempicos, que andava ali para as curvas.

3- Buena Vida, o El Gitano, dando força ao seu estilo aparvalhado de cigano espanholado actuaria em danças de flamenco. A sua partenaire seria o Clorianus, que para o efeito teria de adquirir um vestido a preceito nas lojas de souvenirs lá da ilha. Clorianus não gostou lá muito da decisão de Tempicos, (dizia que era muito macho, e não queria perder o ritmo diário do vai e vem) mas teve de aceitar porque Tempicos tinha retomado com muita determinação a função de leader do grupo. 


4- Adrianovitch, parvo como sempre, seria o recepcionista nocturno e secretário de Tempicos, que como já se sabe era o coordenador do grupo


Em Charlotte, e de certeza por toda a ilha, viam-se papagaios por todo o lado.

Tudo corria às mil maravilhas ao fim de uma semana de actuações e já havia dinheirito gordo, quando sucedeu o impensável. Depois das suas actuações, Ginginharnes e El Gitano combinaram à socapa um affaire sigiloso e foram dançar até de madrugada muito enrabichadinhos. Estalou o verniz entre o grupo porque alegavam que tinham de ser informados de tudo o que aconteceria para lá do que se via durante o dia. E consta-se que um dos machos armou uma tremenda ciumeira. Estava-se mesmo a ver que a Ginginharnes era a mulher fatal do grupo. E no activo!

Tempicos mediou os conflitos e decidiu o seguinte…..

O 2º episódio será publicado no próximo Sábado 29 de Setembro.

Contribuições
Agradecemos ao caríssimo leitor Valdemar que nos enviou uma referencia, em seu entender, ao bonito papagaio da Ginjinharnes.(tradução não aconselhável). O nosso obrigado

Oh Passos! Desculpa lá. Na manif de 15 de Setembro ninguém te chamou cego e surdo. Chamaram-te outras coisas


E os adjectivos mais levezinhos foram estes aqui em baixo.......


José Gomes Ferreira: uma voz incómoda para o Governo com lugar nas nossas casas. O subdirector de informação da SIC tem criticado com clareza esta ultima medida do Passos, Moedas e Gaspar. Diz ele que o mistério da TSU será uma ajuda ao sistema financeiro?

O mistério da TSU: 
Uma ajuda ao sistema financeiro?

A alteração da Taxa Social Única, com um grande aumento para os trabalhadores e uma redução substancial para as empresas, poderá funcionar na prática como uma ajuda indirecta ao sistema financeiro. Os bancos poderão assim evitar mais crédito mal - parado e até encaixar dinheiro de que precisam para cobrir imparidades que estão a aumentar; as empresas, altamente endividadas, poderão reduzir o incumprimento ou até pagar algumas dívidas aos bancos.

Se não é esta a causa, parece ser este o efeito. Desconhece-se se a Troika e o Governo combinaram as alterações da TSU com o objectivo de ajudar indirectamente os bancos. Seria um processo de intenções afirmá-lo taxativamente. Mas a verdade é que, até agora, quase ninguém compreendeu a medida anunciada com tanto dramatismo por Pedro Passos Coelho, no dia 7 de Setembro, dizendo que a situação era muito difícil.


As alterações da TSU são um erro económico porque reduzem a procura interna e destroem emprego em vez de o criarem; são um erro de finanças públicas porque não combatem o défice, só geram 500 milhões de receita, uma gota de água face às necessidades adicionais de cobertura do défice do Estado, avaliadas em 4.900 milhões de euros pelo próprio Governo; são um erro político, porque minam a base de confiança e a aceitação de qualquer outra medida de austeridade que o Governo tome ou venha a tomar – e são uma injustiça social, porque representam uma transferência de recursos do trabalho para o capital. Como quase toda a gente diz isto, continua sem se perceber a insistência do Governo na medida. Remodelada, calibrada, modulada, acrescida, parcialmente diminuída, seja como for, apesar da crise política que está a provocar, continua sobre a mesa. Vejamos melhor: quase toda a gente está contra, mas nem toda a gente se pronunciou.





Os principais banqueiros do país, habituados a comentar qualquer nova medida de política económica, financeira e fiscal, mantém silêncio sobre esta matéria. A excepção foi José Maria Ricciardi, presidente executivo do BES Investimento, que elogiou a medida em declarações feitas fora do país. Entre as grandes empresas do chamado sector de bens e serviços não transaccionáveis, a atitude é de discrição. Só o presidente executivo da EDP falou em público sobre a medida, para a elogiar e sugerir que, em contrapartida, até pode baixar os preços da electricidade. Mas não disse que vai criar novos empregos, principal razão invocada por Passos Coelho e Vítor Gaspar para justificar a alteração da TSU. Enquanto a polémica sobe de tom, a SIC dá conta de que o grupo Caixa Geral de Depósitos vai ter de registar ainda mais imparidades em 2012 do que no ano passado, acima de 1,2 mil milhões de euros.

Os resultados líquidos do banco público, no final do ano, arriscam-se a ultrapassar os 400 milhões de euros de prejuízo de 2011. Mas não é só este grupo que está a ser afectado pelo aumento das imparidades. A SIC confirmou junto de fontes altamente colocadas no sector bancário que os principais bancos portugueses vai ter de reconhecer mais imparidades ainda este ano e também em 2013. Boa parte devida à compra de acções na bolsa cujas perdas ainda não foram completamente reconhecidas; Outra parte devida a aposta em investimentos imobiliários que entretanto perderam parte substancial do valor que ainda está contabilizado.

Só no Algarve, as perdas a reconhecer poderão atingir vários milhares de milhões de euros… Neste cenário, poderia encarar-se o recurso a novas ajudas aos bancos, directamente pelo Estado e através da reserva de 12 mil milhões de euros disponibilizada no âmbito do Programa de Assistência Financeira para a recapitalização da banca. Mas se este já foi um processo tão traumático para os actuais accionistas, que tentaram condicionar a entrada de representantes do Estado e as regras impostas pelo financiador público, porque não pensar em alternativas?


Voltemos então à proposta para a alteração da TSU, que a esmagadora maioria dos portugueses continua a não entender. Os trabalhadores sofrem um aumento de 64 por cento da taxa de desconto para a Segurança Social – que sobe de 12 para 18 por cento, garantindo uma receita de 2.800 milhões de euros. As empresas beneficiam de um cheque imediato de 2.300 milhões de euros de devolução desta receita, com a baixa da taxa de 23,75 para 18 por cento. Todas as empresas beneficiam. As que exportam e as que não exportam, as que enfrentam a concorrência e as que estão em mercados protegidos. Praticamente nenhuma vai criar emprego, já o disseram. E as empresas orientadas para o mercado interno vão enfrentar uma queda ainda maior da procura dos seus bens e serviços.

Mas há, de facto, um efeito em cascata que é preciso considerar. 

 Com algum dinheiro em caixa, as micro e pequenas empresas que já estão em risco, evitam fechar portas mais cedo. Poderão ir à falência, mas um pouco mais tarde. Os créditos à banca poderão continuar a ser pagos por mais algum tempo…o mal - parado bancário continuará a subir, mas menos. As médias empresas terão também mais algum tempo para respirar. Algumas adiam a falência, outras aguentam o negócio… outras até juntam alguns milhares de euros e, com esforço acrescido, até pagam antecipadamente algumas responsabilidades à banca. Dinheiro muito importante para o sistema financeiro – mais liquidez, menos mal-parado, menos imparidades a reconhecer e contabilizar… O mesmo para as grandes empresas. Com mais alguns milhões nos cofres, continuam a garantir o pagamento das responsabilidades à banca, até aceleram alguma amortização…dinheiro precioso para o sistema financeiro.


Neste quadro, as alterações à TSU, parecem começar a fazer sentido. A lógica não é económica, não é de finanças públicas, não é do sistema de previdência e de protecção social, não é de justiça social - é a perspectiva do sistema financeiro. O dinheiro gerado pela medida acaba por afluir ao sistema como se fosse através de um funil aplicado a toda a economia. Mesmo o que não aflui, fica no circuito e impede que o tecido económico apodreça mais rapidamente em alguns sectores e unidades de negocio. Isto é, a medida ou dá liquidez ou adia mal – parado. Tem lógica.


Poderá explicar muita coisa que aparentemente não fazia sentido. E agora, a medida vista assim é necessariamente má? Não. O sistema financeiro é o coração da economia de mercado, que por sua vez sustenta as democracias politicas em que vivemos. Não temos outro sistema alternativo - conhecemos outro, o de planificação, mas não o queremos, jamais o quereremos de regresso. Temos é de melhorar este.

Os nossos banqueiros fizeram alguns erros? 

 Fizeram. Tiveram um papel decisivo para o crescimento de Portugal nas últimas décadas, na maior parte dos casos potenciando a melhor aplicação de recursos financeiros? Sim, sem dúvida. Não tomemos a árvore pela floresta. Os nossos bancos e banqueiros merecem ser ajudados? Merecem. Tudo deve ser feito para evitar desequilíbrios do sistema financeiro que podem aparecer com o agravar da crise económica.


Mas a melhor maneira de ajudar será através do aumento da TSU para os trabalhadores e da devolução às empresas? Pode garantir um alívio a curto prazo, mas pode agravar a situação de todo o país a médio e longo prazo… Mas se a medida foi tomada, entre outras razões como forma de ajudar indirectamente o sistema financeiro, porque é que o Governo não explicou claramente este objectivo aos portugueses? Se era isto, devia tê-lo explicado com toda a clareza. Se não era isto, então o que era? 


José Gomes Ferreira

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