BANCADA DIRECTA: Julho 2012

terça-feira, 31 de julho de 2012

Universidade Lusófona. Carta aberta ao seu ilustríssimo reitor. A autora deste texto apenas pergunta o que é que Miguel Relvas tem que ela não tenha São as “estórias” da Dra. Susana Verde

Universidade Lusófona. 
Carta aberta ao seu magnifico reitor. 
A autora deste texto apenas pergunta o que é que Miguel Relvas tem que ela não tenha 
São as “estórias” da Dra. Susana Verde 


O que é que o Relvas tem que eu não tenho... 

Caríssimo Reitor da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, 


Venho por este meio solicitar a revisão do meu curriculum académico, de forma a obter a minha licenciatura sem mais delongas, isto é, sem mexer mais uma palha, nem gastar mais um tusto. Poderá considerar o meu timing oportunista, mas tomando como exemplo o exemplar Miguel Relvas, o oportunismo por si só é coisa para me valer meia dúzia de créditos, e parecendo que não com isso arrumava pelo menos um dos exames de segunda época. 


Sei que como aluna de letras, o cálculo não é o meu forte, mas isso também não impediu o Guterres de ser Primeiro-ministro, por isso adiante. Proponho então que acompanhe as minhas contas, e solicito o seu auxílio para que perceba qual a variável que me está a escapar: 


 - No período Pré "Canudo à La Minute" Bolonha, frequentei a universidade até ao 3º ano, sendo que a minha licenciatura tinha a duração de 4 anos. Ora, quatro menos 3 é igual a um, resto zero. Certo? Errado. 
Ao regressar, no Pós Bolonha, com 27 cadeiras feitas no bolso, a duração da licenciatura diminuída para 3 anos, sou informada que preciso de mais 2 anos lectivos, para merecer o canudo. Fico com a sensação que puseram o meu curriculum na máquina de lavar, no programa errado, e a modos que encolheu. Terá sido isso? 


 Já o Relvas, com menos cadeiras que a minha mobília de sala, está licenciado. Poderá achar que a voz da inveja me dominou, mas poderei comprovar que o meu currículo lhe dará razões para, sem apelo nem agravo, resolver a questão por aqui. Vamos então a uma comparação entre esta que vos escreve e o Ministro dos Assuntos Parlamentares: Relvas: Deputado em 7 legislaturas 


EU: Presidente da Assembleia cá de casa há 12 anos, por unanimidade. É certo que o plenário é relativamente mais pequeno, mas vos garanto, mais desafiante. A aprovação da moção de censura a deixar o prato na mesa depois do jantar demorou mais que um discurso do Fidel.  
Relvas: Membro do Conselho de Curadores da Fundação Luso-Brasileira 


EU: Faço uma picanha com feijão preto de ir à lágrimas, já para não falar que trato as caipirinhas por "ocê". E o Pepe está no meu onze ideal para a Selecção. 
Relvas: Presidente da Assembleia-geral da Associação de Folclore da Região de Turismo dos Templários 


EU: Fiz parte de um grupo de dança jazz na pré adolescência, com um repertório que contemplava pérolas como Roxette e a música do final do Dirty Dancing. Quem sobrevive a isto, dá conta do Orçamento de Estado com uma perna às costas. 
Relvas: Secretário-Geral da JSD 


EU: Presidente da Associação de Estudantes da Escola C+S de Colares. Não cumpri nenhuma das minhas promessas eleitorais (como o Dia Mensal de Ameaça de Bomba ou a instalação de máquinas de imperial sala sim, sala não), aproveitei-me do cargo para passar à frente na fila do refeitório, e saquei umas moedas da tesouraria quando me faltavam trocos para o tabaco. Se isto não é veia política... 
Exmo., não o quero maçar com mais comparações. O Sr. Ministro tem mais 18 cargos no CV, o que tornaria demasiado exaustivo este combate. Mas caso seja necessário o knock-out final, deixe-me acrescentar o seguinte: tenho três amigos em comum no Facebook com o Jorge Silva Carvalho. 


E mais: num momento de aflição urinária, no WC. do Colombo, pressionei a Judite de Sousa para se despachar. Fico assim a aguardar o certificado de habilitações na volta do correio. 


E quanto a licenciaturas a jacto, é o que se me oferece dizer...

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O saber não ocupa lugar. Reflexões sobre o amor. É que quando nós (nós, salvo seja a minha pessoa, porque a patroa é fixe) sofremos uma desilusão andamos e anda-se com a armação em preços de saldo de fim de estação.

Ora vamos lá a reflectir. 
E se alguém se sentir ofendido que me desculpem o tema. 
O que é o amor? 


O amor não é aquilo que ilumina o seu caminho. O nome disso é candeeiro. 


O amor não ultrapassa barreiras. Isso é quando a bola passa a barreira e entra na baliza. Claro que é golo!


O amor não é aquilo que faz coisas que até Deus duvida. O nome disso é Lady Gaga. 


O amor não é aquilo que traça o seu destino. O nome disso é GPS. 


O amor não é aquilo que te dá forças para superar os obstáculos. O nome disso é tracção às quatro rodas.


O amor não é aquilo que mostra o que realmente existe dentro de você. O nome disso é endoscopia. 
O amor não é aquilo que atrai os opostos. O nome disse é íman. 


O amor não é aquilo que dura para sempre. O nome disso é Manuel de Oliveira.


O amor não é aquilo que surge do nada e em pouco tempo está mandando em você. O nome disso é Miguel Relvas. 


O amor não é aquilo que te deixa sem fôlego. O nome disso é asma. 


O amor não é aquilo que não te deixa ver as coisas como elas são. O nome disso é miopia


O amor não é aquilo que faz os feios ficarem pessoas maravilhosas. O nome disso é dinheiro. 


O amor não é aquilo que o homem faz na cama e deixa a mulher louca. O nome disso é esquecer a toalha molhada.
O amor não é aquilo que faz a gente dizer coisas de que depois se arrepende. O nome disso é vodka. 


O amor não é aquilo que faz você passar horas ao telefone. O nome disso é promoção da ZON ou da MEO...


O amor não é aquilo que te deixa com água na boca. O nome disso é copo de água. 


Amor não é aquilo por que você reza para que não acabe. O nome disso é férias. 


O amor não é aquilo que entra na sua vida e muda tudo de lugar. O nome disso é empregada nova. 


O amor não é aquilo que te deixa meio pateta, rindo à toa. O nome disso é excesso de álcool. 
O amor não é aquilo que se cola em você mas quando vai embora arranca lágrimas. O nome disso é cera quente. 


O amor não é aquilo que toca as pessoas lá no fundo. O nome disso é exame de próstata. 


Aprendeu ?


Agradecimento ao nosso caríssimo amigo Valdemar Moreira (Grupo Folclórico da Ganfei. Valença do Minho) pela ideia e texto.

Quem diria que a Catalunha, a região mais rica de Espanha, também estava em crise. Eu, pelo menos, entretenho-me numa região pobre, que é a Andaluzia, mas que não pensa em pedir qualquer resgate. Por enquanto….

ESPANHA. 
A Catalunha associa-se ao naufrágio 
Reflexões sobre o teme a partir dos períodos espanhóis 
O que dizem o “EL País”, o “El Mundo”, o La Vanguardia” o o “Periódico da Catalunia”. 


 Manifestação contra as mais recentes medidas de austeridade do Governo espanhol O pedido de auxílio financeiro feito ao Estado pelo governo catalão agrava a crise da dívida de todo o país. E demonstra igualmente os excessos orçamentais das regiões autónomas, considera a imprensa de Madrid e Barcelona. 


"A Catalunha pede auxílio", anuncia o diário El País, no dia seguinte ao anúncio feito por Artur Mas de que a Catalunha, região a que preside, vai pedir auxílio financeiro ao governo central. A Catalunha é uma das regiões mais ricas de Espanha, mas também a mais endividada – na ordem dos 42 mil milhões de euros, dos quais 5700 milhões a vencerem em 2012. É a terceira região autónoma, depois de Valência e Múrcia, obrigada a procurar assistência do Fundo de Liquidez Regional (FLA), cuja dotação é de 18 mil milhões de euros. É uma "crise das regiões", lemos no título do editorial do diário madrileno. 


A notícia surge em plena tempestade financeira em Espanha e na Zona Euro. O prémio de risco, ou seja, a diferença entre as taxas alemãs e espanholas, atingiu níveis recorde, de 6,5%, tal como a taxa de juros das obrigações do Estado a 10 anos (7,6%). Isto mostra que: as comunidades autónomas entraram numa fase aguda de crise financeira, cuja primeira consequência, e a mais grave, será nova deterioração da confiança dos investidores na solvência da dívida espanhola. 
A responsabilidade recai sobre as regiões, considera o diário, mas também sobre o Governo de Mariano Rajoy: Durante muitos anos, as regiões não conseguiram sistematicamente executar os seus programas económico/financeiros, aumentando as suas dívidas, com a complacência dos sucessivos governos, que, por motivos políticos ou simples negligência, se esqueceram de fazer cumprir rigorosamente os compromissos em matéria de défice. […] O que transmite uma péssima sensação à opinião pública e aos investidores, cuja confiança se tenta recuperar, é o relacionamento caótico do governo central com os governos autónomos. [...] O Executivo não soube responder à pergunta sobre a situação real das contas regionais; e essa falta de resposta está a levar-nos, entre outras coisas, a uma situação sem saída. 
"A Catalunha admite o colapso". 
Lê-se no diário El Mundo. 
O diário de Madrid critica os dirigentes autonómicos e considera que é necessário "cortarr o supérfluo": Ninguém entenderia que os esforços impostos por esses auxílios financeiros continuem a recair sobre a população, quando os dirigentes das regiões mantêm intactas as suas estruturas de poder. Ainda não se viu estas regiões reagirem à sua dramática situação. Está o Executivo mais comprometido com as exigências de Bruxelas do que muitos dirigentes regionais [...] Sabida a resistência das regiões autónomas a desmantelar as suas estruturas supérfluas [televisão regional, "embaixadas" e outras instituições copiadas do governo central], o Governo deve aplicar-se em reduzi-las. [...] 


Se Rajoy não conseguir controlar as comunidades autónomas que agora estão falidas, vai ter de carregar com esse erro para sempre. Por seu lado, os jornais catalães sublinham que o auxílio surge no momento em que o parlamento regional debate o "pacto fiscal", que visa renegociar com Madrid a participação da Catalunha no sistema fiscal nacional. O objetivo é reduzir a sua contribuição para o fundo de financiamento das outras regiões e manter mais recursos económicos na região, seguindo o modelo do País Basco, uma excepção ao sistema tributário espanhol. 
El Periódico de Catalunia opina 
Mas a Catalunha não é "nem rica nem completa", referindo-se a esse pedido de renegociação do pacto fiscal. Devia, pois, "esquecer o pacto fiscal", considera o director do jornal, Enrique Hernandez: Tal como o náufrago não reivindica contrapartidas a quem lhe atira um colete salva-vidas, submeter-se aos ditames do Tesouro e exigir a chave do cofre não parece uma boa estratégia. A saída mais digna para a Catalunha seria manter viva a exigência do pacto fiscal, mas pôr de lado a negociação com o Estado até que as circunstâncias mudem e tenha possibilidade de prosperar. 


 Por sua vez o “La Vanguardia” de Barcelona comenta 
 “a Generalitat [governo regional] deu um passo da maior importância: receber ajuda do Estado a troco de menos autonomia”; e ironiza, estabelecendo um paralelo com a reacção de Mariano Rajoy face ao auxílio aos bancos espanhóis, cedido pela União Europeia: O Executivo catalão jura e volta a jurar que não há nem auxílio nem intervenção, tudo se resume a uma linha de crédito; e as condições referem-se apenas ao dinheiro emprestado, como acontece sempre que uma entidade empresta dinheiro a outra. Foi o que disse Rajoy aquando do auxílio aos bancos, e depois soube-se as condições. O êxito dessa teoria é sobejamente conhecido.


Nota: a penúltima bandeira é a da Região de Murcia e a ultima é de Valência

domingo, 29 de julho de 2012

Esta Lisboa que eu amo. Os leitores sabiam que Lisboa é a capital do azulejo? Pois é. Infelizmente!



Infelizmente
Edifício de propriedade do Município
Lisboa. Rua de São Mamede
As fotos são do Fernando Jorge a quem agradecemos

Recordar os primeiros tempos da Secção Publico/Policiário.

Problema nº 25 
O INSPECTOR FIDALGO E A “ACELERA” AVARIADA 
Original de: Luís Pessoa 
Publicado na secção POLICIÁRIO em: 28.Julho.1992 

A última coisa do mundo, ou pelo menos uma das últimas, que o inspector alguma vez pensou foi em motorizadas, as chamadas “aceleras”, mas a verdade é que naquele dia de Julho esse nome foi falado vezes sem conta. 


Tudo começou quando o filho mais velho do inspector, o Frederico, pediu emprestada uma “acelera”, ou seja, uma motorizada de funcionamento simplificado, em que praticamente só é preciso acelerar e pronto, vai-se até onde se quer, a velocidade moderada. Correu mal a aventura e algum tempo depois, com bastante asneiras e riscos pelo meio, que a inconsciência propicia, o destino da “acelera” foi à valeta, arrastando o moço que, além de sair combalido e com ferimentos vários, ainda teve de suportar as recriminações do proprietário da motorizada. 


O drama punha-se em termos de saber como iria o rapaz dizer ao pai o que se passara e, mais que isso, minimizar os problemas e custos. Claro que deve ter havido múltiplas encenações, repetições sem fim, cada vez acrescentando um novo ponto, alterando aqui, mudando ali, que a justificação tinha de ser de molde a não provocar grandes chatices… E, ao fim e ao cabo, o “velho” pouco ou nada saberia saber sobre o que era andar de motorizada e por isso havia que criar uma história plausível… 
Era ponto assente de que não poderia haver nem uma pontinha de culpa da sua parte, ou o pai poderia proibi-lo de voltar a andar de “acelera” e, nesse momento, quase tudo o que a vida lhe dava de bom (assim estava convencido!) era poder libertar-se, andando ao sabor dos caprichos, em cima da sua “motorizada”. Não estranhou, portanto, que à noite, esmurrado no físico (e no brio e também), abordasse o pai e contasse a história da melhor maneira que as múltiplas encenações puderam determinar. 


Que não tivera culpa nenhuma, que a culpa, se é que há culpa em coisas destas, foi inteiramente da máquina; que ao meter uma mudança, vá-se lá saber porquê, saltou a corrente, metendo-se na roda, o que provocou o bloqueio da mesma e o atirou borda fora, com todos os riscos e chatices que teve; que nunca tal poderia acontecer porque ele é super cuidadoso e vai sempre com o máximo dos máximos de atenção e portanto só um erro da máquina, como foi o caso, o poderia cuspir, etc., etc. E tudo se ficava por um pedido de dinheiro para pagar os estragos, muito embora, dizia com muita dignidade e sensatez, a culpa fosse de quem lhe emprestou a máquina, mas não queria problemas e portanto… 


O inspector não gostou muito da história; achava que respirava maturidade a mais, sensatez acrescida e soube logo, com a experiência a funcionar, que por ali havia alguma coisa que não jogava bem. 


A – Na “acelera” não é possível falhar uma mudança e portanto a desculpa não pegava. 
B – As rodas daqueles modelos nunca podem bloquear e portanto mentiu descaradamente. 
C – As “aceleras”, têm um dispositivo anti queda que nunca permitiria que o moço se aleijasse, pelo que o motivo terá sido outro, completamente diferente. 
D – Nunca poderia conduzir uma máquina daquelas porque só os adultos o conseguem
Oh Inspector: abra lá os cordões à bolsa e dê uma motinha destas ao miudo. O rapaz precisa é de meter mudanças a preceito. Até nós!...........


Pense bem, procure a solução correcta e… ------------------------------------------------------------------------------------------------- 
Solução do autor: 
Publicada em: 01.Agosto.1992 
 A – Na “acelera” não é possível falhar uma mudança e portanto a desculpa não pegava. Uma “acelera” não tem mudanças e, como tal, nunca poderia ser numa operação desse tipo que a avaria ocorreria. O próprio nome diz tudo: é só acelerar, sem mudanças!


Agradecimento ao Jartur, um amigão de todos nós....

sábado, 28 de julho de 2012

Por favor deixem o homem em paz! Pela nossa parte acabamos aqui as nossas intervenções. Ao menos que ele goze as férias descansado. Esperemos que não volte.....

The best of Mister Relvas






Politica à portuguesa. Os nossos queridos deputados, que me representam e aos nossos leitores, faltaram ao trabalho que se fartaram...

Eu só questiono que com homens destes aonde vamos parar?
Segundo os dados disponíveis na página da Assembleia da República, ao longo de 134 sessões plenárias da primeira sessão legislativa da XII legislatura registaram-se 1055 faltas de deputados, das quais apenas cinco foram injustificadas. 

O PS e o PCP são os partidos que registam a mais elevada média de faltas por deputado: 5,75. 


O secretário-geral do PS, António José Seguro, é um dos deputados com mais faltas, assinalado com 20 faltas a plenários, ao qual se juntam com o mesmo número de ausências os seus colegas de bancada José Lello e Pedro Nuno Santos. 


O grupo parlamentar do PSD, com 108 deputados, teve o maior número de faltas (460), seguido da bancada socialista, com 426 faltas em 74 deputados. Já a bancada do CDS-PP, registou 85 faltas em 24 deputados. 


Enquanto o PCP com 14 deputados eleitos, teve 69 faltas e o BE, com oito parlamentar, 15 faltas. Os dois deputados do Partido Ecologista «Os Verdes» não faltaram a nenhuma das 134 sessões plenárias. Todas as faltas não justificadas (5) ocorreram na bancada do CDS-PP: três da deputada Teresa Caeiro e duas da deputada Vera Rodrigues. 
A maior parte das faltas são justificadas com a realização de trabalho político ou doença, mas a paternidade é outro motivo alegado pelos parlamentares mais ausentes. Segundo o Regimento da Assembleia da República, um deputado perde o mandato quando «deixe de comparecer a quatro reuniões do plenário por cada sessão legislativa, salvo motivo justificado». 


Ainda neste caso são descontados aos deputados «um vigésimo do vencimento mensal pela primeira, segunda e terceira faltas e um décimo pelas subsequentes». Quanto às justificações apresentadas pelos deputados, o regime de faltas e presenças ao plenário estabelece como regra que «a palavra do deputado faz fé, não carecendo por isso de comprovativos adicionais».


Francamente........

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Fragmentos e Opiniões. Daniel Oliveira diz de sua justiça. E, claro, continua com a saga do Miguel Relvas. E o Daniel questiona se nós entregávamos o nosso património ao Relvas?

Fragmentos e Opiniões. 
Daniel Oliveira diz de sua justiça. 
E, claro, continua com a saga do Miguel Relvas. 
E o Daniel questiona se nós entregávamos o nosso património ao Relvas? 




Miguel Relvas é, mesmo que muitos acreditem que tudo passará, um ministro a prazo. Já todos os jornalistas, todos os políticos da oposição e até todos os humoristas perceberam que a sua vida é um poço sem fundo de escândalos. Mas ele tem uma função: privatizar a RTP. E privatizar com uma agenda. 


Mudando o panorama mediático português e, com ele, o panorama político. Dando, provavelmente, espaço mediático a uma direita trauliteira e radical. E, no meio, tratando, da forma expedita que já lhe conhecemos, de negócios. Acontece que Miguel Relvas, o político mais desprezado pelos portugueses, não tem legitimidade moral para vender nada que seja do Estado. 


Que seja património nosso. Com um outro ministro, eu, como cidadão, discutirei o disparate que é esta privatização. O disparate para o Serviço Público de Televisão e o disparate para o mercado publicitário e, por efeito, para televisões, rádios e jornais, levando a falências em catadupa e diminuindo, em vez de aumentar, o pluralismo da informação no nosso País. Valor que, já se percebeu, preocupa pouco este governo e os que o antecederam. 
Mas não é nada disto que se discute com Relvas. Com Relvas estamos sempre à espera de esquemas e negociatas. Nenhum negócio que tenha Miguel Relvas como ministro da tutela pode estar fora de suspeitas. Seria como pôr Dias Loureiro a tratar da privatização de parte da Caixa Geral de Depósitos. Muitos têm dito que os ataques a Miguel Relvas resultam do processo de privatização da RTP. As teorias da conspiração valem o que valem. 


Mas aceitando que seja verdade, ficam as perguntas: não é importante sabermos da honestidade de quem vai tratar da venda do nosso património? Não é o respeito pela liberdade de imprensa fundamental num ministro que trata de assunto tão sensível para a saúde da nossa comunicação social? Serei, até ao último segundo, contra a privatização de um canal da RTP. 


Sempre foi e sempre será esta a minha posição. Mas neste momento é uma coisa mais comezinha que me faz escrever: serei contra a venda de um lápis que seja se o vendedor do que é meu for Miguel Relvas. E nem preciso de explicar porquê. 


Todos sabem o que lhe falta. Até ele.

Manuel Constantino. Uma figura ímpar da nossa escrita policial.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Relvas resiste estoicamente. Passos já coça a cabeça. E agora aparece as diatribes telefónicas na Assembleia Municipal de Tomar. Mas que exagero…

Também já estou convencido de que Relvas é um resistente de primeira água. E não há duvida alguma de que até parece que é uma perseguição implacável que lhe fazem. Mas também é verdade que quem lugares de topo e tem pecados têm de se sujeitar a estas situações 


 Leitores confiram mais esta.. 

Relvas e a história de mais um saco roto 


Não se pode dizer que o senhor Passos/Coelho não tenha vindo a dar o seu melhor (que, convenhamos, não é lá grande coisa) para afastar o seu ministro e amigo Relvas das luzes da ribalta. Suspeito mesmo que as alarvidades que ultimamente tem andado a disparar, não tenham tido outro objectivo. 


Objectivo frustrado, no entanto, porque, quando não é a licenciatura feita a martelo, as ameaças e censuras a jornalistas, ou as mentiras no Parlamento, é o passado de Relvas que regressa a galope. Hoje, mesmo, ficámos a saber, graças à investigação da Visão, que o (escandalosamente ainda ministro) Relvas é um autêntico recordista na especialidade de "dar à tramela", via telemóvel e à custa do contribuinte. 


Para que não restem dúvidas, aqui vão os gastos do dito "cavalheiro" com o uso do telemóvel posto à sua disposição pela Câmara Municipal de Tomar, na sua qualidade de presidente da respectiva Assembleia Municipal: 
Ano 2002 - 1 598,50€ 
Ano 2003 - 934,40€
Ano 2004 - 947,79€ 
Ano 2005 - 559,49€ 
Ano 2006 - 3 896,03€ 
Ano 2007 - 5 623,32€ 
Ano 2008 - 4 858,29€ 
Ano 2009 - 7 444,46€ (ano de eleições europeias, legislativas e autárquicas) 
Ano 2010 - 3 391,55€ 
Ano 2011- 1 251,03€ (até o dia 27 de Junho de 2011; as eleições legislativas que deram a vitória ao PSD realizaram-se a 5 de Junho e o Governo tomou posse a 21; Posteriormente o número do telemóvel foi cedido à Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros.)" 
Se tivermos em conta que, segundo a lei, as assembleias municipais se reúnem, de forma ordinária, apenas cinco vezes por ano, qual terá sido a justificação para que a Câmara de Tomar tenha posto à disposição de Relvas um telemóvel de uso pessoal e sem limites de custos? 


O caso serve, pois, perfeitamente, para demonstrar que o cano por onde corre o dinheiro dos contribuintes tem mais "buracos" que um saco roto.

Isto acontece nos USA. Por lá não se brinca......

video

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Pois é! O chefão da Madeira gosta de “amandar bocas” e agora os ilhéus bombeiros querem fazer-lhe a folha. Mas isto tudo é conversa para “boi dormir”. Alguém duvida?

Pois é! O chefão da Madeira gosta de “amandar bocas” e agora os ilhéus bombeiros querem fazer-lhe a folha. Mas isto tudo é conversa para “boi dormir”. Alguém duvida? 


A Associação Nacional de Bombeiros Profissionais anunciou ontem que vai interpor um processo-crime contra o presidente do governo regional da Madeira pelas declarações sobre a «estranha coincidência» dos incêndios terem ocorrido após os seus comentários sobre os bombeiros. 


 «Iremos  amanhã [quarta-feira] mover um processo-crime contra o presidente do governo regional», afirmou à agência Lusa o presidente da associação, Fernando Curto. O responsável referiu que Alberto João Jardim devia «conferir muito mais responsabilidade [ao que afirma] e ter tento na língua, que muitas vezes não tem». 


Curto defendeu que os bombeiros deveriam «ser mais respeitados na Madeira». O presidente do governo regional da Madeira disse hoje que os fogos que assolaram a ilha provocaram um cenário "dantesco" e considerou como "estranha coincidência" os incêndios terem ocorrido após as suas declarações sobre os bombeiros. 
Questionado sobre se este cenário poderia ter sido evitado se houvesse mais bombeiros, Alberto João Jardim respondeu negativamente. “Sobre os bombeiros que existem, mantenho o que disse há dias. Aliás, é uma coincidência estranha depois do que disse, isto suceder”, afirmou o governante. O governante reiterou que “há bombeiros a mais em uma ou duas corporações e só nessas”, desabafando que “esta situação excepcional até parecia que era para provar que não havia bombeiros a mais”. 


Fernando Curto respondeu, por seu lado, lamentar essas afirmações que “directa e indirectamente culpa os bombeiros”, afirmou. Segundo o dirigente, muitos dos bombeiros envolvidos no combate às chamas na Madeira têm “três meses de vencimento em atraso” e a “maioria dos bombeiros municipais têm um tratamento legislativo diferente dos bombeiros do Continente”. 


“Como tal, é lamentável que o presidente do Governo Regional venha dar a entender que uma manifestação que teve lugar e deixa suspeitas que poderiam ter sido os bombeiros a tomar parte nestas acções”, afirmou à Lusa. 


Fernando Curto disse ainda à Lusa que o governo da Madeira “não apoia os bombeiros”, reiterando que devia avaliar a coordenação “para saber quais as razões dos incêndios terem tomado aquelas proporções” e concluir pela necessidade de meios aéreos na região

Caso da licenciatura de Relvas: Directores da Lusófona põem lugares à disposição E as demissões, segundo se consta, não ficam por aqui.

Os directores da Faculdade de Ciência Política, Lusofonia e Relações Internacionais da Universidade Lusófona colocaram o lugar à disposição, na sequência do chamado 'caso Relvas'. 


 Segundo anunciou hoje  uma estação de televisão, que avançou com a notícia, esta decisão surgiu após uma reunião, efectuada na passada segunda-feira, em que estiveram presentes a direcção da faculdade, alguns professores, o reitor, Mário Moutinho, e o administrador Manuel Damásio. 


 Os professores Ângela Montalvão Machado, Pereira Marques e Medeiros Ferreira que compõem a direcção, sendo que este último não esteve presente na referida reunião, segundo a mesma fonte. 


 Este encontro terminou sem qualquer conclusão efectiva, com o reitor a afirmar que a questão terá de ser ponderada. aguardam-se novos capítulos, enquanto o “homem” resiste……

António Feio recordado hoje “No palco da saudade “ a rubrica de Salvador Santos no “Teatro no Bancada Directa”

António Feio recordado hoje
“No palco da saudade “  
Rubrica de Salvador Santos  


ANTÓNIO FEIO 


 No apogeu da sua carreira, os médicos diagnosticaram-lhe um cancro no pâncreas, o mesmo mal que acabaria por vitimar pouco tempo depois uma das suas irmãs. «Eu estou cá para matar o bicho!», afirmou ele, com o sentido de humor que o caracterizava. E apesar dos terríveis efeitos secundários dos tratamentos de quimioterapia a que se sujeitou, manteve sempre o seu peculiar optimismo. 


Consultou os mais credenciados especialistas em vários países na esperança de uma cura que não chegava, sem nunca se deixar vencer pelo desânimo. Manteve-se firme na luta contra a doença, adoptando uma atitude positiva perante a vida e vivendo-a intensamente até ao fim rodeado de muitos amigos. Como sempre aconteceu em toda a sua vida. 


António Feio nasceu em Moçambique. Circunstâncias da vida fizeram com que viesse para Portugal ainda criança, com apenas sete anos. A sua mãe, actriz amadora, conseguiu colocação no Teatro Experimental de Cascais, o que determinou que ele passasse boa parte do tempo nos bastidores. Durante os ensaios de um espectáculo infantil, dirigido por Glicínia Quartin, achou-se indispensável a integração de uma criança no elenco. E como o miúdo era giro e simpático, tendo em cada ator um amigo, passado pouco mais de um mês lá estava ele em cena cumprindo rigorosamente cada marcação e dando em tempo certo todas as deixas. 
Como a experiência não correu nada mal, Carlos Avilez, director da companhia, convidou-o pouco depois para representar “O Mar” de Miguel Torga. Tudo isto aconteceu há exactamente cinquenta anos. Algum tempo depois, sem nunca deixar os palcos, António Feio foi o rapaz loiro de melena caída sobre a testa, que afastava o cabelo com um sopro discreto e insinuante, para delírio das miúdas da sua idade, na série juvenil “Gente Nova”, da RTP, que fez furor nos anos 1960. O rapaz cumpriu então uma pausa no teatro e na televisão para satisfazer a vontade dos pais, que o queriam de regresso a Moçambique para ali retomar os estudos com vista aos caminhos da arquitectura que lhe tinham projectado para o futuro. 


Mas a sua paixão pelo teatro foi maior e mais forte do que a vontade dos pais e, em 1973, assistimos ao seu regresso aos palcos. Primeiro, e de novo, no TEC de Carlos Avilez, depois na peça “O Comprador de Horas” com Laura Alves, e mais tarde no já desaparecido Teatro Adoque, onde fez revista, teatro infantil e comédia musical. O cinema, a dobragem de séries e filmes para televisão, as telenovelas e o teatro radiofónico vieram depois, mas mesmo assim ainda muito antes de ter experimentado a encenação, onde viria a alcançar resultados excelentes. Os seus espectáculos mais marcantes como encenador foram “A Partilha” de Miguel Falabella, “O Que Diz Molero” de Diniz Machado, “Perdidos em Yonkers” de Neil Simon e “Arte” de Yasmina Reza, tendo participado nalguns deles também como actor. E nessa qualidade ele era exemplar. 
António Feio interpretou o Tony de “A Conversa da Treta” com o mesmo brilhantismo e a mesma entrega com o que fez o Malvólio de “Noite de Reis” de Shakespeare, ou… o Johnny Bigodes do programa televisivo “Ai os Homens”. Da interpretação dos textos clássicos às grandes obras contemporâneas, do teatro de revista aos sketchs humorísticos para televisão, do ensino da representação à direcção de atores, passando pela dramaturgia infantil e pela escrita cinematográfica, António Feio fez um pouco de tudo sempre com imensa qualidade. 


No cinema, é exemplo desse perfeccionismo a sua prestação como actor no filme “Coisa Nula” de Fernando Fragata. Na televisão, basta recordar a qualidade da série juvenil “Rua Sésamo” para ajuizar do seu valor como director de atores. Na rádio, impõe-se sublinhar as excelentes crónicas diárias de humor que protagonizou na antena da TSF. No teatro, seria injusto não destacar a sua performance em “Inox-Take 5”, em 1993, peça que marcaria o início da dupla formada com o actor José Pedro Gomes que duraria até ao fim da sua vida. Miguel Guilherme, Maria Rueff, Virgílio Castelo, Ana Bola e Claudia Cádima foram outros dos seus mais constantes parceiros nos palcos e na vida. A alegria e a boa disposição estavam sempre presentes em cada jornada de trabalho, onde António Feio dava normalmente asas a outra das suas grandes paixões: a música. 
Ano e meio antes de nos deixar, ele reuniu um grupo de amigos e criou a banda Feio&Friends, que animou algumas noites do Casino de Lisboa e do Centro Cultural de Olga Cadaval, em Sintra. E foi também assim, com os amigos reunidos, por entre música e sketchs de humor, que o actor quis assinalar a sua partida. Ao mesmo tempo que deixava quase no prelo o livro de esperança “Aproveitem a Vida”, António Feio preparou e encenou um espectáculo de despedida que contou com a participação de algumas das pessoas que mais estimava. «Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros. Apreciem cada momento, agradeçam e não deixem nada por dizer, por fazer» – foi a lição que nos deixou ao partir. Honremos a sua memória e façamos desta mensagem a nossa máxima de vida! 


 Salvador Santos
Porto 2012. 07. 20

terça-feira, 24 de julho de 2012

Dieta? Uma ova! Está muito mais magro e vê-se bem! As rugas no rosto disso dão conta. Noites mal dormidas e um sentimento de frustração causas prováveis...

Dizem que estou mais magro...
Eu estou de muito boa saúde e como não quero ficar barrigudo ando a fazer dieta......

Em tom chocarreiro, a puxar para o calão académico, mais próprio do seu inefável amigo Relvas,fingindo ignorar a queda de 3,1% da receita fiscal, desde já no primeiro semestre do ano corrente, o que vale por dizer que será impossível cumprir a propalada meta dos 4,5% em matéria de défice... 


Passos,falando no jantar do Grupo Parlamentar, procurou enfatizar os apelos patrióticos à defesa dos interesses nacionais em detrimento dos resultados eleitorais... 


Será que julga que ninguém reparou que o calendário eleitoral das legislativas passa por 2015 e que tal parece explicar a austeridade muito severa, em 2012 e 2013,com atenuação em 2014,ou seja, na véspera do ano eleitoral...!!! 


Podem é tropeçar e cair no abismo de que tanto falam...antes mesmo do almejado 2015...!


Ver a noticia da dieta mais emagrecida clicando aqui

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Criticas de membros da Igreja ao Governo: A semana passada foi D. Januário e agora é a vez do senhor Arcebispo de Braga D. Jorge Ortiga

Criticas de membros da Igreja ao Governo: 
A semana passada foi D. Januário e agora é a vez do senhor Arcebispo de Braga D. Jorge Ortiga 


 D. Jorge Ortiga diz que os governantes não estão a saber responder à crise que o país atravessa. Este já é o segundo bispo, depois de D. Januário Torgal Ferreira, a criticar o Governo num curto espaço de tempo. 


O arcebispo de Braga criticou hoje o Governo por não responder às necessidades por que passam os portugueses. D. Jorge Ortiga, que é também ex-presidente da Conferência Episcopal, aproveitou um festival da Juventude, para lançar fortes acusações aos partidos do poder. 


"Para eles [os políticos], muitas vezes e quase sempre, vale apenas o bem estar pessoal ou, quanto muito, do seu grupo ou partido", afirmou o bispo, citado pela Rádio Renascença. Perante uma plateia de jovens, o arcebispo de Braga prosseguiu: "Nós somos pelo bem de todos, sentimo-nos inquietos e incomodados com aquilo que aflige os outros, quando nós verificamos que neste momento de crise os políticos não são capazes de encontrar o mínimo de convergência para trabalhar à procura de uma solução. 
Nós teremos que nos empenhar de mãos dadas, sede construtores desta única família, apostai em causas, ideias e projectos. 


Lutai por eles", apelou. 


 Este é o segundo bispo, num curto espaço de tempo, a lançar críticas ao Governo. Na semana passada, D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas, disse "haver diabinhos negros no Governo".

Incendios na Madeira. À volta do Funchal (Bairro da Nogueira)

Os espanhóis não brincam em serviço! Descontentes com a austeridade imposta por Mariano Rajoy protestam nas ruas e nada de “gestos suaves”. Lá nisso os “portugas” ficam a milhas de distância”. Coisas de se ter capilé em vez de sangue nas veias e artérias.

Os espanhóis não brincam em serviço! 
Descontentes com a austeridade imposta por Mariano Rajoy protestam nas ruas e nada de “gestos suaves”. Lá nisso os “portugas” ficam a milhas de distância”. 
Coisas de se ter capilé em vez de sangue nas veias e artérias. 
A 19 de Julho, várias centenas de milhares de pessoas manifestaram-se contra a política de austeridade do Governo de Mariano Rajoy. Hoje, numa altura em que é necessário um grande salto, acabou a confiança dos espanhóis naqueles que os governam. É um lamento do sociólogo Fernando Vallespin publicado no jornal El País de Madrid.


Na legislatura anterior, já tínhamos entrado numa situação de excepção, mas aqueles que agora se encontram no Governo fizeram orelhas moucas. Então, a sua prioridade não era o país e, sim, os seus próprios interesses eleitorais. Depois de terem alcançado os seus objectivos, começaram a pôr em prática tudo quanto tinham prometido que não fariam. Se o tivessem feito de repente, logo que chegaram ao poder, talvez tivessem conseguido alguma eficácia. 


Mas não, o tratamento tinha que ser homeopático e não de choque, porque ainda havia alguns problemas políticos pendentes, como as eleições na Andaluzia [em Março de 2012]. Por seu turno, os governantes de então só começaram a agir energicamente depois de a Europa lhes cair em cima, de forma quase literal. Nos dois casos, os interesses políticos de cada uma das partes levaram a melhor sobre aquilo que a urgência da situação exigia. O resultado foi a classe política, já de si desprestigiada, ter acabado por cobrir-se de opróbrio. 
Aqueles que deveriam ser a solução para estes momentos tão angustiantes são agora vistos como o problema pela população, cada vez mais céptica. Já ninguém acredita em nada nem em ninguém. Nem nos políticos, nem em peritos ou tecnocratas, nem em nada que venha das elites ou de pessoas ou instituições que, até agora, gozavam de “autorictas”. Encontramo-nos na pior das situações possíveis, porque não temos em quem poder confiar. 


País pária 


E, pior ainda, ninguém confia em nós; da noite para o dia, passámos a ser um país pária. 
De repente, nós, cidadãos, tomámos consciência de que estamos sós. E o isolamento e a impotência em que vivemos conduzem ao desespero ou mesmo ao maior dos niilismos. Não há colectivo que possa viver sem futuro, sem saber que é dono do seu destino. Ainda assim, quase tudo é suportável, menos a consciência de que nos enganaram. 


Com a promessa de serviços públicos, que agora se verifica não serem financiáveis; com um modelo de desenvolvimento económico enganador, construído sobre o nada, que criava uma falsa imagem de prosperidade; com uma Europa que supúnhamos iria contribuir para dar poder e potenciar a nossa soberania, e não subvertê-la. Já não nos reconhecemos no modelo. 
Entre outras razões, porque aqueles que o sustentavam vão nus. Contudo, só temos duas opções: quebrar o modelo, rasgarmos as vestes e cairmos por completo na depressão colectiva, num país zombie e sem rumo, ou potenciar as virtudes que ainda temos – que, indiscutivelmente, não são poucas. Além disso, neste momento, apesar de sós, estamos mais unidos do que nunca. Como muito bem dizia Borges, "não é o amor que nos une, mas o pânico".


E também sabemos por Hobbes que a paixão que nos leva a cooperar não é o altruísmo e, sim, o medo. 


Conflito niilista ou coesão positiva 


 Neste momento, o nosso maior problema é de gestão, tem a ver com transformar a nossa confiança, perplexidade e cepticismo numa acção positiva; com transpor as dificuldades que nos colocam sobre a mesa para soluções efectivas. Mas, para isso, falta um projecto no qual seja possível enquadrar as linhas de actuação, distinguir o necessário do supérfluo, fazer das privações e carências de hoje expectativas claras de melhoria no amanhã. 
E, aí, a liderança, precisamente o bem mais escasso, é essencial. Presentemente, os que estão no poder limitam-se a apagar fogos, de qualquer maneira, sem um roteiro para o futuro, que dê consistência à sua acção; e às bases não resta alternativa que não seja defender nas ruas aquilo que lhes tiram nos gabinetes. Falta o engaste, qualquer coisa que cimente um projecto colectivo e, pouco a pouco, restabeleça a confiança perdida. 


Podemos escolher entre o conflito niilista, à maneira grega, e a coesão mais positiva, à maneira irlandesa; converter o pânico em levantamento paralisador e vitimista ou em energia criativa e responsável. E, isso sim, depende de todos nós.

domingo, 22 de julho de 2012

Os voos da águia Vitória

Caros amigos leitores 


Como todos vocês deveis saber, no jogo “contra a fome”, a águia Vitória no seu voo habitual antes dos jogos começarem, resolveu sair do estádio e não posou no local do costume, deixando o tratador e o público completamente espantados, pois tal nunca tinha acontecido. 


Afinal havia uma razão. 


E com muita lógica 



Agradecimento ao Dr Antonio Ramalho

O saber não ocupa lugar: Temas de Medicina. Sofrer de obstipação, mais vulgarmente definir-se como por prisão de ventre

O saber não ocupa lugar: 
Temas de Medicina. 


Sofrer de obstipação, mais vulgarmente definir-se como por prisão de ventre As causas podem ser uma passagem mais lenta ou endurecimentos das fezes 


O destaque 
A prisão de ventre pode acontecer a qualquer pessoa. Na sua origem podem estar envolvidas várias causas, entre as quais uma alimentação pobre em fibras e com insuficiente ingestão de água. É, pois, por aqui que se deve começar por aliviar o problema e, sobretudo, para o prevenir e solucionar. 


O desenvolvimento 
A obstipação mais conhecida por prisão de ventre é uma condição comum, na maioria das vezes de carácter passageiro. De uma forma simples pode dizer-se que acontece quando há dificuldade na progressão das fezes pelo intestino grosso, quer devido a uma maior lentidão nos movimentos intestinais, quer devido ao endurecimento das próprias fezes. 


Esta é uma situação que pode acontecer a qualquer pessoa e que, na maioria das vezes é temporária. Aliás só se fala em obstipação do ponto de vista clínico quando a evacuação das fezes acontece menos de três vezes por semana e quando são secas e duras, obrigando a um esforço, por vezes doloroso, das paredes intestinais. Para ser uma condição crónica é preciso que estes sintomas estejam presentes de uma forma continua. Entre as queixas podem incluir-se também uma forma de bloqueio rectal, uma sensação de evacuação incompleta mesmo após uma ida à casa de banho, além da sensação, frequente, de barriga inchada. 
O que acontece quando se sofre de prisão de ventre é que as fezes descem muito lentamente pelo intestino, endurecendo nesse percurso devido à continuada absorção de água. Normalmente, os resíduos de digestão são impulsionados pelos músculos intestinais, que se contraem. É no cólon (intestino grosso) que ocorre a maior parte da absorção da água e do sal dos alimentos. Ora quando a alimentação não é abundante em fibras e em água e/ou quando as contracções musculares são demasiado lentas e fracas, há uma contínua absorção de água, o que endurece e seca as fezes, passando pelo cólon mais devagar. Está então aberto o caminho para a obstipação. 


Líquidos e fibras 


Na origem deste problema podem estar vários factores, desde logo uma ingestão insuficiente de líquidos e de alimentos que contenham fibras. Mas também é possível que a prisão de ventre seja consequência de se ignorar e adiar a vontade de ir à casa de banho, o que faz que as fezes permaneçam demasiado tempo no intestino e vão secando. O sedentarismo é outras das causas comuns: a actividade física estimula o bom funcionamento do organismo e os músculos intestinais também beneficiam. Há outras situações que também podem afectar o trânsito intestinal – é o caso da gravidez, do envelhecimento e das viagens. O mesmo acontece com algumas doenças, nomeadamente quando obrigam o doente a estar acamado (com grandes períodos de imobilidade). 
Na lista de causas possíveis de prisão de ventre está também a insuficiência de sai minerais devido, por exemplo, a vómitos e diarreia. E ainda a toma de determinados medicamentos, como alguns usados no tratamento da doença de Parkinson, da hipertensão arterial e da depressão. Mas o uso excessivo ou incorrecto de laxantes, os fármacos usados para tratar a obstipação, também contribui para o problema: parece uma contradição, mas a verdade é que o organismo se habitua e perde a capacidade natural dos movimentos intestinais. Na maioria dos casos a prisão de ventre resolve-se com a introdução de alterações simples ao estilo de vida. E neste sentido é fundamental aumentar a quantidade de fibras presente na alimentação – 20 a 35 gramas por dia pode ser suficiente. 


Para garantir uma ingestão suficiente de fibras deve optar pelos alimentos amigos dos intestinos, é o caso dos cereais integrais, das frutas e dos legumes frescos. Aumentar a ingestão de líquidos também é essencial – a água deve fazer parte do quotidiano, podendo ser complementada com outras bebidas, como chá ou infusões. É igualmente útil incrementar o exercício físico, não necessariamente fazendo desporto, mas praticando alguma actividade que “faça mexer”. É bom para o corpo e para a mente, de uma forma geral e para os intestinos também, na medida em que estimula os movimentos musculares Finalmente, há que reservar tempo para as idas à casa de banho. Há que reconhecer a sensação de “intestinos cheios” e não adiar a vontade de evacuar, em nome de uma tarefa que é preciso acabar ou de qualquer outra justificação. 
Há situações em que pode ser necessário recorrer a medicamentos. Existem várias alternativas: estimulantes, lubrificantes, amolecedores, osmóticos e laxantes. Cada um actua de forma diferente e por isso são indicados em diferentes situações, mas não devem ser tomados por iniciativa própria, carecendo de conselho médico ou de um profissional de saúde. Mesmo que sejam medicamentos sem receita médica obrigatória, só devem ser tomados com aconselhamento do farmacêutico, que avalia cada situação individualmente. 

Os suplementos de fibra também são úteis nestas circunstâncias, quer para ultrapassar a situação, quer para a prevenir. Mas sempre com uma ingestão de líquidos e com conselho profissional, que pode identificar contra-indicações ou risco de interacção com outros medicamentos e produtos de saúde. Habitualmente, com a ajuda de mudanças no estilo de vida e, quando necessário, de medicamentos aconselhados por um profissional de saúde, a prisão de ventre melhora e até desaparece. Mas, se persistir, é conveniente consultar um médico, pois pode estar associada a uma condição de saúde mais séria, que deve ser identificada e tratada.

Obrigado Pela Sua Visita !