BANCADA DIRECTA: Junho 2012

sábado, 30 de junho de 2012

Mas afinal de que é que estavam à espera? Milagres, só na loja do chinês! António José Seguro põe o dedo na ferida. Tanta austeridade para quê?


Congresso da Distrital do PS/Braga 


O secretário-geral do PS, António José Seguro, afirmou este sábado que o Governo "fracassou", por pedir "sacrifícios exageradíssimos" aos portugueses e nem assim conseguir concretizar o objectivo da redução do défice.


"Para que serve esta receita que o Governo está a impingir aos portugueses?" - questionou o líder socialista, aludindo aos mais recentes números da execução orçamental, que apontam para uma "derrapagem" de cerca de três mil milhões de euros



 Contribuições (jn.pt)

 Falando durante o Congresso Distrital do PS de Braga, António José Seguro considerou que a "receita de austeridade somada a mais austeridade" é "um crime" e um "disparate", que "só aumenta o desemprego, atira as empresas para a falência, provoca mais empobrecimento e mais destruição da classe média", sem conseguir equilibrar as contas públicas.
O dirigente partidário recordou que os funcionários públicos perderam "dois salários", foi cortado metade do subsídio de natal em 2011, aumentaram "para o dobro" as taxas moderadoras, aumentaram "para o máximo" as taxas de IVA sobre o gás e eletricidade e foram "cortados" os transportes para acesso aos serviços de saúde.
"Cada português pergunta-se: foi para isto que me pediram tantos sacrifícios?" - afirmou, sublinhando que "o Governo não tem o direito de fazer isto aos portugueses".
O líder socialista disse que o Governo "fracassou" e deixou o aviso ao Primeiro-Ministro: "com o PS, não haverá mais austeridade nem mais sacrifícios para os portugueses".
Até porque "há outro caminho" que passa por uma "dose adequada" de austeridade aplicada a um "ritmo" menos intenso, com "pelo menos mais um ano para consolidar as contas públicas" e ainda pela prioridade ao emprego e ao crescimento económico.
Defendeu ainda que o Governo deveria "lutar" para que o Banco Central Europeu (BCE) pudesse financiar diretamente os Estados, de forma a conseguir juros mais baixos.
"Não quero dinheiro fácil, não quero que o BCE financie o nosso défice. O que eu quero é que parte do financiamento possa ser feita taxa de juro mais baixa, e para isso não é necessário alterar qualquer tratado europeu", referiu.
Seguro disse que Portugal precisa de um Governo "à altura", para defender na Europa os interesses nacionais, e criticou o "seguidismo" do Primeiro-Ministro em relação "à senhora Merkel".
O líder do PS pediu ainda uma resposta "mais robusta, mais coerente e mais eficaz" a nível da Europa para combater a crise, sublinhando que a "receita de austeridade a todo o custo imposta pela senhora Merkel" só conduz "a mais desemprego e a mais dificuldades".

Bancada Directa deseja aos seus amigos leitores que tenham um excelente Fim-de-semana

Com uma dedicatória especial para os nossos amigos de Ganfei, lá no Alto Minho


E aqui está o verdadeiro e original Vira do Alto Minho, mais chamado "O Vira de Ganfei". Foi o pai deste senhor, o fundador do grupo, que o criou. 






sexta-feira, 29 de junho de 2012

Neste ano de 2012 ainda continua a desgraça da imigração clandestina. Na madrugada de ontem, no Mar de Alborão, foram resgatados 50 argelinos que vinham em duas barcaças para entrarem em Espanha.

Segundo se consta por estas paragens o destino dos norte-africanos era desembarcarem na zona entre Balanegra e Roquetas de Mar. Mas a vigilância apertada obrigou-os a deslocarem-se para leste e estavam no Mar de Alborão entre o Cabo da Gata e Almeria. 29 de Junho de 2012 08:50h Em cada barcaça vinham 25 africanos do Magreb. 


Foram trasladados para uma embarcação da”Salvamar-Algenib- Salvamento Marítimo que os levou para o porto de Almeria. De igual modo se procedeu com os 25 africanos resgatados da segunda barcaça africana, estes resgatados pela Guardia Civil Espanhola. Sabe-se que as barcaças de tipo insuflável foram descobertas por aviões militares, sustentadas por uma operação denominada “Operacion Indalo”, o ícone de Roquetas de Mar. 


Os pormenores da operação militar. 
A partir do Centro de Coordenação de Salvamento marítimo (CCS) em Almeria, foram mobilizados dois aviões militares um Serviola 302 e outro Condor 2, com o apoio dos navios patrulheiros Rio Minho e Rio Nascimento da Guardia Civil Espanhola 


A primeira embarcação africana foi avistada a 55 milhas do Cabo da Gata (ao largo), com todos os ocupantes (masculinos) de boa condição física. A segunda embarcação que trazia 24 homens e uma mulher foi avistada já a 27 milhas da costa na zona do Cabo da Gata. Foram todos “recambiados” para o porto de Almeria e entregue às autoridades competentes. 
Pois é! Mas isto não ficou por aqui. Uma terceira embarcação África foi avistada e os 28 tripulantes - igualmente magrebinos e masculinos - foram resgatados. Este avistamento foi a 44 milhas de Mesa Roldan e foram transferidos para Almeria Resta acrescentar que todos os africanos foram tratados pelos voluntários da Cruz Vermelha Espanhola (Cruz Roja) e depois entregues ao Corpo Nacional de Policia.


Ao fim e ao cabo, apesar desta globalização geral, esta desgraça ainda continua.


Nota: a primeira foto refere-se a um desembarque no ano passado nas Ilhas Canárias

Pedro Proença. Um ano cheio de sucessos na arbitragem. Apitou a final da Champions e agora vai dirigir a final do Euro 2012. Temos de lhe dar os parabéns. Mas a gente não se esquece daquele golo oferecido ao FCPorto. Mas já lá vai e é preciso esquecer

Árbitro português foi o escolhido pela UEFA para dirigir o derradeiro jogo do Campeonato da Europa entre a Espanha e a Itália. 


A nossa nota
Na altura, neste mesmo blogue, criticámos asperamente a actuação de Pedro Proença no Benfica/Porto da 2ª volta da Liga ZON/Sagres. Também é verdade que o Benfica se pôs a jeito para o Porto dar a volta ao resultado. E deu mesmo, apesar de Maicon estar concretamente em situação irregular aquando da marcação do 3º golo. Mantemos a mesma opinião de que naquele jogo Pedro Proença foi incompetente. Mas já lá vai e vamos esquecer essa actuação e dar os parabéns ao Pedro pela confiança que a UEFA lhe deu neste Euro 2012 e pelas boas actuações que tem realizado. Ao apitar o desafio da final entre a Espanha e a Itália é a sua consagração. Ainda bem! E que faça um bom trabalho são os nossos votos. 
Depois de ter arbitrado a final da Liga dos Campeões entre o Bayern e o Chelsea esta temporada, Pedro Proença foi agora nomeado pela UEFA para arbitrar a final do Campeonato da Europa, entre a Espanha e a Itália, no próximo domingo. 


O português era um dos três candidatos a arbitrar a final do Euro 2012, juntamente com o inglês Howard Webb, que apitara a final do Mundial 2010, e o italiano Nicola Rizzoli, todos colocados de prevenção para o jogo decisivo, marcado para 1 de Julho, em Kiev. 


Habitualmente, a UEFA retira de prova os árbitros dos países que se apuram para as meias-finais do torneio, o que não sucedeu agora com Pedro Proença e Nicola Rizzoli, naturais de dois países que vão discutir a presença na final. Mas o português ganhou a corrida ao italiano depois de Portugal ter sido eliminado (perdeu com a Espanha) e Rizzoli ter visto a Itália garantir um lugar na final ao afastar a Alemanha, na quinta-feira, na outra meia-final. 
Pedro Proença já dirigiu três jogos da fase final, o último no domingo, entre a Itália e a Inglaterra, dos quartos-de-final, que os italianos venceram no desempate por grandes penalidades. O árbitro português, de 41 anos, estreou-se na fase final do Euro 2012 a 14 de Junho, na goleada por 4-0 da Espanha, campeã europeia e mundial, sobre a República da Irlanda, na segunda jornada do Grupo C. A 19 de Junho, orientou o encontro entre a França e a Suécia, jogo da terceira e última jornada do Grupo D, que os escandinavos, já eliminados na altura, venceram por 2-0.  


O lisboeta tem cumprido a melhor época desde que recebeu as insígnias da FIFA, em 1993, num percurso coroado, até ao momento, com a final da Liga dos Campeões, ganha pelo Chelsea ao Bayern de Munique, nas grandes penalidades.

A Espanha que se cuide. Euro 2012. Mário Balotelli: um “diablo” à solta. Alemanha destroçada por uma Itália com um futebol sustentado numa técnica impressionante.



A Espanha que se cuide. 
Euro 2012. 
Mário Balotelli: um “diablo” à solta. 
Alemanha destroçada por uma Itália com um futebol sustentado numa técnica impressionante. 
É deste futebol de que eu gosto. Uma equipa solidária nos objectivos a conquistar e numa entrega ao jogo com uma coragem inquebrantável, que nunca se quis aproveitar dos erros dos adversários, mas sim provocá-los numa táctica irrepreensível. 
Super Mário e sua girl-friend


Uma Itália que destroçou uma orgulhosa Alemanha que tinha feito jogos contra adversários macios como a Grécia e Portugal. O resultado de 2/1 a favor dos italianos é deveras enganador e se bem que a Alemanha mereceu aquele golo, não nos podemos esquecer que por várias vezes o 3/0 só não apareceu por deslumbramento dos atacantes transalpinos. 

Uma referencia para Mário Balotelli. Um portento de força e técnica nas funções de ponta de lança. Um matador dos tempos modernos. Mas a Itália valeu como um bloco! 


 “Los españoles que se cuidem no Domingo…… 


 Cá por mim torço pelos italianos, atendendo que os espanhóis ridicularizam (e insultam) os simpatizantes das equipas adversárias quando assistem lado a lado nas salas onde se dão os jogos pela televisão. Tornam-se repugnantes com o seu facciosismo. Isto poderá acontecer em todo oi lado mas em Espanha é muito frequente 


 Adriano Rui Ribeiro

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Mas afinal de que é que estavam à espera. Vem aí mais austeridade. Baixas por doença e subsídios de maternidade vão levar um corte (+ -) de 14%

Nos últimos dias o senhor ministro das finanças lançou a afirmação de que poderia vir por aí mais austeridade para compensar a perda de receitas dos impostos. 
O senhor primeiro ministro disse à posteriori que não estavam previstas mais medidas de austeridade, mas não fechava a porta a essa possibilidade. 
E bastou passarem apenas três dias e  essas medidas já começaram a aparecer. 


Eis as noticias que vão afligir ainda mais os portugueses.
O apuramento do total de remunerações de uma mãe recente deixa de contar com os subsídios de férias e de Natal, segundo um diploma publicado em Diário da República. 


O Diário de Notícias refere esta quinta-feira que muitos dos subsídios de maternidade que serão calculados a partir de 1 de Julho levarão um corte de 14%. 


 O Governo alterou a fórmula de cálculo da remuneração de referência, e os subsídios de férias e de Natal deixam de contar para o «bolo». 




Outra mudança para poupar dinheiro regista-se nos apoios por doença. O valor mensal de uma baixa com duração de entre 60 e 90 dias passa a valer 60% do salário bruto, uma baixa de 30 dias ou menos passa para 55%. 


No primeiro caso, o corte é de 8%; no segundo, ultrapassa os 15%.


Nós apenas perguntamos. mas afinal de que é que estavam à espera?

Sondagens. Os resultados de Junho do Barómetro Político Marktest dão ao PSD e PS intenções de voto próximas, tal como no mês anterior.

Sondagens, valem o que valem, mas são indicadores....



Estudos de Opinião
Grupo Marktest, 26 Junho 2012

De acordo com os dados obtidos pelo Barómetro Político Marktest de Junho, apenas os dois principais partidos com assento parlamentar registaram alguma recuperação em termos de intenção de voto, quando comparados com o mês de Maio.


PSD e PS próximos nas intenções de voto dos portugueses

PSD e PS mantêm-se próximos nas intenções de voto dos portugueses, segundo os resultados do barómetro político da Marktest de Junho. O PSD tem 31,3% das intenções mas o PS aparece logo atrás com 29,2%.

Ainda em comparação com o mês passado, a sondagem revela que, de entre todos os partidos com assento parlamentar, apenas PSD e PS “registaram alguma recuperação em termos de intenção de voto”.

O PSD subiu 0,9 pontos face a Maio, enquanto o PS atingiu o valor mais elevado dos últimos 12 meses.

Em terceiro lugar nas intenções de voto aparece a CDU, com 9,5%, seguida do Bloco de Esquerda com 5,4%. O último lugar é ocupado pelo CDS-PP com 2,8% das intenções.

Sondagens. Os portugueses e a crise. Uma análise do Grupo de sondagens da Marktest que são uma fonte credível


Os portugueses não acreditam que os esforços financeiros a que têm estado a ser sujeitos vão ajudar a resolver a situação económica em que o país se encontra.

É um “Estudos de Opinião” do Grupo Marktest, 
26 Junho 2012


Segundo uma sondagem efectuada em Junho pela Marktest, a maioria dos portugueses inquiridos são de opinião que os esforços financeiros que o governo tem implementado, para a resolução da crise, não vêm resolver a situação económica que o país atravessa.

Cerca de 54% dos portugueses consideram que as esforços a que têm estado sujeitos não vão resolver a crise, enquanto que cerca de 40% são de opinião que as medidas que têm sido implementadas vão ajudar a resolver a situação económica em que o país se encontra.





Os portugueses com 35/44 anos (61%) e os com 45/54 anos (58%) e os residentes no Sul (61%) são aquelas que mais consideram que os esforços que têm sido pedidos não vêm resolver a crise. Apesar de serem os jovens, uma das faixas que mais sentem no dia a dia o fenómeno do desemprego, são simultaneamente aqueles que mais concordam que a aplicação deste tipo de medidas poderá ser solução da actual crise em que o país se encontra (53%).

Para além dos esforços financeiros junto da população portuguesa, as privatizações de empresas públicas, são reformas estruturais que o governo tem utilizado e pretende vir a utilizar, como forma de resolver a situação económica e financeira do país.

Umas das empresas que mais se tem ouvido falar a ser privatizada é a TAP, e de acordo com a opinião dos nossos inquiridos, a maioria é de opinião de que se deve manter a companhia como empresa pública a não privatizar (47%). No entanto, cerca de 32% dos inquiridos concordam com a privatização da TAP.

São sobretudo os inquiridos residentes no Sul (53%) e na Grande Lisboa (51%) e os pertencentes à classe Média (52%) que consideram que a TAP deverá manter-se como companhia de bandeira portuguesa. O único target que mais concorda com a privatização da TAP é o das classes Alta/Média Alta (46%).


Clicar nas imagens dos gráficos para ampliar as mesmas.

Selecção de Portugal. Bom regresso a casa


Euro 2012. 
Este já acabou para Portugal. 
Mas foi uma boa prestação, que soube calar os críticos e ao arautos da desgraça 
Parabéns Portugal

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Nem tudo são rosas em Lisboa e muito menos em Roquetas de Mar

Lisboa 
Praça da Figueira 
Semana passada. 
Temos conhecimento que a Policia Municipal persegue encarniçadamente os "skaters", que na realidade incomodam quem por lá passa, os que fazem sala e aqueles que lá trabalham. 
Mas os agentes fazem vista grossa àqueles que conspurcam o local 
Lamentável 


As fotos de Lisboa são do Fernando Jorge a quem agradecemos




Mas em Roquetas de Mar nem o que por aqui se passa tem aspecto positivo
Em matéria de pouca sensibilidade para os problemas ambientais, podem constatar estes flagrantes exemplos de tão "porca matéria seguida"

As fotos em baixo de Roquetas são do Departamento do Ambiente


Nota de Bancada Directa: é caso para dizer que em ambos os casos  "no melhor pano cai a nódoa"!



O Teatro no Bancada Directa.Na rubrica "No Palco da Saudade" coordenada por Salvador Santos a actriz Ângela Pinto é hoje recordada.

In memoriam 
A actriz Ângela Pinto nasceu em 15 de Outubro de 1869 e faleceu em Lisboa em 9 de Março de 1925. Tinha 56 anos.  

No Palco da Saudade 
Texto inédito e integral de Salvador Santos para o blogue Bancada Directa 


 Ângela Pinto 


 Se tivesse nascido noutro país, o seu nome teria ressoado em todo o mundo como o das sublimes Sarah Bernhardt, Eleonora Duse ou Gabrielle Rejane, que ela tanto admirou. Era uma mulher bela, de cabelos castanhos quase louros, os olhos banhados de intensa luz, a que um estrabismo aumentava a graça e o encanto. Foi uma personagem extraordinária do nosso teatro, toda ela feita de coração, de fogo e de amor, arrastando atrás de si uma enorme legião de admiradores. 
Apelidada pela imprensa de «sublime trágica», Ângela Pinto foi uma das grandes boémias de Lisboa, que amou livremente quem achou por bem, desde fidalgos a camaradas de profissão, tendo sido uma perturbação na pacata vida lisboeta pelo seu espírito de independência. Influenciara-a, por certo, seu pai, redactor-chefe da revista Contemporâneo, que era um boémio incorrigível, avesso à hipocrisia dos formalismos e das conveniências sociais. 
Este seu inquietante pai casou-a quase criança com um homem muito mais velho, de quem fugiu após a boda, ainda antes da noite de núpcias, acabando por se refugiar junto dos artistas e saltimbancos que animavam as noites num Teatro de Feira em Setúbal. Por ali ficou durante algum tempo, representando e cantando as mais diversas obras de autores populares, até que os seus atributos de actriz despertaram o interesse do empresário que geria o antigo Teatro da Rua dos Condes, em Lisboa, onde ela subiu a cena pela primeira vez como profissional, aos vinte anos. 
A peça de estreia foi uma opereta (“Lobos Marinhos” de Ramos Carrion), um tipo de produção com que ela se familiarizara na sua estada no referido Teatro de Feira, mas desde logo Ângela Pinto percorreu todos os outros géneros teatrais, desde a revista à comédia e do drama à tragédia. Ficaram célebres as suas criações na revista “Ali… à Preta” estreada no Porto em 1897, na farsa “Lagartixa”, na comédia “Zázá” e na revista “Corações à Larga”. Mas onde ela brilhou mais intensamente foi na sua “Severa”, num travesti em “Hamlet” e na sua Mariana em “Amor de Perdição”, espectáculos cujos sucessos se devem às suas magistrais interpretações, inscritas na história do teatro português como três dos momentos mais empolgantes vividos nos nossos palcos. 


 No caso do espectáculo “A Severa”, na versão de Júlio Dantas, foi tão intensa e convincente a criação de Ângela Pinto, foi tão perfeita a encarnação da personagem pela actriz, que no dia do seu funeral uma pobre mulher humildemente vestida debruçou-se sobre a urna e disse: «Agora sim, foi a valer que morreu a Severa». Ângela Pinto viveu e amou como a Severa, dizia-se. Como esta, também ela tinha um temperamento caprichoso e irreflectido, correndo atrás das maiores aventuras amorosas sem medir as consequências. E diz-se que era capaz de manter diálogos na linha de mulher com educação superior, da mesma forma que utilizava o vernáculo mais escabroso. 
Ângela Pinto fazia a sua vida com uma certa loucura que a tornava irresistível e imprevisível de graça. Aplaudida e respeitada por todos, ela foi aquilo a que hoje se pode chamar uma figura pública, respeitada e idolatrada por gente de todas as classes sociais, apesar dos seus excessos e coqueluche feminina. Um dia foi testemunha no julgamento de um caso de divórcio de um colega. A sua entrada na sala de audiências foi um verdadeiro acontecimento. O juiz, um grande admirador da actriz, ficou felicíssimo por a ter ali. Vieram as perguntas. Nome da testemunha? Ângela Pinto. Profissão? Actriz. Idade? …Depois de uma ligeira pausa, Ângela Pinto respondeu: 37 anos. O interrogatório prosseguiu. A atriz prestou o seu testemunho e foi-se embora. Aconteceu que, três anos depois, Ângela Pinto voltou a ser testemunha num outro caso de divórcio e por coincidência no mesmo tribunal. Curiosamente, o juiz voltou a ser o mesmo de há três anos atrás. Repetiu-se a cena, com imenso agrado do meritíssimo juiz, que continuava a ser um fervoroso admirador da actriz. E repetiu-se, claro, o interrogatório. Nome da testemunha? Ângela Pinto. Profissão? Actriz. Idade? …Nova ligeira pausa e resposta pronta: 37 anos. O juiz abre um benevolente sorriso e observa: Eu lembro à senhora testemunha que, respondendo a quesitos semelhantes num outro julgamento, há precisamente três anos, afirmou neste Tribunal que tinha 37 anos. Impávida e altiva, Ângela Pinto responde-lhe: É para o Doutor Juiz ver que eu sou uma mulher de palavra. Não digo hoje uma coisa e amanhã outra! 
Ângela Pinto viveu, amou e trabalhou sempre em ritmo frenético, sem preocupações com o devir. Dominou os palcos, mas não conseguiu segurar a vida quando estava no auge da sua carreira. Uma noite, decorria o ano de 1923, no Teatro D. Maria II, acometida por uma síncope, Ângela Pinto caiu redonda no palco. Hemiplégica, ficaria incapaz para o trabalho e agarrada a uma cadeira de rodas até ao fim dos seus dias. Os colegas organizaram uma festa em sua homenagem no Teatro Nacional de São Carlos e o Chefe de Estado agraciou-a com as insígnias do oficialato da Ordem de Santiago. 


Pouco antes de morrer, Ângela Pinto escreve uma carta à sua colega Lucília Simões onde lhe pede que distribua o pouco que lhe resta «pelos inválidos que estão como eu fiquei, e mais faria se pudesse e tivesse. Mas vivi pobre: pobre morro».


Salvador Santos 
Porto 2012. 06. 17

domingo, 24 de junho de 2012

Bancada Directa deseja aos seus amigos leitores que passem um excelente Fim-de-semana e uma boa disposição para o trabalho na semana que se aproxima. Nós vamos fazer uma pequena pausa



Roquetas de Mar 
Passeio marítimo na Urbanização de Roquetas, mesmo encostado ao Zoraida Garden. 
Excelente para se fazerem caminhadas nos Domingos de manhã até à zona do porto de pesca a levar com a brisa marítima no rosto. 
Faz bem à saúde e ao espírito.

En el banco Santander dançar e cantar uma rumba é uma forma de protesto

E para além do Euro 2012 como vai Portugal a sofrer uma crise? Claro que estamos nas meias finais....

É mais do que verdade.
Agradecimento ao caro amigo Valdemar de Ganfei. Valença do Minho

España nas meias-finais do Euro 2012. Venceu a França por 2/0. Foi como mudar a fralda a um bébé

Y ahora que venga Portugal. 


Luta de irmãos, pois somos (ou quase) ambos resgatados!.....
Pobretes mas alegretes 
Por toda a España as “pielas” encharcavam as “calles” até há poucochinho tempo

sábado, 23 de junho de 2012

Que raio de Sábado este…..Vem-me cada coisa cá à “cachimónia…Porque não se comemora o “Dia Internacional do Ladrão”?.

Há tantos dias para tudo, para isto, para aquilo, para coisas que não dizem nada ao vulgo comum de Lineu, etc, etc…. 
Esta era, em meu entender, uma maneira fácil e simpática de se homenagear todos os ladrões que por aí proliferam…. 
Vamos a isto com a ideia? 
Mas porque raio é que me lembrei precisamente neste dia 22 de Junho? 


Há cada coincidencia…..



Contribuições

Dos meus apontamentos por aqui recalcados numa arca mal arrumada na arrecadação

Hermes, o mensageiro dos deuses é, segundo as noções filosóficas, o protector dos ladrões

Hermes, Deus dos viajantes, protector da magia e da adivinhação, responsável pelos golpes de sorte e pelas súbitas mudanças de vida, patrono dos ladrões e dos trapaceiros, era filho de Zeus e da misteriosa Ninfa Maia, a mais jovem das Plêiades, também chamada de noite. Chamado de trapaceiro por sua ambiguidade, ao mesmo tempo era mensageiro dos deuses e também fiel mensageiro do mundo das trevas. Hermes é filho da luz espiritual com as trevas primordiais. Suas cores vermelho e branco reflectem a mistura de paixões terrenas com a clareza espiritual que fazem parte de sua natureza.

Ainda muito pequeno, Hermes conseguiu sair do berço, roubou um rebanho de seu irmão Apolo, criou o fogo e assou duas reses. Para enganá-lo, calçou as sandálias ao contrário para que o irmão seguisse a pista falsa. Quando Apolo descobriu o roubo foi exigir de Hermes a devolução das reses. Mas Hermes negou tudo desculpando-se por ser ainda uma criança. Apolo previu que Hermes se tornaria o mestre dos ladrões. Mais uma vez, Hermes enganou o seu irmão Apolo e deu-lhe uma lira feita de casco de tartaruga dizendo ser uma homenagem por suas habilidades musicais. Apolo encantado com a homenagem esqueceu-se do gado.

Apolo, temendo que no futuro Hermes voltasse a enganá-lo, exigiu que o irmão jurasse nunca mais enganá-lo e em troca ele o tornaria rico, honrado e famoso, hábil em tudo que empreendesse honestamente, tanto na palavra como nos actos, e capacidade de concluir o que tivesse iniciado. Deu a Hermes três virgens aladas que ensinavam a divinação e diziam a verdade quando alimentadas com mel. Hermes tornou-se o mestre dos quatro elementos e ensinou aos homens as artes da adivinhação.

Fragmentos e Opiniões. Com Relvas em apreciação a ERC não apreciou nada e nem regulou coisa alguma. Claro que não cumpriu a sua missão

Não regular de todo ( aliás nada, dizemos nós ) 


Artigo de opinião da jornalista Fernanda Câncio ( DN ontem ) 

 A ERC tem como principal objectivo "assegurar o livre exercício do direito à informação e à liberdade de imprensa". Convém lembrar isto quando a deliberação sobre o caso Relvas/Público evidencia que a maioria dos seus membros não sabe distinguir entre regulador e tribunal, confundindo um juízo de aceitabilidade/legitimidade com o de legalidade, e não hesita em fazer o pino para safar o ministro de uma censura explícita. 


 Em vez de avaliar o essencial - o ministro agiu ou não com o objectivo de restringir ilegitimamente a liberdade de informar? - todo o texto visa conduzir à conclusão de que as pressões do ministro (porque, admite-se, pressões houve) "não foram ilícitas". Fá-lo negando as principais acusações - "não foram comprovadas as denúncias de que Relvas tenha ameaçado promover um blackout informativo de todo o Governo em relação ao jornal e divulgar na Internet um dado da vida privada da jornalista" - e invocando a opinião do advogado do jornal de que estas não configuram uma conduta ilegal. 


Ou seja: as ameaças não existiram, mas mesmo que existissem não eram ilícitas. Chega-se até, a propósito da acusação mais grave - a de que o ministro teria ameaçado divulgar com quem a jornalista Maria José Oliveira vive -, a perorar sobre a distinção entre vida privada e íntima. Para concluir que tal ameaça só seria ilegítima se visasse afirmar que o trabalho da jornalista estava a ser condicionado pela relação, pois "essa possível informação pessoal seria de fácil acesso público". 
Quer isto dizer que para a ERC é pressão legítima ameaçar divulgar com quem vive um jornalista, desde que os vizinhos saibam? É mau de mais para ser verdade? Não. Dando como provado (porque este o assume) que o ministro ameaçou deixar de falar com o jornal, a deliberação considera que tal conduta "poderá ser objecto de um juízo negativo no plano ético e institucional, ainda que não caiba à ERC pronunciar-se sobre esse juízo". 


Portanto, dizer que uma conduta pode ser objecto de juízo negativo não é pronunciar-se eticamente sobre ela e à ERC cabe mesmo é ajuizar sobre gravatas. Aliás, afirma, compete às direcções dos meios de comunicação social decidir como reagem "a pressões que consideram inaceitáveis" - é portanto "lícito" esquecer que existe uma obrigação legal, por via do Estatuto de Jornalista, de denúncia de tentativas (graves, claro: que outra coisa é "inaceitável"?) de restringir a liberdade de informação. 


Aqui chegados, só podemos perguntar-nos por que raio a ERC não se interessa em perceber o que poderia levar o Público, nas pessoas da directora e da editora de política, a inventar esta tramóia, e como se explica que se exima de o admoestar. Será que julga "lícito" um jornal imputar tais enormidades a um ministro?


Ou estava tão focada em "ilibar" Relvas - a quem, por acaso, apanhou a faltar à verdade sobre o número de vezes que falou com a editora no dia em causa - que não se deu conta de estar a acusar o jornal? 


Fernanda Câncio

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Foi apenas 1 milhão de Euros. E se calhar ainda não fica por aqui!....O semanário Sol noticiou que Duarte Lima terá recebido um milhão de “aéreos” no negócio dos submarinos.

Domingos Duarte Lima foi esta semana constituído arguido no caso da compra dos submarinos portugueses à empresa alemã Ferrostaal, por alegadamente ter recebido um milhão de euros do contra-almirante Rogério d'Oliveira, que também foi constituído arguido no mesmo processo, revela o jornal Sol de hoje. 


Segundo o semanário, a descoberta da operação foi feita pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) e resultou do cruzamento de dados dos processos de Rosalina Ribeiro, Operação Furacão e Monte Branco. Duarte Lima e Rogério d'Oliveira são suspeitos de branqueamento de capitais, tráfico de influências e fraude fiscal. 


Terá sido na conta de Duarte Lima no banco suíço UBS, já mencionada no caso Rosalina Ribeiro, que o contra-almirante terá depositado a quantia de um milhão de euros, vinda de uma conta offshore criada em nome de Rogério d'Oliveira.
A disponibilização do milhão de euros a Duarte Lima em Portugal, escreve o jornal, "terá sido efectuada através dos mecanismos apurados na operação Monte Branco - nomeadamente através das contas de "Zé Medalhas" (que se encarregava de levantar o dinheiro em notas e entregá-lo aos clientes de Michel Canals e Ricardo Castro)". 


Canals e Castro são dois ex-funcionários do UBS e fariam parte de uma rede desmantelada na Operação Monte Branco, que criava sociedades offshore para poder tranferir e branquear o dinheiro dos seus clientes, fugindo assim ao Fisco. Castro está sob caução e Canals está preso preventimanete desde maio passado, assim como "Zé Medalhas". 


O contra-almirante Rogério d'Oliveira - que já foi inquiro do DCIAP esta semana, assim como Duarte Lima - aparece no processo aberto na Alemanha sobre a compra dos submarinos como consultor técnico do grupo alemão, trabalho onde terá recebido cerca de um milhão de euros entre 200 e 2008, conta o Sol. 


Em 2001, o contra-almirante emitiu um parecer contra a escolha da empresa francesa para a construção dos submarinos.


Ler mais clicando aqui


Nota de Bancada Directa: claro que dentro da linha editorial deste blogue damos conhecimento da noticia do Sol com as naturais reservas, tanto na forma do ilícito penal como até ser verdade que seja arguido no processos dos submarinos. 

Parabéns Portugal. Já estamos nas meias. E agora que venha a Espanha ou a França! Tanto faz. Estamos moralizados e cheios de talento.


quinta-feira, 21 de junho de 2012

Parabéns Portugal. Já estamos nas meias!


UGT. Rei morto, rei posto! João Proença já era. Vem aí o bancário Carlos Silva para ser o futuro Secretário-Geral, apoiado por todas as tendências da central sindical e pelo seu patrão.( do banco, claro!)



-Já falei com o meu patrão sobre a minha candidatura ao cargo de Secretário-Geral da UGT 


Numa entrevista Carlos Silva define a situação …….Como sabem, eu sou bancário, do BES, que é quem paga o meu salário – o único que tenho e que faço questão de manter. Por isso, antes de formalizar a candidatura, fiz questão de ter uma reunião com o doutor Ricardo Salgado, a quem transmiti, de forma transparente, a minha intenção. Naturalmente que ele, enquanto presidente da comissão executiva do BES, desejou-me sorte e disse que era também um factor de prestígio para o BES ter um dos seus colaboradores como secretário-geral da UGT. 


Esta entrevista veio publicada no diário “As Beiras” Carlos Silva é candidato único à liderança da UGT e é apoiado pelas tendências socialista, social-democrata e democrata cristã. 


Contribuições 


O próximo serviçal líder da UGT já ‘quase’ que foi eleito por unanimidade e aclamação. João Proença já ‘quase’ que era. Ainda não sabia? Pois fica a saber. O indivíduo que vamos ver doravante a linchar os trabalhadores em nome do “sindicalismo” chama-se Carlos Silva, e é presidente da UGT/Coimbra, membro do Sindicato dos Bancários do Centro. 


Não foi ainda eleito mas já fala como se fosse, e ‘quase’ que é. E a escolha para a liderança parece ser de tal forma natural, simples e unânime entre as “diversas” correntes dentro da UGT que até chega a ser comovente. Pelo menos é o que se depreende da entrevista que no mês passado Carlos Silva concedeu ao Diário das Beiras, onde de resto o entrevistado prima pela gabarolice. Mas o que é mais interessante fica guardado para o fim. 


O ‘quase’ novo serviçal líder da UGT fez questão de dizer que “antes de formalizar a candidatura” – não fosse não obter a autorização devida ou ser despedido por “justa causa”… – teve o aval da sua entidade patronal e ao mais alto nível, a quem, gentilmente, pelos vistos, foi dar prévias e “transparentes” satisfações. 


Ora, o patrão de Carlos Silva é nada mais nada menos que o patrão do Banco Espírito Santo, o dr. Ricardo Salgado, um dos Donos de Portugal, que lhe passou a mão pelo pêlo e lhe “desejou sorte”, considerando ainda a sua candidatura como um “factor de prestígio para o BES”. É lindo, sim senhor! 


E vemos como é bonito este gesto de pedir a necessária bênção a quem manda, sobretudo tratando-se de alguém que diz querer aproximar a UGT “das bases”, “dos trabalhadores, das empresas, dos locais de trabalho”. Não há dúvida de que em termos de prioridades já começou bem! Pelo menos fica tudo às claras… e os trabalhadores que ‘ainda’ pertencem à UGT podem desde já considerar-se avisados. 

Aqui fica a entrevista que deve ser lida com atenção. 
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Agradecimento ao "5 dias net"

Desculpem lá a expressão, mas isto tudo é "dor de corno"!....


Até apetece dizer e desculpem lá a brejeirice:
Oh pá, vai dar banho ao cão!....

Foi uma transferência custo zero


Oh Paulinho. 
Ainda me lembro muito bem que tu na Judite gostavas de receber o teu vencimento a tempo e horas
Os tempos mudam, não é verdade?
É só por amor à causa
Podes estar descansado, que tudo se vai resolver a contento de todos.....

Euro 2012. Hoje é o dia do Portugal / Republica Checa


A minha bandeira continua desfraldada
Vamos ganhar. Tenho a certeza!
Vamos lá Ronaldo a desbaratar esses checos do malfadado chapéu de 1996

Obrigado Pela Sua Visita !