BANCADA DIRECTA: Março 2012

sábado, 31 de março de 2012

Festival de Folclore do Alto Minho. Vila Nova de Cerveira. 17 Junho 2012. E o Grupo Folclórico de Ganfei vai lá actuar.

22º Festival de Folclore do Alto Minho. Vila Nova de Cerveira. 17 Junho 2012. E o Grupo Folclórico de Ganfei vai lá actuar.
Ordem de actuação dos grupos no 22º Festival de Folclore do Alto Minho que se realiza em Vila Nova de Cerveira pelas 15H00 no Auditório

1ª Actuação: Rancho Folclórico e Etnográfico de Reboreda. Vila Nova de Cerveira – Organizador
2ª Actuação: Rancho Folclórico Arcos Sampaio de Arcos de Valdevez
3ª Actuação: Grupo Folclórico Paço Vedro Magalhães. Ponte da Barca
4ª Actuação: Rancho Folclórico de Pinheiros. Monção
5ª Actuação: Grupo Folclórico de Ganfei. Valença do Minho
6ª Actuação: Grupo Desportivo e Cultural do Neiva. Sandiães. Ponte de Lima
7ª Actuação: Rancho Etnográfico Associação Cultural de Paredes de Coura
8ª Actuação: Rancho Folclórico de Paderne. Melgaço
9ª Actuação: Grupo Folclórico S. Paulo. Barroselas. Viana do Castelo
10ª Actuação: Grupo de Danças Regionais do Orfeão de Vila Praia de Ancora

Aproveitemos este post e vamos lá a apreciar o Grupo Folclórico de Ganfei na "Chula de Ganfei".


Aveiro. Desporto na região neste Fim-de-semana

Agradecimento ao nosso amigo Pedro Neves

O regresso a casa (2). Afinal o que é deu nestas árvores este ano?


Não haja qualquer dúvida que as laranjeiras prometem assegurar uma produção de frutos anormal. Se se aproveitar apenas um décimo das flores que desabrocharam já é uma colheita excepcional para esta zona de Sintra. Em anos anteriores apenas um zangão se entretinha a polinizar as flores. Neste ano os zangãos são para mais de cinco sem contar com inúmeras abelhas. Nesta ultima foto um zangão trabalha afanosamente de manhã até à noite
E pelos vistos este abrunheiro segue o mesmo caminho das laranjeiras e daqui a pouco tempo a Serra de Sintra já não se vê.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Se não pensam em estudar...Oh jovens não estudem!.....

Fragmentos e Opiniões. Um dia isto tinha de acontecer!...A opinião abalizada de Mia Couto.

Fragmentos e Opiniões.
Um Dia Isto Tinha Que Acontecer!......
Opinião abalizada de Mia Couto
Existe mais do que uma! Certamente!



Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.


Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações. A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios e dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente e garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.

Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes. Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.

Foi então que os pais ficaram à rasca.

Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.

Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.

São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dosqualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas. Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados. Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.

Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.

Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.

Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.

Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir desmontada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?

Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!

Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).

Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja! Que chatice! São betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça! já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida. E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada
dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estão à rasca.

Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.

Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.

Haverá mais triste prova do nosso falhanço?

O regresso a casa (1). Os animais fazem parte da vida de uma pessoa. É preciso que nas nossas ausências alguém de confiança olhe por eles.

O regresso a casa (1).

Os animais fazem parte da vida de uma pessoa.

É preciso que nas nossas ausências alguém de confiança olhe por eles.

Gato Senhor Neves. Tem um quarto de hotel, que já foi uma adega. Nada lhe falta. Sai pelas 8 e regressa entre as 16 e as 17 horas. Tem um sistema de entrada que se fecha mal ele entre. Habituou-se.

A vizinha abre-lhe o basculante de saída no dia seguinte de manhã. Assim respira uma liberdade confortável.

Se ficasse num hotel para gatos e cães, ficava numa jaula e num espaço fechado confinado a 1m2. Horrível para um animal.

Mas não há qualquer dúvida, que as ausencias dos donos, seja porque sentimentos forem, levam a que os animais emagreçam. Tal é este o caso

quinta-feira, 29 de março de 2012

Fragmentos e Opiniões. Nicolau Santos diz “Demita-se senhor Primeiro-ministro”!

Fragmentos e Opiniões.
Nicolau Santos diz “Demita-se senhor Primeiro-ministro”!

Semanário “Expresso”. Coluna de opinião de Nicolau Santos
Terça-feira, 6 de Março de 2012
Senhor Primeiro-ministro, depois das medidas que anunciou sinto uma força a crescer-me nos dedos e uma raiva a nascer-me nos dentes. Também eu, senhor Primeiro-ministro. Só me apetece rugir!...

O que o Senhor fez, foi um Roubo! Um Roubo descarado à classe média, no alto da sua impunidade política! Por isso, um duplo roubo: pelo crime em si e pela indecorosa impunidade de que se revestiu. E, ainda pior: Vossa Excelência matou o País!

Invoca Sua Sumidade, que as medidas são suas, mas o deficit é do Sócrates! Só os tolos caem na esparrela desse argumento.

O deficit já vem do tempo de Cavaco Silva, quando, como bom aluno que foi, nos anos 80, a mando dos donos da Europa, decidiu, a troco de 700 milhões de contos anuais, acabar com as Pescas, a Agricultura e a Industria. Farisaicamente, Bruxelas pagava então, aos pescadores para não pescarem e aos agricultores para não cultivarem. O resultado, foi uma total dependência alimentar, uma decadência industrial e investimentos faraónicos no cimento e no alcatrão. Bens não transaccionáveis, que significaram o êxodo rural para o litoral, corrupção larvar e uma classe de novos muitíssimo-ricos. Toda esta tragédia, que mergulhou um País numa espiral deficitária, acabou, fragorosamente, com Sócrates. O deficit é de toda esta gente, que hoje vive gozando as delícias das suas malfeitorias.
E você é o herdeiro e o filho predilecto de todos estes que você, agora, hipocritamente, quer pôr no banco dos réus?

Mas o Senhor também é responsável por esta crise. Tem as suas asas crivadas pelo chumbo da sua própria espingarda. Porque deitou abaixo o PEC4, de má memória, dando asas aos abutres financeiros para inflacionarem a dívida para valores insuportáveis e porque invocou como motivo para tal chumbo, o carácter excessivo dessas medidas. Prometeu, entretanto, não subir os impostos. Depois, já no poder, anunciou como excepcional, o corte no subsídio de Natal. Agora, isto! Ou seja, de mentira em mentira, até a este colossal embuste, que é o Orçamento Geral do Estado.

Diz Vossa Eminência que não tinha outra saída. Ou seja, todas as soluções passam pelo ataque ao Trabalho e pela defesa do Capital Financeiro. Outro embuste. Já se sabia no que resultaram estas mesmas medidas na Grécia: no desemprego, na recessão e num déficite ainda maior. Pois o senhor, incauto e ignorante, não se importou de importar tão assassina cartilha. Sem Economia, não há Finanças, deveria saber o Senhor. Com ainda menos Economia (a recessão atingirá valores perto do 5% em 2012), com muito mais falências e com o desemprego a atingir o colossal valor de 20%, onde vai Sua Sabedoria buscar receitas para corrigir o deficit? Com a banca descapitalizada (para onde foram os biliões do BPN?), como traçará linhas de crédito para as pequenas e médias empresas, responsáveis por 90% do desemprego? O Senhor burlou-nos e espoliou-nos. Teve a admirável coragem de sacar aos indefesos dos trabalhadores, com a esfarrapada desculpa de não ter outra hipótese. E há tantas! Dou-lhe um exemplo: o Metro do Porto.

Tem um prejuízo de 3.500 milhões de euros, é todo à superfície e tem uma oferta 400 vezes (!!!) superior à procura. Tudo alinhavado à medida de uns tantos autarcas, embandeirados por Valentim Loureiro.

Outro exemplo: as parcerias público-privadas, grande sugadouro das finanças públicas.

Outro exemplo: Dizem os estudos que, se V. Ex.ª cortasse na mesma percentagem, os rendimentos das 10 maiores fortunas de Portugal, ficaríamos aliviadinhos de todo, desta canga deficitária. Até porque foram elas, as grandes beneficiárias desta orgia grega que nos tramou. Estaria horas, a desfiar exemplos e Você não gastou um minuto em pensar em deslocar-se a Bruxelas, para dilatar no tempo, as gravosas medidas que anunciou, para Salvar Portugal!

Diz Boaventura de Sousa Santos que o Senhor Primeiro-ministro é um homem sem experiência, sem ideias e sem substrato académico para tais andanças. Concordo! Como não sabe, pretende ser um bom aluno dos mandantes da Europa, esperando deles, compreensão e consideração. Genuína ingenuidade! Com tudo isto, passou de bom aluno, para lacaio da senhora Merkel e do senhor Sarkhozy, quando precisávamos, não de um bom aluno, mas de um Mestre, de um Líder, com uma Ideia e um Projecto para Portugal. O Senhor, ao desistir da Economia, desistiu de Portugal! Foi o coveiro da nossa independência. Hoje, é, apenas, o Gauleiter de Berlim.

Demita-se, senhor primeiro-ministro, antes que seja o Povo a demiti-lo.

Os desalinhados no Bancada Directa. Lá por Cascais é a lei da rolha quanto a estacionamento de automoveis

Cascais. Semana passada
Centro Histórico. Zona Pedonal
Travessa Frederico Arouca
O que se vê é uma autentica falta de urbanidade civica
Francamente
Agradecimento ao "passeio livre"

quarta-feira, 28 de março de 2012

29 de Março. 14h30. No CLAV de Évora o especialista Luís Pessoa vai explicar que o Policiário é uma ferramenta para a vida


Para verem o site do evento clicar aqui

Mafra. Noticias de eventos a partir da Câmara Municipal. 30.ª CORRIDA DOS SINOS

Mafra.

Noticias de eventos a partir da Câmara Municipal.


30.ª CORRIDA DOS SINOS

A mítica prova de atletismo do Concelho de Mafra está de regresso. A edição de 2012 da Corrida dos Sinos realiza-se a partir das 10h30 do dia 1 de Abril. Participe também na Prova dos Sininhos, uma corrida não classificativa, aberta a todas as idades.»

Numa organização dos Amigos do Atletismo de Mafra e da Câmara Municipal, a 30.ª Corrida dos Sinos tem partida e chegada no Parque Desportivo Municipal, em Mafra, com passagem pelas localidades da Paz, Salgados, Sobreiro e Achada, numa extensão total de 15 km e limite máximo de 1500 inscrições.

Podem participar todos os cidadãos portugueses sendo atletas federados ou populares, masculinos e femininos (nascidos a partir de 1992 e sem limite máximo de idade), desde que se encontrem de boa saúde e em boa condição física.

As inscrições para a "Corrida dos Sinos" custam 10,00€, podendo ser realizadas em www.sinos.aamafra.com, através de pagamento por multibanco, ou por correio, acompanhado de pagamento por cheque, para: Amigos do Atletismo de Mafra, Rua dos Bombeiros Voluntários de Mafra, n.º 3 cave, 2640-462 Mafra. No dia da prova não há inscrições para a Corrida dos Sinos.
Oferta de uma t-shirt ASICS a todos os participantes na 30.ª Corrida dos Sinos.
Já a "10.ª Prova dos Sininhos" tem partida em simultâneo com a Corrida dos Sinos, mas com uma extensão de apenas 6 quilómetros, ao longo das ruas de Mafra. As inscrições, no valor de 7,00€ por pessoa, realizam-se nos mesmos locais. Todos os participantes que concluírem a prova receberão uma t-shirt e um sininho alusivos ao evento.

Agradecimento à Câmara Municipal de Mafra pela informação personalizada para o blogue Bancada Directa

Champions. Benfica perde na Luz com Chelsea.. Mas o resultado é enganador e injusto para os portugueses.

Mas temos de dar os parabéns aos jogadores pela alma benfiquista que puseram em campo

Mas jogadores portugueses viste-os!

Lamentável

Até quando?

A foto é do jornal "A Bola"

terça-feira, 27 de março de 2012

O sangue presente numa corrida de toiros

Esta imagem refere-se a uma colhida sofrida pelo matador Israel Lancho sofrida em 25 de Maio de 2009 na Praça de Las Ventas em Madrid por ocasião da Feria de San Isidro

Tenho a informação que foi um toiro da ganadaria portuguesa Palha de Vila Franca de Xira que estava a ser lidado por Israel e que o colheu

Só agora tive a ocasião de ver a imagem do fotógrafo Gorka Lejarcegi e publico-a devido à sua impressionante realidade

Apesar da gravidade da colhida, que deixou o matador em estado entre a vida e a morte, este conseguiu recuperar e reapareceu mais tarde numa corrida em Salamanca

Fragmentos e Opiniões. Esta pobre Espanha, enteada desta Europa. Bruxelas implacável com Madrid

Fragmentos e Opiniões.
Esta pobre Espanha, enteada desta Europa.
Bruxelas implacável com Madrid
Bruxelas exige mais rigor a Madrid do que aos outros
Editoriais dos jornais diários El País e El Mundo. Madrid

"Bruxelas impõe a Espanha mais cortes do que à Grécia, a Portugal e à Irlanda", denuncia o diário El País. Com efeito, a Comissão Europeia exige que Madrid reduza o défice de 8,5% para 3% do PIB, em dois anos. Essa redução de 5,5 pontos "é o dobro da exigida a Dublin e a Lisboa" – 3% em dois anos – e superior à exigida a Atenas – 5% em dois anos.


Segundo El País, não há um ajustamento comparável, na história económica contemporânea. […] A Espanha está perante uma encruzilhada infernal: o enorme défice obriga a pôr em prática os cortes e, por sua vez, isso agravará o precário estado de saúde da economia. […] Os especialistas afirmam que, se o prazo não for prolongado, a Espanha não poderá cumprir os seus objectivos.


A primeira das "tesouradas" de 55 mil milhões de euros será aplicada no próximo dia 30 de Março, com o anúncio do Orçamento para 2012. Para El País a Espanha tem diante de si um caminho semeado de obstáculos:
O desacordo recente entre a Comissão e Madrid e o cerrar de fileiras em torno do mantra da austeridade dos países mais ortodoxos […] dificultam a conciliação com as metas do défice.

Também o diário “El Mundo” aflora esta situação, porque o partido de Angela Merkel pretende examinar as reformas iniciadas pela Espanha. Em 2 de Abril, uma delegação de deputados da CDU, o partido da chanceler alemã, deslocar-se-á a Madrid:

A modificação do objectivo do défice espanhol causou suspeitas na Alemanha e no partido de Merkel. […] O objectivo [da visita] é duplo: garantir que, depois da greve geral de 29 de Março, o programa de reformas não perde nem um grama de peso e verificar se a modificação do objectivo do défice não será uma artimanha para ganhar tempo e se, de facto, o país está a dar o seu melhor.

Arte urbana em Lisboa (1). É uma pena estes artistas andarem a estragar-se!....

Arte Urbana + Lixo = Feliz combinação

Arte urbana em Lisboa. É uma pena estes artistas andarem a estragar-se

Lisboa Alto de Santa Catarina

Local visitado por imensos turistas que ficam encantados com esta porcaria

As fotos são do Fernando Jorge
Cortesia do Lisboa SOS

Congresso do PSD (não sei quantos já houve). A montanha pariu um rato. Um Coelho adormece uma legião de cenoirinhas.

Congresso do PSD (não sei quantos já houve). A montanha pariu um rato. Um Coelho adormece uma legião de cenoirinhas.

Mas houve um facto sintomático que define os nossos políticos. Sabe-se que o PS sofreu uma derrota estrondosa nas últimas eleições. Não vale a pena utilizarem-se palavras animadoras para justificar o que não tem justificação. Perderam e perderam bem!

O Governo que o PS apoiava morreu. Tudo o que aquele Governo idealizou, projectou, decidiu e concluiu está enterrado. Bem enterrado, diga-se!

Para todos os efeitos (eufemísticamente) ficaram moribundos e há que levantar a cabeça e enfrentar corajosamente os desafios que aí vem. E há homens para isso. E na oposição podem e devem construir situações para que Portugal consiga passar esta terrível crise e levantar a cabeça.

Os elementos e os apoiantes do Governo actual devem apenas preocupar-se em levar esta nau para a frente. Por isso foram escolhidos. Mas estarem continuamente a remoer naquilo que os anteriores fizeram não lhes fica bem. Baterem daquela maneira em elementos que fizeram parte no Governo anterior e num PS que está temporariamente na mó de baixo, em meu entender, está errado.

E diziam eles que não se iriam comportar criticando o governo anterior.

Vê-se!

segunda-feira, 26 de março de 2012

O Teatro no Bancada Directa. O actor Curado Ribeiro é hoje recordado por Salvador Santos na sua rubrica "No Palco da Saudade".

In memoriam
Fernando Curado Ribeiro, que foi um grande actor português de cinema, teatro e televisão, nasceu em Lisboa em 25 de Maio de 1919 e faleceu nesta mesma cidade em 4 de Julho de 1995.
Pai da também actriz Rita Ribeiro, fruto da sua relação com a actriz Maria José. Iniciou a carreira artística, em 1938, como vocalista no conjunto Excêntricos do Ritmo
O Teatro no Bancada Directa.

Salvador Santos recorda hoje o actor Curado Ribeiro na sua rubrica “No Palco da Saudade”.

NO PALCO DA SAUDADE

Curado Ribeiro
Texto integral e inédito de Salvador Santos



A canção e a rádio foram as suas primeiras grandes paixões. Depois foi o cinema a conquistar-lhe o coração e só muito mais tarde surgiu na sua vida o teatro. A sua belíssima voz fez-se ouvir pela primeira vez nos idos de 1938 como vocalista do conjunto musical Os Excêntricos do Ritmo, interpretando um repertório muito ao jeito de Bing Crosby e Frank Sinatra. Pouco depois surgia aos microfones da antiga Emissora Nacional e do Rádio Clube Português como locutor, actividade que desenvolveu noutras emissoras nacionais (incluindo a ex-colónia de Angola, no Huambo) e europeias. França, Bélgica (e o Congo Belga, actual Republica Democrática do Congo) e Inglaterra foram os países por onde fez passar a sua voz através das ondas hertzianas.

A rádio foi sem sombras de dúvidas o grande amor da sua vida, mas foi a Sétima Arte que o projectou para a fama. Tudo começou com um inesperado convite do realizador Arthur Duarte para protagonizar diversos filmes, ao lado de grandes atores da época, tendo ele constituído com a sua jovem companheira de rádio Milú o primeiro par romântico do cinema português. “Costa do Castelo”, “A Menina da Rádio”, “Os Vizinhos do Rés-do-Chão” e “O Leão da Estrela” foram quatro dos muitos filmes que rodou em Portugal, sempre com grande sucesso, tendo estendido depois a sua carreira por terras de Espanha em películas que foram exibidas por quase toda a Europa.


O seu namoro com o teatro começou em 1954, no antigo Teatro Apolo, em Lisboa, na peça “Irmã São Suplício” que tinha como vedeta o actor Alves da Cunha. Ele já tinha participado num espectáculo de revista (“Tá Bem ou Não Tá”) como atracão nacional, onde cantou o célebre tema “Sós, Tu e Eu”, que apaixonou várias gerações de espectadoras, mas foi de facto ao lado de Alves da Cunha que Curado Ribeiro representou pela primeira vez “teatro a sério”. Seguiu-se “É Proibido Suicidar-se na Primavera”, no Teatro Monumental, e a estreia como actor de revista na inauguração do Teatro ABC, no Parque Mayer, em 1956, fazendo o compère de “Haja Saúde!”.

A partir de 1958 Curado Ribeiro afastou-se quase completamente do cinema e dedicou a maior parte do seu tempo ao teatro, sem nunca deixar porém a “sua” rádio – foi célebre o programa Talismã que dirigiu e apresentou no Rádio Clube Português, e inesquecíveis as radionovelas que produziu e dinamizou na antiga Emissora Nacional. Integrou várias companhias teatrais, onde fez inúmeras operetas, comédias, revistas e até mesmo peças de teatro infantil, mas foi nos espectáculos produzidos com a assinatura do Teatro Nacional Popular, da Companhia Nacional de Teatro e da Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro que ele brilhou mais intensamente.
Num passado mais recente, Curado Ribeiro conheceu três grandes êxitos no teatro. Primeiro, em 1971, no Teatro Villaret, protagonizou com Raul Solnado a comédia de Molière “Tartufo”, numa versão do encenador espanhol Adolfo Marsillach, que arrastou multidões até ao teatrinho de bolso da lisboeta avenida Fontes Pereira de Melo. Depois, em 1975, no Teatro Monumental, emparceirou com Nicolau Breyner e Herman José a cabeça do elenco de “A Gaiola das Loucas”, um delicioso texto escrito por Jean Poiret, que fora sucesso no cinema e que Vasco Morgado transpôs para cena pela primeira vez em Portugal. E mais tarde, em 1983, dividiu o palco do Teatro Aberto com Carmen Dolores na peça “Comédia à Moda Antiga” do russo Alexei Arbuzov, com a qual conquistou o Prémio da Critica para o Melhor Actor do Ano.

Paralelamente ao teatro e à rádio, que nunca abandonou mesmo depois de passar a integrar o elenco residente do Teatro Nacional D. Maria II aquando da sua reabertura após o pavoroso incêndio que o destruiu quase completamente catorze anos antes, Curado Ribeiro manteve uma participação regular na televisão portuguesa. Para além da sua assinalável presença em inúmeras peças de teatro nos gloriosos “tempos do directo”, que marcaram a oferta televisiva da década de 1960, ele foi um dos pioneiros da produção de telenovelas no nosso país, integrando inicialmente a equipa de escrita de diálogos da primeiríssima “Vila Faia” e participando depois como actor em três das outras que se lhe seguiram, “Origens”, “Palavras Cruzadas” e “A Banqueira do Povo”.
A última vez que Curado Ribeiro subiu ao palco foi para representar, ao lado de Ruy de Carvalho e Varela Silva, a peça “Três Atores, Uma Peça e Uma Conversa”, onde, para além da representação de A Ceia dos Cardeais, se passava em revista alguns dos mais belos momentos da carreira destes três grandes atores. Pouco tempo antes havia integrado o elenco de espectáculos de grande sucesso popular, como “Passa Por Mim no Rossio”, onde contracenou pela primeira vez com a filha Rita Ribeiro, ou “Maldita Cocaína”, ambos dirigidos por La Féria. Curado Ribeiro partiu na madrugada de 4 de Julho 1995, deixando-nos muito mais pobres. Nesse dia não perdemos somente um actor talentoso, um grande cantor de charme e um profissional de rádio competentíssimo. Perdemos sobretudo um Grande Senhor do Mundo de Espectáculo

Salvador Santos
Porto 2012. 03. 23

domingo, 25 de março de 2012

Sintra. Possível ser aqui o novo aeroporto “low-cost”. Governo decide até Abril. Populações vizinhas preocupadas.

Sintra.
Possível ser aqui o novo aeroporto “low-cost”.
Governo decide até Abril.
Populações vizinhas preocupadas.

A decisão do Governo sobre a localização de um aeroporto complementar à Portela (Lisboa) deve ser conhecida em Abril, estando em cima da mesa as bases aéreas de Sintra, Montijo e Alverca. A aposta em Sintra é vista pela autarquia como um investimento importante, mas as populações temem o ruído dos aviões e a desvalorização das propriedades.

As bases aéreas militares de Sintra, Montijo e Alverca estão a ser alvo de um estudo de um grupo de trabalho criado pelo Governo para a localização da base da companhia aérea de baixo custo easy Jet. O presidente da autarquia sintrense, já se mostrou disponível para receber o novo aeroporto e o autarca de Algueirão. Mem Martins, considera que esta é uma importante fonte de crescimento económico para o concelho

No entanto, os moradores do bairro das Raposeiras – situado na freguesia de Algueirão. Mem Martins, mas muito próximo da base aérea de Pêro Pinheiro – temem que a eventual instalação de um aeroporto para voos “low cost” provoque um “inferno sonoro” e desvalorize as propriedades da zona envolvente da base aérea

Base Aérea de Sintra. Esta foto foi obtida da aldeia da Cortegaça, paredes meias com a base aérea

Os moradores temem que a instalação de uma estrutura complementar ao aeroporto da Portela de Sacavém-Lisboa – que em termos práticos representa a solução Portela + 1- na Base Aérea de Sintra possa pôr em causa a qualidade de vida das populações residentes encostadas à base e prejudicá-la nos seus descansos normais.

Diz um morador “que o nosso bairro fica bastante perto da base e os aviões vão passar por cima de nós”. Hoje em dia a base tem pouca utilização, mas com a instalação de um aeroporto “low cost” vão haver muitos mais aviões de maior tamanho e a produzirem grande poluição sonora. Assim as propriedades vão desvalorizar-se. Este morador é o presidente da Associação de Proprietários do Bairro das Raposeiras.

Diz ainda Hugo Neto que os habitantes temem um inferno sonoro com a utilização “dia e noite” da pista de aterragem da base aérea de Sintra, cujos “corredores de acesso para aterragem e levantamento de voo passam por cima de grandes núcleos residenciais tais como Queluz, Massamá, Monte Abraão, Agualva-Cacém, Rio de Mouro e Mem Martins.

E acrescenta: “Temos ainda algumas preocupações ao nível da segurança. Sabemos que hoje em dia os aviões são seguros e não costumam cair, mas se houver algum problema à volta da base aérea há ali muitas habitações. Pode ser perigoso!”
Outro morador das Raposeiras há três anos diz temer que “ o aumento da ruído ponha em causa a qualidade de vida de uma localidade que parece uma aldeia pequena.: “Vai haver muito barulho, impedindo-me de descansar. Já para não falar que os meus vizinhos e eu próprio temos medo que algum avião nos caia em cima, até porque estamos muito pertinho da base. (Osvaldo Sousa).

O Grupo de Trabalho criado pelo Governo inclui elementos dos ministérios da Economia e da Defesa, ainda da Ana-Aeroportos de Portugal, Instituto Nacional da Aviação Civil, da Força Aérea e do LNEC e tem até Abril para apresentar o seu relatório e as suas conclusões para a melhor localização. Oxalá não seja Sintra

Agradecimento ao nosso amigo José Castro e Sousa, que nos enviou este texto via mail. Presumo que o texto veio publicado num semanário regional, que deverá ser “O Correio de Sintra”.

No Bancada Directa já aflorámos estas preocupações das populações envolventes da base, mal se soube do projecto easy Jet

sábado, 24 de março de 2012

O saber não ocupa lugar. Um pouco de história sobre a origem do “Conto do Vigário” segundo Fernando Pessoa

O saber não ocupa lugar.

Um pouco de história sobre a origem do “Conto do Vigário” segundo Fernando Pessoa

Origem do conto do Vigário

Vivia há já não poucos anos, algures, num concelho do Ribatejo, um pequeno lavrador, e negociante de gado, chamado Manuel Peres Vigário.

Da sua qualidade, como diriam os psicólogos práticos, falará o bastante a circunstância que dá princípio a esta narrativa. Chegou uma vez ao pé dele certo fabricante ilegal de notas falsas, e disse-lhe: «Sr. Vigário, tenho aqui umas notazinhas de cem mil réis que me falta passar. O senhor quer? Largo-lhas por vinte mil réis cada uma.» «Deixa ver», disse o Vigário; e depois, reparando logo que eram imperfeitíssimas, rejeitou-as: «Para que quero eu isso?», disse; «isso nem a cegos se passa.» O outro, porém, insistiu; Vigário cedeu um pouco regateando; por fim fez-se negócio de vinte notas, a dez mil réis cada uma.

Sucedeu que dali a dias tinha o Vigário que pagar a uns irmãos negociantes de gado como ele a diferença de uma conta, no valor certo de um conto de réis. No primeiro dia da feira, em a qual se deveria efectuar o pagamento, estavam os dois irmãos jantando numa taberna escura da localidade, quando surgiu pela porta, cambaleando de bêbado, o Manuel Peres Vigário.

Sentou-se à mesa deles, e pediu vinho. Daí a um tempo, depois de vária conversa, pouco inteligível da sua parte, lembrou que tinha que pagar-lhes. E, puxando da carteira, perguntou se, se importavam de receber tudo em notas de cinquenta mil réis. Eles disseram que não, e, como a carteira nesse momento se entreabrisse, o mais vigilante dos dois chamou, com um olhar rápido, a atenção do irmão para as notas, que se via que eram de cem. Houve então a troca de outro olhar.

O Manuel Peres, com lentidão, contou tremulamente vinte notas, que entregou. Um dos irmãos guardou-as logo, tendo-as visto contar, nem se perdeu em olhar mais para elas.

O vigário continuou a conversa, e, várias vezes, pediu e bebeu mais vinho. Depois, por natural efeito da bebedeira progressiva, disse que queria ter um recibo. Não era uso, mas nenhum dos irmãos fez questão. Ditava ele o recibo, disse, pois queria as coisas todas certas.

E ditou o recibo – um recibo de bêbedo, redundante e absurdo: de como em tal dia, a tais horas, na taberna de fulano, e «estando nós a jantar (e por ali fora com toda a prolixidade frouxa do bêbedo...), tinham eles recebido de Manuel Peres Vigário, do lugar de qualquer coisa, em pagamento de não sei quê, a quantia de um conto de réis em notas de cinquenta mil réis. O recibo foi datado, foi selado, foi assinado. O Vigário meteu-o na carteira, demorou-se mais um pouco, bebeu ainda mais vinho, e daí a um tempo foi-se embora.

Quando, no próprio dia ou no outro, houve ocasião de se trocar a primeira nota, o que ia a recebê-la devolveu-a logo, por escarradamente falsa, e o mesmo fez à segunda e à terceira... E os irmãos, olhando então verdadeiramente para as notas, viram que nem a cegos se poderiam passar.
Queixaram-se à polícia, e foi chamado o Manuel Peres, que, ouvindo atónito o caso, ergueu as mãos ao céu em graças da bebedeira providencial que o havia colhido no dia do pagamento. Sem isso, disse, talvez, embora inocente, estivesse perdido.

Se não fosse ela, explicou, nem pediria recibo, nem com certeza o pediria como aquele que tinha, e apresentou, assinado pelos dois irmãos, e que provava bem que tinha feito o pagamento em notas de cinquenta mil réis. «E se eu tivesse pago em notas de cem», rematou o Vigário «nem eu estava tão bêbedo que pagasse vinte, como estes senhores dizem que têm, nem muito menos eles, que são homens honrados, mas receberiam.» E, como era de justiça foi mandado em paz.

O caso, porém, não pôde ficar secreto; pouco a pouco se espalhou. E a história do «conto de réis e a sua origem.

Os imperfeitíssimos imitadores, pessoais como políticos, do mestre ribatejano nunca chegaram, que eu saiba, a qualquer simulacro digno do estratagema exemplar. Por isso é com ternura que relembro o feito deste grande português, e me figuro, em devaneio, que, se há um céu para os hábeis, como constou que o havia para os bons, ali lhe não deve ter faltado o acolhimento dos próprios grandes mestres da Realidade – nem um leve brilho de olhos de Macchiavelli ou Guicciardini, nem um sorriso momentâneo de George Savile, Marquês de Halifax.

Contado por Fernando Pessoa.

Nota: publicado pela primeira vez no diário Sol, Lisboa, ano I, nº 1, de 30/10/1926, com o título de «Um Grande Português». Foi publicado depois no Notícias Ilustrado, 2ª série, Lisboa, 18/08/1929, com o título de «A Origem do Conto do Vigário».


Agradecimento pelo texto e pela ideia aos amigos Jorge Benfica e António Raposo


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