BANCADA DIRECTA: Janeiro 2012

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Fragmentos europeus e Opiniões de Bancada Directa. Para onde caminha esta nossa Europa? O que nos trouxe de novo a cimeira de 30 de Janeiro

Imprensa Europeia

Fragmentos europeus e Opiniões de Bancada Directa. Para onde caminha esta nossa Europa? O que nos trouxe de novo a cimeira de 30 de Janeiro
As medidas aprovadas na cimeira de 30 de Janeiro - o tratado de estabilidade e o plano de crescimento económico - servem, na melhor das hipóteses, para reparar os erros cometidos no passado ano e meio.

Leio a edição on-line do periódico de Madrid “El País” e constato que o pessimismo grassa por esta Europa na opinião do articulista Xavier Vidal-Folch. Diz ele, que no pior dos cenários tudo isto não passa de uma mentira……..

“Os líderes dedicam grande parte do tempo das cimeiras a discutir como tiram a pata da poça em que a meteram na cimeira anterior”, sussurra um protagonista da alta política da UE.

A inanidade das discussões circulares e recorrentes sobre a Grécia, Portugal ou o tamanho do fundo de resgate confirmou ontem quão difícil é tirar a pata. Fincada, pelo menos, desde que Merkel e Sarkozy libertaram da lâmpada (Deauville, 19 de Outubro de 2010) o duende da falência de um parceiro, oculto na quitação (descida do valor das obrigações) aos seus credores privados.
O conclave deu duas magnas contribuições para a sequência de teimosias: a luz verde a um falso Tratado de Estabilidade e a aprovação de um plano de crescimento que não é um plano. Uma piada. Ou só parece ser?

Digamos que o tratado é necessário para garantir a disciplina dos parceiros do euro e desenhar, ou abrir caminho, às consequentes compensações a favor do crescimento. Que é dizer muito.

O Parlamento Europeu “expressa as suas dúvidas sobre a necessidade” do acordo (resolução de 18 de Janeiro) e o bom Wolfgang Munchau (Financial Times de 30 de Janeiro) multiplica-as: “É desnecessário”, porque as suas disposições podiam ser acordadas pela via legislativa normal e porque “incentivará” as políticas recessivas, demasiado restritivas.

Combatem moinhos de vento ilusórios
Digamos que não têm razão e que faz falta um tratado que corresponda ao seu pomposo título “de Estabilidade, Coordenação e Governo na União económica e monetária”. Pois bem, o texto só corresponde à ideia de “estabilidade”, de disciplina orçamental. Falta o resto do título.

Há que repetir à saciedade que apenas o artigo 9 (dos 16 existentes) manda “promover o crescimento económico”. E prescreve que os subscritores “adoptaram as acções e medidas necessárias” para tal. Mas continua sem concretizar nenhuma. Continua sem ter carácter obrigatório. Continua sem prever multas a quem não o fizer. Continua sem ameaçar levar ao Tribunal do Luxemburgo quem não cumpra essa obrigação…

E, em contrapartida, tudo isso está estipulado ao milímetro contra quem não cumpra a obrigatoriedade de reduzir o défice. É nessa assimetria que se estriba a piada. Vende-se o produto como ferramenta para impulsionar os dois pólos da política económica e só se desenvolve um.

Mas há mais. A quinta versão do texto, a que chegou ao conclave, é ainda mais retorcida que a anterior. Os [novos] retoques são essenciais não porque o sejam, mas porque o seu bizantinismo retrata como os inspiradores e redactores dos textos adoeceram: combatem moinhos de vento ilusórios (as mais recônditas vias de incorrer em défice e contornar as sanções) como dons quixotes loucos.

Jogos de malabarismo Para a boa gente não contagiada basta dizer que uma das obsessões desses retoques é a de dar poder a qualquer governo para perseguir um parceiro incumpridor se a Comissão se inibir. Talvez o texto seja necessário, amigo Wolfgang, mas será inútil.

Porque todas as actuações históricas neste âmbito, que marginaram ou minimizaram o poder das instituições – desde a agenda de Lisboa de 2000 à rebelião de Paris e Berlim para contornarem as sanções de Bruxelas por não cumprirem o Pacto de Estabilidade em 2003 – desembocaram no local que ninguém quer recordar: a irrelevância.

O outro falso engodo é a “Declaração” para relançar o crescimento económico. O assunto preocupa a dupla franco-alemã – a última a dar-se conta de que se o PIB baixa não chega sequer para pagar as dívidas – desde a sua bilateral de 9 de Janeiro, a primeira ocasião em que propuseram trocar o cilício por vitaminas. Berlim-Paris, Comissão e Conselho usaram, para isso, duas técnicas de comprovada ineficácia. Uma, é tirar das gavetas (como na Agenda de Lisboa) os belos propósitos e planos esquecidos: emprego juvenil, financiamento das PMEs.
A outra é passar o rastilho para o orçamento comunitário e recolocar as partes. O dinheiro remanescente, não gasto no passado nem devolvido aos governos, não passa de uns trocos, cerca de 30 milhões. E talvez seja precipitado reorganizar os 82 milhões de euros dos fundos estruturais e de coesão ainda não atribuídos para os dois anos (2012 e 2013) que restam das actuais perspectivas financeiras septenais. De qualquer modo, é enganoso.

Esses fundos já estão orientados para o crescimento: estradas, escolas, estações de tratamento de lixo. E desde a “Estratégia de emprego do Luxemburgo” (1997) nem um cêntimo deve ser dedicado a projectos que não criam emprego. Não há, por isso, um único euro novo. Só jogos de malabarismo.

“Crime das Escadinhas dos Baldaques”. 9º Episódio. Autor Tempicos. (2ª volta, porque a rapaziada anda com a cabeça à roda por causa da Arnezinha

“Crime das Escadinhas dos Baldaques”.
9º Episódio desta novela colectiva de autoria de Tempicos e Companhia. (2ª volta, porque a rapaziada anda com a cabeça à roda por causa da Arnezinha)

IX Capitulo da saga
“Crime nas escadinhas dos Baldaques”
Um original de Tempicos
Tempicos andava desnorteado e depauperado.


A vida estava a ser-lhe madrasta. Já vira aquela cena pela segunda vez na vida. Em tempos, uma mulher tinha-o deixado de rastos. Fora a falecida Nelinha (mãe da kátinha) que nos anos das vacas gordas tivera com ele mil e uma aventuras, uma mulher que o levara ao Céu e ao Inferno e que o atraiçoou e acabou esfaqueada – já lá vão uns anos – no Museu do Teatro.
Museu do Teatro em Lisboa. Tempicos introduz o tema, mas não o faz inocentemente. No Convivio da TPL em 2006 a Nelinha foi assassinada neste Museu. Tempicos acusou um dos moradores da "colmeia"de ser o autor do crime, mas por falta de provas ele foi absolvido. Tempicos nunca se convenceu e tenta sempre reavivar o caso.

Tudo levava a crer que Kátinha herdara da mãe os genes da loucura. Uma mulher que só estava bem onde não estava e que tinha com os homens uma relação de amor-ódio complexa e complicada.
Kátinha evaporara-se. Já não sabia onde a ir procurar.

Tempicos, deitado, vestido na cama, fumava um charro para retemperar forças e tirar os demónios da sua cabeça. Achou que estava a perder qualidades. Era natural a idade não ajudava. Ultimamente estava a abusar do álcool e o fígado não estava a gostar da brincadeira.
Só a cabeça ainda estava a trabalhar bem. Daí pensou que talvez a Kátinha estivesse com o Zeca Maluco.

Foi espreitar à janela e viu o velho “giulietta” aparcado.
Maldito Zeca que nunca mais morria. Aliás naquele prédio parecia que tinha entrado a mão sagrada do Fofana o espiritualista e curandeiro que não permitia a chegada da morte a nenhum dos inquilinos. E não havendo mortes não pode haver crimes e não havendo crimes não há investigação. E as coisas complicam-se.
Uma coisa era verdade: Fofana tinha atributos fisicos e era "very sexy" muito superior aos elementos machos da colmeia. Pelo menos era o que a Arnezinha dizia. Salvattore, Zeca Maluco, Mendinho, Tempicos e Novena não lhe chegavam aos calcanhares. Adrianov fugia desta lista porque o que queria era p.... e musica

Até o maldito do Adrianov safara-se da morte sabe Deus como. Já o tinham dado como morto e no momento em que uma enfermeira loura de olhos negros se aproximou da cama do alentejano travestido de ucraniano, e começou a desligar os fios que o mantinham ligado às máquinas, a moça começou a sentir uma mão cabeluda a subir-lhe pela perna acima ao mesmo tempo que Adrianov recuperava por milagre as cores e começava a cantar na sua voz de contra-tenor a célebre canção russa “ ochi chyornye “ que em tradução livre para alentejano dá “moçoila de olhos negros”.

Naquele prédio ninguém morria nem a tiro!

Estava o nosso Tempicos nestas lucubrações filosóficas quando lhe pareceu ouvir uns barulhos dos andares de cima. Barulhos inusitados e estranhos, diga-se.
Temos merda! – balbuciou.

Levantou-se e sacou da sua arma de serviço. Viu que estava carregada, meteu-a no bolso. Começou a subir as escadas pé ante pé. Quando chegou à porta da Arnezinha o ruído aumentou e de que maneira!
Isto cheira-me a bacanal! – pensou.

Pôs o ouvido na porta e lá de dentro identificou risinhos da Arnezinha. Uma voz de homem com alguns “esses” que lhe garantia ser a do cónego Novena. Gritinhos de prazer que de certeza vinham da Kátinha. Um cheira a erva já inundava a escada. Uma rebaldaria!
.......O tema mais antigo da literatura é o erotismo. Está na Bíblia, do Gênesis ao Cântico dos Cânticos. Está na Grécia Antiga, na obra de Safo, a poetisa da ilha de Lesbos, e no teatro de Aristófanes. Em Roma, Petrônio cantava a dissolução da corte em sua obra-prima, Satiricon, na mesma época em que o imperador Nero ensaiava os primeiros acordes de sua lira.

Tempicos transfere o tema do erotismo para a “colmeia das Escadinhas dos Baldaques”, de uma forma virtual e indefinida, no meio de tantas duvidas, que resultam dos comportamentos estranhos dos residentes.....

Recuou o mais que pôde e correu para a porta dando-lhe com o ombro com toda a força.

Esta não resistiu e à frente dos seus olhos abriu-se-lhe uma cena digna de um filme de Pedro Almodovar.

Na cama grande da Arnezinha cinco marmanjos e marmanjas! Tudo à molhada. Pelas caras que espreitavam do lençol estavam o Zeca Maluco, a Kátinha, o Salvattore, e ainda o cónego Novena mais a envergonhada Fafá. Não necessariamente por esta ordem. Aos pés da cama com uma máquina de filmar montada em tripé Arnezinha espreitava pelo obturador e dava ordens.
Tempicos gritou: alto e pára o baile!

O pessoal na cama escondia-se puxando o lençol deixando à mostra uma dezena de pezinhos alguns a precisar de tratamento a unhas encravadas.

Arnezinha com o seu ar de realizadora argumentou: Não é nada do que está a pensar. Nós apresentámos um guião de cinema para concorrermos à capital europeia da cultura e estávamos a encenar um episódio baseado nos Lusíadas, canto V, com o verso “ É no cabo da refrega que a gentes se entregam…”
Tempicos ripostou:
-Ai é? Então aqui vai p´rá refrega!

Retirou do bolso a arma e despejou o carregador, visando os vultos da cama. Os projectores de luz rebentaram e tudo ficou mais preto que o negro Fofana.


Com uma série de tiros não houve projectores que resistissem à furia de Tempicos. Ciumento ressabiado é o que ele dava a entender que era

Provavelmente os fusíveis do prédio também dispararam e a cena ficou completamente em “black-out” não sendo possível descortinar-se o fim do episódio.

Lisboa
Inverno de 2012
Do nosso descontentamento

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O Teatro no Bancada Directa. Hoje recorda-se Francisco Ribeiro “Ribeirinho” na rubrica de Salvador Santos “No Palco da Saudade”.

In memorian
Francisco Carlos Lopes Ribeiro, o Ribeirinho, nasceu em Lisboa em 21 de Setembro de 1911 e faleceu nesta mesma cidade em 7 de Fevereiro de 1984. Foi um dos maiores actores do cinema português. Foi também realizador de filmes
O Teatro no Bancada Directa. Hoje recorda-se Francisco Ribeiro “Ribeirinho” na rubrica de Salvador Santos “No Palco da Saudade”.

“No Palco da Saudade” dedicado a Ribeirinho
Texto integral de Salvador Santos

A generalidade do público de hoje conhece-o apenas das comédias do cinema português que interpretou na década de 1940, e que a RTP revisita com alguma frequência, mas ele foi sobretudo um homem de teatro. Não tinha ainda seis anos quando pisou o palco pela primeira vez, na revista “Tiros sem Bala”, levada a cena na sua Lisboa, no há muito desaparecido Grémio dos Despretensiosos. A estreia como profissional aconteceria porém fora da capital, no Teatro Virgínia, em Torres Novas, no espectáculo “A Maluquinha de Arroios”, com o qual percorreu quase todo o país de norte a sul. Vivia-se o ano de 1929, e no cartaz surgia em letras muito pequeninas o nome de Francisco Lopes Ribeiro, que viria a ficar conhecido do grande público como Ribeirinho e… junto da gente do espectáculo como Mestre Ribeiro.
A arte de representar elevada ao seu mais alto expoente com dois mestres: Vasco Santana e Francisco Ribeiro - Ribeirinho

De trato por vezes difícil e profundamente exigente, o Mestre Ribeiro detestava a incompetência, o típico desenrascanço português e a mínima falta de empenho dos técnicos e actores na construção dos seus espectáculos. Impunha aos outros, como a si próprio, o maior rigor e profissionalismo nos trabalhos de produção e sabia de teatro como poucos em toda a Europa. Era disciplinado e disciplinador, incapaz de desculpar um atraso aos ensaios e muito menos à cena durante as representações, situações que o punham completamente fora de si. Quando qualquer um destes acontecimentos se verificava, era certo e sabido que o Mestre fazia o seu inseparável chapéu sair repentinamente da cabeça para logo ser projectado ao chão com toda a raiva, pulando então sobre ele com fúria. Nessas alturas não havia quem o não temesse.

Os seus conhecimentos da Arte de Talma foram adquiridos com a leitura dos maiores dramaturgos e teatrólogos europeus, um intenso e aturado estudo, muitas viagens por Madrid, Paris e Londres e, sobretudo, graças ao trabalho realizado com outros grandes mestres da representação e da encenação em Portugal, como Chaby Pinheiro, que o dirigiu na sua peça de estreia; Alves da Cunha, com quem contracenou logo de seguida no Teatro Politeama, em Lisboa, no espectáculo “Criminosos”; ou Maria Matos, que o orientou no seu primeiro grande êxito como ator em “O Fim da Jornada”, de Sherriff, onde vestiu a pele do soldado Mason. Foi de tal forma rápida a sua aprendizagem que aos vinte e quatro anos dirigiu o seu primeiro espectáculo (revista “Café com Leite”), com o grande Estêvão Amarante como cabeça de cartaz.
Uma das melhores cenas do filme "O Grande Elias"


Ao longo da década de 1930, a popularidade de Ribeirinho como ator conheceu um grande impulso. Percorreu o país de norte a sul, em inúmeras digressões; tornou-se presença regular no teatro de revista; e expandiu a sua atividade à comédia, ao drama e… ao cinema. Na sétima arte, foi o caixeiro apaixonado por Tatão, em “O Pai Tirano”, o porteiro do prédio onde morava “A Vizinha do Lado”, ou Rufino filho, o improvável sedutor que conquistava a Maria da Graça do “Pátio das Cantigas”. Ainda no cinema, deixou o seu nome ligado a filmes realizados pelo seu irmão António Lopes Ribeiro, como “A Revolução de Maio” ou “O Primo Basílio”. Fez ainda “A Menina da Rádio” e “O Grande Elias” de Arthur Duarte, “O Costa de África” de João Mendes, “Aqui há Fantasmas” de Pedro Martins, e “O Diabo Desceu à Vila” de Teixeira da Fonseca.

No teatro, Ribeirinho foi responsável por um dos mais fortes abanões de progresso na cena portuguesa do século vinte. Começou por dirigir o Teatro do Povo, em 1936, a que se seguiu a direcção d’ Os Comediantes de Lisboa, em 1944, e a criação do Teatro Nacional Popular, já na década de 1950. Pelo meio ficou a direcção do Teatro Universitário, em Lisboa, e a sua prestação regular no Teatro Nacional D. Maria II, que se prolongou até meados dos anos 1960, tendo voltado a esta Casa em 1978 como director artístico e de produção. A ele se deve, na sua dupla qualidade de encenador e ator, a montagem no nosso país de grandes dramaturgos, como Maurice Maeterlinck, Anton Tchekov, Nicolai Gogol, Bernard Shaw, Óscar Wilde ou Samuel Beckett, de quem fez a estreia absoluta em Portugal de “À Espera de Godot”, em 1959.
Mestre Ribeiro era sobretudo um extraordinário diretor de atores. Ele revelou e formou grandes atores como Armando Cortez, Ruy de Carvalho ou Nicolau Breyner, que sempre lhe guardaram o maior respeito e gratidão. Nos últimos anos da sua extensa atividade, o primeiro convenceu-o a dirigir “O Impostor Geral”, uma versão muito particular de “O Inspetor-Geral”, de Gogol, que abriu o Teatro Villaret de Raul Solnado, em 1965; o segundo acompanhou-o no Teatro Nacional D. Maria II, entre 1978 e 1981, onde o Mestre encenou espetáculos como “As Alegres Comadres de Windsor” de Shakespeare ou “A Bisbilhoteira” de Scwalback; e o terceiro levou-o até ao Teatro Monumental para interpretar ao seu lado “A Gravata”, em meados de 1981. Três anos depois desta sua última prestação em palco, Ribeirinho deixou-nos para sempre. Resta-nos a memória de um homem a quem o teatro português muito deve.


Salvador Santos


Porto 2012. 01. 29


Nota de Bancada Directa: por uma questão de principios os administradores do blogue não seguem as alterações fixadas pelo Novo Acordo Ortográfico. Para que conste.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Fragmentos e Opiniões. Neste Domingo frio e seco de Janeiro o nosso cronista Luís Pessoa diz de sua justiça

Fragmentos e Opiniões. Neste Domingo frio e seco de Janeiro o nosso cronista Luís Pessoa diz de sua justiça

HOJE, TODOS SOMOS GREGOS!

Grécia recusa ceder soberania orçamental

A citação de Luis Pessoa como factor preponderante para esta crónica

....Governo grego considera que a competência em matéria orçamental pertence à soberania nacional, rejeitando a exigência da Alemanha...
In Expresso on-line
Hoje, todos os que somos vítimas do capitalismo selvagem e selvático que nos querem impor os tais “mercados”, as tais “instituições financeiras”, com os seus instrumentos de poder, leia-se governos neo-liberais comandados por economistas indecentes, hoje, dizíamos, TODOS estamos orgulhosos dos gregos!

Quando ouvimos os nossos governantes portugueses (eleitos na mentira) rastejar em frente da chanceler alemã, como se ali estivesse a solução de alguma coisa, mesmo quando ela faz todos os possíveis e alguns impossíveis por prolongar a agonia da Europa, para satisfação dos seus programas internos, só podemos orgulhar-nos por partilharmos o mesmo espaço dos gregos.
A recusa do controle económico proposto pela Alemanha, em troco de mais um pacote de “ajuda” (atenção que aqui o termo ajuda não significa dar, não significa benemerência, mas apenas emprestar a juros brutais, não sendo nenhuma ajuda, mas sim usura!), faz com que TODA a Europa civilizada, honesta e trabalhadora se sinta orgulhosa!

Mesmo na adversidade, com a corda na garganta pelo boicote dessa gente, depois de toda uma luta contra esta Europa medíocre e criminosa, disseram: NÃO!

Os gregos escolheram entre duas mortes anunciadas, uma com honra, rejeitando proteccionismos, que poderiam resolver os problemas financeiros imediatos, mas os transformaria em vermes e os arrastaria para o abismo mais tarde; outra sem honra nem glória, abdicando da sua personalidade e independência, entregando-se àqueles que tudo têm feito para os destruir, na esperança de umas migalhas lá mais para a frente. A atitude dos governantes gregos, enche-nos de orgulho! Um orgulho que gostaríamos de ter das decisões dos nossos alegados governantes. Aqui se vê a diferença que faz a existência de uma coluna vertebral.

Luís Pessoa
Marinhais, 2012. 01. 29

Campeões de 2011. Bancada Directa apresenta os seus campeões. Hoje falamos de Miguel Barbosa = 10 estrelas

Para além de conquistar o titulo de Campeão de Portugal de todo-o-terreno, Miguel Barbosa triunfou em toda a linha. Nos circuitos de velocidade. conquistou formando dupla com José Pedro Fontes o titulo de Campeão de Portugal de Gran Turismo (GT) e o Iberian Supercars Trophy 2011

Parabens amigo Miguel
Como Miguel Barbosa sentiu o momento em que conquistou o seu quarto Campeonato Nacional de Todo-o-terreno em 2011

......A Baja TT Idanha-a-Nova, que terminou hoje, serviu de palco para a coroação de Miguel Barbosa como Campeão de Portugal de Todo-o-Terreno, quarto da carreira do piloto. A equipa BP Ultimate Vodafone consegue, assim, a uma corrida do final da temporada, a conquista antecipada do título, que era o objectivo no início da temporada.
Partindo de uma posição em que se via obrigado a ultrapassar diversos pilotos com andamento mais lento, a dupla Miguel Barbosa/Miguel Ramalho foi ganhando posições na estrada, mas perdendo tempo para os mais rápidos, “o piso estava muito seco e com muito pó. Era impossível ganhar tempo para os da frente, mas assim que apanhei a pista limpa voltei ao meu ritmo e ataquei. Face ao problemas que tivemos ontem era virtualmente impossível vencer a prova, mas a verdade é que os nossos objectivos foram cumpridos ”, referiu Miguel Barbosa........

Para o novo Campeão Nacional a segunda passagem foi ainda mais dura “andei sempre no pó que ora ia ora vinha, cheguei mesmo a parar durante o troço. Conseguir o segundo lugar partindo da posição em que parti, foi melhor do que esperava. Foi verdadeiramente esgotante! Com todas estas dificuldades e uma vez que esta posição me garantia o Campeonato, decidi não arriscar e manter o lugar até ao fim,” declarou Miguel Barbosa, para depois acrescentar “este título é fruto de muito trabalho e do esforço de toda uma equipa que sempre me apoiou desde os mecânicos aos meus patrocinadores bem como o Miguel Ramalho, aos quais o dedico mais este sucesso e agradeço todo o empenho

Carreira de Miguel Berbosa

Sem querermos maçar os nossos leitores com o currículo do Miguel Barbosa, a verdade se diga, que sendo tão impressionante merece a divulgação por parte do blogue Bancada Directa, mas apenas a partir de 2006

Miguel Barbosa
Data de Nascimento: 9 de Junho de 1978
Naturalidade: Lisboa
2011
1º Classificado do Campeonato de Portugal de TT
Baja Carmim – 3º Lugar
Ervideira Rally TT – 1º Lugar
Baja TT Proença/Oleiro – 2º Lugar (1º CPTT)
Baja TT Idanha-a-Nova – 2º Lugar
Baja 500 Portalegre – 3º Lugar (1º CPTT)

1º Lugar – Campeonato de Portugal de Circuitos/GT (Absoluto e GT3) e vencedor do Iberian Supercars Trophy
3º/2º Lugares – Circuito ACDME 1
1º/1º Lugares – Circuito Algarve 1
1º/3º Lugares – Circuito Braga 1
3º/1º Lugares – Circuito Algarve 2
1º/1º Lugares – Circuito ACDME 2
3º/3º Lugares – Circuito Braga 2

2010
5ª Classificado Campeonato Português de TT
12º Classificado Dakar 2010
Rali TT Serras do Norte: Não participou
Rali TT Serras D’el Rei: 3º lugar
Ervideira Rali TT: 2º lugar
Rali TT Montes Alentejanos: 2º lugar
Rali Vodafone Estoril – Marrakech: 2º primeira etapa; 3º na terceira etapa
Rali TT Algarve: Cancelado
Rali TT Castelo Branco: Abandonou
Baja Portalegre 500: Abandonou

2009
3º Classificado Campeonato Português de TT
Campeão ROC Portugal 2009

2008
Campeonato Nacional de Todo-o-terreno
Vice-Campeão Nacional de Todo-o-terreno 2008

3º Baja Portalegre
4º Rali TT Castelo Branco
Vencedor – Baja Cidade de Beja
Abandono – Baja Serra de Monchique
Abandono – Rali Transibérico
Vencedor - Rali TT Serras do Norte
Vencedor - Baja Terras d’El Rei
Vencedor – Rali TT Esporão

2007
Campeonato Nacional de Todo-o-terreno
Campeão Nacional de Todo-o-terreno 2007
Vice-Campeão da Taça Ibérica de Ralis de Todo-o-terreno

Vitória na Baja Portalegre
Vitória no Rali TT Castelo Branco
Vitória na Baja Cidade Beja/Montes Alentejanos
33º lugar no Rali TT Transibérico após penalização de 24 horas por ter abandonado a primeira etapa da prova. Ao abrigo do Super Rali, efectuou as duas últimas etapas terminando ambas em sexto.
Vitória na Baja Serra de Monchique
Vitória no Rali TT Serras do Norte
3º lugar no Rali TT Esporão
Vitória na Baja Terras d’El Rei

Segunda participação no Dakar ao volante de um Proto Dessoude
24º Classificado

2006
Campeonato Nacional de Todo-o-terreno
Vice-Campeão Nacional de Todo-o-terreno

2º lugar – Baja Anta da Serra 500/Portalegre
Vitória – Rali TT Castelo Branco com uma Nissan Pick Up Navara
Abandono – Baja Serras do Norte
Vitória – Baja Serra de Monchique com uma Nissan Pick Up Navara
Abandono – Rali TT Transibérico com uma Nissan Pick Up Proto
Abandono – Baja Terras d’El Rei com uma Nissan Pick Up Proto
Primeira participação no Dakar ao volante de uma Nissan Pathfinder
21º Classificado, Melhor Rookie, Segundo Melhor Português

2005
Campeonato Nacional de Todo-o-terreno - BMW X5 X-Raid
Campeão Nacional de Todo-o-terreno 2005
9º lugar – Baja Anta da Serra 500 Portalegre
2º lugar – Rali TT HP iPAQ Montes Alentejanos
4º lugar – Rali TT Castelo Branco
2º lugar – Baja Maxit/Serra de Monchique
2º lugar – Rali TT Selenis/Serras do Norte
Abandono – Baja Vodafone 1000
Vencedor – Rali TT Esporão
5º lugar – Baja TT Terras d’El Rei

sábado, 28 de janeiro de 2012

Recordar é Viver. Esta é a antiga Praça de Touros de Algés.

Nos anos cinquenta Lisboa tinha duas praças de touros: a do Campo Pequeno e a de Algés.

Para os curiosos destas coisas e que não são daquele tempo, convém lembrar que a situação onde se localizava a Praça de Touros de Algés era precisamente onde actualmente existe a rotunda em direcção a Miraflores.

Controlo de pragas o quê?

Já estou a pensar o pior

Esta de pragas urbanas deixa-me intrigado.

Ainda recentemente as forças de segurança contiveram em frente à escadaria da Assembleia da Republica uma avalanche humana. Se calhar no dizer dos entendidos em segurança (eu disso não percebo nada e nem tive qualquer curso afim) esta aglomeração de pessoas, e o seu comportamento, equivale a uma praga urbana. Não sei se será esse o entendimento, mas até pode ser nas conversas de bastidores. Por trás não há senhorias.....E de certeza que não se fala de radicalismos.

Mas pelo caso ainda fico descansado porque é apenas um controlo. O pior é se se caminha para uma eliminação...

Os desalinhados no Bancada Directa. Cenas de vida de um quotidiano de pessoas descontraídas

Lisboa. 2012. Janeiro. Dia 23. São 10H38

Avenida de Roma em frente ao nº 102

Na foto de cima os fiscais da Emel cumprem a sua obrigação

Na foto de baixo vê-se que apareceu ( 3 minutos depois) o proprietário da viatura muito perplexo, porque dizia que até tinha deixado grande espaço para as pessoas circularem em segurança . Estava habituadinho a que fechassem os olhos. Mas desta vez enganou-se....

Francamente........

O insolito acontece!

Não é porque já não tivesse ouvido chamar-lhe a mesma coisa. Mas desta forma não!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Os sacrificios não são para todos. Há quem receba subsidios de férias e de Natal sob a forma de "abonos".

Francamente....

Bancada Directa apresenta os seus campeões 2011. Telma Monteiro a insigne judoca merece a nossa atenção = 10 estrelas

Bancada Directa apresenta os seus campeões 2011. Telma Monteiro a insigne judoca merece a nossa atenção = 10 estrelas
Telma Monteiro é uma judoca portuguesa, representa actualmente o Sport Lisboa e Benfica. Nasceu em Almada a 27 de Dezembro de 1985.

Um facto importante na sua carreira foi ter recebido em 2005 a Medalha Olímpica Nobre Guedes.

No ano passado, 2011, Telma Monteiro conquistou a Medalha de Prata no Campeonato da Europa(– 57 Kgs) que se realizou em Istambul; ganhou ainda a Medalha de Bronze do Grand Slam em Paris e a Medalha de Ouro no “Masters” de Baku, ambas na categoria de -57Kgs.

Actualmente Telma Monteiro está classificada em 3º lugar no Ranking Mundial – 57 Kgs

Telma Monteiro participou nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004 e em Pequim (2008)

Em 2009 assumiu a mudança para a categoria de - 57 kg e obteve a medalha de ouro na primeira prova de 2009, realizada na capital búlgara - Sófia.

Participou nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004 e de Pequim 2008, onde se classificou em 9º lugar.

Em Portugal, pelos resultados obtidos, é considerada a melhor judoca de todos os tempos no sector feminino e uma das melhores em termos globais.

Parabens carissima amiga Telma Monteiro.Tudo de melhor para ti pessoalmente e para a tua carreira, são os desejos dos administradores do blogue Bancada Directa

Impressionante o palmarés de Telma Monteiro.




2011
Actual número 3 Ranking Mundial (-57Kg)
Presença Campeonato Mundo (-57Kg) Paris
• Medalha de Prata, Campeonato da Europa (-57Kg) Istambul
• Medalha de Bronze, Grand Slam (-57Kg) Paris
• Medalha de Ouro, Masters (-57Kg) Baku

2010
• Medalha de Prata, Campeonato do Mundo - (-57Kg) Tóquio
• Medalha de Bronze, Campeonato Europeu de Seniores (-57Kg)
• Medalha de Ouro, Taça do Mundo (-57Kg) etapa de Sófia
• Medalha de Prata, Grand Prix (-57Kg) Düsseldorf
• Medalha de Prata, Grand Slam (-57Kg) Rio de Janeiro
• Medalha de Bronze, Grand Slam (-57Kg) Moscovo

Atleta do Ano "Jogada do Mês"
Número 2 Ranking Mundial (-57Kg)

2009
• Medalha de Prata, Campeonato do Mundo (-57Kg) Rotterdam
• Medalha de Ouro, Grand Slam (-57Kg) Rio de Janeiro
• Medalha de Ouro, Taça do Mundo (-57Kg) etapa de Lisboa
• Medalha de Bronze, Grand Slam(-57Kg) Moscovo
• Medalha de Ouro, Campeonato Europeu (-57 kg) Georgia
• Medalha de Ouro, Grand Prix (-57 kg)Hamburgo
• Medalha de Ouro, Taça do Mundo (-57 kg) etapa de Sófia

Personalidade Feminina Área do Desporto Revista LUX;
Atleta do Ano - CNID;
Prémio Bento Pessoa Casino da FIgueira;
Homenagem da Confederação do Desporto "Cem desportistas, Cem anos da Republica";

2008
• Medalha de Ouro, Taça do Mundo etapa de Belo Horizonte categoria A
• Medalha de Ouro, Taça do Mundo etapa de Bucareste categoria A
• Medalha de Bronze, Taça do Mundo etapa de Paris categoria Super A
• 9º Jogos Olímpicos (-52 Kg)

2007
• Medalha de Ouro, Taça do Mundo etapa de Lisboa categoria A (-52 Kg)
• Medalha de Prata, Taça do Mundo etapa de Moscovo categoria Super A (-52 Kg)
• Medalha de Ouro, Campeonato da Europa (Belgrado) (-52 Kg)
• Medalha de Ouro, Taça do Mundo etapa de Vejen categoria A (-52 Kg)
• Medalha de Ouro, Taça do Mundo etapa de Paris categoria Super A (-52 Kg)
• Medalha de Prata, Campeonato do Mundo Rio de Janeiro categoria A (-52 Kg)

Número 1 Ranking Mundial (-52 Kg);
Atleta do Ano - CNID

2006
• Medalha de Ouro, Campeonato da Europa Sub-23 (-52 Kg)( Moscovo)
• Medalha de Ouro, Campeonato da Europa Sénior (-52 Kg)(Tampere)
• Medalha de Prata, Torneio de Fukuoka (-52 Kg)(Japão)
• Medalha de Ouro, Torneio Super A (-52 Kg) (Moscovo)

Personalidade Feminina Área do Desporto Revista LUX;
Número 1 Ranking Mundial (-52 Kg)

2005
• Medalha de Bronze, Campeonato da Europa Sénior (-52 Kg)(Roterdão)
• Medalha de Prata, Campeonato da Europa sub-23 (-52 Kg)Kiev
• Medalha de Bronze, Campeonato do Mundo Sénior (-52 Kg) (Cairo)
• Medalha de Ouro, Taça do Mundo etapa de Moscovo categoria Super A (-52 Kg)
• Medalha de Ouro, Taça do Mundo etapa de Madrid (-52 Kg)
• Medalha de Bronze, Taça do Mundo etapa de Tampere(-52 Kg)
• Medalha de Ouro, Torneio internacional Kiyoshi Kobayashi (-52 Kg)

2004
• Medalha de Bronze, Campeonato da Europa Sénior (-52 Kg)(Bucareste)
• Medalha de Bronze, Campeonato da Europa Júnior (-52 Kg)(Sófia)
• Medalha de Bronze, Campeonato do Mundo Júnior (-52 Kg)(Budapeste)
• Medalha de Ouro, Torneio Internacional (-52 Kg)(Leonding)
• Medalha de Ouro, Torneio Internacional (-52 Kg)(Roma)
• Medalha de Bronze, Torneio Interncional (-52 Kg)(Tallinn)
• Medalha de Bronze, Torneio Internacional (-52 Kg)(Warsaw)
• Medalha de Prata,OPEN (-52 Kg)(Alemanha)
9º Lugar Jogos Olimpicos (-52 Kg) (Atenas)

2003
• Medalha de Bronze, Campeonato da Europa Júnior (-52 Kg)(Sarajevo)
• Medalha de Ouro, Campeonato Nacional (-52 Kg)
• Medalha de Ouro, Torneio Nível A Juniores (-52 Kg)(Suécia)
• Medalha de Ouro, Torneio Nível A Juniores (-52 Kg)(Hungria)
• Medalha de Ouro, Torneio Nível A Juniores (-52 Kg)(Portugal)
• Medalha de Bronze, Torneio Nível A Juniores (-52 Kg)(República Checa)

2002
• Medalha de Ouro, Campeonato Nacional Juniores (-52 Kg)
• Medalha de Prata, Torneio Nível A Juniores (-52 Kg)( Portugal)
9º Campeonato Europa Juniores (-52 Kg)

2001
Vice Campeã Nacional Esperanças (-52 Kg)



Os meus relampagos. De Guimarães de escantilhão por aí abaixo

Os meus relâmpagos



1)

Passos, troika, tempo, dinheiro: gestão de expectativas ou simplesmente disparate?
Passos Coelho, quando diz que não pede mais dinheiro nem mais tempo à troika, ou está a cair no erro recorrente em Primeiros-Ministros portugueses de dizer em voz alta o contrário do que já sabem que terão que fazer mais tarde, ou está a ser obcecadamente adversário da recuperação económica e do mínimo de equilíbrio social do país. Isto é, como a maioria do povo diz e comenta, Passos Coelho está a estatelar-se alegremente contra a parede
2)

Afinal de que é que estavam à espera?
Estudantes e reformados chegou a anunciada vez deles

População mais desfavorecida não escapa a fortes aumentos: passes com 50% de desconto vão custar mais entre 5,5% e 21,3% já para a semana.
Os valores anunciados pelo governo para os aumentos médios de 4% e 5% nos preços dos transportes não incluem as actualizações mais pronunciadas que entram em vigor em Fevereiro. Falamos, por exemplo, do passe monomodal do Metro de Lisboa, que sobe 21,3% em Fevereiro – e que custará mais 20,7% em 2013 – , ou dos preços cobrados a estudantes e reformados, cujo salto varia entre 55% e 82%.

3)

Afinal qual será a surpresa desta análise?
Lisboa com transportes mais caros do que Roma

Também Bruxelas e Atenas têm passes comparativamente mais baratos do que a capital, e com muito mais descontos.
Mesmo em valor bruto, o passe em Roma é mais barato. Em Bruxelas, com mais do dobro do ordenado médio, o passe custa mais 10 euros - ou quatro, se for anual.
4)

Marcelo falou sobre Cavaco e opinou: “Há dias em que uma pessoa não é feliz”

Marcelo a interpretar Cavaco Silva...agora, com demasiada frequência, note-se...desfere "críticas" para logo pôr a mão por baixo, ou o contrário, o que vale por dizer o mesmo.

Marcelo já fez o mesmo com Catroga. Discordou no plano ético da nomeação, mas não o atacou em profundidade. Umas nos cravos e outras nas ferraduras

Faz o mesmo com Passos Coelho, reinterpretar e "corrigir" o que fica demasiado exposto á vista dos contribuintes...

Estou a pensar que o professor Marcelo ainda tem no seu intimo a hipótese de concorrer a Presidente da República, e, claro, seria um hipotético vencedor natural. E se isto estiver no seu pensamento ele terá de se decidir. Isto é, acabar com os comentários políticos televisivos, de decerto não o ajudarão em nada. Terá de ter bom senso e rigor. Ao amigo da nossa família não lhe regatearemos apoios
5)
Afinal de que é que estavam à espera?
Guimarães. Capital Europeia da Cultura 2012...
E para começar Cavaco foi apupado e vaiado. O que nunca se pensou que poderia acontecer em tempos

As comitivas do presidente da República e os governantes que, este sábado, marcaram presença na abertura oficial da Capital Europeia da Cultura 2012, foram recebidas com apupos e assobios na Largo do Toural, onde compareceram para jantar num restaurante local.

Muitos dos populares concentrados no Largo do Toural, em Guimarães, vaiaram o presidente da República. Cavaco Silva chegou para o jantar acompanhado do edil local, António Magalhães, e não se livrou de uma enorme vaia que ecoou quando os populares se aperceberam de quem chegava à praça. À medida que os automóveis chegavam à praça, populares apupavam e assobiavam as comitivas.

"Olhem as reformas" e "Um em cada carro e depois há crise" eram algumas das "bocas" que se ouviam entre os populares em frente ao restaurante Oriental, onde foi oferecido um jantar às individualidades
.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

2012. 38 anos após o 25 de Abril. Acabaram as Comissões de Saneamento. Mas andam por aí saneadores furtivos.

Pedro Rosa Mendes saneado pelo Governo de Passos /Portas

“Duvido que quem vive dobrado em democracia se endireite em tempos difíceis” diz PRM.
Pedro Rosa Mendes é um grande jornalista e escritor. Mérito reconhecido e premiado. Uma voz incómoda que denuncia a corrupção, o nepotismo. Com coragem (um bem tão escasso...) suficiente para afrontar os poderosos em vez de lhes cacarejar loas: “uma sociedade asfixiada por valores do silêncio, da cobardia, do bajulamento”.

Verticalidade envolve riscos e Passos, Portas, Relvas, prostrados interesseiramente perante "os mercados" não podem aceitar. Fazem o contrário do prometido. Acabaram com o programa "Este Tempo", na Antena 1 e calaram todos de uma vez: Rosa Mendes, Raquel Freire e mais três colegas.
Raquel Freire despediu-se ontem.

Ontem de manhã foi a vez de Pedro Rosa Mendes fazer a sua última crónica! Começa longe, na evocação do seu recente livro sobre o Cambodja dos Khmers Vermelhos, para chegar aqui bem perto, ao estado a que isto chegou: "... Por junto, uma cultura mesquinha em que não há ninguém que diga aquilo que todos sabem, mas que todos devem calar...

Uma terra onde finalmente se instalou o medo e uma noção puramente alimentar da dignidade individual, traduza-se: está caladinho para guardares o trabalhinho."

Ver a noticia em pormenor clicando aqui

Nota de Bancada Directa: ficamos revoltados porque não nos pediram a nossa opinião para o afastamento deste jornalista.

Mas para nos sacarem mensalmente a minha taxa de audiovisual sem a minha autorização para estes saneadores sobreviverem, isso já sabem fazer....

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Fragmentos e Opinioes. Os nossos cronistas dizem de sua justiça. Luis Pessoa analisa os momentos politicos actuais.

Fragmentos e Opiniões
Luis Pessoa diz de sua justiça
Afinal o que é que nós precisamos e estes governantes nos estão dar?
Texto integral da crónica

O QUE MAIS PRECISAMOS NESTE MOMENTO
Afinal, o que mais precisamos nós, portugueses, neste momento?

A resposta é de uma simplicidade atroz: Precisamos de correr com este (des) governo e com este presidente da república!

Nunca, em toda a nossa história, tivemos um presidente tão mau, tão negativo, tão impróprio para consumo, como o actual! Já lhe chamámos, em outras ocasiões, um enorme erro de “casting”, que os cidadãos engoliram, com a capa de uma sapiência que parece não ter e uma ponderação e calma, que nunca teve. Este homem, que afirmou um dia que nunca se enganava e raramente tinha dúvidas, parece terem-se, finalmente, dissipado todas as dúvidas que existiam. Ele não serve, nunca serviu e jamais servirá!

Foi o grande responsável pela situação actual, desde os tempos dourados em que foi o primeiro-ministro do betão e da destruição de todos os pilares da nossa economia (mesmo que arcaica). Foi o tempo da alienação de licenças de pesca, de barcos, da marinha mercante, da agricultura, tudo se trocou por mais uns quilómetros de betão, por mais uma obra megalómana, por mais uns euritos. Mesmo a chamada formação profissional, que deveria ser essencial para aumentar as competências, foi uma enorme oportunidade de negócios chorudos para uns tantos, que nunca responderam efectivamente pelos desvios de verbas e pelas falsas formações. Tudo se branqueou e é só olharmos para o futuro de quase todos os seus próximos, para ficarmos completamente esclarecidos: Rendeiro, Duarte Lima, Dias Loureiro, etc.

E, se foi mau como primeiro-ministro, que se dirá dele como presidente? Um presidente é o detentor da “bomba atómica”, que é a dissolução da Assembleia da República e, como tal, do governo. Deve ser o garante da Constituição e, tal como o próprio Cavaco agora afirma, mas não pratica, deve ser o provedor dos cidadãos e o seu último recurso contra os opressores e os confiscadores. Nada disso se pode encontrar em Cavaco. A ele, é escusado recorrer, é escusado pedir ajuda, é escusado exigir que cumpra a sua missão.

Não cumpriu com o governo de Sócrates, que deixou ir até ao fim da linha (na sua óptica), para depois vir dizer que se fartou de alertar e que sabia que não ia a lado nenhum e mais não sei o quê. Um Presidente actua, não deixa chegar à derrocada para depois dizer: Eu tinha razão! Eu tinha razão! Quem assim age, quando o que está em jogo é o bem-estar e mesmo a sobrevivências dos cidadãos, não merece qualquer desculpa, nem sequer merece o lugar que ocupa.

Também não cumpriu nem cumpre com Passos Coelho, que devia ter demitido imediatamente, logo que ele agiu completamente ao contrário daquilo que apresentou como programa para conseguir ser eleito, com o primeiro-ministro a falar olhos nos olhos aos portugueses em campanha, com uma falsa seriedade com que disfarçou a mais completa ignorância e incompetência (para não dizer maldade), para logo mudar de discurso e de actuação assim que se apanhou eleito. Um Presidente da República efectivo, jamais toleraria isso.

O insuspeito Correio da Manhã refere hoje, em notícias separadas:
- Que Portugal é o campeão das desigualdades, quer em relação aos seus parceiros europeus, quer entre os cidadãos das diversas regiões do país. Nada que já não soubéssemos, mas que é bom recordarmos sempre;
- Que Passos Coelho reafirmou que não pedirá mais nenhum resgate nem alargamento dos prazos, porque para ele, estamos no rumo certo e vamos conseguir (não se sabe o quê, mas também não parece interessar para nada);
- Que António Saraiva, o homem da CIP refere que "não admito a saída do euro, da mesma maneira que tenho certo para mim que vamos ter necessidade de renegociar as condições, prazos ou montantes que negociámos com os organismos internacionais, a chamada 'troika'"!
Este é um país em que o presidente se queixa que não consegue pagar as contas com os mais de 10 mil euros mês que recebe, mesmo sem explicar o que fez aos lucros das acções que o seu amigo Rendeiro lhe safou antes da derrocada do BPN, fazendo com que se organize uma onda de solidariedade para o ajudar; em que um primeiro-ministro procura dar cabo dos cidadãos do seu país, para agradar aos banqueiros internacionais, empobrecendo-os e expropriando-lhes as fontes de rendimento, só para fingir que é muito cumpridor (para os grandes, à custa de não cumprir as suas obrigações para com os mais pequenos, que quer e faz questão em condenar à miséria confiscando rendimentos a quem ganha mais de 600 euros por mês!); em que um governo aposta tudo na destruição económica e social, provocando encerramento de empresas e despedimento em massa, para cumprir critérios inúteis, negando as evidências a que todos já chegaram, até o líder da CIP; em que um governo tem o atrevimento de passar o tempo a falar das exportações, quando nada há para exportar, para além dos popós da Auto-Europa, que não são nossos, dos produtos que já exportávamos e mais umas tretas com que queremos competir com os chineses e para isso temos de baixar salários, certamente até à malga de arroz por dia!; em que um governo assiste impávido e sereno ao abandono das universidades por alunos que não podem pagar os estudos; em que o governo fala, fala, fala de economia, de finanças, de empresários e de juros, de sistemas financeiros, de financiamentos de bancos, mas não tem UMA PALAVRA para os cidadãos, não tem UMA SÓ MEDIDA para impedir os bancos de caírem sobre os cidadãos que sempre foram cumpridores, mas deixaram de o ser por terem os seus rendimentos confiscados pelo Estado, deixando-os completamente nas mãos daqueles que já estariam extintos se não fosse o confisco dos rendimentos dos que vão ser suas vítimas; em que um governo despreza e condena ao abandono os cidadãos para quem deveria governar.

Perante tudo isto, o mínimo que se pode exigir é que desapareçam, presidente e primeiro-ministro, com todo o elenco governativo, para ver se ainda é possível haver algum futuro para este país.

Se o Cavaco e o Coelho, mais o Álvaro e o Gaspar, já agora com o Portas e outros saírem dos seus gabinetes, recém-decorados e com ar condicionado e puderem largar por alguns momentos os carrões que todos pagamos e forem dar uma volta, nem precisam de ir muito longe nem de irem a bairros problemáticos ou a zonas esconsas, basta irem à Estação do Oriente, emblema das grandezas de governantes megalómanos e verem onde dormem dezenas de sem-abrigo, cada vez mais, ou forem a certos locais que não podemos divulgar aqui porque nos pediram, onde estão a residir famílias inteiras, atiradas para fora de suas casas por falta de pagamento de empréstimos e rendas, por desemprego ou pelo roubo dos salários, se eles fizerem isso, se lá forem, certamente que imediatamente se demitirão, porque terão a exacta medida de todo o mal que estão a fazer às pessoas.

Por isso mesmo é que nenhum sai à rua! Nem o Paulo das feiras, aquele que bramava contra os impostos e contra a asfixia do Povo, que dizia ao Sócrates, olhos nos olhos, como só ele gostava de dizer, que o PEC 4 era terrível, era excessivo, dava cabo das pessoas, dos cidadãos, que ninguém suportava mais austeridade, mais impostos… Ó Paulo, como estão distantes esses tempos! Como a coluna vertebral é difícil de manter direita…
Se existir um deus, se existir, como vai esta gente apresentar-se? Com uma corda ao pescoço, como um tal Moniz fez, em tempos, para honrar a sua palavra?

Luís Pessoa
Marinhais, 2012.01.24


Quem ajuda os pobres ajuda Deus

Senhores e senhores!
Um centimo não vos custa nada a desembolsar do vosso bolso.
Ajudem os pobrezinhos.
Quem dá aos pobres empresta a Deus

Senhoras e senhores!
Façam tudo o que estiver ao vosso alcance para que imagens destas não se vejam!.....

Se votaram em consciencia, não se arrependam! Errar é humano
Mas deixem a pessoa continuar no seu lugar. A sua saída não vinha remediar nada. E não caiam em brejeirices. Frases infelizes todos nós temos.

O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina. A rouquidão numa pessoa é difícil de suportar.

O saber não ocupa lugar.

Temas de Medicina.

A rouquidão numa pessoa é difícil de suportar.

A rouquidão pode caracterizar fadistas castiços ou rockers da pesada….Mas para a generalidade das pessoas, quer dizer irritação da voz. Por isso é preciso ter muita atenção e inevitável cuidado para que a nossa voz não doa.

Quando algo não funciona bem na laringe, a voz fica rouca. A laringe é um conjunto de cartilagens, músculos e membranas mucosas que acomoda as cordas vocais. Se observadas de cima, as cordas direita e esquerda apresentam-se como uma estrutura em forma de V, que abre para a traqueia. No fundo da traqueia. De cada lado, cada corda vocal está ligada a uma pequena cartilagem – a cartilagem aritenóide, á qual estão igualmente ligados pequenos músculos.
O controlo desses músculos é efectuado por dois ramos do nervo vago: o nervo laríngico recorrente e o nervo laríngico superior. Estes dois ramos são muto vulneráveis a ferimentos causados por pancadas, cirurgias ou outras causas. Se tal acontece, pode ocorrer a paralisia das cordas vocais, o que leva à rouquidão e outros sintomas associados a problemas do nervo laríngico.

A fonação é um processo complexo que produz o som da fala – as cordas vocais juntam-se no centro da laringe por intermédio dos músculos ligados às cartilagens aritenóides.

Assim, em condições normais, as cordas vocais abem e fecham-se suavemente, formando sons através dos seus movimentos vibratórios, mas quando o ar se escapa entre as ditas cordas vocais, a voz ressente-se. Assim, as cordas vocais são sujeitas a forças elevadas pelo que são vulneráveis ao uso excessivo ou inadequado da voz.
Os factores que originam essa disfunção variam. Por exemplo, falar ou cantar muito alto ou por muito tempo pode resultar numa laringite, situação em que as cordas vocais ficam inflamadas ou irritadas e incham, provocando a inevitável rouquidão. O excesso frequente do uso das cordas vocais pode provocar danos ou a aparição de nódulos nas cordas vocais, o que provoca rouquidão. Em suma, cansaço concreto. Mas também uma doença como uma simples constipação pode originar uma laringite.

O abuso das cordas vocais pode estar na origem do desenvolvimento de pólipos – pequenas excrescências na membrana mucosa – que interferem no movimento normal das cordas vocais, provocando rouquidão.

Fumar pode dar azo a uma inflamação crónica das cordas vocais, mas também à formação de nódulos que poderão, em alguns casos tornar-se cancerígenos. Daí que um fumador com rouquidão permanente deva consultar um médico para afastar situações mais complicadas.
Outra causa da rouquidão poderá ser a subida do ácido estômago, por vezes até à boca, irritando tudo no seu caminho, incluindo as cordas vocais.

Quando a rouquidão se prolonga para lá de duas ou três semanas, há que consultar um médico, e o mesmo devemos fazer quando a rouquidão surge associada a hemorragias, dificuldade em engolir, respirar ou se se detecta algum nódulo estranho na garganta

Neste caso, o tempo escasseia, pois a voz rouca pode sinalizar algo mais grave, incluindo o cancro da laringe.

Nas afecções ligeiras provocadas pelo cansaço ou infecções respiratórias, o descanso é o único tratamento necessário. Quando surgem pólipos, a respectivas extracção resolve o problema, e se resulta de um afrouxamento das cordas vocais, uma intervenção cirúrgica pode torná-las mais tensas

Recomendações
a) Evite o fumo do tabaco
b) Evite falar muito alto e durante muito tempo
c) Evite álcool e a cafeína, que desidratam o organismo, tornando a garganta mais seca
d) Evite as comidas muito picantes
e) Evite cochichar que exige ainda maior força das cordas vocais do que a fala normal
f) Inale vapor durante alguns minutos antes de se deitar. Enquanto estiver a dormir, faça funcionar um humidificador no seu quarto.
g) Chupe rebuçados, de preferência sem açúcar, gargareje com água salgada ou masque uma pastilha para manter a garganta húmida
h) Evite clarificar a garganta e pigarrear, porque provoca vibrações anormais das cordas vocais, ao mesmo tempo que pode aumentar um eventual inchaço.

Obrigado Pela Sua Visita !