BANCADA DIRECTA: 2011

sábado, 31 de dezembro de 2011

FELIZ ANO 2012 A TODOS....

Último dia do ano de 2011. Uma conclusão concreta: Tu é que tens de emigrar, não somos nós…….




Cantar de Emigração, com letra da poeta galega Rosalia de Castro e música de José Niza, foi um verdadeiro hino de resistência em homenagem aos que sofreram as agruras dos caminhos enviezados da emigração.

Da Emigração à Ausência de Políticas Credíveis



No ano que agora termina, saíram de Portugal 100.000 cidadãos em busca de melhores meios de sobrevivência e a emigração, de mera possibilidade, passou a cenário de uma realidade sombria que paira, de facto!, sobre o país (ler aqui), apesar dos evidentes prejuízos que o facto arrasta para a economia e a sustentabilidade social portuguesa!... é por isso completamente absurda, inusitada e despropositada a condescendência (para não dizer, incentivo!) à emigração que muitos dos escolhidos pelos eleitores para o exercício governamental, têm vindo a fazer, trocando a política por um senso-comum que revela, não só pouca sensatez, mas, também, o contrariar da prioridade que a escolha democrática supostamente implicaria, a saber: um eficaz empenhamento na criação e apresentação de soluções capazes de promover o crescimento endógeno nacional... e se é verdade que, também em 2006, emigraram 100 mil pessoas deste pequeno território que é o nosso, podemos dizer que a ostracização dos cidadãos é o que a política económica nacional entende por sustentabilidade do tecido social e política demográfica!... Qualquer que seja a justificação e a interpretação dos dados, a verdade é que o esvaziamento do país, tem custos de que a História dificilmente recupera (veja-se, para se não ir mais longe, o caso do Alentejo)... É, por isso, importante relembrar a urgência da seriedade nas propostas e no entendimento do momento que atravessamos e que requer, antes de mais, sentido de responsabilidade social - até porque, não sei se repararam! mas, de soluções fáceis, "está o inferno cheio"!!!

Este texto é da nossa amiga Drª Ana Paula Fitas

O Teatro no Bancada Directa. Anexo ao "No Palco da Saudade" recordando José Viana.

Adeus velho ano de 2011. E isto é uma questão de ser um “Reveillon” ou “Passagem de Ano”.

Adeus velho ano de 2011. E isto é uma questão de ser um “Reveillon” ou “Passagem de Ano”.

As noites de 31 de Dezembro de qualquer ano são sempre comemoradas com alegria e tudo o que gira à volta de uma boa mesa e de uma boa dança. Comemorações em espaços interiores, para se obterem receitas para quem tão necessitado anda. Já no exterior o fogo de artifício é rei e senhor.

As duas imagens deste post podiam ser muito bem numa das estradas da Holanda, ( zona de Overveen ou Haarlem, por exemplo), pois a noite de Reveillon comemora-se em doses industriais por tudo quanto seja hotel, agremiações desportivas e culturais, até qualquer restaurante, snack ou pub também realizam essas manifestações de adeus ao ano velho e saudações para o ano que aí vem. É outro nível de vida que por lá assentou arraiais.


Holanda. Amsterdam. Kalverstraat. Espaço comercial de nome "Reveillon"


Mas as duas fotos de cima são de Portugal, mais concretamente em Sintra, localidade de Santa Suzana/Pobral.

Mas há um facto curioso: é que uma das faixas tem a palavra Reveillon correctamente grafada, mas no lado contrário há um i a mais. Sabe-se que a palavra é francesa (julgo eu, segundo me ensinaram no secundário – origem no verbo transitivo ou reflexo “reveiller”). Claro que foi distracção do escriba lá da terra.

Mas se acontece que alguém do Alto Minho que tenha o costume de atravessar o V com o B o resultado é perigoso e seria assim: Vamos lá porque nesta noite vai haver “Rebelhion”.

Deus me livre. Para desilusão já bastou o 25 de Abril, onde muito se prometeu e nada se cumpriu para mal dos meus pecados.


fotos Bancada Directa

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A primeira baixa. Não estou a falar do Ruben Amorim e nem do Enzo Perez. Falo sim da Directora Geral do Orçamento

Não me venham cá com conversas. Foi mesmo por questões politicas.....

A directora-geral do Orçamento apresentou a demissão ao ministro das Finanças. Maria Eugénia Pires apresentou a demissão ao ministro das Finanças por divergências políticas, noticia o Diário Económico.

A principal razão invocada para bater com a porta foi a decisão do Governo de acabar com o sistema de controlo trimestral da despesa pública.

Este foi um dos instrumentos criados pelo ex-ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, para reforçar as garantias da redução do défice.

Maria Eugénia Pires foi nomeada em Maio de 2010 para o cargo por Luís Morais Sarmento que hoje é secretário de Estado do Orçamento de Vítor Gaspar.

Antes era adjunta do secretário de Estado do Orçamento do Governo socialista Emanuel dos Santos.

Mestre em Financial Economics pela University of London, Eugénia Pires integrou os quadros do ministério das Finanças após mais de uma década a trabalhar em Moçambique.

A directora-geral do Orçamento deixará o cargo na próxima semana

Ver a noticia em pormenor aqui

Portugal: Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é Fado!

Portugal: Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é Fado!

Esta é a verdade, sob o ponto de vista dos franceses: Si tout le monde sait qu´est le fado, peu se rendent commpte de ce qu íl représent aujourd´hui au Portugal


Portugal : Villages fantômes et fado

Si tout le monde sait ce qu'est le fado, peu se rende compte de ce qu'il représente aujourd'hui au Portugal.

Ces dernières années, le genre connait une vogue sans précédent et le public s'est élargi et diversifié pour atteindre tous les âges et toutes les classes sociales.

Les thèmes classiques du fado sont l'exil, le vague à l'âme, les misères du quotidien : on aurait pu penser qu'il se nourrissait de la crise mais ce n'est pas tout à fait ça.


Car le fado représente aujourd'hui l'identité et l'unité des portugais. Une prouesse dans un pays où la république n'a que cent ans et qui a connu la dictature il y a à peine 40 ans.

Le fado est un genre qui a été récupéré tant par les fascistes que par les opposants au régime de Salazar.

Aujourd'hui le pays entier se retrouve dans cette musique.

C'est ça la vraie influence de la crise sur le fado.

Reportagem feita ao vivo em Lisboa por Yannick Cador









Nota de Bancada Directa
Esta reportagem foi realizada em Janeiro de 2011. Posteriormente o Fado ganhou o titulo de "Património Mundial Imaterial da Humanidade concedido pela UNESCO

Mas a pergunta feita pelos franceses subsiste: Este titulo alterou alguma coisa no conceito generalizado que se tem pelo Fado?

O Janeiro que aí vem dos pobrezinhos.

Claro que os ricos deste país, que por aí grassam em grandes quantidades e indiferentes ao que o povo anda a sofrer, já nem paciencia têm para estes cantares que traduziam as tradições mais simplistas das gentes lusas.

E quando no meio do frio do Janeiro que aí vem estes grupos assumarem às portas da gente há que bem atendê-los e reconfortá-los.

Mas não pensem em Belém por favor.......




quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Adeus 2011. Mas houve quem me fizesse rir, pelo que disse e não manteve.

O melhor de Passos Coelho em 2011

A naftalina revisitada

Para alguns esta naftalina ainda não fez desaparecer o conceito de sacrificios e de liberdades. Sem equidade, naturalmente......

Não está em causa os sacrificios de outrora nem a figura do Marcelo

Agora fia mais fino. Evoluções economicistas negativas são o que são. E eles idem idem, aspas, aspas......

Agradecimento ao "Carta a Garcia".

Noticias do desporto por terras aveirenses

Aveiro. Terra de desporto



Agradecimento ao nosso amigo Pedro Neves

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Agora é que o “bailinho” vai começar! E acabou-se “esta linda brincadeira”. As mordomias voaram e apareceram os “sacrifícios”.

Agora é que o “bailinho” vai começar! E acabou-se “esta linda brincadeira”. As mordomias voaram e apareceram os “sacrifícios”.
O país assistiu ontem, incrédulo, a mais uma actuação de Alberto João Jardim. O presidente do Governo da Madeira anunciou um verdadeiro choque fiscal para a região – um plano de austeridade, provavelmente, mais duro (o que não é verdade) do que aquele que é conhecido para o Continente – com a leveza de quem agora chegou. Mas no seu discurso dá a entender que a Madeira não perdeu a sua autonomia, mas os factos e as condições mostram o contrario. Alberto João já não pode fazer o que quer. Tem de se sujeitar às orientações do Governo da Republica. E adeus inaugurações a granel.

A realidade é, sempre, mais dura, mais resistente, mais teimosa do que o melhor dos discursos, a melhor das comunicações. Alberto João Jardim não só levou a Madeira para uma situação de protectorado - em que a autonomia regional é apenas um eufemismo - como vai ter de governar em austeridade, o que não deixa de ser um castigo irónico.
Nunca houve qualquer duvida que o povo madeirense gostava e gosta de Alberto João. O desenvolvimento da ilha, fora do normal nos tempos de crise que eram normais nos últimos anos levavam o povo a crer que as finanças da Madeira eram conotadas com um poço sem fundo. E o povo andava contente quando contemplava a grandiosidade daquelas auto estradas, daqueles viadutos enormes e túneis eficientes. Alberto João ocultava habilmente as dividas que ia fazendo, sem possibilidades de as pagar (segundo dizia era só para chatear o Sócrates). O povo continuava contente e quando podia dava largas ao seu “bailinho”. E quando Teixeira dos Santos achou que a situação já era incomportável para o erário público e teve a coragem de dizer não, foi o bom e o bonito. Tribunal com este malandro.

A partir de agora o “bailinho” vai começar, mas com outra música e outros passos de dança. Agora, Jardim vai viver outra realidade, ou melhor, a realidade. Porque os seus eleitores vão sofrer já a partir do próximo ano um agravamento fiscal sem paralelo, mesmo comparando com as medidas de austeridade que estão previstas para o Continente nos próximos dois anos. Porque o ajustamento tem de produzir efeitos visíveis já em 2012 e porque se um dos males do País é a dependência do Estado, na Madeira só existe governo regional. Mas não vai ter os meios, o orçamento, para compensar estes impactos que, infelizmente, obrigarão a um empobrecimento brutal da região. Só o IVA aumenta seis pontos em apenas um ano.
O plano - que ainda não se conhece em toda a sua extensão - não é mau nem bom, é o possível, diz Alberto João Jardim. Também não é isso, é o plano necessário para garantir que os desvarios da Madeira são pagos pelos madeirenses, como prometeu o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.

Bilhete Postal. Amsterdam



Amsterdam. Canal da Luz Vermelha

Foi só um pulinho praticamente de ida e volta.

Frio, muito frio.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

"Crime das Escadinhas dos Baldaques". Novela colectiva da autoria do Detective Tempicos e Companhia. 6º episodio "A Morte do Ressuscitado".

"Crime das Escadinhas dos Baldaques" Novela colectiva da autoria do Detective Tempicos e Companhia. Inspector Boavida escreve o episódio de hoje. 6ª ou 7º não interessa.

VI Capítulo

A MORTE DO RESSUSCITADO

Autor: Inspector Boavida

«Então, não queres a injecçãozinha?!» – aquela insidiosa oferta de Fafá veio mesmo a calhar. Salvattore estava de rastos, a necessitar de um complexo vitamínico que o preparasse para o devir. Os últimos dias tinham sido arrasantes. Primeiro foi a ida de Zeca Maluco para o Banco de Urgências com a cachola rachada; depois a morte deste e a sua estranha ressuscitação; e agora a morte do ucraniano Adrianov, que sucumbiu numa cama do “São José” para onde fora levado após ter sido encontrado inanimado junto ao corpo do morto-ressuscitado. Mas se os últimos dias tinham sido esgotantes, os próximos prometiam ser muito exigentes. E Fafá podia ajudá-lo a renovar energias. De seringa em punho, ela quase nem deu tempo a que baixasse as calças. Enquanto isso o rafeiro Trucas alçou a pata e marcou território na perna direita de Salvattore.

Só faltava esta do cão a alçar a perna na perna do Salvattore

A energia voltou ao corpo cansado de Salvattore. Começou a sentir uns estranhos calores pela espinha acima, o que animou Fafá. Que rico remédio! Depois de pagar com o corpo o servicinho da enfermeira, ele correu o prédio de alto a baixo. Só escapou a Katinha, que tinha a porta fechada a sete chaves. No primeiro esquerdo, Novena e o velho Carvalho tinham saído para a missa das dez, deixando a D. Espineta sozinha em casa, e foi o bom e o bonito! No último andar, foi um “ver-se-te-avias” que meteu gritos, ais e uis que se ouviram distintamente no rés-do-chão, onde a ucraniana Trioska chorava desesperadamente a morte de Adrianov. E apesar desta manhã super-agitada, quando a noite chegou, Salvattore ainda estava pronto para mais uma aventura dançante nos braços de uma qualquer mulher que quisesse voar com ele até às estrelas.

Indiferente aos dramas que se vivem no velho condomínio conhecido como a colmeia dos loucos, da vizinha Escadinha dos Baldaques, a União Musical continua a organizar as suas famosas e muito badaladas soirées dançantes que animam jovens e velhos do Alto do Pina. Salvattore não perde um pé de dança. E lá está ele, rodopiando enroscado na barwoman Marilete, dengosa e derretida que nem manteiga ao sol dos trópicos, convencida de que tem o dançarino-poeta no papo. De súbito, tudo pára. A fogosa Katinha, que parece ter escapado às amarras do inefável Tempicos, acaba de entrar no Clube. Teme-se o pior. A Marilete, que em tempos teve um affair de caixão à cova com Mendinho, ainda deita um olhar ameaçador à rival, mas tudo não passa de pólvora seca. O duelo termina ali. Segue-se a dança apache, com Katinha nos braços de Salvattore.
Salvattore e Katinha esmeravam-se na dança apache

Katinha avança bamboleante, de mãos firmes nos quadris, sorriso malicioso nos lábios e de olhar doce, quente e sexual. Salvattore segue ao seu encontro, de ar duro, determinado e machão, mas ao mesmo tempo apaixonado e sensual. Ela assume um ar frágil de gata desprotegida e sem dono, com requebros febris de fêmea com cio, pronta a ser levada à força bruta por qualquer gigolô sem escrúpulos. Forma-se uma grande roda em torno do par. Salvattore segreda algo aos ouvidos de Katinha, provocando-lhe uma frase imperceptível que mais parece um gemido. Num gesto brusco, ele agarra-a pela cintura, puxa-a contra si e rouba-lhe um beijo violento; ela simula sofrimento físico, mas arfa com nítido gozo. Os aplausos não tardam. Toda a gente vibra com o casal. Toda a gente… menos o detective Tempicos, que acabara de chegar.

Esbaforido, chispando pragas pelos olhos, o velho investigador arranca dos braços do par a sua protegida, a sua “querida afilhada”, como ele a designa, e puxa-a pelos cabelos para fora do Clube. Já na rua, de olhos esbugalhados, desata aos berros com ela: «Vadia, cabra, galdéria, és igual à tua mãe. Mas eu ensino-me, nem que para isso tenha que fazer o mesmo que fiz a ela». E arrasta-a. Na correria forçada, levada pela mão férrea do homem que a aprisiona a uma vida que não quer, Katinha perde um dos seus sapatos. Ainda tenta apanhá-lo do chão, mas a força bruta do sequestrador que a arrasta não o permite. Pelo caminho, já a chegar às Escadinhas dos Baldaques, Katinha tenta escapar-se por uma última vez, mas não tem energia para tanto. Ela ainda grita: «Largue-me, ordinário, seu sabujo, seu… seu… seu…». Não consegue acabar a frase.

No bar do Clube, Salvattore afoga a sua raiva na vigésima mini. Mendinho, acabado de dirigir mais um ensaio da nova versão de “O Pai Tirano”, da autoria do poeta-dançante, que subirá a cena com o título de “O Padrinho Tirano” parodiando uma figura muito conhecida do bairro, ainda tenta convencê-lo a ir para casa, mas sem sucesso. Ao reparar no olhar tentador de Marilene, Mendinho não se demora nem mais um minuto e foge em direcção à colmeia dos loucos. Meio enfrascado, Salvattore não tarda muito a seguir-lhe o exemplo. Cambaleando, lá vai ele rua abaixo. Detém-se a meio do caminho. Na berma do passeio, encontra um pequeno sapato de mulher. Não tem dúvidas: o sapatinho pertence à sua querida Katinha. Chegado ao prédio onde mora, segura no sapato como se fosse um microfone e começa a cantar alto e bom som.
Katinha, minha musa amada,
Perdeste o pé pela calçada.
Mas eu encontrei-o, Cinderela.
Vem, meu amor, vem à janela!

Uma caixa de seringas vazia voa até aos seus pés. Um búzio em muito mau estado e uma pedra de cristal lascada quase o atingem na cabeça, mas Salvattore não se cala.

Pelo cheiro, este sapato é teu.
Sou o teu príncipe, amor meu.
Não tenho coroa nem manto,
Mas, amor, eu quero-te tanto.

Katinha/Cinderela, versão Inspector Boavida para o Salvatore

«E eu quero-te é daí para fora, meu paspalho» – grita o enraivecido Tempicos, que assomou à janela. «Isto não são horas para serenatas, minha besta» – rosna o Zeca Maluco de uma janela das águas furtadas. «Deixai dormir os filhos do Senhor, servos do demónio» – pragueja Novena da varanda do seu quarto. «Vai trabalhar, malandro, que já não posso ouvir os teus versos de pé quebrado. Ou te calas ou quebro-te um vaso no toutiço – grita Arnezinha. E quase toda a gente que habita na colmeia vem às respectivas janelas munida de sacos com os mais diversos dejectos. De súbito, falta a luz nas Escadinhas dos Baldaques e começa a ouvir-se o Tango dos Barbudos. Cerca de três minutos depois faz-se silêncio e a luz volta. Aos pés de Salvattore jaz um corpo. O ressuscitado Zeca Maluco morrera “de novo”, agora atingido por um tiro nas costas.

O detective Tempicos diz não ter dúvidas de que se trata de um homicídio por mimetismo (acho que é assim que se escreve, com um “m” na segunda sílaba…). Segundo ele, o assassino inspirara-se num célebre problema escrito por Luciano brasileiro/português de Olhão, publicado numa secção policial que o jornal Público dá à estampa todos os domingos. Mendinho alvitra que alguém vá a Varginha falar com o autor do problema. Salvattore grita logo: «Vou eu, vou eu. Varginhas é comigo!». Katinha sorri e desculpa-o: «Não liguem. O pobre está bêbedo». Tempicos intervém de novo: «Qual Varginha, qual carapuça. Daqui não sai ninguém, enquanto não chegar a polícia». E continua: «Isto não é normal. Primeiro o Zeca aparece desfalecido, morre durante umas horas, depois ressuscita e agora morre de morte matada?! Nã!!!».

Então, não vai a injecçãozinha? Salvattore estava de rastos. Não era por causa de dar ou levar a injecção, mas sim porque o pestilento cheiro a chi-chi de cão que ainda morava na sua perna deixava-o nauseado




Algo de estranho se passa na colmeia dos loucos – disso ninguém tem dúvidas. E se dúvidas existem de que ali há mistério, elas são dissipadas pela notícia que chega na voz da enfermeira Fafá: «este foi-se com um tiro e o ucraniano de uma figa morreu envenenado!» Mas como é que ela sabe as causas da morte de Adrianov, se a própria Trioska nada sabe e a autópsia ao corpo do infeliz ainda não fora realizada? Estas e muitas outras interrogações bailam na cabeça de Tempicos: «O Zeca foi atingido nas costas, quando se encontrava a uma janela do último piso do prédio; logo, quem o matou mora no mesmo piso e, talvez, na mesma casa. E aí habitam Arnezinha, o seu quase sempre ausente maridinho e o mago Fanfona. Mas que relações existem entre estes e a menina Fafá? Sim, porque a maluquinha das injecções está metida nisto!».

Inspector Boavida
21 de Dezembro de 2011


Retrospectivas: 1º capitulo. Clicar aqui

Retrospectivas: 2º capitulo. Clicar aqui

Retrospectivas: 3º capitulo. Clicar aqui

Retrospectivas: 3º capitulo (anexo). Clicar aqui

Retrospectivas: 4º capitulo. Clicar aqui



Retrospectivas: 4º capitulo (anexo). Clicar aqui



Retrospectivas: 5º capitulo. Clicar aqui

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O Teatro no Bancada Directa. Salvador Santos coordena e apresenta a rubrica “No Palco da Saudade”. Hoje recordamos José Viana, um grande actor!

In memorian
José Maria Viana Dionísio nasceu em Lisboa a 6 de Dezembro de 1922 e faleceu nesta mesma cidade em 8 de Janeiro de 2003, Foi um actor português, de teatro de revista, cinema e televisão
O Teatro no Bancada Directa. Salvador Santos coordena e apresenta a rubrica “No Palco da Saudade”. Hoje recordamos José Viana, um grande actor!

No Palco da Saudade

Uma rubrica de Salvador Santos

JOSÉ VIANA

Ele começou por ser desenhador, pintor, cenógrafo e… cantor. Ainda muito jovem, os seus desenhos foram impressos em diversas publicações. Tinha apenas treze anos quando desenhou para o jornal infantil “O Senhor Doutor”. Um pouco mais tarde, prestou colaboração também como desenhador no suplemento Pim-Pam-Pum do jornal “O Século” e na revista “O Papagaio”, ao mesmo tempo que foi acumulando empregos como retocador de carimbos e publicista, enquanto, aos fins-de-semana, percorria as colectividades de cultura e recreio dos bairros de Lisboa como vocalista de conjuntos musicais que animavam os salões de festa com música de sua preferência, que ia desde o velho Swing ao sempre novo Jazz. Chamava-se então… Viana Dionísio!

Nessa altura, a pintura já tinha tomado conta de boa parte dos seus tempos livres, tendo exibido pela primeira vez algumas das suas obras na II Exposição Geral de Artes Plásticas da Sociedade Nacional de Belas Artes, ao lado de trabalhos assinados por artistas como Abel Salazar, Júlio Pomar, João Abel Manta, Marcelino Vespeira, Sá Nogueira e Lima de Freitas. Mas a sua paixão era a arte de representar, razão por que passou a frequentar a Sociedade Guilherme Cossoul, onde militavam os jovens actores amadores Raul Solnado, Varela Silva e Jacinto Ramos. E foi aí que nasceu o actor José… Dionísio. “O Auto do Curandeiro” de António Aleixo e “O Pedido de Casamento” de Anton Tchekhov, foram as primeiras peças que representou.
José (ainda) Dionísio tomou o gosto pelos palcos e passado pouco tempo estava no Teatro Apolo a representar “Um Chapéu de Palha de Itália”, ao lado de Armando Cortez. Porém, a crítica foi arrasadora e o actor decidiu fazer uma pausa de dois anos, aproveitando para aperfeiçoar as técnicas de representação. O regresso do actor aconteceu no Parque Mayer na revista “Lisboa é Coisa Boa”, já como José Viana. Passou depois pelo Teatro Sá da Bandeira, no Porto, onde substituiu um dos maiores nomes do teatro musicado português, Estevão Amarante, na revista “Porto é Porto!”. E quatro anos depois, quando todos lhe auguravam uma fulgurante carreira, o actor decide fazer uma nova pausa. Fixa-se em Angola e dedica-se por inteiro à pintura.

Foi como artista plástico e não como actor que José Viana se estreou na televisão, depois de regressar de Angola, em 1958, com “Riscos e Gatafunhos”, um programa de carácter didáctico que pretendia estimular nas crianças o gosto pelo desenho e pela criatividade. A sua colaboração na televisão estender-se-ia a outros registos, desde a participação em programas de variedades à animação de concursos ou à apresentação de festivais da canção e, claro está, à interpretação de peças de teatro, entre as quais se destacam “A Visita da Velha Senhora” de Durrenmatt e “Dulcineia ou a Última Aventura de D. Quixote” de Carlos Selvagem, ambas dirigidas pelo encenador e realizador Artur Ramos, e “Topaze” de Achard com direcção de Oliveira e Costa.


No cinema, José Viana teve pequenas participações em filmes como “Cerro dos Enforcados” de Fernando Garcia ou “Perdeu-se um Marido” de Henrique Campos, mas é em “O Recado” de José Fonseca e Costa, em “A Fuga” de Luís Filipe Rocha, em “A Ilha” de Joaquim Leitão e em “Fim do Mundo” de João Mário Grilo que se reconhece o seu talento.

Porém, é no teatro que o actor ganha notoriedade, conquistando um lugar de destaque nos palcos da revista a partir de 1959, como actor, encenador e autor. Escreve nesse ano a sua primeira revista em parceria com Nelson de Barros (“Mulheres à Vista”), onde se destaca como intérprete da rábula “Inimigo de Lisboa”. E a sua primeira revista como encenador acontece em 1963 (“Elas São o Espectáculo”), onde regista outro grande sucesso como actor na rábula “Embaixador do Fado”.

Nas suas andanças pelos palcos, José Viana apaixonou-se por uma actriz brasileira, Juju Baptista, que lhe deu uma filha, Maria – que foi também actriz e hoje em dia desenvolve actividade como cantora de Jazz. Passados alguns anos, o actor conheceu a actriz Dora Leal, com quem formou dupla no palco e na vida, resistindo a todos os contratempos e contrariedades. As convicções ideológicas do actor, que cedo descobriu a política lendo às escondidas o jornal “Avante”, provocaram alguns anti-corpos junto dos empresários e de uma parte da classe teatral, no período pós-Revolução de Abril, que aos poucos foram afastando dos palcos este extraordinário actor de revista, de quem guardamos na memória êxitos como “Carlos dos Jornais”, “Zé Cacilheiro”, “Catedrático do Fado”, “Sinaleiro da Liberdade” ou “Miss Chalada”.


Grande como actor, excelente como pintor. Esta tela esteve em exposição nos Recreios da Amadora, mostra que teve grande sucesso. Cremos ser um auto-retrato de José Viana, segundo se depreende das palavras de uma das suas netas.

Nos últimos vinte anos da sua vida, José Viana dedicou-se quase exclusivamente à pintura, estando a sua obra representada na Fundação Gulbenkian, no Museu de Angola, nas Câmaras Municipais de Benguela, Lobito e Oeiras e em inúmeras colecções particulares

O actor, encenador e pintor José Viana/Viana Dionísio morreu no dia 8 de Janeiro de 2003, na sequência de um estúpido acidente de viação. Tinha oitenta anos e deixou-nos, no palco e nas telas, uma extensa e magnífica obra, complexa e inquietante, repleta de sonhos, de interrogações, de pesquisas e nostalgias… Que saudades, Zé!

Salvador Santos


Porto. 2011. 12. 20

sábado, 24 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL 2011

Desejos a todos os visitantes e fieis admiradores deste blogue um Feliz e Santo Natal a todos, uma palavra de apreço para todos os colaboradores que nele participam e escrevem, mas um especial agradecimento ao meu grande amigo Adriano Ribeiro com desejos sinceros para que tenha muitos anos de vida.

E que todos se lembrem deste dia para festejar tal como ele representa, mas que o pratiquem mais dias do ano, para tornar o nosso mundo muito melhor...

Um Abraço a todos amigos e familiares..

Pedro Sousa

Mais um dia greve dos comboios. Dificuldades para os nossos emigrantes. Este em especial que já chegou, mas não deve demorar a partir.

Good-Bye quando partires.....


Afinal a familia rompeu com a tradição e todos temos internet, o que não acontecia há muitos anos pelo Natal.

A foto de cima já nem me lembro de onde a saquei. Mas que tem graça e oportunismo lá isso tem.....

Boas Festas para todos

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Bancada Directa deseja um Santo Natal ao seu fundador e administrador Pedro Sousa

Caro e prezado amigo Pedro Sousa

Nunca me esqueço que o meu amigo é sempre a alma mater deste blogue. Aparentemente, nos dias de hoje, não se vê a sua presença junto dos leitores, devido à sua vida profissional, mas a sua acção é importantissima na manutenção técnica deste Bancada Directa.

Sem a sua disponibilidade para resolver e solucionar tantos problemas que nos surgem, este blogue não teria viabilidade. Nunca me esqueço que quando o contacto conto logo com uma mão amiga.

Para além deste aspecto, também quero realçar a sua formação como homem, sempre solidário para com aqueles que precisam da sua ajuda ou dos seus conselhos

Quero desejar-lhe neste final problemático de ano, com tantas crises a afligir-nos, que tenha um Santo Natal junto dos seus familiares e que o novo ano lhe traga o que mais e justamente ambiciona: Paz, Saúde e Felicidade de viver

Santo Natal

Adriano Rui Ribeiro

Vila Nogueira de Azeitão. Aldeia de Irmãos. 2011.12. 22

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Bancada Directa deseja aos seus fieis amigos leitores que tenham um "FELIZ NATAL"

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Para todos vós votos de um Santo Natal

Boas Festas e Saúde é o que é preciso e, igualmente, esquecermo-nos desta crise que nos andam a arranjar. Depois no novo ano conversamos.

Boas Festas para todos.


Pela nossa parte regressamos para o meio da semana que vem. Damos só um pulinho e voltamos já.


Mas na segunda-feira teremos Teatro no Bancada Directa, recordando o enorme actor José Viana e no dia seguinte continua a saga da novela louca "Crime das Escadinhas dos Baldaques", que pelos vistos ninguem vai escapar vivo.....


Agora é só desejar um Santo Natal ao Pedro Sousa e ala que é Natal, a festa em que as familias se juntam.

O desporto por estas terras aveirenses




Gentes das terras aveirenses

Vamos lá a apoiar a equipa da Oliveirense

Esta Lisboa que eu amo: mas desta forma não! Espectáculo triste, muito triste!

Esta Lisboa que eu amo: mas desta forma não! Espectáculo triste, muito triste!
Lisboa. Portas do Sol ali a São Tomé. Escadinhas que descem em direcção à Rua Norberto de Araújo, junto à Cerca Velha.

Local integrado no território físico da Junta de Freguesia de São Miguel. É uma zona histórica

O Arco que se vê na imagem é um autêntico e sempre operativo urinol público. Vê-se nitidamente o chão molhado, mas não é com água ou humidade. É urina pura e dura, que destila um cheiro nauseabundo. Os turistas que são em grande número nem querem olhar para lá. E nem cheirar. Fogem do local. Concretamente é um perigo para a saúde pública.

Francamente

Para acabar este ano de 2011 sobre o tema “Esta Lisboa que eu amo” nada mais triste…

Os meus flops (30). Esta é para acabar o ano. Pobre matemática que anda pelos tribunais

Matemática... judicial

Esta é fresquinha... E aconteceu no 8º Juízo da Comarca de Lisboa.
Foi penhorado a um indivíduo 1/6 do vencimento.
O executado, alegando dificuldades várias, requereu isenção.
O Tribunal resolveu mostrar-se sensível aos argumentos do executado e...

Reduziu a penhora de 1/6 para.......... 1/5 !!!

Coitada da matemática!... Coitada da justiça portuguesa

A imagem fala por si.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

"Crime das Escadinhas dos Baldaques". Novela colectiva da autoria do Detective Tempicos e Companhia. Capítulo V ou VI. Nove é o autor

"Crime das Escadinhas dos Baldaques"

Capítulo V para uns e VI para outros

Titulo deste episódio
: O Segredo da Tramóia

Autoria de "Nove"









Naquela tramóia toda havia um segredo.

Carvalho, que nas escadas lamentava a morte do grande benfiquista Zé Maluco, entrou na sala do velório a tempo de ver Kátinha lançada aos beijos sobre o ressuscitado, além de Novena, caído no chão, com um olho meio aberto e o outro mal fechado, prestes a ser atropelado pelas devotas do Zeca. Assim, com a ajuda de Espineta, sua amantíssima esposa, apressou-se a retirar dali o cónego, seu ilustre hóspede.

Quando estavam a chegar ao 1.º Esquerdo, Novena parecia não só completamente restabelecido como possuído de uma vivacidade inusitada. Tal como se tivesse acabado de contemplar um milagre.


O caso não era para menos. O próprio declarou “Sinto-me como o Padre Brown e enquanto não deslindar este problema não descansarei”. Carvalho, temendo pela saúde mental de Novena, arriscou umas perguntas de verificação “ Mas Sr. Cónego, acha que devamos chamar a polícia? Ou o que aconteceu não será um sinal da infinita bondade divina?”

“Qual bondade divina qual carapuça! O homem nunca esteve morto. Eu deixei-me cair para poder observar a cena sem ser incomodado. A citação que o Zeca fez de Mark Twain demonstra que nunca esteve do lado de lá. Temos que ir ao hospital saber do Adrianov, porque esse deve ser o alvo desta intriga. A morte do Zeca Maluco não foi mais do que uma encenação para desviar as atenções. E olho na menina Fafá. Ela deve ser o elemento charneira da moscambilha que por aqui se armou. Eu bem percebi o seu sorriso enigmático. Arnezinha estará fora da maquinação, pois seu espanto face ao que se passava parecia genuíno. Mas Fofana, mailo Mendinho, Salvatore, Kátinha e Trioska têm de ser apertados. Para não falar do Tempicos que pediu, com certeza, um socorro previamente combinado com a menina Fafá que, claro, declarou o óbito do que estava vivo e são para mandar o outro, já mal tratado, bater a bota no hospital. Depressa temos de ir lá saber do Adrianov. Que Deus nos ajude!”

Bondade divina, qual carapuça!. Carvalho duvidava da sanidade mental do cónego Novena


Espineta e Carvalho ouviram, abismados, estas palavras do cónego. Nem a forma nem o conteúdo correspondiam ao que conheciam do venerando Novena. Ele há coisas que só Deus pode explicar… ou talvez uma mulher. Sim, porque Espineta lembrou-se da roupa íntima que trazia vestida. É que não lhe passara despercebida a atenção com que Novena observou (também) as pernas das senhoras que andaram à volta do féretro.

Portanto, o homem que ajudou a trazer para o 1.º Esquerdo era o cónego Novena, o mesmo que falou daquela maneira desabrida, própria de um agente de terceira a substituir o chefe.


.....Carvalho meteu-se no carro para ir saber de Adrianov ao hospital (São José, claro).....


De qualquer modo não havia tempo a perder. Carvalho meteu-se no carro para ir saber de Adrianov ao hospital. Conhecia lá umas pessoas e, por isso, esperava obter uma rápida informação, mesmo àquela hora nocturna. Chegaram as três da manhã.
“Afinal quem deu o berro foi o Adrianov!”, ecoou pelas escadas daquele velho prédio da Rua dos Baldaques.

Acenderam-se luzes, abriram-se portas. Voltou o burburinho, agora mais pianinho, a menos quando Trioska, em camisinha de dormir, se atirou para os braços de Tempicos a gritar “Mataram-mo, acuda-me Sr. Inspector!”

Escondido no vão dos arrumos, no rés-do-chão, Novena estava à coca. Espineta e Carvalho mantinham-se à porta da rua para registarem quaisquer entradas e saídas.

Mas Fofana, saído não se sabe de onde, foi ouvido a dizer para Mendinho que Adrianov abusara dos comprimidos azuis, quando ele Fofana lhe tinha recomendado um tratamento infalível e sem riscos para a impotência sexual. “E o negócio?” perguntou Mendinho. “Ele também não quis seguir os meus conselhos, tramou-se”, rematou Fofana, iniciando a subida da escada na direcção da casa da Arnezinha.

“Agora já posso descansar um bocado” murmurou Zeca Maluco para a Kátinha, cingindo-a de maneira a que ela o seguisse enquanto Tempicos estava a ser abafado e arrastado por Trioska.

Voltara o sossego. O casal Carvalho já tinha regressado a casa quando Novena parou, por uns minutos, no patamar do 1.º. Em boa hora o fez, pensou ele, porque pôde ouvir um sussurro no piso de cima. “Então Salvatore, não queres a injecçãozinha?” Uma porta que se fecha com cuidado, outra que range ligeiramente a abrir e se fecha de seguida.
Novena entendeu que já tinha elementos mais do que suficientes para deslindar o segredo da tramóia.

Nove 18-12-2011

O Desporto na nossa terra. Uma boa noticia! Marco Nunes, guarda-redes do Olímpico do Montijo já recuperou da doença súbita que o afligiu!

O Desporto na nossa terra.

Uma boa noticia!

Marco Nunes, guarda-redes do Olímpico do Montijo já recuperou da doença súbita que o afligiu!

Chega-nos ao nosso conhecimento a noticia de que este atleta do Olímpico do Montijo já tem integrado os treinos normais desta equipa de futebol. Trata-se de Marco Nunes.

Bancada Directa conta aos seus leitores a triste situação que se verificou:
No passado dia 31 de Outubro e sem que ninguém esperasse o jovem de vinte anos Marco Nunes sofreu uma paralisia total das pernas. Foi um alarme que se gerou à volta do Marco que na sua vida de cidadão ficaria visivelmente diminuído para prosseguir esta mesma vida em condições normais e especialmente a sua carreira de desportista, pois o jovem Marco Nunes é guarda-redes do Olímpico do Montijo.

Nesta altura o jovem já recuperou e tem integrado os trabalhos de treinamento do clube desde os finais de Novembro. Noticia que deixa todos os montijenses satisfeitos e parece que o pior já passou. Mas, cuidado, que esta recuperação será longa e não se deve cantar uma vitória para já, embora as esperanças de uma total recuperação tenham cabimento.

Marco Nunes confessou ao jornalista Mário Rui Sobral do Diário das Regiões: “Senti uma melhoria e voltei às aulas a semana passada. Comecei a fazer corrida devagar e esta semana já treinei com o plantel!

Mas Marco Nunes está consciente de que ainda não está plenamente recuperado: “Sinto que perdi alguma força nas pernas, mas espero voltar ao meu normal com a ajuda dos treinos” Agradece a todos aqueles que se interessaram pela sua situação e pelo apoio que recebeu. “Tenho de agradecer ao clube que me apoiou bastante, desde adeptos, passando por colegas, equipa técnica e acabando na Direcção. Todos foram solidários comigo. Confesso que ultrapassou em muito aquilo que eu esperava destas pessoas.

Em termos de medicina o Marco continua sem saber a origem desta súbita paralisia que o afectou, depois de todos os exames realizados no Hospital do Barreiro. Recorde-se que o jovem já havia passado pela mesma situação seis anos antes, sem que também na altura os diagnósticos médicos fossem conclusivos.

Marco Nunes continua a aguardar por uma consulta de neurologia que só foi possível marcar no Hospital do Barreiro para Maio do próximo ano.

Bancada Directa deseja para o jovem Marco Nunes que tenha uma recuperação total e que o seu caso clínico se esclareça por um diagnóstico conclusivo.


A fonte da noticia e a foto são do Diario das Regiões de 2011.12.02 a quem agradecemos a cortesia


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Fragmentos e Opiniões. António Raposo diz de sua justiça “JÁ SOMOS DOIS MILHÕES DE POBRES”

Fragmentos e Opiniões.

António Raposo diz de sua justiça:



“JÁ SOMOS DOIS MILHÕES DE POBRES
Quero aqui deixar expresso o meu sincero agradecimento pela performance atingida por este governo, com a preciosa ajuda dos anteriores, pois um número tão significativo não se alcança tão rapidamente…já partiram de uma boa base confortável mas estão a progredir muito rapidamente.

Como é reconfortante ver as inúmeras organizações de caridade, recolhendo nos supermercados latas de conserva e farinha para manter vivos os tais pobrezinhos.
A caridadezinha já se avizinha! Sempre fomos bons nisso. Quem dá aos pobres empresta a Deus.

Se este governo se mantiver até ao fim do mandato, promovendo o desemprego e atirando as leis do trabalho às urtigas, é fácil atingir o “Guinness” com mais dois outros milhões.
Se somarmos aos desempregados aqueles que não trabalham ainda – as crianças e os velhos – e mais ainda aquelas profissões que nunca plantaram um pé de trigo: padres, polícias, tropas, políticos profissionais, etc.

Pergunto: ainda haverá por aí alguém a plantar um pezinho de salsa?
Obrigado Gaspar, estás a ser um belíssimo rei mago, só que ao contrário. Em vez de nos trazeres o ouro, levamo-lo para dar aos “amigos” que nos estão a fazer o favor de nos emprestar uns cobres a um juro ligeiramente alto, pois eles sabem que não confiam nestes latinos de tez escura e barba rija, madraços que levam a vida a filosofar debaixo dos chaparros à espera que caia do céu a bolota.

Obrigado Passos Coelho por nos teres prometido MUDAR sem nos teres dito o resto.
Mudar não é mais que alterar a posição. No fundo não muda nada!
A malta gosta de mudar a posição porque a outra já nos estava a fazer doer as costas.
Andam por aí a dizer que prometeste uma coisa e fizeste o contrário. Tu não enganaste ninguém porque afinal só prometeste mudar e não disseste o quê.

Afinal tu és um político. A malta acreditou e votou em ti. Pois é bem feito. Já tinham tempo de saber como são os políticos.

Desculpe-me se o ofendi, não era essa a intenção. Quero-te desejar um BOM NATAL deitadinho nas palhinhas e a comer da manjedoura doirada do poder. Eu entretanto vou contando os desempregados.
Estão aqui a meu lado a sugerir que fizesses uma reunião do teu governo num dos submarinos do Paulo. Bem lá no fundo do mar. É uma ideia…

António Raposo
Lisboa. 2011. 12. 18

Mensagens de um Santo Natal para leitores do Bancada Directa. Dr. Pedro Paulo Faria. Alfragide/Amadora.

Mensagens de um Santo Natal para leitores do Bancada Directa. Dr. Pedro Paulo Faria. Alfragide/Amadora.
Esta imagem de Alfragide é dedicada ao nosso ilustre leitor e colaborador no projecto “Crime das Escadinhas dos Baldaques”, Dr. Pedro Paulo Faria.

Feliz Natal caríssimo amigo, votos extensivos à sua família

Alfragide/Amadora.
Dezembro 2011

Mensagens de um Santo Natal para leitores do Bancada Directa. Dr. Gustavo Barosa. Viseu/São Pedro de Moel.

Mensagens de um Santo Natal para leitores do Bancada Directa. Dr. Gustavo Barosa. Viseu/São Pedro de Moel.
Esta imagem da Sé de Viseu é dedicada ao nosso ilustre leitor e colaborador no projecto “Crime das Escadinhas dos Baldaques”, Dr. Gustavo Barosa de Viseu/São Pedro de Moel.

Feliz Natal caríssimo amigo, votos extensivos à sua família

Viseu/São Pedro de Moel .
Dezembro 2011

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