BANCADA DIRECTA: Novembro 2010

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Aveiro e o que está a sobrar do recente Beira-Mar/Benfica

Receita do Benfica e empréstimo particular ao SC Beira-Mar devolve bilheteiras dos jogos até ao final da época ao clube


A direcção do Beira-Mar vai liquidar esta terça-feira cerca de 380 mil euros devidos a ex-dirigentes credores.

O cheque permitirá levantar as penhoras e arrestos sobre receitas importantes do clube, nomeadamente as bilheteiras de todos os jogos até ao final da época.
O jogo com o Benfica, no domingo, a contar para a 12ª jornada da Liga, não rendeu a totalidade da verba necessária, mas o dinheiro em falta foi garantido durante o dia de ontem através de um empréstimo de pessoa não identificada que decidiu ajudar neste momento financeiro difícil.

O prazo acordado com os elementos da anterior direcção liderada por Artur Filipe, que reclamam ao todo cerca de 1,8 milhões de euros, expira esta terça-feira.

O jogo com o Benfica teve uma assistência de 15.480 pessoas, longe dos 25.000 que o clube esperava.

É preciso ter em conta, ainda, os cerca de 40 mil euros de custos associados à organização da partida.

“Tivemos uma receita na ordem dos 230 mil euros, ainda assim menos do que era necessário Este dinheiro vai quase todo para pagar a credores e não chega”, assumiu António Regala, presidente do Beira-Mar.

A verba em falta foi obtida através de um empréstimo particular. “Felizmente arranjámos quem nos ajudasse a resolver o problema que nos deixava em asfixia total”, adiantou o dirigente.

Os credores informaram a direcção que o levantamento das penhoras só terá efeito após boa cobrança dos cheques, desconfiança que António Regala disse “lamentar”.

Menos um problema por resolver, apesar de ser necessário ainda negociar a forma do Beira-Mar pagar o montante ainda em falta e que motivou, também, a venda judicial do pavilhão e da antiga sede, adiada para data a designar.

Bancada Directa congratula-se com esta possibilidade que a Direcção do Beira-Mar tem para sanar estas dívidas

Fragmentos e Opiniões. Em mar revolto o PS está quase a ir ao fundo


Fragmentos e Opiniões.

Quando José Sócrates foi reeleito para Primeiro Ministro esta hipotese era inviavel. Agora uma hecatombe surge na penumbra


Clara Ferreira Alves chama-lhe "naufrágio"



Quando o navio se afunda convém que o capitão e a tripulação não abandonem o leme, controlem o pânico e salvem o que há a salvar. O que não convém é que desatem aos berros, cada um para seu lado. O grande barco socialista começou a meter água. Soube-se pelos jornais que a eurodeputada Ana Gomes exige uma remodelação que afaste o ministro das Finanças. Que os soaristas e outros 'sectores' socialistas andam, como Diógenes, à procura de um homem que substitua José Sócrates.

Que o candidato presidencial Manuel Alegre não tem atrás de si o partido a que pertence. Que o ministro Luís Amado terá tido solicitações para que substitua José Sócrates como primeiro-ministro de um governo de coligação. Que o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, apoia Francisco Assis para substituir José Sócrates como chefe do PS. Que, segundo o mesmo Assis, não haveria mais reuniões entre o PS, o PSD e o Governo sobre o Orçamento. E que o mesmo ministro Luís Amado está cansado e disposto a ceder o lugar num governo de coligação nacional porque Portugal está à beira de ser corrido do euro.

Esta figura é quem mais pede a remodelação

É, por grosso, um quadro político de grande serenidade, capaz de nos acalmar e, sobretudo, de acalmar os irrequietos mercados que nos esfolam vivos todos os dias, ou por causa da Grécia, ou por causa da Espanha, ou por causa da Irlanda. E nunca, evidentemente, por causa deste Portugal e deste quadro político pitoresco em que todos falam e ninguém sabe o que diz. Depois da entrevista que deu, Amado deveria ter, parafraseando Durão Barroso quando foi primeiro-ministro e teve insubordinação grave, umas horas para adoecer e 24 horas para se demitir.

Desautorizando o primeiro-ministro, o Governo e o país nas instâncias internacionais - acudam-nos, estamos a afundar-nos e não há escaleres - e contribuindo não modestamente para um retrato confuso de um país endividado e desorientado, Luís Amado teve, como ele diz, "um desabafo". Público. E nós que pensávamos que o ministro dos Negócios Estrangeiros, chefe da diplomacia portuguesa, representante da dignidade nacional, seria o último a perder a graça sob pressão, como diria Hemingway. E, mais confuso ainda, o primeiro-ministro, correndo maratonas a oriente, ou numa dessas viagens oficiais que o poupam ao vexame europeu, mandou dizer primeiro que "compreendia a posição de Luís Amado" e que a culpa era do PSD, que não queria "responsabilidades governativas". E mandou dizer em seguida que tinha ficado "muito irritado" com Luís Amado.

Será que esta figura perfila-se para suceder a Sócrates?

Na pátria, entretanto, o ministro cansado Teixeira dos Santos consulta os papéis para ver onde cortar mais 500 milhões, como se a operação pudesse ser feita sem propósito, sem missão, sem solução. Sem desígnio. Nos bastidores, murmura-se que certos ministros não existem: a da Saúde (só agora é que repararam?), o das Obras Públicas (autoextinto no cargo por falta de uso), a da Educação, a do Trabalho, e mais uns quantos de que ninguém lembra o nome, incluindo o outrora excelente ministro Vieira da Silva, desaparecido em combate.

Temos assim um Governo que deixou de governar. Um primeiro-ministro irreconhecível. E ministros cansados. Governantes que estão fartos. E uma situação financeira explosiva que nos empurra para o fundo, num remoinho de culpas e rancores. Não seria o momento mais adequado para perder a cabeça nem para assacar ao PSD as responsabilidades próprias, acusando o outro partido da falta de coesão intrínseca do partido do governo. Vagueamos numa mole resignação.

Será esta figura o pomo da discórdia?

O fim dos reinados sempre mistura a chalaça com o melodrama. O PS chega ao fim de um ciclo de poder exausto e a precisar de eleições. Esse ciclo de poder, por razões constitucionais, ainda não terminou. Existe um Governo eleito que não pode ser demitido, um primeiro-ministro que não tenciona demitir-se, um acordo orçamental entre o PS e o PSD (uma das cenas mais patéticas dos últimos anos, a das fotografias nos telemóveis) e, para mal dos nossos pecados, umas eleições presidenciais antes da hipótese de eleições legislativas. O que quer que aconteça a este Governo terá de acontecer nas urnas. Ou terá de ser Sócrates a apresentar a sua demissão, o que deveria fazer se não consegue governar nem governar os seus ministros. Ninguém quer um golpezinho disfarçado de salvação nacional. Até às eleições, o PS tem que governar. E convém que o Partido Socialista não subestime o cansaço dos portugueses, incluindo os que nele votaram.

Não é nenhum naufrágio, mas é granizo a sério. Por enquanto ainda não se abateu sobre o PS. Logo à tarde a gente explica!

video

desligar o som do blogue para se ouvir o barulho da granizada

Brasil: Campeonato Mundial Futebol 2014 e Jogos Olimpicos 2016. Favelas do Morro do Alemão. A limpeza necessária


Caros amigos leitores do Bancada Directa

Aqui há tempos publiquei aqui no Bancada Directa um post em que eu mostrava as preocupações, comuns a muita boa gente, de que a segurança no Rio de Janeiro era um problema e urgia que o Governo Brasileiro e as autoridades cariocas providenciassem para que na altura em que as competições se realizassem, elas pudessem decorrer num clima tranquilo.

Respondeu-me um leitor brasileiro afirmando que os brasileiros são um povo pacifico e que eu me ralasse e preocupasse com os portugueses,esses sim fazendo parte de um povo pouco disciplinado.

Preferi não dar resposta adequada e agora os acontecimentos no morro do alemão e das suas favelas vieram dar-me razão.

Resta-me saudar as autoridades policiais e militares que levaram a cabo a grandiosa acção de limpeza que se verificou.

Esta imagem é de uma operação semelhante realizada em 2008 no Morro do Alemão

Turista quer hotel na favela? Brasil tem

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina. Prevenir doenças cancerosas e cardíacas consumindo 5 doses de frutos e legumes por dia


O saber não ocupa lugar
Termas de medicina

Comer 5 doses de frutos e legumes diariamente será uma forma de prevenção natural de doenças do foro oncológico e de ataques cardíacos.

O destaque

O consumo de cinco doses de fruta e legumes por dia é uma das melhores formas de prevenir o cancro e os ataques cardíacos. Parece simples, mas a verdade é que comemos muito menos legumes e fruta daquilo que deveríamos comer diariamente. Sabemos que estão caros estes produtos, mas há que fazer um esforçozinho

O desenvolvimento

São vários os estudos científicos que sugerem que uma dieta enriquecida com frutos e vegetais um factor determinante na prevenção destas doenças tão graves, mas tão comuns, como o cancro, tromboses e outras patologias do foro cardiovascular.

E isto porque frutos e vegetais são extremamente ricos em antioxidantes, como a vitamina C, em fibras e bois chamados fotoquímicos, como o beta-caroteno, licopeno e a luteína, todos elementos conhecidos pelas suas propriedades no combate à doença.

Esta poderia ser uma boa razão para arrepiar caminho e repensar os hábitos alimentares, reforçando as doses de frutos e legumes. Porém comer mais frutos e legumes para prevenir doenças crónicas no futuro parece ser uma compensação demasiado longínqua para se abdicar dos nossos alimentos preferidos, nos quais pontuam as gorduras e os doces.

Há, no entanto, benefícios mais imediatos que nos podem fazer mudar de ideias: cinco doses de diárias de frutos e legumes farão de nós indivíduos com mais energia, far-nos-ão sentir melhor e será mais fácil manter ou perder peso.

Vamos lá a pouco e pouco tomar juizinho, no bom sentido da palavra

Afinal é fácil conseguir estas doses diárias. Não é preciso abdicar das guloseimas preferidas e muito menos converter-se ao vegetarianísmo. Vejamos algumas formas de alcançar esta meta saudável. Em primeiro lugar, saiba que não é preciso refazer totalmente a sua lista de compras e nem despejar a sua despensa ou o seu frigorifico para os encher de frutos e legumes. Reforce naturalmente a proporção destes alimentos quando fizer compras e introduza-os progressivamente na sua dieta

Se comer cereais, por exemplo, junte-lhes uma banana ou passas. Se fizer um estufado, não hesite em dobrar a quantidade de cebola e tomates. Se fizer sopa, junte-lhe meia chávena de ervilhas. Se comer gelados, cubra-os com morangos frescos.

Na pizza, saiba que os brócolos, por exemplo, acompanham muito bem com queijo. E porque não juntar legumes ao molho de esparguete?

O que é preciso é pensar em legumes e frutos sempre que preparar uma refeição. Um sumo de laranja ao pequeno-almoço, um legume ao almoço e dois ao jantar, mais uma peça de fruta ou uma cenoura entre refeições, um lanche fácil e saudável. E mesmo que não pareça ficara saciado até à próxima refeição: é que a quantidade de fibras que a fruta e os legumes proporcionam favorecem a saciedade

Assim, quando começar a preparar uma refeição, pense “onde estão os frutos e os legumes”? Quando por isso, já entraram na sua rotina alimentar e já não vai passar sem eles.
Nisto de legumes e frutos vale tudo: crus ou cozinhado, frescos ou congelados, secos ou enlatados – o efeito protector parece ser o mesmo. O que não vale é fazer batota; a tarte de framboesa não conta pois não tem fruta suficiente, as compotas e geleias também não, nem as bolachas com furtos, nem as batatas fritas, nem os aros de cebola fritos e nem o Ketchup….É certo que contêm frutos e legumes, mas não em quantidade suficiente e sobretudo confeccionados de uma forma que implicam a ingestão de gorduras, açucares e sal.

E agora vamos lá a ganhar bons hábitos.

A regra das cinco doses diárias é válida igualmente paga as crianças. Mas aqui entra um velho problema: afinal, as crianças não são propriamente as fãs nº 1 dos legumes. Afinal há países como o Japão e a Índia em que os legumes fazem parte da dieta alimentar das crianças e eles comem-nos naturalmente e sem dramas.

O que se passa é que as crianças imitam os adultos: se os pais rejeitam os legumes, elas também tendem a dizer que não gostam e empurram o prato. Ora, se os pais se habituarem a ingerir mais fruta e legumes, os filhos ganharão os mesmos hábitos.

Pode ser preciso alguma insistência, mas nada de obrigar as crianças a comer os legumes. À força nada se consegue; o truque é ir familiarizando-as com os legumes, servindo-os com os alimentos preferidos. Se é de hambúrguer que elas gostam, então há que servi-lo com brócolos e cenouras, em vez de batatas fritas. Assim as crianças associam os legumes aos sabores que mais apreciam. O que é preciso é transmitir ideias agradáveis sobre os frutos e os legumes, Por isso nada de fazer chantagem: “Se comeres as ervilhas todas, a seguir dou-te um gelado” – esta é uma frase proibida aos pais. Tal como as crianças, os adolescentes também têm uma relação difícil com os legumes, sobretudo se a eles não foram habituados na infância. E aos adolescentes de nada serve dizer que os legumes ajudam a prevenir as odientas crónicas – afinal eles pensam que viverão para sempre e o futuro é um conceito vago.

Seduza-os antes com o presente, encontre razões que façam com que comer fruta e legumes seja importante para um adolescente; diga-lhes que Fernão mais energia para a prática desportiva que ficarão com melhor aspecto, que poderão manter uma figura elegante sem terem de fazer dieta.

É claro que a tarefa não será fácil, por isso, em matéria de vegetais como de comportamentais, o melhor é começar cedo. Afinal, é de pequenino que se torce o pepino….Um ditado nutricionalmente adequado. Em resumo há que aumentar o consumo de hortaliças, legumes e frutos.

Futsal: O desporto na minha terra. Jornada gloriosa do Futsal Português


Futsal: O desporto na minha terra.

Jornada gloriosa do Futsal Português

Sporting e Benfica vão estar na Final Four de Futsal. Parabens

As duas equipas portuguesas conseguiram qualificar-se para a última fase da mais importante competição de clubes, feito nunca atingido no futsal nacional.

O Sporting iniciou a tarde com uma vitória fantástica diante do poderoso campeão espanhol, El Pozo Múrcia, por 5-3, qualificando-se para a final-four, ronda que o leão nunca tinha atingido. A festa foi imensa em Odivelas depois de um feito grandioso para o futsal luso.

Contudo, havia mais festa guardada para o dia de ontem. Já durante a noite, foi a vez de o Benfica vencer o Ekonomac, da Sérvia, por 5-2 e, assim, garantir um lugar entre os semi-finalistas da Taça UEFA, continuando a depender apenas de si para revalidar o título conquistado em Abril último.

A dupla proeza é histórica para o futsal português, uma vez que nunca se tinha verificado a presença de duas formações nacionais nos jogos decisivos desta prova.

Benfica vai à Sérvia e goleia o Ekonomak

A equipa da Luz venceu o Ekonomac, da Sérvia, por 5-2, e garantiu um lugar entre as quatro equipas que, no próximo ano vão discutir o título europeu.

A jogar em casa do adversário, o Benfica não se atemorizou e realizou uma exibição sensacional. O jogo terminou com uma vitória justa que permite às águias defender o título europeu conquistado na última época.

Diece (2), Arnaldo Pereira, Joel Queirós e Diego Sol marcarm os golos dos encarnados.
Grande exibição do Sporting. Vencer o El Pozo de Murcia só está ao alcance de grandes equipas, tal como é o Sporting de Lissabon

O Sporting garantiu hoje presença inédita na “final four” da Taça UEFA de futsal depois de vencer os espanhóis do El Pozo Múrcia por 5-3, em Odivelas.

André Justino bisou e levou os leões para o intervalo a vencer, depois de Olma Campana ter colocado os espanhóis na frente do marcador.

Na etapa complementar, Álvaro restabeleceu a igualdade, João Matos tornou a colocar o Sporting na frente do marcador, Carpes voltou a empatar e Alex deu nova vantagem aos leões. Tudo no espaço de três minutos.

Com o El Pozo em inferioridade numérica após expulsão de Vinicius, Alex bisou e selou o triunfo da formação leonina.

Nota de Bancada Directa. Só se pode avaliar esta vitória do Sporting frente ao El Pozo de Murcia quem já tenha visto exibições desta equipa espanhola. Nós que já a vimos exibir-se em Roquetas de Mar conhecemos bem o valor tecnico e táctico dos murcianos. Por isso mais uma vez damos os parabens ao Sporting Clube de Portugal e ao seu grupo de trabalho de futsal, especialmente ao Orlando Duarte, que faz o favor de ser nosso amigo

domingo, 28 de novembro de 2010

Fragmentos e Opiniões. Apesar de navegar em aguas instaveis, o Euro conseguirá chegar a bom porto e sobreviverá!


Fragmentos e Opiniões.

Reflectindo sobre a “força “ do Euro

Leio o “Le Monde” de Paris e preocupa-me, sem ter bases concretas, o futuro do Euro, uma moeda que parecia tão forte e intocável

A opinião do jornalista Alain Frachon

Alain Frachon é diretor editorial do diário Le Monde, do qual foi, nomeadamente, correspondente em Washington e chefe de redação. É autor de vários livros, entre os quais L’Amérique des néoconservateurs, (ed. Librairie académique Perrin, novembro de 2010).


É verdade que a moeda única está enfraquecida devido às crises na Irlanda e na Grécia mas, na cena internacional, continua a ser um valor de futuro e merece ser defendida, argumenta o editorialista francês Alain Frachon.

O tom é de comiseração, as palavras são as das grandes tragédias: é preciso salvar o euro, então! A "criatura" está doente e é capaz de morrer. Bem vos tínhamos prevenido: não se pode criar uma zona monetária sem uma união política. Na sua ambição faustiana, na insana pretensão de fazer da Europa um dos atores globais do século XXI, os eurocratas criaram um monstro: a zona euro.


Esta não é sustentável, é fruto de uma vontade política e não de uma realidade económica; contraria os bons costumes liberais – portanto, vai explodir. Se não for amanhã, será depois de amanhã, por contágio, sob o peso das dívidas públicas ou bancárias da Irlanda, a seguir de Portugal, depois da Espanha...
Ah! Neste momento, não há nada como ler a imprensa britânica para melhorar o nosso estado de espírito. Uma delícia matinal. Sobre esta matéria, o brilhante e ultra conservador Daily Telegraph é obrigatório: cada uma das suas linhas quase não consegue esconder a alegria por enunciar as desgraças do euro.

E do Financial Times a The Economist, embora os comentários sobre a crise irlandesa sejam mais sofisticados, o registo é idêntico: a moeda única não se vai aguentar, alguns dos seus membros vão abandoná-la. Estamos para além do comentário de imprensa, do wishful thinking do editorialista: trata-se de uma batalha ideológica.

Organizações contra-atacam
O que o míssil antiaéreo vindo de Londres tem de preocupante é ser também o reflexo do que pensam muitos operadores nos mercados. Por isso, como aconteceria na Debating Society, da London School of Economics, organizemos o contra-ataque.

Assinalemos que os problemas da Irlanda resultam de uma política económica delirante e não do facto de a ilha pertencer à zona euro. Observemos que o Reino Unido, que não está no euro, tem, em termos de finanças públicas, uma situação mais degradada do que a França, país fundador da União Monetária. Resta uma realidade: a zona euro tem atravessado crises recorrentes, induzidas pelo peso da dívida dos seus membros mais débeis.

Infelizmente, os mercados não vão deixar de testar a solidez da união monetária. Enquanto tiverem dúvidas, vão fazer aumentar as taxas de juro sobre os empréstimos aos Estados periféricos da zona euro. Será preciso fazer-lhes frente, ou seja, obrigar os outros Estados da zona a dar garantias – in fine, o dinheiro dos contribuintes – para socorrer os membros mais débeis? Trata-se de uma questão política. Resposta também política: o euro merece essa batalha.
Os europeus retiraram lições da crise grega. Dotaram-se de um pneu suplente duplo: o Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira (MEEF, 60 mil milhões de euros), e o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF, 440 mil milhões de euros). A estes junta-se o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI), disposto a conceder uma ajuda suplementar, que pode ir até 50% da soma proveniente da União Europeia (UE). No total, poderão ser mobilizados fundos da ordem dos 750 mil milhões de euros. O acordo entre Dublin, a UE e o FMI incide sobre um plano de ajuda de 85 mil milhões de euros, o que deixa uma boa margem.

Arre pôrra. Chiça penico. Por aqui nestas bandas os "beefs" ainda são piores que a EMEL

Não será zêlo a mais, ou se calhar, alguem que estava de arrufos com o falecido?

A Greve Geral de 1922 em Portugal.

Só tenho curiosidade de saber qual foi a diferença de numeros de adesão a esta Greve Geral por parte do Governo e dos organizadores.

Só curiosidade, porque actualmente (refiro-me à Greve Geral de 24/11/2010) não sou muito de fiar nos numeros que nos fornecem, tanto de uns como dos outros.

Setubal. Terra de peixe do melhor, do bom choco frito e daqueles que não respeitam quem anda nos passeios

Passeio Obstruido em Setúbal

Farto de me ver obrigado a fazer zig-zag quando me desloco a pé nos passeios em Setúbal, por culpa dos condutores que, de forma egoísta, teimam em lá estacionar os seus veículos, decidi-me a criar este blogue no qual irei colocar fotos dos infractores, expondo assim a impunidade que se passa na cidade sadina por parte de certos condutores que não sabem viver em sociedade e respeitar o próximo. (carta de um leitor do "Passeio Livre")

Rua Tratado de Tordesilhas
Há quem pense que não há problemas de estacionamento na Rua Tratado de Tordesilhas.
Comentário de Bancada Directa: andaram os nossos antepassados lusos e castelhanos a queimarem as pestanas à luz das velas a redigirem o Tratado de Tordesilhas para a divisão dos territórios, para agora não se "passar cartão" ao que foi estipulado por parte de um "salmonete"

sábado, 27 de novembro de 2010

Em Portugal somos bons no Bacalhau, nos défices crónicos, no desemprego e na pouca vontade de saír de lá, e em mamas grandes e generosas

Em Portugal somos bons no Bacalhau, nos défices crónicos, no desemprego e na pouca vontade de saír de lá, e, claro, em mamas grandes e generosas. Aqui até ganhamos prémios, não tenham dúvidas.


Fragmentos e Opiniões. Não precisamos do FMI para nada!


Fragmentos e Opiniões.

Não precisamos do FMI para nada!

Não estamos perante uma inevitabilidade e mesmo num quadro muito difícil podemos e devemos ser nós a colocar a casa em ordem.

A opinião de Nicolau Santos


O ministro das Finanças anda manifestamente cansado. Só assim se percebe que tenha dito ao "Financial Times" que o recurso do país ao Fundo Monetário Internacional era praticamente uma inevitabilidade, para depois desmentir à Reuters que tal possibilidade pudesse vir a ocorrer. E também só assim se compreende que a explicação sobre o corte adicional de 500 milhões na despesa pública tenha sido fornecida no final do debate parlamentar sobre o Orçamento do Estado, já sem a possibilidade de ser sujeita a contraditório, quando efectivamente as medidas em causa estão muito longe de convencer que cumprirão o objectivo desejado.
Talvez por isso - e sobretudo pelas declarações de Teixeira dos Santos ao "Financial Times" - sente-se que começa a existir alguma resignação quanto à vinda do FMI para colocar na ordem a situação orçamental e financeira portuguesa. Ora é bom que se diga que não estamos perante uma inevitabilidade e que mesmo num quadro muito difícil podemos e devemos ser nós a colocar a casa em ordem.

O primeiro passo para isso foi a elaboração e aprovação do Orçamento do Estado para 2011, que contempla a maior redução de sempre na história das finanças públicas portuguesas (de 7,3% para 4,6%). O segundo terá de ser a aplicação firme das medidas que nele estão contidas. E como passo intermédio é óbvio que é essencial cumprir o défice do Estado de 7,3% previsto para este ano. É certo que a envolvente não ajuda. Após a Irlanda ter aceite a ajuda europeia e do FMI para salvar o sistema financeiro, os mercados olham agora para nós como a próxima vítima. Por isso não temos muito tempo, talvez duas semanas, para os convencer que vamos mesmo cumprir os compromissos que assumimos. É claro que não temos tempo para encontrar um consenso político que reforce a nossa posição externa, através de uma grande coligação governamental. Mas podemos tomar mais algumas decisões que reforcem a nossa credibilidade externa.

O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, enunciou-as: além de um reforço institucional que garanta uma execução rigorosa do Orçamento para 2011, é necessário que a proposta de OE para o próximo ano seja considerada como parte de uma estratégia, efectiva e credível, de consolidação das finanças públicas e da disciplina orçamental no longo prazo. A primeira parte exige uma avaliação técnica independente e transparente do impacto financeiro, imediato e diferido, das escolhas políticas (Carlos Costa defendeu a criação de uma agência independente, um Conselho de Política Orçamental). A segunda implica a definição de tetos plurianuais para o défice, para a dívida e para a despesa, uma proposta que também Eduardo Catroga já tinha feito (em relação à despesa).

O remédio é amargo e estas limitações também não são agradáveis para nenhum Governo. No entanto, se forem necessárias para escaparmos à intervenção do FMI, talvez valha muito a pena colocá-las em prática. É claro que se o Fundo vier também continuará a haver vida em Portugal. Mas ficaremos numa situação de protectorado e perderemos por mais alguns anos a pouca credibilidade que nos resta, além do que as medidas não serão muito diferentes daquelas que estão contempladas no OE 2011. A vinda do FMI será o fim do mundo? Não. Mas há futuros melhores.

Nicolau Santos

Bancada Directa deseja aos seus fieis amigos leitores que tenham um "nice" Bom Fim-de-semana


Pois é, caros amigos leitores. Hoje não há qualquer comentário a pedido da minha neta. Mas a miuda tem sempre de acompanhar estes votos de Bom Fim-de-semana.
Oh neta! Hoje portei-me bem, não é verdade? Vamos lá a ver como a Dª Maria de Lourdes reage ao meu comportamento. Lembro-me que ela, nos vinte e tal e solteirinha, era toda para a frentex. Mudam-se os tempos e a idade, claro, muda-se tudo!

Marinho e Pinto reeleito esta noite Bastonário da Ordem dos Advogados


Parabens Marinho.
Bancada Directa fica satisfeita pela luta vibrante e honesta que travaste com os teus adversários, que diga-se em abono da verdade foram excelentes e rigorosos.
Agora é a altura da Ordem pôr em execução as suas ideias.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Fragmentos e Tribunais, digo, Opiniões, António Raposo põe o dedo numa ferida recorrente.

Fragmentos e Opiniões.

Quem julga os Tribunais


A crónica de Antonio Raposo






Sabemos que os tribunais julgam as pessoas de acordo com os códigos. Os muitos códigos aprovados pelos países, de acordo com as assembleias nacionais e ou as leis feitas pelos governos legalmente eleitos.

Partimos assim do princípio que nos diferentes países vigora a regra sagrada da lei romana: “lex loci regit actum.”

“A lei do lugar rege o acto”. Princípio base que serviu durante muito tempo na Europa e no mundo

Eis um exemplo: o mesmo crime em Portugal ou na China, poderá dar ao criminoso aqui 27 anos de prisão e lá a prisão perpétua se não a morte. Uma pequena diferença que não o é para o praticante do crime, pois a lei do lugar rege o acto.

Os romanos já tinham um belo código civil. O qual foi a base dos códigos europeus.
Tribunal Penal Internacional sediado em Haia na Holanda

Acontece que os tempos foram correndo e o que era verdade passou a não ser bem assim. Países com grande força económica e militar começaram a raptar indivíduos aqui e ali, às vezes em combinação com as polícias locais e “inventaram” novas formas de julgar as pessoas. Para isso tiveram que inventar tribunais com novas jurisdições.

O Tribunal de Haia tem julgado muita gente, e é, a meu ver, o retrato fiel de um tribunal que julga pessoas que nada tem a ver com a lei holandesa, onde está instalado. Chama-lhe “Internacional” e assim parece já possuir uma cobertura que ultrapassa os países. Lá vai a lei romana para o lixo!

A minha pergunta será: que país representa este tribunal? Todos e Nenhum? A União Europeia? Baseado em quê? E se num país a lei recomenda a pena de morte (por determinado crime) e no outro a prisão? Em que ficamos? E quando um prisioneiro é “ilegalmente” levado de avião de um lugar para outro e depois julgado num local e país fora do local onde a eventual contravenção teria sido praticada?

Que legalidade tem um juiz que aceita funcionar num tribunal destes com a maior das calmas? Passa a ser um juiz tipo “Deus ex-maquina”?

Não há muito tempo certas nações beligerantes andaram a passear prisioneiros e depois a prendê-los baseados em critérios no mínimo discutíveis e que não tem nada a ver com as Constituições. Basta vir um “juiz” benzer certas atitudes dos Presidentes e temos a Constituição melhor do mundo de pernas para o ar.

Prisão de Guantanamo

Eis um exemplo: Há uma prisão com centenas de presos à guarda de outro País e cujos prisioneiros foram levados à força de outros locais no mundo.

Já se passaram anos e não vimos nenhum juiz levantar a voz contra estas actividades. Não tarda se arma um tribunal com juízes convencidos (estarão?) que estão a praticar um acto legal aos olhos do mundo.

Quem condena ou absolve estes tribunais? Quem condena os dirigentes e os polícias que praticam estas ilegalidades e que acabam acobertados pelos políticos que governam o mundo? E quem condena os juízes? Ninguém?

Os tribunais de guerra acabam sendo sempre os tribunais dos que ganharam a guerra. Como se sentirão os juízes desses tribunais quando mandam enforcar este ou aquele dirigente que perdeu a guerra? Não correrá pelas veias desses juízes uns calafrios a que chamarei de remorsos? Ou não passam eles também de simples mercenários?

Pensem nisto.


Tenham um Bom Fim-de-semana e agasalhem-se

Antonio Raposo. Lisboa

E afinal acabou por ruir. Triste e lamentavel como foi. Teria havido negligencia?



Vistoria detectou problemas numa obra ao lado do prédio que ruiu

Fundações foram iniciadas sem sondagem ao terreno, o que pode ter ajudado a este desfecho, diz vereador. Construção acabou por ser embargada

Uma vistoria efectuada ontem pela Câmara de Lisboa ao prédio em obras na Av. 5 de Outubro - e vizinho daquele que ontem ruiu - concluiu que o empreiteiro não tomou todas as precauções a que se tinha comprometido para evitar o colapso do edifício com o número 275. "A escavação das fundações não foi executada de acordo com as prescrições estabelecidas pela câmara", explicou o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado. "O empreiteiro devia, por exemplo, ter feito uma sondagem prévia que não fez." Questionado sobre se isso poderá ter estado na origem do sucedido, o autarca responde que é uma possibilidade.


Bancada Directa faz votos, de que se houver negligencia, que a culpa não morra solteira.

25 Novembro 2010. Dia de um aniversário qualquer, que de beneficios não trouxe nada!

Casa dos grevistas from Antonio Maria Leal on Vimeo.


A desocupação de um prédio (pertencente à CML) degradado em Lisboa. Rua de São Lázaro. Na loja sobrevive a Organização ILGA

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Fragmentos e Licenciados, digo Opiniões. Uma geração sacrificada. Jovens licenciados obrigados a deixar o país para poderem sobreviver no estrangeiro

Fragmentos e Licenciados, digo Opiniões.

Uma geração sacrificada.

Gare do Oriente. Lisboa. Jovens licenciados são obrigados a deixar o nosso país para poderem sobreviver no estrangeiro. Longe dos seus.

Para inúmeros licenciados, emigrar é a única solução para encontrar trabalho.

Portugal nunca teve tantos licenciados. No entanto, nunca foi tão difícil aos jovens encontrarem emprego. Entre a precariedade e a resignação de emigrar, o país está em vias de perder uma geração inteira.

Leio o Publico de hoje, 25 de Novembro, e fico mais consciente das dificuldades dos jovens licenciados deste país.

A opinião do jornalista Luís Francisco

Luís Francisco é um jornalista português, nascido em 1964. Trabalhou no semanário Expresso e na televisão pública RTP, antes de entrar para a redação do Público, em 1990


A taxa de desemprego entre os jovens mais do que duplica o índice geral. Entre os que arranjam emprego, só cerca de um terço escapa à regra dos contratos a termo, recibos verdes e outras formas de precariedade.
Um em cada dez licenciados abandona o país. É o retrato de uma geração sem saída. Em tempos de greve geral, não espanta que as centrais sindicais tenham colocado os jovens na primeira linha da luta.

Sendo Portugal um país com baixa qualificação académica da sua força de trabalho – e tendo em conta a importância da formação num mundo cada vez mais competitivo –, o número crescente de licenciados a saírem das universidades deveria ser uma boa notícia. Mas não é.
No actual cenário de crise, os jovens são os mais prejudicados pela extinção de postos de trabalho e, entre eles, os que investiram na formação académica são exactamente os que se deparam com mais portas fechadas. Elísio Estanque, professor de Economia e investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, considera que este discurso das centrais sindicais é “ainda mais apropriado pelo facto de o instinto de sobrevivência e o individualismo criarem junto dos jovens alguma resistência às formas de luta colectiva”. Cabe ao sindicalismo encontrar “formas de os sensibilizar e mobilizar”.

“O individualismo assume-se em situações de desafogo, quando há oportunidades. Em situações de crise, isto muda”, diz Elísio Estanque, convicto de que “o individualismo já atingiu o seu ponto de exaustão”. “Acho natural que, por desespero ou consciencialização, os jovens comecem a organizar-se de outra forma.” Nesse sentido, “a recente invasão pacífica de um ‘call-center’ pode ser um sinal dos tempos”.
Formas de luta mais imaginativas conseguem tornear as dificuldades colocadas por um sistema que os impede de “dar a cara de forma explícita”. Com contratos a prazo ou a recibos verdes, não é fácil afrontar a entidade patronal, para mais numa altura em que se vive um “défice democrático”, na opinião de Elísio Estanque: “Ser sindicalizado é ser criminoso, diabolizam-se os sindicatos de forma excessiva. E a repressão, o controlo e o despotismo acabam por privilegiar os medíocres em detrimento dos mais competentes. A fidelidade é mais importante do que a competência.”

Fragmentos e Opiniões. O nosso cronista Antonio Raposo mostra-se indignado. Bancada Directa acompanha-o nos seus sentimentos.

Nem o que escreveram na pen conseguem cumprir


Fragmentos e Opiniões.

O nosso cronista Antonio Raposo mostra-se indignado.

Bancada Directa acompanha-o nos seus sentimentos.

O Sol quando nasce devia ser para todos.

Mas no nosso país isto é apenas uma miragem!

Há funcionários publicos que são classificados, uns de primeira e outros de segunda

A opinião de Antonio Raposo

Agora ao votar na especialidade (na Assembleia) a tal lei que faz diminuir os salários a muita gente, resolveu que a lei devia ser revista e em alguns casos, não aplicada.


Sabíamos que os senhores da Caixa Geral de Depósitos que já recebem salários de ofender quem deixou de receber o miserável do abono de família, estavam muito aborrecidos com o governo e avisaram que assim iam todos trabalhar para a banca privada onde não teriam destes desgostos.
Uma ova!
Vai daí o grupo de “bem comportados” deputados do PS, resolveram abrir uma excepção para os grandes craques da Caixa, com medo que eles fujam para a concorrência.
Esqueceram-se de analisar a coisa como deve ser analisada. Aquela gente que já ganha muito não é nem nunca foi e nunca será gente de confiança! À menor oferta de dinheiro muda de patrão como quem muda de camisa. Portugal para eles não existe. O País é um lugar enfadonho que não os merece. Eles são os grandes crânios.

Estou a ver a cara que terá o Manuel Alegre (candidato do PS) quando ler esta notícia.
Bancada Directa pergunta ao seu amigo, companheiro de muitas lutas: que dizes a isto Manel?

No mínimo deve corar.

Por outro lado o PSD está de acordo com o PS! Outra coisa não seria de esperar. Por isso deixou passar a lei. Eles na Caixa Geral dos Depósitos dividem a “vaquinha” pelos dois partidos. Só administradores são uma enormidade. Metade Ps metade Psd. Assim estão sempre de acordo e não se comem uns aos outros. Independentemente do partido que estiver no poder!

Eu se mandasse pegava naqueles directores todos e punha-os na rua! Que fossem para a banca privada ganhar a vidinha. Mas, de preferência, que não ficassem em Portugal.

Dessa gente – estamos fartos!

Ao que isto chegou…

E assim vai Portugal. Uns vão bem e outros mal.

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