BANCADA DIRECTA: Setembro 2010

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Fragmentos e Opiniões. José Mourinho. Nós te amamos!


Fragmentos e Opiniões.

José Mourinho. "The Special One"

Nós te amamos!

A opinião da Drª. Clara Ferreira Alves

Existem dois tipos esplêndidos do português obreiro: o agarrem-me senão eu mato-o e o quero e não posso. Creio que nem vale a pena tentar caracterizar ou descrever estes dois tipos. Todos os dias os encontramos: o tipo que tem um carro artilhado descapotável porque acha que aquilo é um Lotus vermelho quando não passa de um carro japonês cor de laranja e o tipo que ameaça toda a gente e não aceita esmolas de ninguém e diz que vai fazer e acontecer sem mexer o traseiro do estofo do carro.

Sim, esse tipo imortal que é o 'chófére' de táxi burgesso que arrota, quer dar uma coça nos automobilistas, nos polícias e nos clientes que agride com o rádio aos berros a ouvir fado na Rádio Renascença ou um relato de futebol de uma das ligas menores. Não gosta de futebol? Ora essa, estou no meu carro, tenho direito a ouvir o que eu quiser.

Nem mais.
Estes dois tipos têm justamente a sua expressão mais interessante no futebol. Eu dedico ao futebol e aos seus episódios dramáticos e dramas rocambolescos a mesma atenção e estima que dedico ao Dr. Alberto João Jardim. Existem, têm coisas boas e coisas más, e não são para serem levados a sério quando borbulham em efervescências. Aparecem muito na televisão, nos intervalos da minha atenção, e não se distinguem pela finura.

Só é pena o Dr. Jardim não ser patrocinado como os do futebol. Teria uma auréola de marcas de cerveja, preservativos, sapatos de desporto, marcas de televisões, bebidas refrigerantes. Já repararam no que está por trás do Mourinho cada vez que ele nos aparece pela casa dentro numa convivência entre o “special one” e a multidão ignara? Marcas. Brandys. Patrocínios.

O Dr. Jardim recolheria muito dinheirinho para a sua ilha devastada se aceitasse fazer o mesmo. O que finalmente distingue os do futebol do dr. Jardim é o corte de cabelo. No dr. Jardim o cabelo é um acessório inexistente. Nos do futebol é um depoimento, uma afirmação no mundo. Já repararam no extraordinário capacete do Dr. Gilberto Madaíl? Um estilo que não víamos desde os idos de 50, quando os nossos pais, avós e bisavós gingavam as ancas com o Elvis Presley e as mães, avós e bisavós ouviam um cantor chamado Paul Anka. Com k.

E nem vou mencionar o estilo inconfundível do cabelo de Cristiano Ronaldo, um depoimento que é uma versão do quero e não posso em logótipos, cara. Ele tem mesmo um Ferrari, que estoira a compassos, e o brinco não é de zircão, um mineral do triste grupo dos nesossilicatos. Nem menciono as malas Louis Vuitton. O homem quer e pode apesar daquele aflitivo ar de quero e não posso.

Os outros dois exemplares apurados de português encenaram esta semana uma pequena peça de teatro de robertos com agarrem-me senão eu mato-o e quero e não posso nos papéis principais. O Dr. Madaíl convidou o Dr. Mourinho para seleccionador nacional sabendo que o Dr. Mourinho tem mais que fazer e acabou de assinar um contrato multimilionário com um clube muito mais rico e cintilante do que a selecção nacional. O Dr. Madaíl disse, agarrem-me senão eu mato-o na versão benévola: agarrem-me senão eu convido-o: Oh, homem, controle-se, domine-se, disseram os transeuntes manietando-o. O “special one” não pode vir, porque é o “special one”, que diabo.
O “special one”, por seu turno, não podia dizer ao Dr. Madaíl e à pátria: vão-se catar que tenho mais que fazer, basta olharem para o meu cabelo e vêem logo que nem tempo tenho para o cortar quanto mais ir aturar os tugas que deram uma tareia no pobre do Queiroz. Com z.

O Mourinho, que é o génio do futebol, e digo isto sem ironia, e que é talvez a maior concentração de neurónios nessa grande área, sabe bem que ninguém é imperador para o seu criado de quarto, coisa que o Napoleão, outro “special one”, também sabia. O Mourinho é um herói porque está 'lá fora'. Cá dentro, ovos e tomates. Alcatrão e penas. Os portugueses adoram o sucesso internacional desde que ele não passa a linha entre Elvas e Badajoz.

O “special one” tinha tanta vontade de treinar a selecção como de subir o Evereste. E, sim, ele também quer e pode, se pode. O homem ia mesmo trocar a vida em milhões de euros pela vida de esmoler que é a nossa. Mas... o Mourinho não podia virar assim as costas à pátria. A pátria não lhe perdoaria e convém manter a fera amansada.

O Dr. Mourinho convocou uma conferência de imprensa onde filosofou que a selecção "era um assunto" e disse que queria muito mas não podia porque o Dr. Florentino Pérez do Real Madrid não deixava. O Dr. Florentino Pérez (não tenho informações sobre o corte de cabelo) disse ao Dr. Madaíl: o Mourinho é meu, está pago, vai bugiar. Com delicadeza. E toda a gente ficou bem na fotografia.

Continuamos a amar o Mourinho, apesar da caturrice e do sotaque.

Clara Ferreira Alves

Fragmentos e Opiniões. Esta nossa Europa


Fragmentos e Opiniões

Esta nossa Europa

A crónica do nosso cronista Antonio Raposo


Olhamos para esta nossa Europa – a chamada União Europeia e que vemos nós?

Um grupo de países, alguns que foram grandes potências, a dar-nos uma ideia que estão a ser governados não pelos governantes mas pelos mercados.

Esta palavra mercados tem o seu lado humorístico. Dramaticamente humorístico.

Mercados não são gente? Mercados são os homens que governam o mundo. São os donos do dinheiro – dinheiro que emprestam a juros. Dinheiro que os enriquecem cada vez mais. Dinheiro que em vez de servir para desenvolver a produção serve para a especulação. Tudo começou nos Estados Unidos com a criação fictícia de riqueza, sem sustentação na produção de bens. Quando rebentou o balão da especulação sobrou para a Europa. O dinheiro esse está refugiado nos paraísos fiscais onde ninguém pode entrar.
Só os donos do dinheiro.
São eles os que decidem a percentagem dos juros a pagar e funcionam como as casa de penhores. Emprestam com juros cada vez mais altos quanto mais pobres forem os países. Quanto mais por baixo estiver mais eles lhe ferram forte e feio nos juros.

São assim como os abutres. Quanto mais frágil estiver a presa mais eles sugam.

Os modelos de desenvolvimento económico que ontem eram o grande exemplo dos economistas (caso da Irlanda) acabou por se provar que a maioiria dos economistas são bons a dar palpites depois do desafio acabado e resultado sabido.
Vista a Europa do ponto de vista do europeu, votante chega à conclusão que o seu voto e a organização do estado. A própria União Europeia é uma balela.

Quem a dirige não manda nada. Melhor dizendo: quem a dirige não vai a votos. Não precisa. Quem vai a votos é o ingénuo Zé pagante. Convencido que o seu voto é a arma do povo. Estar no governo alguém que se afirme de esquerda ou de direita não altera uma virgula na política seguida.

Quem manda nesta Europa são os grandes capitalistas. Não precisam de estar no governo porque tem lá os seus testas de ferro nos partidos dos governos.

Aqui para nós: vocês acham que o Durão Barroso manda alguma coisa na Europa?

Pois se ele está lá porque o W. Bush (já afastado) o lá colocou!

Os presidentes de partidos políticos – principalmente aqueles do centro e centro direita, não são mais que “empregados” dos grandes banqueiros.

Vejam lá se esses políticos não surgem da banca e não vão para a banca depois de saírem dos governos.
Projectos para desenvolver a Europa e respectivos países é isso que não se vê. Só se vê o apertar do cinto para o trabalhador, o rico cada vez mais rico, o governo a armar ao “socialista”.

A mim não me enganam eles!

Um abraço para os leitores e não desesperem.

Antonio Raposo

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina. Próstata. 50 Anos: a idade perigosa


O saber não ocupa lugar.
Temas de Medicina.


Próstata. 50 Anos: a idade perigosa

1ª parte

O destaque
Dificuldades na micção costumam ser os primeiros sintomas de que algo vai mal com a próstata. E quando já se ultrapassou a barreira dos 50 anos há razões acrescidas para suspeitar. Tanto mais que as doenças da próstata surgem lentamente, sem uma causa identificável e quando se detectam muitas vezes já é tarde demais

O desenvolvimento

As doenças da próstata estão a crescer em Portugal, em parte como consequência do aumento de esperança de vida nos homens. Estas são doenças prevalentes, que aumentam com a idade.

A mais grave de todas, o cancro da próstata é o segundo mais mortal nos homens, estimando-se que se registem, anualmente, cerca de 130 mil casos. O que corresponde a mais de 2,5% da população masculina. Por ano, ocorrem quase duas mil mortes devido a cancro da próstata. Só o cancro do pulmão faz mais mortes entre o sexo masculino.

Números que tornam imperioso o diagnóstico precoce, na medida em que não existe uma causa especifica para estas doenças e, portanto, não é possível evitá-las. É a partir dos 50 anos que os homens entram naquela fase a que poderíamos chamar a idade da próstata, porque é na quinta década da vida que os problemas com esta glândula começam. Metade dos homens com mais de 70 anos pode ter cancro da próstata, o mesmo acontecendo com praticamente todos acima dos 90, mas estes são latentes e, portanto, sem significado clínico. Esta casuística deriva de resultados obtidos em autópsias efectuadas em pessoas que morreram de outras causas. Por isso o rastreio é importante.

Outra doença é a Hipertrofia Benigna da Próstata, um tumor benigno muito frequente depois dos 70 anos de idade, mas raro antes dos 50.

Mas o que é a próstata, afinal? Trata-se de uma glândula do aparelho reprodutor masculino localizada abaixo da bexiga e à frente do recto, sendo atravessada pela uretra ( o canal por onde passa a urina durante as micções). As suas dimensões são reduzidas até o homem atingir a puberdade, mas nessa altura o seu desenvolvimento acompanha o aparecimento de outras características sexuais, como a barba e os pêlos púbicos ou as alterações de voz. Atinge então a forma e o volume de uma castanha.

Sob a influência da hormona masculina, a testosterona, a próstata produz parte do fluido seminal no qual os espermatozóides são transportados, sendo pois, importante para a fertilidade. Contudo, não interfere na actividade sexual, pelo que não tem qualquer influência na potência sexual do homem.

Nem tudo são más notícias

Por razões que o conhecimento médico ainda não consegue explicar na totalidade, a próstata aumenta de volume. Um crescimento que causa incómodo e desconforto. E que pode mesmo dar origem a situações de algum embaraço. É que, ao crescer, a próstata pressiona a uretra, originando vários problemas urinários, entre eles a necessidade de urinar frequentemente, sobretudo durante a noite, e dificuldade em esvaziar a bexiga apesar da vontade de urinar. Pode acontecer igualmente que a quantidade de urina em cada micção seja pequena, menor do que antes da hipertrofia (aumento de volume). Está-se então provavelmente perante um quadro de Hipertrofia Benigna da Próstata, uma situação que pode ser tratada com medicamentos ou cirurgia.

continua na próxima semana

Auxerre-Real Madrid 0/1. Di Maria já factura. Mourinho descansa

Cronicando à quarta-feira.

Crónicas das minhas quartas-feiras

Entendam-se mas também não é preciso que se casem.









José Sócrates e Pedro Passos Coelho estão a ser protagonistas de uma novela, que até daria para rir, se não fosse a gravíssima situação de crise que o nosso país atravessa. As suas divergências já deram toneladas de artigos na Comunicação Social, escrita, falada e televisiva, sobre as suas atitudes, razões ou despautérios, que até já mete enjoo o assunto.

Esperamos que tudo se resolva a bem para este país. E quanto mais cedo desapareceram desta politica, tanto melhor. Dêem lugar a outros com outras ideias Mais justas e mais competentes. Um lugarzinho na ONU vinha mesmo a calhar.

A questão se ser ou não Matraquilho.

O homem, baixo e forte, tinha-me escolhido como seu amigo de eleição durante o seu período de férias. A sua “habitacione” até era muito distante da minha. Mas ficava sempre mesmo ao lado da mesa onde eu tomava as refeições. Vieram-lhe as lágrimas aos olhos quando a meio de Setembro se despediu da minha pessoa. Tratavam-no, a sua família, por Quillo e pronunciava-se Quilho. Na realidade o seu nome de baptismo era Blanquillo. Residia em Sevilha, mas era emigrante em Itália. Modena. Montava sistemas e equipamentos de som e luz em eventos.

Numa qualquer noite da sua vilegiatura participou num jogo que se chama Sjoelen, orientado pela “Animacione” do hotel e ficou em primeiro lugar. Teve direito a receber como prémio uma “botella” de champanha. Deram-lhe a respectiva senha para a levantar num dos bares.

No dia seguinte contou-me a sua façanha e eu perguntei-lhe se já tinha bebido a champanha. Disse-me que não, que ainda a não tinha levantado a “botella”, porque no bar levantaram-lhe problemas. Vi que não falava verdade, presumindo eu que ele teve vergonha de levantar o prémio. Pedi-lhe a senha para eu resolver o assunto. Daí a meia hora já eu tinha a “botella” em meu poder. Havia que entregá-la ao dono, mas nesse dia, curiosamente nunca mais o vi. Pensei que já se tinha ido embora, mas o meu contacto disse-me que ele só ia embora a 15 de Setembro, isto é, três depois.

Depois da “cena” pedi para chamarem o senhor pela aparelhagem de som do espaço exterior comum aos dois hoteis e onde se iria realizar a seguir um espectáculo de danças flamencas. O pessoal da "animacione" acedeu ao meu pedido, mas eu em vez de dar o nome de Blanquillo, escrevi “Matraquilho”, que era como eu às vezes lhe chamava. E assim ele já sabia quem o estava a chamar.

De repente chegou-se ao pé de mim um tipo português e perguntou-me se eu era amigo do Miguel Frasquillho e se ele estava no hotel. Disse-me que era seu amigo. Respondi-lhe que, apenas, tinha chamado o senhor Matraquilho.

A minha surpresa foi enorme quando ele me esclareceu que era esse o termo com que os seus amigos (e apaniguados políticos) o tratavam. (pelas costas, claro).

Ainda hoje estou para saber se esse português estava a gozar com a minha cara ou se falava verdade. Mas antes Matraquilho que Frasquilho. Nome tão feio.

Esta questão de “pavio curto”

No último episódio da saga “Mary Lou, Mary Lou, onde estavas tu? (que publicámos ante-ontem), o seu autor brinda os seus amigos com termos curiosos e brincalhões. A nós tocou-nos o facto de sermos um blogger ressabiado e um machão sintrense de “pavio curto”. Tem graça e não ofende.

O senhor Neves anda apaixonado ou deprimido

Como sabem o Senhor Neves é o meu gato. Agora não há possibilidades de o levar para Roquetas. Enquanto ele podia estar em Llanos de Vícar numa casa com quintal era uma coisa acessível, mas agora em casa de pessoa amiga num apartamento novo na Urb Las Salinas já o não era. Havia que lhe arranjar local para ele cá ficar em Setembro.

Na Ericeira conheci um casal ainda jovem. Ele empresário de fabrico de pranchas de surf, ela surfista, apesar de ser esposa e mãe. Jovem ainda, prima pela sua simpatia, graciosidade e amor pelos animais. Residiam nos arredores, mais a norte. Entreguei-lhe o meu gato, mas fiquei com o receio de que o bichano estranhasse o recinto fechado que iria habitar, deixasse de comer e fosse desta para melhor.

Surpresa minha, quando antes de terminar a viagem de regresso e chegar a casa o fui buscar. Apareceu-me o Senhor Neves com muito bom aspecto, mais gordo, e mais vivo. Estranhei que já não me fizesse festas como habitualmente ao contrário da atenção que prestava à sua guardiã.

Pois é, não sabia o que se passava com o gato, já que o mesmo deixou de comer por vários dias e andava meio acabrunhado. Levei-o ao veterinário ontem. Não lhe foi diagnosticado nada de doença grave. Apenas uma questão de personalidade afectada por situações que o estão a magoar.

-Oh doutor! Desenvolva lá essa tese.

-Este gato enquanto esteve ausente e longe de si, de certeza que foi tratado por alguém que muito o estimou e deu-lhe mimos em exagero. E agora anda deprimido porque tem saudades.

Lembrei-me de M. a amiga surfista. Saudades e anda deprimido? De certeza que sim! Mas o magano tem muito bom gosto, e eu concordo plenamente com ele. Quem me dera ser gato. Mas não castrado como está o Senhor Neves.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Mary Lou, Mary Lou : onde estavas tu?

Mary Lou, Mary Lou : onde estavas tu?

16º e último episódio

O Inspector Boavida é o autor.

Toda a verdade sobre as mulheres da Familia Purificação.

A verdade é como o azeite, vem sempre à tona. A mentira, por mais bem orquestrada e repetida, jamais vence a força robusta da verdade. Esta constatação não é de ontem ou de hoje. É de sempre. Toda a gente sabe isto.

O que ninguém sabe é quem lucra com as falsidades, como aquelas que têm ensombrado a vida de Kátinha e a memória da sua saudosa mãe biológica e da sua adorada tia Mary Lou. A explicação pode estar na dor que causa a inveja e na azia que ela provoca nos que sofrem desse mal. É essa maldita dor que move quase sempre usurpadores, falsários, pessoas que fazem da maledicência a sua arma de arremesso contra a honra e o bom-nome dos vencedores da vida.
E cada uma daquelas meninas venceram na vida, cada uma à sua maneira, ultrapassando com arreganho, denodo, coragem e determinação, todas as armadilhas lançadas por diáconos de belzebu, detectives falhados, blogers ressabiados, tifosis frustrados e terríveis malandrins que vestem pele de búfalo manso.

Basta de mentiras! As notícias que nos chegam dos mais prestigiados órgãos de comunicação do Estado de Nova Iorque repõem toda a verdade acerca de tudo o que à distinta família Purificação diz respeito, deitando por terra as mais horríveis e maquiavélicas atoardas que alguns energúmenos têm posto a circular entre nós. Kátinha não é, nem nunca foi, barriga de aluguer; Nélinha só amou um homem na vida; e Mary Lou morreu virgem!
Todas elas eram dadas à brincadeira, amigas do convívio e da camaradagem, disponíveis para uma conversa a dois em noites calientes à luz do luar, mas jamais qualquer delas teve um comportamento frívolo, algum devaneio ou um só momento de fraqueza feminina. Elas souberam sempre preservar a honra, o respeito e a moral.
Kátinha só será mãe quando encontrar um amor para toda a vida; Nélinha levou para a cova o segredo de um amor por consumar, sofrido em terras do norte de Portugal; e Mary Lou amou em português… o mesmo homem que sua irmã amou.

Este homem, interpretado por um irresistível e talentoso galã norte-americano que dá pelo nome de Brad Pita, atravessa quase todo o espectáculo agora em ensaios finais num velho teatro da Broadway, encarnando o amor, todo o amor, que as duas manas gozaram em vida de forma plena mas… platónica.

Este homem do norte português, respeitável cidadão, fidelíssimo chefe de família, amante das artes do palco, acabaria também por seduzir involuntariamente a jovem Kátinha, que se perdeu de amores assim que o viu, numa amena tarde de um não longínquo mês de Maio, num convívio de amigos realizado em verdejante quinta na Serra da Arrábida. Todos os outros homens, interpretados por velhos canastrões, não passam de novenas sem chama, rosas cor de raposa sem picos, bichos travestidos de críticos de pena romba, machões sintrenses de pavio curto, e outros fanfarrões de igual quilate, que não souberam merecer a amizade sincera e desinteressada das mulheres da família Purificação.

As Memórias de Nélinha, que em breve veremos nos palcos portugueses, reporta episódios caricatos vivenciados pela adorada mãe de Kátinha, que suportou com santíssima benevolência as mais absurdas e indecentes propostas libidinosas de gente sexualmente quase tão inofensiva quanto eunucos balofos à beira de Vénus desnudada e ávida de prazeres carnais. Tudo começou na planície alentejana, quando as duas inseparáveis manas, adolescentes formosas e belas, foram raptadas por uma velha bruxa de Grândola que levou Mary Lou (Maria Luísa) para os States e abandonou Nélinha num convívio policiário. Melhor sorte teve Mary Lou.

Nélinha ficou nas mãos de gente menos recomendável. Enquanto a bela actriz lusa vivia momentos de glória nos palcos e brilhava nas telas dos cinemas norte-americanos, a sua irmã perdia-se em cenas pouco edificantes, que culminaram com a sua morte. No Museu do Teatro, em Lisboa, um ser abjecto e impiedoso, envenenado por ciúmes, espeta-lhe uma faca no peito.

Mas a peça não acaba aqui. Na última cena do espectáculo, Nélinha, envolta em fumo e luzes multicores, levita rumo aos céus, onde o Senhor e os seus Santos protectores a esperam de braços abraços e com longo sorriso de paz. Uma mulher como ela é imortal! E a cena da sua ressurreição parece tão real, que os seres mais insensíveis não deixarão de experimentar uma estranha sensação do divino.

Mas o que é mais estranho, curioso e inexplicável é que, no dia em que esta cena foi ensaiada pela primeira vez, a campa da mamã de Kátinha foi encontrada aberta e a sua urna vazia. Nesse mesmo dia, a jarra de porcelana branca onde haviam sido depositados os restos mortais de Mary Lou tombou e as suas cinzas foram levadas pelo vento. Confrontada com estes dois acontecimentos, Kátinha, em lugar de ficar destroçada, ergueu um olhar aos céus, esboçou um sorriso doce, terno e cúmplice e balbuciou uma misteriosa frase, que pareceu vinda das suas entranhas: «bem-vinda mamã, bem-vinda titi».

26 de Setembro de 2010
Inspector Boavida

Serão os ciganos "Filhos de um Deus menor?"

Nesta Europa tresmalhada, esquecidos da sua condição de nómadas, Sarkozy (o camafeu) e a sua bela e boa esposa, beneficiaram da abolição das fronteiras, instalaram-se, treparam ao poder e agora tartufos - expulsam pessoas como se em França os ciganos fossem " filhos de um deus menor"

Isto é que anda por aqui uma açorda de marisco. Turista inglês violado junto a bar gay


Jovem inglês, com cerca de 30 anos, conheceu dois homens que o terão seguido a pé e agarrado num recanto escondido da rua dos bares da Oura.

Depois de uma noite animada, Michael (nome fictício) despediu-se dos dois homens que conhecera na Pride Disco, uma discoteca habitualmente frequentada por gays na rua de bares da Oura, em Albufeira. Mas aqueles seguiram-no pela rua – e o turista britânico, cerca de 30 anos, acabou violado na madrugada de ontem, pouco antes das 04h00, pelos dois homens.

Ao que o CM apurou, junto de fontes que estiveram no local, a vítima foi agarrada perto da entrada da Pride Disco, no primeiro andar do Aldeamento Vilanova. Uma vez imobilizado pelos agressores, o turista britânico terá sido penetrado pelos dois violadores.

O crime, que já está a ser investigado pela Polícia Judiciária, ocorreu pouco antes das 04h00, quando o estabelecimento nocturno onde a vítima de violação tinha estado e onde conhecera os dois suspeitos já estava encerrado. "O local é pouco iluminado àquela hora e não existem ali câmaras de videovigilância. Além disso, a violação terá sido consumada num recanto escondido de acesso a umas casas de banho", referiram moradores na zona. A vítima recebeu tratamento hospitalar.

"Ele estava dorido e mal caminhava"

Em consequência da violação anal, o turista inglês ficou "muito dorido e magoado". De acordo com testemunhas que falaram com ele, horas após o incidente, Michael "caminhava com extrema dificuldade e todo curvado". Os dois agressores não o assaltaram nem lhe bateram, apurou ainda o CM.

O cidadão britânico apresentou queixa do crime de que foi vítima no posto da GNR de Albufeira, pelas 09h30 de ontem. Contudo, dada a natureza do crime, foi alertada de imediato a Polícia Judiciária de Faro, a quem compete agora conduzir a investigação.

in Correio da Manhã

domingo, 26 de setembro de 2010

Portugal o "Titanic"dos nossos dias. Navega alegremente a caminho de um desastre.

Fragmentos e Opiniões

Portugal assemelha-se ao "Titanic". Navega alegremente a caminho de um desastre. Com uma diferença, eles não sabiam, nós sabemos. Eles pensavam que o barco nunca iria ao fundo. Nós temos a certeza que podemos naufragar. Eles não podiam fazer nada. Nós podemos. Mas não queremos.
O Governo é a orquestra que toca sem parar enquanto o barco mete água. O primeiro-ministro anda numa roda-viva de inaugurações, de visitas a casos de sucesso, apregoando os bons exemplos, sem dar o exemplo. Vive noutro mundo, numa permanente e teimosa fuga à realidade, entretendo os portugueses com música de Gershwin quando ao longe se ouve já o som ameaçador dos tambores germânicos.

O ministro das Finanças tem a particularidade de tocar todos os instrumentos e acumular com a condição de agente da orquestra. Na semana passa pegou na pasta e viajou para o Oriente, faltando ao mais importante Ecofin dos últimos anos, aquele onde foi decidido que a música vai acabar. Foi à procura de financiadores para um projeto falido. Voltou e remeteu-se ao silêncio.

Dentro do "Titanic" a festa continua, embalada pela música governamental. A oposição do chamado arco governamental, ou seja, o PSD, diverte-se com a revisão constitucional. O CDS insiste nas questões da segurança. A esquerda quer mais direitos, mais proteção, mais dinheiro para todos. O Presidente da República olha para o infinito.

Os banqueiros estão calmos, com exceção de Fernando Ulrich. Portugal já deve 30% do PIB ao Banco Central Europeu, mas o problema não é deles. Os patrões estão a ver em que é que isto dá. À cautela é melhor não levantar muitas ondas. E o povo vive como sempre, uma parte com mais aperto, outra à sombra do sacrossanto Estado Social.

Enquanto houver dinheiro, não há problemas. De onde é que vem e como é que o vamos pagar é uma questão menor. Alguém resolverá o problema. Como diria um velho amigo meu "não vale a pena morrer de véspera". É usufruir enquanto dura, é gastar enquanto podemos, depois logo se vê.

Mas o icebergue está lá. Grande. Ameaçador. Com uma diferença. Para o "Titanic" estava invisível. Para Portugal está à vista de todos, mesmo para os que não o querem ver. Só nos afundamos se quisermos. Mas, aparentemente, queremos mesmo. Temos a tentação do abismo.

Jacinto Nunes disse esta semana uma frase lapidar: "Só nos metem na ordem à força, nunca o fazemos por nós". E o sábio sabe do que fala. É mesmo assim. Na realidade, sempre foi assim, na economia como no resto. O momento em que nos podem meter na ordem aproxima-se a passos largos. O primeiro aviso veio da Alemanha, com críticas diretas não apenas ao grave problema orçamental mas, mais duro, ao desempenho da economia. O nível de endividamento da banca portuguesa no BCE aproxima-se do insustentável. Se essa torneira secar, onde vamos pedir dinheiro?

As emissões de dívida pública estão cada vez mais caras, mostrando o nível altíssimo de desconfiança dos mercados relativamente a Portugal.
Infelizmente é mesmo verdade. O icebergue está à vista deste "Titanic" desgovernado e a caminho de um desastre. Apetece perguntar: está aí alguém?

Um hino ao amor. Edith Piaf canta ao vivo. Em Portugal, seis dias depois, houve uma revolta estudantil.

Ao vivo em Lovaina, não a cores já que Piaf só se vestia de preto - em 1962, em plena crise estudantil de Lisboa, no mesmo dia (vim a sabê-lo algumas horas mais tarde) em que 1.500 estudantes foram presos na Cantina da Cidade Universitária.

Estranhamente, L'hymne à l'amour ficou para sempre associado ao Dia do Estudante...

Agradecimento à Dra.Joana Lopes

E a selecção de Portugal ainda vai jogar na Dinamarca. Vale a pena ver este video sobre Copenhaga

Copenhagen's Car-free streets & Slow-speed zones from Streetfilms on Vimeo.

Dia Europeu da Ópera. Manifestação cultural em Pamplona



Caros amigos leitores do Bancada Directa.

Apreciem esta manifestação em prol do Dia Europeu da Opera num bar em Pamplona apresentada pelo CORO (amador) "PREMIER ENSEMBLE" de AGAO.

Agradecimentos ao Antonio Raposo

sábado, 25 de setembro de 2010

Cogitações amalucadas sobre o nosso Estado Social.


Os malucos no hospício

"O PS acusa o PSD de querer acabar com o "Estado social". O PSD acusa o PS de acusar o PSD de querer acabar com o "Estado social". Os partidos comunistas acusam PS e PSD de quererem acabar com o "Estado social".
Embora fascinante, o debate lembra a anedota do maluco que pede ao parceiro de hospício para adivinhar o que tem na mão, o parceiro responde "um autocarro", e o maluco diz que não vale porque o outro espreitou.
Convinha perceber que o "Estado social" propriamente dito não existe em Portugal. No mínimo, é uma figura de estilo que sustenta manobras eleitorais e disfarça, muito mal, o assalto da coisa pública por determinados grupos e indivíduos.
No máximo, é um arremedo, aliás comprovadamente nocivo, dos esforços caritativos dos países europeus mais ricos, os quais já verificaram a falência da ideia e procuram novos rumos.
Nós insistimos no nosso: um Estado hipotético e alucinado, a descobrir autocarros em mãos vazias."

Bom Fim-de-semana são os votos de Bancada Directa para os seus estimados amigos leitores

Ah, caros amigos leitores: se nós tivessemos uma roulote, outro galo cantaria.

Mas desta maneira omissa, temos de contentarmo-nos em apreciar a moça (Claire Forlani) e desejar aos nossos fieis amigos leitores que tenham um excelente Fim-de-semana.

Amigo leitor de Bancada Directa. Fazemos-lhe um convite: porque não visitar hoje ou amanhã as galerias romanas subterrâneas da Baixa de Lisboa?




Já estamos entre a nossa gente, logo à tarde deixamos Sintra e vamos visitar estas Galerias Romanas. Tenho passado centenas de vezes por cima delas, mas logo à tarde vamos ter a oportunidade de as visitar no seu interior subterrâneo.

Para aqueles que não sabem, a CML abre, todos os anos, durante apenas um fim-se-semana de Setembro, as Galerias Romanas que estão por baixo da Baixa Pombalina ao público. É permitida a entrada a grupos de 30 pessoas de cada vez que são guiadas pelos técnicos de arqueologia do Museu da Cidade.

Sem dúvida um excelente programa para um fim-de-semana cultural e turístico por Lisboa. Por baixo da cidade e dos carris dos elécticos, podemos ver o que resta da Olisipo, ou seja, celas de armazenamento, arcos em cuidada cantaria de pedra almofadada, abobadas e a famosa "Galeria das Nascentes" que ostenta uma fractura, a partir da qual brota água que invade todo o recinto.

Julga-se que toda esta área data da primeira metade do século I d.C., da época dos Imperadores Júlio-Cláudios. Para que a CML possa abrir ao publico as galerias, os bombeiros têm que bombear toda a água que se acumula neste espaço durante o ano.

Esperamos por lá vê-lo, leitor amigo


A Câmara Municipal de Lisboa abre ao público, nos dias 24, 25 e 26 de Setembro de 2010, as famosas, mas ainda desconhecidas para a maioria, Galerias Romanas da Rua da Prata.

As visitas são gratuitas e decorrem, sob orientação dos técnicos do Museu da Cidade, entre as 10h00 e as 18h00.

Tendo em conta que esta é a única época do ano em que se podem visitar as Galerias Romanas da Rua da Prata são esperadas longas filas de curiosos e, por tal, aconselha-se que chegue cedo, uma vez que a entrada é feita por ordem de chegada.

A entrada para as Galerias Romanas da Rua da Prata fica localizada junto ao n.º 77 da Rua da Conceição

O que se pode ver:


Estas galerias, desde a sua descoberta em 1771, têm sido alvas de diversas interpretações, de Termas a Fórum Municipal. Propostas mais recentes indicam tratar-se de um criptopórticos - construções abobadadas empregues com alguma frequência pelos romanos em terrenos instáveis ou de topografia irregular para criar uma plataforma de suporte a outras edificações, normalmente públicas.


A inscrição dedicada ao Deus Esculápio, parece confirmar o carácter público do edifício.
Actualmente, a parte visitável é constituída por uma rede de galerias perpendiculares, de diferentes alturas, onde se destacam pequenos compartimentos (celas) dispostos lateralmente a algumas das galerias, que podem ter sido utilizadas na época romana como áreas de armazenamento, bem como arcos em cuidada cantaria de pedra almofadada, técnica típica dos inícios da época imperial romana.

Os visitantes podem ainda ver “Galerias das Nascentes”, também chamada “Olhos de Água”, que ostenta a fractura, a partir da qual brota a água que invade todo o recinto.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Fragmentos e Opiniões. O medo do vírus irlandês



Fragmentos e Opiniões.

O medo do vírus irlandês

Leio o jornal alemão de 23/9/2010, em edição inglesa, Süddeutsche Zeitung Munique e os meus receios continuam

Um dos 620 "loteamentos fantasma" que a crise deixou desocupados ou inacabados pelo país fora.

A opinião do jornalista Andreas Oldag

Apesar de os mercados continuarem a comprar obrigações do Estado, os parceiros da Irlanda receiam que a crise trave a retoma na Europa. No entanto, recorda o Süddeutsche Zeitung, a UE sempre defendeu a ideia absurda do crescimento a qualquer preço.

Nos tempos que correm, os nervos estão à flor da pele em Dublin. Para começar, no decorrer de uma entrevista, em que compareceu visivelmente com falta de sono o chefe do Governo conservador, Brian Cowen, murmurou coisas incompreensíveis sobre as próximas medidas de austeridade. As dúvidas sobre a sua capacidade para gerir a crise estão a aumentar. Em seguida, as especulações sobre um incumprimento da Irlanda chegaram rapidamente aos mercados financeiros – uma mistura perigosa de crise económica e política.

Hoje, os investidores apressam-se corajosamente a participar no leilão de obrigações de Estado, um balão de oxigénio para o Governo. Contudo, Dublin tem de pagar juros elevados. Aos rumores sobre o eventual afastamento de Cowen, visivelmente esgotado, vêm juntar-se algumas especulações sobre a falência da república insular.

O desequilíbrio financeiro deste membro da zona euro coloca a moeda única sob pressão. Receia-se cada vez mais que a Irlanda se transforme numa segunda Grécia, o que poderia comprometer a estabilização e a retoma na zona euro.


Dublin

Dezenas de milhares de edifícios vazios
Continua a não se saber quanto custa ao Estado o saneamento dos bancos afetados, em especial o Anglo Irish Bank, para o qual a única alternativa é ser liquidado. Esta instituição, que apostou no cavalo errado com os créditos imobiliários, representa um sorvedouro de biliões.

A Irlanda já comprometeu cerca de 20% do total da sua produção de riqueza em garantias e em ajudas ao sector financeiro. Em paralelo, no ano passado, o novo endividamento atingiu os 14,3% do produto interno bruto – um triste recorde na zona euro. E, este ano, o défice vai novamente ultrapassar em muito o limiar de 3% imposto pela UE.

Na origem desta desgraça estão os maus investimentos colossais dos bancos irlandeses no mercado imobiliário. Na República da Irlanda, que tem 4,5 milhões de habitantes, há dezenas de milhares de edifícios vazios. Os proprietários irlandeses lamentam-se sob o fardo de um forte endividamento privado, que representa em média 175% do rendimento disponível por família. É superior ao dos Estados Unidos, onde a percentagem é de 145%.

Milhares de subvenções distribuídas às cegas
Contudo, estes problemas não são apenas de ordem nacional. O modelo de crescimento irlandês, que assentava num mercado de capitais praticamente sem regulamentação, associado a vantagens fiscais sem concorrência para os bancos e para as empresas, foi muito apreciado por Bruxelas durante bastante tempo.

Brian Cowen

Subsídios de vários biliões contribuíram para dissimular desfasamentos, como o que existe entre o desenvolvimento económico desenfreado de Dublin e as regiões agrícolas mais pobres. O tão louvado tigre celta está, há muito, infectado por um vírus temível, chamado crescimento a qualquer custo. A crise financeira internacional acabou por provocar a implosão do projecto irlandês.

Hoje, Bruxelas e os parceiros da zona euro apontam o dedo à Irlanda. Os irlandeses, dizem, deviam cair em si e começar a poupar seriamente. Na verdade, o problema não é só irlandês: é europeu, e vai muito além da disciplina orçamental e do respeito pelos critérios do Pacto de Estabilidade.

A zona euro não teve o cuidado de desenvolver um modelo económico consistente para os países da sua periferia. Esse modelo deveria incluir uma política comum no domínio da fiscalidade das empresas e, também, o fim das subvenções distribuídas às cegas. Sem isso, irão formar-se novas bolhas, que acabarão por rebentar

Linhó. Sintra.Sabado 25 de Setembro. Festival de Patinagem Artistica

Mail enviado para o blogue Bancada Directa

O Grupo União e Recreativo do Linhó vai realizar no dia 25 de Setembro nas suas instalações um FESTIVAL DE PATINAGEM ARTÍSTICA a partir das 21.00 horas para a divulgação da modalidade no concelho e arredores.
Para mais informações contactar Nela Ramos:962741297
Em anexo envio o programa do festival.
Sem outro assunto
Com os melhores cumprimentos
Nela Ramos



Agradecimento de Bancada Directa à Dª Manuela Ramos pela informação.

Isto é que anda para aqui uma açorda de marisco. E lá vamos cantando e rindo


Sem comentários.

Melhor: apetece-me dizer "Francamente"

Agradecimento à setôra C.A.

clicar na imagem para aumentá-la

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Fragmentos e Opiniões. Mário Soares sobre António O. Salazar


Fragmentos e Opiniões.

Mário Soares sobre António O. Salazar

A opinião de Henrique Raposo

O 25 de Abril é sempre apresentado como um corte redentor. Nesta doce narrativa que nos apascenta, a III República desfez o Estado Novo em mil pedacinhos, e reiniciou Portugal. Aliás, muito boa gente acha que só faltou a invenção de um calendário soarista para que o corte com o passado fosse imaculadamente democrático. Mas será mesmo assim? Não, não é. Se olharmos para a história através da lupa tocquevilliana, podemos ver várias continuidades entre o Estado Novo e a III República: ADSE (ainda bem), lei das rendas (ainda mal) e, acima de tudo, a Administração do Estado (um pesadelo). É isso mesmo: o esqueleto da democracia é o esqueleto de Salazar.
O Estado de Salazar era autoritário, centralizador e tratava os portugueses como crianças. Após o 25 de Abril, os nossos distintos democratas acolheram, com prazer e proveito, esse autoritarismo paternalista. A nossa impoluta democracia herdou os caboucos do Estado Novo, e nunca demonstrou vontade para os desmantelar. Ou seja, Soares & Cia. criaram uma contradição em termos: uma democracia pluralista encaixada num Estado autoritário. Aqueles pioneiros, liderados por Soares, nunca quiseram criar um Estado realmente democrático (i.e., mais descentralizado). Pior: Soares & Cia. aumentaram e legitimaram o Estado salazarista, através da entrada dos primeiros boys e através da adopção da língua de trapos que durou até 2010.
De repente, o autoritarismo centralista de Salazar passou a ser legitimado pelas sílabas dos 'direitos adquiridos' e do 'Estado social'. E, claro, os funcionários públicos multiplicaram-se como cogumelos burocráticos. Em 1976, eram 400 mil. Em 2010, ninguém sabe o seu número (700 mil? 900 mil?).

Deus te tenha por muitos bons e largos anos ao seu lado. Sossegadinho
O nosso Estado democrático é, portanto, a versão XXL do Estado salazarista. Só isto já seria mau de per se. Mas este thriller político não fica por aqui. Além de terem perpetuado o Estado salazarista, Soares & Cia. criaram um novo monstro: o tal Estado social. Por outras palavras, um Estado social insustentável foi edificado em cima da insustentável Administração salazarista. Ora, os apertos que estamos a sentir, aqui e agora, derivam desta irmandade burocrática.

A montante, o Estado de Salazar emperra a criação de riqueza (ex.: os magistrados estão algures em 1966), e, depois, a jusante, o Estado social e os salários da função pública consomem a pouca riqueza que é criada. É por isso que esta empresa conhecida por 'Salazar, Soares & Cia.' está a falir.

Henrique Raposo

Recordar é Viver. 1954. Estádio da Luz. Sem nada à sua volta.

Realmente não consigo situar, nesta foto de 1954, o Estadio da Luz relativamente aos terrenos que o circundavam. Sei que a norte o Estadio da Luz confinava com as extremas da Quinta do Conde de Carnide e com o Colegio Militar. Lembro-me, de na minha adolescencia, que a "nossa malta"vínha de São Sebastião da Pedreira para apanhar cobras na quinta do Conde de Carnide, que tinha muitos buracos nos muros, e depois íamos entregá-las ao Jardim Zoológico. Para a nossa casa é que não iam. Era o que faltava.

Claro, que Recordar é Viver

Nota: afinal já situei a foto, pois vislumbra-se-claramente o Cemitério de Benfica

Mostra Gastronómica da Ericeira. Outubro de 2010


MOSTRA GASTRONÓMICA NA ERICEIRA


5 de Outubro de 1910.

Uma viragem na história nacional teve como palco a Praia dos Pescadores, na Ericeira: o embarque da família real para o exílio, na sequência do golpe de estado que conduziu à implantação da República.

100 anos depois, a Câmara Municipal de Mafra evoca este episódio através da organização de uma mostra gastronómica, que decorre de 1 a 10 de Outubro, em 17 restaurantes da Ericeira.

"A afluência nas arribas era imensa. Tudo silencioso, mas de muitos olhos corriam lágrimas; (.) El-Rei ia muito pálido, D. Amélia com ânimo, D. Maria Pia, acabrunhada (.) Ainda as barcas não tinham atracado ao iate, apareceu na vila, vindo do lado de Sintra, um automóvel com revolucionários civis, armados de carabinas e munidos de bombas, que disseram ser para atirar para a praia se tivessem chegado a tempo do embarque (.)"

Numa iniciativa organizada pela Câmara Municipal de Mafra e apoiada pelo Turismo de Portugal, Turismo Lisboa e Vale do Tejo e Associação Turismo de Lisboa, participam na mostra "Centenário da Partida da Família Real. Iguarias Reais e Presidenciais"

Bancada Directa não publica os nomes dos 17 restaurantes que aderem a esta Mostra Gastronómica, para não infrigir as regras impostas pelo Google no tocante a eventuais spams.



Agradecimento à Camara Municipal de Mafra pelo envio via mail da informação deste evento

Há que ter cautela com a nossa casa: aviso à navegação

Assaltos em casa - nova técnica

Empresa especializada na temática e operacionalidade de segurança está a enviar, via mail, este aviso muito importante.

Cautela:

Um grupo organizado está a enviar pelo correio uma carta com papel timbrado da TV CABO, onde consta que a empresa está a modernizar a sua tecnologia e que será necessária a substituição de equipamentos dentro da casa do assinante.

Eles dão o número do telefone de um colaborador, por intermédio do qual deve ser feita a marcação para a realização do serviço.

Ou seja, se o assinante não conhece o golpe e não telefona para a TV CABO para saber se isto é verdade,
o golpe (assalto) é praticado com hora marcada.
As próprias vítimas marcam o dia em que as suas casas podem ser assaltadas!!!

Sugiro que passem esta mensagem aos vossos amigos, tenham eles TV CABO ou outro qualquer serviço de TV por assinatura, para que eles, também, passem esta
informação de interesse.

Olhando para a esquerda da abóbada negra do Palácio da Pena, lá se vê ao fundo a minha casa na penumbra, misturada no meio de outras, todas brancas como convém.

Até ontem, tudo estava normal com ela. As más noticias sabem-se depressa.

Obrigado Pela Sua Visita !