BANCADA DIRECTA: Maio 2010

domingo, 30 de maio de 2010

VI Convívio Anual da Tertúlia Policiária da Liberdade. Hoje 30 de Maio. Quinta do Rio. Sesimbra

VI Convívio Anual da Tertúlia Policiária da Liberdade


Realizado hoje 30 de Maio de 2010.

Neste Convívio foi homenageado uma figura impar da nossa vida policiária. Tratou-se de Avlis e Snitram. Homenagem justíssima a que Bancada Directa se associa.

Eis o texto lido para justificar a homenagem.

Homenagem da Tertúlia Policiária da Liberdade

A Avlis e Snitram

Sereno e afável, gostamos de nos sentar ao seu lado. É a certeza de uma conversa tranquila, com alguém que nos faz esquecer o lufa-lufa e nos apazigua com o mundo.

Mais de cinquenta anos de policiarismo e competições não o perturbaram. Fala de todas as peripécias com entusiasmo e, naquelas em que poderia ter razão de queixa, não lhe vemos acrimónia. Ri-se das ocorrências caricatas ou burlescas sem que lhe vislumbremos intenção amesquinhante ou desforço rasteiro.

Tem participado em todos ou quase todos os torneios policiários dos últimos anos. É um concorrente aplicado mas não particularmente preocupado em ser o primeiro. Dá-lhe gosto competir e andar junto com os da frente. Pensa pela sua cabeça e, não raro, vemo-lo recusar aquilo que parece ter de ser a solução do autor para seguir apenas o seu raciocínio.

É alguém que não anda a pôr-se nos bicos dos pés ou a chegar-se à frente dando encontrões pelo caminho. Seria a última pessoa que imaginaríamos em tais afãs.

Ele impõe-se pelo seu carácter cordial e tranquilo. Constitui uma referência cuja falta é notada quando não comparece a algum encontro da Tertúlia.

Há nele um aprumo isento de plumas e galões, próprio de um esteta recatado.

Toda a gente, sem excepção, manifesta por este nosso confrade uma grande estima, coisa notável de que muito poucos se podem orgulhar.

É fácil saber de quem estou a falar.

É de Avlis e Snitram, que a Tertúlia Policiária da Liberdade tem hoje muita honra em homenagear

Seguiu-se a entrega de uma medalha comemorativa da homenagem.

sábado, 29 de maio de 2010

Fragmentos e Opiniões. Cavaco ao não vetar a lei do casamento gay demonstrou falta de coragem? Porque afinal ele esteve sempre contra!

Fragmentos e Opiniões


Agarrem-me, senão eu veto!

A recente atitude do Presidente da Republica em aprovar a lei dos casamentos gay, e porque foi contra a sua vontade expressa na declaração que fez a propósito, continua a dividir opiniões. Aqui está mais uma de um jornalista conceituado.

A declaração de Cavaco sobre a lei do casamento gay é um exemplo acabado de vacuidade política

A declaração de Cavaco Silva em que anunciou a promulgação da lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, é, sob quase todos os pontos de vista, um exemplo acabado de vacuidade e irrelevância políticas indignas do estatuto presidencial.

O Presidente, além de acentuar, desnecessariamente, as limitações do órgão Presidência da República, e respectiva impotência em certas matérias, usou um tom lamuriento que, no fundo, expressa a incomodidade pelo princípio da separação de poderes e pouco respeito pelas legitimidades próprias dos vários órgãos de soberania.

Cavaco Silva, no fundo, disse-nos: "Eu queria vetar a lei, mas aqueles malandros vão aprová-la de novo e eu fico de mãos atadas! Não vale a pena!" E o que fica de substancial, da atitude do Presidente? A promulgação da lei. O resto é a desistência. O resto são suspiros, protestos vazios, despeitos mal disfarçados, e o duro sapo da democracia representativa a custo engolido.

Mas se a declaração é inútil de muitos pontos de vista, ela é necessária do ponto de vista do candidato presidencial Aníbal Cavaco Silva. O Presidente promulga a lei ainda com as velas de Fátima quentes, depois da passagem de Bento XVI por Portugal.

O Papa não se coibiu de, mais uma vez, defender o primado da família tradicional. E é a um presidente católico praticante que cabe o azar de ter de associar a sua assinatura ao que a sua consciência considera uma aberração.


Cavaco precisava de se justificar, discursando para dentro do eleitorado conservador, e de controlar os danos de uma promulgação sobre a qual alguns não deixarão de lhe pedir contas. Basta ver as reacções logo expressas por activistas católicos em redes sociais como o Facebook para se perceber, que, mau grado o esforço,

Cavaco vai precisar de fazer muito mais para se limpar.
Dito isto, não deixa de ser irónico que sejam aqueles que enchem a boca com o direito à diferença a querer ser precisamente iguais aos outros. Para a comunidade gay, qualquer evolução no sentido da união civil entre pessoas do mesmo sexo teria de desembocar na palavra "casamento".

Tal e qual como as uniões heterossexuais. Sem direito à diferença... Na verdade, os que se reclamam do direito à diferença, o que sempre ambicionaram foi serem... iguais aos heterossexuais! Em vez de afirmarem a sua diferença com um estatuto jurídico diferente - e diferente terminologia - não senhor: querem ser... casados! Uma atitude complexada, própria de quem está inseguro da sua condição.

Faz lembrar o vegetariano que, para vincar as qualidades da sua alimentação, nos pretende convencer de que, com o tempero adequado, um bife de soja parece... carne! Mas se se quer que pareça carne, porque não se come carne? E foi assim que a união homossexual passou a ser uma questão semântica. Todos, até a Igreja, concordam com ela. O pior é chamar-se casamento. Mas, senhores, tanta discussão por causa disso? No meio de tudo, a Igreja Católica vive o seu próprio paradoxo. A Igreja considera o casamento um sacramento.

Que se saiba, um casamento civil não é, canonicamente, um casamento. Portanto, não é reconhecido pela igreja. Mas, se assim é, que diferença fará à Igreja que tal união civil seja entre sexos opostos ou entre pessoas do mesmo sexo?

Filipe Luis

Bancada Directa deseja aos seus fieis amigos leitores que tenham um excelente Fim-de-semana. E ao verem a miuda não comecem a patinar sem patins.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Pois é amigos leitores. Estamos no Fim-de-semana que precede o inicio dos meses de férias. Há que aproveitar. Hoje não está um dia de muito sol, mas a partir de amanhã ele aparecerá radioso. Nada de banhos em praias que não estejam vigiadas. E muito cuidado com o mar onde houver correntes, fundões e ondas altas e mexidas.

Por mim a semana vai ser atribulada. Mas vamos fazer o melhor para não prejudicar o Bancada Directa

Ah, já me esquecia: a miuda é a Olga Kurylenko

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Valha-nos Deus! Ao que isto chegou. E preparem-se porque esta onda de assaltos ainda vai ter mais força.

Onda de violencia em Lisboa e no Porto na última semana. Assaltos e sequestros.



O texto retiro-o de vários órgãos da Comunicação Social

Realizaram o roubo de um automóvel pelo método de carjacking, agrediram o proprietário do mesmo e foram perseguidos pela PSP ao longo do IC 19, provocando três acidentes. Quando foram interceptados, os agentes detectaram no interior, para além dos quatro assaltantes, uma mulher, de 52 anos, que havia sido sequestrada em Sintra. Foi um dos casos de ontem numa série de crimes violentos que atingiram Lisboa e Porto, com carjackings e assaltos a estações dos Correios.
Em Sintra, o roubo da viatura aconteceu domingo, às 22.15, na Rua Tristão Vaz, em Lisboa. O proprietário do veículo foi obrigado a entregar a viatura não sem antes ser ameaçado e agredido pelo grupo de quatro jovens, com idades entre os 18 e os 20 anos.

Ontem de manhã, pelas 06.00, quando efectivos da PSP efectuavam patrulhamento na Rua do Alto do Forte, em Rio de Mouro, concelho de Sintra, detectaram que uma viatura saía a grande velocidade de uma zona de terra batida e matagal, o que levantou suspeita. Pela matrícula e características do veículo, a polícia acabou por confirmar que se tratava da mesma roubada três dias antes e os agentes deram ordens de paragem ao condutor do veículo.

Os jovens desrespeitaram a ordem e fugiram, sendo perseguidos por diversas artérias do concelho de Sintra, ao longo de dez quilómetros. A fuga terminou no IC19, na zona de Queluz de Baixo, após a viatura furtada ter embatido em três automóveis que ali circulavam. A condutora de uma destas viaturas ficou ferida e teve de receber tratamento hospitalar.
A surpresa dos agentes aconteceu no momento da intercepção, em pleno IC19. Os quatro indivíduos agiram com agressividade durante a detenção mas, no interior do veículo, os agentes encontraram uma mulher visivelmente assustada e que tinha sido raptada e sequestrada pelo jovens na Avenida Fernando Pessoa, Serra das Minas, cerca de meia hora antes.

No Porto, um automobilista vítima de carjacking foi retirado da mala do seu automóvel, depois de ser sequestrado por um trio de assaltantes, encapuzados e armados de caçadeira, tendo viajado na bagageira do veículo durante algum tempo. A PSP encontrou o homem já abandonado pelos assaltantes, pelas 00.30, na Estrada da Circunvalação. À polícia contou que tinha sido assaltado, e ficado sem o Opel Astra, por um grupo de jovens que viajavam num Fiat Punto.

Pouco antes, dois outros roubos por carjacking tinham sido realizados também por três encapuzados armados. O primeiro, pelas 23.15, na Avenida D. Carlos I, na Foz, no Porto. Ameaçaram um automobilista com uma caçadeira que foi coagido a entregar o seu Smart. Pelas 00.15, na Avenida João Paulo II, em Gueifães, na Maia, um trio de assaltantes que se fazia transportar num Audi A4 roubou um BMW.

Ontem de manhã, houve três assaltos armados a postos de correios, dois na Maia e um em Matosinhos, aparentemente pelo mesmo grupo de três homens que se fazia transportar numa carrinha Ford Escort. O primeiro roubo ocorreu na estação de Castelo da Maia, às 09.10, seguindo-se postos de Nogueira da Maia e da Arroteia, em S. Mamede de Infesta.

Os desalinhados (as), perdão, os divorciados (as), no Bancada Directa. Também não é preciso exagerar. Os homens são o que são. As mulheres não?


Os desalinhados (as), perdão, os divorciados (as), no Bancada Directa.
Tinha um texto entre mãos que me tinha enviado a Anne-Rose Schelman ( que estou quase, quase a revê-la pessoalmente) e que esperava ocasião para o publicar. Leio hoje esta opinião da jornalista Ana Sá Lopes e foi a ocasião ideal para a junção dos dois temas, que, no fundo, se interligam.

Carta a um jovem divorciado
Escreve Ana Sá Lopes

A "Vanessa" (figura fictícia) pediu-me para usar este espaço para que fosse publicada uma carta a um jovem divorciado que reencontrou há alguns dias. Segue, sem censura, o texto. É uma peça pirosa, evidentemente:

"Querido N. Chegaste à melhor parte da tua vida, mas como és gajo, não vais perceber. E, pior, vais querer sair dela o mais rapidamente possível.

Sim, as mulheres são umas chatas (olá se são, as minhas amigas lésbicas queixam-se imenso); sim, são umas chatarronas sempre a chafurdar na semiótica das relações, incluindo as meramente sexuais, mas vocês não vêem um boi à frente.

Nunca percebem quando os casamentos acabam e, pior, estão sempre danadinhos para começar outro. Ora, isto vai prejudicar-te. Nas primeiras semanas, vais adorar não ter de cumprir ordens (esquece, num casamento cumpre-se sempre ordens, nem que seja as ordens naturais das coisas). Mas o risco de que rapidamente te canses e te metas a cumprir novas ordens é imenso. Não ligues à conversa de que as mulheres querem todas casar.

É uma mistificação dos anos 70! Quem eu vejo a querer casar são os homens, que se perdem por pantufas - enquanto as mulheres perdem-se com mais frequência por um bom par de saltos altos (ou, no meu caso, botas altas para ir dançar à noite). Vá, aproveita o bom da coisa: a agenda livre e - melhor do que tudo - o magnífico inesperado de uma coisa chamada "encontros excepcionais", um conceito sociológico que não quer dizer exactamente aquilo em que estás a pensar. Curte bué."

Ana Sá Lopes

Segue-se agora o texto que me enviou a Anne-Rose
Ya he contado que tengo mi amiga egipcia M, con ella se como funcionan las cosas en la realidad mas que en lo legal o formal.
Un día conversando le pregunte sobre el divorcio o separación, ya que siempre se ha escuchado que los musulmanes solo repudian a sus mujeres 3 veces y con eso ya están divorciados.

El repudio es valido en el caso de existir testigos.

Me contó el caso de una mujer que esta a un repudio de su separación, esta mujer ha tenido dos peleas con su marido en las cuales el le ha pedido el abandono del hogar y ella a tenido que quedarse donde sus padres, esto es considerado como dos repudios de parte del marido, ya que han sido testigo de ellos los padres de la mujer, en caso que el marido le exija por tercera vez la salida del hogar ellos estarán divorciados y no habrá vuelta atrás.
En caso que esta pareja se quiera reconciliar y casar nuevamente, la mujer deberá tener un matrimonio con otro hombre y esperar a que este muera o la repudie tres veces para poder estar nuevamente con su primer marido.

Por otro lado hay casos en que el marido solo menciona la palabra “repudio” tres veces al mismo tiempo y ante testigos para que el divorcio este realizado.
Hace poco salio una noticia de una mujer que solicito el divorcio ante la justicia ya que su marido le había enviado tres mensajes de textos en que la repudiaba, el juez considero que era valido ya que había una evidencia escrita de que el marido ya no quería a la mujer, como vemos el Islam también busca adecuarse a las nuevas tecnologías.

Hay que tomar en cuenta que cuando contraen matrimonio se especifica un valor en dinero u oro en caso de un divorcio a favor de la mujer, esto será lo único que es de ella, ya que los hijos al cumplir 7 años son propiedad del padre, la vivienda también es propiedad del hombre, por lo que siempre será la mujer quien abandona el hogar y a los niños, llevándose solo su dote y el acuerdo de divorcio, creo que esto explica un poco el gusto que tienen las mujeres árabes al oro, ya que en definitiva es lo único que poseen y que pueden usar en caso de ser necesario.

Al ser el matrimonio un contrato, unas pocas mujeres han empezado a poner mas reglas dentro de este, como el tener siempre la custodia de los hijos o que en caso de un divorcio no abandonen el hogar, como dije estos caso son muy pocos, ya que el hombre debe estar aceptar esto de manera previa.

En el caso que sea la mujer quien pide el divorcio y el marido acepta, ella debe devolver la dote y renunciar a cualquier tipo de manutención o acuerdo anterior. Claramente la mujer se ve en desventaja ante esta situación.

Después de un divorcio el hombre puede contraer matrimonio con otra mujer en cualquier momento, tomemos en cuanta que podría hacerlo hasta con cuatro mujeres sin estar divorciado. La mujer deberá esperar un año para contraer matrimonio con otro hombre, ya que podría estar embarazada.

Desde mi cabeza occidental todo esto es engorroso, complicado y machista. Solo destacaría el que en los contratos se llegue a acuerdos en caso de una separación, para que así un proceso que de por si es doloroso, no se centre en peleas de poder o de bienes.

Anne-Rose Schelman (Las Salinas/Roquetas)

Esta Lisboa que eu amo. Mas desta forma, nem pensar. Francamente!

Esta Lisboa que eu amo

Ir à Farmácia na Rua da Saudade, uma artéria mesmo em frente à antiga cadeia do Limoeiro. (Bairros do Castelo/Alfama)

Pergunta o morador a um agente de proximidade:

-Senhor guarda: diz-me por favor qual é a farmácia de serviço mais perto daqui sem ser aquela da Rua da Saudade? É que aquilo da forma como está tenho medo de lá entrar!

-Não me diga que não está protegido pelas baias?

-Eu disso não tenho medo. Tenho medo é que alguma grade das varandas se desprendam e me caiam em cima.
E segundo me dizem este edificio está neste estado há duas décadas.....

As fotos são do Fernando Jorge (Lisboa SOS)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Tambem na cidade do Porto apetece dizer: Francamente!



Francamente que nem vale a pena comentar.

Fragmentos e Opiniões. Uma grande mentira

Fragmentos e Opiniões


Uma grande mentira

Hoje, quando estiver a ler esta crónica, é possível que as medidas anticrise que conhece já sejam completamente diferentes. Já não dá para esconder o desnorte e o desgoverno total em que caiu o Executivo perante esta crise.

Em pouco mais de uma semana o Governo conseguiu baralhar toda a gente, a ponto de se notar que mesmo dentro do Governo há quem não perceba as medidas anticrise.

Num dia há mais IRS em Julho, no outro dia em Junho, e no outro dia já é para o ano inteiro. E as obras públicas já pararam, já arrancaram e já pararam outra vez. As medidas foram lançadas sem se medir o impacto das mesmas, com o risco de boa parte dos serviços e empresas públicas poderem paralisar por falta de verbas. Toda esta confusão de avanços e recuos coloca a nu duas coisas:

1. O primeiro-ministro é uma sombra do que foi. Sócrates perdeu a mão no país, no governo e está a perder a mão no seu partido. Cada vez mais sozinho, luta pela ideia que Portugal vai sair da crise e que com esse crescimento vêm as receitas para acabar com o problema do défice. A receita é simples e verdadeira, curiosamente a mesma fórmula defendida durante muito tempo por Ferro Rodrigues enquanto líder do PS, não fosse o pequeno pormenor de que Portugal não voltará tão cedo a crescer a níveis que permitam gerar receitas para sustentar a elevada despesa do Estado.

2. O plano anticrise foi feito em cima do joelho, com medidas que se revelam, de dia para dia, insuficientes. Até as autoridades europeias terem feito um ultimato a Portugal (e a outros países europeus), nada tinha sido preparado. Há 15 dias não havia, para o Governo, qualquer problema... Isto apesar dos avisos que desde a falência da Lehman Brothers, em Setembro de 2008, eram feitos quase todos os dias.

Vivemos o último ano e meio numa grande mentira retratada pela política económica e orçamental onde houve espaço para tudo, nomeadamente para aumentos salariais na função pública e lançamento de obras públicas que farão no curto e médio prazo disparar a despesa.

A julgar por esta semana desastrosa, a grande mentira continua alimentada pela obsessão de não querer ver. O mais provável é que este plano não seja suficiente e em vez de ter um PEC à séria arriscamo-nos a ter uma série de PECzinhos, um atrás do outro, para remediar o que remendo não tem.

O Governo perdeu mais uma oportunidade de ouro para lançar a tão necessária reforma das finanças públicas. Tudo porque José Sócrates insiste e insiste e insiste em bater com a cabeça na parede. Falta saber quem é mais resistente, a parede ou a cabeça de Sócrates.


José Vieira Pereira

É tal e qual! Mas segundo me dizem anda por aí muitos sósias do CR9.

Só lhe falta o brinco...
... diria um observador atento e sabedor que jamais poderia estar na presença do craque português. Facto notório é que o sósia de CR retratado na foto é torcedor brasileiro, encontrando-se, inclusive, nas imediações do centro de treinos da sua selecção onde espera por Kaká e companhia.

Os desalinhados no Bancada Directa.

Antevisão do fluxo de passageiros para o TGV Poceirão – Madrid, se houver claro….
Se estou a pecar por defeito, peço que me desculpem!
Mas andam todos enganados porque na capital espanhola não existe qualquer praia, como por aí dizem ironicamente...

Recordar é Viver. Seria o folclore português uma bandeira do Estado Novo?

Caros amigos leitores do Bancada Directa


Nada tenho contra o folclore luso, gosto até de ver as exibições de ranchos folclóricos, acontece que até sou padrinho de um rancho aqui da minha zona. Que ultimamente tem registado muitas dificuldades em agregar novos membros, tanto em dançarinos, como em tocatas e sonatas.


Mas o post de hoje sobre motivos folclóricos, mostra-nos uma faceta das políticas do Estado Novo, de tão má memória. Tudo servia para a sua propaganda politica e de tapar os olhos ao cidadão comum, cá e no estrangeiro.

Aproveitar-se da cultura popular de um povo amordaçado para alcançar os seus desideratos, foi uma das suas facetas. As fotos e o texto que se seguem dão disso um exemplo flagrante.


.......A recuperação e reformatação dos valores do folclore bem como a sua dinamização nas décadas de 1940 a 1960 estão geralmente associados ao Estado Novo e aos vários organismos corporativos desenvolvidos pelo regime – SPN/SNI, FNAT, Casas do Povo.

Todo o revivalismo dos supostos valores tradicionais veiculados pelo folclore foi exacerbado na cerâmica, como se verifica nestas peças da fábrica Aleluia, nas edições postais, com a série Conheça as suas Danças, na decoração do vidro, na própria promoção turística dos ranchos folclóricos e na sua projecção através de cartazes de instituições oficiais.


Um aspecto, contudo, é muitas vezes subvalorizado ou escamoteado na análise desse revivalismo. É que ele havia sido promovido já na década de 1920 por artistas como Bernardo Marques (1898-1962) ou Roberto Nobre, (1903-1969), certamente na senda da recuperação de um imaginário popular europeu relançado anteriormente pelos Ballets Russes, de Diaghilev (Sergei Pavlovich Diaghilev, 1872-1929), e rapidamente aplaudido, acarinhado e adoptado pelos modernistas.

Nota de Bancada Directa: as duas peças estão datadas de 1955. Ainda o senhor mandante desta plebe era vivo.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Fragmentos e Opiniões de tudo a nu! O que resta quando a “stôra” tira a roupa?

Fragmentos e Opiniões


É certo, julgo eu, que foi só com o intuito de "ganhar uns trocos" que a professora de Mirandela, de seu nome Bruna Real se predispôs a despir-se e a deixar-se fotografar para a capa da revista Playboy. Daqui não virá qualquer mal ao mundo, penso eu. Mas o que é mais certo é que ha vozes discordantes da minha opinião.


Vamos lá a ver o que isto vai dar....


Seis fotografias, nove horas de trabalho e muito pouca roupa chegam para mudar a vida de uma pessoa. Bruna Real, de 27 anos, que surge nas páginas finais da última edição da "Playboy", passou de anónima professora de música em Mirandela (afastada da escola pela autarquia) a estrela nacional, cobiçada por jornais e televisões. Pelo caminho, tão rápido como uma semana, fez disparar as vendas da revista e abriu uma ferida na sociedade portuguesa. Afinal, quem é que pode ficar sem roupa sem se arriscar a ficar sem emprego?

A lista de profissões de todas as modelos que já posaram na edição portuguesa dá algumas pistas. Bruna Real foi a primeira professora a aparecer nua, mas nas 14 edições houve páginas suficientes para três bailarinas, seis estudantes, uma fisioterapeuta, uma lojista, uma esteticista, uma operadora de caixa e uma assistente de vídeo. No entanto, modelos e actrizes foram as mais comuns.

A palavra-chave é sempre a mesma: 'consequência', seja qual for o ramo de actividade, e Bruna sabia-o. "Ela estava com algum receio, mas não esperava uma coisa assim", contou ao Expresso Cláudia Silva, a loura que aparece nas páginas com Bruna. "Fiquei chocada", admite a modelo brasileira. "Já fiz dois ensaios da "Playboy" no Brasil e era tratada como estrela, com glamour. Dava autógrafos, fazia digressões. Aqui, na mesma semana, aprovam o casamento gay e 'apedrejam' a pobre rapariga."

As fotografias foram feitas em Almada, num domingo, entre as 9h e as 16h, por cerca de 700 euros. O resultado apareceu nas últimas páginas da revista, quase escondido, sem direito a chamada na capa e sem que as modelos fossem identificadas.

Mas a edição de Maio, a 14.ª, esgotou depressa em Mirandela e originou uma corrida às fotocópias. Os pais dos alunos queixaram-se e a autarquia - Bruna é contratada pela Câmara Municipal para dar aulas de música no programa de actividades extra-curriculares - transferiu a modelo para o arquivo municipal.

"Há uma relação de oposição entre o estatuto da professora e a representação pública da revista", explica José Rebelo, do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE. "A escola é vista como prolongamento da família e espaço de educação das crianças, um meio mais fechado e até conservador. O contrário da "Playboy". É fácil perceber que a revista encoraje este antagonismo, que o faça jogar a seu favor. Quanto a ela, desconheço as motivações. De que outra forma uma jovem professora de música da província seria falada a nível nacional? Mas há consequências".

Algumas não são boas. Cláudia Jacques, a relações públicas que foi capa do número 2 da "Playboy", perdeu o emprego de vendedora numa marca de roupa. Não prestou declarações ao Expresso por ter um processo contra a revista por alegada falta de pagamento do cachê. Já Rita Mendes, apresentadora e DJ, confessa que não ligou muito ao caso de Bruna. "As pessoas devem fazer o que querem, mas conscientes das consequências. Eu até tive mais ofertas de emprego".

Manuel Curado, professor de Filosofia na Universidade do Minho, leva a discussão a um novo patamar: "A nudez artística não significa o abandono da privacidade. Estamos perante uma chocante manifestação de atentado aos direitos civis da professora, de intromissão no direito à livre disposição do corpo e de pressão sobre uma publicação periódica", diz.

A Playboy reagiu durante a semana, apoiando Bruna Real e considerando o seu afastamento injusto. Bruna manteve-se em silêncio. "Não faço declarações", disse ao Expresso. Cláudia, a companheira de fotografias, não resiste a um conselho. "Se fosse comigo, tirava o máximo partido disso. Ela está a ter os 15 minutos de fama, tem de aproveitar. Eu no próximo mês ia fazer uma capa. Pode crer."

Contribuições

Posar para a Playboy pode ser motivo de despedimento. Que o diga a professora Bruna, de Mirandela, que vê agora a sua carreira ameaçada depois de ter ocupado oito páginas da edição de Maio da revista portuguesa numa sessão ousada com outra mulher.

A curiosidade de alunos, professores e população foi inevitável e a revista esgotou no primeiro dia em que chegou às bancas. E embora os vizinhos a descrevem como “uma mulher que apenas gosta de dar nas vistas”, a escola que a emprega recusa-se a aceitar as actividades extracurriculares da jovem de 25 anos e já anunciou que pretende dispensá-la no final do ano lectivo.
Segundo apurou o JN junto da direcção da escola, a atitude da profissional foi considerada incorrecta e, por isso, adiantou José Pires Garcia, “é preciso tomar uma atitude depressa. Aparecer numa revista sem roupa não é compatível com a função de educadora”, lamentou, lembrando que “mantê-la no agrupamento seria nocivo para a comunidade escolar”.

Uma vez que a jovem está a dar aulas de AEC (actividades extracurriculares), o seu contrato de trabalho está a cargo do município, pelo que terá de ser a autarquia a decidir a sua permanência na escola. A decisão é esperada na próxima semana.

Domingo 30 de Maio de 2010. Conviver ao mais alto nível

Caros amigos leitores do Bancada Directa


Domingo 30 de Maio de 2010.

Conviver ao mais alto nível


É já no próximo Domingo 30 de Maio que se realiza mais um Convívio Anual da Tertúlia Policiária da Liberdade. Policiaristas de toda a parte do país vão reunir-se e vão conviver!

Não se levam pistolas e nem algemas, mas sim na nossa bagagem apenas a amizade, a alegria de mais uma vez nos encontrarmos e, sobretudo, trocar ideias sobre a forma de melhorar este nosso “hobby” de cultura literária policiarista.

Mas vamos dar a palavra a um dos organizadores, o nosso António Raposo, actualmente uma das figuras mais prestigiadas e emblemáticas do Policiário, não só como solucionador e produtor de problemas policiais, mas por toda uma conduta de lealdade, amizade e solidariedade que sempre tem para com os seus pares, sem contar com os seus sacrificios pessoais para se manter na primeira linha..

Depois da partida do nosso saudoso Sete de Espadas, é este homem, António Raposo, e Manuel Constantino, que mais forte me marcam no Policiário de hoje, sem menosprezar o respeito e admiração que tenho por todos os confrades.

Bem hajas, António Raposo e toma lá a palavra


O VI CONVIVIO DA TERTULIA DA LIBERDADE


Domingo 30 de Maio 2010-05-20

Quinta do rio – Sesimbra

O pessoal do Policiário hoje tem onde ir. Não é à praia mas é perto!

Mais uma vez regressámos à Quinta do Rio porque o panorama é espectacular, o ar do campo dá-nos novas energias e o almoço tem que se lhe diga. A companhia é excepcional.

Desta vez a direcção da Estalagem resolveu oferecer-nos uma prova de vinhos!

Para além disso vamos falar do Policiário. Dos policiaristas e dos Torneios em Curso.

Para não deixarmos os créditos por mãos alheias, antes do almoço vamos ter que resolver um belo enigma (a prémio) e outras pequenas perguntinhas para entreter o pessoal.

Durante a tarde podem surgir outras actividades. O improviso é o nosso forte. E o nosso programa pode ser alterado, mesmo sem haver motivo imprevisto.

Qualquer policiarista ou amigos que queiram aparecer – agora que o calor já aperta, poderá fazê-lo. Não precisa de se fazer anunciar. Encontrará ali a fina-flor do policial português. Os craques. Os que escrevem e os que resolvem os casos bicudos da problemática policiaria.

O responsável pela secção Policiário, uma página do Jornal Público, Luis Pessoa/Inspector Fidalgo, disse-nos que ia. Só não levaria os 2.000 concorrentes ao torneio por razões de pura logística e na mala do seu carro não cabem todos!

Que seja um dia bem passado.

São os desejos dos organizadores do evento.

ass)António Raposo
Nota de Bancada Directa: se o estimado leitor visitar o blogue "Crime Publico" lá encontrará informação mais pormenorizada sobre este Convivio e as indicações precisas da melhor forma de se dirigir e encontrar a Quinta do Rio, paredes meias com a Vila de Sesimbra.

Esta Lisboa que eu amo. Acontece na Avenida de Berna, actualmente uma zona nobre da capital!

Esta Lisboa que eu amo.

Autoestrada'' para automóveis, 80 cm para os peões


Estas imagens reportam um final de tarde na Avenida de Berna (Ou será Autoestrada de Berna?). São asseguradas três vias de circulação em cada um dos sentidos, mais duas filas para estacionamento. Um claro convite para que se traga o automóvel para o centro da cidade. Mas neste troço onde se encontram as duas paragens de autocarro, para que os peões transitem, restam apenas 80 cm de distância entre as paragens e o muro da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

A solução obviamente não poderá passar por retirar as paragens, prejudicando aqueles que tomam a opção certa de utilizar o transporte colectivo, passa sim, por retirar espaço aos automóveis.»

Esta Lisboa que eu amo. Será por bem ou por mal?

Esta Lisboa que eu amo
A velha e eterna questão dos murais e cujo objectivo, por vezes, não se compreende




Vários amigos, em relação ao estado deste edifício, colocam a pertinente questão. No fundo, trata-se de saber se estas «intervenções» (dos «graffiters» brasileiros «Gémeos») são uma transigência com o apodrecimento da cidade ou se, ao invés, representam um «mal menor», que dá colorido a edifícios que, doutra forma, o não teriam. Há também o problema - grave - de saber em que medida estas «intervenções» fomentam outras: rabiscos, «tag's», selvajaria. A resposta é sua.
Os amigos em questão são o Lisboa SOS e o Bic Laranja

terça-feira, 25 de maio de 2010

Fragmentos e Opiniões. António José Seguro do PS. O TóZé “seguro” morreu de velho!

Fragmentos e Opiniões.


Entre a velha geração de Mário Soares e esta, a “nova”, vai uma distância que, seguramente, não descerei.

A opinião de Clara Ferreira Alves


Assentando um pé sobre o cadáver morno do primeiro-ministro do seu partido e confessando “agora sou solidário como o Governo do meu partido”, António José seguro lançou a candidatura a chefe do partido dele. Não agora, agora ele está solidário; daqui a uns tempos e achando que pode ser útil, assumirá as suas responsabilidades.

Com o devido obséquio, nunca achei Tozé Seguro um candidato palpitante, e fui ler a entrevista à Ùnica num alvoroço. Na semana em que Portugal foi enxotado pela Europa como um tinhoso e os portugueses foram chamados a assumir as suas responsabilidades ficais e a pagar os sarilhos em que o partido de Seguro nos ajudou a meter com a colaboração de Seguro que seguramente sabia o que lá andava a fazer.

Seguro assegura, com douta modéstia, a sua contribuição para crise. “Eu sou atingido pela mudança de escalão: passo dos 43% para os de 45% de IRS. Acho bem. Porventura resulta pouco dinheiro de impostos daqui, mas é de pequeninos gestos como este que precisamos para sair deste afogo, para o qual também nos pusemos a jeito”.

E as jornalistas (Cristina Figueiredo e Mafalda Anjos): “Pusemo-nos a jeito? Explique lá isso”. Explica:”Temos problemas crónicos que não vieram com a crise nem vão embora com ela. O nosso crescimento económico é muito baixo e consumimos acima das nossas possibilidades.


Isto significa que teremos de fazer um esforço muito grande para colocarmos o país a crescer”. E continua: “Pertenço a uma geração que não se resigna com o estado de coisas a que o país chegou, nem sequer com a ideia, secular, de que somos um povo que não se governa e nem se deixa governar.

A minha ambição é que possamos crescer ao nível dos países mais desenvolvidos da EU e que as próximas gerações possam ter as mesmas oportunidades das gerações desses países. É óbvio que isto não se resolve a nível nacional, resolve-se a nível mundial e sobretudo europeu”.

Em que ficamos? Nacional ou mundial? O problema é nosso, ingovernáveis e postos a jeito, ou é do mundo e da Europa? E a propósito de mitos “seculares”, o problema dos portugueses não é serem ingovernáveis, é serem mal governados.
E serem mal governados por gente que se governa muito bem. Incluindo os do partido dele, e da geração dele, e não me façam trazer aqui essas exemplares criaturas que todos conhecemos. Gostava que Seguro tivesse dito qualquer coisa sobre Rui Pedro Soares como disse sobre os prémios edipianos de Mexia.

Eu também não me resigno, sendo de uma geração mais velha que a de Seguro, que Seguro tenha andado estes anos todos na JS e no PS e tenha tido as responsabilidades governativas e parlamentares que teve no PS, sem abrir a boca sobre o modo como colectivamente nos “pusemos a jeito”! Com tantos amigos e outlets, posts, blogs, facebook, twitter, site, Seguro teve oportunidades de nos alertar, e de alertar o partido, para os “problemas crónicos”. Para o nosso “consumo acima das nossas possibilidades”.

Na semana em que PS perdeu as próximas eleições, António José Seguro, com a segurança de quem nada tem a ver com o assunto, confessa a desilusão com as elites e os responsáveis políticos que pedem sacrifícios aos portugueses sem darem o exemplo. Decerto por desatenção minha, em todos estes meses em que o PS se enrolou em escândalos e hesitações e perdeu a autoridade moral para exigir sacrifícios aos portugueses, não ouvi levantar-se a voz virtuosa deste socialista.

Em toda a entrevista não se vislumbra uma das virtudes do chefe que ele quer ser. Só encontrei piedades. A minha vida é transparente. Os partidos têm de regressar para junto das pessoas. Um aperto de mão é tão importante como uma assinatura. Devemos entrar de cabeça erguida em qualquer sítio. E foi o pai que lhe ensinou.

Seguro sabe o que é a solidariedade:”A política tem dois mundos. Quando faço conferencias, digo sempre que há politica com um p pequeno e a politica com p grande. Encontrei gente de grande nobreza na política. Foi na política que aprendi este valor de solidariedade, uma característica que me atribuem por causa do momento em que vim do Parlamento Europeu para o Executivo já na fase de declínio do Governo de António Guterres”. Ser solidário é o protegido deixar a sinecura de Bruxelas e vir para o Governo do protector.

É isto um pensamento político? A esquerda? O Seguro é o futuro? Parece um bom rapaz e muito trabalhador. Deixo-o reformar o Parlamento, ouvir Celine Dion e escrever isso no Facebok. Não o deixo governar-me com o meu voto. Entre a velha geração de Mário Soares e esta, a “nova”, vai uma grande distância que, seguramente, não descerei.

Clara Ferreira Alves

E para que não digam que somos contra, aqui vai a noticia!

Fragmentos e Opiniões

Queres casar? Casa no Arraial Pride, em Junho na Praça do Comércio em Lisboa. É uma iniciativa da ILGA Portugal


Cada um come e gosta do que gosta! E mais nada!

A iniciativa "Noiv@s do Arraial", destinada a celebrar a legalização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, é a principal novidade da 14.ª edição do Arraial Pride, que decorre a 26 de junho em Lisboa.

"Queres casar? Casa no arraial. Com ele, com ela, com o que tu quiseres. Oferecemos-te tudo para que te cases", promete a Associação ILGA Portugal, que organiza o maior acontecimento LGBT (lésbico, gay, bissexual e transgénero) do país no âmbito das Festas de Lisboa.

Também pela primeira vez, o evento conta com o patrocínio de uma companhia aérea (à semelhança do que já acontece há anos noutros países), o que reforça a integração do evento nos circuitos internacionais do género.
Segundo um comunicado da ILGA, a festa, que decorre no Terreiro do Paço, é de acesso gratuito e é também "uma oportunidade para todas as famílias se divertirem", já que haverá actividades para todas as idades que vão permitir "brincar, cantar, dançar, desenhar, aprender, pensar, filosofar, ver e ouvir histórias, correr e crescer".

A programação inclui "speed dating", tango livre, "performances" e a segunda edição dos "queer games", em que o público vai poder disputar a maratona das nazarenas e o arremesso da canasta (jogada com o traje regional das sete saias de Nazaré), o rali das divas Isadora Duncan, as olimpíadas do croché e da agulha e o duelo das manicures. Do cartaz fazem também parte atuações de DJ e vários concertos, como os das bandas BETTY, Post Hit e Chicks on Speed. No recinto, cujas portas abrem às 14:00 para se fecharem apenas de madrugada, estarão instaladas tendas de restauração e de associações e parceiros.

Di Maria marca de trivela na goleada que a Argentina impôs ao Canadá-

Como será que o homem está sentado ?!

Mourinho: uma despedida anunciada....

Como Bancada Directa adiantou neste post, Mourinho vai mesmo treinar o Real Madrid.

E mesmo no seu ultimo objectivo ao serviço do Inter, anunciou a despedida ....


segunda-feira, 24 de maio de 2010

Portugal/Cabo Verde 0-0. E digam-me lá, amigos leitores, se o Senhor Neves, melhor, Joaquim das Neves, não é um gato bonito.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Assim fossem tratados todos os animais da mesma maneira que o Senhor Neves é tratado.

Mas é um gato que se lhe dá movimentos livres, tanto em casa como na volta do terreno.

Mas a partir das 18h00 já ninguem o arranca de casa até ao dia seguinte. Assim fossem os donos....

Pelas terras altas da Beira Baixa na noite de ontem as estrelas não brilharam no céu! Nuvens negras adensaram-se nas alturas e obscureceram ainda mais a noite. Sinais de que o tempo anda mesmo desorientado.
Com respeito às estrelas....só se for do pano verde, do poker, das lerpadas, das pedidas, etc, etc.
Francamente.....

Os Pescadores. Obra de Raul Brandão. Falemos da Ria de Aveiro (parte 3ª)


Os Pescadores.

A nossa Ria de Aveiro é linda.

Transcrição da parte sobre Aveiro da obra de Raul Brandão "Os Pescadores"

continuação:parte 3ª

Coloquem estas figuras num fundo discreto, numa luz delicada, num ambiente indefinido... Aqui o drama é o da humidade... As névoas têm na ria uma vida extraordinária: cada gota possui uma alma distinta e irisa-se como uma bola de sabão.

De forma que não só as figuras se harmonizam com os fundos, mas a todo o momento e à minha vista a paisagem húmida se transforma e muda de aspecto: afasta-se, prolongasse, não tem fim nem realidade. Ao longe árvores violetas nascem na água, o horizonte
ainda cinzento teima em fixar-se, mas espumas azuis já estremecem junto a reflexos verdes.


Bois pastam na água, um barco navega no interior das terras... A ria é mágica e possui uma luz própria que a veste. Vem acolá uma vela vermelha que é uma nota
inédita neste sonho diluído em água... É este o momento em que começa a aparecer o azul e que convém anotar.


Palheiros da Costa Nova

Dissolvem-se as névoas, mas deixam o ar carregado de
humidade, deixam a luz reflectindo-se em milhares de gotas invisíveis, deixam a atmosfera impregnada de frescura e de vida. Esta passagem para o azul faz-se
lentamente até o azul dominar de todo. Atenuam-se as neblinas e ficam ainda farrapos suspensos, derretidos nos agueiros, agarrados à terra e embrulhados nas ervas.


Esteiros de Salréu

Um grande lanço de água vem até mim em pequenas ondulações azuis e por camadas sucessivas, como estas manchas que os pintores acumulam nos quadros com a ajuda da espátula. Junto ao barco a água reflecte um azul vivo e fresco como nunca vi.

Longe azul desmaiado, perto azul como tinta. Vejo diante de mim a amplidão azul, num assombro. E todo este azul se põe a estremecer nos milhões de gotas extáticas de que se compõe a atmosfera e que se impregnam agora e ao mesmo tempo da mesma cor...
Azul, azul, azul...

24 de Julho

Há três dias que ando metido na ria, com a barba por fazer, sujo como um ladrão de estrada, e fora de toda a realidade. Afigura-se-me que vivo num país estranho –
amplidão, água e sonho. Pelo areal os palheiros da Costa Nova, de S. Jacinto e da Torreira... Que me importa! Estonteado, encharcado de azul, cheio de sol e de luz,
esqueci o passado e esqueci o presente. A vida é navegar na ria, comer da caldeirada de enguia e tainha, que os homens cozinham à proa, aproveitando-lhes entre as tripas a marsola para lhe dar mais gosto. E dormir no barco, abicar aos areais e vogar sempre, sentindo a pancada das águas que fogem em tinta cobalto de um lado, em tinta cinzento do outro.


É sair desta amplidão para a descoberta do charco, do canal, da gota de água, dos sítios escondidos e ignorados. É assistir à transformação das águas e navegar à vela ao pé das casas e no interior das casas.
Distingo um fundo muito roxo – o recorte dos montes.

Aqui a ria, mais larga, aumenta ainda e divide-se, de um lado até Ovar, do outro até Salreu. É além, é além...
Casinhas num reprego da encosta, onde apetece viver, perdidas no mundo e esquecidas do mundo. Mesmo à beira de água e reflectida na água, a Murtosa, aureolada de oiro: algumas casas brancas reluzindo, algumas árvores muito verdes em contraste e um canalzinho de abrigo para os barcos estranhos, com o leme estrambótico atravessado por um pau. Aconchego e sol.


A fantástica esquadrilha desdobra-se na água que estremece, menos em certos veios que ficam lisos de propósito para reflectirem os mastros num
sarrabiobisco até ao fundo.

Obrigado Pela Sua Visita !