BANCADA DIRECTA: Abril 2010

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Fragmentos e Opiniões. Olho vivo e pé ligeiro descobre um grande educador.

Fragmentos Opiniões

O grande educador das classes superiores

Com o 25 de Abril apareceram-nos uns rapazes cheios de energias e de ideias que oportunamente mudaram para rapazes cheios de oportunismos e poucas ideias.
Estou a lembrar-me do grande educador Durão Barroso, que foi premiado com o Totoloto e foi exportado para algures.

Hoje, 36 anos após o 25 de Abril e sem que se tenha dado por tamanho crânio, aparece um personagem bizarro à frente de um partido a defender ideias que estariam de acordo com a cena se acaso o mundo ainda fosse dirigido por essa personagem que se chamava W.W.Bush, mas já não é.

Esse jovem antigo chama-se Passos Coelho. E é um iluminado.

O PSD anda um bocado encolhido mas sorridente, pois pensa que os tansos dos portugueses vão querer vender o que resta (o pouco) do que nos deixaram os capitães de Abril.

O dinheiro da venda vai ser só para pagar as dívidas aos grandes banqueiros portugueses pois nós é que lhes devemos dinheiro! O Sr. Rendeiro ganhou sempre balúrdios, quer o banco dele ganhasse ou perdesse ou até mesmo fosse à falência.

O dele é que nunca faltou! Então isto não é má gestão? Para não lhe chamar outra coisa!

E o Sr. Jardim (Honesto) Gonçalves ainda deve estar a receber uma bruta duma reforma, pois ele sabia que a teta não duraria sempre e jogou à defesa: aumentou-se a tempo!

E vejo eu o Sr. Passos Coelho a defender coisas que nos deixam baralhados. O sr. Coelho descobriu a pólvora!
Pegando numa lógica que cega qualquer pobre de Cristo alicerça o seu raciocínio político com um exemplo: qualquer de nós escolherá uma Escola ou um Hospital público ou privado. Seremos nós a decidir.


Escolheremos o que acharmos melhor para nós. Depois a Escola ou o Hospital que fica é aquele que tiver mais clientes e dê lucro. O outro morre de morte natural. Fecha!

Parece que quem fica a ganhar é o cliente. Parece mas não é. Alguém tem de pagar um serviço que dando lucro ainda é melhor do que o que não dá, por este último ser mal dirigido. É um grande embuste dizer isto. Então quando o PPD esteve no poder, porque não colocou à frente destes serviços de grande prejuízo os gestores de qualidade?

Os que só dão lucro?

Acontece que o Estado é muito mais do que isso que o Sr. Passos descobriu agora. O Estado tem obrigações e entre elas a educação e a saúde. Em Lisboa ou em Vila Nova detrás do Caminho. E quem é que vai abrir uma escola ou um Hospital onde só haja velhos e pobres e estejam longe? Isto não é assim tão linear!

Isto porque sabemos que se afastarmos a população portuguesa sem recursos para pagar a educação e a saúde, teremos cada vez mais um País desigual.
Cada vez mais longe da social-democracia que o PPD defende (ainda defenderá ou agora já é só liberal?).

Um País cada vez mais longe da Dinamarca e da Suécia.
Um País do Quarto Mundo! Para onde deveriam ter enviado esse empregado do Sr. Banqueiro que sendo o seu patrão lhe deve já ter encomendado a Caixa Geral de Depósitos como paga pelo apoio que lhe deu.

Este homem vale uma fortuna. Deviam dá-lo como pagamento da dívida!

Costumo chamar a estes homens os “testas de ferro”. Estou certo ou estou errado? O que a gente vê sem óculos!

Post publicado por

Respeito e dividas não casam lá muito bem. Uma questão de dívidas. Memórias de um Portugal cheio de preconceitos.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Publicamos o texto a seguir, apenas com o objectivo de o dar a conhecer aos leitores . Não fazemos comentários porque não formamos opinião sem conhecermos os pormenores de uma forma mais analitica


MEMÓRIAS DO PORTUGAL RESPEITADO

Corria o ano da graça de 1962. A Embaixada de Portugal em Washington recebe pela mala diplomática um cheque de 3 milhões de dólares (em termos actuais algo parecido com € 50 milhões) com instruções para o encaminhar ao State Department para pagamento da primeira tranche do empréstimo feito pelos EUA a Portugal, ao abrigo do Plano Marshall. O embaixador incumbiu-me – ao tempo era eu primeiro secretário da Embaixada – dessa missão.

Aberto o expediente, estabeleci contacto telefónico com a desk portuguesa, pedi para ser recebido e, solicitado, disse ao que ia. O colega americano ficou algo perturbado e, contra o costume, pediu tempo para responder. Recebeu-me nessa tarde, no final do expediente. Disse-me que certamente havia um mal entendido da parte do governo português. Nada havia ficado estabelecido quanto ao pagamento do empréstimo e não seria aquele o momento adequado para criar precedentes ou estabelecer doutrina na matéria. Aconselhou a devolver o cheque a Lisboa, sugerindo que o mesmo fosse depositado numa conta a abrir para o efeito num Banco português, até que algo fosse decidido sobre o destino a dar a tal dinheiro. De qualquer maneira, o dinheiro ficaria em Portugal. Não estava previsto o seu regresso aos EUA.

Transmiti imediatamente esta posição a Lisboa, pensando que a notícia seria bem recebida, sobretudo num altura em que o Tesouro Português estava a braços com os custos da guerra em África. Pensei mal. A resposta veio imediata e chispava lume.

Não posso garantir a esta distância a exactidão dos termos mas era algo do tipo: "Pague já e exija recibo". Voltei à desk e comuniquei a posição de Lisboa. Lançada estava a confusão no Foggy Bottom: - não havia precedentes, nunca ninguém tinha pago empréstimos do Plano Marshall; muitos consideravam que empréstimo, no caso, era mera descrição; nem o State Department, nem qualquer outro órgão federal, estava autorizado a receber verbas provenientes de amortizações deste tipo.

O colega americano ainda balbuciou uma sugestão de alteração da posição de Lisboa mas fiz-lhe ver que não era alternativa a considerar. A decisão do governo português era irrevogável. Reuniram-se então os cérebros da task force que estabelecia as práticas a seguir em casos sem precedentes e concluíram que o Secretário de Estado - ao tempo Dean Rusk - teria que pedir autorização ao Congresso para receber o pagamento português.

E assim foi feito. Quando o pedido chegou ao Congresso atingiu implicitamente as mesas dos correspondentes dos meios de comunicação e fez manchete nos principais jornais. "Portugal, o país mais pequeno da Europa, faz questão de pagar o empréstimo do Plano Marshall"; "Salazar não quer ficar a dever ao tio Sam" e outros títulos do mesmo teor anunciavam aos leitores americanos que na Europa havia um país – Portugal – que respeitava os seus compromissos.

Anos mais tarde conheci o Dr. Aureliano Felismino, Director-Geral perpétuo da Contabilidade Pública durante o salazarismo (e autor de umas famosas circulares conhecidas ao tempo por "Ordenações Felismínicas" as quais produziam mais efeito do que os decretos do governo). Aproveitei para lhe perguntar por que razão fizemos tanta questão de pagar o empréstimo que mais ninguém pagou. Respondeu-me empertigado: - "Um país pequeno só tem uma maneira de se fazer respeitar – é nada dever a quem quer que seja".

Lembrei-me desta gente e destas máximas quando há dias vi na televisão o nosso Presidente da República a ser enxovalhado pública e grosseiramente pelo seu congénere checo a propósito de dívidas acumuladas. Eu ainda me lembro de tais coisas, mas a grande maioria dos Portugueses de hoje nem esse consolo tem.


Estoril, 18 de Abril de 2010
Luís Soares de Oliveira

Os desalinhados no Bancada Directa.Victor Valdés: futuro "steward" em Camp Nou

Fragmentos e Opiniões. Tanto mar, tanta água!

Fragmentos e Opiniões


Tanto mar, tanta água


"Há 20 anos os desígnios de Portugal eram dois: o mar e as indústrias criativas. Depois Michael Porter repetiu o diagnóstico. Em 2010 o futuro chegou e cumpre-se como farsa. Não é grave: é o destino. A revolução industrial demorou um século a chegar a Portugal. A indústria criativa e a do mar talvez demore menos tempo.

Queremos, mas não sabemos. Portugal é míope: confunde "clusters" com pirilampos.E a realidade com a ficção. Durante anos confundimos competitividade com baixos salários. Quando o paradigma rebentou como uma bola de sabão ficámos salpicados. Em Portugal corremos como um ratinho numa roda. Suamos e não chegamos a lado nenhum. Há quem lhe chame o fenómeno Wal-Mart: forneces e eles espremem-te cada vez mais.

O caminho da Auto Europa exemplifica o fado: cada vez ela vai tendo menos ligação à indústria portuguesa. Não é o Fado do Embuçado, é o Fado do Ensacado. Um dia acordamos, teremos uma nova Qimonda: incorporamos salários.

O desígnio de um Portugal pobre é descobrir que não basta falar do mar e das indústrias criativas.É olhar para a frente e concretizar o que sonha.O que é necessário é criar marcas próprias globais e valências nacionais.

Portugal tornou-se, com algumas honrosas excepções, um "garçon" da Europa.O negócio, no entanto, não é apenas servir com vénia: é criar marcas próprias de serviços. Portugal só sonha com o futuro quando treme com o presente.

Depois da revolução Chico Buarque mandou-mos uma carta musicada. Está lá tudo:

"Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também que é preciso, pá
Navegar, navegar".

Fernando Sobral

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Recordar é Viver. "El Ruedo" uma notavel revista de tauromaquia que desapareceu dos escaparates dos quiosques.

E quando se fala de toiros e de toiradas lembramo-nos da "El Ruedo"!


A revista "El Ruedo" foi referência muito importante na imprensa taurina espanhola, tendo começado como suplemento do diário desportivo "A Marca" em 2 de Maio de 1944, tendo depois, em Julho desse mesmo ano, passado a ser uma revista semanal.

Teve como directores: Manuel Casanovas, até 1961; Alberto Polo, de 1961 a 1967; José Mª. Bujella del Toro, de 1967 a 1970; Carlos Briones, de 1970 a 1975 e finalmente Fernando Vizcaíno Casas, até Fevereiro de 1977. A revista teve diversos colaboradores célebres, tais como Juan León que se assinava por Julio Fuentes, Antonio Valencia e principalmente Antonio Díaz-Cañabate y Gómez-Trevijano, com a sua coluna "El Planeta de los toros", tão apreciada pelos aficionados que na sua leitura entendiam tudo o que se passava dentro e fora da praça de toiros.

Só no "El Ruedo," Cañabate escreveu mais de quatrocentos artigos durante os dez anos que colaborou naquela revista e era exactamente a sua página que a maioria dos leitores procurava para ler em primeiro lugar.

"El Ruedo" terminou em 1977 e, dizia-se, por influência do matador de toiros Sebastián Palomo Martínez - Palomo Linares - que entendia que o semanário não lhe terá feito as crónicas e as referências ao seu agrado. Naturalmente que pode não ser verdade, mas a vida profissional de "Palomo Linares" esteve muitas vezes envolvida em polémica, retirou-se do toureio e regressou várias vezes, mas foi um dos poucos matadores que foi premiado com o corte do rabo de um toiro em Las Ventas (Madrid), não obstante a indignação dos puristas e da crítica mais séria.

Consta, e da fama não se livra, que "Palomo Linares", terá comprado o semanário "El Ruedo" para o fechar.

Muito mais tarde, no começo dos anos 90, reapareceu a revista "El Ruedo", tendo como director Manuel Molés, que não conseguiu competir com a concorrência.

Os insólitos no Bancada Directa

Caros amigos leitores do Bancada Directa

É sobejamente conhecida a situação de que um "boi" depois de morto passa a ser "vaca"! Concretamente é so uma questão de mudança de sexo.

Agora que os frangos depois de mortos passam a ser do "tipo leitão" não lembra ao diabo. Já não é mudar de sexo, mas de formação genética. Depois de adulto tem sabor a porco. Será?

Cartaz existente num restaurante do Sobreiro. Mafra

As próximas eleições presidenciais. Manuel Alegre, José Sócrates e o PS

Fragmentos e Opiniões


A questão de apoiar ou não Manuel Alegre

Há meses que toda a gente sabe que o PS vai apoiar Manuel Alegre. Há tanto tempo como se percebe que o entusiasmo de José Sócrates pelo candidato é nulo. Dois factores vieram piorar ainda mais a situação. O primeiro: as críticas de Alegre ao PEC deixaram claro que este não tem qualquer intenção de cometer o erro de Soares há quatro anos - o de ser porta-voz do Governo na corrida a Belém.

O segundo: depois de ter ajudado a lançar uma candidatura alternativa, na esperança que Fernando Nobre seja para Alegre o que Alegre foi para ele próprio, Mário Soares e a sua entourage terão feito pressão no partido para que o apoio acontecesse o mais tarde e o menos entusiasmado possível.
Mas, no estado em que as coisas estão, José Sócrates não se pode dar ao luxo de abrir uma frente interna de conflito com a ala esquerda do partido. Por isso, mesmo com a irritação de Lello e Canas, o apoio a Manuel Alegre resultará da constatação do óbvio: é o único candidato que o PS pode apoiar sem se arriscar a uma reedição da humilhação de há quatro anos.

Mas as próximas presidenciais não serão um confronto entre Cavaco e Sócrates. Nem sequer entre o PS e o PSD. Serão um confronto entre duas formas de ver o país. E, por arrasto, também um confronto entre o PS dos últimos seis anos e o PS que lhe quer suceder. Sócrates sabe disso e por isso resiste. Mas não tem alternativa. E, apesar de tudo, ninguém verá uma derrota de Manuel Alegre como uma derrota sua. Até porque nas fileiras do candidato estarão muitos críticos externos e internos do Governo.


Pelo contrário, uma derrota da ala esquerda do partido poderia mostrar ao PS que não há alternativa a Sócrates. Um problema: e se Alegre vencesse? Sócrates irá apoiá-lo porque não acredita nessa possibilidade.

Daniel Oliveira

terça-feira, 27 de abril de 2010

O desespero de uma desempregada. O suicidio assumido como o remédio para os seus males.

Aconteceu no Reino Unido

Jovem suicida-se após 200 entrevistas de emprego mal sucedidas

Vicky Harrison suicidou-se aos 21 anos depois de ser recusada em mais de 200 entrevistas de trabalho. A jovem britânica morreu devido à toma de muitos comprimidos depois de procurar emprego ao longo de dois anos

A jovem deixou apenas uma nota dizendo que não queria continuar a viver sendo como era. Porém, segundo o namorado Nathan, que ainda não acredita que a jovem desapareceu, «Vicky era uma rapariga que sobressaía, divertida e bonita».

A mãe da jovem, Louise, de 43 anos, afirma que Vicky era «uma menina brilhante e inteligente, mas que se deixou deprimir ao não encontrar emprego. Estar parada tanto tempo era para ela humilhante e não aguentava mais».

Na carta que deixou, apenas lançou um apelo aos pais: «Por favor, não fiquem tristes. Não é vossa culpa. Quero que todo o mundo seja feliz».

Bancada Directa lamenta profundamente que tenha acontecido este acto de desespero.

Fragmentos e Opiniões. Somos um pequeno e desgraçado país


Fragmentos e Opiniões.

Temos uma elite sofrível e uma classe política sem cultura política nem histórica.

Clara Ferreira Alves


Somos um pequeno e desgraçado país. Não somos pequenos e desgraçados porque sempre fomos; afinal, não somos o Haiti, não somos a Bolívia, não somos a Serra Leoa, não somos o Uganda, não somos a Moldávia, não somos a Guiné; não somos assim porque nos fizeram assim, não fomos colonizados, não descendemos de escravos, não fomos deportados, explorados, invadidos, vencidos.

A União Soviética não nos pisou com bota cardada e a Alemanha não nos ocupou. Tivemos um ditador e tivemos a revolução sem sangue e a criação da democracia e dos partidos. Tivemos os fundos europeus e a absorção de um milhão de retornados.

Tivemos colónias, ouro, escravos e uma história que não nos envergonha. Temos uma longa e estabelecida nacionalidade. Temos a coragem e o génio de ter escapado a Castela. Temos a miscigenação, a lírica e a épica. Temos as descobertas e a geração de Aviz. Temos uma identidade e uma cultura, temos uma língua falada por milhões. Temos 800 km de praia e sol.
Temos muitas razões para sermos felizes. E não somos. Somos um pequeno, desgraçado e deprimido país que se queixa por tudo e por nada, que se detesta e detesta o sucesso alheio, que aniquila a qualidade e promove a incompetência, que deixou que a administração pública fosse tomada de assalto por parasitas partidários, por gestores imorais e por políticos corruptos ou que fecham os olhos e promovem a corrupção como forma de manutenção do poder. Somos um país sem esperança onde nada avança e nada acontece, como escrevia o poeta Ruy Belo.

Sai-se da pátria e regressa-se à pátria e as notícias são as mesmas; é como se o mundo girasse e nós parados. À espera do apocalipse. Tudo nos diz que amanhã será pior e toda a gente nos pede mais sacrifícios, mais penúria e mais infelicidade. É impossível levantar um país de vencidos ou convencê-lo a fazer alguma coisa por si.

Leio as notícias sobre o extraordinário salário de António Mexia, da EDP, os 3,1 milhões anuais, e penso o que pensa uma pessoa normal: não vale a pena. Os velhos morrem de frio no Inverno porque não têm dinheiro para pagar "a luz" e o senhor energia tem um salário igual ao dos melhores 200 gestores americanos.


Numa empresa falsamente privatizada que floresce num regime de monopólio e em que o Estado é o maior accionista. E aquilo é o salário, fora os benefícios e os cartões. Fora as reformas e as pensões. A permanente resignação perante a imoralidade é que nos torna passivos, fracos, assustados, irresolutos e cúmplices da delapidação do nosso dinheiro. E um governo socialista autorizou isto e promoveu isto. E pior do que isto. Não se trata de premiar o mérito, trata-se de premiar a estupidez. Porque deixamos isto passar.

Imagine-se que nos acontecia uma verdadeira desgraça. Quando Wall Street veio por aí abaixo eu estava em NY e fui a Wall Street. Vi banqueiros e financeiros saírem de cabeça coberta por jornais a meterem-se nos buracos do metro, envergonhados. Insultados. O mundo pensou que era o fim do seu mundo. Que o sistema capitalista tinha acabado. Etc.


O capitalismo não acabou, nem vai acabar. Regenerou-se no que foi obrigado. A linguagem e a política que Obama adoptou tiveram efeitos. A América sai da crise, com os seus desempregados. A seu modo, brutal, corrige as falhas. Ali, a política ainda conta e o sistema de justiça funciona (com erros e defeitos) e faz funcionar a democracia. Acima de tudo, os americanos acreditam na América e têm o optimismo do copo meio cheio.

A América, um grande e engraçado país, não perde tempo em lamúrias. Já se fazem piadas sobre o 11 de Setembro e sobre o crash das bolsas e dos bancos. A América reconstrói-se todos os dias e recomeça. Analisar a vitória política de Obama com o seu Plano de Saúde é uma lição de política, tanto para os republicanos como para os democratas.

A América é um país que corre para a excelência e que rejeita a mediocridade. E a um ciclo de mediocridade segue-se um de excelência porque a rota corrige automaticamente. O sistema autocorrige-se na passagem do tempo. As torres que vão surgir no WTC serão as mais altas do mundo. Esta dose de megalomania é saudável porque toda a gente precisa de símbolos e de modelos. Em Portugal, deixámos de ter símbolos e não temos modelos.


O português mais influente é um jogador de futebol. O segundo mais influente é um treinador de futebol. E ponto final. Temos uma elite sofrível e uma classe política sem cultura política nem histórica ludibriada por autodidactas ou por rapazes com cursos tirados no estrangeiro que chegam a Portugal com um objectivo: enriquecer.

Enriquecer à sombra do partido, do padrinho na banca e do Estado. De nós. E a justiça trata de si e dos seus privilégios. Somos um pequeno e desgraçado país.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O 25 de Abril foi há 36 anos. Os saneamentos foram uma constante. Justos ou injustos não tinham razão de acontecer!

Um saneamento real

Mas uma coisa é verdade. O que aconteceu há 36 anos (melhor dizendo há 35, porque foi a partir do 11 de Março de 1975 que as prácticas se iniciaram) foi uma realidade. Mas que nos tempos de hoje ainda acontecem saneamentos também são factos reais. Reais está muito bem dito.


Neste caso concreto o Rei Dom Diniz não se portou lá muito bem e vai daí os moradores da rua sanearam-no. Parece que andava lá por Odivelas atrás das miudas. Foi substituido "ad hoc" por outro familiar (antecedente)seu o Rei Dom Sancho I.

Segundo contas que fiz por alto o D. Sancho I seria mais velho que o D. Diniz cerca de 100 anos. Portanto os moradores desta rua, espertos que são, logo escolheram alguem que para atacar as miudas já lhe faltava o elan necessário. A não ser que eu esteja enganado

É tempo de "Recordar é Viver". Anuncios publicados no jornal "O Século" de serviços e produtos que actualmente não existem.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Muitos de vocês já não são destes tempos. Então se para uns se aplica o conceito de "Recordar é Viver" para outros a nossa intenção é dar uma amostra do que eram aqueles tempos-


Os desalinhados no Bancada Directa. As negas a "português"

Os desalinhados no Bancada Directa
Garantem-me que esta situação é muito frequente nos vários graus de ensino. Será?

As legendas:

1ª imagem. Negas a português?

2ª imagem: FDX! Nperxebuh! Extudei Buex!


Francamente!.....

Fragmentos e Opiniões. A velha questão é sempre a mesma. Porque são os combustíveis tão caros em Portugal?


Fragmentos e Opiniões.

A velha questão dos combustiveis mais caros da Europa


Sempre que os preços dos combustíveis disparam, geram-se discussões patéticas sobre o mau funcionamento do mercado. As companhias petrolíferas são invariavelmente as más da fita, acusadas de concertarem posições para maximizarem os ganhos. A demagogia é tanta que mesmo depois da Autoridade da Concorrência (AdC) ter estudado exaustivamente o comportamento do mercado e de não ter descoberto qualquer conduta anómala, as acusações permanecem. Os eternos opositores do mercado livre preferem agora atacar a AdC pondo em causa o próprio estudo.

Recomendo a leitura cuidada do relatório "Análise Aprofundada sobre os Sectores dos Combustíveis Líquidos e do Gás Engarrafado em Portugal". que está disponível no site da AdC. Em especial a Vieira da Silva que afirmou esta semana não compreender o porquê dos preços dos combustíveis serem tão elevados em Portugal.

Ora o preço dos combustíveis em Portugal, diz a AdC com base em dados de 2008, resulta da soma de impostos (46% para o gasóleo e 59% para a gasolina), com o preço dos combustíveis refinados no mercado nacional e internacional (44% para o gasóleo e 32% para a gasolina) e com a actividade logística e retalhista (cerca de 10% para ambos).

Como é óbvio as gasolineiras não controlam os impostos, e os preços dos combustíveis refinados estão em linha com os preços de outros países. A margem do retalhistas acaba por ser muito pequena, na ordem dos 13 cêntimos por litro.

No dia 12 de Abril um litro de gasolina custava €1,402. Deste, €0,234 é IVA, €0,583 é imposto sobre produtos petrolíferos (ISP) e €0,585 o preço real que serve para pagar os custos do petróleo - extracção, transporte, refinação, armazenagem e distribuição.

Claro que existem postos de abastecimento que fazem preços mais baratos (super e hipermercados) mas abdicam da quase totalidade do lucro para fomentar estratégias comerciais de retalho.

Não quer isto dizer que as gasolineiras estejam isentas de culpa. A AdC alerta para o facto de as empresas demorarem muito tempo a ajustarem os preços relativamente à variação do preço do petróleo (cerca de quatro a cinco semanas no gasóleo e cinco a seis da gasolina). Na média da União Europeia este desfasamento é de apenas três semanas. E a subida de preços ocorre por norma uma semana mais cedo do que o ajustamento à descida. Este intervalo de tempo constitui uma importante receita extra para as gasolineiras.

E depois temos a dimensão do mercado que leva a que países pequenos tenham mais custos de estrutura que não conseguem mitigar através do volume de vendas.

Sr. ministro, se não compreende porque é que o preços dos combustíveis são tão elevados compare os preços antes e depois de impostos com a média europeia. É que o Estado é o único grande beneficiário do aumento dos combustíveis.

João Vieira Pereira

Mourinho no Real Madrid na época 2010/11


Não é por meu hábito dar este tipo de notícias, até porque nem sempre se confirmam ou são normalmente rumores dos bastidores do futebol, pois quem sabe como funciona este mundo, sabe perfeitamente do que falo.

Esta notícia, vem de "fontes" muito próximas ao treinador, com o qual se relaciona muito de perto e do qual também sou amigo [por razões óbvias nunca revelaria], do qual Mourinho tem tudo acertado desde a 2 meses a esta parte com o clube Espanhol onde joga Cristiano Ronaldo, tendo mesmo um pré-contrato já assinado para a época 2010/11, segundo me garantem.

Para já vamos aguardar serenamente pelo fim de época, porque este grande treinador português, ainda tem grandes objectivos para realizar, esperando eu que tenha sucesso total.

Depois veremos se é confirmada esta notícia, porque como costumo dizer, nada é uma certeza na vida, só mesmo a morte.

Abraço a todos

domingo, 25 de abril de 2010

O desporto na minha terra. S L Benfica a um passo de ser campeão

Pois é! Quase, quase a cheirar o titulo que tanto lhe fugiu nos ultimos anos.

S L Benfica a um passo de ser campeão


Da nossa parte endereçamos para já os nossos parabéns!

A dinâmica foi grande desde o inicio...a consistência colectiva foi mais que muita...e o brilho exibicional e os golos apareceram naturalmente...

O Benfica vai ser o Campeão nesta Época da Liga Sagres 2009 / 2010... e com inteira justiça...
Luís Filipe Vieira deixou de inventar e colocou-se no seu lugar...entregando o futebol a quem melhor o percebe...e o sabe interpretar dentro e fora das quatro linhas...

Assim o Rui Costa fez o resto...comandando de forma firme e equilibrada não deu azo a discrepâncias de ordem disciplinar...
Nem simpatizo muito com o "mascar cínico e repetitivo" ( a imitar Sir Alex Ferguson) de Jorge de Jesus...o certo é que a esta constatação de carácter pessoal... não colide de forma alguma com a sua inegável competência na liderança do grupo de trabalho...tirando o melhor rendimento do conjunto de profissionais de futebol que tinha para atacar o objectivo prioritário deste Benfica...

Teve sempre um discurso adaptado (inteligente...) a cada circunstância que se lhe deparou ao longo do campeonato...soube no fundo e quanto a mim gerir as emoções que são inerentes a um clube com a dimensão do Benfica...onde se pode até ter os melhores jogadores...mas também e por força acrescida das circunstâncias recentes (sem conquistas importantes...)tinha exigências competitivas no fio da navalha,do tipo mesmo:... "ou se ganha ou se morre"...
Depois claro...quando a estrutura é forte e bem comandada...a magia floresce suave e leve no encantamento...

Luisão abandona a vulgaridade insegura das últimas épocas...e afirma a pendularidade competitiva de um seleccionado do grande Brasil...

Ao seu lado David Luiz encanta na subtileza técnico-táctica e atitude solta com que fechou sempre ao longo da época a sua defesa a sete chaves...e se expandia em acções ofensivas inspiradas e incisivas...que fazem dele dos jogadores mais cobiçados neste momento em toda a Europa...

Depois quem te viu e quem te vê Di Maria...incipiente na época passada,confuso e frágil e sem a expressão que justificasse os galões de estrela argentina...até para o banco era relegado com alguma normalidade...
Em 2009 /2010...esta opção certa do "esgaziado" Maradona para a África do Sul... parece que "voa nas asas do vento...",tendo tempo para ser precioso no conceito colectivo idealizado... e consegue ainda com "liberdade própria..."evidenciar todo o seu talento inegável e de grande espectacularidade...

Só mais dois exemplos marcantes neste "grande Benfica...",ou sejam o El Conejo (Saviola) e o Tacuara(Cardoso)...que materializaram com "instinto assassino..."a dimensão goleadora das águias da luz...
Muito mais se poderia falar e até individualizar neste Benfica Campeão...mas fico por aqui... já que as linhas bases deste êxito penso já está bem expresso naquilo que digo...e se calhar mesmo nem o devia individualizar...e isto porque o Sport Lisboa e Benfica foi mesmo uma verdadeira equipa na acepção correcta da palavra e da prática dentro do campo...


Parabens CAMPEÃO!....

Publicado às 17h45 antes do jogo Naval/Braga

O 25 de Abril na óptica poética de António Raposo

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Precisamente cinco anos depois de acontecer a Revolução dos Cravos (estamos em 1979) António Raposo encontra-se no Parque Eduardo VII, senta-se na relva bem tratada e medita sobre o 25 de Abril. A sua veia poética vem ao de cima (uma das suas artes desconhecidas do grande publico) e o poema surge cheio de esperança e de certezas num futuro melhor. Talvez hoje o mesmo poema não falasse tanto de amor e de esperança.

25 de ABRIL

(escrito em 1979, no Parque Eduardo VII – sentado na relva, na mesma data)

É uma multidão
Que busca um cravo em flor
Uma promessa de primavera azul,
Um respirar de todos
Pela mesma boca.

É um hálito de flores
De um vermelho vivo.
Um parto sem dor
De um filho parido ali da multidão,
Forjado nas gargantas abertas do futuro.

É um doer de certezas
De uma cantiga
Apenas começada.
É uma força que nasce
E que subindo nos afoga.

É a liberdade que queremos nossa.
É uma casa que queremos construir
Pedra a pedra
Chaga a chaga
Dor a dor
É uma pedra dura
Que não parte

É uma pedra nossa
É uma pedra-amor.

António Raposo

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Pois é! Hoje é dia de aniversário. É a marcha inexorável da vida

Dia de Anos
Poesia de João de Deus

Com que então caiu na asneira
De fazer na quinta-feira
Vinte e seis anos! Que tolo!
Ainda se os desfizesse...
Mas fazê-los não parece
De quem tem muito miolo!

Não sei quem foi que me disse
Que fez a mesma tolice
Aqui o ano passado...-à
Agora o que vem, aposto,
Como lhe tomou o gosto,
Que faz o mesmo? Coitado!

Não faça tal: porque os anos
Que nos trazem? Desenganos
Que fazem a gente velho:
Faça outra coisa: que em suma
Não fazer coisa nenhuma,
Também lhe não aconselho.

Mas anos, não caia nessa!
Olhe que a gente começa
Às vezes por brincadeira,
Mas depois se se habitua,
Já não tem vontade sua,
E fá-los-à queira ou não queira!


Pois é amigos! Toca a todos!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Bancada Directa dedica aos seus fieis amigos leitores as reflexões de Mario Pinto de Andrade

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Porque vou estar ausente dois dias do vosso convivio ( se as cinzas me deixarem) aproveito e dedico a todos vocês estas reflexões. Reflictam bem e até Domingo

O valioso tempo dos maduros

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.

Tenho muito mais passado do que futuro.

Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.

As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.

Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando os seus lugares, os seus talentos e as suas sortes.


Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
'As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, O essencial faz a vida valer a pena.

E para mim, basta o essencial!

Lisboa já está a arder? Sequencia dramática nos últimos meses.

Esta Lisboa que eu amo


Os acontecimentos

O estado em que ficou o edificio do Hot Club


Na Praça da Alegria, o Hot Clube de Jazz vê as suas instalações destruídas por um incêndio. Estranho. Faltavam três dias para o Natal de 2009.

Rua Nova do Almada. Num incêndio numa habitação morre uma idosa. Foi ali por alturas do Carnaval.

Palacio Dona Rosa. Foram assim que as chamas se propagaram

Alfama. Rua dos Remédios. Palácio Dona Rosa. Regista-se um incêndio. Graves prejuízos. Meados de Março.

Rossio. Ontem. Incêndio no quarteirão da Pastelaria Suíça e da Casa da Sorte.

Desta vez o Presidente da CML manda abrir um inquérito. Para quê este inquérito? Se não há estruturas de habitação para a Baixa lisboeta, estes incêndios acabam sempre por acontecer. Casa devoluta por tempos eternos é o que dá.


Esta Lisboa que eu amo

Lisboa já estará a arder?

O que aconteceu ontem


Incêndio causa alarme na Baixa

Bombeiros controlaram chamas no quarteirão da Casa da Sorte e da Pastelaria Suíça em 50 minutos.

Ainda causou alarme, mas a rápida acção dos bombeiros evitou males maiores, circunscrevendo em menos de uma hora um incêndio num prédio parcialmente devoluto na Praça Figueira, ontem à noite. O alarme foi dado por volta das 23.15 e pela meia-noite já o incêndio, num andar situado por cima da conhecida Casa da Sorte, na Baixa lisboeta, estava extinto.

"Estava a passar por aqui quando reparei que as águas furtadas estavam a inchar. Liguei imediatamente para o 112 e os bombeiros não demoraram mais de cinco a sete minutos a chegar aqui. Fiquei com a impressão de ter visto alguém a acenar à janela, mas não tenho a certeza", contou ao DN Luís Malacho, um dos primeiros a dar o alarme para os Sapadores de Lisboa. Contudo, o receio de existirem vítimas na sequência do incêndio não se viria a confirmar.

António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, deslocou-se ao local, onde assistiu já à fase de rescaldo do incêndio e elogiou o trabalho dos bombeiros. O autarca disse que será aberto um inquérito. No quarteirão existem várias lojas nos pisos térreos.

Ao sinistro acorreram 12 viaturas com 30 homens dos Sapadores e dos Voluntários de Lisboa. "Em principio os danos foram só na cobertura do edifício, mas de manhã iremos avaliar se a água causou estragos nas lojas em baixo. Acreditamos que não", disse já hoje de madrugada o comandante dos Sapadores Bombeiros, Joaquim Leitão, sem avançar qualquer causa para o fogo.

O quarteirão, onde está instalada a Pastelaria Suíça, tem o projecto para um hotel de cinco estrelas aprovado pela autarquia há um ano. Na altura, António Costa afirmou que a unidade hoteleira iria dar um "grande contributo à reabilitação e revitalização da zona central da cidade". O quarteirão encontra-se "há muito abandonado", sobretudo ao nível dos pisos superiores, referiu.

O incêndio de ontem volta a chamar a atenção para os problemas com os prédios devolutos na Baixa lisboeta.

(in Diário de Notícias)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A nossa politica. Amanhã será um novo dia!

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Não, não esperem que o nosso comportamento habitual seja de " prever desgraças". Mas cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém.

Já disse por várias vezes que Alberto João Jardim, apesar de se mostrar dialécticamente de baixo nivel quando confronta adversários, mostra que tem um grande sentido de estado quando defende os interesses da sua região e do seu povo.

Neste caso concreto apenas perguntamos: e amanhã? Amanhã será um novo dia?


Em todo o caso endereçamos os parabens aos dois politicos que souberem, e bem, ultrapassar os seus rancores pessoais. A Madeira e Portugal mereciam-no!

Obrigado Pela Sua Visita !