BANCADA DIRECTA: Março 2010

quarta-feira, 31 de março de 2010

A crónica de "Olho Vivo e Pé Ligeiro". Ele diz que Portugal é um país de trêta!

Um país da trêta

Na Europa dos trutasPois é caros leitores, se bem que eu não o queira mas o certo é que as circunstâncias dão-me razão.

Eu vivo num País da treta, governado por gente não se sabe bem de onde, mas que depende da Europa dos TRUTAS.

Quem manda neste País, chamado de Democrático, (tenho dúvidas!) são uns senhores que nunca foram a votos, são os donos das finanças. Esses senhores vivem algures, dão ordens e o pessoal aceita, senão não há crédito!

Quem são então estes intocáveis? Pois basta lerem os jornais e analisarem os conselhos de administração da Banca Internacional.

Lá estão eles – o verdadeiro jet-set.

Esses raramente aparecem nas revistas de fofocas porque não precisam. Já eram ricos quando nasceram.

Reúnem-se em locais de grande segurança. Tipo Suíça. Em Países por onde escorre o dinheiro através das offshore ou através da Banca sigilosa. Aí e com simples movimentos permitem a livre circulação de capitais, e todo o mundo fica “pendurado” por esses senhores.

Lembro-me dos ataques que grandes financeiros-especuladores como o americano Soros, fizeram às moedas de países ricos e que rapidamente ficaram pobres (Argentina!)

Vejam as maiores fortunas publicadas na revista americana que se dedica a este desiderato. Vejam como é que eles ganharam o dinheiro.

Investindo? Criando postos de trabalho? Bem-estar para as populações?

Vejam o que sucedeu na América das Liberdades. Logo ao primeiro abanão das estruturas financeiras vimos o nosso amigo Obama a meter dinheiro dos contribuintes na banca para evitar a bancarrota! E o dinheiro que de lá foi tirado, para onde foi? – Mistério – ninguém sabe, não quer saber.

Até já li que o Soros tinha “contribuído” com dinheiro para a candidatura do Obama. Porque será? Estou certo ou estou errado?

Cá pelo burgo, um senhor chamado Balsemão, ilustre fundador de partido, homem de bons contactos, tem levado pela mão muitos testas de ferro até à Suíça para apresentação à fina flor da finança. Ao beija-mão. Foram lá os Guterres, os outros do partido dele e este mês queria levar o que ele julgava que ia ganhar o partido: o baixinho Rangel. Deu furado. Se calhar ficou apeado. Terá que lá levar o que ganhou. O arrogante e autoritário Passos. É só uma questão de tempo.
Garanto-vos. Todos lá vão porque nada mandam. São paus mandados.

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O Povo tem memória curta. Os leitores lembram-se do caso em que José Eduardo Moniz despediu da RTP 3 jornalistas?


O Povo tem memória curta. Nós vamos relembrar este caso

Quando José Eduardo Moniz era o chefão da RTP pôs no olho da rua três jornalistas: Maria Elisa, Margarida Marante e Maria Antonio Palla.

A ultima edição do semanário Expresso publica uma entrevista com Margarida Marante e esta aflora esse caso. Dá-lhe um titulo significativo e esclarecedor.
Vamos transcrever a parte da entrevista que Margarida Marante concedeu ao Expresso e só na parte que se refere a José Eduardo Moniz.
Expresso: Sentiu-se mimada na RTP?

MM- Sim! Nunca fui maltratada. Com excepção feita ao José Eduardo Moniz, actual paladino da liberdade de expressão e mártir da liberdade. Em 1990 despediu-me a mim, à Maria Elisa e à Maria Antonia Palla com o falso argumento, que de resto veuio a ser provado em tribunal - todas ganhámos a acção - , de que não podíamos trabalhar na RTP e acumular com outros cargos, não tendo nós qualquer contrato de exclusividade . Eu era directora da "Elle", a Maria Elisa acumulava a direcção da "Marie Claire" e a Maria Antonia Palla era a chefe de redacção da "Máxima". Ele, pura e simplesmente, determinou o nosso despedimento. Na altura não se punha a questão de sermos despedidas da RTP e irmos para a estação ao lado. Não havia estação ao lado. Tirar-nos da RTP era tirar-nos a hipotese de fazer televisão. Quando ganhei o processo em tribunal não pedi a reintegração na RTP. Trabalhava como advogada num escritório.

Expresso: Zangou-se com José Eduardo Moniz?

MM- Zanguei e não voltámos a reatar relações. Hoje o Moniz devia lembrar-se do que fez, nomeadamentes destes episódios que protagonizou.

Expresso: Alguma vez sofreu pressões politicas?

MM- Sempre houve pressões politicas. O problema é saber lidar com elas. Nunca discuti perguntas. Lembro-me de pessoas que agora são insuspeitas defensoras da liberdade, que no passado fizeram algumas tentativas de influenciar entrevistas. Não me quero armar em puritana ou heroína, mas uma melhor coisa que há a fazer nessas circunstancias é falar sobre as coisas. Na RTP as pressões faziam-se mais a partir das hierarquias. Nunca fui uma pessoa muito atreita a pressões. Tinha um feito rebelde. Sempre houve pressões!

A ideia deste post é de Adriano Rui Ribeiro

terça-feira, 30 de março de 2010

O desporto na minha terra. A indecencia na nossa justiça desportiva

Processo Hulk mostrou o pior do nosso futebol
A jornada assinalou, enfim, o regresso de Hulk aos relvados. E isso, claro, nada tem de negativo. Bem pelo contrário, como o brasileiro mostrou no Restelo e está devidamente assinalado na coluna positiva desta página. Negativo, negro, sujo até foi todo o processo que o antecedeu. E só por isso o nome de Hulk é chamado a esta coluna. Para lembrar mais um caso triste da justiça (?) desportiva do futebol português.
Antes de mais, fique desde já claro que não se entra aqui no maniqueísmo com que se vendeu este processo: não se trata de estar a favor ou contra, tão-pouco de preferir Ricardo Costa ou Joaquim Sousa Dinis, os rostos das decisões contraditórias que marcaram este episódio, nem sequer de escolher se é mais disparatado pensar num steward com “interveniente num espectáculo desportivo” ou como ”elemento do publico”.
Mais grave de todo o processo é confirmar uma suspeita antiga que gostaria de ver ultrapassada: a de que a justiça desportiva não consegue livrar-se de rótulos clubísticos e pressões sujas. O problema, lembrava José Manuel Meirim esta semana, está no homem e na sua decência. E no nosso futebol a decência ainda está longe de ser um valor...


Luiz Manuel Neves. DN

Fragmentos e Opiniões. Grécia e Alemanha salvos por um submarino. Até pode resultar para Portugal.

Fragmentos e Opiniões Submarinas

Até pode ser que a Alemanha nos venda mais dois submarinos, de tão bem equipados que possam estar, até podem ir ao fundo.


Afinal, não somos só nós a ter problemas com submarinos e consórcios alemães. Os gregos também. E como os alemães têm os gregos pendurados da mão fechada, a Grécia resolveu pôr fim a uma velha disputa com um submarino construído em terras alemãs e que não prestava mesmo para nada, isto é, para navegar nos mares.

A notícia vinha na primeira página do “Financial Times”. Em 2006, a Marinha grega recusou a entrega do submarino “Papanikolis”, construído nos estaleiros da Kiel da ThyssenKrupp, depois de falha nos ensaios no Mar do Norte. A meia dúzia de dias da cimeira da União Europeia reunida para saber se a Grécia seria entregue aos leões no circo, A Grécia mudou de opinião. E Papandreou autorizou o submarino. E concordou em fazer uma encomenda à ThyssenKrupp de mais dois submarinos do mesmo tipo, construídos na Grécia.
Mais concessões: a autorização da venda de 75% dos estaleiros Scaramanga da ThyssenKrupp aos armadores da Abu Dhabi Mar, controlados pela família real do Emirado. A ThyssenKrupp fica com os outros 25%. Os submarinos encomendados serão construídos em Scaramanga, perto de Atenas. A ThyssenKrupp ficou com os estaleiros em 2000, numa operação saldada num investimento de 2,5 mil milhões de euros. Atenas também concordou em confirmar um acordo no valor de 2,5 mil milhões de euros com a França para a compra de seis fragatas. Ao contrário dos alemães, os franceses aceitaram adiar o cumprimento do acordo até a Grécia diminuir o défice. A Grécia vai pagar 480 milhões de dólares pelo submarino defeituoso (entretanto modificado) e planeia-o vendê-lo a um terceiro país.

Para quem tem estado atento aos episódios humilhantes da divida grega e da desunião europeia, desde a proposta de venda de ilhas gregas ( ou seja, de território nacional) até à dança de Papandreou balançando entre as greves do seu país causadas pelo plano de austeridade e as exigências de Bruxelas, esta historia dos submarinos mostra no que se tornou a União Europeia. Um belo lugar para viver cheio de princípios e valores e interesses de um belo mercado comum; um belo lugar onde se regulamenta o tamanho dos nabos e a pasteurização dos queijos; um belo lugar quando tudo corre bem. Quando tudo corre mal para um dos membros, e corre o risco de correr mal para outros (bloco peninsular de alto risco) a União Europeia é o que é: um lugar de diplomática aridez subsistindo entre tratados e cimeiras, uma burocracia paga em ouro e ignorada pelas nações, um monstro de muitas cabeças sem chefia e nem politica externa, sem solidariedade interna. E a Europa torna-se a voz da Alemanha contra ou com a da França, perante a indiferença da Grã-Bretanha e o silencio dos pequenos e médios países.

Depois da eleição de um Presidente inócuo e uma ministra dos Negócios Estrangeiros inexperiente, a Europa prova a incapacidade de ajudar a resolver a crise grega. O que a Alemanha está a fazer à Grécia é uma operação de chantagem e extorsão, com perda da soberania nacional. Esta noticias não vem de uma Europa com uma moeda comum, vem de um país, por acaso o maior e mais poderoso, o mais historicamente traumatizante, que insiste em prosseguir o seu interesse nacional custe o que cistar.
A Alemanha quer da Europa duas ciosas: controlar o fluxo de imigrantes e controlar os mercados de exportação. A Alemanha será sempre a Alemanha. e não esqueçamos que a nacionalidade alemã se baseou até 2000 exclusivamente no”jus sanguinis”, adoptando alguns elementos “jus sol” por pressão da convenção europeia.

Quem nascia em território alemão não era alemão, a não ser que pertencesse à raça alemã não há várias gerações.
A homogeneidade étnica acima de tudo. Quando a União Soviética implodiu, sussurrava-se nas chancelarias que a Alemanha recorrera aos arquivos das SS sobre os colonos alemães no Leste para apurar quantos dos novos imigrantes eram descendentes dos alemães. É uma história que, a ser verdadeira, não honra a democracia alemã. A história dos inúteis submarinos gregos desonra a União Europeia.

É uma operação que retalha a soberania da Grécia, e aos seus representantes, a humilhações incompatíveis com o “sonho europeu” (por muitos erros que a Grécia tenha cometido). Sabendo como sabemos que Portugal está à beira do abismo, embora disposto a não dar um passo para a frente, custa assistir à tragédia grega. Nós também temos uns submarinos inúteis para pagar a um consórcio alemão, comprados por Paulo Portas. A factura será paga, embora o Governo socialista pareça tê-la escondido debaixo do tapete. Se viermos a precisar da Alemanha, pode ser que esta Alemanha nos venda mais dois submarinos para portugueses bem equipados irem ao fundo.

Clara Ferreira Alves

Esta Lisboa que eu amo. Pela Vila Ana e pela Vila Ventura.

Queres ajudar a salvar a Vila Ana e a Vila Ventura?




Junta-te ao Movimento de Cidadãos e à STIMULI/UNISBEN, no próximo dia 17/04/10 (Sábado), e aparece no Mercado de Benfica (entrada pela Rua João Frederico Ludovice), às 11h, para um simpático evento (animado e devidamente legalizado) a ter lugar pela preservação destas duas vilas centenárias, símbolo da memória histórica da freguesia de Benfica e da cidade de Lisboa.


Contamos contigo!


DIVULGA ESTE EVENTO JUNTO DOS TEUS CONTACTOS.


Obrigada!


P'lo Movimento de Cidadãos pela Preservação da Vila Ana e da Vila Ventura,(Alexandra Carvalho)


Agradecimento ao Lisboa SOS pela informação.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Os desalinhados no Bancada Directa. O Chiado do meu descontentamento....

O Chiado do meu descontentamento.

Até já há ciclistas a circularem nos passeios.


Caros amigos leitores do Bancada Directa
As leis são o que são - e não o que alguns gostariam que fossem. Neste caso, o Código da Estrada é bem claro: as bicicletas só não são obrigadas a circular nas faixas de rodagem nos casos em que haja ciclovias. Em caso contrário, qualquer dia serão os peões que precisam de usar capacetes protectores!

Apenas um reparo: numa zona tão movimentada e mesmo que seja a um fim- de-semana, não haverá por ali perto policia de proximidade ?

Francamente……
A nota do Passeio Livre é muito correcta: posso andar em segurança nos passeios desta cidade?

Leonel Messi. Uma estrela em pleno fulgor

Barça e Leonel Messi complementam-se.
Mas a estrela argentina está no apogeu da sua classe.

Normalmente, calcula-se a média de golos em tentos anotados por partida disputada. Nesta semana, Messi subverteu esse método. Foi às redes oito vezes entre sábado da semana passada e o último domingo. Um golo por dia. E poderia ser mais um, não tivesse deixado Ibrahimovic marcar um penalti por ele sofrido contra o Zaragoza. Para os que vinham achando que Cristiano Ronaldo ou Rooney eram os melhores do mundo no momento, o argentino deu a resposta.

O jornal espanhol El País – um dos mais respeitados do mundo, apesar de ser do mesmo grupo do As – matou parte da charada. Em artigo publicado nesta semana, mostrou como Guardiola mudou o posicionamento do Pulga. Agora, ao invés de meia-atacante aberto pela direita (um meio-termo entre meia e ponta, na verdade, mas com missão de fechar pelo meio para concluir as jogadas), ele estaria no meio, mais como um ponta de lança ou um meia de armação que se aproxima do ataque. Com isso, ele teria mais espaço para actuar, e acabaria aparecendo ainda mais.

Não é uma invencionice de Pepe Guardiola, o técnico do Barça. Segundo o diário, Messi jogaria nesse sector do campo, igual quando nas categorias de base do Barça. O responsável por comandar o departamento era justamente Guardiola, que resolveu recolocar o argentino em sua antiga função. Deu certo.

É por aí, mas há nuances. Na verdade, não dá para dizer que Messi joga realmente pelo meio. O Pulga continua posicionado inicialmente pela direita. A diferença é que, agora, os companheiros de ataque e de meio-campo se coordenam de modo que o rosarino possa flutuar por todos os lados do campo. Assim, o melhor jogador do mundo em 2009 (para a Fifa, e para o colunista) pode ficar como ponta direita, ponta esquerda e meia-atacante.

O jogo que mais mostrou essa nova faceta do argentino foi contra o Zaragoza. No primeiro golo, estava parado no meio da área para concluir de cabeça, como um ponta de lança. No segundo, pegou a bola no meio-campo, pela esquerda, e saiu driblando até a bola tocar as redes. No terceiro, tabelou com os companheiros pelo meio e rematou. No quarto, avançou como um ponta-direita até ser derrubado (Ibrahimovic converteu a grande penalidade). Quatro golos com o toque de Messi, cada um utilizando uma rota diferente.



Nos outros dois jogos destes últimos dias, o Pulga também apareceu em todos os lados, mas os golos, por coincidência, surgiram pelo modo mais “tradicional”, em jogadas pelo meio, mas caindo mais para a direita. Foram três golos contra o Valencia no Campeonato Espanhol e dois goos contra o Stuttgart na Liga dos Campeões.

Forçando um pouco a barra na comparação, mas só para facilitar a visualização do adepto de futebol, é mais ou menos como Garrincha na Copa de 1962. Era ponta-direita, mas começou a passear pelo meio-campo e gostou. Podendo cair por onde bem entender, Messi recebe mais a bola, e pode criar situações diferentes durante a partida. E, qualquer criança sabe, um craque com a bola no pé mais tempo e a possibilidade de mostrar seu arsenal de jogadas vai fazer a diferença. Foi assim que Garrincha actuou em seu melhor momento. A torcida argentina espera que, com seu principal craque, seja igual.

Justiça se faz favor! Tema dos nossos "Fragmentos e Opiniões" de hoje.

Fragmentos e Opiniões
Justiça, se faz favor!

Os milhões de euros que os administradores de grandes empresas participadas pelo Estado repartem entre si, com a generosa complacência de um Governo impotente ou insensível, são um insulto ao país inteiro. E quando uma dessas empresas, a REN, vem comunicar, num pretenso arroubo de consciência, que reduziu de 12 salários para seis o máximo que os seus administradores podem receber como prémio - sabendo-se que esses salários ascendem a dezenas de milhar de euros - a afronta torna-se pura iniquidade.

Um pouco de decência é o mínimo que se pede. Perante o esforço que o Governo exige a quem se encontra no limite mínimo de uma vida digna, para já não falar dos que apenas ganham para sobreviver, os 'sacrifícios' dos senhores administradores escarnecem de quem realmente os vai fazer.

É este o problema do PEC: um problema de coerência e de justiça. Como se pode aceitar que se congelem por quatro anos salários de 600 euros, que sejam retirados benefícios fiscais a quem ganha menos de mil por mês, que seja penalizado o direito à reforma de quem trabalhou a vida inteira, que os próprios desempregados sejam olhados como parasitas, depois de terem contribuído anos e anos para a Segurança Social, como se pode aceitar sem protesto este PEC quando, no mesmo país endividado e em crise, os gestores públicos ganham como ganham, o Estado e a sua máquina política continuam a gastar à tripa forra, os bancos pagam muito menos impostos do que as restantes empresas e um Governo socialista convive alegremente com tudo isto?

Não se trata já de avaliar o PEC à luz do que foram as promessas eleitorais do PS, nem os esforços do primeiro-ministro e do Governo para apresentarem como medidas "estruturantes" - é o que chamam ao corte nas deduções fiscais -, algo que resulta da pura emergência financeira do Estado e da necessidade de esbulhar o contribuinte mais indefeso.

A recusa de falar em aumento de impostos é uma questão de pudor e embaraço, porque Sócrates sempre disse que o não faria. Mas talvez signifique, acima de tudo, que o Governo calcula que precisará de falar em subida de impostos, sem disfarce nem contemplações, quando tiver de a aplicar de novo, algures entre este ano e 2013.

Nenhuma mobilização de vontades é possível sem que o país perceba claramente que os sacrifícios tocam a todos e com justiça relativa, a cada um segundo as suas possibilidades.

Essa explicação e essa pedagogia não foram feitas, pelo que o Governo não pode esperar compreensão e um sorriso.

José Sócrates foi o primeiro-ministro que mais falou do Estado social e aquele que mais empenhado se declarou na sua defesa. Mas é ele que está a dar os primeiros para o transformar numa caricatura.

Em 2013, pode ser que o défice fique abaixo dos três por cento, como a Europa manda. Mas os portugueses, esses estarão bem menos europeus do que hoje em matéria de justiça social.

Fernando Madrinha

domingo, 28 de março de 2010

O meu humor de Domingo. Coisas clericais.

O meu humor dominical


As Férias dos Padres ...

Dois padres resolveram passar férias em uma bela praia.
No entanto, eles decidiram que deveriam ser mesmo férias e portanto nada deveria identificá-los como membros do clero.

Logo que desceram do avião, eles dirigiram-se a uma loja de surfistas e compraram o último grito em calções, sandálias, óculos de sol, etc...

Na manhã seguinte, foram até à praia vestidos como
verdadeiros turistas. Estavam sentados em suas cadeiras de praia a tomar cerveja, enquanto gozavam o calor do sol, quando uma loura em topless, de fazer qualquer um perder a cabeça, se dirigiu na sua direção.

Os dois padres não conseguiram evitar segui-la com os olhares.

Quando a jovem passou por eles, sorriu individualmente e cumprimentou-os:

- Bom dia Senhor Padre, Bom dia Senhor Padre, com um ligeiro aceno de cabeça e continuando no seu caminho.

Os dois padres ficaram perplexos, como era possível que ela os reconhecesse como padres?

No dia seguinte, dirigiram-se de novo à loja de surfistas e compraram roupas ainda mais berrantes. De novo os dois padres se dirigiram à praia, para gozar o sol, as vistas e... Eis que aparece a mesma loura de fazer perder a cabeça a qualquer distraído.

Vinha com uma tanguinha ultra reveladora, aproximou-se deles e os cumprimentou:

- Bom dia Senhor Padre, Bom dia Senhor Padre.

Após o que se dispunha a seguir o seu caminho, quando o padre mais velho não se conteve e chamou-a:

- Um momento, menina.

- Sim.

Respondeu ela, com um sorriso nos lábios bem definidos e sensuais.

- Nós de facto somos padres e temos orgulho em sé-lo, mas como
conseguiu descobrir isso ?

- SENHOR PADRE, SOU EU, A IRMÃ ÂNGELA!!

Também tô de férias !!

Retomando o Fragmentos e Opiniões em politica cá do burgo. E agora PSD com Pedro Passos Coelho?

Retomando o Fragmentos e Opiniões
As eleições internas no PSD


O rescaldo


A vitória de Passos Coelho, e com mais de 60 por cento dos votos, revela que o PSD estava afinal muito mais unido do que se supunha - e mostra bem o erro brutal de Manuela Ferreira Leite quando o excluiu das listas.

Nos próximos dias, o novo líder terá de mostrar que não é um simples produto do aparelho, nem uma marioneta de ninguém. Costuma dizer-se que não há uma segunda oportunidade para causar uma boa primeira impressão e, na verdade, as semanas que se seguem serão decisivas para a afirmação do novo líder social-democrata.

Tal como já acontecera na vitória de Menezes, viu-se que há um PSD real muito diferente do PSD que se movimenta nos órgãos de informação e nos círculos bem pensantes. Apesar de apoios como os de Paula Teixeira da Cruz ou de Zita Seabra, quase todos os barões conhecidos estavam contra o líder agora eleito, que é também, aquele que mais se distancia de Cavaco Silva.

Para Paulo Rangel é uma derrota em toda a linha. Interrompendo o seu mandato no Parlamento Europeu para tentar uma ruptura, entrou em conflito com o líder parlamentar, Aguiar-Branco e, apesar de lhe retirar o protagonismo, sujeitou-se a uma quase humilhação. Voltando para Bruxelas, dificilmente terá outra oportunidade para subir à ribalta política.

Finalmente, há que medir a forma como Passos Coelho fará oposição a José Sócrates. O discurso de campanha foi algo radical, mas a prática depois de eleito poderá ser mais dialogante. Para o seu posicionamento não deixará de contribuir, igualmente, o modo como Sócrates abordar a sua eleição.


Se há quem diga que o novo líder do PSD é o que mais se aproxima de Sócrates no que diz respeito ao estilo e ao modo organizado de fazer política, é ainda imprevisível se isso poderá gerar entendimentos ou, pelo contrário, um afastamento ainda maior.

Um erro, seria Passos Coelho, embalado com vitória tão expressiva, pensar que o PSD é o país. Igual erro será Sócrates pensar que pode tratar este líder como tratou aqueles que o precederam, quando o PS ainda tinha maioria absoluta.

Henrique Monteiro

sábado, 27 de março de 2010

Os desalinhados no Bancada Directa. Paga e não bufes. Mas para este individuo é tudo uma trêta.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Já aqui há uns meses demos conta desta situação e, salvo erro, na altura, a conta ia em 1.000 euros.

Agora já vai em mais de 2.000 euros.

Francamente


Hora de Verão. Vamos lá a adiantar uma hora à uma da manhã

Relógio padrão da Hora Legal. Cais do Sodré

Este relógio é do inicio do século XX

Violencia doméstica. Agora muito em voga a sua criminalização

Violência doméstica

Nem o gatinho escapou......



Recordar a nossa amiga Maria del Mar Bonet. Uma boa musica e uma boa canção não são só para ouvir:sentem-se!

Bancada Directa deseja aos seus fieis amigos leitores que passem um Bom-Fim-de-semana.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

É nos fins de semana que as pessoas gostam de praticar desporto, não só para manter a forma fisica, mas tambem a psíquica. E vale tudo: desde as peladinhas na praia, as corridas ao ar livre (jogging), as partidas de tenis e corridinhas /papers a brincar, etc,. etc, etc.

E porque não uma competição de "tunning". Tal como se vê na imagem a preparação para um evento deste tipo....

Amigos não uma foto forjada. É sim uma foto de uma concorrente a uma competição de "tunning" que se realizou em Junho de 2007 numa localidade perto de Roquetas de Mar. A naturalidade da moça é que espanta.

Vá amigos entrem em competições de tunning e arranjem parceira a preceito. E Bom Fim-de-semana

Nota de Bancada Dirceta: a publicacão desta foto na altura da realização da prova resultou numa forte polémica por parte da organização da mesma. O evento destinava-se a angariar fundos para uma iniciativa louvavel de prevenção para uma doença terrivel. Entenderam que a publicação da foto desvirtuava as boas intenções da organização. Não se tratava disso e a situação esclareceu-se de bom acordo. Estava em causa uma mostra de boa disposição. As pessoas doentes com doenças graves também têm de se rir um bocadinho.

A moça andava a lavar previamente as viaturas que iriam competir, quando um engraçado lhe colou um auto-colante no corpo. Nada mais.

Agradecimento a ARS pelo esclarecimento

sexta-feira, 26 de março de 2010

Fragmentos e Opiniões

Fragmentos e Opiniões

Reduzir os castigos a Hulk e Sapunaru é um perfeito absurdo. Mais um a contar para o rol de disparates da "justiça" do futebol português


A decisão do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, que veio reduzir os castigos dos futebolistas Hulk e Sapunaru, é um perfeito absurdo. Mais um a contar para o rol de disparates da "justiça" do futebol português.

Aquilo que o órgão de disciplina da FPF fez foi, mesmo dando como provados todos os factos apurados pela Comissão Disciplinar da Liga, enquadrar os actos numa moldura penal diferente, mais branda, com o argumento de que os assistentes de recinto desportivo (vulgo stewards) agredidos não são agentes desportivos, antes sim elementos com um estatuto similar ao do público.

Esta decisão é ainda mais perigosa porque começa a ser um hábito neste Conselho de Justiça. É que, ainda há uns meses, um dirigente do FC Porto viu este organismo reduzir-lhe, com o mesmo argumento, um castigo aplicado pela Liga por ter insultado um jornalista, que estava no túnel do estádio, porque era lá que tinha de desempenhar as suas funções profissionais: realizar as entrevistas rápidas do final da partida. Ou seja, um profissional que tem de estar naquele local para desempenhar uma função imposta pela organização da competição - a Liga multa os técnicos e jogadores que se recusem a comparecer nos flash interviews - é considerado pelo Conselho de Justiça da FPF como... um elemento do público.

Se não fosse triste e perigosa, esta decisão só podia ser para rir. Isto porque nem sequer é preciso ser um grande adepto de futebol ou assíduo frequentador de estádios para perceber que os stewards são, nos dias que correm, tão ou mais agentes desportivos do que os membros das forças de ordem, os bombeiros, os delegados da Liga, dos clubes ou da FPF, jornalistas, dirigentes, técnicos, massagistas ou médicos. Tal como todos estes últimos, também não estão lá para jogar à bola, mas são parte integrante do fenómeno futebolístico. Por definição, não estão presentes para participar no jogo, mas para desempenhar uma função específica, profissional, essencial, na sua devida medida, ao normal desenrolar de uma partida de futebol, em particular, e ao fenómeno futebolístico, em geral.


Num país que já organizou um Campeonato da Europa de Futebol como o Euro 2004, que está habituado a assistir às participações dos clubes portugueses nas competições europeias, deve ser claro para todos que é às empresas de segurança privada que cabe, cada vez mais, a tarefa de assegurar a manutenção da segurança dentro dos estádios de futebol, em coordenação com as forças policiais. Não apenas no que diz respeito ao controlo de entrada, acompanhamento e acondicionamento do público nas bancadas, mas também no controlo das áreas de acesso restrito. Basta ver uma qualquer transmissão de um jogo da Liga dos Campeões para constatar que nos túneis de acesso aos balneários de todos os estádios - até no do Dragão - lá estão os stewards a desempenhar funções de segurança.

Pode haver quem não concorde com esta crescente influência de empresas privadas de segurança e é perfeitamente legítimo defender-se que, no futebol português, essa tarefa devesse ser entregue apenas às forças policiais. O que não se pode é viver com uma realidade durante anos, pactuar com ela e, depois, conforme as circunstâncias, pretender dizer que ela não existe.

E, finalmente, se era de bom senso que o Conselho de Justiça queria falar com este acórdão, mais valia que tivesse mantido os castigos aplicados pelo CD da Liga deixando, dessa forma, a todos os participantes no fenómeno futebolístico uma mensagem clara de condenação aos actos de violência. Seja contra quem for.

Manuel Barros M
oura

Esta Lisboa que eu amo. Delapidar o património valioso da nossa cidade.

Francamente. Nem dá para acreditar



Venho informar do furto de azulejos da fachada do edifício da Rua Dona Estefânia.


Mais uma vez fico chocada com a apatia dos proprietários face a este fenómeno


Estes azulejos têm desaparecido nos últimos meses sem que o proprietário tome uma iniciativa para travar a delapidação deste património.


A fonte é da Maria João Silva para o Lisboa SOS.


Nota de Bancada Directa: o proprietário do edifício é um organismo oficial de características sociais, o que pressupõe que não tem estruturas para vigilância do edifício à noite. E mesmo que fosse um proprietário particular, é evidente que não poderia montar guarda ao edifício, tarefas que são da competência da PSP em Lisboa .

Isto não são atitudes inocentes ou de vandalismo.


São atitudes pensadas para obterem lucro com estas antiguidades, mormente se forem painéis inteiros e completos. Mesmo os receptadores de tais obras guardam as mesmas durante períodos de tempo, mais ou menos longos, para depois as transaccionar com mais facilidade.


Desde que entre uma queixa na Policia Judiciária com elementos concretos das antiguidades furtadas, é feito uma listagem e registo muito minuciosos, para que as investigações frequentes nas lojas de antiguidades e eventuais receptadores possam dar bons frutos.

O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina. A pancreatite.

Alcool e pâncreas não se ajustam lá muito bem.


São relações perigosas
O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina. A pancreatite.

Álcool e pâncreas são relações perigosas


O consumo exagerado de álcool é uma das causas do aparecimento de uma doença chamada “pancreatite”, uma inflamação do pâncreas que tanto pode ser muito ligeira, como pode ser fatal.

O desenvolvimento

Uma dor intensa na região superior do abdómen, que irradia para as costas, pode ser o primeiro sinal e aviso de que algo está mal com o pâncreas. Dor que, com frequência, se agrava após uma refeição abundante, sobretudo se for à base de gorduras

Com cerca de 13 centímetros e a forma de uma folha, o pâncreas localiza-se atrás do estômago e muito próximo do duodeno (a porção superior do intestino). Trata-se de uma glândula com um papel importante na digestão dos alimentos e no metabolisnm0o dos nutrientes. Produz sucos digestivos e enzimas que ajudam a partir em pedaços mais pequenos as proteínas, os hidratos de carbono e as gorduras, de modo a que possam passar para o intestino delgado. Além disso, segrega insulina e glucagon, duas hormonas que regulam o modo como o organismo utiliza o açúcar (glucoses).
O pâncreas é composto, na sua maior parte, por células exócrinas, que produzem as enzimas digestivas e que estão organizadas em grupos que comunicam entre si por pequenos canais. É por esses canais que os sucos circulam até desembocarem num caminho principal - o canal pancreático -, que conduz ao duodeno. Antes, porem, junta-se-lhe o canal biliar, que transporta a bílis desde o fígado e a vesícula

Existem ainda no pâncreas pequenas ilhas de células endócrinas – os ilhéus de Langerhans – que segregam a insulina e o glucagon, libertando-os na corrente sanguínea, juntamente com uma outra hormona, a somatostatina, que regula a secreção da insulina e o glucagon.

O peso do álcool

É assim que tudo funciona num pâncreas saudável. Mas o processo pode ser perturbado por factores como a ingestão abusiva de álcool - com frequência, em grandes quantidades e prolongada no tempo. Não se sabe exactamente como o álcool afecta o pâncreas, mas sabe-se que desencadeia uma libertação precoce das enzimas digestivas e que aumenta a permeabilidade dos pequenos canais, possibilitando fugas de sucos digestivos para o tecido normal. Sabe-se ainda que a ingestão excessiva de álcool conduz à formação de aglomeração de proteínas, as quais estão na origem de cálculos (pedras) passíveis de bloquear o canal pancreático. O álcool é a principal causa de pancreatite crónica, sendo mais frequente no homem.
Os cálculos biliares são outra causa frequente de pancreatite aguda – a inflamação do pâncreas. Formam-se na vesícula quando a bílis fica quimicamente instável, após o que migram para o canal biliar, podendo bloquear a passagem dos sucos digestivos para o duodeno. A consequência é que estes sucos ficam activos no pâncreas, onde “comem” o tecido saudável, em vez de actuarem no intestino, desempenhando a sua função de decompor os alimentos.
Há outros factores associados à pancreatite, embora considerados factores de importância menor. Aliás, 80 a 90 por cento dos casos têm os cálculos biliares a álcool como causa. É o caso de medicamentos (como os anti-inflamatórios não esteroides, os corticoesteroides e alguns para a hipertensão arterial, (de infecções virais (como a hepatite ) ou bacterianas , do aumento dos níveis de triglicerídeos no sangue ou de cálcio, e ainda de doenças hereditárias como a fibrose quística.

Os homens são mais propensos a desenvolver a pancreatite crónica do que as mulheres, pelo facto de beberem mais – em frequência e quantidade. No sexo feminino, a principal causa são os cálculos biliares.

A dor como alarme.

É a dor – uma dor moderada a intensa que começa na região superior do abdómen e irradia para as costas e, ocasionalmente, para o peito – que denuncia a pancreatite, sobretudo na sua forma aguda. Surge então subitamente, podendo prolongar-se por horas ou até dias, agravando-se com a ingestão de alimentos e/ou de álcool. Algum alívio, mas apenas temporário, é conseguido quando o doente se inclina para a frente ou se enrola na posição fetal.
Além da dor, a pancreatite aguda manifesta-se através de náuseas e vómitos, febre, pulsação acelerada, abdómen inchado. Nalguns casos, pode haver baixa de pressão arterial e desidratação.

É possível sofrer episódios de pancreatite aguda e recuperar completamente. Mas cada um dos episódios constitui uma séria ameaça ao pâncreas, podendo ter consequências sérias.

Aliás, a pancreatite crónica acontece, como já referido, por toxicidade do álcool ao longo do tempo e quando há episódios continuados, com risco de lesão grave do pâncreas e dos tecidos próximos. Os sintomas podem, no entanto, demorar anos a manifestar-se. A dor mantém-se como o principal, podendo ser intermitente ou constante. A ela se juntam náuseas e vómitos, febre, perda de peso, mesmo que os hábitos alimentares não se alterem. As fezes ganham uma aparência gordurosa e de odor, devido à deficiente digestão e absorção dos alimentos, sobretudo das gorduras. A diabetes é um risco, uma vez que pode haver lesão das células produtoras de insulina e, assim, uma deficiente gestão do açúcar no sangue.

Controlar a dor, permitir que o pâncreas se recupere e restaurar o equilíbrio normal dos sucos pancreáticos são os objectivos do tratamento da pancreatite aguda, o qual passa, quase sempre, pela hospitalização. E porque o pâncreas entra em acção sempre que se come, o doente tem de ser alimentado por via endovenosa – ou seja, recebe fluidos e nutrientes através de uma veia.

Quando a causa está relacionada com o abuso de álcool, o tratamento envolve necessariamente a abstinência. Já quando a causa é a existência de cálculos biliares, pode ser recomendada cirurgia para remoção dos obstáculos à circulação dos sucos digestivos.

Em relação à pancreatite crónica, o tratamento passa também por controlar a dor e melhorar os problemas de absorção de nutrientes, a par da cessação dos hábitos alcoólicos. Até porque a doença progride, A continuação da ingestão de álcool aumenta grandemente o risco de complicações e morte. Pode requerer hospitalização.

Complicações podem surgir

E são várias as complicações possíveis de uma inflamação do pâncreas.

No caso da pancreatite aguda um dos riscos é o de uma ingestão bacteriana, na medida em que o planarias fica mais susceptível à acção das bactérias existentes nos intestinos.

Outras possibilidades são a formação de quistos e abcessos. Um risco significativo é o de insuficiência respiratória: é que as alterações químicas no organismo podem afectar a função pulmonar, fazendo com que o oxigénio no sangue desça para níveis perigosos, Pode haver também insuficiência renal. Potencialmente fatal é o choque, resultante da descida de pressão arterial a um nível tal que os órgãos ficam incapazes de desempenhar as suas tarefas.

A estas complicações juntam-se outras na pancreatite crónica, nomeadamente a possibilidade de formação de pseudo-quisto (acumulação de fluido pancreático em ducto obstruído) que acontece em 25 por cento dos casos. Desnutrição e perda de peso são problemas reais, na medida em que a falta de enzimas digestivas afecta a absorção dos nutrientes.

No mesmo campo situa-se a diabetes, uma consequência possível das lesões nas células produtoras de insulina. O cancro do pâncreas é mais requente nos doentes com pancreatite crónica.

O pâncreas é uma glândula vital para o funcionamento do corpo humano, desempenhando funções essenciais para a digestão e o metabolismo. Os danos nele produzidos podem, em ultima instancia, ser fatais, pelo que mais vale prevenir.

Reduzir o risco

Nem sempre é possível prevenir a pancreatite, mas é possível reduzir o risco:

a) Evitando o consumo excessivo de álcool – o álcool é a principal causa da pancreatite crónica
b) Limitando a ingestão de gorduras – uma dieta rica em gorduras pode aumentar o risco de formação de cálculos
c) Deixando de fumar – o tabaco aumenta o risco, sobretudo se associado ao álcool


Fonte: Revista Farmácia e Saúde. Março 2010

quinta-feira, 25 de março de 2010

Os desalinhados no Bancada Directa.Então como é que o falecido vai para o cemitério?

Até parece que é uma cena de "apanhados"


Contribuições

Esta fotografia foi tirada (ou montada ?) na Shoreditch High Street no bairro de Hackney (EC2)em Londres e segundo um site sobre pubs Londrinos ..

"The Clerk's House, No. 118½ Shoreditch High Street. As its name implies this house was originally occupied by clerics from St Leonard's Church, next door. It is now occupied by a Ladies wear shop. Before the current practice of adding letters to house numbers when an extra house was built in a street, it was common to add a half." Claude Moreira. Londres

O camião pertence a uma companhia privada - LAR Traffic Services - contratada pela Metropolitain Police para recuperar automoveis, motos e camionetas na area de East London. Claude Moreira. Welling (UK)http://homepage.ntlworld.com/welling.website

Os desalinhados (do estacionamento) no Bancada Directa

Quero, posso e mando!
Sou de uma empresa mediática que mete respeito a muito boa gente......
Não se metam connosco....
Passem de lado entre o para-choques e o muro do jardim. E nada de refilanços.....


Francamente

Nota de Bancada Directa: a fonte desta foto é do "Passeio Livre" que no post publicado a 21 de Março fez este comentário
Após recepção desta foto, enviada para o peao.exaltado por um colaborador, o PL contactou os responsáveis da TVI (relacoes.publicas@tvi.pt), com conhecimento à Média Capital (mediacapital@lift.com.pt aesteves@mediacapital.pt), há exactamente 4 dias atrás, a fim de lhes dar oportunidade de comentarem a situação. Até ver ainda não recebemos qualquer resposta.
Para que conste!...

Cronicando à quinta-feira. Recital da Primavera. A jovem e Mozart; simbiose perfeita

Mozart não ficou envergonhado!






Terça 23 de Março.

Como habitualmente por esta altura do ano o Colégio leva a efeito um Recital de Primavera, cujo objectivo é mostrar os progressos e as virtuosidades dos alunos das aulas de música. Os alunos ficam encantados por mostrarem os seus “talentos musicais” em publico e ouvirem os merecidos aplausos.

Colégio afamado e com grandes tradições, situado na zona oriental desta capital fundada por Ulisses. Auditório a abarrotar com mais de 200 presenças entre os familiares dos alunos a mostrarem os seus dotes.

O programa era variado e começava pela apresentação do coro do Colégio para alunos do ensino básico. Depois seguir-se-iam as prestações de alunos de violino, depois flautas, depois as guitarras clássicas e por fim os alunos de piano.

Curioso é que depois de cada classe prestar as suas provas, o auditório ia-se esvaziando, já que o final da tarde e as lides de casa a isso obrigavam os pais das crianças a procurar o rumo de suas casas.

As actuações foram-se sucedendo, com alunos a roçarem o óptimo e outros com naturais dificuldades, por serem ainda muito novos, Mas no conjunto as prestações foram muito bem conseguidas.

Tendo o recital começado por volta das 17h30 os alunos de piano só hora e meia depois é que começaram a actuar. Curioso é que na assistência pouco mais de 20 pessoas se preparavam para ouvir os acordes de piano.

Penúltima actuação era de uma jovem de 10 anos. Franzina, elegante e muito séria. De repente e para surpresa geral começa por “atacar” uma melodia de Mozart. Tocou o célebre Nº 3 K605 - German Dances. Actuação perfeita.

Assistência no final premeia a actuação com uma demorada salva de palmas. Por ali se viu técnica, virtuosismo e gosto pela música.

Mozart não ficou envergonhado.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Fragmentos e opiniões. Um “estereótipo abatido a tiro”



Fragmentos e opiniões.


Ser preto, pobre, rapper, e vestir-se de forma exótica será suficiente para desacreditar um ser humano?

A morte a tiro de MC Snake

"Não tenho grande coisa a dizer sobre a morte, a tiros da PSP, de um morador de Chelas chamado Nuno Rodrigues e (moderadamente) conhecido por MC Snake. Não testemunhei a desobediência do sr. Rodrigues à paragem da polícia nem a perseguição subsequente. Apenas me parece que a execução sumária é uma resposta desproporcionada, e que as autoridades fariam bem em investigar o caso e, já agora, em reorientar o zelo de alguns dos seus agentes.

Mais fáceis de descrever, e mais extraordinárias, são as reacções à morte do sr. Rodrigues. Houve-as de dois tipos. As de júbilo notaram--se principalmente nos comentários da Internet, onde multidões de anónimos exibiram puro ódio a um sujeito de que nunca ouviram falar até às notícias do respectivo fim, as quais incluíam referências a uma temporada na prisão por tráfico de droga. A brutal expressão "Não faz falta nenhuma!" resume o sentimento desta, digamos, corrente de opinião.

As reacções de pesar não foram menos curiosas. Ao contrário dos familiares, de uma contenção apreciável dadas as circunstâncias, a maioria repetiu a tese de que o sr. Rodrigues morreu por ser preto, pobre, rapper e, aos olhos da polícia, um estereótipo. É possível, embora a responsabilidade pelo estereótipo caiba inteirinha ao sr. Rodrigues.
O rap ou o hip hop que o sr. Rodrigues praticava não o transformava no "músico" referido em diversos obituários. No seu primarismo, o hip hop tem pouco a ver com música e muito a ver com uma atitude de confronto face a uma sociedade que é, ou que se imagina, discriminatória. É, vá lá, um estilo de vida, traduzido à superfície no vestuário ridículo e nos gestos animalescos. E nas letras das "canções" (?). As letras, que certa "inteligência" considera "poesia das ruas", são, além de analfabetas, manifestações de rancor social. Por norma, são também glorificações do crime e panfletos misóginos.

O hip hop nasceu na América enquanto braço "musical" e tardio do black power, como os blaxploitation movies dos anos 1970 constituíram o seu reflexo "cinematográfico" (as aspas não são fortuitas). O princípio, se é que tais misérias possuem um, é o de que a "identidade negra" somente se define contra o "sistema", numa postura de desafio e fúria que a "inteligência" julga legitimada por uma suposta opressão. Vale a pena lembrar que, em tempos realmente opressores, os pretos inventaram o jazz, um dos maiores contributos da América para a humanidade. E vale a pena lembrar o exemplo de Louis Armstrong, um génio que os "radicais" achavam o paradigma do "traidor". Tudo porque, tendo sofrido na pele a discriminação, Armstrong preferiu combatê-la pelo talento e não agravá-la através de inanidades gritadas por cima de uma caixa de ritmos.

Obviamente, o hip hop é principalmente uma invenção das indústrias discográfica e televisiva, e não traria mal ao mundo se o mundo não se deixasse influenciar por semelhante patetice. Infelizmente, do Bronx a Chelas, essa celebração da boçalidade é erguida aos currículos escolares e milhões de jovens tomam-na por "afirmação". Na verdade, é o inverso: o hip hop é a sujeição dos pretos ao que o "multiculturalismo" em vigor deles espera. Ao trocar a literatura pela "poesia das ruas", a música pelo ruído, a educação pela agressividade, o esforço pela automarginalização, a única afirmação do hip hop é a da inferioridade. Se levado a sério, o paternalismo condescendente limita os membros de uma etnia a uma existência parcial nas franjas da legalidade. E não anda longe do folclore abertamente racista.

É claro que incontáveis pretos não engolem estas patranhas, e que vários intelectuais "afro-americanos" (o termo em voga), de Thomas Sowell a Thomas McWhorter, exprimem com frequência a repulsa que o atraso implícito e o "segregacionismo" assumido do hip hop lhes suscitam. Ou, nas palavras do historiador Stanley Crouch, "quem no seu perfeito juízo daria um bom emprego a 50 Cent (uma das vedetas do género que ainda não tiveram morte violenta)?"

Ninguém. O sr. Rodrigues, ou sr. "Snake", escolheu o seu próprio estereótipo. O que a polícia fez depois terá sido injustificável, mas não totalmente imprevisível. "

Fragmentos e Opiniões. O nosso cronista “Olho vivo e pé ligeiro” também se espantou com a violência das claques no fim-de-semana no Algarve e não só.

Fragmentos e Opiniões.

Violência no futebol

Olho vivo e pé ligeiro questiona-nos: e vamos continuar a ver passar estes vândalos?

Qualquer ceguinho vê que a violência no futebol não se combate com multas. Muito menos multas irrisórias que não darão para pagar os prejuízos causados na passagem dos vândalos organizados que são as claques de futebol.

Só da cabecinha tonta do Sr. Madail poderia surgir a ideia da multa! Que não resolve nada. Pior, que só branqueia os verdadeiros culpados que são os dirigentes dos clubes.
Como resolver então este problema que acaba por destruir o futebol, o espectáculo e depois os próprios Clubes?

A primeira coisa a fazer é PROIBIR AS CLAQUES e responsabilizar os presidentes dos clubes.

A haver multas tinham que lhes ser atribuídas e o dinheiro a sair do seu bolso!
Aqueles grupos de energúmenos que vivem não se sabem de quê. Que parece ter dinheiro, paga deslocações e bilhetes de espectáculos caros, e não trabalha, vive de quê? Do negócio das drogas? Não ficaria mal à polícia investigar aqueles rendimentos. Aquelas receitas que entram não se sabe como.

O Futebol tem muito que se lhe diga. Veio-me à lembrança os valores pagos aos jogadores de futebol (Caso do João Pinto e tantos outros) cujos milhões de euros voaram por off-shores e nunca ninguém lhes viu a cor. E as contabilidades dos “apoderados” dos jogadores? E as contabilidades dos clubes? Quem os controla?

Então basta criar a ASAE e andar atrás dos pobres dos ciganos que apesar de tudo tentam ganhar a vida honestamente vendendo CD´s falsificados?

E no futebol não andará tudo muito falsificado?

Olho vivo e pé ligeiro

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Segunda-feira 22 de Março. A noite do Apocalipse nas televisões cá do burgo

A noite dos apocalipses

O Apocalipse Now



Os quatro cavaleiros do Apocalipse.




















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