BANCADA DIRECTA: Janeiro 2010

domingo, 31 de janeiro de 2010

Impressionante. Como os grandes navios são postos na água.

video

Um amigo para além da morte. Quando os animais mostram aos homens o que é a amizade

Cãopanheiro from Joao Frigerio on Vimeo.

A merecida homenagem a uma mulher lutadora. Carolina Beatriz Ângelo. Vai ser atribuido o seu nome ao futuro Hospital de Loures

O mérito e a justiça reconhecem-se! Não se agradecem
Futuro Hospital de Loures vai chamar-se Hospital Beatriz Ângelo

Quem foi Carolina Beatriz Ângelo

Carolina Beatriz Ângelo

Médica, lutadora sufragista e fundadora da Associação de Propaganda Feminista, foi a primeira mulher a votar em Portugal, embora vivesse num país em que o sufrágio universal só seria instituído passados mais de sessenta anos, ou seja, depois do 25 de Abril de 1974.

O voto depositado nas urnas para as eleições da Assembleia Constituinte, em 1911, pela médica Carolina Beatriz Ângelo, constitui um episódio deveras exemplar de luta pela cidadania e pela emancipação da situação das mulheres em Portugal, numa altura em que o direito de voto era reconhecido apenas a "cidadãos portugueses com mais de 21 anos, que soubessem ler e escrever e fossem chefes de família".

Invocando a sua qualidade de chefe de família, uma vez que era viúva e mãe, Carolina Beatriz Ângelo conseguiu que um tribunal lhe reconhecesse o direito a votar (à revelia) com base no sentido do plural da expressão ‘cidadãos portugueses’ cujo masculino se refere, ao mesmo tempo, a homens e a mulheres.

Como consequência do seu acto, e para evitar que tal exemplo pudesse ser repetido, a lei foi alterada no ano seguinte, com a especificação de que apenas os chefes de família do sexo masculino poderiam votar.

Carolina Beatriz Ângelo foi assim, também, a primeira mulher a votar no quadro dos doze países europeus que vieram a constituir a União Europeia (até ao alargamento, em 1996).

Sobre a atribuição do nome de Beatriz Ângelo ao futuro Hospital de Loures podem ver a justificação dada pela Ministra da Saude aqui

Contribuições para o tema Carolina Beatriz Ângelo

Na sequência da controvérsia, é aprovada pelo senado em 1913 a Lei Eleitoral da República (nº 3 de 3 de Julho) onde pela primeira vez num texto legislativo se determina expressamente o sexo dos cidadãos eleitores: “são eleitores dos cargos políticos e administrativos todos os cidadãos portugueses do sexo masculino, maiores de 21 anos, ou que completem essa idade até ao termo das operações de recenseamento, que estejam no gozo dos seus direitos civis e políticos, saibam ler e escrever português e residam no território da República Portuguesa”

No Palácio da Assembleia Nacional, Domitilia de Carvalho, Engº Pinto da Mota, Maria Candida Parreira e Maria Baptista Guardiola. Foram as primeiras mulheres deputadas, já durante a vigencia do Estado Novo.

O direito de voto às mulheres foi concedido (precariamente) pela primeira vez em Portugal, em 1931 sob o patrocínio legislativo do Estado Novo (lei nº 19:694 de 5 de Maio), restringido àquelas com o curso dos Liceus. Em 1934 nas eleições legislativas foram eleitas pela primeira vez mulheres para a assembleia nacional: Domitília Hormizinda Miranda de Carvalho, Maria dos Santos Guardiola e Maria Cândida Pereira. A cláusula de masculinidade

O “incidente” Carolina Ângelo mostrou aos dirigentes da república a necessidade de clarificar uma coisa que até aí lhes parecera evidente: o carácter masculino da política portuguesa. Não lhes ocorrera que fosse preciso explicar às mulheres o lugar delas, mas uma vez que se levantava a questão, era urgente esclarecê-la.


Desde a sessão inaugural da Assembleia Constituinte, em 19 de Junho de 1911, ficou expressa a cláusula de masculinidade para a entrada no parlamento republicano, e toda a legislação subsequente veio confirmar que as mulheres estavam excluídas do processo político.


Os nostálgicos da primeira república souberam tirar proveito da distracção dos seus heróis. Tal como Carolina Ângelo aproveitou o lapso dos legisladores para depositar o seu voto na urna, também alguns historiadores republicanos aproveitaram este caso para sugerir que a república concedera, inicialmente, a igualdade de direitos políticos às mulheres, e só em 1913 retrocedera nas suas generosas intenções.

Na “História da República”, de Raúl Rego, pode ler-se que a legislação de 1913 retirou o voto aos analfabetos e às mulheres, significando isto que “a República, na igualdade dos sexos, voltava sobre si mesma e à discriminação da mulher, anjo do lar”.

Esta contribuição é fonte a partir do Dr João Távora Carlos Bobone

Neste Domingo de manhã. Recordar é Viver. Porque há momentos que nunca se esquecem. Mozart vs Salieri

Nesta manhã de Domingo.

Levanto-me cêdo e comecei a pôr nos seus lugares uns dvd's que estavam desarrumados. Passa-me pelas mãos o Amadeus e delicio-me a ouvir alguns trechos musicais. Seleccionei este trecho ( com a ajuda do You Tube) que é "Mozart versus Salieri" ,para os nossos leitores recordarem.

Bom Domingo para todos. Amanhã teremos novamente o Antonio Raposo

Walter, O Idoso

video

Orquestra da Cerveja!

A marca australiana de cerveja Victoria Bitter (VB), fez um comercial onde uma orquestra toca sua música, usando apenas garrafas de cerveja como instrumentos.
A proeza foi realizada por membros da Orquestra Sinfônica de Melbourne e da Orquestra Victoria.


video




Excelente Anuncio!

sábado, 30 de janeiro de 2010

Os atributos do Sporting de Braga;: Cagança e Paciência. Uma crónica curiosa do Braga/Sporting.

Liga Sagres: 17ª jornada : Braga 1 Sporting 0

Sporting de Braga. Não é manigância. É cagança e Paciência

Uma (curiosa) crónica de Pedro Candeias,

No dia antes do jogo, Domingos disse: “Deixem-nos jogar.” Queixou-se o treinador do Braga de tentativas de “desestabilização” de outros que não nomeou. Fosse Domingos Francisco Louçã e a palavra “manigância” estaria no futebolês.

Também nesse dia, Carvalhal, que treina o Sporting, teve paciência de chinês (não é referência ao hat trick de Zhang em Alvalade) para não responder. Preferiu falar dele e da equipa dele, “manifestamente curta” há 48 horas, para todas as competições, mas em vias de se alongar com a contratação de Mendes há menos de 24.
Fosse Carvalhal Sócrates e falaria de “ciúme”, não pelo resultado das negociações do Orçamento do Estado mas pelas negociações leoninas que “assustam muita gente”. E isto não é manigância, ou manha. É a tal cagança, pedida por Bettencourt no definhar de Paulo Bento. Carvalhal assumiu as dores e o discurso positivo do presidente. Mas só isso não chega.

Porque a cagança, a verdadeira cagança que é a vaidade, está no Minho. No Braga de Domingos que vencera aos sábados o FC Porto (1-0) o Benfica e o Sporting (2-1) na primeira volta. E que reencontrou os leões a uma sexta-feira, dizendo para toda a gente ouvir: “Se jogarmos como é hábito, ganhamos.” E disse-o mesmo antes do apito inicial.

Assim foi. O Sporting de Braga jogou como o grande que agora é: com paciência e vaidade, susteve os avanços do motivadíssimo Sporting, equilibrou o jogo e lançou os sprinters, Mossoró e Paulo César. Este último fez o golo, a meias com Tonel, e o filme do jogo mudou.


Os de Alvalade tentavam asfixiar os de Braga com uma pressão alta, mas foram forçados a baixar o ritmo quando mediram o pulso. E o que o batimento cardíaco lhes disse foi simples: os leões (as leoas, vá) caçam em grupo e atacam a gazela mais débil; mas quando as gazelas são mais que muitas e têm saúde com fartura, não há felino que lhes ponha a pata em cima. E o Braga continua a monte

Assim seja, opina Bancada Directa

Fragmentos e Opiniões. Sobre o que está a acontecer no Afeganistão, Antonio Raposo diz de sua justiça.

Fragmentos e opiniões
Coitado do Afeganistão

A imensa Kabul, capital afegã

Antonio Raposo diz de sua justiça.

Hoje em dia, não se pode ser um país pobre ou um pais rico habitado por gente pobre. Vem a dar ao mesmo.

Isto por causa dos abutres deste mundo, que gostam de depenicar nas searas alheias.

A Inglaterra, a França, etc. Muito debicaram por esse mundo fora, por tudo o que era lado e principalmente fraco, pobre e dependente. Isto claro sob a capa de levar ajuda e civilização.

Até Portugal fez a sua perninha, agarrando-se a colónias, começando pelo Brasil, depois na falta a África.

Deu para usar até ao sec. XX, e assim foi vivendo de explorar as terras alheias, pois essa conversa sobre as “descobertas” não passa de uma balela. Ninguém descobriu África. Ela já lá estava e com gente inclusive há mais tempo do que no próprio país colonizador. Hoje isso sabe-se e comprova-se.

Com o final da 2ª guerra a hegemonia passou para as mãos dos Estados Unidos e nalguns casos da União Soviética.

Mas o tempo rola e muda as coisas.

Estava o Afeganistão muito sossegadinho lá no seu canto e eis que o pessoal achou que era tempo de ensinar aos talibans a democracia.

Os americanos, pessoal muito prático e operativo, arregaçaram as mangas e inventaram logo uma campanha de promoção de um presidente fantoche vestido de fantoche e com um ar de fantoche adequado. O senhor Karzai.

Como não estão para perder tempo com ninharias e perdas de tempo, resolveram que a malta votaria naquela avantesma e deram o caso como encerrado. Mas, o pessoal deu luta e a percentagem de votos não convenceu ninguém, o que também não era importante porque as decisões tinham já sido tomadas.

E o tempo foi passando…

Democraticamente, reuniram-se agora em Londres um conjunto de indivíduos arrebanhados pela senhora Clinton e pelo trabalhista Inglês que também deve ser um rapaz jeitoso, mandaram vir o Karzai e mais o seu fato domingueiro de pura e colorida lá Afgã e logo ali cozinharam o que o povo afegão deverá fazer, decidir e está feito!

No meio daquele pessoal todo estava um rapaz de barba e cabelo branco, ministro dos negócios estrangeiros de um País à beira mar plantado, com um ar distraído porque só lá estava para fazer número e para a fotografia. Ninguém lhe irá perguntar nada (talvez as horas!) como não perguntaram ao Karzai. As decisões estão tomadas.

Que tal suceda com o nosso país não me admira nada. Quase sempre estivemos de cócoras nas decisões dos outros. É o costume. Infelizmente.

Ver isto nas televisões é que é triste! Mas é costumeiro.

Agora que o Obama não tenha ninguém que o avise que a democracia não se constrói assim, é que eu me admiro!

Antonio Raposo

Esta Lisboa que eu amo. Afinal há ou não há leis da trêta?

Esta Lisboa que eu amo
Transgredir e borrifar-se para a Lei.

O que estas imagens mostram é fácil de perceber:

Dois condutores, multados pela EMEL, decidiram mostrar o seu desprezo pela lei atirando as multas, ostensivamente, para o chão, onde ficaram... Por sinal, apanhei a amarela (que tenho comigo), onde se diz que o infractor incorreu numa coima de €19,95 a €99,76.
Pois é... Sucede que não a vai pagar, nem lhe vai suceder RIGOROSAMENTE nada, pois a empresa (e sei-o de fonte certa) não tem meios (nem sequer legais - pasme-se!) para forçar o pagamento - o que só sucederia se o carro tivesse sido bloqueado.
O Prof. Medina Carreira costuma comentar estes absurdos legais da seguinte forma: «As coisas são assim porque houve um legislador que quis que elas assim fossem...».


Agradecimentos ao "passeio livre".

Parece que algo não está bem!

Modernices em grande

Levantam-se vozes (oficiais) a confirmarem investigações, confirmam-se vários arguidos, deduziu-se que os privilégios foram reais e, para mais e cumulo, havia uma Comissão de Fiscalização da Camara Municipal de Lisboa que nunca se reuniu para o efeito que foi criada.

Pudera! Aguardam-se novos desenvolvimentos.

E, claro que, o "homem sonha e a obra aparece"-

Fontes "in Publico" ver aqui em pormenor

Fragmentos e Opiniões. Reflexões sobre o Haiti pós terramoto.


Fragmentos e Opiniões
O Haiti não é no Haiti

Texto de Clara Ferreira Alves

Um país não pode ser administrado pela ONU e por instituições de caridade.


Podemos não ajudar o Haiti mas o Haiti ajuda-nos todos os dias. Estas catástrofes têm o poder de nos fazer felizes por dar. E fazem subir as audiências. O Haiti não é no Haiti, é no ecrã. O jornalismo sentimental obtém efeitos - a voz embargada, a criança carregada nos braços, a operação salvadora - e nada contribui para a reflexão.

O Haiti, na sua absoluta devastação, na sua constituição como um lugar distopicamente distorcido, sem estado, sem governo, sem estruturas, entregue à ajuda humanitária internacional e ao caos e anarquia que o sofrimento gera, deixou de ser um país. Se é que alguma vez foi. Em 2010, com a ajuda existente, com os fundos existentes, com os programas e boas intenções existentes, existe no planeta um país como o Haiti. Onde, a avaliar pelas testemunhas, pessoas iam passar férias e praticar a evangelização e a caridade, sem que o Haiti tivesse uma escola, um hospital, casas, água potável, saneamento básico, um mínimo de estado, um mínimo de governo e de solução política.

O dia a dia de Port-au-Prince antes deste sismo

Afinal, não estamos no tempo de Papa Doc e dos "Comediantes" de Graham Greene, quando a dinastia Duvalier fez do Haiti um cenário de ficção e vodu, útil aos filmes de James Bond. As Nações Unidas tinham uma brigada de funcionários no Haiti, e o Presidente Clinton e a mulher, antes de ser secretária de Estado, tiveram pelo Haiti um interesse político que os levou a apostar num cavalo coxo, o exilado Aristide.
A França, com o cinismo da sua política de interesses, interessou-se pelo Haiti e, além de construir hotéis, viu o seu ministro dos Estrangeiros quando não era ministro, Bernard Kouchner, viajar várias vezes para o Haiti e sustentar os Médicos sem Fronteiras no território.

Nicole Richie, famosa por ser filha de Leonel e a parceira de Paris Hilton num reality show em que ordenhavam vacas, está no Larry King a perorar sobre o Haiti. Ouço-a explicar o programa para levar água limpa ao Haiti. E "a outros lugares de África". Seal canta, Mick Jagger canta, Nicole Kidman (estamos no dia das Nicoles) explica a sua acção no Haiti ao serviço das Nações Unidas. Larry King berra: dêem dinheiro, já temos mais de um milhão de dólares. Uma estrela do futebol americano, cuja filiação com os haitianos é a cor da pele, quase chora. King resplandece. Tilintam moedas comovidas no saco da pornografia humanitária.

Entretanto, no verdadeiro Haiti, onde a CNN tem um jornalista neurocirurgião que opera uma menina ao cérebro e se deixa fotografar a operar, o saque começou. A polícia dispara sobre os saqueadores e o repórter Anderson Cooper, aliás excelente, no intervalo de salvar um miúdo com a cabeça partida, e filmar-se a fazê-lo, diz que não são haitianos como deve ser, são haitianos criminosos. Existe, na pobreza, uma distinção entre bom e mau comportamento.

No verdadeiro Haiti, o único hospital que funciona é o dos israelitas. O único que está montado, que tem máquinas de diagnóstico, que está equipado para cirurgias. Os americanos, no meio do bando de repórteres e do-gooders, e a França, protestando contra a "ocupação" do Haiti pelos americanos, não conseguiram montar um hospital de campanha.
O secretário-geral da ONU diz que estão a ser feitos todos os esforços. As vítimas resgatadas dos escombros com tanto esforço e tanta câmara a filmar, morrem das lesões. Outros morrem de fome e sede e o êxodo começou. No aeroporto, a ajuda empilha-se e apodrece no calor. Clinton desembarca, com as câmaras atrás, muito corado e dorido.

Dirão alguns, este não é o melhor momento para discutir como é que o Haiti chegou a isto. Este é, seguramente, o melhor e o único momento para pensar como é que o Haiti chegou aqui. Para repensar os mecanismos e a lógica da ajuda humanitária, e, sobretudo, a sua incapacidade logística apesar dos meios e das pessoas. No Afeganistão, pude observar como a logística da ONU era um pesadelo de ineficiência e desperdício, recorrendo a empresas privadas pagas a peso de ouro.
Milhões serão entregues a quem? E com que fim? A actual solução humanitária cria vícios em quem dá e em quem recebe. É o velho problema do peixe e da cana de pesca. A ONU, com todas a suas virtudes, criou uma estrutura humanitária burocrática e, nalguns casos, corrupta, que é replicada pelas ONG. As brigadas de benfeitores podem ser heróicas mas não constroem países. Mais trabalho tem sido feito por soldados ignorantes da história e da geografia. Não creio que a América vá 'ocupar' o Haiti. Para o Haiti chegar a ser um país precisa de uma estrutura que terá traços políticos de neocolonialismo.

Podemos chamar-lhe muitos nomes mas esta será a única solução. Um país não pode ser administrado pela ONU e por instituições de caridade. E não deve.

Clara Ferreira Alves

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Bom Fim-de-semana para os fieis leitores do Bancada Directa

Caros amigos

Pois é! Neste dia em que os enfermeiros descontentes estão a invadir a capital, espera-se que vão haver muitas complicações no transito, prejudicando o regresso a casa de milhares de pessoas, que vêem assim o seu Fim-de-semana começar nada bem.

Mas como, segundo nos referem, que é uma luta justa por melhores condições salariais no acesso à carreira e na carreira em si, com melhores salários, vale a pena o sacrificio e , fundamentalmente, saber-se que eles se consideram actualmente enfermeiros de segunda.

Claro que muita boa gente vai ficar aborrecida por ficar presa em "bichas" (salvo seja) interminaveis. de automoveis. Então o melhor é encarar a situação com boa disposição.

E como tristezas não pagam dividas aqui vos deixo com esta pequena, que, de certeza, não é de segunda, mas sim de primeirissima água.

Bom Fim-de-semana para todos.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

José Franco merece esta homenagem. O seu trabalho e a sua arte de barrista estão patentes numa mostra.


Caros amigos leitores do Bancada Directa

Falar-se da obra do mestre barrista que foi em vida José Franco já é um lugar comum entre nós todos ao nivel de todo o país. Por isso se torna uma merecida homenagem ao "Mestre" esta exposição. Pedimos a todos que possam estar disponiveis que visitarem a mesma.


“HOMENAGEM A MESTRE JOSÉ FRANCO

Efectuando uma retrospectiva do trabalho desenvolvido pelo mestre barrista, é inaugurada no próximo dia 30 de Janeiro, pelas 16 horas, uma exposição alusiva ao tema “Homenagem a Mestre José Franco”, no Museu Municipal Prof. Raul de Almeida, em Mafra.»

A exposição integra um conjunto de peças de figurado, documentos e objectos pessoais, provenientes da colecção particular dos familiares de José Franco, para além de peças de figurado pertencente ao espólio do Museu Municipal.

Pode visitar esta mostra no seguinte horário:

3.ª a 6.ª feira das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00;
Sábado das 15h00 às 18h00;
Encerra às 2.ªs feiras, domingos e feriados.

Evora (Portugal) igual a Chartes (França). Mas por vezes não é sempre assim. À atenção da CM Evora!

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Bem poderia, eu, lançar o titulo habitual de "Os desalinhados no Bancada Directa" neste post. Sabemos que Évora é uma cidade lusa germinada com a gaulesa Chartes. Há que respeitar os acordos.

Creio que a situação que se observa na foto de Évora não é habitual e foi um acto isolado de alguém, que se calhar nem é de Évora.

E continuo (gosto sempre) a respeitar Évora e o seu presidente da autarquia.

Mas, presidente, vamos lá a fazer para que isto não aconteça. Obrigado


Évora
Chartes
agradecimento ao "passeio livre"

Os desalinhados no Bancada Directa. Se calhar não, digo eu!

Os desalinhados no Bancada Directa

Claro que a foto é real. A moça da qual só se vê os fundos é a Nicole Bahls. Tenho a foto da pequena em corpo inteiro mas para esta rubrica não me interessa publicá-la. O moço é o seu boyfriend.

Desalinhado, desalinhado confesso que não sei bem. Só se a mim não me calha bem ver que o namorado está absorto na apreciação das trazeiras do edificio borbulhante e emergente. Se calhar é uma questão de bom gosto.

fonte Expresso

"Portugal" - A grande anedota!

-Uma adolescente de 16 anos pode fazer livremente um aborto mas não pode pôr
um piercing.

- Um jovem de 18 anos recebe 200 € do Estado para não trabalhar; um idoso
recebe de reforma 236 € depois de toda uma vida do trabalho.

-Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco.


-O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3
anos a corrigir o erro.


-Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.

-Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa é das causas sociais.

- O café da esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e
empregados. No Fórum Montijo o WC da Pizza Hut fica a 100mts e não tem local para lavar mãos.

- O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga ISP (Imposto sobre produtos petrolíferos).

- Nas prisões é distribuído gratuitamente seringas por causa do HIV, mas é proibido consumir droga nas prisões!

- No exame final de 12º ano és apanhado a copiar chumbas o ano, o
primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa e mandou por fax e é engenheiro.

- Um jovem de 14 mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal. Um jovem de 15 leva um chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga, é violência doméstica!

- Uma família a quem a casa ruiu e não tem dinheiro para comprar outra, o estado não tem dinheiro para fazer uma nova, tem de viver conforme podem. 6 presos que mataram e violaram idosos vivem numa sela de 4 e sem wc privado, não estão a viver condignamente e associação de direitos humanos faz queixa ao tribunal europeu.

- Militares que combateram em África a mando do governo da época na defesa de território nacional não lhes é reconhecido nenhuma causa nem direito de guerra, mas o primeiro-ministro elogia as tropas que estão em defesa da pátria no KOSOVO, AFEGANISTÃO E IRAQUE.

- Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto
do ano que vem, não pagas as finanças a tempo e horas passado um dia já
estas a pagar juros.

- Fechas a janela da tua varanda e estas a fazer uma obra ilegal,
constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.

- Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a
trabalhar contigo num oficio respeitável, é exploração do trabalho infantil,
se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas
8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe!

-Numa farmácia pagas 0.50€ por uma seringa que se usa para dar um
medicamento a uma criança. Se fosse drogado, não pagava nada!


Obrigado Portugal. Estamos orgulhosos.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O desporto na minha terra. As voltas que a vida dá! Já nao se ouve dizer "Deixem jogar o Mantorras"!

A vida e o tempo correm inexoravelmente

E as lesões dão cabo da vida de um homem


Quem nunca percebeu o fenómeno Mantorras devia escolher uma de duas experiências. Ir ao Estádio da Luz num daqueles jogos em que o avançado entra nos últimos minutos; ou ir a Luanda vê-lo jogar na selecção e depois perceber como (não) consegue andar na rua. Mas hoje em dia o melhor seria mesmo encontrar o Pedro Manuel no bairro onde nasceu, o Sambizanga, a fugir daqueles que aparecem e dizem ser primos ou amigos - é que Mantorras nunca jogou tão pouco, esta temporada só fez uma partida oficial no Benfica (e agora outra na selecção). Pior, aquele a quem chamaram "novo Eusébio" está cansado de lutar contra a lesão no joelho e pode abandonar a carreira. Deixou de fazer sentido dizer: "Deixem jogar o Mantorras."

"Vou conversar com a família e depois dar uma conferência de imprensa para divulgar o que decidi", disse o angolano, ainda em Luanda, onde participou na CAN. A dúvida está lançada mas uma coisa é certa, aos 27 anos o adeus à selecção está praticamente garantido. Resta saber se também põe fim num percurso que iniciou há sensivelmente dez anos e que o levou do Alverca - estreia em Outubro de 1999, lançado por José Romão num jogo contra o Vitória de Guimarães - ao Benfica.

Foi na Luz que nasceu o fenómeno. Quem o viu chegar, em 2001, pensava estar perante o novo Eusébio. Luís Filipe Vieira disse logo: "Só sai por 18 milhões de contos" - 90 milhões de euros para afugentar o interesse do AC Milan. O africano franzino, que tinha sido dispensado do Barcelona e que o mesmo Vieira acolheu no Alverca, era então um atleta inspirado que só parava à falta, fosse contra quem fosse. Daí o célebre "deixem jogar o Mantorras". É claro que esses tempos já não seriam possíveis hoje, Mantorras deixou de poder ser o novo Eusébio quando, à segunda operação, os médicos perceberam que a cartilagem do joelho direito tinha desaparecido.

Depois ainda lhe abriram a perna mais duas vezes e lá foi recuperado para ser uma espécie de arma secreta a termo certo - contam-se os minutos que pode entrar, para tentar resolver jogos.

O Mantorras do último título (2004/05), com Trapattoni, foi isso mesmo, decisivo, com cinco golos que deram duas vitórias (Marítimo e Estoril) e um empate (Estoril), quase sempre em cima do último apito, para aumentar o drama na bancada.
O Benfica de Jorge Jesus, agora, está longe do sofrimento desse tempo (Cardozo e Saviola fazem alguma diferença quando comparados com Nuno Gomes e Karadas) e já não se pedem os mesmos milagres. Esta época Mantorras não fez qualquer minuto no campeonato e apenas foi chamado para um jogo da Taça de Portugal, contra o Monsanto (goleada 6-0, não foi preciso nenhum golo dos seus).

Entretanto foi convocado para a Taça das Nações Africanas mas Manuel José deu-lhe apenas 29 minutos de utilização, com o Malawi. No jogo da eliminação, com o Gana, a perder por 1-0, o treinador português nem se lembrou de o colocar. Se a selecção angolana fosse o Benfica de 2004-05, estava-se mesmo a ver qual seria a substituição...

Sem influência no Benfica e na selecção, Mantorras passa os dias entre a fisioterapia e os treinos, mantendo a condição física mínima à espera de ser chamado. Aos 27 anos continua com tempo, ninguém corre atrás dele, nem sequer corre o risco da dispensa, normal para qualquer futebolista.

Luís Filipe Vieira renovou-lhe o primeiro contrato feito no Benfica e na época 2008/09 até pagou, por 2 milhões de euros, os 50 por cento do passe que tinham ficado na posse do Alverca em 2001.

Agora resta saber qual é a vontade de quem sofre. É a que conta porque o clube tem uma dívida de gratidão com o futebolista que lá destruiu o joelho.

Na época passada, quando chegou ao Benfica, Quique Flores chegou a dizer que Mantorras deveria ser dispensado. Obviamente ainda não tinha percebido de quem estava a falar. O espanhol é que acabou por ir embora.

Parabens Margarida Garcia de Martim Longo. Algarve. Feliz Aniversário!

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Feliz Aniversário Margarida Garcia



Nota: Bancada Directa é um blogue de índole desportiva, pretendendo dar a conhecer o desporto na região de Aveiro, em Portugal e no Mundo. Nas nossas intenções também está a pretensão de se falar de tudo sem preconceitos e radicalismos. Temos o nosso Clube, temos o nosso partido, mas neste blogue não os favorecemos. São iguais no trato noticioso aos seus pares. Por isso se diz que neste blogue Bancade Directa "Tudo acontece com qualidade!" O desporto estará preferencialmente orientado para a prestação de Pedro Sousa, excelente treinador de futebol, radicado nos Estados Unidos. Infelizmente os seus afazeres diários impedem-no de estar no blogue com a frequencia com que nós desejamos.

Eu não o conheço pessoalmente, e deontológicamente, não pretendo esmiuçar pormenores. Nem é o meu feitio. Dei-lhe a minha palavra e cumpro integralmente. Falo de desporto quando me apetece, mas dou preferencia a tudo o que seja vida e esteja à nossa volta.

E Margarida Garcia é a plenitude da vida!

Quando falei ao Pedro da Margarida e de sua mãe, sei que ele se sensibilizou com a Margarida como estudante e praticante de patinagem artistica. E boa filha. E neste dia d0 9º aniversário da Margarida Garcia, Adriano Rui Ribeiro e Pedro Sousa desejam à jovem atleta de Martim Longo, Algarve, que tenha um excelente dia de aniversário na companhia dos seus familiares e amigos. E um recadinho apenas: que nunca deixe de encarar a patinagem artistica como uma das modalidades mais bonitas no panorama desportivo.

Adriano Rui Ribeiro e Pedro Sousa

Exibição de patinadora Sasha Cohen de Israel com final brilhante. Post dedicado para a nossa patinadora Margarida Garcia

O Povo tem memoria curta. Bancada Directa tenta avivar-lhe a mesma.

O Povo tem memória curta
As virtudes da Democracia:

Cunha Rodrigues escutado na Procuradoria

Foi o Independente quem divulgou a história em 1994.

Cunha Rodrigues há muito que desconfia dos ruídos que ouve no auscultador do seu telefone. O procurador-geral da República pega no aparelho e ouve de imediato outras pessoas a falar, sem que tenha sequer marcado qualquer número. As chamadas que recebe por engano ultrapassam os limites da paciência. Num desses telefonemas, Cunha Rodrigues ouve uma referência à Procuradoria-Geral da República e resolve chamar os peritos da Polícia Judiciária. Que descobrem, entre a secretária do procurador e a parede, 30 centímetros debaixo de um ripa de madeira do chão, um microfone no meio de um emaranhado de fios. Foi a 14 de Abril de 1994.

Mais tarde, a Judiciária viria a saber que a escuta descoberta tinha sido colocada para obter informações sobre um processo de facturas falsas, conhecido como caso Partex. Instalado por um "técnico de telecomunicações", cuja mulher e sogro eram suspeitos no processo de fraude, o microfone tinha como objectivo chegar às informações do Ministério sobre o caso que envolvia também José Alfaia, antigo secretário de Estado do governo de Pinto Balsemão. Quando o Independente avança com a história, o escândalo assume proporções nacionais.

A investigação da PJ avança a ritmo lento, consumindo milhares de euros. Qualquer pessoa com acesso à Procuradoria é interrogada. Alguns agentes deslocam-se à Alemanha para realizar uma perícia minuciosa ao microfone encontrado no escritório de Cunha Rodrigues.

Enquanto duram as escutas, o procurador recebe os magistrados ligados ao processo. Cunha Rodrigues acaba por revelar à PJ que, por vezes, surgem notícias na comunicação social acerca de temas discutidos dentro das paredes do seu gabinete. Durante três anos, as conversas do procurador são escutadas a quilómetros de distância, apesar de nunca se ter descoberto para que local estava o emissor a transmitir.

No início do caso, suspeita-se que a escuta é instalada por motivos políticos. A investigação permite, depois, chegar a um trabalhador de uma empresa de telecomunicações que instalara outros equipamentos na Procuradoria. Especialista em mecanismos de escuta, no início do interrogatório o suspeito defende-se dizendo que o microfone deveria ter saltado de um rádio que foi atirado contra a parede por outro colega.

Mas a Polícia Judiciária acaba por chegar à conclusão de que o microfone foi instalado em Setembro de 1991 e desactivado a 8 de Abril de 1994. O microfone encontrado sob o soalho terá caído quando foi arrancado do cabo de telefone a que estava ligado. Segundo a PJ, bastavam cerca de 15 segundos para retirar o cabo. E teria sido isso que o trabalhador da empresa de telecomunicações foi fazer à Procuradoria no dia 8 de AbrilAs escutas da PJ ao suspeito e a familiares seus revelaram conversas comprometedoras, nomeadamente as do sogro. No fim das investigações é este o homem que surge como o principal suspeito de um processo de falsificação de facturas utilizadas por empresas para burlar a Partex, o Fundo Social Europeu e a Caixa Económica Açoriana. A longa vida judicial deste processo extingue-se por força da prescrição já no ano de 2001. Mas só em 2004 o Jornal de Notícias noticia que o processo das escutas tinha sido enterrado em Maio de 2001 depois de chegar à fase de instrução, com todos os crimes a serem abrangidos pela lei da amnistia e sem que um único arguido tenha sido levado a julgamento.

Do escândalo das escutas às conversas do então procurador-geral da República, Cunha Rodrigues, restam dez volumes depositados em arquivo nos Juízos Criminais de Lisboa. À espera de serem destruídos.
(Hoje - 2009/08/19)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O desporto na minha terra. Correr neste extremo europeu, sempre a subir ou sempre a descer. Foi o Grande Premio Fim da Europa em Atletismo.

O desporto na minha terra.
Correr neste extremo europeu, sempre a subir ou sempre a descer.

Foi o Grande Prémio Fim da Europa em Atletismo.

Nota: Desculpem o atraso desta noticia, assim como a não publicitação prévia da mesma. Isto por aqui, no blogue, é sempre em atraso. Tenho um familiar que está sempre atrasado uma hora. Não será culpa dele devido aos condicionalismos das suas intervenções. Mas as pessoas por vezes desesperam. Pela minha parte, aqui no blogue, três ou quatro dias de atraso já considero uma normalidade. E reconheço que não devia ser assim. Mas que posso eu fazer?

Grande Prémio do Fim da Europa

Com 1.453 atletas classificados nos vários escalões admitidos pelo regulamento da prova, correu-se na manhã do passado domingo, o Grande Prémio Fim da Europa, corrida de características de montanha e que ligou a Vila de Sintra ao Cabo da Roca, o Ponto Mais Ocidental do Continente Europeu, «donde a terra se acaba e o mar começa...»

Ao fim dos 16.945 metros de corrida, o primeiro a cortar a meta (55 minutos e 2 segundos), foi José Maduro, este ano com a camisola do Maia AC, seguido de José Gaspar (Individual) e Bruno Fraga, do Grupo Recreativo da Reboleira.

Na competição feminina, Lucinda Moreiras, do NCL de Matosinhos (campeã nacional de Montanha) foi a primeira a chegar, cortando a meta na 57.ª posição, com 1h06m e 3 segundos.

No 2.º lugar classificou-se Ana Dias (uma surpresa), em representação de Museus da Politécnica, e em 3.º Beatriz Cunha, Clube Atlético da
s Patameiras.

Os melhores sintrenses na prova, foram Luis Ginja (Casa do Benfica em Algueirão-Mem Martins), 8.º da geral e 2.º no escalão de Veteranos II, e Verónica Correia (300.ª), do GD Macedo Oculista.

Paralelamente realizou-se a "Mini Fim da Europa" na distância de 4.200 metros - sem intuitos competitivos- e que ligou a aldeia da Ulgueira, ao Cabo da Roca com largas centenas de participantes
.

fonte Sintra Desportivo

Fragmentos e Opinioes. Professores e alunos. Estará resolvida de facto a questao?

Fragmentos e Opiniões

Agora os alunos, por favor

O Ministério da Educação pode finalmente dedicar-se ao ensino.

Terminou a saga sobre a vida dos professores, muito mais morosa e menos interessante do que os sete volumes de "Em Busca do Tempo Perdido", de Proust. Esperamos que tenha terminado mesmo, apesar das ameaças não tão veladas do secretário-geral da FENPROF à saída da árdua maratona negocial. A ministra da Educação sublinha que "o país estará sempre à frente do interesse de uma classe". Era urgente passar da discussão das carreiras dos professores para o trabalho nas escolas; Isabel Alçada entendeu-o e agiu, depressa e bem, em circunstâncias e com interlocutores muito adversos. E conseguiu o essencial: que os professores se sentissem estimulados, sem deixar cair a ideia de avaliação e recompensa do mérito, à qual os sindicatos opunham - e opõem - uma resistência muito pouco pedagógica. Os professores têm agora a garantia de que a excelência será efectivamente recompensada. Os restantes funcionários públicos, que não só não têm acesso garantido ao topo da carreira como estão sujeitos a um sistema de quotas muito estreito, onde os "excelentes" e os "muito bons" são escassíssimos, mesmo que o seu trabalho o mereça (e merece-o numa proporção muito maior do que a má-língua diz), têm muito que meditar sobre métodos de combate, prioridades e objectivos. Mas o Ministério da Educação pode finalmente dedicar-se àquilo que lhe dá nome. A Educação, pois é. Até que enfim.
Isabel Alçada já anunciou que está a trabalhar na revisão e ajustamento dos currículos, o que é de muito bom augúrio. O número de disciplinas leccionadas nos segundo e terceiro ciclos do ensino básico é inversamente proporcional ao sucesso escolar dos alunos, o que deve fazer-nos reflectir. A intenção de reduzir a variedade de matérias do terceiro ciclo é de louvar, mas é urgente olhar também para o segundo ciclo. A existência de uma disciplina chamada Área de Projecto é algo que escapa ao meu entendimento: não deveriam todas as "áreas" - História, Matemática, Português, Inglês, Ciências, Educação Visual, Educação Física, etc. - ter um projecto? A aprendizagem de métodos de trabalho e de elaboração de projectos não é a base de qualquer matéria que se queira ensinar? O excesso de disciplinas não-curriculares prejudica o rendimento dos alunos nas disciplinas curriculares. É talvez tempo de, também para os alunos, se reivindicar uma carreira única: o que é um currículo que inclui matérias não-curriculares? O melhor projecto que se pode dar a uma criança ou adolescente é o hábito de pensar, interrogar a realidade. Parece-me evidente que a aprendizagem das Línguas, da Literatura, da Matemática, da História ou das Ciências ditas exactas beneficiaria muito do ensino da Filosofia, esse saber fundador e central que tem sido arredado para área de especialização. A verdadeira Educação para a Cidadania começa, ou devia começar, pelo ensino da Filosofia. Tão cedo quanto possível, porque pensar e fazer perguntas é uma actividade a que, em geral, as crianças dedicam mais e melhor tempo do que os adultos.
A ministra falou da necessidade de assegurar a segurança nas escolas. O avanço que, a esse nível, se conseguiu nos últimos anos no primeiro ciclo do ensino básico é notável; mas uma criança de 9 ou 10 anos passa de uma relação de ensino personalizada num professor e de uma escola pequena, onde os seus tempos estão todos preenchidos e o espaço é familiar, para uma escola imensa, com uma dezena de matérias e professores distintos, com horários cheios de "furos" e sem nenhum controlo. O modo de funcionamento do segundo ciclo do ensino básico necessita de ser repensado; esse período difícil e escorregadio em que já não se é exactamente criança mas também ainda não se é adolescente é particularmente crítico para o desenvolvimento futuro da personalidade e das competências de cada um. Nunca percebi porque se acabou com o conceito, útil e eficaz, de "ciclo preparatório". Imagino que devia ser caro ter escolas destinadas apenas a dois anos de ensino. Mas funcionava.

Isabel Alçada avançou já duas outras medidas importantes: o ensino da música e o reforço do ensino profissionalizante. Está provado que a música desenvolve capacidades de concentração, plasticidade mental, ritmo e harmonia que potenciam muito as outras aprendizagens - a começar pelo Português e pela Matemática. E é indispensável que o ensino técnico seja valorizado, ampliando a empregabilidade dos jovens e a eficiência do país.

A educação começa pelo trabalho e pelo bom senso, duas coisas que andavam há demasiado tempo esquecidas.

Inês Pedrosa.

Com os agradecimentos do Bancada Directa

Esta Lisboa que eu amo. Contrastes. As novas tecnologias e o "esforço braçal".

Os contrastes em "Esta Lisboa que eu amo"

Uma das zonas nobres e modernas da cidade de Lisboa. Apesar do alto valor dos terrenos destinados a novas construções imobiliárias, ainda proliferam as "hortas" vocacionalmente cultivadas por africanos. Estamos na zona compreendida entre Entre Campos, o Campo Pequeno e o Bairro Santos, vulgo Bairro do Rego, com a Avenida 5 de Outubro correndo lateralmente à tomada da foto..

De realçar que em contraste com o esforço braçal do africano, desbravando a terra em regos ( de certeza para o cultivo da batata, já que as faveiras estão semeadas e expostas a este tempo agreste e chuvoso), centenas de funcionários excepcionalmente habilitados profissionalmente desenvolvem a sua actividadde naquele edificio da TMN.

Esta Lisboa que eu amo. Sexo seguro, perdão interior de casa seguro!

Esta Lisboa que eu amo.

Custava muito identificarem-se estes edifícios de raiz histórica contemporânea?

Na Rua de Santa Marinha, plásticos nas janelas, para proteger da chuva. É comum. É Lisboa. Simplesmente, foi aqui que nasceu o Colégio Valsassina. A poucos metros, na Travessa das Mónicas, a casa onde nasceu Marcelo Caetano, a casa onde viveu Sophia. Em nenhum lado há uma placa a assinalar. Lisboa também é feita dessas memórias. Se existissem mais placas informativas, as pessoas passariam a conhecer os lugares, a indignar-se sempre que são grafitados ou deitados abaixo. Paris está cheia de placas, Lisboa de grafitos. É pena. À atenção do Colégio Valsassina, seus antigos alunos, seus actuais responsáveis: custava muito colocar uma placa?

Sem comentários.

fonte Lisboa sos

Obrigado Pela Sua Visita !