BANCADA DIRECTA: 2010

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A minha ultima imagem e o meu ultimo post de 2010


Meus amigos
Não é a bandeira deste Portugal que está rasgada. É o meu espirito.
Lisboa. Rua de São Paulo. Dezembro 2010

Presidenciais 2011. O debate Cavaco/Alegre. Cavaco entrou no debate agressivo, nervoso e arrogante. Pareceu que Alegre teve medo de Cavaco


Presidenciais 2011.

O debate Cavaco/Alegre.

Cavaco entrou no debate em aceleração, agressivo, nervoso e arrogante.

Infelizmente Alegre receou Cavaco e pareceu-nos que teve medo dele. Prenuncia-se que como politico interventivo Manuel Alegre escreveu o ultimo canto. É pena.

Daquilo que ouvi no debate, só consigo sacar a espaços algumas questões que de momento poderiam ser mais profundamente debatidas para podermos avaliar o que os candidatos têm na manga.

O que me saltou à vista: Sobre a ligação de Cavaco Silva ao BPN, Manuel Alegre apenas deveria ter dito a Cavaco: os factos que conhecemos são aqueles que o Presidente da República deu a conhecer ao país, no site da Presidência da República, mais aqueles que, posteriormente, foram desvendados pelo Expresso.

Ou seja, que Cavaco aplicou parte das suas economias na Sociedade Lusa de Negócios e que de lá as retirou muito antes de o BPN se ter constituído num problema nacional – factos de que o Presidente deu conhecimento.

E que as retirou com razoável lucro por, entre o preço inicial das suas aplicações (compra de acções) e o preço da venda, haver um razoável intervalo positivo. E que tanto o preço inicial (da compra) como o posterior (da venda) foram fixados entre o comprador e o vendedor, já que os títulos em causa não estavam cotados na bolsa – factos dados a conhecer pelo Expresso.
Se isto tivesse acontecido com um vulgar cidadão toda a gente acharia normal o negócio. Por que é que o candidato Cavaco Silva se sente então tão incomodado quando lhe falam no assunto?

Outra questão: Embora o Presidente da República não intervenha na função executiva, como agente autónomo dessa função, pode e deve explicar aos portugueses as suas propostas de saída da crise. Ora, o debate de hoje demonstrou que todos os candidatos, com excepção de Francisco Lopes, entendem que a crise tem uma solução exclusivamente interna.
Todavia, quem conheça a história do capitalismo moderno – aproximadamente o último século e meio - e do papel que nele desempenha a moeda dificilmente acreditará que, no actual contexto, a crise possa ter uma solução exclusivamente baseada nas propostas que a generalidade dos candidatos defende.

Nota final: E sobre o Estado Social e o que aí vem nada se disse. E sobre a nova regra das taxas moderadoras na Saúde, Cavaco apenas disse que deve haver um serviço de qualidade. Mas discordar das novas regras bico calado. Paguem e não b....

Fragmentos e Opiniões

Fragmentos e Opiniões

Será o último canto de Alegre?

A opinião de Ricardo Costa

Com a triste certeza de que Manuel João Vieira, vocalista dos Ena Pá 2000 e dos Irmãos Catita, não consegue as assinaturas para formalizar a corrida a Belém, há quem deposite a última esperança de divertimento em José Manuel Coelho, um pícaro madeirense que promete fazer campanha num carro funerário. A busca pelo divertimento é parte do que resta de uma campanha com pouco interesse e em que os candidatos se têm limitado a seguir os guiões que lhes destinaram. Costuma ser assim quando um Presidente concorre ao segundo mandato. A história dá-lhe vitória garantida em eleições com pouca história. A reeleição de Eanes foi uma excepção. Com as devidas distâncias, estas eleições tinham muito para serem uma segunda excepção. Não pela incerteza do resultado, mas pelo discurso dos protagonistas.

Não deve haver pessoas tão diferentes como Cavaco Silva e Manuel Alegre. No 31 de Janeiro, no Porto, ouvi-os discursar aos dois com uma diferença de horas, um nos Aliados outro na Batalha. Cavaco mais preso às funções oficiais, Alegre motivado numa sala que misturava socialistas e bloquistas. No início do ano, Alegre estava prestes a formalizar a segunda candidatura. E parecia ter boa parte da força de 2006. Depois de um excelente resultado e do perigoso exercício de funambulismo entre dois partidos que não o tinham apoiado, a sua candidatura surgia com um projecto óbvio: manter os votos desalinhados da eleição anterior e somar os blocos eleitorais do PS e do Bloco. Goste-se ou não de Alegre, a verdade é que só ele é que tinha condições para encabeçar esse projecto. O Bloco nunca apoiaria um candidato alinhado com Sócrates.

Mas os últimos meses revelaram um problema insanável. O maior adversário de Alegre 2011 é Alegre 2006. Quem é apoiado pelo PS e pelo Bloco não pode estar fora do sistema.
Há cinco anos, Alegre era um outsider difícil de classificar. Com Cavaco, Soares, Jerónimo e Louçã pela frente, construiu um discurso alternativo que o fez ultrapassar um ex-Presidente e dois líderes partidários. Colheu simpatias à esquerda e à direita e era um candidato que escapava às regras da taxonomia. Hoje, Alegre é muito mais fácil de classificar. Pode ser por preconceito, pelos apoios oficiais ou pela arrumação mental que qualquer eleitor faz perante as escolhas. Mas a verdade é que agora ele é um candidato perfeitamente balizado. É o candidato do PS e do Bloco. Alegre diz sempre que não está refém de ninguém. Mas está. De tudo o que ele próprio foi em 2006.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Para mim é o melhor exemplo de como se pode perder tempo sem utilidade

E isto acontece em 2010

Chiado. Lisboa

Para mim foi a maior prova de mau-gosto de 2010

Que me perdoem os meus amigos bloggers

Para mim foi a pior estupidez de 2010



Abateram os Plátanos de Colares.

Nestas alturas tenho raiva e muita vergonha de viver num país atrasado e feio. Pobre Sintra, pobre Colares. Tão mais pobres que nós ficámos
Mais nada.

O melhor poema satirico que li em 2010

POEMA da MENTE...

Há um Ministro que mente...
Mente de corpo e alma,

completamente.
E mente de modo tão pungente
Que a gente acha que ele mente,

sinceramente.
Mas mente, sobretudo,

impunemente...
Indecentemente.
E mente tão habitualmente,

tão habilmente,
Que acha que, história afora,

enquanto mente,
Nos vai enganar

eternamente.

Nota: Não sei quem é o autor... com tal gente

A minha cor preferida em 2010. Cor-de-rosa. Para mim não; mas este senhor tem bom gosto, não haja duvida

Será já contágio? Oh vizinho, espero que não!

Fragmentos e Opiniões. José Sócrates corre a contra- relógio

Fragmentos e Opiniões

O contra-relógio de Sócrates

O ponto de vista do Nicolau Santos


O "Financial Times" dizia-o esta semana: durante um mês os países cuja dívida soberana tem estado sob ataque podem estar descansados. Motivo: os operadores dos mercados tiraram férias e estão todos a esquiar nos Alpes suíços.

Qualquer que seja a razão, é verdade que existe agora uma janela de oportunidade. Estreita, fugaz, mas que José Sócrates tenta aproveitar em pleno. O primeiro-ministro está a fazer um enorme esforço para convencer Bruxelas, os Estados europeus e, por tabela, os mercados, de que Portugal vai conseguir resolver sozinho os seus problemas. É uma corrida contra o tempo, para tentar passar para o outro lado da linha do comboio, antes da cancela cair.
O plano de Sócrates contém dois elementos essenciais: 1) encontrar junto de países amigos fora da zona euro o compromisso de compra de dívida pública durante o próximo ano; 2) mostrar em Bruxelas que estamos a fazer o trabalho de casa e que, por isso, não precisamos de recorrer ao fundo europeu de emergência e ao FMI.
E assim, no primeiro caso, o Governo português tem desenvolvido contactos com vários países, uns mais visíveis (China), outros menos (Brasil, Líbia, Venezuela), que poderão comprar parte da dívida pública nacional que teremos de emitir no próximo ano, já que os mercados continuam fechados para a banca nacional e assim se devem manter durante todo o ano de 2011. No segundo, o Governo tirou da cartola o programa Competitividade e Emprego, que aprova 50 medidas em cinco áreas e consubstancia uma agenda para o crescimento, factor-chave para que as fortíssimas medidas de austeridade que vão ser impostas a partir de 1 de Janeiro tenham um contraponto que evitem uma longa recessão.
Deste programa, o primeiro ponto é óbvio e fundamental: colocar toda a artilharia disponível para apoiar as exportações, dando incentivos, desburocratizando, criando um 'simplex exportações' e estimulando a criação de empresas inovadoras. O segundo ponto visa convencer Bruxelas, o FMI e a OCDE que estamos a fazer o que nos recomendam. E assim parte do pacote visa flexibilizar o mercado de trabalho. Insisto: não é por flexibilizar o despedimento individual e diminuir as indemnizações que a economia portuguesa passa a ser mais competitiva ou a exportar muitíssimo mais.
Não por acaso esta semana a Conferência Portugal Global - Empresas Exportadoras mostrou o que as empresas nacionais de sucesso que vendem muito no exterior querem. E não é a flexibilização do despedimento individual, a redução das indemnizações ou a contratação empresa a empresa em vez da contratação colectiva que as preocupa, mas sim energia mais barata e competitiva, uma justiça que seja rápida, eficaz e previsível e uma fiscalidade que não mude como um cata-vento.

Do pacote consta também o investimento na reabilitação urbana e a dinamização do mercado do arrendamento. Já foi prometido diversas vezes nos últimos 30 anos. Será desta?

Uma coisa é certa: Sócrates está a fazer um forcing para que o país escape ao FMI. Esperemos que tenha sucesso. E quem prefere o contrário ou é tonto ou está a pensar noutras coisas que não o melhor para Portugal e os portugueses. É verdade que já muita coisa não está nas nossas mãos. Mas há que reconhecer que Sócrates está a fazer tudo para aproveitar a pequena janela de oportunidade que existe.

Nicolau Santos

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O melhor de 2010 da malta do "estamos a trabalhar"

Será que em 2011 ainda continuamos a gramar com esta malta?

A minha melhor animação de 2010. A Dama e a Morte



Depois de muito trabalho lá consegui saltar pela proibição da exibição deste filme.

Agradeço a Anne-Rose Schelman as dicas para o conseguir.

O meu melhor instantâneo de 2010

Curioso que um gato alvo como a neve, Senhor Neves, melhor Senhor Joaquim das Neves, tenha dado a inspiração cá ao "senhor" para a feitura de um problema policial intitulado "Gato farrusco morre ao lusco-fusco".

Esta fotogenia foi para mim o meu melhor instantâneo de 2010.

Fragmentos e Opiniões. Por esta Europa unitária o desconcerto é geral.

Fragmentos e Opiniões

O desconcerto da Europa

Dada a confusão política, social e religiosa que assola a Europa, pede-se um novo espírito de abertura a talentos, ideias e credos.
A opinião do filosofo espanhol Fernando Savater


Numa das mais conhecidas e divertidas óperas de Rossini, Viagem a Reims, uma série de cidadãos de vários países da europeus que querem ir a esta cidade francesa para uma transcendental celebração principesca acabam retidos numa estalagem e são obrigados a conviver, porque precisam de cavalos que lhes permitam fazer a viagem. Este libreto parece-me uma excelente metáfora avant la lettre da situação de relativo desconcerto que a União Europeia vive hoje. Os países europeus não têm remédio senão viverem juntos em muitos aspectos sociais, culturais e económicos essenciais, mas parecem incapazes de ir mais além e de avançarem para objectivos mais ambiciosos, apesar de, a longo prazo, igualmente necessários. Pelos vistos, faltam-lhes os imprescindíveis cavalos de projectos comuns não meramente subsidiários e convicções e valores democráticos partilhados.
Os cargos mais relevantes da UE indicam, claramente, que os nossos Estados não estão dispostos a apostar numa liderança inequivocamente forte para uma missão comum. Preferiram optar por figuras de perfil discreto e moderado, capazes de criar consensos... ou de nos resignarmos com eles. E estabelece-se como um axioma que os cidadãos europeus não querem ter uma União com um perfil mais enérgico e aguerrido.
Espanha é o problema, a Europa a solução
Para muitos espanhóis da minha geração é difícil não considerar esta atitude um confortável fracasso: uma frustração. Aqueles de nós que éramos jovens durante a ditadura franquista tínhamos um entusiasmo europeísta talvez ingénuo, que se pode resumir na frase atribuída ao filósofo Ortega y Gasset: “Espanha é o problema, a Europa a solução”. Na verdade, porém, esta solução parece ter ficado muito longe das grandes expectativas que nela depositámos. Hoje, sem dúvida, compreendemos que a Europa, a União Europeia, é uma solução, mas não uma Europa qualquer nem qualquer união, mas sim uma Europa que reúna condições que actualmente parecem seriamente comprometidas, se não mesmo completamente postas de lado.

Continuo a pensar que a Europa que vale a pena é aquela que defende e representa os cidadãos, não os territórios; a que protege direitos políticos (e também deveres, evidentemente) e garantias jurídicas, muito mais do que os privilégios e as tradições vazias que costumam disfarçá-los perante o forasteiro; a Europa que mantém a integridade dos Estados de direito democráticos actualmente existentes perante as desagregadoras reivindicações étnicas, sempre retrógradas e xenófobas; a Europa da liberdade acompanhada pela solidariedade, não fechada para aqueles que por perseguição política ou necessidade económica batem à sua porta nem entrincheirada nos seus benefícios, mas aberta: desejosa de colaborar, ajudar e partilhar. A Europa da hospitalidade racional.

A frívola boa consciência multicultural
Ortega y Gasset

Esta UE precisa de europeístas militantes, capazes de contrariar os políticos curtos de vistas. Em todos os países – vimo-lo na República Checa e noutras nações do Leste, mas também em Inglaterra ou na Irlanda e até mesmo em França – surgem líderes e grupos nacionalistas, partidários do proteccionismo rigoroso em relação ao exterior e do liberalismo extremo no interior, com uma mentalidade de verdadeiros hooligans de valores hipostasiados que se agarram como inamovíveis aos seus aspetos mais exclusivos para deixarem fora da festa a todo esse grande Outro a quem temem. Ou seja, europeus intransigentes só naquilo que beneficia os seus estritos (e muito cristãos, isso sim) interesses. Um integrismo que define as raízes europeias de uma maneira selectiva que privilegia a perspectiva mais conservadora e exclui de uma tradição rica, precisamente, na polémica das suas contradições.

Mas também existe outro perigo, o da frivolidade da boa consciência multicultural que se opõe ao cristianismo, o qual exclui não em nome do laicismo democrático, mas sim para defender outros dogmas religiosos que também eles se pretendem superiores às leis civis e até mesmo à versão ocidental dos direitos humanos.
A Europa desejável é aquela em que as crenças religiosas ou filosóficas são um direito de cada um mas não o dever de ninguém e menos ainda obrigação geral da sociedade no seu conjunto. Um espaço político radical e consequentemente laico – o que não significa ser anti-religioso – em que imperem as normas civis sobre quaisquer considerações de cariz étnico ou cultural e onde haja uma clara distinção entre o que alguns consideram pecado e o que todos devemos julgar como delito.

Uma Europa cujo espaço académico e universitário permita a mobilidade profissional de estudantes e professores, mas onde a universidade não esteja ao serviço de interesses empresariais, de rentabilidade imediata. A Europa do talento sem fronteiras, não a das nomeações e do lucro. Sim, é claro que precisamos de cavalos que nos levem mas também de cocheiros que saibam para onde queremos ir.

Creio que ainda vamos a tempo.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O melhor livo que li (reli) em 2010.Trata-se de "No Fio da Navalha" de William Somerset Maugham.


Ao reler esta obra deste notável escritor transportou-me aos anos em que nos chocávamos ao ter conhecimento deste temas.
William Somerset Maugham (pronuncia-se "môme") (Paris, 25 de Janeiro de 1874 — Saint-Jean-Cap-Ferrat, 16 de Dezembro de 1965) foi um famoso romancista e dramaturgo britânico.

Uma das obras mais importantes de Maugham, The Razor's Edge (No Fio da Navalha), publicada em 1944, foi um caso atípico de sua produção. A maior parte da história desenvolve-se na Europa, os seus principais personagens são norte-americanos e não britânicos. O protagonista é um decepcionado veterano da primeira guerra mundial que abandona os seus amigos ricos e o seu estilo de vida e viaja para a Índia em busca da iluminação. Os temas do misticismo oriental e o asco provocado pela guerra são um tremendo choque para quem lê o livro, num momento em que a segunda guerra mundial terminava. Logo após o aparecimento do livro, foi feito um filme baseado na obra do dramaturgo.

Dos meus apontamentos soltos sobre escritores.

A minha melhor imagem de 2010.


Ter um neto, Jorge Miguel, a ser cumprimentado pelo Professor Doutor José Manuel Sérvulo Correia, depois de ter recebido as suas distinções como melhor aluno dos 1º e 2º ano da Faculdade de Direito de Lisboa, a foto desse momento foi a melhor imagem familiar deste ano de 2010.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina. Tantos antibióticos para as crianças, pode ser um exagero.

O saber não ocupa lugar.


Temas de Medicina.

Antibióticos e a tendencia para o exagero na toma

O destaque

As crianças andam a tomar antibióticos em excesso. Por muito que se sublinhem os efeitos nocivos deste comportamento, poucos são os pais que levam esta advertência a sério. Aos primeiros sintomas de febre ou dores de garganta é logo uma corrida desenfreada atrás do antibiótico. Lamentável, quando em excesso.
O desenvolvimento

A resistência das bactérias aos antibióticos é uma realidade que tem motivado a pesquisa de novas substâncias cada vez mais eficazes no debelar das infecções. O consumo de antibióticos tem disparado nos países ocidentais, quer entre os adultos mas sobretudo entre as crianças. Talvez por via de um excesso de zelo dos pais, que perante uma febre que teima em não baixar, ficam naturalmente preocupados, invadidos por um desejo único e compreensível: que os seus filhos se curem o mais depressa possível.

E nesse sentido pressionam os profissionais de saúde. Primeiro os farmacêuticos, em busca de antibiótico em que depositam todas e fundadas esperanças, mas este é, por definição, um medicamento sujeito a receita médica obrigatória. Além do mais, quando os sintomas persistem, a automedicação deve dar ligar a uma consulta médica. E também no centro de saúde ou no hospital, os médicos são de alguma forma pressionados pela ansiedade dos pais.

São as infecções do domínio da otorrinolaringologia – ouvidos, nariz e garganta – as que mais suscitam esta “procura” de antibióticos, até porque são também as mais frequentes entre as crianças. Febre, dificuldades respiratórias são sintomas que, quando persistentes, preocupam os pais, mas a verdade é que só quando a infecção é bacteriana é que o médico decide o tratamento de algumas otites médias agudas, “anginas” (amigdalites), pneumonias, sendo escusados em infecções mais banais como rinofaringites, em que o agente é quase sempre um vírus. Contra febre isolada, sem que se manifestem outros sintomas nem sequer fazem sentido e muito menos contra a gripe e outras infecções causadas por vírus.

Mesmo assim é frequente a insistência para a prescrição de antibióticos. Porque os pais não têm paciência para esperar: passadas 48 horas à base de antipiréticos, analgésicos e outros cuidados mais localizados, o que querem é que os filhos se curem depressa.
E quando os micróbios mostram a sua raça…

Nas infecções respiratórias dos mais pequenos encontram-se diversos tipos de germes patogénicos que ao longo dos tempos têm desenvolvido uma certa resistência aos antibióticos, nomeadamente àqueles à base de penicilina. E as causas dessa resistência radicam quer no consumo excessivo de antibióticos quer no modo como são ministrados, não respeitando a posologia. É frequente que sejam os próprios pais, inocentemente, a desrespeitar as normas de tratamento, por exemplo interrompendo-o assim que a criança apresenta melhoras.

Pensam os pais – e pensam bem – que os antibióticos são fortes e que por isso as crianças devem ser poupadas, que quanto menos tomarem melhor; lá isso é verdade, mas interromper o tratamento não adianta, Pelo contrário, aumenta os riscos de uma recaída e de ser necessário tomar nova dose do princípio. O tratamento com antibiótico deve ter uma duração adequada à infecção que afecta a criança, e a sua toma também poderá prolongar-se por mais tempo ou menos. Em comprimidos, é normal que o tratamento corresponda a uma embalagem por inteiro. Em xarope pode ser necessário tomar todo o frasco ou então prolongar conforme as recomendações médicas, dependendo das infecção em causa. Para facilitar a vida aos pais, os próprios laboratórios já inovaram na apresentação do antibiótico, introduzindo, por exemplo, uma colher medida

Interromper o tratamento quando a criança apresenta melhoras é tão negativo quanto tomar o antibiótico a desoras. De seis em seis, do oito em oito, de doze em doze horas, o antibiótico deve ser ministrado nos intervalos prescritos pelo médico; não devem os pais encurtá-lo e nem prolongá-lo, sob pena de estarem a subverter os seus efeitos no combate às bactérias.

Esta é uma regra básica mas muitas vezes esquecida; só assim o antibiótico é eficaz e só assim a criança recuperará da infecção que a atormenta.

Contribuições

Ora vamos lá a manter o nariz bem limpo.

O nariz funciona como um filtro contra as impurezas que circulam no ar que diariamente respiramos. E se não estiver limpo, não poderá desempenhar adequadamente essa função. Mas nas infecções respiratórias superiorizes, o nariz, geralmente, está congestionado e/ou com hipersecreção. Um antipirético e lavagens nasais podem ser quanto baste para ultrapassar dois ou três dias de febre e congestão nasal/hipersecreção numa criança.

As secreções nasais, se não forem bem removidas, constituem um bom meio de cultura para outros agentes patogénicos. Ao escorrerem posteriormente para a garganta, podem também condicionar o aparecimento de otites médias.

Limpar é, pois, preciso. Como fazê-lo? No caso das crianças mais pequenas, deve ser feita com a criança deitada, de cabeça virada para o lado esquerdo, introduz-se, então a solução nasal na narina direita; voltar de seguida, a cabeça para o lado direito para limpar a narina esquerda; deve actuar durante cerca de dez/vinte segundos, seguidamente deve endireitar-se a criança, pegando-a nos braços para a ajudar a tossir e limpar/aspirar as secreções; deve repetir-se o procedimento se necessário, assegurando assim que ambas as narinas ficaram desobstruídas.

Quanto aos mais velhinhos, podem ser eles próprios a assumir esta tarefa, começando com um truque: tapar uma narina e soprar forte pela outra, depois inverter o processo. Uma solução nasal continua a ser necessária para limpar o nariz, devendo ser aplicada alternadamente em cada narina com a cabeça inclinada para a frente e de lado, alternando para a direita para aplicar a solução na narina esquerda e vice-versa.

Manter o nariz bem limpo pode ser meio caminho andado para ajudar a prevenir a proliferação de germes nas vias respiratórias superiores
.

Nasceu o Deus Menino e deu-me a minha melhor prenda deste Natal : o regresso do Pedro Sousa


Resquícios do meu Natal

Há 2 dois dias nasceu o Deus Menino, filho da Virgem Maria.

Hoje, segunda-feira 27, recomeçamos uma vida nova. Continuamos sempre muito perto dos nossos fiéis amigos leitores. E da alma-mater deste blogue, o Pedro Sousa. Sem ele sentimo-nos abandonados. E que Deus nos dê forças e saúde para que nós todos possamos continuar o nosso trabalho diário e sobreviver.

Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo. Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade.

São João 1:9-14

Post dedicado ao meu caríssimo amigo Pedro Sousa cujo regresso saúdo com imensa alegria. Aleluia!....

domingo, 26 de dezembro de 2010

Feliz Natal a todos


Agradeço àqueles que estiveram mais de perto de mim durante este último ano, àqueles de quem estive fisicamente longe, àqueles que visitei apenas em pensamento, com o coração, e agradeço também àqueles que ainda virei a encontrar: Obrigado.

Desejo a todos os leitores e amigos de Bancada Directa, votos de um Santo e Feliz Natal com muita Paz e Amor e também Saúde.

Pedro Sousa

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Bom Natal também para ti Anne-Rose


Anne
Tu que estás em lua de mel na Dinamarca não te esquecestes do teu amigo e escreves-me desejando que nós passemos um Bom Natal.
Também para ti a familia deseja que sejas muito feliz e que este Natal seja muito santo para ti nesta nova tua vida.
Gladelig Jul Anne

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Desejamos aos nossos fieis amigos e fieis leitores que tenham e passem um Santo e Feliz Natal

E portem-se bem. Comam doces, mas com moderação. Não abusem.

Nós por aqui vamos fazer uma pequena interrupção por alguns dias.

A foto foi cedida pelo nosso amigo Dr. Carlos Marta.

Fico feliz pelo teu regresso

Carissima

Fico feliz por já te ver entre nós. Ainda bem que o vosso ultimo recital foi um êxito. E Mozart sempre a acompanhar-te. O tema Concerto para piano nº 21 é dificil. Requer muita sensibilidade e trabalho.

Recebi todas as fotos e os programas. No entanto o "master" não autoriza a publicação. Cumpra-se!

Wolfratshausen, 2010.12.18

Natal Feliz para ti.

Sporting Clube de Portugal. Que tal vai a moenga, hein?

Como Costinha continua com as suas funções, é caso para dizer: Isto é que anda para aqui uma açorda de marisco...

Fragmentos e Opiniões. As leis e a corrupção. Cavaco ao deixar passar a Lei sobre o financiamento dos partidos defraudou a expectativa geral

Ao deixar passar a lei sobre o financiamento do partidos, o PR defraudou todos os que se empenham na luta contra a corrupção

As leis e a corrupção

A opinião de Áurea Sampaio

No regresso aos debates quinzenais no Parlamento, a semana passada, após o interregno forçado pela saga do Orçamento do Estado, o primeiro-ministro escolheu falar dos resultados obtidos pelos alunos portugueses de 15 anos, nos testes organizados pelo PISA (Programme for International Student Assessment). É impossível escamotear: foram resultados muito positivos. Pela primeira vez, alcançámos a média da tabela dos países da OCDE no que respeita à literacia da leitura e subimos, consideravelmente, em disciplinas como a Matemática e as Ciências. Em tempo de vacas magras e em que a catadupa de notícias negativas é a regra, nada melhor do que um presente destes para animar as hostes. Só é pena que José Sócrates seja tão previsível e não tenha tido a ousadia de levar ao hemiciclo um outro tema não menos importante e para o qual se exigem soluções urgentes e combate igualmente vigoroso: a corrupção.
Curiosamente, uma outra instituição estrangeira, a Transparência Internacional, divulgou, também na semana passada, o Barómetro Global da Corrupção, de que Portugal não sai nada bem. Piorámos em vários aspetos, como no índice de transparência, mas o que impressiona é a percepção que os portugueses têm sobre a evolução do fenómeno. Face a 2007, 75% dos inquiridos no estudo acham que a luta contra o fenómeno é ineficaz e 83% pensam que a corrupção aumentou, nos últimos três anos. Partidos, Parlamento e sector privado são tidos como os mais corruptos, sendo que, basicamente, a maioria dos portugueses acredita que os principais corruptores se situam no sector privado e que os corrompidos fazem parte do sector público.

Tem-se feito muito pouco para resolver este problema. O PS de Sócrates revelou-se, de resto, muito timorato na elaboração da última legislação aprovada, com as propostas mais avançadas e notoriamente mais eficazes de João Cravinho, defendidas por um restrito grupo da ala mais à esquerda, a serem derrotadas em toda a linha, depois de muitos contorcionismos e episódios pouco edificantes, na bancada socialista. Também o Presidente da República acabou de promulgar a nova Lei de Financiamento dos Partidos, um diploma muito pouco claro em aspectos cruciais como "a transparência e controlo" (palavras dele) dos dinheiros privados que entram nos cofres partidários. Cavaco Silva vetou, em Junho de 2009, a anterior proposta, mas, sem se perceber porquê, deixou agora passar a nova versão, à qual prodigalizou numerosas críticas, em mensagem ao Parlamento. Ou seja, o Presidente subscreveu a lei, apesar de ele próprio considerar que se mantém o essencial dos problemas que, antes, justificaram o veto. Ao deixar passar esta lei, o PR defraudou todos os que, no terreno, se empenham na luta contra a corrupção.
Um dos aspectos que chama a atenção neste diploma é a falta de clareza na forma como está escrito. É a velha questão subjacente a códigos e legislação avulsa: as leis não são perceptíveis pelos cidadãos, estão propositadamente formuladas para permitirem interpretações e escapatórias a quem as quer violar. São uma estrada aberta para a corrupção, pois a sua opacidade propicia caminhos ínvios, como seja a introdução discreta de pontuação que lhe altera o sentido inicial. Quem não se lembra do famoso "caso da vírgula", passado nos anos noventa? E ainda no ano passado houve uma pequena tempestade justamente por causa da Lei do Financiamento dos Partidos, à qual cirurgicamente alguém surripiou duas palavrinhas, no meio do diploma do Orçamento do Estado. Descobriu-se a tempo e as palavrinhas foram repostas, mas nunca se soube quem foi. Nem no "caso da vírgula".

Ora, o Governo, se tiver vontade política, pode alterar este estado de coisas. Legislação clara e transparente precisa-se... com caráter de urgência. E, quem sabe, talvez surjam resultados positivos para Sócrates exibir no Parlamento. Desta vez, em matéria de corrupção.

Obrigado Pela Sua Visita !