BANCADA DIRECTA: Novembro 2009

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Noticias da Patinagem Artistica. “V Torneio de Patinagem Livre de Cascais

Patinar em Cascais no Pavilhão do Sassoeiros

O pavilhão do Clube de Futebol Sassoeiros recebe esta 3.ª feira, dia 1 de Dezembro, o " V Torneio de Patinagem Livre Solo Dance de Cascais", com provas para todos os escalões, estando representados vários clubes da Associação de Patinagem de Lisboa, para além de outros vindos de várias regiões do país.
A organização do evento, é da responsabilidade do Clube de Futebol de Sassoeiros, estando prevista a actuação da recente campeã da Europa, a portuguesa Inês Gigante, da União Desportiva Vilafranquense.
Bancada Directa deseja à Inês Gigante que faça em Sassoeiros uma boa exibição.

Clubes participantes:
Patinagem Clube de Tavira. Tavira. Algarve
União Desportiva Vilafranquense. V. F. Xira
L.M. Recreios de Algés. Oeiras
S.R Santa Susana e Pobral. Sintra
Juventude Azeitonense. Azeitão. Palmela
Parede Foot.ball Clube. Parede. Cascais
Clube P. Siderurgia Nacional. Paio Pires
G. D. União Ericeirense. Ericeira. Mafra

Cronicando à segunda-feira. Retomo hoje o tema. A Historia do Hospital de São José.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Na passada semana pretendia falar do meu Hospital de São José, ao qual chamei a “Minha casa Mãe”.

Para além de tudo o que me liga a este Hospital, tenho os meus direitos de ser seu filho, pois nasci nele!

Mas quando se escreve ao correr da pena, acabamos a falar de temas muito diferentes daquele que pretendíamos. Foi o caso que comecei a descrever o Rossio ao meio de uma tarde de sábado e acabei por falar da cidade francesa de Bordeaux, que me fazia recordar similitudes com o que acontecia no Rossio naquele espaço temporal. A meio de uma qualquer tarde de um qualquer Fim-de-semana.

Descrito o que via no Rossio dirigi-me para o Hospital de São José subindo a Calçada do Garcia e depois a Rua do Arco da Graça.

Antes de entrar na história deste Hospital mostro-vos algumas fotos do mesmo

Esta ultima imagem refere-se ao Serviço 9 - Ortopedia e Fracturas. Fica já fora do hospital, na Rua de São Lazaro, mas a cerca de 30 metros do mesmo. Em tempos foi aqui a Maternidade Magalhães Coutinho.


História
O pormenor histórico


O actual Hospital de São José sucedeu ao antigo Hospital Real de Todos os Santos, que teve o seu arranque a 15 de Maio de 1492. Contou com a presença do Rei D. João II, na altura do seu quadragésimo aniversário, apenas três anos antes da sua morte no Alvor. Algarve

A sua inauguração ocorreu nove anos mais tarde, no reinado de D. Manuel I em 1501. A obra esteve a cargo do Mestre das Obras do Reino, o arquitecto Diogo Boitaca. Situava-se no Rossio, ocupando a área da actual Praça da Figueira.

Resultado da fusão de pequenos hospitais a sua nomenclatura ficou determinada pela denominação comum aos que se juntaram como “de Todos os Santos (Omnia Sanctorum). Foi também "Hospital Real", e simultaneamente Hospital dos Pobres. As letras O e S mantêm-se até hoje no símbolo que representa a instituição.
Conta na sua Igreja com pinturas de Fernão Gomes em dourado.

O desenvolvimento da História do Hospital de São José

O Hospital Real de Todos os Santos, hoje designado por Hospital de São José, foi criado por D. João II, quando ainda príncipe herdeiro, tendo obtido autorização da Santa Sé, a 13 de Agosto de 1479, para reunir os rendimentos de diversos pequenos hospitais de Lisboa e seu termo, a fim de construir um "grande hospital" destinado à assistência de pobres e enfermos.


O monarca recorreu ainda a doações pessoais e de particulares, a rendimentos de bens vinculados e de agremiações de oficiais mecânicos, entre outros. Ao longo dos tempos, outras fontes de rendimento foram concedidas ao hospital, nomeadamente as provenientes de licenças para representação de óperas e comédias, cujo direito lhe foi concedido por Carta Régia de 9 de Abril de 1603. Esta doação foi constituída em carta de padrão com salva, a 20 de Novembro de 1759, por 1.300$000 reis de esmola, pagos em quartéis pelos rendimentos da Casa da Moeda.

O lançamento da primeira pedra ocorreu em 15 de Maio de 1492, mas a construção só ficou concluída no reinado de D. Manuel. A sua edificação foi feita em terrenos da cerca do convento de São Domingos de Lisboa, os quais correspondem à actual Praça da Figueira.


D. Manuel seguiu as instruções deixadas em testamento pelo seu antecessor, quer no que respeita à construção, quer à sua organização e, em 1504, deu-lhe regimento, no qual estabelecia o seu funcionamento, as categorias e o número de funcionários de cada uma delas: capelães, provedor, escrivão do provedor, vedor, físico, cirurgiões, almoxarife, escrivão do almoxarife, enfermeiros, enfermeiros pequenos, cozinheiro, porteiro e guarda portas, boticário, ajudantes de botica, enfermeira de mulheres, cristaleira, lavadeira, alfaiata, hospitaleiro, barbeiro e sangrador, pessoas extraordinárias, como empregados para servirem o provedor, atafoneiro, assadeira e forneira. O regimento estipulava ainda as obrigações e tarefas de cada um, bem como os seus vencimentos.

A instituição, que começou a funcionar ainda antes do edifício estar concluído, foi baptizada com o nome de Hospital Real de Todos os Santos. Em forma de cruz, com os quatro braços iguais, correspondendo o braço com o portal para o exterior à igreja e os outros três às enfermarias, duas de homens: a de São Vicente e a de São Cosme e uma de mulheres: a de Santa Clara.


No centro da cruz ficava o altar-mor o que permitia que todos os doentes assistissem aos ofícios divinos. Por trás das camas havia portas para retirar os mortos sem que os outros doentes se apercebessem. Havia também junto a cada cama armários para os doentes guardarem os seus objectos pessoais. O edifício tinha várias dependências anexas que serviam de apoio às enfermarias: botica, cozinha, despensa, lavandaria, serviços administrativos e instalações para os funcionários. D. João III mandou reparar algumas dependências e erguer outras, como uma casa para doentes mentais e uma enfermaria para convalescentes, dando ao mesmo tempo várias esmolas em dinheiro, drogas, cera, açúcar, roupas e outras. O edifício sofreu alguns danos com um incêndio que ocorreu em 1601 e ficou parcialmente destruído devido a outro, este em 1750, que atingiu-a igreja e várias dependências, pelo que D. José ordenou a compra de várias propriedades destinadas à sua reconstrução. Com o terramoto de 1 de Novembro de 1755 o edifício ficou completamente arruinado. Foram erguidos hospitais provisórios em São Bento e na casa dos Almadas e depois no Rossio e às Portas de Santo Antão, enquanto se faziam as adaptações necessárias no Colégio de Santo Antão, que pertencera aos Jesuítas. Vinte anos depois, procedeu-se à transferência dos doentes e serviços para as novas instalações.

Sob a orientação do então enfermeiro-mor, D. Jorge Francisco de Mendonça Furtado, os habitantes de Lisboa, incluindo a nobreza da corte e as comunidades religiosas, ajudaram a transportar as macas com os doentes e feridos, para as suas novas instalações. O Hospital passou a chamar-se Real de São José em homenagem ao monarca, mantendo-se a estrutura orgânica e funcional que tinha antes do terramoto.

No século XIX, a necessidade de expansão motivada pelas epidemias, o aparecimento de novas doenças e o avanço da Medicina levaram à anexação de vários edifícios, alguns deles monásticos, vagos devido à extinção das ordens religiosas, passando a instituição a chamar-se Hospital Real de São José e Anexos (São Lázaro, Desterro, D. Amélia, D. Estefânia, Hospital de Todos os Santos /Hospital de São José e Anexos

Arroios, Santa Marta, Rilhafoles e Rego). Os relatórios apresentados ao rei pelos enfermeiros-mores, nomeadamente quando tomavam posse do lugar, testemunham as dificuldades com que a assistência se debatia. Nessa época surgiram vários regulamentos e portarias para tentar a melhoria dos serviços. Em 1889, o Ministério do Reino mandou proceder a obras de adaptação e melhoramento do edifício, processo que terminou em 1898.

Em 1901 o funcionamento da instituição foi completamente remodelado pelo enfermeiro-mor José Curry da Câmara Cabral (1900-1910) que elaborou um "Regulamento Geral do Hospital de São José e Anexos" e que manteve a sua administração na dependência directa do Ministério do Reino, não tendo, assim, ficado subordinado à Direcção Geral de Saúde e Beneficência Pública. Com a República manteve-se a estrutura montada por Curry Cabral, deixando, no entanto, de chamar-se Real. Pelo Decreto de 9 de Setembro de 1913 a designação passou a ser a de Hospitais Civis de Lisboa, aos quais foi concedida autonomia nos serviços de assistência médica, administração e contabilidade.


O nome de Hospitais Civis de Lisboa manteve-se até 1958, data da criação do Ministério da Saúde e Assistência, onde foram integrados, tendo, então, ficado limitada a sua autonomia. Esta viria a desaparecer completamente em 1961, com a criação da Direcção Geral dos Hospitais Civis.

A organização do Hospital sofreu diversas alterações. O último regulamento data de 1993. A portaria do Ministério da Saúde n.º 11/93, de 6 de Janeiro, reconheceu que o surgimento de novas especialidades e sub-especialidades e das progressivas exigências qualitativas de quem recorre aos hospitais, obrigava a uma maior complexidade e diferenciação na organização hospitalar. A portaria refere também a importância de regulamentos internos.


O regulamento interno do Hospital de São José, assinado em 20 de Novembro de 1992, define os seus objectivos, funções e valências e estrutura os serviços de assistência: departamentos, serviços e áreas funcionais. Posteriormente a este diploma outros foram publicados sobre diversos assuntos respeitantes aos serviços hospitalares, mas que não alteraram o referido regulamento interno.

Actualmente o Hospital de São José integra o Centro Hospitalar Lisboa Central
Tipo de Organismo Serviço Nacional de Saúde
Órgão de Direcção


Teresa Maria da Silva Sustelo
Presidente do Conselho de Administração

Eduardo Gomes da Silva
Director Clínico

Ana Maria da Mota Soares
Enfermeiro Director

Joaquim Daniel Lopes Ferro
Vogal

Manuel Veloso de Brito
Vogal

Ana Isabel Higino Figueiredo Gonçalves
Vogal

Laura Maria Figueiredo de Sousa Dâmaso da Silveira
Vogal

Morada Rua José António Serrano
Região de Saúde LISBOA E VALE DO TEJO
Distrito Lisboa. Concelho Lisboa .Freguesia Pena
Código Postal 1150-199 LISBOA
Telefone Geral 218 841 267
Endereço de correio electrónico sec.c
a@chlc.min-saude.pt

Bancada Directa aproveita este post e intervém.

Estas fotos são nossas e foram captadas no dia 25 de Novembro de 2009. 8h30 da manhã
O problema de estacionamento é uma autentica dificuldade em todas as zonas do Hospital de São José. Dificuldade sem solução à vista, apesar dos esforços da Administração em ultrapassar os problemas inerentes.

É assim, diariamente, o movimento de ambulancias e taxis levando doentes para a Consulta Externa.

Uma das salas da Consulta Externa. O quadro informativo para a chamada e consulta nos gabinetes médicos não funciona e apresenta este aspecto desagradável. Os clientes sentados nas cadeiras meneiam a cabeça (negativamente) com este espectáculo inestético e não funcional. Vá lá, dê lá um jeitnho, senhor chefe dos serviços de manutenção. Os filhos do Hospital agradecem

Texto de Adriano Ribeiro

A celebração de um golo. Imitar o treinador é curioso.

Jimmy Bullard faz a celebração do golo de forma inédita.

Os jogadores do Hull City protagonizaram uma celebração de golo, no mínimo, singular. Há um ano a equipa foi goleada na visita a Manchester diante do City (1-5).

Ao intervalo, quando a equipa já perdia por 0-4, o treinador Phil Brown, em vez de fazer a habitual palestra no balneário, levou os jogadores para o relvado, para junto da claque do clube e foi aí que falou aos jogadores.

Este domingo a equipa voltou ao mesmo palco e Jimmy Bullard, depois de marcar o golo do empate, reuniu os jogadores e imitou os gestos do treinador na palestra do ano anterior.

Um momento de comédia que não deixou ninguém insensível, inclusive o próprio Phil Brown, que comentou o sucedido ainda entre sinceras gargalhadas. «Foi uma celebração fantástica.

Uma grande comédia com um óptimo sentido de oportunidade. Não consegui falar aos jogadores de tanto rir. Foi tudo perfeito», destacou Phil Brown. Há um ano o treinador não estava tão satisfeito. Estava mesmo irritado com a equipa a perder por 0-4.

Na altura, juntou os jogadores junto à claque do Hull City e, de dedo em riste, disse o que tinha a dizer, num gesto que não ficou bem visto. A verdade é que na segunda parte o marcador foi mais equilibrado (1-1).
No domingo, os Blues de Manchester estavam a vencer, mas Bullard, na transformação de uma grande penalidade, a oito minutos do final, empatou, fixando o resultado final em 1-1.

Os jogadores reuniram-se, então, à sua volta e Bullard, de dedo em riste, imitou Phil Brown para gáudio dos adeptos.

Vamos lá ver o video do golo e a celebração



Temas de desporto. Um olhar sobre o complexo desportivo “Alvalade XXI”

Artitectura
Os mal-amados

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Acidentalmente entro no blogue do meu amigo João Carvalho e salta-me à vista este tema, que no minimo é curioso. Até porque foi aqui que se disputou no ultimo sabado o derby da capital, ao qual eu gostaria de assistir, mas que não foi possível.

Sporting Clube de Portugal (SCP), que inclui ainda o Edifício Visconde de Alvalade (sede do clube), um centro comercial, um pavilhão desportivo, uma clínica e outros serviços. Foi projectado por Tomás Taveira e custou cerca de 154 milhões de euros, dos quais o estádio custou quase 105 milhões.

O arquitecto ficou conhecido por diferentes polémicas: as polémicas Torres das Amoreiras, o polémico Edifício Arco-Íris, dois outros polémicos estádios de futebol em Portugal, o polémico projecto para um estádio do Palmeiras em São Paulo (Brasil) e um polémico filme pornográfico amador rodado no seu escritório das Amoreiras e que uma revista promoveu a escândalo sexual nacional.

Alguém menos avisado que se aproxime da obra poderá achar estranho que a Selecção do Brasil tenha um estádio e, mais ainda, que esse estádio seja em Lisboa. São as cores do SCP, é certo, mas a aplicação de verde e amarelo é excessiva.

Tem de reconhecer-se que, se assumido o lado artístico da criatividade, um arquitecto é sempre polémico nos projectos (e nos filmes caseiros) que faz. O problema é quando se trata de um clube e muitos adeptos também torcem o nariz.

João Carvalho

E já agora aproveito a boleia deste post sobre o Estádio José Alvalade em 1939. A situação geográfica do actual Estado Alvalade XXI é precidsamente no mesmo local em que este existia. Ele foi melhorado posteriormente até que nos anos 50 (talvez 1957) ele foi totalmente reconstruido. A norte deste campo havia outro campo (transversal a este), já junto dos terrenos do Hospital Pulido Valente. Foi um campo de futebol da CUF e mais tarde era o campo de treinos do Sporting. Era o campo onde, também, se disputavam os jogos de andebol de onze, em que o Sporting era sempre campeão absoluto todas as épocas..

A sul do Estádio José de Alvalade, havia o campo do Sport Lisboa e Benfica, vulgarmente chamado a Ilha da Madeira, por as bancadas serem de madeira. Foi substituido pelo antigo Estadio da Luz, tambem nos anos 50

Esta foto foi obtida por Eduardo Portugal naquele ano de 1939 e está nos Arquivos Fotográficos da Camara Municipal de Lisboa.

Nota de Bancada Directa: porque a memória pode-nos atraiçoar agradeço que rectifiquem nos "comments" algo que esteja mal.

domingo, 29 de novembro de 2009

A nossa realidade. Um dilema para a Igreja Católica. Padres: casados ou solteiros?


Em Portugal existem 400 padres casados
Fragmentos e Opiniões


Tal como sucedeu recentemente com o jovem padre de Celorico de Basto, muitos sacerdotes deixam o exercício do ministério por amor. Casam-se e têm filhos, mas para poderem ter um casamento religioso precisam de uma autorização vinda do Vaticano. Em Portugal, a Associação Fraternitas Movimento junta 107 padres casados e as suas famílias

Ao fim de 12 anos como sacerdote, José Serafim de Sousa sentiu que era altura de mudar. "Depois conheci alguém por quem me apaixonei e pedi dispensa ao bispo", conta.

Passados três meses, conseguiu a redução ao estado laical e casou-se pela Igreja Católica. Hoje, passados 35 anos e com dois filhos e dois netos, este sacerdote assegura que não se arrepende. Como ele, em Portugal, há mais 400 padres que deixaram a Igreja Católica para enveredar pela vocação do matrimónio.

Segundo as regras da Igreja Católica nada impede que um sacerdote possa casar, pelo civil, depois de ser ordenado. É que, embora de acordo com os cânones católicos se esteja perante um pecado, não existe qualquer situação que implique uma pena canónica. "Só se tentar casar pela Igreja Católica, ainda obrigado às regras religiosas, é que o sacerdote irá incorrer numa violação da lei católica", explicita um elemento da Diocese de Lisboa.

Porém, e caso os sacerdotes desejem casar pela Igreja Católica terão de solicitar ao Vaticano a redução ao estado laical. Só depois de ser aceite o fim das obrigações religiosas é que o sacerdote poderá contrair matrimónio na igreja.

Foi o que sucedeu a um sacerdote indiano ano passado se casou com uma freira portuguesa. "Casaram primeiro pelo civil e depois de autorizados pelo Vaticano casaram pela Igreja", conta José Serafim de Sousa, que lidera a Fraternitas Movimento, uma associação privada de fiéis constituída por padres dispensados do exercício do ministério, casados ou não, e suas esposas ou viúvas. A associação conta com 107 padres casados como sócios, e grande parte tem mais de 70 anos, mas há outros com cerca de 40 anos. Um dos casos mais recentes é um padre da Diocese de Lamego, que se casou com uma rapariga da terra.

Aliás, muitos dos padres apaixonam-se pelas secretárias, ajudantes ou alunas. Foi o que terá acontecido a Rui Pereira, de Celorico de Basto (ver outro texto) e a um padre de Bragança, que há 20 anos, dava aulas de Direito e se apaixonou por uma aluna 16 anos mais nova, com quem casou.

"Há casos mais simples e outros mais complicados", diz José Serafim de Sousa, adiantando que um padre, que acredita em Deus, quer sempre casar-se pela Igreja.

No seu caso, foi fácil. Quando se apaixonou pediu dispensa e três meses depois, e "porque o bispo era uma pessoa compreensível e simpática", conseguiu a redução ao estado laical e ainda no ano de 1974 casou.

A associação que José lidera esteve este fim-de-semana reunida num retiro em Fátima. "É preciso dizer a quem deixa o sacerdócio que a vida continua E que nos procura é porque quer manter a ligação à igreja, porque sente alguma nostalgia", explica o padre casado.

Há, porém, alguns que "pedem para regressar ao seio da Igreja Católica". Normalmente quando se divorciam ou, sobretudo, quando ficam viúvos.
Para José Serafim de Sousa, que defende que "o celibato foi imposto pela hierarquia e que não tem ponta por onde se lhe pegue", a Igreja Católica está a entrar em contradição consigo própria.

"Não percebo por que é que o Santo Padre recebe os padres anglicanos, que são casados, e não aceita que os padres católicos se casem", diz, considerando que a "aceitação dos padres anglicanos poderá alargar a discussão ao casamento dos padres católicos". Mas, admite: "A Igreja é muito lenta na mudança."

Cartas para o Pai Natal (5). Desta vez é do ilustre poeta Manuel Alegre.


Pai Natal
Quando voares nos céus da minha Pátria
Quando aterrares as renas nas planícies do meu País
Lembra-te desta carta, pedido singelo
De um homem que só para a Pátria pede
Para si...
Nada quis.
Se o nevoeiro que levou D. Sebastião
Te fizer perder o rumo e baralhar o norte
Segue o cheiro a verde pinho
Ouve a minha trova no vento que passa
E chegarás às chaminés do meu país
Pátria desafortunada.
Sem euros.
Má sorte.
Numa das chaminés de Lisboa
Sentirás o odor e verás o fumo negro da traição
Que o teu trenó sobre ela paire.
Assinado: Manuel Alegre

Quem disse que burro velho não aprende linguas? Aliás, quero dizer música.

Neste Domingo chuvoso os nossos leitores podem ouvir um concerto de André Rieu. Maravilhoso



Nós por cá podemos ter bons concertos, como na Zambujeira do Mar, Parque da Bela Vista ou mesmo Vilar de Mouros. Mas, manifestações culturais como esta que se realizou em Cortona na Toscana, Itália e em que o público participa activamente a 100% é dificil haver.
Deliciem-se amigos leitores.

Agradecimento aos meus estimados amigos Paulo Aguiar e sua irmã, Doutora Cristina Aguiar

sábado, 28 de novembro de 2009

O projecto da nova Igreja do Restelo custou 234 mil euros.


E agora, meu caro José?

Conta o «Expresso» de hoje: foi João Soares quem indicou o nome do arquitecto Troufa Real para fazer o projecto da Igreja do Restelo. E a CML na altura, claro, pagou 234 mil euros a Troufa Real. Ontem, o bispo auxiliar de Lisboa, D. Carlos Moreira Azevedo, em palavras suaves, manifestou-se contra a hierarquia ao aceitar este modelo de Igreja. Claro, que nós compreendenos que há uma censura implícita ao Cardeal Patriarca. Viramo-nos para o Patriarca, D. José Policarpo. E perguntamos: e agora, meu caro amigo José? Haverá remédio?
Há cerca de quatro ou cinco anos numa conversa que mantivemos na Igreja de São João das Lampas elogiei-lhe o seu sentido de probidade e a sua tendencia de ser contrário a luxos e despesismos que nada beneficiam a fé dos católicos deste país. Gostámos da sua visita. E agora, José?
Bancada Directa lança o seu grito: Não queremos a Igreja Caravela!

A opinião de um bispo muito culto: a nova igreja do Restelo não serve os ideais de uma estética cristã.

Sobre a construção da nova Igreja do Restelo atentemos na opinião do bispo D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa

«A construção de uma nova igreja, dedicada a S. Francisco Xavier, na zona do Restelo, com projecto do arquitecto Troufa Real, tem levantado polémica.
O tema tem largo alcance e evidencia alguns elos fracos: a falta de critérios de quem encomenda; a aceitação de presentes perigosos, tais como projectos pagos por autarquias selectivas do Artista, a quem querem conceder uma oportunidade; ausência de frontalidade para corrigir e recusar soluções onerosas para as comunidades, seja do ponto de vista económico, seja do ponto de vista de identidade eclesial.
Como não estou por dentro do projecto concreto e só vi a maqueta, lanço aqui alguns princípios teóricos para o debate. Dou como firme que aquela zona da cidade precisa de um lugar para celebrar a sua fé e está cansada de esperar uma solução.Para a liturgia ser expressiva, as comunidades cristãs utilizam uma componente visível, um espaço, um lugar, que deve atingir a beleza para estar mais conforme à realidade de Deus.
Antecipar nas linhas arquitectónicas a beleza de Cristo presente na comunidade é a grande liturgia da construção. Os aspectos visíveis da liturgia, a distribuição dos elementos no espaço, a ornamentação iconográfica, elementos e utensílios usados são símbolo, emblema, imagem do mistério de Cristo.

A estética cristã é trabalho de transfiguração, processo progressivo e doloroso. O diálogo entre os agentes do rito e os criadores do espaço acertará no conjugar de interesses e posições que atinjam a beleza da forma e a verdade do Espírito. A orquestração do organismo pede ao arquitecto um conhecimento da hierarquia dos elementos que se requerem. O arquitecto que aceite projectar uma igreja está ao serviço da comunidade cristã.

Arte religiosa é o esforço inspirado de fazer cantar as paredes, de fazer do espaço da obra material um hino verdadeiro. Elevar a matéria sensível a significado espiritual é tarefa da arte na Igreja. A natureza do lugar torna-se espaço vital, regenerador, transformadora pela força do Espírito que inspirou os intervenientes da construção.

É fundamental aliar qualidade formal e vibração de transcendência, intensidade e profundidade humanas. O que torna insossa e fria uma obra não é o seu apego à tradição ou o avanço de modernidade, o vanguardismo.

O valor litúrgico de um sinal não está na sua riqueza ou pauperismo, na faculdade de aguçar a curiosidade ou de provocar a emoção, mas no poder de fazer entrar os fiéis em comunhão com o Senhor. A conclusão é clara: a igreja que está a ser iniciada não serve bem os cânones de uma estética cristã.»

(in «Correio da Manhã»).

Cartas para o Pai Natal. Do nosso Presidente.

Cartas para o Pai Natal neste ano de 2009.
Hoje cabe a vez ao nosso Presidente

Excelentíssimo Senhor Doutor Pai Natal

Venho por esta via pedir para a minha Maria
Uma grande enciclopédia, versão condensada
Para ela se entreter
Não sei se a minha Maria teria
Para a versão completa e ilustrada
(80 volumes)
Suficiente pedalada.
Eu para mim
Por ora nada peço
E de momento nada digo
Não abdico do meu direito de manter o suspense
E de fazer tabu do meu posterior pedido.
Mas....
E só isto adianto
Não preciso de vitaminicos, tipo Centrum,
de A a Z.
Para acompanhar a minha Maria na leitura
Nos, acima, citados volumes
Eu sou um intelectual
Que firme e hirto ando eu sempre
Não precisando por isso de muleta
Ou qualquer outro suplemento
Para manter a altivez
E o meu porte sobranceiro.
Despeço-me atentamente
Economizando palavras
Porque como vossa Excelência sabe:
Os tempos são de crise e tempo é dinheiro.

Assina
o Professor Doutor:
Cavaco Silva

Sabado 28 de Novembro. O entardecer no mar da Ericeira

Caros amigos leitores do Basncada Directa

Tal como na zona marítima da Murtosa, também aqui na Ericeira se captam imagens de grande beleza, sobressaindo os tons de cinza, tão iguais como estava a própria tarde.

Em primeiro plano a ponta do molhe do porto de pesca que estão a construir na Ericeira e que o mar já começou a lamber suavemente e arremessar grandes pedras para fora dos lugares em que foram colocadas.

Lá ao fundo vislumbra-se a inclinação da Serra de Sintra em direcção ao mar e o Cabo da Roca, que é o ponto mais ocidental do continente europeu.


É Sabado, 16 horas, capto as duas imagens, insiro-as no portatil e da Ericeira publico este post. Ainda vou ficar por aqui até à noite.

Os desalinhados (47) Esta Lisboa que eu amo.

Os ricos e os pobres

A foto reporta um edificio muito antigo na Rua Barros Queiroz, quase encostadinho ao Largo de São Domingos. Janelas do segundo andar (?). Há muito que estes edificios deixaram de servir para habitação de pessoas e actualmente, ou são escritórios, ou são armazens de lojas.

Numa das janelas cheira a riqueza, onde se negoceia ouro, agora a ser comercializado a preços altissimos. Na outra janela vê-se um triste espectáculo de duas portas degradadas e prateleiras desarrumadas ou sem artigos, vistas da rua, e que revelam que o negócio está em crise. Pelo menos de arrumação e asseio. Triste, muito triste!




A foto em baixo revela um mal que tarda a ser erradicado das ruas de Lisboa. Os sem abrigo. No Largo de São Domingos, antes de chegar à Calçada do Garcia

Neste caso há a curiosidade do "sem abrigo" dormir com a cabeceira para a parede, través com o passeio, ficando deste modo mais sujeito à chuva e ao frio. É só curiosidade de um gosto, porque até nem atrapalha a circulação dos passantes no passeio, que é largo ali naquele sitio. É que mesmo ao lado, quando o passeio começa a estreitar, encontra-se grande quantidade de andaimes e materiais afins, estes sim, a incomodarem as pessoas que circulam pelo dito passeio.

Os advogados que entram nas instalações da sua Ordem já nem olham para estas situações. Já faz parte do viver de Lisboa.

Adriano Ribeiro

Bancada Directa deseja aos seus fieis amigos leitores que passem um Bom Fim-de-semana.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Pois é! Não são precisas muitas palavras para acompanhar este desejo, de que os amigos leitores passem um excelente Fim-de-semana. A foto da "piquena" é apenas um ligeiro "fait divers" para nos alegrar a alma.

Especialmente dedicado a alguém que vive nos Estados Unidos e que se anda a queixar de que o frio já se instalou em força. Aqueça-se, amigo Pedro, aqueça-se. Tape-se bem. Ainda lhe vou mandar um comprimidozinho hoje.

Adriano Ribeiro

Nem só na Primavera brilham as flores. Estas são de papel e brilham em Redondo

Caros amigos leitores do Bancada Directa


Estas imagens valem mais do que muitas palavras. Apenas dizemos: deliciem-se com tanta beleza

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Dura lex, sed lex. A Lei não é assim tão dura, mas lá que é confusa, lá isso é.

Fragmentos e Opiniões

Reflexões sobre a nossa justiça

A lei devia ser clara e compreensível para todos. Devia, mas não é. Em Portugal ninguém se entende e não sei se haverá país democrático onde o grau de incompreensão na Justiça vá tão longe como o nosso.

Juristas discutem se o presidente do Supremo tem ou não jurisdição para mandar destruir as escutas em que intervém o primeiro-ministro; peritos tentam, sem êxito, decifrar as enigmáticas palavras do PGR; gastam-se meninges para compreender o que cada interveniente quer dizer com frases indirectas que em nada se destinam ao esclarecimento de quem quer que seja. Os próprios crimes têm nomes estranhos como "atentado ao Estado de Direito", sendo que isto tanto pode ser matar o Presidente da República, como manipular um magistrado ou dar dinheiro a um amigo para comprar uma televisão, ou salvar um jornal falido. E as leis são tortuosas, parecem propositadamente feitas para que jamais se entendam sem a adequada gritaria, o chinfrim.

O primeiro-ministro indigna-se e recusa-se a responder a qualquer pergunta, dizendo que não interfere na Justiça. Mas, duas horas depois, uns ministros dizem que aquele assunto do âmbito da Justiça, do qual a política devia andar arredada é, afinal espionagem política, esperando que acreditemos que espionagem política se faz investigando um sucateiro (e agora me ocorre que, se calhar, o país ainda é pior do que eu supunha).

Os casos sucedem-se; apoiantes de Sócrates apresentam-no como um Cristo; Dias Loureiro é cristíssimo; Armando Vara é injustiçado; Oliveira Costa, um desgraçado. E, claro, todos são inocentes até prova em contrário; e até haver prova todos são vítimas. No fim, no meio da confusão instalada, todos acabam absolvidos. Portugal não tem, afinal, um corrupto que se veja!

No dia-a-dia o país encolhe os ombros e já não distingue honesto de vigarista, homem honrado de videirinho. Paga assim o justo pelo pecador, e safa-se o pecador por justo.

Só há um consenso alargado entre políticos e magistrados. Um consenso que abarca quem está envolvido em escândalos e quem não está: a culpa é da violação do segredo de Justiça.

De facto, sabemos que a Justiça não funciona e que a corrupção grassa porque nas redacções dos jornais se viola o segredo de Justiça! Se não se violasse, nada disto se saberia... Ora aí está uma evidência!

E digo mais: basta ler os dois comunicados de Sexa, o PGR, e de Sexa, o presidente do Supremo Tribunal, para ficar elucidado... de absolutamente nada.

Mas, também, que raio temos a ver com o que se passa no país?

Henrique Monteiro

Pois é, caros amigos. Este é mais um para o livro de recordes do Guiness.É mesmo louco.

Natal, Natal. Altura de presentes e de solidariedade urbana. Isto é que é mais dificil.

Mais um presentinho de Natal
Isto passa-se no Reino Unido

Isto passa-se em Portugal (Lagos.Algarve)

Esta actividade diária, rotineira e cinzenta que passa como fazendo parte da nossa vida

Lisboa. Avª Estados Unidos da América

Numa das ultimas manhãs passámos pela Avenida dos Estados Unidos da América.
Manhã tão igual a tantas outras.

Havia sol, mas o dia estava triste.
Dei comigo a pensar que naquela rua estava tudo bem!
Tão bem e igual como aos outros estados da nossa vida actual.
Com o limiar da pobreza a vislumbrar-se para numerosas familias, que nem querem acreditar ao ponto a que chegaram.
Tenhamos esperança que neste Natal todos o possam comemorar com um pouco de dignidade.
Deixei de pensar. Olhei em volta. Como estava tudo bem, desci até ao Campo Grande e apanhei o metro para o Marqués de Pombal.
Isto de escrever para um blogue, por vezes, tira-nos do sério!
Adriano Ribeiro

Mais uma carta para o Pai Natal (3)

Uma carta para o Pai Natal, do pai do Bloco de Esquerda



Isto não é uma carta!
É um manifesto. Um protesto. Uma petição
Assinada por dezenas de intelectuais
E outras pessoas que jamais
Se reviram numa festa
Bacanal
Orgia de oferendas
Dadas sem qualquer critério
E que perpetuam uma tradição
Caduca. Reaccionária. Clerical.
Que tu representas oh pai do natal.
Com esta petição pretendemos
Que a data seja referendada
Não imposta, decretada
Por um estado economicista e liberal
E que seja celebrada quando um homem quiser
Não à roda da mesa. Consoada.
Mas num portuguesíssimo arraial.

Assina: Francisco Louçã

O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina

O saber não ocupa lugar.

Temas de Medicina

Vamos falar de otorrinolaringologia, isto é dos nossos ouvidos, dos nossos narizes e das nossas gargantas. (1ª parte)


O destaque

Os ouvidos, o nariz e a garganta estão estreitamente relacionados, tanto na sua localização como na sua função. Os especialistas que se dedicam a diagnosticar e a tratar as doenças destes órgãos denominam-se otorrinolaringologistas.

Perda da audição e surdez



Legendas da imagem Ouvido Externo / Ouvido Médio / Ouvido Interno
1- Canal auditivo. 2- Tímpano. 3- Martelo. 4- Bigorna. 5- Estribo. 6- Janela oval. 7- Tromba de Eustáquio. 8- Cóclea. 9- Nervo auditivo.

A perda da audição é uma deterioração desta função. A surdez é uma perda auditiva profunda.

A perda da audição pode ser causada por um problema mecânico no canal auditivo ou no ouvido médio que obstrói a condução do som (perda condutiva de audição) ou por uma lesão no ouvido interno, no nervo auditivo ou nas vias do nervo auditivo no cérebro (perda neuro-sensorial da audição). Os dois tipos de perda da audição podem ser diferenciados comparando como uma pessoa ouve os sons conduzidos pelo ar e como os ouve conduzidos pelos ossos.
A perda auditiva neuro-sensorial denomina-se sensorial quando afecta o ouvido interno, e neural quando afecta o nervo auditivo ou as vias do nervo auditivo localizadas no cérebro. A perda auditiva sensorial pode ser hereditária, ser provocada por ruídos muito intensos (trauma acústico), por uma infecção viral do ouvido interno, por certos fármacos ou pela doença de Ménière.
A perda auditiva neural pode ser causada por tumores cerebrais que também danificam os nervos circundantes e o tronco cerebral. Outras causas são as infecções, várias perturbações cerebrais e nervosas, como um acidente vascular cerebral, e algumas doenças hereditárias como a doença de Refsum. Na infância, o nervo auditivo pode ficar danificado pela parotidite, pela rubéola, pela meningite ou por uma infecção do ouvido interno. As vias do nervo auditivo no cérebro podem ser lesionadas pelas doenças desmielinizantes (doenças que destroem a bainha dos nervos).

Diagnóstico

Os testes auditivos com um diapasão podem ser feitos no consultório médico, mas a melhor forma de testar a audição é uma câmara insonorizada e com um audiometrista (especialista na perda da audição), utilizando um dispositivo electrónico que produz sons em tons e volumes específicos.

A condução do som por via aérea nos adultos mede-se colocando um diapasão que esteja a vibrar perto do ouvido, com o fim de fazer o som viajar pelo ar até chegar ao ouvido. Uma perda de audição ou um limiar de audição subnormal (o menor som que possa ser ouvido) podem indicar a presença de um problema em qualquer parte do aparelho auditivo (o canal auditivo, o ouvido médio, o ouvido interno, o nervo auditivo ou os canais do nervo auditivo no cérebro).
Nos adultos, a audição por condução óssea mede-se encostando contra a cabeça a base de um diapasão que esteja a vibrar. A vibração propaga-se pelo crânio, incluindo o caracol ósseo do ouvido interno. O caracol contém células ciliadas que convertem as vibrações em impulsos nervosos, que se transmitem pelo nervo auditivo.
Este teste contorna o ouvido externo e o ouvido médio e avalia apenas o ouvido interno, o nervo auditivo e as vias do nervo auditivo no cérebro. Utilizam-se os diapasões com diversos tons (frequências) porque algumas pessoas podem ouvir sons a certas frequências, mas não a outras.

Se a audição por condução aérea estiver reduzida mas a audição por condução óssea for normal, a perda é condutiva. Se a audição por condução tanto aérea como óssea estiver reduzida, então a perda de audição é neuro-sensorial. Em certos casos, a perda de audição é tanto condutiva como neuro-sensorial.

A audiometria mede a perda de audição de forma precisa com um dispositivo electrónico (um audiómetro) que produz sons a frequências específicas (tons puros) e a volumes determinados. O limiar auditivo para uma variedade de tons é determinado pela redução do volume de cada tom até que a pessoa já não o possa ouvir. Sujeita-se um ouvido de cada vez a este teste. Para medir a audição por condução aérea utilizam-se capacetes, bem como um dispositivo vibratório aplicado contra o osso localizado por trás do ouvido (apófise mastóide) para medir a audição por condução óssea.

Como os tons altos que se emitem ao pé de um ouvido também podem chegar ao outro, o teste de tons faz-se emitindo um som diferente, geralmente um ruído, ao pé do ouvido que não está a ser submetido ao teste. Desta forma, a pessoa ouve o tom do teste só no ouvido examinado.

O limiar de audiometria verbal mede em que tom têm de ser pronunciadas as palavras para serem compreendidas. A pessoa ouve uma série de palavras de duas sílabas acentuadas da mesma maneira (como clara, cama e casa) ditas em volumes específicos. O volume ao qual a pessoa pode repetir correctamente metade das palavras (limiar de repetição) é o que se regista.

A discriminação, a capacidade de ouvir as diferenças entre as palavras que soam de forma semelhante, testa-se pronunciando pares de palavras monossilábicas parecidas. O índice de discriminação (a percentagem de palavras repetidas correctamente) em geral encontra-se dentro de parâmetros normais quando a perda de audição é condutiva, é menor que o normal quando a perda de audição é sensorial e muito menor que o normal quando a perda de audição é neural.
continua

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