BANCADA DIRECTA: Outubro 2009

sábado, 31 de outubro de 2009

Fragmentos e Opiniões. O Tratado de Lisboa. Vai ter luz verde.

Fragmentos e Opiniões

Parece que é desta que o Tratado de Lisboa vai ter luz verde. Expectativas não faltam


É fundada a expectativa de que o Conselho Europeu deste final de semana acelere a contagem decrescente para a entrada em vigor do Tratado de Lisboa, uma vez definidas as respostas às últimas resistências da República Checa.

Num momento em que ainda decorrem os jogos de nomes para preencher os lugares cimeiros previstos naquele tratado (especialmente a presidência permanente do Conselho Europeu e do alto representante para a Política Externa e de Segurança), este Conselho Europeu será também a derradeira oportunidade para a União definir uma posição comum para as negociações de Copenhaga, em Dezembro, sobre o quadro global pós-Acordo de Quioto acerca das alterações climáticas.

Quer a existência de uma posição negocial comum europeia quer a probabilidade de um acordo global em Dezembro estão longe de se poderem dar por adquiridas. Um falhanço das negociações globais, no final do ano, seria particularmente doloroso para a Europa, que tem assumido, nestes domínios, uma posição liderante e proactiva. A nova posição da Administração Obama constitui uma janela de oportunidade imperdível, mas a relutância da China e da Índia pode tornar as negociações difíceis. Nesta matéria, a Europa não pode morrer na praia e, por isso, desde já, importa que o quadro negocial com quem os europeus se irão munir neste Conselho Europeu seja um sinal claro não apenas de empenhamento mas também de capacidade de construir pontes entre todos os participantes na Conferência de Dezembro, muito em especial entre os países desenvolvidos e as economias emergentes.

Mas este Conselho Europeu será também dominado por uma outra contagem decrescente: a da retirada dos apoios financeiros especiais que os governos europeus alocaram como resposta à crise financeira e económica global.

Neste ponto já se percebeu que existem divergências entre os Estados membros da União, quer quanto ao calendário quer quanto à intensidade dessa retirada.

Dos 27 países da União, 20 apresentam défices orçamentais superiores aos limites do Pacto de Estabilidade e Crescimento (o que inclui 13 dos 16 países da Zona Euro) e as projecções da Comissão apontam para que, de 2014 a 2016, a dívida pública dos países da União se situe em torno dos 100% a 110% do PIB. Os defensores da ortodoxia do pacto pressionam para que, perante este panorama, se defina um calendário de consolidação das contas públicas, apontando para que se dêem já os primeiros sinais no decurso do ano que vem ou o mais tardar em 2011.
A esta leitura contrapõem os países mais pressionados pela crise económica que o desemprego na União, em 2010, continuará a crescer (ficando a média acima dos dois dígitos) e que as previsões de crescimento apresentadas pelo FMI apontam para uma retoma económica muito frágil (0,3% no ano que vem), razões suficientes para manter o nível dos estímulos fiscais e financeiros estaduais, remetendo o processo de consolidação das contas públicas para um horizonte mais dilatado no tempo.

Neste capítulo, a posição determinante poderá vir da Alemanha, onde o acordo programático da nova coligação no poder prevê uma substancial redução de impostos que, inelutavelmente, subalterniza a prioridade da consolidação orçamental. O que constitui, sem dúvida, uma novidade nas tradicionais posições germânicas…

Mas há ainda uma quarta contagem decrescente de que pouco se tem falado e que é indissociável das demais: a que deverá conduzir a uma nova estratégia de desenvolvimento económico e social na Europa, a ser adoptada na Primavera que vem, sob presidência espanhola. Ao chegar ao seu termo o decénio da chamada Estratégia de Lisboa, aprovada durante a presidência portuguesa em 2000, há que retirar lições do que funcionou bem e do que não resultou e, consequentemente, preparar o quadro de referência da próxima década. Ora, este novo quadro de referência terá de incorporar quer os compromissos de Copenhaga quer a necessidade de resposta às consequências dura- douras da crise económica e social deste último ano e meio, muito em especial no plano da competitividade das empresas europeias e do desemprego.

Em Bruxelas dá-se hoje o pontapé de saída de um semestre decisivo para o projecto europeu do futuro.

António Vitorino

Uma imagem vale mais que mil palavras. a beleza do surf e a categoria do Pedro "não vacilo" Soares.

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Acho que já disse tudo no titulo do post


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Cão de Muge (Salvaterra de Magos). O primeiro cão português.

Uma sugestão para os leitores do Bancada Directa
Não darão por mal empregue o vosso tempo com esta visita ao Museu Geológico

No Museu Geológico, encontra-se o esqueleto do mais antigo cão doméstico completo encontrado em Portugal. Viveu há seis mil anos. Foi descoberto nas jazidas dos Concheiros de Muge, na zona de Salvaterra de Magos. Pela forma como foi enterrado, pensa-se que o Cão de Muge deverá ter sido estimado pela família com que vivia. Há 6.000 anos, já se amavam os animais. Uma lição. Que pode aprender no Museu Geológico, na Rua da Academia das Ciências. Em Lisboa, claro. Conhecia? Mais um tesouro escondido da nossa capital.

agradecimento ao lisboa sos

O meu humor de Fim-de-semana.

Amigos leitores do Bancada Directa
Em primeira mão aqui vos mostro o próximo anuncio da ZON TV Cabo


Bom Fim-de-semana para os amigos leitores do Bancada Directa

Caros amigos leitores do Bancada Directa

É evidente, e disso ninguém tenha a mais pequena dúvida, de que não me esqueceria( eu e o Pedro Sousa que anda agora lá por Boston nos USA a tratar da sua saúde. As melhoras amigo!),por nada deste mundo, de desejar aos meus estimados amigos leitores que passem um excelente Fim-de-semana e que comecem já a comprar alguns docinhos para o Natal. Assim a despesa é faseada e custa menos a pagar. Mas pagam sempre o mesmo. Mas guardem tudo para a semana de Natal. Não sejam gulosos por antecipação. Não sejam "penedos"!

O video que anexo é dedicado à Dª Maria de Lourdes e que nunca lhe aconteça o mesmo. Sendo puritana era um descalabro.




Fragmentos e Opiniões. Que vai acontecer ao PSD de hoje?

Fragmentos e Opiniões

Será que anda no ar uma conspiração contra o PSD?


Philip Roth escreveu "A Conspiração contra a América", um livro que seria um romance histórico se o herói da aviação norte-americana, o anti-semita Charles A. Lindbergh, se tivesse realmente candidatado e vencido o presidente Roosevelt na eleições de Novembro de 1940, permitindo que Hitler dominasse o mundo. Caso Roth fosse português, não precisaria de tanta inspiração para publicar uma ficção semelhante sobre o PSD. As personagens estão todas lá, caracterizadas ao pormenor: do eterno jovem aspirante ao poder, Pedro Passos Coelho, aos diversos conselheiros da liderança que já se digladiaram entre si pela proximidade da presidente e preparam a intriga para o dia seguinte.









A conspiração continua desenfreada e ontem teve mais um episódio definidor, com a entrevista à RTP de Paulo Rangel - o outro jovem aspirante ao poder que conseguiu a dupla proeza de vencer as eleições europeias e não ficar ligado à derrota nas legislativas.

Ao contrário de Passos Coelho, Paulo Rangel tem tempo para esperar pela sua oportunidade, lançando agora a onda da candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa. Para mais tarde recordar e ser recordado como o autor da façanha. Como se trata aqui da verdadeira arte da guerra, convém seguir os conselhos do mestre Sun Tzu: "aquele que se ultrapassa a vencer os inimigos triunfa antes que as suas ameaças se concretizem".

Paulo Pinto Mascarenhas

Nota do autor do post:

Mas digo eu, se Paulo Rangel está a ser coerente, pois não há dúvida que o Professor Marcelo está “out”. Foi ele (Marcelo) que o disse e Marcelo não costuma voltar com a sua palavra atrás. Neste aspecto conheço-o muito, muito bem!

O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina. Vamos falar da Gripe H1N1



O saber não ocupa lugar


Temas de Medicina


Gripe A – um fenómeno novo?



Nota do autor do post: Apesar de termos programado para o passado mês de Setembro todos os “Temas de Medicina”, pelo facto de nos encontrarmos em Roquetas de Mar, os contactos com o nosso clínico de apoio podiam versar todos os temas, mas nunca foram acerca desta rubrica do Blogue Bancada Directa. Ao retomarmos a normalidade habitual fomos preenchendo a rubrica em Outubro com temas vários e na semana passada tratámos da incontinência urinária e contávamos terminar esta semana o referido tema. Acontece que esta semana faleceu uma criança, quase de certeza provocada pela Gripe A, pelo que se tornava coerente o nosso clínico de apoio tratar deste tema.

Afinal a Revista Glamorous Woman deste mês de Outubro publica um artigo sobre a Gripe A da autoria do nosso clinico e , desta forma, vamos publicar hoje a totalidade desse artigo e na semana que vem terminaremos o tema “incontinência urinária”

A Gripe A

Artigo do Dr. Rui Ribeiro (publicado na revista Glamorous Woman de Outubro de 2009



O Doutor Rui Ribeiro é:
. Médico Consultor de Cirurgia Geral;
.Coordenador da Unidade de Tratamento Cirúrgico da Obesidade e Doenças Metabólicas do CHCC- Hospital de São José: Lisboa.
.Director Clínico do CITRO – Centro Integrado de Tratamento e Reabilitação da Obesidade e Lasercenter:
. Cirurgião da Obesidade da Clínica de Santo António (Reboleira e Sacavém)




O destaque

Uma outra forma de olhar para o fenómeno da pandemia de gripe A é entendê-la como uma pandemia antiga que teve o seu início em 1918 e que, por fases, tem evoluído com diferentes velocidades de propagação.


O vírus que a provoca é um ortomixovirus H1N1, este presumivelmente originário de um precursor aviário que se terá adaptado ao Homem. Desde então, diferentes variantes genéticas do vírus têm-se adaptado e sobrevivem tendo como hospedeiro quer o Homem quer o porco, provocando diferentes surtos pandémicos, que vão desde as longínquas epidemias de 1934-36 e 1951-53 até às ameaças de pandemia alargada ocorridas nos USA em 1978 e nas Filipinas em 2007. Portanto, a presente pandemia não é fenómeno isolado mas sim um processo evolutivo de uma espécie viral que agora assume diferentes características.

Características do H1N1

Mas, se nos focos mais recentes, a transmissão estava normalmente associada ao contacto do Homem com a espécie suína, a verdadeira novidade da actual crise reside no facto de a doença, pelo menos desde o inicio de Março de 2009, ter ocorrido no México em doentes sem qualquer vivencia em quintas e sem contacto com porcos, como acontecera até então. Os casos mexicanos parecem ter assim ocorrido no contexto de uma transmissão entre seres humanos e rapidamente se percebeu que o novo vírus tem a capacidade de se disseminar de forma rápida e eficaz, mostrando-se parcial, se não totalmente, adaptado à espécie Humana. O actual agente da gripe A é, para todos os efeitos, uma subespécie até agora desconhecida da linhagem H1N1, com características genéticas e antigénicas diferentes daquelas que têm circulado desde há décadas em Humanos (a que se chama gripe A) e em suínos (a que se chama gripe suína ou C). A biologia molecular revelou tratar-se de um subtipo recombinante derivado de duas linhagens do anterior vírus da gripe suína, uma com origem na linhagem Americana e outra na linhagem Euroasiática do vírus, classificado como um tipo AH1N1.

Medidas de controlo e contenção da doença

Ainda antes do inicio deste Verão, o rápido aumento do número de casos de gripe A, a sua rápida expansão geográfica, bem com a sua elevada morbimortalidade, ou seja, a capacidade de provocar doença grave e eventual morte no ser humano, chamaram a atenção das entidades de controlo sanitário global e da Organização Mundial de Saúde declarou a fase 5 da pandemia de gripe. O significado desta declaração é que a doença tem a capacidade de espalhar rapidamente em todo o mundo, com contornos essencialmente dramáticos e que o tempo para organizar e colocar em prática medidas de controlo e contenção da doença é escasso.

Esse foi o sinal para que Governos, Ministérios, Industria Farmacêutica e Comunidade acelerassem o passo no sentido da execução dessas medidas. Mas se em países como os Estados Unidos da América existem desde 2005 planos de contingência para eventuais pandemias e recorde-se, este cuidado foi tomado tendo em conta eventuais ataques terroristas com vírus (o chamado bioterrorismo), noutros tudo partiu do zero absoluto e um autentico contra-relógio contra a pandemia foi iniciado.

Em 11 de Junho de 2009, a OMS lança a declaração de pandemia plena, a chamada fase 6, isto é, a doença espalhara-se pelos cinco continentes. Contudo, variações no impacto dos danos provocados em diferentes locais, tornam ainda hoje algo imprevisível qual a verdadeira dimensão do problema, sobretudo em vésperas do inicio do Outono e Inverno no Hemisfério Norte, considerando os efeitos em países como o Brasil e a Argentina e o conhecimento prévio de serem os próximos seis meses aqueles em que a transmissão é mais propicia entre nós.
As condicionantes desse efeito potencialmente desastroso para a população mundial, têm a ver com a eficiência da transmissão e com a patogenicidade do vírus (em linguagem simples a sua capacidade de prejudicar o organismo infectado) em seres humanos saudáveis, sabendo-se à partida que grupos específicos, como os imunodeprimidos (por doença ou por medicação), os portadores de doenças cardíacas ou respiratórias crónicas, os infectados crónicos, os obesos mórbidos ou as grávidas estão particularmente susceptíveis aos nefastos efeitos da doença.

Dados importantes a registar

Aparentemente, e sem nenhuma justificação conhecida até agora, o vírus atinge mais as populações jovens e adultas, poupando os hajais velhos. No entanto, maiores de 65 anos e menores de 5 anos são particularmente susceptíveis face às infecções respiratórias e poderão vir a serem considerados grupos de risco. Outro aspecto importante prende-se com a capacidade de a Sociedade alterar rotinas e consubstanciar novos comportamentos sociais que dificultem a progressão do vírus.

A lavagem repetida das mãos, a saudação simples sem beijos e sem aperto de mão. A evicção profissional e escolar dos doentes com suspeitas de gripe , o uso de mascaras eficazes em quem contacte com estes casos, a desinfecção com solucitos alcoólicos de qualquer tipo de equipamento colectivo em contacto com as mãos de múltiplas pessoas, são exemplos de boas práticas no contexto de pandemia em que vivemos.


Obviamente a vacinação contra o vírus é também um aspecto fundamental na luta contra a progressão da doença e, pelo menos, os grupos de risco acima citados bem como os profissionais de saúde ou de práticas sociais, que pela natureza da sua função não se possam defender eficazmente do risco de contágio. Falamos de todos os profissionais de saúde, dos serviços de atendimento ao publico, de bombeiros, de policias, de pessoal de bordo em aeronaves ou aeroportos e tantos outros. Claro que convém recordar que nenhum medicamento é isento de efeitos secundários e que a vacina da gripe A poderá induzir situações patológicas indesejáveis como o recentemente propalado surto de Doença de Guillain-Barré (doença neurológica que provoca alterações sensitivas e motoras com paralisia e flacidez temporárias) nos vacinados nos Estados Unidos da América. Este tipo de fenómeno, não sendo necessariamente grave, obriga a uma prévia ponderação da relação efeito/benefício da imunização.

Dado que sucessivas vagas de epidemias de gripe se têm verificado desde o início do século XX, um aspecto a ter ainda em conta é a capacidade, provavelmente variável de local para local, de as populações possuírem imunidade residual ao vírus H1N1 ou a outras estirpes menos virulentas.

Conhecer os sintomas

Tendo em vista a detecção precoce da doença e a tomada de medidas de combate ao contágio, a nível pessoal, familiar e social, a população deve conhecer bem as características do quadro clínico, ou seja, os sinais e sintomas que a anunciam.

São eles, em combinações variáveis, a febre alta durante vários dias, a tosse, nariz entupido, dores der garganta, dores musculares ou ósseas, dores de cabaça, fadiga acentuada. Estes sintomas devem levar o portador a procurar auxílio médico. A recomendação actual em Portugal é de usar a Linha saúde 24 horas para receber orientação personalizada no sentido da deslocação ao hospital adequado para o diagnostico e terapêutica. Recentemente foi também recomendado, com muito a propósito, pela Direcção Geral de Saúde que os pertencentes aos grupos de risco devam visitar o seu médico e preparar, em antevisão, uma eventual situação de gripe de forma a facilitar a implementação de medidas terapêuticas e profilácticas.

Convém ainda não esquecer que o período de transmissão da doença se inicia um ou dois dias antes do início dos sintomas e cada novo caso pode já ter infectado outros elementos da sua teia social. O período de contágio prolonga-se , normalmente, por uma semana após o inicio dos sintomas.



Rui Ribeiro

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Fragmentos e Opiniões. O elogio do que é ser bom jornalista

Fragmentos e Opiniões

Elogio ao grande jornalismo


"Há dias, critiquei uma reportagem do El País. Um jornalista entrara, sozinho, no Morro dos Macacos, favela violenta do Rio de Janeiro. Um polícia tentou dissuadi-lo, ele não ligou, foi morro dentro. Bandidos saíram-lhe ao encontro.

Mal os viu (palavras do jornalista), pôs-se de joelhos e a tremer. Foi exclusivamente isso, o seu estado de alma aterrorizada, que narrou na reportagem, intitulada "Jornalista, não tremas que se quiséssemos matar-te já estavas morto".

Favela Morro dos Macacos
Não lhe critiquei o medo, mas a inépcia. Ontem, o El País voltou a tratar das favelas, desta vez a sério, numa reportagem de bons repórteres. Bernardo Gutiérrez escreve sobre a violência do Rio ouvindo especialistas que sabem e anónimos que vivem o que se relata.

Texto informado e culto, ilustrado (oh quanto!) com fotos do português João Pina, de 29 anos (www.joao-pina.com). Pina esteve em reportagem nas favelas do Rio, em Setembro, para a revista americana New Yorker (trabalho que o El País comprou). Fotografou bandidos a posar com M16 a tiracolo e a jogar matraquilhos sem largar as automáticas FN.

Uma convivência que pressupõe um trabalho longo de convencimento - nos antípodas do jornalismo para títulos sensacionais. Ver, no mesmo palco, o grande jornalismo derrotar o medíocre foi um prazer. "

Ferreira Fernandes

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Gonçalo Amaral. A vida agora está um pouco dificil.

A situação difícil de Gonçalo Amaral
Tribunal fica com Jaguar
E isto é a autentica "verdade da mentira"
Direitos de autor e quota do ex-inspector da PJ na empresa foram arrestados

Os destaques



A família Mc-Cann exige a Gonçalo Amaral uma indemnização de 1.2 milhões de euros devido ao livro.

O Tribunal Cível de Lisboa proibiu em Setembro a comercialização do livro “Maddie – a Verdade da Mentira”

Na semana passada, as editoras que publicaram o livro e as entidades com as quais o antigo coordenador da PJ colabora foram notificadas do areresto das verbas relativas a direitos de autor.

Desenvolvimento

O Tribunal Cível de Lisboa, que na semana passada ordenou o arresto dos direitos de autor do livro de Gonçalo Amaral sobre o desaparecimento de Maddie Mc-Cann, bem como do documentário que se lhe seguiu, considera que a sociedade unipessoal criada pelo antigo coordenador da PJ, poderá permitir receber a fazer desaparecer os proventos que lhe são pessoalmente destinados pela venda dos livros e vídeos. Por isso, na sequencia do pedido de indemnização da família Mc-Cann, decidiu através um procedimento cautelar, arrestar, também, a quota de Gonçalo Amaral na empresa, um terço do seu vencimento como gerente e até o Jaguar que conduz, mas que pertence à dita empresa.

O carro, com uma cilindrada de 2700 cm3 e um preço a rondar os 70 mil euros, foi comprado em Maio e registado em nome da Sociedade Gonçalo Amaral Unipessoal, Ldª, com capital social de 5 000 euros. A empresa, criada em Novembro do ano passado, oferece consultadoria, estudos e análises na área da investigação criminal e é especializada na divulgação, promoção e comunicação de trabalhos técnicos.

As notificações para os editores que publicaram o livro “Maddie – A verdade da mentira” seguiram no inicio dessa semana para vários países da Europa: Itália, Holanda, Dinamarca, Alemanha, Espanha e França. A editora Guerra & Paz (que publicou o livro em Portugal), a Presselivre (proprietária do “Correio da Manhã” onde Gonçalo Amaral tem uma crónica semanal), a Valentim de Carvalho e a TVI foram também notificadas do arresto dos direitos de autor que são devidos ao antigo coordenador da PJ até haver uma decisão final no processo em curso.
Contactado Gonçalo Amaral escusou-se a fazer qualquer comentário sobre a decisão do Tribunal Cível, remetendo sua posição para um comunicado à Imprensa na quarta-feira seguinte. Nesse documento, o homem que investigou o desaparecimento de Maddie Mc-Cann receia “ficar impossibilitado de defender as suas razões em tribunal e admite enfrentar “constrangimentos relativos à sua própria defesa”

Kate e Gerry Mc-Cann, que foram constituídos arguidos no decurso da investigação, e os três filhos menores, Sean, Amelie e Madeleine, são os requerentes do processo em curso no Tribunal Cível. Exigem ao antigo inspector da PJ uma indemnização de 1.2 milhões de euros por difamação, devido a “afirmações contínuas e grosseiras” sobre a investigação do caso em 2007.

Com a avaliação feita pelo tribunal, a situação patrimonial de Gonçalo Amaral não oferece garantias suficientes para o pagamento da indemnização em caso de condenação. A casa de Olhão – que comprou em 2002 em conjunto com a mulher, com um empréstimo do BIC, mas quer está registada apenas no nome dela – foi arrestada em 2005 devido a uma divida de 130 mil euros.

Um ano depois, a Fazenda Nacional registou uma penhora sobre a casa como garantia de um pagamento de 16 900 euros. Por fim, há dois anos, foi o BES (ao qual o BIC pertence agora) a avançar com uma acção executiva contra o casal para cobrança de 300 mil euros – nova penhora.

O livro “Maddie – A verdade da Mentira” foi lançado em Julho dxe 2008 e nos dois meses seguintes, até final de Setembro, teve 12 edições, ou seja, 120 mil exemplares. No entanto, em Setembro, também, por decisão do tribunal, tinha já sido proibida a sua venda.

Gonçalo Amaral aposentou-se da Policia Judiciaria em Junho do ano passado, depois de 26 anos de serviço. Na altura afirmou-se que saía para ter plenitude de “liberdade de expressão”, depois der ter sido afastado. Meses antes, da investigação ao desaparecimento da criança inglesa devido a declarações feitas à comunicação social. Actualmente, Gonçalo Amaral recebe uma pensão de reforma antecipada de 2039 euros. O inquérito sobre o caso Maddie foi arquivado em Junho de 2008, sem que fossem apuradas quaisquer responsabilidades dos pais da menina inglesa que desapareceu a 3 de Maio de 2007 na Praia da Luz.

Anexo

Tribunal congela bens de Gonçalo Amaral
Por RedacçãoOs bens de Gonçalo Amaral estão arrestados, por ordem do tribunal, até que existam decisões no processo movido pelo casal McCann contra o antigo inspector da Polícia Judiciária. Os britânicos pediram uma indemnização de 1,2 milhões de euros.Em causa está o livro Maddie – A Verdade da Mentira, onde Gonçalo Amaral incrimina os pais da criança no seu desaparecimento. Sobre este assunto, entende o acusado que se trata de «uma decisão inconstitucional, na medida em que o livro consubstancia o direito de expressão e a liberdade de opinião».Ainda assim, o tribunal decidiu que além dos bens, Gonçalo Amaral está impedido de um terço do seu vencimento como gerente de uma sociedade unipessoal e dos valores entregues a essa sociedade a título de direitos de autor. «Isto é um cerco. Estão a tentar asfixiar-me na secretaria», disse, ao Correio da Manhã.
10:39 - 22-10-2009

Esta Lisboa que eu amo! Marquises nas varandas = pombais sem pombos.

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Por esta nossa Lisboa proliferam as marquises nas varandas. Se calhar é para aumentar o espaço de habitação, se calhar é para proteger do vento, do frio ou chuva, ou ainda do sol, mesmo que viradas a norte. A legislação permite esta montagem das marquises desde que não tenha um caracter definitivo de fixação ao edificio.

Se a montagem de uma marquise melhora as condições de habitabilidade no interior das habitações, de uma coisa temos a certeza: como monumentos de fealdade e inestética visual são um primor!

Ora vejam lá estes exemplos, algures nas Olaias, mais concretamente as trazeiras de edificios da Calçada da Picheleira


fotos do Fernando Jorge do Lisboa sos.

Fragmentos e Opiniões
Reflectindo sobre este novo Governo minoritário

Será uma aventura eleitoralista ?


"Há demasiado tempo, talvez em 1984, a professora de História do 9.º ano prometeu um livro, não identificado, ao aluno com o melhor teste. No dia da grande decisão, a professora disse o meu nome e eu levantei-me, embaraçado pela distinção, satisfeito pelo prémio. Num ápice, fiquei-me pelo embaraço: o prémio era um livrinho da colecção "Uma Aventura", cópia indígena e pelintra dos "Famous Five" de Enid Blyton, os quais, aliás, lera aos seis anos. Aos catorze, andava, provavelmente sem compreender, pelos Camus e Kafka da praxe. Dei o livrinho a uma prima bebé e no 9.º ano não repeti os bons resultados a História. Embora a duras penas, aprendi nesse momento a incapacidade da docência em "motivar" as crianças. E aprendi o nome de Isabel Alçada, co-autora da mencionada colecção e hoje, talvez ironicamente, ministra da Educação. Pelo meio, ouvi que a senhora passou pelo Plano Nacional de Leitura, onde continuou a tentar infantilizar a população estudantil, tarefa nada difícil.

Dos novos ministros, o meu conhecimento esgota-se aqui. O meu e, ao que parece, o de toda a gente. Quando se diz que os estreantes constituem uma aposta do eng. Sócrates na "componente técnica", pretende-se dizer que ninguém tem ideia de quem sejam. Juntos na obediência dócil ao eng. Sócrates, estreantes e repetentes apontam dois caminhos. O primeiro é o desejo de sossegar polémicas (Educação, Saúde) ou em não as criar (Justiça, Administração Interna): oficialmente, o "reformismo" terminou antes de deixar marcas. O segundo caminho prende-se inteirinho com o dinheiro e, mediante abraço à esquerda e desprezo à despesa pública, descreve-se em três palavras: gastar, gastar, gastar. As Obras Públicas foram para um entusiasta das mesmas. A Economia foi para o dr. Vieira da Silva do Trabalho. O trabalho foi para uma sindicalista. E as Finanças permanecem no dr. Teixeira dos Santos, cujos méritos, esses sim técnicos, não moderam os propósitos do chefe.

Aparentemente, o chefe procedeu a um levantamento dos maiores problemas nacionais e inventou um Governo empenhado em mantê-los ou agravá-los. Com sorte, enquanto a médio prazo o país se afunda, no curto a popularidade do primeiro-ministro sobe, o que virá a jeito para dissuadir ou vencer eleições antecipadas. As almas seduzidas pelo eng. Sócrates falam em "Governo de combate". As almas cépticas suspeitam de que o combate é com o seu bolso, e partem já derrotadas."

Alberto Gonçalves

Uma imagem vale mais do que mil palavras.O tempo e as horas de Marcelo.

Acertar o relógio do tempo pela hora da vida



A imagem é deveras conhecida e actual.

Os "Gato Fedorento" entrevistaram o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa nos seus "esmiuça os sufrágios."

Surge a questão de se saber qual dos dois relógios estaria mais certo. Eu, pessoalmente, já não falo com o Professor Marcelo há muitos anos, salvo êrro a ultima vez que isto aconteceu foi durante a campanha para a presidencia da Camara de Lisboa. Natural que não saiba qual a categoria do seu artefacto medidor do tempo, mas, embora possa ser de maior categoria do que o do Ricardo, uma coisa eu tenho a certeza: é que o seu relógio e as convicções e os seus desejos politicos não estão "certos e alinhados" com a máquina demolidora dos barões do PSD.

Marcelo, Marcelo! É assim a vida!

O sucessor da Nelinha já se perfila (virtualmente) para ocupar o cargo e o Prof Marcelo está "out"

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Este Cristo Rei (Almada) é mais "pacifico" que o sósia brasileiro

Caros amigos leitores do Bancada Directa

O Cristo Redentor , brasileiro carioca e o Cristo Rei, português de Almada numa análise (virtual) sobre o que vêem
Nada tenho contra a imagem do Cristo Rei no Morro do Corcovado no Rio de Janeiro, Brasil. Não posso deixar de me lembrar das acções violentas que por lá decorrem actualmente nesta grande metropole, com tiroteios e violencia entre a forças de segurança e traficantes de droga. Já se registaram um elevado numero de mortos e feridos graves. E a luta continua.

Chega-me à ideia de esta cidade do Rio de Janeiro ter sido a escolhida para nela decorrerem os Jogos Olimpicos de 2016. Que belo exemplo se está a dar ao mundo do que são as mais de 300 favelas existentes no Rio e de como se lá vive. E depois vem uma senhora de nome Maitrê Proença desancar e gozar os portugueses em vez de olhar para os seus patricios.

Francamente..

Este Cristo Rei brasileiro, forma mais curta do nome real que tem e que é Cristo Redentor, tem uma vista privilegiada desde o morro do Corcovado sobre inumeras favelas que povoam as encostas da Cidade Maravilhosa.
Ao menos o nosso Cristo Rei entretém-se apenas a constatar diariamente o enorme trafego que entra na capital vinda da Margem Sul pela Ponte 25 de Abril. Não será uma panoramica agradavel, mas não é tão negra como o que se passa nas favelas cariocas.

E lembrar-me eu que o Brasil foi o país escolhido para organizar os Jogos Olimpicos de 2016. Ao menos façam por merecê-lo.

No Rio de Janeiro dois polícias foram mortos e outros dois feridos, quando um helicóptero explodiu depois de ter sido atingido por disparos de traficantes de droga, no decorrer de uma operação na favela “Morro dos Macacos”.
O piloto terá sido atingido numa perna e perdido o controlo do aparelho quando fazia uma aterragem de emergência num campo de futebol.
A polícia interveio na favela depois de bandos de traficantes rivais terem trocado tiros, tendo sido registados pelo menos doze mortos entre civis, policias e marginais.
Após a queda do helicóptero nove autocarros foram incendiados em diferentes bairros como represália à intervenção da polícia.
A violência urbana é um problema endémico no Rio de Janeiro, onde cerca de dois milhões de pessoas – cerca de um terço da população – vivem em favelas.
Este é um dos grandes problemas da cidade que acaba de ser escolhida para acolher os Jogos Olímpicos de 2016.


Anexos

O Cristo Redentor é um monumento de Jesus Cristo localizado na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Está localizado no topo do morro do Corcovado, a 709 metros acima do nível do mar. De seus 38 metros, oito estão no pedestal. Foi inaugurado às 19h 15min do dia 12 de outubro de 1931, depois de cerca de cinco anos de obras. Um símbolo do cristianismo, o monumento tornou-se um dos ícones mais reconhecidos internacionalmente do Rio e do Brasil. No dia 7 de julho de 2007, em Lisboa, no Estádio da Luz, foi eleito uma das novas sete maravilhas do mundo. O Guiness World Records, versão atualizada de 2009, considera o Cristo Redentor a maior estátua de Cristo[1].

O Cristo-Rei é um monumento religioso localizado na freguesia de Pragal, no concelho de Almada, em Portugal.

Situa-se a uma altitude de 113 metros acima do nível do Tejo, sendo constituído por um pórtico projectado pelo arquitecto António Lino, com 75 metros de altura, encimado pela estátua do Redentor de braços abertos voltado para a cidade de Lisboa, com 28 metros de altura, obra do escultor português Francisco Franco de Sousa. O pedestal, incluindo o pórtico, eleva-se a 82 metros de altura. O monumento a Cristo-Rei constitui a maior atracção turística do concelho de Almada, a seguir às famosas praias da Costa de Caparica. É de visita obrigatória a todo o turista que visite Lisboa.

Este monumento é o melhor miradouro da cidade de Lisboa, oferecendo uma ampla vista sobre a capital e sobre a Ponte 25 de Abril. Em numerosas reportagens turísticas sobre Lisboa, surge o monumento a Cristo-Rei, ex-líbris de Almada.

É uma das mais altas construções de Portugal, com 110 metros de altura.

Adriano Ribeiro.

Fragmentos e Opiniões. Fundos, mentiras e verdades.

Fragmentos e Opiniões

Um tema recorrente: PT e Ongoing

Sentar-se no Conselho de Administração da PT é o mesmo que sentar-se num dos mais importantes centros de decisão económica nacional. É pois normal que de tempos em tempos sejamos confrontados com 'guerras' que enchem páginas de jornais.

Mas o que se passou nas últimas semanas extravasa tudo o que há memória de alguma vez ter acontecido no topo da gestão da PT. Em causa está um investimento dos fundos da PT na Ongoing International (liderada por um dos maiores accionistas da PT, Nuno Vasconcellos), num total de 35 milhões e que foi aprovado sem seguir a prática que era normal nestes casos.

O que se seguiu foi um conjunto de mentiras, contra-informação, pressões e divulgação de documentos privados e confidenciais que só envergonha accionistas e gestores da PT.


Porque é que é importante o investimento (que no total foi de 75 milhões) na Ongoing? A Ongoing além de accionista da PT anunciou que irá adquirir 35% da Media Capital (dona da TVI), exactamente o mesmo negócio que o Governo impediu a PT de realizar. Era por isso importante esclarecer até que ponto não podíamos estar a falar de um financiamento directo da PT àquele negócio. Os envolvidos (Ongoing e PT) declaram que uma coisa nada tem a ver com a outra.


Até pode ser verdade, mas depois da novela dos últimos dias cabe aos dois provar que assim é, porque a credibilidade dos intervenientes foi colocada em causa pelos próprios. Primeiro o investimento não foi ratificado pelo Comité de Investimentos (CI) ao contrário do que era prática, depois vieram dizer que tinha sido aprovado a posteriori, quando afinal não foi.

Pelo meio acusações de que o representante da Caixa Geral de Depósitos, Jorge Tomé, teria sido pressionado a assinar actas que dariam o seu aval ao negócio. E finalmente este membro do CI, e também do Conselho de Administração, que levantou reservas sobre os procedimentos acaba por se demitir em choque com as práticas de governação que assistiu desde o final de Julho.


Pelo meio as actas do Conselho de Administração, supostamente secretas, foram divulgadas pelo "Diário Económico", o jornal que é detido por Nuno Vasconcellos e Rafael Mora, também membros do Conselho de Administração. O mesmo jornal que divulgou correspondência pessoal de Jorge Tomé na qual justifica porque se demitiu do Comité de Investimentos.


A reacção de Henrique Granadeiro é a face visível de como esta história está cheia de acções que desprestigiam a PT. A tentativa de desmentir o que não era desmentível criou um clima de suspeição sobre a operadora e os seus accionistas.

O governo da PT foi posto em causa, e no final fica sempre a pergunta: se o que foi feito nada tem de mal porque fazer tanto para o esconder?


João Vieira Pereira (os nossos agradecimentos)

Triste, muito triste. O desporto está de luto. Jogador da Ovarense morre no intervalo de um jogo.

Faleceu o basquetebolista norte americano Kevin Widemond (1986-2009)

O Troféu António Pratas estava a ser disputado no Pavilhão Municipal de Pousos, em Leiria. Durante o intervalo do jogo, Kevin Widemond (nr: na imagem, 23 anos) caiu inanimado, tendo sido chamado o INEM para reanimar o jogador.

Kevin Widemond ainda reagiu à intervenção do INEM, tendo sido imediatamente evacuado para o Hospital Santo André em Leiria. No Hospital, o atleta norte-americano acabou por não resistir e foi declarado o óbito.

Em declarações à Agência Lusa, o responsável da área desportiva da SAD da Ovarense, José Eduardo relatou o sucedido, “Ao intervalo, o jogador estava sentado no balneário, na extremidade do banco, a ouvir as instruções do treinador (Mário Leite), e caiu para o lado”

Ainda de acordo com o dirigente, o jogador, que “parecia estar a sofrer convulsões, foi, de imediato, assistido por um médico, que lhe fez uma massagem cardíaca”.

“Foi, depois, chamado o INEM, mas o jogador acabou por falecer”, lamentou à Lusa José Eduardo, desconhecendo se a morte do norte-americano aconteceu a caminho ou já no Hospital de Leiria, onde “vai ser autopsiado”.

De acordo com fonte hospitalar, contactada pela Agência Lusa, que confirmou o óbito, o jogador “entrou no hospital em paragem cardio-respiratória e não foi possível reanimá-lo”.

Os responsáveis do Hospital Santo André vão fazer uma comunicação à imprensa entre as 19:00 e as 19:30.

Face a este trágico acontecimento, o encontro entre Ovarense e Académica foi suspenso.

De acordo com Paulo António Rosa, presidente da Associação de Basquetebol de Leiria, também “foi suspenso” o encontro da final, que deveria ser disputado entre o Benfica e o Vitória de Guimarães

Tomaram muitos hospitais terem estas especialidades!


Sem comentários, é evidente.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Ainda sobre a "Ética". O blogue Rumindo aflora o tema novamente. Pedro Paulo Faria

Fragmentos e Opiniões
Ainda sobre a ética
Transcrição do post do blogue "Rumindo" de 2009.10.23

- Outro post sobre ética e tão depressa, porquê?
Desejo, primeiro do que tudo, realçar os muito bem elaborados e enriquecedores comentários que este assunto mereceu. E eles foram de tal ordem que, de imediato, não consigo deixar de reagir com nova reflexão sobre a matéria, mas sem pretensões de síntese ou abrangente conclusão, apenas com o objectivo de realinhar algumas das minhas ideias para, de seguida, as compartilhar.

- A falta de ética dos dirigentes e das pessoas em geral
No que respeita à falta de ética de muitos políticos e dirigentes, um dos aspectos mais sublinhados foi o da radicação dessa falha na própria falta de ética da população em geral, radicação sustentada na afirmação consensual de que os governantes acabam por não ser mais do que um reflexo do seu povo. Assim, deveríamos começar por nos emendar antes de exigir a emenda dos políticos e dos dirigentes.Por outro lado, foi também destacada a importância da autoridade, ao ponto até de a sobrepor à educação cívica.

Entendi esta observação como uma maneira de dizer que o correcto comportamento ético dos que estão em lugares de direcção é mais influente, pela sua reconhecida autoridade, do que muitas explanações sobre educação cívica. Deste jeito pôs-se a ênfase na necessidade de se terem dirigentes com um comportamento ético bastante acima do comum.Quer dizer, foram encontradas razões para pensar que não teremos melhores governantes se não elevarmos todo o nosso comportamento ético em geral e, sob outra perspectiva, foram encontradas razões para pensar que não melhoraremos grande coisa sem a ajuda de alguma autoridade moral. Parece que desembocámos num paradoxo. Haverá saída? Julgo que sim.

- Atacar em duas frentes e estar preparado
Como acontece na prossecução dos projectos complexos, em que o caminho para atingir os objectivos não é bem conhecido, deveremos também aqui atacar o problema em mais do que uma frente e, o que não é menos importante, sem descurar uma especial preparação para, sempre que possível, tirar partido do imprevisto.Logo, será de exigir, em simultâneo, um comportamento ético mais elevado aos nossos dirigentes e a nós mesmos.Haverá bastantes que requererão muito dos outros e quase nada de si mesmos. Contudo, já algo se ganha se eles, para justificar as suas reclamações, se guiarem por um código de ética, o qual, porque o utilizaram, não poderão negar quando forem sujeitos a censura. (A propósito, cabe notar que os dirigentes que usam e abusam de palavras como honestidade, rectidão, rigor ou transparência para encobrir acções suspeitas, nunca referem o código específico de comportamento ético pelo qual se regem.


Eles, todavia, assim como a maioria das pessoas, não recusariam, ou não teriam publicamente a coragem de recusar, as normas que listámos no post anterior. Isso mostra como é importante usarmos, nas várias frentes da nossa actividade cívica, um guia como aquele, a fim de evitar confusões ou imposturas, nossas e dos outros).Estar preparado para tirar proveito do imprevisto é simplesmente, permitam-me alguma redundância, estar preparado e atento para fazer valer o código de ética sempre que surja uma oportunidade relevante, contribuindo de maneira substancial para aumentar a necessária pressão social no sentido de um elevado e generalizado comportamento ético.

E, como sabemos, são os mais bem preparados e atentos que aproveitam as ocasiões ou que descobrem os tesouros onde outros não os vêm. Infelizmente, parecem ser os impostores e os oportunistas (vulgo chicos-espertos) que estão a prevalecer em Portugal, mostrando-se mais aptos. Tratar-se-á de uma fatalidade irreversível?Esta última questão leva-nos a um ponto delicado: o dos interesses de cada um, da feroz competição individual, da ostentação, da busca desesperada pelo sucesso ou pelo poder. - Os interesses individuais, a competição, o sucesso e o poder
Será que deveremos considerar como ilegítimos os interesses individuais, o espírito de competição, a busca do sucesso social ou a conquista do poder? Em meu entender qualquer destas manifestações torna-se inatacável desde que respeite a liberdade dos outros e não lhes acarrete prejuízos. Negar, por exemplo, a legitimidade de alguém querer juntar bastos bens materiais, de competir duramente, de exibir uma imagem de sucesso e de buscar o poder económico e/ou político, negar a legitimidade dessas atitudes só fará sentido se, penso eu, a pessoa em causa não cumprir as regras éticas básicas e as leis socialmente estabelecidas. O facto de, nestas andanças, não poucos se perderem em teias de falta de ética não deve servir para, à partida, estigmatizarmos aquelas tão naturais manifestações da natureza humana.


Veio este assunto à colação, também, porque a enorme competição existente entre as pessoas, assim como a demasiada valorização concedida pela nossa sociedade ao sucesso e à busca do poder, foram apontadas como causas de alguns dos nossos maiores males. Ora, a meu ver, apontar as baterias para este lado poderá ser um desperdício. Isto porque as pessoas, procurando sobreviver e alcançar alguma felicidade, o têm de fazer contra um meio muitas vezes adverso, nomeadamente o representado pelo seu semelhante quando lhe disputa um qualquer quinhão. Portanto, as pessoas competem e procuram estabilizar as vantagens. Sendo diferentes e não actuando sempre nas mesmas circunstâncias obtêm resultados diferentes. Este é um facto incontornável ligado à evolução humana. Querer erradicá-lo é o mesmo que inventar uma outra humanidade, o que, no mínimo, constitui uma perda de tempo.Será, então, que nos temos de resignar à chamada lei da selva? De modo algum, como julgo poder mostrar.

- Como se evita a lei da selva
Do que disse atrás fica claro que, honestamente, não consigo defender, como solução, o igualitarismo ou qualquer sistema que dele mais ou menos se reclame, salvo no que respeita à igualdade de oportunidades. O que entendo aqui como igualitarismo é a doutrina daqueles que pretendem esbater as diferenças entre as pessoas e, em particular, entre os resultados que elas obtêm, fazendo de conta que as diferenças inter-pessoais não existem, impondo uma igualdade artificial. É bem conhecido o insucesso das experiências igualitárias que têm (teimosamente) sido levadas a efeito, seja na educação de crianças, na organização empresarial ou em outras instituições sociais. Os resultados, pelo que tenho sabido, situam-se sistematicamente abaixo do que, em condições não igualitárias, seria a mediania. Quanto se percebe, os melhores não têm estímulos para ultrapassar o nível médio do grupo em que obrigatoriamente estão inseridos e os menos preparados não beneficiam do efeito de arrasto nem daquilo que os melhores poderiam produzir.


Mas a evolução humana apetrechou-nos com mecanismos não só de contenção da lei da selva como de ganhos adicionais para os grupos que apliquem esses mecanismos. Os dispositivos em causa são as normas éticas, as quais se formaram e prevaleceram porque, necessariamente, alguma vantagem trouxeram. Dentro desta perspectiva, não vejo que o combate para um país melhor tenha de passar, no que à ética respeita, por igualitarismos utópicos ou a extinção de naturais aspirações dos humanos.Tem de passar, isso sim, por um esforço no sentido de uma generalizada aplicação das normas éticas e da condenação social daqueles que as não cumpram. Desse modo ficam muitos mais a ganhar.

- A diversidade, a competição e os mais fracos. O amor, a amizade e a solidariedade
A diversidade e a competitividade têm sido, segundo a generalidade dos investigadores, importantíssimos motores da evolução da vida na Terra, sem excepção dos seres mais recentes e desenvolvidos, como os humanos. Por isso, aplicar ideologias que contrariam aquelas características é muito provavelmente apostar no fracasso, senão na tragédia, com já se verificou.No entanto, importa esclarecer que não se pode inferir que advogo o desprezo, quiçá o descarte, dos mais fracos ou aparentemente menos aptos. Antes pelo contrário, pois julgo que é da abundância proporcionada pela competitividade e pelos mais aptos, sob condições éticas, assim como da humilde constatação de que nunca sabemos exactamente quão importantes são os mais fracos, que advém a sua maior protecção.E o amor, a amizade e a solidariedade? São bens inestimáveis que uma elevada ética só pode beneficiar.

- Conclusão
Urge, portanto, aplicar e defender um código de comportamento ético como o esboçado no post anterior.Ele pode ser bastante melhorado.


Todas as contribuições são bem-vindas.

Pedro Faria, 23-10-2009

Um olhar sobre a Sé de Lisboa.Triste, muito triste!

Caros amigos leitores do Bancada Directa
A imagem que apresentamos mostra a Sé de Lisboa. Imagem real.
Triste, muito triste o aspecto sujo que este edificio emblemático da nossa cidade e da Igreja apresenta. Não dizemos "Tenham Vergonha" mas pensamos!

Adriano Ribeiro

Recordar é Viver. Algures no nosso Alentejo chega-me à memória a famosa dupla do Bucha e Estica.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Na estrada que corre curvosa e estreita entre Santiago do Cacem e a Lagoa de Santo André, o meu C2 desliza ferozmente pedindo que não lhe tire a 5ª, já com saudades das autovias espanholas. Refreio-lhe os impulsos vertiginosos de um motor muito superior em performance para um carro "tipo dos pequenos". Mas como é económico e a diesel, lá me vou aproveitando dêle.

Precisamente já mais perto da beira-mar a estrada apresenta-se mais direita e com rectas longas. Paradoxalmente reduzo a velocidade e paro numa localidade com um nome tipico para me dessedentar. Vejo um restaurante que nos seus tempos áureos dos anos setenta/oitenta servia uma bela caldeirada e um cabrito no forno deliciosos. Tinha fama o seu bom vinho caseiro e o pão cosido no forno a lenha do restaurante.

Falei várias vezes com o seu proprietário. Tinha uns terrenos na zona e onde num deles instalou um picadeiro. Tinha dificuldades na rentabilidade deste picadeiro, não pela falta de clientes, que eram em numero razoavel, mas porque estes pagavam os seus serviços tarde e a más horas, quando pagavam, claro.

A partir dos anos noventa o restaurante entrou em recessão de clientes e a crise instalou-se. Como o espaço era muito e os clientes poucos, começou a ali a juntar antiguidades, a maioria recuperadas e restauradas por ele próprio, dado que era um verdadeiro amador desta arte, nomeadamente Arte-Sacra. A conclusão é que ele instalou ali um verdadeiro museu de estilos diversos, mas de um valor incalculavel. Imaginem que ele em curto espaço passa de uma imagem espectacular de um Santo António para um poster gigante da Julia Pinheiro.

Actualmente este restaurante não serve refeições para o publico em geral, especializando-se em refeições para grupos contratados previamente para determinadas datas. Está salva a gestão e funcionamento deste restaurante.

Entrei no restaurante e fiquei impressionadissimo com o que vi. Tem mais antiguidades do que muitos museus oficiais.. Vi logo que não serviam refeições. Perguntei à senhora que me atendeu pelo dono do restaurante. Inesperadamente a senhora começou a chorar e disse apenas o seguinte.

- Caro senhor! O meu marido morreu há dois meses. Tinha 62 anos.

Fiquei sem palavras, apenas lhe expressando os meus sentidos pêsames.

-Caro senhor! Pode entrar e veja tudo aquilo que era a adoração do meu marido.

A um canto e numa secção especifica de relojoaria lobrigo um relógio com as imagens do Bucha e Estica. E o post surge naturalmente como Recordar é Viver.


Adriano Ribeiro (25.Out.2009)


O Gordo e o Magro ou O Bucha e Estica são os nomes pelo qual ficou conhecida, nos países lusófonos, a dupla de humoristas Stan Laurel (nascido Arthur Stanley Jefferson) e Oliver Hardy, originalmente chamada nos Estados Unidos de Laurel & Hardy, através dos seus filmes de curta e longa metragem realizados, na maioria, nas décadas de 20 e 30.

Anos após a dupla realizar seu último filme, em 1950, para se dedicar apenas aos palcos, os seus antigos filmetes de curta metragem, principalmente os da época do cinema mudo, foram transformados em episódios completos numa série televisiva chamada de O Gordo e o Magro e seus filmes passaram a ser exibidos em todo o mundo, para uma nova geração crescida junto com a televisão.

Filmes

.C = Filme de curta-metragem, L = Filme de longa-metragem

1917 - A Lucky Dog (C)
1926 - 45 Minutes from Hollywood (C)
1927 - The Battle of the Century (C)
1927 - Call of the Cuckoos (C)
1927 - Do Detectives Think? (C)
1927 - Duck Soup (C)
1927 - Hats Off (C)
1927 - Love'em and Weep (C)
1927 - Putting Pants On Philip (C)
1927 - Sailors, Beware! (C)
1927 - The Second Hundred Years (C)
1927 - Slipping Wives (C)
1927 - Sugar Daddies (C)
1927 - Why Girls Love Sailors (C)
1927 - With Love and Hisses (C)
1927 - Flying Elephants (C)
1928 - The Finishing Touch (C)
1928 - From Soup to Nuts (C)
1928 - Habeas Corpus (C)
1928 - Leave'em Laughing (C)
1928 - Should Married Men Go Home? (C)
1928 - Their Purple Moment (C)
1928 - Two Tars (C)
1928 - We Faw Down (C)
1928 - You're Darn Tootin' (C)
1928 - Early to Bed (C)
1929 - Angora Love (C)
1929 - Bacon Grabers (C)
1929 - Berth Marks (C)
1929 - Big Business (C)
1929 - Double Whoopee (C)
1929 - The Hollywood Revue Of 1929 (L)
1929 - The Hoose-Gow (C)
1929 - Liberty (C)
1929 - Men O'War (C)
1929 - Perfect Day (C)
1929 - That's My Wife (C)
1929 - They Go Boom (C)
1929 - Unaccustomed As We Are (C)
1929 - Wrong Again (C)
1930 - Another Fine Mess (C)
1930 - Below Zero (C)
1930 - Blotto (C)
1930 - Brats (C)
1930 - Hog Wild (C)
1930 - The Laurel-Hardy Murder Case (C)
1930 - The Night Owls (C)
1930 - The Rogue Song (L)
1931 - Be Big (C)
1931 - Beau Hunks (C)
1931 - Chickens Come Home (C)
1931 - Come Clean (C)
1931 - Laughing Gravy (C)
1931 - On The Loose Curta
1931 - One Good Turn (C)
1931 - Our Wife (C)
1931 - Pardon Us (L)
1932 - Any Old Port (C)
1932 - The Chimp (C)
1932 - County Hospital (C)
1932 - Helpmates (C)
1932 - The Music Box (C)
1932 - Pack Up Your Troubles (L)
1932 - Scram! (C)
1932 - Their First Mistake (C)
1932 - Towed in a Hole (C)
1933 - Busy Bodies (C)
1933 - The Devil's Brother/ Fra Diavolo/Bogus Bandits (L)
1933 - Dirty Work (C)
1933 - Me and my Pal (C)
1933 - The Midnight Patrol (C)
1933 - Sons Of The Desert (L)
1933 - Twice Two (C)
1934 - Babes In Toyland/ March Of The Wooden Soldiers (L)
1934 - Going Bye-Bye! (C)
1934 - Hollywood Party (L)
1934 - The Live Ghost (C)
1934 - Oliver the Eighth/ The Private Life of Oliver the Eighth (C)
1934 - Them thar Hills (C)
1935 - Bonnie Scotland (L)
1935 - The Fixer Uppers (C)
1935 - Thicker Than Water (C)
1935 - Tit For Tat (C)
1936 - The Bohemian Girl (L)
1936 - Our Relations (L)
1937 - Pick a Star/ Movie Struck (L)
1937 - Way Out West (L)
1938 - Block-Heads (L)
1938 - Swiss Miss (L)
1939 - The Flying Deuces/ Flying Aces (L)
1940 - A Chump At Oxford (L)
1940 - Saps at Sea (L)
1941 - Great Guns (L)
1942 - A-Haunting We Will Go (L)
1943 - Air Raid Wardens (L)
1943 - The Dancing Masters (L)
1943 - Jitterbugs (L)
1944 - The Big Noise (L)
1944 - Nothing But Trouble (L)
1945 - The Bullfighters (L)
1950 - Utopia/ Atoll K/Robinson Crusoeland (L)
1957 - The Golden Age Of Comedy (coletânea)
1963 - 30 Years of Fun (coletânea)
1965 - Laurel and Hardy's Laughing 20's (coletânea)
1967 - The Crazy World of Laurel and Hardy (coletânea)
1968 - The Further Perils of Laurel and Hardy (coletânea)
1970 - Four Clowns (coletânea)
The Lucky Dog (1921)

Stan Laurel, nascido Arthur Stanley Jefferson, (Ulverston, 16 de junho de 1890 — Santa Mônica, Califórnia, 23 de fevereiro de 1965) foi um ator cômico, escritor e diretor norte-americano nascido na Inglaterra.

É famoso principalmente por seu trabalho com Oliver Hardy, com o qual formou a dupla cômica O Gordo e o Magro. A estrela de Laurel na Calçada da Fama é situada na 7021 Hollywood Blvd, Los Angeles, Califórnia.

Faleceu vítima de um ataque cardíaco, aos 74 anos. Seu corpo esta enterrado no Forest Lawn- Hollywood Hills Cemetery, em Los Angeles.

Oliver Hardy (nascido como Norvell Hardy 18 de janeiro de 1892, em Harlem, Georgia – falecido em 7 de agosto de 1957, em Hollywood, Califórnia), vítima de trombose cerebral, foi um um comediante estadunidense. O nome Oliver era o nome de seu pai, e foi adotado posteriormente, por ele.

Os pais dele foram de descendentes inglês e escocês. Seu pai, Oliver, foi um veterano dos Estados Confederados da América ferido na Batalha de Antietam no dia 17 de setembro de 1862. Seu papel mais notável é o Gordo, do seriado O Gordo e o Magro.

Fez mais de quatrocentos filmes curtas e longas, dos quais cerca de duzentos com Stan Laurel, seu parceiro que faleceu poucos anos após, pois nunca conformou-se com a morte de Oliver.

Em 1951, a dupla produziu o último filme Utopia/Atoll K, que marcou a despedida do seriado "O Gordo e O Magro", que não filmava há seis anos, é considerada um pouco amarga para alguns pela aparência debilitada de Laurel, mas hoje é uma relíquia pela despedida da dupla.

domingo, 25 de outubro de 2009

Fragmentos e Opiniões Onde pára a minha Biblia?


Fragmentos e Opiniões
A Bíblia segundo Saramago.
"Confesso que ainda não li o novo livro de Saramago sobre os desmandos de Caim. Mas basta-me o que ouvi da sua boca, aquando da apresentação desta obra, para dizer o que me vai na alma.

Disse Saramago que "a Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldades e de traições. O Deus da Bíblia é uma pessoa cruel, invejosa, vingativa e insuportável. Em pequeno dão-nos sal na boca e deitam-nos água e assim passamos a fazer parte da quadrilha".

Que forma estranha de um Prémio Nobel da literatura falar e comunicar o seu pensamento. A sua inquietude nos assuntos da religião não é compatível com a sua dimensão literária. De certeza que o livro é bem melhor que o pensamento divulgado. A política de marketing usada para divulgar o livro, embora consciente, foi errada e banalizou o pensamento de Saramago.

Só me interessa esta polémica na vertente do justo e da justiça. Pouco me dizem as raivas e os problemas mal resolvidos que ela encerra. E na dimensão do justo e da justiça todos sabemos que a Bíblia é o resultado da longa experiência religiosa do povo de Israel, com todas as suas virtudes e defeitos. É uma história de vida, feita de registos de várias pessoas, de diversas profissões, origens culturais e classes sociais, escrita ao longo de um período de mais de mil anos, em diversos lugares, em contextos diferentes.
A boa hermenêutica aconselha que qualquer texto deve ser interpretado no seu contexto e nunca isolado. Por isso é que a Bíblia é também um manual de boas virtudes, de coisas boas e admiráveis, quer do ponto de vista literário, quer da mensagem que transmite. Jesus, no Sermão da Montanha, ilustrou, de forma clara e concisa, essas virtudes: bem--aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

A Bíblia não pode ser interpretada de forma literal, porque muitos dos textos que a compõem são metafóricos, são datados e só fazem sentido no tempo em que foram escritos. Como Aristóteles e Tomás de Aquino disseram, o caminho do vício até à virtude é sinuoso, estando o vício nos extremos e a virtude sempre no meio-termo.

Foi este rigor que Saramago não teve. Custa-me dizer, mas foi panfletário e demagógico. Culpar Deus por todo o mal deste Mundo, embora, de forma contraditória, negue a sua existência, é um exagero.

E onde fica o homem?

Estamos a viver um tempo em que tudo o que era nobre foi degradado. A capacidade de escolha entre o bem e o mal é um contributo humano fundamental, como diria Steinbeck."

Agradecimento ao meu estimado amigo Dr Rui Rangel

sábado, 24 de outubro de 2009

Um leão chamado Christian. Uma lição de amor por parte de um animal

Terras do nosso país. Sobral de Monte Agraço

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Passo, esta manhã, por dentro de Sobral de Monte Agraço e reparo no desenvolvimento que esta localidade mostra nos ultimos tempos.

Sei que é um desenvolvimento sustentado e cheio de equilibrio.

Ao saír do Sobral em direcção a Arranhó lobrigo um miradouro e tiro uma foto da terra que tinha acabado de deixar. Sobral de Monte agraço. Uma terra em desenvolvimento e uma referencia no Oeste
Saio do miradouro e reparo no "sacana" do nome do mesmo onde estive a tirar a foto. Um nome sugestivo. ALTO DA FORCA. Pergunto se não se podia evitar esta referencia, mesmo que o local fosse outrora designado como o Alto da Forca. Francamente!.....

Não de Modigliani, nem de Renoir e nem de Matisse. São apenas expressões de "Arte Popular"

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Tendo o compromisso de estar esta tarde na localidade do Linhó, aproveitei e fui fazer da manhã uma visita ao "Ti António da Corujeira", ali para os lados da Merceana. Bom amigo, nestes ultimos tempos tem sofrido bastantes adversidades e que as tem suportado com estoicismo. Sua esposa encontra-se internada há cerca de quatro meses, por via de uma fractura numa perna. Ele próprio sofreu um deslocamento de uma retina e foi operado recentemente. Já se encontra bem, dentro daquilo que a sua idade permite. Daqui desejamos que para ambos e sua familia corra tudo pelo melhor. O dinheiro e haveres podem ficar para trás, mas a saúde faz sempre falta.

O que vale é que o seu filho Jorge continua a esmerar-se na produção vinícola proveniente das suas terras, e, este ano, espera-se que seja a melhor qualidade de sempre. Tem fama a jeropiga do "Ti António da Corujeira"!

No regresso fui confrontado com estes dois quadros. Mostram cenas de como se mata um galináceo nos meios rurais para a confeccção de um prato tradicional.

Pois é! A galinha está a fugir e a senhora não mostra boas intenções quando a apanhar.

Aqui já se depreende que a galinha já foi cozinhada, comida e da barriga do senhor já não foge. Ele pelo menos assim o diz.

A referência
Exposição dos quadros
Restaurante "O Bem Estar".
Mato da Cruz. (ali por cima da Calhandriz. Alverca)
Ah, já me esquecia. Especialidade da casa = Galinha a fugir.

O Povo tem memória curta. Um caso insólito, mas que a Justiça resolveu.

As virtudes (?) da Democracia
"Se Deus quiser, hei-de voltar à bolsa"

Pedro Caldeira recebia dinheiro de particulares e prometia juros elevados

Havia dois Pedro Caldeira. Um era presidente e accionista maioritário da sociedade corretora com o seu nome. Afável, que transparecia uma imagem de seriedade e competência. Tanto que a sociedade estava de boa saúde financeira. O outro Pedro Caldeira passeava-se por Cascais, pedia dinheiro aos amigos e prometia, em troca, juros elevados. Era um homem com uma capacidade inigualável de vendedor. Durante quatro anos, recebeu depósitos de particulares - entre os quais Lili Caneças e Carlos Cruz - que remunerava a taxas de 4 e 5%. Nos últimos tempos, chegou a pagar 9 e 10%. As propostas de remuneração eram tão aliciantes que muitos hipotecaram a própria casa para pagar ao corretor.

O desespero de Caldeira atingiu o seu clímax quando o BCP, o seu banco particular, lhe cortou o crédito e recusou qualquer ajuda, porque as suas contas já tinham atingido, várias vezes, saldos negativos elevados. Estávamos em 1992. Por esses dias, Pedro Caldeira dava a sua última entrevista antes de o escândalo financeiro rebentar, em que se definia como "optimista, religioso, ciumento e zeloso da família".

Em 1988, foi suspenso da actividade de corretor pelo então ministro das Finanças Miguel Cadilhe, por alegadas irregularidades. Quando voltou ao trabalho, no início de 1989, foi ao Santuário de Fátima agradecer. Mas de pouco valeu.

Às 11h30 da manhã de 23 de Julho de 1992, Pedro Caldeira telefona a Nandin de Carvalho, presidente da Assembleia Geral da sua corretora e seu advogado particular. Estava "preocupadíssimo", porque deveria ter liquidado, no dia anterior, uma dívida de 203 mil contos (cerca de um milhão de euros) ao Fundo de Tesouraria Atlântica. O sonho tinha-se transformado em pesadelo e era preciso arranjar uma solução. Depois de conversarem, Caldeira disse que estava cansado, precisava de ir para casa. Às seis da tarde do dia seguinte, Nandin de Carvalho fica a saber que Pedro Caldeira estava desaparecido e o facto é comunicado à Polícia Judiciária. O corretor não conseguiu aguentar a pressão dos credores e fugiu. Tinha 2,5 milhões de contos (12,5 milhões de euros) em dívida e recebera várias ameaças de morte. Foi o fim de uma história de milhões, amizades, ilegalidades e ganância. A fuga .
A última vez que Caldeira tinha sido visto em público foi num concerto dos Genesis, pouco tempo antes, no Estádio de Alvalade. Quando o seu funcionário José Maria Ribeiro, na altura com 26 anos, mas já um dealer prestigiado da praça lisboeta, chegou à sociedade corretora, depois da sua lua-de-mel, nem queria acreditar. Estava sem emprego (o escritório da sociedade foi encerrado) e as economias que tinha reunido para pagar um MBA nos Estados Unidos tinham desaparecido. Pedro Caldeira e a mulher, espanhola, tinham há muito marcado o início das suas férias no Algarve precisamente para esse dia, 24 de Julho. Seguiriam depois para Marbella. As malas estavam feitas, mas os planos mudaram de repente.

Enquanto o escândalo explodia em Lisboa, Caldeira, acompanhado da mulher e dos filhos, viajou para o aeroporto de Barajas, em Madrid, num BMW conduzido pelo seu motorista pessoal. Daí, embarcou para os Estados Unidos. Acabou por ser detido pelo FBI em Abril de 1993, no Hotel Marriot, em Atlanta.

Em Abril de 2005 foi absolvido de todas as acusações. O Tribunal da Relação de Lisboa confirmou uma primeira decisão de 2000 e ilibou-o de 17 crimes de abuso de confiança e 65 de burla agravada, além do uso indevido de 2,5 milhões de contos. O corretor só foi condenado ao pagamento de pedidos cíveis.

À saída da leitura da sentença, Pedro Caldeira disse apenas aos jornalistas: "Se Deus quiser, hei-de regressar à bolsa." Actualmente, está a escrever um livro para novos investidores.

Rosa Ramos. Hoje

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Iniciativa cultural em Mafra. Conversar com José Fanha é um privilégio!


Amigos. Se morarem perto e tiverem disponibilidade não percam esta iniciativa
Pela nossa parte com esta divulgação é missão cumprida.
clicar nas imagens para aumentá-las.

O desporto na minha terra.5º "Sintra Tour" em Patinagem Artistica neste Fim-de semana.


Durante este fim-de-semana, dias 24 e 25, o pavilhão Engenheiro Ismael Gaspar, no Linhó, recebe o "5.º Sintra Tour" em patinagem artística, numa organização do Grupo União e Recreativo do Linhó. Ao todo, serão 15 clubes que estarão em competição desde os escalões de Bambis até Juvenis (masculinos e femininos).

A manhã de sábado, está reservada aos treinos dos patinadores, com a cerimónia de abertura prevista para as 15h00. No domingo, as provas têm inicio pelas 9h00 (Iniciados) terminando com as destinadas aos Bambis pelas três horas da tarde. A cerimónia de encerramento deve acontecer pelas 17h00, com a entrega de prémios e lembranças a todos os patinadores.

O"5.º Sintra Tour" contra com os apoios da Câmara Municipal de Sintra, Junta de Freguesia de S. Pedro de Sintra, Federação Portuguesa de Patinagem, Associação de Patinagem de Lisboa, entre outras Entidades e empresas.

Bancada Directa vai lá estar.

Obrigado Pela Sua Visita !