BANCADA DIRECTA: Julho 2009

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Os desalinhados (16) Para os "etarras" espanhois os portugueses serão assim gente tão pacifica?

Os desalinhados (16)
Para os “etarras” bascos espanhóis serão os portugueses “tudo gente pacífica?”

Nas inúmeras viagens que fiz a Bordéus, no sudeste francês, praticamente nunca me desviava do caminho ideal, pois tentava sempre cumprir um tempo na volta das 16 horas de viagem E este caminho ideal era entrar pela fronteira de Vilar Formoso, seguir por Salamanca, Burgos Vitoria, passar, sem parar nunca, em Donostia (San Sebastian) e entrar por Hendaia.

Depois era o caminho mais directo, isto é, passar por Bayonne e apanhar a estrada da morte (para os portugueses quando vêm de férias), que atravessa a Landes e daí chegar a Bordéus. Que me lembre só uma ou duas vezes me desviei desta estrada e fui pela “Corniche” até St Jean-de-Luz e Biarritz. Nas viagens de volta, só uma vez é que alterei este itinerário, porque estávamos na segunda semana de Julho e havia o Sanfermin em Pamplona. Não perdi a oportunidade e quando cheguei a Bayonne desviei-me para esquerda e apanhei a estrada para Pamplona, mas que só entra em território espanhol em Valcarios. Muito perto de uma serra elevada, chamada Puerto Ibañeta.

Sabia que ia passar por locais que são santuários dos “etarras” espanhóis. Não me importei. Logo a seguir apareceu-me outra localidade de nome Auritz . Andei um pouco mais e apareceu-me um desvio para o vale do rio Irati. Foi aqui nesta estrada que deparei com uma loja tipo snack e parei para comer alguma coisa.

Estava uma meia manhã de nevoeiro intenso e o ambiente no interior do snack era escuro como breu. Entrei e dirigi-me ao balcão, enquanto a minha patroa se sentava numa cadeira encostada a uma mesa desengonçada de madeira. Num canto da sala estavam sentados noutra mesa quatro homens, para os quais eu praticamente não olhei. Porque não vi ninguém no balcão, resolvi esperar e sentei-me ao lado da minha mulher. Ela tocou-me no joelho para que eu olhasse para os homens. Vi que dois estavam armados com pistolas debaixo dos casacos. Tenho a certeza que abriram os casacos para que eu visse as armas.
Aguardei os acontecimentos. De repente dois dos homens levantaram-se, um com uma espingarda e saíram para o exterior. Acompanhei-os com o olhar e com o medo instalado. Dirigiram-se ao meu automóvel e olharam fixamente para a matrícula traseira. E lá estavam os dizeres 19-69-AH e um P muito azul a indicar o país. E um autocolante com a palavra Portugal.

Um sorriso largo acompanhava os dois homens quando voltaram para o snack e se juntaram aos outros dois. E o levantar dos polegares das suas mãos indicavam que nós éramos gente pacífica.

Pois, pois, gente pacifica o tanas. Levantámo-nos da mesa, rapidamente enfiámo-nos no carro e só parámos em Pamplona. Até nos passou a fome.

Meto-me em cada uma. Serei assim tão desalinhado?

Morreu um senhor do futebol mundial. Bobby Robson. (1933/2009) Paz à sua alma!

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Para sempre Bobby Robson
Apesar de ser um facto há muito esperado, devido à doença terrivel que o atingiu, a noticia não deixa de nos surpreender. É muito triste alguem deixar este mundo, sendo esta pessoa um lutador emérito. Que o exemplo de vida de Bobby Robson dê os seus frutos em todos aqueles que o admiravam.

Paz à sua alma

ver a noticia em pormenor aqui

Bom Fim-de-semana a todos os amigos leitores do Bancada Directa

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Conforme temos dito anteriormente, tristezas não pagam dívidas e não ajudam a resolver a crise. Por isso Bancada Directa tenta levantar a moral dos seus amigos leitores e oferece-vos esta semana uma pequena que não está nada mal aviada.

Então votos de que aproveitem e passem um excelente Fim-de-semana.

Os perigos da exposição ao sol. É o nosso Temas de Medicina de hoje, integrado na rubrica "O saber não ocupa lugar!"

O saber não ocupa lugar.
Temas de Medicina
Os cuidados a ter com a nossa pele.

Os perigos dos raios solares.

O destaque

Raios que envelhecem: são os raios solares, capazes de acrescentar anos a uma pele jovem. É o envelhecimento prematuro para o qual se contribui em cada época balnear, quando não se tomam as devidas precauções. Para o evitar, nada melhor do que ter bom senso e um bom protector solar!

O desenvolvimento do tema

O sol é um dos principais responsáveis pelo envelhecimento prematuro da nossa pele. Disso não há a mais pequena duvida: não é o único, porque o tabaco, a gravidade, as expressões faciais e até a posição em que se dorme também contribuem. Mas é, de longe, o principal responsável, sobretudo quando há exposições excessivas e desprotegidas.


Sem protecção, bastam uns minutos de exposição por dia para que, ao longo dos anos, ocorram alterações substanciais na pele. Rugas, manchas, derrames são apenas exemplos de um processo cuja consequência mais grave é – todos o sabemos – o cancro cutâneo

Este é um fenómeno que se desenvolve progressivamente, não sendo visível de um dia para o outro. Mas os efeitos estão lá, sendo mais ou menos acelerados consoante o tipo de pele e os acontecimentos individuais da exposição solar. Com a exposição repetida, a pele vai perdendo a capacidade de se regenerar: os raios ultravioleta destroem o colagénio existente e dificultam a produção de novo, além de que também atacam a elastina, responsável pela elasticidade da pele. O resultado é uma pele precocemente flácida, enrugada e com uma textura semelhante a cabedal.

Pele descascada, porque foi muito agredida


Os danos vão-se acumulando sob a superfície da pele, não sendo de imediato visíveis a olho nu. Mas estão lá e, mais cedo ou mais tarde, emergem, marcando a pele, sobretudo a do rosto, a que está mais exposta à radiação e aos demais agentes agressores ambientais.

Não é, naturalmente, possível evitar por completo o envelhecimento da pele causado pelo sol, mas é possível minimizá-lo, prevenindo as consequências mais graves de uma exposição intensiva. A prevenção é aqui sinónimo de um conjunto de medidas simples, mas preciosas, com o uso do protector solar na primeira linha.

E que medidas? Desde logo, evitar a exposição aos raios solares nas horas em que é mais intensa – quer ande na cidade, no campo ou na praia, o risco é sempre maior entre as 11 horas e as 16 horas. É então que, não podendo resguardar por completo o corpo, permanecendo em casa, se deve defender a pele. A do rosto, com a aplicação de um protector solar com índice igual ou superior a 15 e, de preferência, especifico para esta zona do corpo tão sensível. Os braços e as pernas devem, igualmente, ser cobertos com uma camada generosa de protector. A complementar o ideal seria o uso de um chapéu de abas largas e de roupa ampla e que reduzisse ao mínimo a pele exposta aos raios solares.

Gravidade e Cª

Os raios solares são a principal fonte do chamado envelhecimento extrínseco – ou seja, o envelhecimento que não é natural. Mas há outras causas, em que se inclui a gravidade. Esta força que atrai os objectos para o centro da Terra – e que impede, por exemplo, que flutuemos como acontece na Lua – está constantemente a exercer a sua acção sobre o nosso corpo. Somos constantemente puxados para baixo e, a certa altura da vida, isso reflecte-se na pele. É pelos 50 anos de idade, quando a elasticidade cutânea declina acentuadamente, que os efeitos da gravidade mais se notam: a ponta do nariz descai, as pálpebras também, as orelhas alongam-se, as bochechas evidenciam-se, o lábio superior tende a desaparecer e o inferior a ficar mais pronunciado.

Outras marcas que não as do tempo são as que registam, na pele, os nossos hábitos de dormir. Descansar o rosto sob a almofada durante várias horas consecutivas, numa mesma posição que se repete ano após ano, também abre as portas às rugas. São linhas que ganham lugar cativo no rosto e que não desaparecem ao acordar – nas faces ou no queixo, quando se dorme de lado, na testa, quando se dorme de barriga para baixo e a cabeça enterrada na almofada. Quem dorme de costas escapa a esta fatalidade, uma vez que o rosto não é pressionado.

Este tema continua para a semana.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

1º golo de Cristiano Ronaldo no Real Madrid

Posso andar no passeio em segurança, posso?

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Fica na nossa consciencia, se não são as autoridades que regulam o transito, e também os estacionamentos, os causadores de certas situações incorrectas?

Mas primeiro vamos ver as duas imagens que mostram os sinais e de seguida um comentário de um leitor bem informado sobre o assunto.

«Se estes painéis se destinam mesmo a permitir o estacionamento em cima do passeio, a sua legalidade é no mínimo muito duvidosa. Eles foram criados por um simples decreto regulamentar (= com valor inferior ao de uma lei ou decreto-lei), e portanto não podem contrariar o Código da Estrada. Como disse LC, o Código da Estrada não prevê uma única excepção à proibição da paragem ou estacionamento em cima do passeio. Portanto, segundo o Código da Estrada, parar ou estacionar no passeio é absolutamente proibido, seja em que circunstância for.Parece-me que este argumento é válido. Quando o Código da Estrada admite excepções às regras que prevê, di-lo expressamente. Por exemplo, no art. 27 estabelecem-se os limites de velocidade que todos conhecemos. Mas no art. 28, nº 1, alínea b), admite-se que possam ser fixados limites superiores aos legais (por ex., mais de 120 km/h) “quando a intensidade do trânsito ou as características das vias o aconselhem”.»

Esta situação verifica-se em Belem/Restelo

Agradecimento ao "passeio livre".

Esta Lisboa que eu amo! Hospital de Dª Estefânia. O Zé da Pila Grande passou por aqui: mas não fez estragos que se saiba. Já tinha feito em casa dele.

Esta Lisboa que eu amo
Pois é, caros amigos amigos leitores. O Zè da Pila Grande voltou a fazer das suas e a encher esta Lisboa com a sua arte magnifica. Desta vez passou pelo Hospital de Dona Estefânia, estabelecimento pediátrico de referencia, e nem a casa dos vigilantes escapou aos seus assomos artisticos.
Fez os estragos relativos que as imagens mostram. Estragos de maior vulto não os fez, porque já os tinha feito na sua casa e quando aqui chegou, vinha mesmo descaído e a contradizer as suas performances.
Ora vejam lá.
Agradecimento aos amigos do Lisboa SOS

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O desporto no Bancada Directa. Reflexões sobre o ultimo Tour de France. A Astana falha como equipa apesar de ter ganho a prova.

Temas de desporto no Bancada Directa.
Reflexões sobre o “Le Tour de France 2009”.
O caos implantou-se na equipa Astana

Amigos. Alberto Contador (1º) e Sérgio Paulinho (35º) brindam ainda nos Campos Elíseos.

Não há bela sem senão! A equipa Astana ganhou o Tour mas faltou-lhe tudo o resto e como equipa afundou-se para sempre.

A equipa cazaque dominou individual e colectivamente, enquanto os “egos” das suas duas figuras proeminentes chocaram de frente.

Volta Vinokourov

“Astana” é a palavra proibida para Johan Bruyneel. A equipa cazaque tornou-se o pesadelo privado do director-desportivo que recentemente apresentou o seu pedido de demissão do cargo.”Astana acabou!”, gritou depois de receber a notícia de que Alexandre Vinoukourov, ciclista emblemático do Cazaquistão e um dos fundadores da equipa, iria voltar a correr. No Tour de 2007, Vinoukourov foi acusado de doping e de ter feito uma transfusão de sangue durante a competição. Acabou suspenso por dois anos. Em 2006, tinha estado envolvido no escândalo de doping conhecido por “Operação Puerto” e este ano, sem papas na língua, afirmou que se Bruyneel não o aceitar de volta, ele é que terá de sair, porque ele assim o tinha decidido.

Os cazaques estavam do lado do ciclista e lançaram uma série de acusações ao director, que bateu com a porta. “Tivemos uma reunião em que falámos sobre o seu (de Vinoukourov) eventual regresso, depois ele deu aquela entrevista à televisão e nunca mais apareceu no hotel”, disse o director – desportivo, afirmando que tudo foi tratado nas suas costas.

Amigos? Armstrong, Paulinho e Contador brindam em Paris

Mas os problemas apareciam de todos os lados. O conflito entre Alberto Contador e Lance Armstrong deu origem a uma série de acusações de facilitismo no controlo anti doping. A 21 de Julho, o autocarro da equipa com o nome da capital do Cazaquistão foi revistado pelas autoridades suíças, mas a procura foi inconclusiva. Contador esquivava-se a comentários e disse apenas: “ não sei de nada, estou totalmente concentrado nos cinco dias que restam do Tour e na minha equipa. Já Lance Armstrong sabia bem do que se falava no seio administrativo da equipa Astana

A saída de Bruiyneel fez crescer os rumores sobre a possibilidade de aparecer uma nova equipa com ambos na frente. Bruiyneel a mandar e Armstrong a chefiar os ciclistas e o comboio.

Durante o Giro de Itália, a Astana não pagou os salários aos seus ciclistas. Dizem que não foi por falta de dinheiro, já que no Tour deste ano fizeram perto de 700 mil euros em prémios. Os atletas responderam à afronta vestindo as camisolas ao contrário, isto é do avesso, sem qualquer alusão à sua equipa.

Na Astana todos os postos são precários. Vinoukourov criou a equipa para ele e com ele. Falta pouco para que se assuma também com as funções de massagista e motorista. A crise chega a todos, mesmo aos que ganham.

Contribuições

Queria ganhar muito nos Campos Elíseos. Qualquer sprinter sonha em levantar os braços quando atravessa a linha da meta. Mark Cavendish (Columbia)

A partir de agora Armstrong para um lado e eu para o outro. O prémio é para o meu esforço.
Alberto Contador (Astana)

Só penso em descansar e desaparecer da face da terra por algum tempo
Carlos Sastre (Cervelo)

O espírito da equipa e sua organização permitiram-me ganhar dois prémios
Franco Pellizotti ( Liquigaz)

Participar num Tour assi, é impagável. Eu e o meu irmão estamos muito contentes. Missão cumprida
Andy Schlek (Saxo Bank)

Havia muitos jovens e foi difícil competir com eles. Estou feliz como estava em 2005
Lance Armstrong. (Astana).

Uma gaivota voava, voava... E a camara da Angela Ayres captou os momentos

As fotos da amiga Angela Ayres com o Tejo de permeio e o Terreiro do Paço a servir de base.
Uma gaivota voava, voava...


Pois é! Voam as gaivotas e nós todos gostamos de ver o seu gracioso vôo. E também gostamos da canção.

Obrigado Angela Ayres (Freixial)



Uma mulher de coragem. Documento impressionante.

Uma mulher de coragem.
Documento impressionante


Esclarecimento
Tinha acabado de entrar num escritório……

Tenho por lema que as minhas atitudes não se devem pontuar por uma ambiguidade que cause estranheza às pessoas que lidam comigo directa ou indirectamente. Se eu sou muito rígido com os outros, não posso ter comportamentos que colidam com o meu feitio. É o caso de eu ontem ter postado um tema sobre “obesidade mórbida” e que começava pela expressões acima referidas. Acontece que este trabalho se destinava para um outro blogue, que eu nele colaboro de vez em quando. Mas por uma lamentável distracção, comecei a trabalhar o tema no “Office” e sem me aperceber agendei-o para ser publicado pelas 20 horas de ontem no Bancada Directa, o que de facto veio a acontecer. Porque ontem saí à noite, já não tive oportunidade de ver o blogue e o texto por cá ficou publicado. Só esta manhã me apercebi do erro. E não tive outro remédio senão que eliminar o post e enviá-lo para o outro blogue.

Do facto peço desculpa aos nossos leitores e aos clínicos nele visados, pessoas, que modestas que são, não gostariam que terceiros mostrassem os seus trabalhos, a não ser em blogues afins, o que não é o caso do Bancada Directa, apesar dos seus “Temas de Medicina”, que referem apenas o carácter informativo para os seus amigos leitores...

Fragmentos e Opiniões. E já agora "Esta Lisboa que eu amo!" O negócio dos contentores

Fragmentos e Opiniões
Esta Lisboa que eu amo!


"Viver com o dinheiro dos outros "

A única coisa boa dos períodos pré-eleitorais é que, no meio da lama que a ventoinha vai atirando, há coisas graves que ficam à vista de todos. E ficamos a ver como é tão bom ter negócios como Estado.

Percebo pouco ou nada de contentores e espero passar pela vida sem ter de dedicar atenção a um assunto em que não descortino grande interesse, para além de Elia Kazan. Mas no alegado 'escândalo' da Mota-Engil com a Administração do Porto de Lisboa há uma coisa que me espanta: a total e absoluta falta de risco das entidades privadas.

Não dou especial valor aos relatórios do Tribunal de Contas (TC). Há por ali um misto de desconhecimento da realidade e de moralismo exacerbado. Mas também há, e justamente, a ideia de que os senhores do TC falam como guardiões dos dinheiros públicos. E ainda bem.

Também não dou especial valor à anunciada atenção que o Ministério Público (MP) vai dar ao assunto. Duvido que exista grande ilegalidade e duvido ainda mais da capacidade do MP em produzir acusações relevantes em matérias económico-financeiras.

Dado o desconto à habitual ortodoxia do TC, ao voluntarismo do MP, aos aproveitamentos políticos (Jorge Coelho lidera a Mota-Engil), ninguém me consegue explicar porque é que o Estado assume o risco que devia ser de privados e garante arcar com os prejuízos de tudo o que possa correr mal? É que eu também gostava de fazer negócios assim. Eu e toda a gente.

Num dos muitos relatórios que se produziram sobre o assunto há uma frase que diz tudo. Está assinada pela ex-controladora financeira do Ministério das Obras Públicas: "Se o risco de tráfego é inaceitável para os bancos, dificilmente será aceitável pelo contribuinte".

O que Mariana Abrantes de Sousa queria dizer era muito simples: os bancos recusavam-se a financiar um negócio em que a 'variável tráfego' era tão incerta e, da mesma forma, o Estado também se devia recusar a fazê-lo. Mas o Estado aceitou e, mais bizarro, quer convencer-nos de que isso é óptimo. Pergunto eu, contribuinte: qual é o risco que os privados assumem nesta história?

A questão da falta de risco é, em Portugal, muito vasta. Está à vista de todos neste negócio. E à vista de quase todos em muitas parcerias público-privadas. Não tenho nada contra os negócios entre o Estado e o sector privado. Há imensos casos em que este modelo é o mais eficiente para as partes, para o contribuinte e, mais relevante, para os utilizadores.

Mas é inaceitável que, a pouco e pouco, a iniciativa privada em Portugal se vá transformando ou reduzindo a uma espécie de prestador de serviços que o Estado não assegura, mas em que o Estado concessiona tudo, garante os risco e ainda paga as contas se correr mal.

Ricardo Costa

Mais fotos militares espectaculares. (2ª série)

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Aqui vos apresento a 2ª série destas fotos, que conforme vos disse anteontem, quer sejamos adeptos ou não de tácticas bélicas, vale a pena admirar a formação e disciplina destas sequencias activas.

agradecimento ao meu amigo Jorge Estrela Cerqueira Benfica

Vem ai a 71ª Volta a Portugal em Bicicleta 2009. Reflexões sobre a alimentação dos ciclistas.


Vem aí a Volta a Portugal em Bicicleta 2009. De 5 a 16 de Agosto
Reflexões sobre a alimentação dos ciclistas durante uma prova longa de etapas.

Sirvo-me de um tema muito escalpelizado pelos técnicos e ciclistas durante o ultimo “Le Tour de France”.
Bradlley Wiggins
Os destaques:
1- Os ciclistas consomem até 8 mil calorias por dia, três vezes mais do que o normal
2- Os ciclistas do “Le Tour de France” comem, no mínimo, oito vezes por dia e , por etapa, perdem 4 mil calorias.

“Mingau de aveia, massa e ovos para começar o dia, não será atraente, nós sabemos, mas põe-vos as pernas a mexer”, explica o chefe da alimentação da Garmin-Sliptream, enquanto distribui os pratos pelos ciclistas ainda ensonados. A Garmin é uma equipa americana que competiu no Le Tour de France deste ano de 2009. O dia de Sean Fowler, o chefe encarregado da alimentação dos ciclistas,é longo e as promoções dos supermercados só lhe trazem mais dores de cabeça do que vantagens, especialmente aquelas promoções em que descobre, na altura de pagar na caixa, que só pode levar dez unidades.

Para a comitiva da equipa Garmin-Sliptream a táctica não resulta. As quantidades de alimentos que entram na cozinha do chefe Sean Fowler têm de ser colossais para conseguir alimentar uma equipa que todos os dias corta a meta estafada.

David Zabriskie
É então que o chefe americano encarna mais uma das suas tarefas e, feito aguadeiro, corre a distribuir comida pelos ciclistas como se fosse a mãe deles. Mantém sempre a pose, passando pelo meio das “rullotes” de apoio à prova, sem tropeçar nos inúmeros cabos das aparelhagens infernais das cadeias de televisão “Às vezes estão tão desgastados que nem conseguem comer”, conta Sean Fowler. O ciclista David Millar concorda com esta opinião e diz: “Quando se começa a sentir fadiga extrema, começa-se a perder a fome e o apetite. O corpo começa a apagar-se, não se consegue comer, o teu corpo pede-te para tu desistires da prova. É horrível!” Já para David Zabriskie, ter o chefe da alimentação na comitiva foi a melhor coisa que podiam ter pensado e feito: “Ter o Sean Fowler a cozinhar-nos produtos frescos faz uma grande diferença. Até nos cozinha beterraba, que nós adoramos,, e que melhora imenso o nosso rendimento.”. Por causa de caprichos assim, lá vai o chefe para o mercado local pelas seis da matina.

Ciclistas, como Bradley Wiggins, que ªêm pouca massa muscular, as veias parecem querer-lhes saltar para fora dos braços e romper a pele. Mas, ao contrário do que se possa imaginar e parecer, não passam fome. Além de correrem, eles comem. E esta é a segunda tarefa diária que mais tempo lhes ocupa. Os ciclistas da Garmin-Sliptream consomem entre cinco a oito mil calorias diárias, duas ou três vezes mais do que as duas mil calorias aconselhadas para uma pessoa normal.

“Estão sempre a comer. Comem antes, durante e depois de uma prova. Por isso não podem comer qualquer coisa”, disse Sean Fowler, olhando pelo canto do olho para a AG2R- La Mondiale, cujos ciclistas são alimentados com a comida fornecida pelo hotel onde pernoitam. “Todo o cuidado é pouco”. Temos de evitar a todo o custo intoxicações alimentares e problemas gastrointestinais. Seria uma catástrofe que afectaria o rendimento de toda a equipa”, explicou Sean Fowler. Um ciclista perde em média, 4 mil calorias por etapa, segundo o que diz Allken Lim, fisiologista. “È muito fácil parecerem esqueletos ao fim de poucas horas, se não forem bem alimentados.

David Millar

Contribuições

Pequeno-almoço: Mingau de aveia, ovos, massa e arroz.
À saída do hotel comem barras energéticas, frutas e outros snacks.
Comem antes da partida já em cima das bicicletas

Durante a etapa
Os ciclistas aproximam-se dos carros de apoio para uma refeição rápida, galinha frita, por exemplo. Levam refrigerantes com cafeína e bebidas energéticas.
Apanham bagos de frutas nas bermas das estradas. (acontece muito isto em Portugal)

Jantar
Comem logo que termina a etapa, mesmo que não tenham vontade.
Ao jantar comem peixe e frango com alecrim, Para sobremesa abacaxi, rico em vitaminas e minerais, cerejas e amoras. Manteiga de amêndoa é o melhor para eles.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Comentadores da SIC apanhados a gozar com João Malheiro no Benfica/ At Madrid. Essa do B52 não percebi!



A Noticia vem no Correio da Manhã de hoje e ela aqui está.

Polémica: Comentadores da SIC sobre João Malheiro
“O homem nem toma banho...”
Os comentadores da SIC José Manuel Marques e Jorge Baptista são protagonistas de um dos vídeos mais requisitados no YouTube nos últimos dias. Tudo aconteceu antes do início do jogo de apresentação dos encarnados frente ao Atlético de Madrid.

Na conversa, que se inicia com a performance de João Malheiro junto das convidadas do Benfica, Baptista afirma: "Este Malheiro é que a leva direita! É um mistério, pá! O homem nem toma banho... Não percebo." João Malheiro resume a sua resposta a uma só frase: "A lama não suja o alvo que visa, mas sim a boca que a atira." Os comentadores da SIC, que ontem retirou o vídeo duas vezes da net, foram apanhados numa conversa privada. Na régie, sabe o CM, estava a equipa de técnicos espanhóis e da Benfica TV.

O problema teria sido evitado se Marques e Baptista não fossem traídos pela falta "da caixa": "Eh pá, diz a esses gajos que já há caixas de comentador em todo o Mundo. Isto é uma m.... que um gajo quer falar para aí e tem o cab... do microfone fechado (...) e para falarmos uns com os outros temos de usar o telemóvel (...). Não é preciso dizer mais nada, porque as p.... das caixinhas; a SIC até as tem e não as põe aqui", desabafou Marques. O CM tentou, sem êxito, contactar os comentadores durante o dia de ontem. No entanto, Jorge Baptista já escreveu no blogue Bola na Área: "Eu e o Zé Augusto fomos alvos de uma cilada, ainda pior do que os disparates por mim ditos."

Jorge Baptista retrata-se no blogue "Bola na Àrea" do Eugénio Queiroz

Como estou longe de ser um adepto bloguista só ontem fui confrontado com esta lamentável situação - a qual pelo visto também gostaste de dar o teu contributo - e por isso decidi utilizar este teu espaço para que de alguma forma me seja consentido penitenciar-me publicamente pelo que da minha parte foi dito. Naturalmente quero sublinhar as minhas mais profundas desculpas aos visados, se é que ainda existe alguma forma de atenuar a brincadeira de mau gosto de que fui protagonista. Também obviamente gostaria que ficasse claro aos meus críticos que nem a SIC nem o Benfica devem ser atingidos por isto. Assim se têm agora a oportunidade de me tentar atingir façam... favor e deixem os outros em paz.Posto isto, é sabido que eu e o Zé Augusto fomos alvos de uma cilada, ainda pior que os disparates por mim ditos. Tratou-se de uma conversa-brincadeira privada - da qual naturalmente não me orgulho - apenas entre dois homens. Uma lamentável brincadeira mas que duvido que a grande maioria dos homens tenha a coragem de atirar a primeira pedra. O problema é que esta foi indevidamente utilizada e a dos outros, por enquanto... ainda não. É sem dúvida uma enorme lição, da qual tirarei as devidas ilações. Peço mais uma vez muitas desculpas a todos, da mesma maneira que não tenho problemas em perdoar aqueles que sempre disseram mal de mim (privada e anonimamente)antes e depois disto.Obrigado Eugénio por me deixares utilizar este teu espaço.

Jorge Baptista

Fragmentos e Opiniões: os homens de Cavaco

Fragmentos e Opiniões
Os homens de cavaco
E lá vão três.

Depois de Dias Loureiro e Oliveira Costa, Arlindo Carvalho é o terceiro ex-membro dos Governos de Cavaco Silva a ser constituído arguido no 'caso BPN'. Claro que o Presidente da República não pode ser acusado pelas asneiras dos seus acólitos.
Quando as fizeram, e não foram poucas, enquanto eram ministros, pagou por cada escândalo. Foi assim mesmo que o cavaquismo morreu. Das suspeitas que sobre eles recaiam depois de terem saído debaixo da sua generosa asa nada se pode apontar ao Chefe de Estado.
Mas podem-se tirar duas conclusões: ou Cavaco Silva não é dos melhores avaliadores de carácter que este país já conheceu ou sempre percebeu a fauna que o rodeava e achou que o melhor era não ligar. Qualquer das possibilidades é preocupante nas funções que Cavaco Silva desempenhou e desempenha.
Dir-se-ia que aprendeu com o tempo e é hoje mais selectivo nas suas companhias. Nem é preciso lembrar que escolheu há pouco tempo para conselheiro de Estado Dias Loureiro. E parece não ter aprendido. Para substituir o homem que defendeu muito para lá dos limites da normalidade, o presidente escolheu agora Vítor Bento. Não comparo o incomparável.

Mas devo recordar que, durante oito anos, o novo conselheiro andou a ser promovido 'por mérito' no Banco de Portugal enquanto dirigia a SIBS. Ter mérito no desempenho de uma licença sem vencimento não é para qualquer um. Violar uma regra da casa - que só permite tal situação por três anos - sem uma arranhadela também é difícil. Mas isto tudo sair nos jornais e mesmo assim chegar ao Conselho de Estado é que só está reservado aos melhores.

Os homens do cavaquistão são gente com fibra. Nem quando os seus camaradas de armas caem nas trincheiras se assustam.

Daniel Oliveira

Obrigado Pela Sua Visita !