BANCADA DIRECTA: Maio 2009

domingo, 31 de maio de 2009

A cidade de AVEIRO e as suas belezas aqui mostradas no Bancada Directa.

Caros amigos leitores do Bancada Directa
14 imagens da cidade de Aveiro valem que 14 mil palavras. Ora confiram lá se não é verdade.

Vamos falar de Futsal. Benfica conquista Taça de Portugal e Paulinho cria polémica no Sporting.

O Benfica arrecadou neste sábado a Taça de Portugal de futsal, ao vencer o Belenenses, em Vagos, por 4-1.

Ao intervalo já a equipa orientada por André Lima vencia por 1-0, graças a um golo de Ricardinho, na sequência de um livre de dez metros. No segundo tempo, e com o apoio do presidente Luis Filipe Vieira e de Rui Costa, na bancada, o Benfica garantiu um triunfo confortável. César Paulo, Zé Maria e Rogério Vilela marcaram os restantes tentos. Pedro Costa marcou na própria baliza o tento de honra do Belenenses.
Esta foi a quarta vez que o Benfica conquistou a Taça de Portugal de futsal. Para André Lima foi o primeiro troféu conquistado enquanto treinador.

E a polémica instala-se no Sporting após declarações de Paulinho.

Paulinho: «Miguel e Carlos Vaz estão a afastar-me»
PIVOT BRASILEIRO ACUSA DIRIGENTES DO SPORTING


Carlos Vaz (líder da secção) e Miguel Albuquerque (secretário técnico) são apontados por Paulinho como os culpados pela iminente saída do Sporting. Apesar do pivot e o técnico Paulo Fernandes quererem a continuidade, houve, de acordo com o brasileiro, um contra: "Ofereceram-me um contrato bem abaixo do valor que estava estipulado para o ano de opção. Entendi isso como uma forma educada de me mandarem embora", explica o pivot de 27 anos.

Ainda assim, o jogador assume a paixão que sente pelo clube. "O Miguel e o Carlos Vaz disseram-me coisas que não se dizem a ninguém. Eles sabem que dificilmente representarei outro clube em Portugal, pelo amor que tenho ao Sporting, e jogam com isso. Sei que os adeptos também gostam de mim, mas estas duas pessoas estão a afastar-me do clube. A minha vontade era renovar."

A relação do jogador com o secretário técnico azedou há dois anos, quando esteve perto de ser cedido pelo MRA Xota aos leões, mas acabou por ir para o Playas de Castellón. "Acertei com o Miguel e ele ficou de falar com o meu representante. Foi a 2 de julho e disse que em 24 horas dava a resposta. Dia 17 ainda não tinha respondido, mas depois disse que eu não tinha vindo por causa do meu representante", conta o brasileiro, revelando o que lhe disse o empresário: "Não podia deixar-me desempregado, entendeu o silêncio como um não."
E, em jeito de conclusão, elogia o apoio de Paulo Fernandes: "O treinador está 100 por cento comigo. Exigiu que eu ficasse mas não foi ouvido. Quero que os sportinguistas entendam que, se não ficar, é por culpa dos dois. Já demonstrei a minha vontade de renovar mais do que uma vez."

Mário Patrício: "Declarações do Paulo Roxo são descabidas"

Mário Patrício, vice-presidente do Conselho Directivo do Sporting, face às declarações feitas pelo jogador Paulinho, achou por bem esclarecer os sportinguistas, afirmando: “após declarações do Paulo Roxo ao jornal "Record", não poderia deixar de lamentar as mesmas, pois no meu entendimento são descabidas e não passam de inverdades.


Por forma a não deixar dúvidas aos nossos associados, e contrariamente ao que é dado a entender pelo atleta, a planificação das épocas desportivas é feita em sintonia entre os dirigentes e o técnico principal, acompanhada e supervisionada pelo Conselho Directivo, que em conjunto fazem uma avaliação de desempenho das prestações desportivas e identificam as necessidades da equipa, agindo posteriormente de acordo com os dados recolhidos.

O Paulo Roxo foi infeliz nestas declarações porque na época passada foram os mesmos dirigentes que ele agora critica, que se lembraram dele e negociaram o seu empréstimo com o clube MRA Navarra, onde o atleta era pouco utilizado.

Entendeu o Sporting Clube de Portugal não accionar a clausúla de opção que constava no contrato de empréstimo, tendo atempadamente informado o atleta dessa decisão, (antecipando a mesma), pois em termos contratuais o prazo expira apenas no próximo dia 31.

Com a sua qualidade enquanto atleta, o Paulo Roxo e o seu agente não deverão ter dificuldades em encontrar no mercado clubes que possam cumprir as suas ambições financeiras, no entanto em minha opinião e devido ao estado actual da economia mundial, seria de todo conveniente que a sua ambição desportiva fosse superior às suas imposições financeiras.

Ao Paulo Roxo desejo os maiores sucessos desportivos e elogio a forma como sempre defendeu e honrou a camisola do nosso Clube.”


E inesperadamente reparo que a familia está aumentada

Imprevistos

Pois é. Falta-me o tempo para dar uma vista de olhos pelos animais. Eles convivem com taças, medalhas e alguns apetrechos informáticos. Quem lhes dá de comer, beber e faz a limpeza é uma senhora que vem cá a casa uma vez por semana. Hoje Domingo para atenuar esta canícula fui à procura de uma qualquer ventoinha e reparo neste quadro inesperado. A familia aumentou com mais dois elementos. Lá vou ter de arranjar um qualquer pai adoptivo para os bebés.

O saber não ocupa lugar. Temas de Medicina. Dia 31 de Maio "Dia do não fumador. Pelos que não fumam (1ª parte)

O saber não ocupa lugar.
Temas de Medicina
Dia 31 de Maio. Dia dos não fumadores
Pelos que não fumam!

O dia 31 de Maio é dos não fumadores – 70% dos portugueses. Um dia para lembrar os malefícios do tabaco e, sobretudo, para sublinhar que deixar de fumar é, cada vez mais, uma missão possível.

Os não fumadores constituem a grande maioria da população portuguesa. Não fumam mas isso não significa que não sejam vítimas do tabaco fumado por outros – são os fumadores passivos.

Em nome deles, o país possui uma legislação anti-tabágica mais restritiva, que limita os espaços com fumo. A eles se juntaram entretanto muitos outros portugueses que, à boleia dessas restrições, se decidiram por fumar o ultimo cigarro. Muitos outros começaram a fumar menos.

São exemplos a provar que é possível perder um hábito que se transforma num vício e coloca a saúde em perigo O primeiro cigarro é, quase sempre, fumado como um ritual de integração no grupo de pares. Por isso, se começa tantas vezes na adolescência. Experimenta-se porque ou outros já fumam, experimenta-se porque mão se quer ficar de fora. E depois ganha-se o vício e o gosto, Depois encontram-se mil e um pretextos Desde manter as mão ocupadas, a controlar a ansiedade. Até que já não são precisas mais razões: fuma-se porque sim!

E quando se fuma assim o corpo sente a falta do tabaco. E se reclama é sinal que a dependência já se instalou. Tudo por culpa da nicotina, uma droga psicoactiva presente na folha do tabaco, Quando se inala, o alcatrão do fumo do tabaco transporta a nicotina até aos pulmões, onde é libertada no fluxo sanguíneo. E como qualquer outra droga, cria habituação – o organismo vai-se habituando e reage quando sente a falta do tabaco. Emergem então sintomas como o nervosismo, a ansiedade, a irritabilidade, a dificuldade de concentração e insónias.

Os pensamentos fixam-se no tabaco e cresce uma certa obsessão, que leva o fumador a desenvolver esforços para conseguir um cigarro. Um bom exemplo é a ansiedade gerada quando, em casa, já de noite, se descobre um último cigarro no maço: pode ate nem se fumar mais, mas torna-se imperativo sair e comprar outro maço.
A nicotina não é a única má da fita: o fumo do tabaco contem mais de quatro mil compostos químicos, dos quais 40 são reconhecidos como cancerígenos. Sem falar nas outras substancias que são também inaladas e queimadas e cujas consequências para a saúde são ainda mal conhecidas

Comprovada cientificamente está a associação entre o consumo do tabaco e uma maior probabilidade de se contrair doenças, com destaque para o cancro e as patologias do foro circulatório e respiratório. Sabe-se que estão relacionados com o tabaco um terço de todos os casos de cancro, 90% dos cancros do pulmão, cancros do aparelho respiratório superior (lábio, língua boca, faringe e laringe,) cancro da bexiga, rim, esófago, colo do útero, estômago e pâncreas, doença isquémica cardíaca e doença pulmonar obstrutiva crónica.

Paizinho: quando ficares bom peço-te para deixares de fumar

Pulmões sofrem

São sobretudo duas as doenças em que o tabaco é o principal suspeito: o cancro do pulmão e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica.

É silenciosamente que o cancro do pulmão se instala. A primeira denúncia de que algo vai mal é uma tosse persistente, a que os fumadores se habituam, continuando a fumar.

Quando se começam a assustar é quase sempre quando a tosse é acompanhada de expectoração, e um dia, nela descobrem laivos de sangue. O mais provável é nessa altura já exibirem outros sintomas: dificuldade em respirar, cansaço fácil, falta de apetite, dores inesperadas mas persistentes no tórax. O diagnóstico precoce do cancro do pulmão é muito difícil, quer porque os sintomas se assemelham aos de outras doenças do fumador, quer porque o próprio doente raramente procura o médico aos primeiros sinais de alarme. Numa radiografia ao tórax, uma simples sombra, sem contornos definidos, pode ser o primeiro indício. Porém a verdade é que para que um tumor seja visível num raio-X é preciso que tenha mais de um centímetro de diâmetro. Ora isso significa que a célula original que se degenerou já se multiplicou 36 vezes, o mesmo que dizer que a doença se encontra já numa fase adiantada.

A radiografia é, regra geral, o primeiro dos meios de diagnóstico, mas não fornece provas seguras da existência de cancro, pelo que deve ser complementada com outros exames. Os passos seguintes consistem numa citologia de expectoração (análise microscópica de uma amostra) e numa broncoscopia (através de um tubo de fibra óptica é possível visualizar internamente a arvore traquoe-brônquica). Uma biopsia (exame de uma amostra de tecido permitirá confirmar o diagnóstico e identificar o tipo de cancro de acordo com as características das suas células. Finalmente, uma TAC (tomografia axial computorizada) possibilita a avaliação da dimensão do tumor e da eventual extensão a áreas adjacentes aos pulmões.

Para muitos doentes, o diagnóstico chega tarde demais. De tal forma que só em 10% dos casos é possível a cura, o mesmo é dizer que apenas um em cada dez doentes estará vivo ao fim de cinco anos. Para esta baixa taxa de sucesso em muito contribuem as recidivas. Há muitos indivíduos que continuam a fumar mesmo após a intervenção terapêutica.

Num em cada cinco doentes, a cirurgia é possível. Antes da decisão, o médico avalia a função respiratória do doente, de modo a determinar se o pulmão remanescente tem ou não capacidade suficiente para assegurar a autonomia do sistema. Porem, nem sempre é necessário extirpar a totalidade do pulmão, podendo remover-se apenas uma parte, isto é, um lobo pulmonar.

Aos doentes que não podem ser operados é possível aplicar tratamentos de radioterapia, tendo como objectivo retardar a evolução do tumor. A cura já não é a meta, além de que esta terapia pode ter como efeitos secundários uma inflamação do pulmão. Tosse, dificuldades respiratórias e febre são os sinais de alerta. Quanto à quimioterapia, é uma opção terapêutica geralmente aplicada no chamado cancro de células pequenas - de evolução muito rápida e propagação fácil a outras partes do corpo (metástases). Por vezes combinada com radioterapia, tem o mérito de prolongar a vida a uma percentagem considerável de doentes.


Continua amanhã

Lord Byron disse que "Sintra é um paraíso terreal". E a beleza da Praia da Adraga assim o confirma

Uma beleza muito ao nosso alcance. A Praia da Adraga

A praia da Adraga é uma praia situada no concelho de Sintra, perto de Colares e de Almoçageme, em Portugal, encontrando inserida no Parque natural de Sintra-Cascais.
O acesso à praia é feito a partir de Almoçageme, através de uma estrada sinuosa, que vai descendo, e bem ,até revelar o areal e o mar, que se escondem por entre falésias e rochas erguendo-se no azul límpido da água salgada.
Espalhadas pelo areal, existem diversas rochas escuras, que lhe conferem uma personalidade própria, combinando a paisagem de montanha, com a paisagem de praia.
Dispõe de um parque de estacionamento, que se pode revelar insuficiente durante o Verão, dado o elevado número de turistas que lá acorre. No mesmo local, existe também um restaurante. Em 2003, a praia da Adraga foi considerada, pelo jornal britânico The Sunday Times, uma das 20 melhores praias europeias, na opinião dos seus jornalistas e leitores.

É tolerado o nudismo, na zona norte da praia.

E que belos sargos se pescam nas suas águas.

Ae eleições europeias no Bancada Directa: o dia 6

As eleições europeias
Os destaques do dia 6 da campanha eleitoral

Ilda Figueiredo

Ilda Figueiredo quer que Sócrates diga quantos «ministros, secretários de Estado e outros membros do governo já participaram e continuam a participar na campanha eleitoral do PS a distribuir cheques e benesses» pelo país. «Era bom que o primeiro-ministro desse uma explicação sobre isto e como é que está a usar toda a força que tem como Governo para intervir nesta campanha eleitoral». A cabeça-de-lista da CDU reagia assim às declarações do líder socialista, que comentou a manifestação dos professores.

«O primeiro-ministro quer escamotear a justa luta dos professores contra as políticas de atropelo a direitos essenciais que põem em causa a sua dignidade», defendeu a número um da lista da CDU, num comício em Cascais.

Para a candidata, os partidos «que discordam das políticas do Governo naturalmente têm todo o direito de manifestar a sua solidariedade», por «muito que isso custe ao primeiro-ministro».

Vital Moreira

O pavilhão do ABC de Braga - uma espécie de forno, esta tarde - encheu-se de socialistas para o maior comício da campanha do PS às eleições europeias. José Sócrates atacou os sindicatos. Vital Moreira começou e terminou em tom vitorioso: «Estamos a ganhar esta campanha eleitoral». Mas, no fim, era do calor que se falava.

Antes do comício começar já se adivinhava que a hora seguinte não iria ser fácil. Muita camisa colada ao corpo. Muito agitar de cartazes de campanha, a servir de leque. Muitos idosos a ofegarem. Maria da Luz, junto a uma das bancadas, agitava com as duas mãos uma cartolina a dizer PS, respondendo em esforço a algumas perguntas. «Acho que não vou aguentar». E não aguentou.

Já Vital Moreira tinha dito dentro do pavilhão que este era o «ponto alto» da campanha, quando Maria da Luz teve de sair do pavilhão. Tentou-se fazer reportagem do momento, numa altura em que muita gente se queixava da temperatura e abandonava a sala, e um jornalista foi afastado a empurrões por um elemento da organização, alegadamente por tentar registar o momento «com o telemóvel». O mesmo que tem sido utilizado para fazer a cobertura da campanha. A senhora acabou por ser assistida pelo INEM.

Um pouco antes, durante o discurso de José Sócrates, Ana ouvia-o encostada ao túnel de acesso ao pavilhão. «Eu saí porque estava muito quente», explicou. Ali o som das colunas chegava mais esbatido, mas a socialista não parecia preocupada. Disse que assinava em branco todas as palavras de Sócrates. «Sou a favor de tudo o que ele está a dizer, voto sempre a favor».

«De cara destapada»

Lá dentro, José Sócrates - enquanto limpava o suor mais vezes do que Vital costuma compor o cabelo - lançava um ataque «àqueles que acham» que é «primeiro-ministro por acaso». «Eu sou primeiro-ministro pela vontade dos portugueses, pela vontade do povo português. Mas quero dizer também a esses que dizem isso, que se eles estão na oposição, também não é por acaso, é porque o povo quis que eles fossem para a oposição», disse.

Mas a parte mais acesa do discurso foi quando o secretário-geral do PS atirou em direcção aos sindicalistas. «Quando alguns sindicalistas mostram maior interesse pelos resultados da eleições do que pelos interesses dos seus associados eu quero dizer que isso não prestigia o sindicalismo», apontou.

Em seguida, o secretário-geral do PS apontou armas para o centro de Lisboa. «Não sei se tiveram ocasião de ver televisão esta tarde, eu já tive, e vi uma manifestação de professores em Lisboa. Acontece que vi lá vários dirigentes partidários. E eu quero dizer aqui, neste comício, que nós, aqui, no Partido Socialista, não instrumentalizamos, lutas sindicais», disse. «Nós, aqui, fazemos campanha eleitoral, mas sem disfarces, de cara destapada».

«Ponto alto»

Vital Moreira discursou depois. O cabeça-de-lista do PS começou por descrever o encontro de Braga como o «ponto alto» da campanha socialistas às europeias. Depois agradeceu a Sócrates o empenho pessoal que lhe tem dado. «Obrigado, querido amigo», disse.

No final, o constitucionalista, apontou, já a falar para os apoiantes, de forma triunfante: «Amigos e amigas, estamos a ganhar esta campanha eleitoral». «Estamos a ganhar a batalha das sondagens eleitorais, que todas, sem excepção, colocam à frente a nossa candidatura com vantagens entre 2 e 7 por cento», salientou.

Foi com um apelo de ida às urnas que Vital terminou a sua intervenção e com estas palavras que as centenas de apoiantes que encheram o recinto saíram. Mas, cá fora, mais do que sobre a força das palavras de Sócrates e das do cabeça-de-lista do PS às europeias, falava-se, entre suspiros, do calor. Do muito calor que vaporizou o «ponto alto» da campanha socialista.

Miguel Portas

O líder parlamentar do BE, Luís Fazenda, defendeu hoje a construção de "alianças políticas grandes", a "grande esquerda", que é a alternativa à "podridão" do Bloco Central.

"Há muita esquerda para além do Bloco e essa estamos a tentar ganhá-la pelo afecto, pela razão nesta campanha, em todas as nossas iniciativas e mobilizações", afirmou Luís Fazenda, durante um comício em Lisboa.

Fazenda acrescentou que é necessário dizer que existe uma alternativa às "lideranças fracassadas" que passa pela "construção de alianças políticas grandes".

Europeias: Porta-voz do CDS diz que eurodeputada Ana Gomes está à procura de palco político no caso das OGMA

Nuno Melo
O porta-voz do CDS-PP, Pedro Mota Soares, considerou hoje que a eurodeputada do PS Ana Gomes "está á procura de um palco político" por ter levantado dúvidas de legalidade sobre a privatização das OGMA.

"É preciso descaramento e uma certa lata para dizer o que se disse hoje. A dra. Ana Gomes está com falta de memória", afirmou Pedro Mota Soares, em declarações à Agência Lusa.

A eurodeputada socialista levantou hoje dúvidas políticas e de legalidade sobre "negócios" realizados na compra de submarinos na privatização das Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA), operações ambas da área do antigo ministro Paulo Portas.

sábado, 30 de maio de 2009

Recordar Carlos Paião numa emocionante sessão que decorreu hoje de tarde no Auditório da Casa de Cultura D. Pedro V em Mafra.


Recordar Carlos Paião numa emocionante sessão que decorreu hoje de tarde no Auditório da Casa de Cultura D. Pedro V em Mafra.
A mesa dos trabalhos com José Fanha ao centro ladeado pela Dr.ª Maria do Deserto e por Luis Arriaga.

Com a sala do auditório completamente cheia realizou-se esta tarde uma sessão em que se pretendeu recordar a figura de Carlos Paião, enquanto compositor e cantor, mas também como homem bom e solidário.

A apresentação do livro “Inspirada na minha paixão” Carlos Paião 1957/1988 da autoria da Dr.ª Maria do Deserto foi o pretexto para a realização tão do agrado dos mafrenses admiradores do cantor popular cujas músicas lhes tocava o coração.

Na mesa de honra estiveram presentes para além da escritora Maria do Deserto, José Fanha e o grande companheiro da altura de Carlos Paião, o Luís Arriaga.

José Fanha abriu a sessão fazendo uma retrospectiva dos movimentos musicais desde a época dos baladeiros que surgiram logo após o 25 de Abril e uma geração posterior da cantores/compositores entre os quais se integrava o Carlos Paião.

A Dr.ª Maria do Deserto dissertou sobre a feitura do seu livro, que durou dois anos a realizá-lo, período este em que morre o seu marido. Este facto não impediu que concluísse a obra, parecendo que lhe deu mais força, pois falou o seu coração, que para além de admiradora de Carlos Paião, contou que quando soube da morte estupida do cantor apenas exclamou: este homem não podia ter morrido pois tinha muito para dar.

O companheiro de muitos trabalhos, dessa altura, de Carlos Paião, o Luís Arriaga, contou como era o feitio do cantor e da alegria que dele emanava quando em contacto com os seus colegas. Contou algumas particularidades do feitio de Carlos Paião e emocionou-se quando revelou à assistência que Carlos Paião era o padrinho de nascimento do seu filho. Momento dramático que se viveu pelo estado em que ficou o grande companheiro de Carlos Paião.
Momento dramático da sessão quando Luis Arriaga se emociona ao recordar o seu amigo Carlos Paião. Baixou a cabeça, chorou e não disse mais nada, aliás, não conseguiu dizer

A biografia da Carlos Paião
Nasceu acidentalmente em Coimbra, passando toda a sua infância e juventude entre Ílhavo (terra natal dos pais) e Lisboa. Licenciou-se em Medicina pela Universidade de Lisboa (1983), acabando por se dedicar exclusivamente à música. Desde muito cedo Carlos Paião demonstrou ser um compositor prolífico, sendo que no ano de 1978 tinha já escritas mais de duzentas canções. Nesse ano obteve o primeiro reconhecimento público ao vencer o Festival da Canção do Illiabum Clube, com o tema Play-Back.

Em 1981 decide enviar algumas delas ao Festival RTP da Canção, numa altura em que este certame representava uma plataforma para o sucesso e a fama no mundo da música portuguesa. Playback ganhou o Festival RTP da Canção de 1981 com a esmagadora pontuação de 203 pontos, deixando para trás concorrentes tão fortes como as Doce. A canção, uma crítica divertida, mas contundente, aos artistas que cantam em play-back, ficou em penúltimo lugar no Festival da Eurovisão de 1981, que se realizou nesse ano em Dublin, na República da Irlanda. Tal classificação não "beliscou" minimamente a popularidade do cantor e compositor, pois Carlos Paião, ainda nesse ano, editou outro single de sucesso e que mantém a sua popularidade até hoje: Pó de Arroz. O êxito que se seguiu foi a Marcha do Pião das Nicas, canção na qual o cantor voltava a deixar patente o seu lado satírico.

Algarismos (1982) foi o seu primeiro LP, que não obteve, no entanto, o reconhecimento desejado. Surgiu entretanto a oportunidade de participar no programa de televisão Foguete, com António Sala e Luís Arriaga. Num outro programa, Hermanias (1984), Carlos Paião compôs a totalidade das músicas e letras de Serafim Saudade, uma caricatura criada por Herman José, já então uma das figuras mais populares da televisão portuguesa.

Em 1983, cantava ao lado de Cândida Branca Flor, com quem interpretou um dueto muito patriótico intitulado Vinho do Porto, Vinho de Portugal, que ficou em 3.º lugar no Festival RTP da canção.

Em 1985, concorreu ao Festival Mundial de Música Popular de Tóquio (World Popular Song Festival of Tokio), tendo a sua canção sido uma das 18 seleccionadas em mais de 2000 representativas de 58 países.

A editora EMI - Valentim de Carvalho tinha inclusive chegado a encomendar a Carlos Paião canções para outros artistas, entre os quais o próprio Herman José, que viria a alcançar grande êxito com A Canção do Beijinho, e Amália Rodrigues, para quem escreveu O Senhor Extra-Terrestre (1982), cuja letra chegou mesmo a constar dum manual para alunos de escola primária.

A 26 de Agosto de 1988, a caminho de um espectáculo em Penalva do Castelo, morre em um violento acidente de automóvel, na antiga estrada EN1, actual IC2. Na altura, surgiu o boato de que na ocasião de seu funeral não estaria morto, mas sim em coma, porém a violência do acidente por si nega o boato, pois a sobrevivência a este seria impossível. No entanto, o boato sobre o artista ter sido sepultado vivo permanece até os dias actuais. Por ter morrido, no dia seguinte ao incêndio do Chiado, a sua morte passou de certa forma despercebida. Nesta altura, estava a preparar um novo álbum intitulado Intervalo, que acabou por ser editado em Setembro desse ano, e cujo tema de maior sucesso foi Quando as nuvens chorarem.

Compositor, intérprete e instrumentista, Carlos Paião produziu mais de quinhentas canções, tendo sido homenageado em 2003, com um CD comemorativo dos 15 anos do seu desaparecimento - Carlos Paião: Letra e Música - 15 anos depois (Valentim de Carvalho).
Fotos Bancada Directa

Temas da nossa Justiça. Atrasos na Justiça e o papel dos governantes.

Fragmentos e Opiniões

O destaque do tema

Os portugueses anseiam por uma Justiça mais rápida.No que diz respeito às causas que atrasam a investigação, as mesmas encontram-se identificadas há vários anos


O desenvolvimento

Quem vê o CSI na televisão não compreende como é que uma investigação pode demorar vários meses ou anos.
Nessa série, por exemplo, os vestígios biológicos e as balas são encontradas no local onde ocorreu o crime e, no dia seguinte, os investigadores já têm o resultado do laboratório.

A realidade em Portugal é bem diferente.Se em Portugal um investigador recolhesse os vestígios biológicos e as balas e os remetesse ao Laboratório de Polícia Científica poderia ter de esperar mais de 4 anos para ter os dois exames prontos.

O sistema de organização judiciária também não se encontra adequado a responder às necessidades do serviço.Em Abril deste ano, foram lançadas três novas comarcas que servirão de teste para uma nova forma de organização no futuro.

As novas comarcas foram reforçadas com meios, mas como o número de magistrados é o mesmo, ficaram a faltar 50 magistrados do Ministério Público (MP) em várias comarcas, sendo certo que houve algumas que ficaram sem qualquer magistrado do MP. É evidente que em comarcas onde não existem magistrados irão ocorrer atrasos.

É de salientar, em acréscimo, que a anterior legislação que alterou a forma de organização do Ministério Público (publicada há mais de 10 anos) nunca chegou a ser totalmente implementada por falta de meios.

A revisão do Código de Processo Penal operada no ano passado veio burocratizar ainda mais a investigação, impondo formalismos inúteis .

Se é certo que a lentidão da Justiça é uma das principais preocupações dos portugueses, tal sentimento não tem tido eco em quem nos governa.

A última grande revisão do Processo Penal foi uma oportunidade perdida para se agilizarem procedimentos processuais. Ao invés, aumentaram-se os prazos para a interposição de recursos, respostas e constituição como assistente, o que não se compreende se se pretende obter uma maior celeridade.

Por exemplo, o prazo durante o qual os objectos têm de aguardar para serem declarados perdidos a favor do Estado passou de três meses para um ano, o que implica que, na prática, muitos dos processos tiveram de aguardar por mais nove meses antes de serem remetidos ao arquivo.

Quem afirma que pretende melhorar a rapidez da Justiça não pode tomar opções legislativas precisamente no sentido oposto.Por outro lado, a instabilidade e as deficiências das aplicações informáticas que servem os Tribunais têm provocado o adiamento de diligências, por frequentes vezes aquele apoio informático se encontrar inoperacional.

O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público quer contribuir para a melhoria do sistema judicial, pois sabe que o mesmo é fundamental para o desenvolvimento do país.

Por esta razão, apresentará novas propostas de modo a que os julgamentos criminais ocorram em momento mais próximo da data da prática dos factos.

Agradecimento ao Meretissimo Antonio Ventinhas, Digmº Magistrado do Ministério Publico e membro da Direcção do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público.

Artigo publicado no semanário Sol

A poesia da "mente".


O POEMA DA 'MENTE'

Há um “homem” que mente.
Mente de corpo e alma, completamente.
E mente de maneira tão pungente
Que a gente acha que ele mente sinceramente.
Mas que mente, sobretudo, impunemente...
Indecentemente... mente.
E mente tão racionalmente,
Que acha que mentindo vida fora,
Nos vai enganar eternamente

Nota do autor do post: já me esqueci de quem me mandou este poema. Mas lembro-me perfeitamente que ele se referia a alguém. Não é nosso costume entrar por este caminho de ofensas ou depreciativos pessoais. É evidente que fiz uma omissão necessária no poema. As nossas desculpas ao leitor que teve a amabilidade de nos enviar o dito.

Tá escuro, não tá? O meu humor de Sabado.

Uma dona de casa recebe um amante todos os dias em casa, enquanto o marido trabalha.
Durante esse tempo ela mete o filho de 9 anos trancado no armário do quarto.
Certo dia o marido chega a casa e o amante ainda lá está.
Então ela tranca o amante no armário onde estava o filho.
Ficaram lá um bocado, até que o miúdo diz:

* Tá escuro aqui...
* Tá...
* Eu tenho uma bola de ténis para vender...
* Que giro!
* Queres comprar?
* Não!
* Pronto... Se preferes que eu diga ao meu pai...
* Quanto é que queres pela bola?
* 25 euros.
* Toma.

Uma semana depois, o marido torna a chegar cedo.
O amante está em casa.
O miúdo está no armário. O amante vai para o armário.
Eles lá ficam em silêncio até que o miúdo diz:

* Tá escuro aqui...
* É, está.
* Eu tenho aqui uma raquete de ténis para vender por 150 euros.
* Que bom.
* Queres comprar?
* 150 euros??? É muito cara!!
* Se preferes que eu diga ao meu pai... É contigo..
* Nao, não... Eu compro.
* Aqui está.

Outra semana depois, o marido torna a chegar cedo.
O amante está em casa.
O miúdo está no armário.
O amante vai para o armário.
Eles lá ficam em silêncio até que o miúdo diz:

* Tá escuro aqui...
* É, está.
* Eu tenho aqui umas sapatilhas da Nike para vender por 500 euros.
* Que bom para ti.
* Queres comprar?
* 500 euros??? Tás doido?!!
* Se preferes que eu diga ao meu pai... É contigo..
* Não não, eu compro, eu compro.

No fim-de-semana, o pai chama o filho:
* Pega na bola e na raquete e vamos jogar.
* Não posso. Vendi tudo.
* Vendeste? Por quanto?
* 675 euros.
* Não podes enganar os teus amigos assim. Vou levar-te agora ao padre para te confessares.
Chegando à igreja, o miúdo entra pela portinha, ajoelha-se e fecha a portinha.
Abre-se uma janelinha e aparece o padre.

--* Meu filho, não temas a Deus, diz e Ele perdoar-te-á. Qual é o teu pecado?
-- * Tá escuro aqui, não tá?
-- * Não vais começar com essa merda outra vez, pois não???

As eleições europeias no Bancada Directa

Bancada Directa apresenta aos seus amigos leitores as "ultimas" sobre as "Europeias".

Os destaques:


Eurosondagem: PS novamente mais longe do PSD

Volta a aumentar a distância entre PS e PSD nas intenções de voto para as próximas eleições europeias de 7 Junho, a qual, segundo avança um estudo da Eurosondagem para a Rádio Renascença/Expresso/SIC, está agora em três pontos de diferença. Consequência de uma subida de 1,2% dos socialistas.
De acordo com os dados revelados, esta sexta-feira, pela RR, o PS tem vindo a beneficiar daquilo que a rádio designa de «efeito Sócrates», o qual terá contribuído para garantir, neste momento, aos socialistas, 35,5% das intenções de voto, contra 32,5% do PSD.

De resto, também os social-democratas registam uma subida – embora mais ligeira -, em particular, entre os mais jovens, além de consolidarem o predomínio entre a população com mais de 60 anos.

Entre os restantes partidos, destaque para a subida da CDU entre as preferências dos portugueses, agora com 9,2%, ultrapassando inclusivamente o Bloco de Esquerda, que se fica pelos 8,8%.

Já o CDS, mantém-se estável nas intenções de voto, com 6,5%, menos quatro décimas do que na última sondagem. E precisamente aquilo que o PSD ganha, no trabalho hoje divulgado.

A campanha de Vital Moreira
"Não me calarei sobre o caso BPN" - aviso de Vital Moreira a Ferreira Leite
O cabeça de lista do PS às europeias, Vital Moreira, avisou hoje a líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, que não se calará sobre o caso Banco Português de Negócios (BPN) até ouvir uma explicação da sua parte.

A campanha de Paulo Rangel

Presidente do PSD diz que já teme ser escutada ao telemóvel e não quer ter medo de ser seguida

A presidente do PSD contestou na sexta-feira a instalação obrigatória de "chips" nas matrículas, dizendo que já teme "ser escutada" ao telemóvel e não quer ter medo de "ser seguida".

Durante um discurso em Vagos, no distrito de Aveiro, tendo ao seu lado o cabeça-de-lista social-democrata ao Parlamento Europeu, Manuela Ferreira Leite referiu que "há meia-dúzia de dias este Governo aprovou um diploma" relativo a "todos aqueles que disponham de um veículo automóvel".

"Mas não é só um veículo automóvel: triciclos, bicicletas, tudo o que ande com rodas, todos vão ser obrigados a ter um sinal na sua matrícula que identifica a localização desse veículo", acrescentou.

A campanha de Miguel Portas
Miguel Portas diz que discussões laterais são uma «gangrena» nesta campanha

O cabeça-de-lista do BE às europeias, Miguel Portas, considerou na sexta-feira que as discussões laterais, "as zangas entre comadres", estão a constituir uma "gangrena" nesta campanha eleitoral.

"As discussões laterais, as zangas entre comadres, o elevar de voz quando no fundo se está de acordo quanto a tudo o que é essencial estão a constituir uma gangrena nesta campanha eleitoral", afirmou Miguel Portas, num comício no conservatório de Faro.

Numa clara crítica aos seus adversários nas eleições de 07 de Junho, o candidato do BE assegurou que, pelo contrário, o BE faz as discussões fundamentais, não as discussões laterais.

A campanha de Ilda FigueiredoIlda Figueiredo alerta contra posições como a de Paulo Rangel sobre subida da esquerda

A cabeça-de-lista da CDU ao Parlamento Europeu, Ilda Figueiredo, apelou na sexta-feira à noite para que "sejam derrotadas" posições como do seu adversário Paulo Rangel (PSD), quando considerou que a subida dos partidos de esquerda é um perigo para a democracia.

Num jantar-comício em Gondomar com mais de 200 apoiantes, Ilda Figueiredo recordou estas palavras do número um da lista do PSD às eleições europeias para questionar: "Mas então que democracia é a daquele homem?"

"Ele julga que não houve um 25 de Abril de 1974 em Portugal? Ele já julga que já foram ao ar todas as conquistas de Abril que permitiram o pluralismo e a liberdade de expressão, de voto e de partidos no nosso país?", perguntou a eurodeputada da CDU.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Manuela Moura Guedes entrevistada pelo "Expresso" Tenho de ter mais cuidado, disse ela.

Manuela Moura Guedes: "Sinto que tenho de ter mais cuidado" , disse em entrevista ao "Expresso" a publicar amanhã.

A pivô que divulgou o DVD do caso Freeport confessa que se sente "muito mais limitada" pela "estratégia de pressão" que, segundo ela, foi "montada pelo Governo desde o Congresso do PS".

Acha ainda que "Portugal já é um País perigoso" e que "a maioria dos jornalistas não presta".

A discussão com Marinho Pinto, em directo, no Jornal Nacional de sexta-feira da TVI (vídeo no final do texto). Os processos movidos por José Sócrates e contra ele a propósito do caso Freeport. O balanço de tudo isto é feito por Manuela Moura Guedes, em entrevista a publicar na edição do Expresso de amanhã.


"É um disparate um primeiro-ministro processar um jornal que está a fazer o seu trabalho. É uma fuga para a frente", afirma a sub-directora de informação do canal de Queluz. Diz que não tem "culpa que o senhor primeiro ministro tenha tantos casos que mereçam notícia", mas salienta que não faz "julgamentos" e que mantém "toda a isenção" para informar sobre José Sócrates.


Na outra face da moeda, há um notório sinal de cansaço de uma "guerra" com o Governo. "Desgasta-me muito", assume.


Excertos da entrevista a publicar amanhã, sábado, no Expresso.


Sobre Marinho Pinto
-Reviu a entrevista com Marinho Pinto?

-Não, nunca revejo nada. Sei o que fiz e não gosto de me ver em televisão. Tenho horror.
-Reconhece que houve falhas?

-Não. Tenho plena consciência que fiz aquilo que devia ser feito. O bastonário dispara para o ar e eu confrontei-o de forma directa, como ele costuma fazer.
-Mas quando diz ao bastonário "então o senhor é um bufo"...

-Porque é uma constatação. Ele acabava de dizer que não sei quem, ao fazer isto e aquilo, era bufo. Estava a retratar-se...
-Disse mais: "Não está a fazer muito pela sua classe", "fez um frete ao Governo"...

-Não o faço de forma traiçoeira! Estou a confrontá-lo e ele pode responder. Não estou em frente a um bebé indefeso.
-Foi bom o resultado?

-Não foi mau. Confesso que não gosto de ter à minha frente alguém que se expressa como um carroceiro. Mas como entrevista foi bom.


Sobre José Sócrates
-O que acha de José Sócrates?

-É complicado para um jornalista responder. É ver a informação em Portugal. Se não fosse tão subserviente, o primeiro-ministro podia fazer aquele número inacreditável, dirigindo-se ao país para criticar um jornal da forma como fez.
-O que é que isso diz dele?

-Tenho alguma dificuldade em caracterizar, porque achei que aquilo nunca poderia acontecer... (silêncio) Algumas atitudes assustam-me.
-O PM processou-a e foi processado por si. Tem isenção para dar notícias sobre ele?

-Claro que tenho. Mas agora sinto que tenho de ter mais cuidado. Estou muito mais limitada. Sinto-me condicionada.

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