BANCADA DIRECTA: Abril 2009

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Esta Lisboa que eu amo: este edificio vive paredes meias com o nosso Antonio Raposo

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Só gostava de saber o que é que pensará o nosso cronista Antonio Raposo quando sai de casa e encara com esta preciosidade?
Lisboa. Rua Luciano Cordeiro 13.

Os artistas: Dar o dito pelo não dito.Um tema de Rui Santos sobre o "espertismo".



O desporto “chico esperto” que por cá se vive. Dar o dito por não dito. Soares Franco é o tema.

Os artistas

A vaga de fundo por Soares Franco é uma descarada campanha a favor do “chico espertismo” e da falta da palavra.

Confesso ter feito um grande esforço para não me pronunciar sobra os almoços, jantares e encontros imediatos, mais ou menos mediáticos, que vêm sendo protagonizados pelo MASF. O MASF é o Movimento de Apoio a Soares Franco, presidente do Sporting que, em 8 de Janeiro de 2009, na RTP, surpreendeu muitos sportinguistas e os seguidores do futebol em geral, com a declaração da sua não recandidatura à presidência da colectividade de Alvalade.

Chegou a hora de, não pertencendo obviamente ao MASF, desde logo por manifesta incompatibilidade com as funções que desempenho, cujo principio tem sido desprezado por alguns plumitivos da nossa praça, infelizmente condicionados por aqueles que usam e abusam de certos poderes, dar o meu contributo para a mobilização do seu derradeiro e quiçá bem sucedido fôlego.
Desde logo, houve quem “piscasse o olho” e proclamasse aos quatro ventos que “aquilo” não era para ser levado a sério, era uma declaração estratégica para Soares Franco ganhar tempo e espaço de manobra para, depois de um período delicado e com certas condições de pressão e temperatura, pudesse voltar a levantar voo.

A “piscadela de olho” é um traço da idiossincrasia lusa, muito dada a esquemas e pouco virada para a valorização da palavra e a salvaguarda da honra e do respeito. A lógica do ”espertismo” está a dar os resultados que, neste momento, todos vemos, menos aqueles que continuam a achar-se incólumes às escassas e frágeis formas de escrutínio.

A tão decantada “vaga de fundo” por Soares Franco tem estado nas páginas dos jornais, ora porque aqueles bichinhos que se alojam nas carapaças dos presidentes, para melhor viverem as suas vidas, reclamam o espaço onde deixam cair a baba da viscosa propaganda – a deles e a do sujeito da monarquia - ,ora porque os vícios sistémicos da largas franjas da Comunicação Social produzem, eles próprios, caracteres em baba ( e em barda) com medo dos contracidos.

Apesar dos repetidos “nãos” de Soares Franco, o circo do MASF instalou-se definitivamente com o máximo respeito pelos cavalos, focas, leões elefantes, e pulgas amestradas de outros circos. O despudor é tão grande que alguns notáveis nem sequer se dão da posição em que colocam, defendem o dito pelo não dito, como marca do indelével “espertismo”.

Como se fossemos todos iguais e muito tolos.

Só falta colocar, no Marquês de Pombal, bem perto do leão de pedra, um contador electrónico, a partir do qual se conferem, em contagem decrescente, as horas, os minutos e os segundos sobre o momento em que Filipe Soares Franco, vergado por uma pressão inaudita, anunciará, generosamente, a contradita da sua intenção inicial, porque o “dever de missão” é mais forte do que qualquer compromissos.

Este Mundo está a condenar-se por causa dos “chicos espertos”. As “vagas de fundo” são para os artistas.

Rui Santos. Record 30.04.2009

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Esta Lisboa que eu amo.A verdade nua a crua. É mesmo um "abuzo"

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Estas fotos foram cedidas pelos blogues Lisboa SOS e Cidadania Lx. Por lá escreveu-se que a situação é uma "prostituição e um abuzo de um espaço publico. Deixo à apreciação à consideração dos meus estimados leitoress.



Nem mais, «uzo e abuzo» do espaço público! Mais um exemplo de um mupi a prejudicar a mobilidade pedonal. Quem conhece o Chiado sabe que por esta passadeira e passeio passam milhares de peões. Esta estrutura da JcDecaux, implantada mesmo no meio do canal pedonal, deve ser retirada. As fotos são reveladoras da sua localização abusiva - é apenas um obstáculo à circulação fluida e normal de peões. Foi solicitada à CML, e à JcDecaux, o abate deste "inconveniente" mupi.

Fragmentos e Opiniões: Nós, europeus? No minimo apenas uma interrogação. Nada mais.


Nós, europeus?

Um candidato ao Parlamento Europeu, Vital Moreira, está a apresentar um cartaz propagandístico com a frase “Nós, europeus”. A frase, que não é interrogativa, suscita diversas interrogações.

A frase destina-se, obviamente, a sublinhar que todos nós somos europeus.. Portugueses, espanhóis, franceses, alemães….mas todos europeus. Um toca a “reunir” europeu. Toca a reunir”? Na verdade, é o próprio candidato a fazer desde logo uma primeira divisão.

Lá por ser português não temos de apoiar a candidatura de Durão Barroso a Presidente da Comissão Europeia - defende Vital Moreira. E com razão…de um ponto de vista “nós europeus”.

Com efeito, por que é que o nacionalismo há-de sobrepor-se ao partidarismo? Por que é que o facto de Durão Barroso ser português há-se ser mais importante do que o facto de ele não ser socialista?

Assim também pensa o benfiquista que prefere que o Porto perca com estrangeiros (e vice versa) porque ser-se benfiquista é mais importante do que ser-se português.

Choca? Sim, de facto choca porque continuamos a ser, ainda, muito nacionalistas. Quase todos nós (com honrosas excepções, como Vital Moreira) continuamos sentimentalões e a gostar do que é português. Continuamos a gostar do Cristiano Ronaldo e do Mourinho e a que ganhem, por exemplo, porque são portugueses.

E até Jorge Sampaio não passou de um antiquado e sentimental nacionalista ao aconselhar o então primeiro-ministro Durão barroso a aceitar o lugar de Presidente da Comissão Europeia, porque a “oportunidade de um português poder ocupar um lugar destes não se pode perder”.

Nós europeus? Sim, claro que somos europeus, mas primeiro portugueses. Pode ser que os nossos filhos ou os nossos netos já consigam primeiro ser europeus e depois portugueses. Nós, por enquanto, ainda continuamos a sentirmo-nos ao contrário (como, aliás, todos os outros povos europeus).

E é por isso que as eleições europeias nos parecem tão distantes e desinteressantes. Injustamente, talvez (os senhores da Europa mandam mais nas nossas vidas do que aquilo que nós julgamos) para a maioria de nós as eleições europeias são uma oportunidade de os políticos “chutarem para cima” um qualquer adversário que se quer ver longe, de presentear um amigo a quem se deve favores ou ainda proporcionar uma reforma dourada a uma personalidade veterana.

Por isso é que Vital Moreira “não aquece nem arrefece “ mas lamenta-se por Paulo Rangel, porque se vai perder (repare-se “perder”) um bom líder parlamentar. A verdade custa a dizer mas é a verdade.

Nas actuais circunstancias politicas nacionais (crispação partidária e calendarização de três eleições seguidas, sendo a primeira as europeias) o próximo acto eleitoral assume uma importância de que por si não tem. A importância destas eleições europeias advém de razões…nacionais.

Nós, europeus? No mínimo uma interrogação.
Dr Rogério Bueno de Matos

Eleições autárquicas em 2009. Luis Fazenda pelo Bloco de Esquerda para fazer esquecer o "ZÉ"

O dirigente do Bloco de Esquerda Luís Fazenda liderou o divórcio com Sá Fernandes e acabou como o seu legítimo herdeiro!

Os divórcios são quase sempre penosos, mesmo na política, e o que envolveu o Bloco de Esquerda e o seu candidato José Sá Fernandes, eleito para a autarquia lisboeta, não foi excepção. A sua consumação não agitou muito o partido, ainda crente numa coligação com Helena Roseta, embora esta substituição de pares não fosse “consensual”, garantiu publicamente uma fonte do BE, mas, afinal, mal Roseta virou as costas a um acordo, o nome de Luís Fazenda soou: “Tinha de ser assim”, disse Pedro Soares, dirigente do responsável pelas autárquicas: “demonstrar aos eleitores que o BE está de regresso à política municipal ao seu mais alto nível.

Começando pelo fim, Luís Fazenda, que esta semana foi confirmado na assembleia de aderentes como candidato “por larguíssima maioria”, não é um estreante nas lides autárquicas. Foi membro do BE na Assembleia Municipal no tempo de Jorge Sampaio. Mas é debutante como cabeça de lista num processo eleitoral. Calhou-lhe, porém, uma das empreitadas mais difíceis num ano repleto de desafios eleitorais: fazer esquecer José Sá Fernandes e um acordo rasgado é já uma complexa tarefa, sobretudo para quem liderou esse processo de ruptura. Tudo se agrava quando, em matéria de concorrência à esquerda para a Câmara de Lisboa, a soberba é o pecado e o acto eleitoral ocorre poucas semanas depois de umas eleições legislativas que podem empolgar ou deprimir.

É uma herança pesada e, também, por isso, nada animadora para eventuais concorrentes. Vários dirigentes garantiram que Luís Fazenda foi o único nome falado. Não admira. Pedro Soares diz mesmo: “É o candidato natural”. E, na verdade, o seu nome borbulhava em Fevereiro, mal Francisco Louça subiu ao palco da Convenção para anunciar a estratégia autárquica para a Câmara de Lisboa. Mas foi numa reunião concelhia em Março, que o seu nome foi lançado ao debate interno. A concelhia confirmaria por unanimidade e na quinta-feira a assembleia de aderentes ratificou.

“Com pequenas alterações defenderei o programa que o BE apresentou nas últimas eleições em Lisboa, diz Luís Fazenda, justificando a ruptura e menorizando o processo Sá Fernandes: “O meu adversário é António Costa e o objectivo “retomar a presença do BE e aumentar, até, a participação”. De Luís Fazenda, diz um seu adversário parlamentar:”É de homem, decidiu dar o corpo às balas.

Pastor vira excentrico


Pastor excêntrico
De um dia para o outro um dos homens mais modestos da aldeia de Salvador, em Penamacor, tornou-se milionário.
Até agora todos o conheciam como “Rui Pelintra”, mas este mês a alcunha deixou de fazer sentido. Em plena sexta-feira santa, o Pastor, que nem sequer tinha conta bancária, ganhou o segundo prémio do Euromilhões e amealhou mais de um milhão de euros.
Nunca tinha jogado regularmente e não tinha chave certa e fixa. Costumava confiar nos números ditados pela máquina e foi o que aconteceu desta vez. Acertou em cinco números e uma estrela e o prémio só não foi mais compensador e abastado porque será dividido com mais dois apostadores europeus.
Nada que faça diferença a “Rui Pelintra”, que confessa ainda ter dúvidas sobre o real valor do prémio que ganhou. “Ainda não estou a ver bem”, responde, quando lhe perguntam se tem noção do dinheiro que lhe saiu na sorte grande do Euromilhões.
Talvez por isso ainda não tem planos para o dinheiro….

Magia: alguem me explica como isto se faz?

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Sai uma dose de asinhas de frango

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Estou convencido de que este prato tem muita saída. É preciso é saber apresentá-lo. Ora vejam lá!


terça-feira, 28 de abril de 2009

Fragmentos e Opiniões. Antonio Raposo comenta o regresso de Santana Lopes.

VOLTA SANTANA AMIGO – ESTÁS DESCULPADO!

Os políticos profissionais são como as alergias, com a primavera regressam sorridentes, dentinhos branqueados (tipo Paulinho das feiras) com um ar o mais angélico que é possível arranjar.

Ele há políticos que nunca vão ao fundo. Façam eles o que fizerem. Sabem utilizar às mil maravilhas os truques dos ilusionistas. Conseguem vender gato por lebre. Dominam as técnicas do marketing como professores da disciplina.

Maravilham as assistências com os seus ademanes, o seu "patois".

Com o seu “charme”. O “charmoso” Santana está aí anunciado.

Está de volta – está perdoado!

O amigo Santana é um autêntico sobrevivente. Quem diria que passados breves meses de uma saída pela “direita baixa” – super humilhado pelos cartoons, enxovalhado nas crónicas dos jornais,

rodeado de artistas da nossa moribunda revista à portuguesa, desempregados. Tudo de mau lhe aconteceu. Sem se perceber muito bem como foi eleito para a Câmara de Lisboa. Mas, o certo é que votaram nele.

Uma grande obra que deixou feita foi a aquisição de um carro de luxo – caro para burro – que para ele devia ser o veículo a que “sua majestade” tinha direito. Entretanto deixou a Câmara de gatas, com as obras paradas, sem um tostão na caixa e com dívidas fabulosas. Um óptimo trabalho, diga-se.

Tudo isto se passou alegremente à vista dos eleitores, desta mui nobre e leal cidade de Lisboa.

Ele ao sair bem avisou que “andaria por aí…”

E não é que ele é o novo candidato à Câmara? Outra vez!

Será que o pessoal vai outra vez eleger o amigo Santana?

Se me contassem eu não acreditaria.

Quem anda feliz são os fazedores de cartoons. Vão ter novamente muita matéria prima para trabalhar. Eu é que começo a não achar muita graça às anedotas.
Antonio Raposo

Uma imagem vale mais que mil palavras

O passado, o presente e o futuro?No entanto só a Liberdade conta! E vamos dar as mãos!

À atenção dos senhores agentes de autoridade que vigiam a zona do Cais do Sodré.

Uma leitora, perfeitamente identificada, está preocupada com o que acontece diariamente na zona do Cais do Sodré.

Deixo o seu texto à consideração dos senhores agentes de autoridade que vigiam a zona.
Há largos meses, que dois grupos distintos da carteiristas portugueses e romenas operam na zona lisboeta do Cais do Sodré, tendo como grande preferência a paragem de autocarros e carros eléctricos que seguem na direcção de Alcântara, para a prática dos furtos.
O grupo de carteiristas portugueses é composto por quatro a oito elementos masculinos e de meia-idade, sendo este número variável consoante o dia da semana, aumentando nos fins-de-semana e diminuindo às segundas. O grupo de carteiristas romenas consta de duas a quatro mulheres. Encontram-se diariamente a partir das 9h20 em frente da fachada principal do Mercado da Ribeira e no edifício da Inspecção-geral das Actividades de Saúde. Quando consideram necessário, refugiam-se nos cafés laterais em grupos também distintos.

As vítimas são os turistas estrangeiros e os portugueses de idade avançada ou mulheres. Continuam a actuar impunemente, com o maior descaramento, e este cenário é repetido vezes sem conta ao longo de manhãs, dias e meses sem nada lhes acontecer

Bancada Directa pergunta apenas: Até quando?
A leitora chama-se Catarina Vaz Mendes

Amigos leitores do Bancada Directa: cuidado com o Amarula.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Leiam antes de ver o vídeo

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O AMARULA é a fruta de uma árvore africana, a qual uma vez fora dos dos ramos das árvores chega a atingir os 17 GRAUS de ÁLCOOL. O Amarula, é uma fruta da África do Sul que contém quatro vezes mais vitamina C do que a laranja. A sua graduação alcoólica é de 17%. O sabor é similar ao Baileys, mas com um toque frutado.

É bom, no calor da natureza, ter onde tomar uma bebida com os colegas!!!!

Cuidado com os frutos exóticos que compram.

Obrigado pela vossa atenção.

O meu 25 de Abril. O "metro falhou apoio". Gostávamos de saber o porquê?

O “Metro” falhou o apoio. Bancada Directa gostava de saber o porquê?

Tenho conhecimento do desabafo do leitor José Alberto Pérez Garcia, o qual passo a dar conhecimento aos nossos leitores:

…Inscrevi-me na 32ª Corrida da Liberdade, no dia 25 de Abril. A brochura da corrida informava que não teríamos de comprar bilhete de Metro, desde que devidamente identificados com o dorsal - eu tinha o dorsal Nº 713. Na estação Baixa-Chiado não nos deixaram entrar para ir à Pontinha (a mim e a outros 3 corredores, pelo menos) apesar dos esforços de uma pessoa da organização da prova. Sem dinheiro e sem tempo para voltar a casa e pegar no meu passe mensal, tive de desistir de correr tal como os outros atletas. Foi esse o anunciado (na brochura da corrida) apoio que o “Metropolitano ia dar à corrida?

Bancada Directa, simplesmente, gostava de saber porque (neste caso) aconteceu esta falta de apoio. Não me digam que promessas feitas e não cumpridas não são só exclusivo da classe politica
?

segunda-feira, 27 de abril de 2009

70.000 euros? Meu rico dinheirinho.

Inaugurados no Terreiro do Paço jardins portateis, para fazer esquecer as obras que por lá andam. Custaram 70.000 euros. Nem quero fazer qualquer comentário, porque triste já eu estou o suficiente. É que em tempos de crise há que ajudar mas é os pobres, matando-lhes a fome.
Já agora podem dar uma espreitadela aqui

Uma atleta de eleição. Classe, raça e fibra são os atributos que fazem dela uma campeã.

Telma Monteiro

A judoca portuguesa sagrou-se na passada sexta feira 24 de Abril tricampeã europeia de Judo, em Tbilissi (Geórgia), ao bater na final da categoria de -57 kg a atleta britânica Sarah Clark.




Ver a noticia em pormenor aqui

Fragmentos e opiniões fracturantes. Reflexões sobre os Cartazes Eleitorais.



Para que servem os cartazes eleitorais?

O cidadão que alguma vez modificou o seu sentido de voto por causa de um cartaz, que levante o braço. Num país onde a educação e a cultura continuam a ser territórios mais do desprezados, asfixiados pela política - que tudo faz para os manter estanques, de modo a que a população permaneça incapaz de perguntar, descobrir e exigir -, é natural que as pessoas votem por amor ao padre, ao filho ou à vizinha. Já tivemos autarcas a oferecer electrodomésticos em troca de votos, temos autarcas que se gabam de fugir ao fisco e continuam a receber os votos e o aplauso do povo, que clama: "Rouba, mas faz". Há políticos que vão porta a porta explicar aos velhinhos analfabetos em que símbolo devem pôr a cruzinha - e para esse efeito, os panfletos de propaganda podem ser úteis. Mas a quem serve a invasão de cartazes nas grandes cidades? Às agências de comunicação, claro. Há meses, Manuela Ferreira Leite clamava que não sabia o que isso era - mas entretanto, que remédio, aprendeu: lá está ela, gigantesca, em todas as esquinas, anunciando uma coisa que eu aliás duvido que excite alguém: Política de verdade. A uma hora destas, o pessoal já não aguenta nem mais um grão de verdade. Já chega: não se arranja por aí uma mentirazita animadora? Uma coisa que nos dê alento para sorrir ao levantar da cama, de forma a que nos animemos a trabalhar mais e melhor, para podermos acabar com a crise mais depressa?
Agora que a ASAE já chegou aos decotes e ao tamanho das saias das funcionárias públicas - os códigos de apresentação dos homens continuam por escrutinar - que alegria no trabalho nos restará? Nem o perfume escapa: quando a PIDE dos costumes da Função Pública proíbe "perfumes agressivos", inclui o cheiro a suor de três dias, ou só os perfumes engarrafados? E, mais uma vez, só os delas? É que há limites para a verdade que uma cidadã está disposta a enfrentar.

Pelo menos, nos cartazes, Manuela quase sorri. Mas alguém irá votar por causa de um quase sorriso, mil vezes repetido? Alguém votará em Vital Moreira por causa da expressão "Nós, Europeus" ou da caligrafia da sua assinatura, também mil vezes repetida, ao lado do seu retrato sobre um fundo misto de sangue e mar? Alguém votará no PCP por causa dos cartazes que nos gritam a necessidade de dar "mais força" a este partido?

E assim por diante. Ainda a vasta procissão eleitoral vai no adro e já a capital do país parece os destroços de uma feira popular - o que não deixa de ser irónico, dado que a mesma capital arrasou há anos a rentável feira popular que tinha, e nunca mais tratou de criar outra -, divertimento simples para a arraia-miúda é coisa que nem os políticos chiques nem os intelectuais sonantes estão dispostos a defender. Cheira a sardinha assada, a balões, a carrinhos de choque e a farturas. Não fica bem. Para os supostos magos da "imagem" e da "comunicação", este ano não é de crise: há muito photoshop a fazer para tornar luminosos os mais pardos rostos, muita consultoria sobre cores de camisas e gravatas, muitos slogans a reinventar, por assim dizer, a partir de exemplos bem sucedidos lá pelas Europas dos ricos e pelas Américas ousadas. Louvo a iniciativa de José Sá Fernandes, de despoluir a Praça Marquês de Pombal - e a resposta dele aos que, de dedo em riste, o acusaram de também já ter prevaricado, é deliciosa, e deliciosamente portuguesa: "Não fui eu, foi o Bloco de Esquerda".

Ou seja: a culpa foi daqueles meninos que entretanto decidiram dar-lhe um pontapé. Note-se que o Bloco de Esquerda alegou como pretexto para se desfazer do Zé o empréstimo de uma praça da cidade, por um tempo curto, para a realização de um anúncio, a troco de obras definitivas nessa praça. O Bloco alegou isso, e uma coisa ainda mais feia, que foi a solidariedade do Zé face a uma colega brutalmente atacada por ter desencadeado uma auditoria que levou antigos administradores de uma empresa municipal ao banco dos réus.
Ora a mim parece-me que o facto de um candidato ter errado (no caso, ao usar cartazes num espaço protegido) não o deve impedir de assumir o erro e passar a fazer a coisa certa. Se mais vezes os políticos assumissem os seus erros e se se determinassem a corrigi-los, o país estaria de muito melhor saúde. Aliás, tenho pena que não se proíbam os cartazes políticos em todos os espaços urbanos. Ao contrário dos decotes, incomodam-me. Não tanto pela miséria estética, como pelo que cada um deles significa - dinheiro atirado à rua. Dinheiro nosso, que, mais uma vez, não é utilizado a nosso favor.

Inês Pedrosa

A doença do tropeção. É o "Temas de Medicina" de hoje, integrado no "O saber não ocupa lugar".

A doença do tropeção. É o “Temas de Medicina” em “O saber não ocupa lugar.
Vulgarmente chamada a “doença de Machado/Joseph, porque um dos seus sintomas é a descoordenação da marcha. E era também conhecida como a doença “açoriana” do sistema nervoso, porque os primeiros doentes eram descendentes de açorianos.

O desenvolvimento

Estava-se em 1972 e no Estado norte-americano do Massachusetts era identificada uma nova doença neurológica que afectava, em particular, a família Machado.

Uma família cujos ancestrais eram originários dos Açores. Três anos mais tarde, noutro Estado, agora o da Califórnia, os médicos pensaram, igualmente, ter descoberto uma nova doença, identificada na família Joseph, também ela de origem e com raízes açorianas. Só em 1981 as investigações permitiram concluir que não se estava em presença de duas doenças, mas apenas de uma só, baptizada, então, com o nome de Machado/Joseph, relativo à primeira família em que foi detectada e àquela mais afectada.

Nesse espaço de tempo, a patologia era descrita como a doença açoriana do sistema nervoso, por se acreditar que apenas os originários do arquipélago açoriano estavam em risco. Mais tarde, as mesmas características vieram a ser identificadas em famílias de outras latitudes, afro-americanas e japonesas, fenómeno atribuído à emigração portuguesa.

Os sintomas que conduziram ao diagnóstico nas famílias Machado e Joseph eram os mesmos. E o primeiro de todos a “ataxia”, termo usado para descrever a falta de coordenação motora, primeiro em relação aos membros inferiores, afectando a marcha, depois em relação aos membros superiores, dificultando os chamados movimentos finos das mãos.
Porque as pernas são as primeiras a sofrer o impacto da doença, os doentes têm dificuldade em caminhar de uma forma equilibrada. O resultado são movimentos trôpegos e uma postura cambaleante, tão notória que se confunde com as consequências da embriaguez. Aliás, quando a doença era pouco conhecida, os doentes eram facilmente rotulados de bêbados.

Além da descoordenação motora foram identificados sintomas como a espasticidade (articulação deficiente e consequente rigidez dos membros, alterações na fala, dificuldade de deglutição, movimentos oculares involuntários, visão dupla, micção frequente.

Alguns doentes apresentam ainda distonia (contracção involuntária dos músculos, provocando como que o congelamento do movimentos em curso), movimentos repetitivos e sintomas semelhantes aos de Parkinson (como tremores). Os olhos ficam, com frequência, salientes e há retracção das pálpebras.

Um “erro no” cromossoma 14

A doença de Machado/Joseph é uma patologia do sistema nervoso classificada como uma desordem do movimento, na medida em que corresponde a uma degeneração das células localizadas na região do cérebro que controla o movimento (o cerebelo).

É uma doença hereditária, o que significa que é transmitida de pais para filhos. Deve-se a uma mutação genética associada ao cromossoma 14: recorde-se que cada indivíduo possui 23 pares de cromossomas, herdados em partes iguais de cada um dos progenitores. No caso de um gene defeituoso, a probabilidade de ele ser transmitido aos filhos é de 50%. E se uma criança receber uma cópia defeituosa de cada um dos pais irá desenvolver a doença.

Esta é, ainda, uma patologia progressiva, o que significa que os sintomas se vão agravando com o tempo. Alguns casos culminam na morte precoce do doente, quase sempre por pneumonia de aspiração. Mas outros hão em que a esperança de vida é idêntica à média nacional.

Acontece assim porque a gravidade dos sintomas está directamente relacionada com a idade em que a doença desponta: quanto mais cedo na vida se declara mais grave é.

É, aliás, em função da idade em que a doença se manifesta e do leque de sintomas que a machado/Joseph é classificada. São três os tipos: I, caracterizado por um início da manifestação dos sintomas precoce (por volta dos 20-30 anos), com uma progressão rápida e distonia e rigidez musculares severas; II( o mais expressivo), com um inicio geralmente por volta dos 40 anos, progressão média e sintomas como contracções musculares incontroláveis e respostas reflexas exageradas; III, quando o início se dá entre os 40 e os 70 anos e a progressão é relativamente lenta, com alguma atrofia muscular e sensações desconfortáveis nos membros (dormência, por exemplo).

É sobre os sintomas que o tratamento incide, já que a doença não tem cura. Medicamentos e fisioterapia complementam-se de modo a minimizar os efeitos da descoordenação motora e dos espasmos musculares. Os problemas da visão e da fala também são alvo de intervenção especifica, o mesmo acontecendo com a disfunção urinaria.

É nos Açores que a doença de Machado/Joseph se manifesta com mais incidência. E das nove ilhas do arquipélago, a das Flores é a que apresenta mais casos desta patologia a qual já conheceu muitos rótulos.

Um apoio atlântico

Foi em 1996 que a Associação de Apoio ao doente de Machado/Joseph deu ao primeiro passo: nesse ano vingou em Ponta Delgada um núcleo de convívio entre os doentes, de modo a quebrar o isolamento a que estavam sujeitos. A partir daí foram desenvolvendo contactos com pessoas envolvidas na doença do ponto de vista clínico, o que acabou por conduzir à formalização da associação.

Os objectivos mantêm-se e passam, essencialmente, pelo apoio a estes doentes, nas diversas vertentes, sem esquecer a psico-social. Para a prossecução dos seus objectivos, a associação integrou, em Março de 2001, a Plataforma Saúde em Diálogo, que, sob a égide da Associação Nacional das Farmácias, reúne doentes, consumidores e prestadores de cuidados de saúde, visando levar mais longe a voz, as necessidades e expectativas dos doentes.

A Associação Atlântica de Apoio ao Doente de Machado/Joseph tem os seguintes contactos:
Sede: Rua Prof. Machado Macedo nº 29. 9500-700 Ponta Delgada. Açores
Email info@aadmj.cocm

Do site da Associação Atlantica de Apoio ao Doente de Machado/Joseph retirámos o seguite texto para informar os nossos leitores.

A Associação Atlântica de Apoio ao Doente de Machado-Joseph (AAADMJ) é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, com sede em Ponta Delgada, que tem por missão a representação e defesa dos interesses gerais e colectivos dos portadores da doença de Machado-Joseph e seus familiares.

A ideia de constituir um núcleo de convívio entre os doentes de Machado-Joseph, permitindo quebrar o isolamento a que estavam sujeitos, surgiu no ano de 1996. Após algumas trocas de ideias entre pessoas directamente envolvidas na doença do ponto de vista clínico, surgiu a ideia da criação de uma Associação do Doente Machado-Joseph. Posteriormente, procedeu-se à formalização da associação, que assumiu a designação de Associação Atlântica de Apoio ao Doente Machado-Joseph.

Os procedimentos necessários à formalização desta Associação, concluíram-se com a publicação dos seus estatutos no Jornal Oficial da Região Autónoma dos Açores, III série nº16 de 30/08/96. Em 1997 procedeu-se à eleição e tomada de posse dos corpos directivos.

Entre Novembro de 1999 e Dezembro de 2001, a AAADMJ foi gestora do Projecto «Rede de Suporte Social Machado-Joseph», promovido pelo Instituto de Acção Social e financiado pela Direcção Regional da Solidariedade e Segurança Social e pelo Comissariado Regional do Sul da Luta Contra a Pobreza. Em Janeiro de 2002 foi assinado, com o Instituto de Acção Social, novo Acordo de Cooperação que contemplou todas as valências criadas no âmbito do Projecto.

domingo, 26 de abril de 2009

O mal é geral.Um penalty do outro mundo.

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25 de Abril?! Sim...mas...

E o POVO Pá?!

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Gordura é formosura. Mas se viajar de avião prepare-se que vai pagar a dobrar.

Pesa demais? Paga o dobro!

Ter peso a mais pode não só fazer mal à saúde como, para quem quiser voar em algumas companhias, à carteira. Pelos menos nos Estados Unidos: a United Airlines juntou-se à US Airways, Continental Airlines e Southwest Airlines e avançou com a regra cujo lema poderia ser “pesa o dobro, paga o dobro”.

Qualquer passageiro, a viajar em classe turística, considerado obeso — i.e., que seja incapaz de apertar o cinto de segurança ou de baixar os apoios dos braços do assento — será obrigado a reservar dois lugares para si, pagando dois bilhetes.

A nova directiva, que está a levantar muita polémica, nomeadamente por a obesidade ser uma doença, surge após centenas de passageiros se terem queixado do incómodo de se sentarem ao lado de alguém maior do que a cadeira que ocupava. No entanto, a companhia já ressalvou que tal só sucederá em voos lotados (além de não se aplicar à classe executiva, com assentos maiores).

Como contraponto, no Canadá, a questão chegou em 2008 ao Supremo que não só proibiu a companhia em questão, a Air Canada, de cobrar taxas a obesos, como deliberou que as companhias aéreas ficam obrigadas a providenciar lugares extra sem custos adicionais a passageiros com deficiência ou obesos.


E não se pense que tal prática não tem adeptos pelo Velho Continente: a Air France, por exemplo, já foi inclusive processada por ter exigido o pagamento a dobrar a um passageiro com excesso de peso — o caso remonta a 2005.

Nem de propósito, num concurso de ideias para novas taxas da Ryanair, meio a sério meio a brincar, venceu a proposta de taxar passageiros com excesso de peso (agora decide-se como aplicá-la: com base no índice de massa corporal era a variação referenciada anteriormente).

sábado, 25 de abril de 2009


Onwards from akqa on Vimeo.

O que ficou do "meu" 25 de Abril. Antonio Raposo diz de sua justiça.

O QUE FICOU DO 25 DE ABRIL

Passados 35 anos o nosso País tem, de acordo com o I.N.E. de 2005, dois milhões de pessoas a viver abaixo dos 360 euros mensais. Quase 20% da população.

Segundo a Eurostat – em 2007 – a maior desigualdade social de toda a União Europeia.

Ou seja que tem a maior concentração de riqueza e a menor redistribuição. Isto é que me interessa analisar depois destes anos todos após o 25 de Abril.

Não quero discutir se há crise mundial. Essa chegou há cerca de um ano atrás. Eu quero apontar o dedo acusador a todos, mas mesmo a todos os que nos tem governado.

Sabemos que o PREC durou cerca de um ano. Foi ele o culpado – disseram-nos, durante os primeiros anos seguintes de todos os males. Essa foi a grande mentira que nos pregaram.
As grandes fortunas que eram as conhecidas antes do 25 de Abril, assustaram-se com o PREC e fugiram. Hoje estão refeitas e compostas.

Os mesmos dois milhões de pobres que eventualmente haveriam antes do 25 de Abril continuam aí sorridentes, alegres, e sobretudo politicamente analfabetos e sem um tusto.

A maioria reformados mas sem dinheiro para os remédios, nem para a bucha.

Nada se fez para mudar a situação.

Os nossos representantes da Assembleia passeiam-se como se não vivessem neste País. Isto é sem problemas, pois vivem desafogadamente e basta não fazerem ondas para terem a sua reformazita assegurada ao fim de poucos anos de descanso.

Por isso – cala-te boca!

E assim vai Portugal – uns vão bem outros vão mal. E mais alguns – péssimo!

Antonio Raposo

Recordar é Viver. Zeca Afonso. Coliseu dos Recreios em Lisboa. 29JAN1983

Recordar José Franco neste Sabado frio e chuvoso. Mostramos ao pormenor a sua Aldeia Saloia

José Franco 1920/2009

As suas mãos nasceram para criar beleza, disse o escritor Jorge Amado, e o barro foi o seu grande instrumento e aliado, dizemos nós. Do grande ceramista e escultor José Franco, fica uma vida cheia de arte (s), ideias, sonhos, invenções, sentido de humor, simpatia, amigos saudosos, admiração e muito respeito por quem foi, acima de tudo, um Bom Homem.

A ele se deve o enaltecimento do Sobreiro no mapa de Portugal, com a criação da sua “Aldeia Típica Saloia”. O Sobreiro tem a honra de receber milhares de turistas de toda a parte, para ver a magia deste lugar especial, de onde ao som de um acordeão bailam pequenos homens e mulheres do inicio do século XX, num retrato do quotidiano e das profissões da época.

No seu funeral destaco a presença do Comendador Rui Nabeiro de Campo Maior. Como sou amigo pessoal de vários membros da família Nabeiro cruzei-me com ele e dirigi-lhe a palavra. Disse-me que José Franco era seu amigo, que o tinha visitado muitas vezes em sua casa de Campo Maior e que ele lhe retribuía essas visitas aqui no Sobreiro. “Falávamos sobre as nossas vidas, sobre o nosso dia-a-dia, das nossas ambições pessoais. Era um homem maravilhoso e trabalhador mesmo quando se encontrava doente. Deixa-me uma profunda saudade!”

O nosso Presidente disse “que ele buscou inspiração na estatuária do Palácio Nacional de Mafra na visão do mar e também na vida real”. “Divulgando usos e costumes de outros tempos, mas também os valores e os novos quotidianos da modernidade, o oleiro foi, um verdadeiro agente de promoção do património de Mafra.

Jorge Amado escreveu sobre José Franco: Eu o vejo, ao mestre José Franco, artista do barro e da vida, na aldeia saloia, cercado pelo respeito, pela admiração e pelo amor de sua gente. Nasceu para criar beleza, para dar de si aos demais, para tornar mais rico o património do povo português com as imagens, suas figuras de barro, seus vasos utilitários, seus bois de longos cornos, seus peixes leveses como versos, seus porcos líricos….

Eis aqui a realidade da Aldeia Saloia de José Franco, na localidade do Sobreiro, a meio caminho entre Mafra e a Ericeira
O moinho sempre em movimento
O poço
Exterior da oficina onde trabalhava José Franco


O interior da oficina onde sempre José Franco criou as suas obras de arte, ora vazia da sua presença

A sua humildade Interior da Aldeia Saloia
Fachada e altar da capelinha de Santo António
E com as rodas da azenha em movimento até o musgo é uma imagem real de verdade
Cinco aspectos de uma aldeia tipica com animação

À esquerda a oficina do sapateiro e ao lado o barbeiro/ dentista
O sapateiro
Aqui faz de barbeiro
E quem quiser arrancar um dente faça o favor de se sentar. (José Franco ria-se quando me mostrava esta sua dualidade)

A casinha do moleiroO açougue

Oficina do funileiro
Relojoaria


A tenda da Ti LenaE por fim a Ericeira que ele tanto amava

Fotos "Bancada Directa"

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