BANCADA DIRECTA: Março 2009

terça-feira, 31 de março de 2009

A musica é sempre a mesma! Aqui nesta banda não há maestro. Cada um toca o que sabe!

Música, maestro!

"Não, não se trata da ópera do Centro Cultural de Belém em que a assistência decidiu vaiar o senhor presidente do Conselho e a sua namorada por terem chegado meia hora atrasados.

A ópera é outra e o assunto bem mais sério. Mas neste caso, infelizmente, não há uma monumental vaia para quem anda literalmente a faltar ao respeito aos indígenas sem qualquer vergonha na cara.

A ópera da corrupção tem imensos autores, uma multidão de solistas e milhões de figurantes. O espectáculo anda de terra em terra, é de borla e tem sempre, como se calcula, lotação esgotada.

Não há bicho careta que não condene a corrupção e jure combatê-la com todos os meios ao seu alcance. Não há político que não jure a pés juntos que é sério de pai e mãe. Não há magistrado que não declare que a corrupção anda por aí e que a Justiça deve combatê-la com unhas e dentes. Todos de acordo, portanto.
O pior é o resto. E o resto é uma história de um sítio pobre, deprimido, manhoso, hipócrita, perigoso e cada vez mais mal frequentado que assiste espantado e sentado a uma ópera cada vez mais bufa, em que tudo se faz para evitar que o combate à corrupção seja eficaz e os corruptos sejam julgados e condenados.

O poder político, responsável pela legislação penal, nomeadamente o PS e o PSD, nem quer ouvir falar do crime de enriquecimento ilícito, em que o ónus da prova ficaria a cargo do cidadão suspeito e não das autoridades.

Isto é , qualquer indígena que ficasse milionário ao fim de uns anos de carreira política ou na administração pública teria de explicar muito bem a origem da sua fortuna.O Bloco Central de interesses, que domina por completo o sítio, agarra-se à Constituição e aos direitos individuais para recusar uma medida essencial no combate à corrupção.

E nesta enorme campanha a favor da corrupção ainda tem o apoio de uma parte da magistratura que há muito se vendeu aos interesses do poder dominante e usa os seus cargos para abafar em última instância os casos em que os diversos filtros penais foram insuficientes para evitar que as investigações chegassem a bom porto. E quando mesmo assim as coisas falham, já se recorre à ameaça para calar magistrados que pretendem de forma séria e isenta cumprir a sua missão.

Bem podem, por isso, andar por aí a debitar banalidades sobre a democracia, o Estado de Direito e a Justiça. Os patrões do sítio podem não ser corruptos. Mas não se livram de serem cúmplices conscientes de todos os corruptos."

Este texto é da autoria de António Ribeiro Ferreira

Comentário do autor deste post:

Nesta manhã, frente ao Convento de Mafra, tiro o porta-moedas do bolso para comprar o jornal e vejo que até as moedas que lá existem são de pouco valor. E as poucas notinhas são só de 5 euros. Tudo ganho na maior das legalidades. Dinheiro contra trabalho. Poderão todos dizer o mesmo? Espero, tenho a presunção, que os nossos amigos leitores do Bancada Directa estejam como eu!.....

Alinhados e enquadrados!

Alinhados

Parque Desportivo Municipal Engº José Ministro dos Santos em Mafra. Terça-feira 31 de Março 2009. 11h15 da manhã..
Alinhados na perfeição. Concentrados no que a sua professora lhes iria comunicar.

Estas crianças, que estão alinhadas lado a lado, mais do que tudo o que se possa dizer, estão alinhadas perante a vida!

O enquadramento
O Parque Desportivo é a menina dos olhos do Presidente. E as crianças tem lugar cativo em utilizá-lo . São sempre bemvindas.
Daí que este pormenor decorativo não está só enquadrado com o edificio das Piscinas, mas tambem com as Torres do Palacio Nacional de Mafra.
Presidente: sempre a pensar nas crianças e no melhor para o nosso Parque!!!

Fotos Bancada Directa

Pois é! A história é da carochinha, mas.....A crónica de Antonio Raposo


HOJE APETECE-ME ESCREVER UMA HISTÓRIA DA CAROCHINHA


Com o 25 de Abril assistimos a grandes mudanças. Mexidas fortes nos costumes.
Alteração dos habituais intervenientes políticos. Já não eram mais os homens
cinzentões que atravessaram o antigo regime.

Apareceram uns rapazes pobres, de origens modestas que tiveram a oportunidade de tirar um cursinho de Direito.

Uns Engenheiros que a muito custo conseguiram chegar ao canudo.

Felizmente que com o 25 de Abril os pobres puderam – alguns – chegar mais perto de uma profissão que os guindasse à ribalta política. Um curso não é obrigatório, mas ajuda á dialéctica.

Apareceram muitos por via dos partidos de esquerda.

Depois, como a esquerda não conseguia chegar ao poder e era o poder que eles queriam, marimbaram-se nos partidos de esquerda e fizeram as malas para quem lhes proporcionasse mais-valias.

Formaram-se nas escolas da luta política estudantil. Com estandartes vermelhos e na primeira oportunidade deram o saltinho para o coito. Para a paz dos sortudos.

Alguns passaram pelo poder de forma rápida porque era mais o dinheiro que lhes interessava e os lugares de governo só abrem portas e dão contactos.

Hoje conheço uma boa centena deles que estão bem na vida.

Diria mais: estão óptimos!

Se não tinham onde cair mortos e hoje andam a regurgitar campos de golfe, então algum milagre dos pães multiplicou os seus haveres. Mas, não foi a trabalhar. Foi a mover influências e na troca de favores.

É por isso que muitas vezes as pessoas não acreditam nos políticos.

Eu acho que têm razão. Não acha?

Antonio Raposo

Palavras Sábias e Verdadeiras

É Futebol....

Breakdance para celebrar um golo

Ocorreu na liga francesa numa partida entre o Toulouse e o Lens, onde a comemoração de um golo deu uma dança pouco habitual, e talvez pelo jogador em questão ser um defesa, o ocorrido tem mais impacto. Assista a dança e ao golo:




Guarda-Redes, Herói em 4 segundos

Quem se lembra de um Guarda-Redes defender um penalti e depois marcar golo na baliza do adversário, tudo isto em 4 segundos?!! Eu não me lembro, pois, penso que nunca aconteceu, até hoje, uma vez que numa partida nos USA entre a Universidade de Kentucky versus Chicago, aconteceu este espectacular momento...Vejam:



Grande "Borrada"

Por último vamos ver este vídeo que relata aflição de um árbitro assistente que durante uma partida de futebol da 3 divisão Romena não aguentou a descarga fisiológica, e ficou com os calções todos borrados.
Segundo as crónicas relatadas, o assistente começou a sentir-se mal ao intervalo, mas apesar da disposição não ser muita, foi para o terreno terminar a partida, só que a poucos minutos do final, o organismo não aguentou e saiu tudo...
Mesmo assim, terminou o jogo como um grande profissional, e saiu a correr para o balneário mal ouviu o apito final, pois o desespero e vergonha deviam estar no limite do aceitável. Vejam lá os minutos finais dum momento constrangedor para a vida de um homem, ainda por cima gravadas e reproduzidas num vídeo.

É caso para dizer, que em certos dias, mais vale não sair de casa...



Bem Hajam

segunda-feira, 30 de março de 2009

"No meu tempo, não se recompensava a incompetência"

O saber não ocupa lugar:Temas de Medicina.O dengue já chegou à Madeira.


O saber não ocupa lugar:
Temas de Medicina.
O mosquito “Dengue” já chegou à Madeira.

O destaque do tema:

É comum em países tropicais, como o Brasil este mosquito que transmite o vírus do “dengue”, mas o dito já chegou à nossa Ilha da Madeira, embora ainda não sejam conhecidos casos da doença.

O desenvolvimento do tema:

´É habitual, que por alturas das festas carnavalescas no Brasil, muitos estrangeiros, especialmente portugueses, rumem a este país para a região de Rio de Janeiro, ou outras paragens afins, para desfrutar alguns dias de folguedos, de sambas e de sol. Mas do lado de lá do Atlântico, há um potencial risco à espreita – o “dengue” – doença febril transmitida pelo mosquito “Aedes Aegypti”

Natural de regiões tropicais e subtropicais, o mosquito chegou entretanto à Madeira: as condições climatéricas do arquipélago revelaram-se propícias para o seu desenvolvimento. Terá viajado à boleia de palmeiras importadas para um jardim público do Funchal, a partir daí tem-se propagado por outras freguesias e resistido às campanhas de desinfestação já desenvolvidas.

E, dado o risco para a saúde pública, desde o mês de Novembro ultimo que as medidas preventivas se estendem aos navios e aviões com partida no arquipélago: o objectivo é evitar que o mosquito chegue ao Continente.
Apesar de o mosquito resistir às tentativas de erradicação, não são conhecidos casos de doença de “dengue” na Madeira. O mesmo não se pode dizer da situação vivida no Rio de Janeiro: dezenas de milhar de casos em 2008 e dezenas de mortes, o que torna as viagens à capital do samba e do Carnaval potencialmente perigosas. A probabilidade de contacto com o “Aedes é elevada, pelo que as autoridades de saúde aconselham os candidatos a turista a marcarem uma consulta do viajante, para obtenção de informação e prevenção sobre a doença.

Como uma gripe, mas muito para pior

O Aedes Aegypti é o vector da doença – ouse, é ele que transporta o agente infeccioso, um vírus de que são conhecidas quatro serotipos. Ao picar uma pessoa saudável, um mosquito infectado liberta o vírus no organismo, assim transmitindo o “dengue”.

Esta é uma doença que se manifesta de várias formas, mas geralmente distinguem-se duas: o “dengue” clássico e a febre hemorrágica do “dengue”. Sendo a forma mais leve da doença, o “dengue” clássico é muito semelhante a uma gripe, quer nos sintomas, quer na abordagem terapêutica. Febre súbita e elevada, dores de cabeça, musculares e nas articulações são as primeiras manifestações. A que se juntam cansaço extremo, náuseas e vómitos. Na pele podem surgir manchas avermelhadas.

Já a febre hemorrágica, constitui uma forma mais severa de “dengue”, caracterizando-se por alterações na coagulação sanguínea. No início partilha sintomas com a forma clássica, mas ao terceiro dia ou quarto a febre desaparece, o que confere uma falsa sensação de melhoras. É então que se entra no período mais crítico, com dores abdominais intensas e contínuas, vómitos persistentes, pele pálida, fria e húmida e hemorragias – pelo nariz, boca e gengivas, mas também internas (gastrointestinais, por exemplo.

A queda de pressão arterial é comum, podendo indiciar um estado de choque – agitação, confusão mental, dificuldades respiratórias e perda de consciência obrigam a intervenção rápida. É que, na febre hemorrágica, o quadro clínico pode agravar-se muito rapidamente, pondo a vida em perigo: estatísticas do Ministério da Saúde do Brasil indicam que cinco por cento dos doentes acabam por morrer, alguns em 24 horas apenas.

Aguas paradas

As semelhanças entre o “dengue” clássico e a gripe mantêm-se no que respeita ao tratamento. Os medicamentos são dirigidos ao alívio dos sintomas – nomeadamente a dor e a febre, pelo que se tomam analgésicos e antipiréticos, com ressalva para os que possuem salicilatos na sua composição (aspirina e derivados) pois aumentam o risco de complicações hemorrágicas. De resto, há que repousar e beber líquidos em abundância para evitar a desidratação (é uma consequência possível da febre elevada e dos vómitos). Há que estar atento a outras manifestações da doença, nomeadamente a baixa de pressão arterial, de modo a poder intervir rapidamente se houver sintomas de choque.

Na ausência de uma vacina que proteja o organismo do vírus do “dengue”, a melhor atitude é de prevenção. Não é, no entanto, uma prevenção fácil, dado que o mosquito se multiplica rapidamente. Um gesto essencial envolve a remoção de todos os recipientes onde se possa acumular água, sobretudo no exterior: é que são as águas paradas que reúnem as melhores condições para a reprodução deste insecto que aprecia regiões quentes e húmidas.

Manter os mosquitos à distância é possível, adoptando alguns cuidados como manter as janelas e portas fachadas nas horas em que a picada é mais provável (as primeiras horas da tarde), usar repelente nas zonas expostas, usar vestuário com mangas. Estes são, naturalmente, cuidados indispensáveis para quem viaja para destinos como o Brasil, não só na altura do Carnaval, mas ao longo de todo o ano. E como a Madeira também é famosa pela procura que as pessoas fazem deste destino durante o ano todo, pelo que estas pessoas devem adoptar algumas precauções. É que o mosquito pica sem aviso: e quando pica a pessoa continua desprevenida, pois não sente dor e nem comichão. O pior vem depois.

O que é o Aedes Agypti
É este o nome científico do mosquito que transmite o vírus do “dengue”. Um insecto de aparência inofensiva, que mede entre quatro a sete milímetros. De cor de café ou preto, com riscas brancas no corpo e nas pernas, costuma picar às primeiras horas da manhã e ao final das tardes. Evita o sol forte, mas isso não significa que não ataque: mantém-se à sombra, dentro ou fora de casa.

Com origem nas regiões tropicais e subtropicais prefere os ambientes quentes e húmidos. É neles, aliás, que a fêmea coloca os ovos. Em 48 horas, desenvolve-se o embrião e dez dias depois, em média, está formado um insecto adulto. Os ovos deste mosquito têm uma elevada capacidade de sobrevivência. Resistindo agarrados a qualquer superfície e assim percorrer longas distâncias. Esta é uma das razões que torna tão difícil erradicar o Aedes Agypti.

Outra razão prende-se com o facto de bastar uma pequena quantidade de água para ele se multiplicar: um vaso de flores, um prato ou qualquer outro objecto que recolha água da chuva, por exemplo, é suficiente para que ele se reproduza.

domingo, 29 de março de 2009

Manifestações de "Cultura" na região de Mafra

Caros amigos leitores do Bancada Directa
São sempre do nosso agrado dar-vos conhecimento de iniciativas de caracter cultural e que se destinam a todos as pessoas.


O desporto na Trofa: Excelente iniciativa desportiva: A cidade da Trofa recebeu ontem atletas nacionais de Boccia.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Este blogue sempre atento aos desportos e atletas que prestigiam o nosso país, dá-vos conta desta inciativa na Trofa

A Trofa recebeu, este Sábado, o torneio de uma das modalidades mais medalhadas nos Jogos Paraolímpicos.

O Pavilhão Desportivo da Escola E.B. 2,3 de S.Romão do Coronado abriu as suas portas a uma das etapas do Campeonato Nacional de Boccia - Zona Norte, que juntou cerca de 60 atletas da modalidade nas categorias BC1, BC2, BC3 e BC4.

Bancada Directa felicita os organizadores de tão excelente Torneio.

Ver esta noticia desenvolvida clicando aqui

Esta cidade (Lisboa) está a cair aos bocados! A crónica dominical de Antonio Raposo.

ESTA CIDADE (LISBOA) A CAIR AOS BOCADOS

Ontem passei pela Av. Fontes Pereira de Melo. Uma das artérias mais centrais e importantes da cidade. Vem do Marquês de Pombal e desemboca no Saldanha.
À direita de quem sobe, um quarteirão está todo entrapado, ocupando uns três prédios, seguidos. O pano que os envolve será da Câmara (presumo) porque canta as grandes vitórias de alguém que já lá não deve estar.

Diz mais ou menos o seguinte:
“Desde 2002 a 2005 umas centenas de prédios foram reabilitados”. Entretanto, recordo que já estamos em
2009 e nada sucedeu, naqueles prédios e, pelo pano já lá estará desde esses anos. É estranho.

Esta notícia seria para que o “povão” tomasse conhecimento do grande serviço que a Câmara estava a fazer.

Pois é – o pano já está mais que sujo e os anos passaram. Aqueles prédios não foram senão “entijolados”, portas e janelas. Para que ninguém os ocupe. Não vá aparecer por aí um pobre com manias.

Pergunto eu: Então se um individuo faz uma varandinha envidraçada vem de lá a polícia municipal e multa-o porque está a mexer na fachada. Mas quem fecha janelas e portas com tijolos vermelhos e argamassa não está a construir nova fachada, alterando-a?

Outra coisa sempre me fez uma enorme confusão e nenhum presidente de Câmara alguma vez explicou. Há uma lei que obriga os proprietários de 8 em 8 anos a fazer obras de manutenção.

No prédio onde moro, em Lisboa, passaram 40 anos e nunca viu a cara lavada!

Parece que é uma lei ainda do tempo do fascismo. Parece que ainda está em vigor. De certeza não está a ser posta em prática.

Porquê?

Então as leis não são para se cumprirem? Ou só nós temos que pagar as multas de mau estacionamento mas o resto passa tudo ao lado?

Onde anda a polícia municipal? Atrás das varandas?

Valha-me São Vicente – padroeiro desta cidade de Lisboa.

Crónica do autismo e da arrogancia.

Opinião
Crónica do autismo e da arrogância

É inegável que vivemos pior hoje do que há três anos atrás. O motivo, esse, é recorrente. Quase que poderíamos dizer em uníssono: 1, 2, 3, “é a crise económica”!

Por sorte (até porque como é sabido, “o português tem sempre sorte”), desta vez a crise é global e lá poderemos dizer: “não somos só nós….afecta até os Estados Unidos, onde parece que começou, e toda a Europa!”. E quase que ficamos contentes por pertencer a esta espécie de clube selecto dos países em depressão económica.

Nesta fase do texto, os ferrenhos adeptos do Governo dirão que não estamos em depressão, apenas em estagnação, ou melhor, em recessão. Podemos arranjar diversos sinónimos, mas o facto é que, realmente, vivemos pior do que há três anos Atrás. Temos Mais desemprego, menos poder de compra, menos qualidade de vida.

Os exemplos que ilustram este fenómeno poder ser rapidamente enumerados. Assiste-se, quase todas as semanas, ao encerramento de empresas e ao consequente aumento de desempregados, muitos deles altamente qualificados. Cada vez mais famílias pedem auxílios sociais. Deixámos de confiar e de poder contar com os bancos. E o pior. Se é que existe, é que deixámos de ter esperança.

Nos dias de hoje, já não acreditamos nos lideres políticos que temos no Governo e também não acreditamos nos que estão na oposição, uns porque dizem apenas o que queremos ouvir, outros porque repetem algumas frases feitas, que, dizem certas coisas, com as quais concordamos, mas que não as retemos, porque parece que não as queremos ouvir.

Perante este clima de agitação social, que tem vindo a crescer, perante também o aumento da insegurança, andamos todos crispados e zangados com tudo, connosco, com o vizinho, com o colega de trabalho, com a família….enfim, Lá diz o ditado popular :” casa onde não há pão, todos ralham sem razão”.
E todos parecem, efectivamente ralhar. HÁ manifestações com números astronómicos. Há artigos, debates, declarações e discursos de pessoas de todos os quadrantes políticos.


No entanto, o Senhor Primeiro-ministro continua a distribuir computadores Magalhães, desta vez em Cabo Verde, depois da Venezuela, sem perceber que em Portugal os mesmos ainda não chegaram a todas as escolas. Criou-se um expectativa nas crianças (que está a ser gorada) e que, por sua vez criou expectativas (e medos) nos professores e comunidade em geral.

Esfumou-se o “sonho” de um ensino igual para todos, baseado nas novas tecnologias, simplesmente porque os computadores Magalhães tardam em chegar.

Este autismo não é apenas em relação ao Magalhães, é em relação a tudo o resto. O líder do Governo não concorda com os motivos das manifestações, acha que a oposição em peso não tem razão sobre nada e reage com arrogância a todas as criticas.


Enfim, por vezes questiono-me se vive neste país, ou se realmente subestima assim tanto a inteligência do eleitorado. E continua, falando dos grandes projectos para Portugal, do TGV, do Aeroporto…..

O que precisamos mesmo é de uma Saúde pública em condições, que o Senhor Primeiro-ministro parece ter esquecido. Que o senhor prometeu emagrecer e está cada vez mais gorda.: e já agora, queremos comer e pagar as contas.

Senhor Primeiro-ministro, há fome em Portugal. Acredite, não só nas classes baixas, mas também na classe média.

Senhor Primeiro-ministro, arrume a casa, agilize a máquina do Estado, que o senhor prometeu emagrecer e está cada vez mais gorda.

E por favor, repense essas megalomanias que irão ser pagas pelos nossos filhos. É que, a contribuir assim, ninguem vai ter dinheiro para os bilhetes do TGV ou do avião....

sábado, 28 de março de 2009

Isto é que vai para aqui uma açorda de marisco! (1) Afinal a carta é ou não é anónima?


Caros amigos leitores do Bancada Directa

Afinal o caso "Freeport" está para durar e lavar. Pelo menos é que mostram os novos acontecimentos

Freeport: Suposto autor de carta anónima acusa Marinho Pinto de defender interesses do inspector da PJ condenado por violar segredo de justiça

O suposto autor da carta enviada à Polícia Judiciária, e que estará na origem do caso "Freeport", não quer reagir às críticas do bastonário dos Advogados.

São críticas sobre a actuação do Ministério Público e da Polícia Judiciária no caso Freeport, num texto publicado no Boletim da Ordem, do mês de Abril, onde Marinho Pinto escreve que a carta anónima que deu origem à investigação do caso foi combinada entre o autor (da carta) e alguns elementos da Judiciária.

Agora, diz-se que a carta nunca foi anónima, já que o seu autor sempre foi conhecido dos investigadores policiais. Perante estes desenvolvimentos Zeferino Bual, suposto autor da carta anónima, disse à Antena 1 que não alimenta polémicas e lamenta que o bastonário Marinho Pinto esteja a ser porta-voz do Inspector da Polícia Judiciária, que foi a única pessoa condenada por violação do segredo de justiça.

Os amigos leitores podem ver como está a açorda clicando aqui

O desporto na minha terra. Em Janas, aqui mesmo ao lado aonde moro, o Team "Paddock" brilha na disciplina de obstáculos. Estamos a falar de HIPISMO.

De Janas para saltar outras fronteiras

Fecharam o ano de 2008 com várias vitórias e resultados de relevo nas várias competições onde participaram. Os cavaleiros que fazem parte do Team “Paddock” em seis provas, apenas falharam numa delas a subida ao pódio, onde obtiveram um 4.º e 5.º lugares e foi realizada no CNEMA (Santarém), prova disputada com obstáculos a 1,15 m ao cronómetro.

Começaram em Reguengos de Monsaraz, com uma vitória e dois segundos lugares, a 1,10m, seguiu-se Lisboa (1,15m) com a obtenção do 2.º lugar, depois Coimbra (1,10m) com 2 primeiros lugares, 2 segundos e um 4.º lugar.

No Algarve, em Vilamoura, a 1,10m, classificaram-se em 1.º e 3.º lugar na primeira prova e em 2.º e 3.º lugares na prova seguinte.Individualmente, José Maria Matos e Beatriz Lourenço, uma das cavaleiras mais jovens do Centro Equestre e do Team “Paddock” têm conseguido brilhar em provas internacionais, como foi o caso da Copa Ibérica, onde José Maria Matos obteve a medalha de prata e na Taça da Juventude, onde Beatriz Lourenço arrecadou a medalha de ouro.

Um ano de investimentos

O ano de 2008 foi para os responsáveis do Centro Equestre de Janas (Sintra) um ano de investimentos com a compra de duas éguas (Aira e Vaga) que se juntaram à Anica que continua em termos de evolução a dar provas muito positivas. Para estas éguas de competição foi recuperado um espaço interior, onde se construíram três boxes com uma área de assistência, que pode ser usada para limpar ou aparelhar, ou simplesmente para uma consulta de veterinária.

Foi ainda durante o ano passado que conjuntamente com o Clube Equestre que foi construída uma zona de paddock,s exteriores, onde permanecerão as duas éguas do Team (Casque d,Or e Golrietta) retiradas da competição, por já terem cumprido a sua parte nesta actividade. Estas duas
Éguas, segundo os responsáveis do Centro Equestre “irão viver uma nova experiencia, a de serem mães”. A criação de poldros é assim o novo desafio através da inseminação artificial, cujo trabalho já foi iniciado e conta com a supervisão da Dr.ª Teresa Costa e Curto.

Refira-se ainda que são já uma centena de alunos que frequentam aulas de equitação, onde estão alojados 35 cavalos (a penso) nas instalações do Centro Equestre de Janas, cujos clientes confiam no trabalho e dedicação de todos os elementos que fazem parte da estrutura da empresa.

Composição do Team “PADDOCK” 2009
Cavaleiros: Sandra Ferreira; Carolina Nascimento; Marta Torres; Nuno Ferreira e José Maria Matos
Monitores: Sandra Ferreira; Nuno Ferreira e Francisco Guimarães.
Chefe de Equipa: Sandra Ferreira

Veterinário: Rui Mendes
Ferrador: João Gomes

Fonte Sintra Desportivo

Progresso Clube: Agremiação antiga aproveita novas oportunidades.É este o tema de "O desporto na minha terra".

Progresso Clube. Agremiação antiga aproveita novas oportunidades. É este o tema do nosso “O desporto na minha terra”.

Progresso Clube acolheu o “III Open de Muay Thay”

A Federação Portuguesa de Muay Thay acabou por transferir a realização do “III Open de Muay Thay” de Vila Franca de Xira para a sala da colectividade de Algueirão-Mem Martins, aproveitando assim a onda de entusiasmo vivida em redor da conquista do titulo mundial do atleta do progresso clube o nosso “Pilhas”, desculpem de seu nome Paulo Calhau.

A competição teve lugar no passado dia 8 de Março (as minhas desculpas por este atraso da publicação da notícia), numa sessão que teve a participação de 13 clubes, uma adesão que deixou satisfeitos os seus organizadores, principalmente a excelente Direcção do Progresso Clube, pela aposta que está a fazer novamente pela modalidade.

Vitória colectiva para os Leões de Pedernais
Depois da balança confirmar o peso dos atletas concorrentes, de acordo com a sua categoria, procedeu-se ao sorteio dos combates com os diversos técnicos presentes, originando uma grelha final com 24 combates dos escalões Cadetes, Juniores e Seniores, disputados num clima de grande entusiasmo, sendo de registar o excelente convívio entre atletas , treinadores e o publico, agrupado em claques de acordo com o emblema que apoiavam.

De acordo com a Federação Portuguesa de Muay Thay, responsável pela organização da prova “confirmou-se aqui que a modalidade continua a crescer e a atrair cada vez mais praticantes, uma vez que este Open foi dirigido para Classe C (atletas com o máximo de 5 combates) sendo que a maior parte se iniciou nas artes do ringue nesta prova. De parabéns está também o Progresso Clube e o seu Presidente João Paulo Teixeira (que segundo me informaram para alem de bom dirigente é uma excelente pessoa) pelo apoio que prestaram ao muay thay, acolhendo a prova que foi do agrado de todos.

a minha fonte é o Dr. Ventura Saraiva do Sintra Desportivo.

Nota do autor deste post. Tenho de pedir desculpa ao Senhor Presidente do Progresso Clube, na medida em que lhe prometi que faria uma visita à sede do Progresso Clube, para me inteirar da excelente situação da agremiação, no capitulo de formação de atletas, e que ainda não fiz. Espero em breve concretizar essa visita. Lamento porque gostaria de assistir em directo ao III Open de Muay Thay e dar logo a noticia no dia seguinte. Desconhecia o evento. Na minha actividade profissional as pessoas de Algueirão- Mem Martins dizem-me muito. Gosto muito delas.

E porque hoje é Sabado não há desejos de Bom Fim-de-semana, mas há Magalhães para a"gente" se rir.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Não se esqueçam de que logo à noite muda a hora, mas enquanto isso não acontece, vamos lá ver como está o Magalhães de saúde com tantos êrros!



"MAGALHÃES" - herrar é o mano

Se depois de ler estas frases não esboçar, pelo menos, um sorriso e achar que é normal o ministério da educação distribuir um "instrumento didático" deste nível, você está verdadeiramente preparado para aguentar mais quatro anos do mesmo... EM QUALQUER "MAGALHÃES" PERTO DE SI:

* "Cada automóvel só pode mover horizontalmente ou verticalmente. Tudeves ganhar espaço para permitir ao carro vermelho de sair peloportão à direita."
* "O Tux escondeu algumas coisas. Encontra-las na boa ordem."
* "Carrega nos elementos até pensares que encontras-te a boa resposta.(...) Nos níveis mais baixos, o Tux indica-te onde encontras-te umaboa cor marcando o elemento com um ponto preto. Podes utilizar o botãodireito do rato para mudar as cores no sentido contrario."
* "Dirije o guindaste e copía o modelo."
* "Abaixo da grua, vai achar quatro setas que te permitem de mexer os elementos."
* "O objectivo do quebra-cabeças é de entrar cifres entre 1 e 9 emcada quadrado da grelha, frequentemente grelhas de 9x9 que contéemgrelhas de 3x3 (chamadas 'zonas'), começando com alguns números jámetidos (os 'dados'). Cada linha, coluna, e zona só pode ter uma vezum símbolo ou cifre igual." (nota: instruções para o jogo sudoku)
* "Carrega em qualquer elemento que tem uma zona livre ao lado dele.Ele vai ir para ela."
* "Enfia a bola no buraco preto á direita."
* "Com o teclado, escreve o número de pontos que vês nos dados que caêm."
* "O objectivo do jogo é de capturar
Ao princípio do jogo 4 sementes são metidas em cada casa. O jogadoresmovem as sementes por vês. A cada torno, um jogador escolhe uma das 6casas que controla. (...) Se a última semente também fês um total de 2ou 3 numa casa do adversário, as sementes também são capturadas, eassim de seguida. No entanto, se um movimento permite de capturar todas as sementes do adversário, a captura é anulada
(...). Este interdito é ligado a uma ideia mais geral, os jogadores devem semprepermitir ao adversário de continuar a jogar."
* "Aceder ás actividades de descoberta."
* "Pega as imagens na esquerda e mete-las nos pontos vermelhos."
* "Carrega e puxa os elementos para organizar a historia."
(nota: "historia" é repetidamente escrito sem acento)
* "Saber contar básicamente."
* "Move os elementos da esquerda para o bom sitio na tabela de entrada dupla."
* "Puxa e Larga as peças no bom sitio."
(nota: "sitio" nunca é escrito com acento)
* "Com o teclado, escreve o número de pontos que vês nos dados que caêm."
* "Primeiro, organiza bem os elementos para poder contar-los (...)."
* "Carrega no chapéu para o abrires ou fechares. Debaixo do chapéu,quantas estrelas consegues ver a moverem? Conta attentamente. Carregana zona em baixo à direita para meter a tua resposta."
* "Treina a subtracção com um jogo giro. Saber mover o rato, lernúmeros e subtrair-los até 10 para o primeiro nível."
* "Quando acabas-te, carrega no botão OK ou na tecla Entrada."
* "Conta quantos elementos estão debaixo do chapéu mágico depois quealguns tenham saído."
* "Olha para o mágico, ele indica quantas estrelas estão debaixo doseu chapéu mágico. Depois, carrega no chapéu para o abrir. Algumasestrelas fogem. Carrega outra vês no chapéu para o fechares. Devescontar quantas ainda estão debaixo do chapéu."
* "Lê as instruções que te dão a zona em que está o número aadivinhar. Escreve o número na caixa azul em cima. Tux diz-te se onúmero é maior ou mais pequeno. Escreve então outro número. Adistância entre o Tux e a saída à direita representa quanto longeestás do bom número. Se o Tux estiver acima ou abaixo da saída, querdizer que o teu número é superior ou inferior ao bom número."
* "Tens a certeza que queres saír?"
* "Aprende a escrever texto num processador. Este processador é especial em que obriga o uso de estilos (...)"
* "Neste processador podes escrever o texto que quiseres, gravar-lo econtinuar-lo mais tarde. Podes estilizar o teu texto utilizando osbotões à esquerda. Os quatro primeiros permitem a escolha do estilo dalinha em que está o cursor. Os 2 outros com múltiplas escolhaspermitem de escolher tipos de documentos e temas coloridospré-definidos."
* "Envia a bola nas redes"
* "É preciso saber manipular e carregar nos botões do rato fácilmente."
* "O objectivo é só de descobrir como se podem criar desenhos bonitoscom formas básicas (...)."
* "O objectivo é de fabricar um forma dada com sete peças."
* "Quando o tangram for dito frequentemente ser antigo, sua existênciafoi somente verificada em 1800."
(nota: explicação do tangram, um quebra-cabeças tradicional chinês
)
* "Mexe as peças puxando-las. Carrega o botão direito nelas para asvirar. Selecciona uma peça e roda à volta dela para a rodar. Quando apeça pedida estiver feita, o computador vai reconhecer-la (...)."
* "Reproduz na zona vazia a mesma torre que a que está na direita."
* "Reproduzir a torre na direita no espaço vazio na esquerda."
* "Puxa e Larga uma peça por vês, de uma pilha a outra, parareproduzir a torre na direita no espaço vazio na esquerda."
* "Move a pilha inteira para o bico direito, um disco de cadavês."(nota: as quatro últimas frases são as instruções dos jogos"Torres de Hanoi" e Torres de Hanoi simplificadas" - "Hanoi" semacento no "o")
* "Torno dos brancos"
(nota: a vez de jogar das peças brancas num jogo de xadrez)
* "Joga o joga de estratégia Oware contra o Tux."

PURREIRO PÀH!

Não é só o MP. Nós tambem ficamos perplexos com tanto descaramento!

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Já nem tenho vontade de lhes desejar um óptimo Fim-de-semana, tão indignado fico com estas noticias. Ora vejam lá.

O autarca Isaltino Morais desvalorizou esta sexta-feira, durante a prestação de esclarecimentos ao Ministério Público, o facto de costumar ter elevadas quantias em numerário consigo ou em sua casa, o que o procurador admitiu causar-lhe «grande perplexidade», noticia a Lusa.

«Sempre gostei de ter dinheiro no bolso», disse o arguido durante a terceira audiência do julgamento do chamado «Caso Isaltino», durante a qual voltou a negar o carácter ilícito de vários negócios e qualquer actividade contrária à sua actividade no executivo de Oeiras.

Ver o desenvolvimeno das declarações do "ricaço" aqui.

Antonio Raposo introduz a sua crónica de Sabado. "O levantar das lebres"

SE NÃO CONSEGUIREM VENCER A IDEIA
MELHOR SERÁ PERSEGUIR O MENSAGEIRO


Vem isto a propósito de um levantar de” lebres” feito recentemente pelo Dr. Marinho Pinto, na Revista da Ordem dos Advogados.

O nosso Marinho apresenta uma série de factos. Factos que não foram inventados pois ele limitou-se a ler em fontes oficiais tudo o que apresentou.

Transcreveu. Só isso.


Mas o que eu acho curioso é que ninguém o alcunhou de mentiroso.


Ninguém pôs em causa o que foi por ele dito. Só se disse que não seria agora oportuno levantar as “lebres”.

Leio e ouço e fico espantado. Com tantos provedores de Justiça, com tanta gente responsável. Todos ficaram quietinhos no seu canto.

Calados que nem ratos. Esquecenço e tapando a cara. Até dá a impressão que o culpado de tudo foi o diabo do Marinho que devia estar caladinho e não incomodar as “lebres”. Até parece que a época da caça às “lebres” fechou.

Só se podem caçar os “passarinhos” indefesos, pobres e perdidos nesta floresta de enganos.

E não há ninguém neste Portugal dos pequeninos que dê um murro na mesa e que parta a loiça? Este País parece um país com letra pequena. De gente assustada e triste.

E assim vai Portugal – uns vão bem (vão óptimos) e outros vão mal.
Antonio Raposo

sexta-feira, 27 de março de 2009

Fantástico

É SIMPLESMENTE FANTÁSTICO!!!
SHOW SURPRESA NO METRO DE LONDRES


Vejam o que aconteceu numa estação de metro de Londres.
Foi numa segunda feira de manhã e, depois, todos foram trabalhar numaenergia maravilhosa.


São 70 bailarinos misturados com passageiros e estes acabaminteragindo nas danças.


O"show" foi planeado e ensaiado durante 8 semanas, sem o conhecimentodo público.



O mundo ao contrário. Onde se fala, ainda, do Carnaval de Torres Vedras e da Feira de Braga.

Editorial
O mundo ao contrário


Organizações sindicais de professores vieram publicamente acusar o Ministério da Educação de “estarem a dividir os professores”. E porquê? Porque impõe a celebre avaliação e havendo professores que a recusam….ficam divididos.
Salvo melhor opinião….isto não é o mundo ao contrário?
A tutela (o Ministério da Educação) dá uma ordem. Independentemente da justeza da ordem, cabe aos tutelados cumprirem-na. Alguns deles não a cumprem. Ficam divididos. A culpa é de quem deu a ordem.

Pois claro. A lógica é uma batata.

Mais papistas que o Papa

Ainda a propósito do Carnaval de Torres Vedras, da magistrada e do “Magalhães”.

O assunto não mereceria mais do que um sorriso, se não fosse poder ser interpretado como um certo espírito “submisso, venerando e obrigado” que faz parte da nossa história (de Portugal) e que corre sempre perigo de poder ressurgir em qualquer altura.

Este espírito é o de qualquer “Sr. Silva”, supostamente funcionário publico e mangas – de – alpaca (ou com espírito de tal), humildemente medroso, fiel sem convicção e que é sempre mais “papista que o Papa”. Ou seja, mais intolerante, mais radical, mais ortodoxo que o chefe, por medo do chefe e pelo desejo de agradar ao chefe. Como um cão.

Este tipo de atitudes nasce e prolifera em ambientes poluídos. Como diz um amigo meu, um homem que é homem, não tem medo do ar puro, que é forte, revi

Portugal viveu muitos anos com ares poluídos. A liberdade e a democracia foram lufadas de ar fresco e puro que varreram poluições (de direita e de esquerda). Mas o ar puro é um bem precioso e instável que é preciso cuidar permanentemente. Pode poluir em qualquer altura. Como diz um amigo meu, um homem não tem que ter medo do ar puro, que é forte, é revigorante e são. O que mete medo são os ares poluidos onde não sabemos com quem nos confrontamos, onde os virus são invisiveis, se vão infiltrando dentro de nós sem nos apercebermos, infectando tudo e todos.

E vivemos agora um ar poluído? Não, julgo que não. Mas sente-se no ar um cheirinho a autoritarismo (não confundir com autoridade) que logo pode fazer medrar esse vírus. É que para os “senhores Silvas” renascerem nem é preciso que o chefe mande ou sequer queira. O chefe pode nem saber, não ter culpa. Os “Srs. Silvas” são sempre “mais papistas que o Papa”.

Não conheço em pormenor o processo do Carnaval de Torres Vedras, nem dos livros apreendidos na Feira de Braga, bem da anedota do Sócrates e de Directora-geral de Educação do Norte, nem da visita de agentes da PSP a Sindicatos de Professores antes das manifestações etc, etc. Tudo isto serão coincidências, casos isolados, insignificantes. Estou mesmo em crer que sim.

Mas dá para pensar….

Agradeço ao Dr. Rogério Bueno de Matos (Mafra Hoje)

Posso andar no passeio descansado e sem obstáculos? Posso? Esta Lisboa que eu amo, mas assim, não!

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Sabemos que em Lisboa o problema da falta de lugares para estacionar os automoveis é terrível.

Podem apontar-se muitos culpados, mas de certeza, quem não tem culpa nenhuma são as pobres pessoas que vêem os passeios obstruidos com automoveis e são obrigados a desviarem-se para o meio da via para poderem circular, e sujeitas a serem atropeladas.

O mais inconsciente que por vezes acontece, é que determinados condutores têm a tendencia para estacionarem os seus veiculos mesmo junto ao local para onde se dirigem ,perto dos seus empregos, próximo das suas residencias e são indiferentes para as pessoas que querem andar nos passeios descansados. E então quando se trata de idosos e crianças, a inconsciencia é ainda mais notória. Ora vejam lá alguns exemplos.













Falemos de Natureza. As aves que povoam a nossa região saloia

Águia – pesqueira

Ave de presa grande, que por vezes pode ser confundida com uma gaivota. Nesta região é uma migradora de passagem. No ano de 2008, na Foz do Rio Lizandro, estiveram dois indivíduos durante o mês de Setembro.

Esta águia proporciona uma das cenas mais espectaculares e imperdíveis da vida selvagem nesta zona, sem que seja perturbada a captura de um peixe seguido de um voo picado. Tem cerca de 58 cmts, e apresenta plumagem com tons de castanho e branco, sendo a característica principal uma mascara preta. A sua presença por cá, deve-se à grande quantidade de peixe que o rio oferece, particularmente tainhas e barbos.

Assim que surgem as primeiras chuvas e o caudal do rio aumenta significativamente para águas rápidas, estas aves tendem a desaparecer.

A presença desta espécie na Foz do Rio Lizandro confere uma vez mais a importância do controlo da poluição nesta área, quer nas descargas dos poluentes, quer na limpeza da zona dunar, onde neste ultimo caso tem havido alguma imprudência.

fonte Obimafra

Esta Lisboa que eu amo.Não é caso de embriaguês.

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Vêmo-nos forçados a desfazer um pequeno engano. É que este acessório, que é uma boca de incêndio, não está embriagado. Está apenas um pouco torto e espera-se que a autarquia o mande pôr direito. Façam lá o favor!
Rua Tomás Ribeiro
Os meus amigos do Lisboa SOS são a minha fonte. Obrigado

Gato pianista

Até parece que tive a impressão de ouvir, ou tive a "intuição" de andar por ali uns acordes de "Lacrimosa" de Amadeus Mozart.

video

Mundo Policiário 14/09

Mundo Policiário 14/09

Dic Roland, KO e Sete de Espadas. Sempre Presentes

Temas deste Mundo Policiário

1- Em "Conheça os nossos autores policiários" apresentamos o problema do confrade "Vilnosa" intitulado "Um crime mais que perfeito"

2- Daremos realce ao que vai ser o próximo "V Convivio Amual da Tertúlia Policiária da Liberdade".

3- Ainda dentro do tema anterior, continuaremos a transcrever apontamentos literários sobre a vida de Aristides de Sousa Mendes, figura que vai ser homenageada no Convivio referido anteriormente.

1º Tema: Conheça os nossos autores policiários

UM CRIME MAIS QUE PERFEITO
Autor: Vilnosa

Fora um dia de trabalho exaustivo, com a sala de espera repleta de pacientes aguardando a sua vez de serem atendidos.
Se bem que habituado a situações deste género, o certo é que, naquele fim de tarde, o Dr. Hipócryta não conseguia disfarçar o cansaço e a saturação de tantas horas de consultas e de casos mais ou menos complicados; a voz ligeiramente arrastada, os gestos lentos e as olheiras fundas denunciavam um estado de espírito e uma condição física muito próximos da saturação.
Mas...”noblesse oblige”!

E aquele simpático e discreto casal de “ex-toxico - dependentes” (como a si próprios se referiam o José e a Salette Boavida) ali estava à sua frente a solicitar dois certificados de robustez física, indispensáveis para a frequência de um curso de formação.

Assunto fácil, de rápido atendimento, pois não se tratava do habitual pedido de receitas para “serenais”, “paxilfares” ou quaisquer outros produtos similares...

O Dr. Hipócryta passou o primeiro certificado, que assinou e autenticou com a vinheta obrigatória. E preparava-se para redigir o segundo (onde, inclusivamente, já colara a respectiva vinheta) quando, pelo intercomunicador, a voz da recepcionista se fez ouvir, aflita e ansiosa: uma das pacientes, ainda na sala, sentira-se desfalecer e carecia de observação imediata!

Chamada pelo doutor, dona Lúcia abriu a porta do gabinete e completou a sua informação com alguns pormenores acerca da identidade da senhora em causa.

O médico levanta-se da cadeira e, tão discretamente quanto possível, guarda a folha das vinhetas autocolantes na gaveta superior direita da secretária. Pede desculpa ao casal pela imprevista mas inevitável interrupção e sai imediatamente, acompanhado pela recepcionista.

O caso, felizmente, não era grave. O Dr. Hipócryta começou por tomar o pulso da doente mas, fiel aos seus hábitos de rigor, pediu à dona Lúcia que lhe trouxesse o esfignomanómetro. Observada e medicada, a senhora recuperou rapidamente; mas, como medida de precaução imposta pelo médico, foi conduzida para outra dependência a fim de repousar por mais algum tempo.

O Dr. regressou, entretanto, ao seu gabinete, onde só encontrou o José Boavida, que se apressou a esclarecer: “A minha mulher pede desculpa de ter saído, mas estava na hora de ir buscar o garoto ao infantário...”

- “Tudo bem” – respondeu, enquanto concluía a redacção do segundo certificado – “e aqui tem o seu papel! Oxalá que sejam admitidos ao curso e o terminem com êxito!”

Seguiu-se uma rápida consulta a um velho conhecido, sem que tenha sido necessária qualquer medicação. Na sala de espera já não se encontrava mais ninguém. Faltava apenas rever a doente que, num outro compartimento, se mantinha em repouso e prescrever uma receita que as circunstâncias aconselhavam.

E foi nessa altura que o Dr. Hipócryta sofreu a grande surpresa do dia: ao procurar a folha das vinhetas que, apressadamente, guardara na gaveta da secretária, verificou o inacreditável: essa folha já lá não estava!

Ainda sem admitir a pior das hipóteses, chamou a recepcionista:
- “Dona Lúcia! Quando, há pouco, veio aqui buscar o aparelho da tensão arterial, procurou-o nesta gaveta?”
- “Eu... eu... sim, sr. doutor, abri-a, de facto; mas fechei-a logo a seguir, porque vi o aparelho sobre aquela cadeira...”
- “E, ao abrir a gaveta, não viu lá, por cima de toda a papelada, uma folha de vinhetas, dobrada em quatro partes?...”
- “Ah! Sim! Ainda lhe peguei, mas voltei a metê-la na gaveta, sr. doutor. Mas porque me pergunta isso?...”
- “Porque a folha desapareceu, dona Lúcia!” – replicou, já nervoso, o Dr. Hipócryta – “e é preciso encontrá-la urgentemente! Se a senhora, como diz, a deixou na mesma gaveta, só duas pessoas podem ter sido as autoras desta ‘proeza’: o casal Boavida, que aqui deixei quando fui assistir à doente, na sala de espera.”

Consciente dos graves problemas que as vinhetas, “em mãos erradas”, poderiam ocasionar, o médico não hesitou e, pelo telefone, pediu ao posto da polícia mais próximo a presença de um agente capaz de tomar conta da ocorrência. Foi então que a recepcionista, muito embaraçada, pediu para ser ouvida em particular. E, perante a crescente estupefacção do médico, confessou o que se segue.

De facto, teve nas mãos a folha desaparecida e não resistiu a tirar dela uma vinheta, na esperança de que a sua falta não fosse notada. Há já alguns dias que premeditava esta maldosa operação, mas nunca tivera nem uma boa oportunidade, nem a suficiente coragem.

Nesse dia, porém, vira o dr. arrecadar a folha naquela gaveta, já abarrotada de papéis, e percebeu que ela ficara bem fácil de encontrar, pois era o último dos documentos ali arrecadados, e já com alguma dificuldade. Essa vinheta destinava-se a ser usada numa receita que ela própria preencheria, por ter vergonha de a pedir ao médico, apesar de trabalhar diariamente com ele.

Razão de tamanho acanhamento: o marido de Lúcia, alguns anos mais velho do que ela, atravessava uma fase crítica da sua vida sexual e pretendia socorrer-se do milagroso Viagra para recuperar a normalidade... Não queria, contudo, que essa deficiência, que considerava temporária, fosse conhecida fora do ambiente estritamente familiar; daí o ter convencido sua mulher a cometer o pequeno roubo (a que se juntaria, obviamente, um impresso de receita), para tentar adquirir o medicamento com a máxima discrição.

Mas o desaparecimento da famigerada folha alterou por completo os planos de Lúcia, que, segundo disse, considerou não dever esconder o motivo que a levou a subtrair uma daquelas vinhetas; garantiu, no entanto, que deixou a folha no mesmo local, se bem que, devido à pressa e ao nervosismo, não a tenha dobrado em quatro partes, atirando-a atabalhoadamente para dentro da gaveta.

Por último, e já com as lágrimas nos olhos, pediu desculpa e devolveu a vinheta. Quanto ao casal Boavida, disse que ainda lá estavam ambos quando foi ao gabinete; tanto o José como a Salette, a viram pegar na folha, mas garante que não se aperceberam do roubo, porque o gesto foi executado com rapidez e com as mãos encobertas pela secretária.

Dois agentes da polícia (um dos quais graduado) compareceram pouco depois e não tardaram a agir com a maior eficiência. Ainda nessa noite conseguiram averiguar o seguinte:

– A Salette Boavida só chegou ao infantário meia hora depois de ter saído do consultório;
– Essa demora, pouco habitual, explicou-a com o facto de ter perdido muito tempo na farmácia, onde fora comprar aspirinas e um maço de algodão;
– A farmácia confirmou esta compra e disse não ter aviado, nessa tarde, qualquer outra receita passada pelo Dr. Hipócryta.
Convidados a comparecer no consultório nessa mesma noite, José e Salette confirmaram ter visto a recepcionista mexer na gaveta e tirar de lá uma folha de papel, mas não souberam dizer de que papel se tratava. Exibiram, nessa altura, os certificados que ainda tinham em seu poder.

As investigações prosseguiram no dia imediato, incidindo sobretudo na análise de todas as receitas do Dr. Hipócryta, apresentadas nas farmácias da área.

Ao fim da tarde, de novo no consultório, o graduado da polícia expôs uma tese que, durante a noite, germinara no seu espírito e que, no seu entender, talvez fosse o caminho certo para revelar o misterioso responsável pelo desaparecimento das vinhetas...

E por aqui nos ficamos, cabendo agora aos prezados leitores substituírem-se ao investigador policial na solução deste caso.

{ publicado na secção “Policiário” do jornal “Público” de 4 de Maio de 2003

Vilnosa é o pseudónimo do Dr. Meneses da Silva, distinto médico de Vila Nova de Santo André, grande policiarista, infelizmente um pouco arredado, actualmente, das competições e da nossa convivencia. Lamentamos este afastamento não só pela sua pessoa, mas pela sua familia, especialmente de sua simpática esposa.

2º Tema

Neste Mundo Policiário limitamo-nos a transcrever o que o nosso caro amigo e confrade Daniel Falcão escreve, no seu site "Clube de Detectives" sobre o V Convivio Anual da Tertulia Policiária da Liberdade.

A Tertúlia Policiária da Liberdade, com o patrocínio da Junta de Freguesia de Cabanas de Viriato, o apoio da Escola Básica Integrada Aristides de Sousa Mendes , irá promover por ocasião do seu V Convívio Anual (2009) um Concurso de Contos que terá como inspiração principal Aristides de Sousa Mendes e Cabanas de Viriato. As normas de participação, e também o júri do concurso, podem ser consultadas no Clube de Detectives até ao dia 31 de Março (pelo menos), data limite para envio dos trabalhos concorrentes. O Convívio da Tertúlia Policiária da Liberdade já tem data e local marcado: domingo, 17 de Maio, em Cabanas de Viriato (distrito de Viseu).

3º Tema: Apontamentos literários sobre a vida de Aristides de Sousa Mendes, a partir de José-Alain Fralon.

De facto, Aristides conhecia mal a capital e as suas intrigas. Só lá tinha vivido no intervalo entre duas colocações, não tinha conseguido criar uma “rede” de amizades ou de cumplicidades. Ainda não se tinha dado bem conta das realidades do regime de Oliveira Salçazar.

Naquele Verão de 1940, Lisboa era uma cidade totalmente louca. Dava abrigo a dezenas de milhares de refugiados. Douglas L. Wheeler cita a descrição feita da cidade por Dusko Popov, um agente duplo britânico: “em 1940, Lisboa constituía um universo totalmente à parte, um enclave protegido de neutralidade, onde todos os beligerantes se misturavam uns com os outros. Estava cheia de refugiados de todos os géneros e de todas as ”nações”. Entre os refugiados célebres, estavam Arthur Koestler, o Duque e a Duquesa de Windsor, Jean Giradoux, Erica Maria Remarque.

A guerra continuava, bem próxima, falava-se dela mas ainda ninguém se apercebera da extensão da catástrofe. O grande assunto para os lisboetas daquele Verão de 1940 era a Exposição do Mundo Português, que Salazar inaugurou com grande pompa e circunstancia, em Junho desse mesmo ano.


A Exposição do Mundo Português deveria constituir uma grande manifestação nacionalista, além de ser também um símbolo de Paz. Um cenário concebido à medida dos orgulhos e dos medos dos portugueses daquele tempo, no apogeu de um regime que não voltará s desfrutar de um momento como aquele, conforme se diz num notável álbum de fotografias da Mariana Tavares Dias.


Uma fotografia de Salazar mostra-o, mais “seu” Presidente da Republica, o Óscar Carmona, a conversarem sentados em cadeirões de vime. O ditador, vestido de preto, de chapéu, também preto, colocado em cima dois joelhos e as botas, pretas, com atacadores. Uma outra fotografia de Salazar, tirada no dia da inauguração da exposição, mostra-o rodeado de alguns dos seus ministros, todos de chapéu preto na cabeça.

Yves Leonard descreveu bem “as misturas por vezes espantosas que ilustram de forma única a Exposição do Mundo Português onde coabitam abordagens modernistas – vejam-se as tentativas futuristas patentes nos pavilhões concebidos por Cristino da Silva – com as habitações típicas tradicionais, a arte manuelina, as esferas armilares e os brasões que constituem uma identidade nacional, “velha de oito séculos”.


Se Aristides não conhecia Lisboa, ainda conhecia menos Oliveira Salazar e o regime que ele havia instaurado. Ao deixar Bordéus, parecia persuadido de que iria ser recebido pelo Chefe do Governo e que poderia explicar-lhe as razões que o tinham levado, em nome da moral cristã que lhes era comum, a salvar tantas pessoas.


Dir-lhe-ia que também tinha salvo a honra do país e que um dia os seus actos seriam úteis aos interesses portugueses. Em resumo, iria apelar aos sentimentos cristãos de Salazar, á sua generosidade, mas também à razão e àquela que pensava ser a visão do mundo do ditador.


Escreveu a Salazar. Afirmando-se convencido de ter cumprido a seu dever para com a pátria e da não ter feito nada para desmerecer a confiança do Presidente do Conselho, solicitava que este o recebesse em audiência e confessava-se antecipadamente grato pelo favor.

O ditador de botas com atacadores nunca quis recebê-lo.

Belo exemplo de cristandade. Um hipócrita é o que é.

Mais, fez tudo para o esmagar.

Aristides de Sousa Mendes não tinha compreendido o essencial do seu carácter do seu antigo condiscípulo de Coimbra: o gosto maníaco imoderado, doentio, pela ordem.
Que lhe importavam os milhares de pessoas salvas por Sousa Mendes, os apelos à sua fé cristã: que importava isso, quando comparado com um crime maior: a não obediência a uma directiva governamental. Nem em 1940, nem em 1945, nem em 1950, Salazar jamais compreendeu a importância moral, mas também politica, da acção de Sousa Mendes. Apenas viu nela um acto de desobediência. E a desobediência tinha de ser punida!

Comboios. A Linha do Corgo

Comboios


"Ontem, a CP encerrou as linhas do Corgo e do Tâmega sem avisar ninguém. Contava com o silêncio de todos e fê-lo pela calada, desprezando toda a gente.

Mas a culpa não é da CP; é, antes, de todos os pacóvios que transformaram o País num tapete de asfalto, bom para a camionagem, para as empresas de obras públicas e para o consumo de gasolina. Em vez de investir em comboios e serviços decentes para passageiros e mercadorias, os sucessivos governos destruíram um património secular e uma parte da nossa geografia cultural – tudo em nome das ‘grandes obras’ e do ‘grande dinheiro’.

Hoje há pouco a fazer. Há alcatrão, cimento, camionagem e gasóleo. Tudo caro. Os comboios portugueses inventaram um País, povoaram-no, desenharam a nossa geografia. Era um País mais bonito do que este."

quinta-feira, 26 de março de 2009

Novamente os McCann na Praia da Luz. Quanto aos cartazes que afixaram era inevitavel e previsivel o que aconteceu.

Era inevitável e também previsível.

O povo da Praia da Luz rasgou os cartazes de Maddie afixados pelos McCann
Do Correio da Manhã de hoje transcrevo a noticia que refere este assunto
Residentes apontam o dedo aos pais da menina desaparecida e dizem estar fartos de uma situação que lhes é alheia e que tem prejudicado o turismo.

Da grande campanha de sensibilização para o desaparecimento de Maddie lançada pelos McCann na zona da Praia da Luz, Lagos, pouco restava ontem à tarde. Além da meia dúzia de cartazes afixados em estações de autocarros e outdoors. A população local tratou de rasgar e arrancar os restantes, deitando-os para o lixo.

“Puseram-me um cartaz na montra mas eu tirei-o logo”, admitiu ao Correio da Manhã Luís Mamede, dono de uma óptica na Luz, para quem esta campanha “ é mais um massacre” para os luzentes. “Já chega”, desabafou, frisando que a Luz está a ser prejudicada por uma situação que lhe é alheia”: Os pais da criança é que têm a culpa, mas quem vive e trabalha aqui é que está a ser prejudicado. Os turistas que têm filhos temem vir para cá. É injusto, pois a Luz foi sempre segura.
Cansaço e indignação foram, aliás, as emoções manifestadas ao CM pela população local. Para Ana Santos, esta campanha dos McCann “é uma autêntica palhaçada”. É normal que as pessoas retirem os cartazes, pois não têm nada a ver com o que aconteceu e têm sido muito atingidas. Emílio Caracol diz estar farto! E acrescenta: “Não conheço os McCann, Eu tive dois filhos e guardei-os e os meus quatro netos guardo-os também.

Já a inutilidade da campanha foi reconhecida pelos ingleses Steven Gray e Alan Fox, que ontem passeavam na Praia da Luz. “Se Maddie está viva, não está aqui”. Sobre a remoção dos cartazes, consideram que as pessoas querem esquecer e o caso e é mau para o turismo.

Novas desta Igreja que temos: Não bastou o Papa pôr a pata na poça, agora vem este padre botar "grande asneira"!.

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Isto é que anda para aqui uma açorda de marisco. Já chega de nos massacrarem os ouvidos com tudo o que rodeou a marçação do tal penalty fantasma. Há que olhar em frente, tanto para uns como para os outros. Até parece que acabou o mundo, ou melhor, que vai acabar.

É que há reacções que roçam a "parvoíce", como a deste padre de uma Igreja de Lisboa. Valha-o Deus

clicar duas vezes na imagem com o botão esquerdo do rato para ampliar a dita.

Obrigado Pela Sua Visita !