BANCADA DIRECTA: Janeiro 2009

sábado, 31 de janeiro de 2009

As crianças, os preservativos e a bola em Moçambique...

Uma curta-metragem do jornal a "A Bola", do realizador Orlando Mesquita. O filme moçambicano, recebeu o prémio especial do júri no festival Cannes Júnior e, também, o Prémio Instituto Camões para a melhor curta-metragem de expressão Lusófona.

As crianças em Moçambique encontraram uma maneira interessante de fazer um futebol. Desde 1984, Orlando Mesquita editou, dirigiu, e produziu sobre 20 películas, incluindo características, programas educativos, e documentários. Seus projectos exploram muitas facetas da vida moçambicana tais como o papel das mulheres e a guerra, os refugiados, e soldados desmobilizados.

Neste vídeo transforma o futebol num sentido mais educacional e responsável.
É de uma simplicidade fantástica este vídeo, mas muito eficaz.
Vale a pena perder menos de 5 minutos, desculpem, pois quero dizer ganhar muito.


A Reforma Educativa em curso.

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Via e-mail recebemos o texto seguinte, solicitando a sua publicação. É um documento que nos faz rir, pelo negativismo que se pretende dar a esta situação. Sinceramente não cremos que a Educação vá por este caminho. Em todo o caso dou conhecimento do texto, apenas como documento informático.

Tem é que ser em duas doses. Amanhã publicarei a segunda parte.

Querido diário:

29 de Junho de 2009
paçei o 5º anuh. A stora de mat, k é a nossa dt, n m kria deixar paçar pk eu tnh nega a td menus a ginástica, pk jogo bem há bola, e o crl... mas a gaija lixhou-se puke a ministra da idukaxão mandou dizer ao ppl k penxam q mandam aí nas xkolas masé pa baixarem os kornos k tds os socios com menos de 12 anus teiem de paçar... axu bem.

29 de Junho de 2010
passei o 6º anuh. ainda bem q ainda n fiz 13 anus, q ódpx podia n passar, qesta cena de passar com buéda negas é só até aos 12... , fiquei buéda lixhado na m*rda deste ano, e ó c.., o stor d educassão física deu-me a m*rda do 2... assim tive nega a tudo... ainda bem q a ministra da iduqaxão é porreira, ela é q é uma sócia sbem: a xqola n serve pa nada, é uma seca. tive q aprender que os K's se escrevem Q, qomo em "xqola" e não "xkola", e que "passar" não é qom Ç... a xqola é porreira só pa qurtir qas damas qd gente se balda...

29 de Junho de 2011
Passei o 7º ano. Exte anuh ia chumbando pq tive nega a qase td menos a área de projetuh, mas aqela cena tb é facil, n se fax nd... Exte anuh a dt disseme q eu passava pq tinha aprendido qas fraxex qomexam qom letra maiúscula e pq m abituei a exqrever qom Q em vez de K, tipuh agora ja xei xqrever "eu qomo qogumelos qom quentruhs" em vez de "eu komo kogumelos kom kuentruhs". É fixolas, pode xer qum dia venha a ser um gamela famôzo...

29 de Junho de 2013
Passei o 9º ano. Foi buéda fácil, pqu a prof paxou-me logo. Fui ao quadro xqurever uma sena em qu dezia tipuh "aquela janela", e eu exqurevi "aqela janela", pqu dixeram-me qu n se xkqureve "akela", é quom Q e não quom K. Mas a profs desatinou quomiguh e dixe qu eu tnh qu pôr o U à frente do Q... Pur ixu exte anuh aprendi qu o Q leva U à frente. No próximuh anuh é o 10º, vou pá sequndária...


Continua amanhã.

Alguns termos eliminei-os porque não entram no meu vocabulario. Onaírda

Amanhã é Domingo 1 de Fevereiro

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Amanhã é dia 1 de Fevereiro. Faz anos, muitos, que uma musica foi tocada pela primeira vez num sarau realizado em Lisboa.

Não sei porquê, estou a visionar as figuras perfiladas de Scollari, Deco e Pepe. Estarão eles conscientes de que estarão bem integrados no seu papel?


Se calhar nem nós estamos. Eu pelo menos não estou e julgava que sim, que estava.

Amanhã falaremos melhor!

Bancada Directa deseja aos seus amigos leitores que passem um óptimo fim-de-semana.

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Deixemo-nos de pensar nesta crise que nos aflige diariamente, pôr para trás das costas o caso "Freeport", porque quem as faz que as desmanche, e os judeus e palestinos que se entendam. Hoje está um dia de sol e vamos lá a gozar um bom dia.
Como habitualmente Bancada Directa oferece aos seus amigos uma pequena bem jeitosa e só posso dizer que se entretenham. Mas não abusem!

É sempre a mesma conversa da treta. É um delírio completo!

O conflito israelo/palestiniano

O conflito israelo/palestiniano.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Já passei por aqui algumas crónicas da Clara Ferreira Alves, publicadas na Revista Única do Expresso. Há três semanas CFA publicou uma crónica escalpelizando o conflito israelo/palestiniano.

Como resposta a esta crónica, José Pacheco Pereira apelidou a CFA de “militante palestiniana”. CFA não gostou, e depois de explicar o que a motivou a opinar sobre o conflito, também esclareceu que esteve de facto na região, mas em Telavive (Israel). Não me lembro, sinceramente, o que foi lá fazer e se esteva na faixa de Gaza, embora eu acredite que tenha lá estado e " in loco" se apercebeu de situações, que muitos comentam e não têm a noção da realidade. CFA ainda disse que Pacheco Pereira não sabia do que falava!

Clara Ferreira Alves volta novamente com uma crónica sobre o assunto, mas desta vez com um título bombástico.

Apresentamos a referida crónica

Matem esses bandidos desses palestinianos

O racismo tem muitas formas, e nesta guerra vimos o racismo apelar ao massacre os inocentes. Por estes dias vimos todos passar na televisão uma fotografia do Presidente Barack Hussein Obama com um kipá na cabeça. O kipá é uma meia-lua que os homens judeus usam na cabeça para significar, largamente, a sua devoção e submissão a Deus. Os não - judeus usam-no em sinal de respeito pelos judeus ou dentro de um templo ou instituição religiosa.

O kipá de Israel

Ninguém se deve ter surpreendido ao ver o kipá, nem ninguém o associou a uma qualquer simbologia sionista. Muito menos o kipá foi associado a agressão ou resistência, embora a história dos judeus seja uma história, como a dos palestinianos, de agressão e resistência. Imagine-se que Obama teria usado, na sua visita a Ramallah, o keffieh palestiniano, e a fotografia dele com o keffieh aparecia na televisão o mesmo número de vezes.

O keffieh palestiniano

Não faltaria quem, os apologéticos do costume, visse nesse keffieh não um sinal de respeito para com os anfitriões e sim um sinal de guerra, terrorismo e a temível lembrança de que Obama tem no meio do nome o nome do neto de Maomé, o assassinado Hussein, filho de Fátima e Ali. Ninguém se lembraria de pedir a Obama, ou a Clinton ou a Cárter para usar um keffieh. Todos usaram o kipá.

O lado palestiniano da guerra está tão contaminado pelo preconceito, à propaganda e à vitimização que os próprios palestinianos não se vêm como dignos de respeito e se apressam a tirar o keffieh da cabaça para simbolizar moderação. O keffieh tem má reputação, excepto para jornalistas estreantes à procura da pose. Começou por ser um símbolo de nacionalismo e da resistência contra a injustiça histórica da naqba e da Ocupação e acabou como um símbolo de tudo o que os ocidentais temem no mundo árabe e islâmico, o extremismo, o terrorismo, a luta armada.

O keffieh preto está associado à figura de Yasser Arafat e aos anos de terrorismo da OLP e das organizações da resistência debaixo do seu chapéu-de-chuva. Terrorismo que abandonou, como o Hammas um dia terá de abandonar, quando se sentar à mesa das negociações com Israel. O que quase de certeza acabará por acontecer, para espanto dos prosélitos que acha, que esta incursão sangrenta em Gaza deu cabo do Hammas, ou se destinou a dar cabo do cabo do Hammas. Basta olhar para trás.


O problema palestiniano, e o problema da desumanização dos palestinianos, entronca nestas associações erradas e nessa falta de respeito. E faz parte da tragédia íntima do povo palestiniano, que continua a ser visto pelo prisma estreito das televisões quando mostram os extremos jovens mascarados, “mártires” embrulhados na bandeira e mulheres ululantes.

Nos nossos confortáveis países emociona-mos quando morre uma baleia por dar à costa e não poder ser salva. Não nos emocionamos com as crianças mortas da palestina quando vemos passar no telejornal os corpos cortados pelos estilhaços ou queimados pelo fósforo branco. Em Portugal, tantos comentários diziam apenas, grosso modo, matem esses bandidos desses palestinianos, custe o que custar, mesmo que os guerrilheiros do Hammas se escondam atrás deles. A culpa é deles.

Uma das frases mais obscenas da guerra terá sido esta, inventada pela propaganda de Israel. Os homens do Hammas escondidos pelas suas mulheres e crianças “escudos humanos”. O Hammas pode ser culpado de muitos crimes, e é culpado de muitos crimes, mas este é um crime que não cometeu. O Hammas está dissolvido na população de Gaza, o sítio com maior densidade populacional do mundo, onde a família extensa é o núcleo principal.


O Hammas é um movimento de resistência, politico, social e religioso, permeado de uma violência intrínseca, típica dos gangues (foram gerados no cativeiro, humilhação e privação) e não é um movimento de cobardes que usam crianças para se protegerem. Dizer isto é tão obsceno como dizer que, dadas estas circunstâncias, é legitimo queimar e matar estas crianças. E as mães delas. E menos obsceno que dizer, como disse ainda a propaganda israelita, que o Hammas falhou porque não fez de Gaza “a Singapura e a Hong Kong do Médio Oriente”.

Israel sabe muito bem porque diz estas coisas, di-las porque há gente que acredita nelas. Gente que nunca pôs um pé em Gaza, nunca leu um livro desta história e só pôs um pé em Israel “gentilmente” pago pelo Governo Israelita.

Os palestinianos têm sido desumanizados. A propaganda palestiniana também nunca conseguiu inverter a ideia, preferindo o papel da vítima. Conseguir a paz nesta guerra significa, antes de mais, consoderar os palestinianos como seres humanos, mais cultos e politizados do que muitos europeus. e, em seguida, deixar de os condenar com o mesmo ódio com que se condenaram os judeus prestamistas de nariz adunco.

O racismo tem muitas formas, e nesta guerra vimos o racismo apelar ao massacre dos inocentes. Enquanto não os virmos como pessoas, jamais os veremos como um país.

Esta Lisboa que eu amo. Janelas da minha cidade

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Tambem sabe bem apresentar no nosso blogue algo positivo que, ainda, existe na nossa cidade e que nos encanta ao vê-las.

São as janelas de Lisboa.

Ora vamos lá a apreciar algumas das janelas desta nossa cidade. A fonte é o "Janelas de Lisboa" a quem agradecemos.

Travessa do Convento de Jesus

Rua de São Bento

Rua de São Bento

Calçada do Combro

Calçada da Estrela

Travessa de Santa Catarina

Travessa João de Deus

Rua Nova da Trindade

Rua da Conceição

Rua do Ferragial


Rua das Pedras Negras

Isto é que anda para aqui uma açorda de marisco! Falamos de "imputabilidade".

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Imputabilidade.

"O presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, Armando Leandro, defendeu esta sexta-feira que nenhum jovem com menos de 16 anos possa ser criminalizado. «Há um aumento da participação de jovens em crimes graves mas isso não significa que se deve diminuir a idade da imputabilidade em Portugal

(
mais aqui)" O ideal seria 21 anos...

A noticia e comentário é retirada do blogue "Carvalhadas" (Dr. Assur), a quem agradeço.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

As delicias de um cruzeiro em alto mar

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Este vídeo que nos mostra um navio de cruzeiros a navegar em mar tempestuoso é impressionante. No ano passado quando estava em Roquetas de Mar cheguei à fala com um casal que reside no Seixal e que se confessavam serem loucos por fazer cruzeiros maritimos. Como eu lhes disse que nunca tinha feito nenhum cruzeiro e não tinha vontade de o fazer , aconselharam-me a experimentar, porque dentro do barco nem se sente a ondulação e nem que o barco vai a andar.

Casal feliz porque nunca passou por esta situação.

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Mundo Policiário 6/09- A (especial)

Mundo Policiário 6/09- A (especial)

Dic Roland, KO e Sete de Espadas. Presentes

Caros amigos policiaristas e leitores do Bancada Directa em geral

Notícia de ultima hora dá-nos conta da constituição do Júri do Concurso de Contos da Tertúlia Policiária da Liberdade aquando do seu próximo V Convívio Anual a ser levado a efeito no dia 17 de Maio de 2009 na localidade de Cabanas de Viriato. Mas vamos transcrever na íntegra o comunicado que nos foi remetido nos ultimos minutos.

V Convívio da Tertúlia Policiária da Liberdade

Júri do Concurso de Contos
É chegada a altura de revelar a constituição do júri do Concurso de Contos que a Tertúlia Policiária da Liberdade leva a efeito por ocasião do seu convívio a 17 de Maio, em Cabanas de Viriato. Eis os três membros do júri:

António Torrado, poeta, ficcionista e dramaturgo, autor de uma bibliografia de mais de cem títulos, onde avulta a produção literária para os mais novos. Com livros e contos traduzidos nas principais línguas europeias, recebeu diversos prémios literários, em Portugal e no Brasil. Licenciado em Filosofia pela Universidade de Coimbra, foi professor, editor, jornalista, e chefe de programas da RTP, tendo orientado cursos, seminários e oficinas de estratégias da narrativa e escrita teatral. É, desde 1989, membro da Direcção da Sociedade Portuguesa de Autores.

Gustavo Barosa, licenciado em Filologia Românica. Foi professor, durante 36 anos, no Liceu de Viseu e na Escola Secundária Alves Martins, na área de português e francês. Foi, ainda, professor de rádio na Escola Profissional de Torredeita e formador de português no CFP de Viseu. Trabalhou, também, como encenador de teatro e fez jornalismo escrito e radiofónico, tendo larga experiência de crítica literária.

Rui Mendes, actor de teatro, cinema e televisão, encenador e cenarista. Foi professor de interpretação na Escola Superior de Teatro e Cinema durante 20 anos. A sua ligação ao teatro remonta a 1955, mas só depois de cumprido o serviço militar de quatro anos, que o levara a abandonar o curso de Arquitectura em 1961, quase no fim deste, é que abraçou a carreira teatral em definitivo. Desde aí até hoje, como intérprete ou encenador, manteve-se em permanente actividade, tendo estado na origem de pelo menos dois grupos de teatro. Foi o encenador da peça “A Desobediência”, de Luiz Francisco Rebello, relativa a vida de Aristides de Sousa Mendes, levada à cena em 2007. Na sua longa actividade profissional ganhou, entre outras importantes coisas, uma grande experiência de leitura e interpretação de textos.

Como se constata, trata-se de um júri que muito honra a Tertúlia Policiária da Liberdade e que garante a todos os concorrentes uma atenta, gentil e abalizada apreciação das provas.

Recordamos que os trabalhos devem ser enviados até 31 de Março de 2009.

Para quaisquer esclarecimentos poderão ser utilizados os telefones 214 719 664 e 966 102 077 (Pedro Faria) ou 213 548 860 e 966 173 648 (António Raposo).

O pensamento mais poderoso que existe é a exaltaç ão da vida!

Recebi por e'mail esta excelente artigo, e como achei uma mensagem bastante intensa, decidi postar.
Pois é realmente impossível ficar indiferente!


Vencedor do concurso americano de jornalismo (Casamento)


A moça da foto se chama Katie Kirkpatrick, de 21 anos.
Ao lado dela está o noivo, Nick, de 23.
A foto foi tirada pouco antes da cerimônia de casamento dos dois,
realizada em 11 de janeiro de 2005 nos Estados Unidos.
Katie tem câncer em estado terminal e passa horas por dia recebendo medicação.
Na foto Nick aguarda o término de mais uma destas sessões.



Apesar de sentir muita dor, de vários órgãos estarem apresentando falência
e ter que recorrer à morfina, Katie levou adiante o casamento
e fez questão de cuidar do máximo de detalhes.
O vestido teve que ser ajustado várias vezes,
pois Katie perde peso todos os dias devido ao câncer.




Um acessório inusitado na festa foi o tubo de oxigênio usado por Katie.
Ele acompanhou a noiva em toda a cerimônia e na festa também.
O outro casal da foto são os pais de Nick,
emocionados com o casamento do filho com a mulher que namorou desde a adolescência.



Katie, sentada em uma cadeira de rodas e com o tubo de oxigênio,
ouve o marido e os amigos cantarem para ela.



No meio da festa Katie tira um tempo para descansar.
A dor a impede de ficar de pé por muito tempo.

Katie morreu 5 dias após o casamento.
Esta história corre pela internet e as fotos venceram um concurso americano de jornalismo.
Ver uma menina tão debilitada vestida de noiva e com um sorrisão nos lábios
faz a gente pensar se a vida é mesmo tão complicada...

A Ciência para Ficar Rico - Wallace D. Wattles

Como estou numa fase de ler livros mediante o tempo que tenho livre, mais do que escrever, e a maioria que leio é sobre o desporto em particular o futebol, mas também gosto de ler outros das mais variadas áreas, e como estamos numa época de crise económica, bastante difícil para todos, encontrei este livro editado no blog Qbacana, que poderá não tornar ninguém rico como o título sugere, mas pelo menos ajuda a reflectir um pouco sobre os pensamentos positivos que todos deveríamos ter na vida, sendo que alguns pontos podem ser controversos, deixando os mesmos ao critério de cada um.

Deixo entretanto o Prefácio do Autor.

Boa Leitura.


Índice
Introdução
Prefácio do Autor
Capítulo 1 - O Direito de Ser Rico
Capítulo 2 - Existe uma Ciência Para Ficar Rico
Capítulo 3 - A Oportunidade Pode Ser Monopolizada?
Capítulo 4 - O Primeiro Princípio da Ciência Para Ficar Rico
Capítulo 5 - Progredindo na Vida
Capítulo 6 - Como a Riqueza Vem até Você
Capítulo 7 - A Gratidão
Capítulo 8 - Pensando de uma Certa Maneira
Capítulo 9 - Como Usar a Força de Vontade
Capítulo 10 - Favorecendo o Uso da Força de Vontade
Capítulo 11 - Agindo de uma Certa Maneira
Capítulo 12 - A Ação Eficiente
Capítulo 13 - Entrando no Negócio Certo
Capítulo 14 - A Impressão de Prosperidade
Capítulo 15 - A Pessoa Próspera
Capítulo 16 - Algumas Advertências e Observações Conclusivas
Capítulo 17 - Resumo da Ciência Para Ficar Rico


Prefácio do Autor

Este livro é pragmático, não filosófico. Um manual prático, não um tratado teórico. Ele é feito para homens e mulheres cuja necessidade mais urgente é o dinheiro, é para quem quer ficar rico primeiro e filosofar depois.

Ele é feito para aqueles que querem resultados e desejam que conclusões científicas formem a base de suas ações, sem ter que passar por todos os processos em que aquelas conclusões foram feitas.

Espera-se que o leitor aceite os preceitos fundamentais pela fé, como ele toma os preceitos relativos à lei da eletricidade se fossem promulgados por Marconi ou Edison, e, tendo estes preceitos com fé, possa provar sua veracidade sem medo ou hesitação. Cada homem ou mulher que o fizer certamente ficará rico, pois a Ciência aplicada aqui é exata, e falhar é impossível.

Para escrever este livro eu sacrifiquei todas as outras considerações em nome da concisão e da simplicidade de estilo, para que todos pudessem entendê-lo. O plano de ação exposto aqui foi retirado de conclusões filosóficas, foi totalmente testado e carrega a certeza do experimento prático.

Funciona!


Duas iniciativas culturais em Mafra

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Daremos sempre o nosso apoio quando soubermos que as populações têm ao seu dispor manifestações de cultura semelhantes a estas duas de que vos damos conta.

Amigo , se moras por estas bandas comparece. E lembra-te que deves levar os teus filhos à sessão de poesia infantil: o amigo José Fanha espera com alegria as crianças.


Para a sessão de poesia infantil inscreve-te na Biblioteca : Tel 261 815 422 ou por mail:biblioteca.mafra@cm-mafra.pt

Há quem diga : minha rica cerveja!

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Mundo Policiário 6/09

Mundo Policiário 6/09

Dic Roland, KO e Sete de Espadas. Presentes

O tema de hoje ainda está centrado no próximo V Convívio Anual da Tertúlia Policiária da Liberdade e da figura que se vai homenagear : Aristides de Sousa Mendes.

O Convívio: Como já foi divulgado a Tertúlia Policiária da Liberdade vai levar a efeito no próximo dia 17 de Maio de 2009 o seu V Convívio Anual e que será realizado na localidade de Cabanas de Viriato, terra natal de Aristides de Sousa Mendes, precisamente a figura que esta Tertúlia vai homenagear, com o alto patrocínio da Junta de Freguesia de Cabanas de Viriato.

Como ponto alto deste Convivio terá lugar um Concurso de Contos sobre a figura do diplomata Aristides de Sousa Mendes, o qual será aberto para todos e especvialmente para os alunos da Escola Básica Integrada de Cabanas de Viriato. Aguarda-se , ainda, o programa definitivo, o que estará para muito breve.

Aristides de Sousa Mendes
Continuação do texto que vem de semanas anteriores:
Soldados alemães patrulhando as ruas de uma cidade ocupada

Solicitado pelo vice-cônsul de Baiona, ASM deslocou-se a esta cidade francesa, já muito perto da fronteira franco/espanhola. O cônsul ASM ficou surpreendido: milhares de refugiados esperavam junto ao nosso consulado vistos de entrada em Portugal. Autoritário, entrou no edifício e exclamou para os funcionários; “ainda sou vosso superior, pois ainda não fui destituído e passem vistos a quem o solicitar! (Rui Afonso 1995). Refugiados judeus já a salvo nos USA

Acto contínuo começou a passar vistos, ajudado pelo funcionário Manuel Braga. Tudo em simples papeis carimbados em que escrevia: “O Governo Português requer ao Governo Espanhol a cortesia de permitir ao portador circular livremente por Espanha. Ele é refugiado do conflito europeu e está a caminho de Portugal” (Novais Granada 1995). Esteve um dia inteiro a passar vistos em Baiona nesta missão humanitária.

Quando o Governo de Lisboa soube da atitude do seu cônsul geral em Bordeus, enviou a toda a pressa dois agentes, ordenando o regresso imediato de ASM a Portugal. Acompanhado da família o cônsul acatou a ordem, mas ao passarem por Hendaia, já quase a raiar a fronteira e a entrar em Espanha, viu muitas centenas de refugiados que se apinhavam na zona da fronteira: o Governo Espanhol recebera a informação de que os vistos de que eram portadores e eméticos por ASM não eram validos….desembaraçando-se dos agentes não desistiu. “Pediu aos refugiados que o seguissem, formou-se uma grande caravana automóvel até outro posto fronteiriço. Falando em com energia para os guardas espanhóis, conseguiu a passagem de mais de mil refugiados. (Novais Granada 1995).

A nota de culpa, datada de 3 de Agosto de 1940, emitida por Salazar, não deixa dúvida a ninguém, muito menos a Sousa Mendes: desafiando as ordens do Governo, o diplomata passou vistos não autorizados. Portanto desobedeceu.

O que aconteceu depois foi no mínimo injusto. O homem que em Bordéus livrou da perseguição nazi e da morte certa milhares de refugiados, viu a sua carreira de diplomata acabar, de uma forma drástica, sem que pudesse argumentar com a angústia dos perseguidos.
Refugiados judeus aguardando pelo visto à porta do Consulado geral de Portugal em Bordéus.

Ficou até à morte na situação de “disponibilidade” com grande corte nos vencimentos. Também foi impedido de exercer a actividade de advogado. Aos poucos, a sua sacrificada família, agora de doze filhos (dois haviam falecido), vendeu bens e dispersou-se, por vários países, para ganhar a vida.

Como muito escreveu Novais Granada (1996), em resumo trágico: De mal com os homens por amor aos homens.

Resumindo, Aristides de Sousa Mendes, cônsul em Bordéus, emitiu vistos de trânsito para milhares de judeus refugiados, em transgressão das regras do seu Governo – o que constituiu talvez a maior acção de salvamento feita por uma só pessoa durante o holocausto (Bauer 1982)
Movimento dos refugiados judeus

1º Texto complementar

Outros diplomatas com acção humanitária

O diplomata Sampaio Garrido representava Portugal junto do Governo de Budapeste, capital da Hungria, com o posto de Ministro Plenipotenciário desde Outubro de 1939 quando, a 16 de Março de 1944 Adoilf Hitler, ordenou a invasão da até então aliada Hungria. Esta invasão levou a Hungria, tal como antes a todos os países ocupados pela Alemanha nazi, a uma “ghettização” e a deportação e internamento em campos de concentração/extermínio dos judeus húngaros, conduzidos pelo sinistro nazi Eichmann. O representante diplomático português, perante os dramas humanos que se sucediam, reagiu à nova situação, protegendo o máximo de pessoas perseguidas, acolhendo em instalações da delegação portuguesa cerca de 1000 pessoas. Promoveu a saída da Hungria a outros, através da emissão de aproximadamente 700 “passaportes provisórios” e individuais. Quando em Lisboa, o também sinistro Salazar tem conhecimento destes factos reage de imediato e, a 23 de Abril, Sampaio Garrido recebe instruções do Ministério dos Negócios Estrangeiros para regressar a Lisboa. (Eva Ban & António Louça in Budapeste 1944: Dois Diplomatas Portugueses Face ao Holocausto. 15/12/1995).

2ºTexto complementar

Campos de concentração e "ghettos" (zonas populacionais delimitadas onde os judeus eram obrigados a residir). Dos 65 campos de exterminio criados pelos nazis na Europa, os mais tristemente celebres foram os de Auschwitz, TreblinKa e Dachau.

Para além deste diplomata outros houve, tais como José Luís Archer, em Paris, o Cônsul- honorário em Atenas, Lencastre e Menezes – o primeiro a ver revogados os seus direitos consulares, por alegadamente conceder passaportes portugueses a judeus da Áustria – e ainda, o Cônsul geral em Hamburgo, que forneceu vistos a judeus, por iniciativa própria. Todos eles foram, de uma forma ou de outra castigados pelo Salazar de má memória. O cônsul honorário em Milão, Giuseppe Magno, também concedeu vistos sem autorização do MNE, sendo por isso exonerado (Avraham Milgram, “Os cônsules portugueses e a questão dos refugiados judeus. 15/06/1999)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Por estes lados até a crise chegou ao Turismo emblemático

Estamos em Marrocos, cidade de Marraquexe. Praça de Djemaa El - Fna.

Lembro-me perfeitamente, quando há uns anos visitei Marrocos e esta praça emblemática. Recordo-me que o terreno em volta era todo em terra, e, a meio de uma manhã, não havia um lugarzinho que fosse para uma pessoa se sentar. Era tanta gente a visitar aquela praça, que impressionava os turistas.

A foto em cima é recente, já deste ano de 2009, e pelo que se vê há imensos lugares vazios nos bancos corridos, pelo que se depreende que nos dias de hoje há muito menos visitantes. Sinais dos tempos actuais e da crise mundial que afecta, igualmente o turismo.

Um texto a propósito lembra os tempos passados:Praça Djemaa El - Fna. Actualmente Marraquexe está caótica, saudosa dos tempos em que, além das "mobilettes", também os automoveis circulavam dentro da Medina, e a sua praça principal, a mágica Djemaa El - Fna, nem sequer alcatroada era, como é hoje. Quem não a conhece desses tempos nem pede mais e fica sastisfeito com o caos que , ainda, reina actualmente

A sorte não é para todos! Video exemplificativo.

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O saber não ocupa lugar: Temas de Medicina: Faça uma automedicação responsavel!

O saber não ocupa lugar:

Temas de Medicina.

Faça uma automedicação responsável!

Bancada Directa introduz este tema com uma nota:
Publicámos no passado dia 12 um “Temas de Medicina” relativo a problemas de garganta com o titulo “Recuperar a suavidade perdida”. Recebemos um comentário de um anónimo, que defendia a automedicação, dizendo que tinha misturado vários comprimidos num copo de água, daqueles simples para as dores, tinha gargarejado e engolido um pouco dessa mistura líquida. Sentiu-se melhor e as dores de garganta passaram.
Sujeitámos esse “comment” ao nosso clínico de apoio, que mais ou menos nos disse o seguinte: Não merece resposta. Publique um post sobre os perigos da automedicação e dar-lhe – à uma resposta indirecta.
É o que estamos a fazer. Onaírda

“A auto medicação é a utilização de medicamentos não sujeitos a receita médica de forma responsável, sempre que se destine ao alívio e tratamento de queixas de saúde passageiras e sem gravidade, com a assistência ou aconselhamento de um profissional de saúde”.

Esta é a definição que consta do Despacho nº 17690 de 10 de Agosto de 2007, onde, igualmente, se diz que a utilização destes medicamentos é hoje uma prática integrante do sistema de saúde. A automedicação aparece associada a sintomas e em caso algum pode decorrer de um diagnóstico médico. O aconselhamento por profissional de saúde tem a ver com os riscos de segurança e efectividade dos medicamentos.

Seja qual for o medicamento, exigindo ou não receita médica para ser dispensado, tem sempre efeitos secundários e interacções e está fortemente desaconselhada a sua utilização banalizada.


A prática da automedicação não deve ultrapassar um escasso número de dias, está desaconselhada a grávidas, mães que amamentem crianças e idosos vulneráveis. Entende-se que a auto medicação responsável contribuirá para a consciencialização dos autocuidados em saúde, evitará consultas inúteis aos serviços de saúde sobrecarregados e pressupõe a toma de medicamentos não sujeitos a receita médica, assim classificados tendo em conta a avaliação da sua segurança.

Os medicamentos que aparecem como alvos principais da auto medicação estão destinados a combater dores ligeiras e estados febris moderados, os destinados à tosse e resfriados, estados gripais, os que se aplicam a certas perturbações digestivas (prisão de ventre, diarreia, ardor no estômago…), às fadigas passageiras (vitaminas e tónicos) rinites alérgicas sazonais (diagnosticadas pelo médico), aftas, hemorróidas, queimaduras solares, verrugas, problemas cutâneos moderados, entre outros.


De acordo com o Despacho acima referido, a lista de situações é muitíssimo maior, abarcando os sistemas digestivo, respiratório, cutâneo, nervoso/psique, muscular/ósseo, geral, ocular, ginecológico e vascular.

As limitações da automedicação

Não há medicamentos inofensivos, tomar medicamentos envolve sempre um risco. Recorde-se que os medicamentos só devem ser tomados quando há uma real necessidade, ou seja, quando o medico os prescreve após a avaliação do estado do doente ou quando o farmacêutico os recomenda para alivio de um mal-estar ocasional. Há públicos mais vulneráveis que outros às interacções dos medicamentos.

Foi dito acima que as crianças, as grávidas, as mães que amamentam e os idosos não podem praticar automedicação. E por razões compreensíveis nos bebés e crianças, um erro na dosagem poderá criar lesões irreversíveis ou ser mesmo fatal; as grávidas sabem que só devem tomar medicamentos sob estrita vigilância médica pois os medicamentos podem prejudicar o normal desenvolvimento do seu bebé (a simples toma de complexos vitamínicos não se deve fazer em regime de automedicação, por exemplo uma dosagem elevada de vitamina A pode afectar o feto); quanto às mães a amamentar, importa também não esquecer que alguns medicamentos passam através do leite materno para o organismo do bebé, há medicamentos que podem inibir a lactação; passando para a população sénior onde se toma, regra geral, três vezes mais medicamentos sujeitos a prescrição médica que as outras faixas etárias, o que aumenta o risco de ocorrência de interacções entre medicamentos.

Por outro lado, à medida que se avança na idade, os mecanismos reguladores do corpo perdem eficácia, e a resposta dos seniores aos tratamentos medicamentosos e à maneira como o organismo metaboliza os medicamentos altera-se.

Valorizar o aconselhamento farmacêutico

Compete ao farmacêutico transmitir ao doente os benefícios sobre uma automedicação segura e responsável, ajudando-o a distinguir o que é uma doença sem gravidade, e como deve ser tratada, das manifestações que requerem prontamente de uma consulta médica.

É a qualidade da informação prestada pelo farmacêutico que poderá levar o doente a cumprir disciplinadamente o tratamento que lhe é proposto. Este aconselhamento deverá processar-se, tanto quanto possível, respeitando a privacidade do dente. O espaço confidencial tem exactamente esse objectivo.


Este aconselhamento consolida a confiança que deve ter na automedicação, estreita o diálogo entre o utente e o farmacêutico, facilitando ao profissional de saúde saber mais sobre os antecedentes e a origem do mal estar, qual a sua duração, em que condições julga o doente que se agravou o seu problema, que os medicamentos já foram eventualmente tomados e se há outros sintomas que lhe estejam associados.

Este aconselhamento e a disponibilidade do doente para prestar informações e do farmacêutico para dar o devido aconselhamento constituem uma responsabilidade partilhada que pode assegurar ao doente o tratamento com efectividade e segurança, permitindo até completar a informação que vem no folheto que acompanha obrigatoriamente o medicamento.

Questões da escolha e segurança

Medicamentos não prescritos são todos aqueles que podem ser comprados sem receita médica e que se destinam exclusivamente a aliviar sintomas ligeiros. A dispensa com conselho é tão importante que acaba por definir a confiança que temos com o nosso farmacêutico. É que a escolha do medicamento tem obrigatoriamente que se fundamentar:

- Nas características gerais dos sintomas (ex. tipo de tosse, existência ou não de expectoração; característica desta)
- Com a idade do doente (criança, adulto, idoso).
- Com o estado fisiológico (gravidez, amamentação…)
- Com doenças concomitantes (hipertensão, diabetes, asma.)
-Com medicamentos prescritos para doenças continuadas
- Sensibilidades individuais (alergias, intolerâncias gástricas…)
- Com hábitos e estilos de vida (ingestão de bebidas alcoólicas, necessidade de condução automóvel, utilização de maquinaria de precisão etc.)
- Reacções diversas ocorridas (diarreia, dores de estômago, sonolência exagerada, prisão de ventre).

Fonte. Revista Farmacia e Saude 147. Dezembro 2008

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Sentimentos. As afirmações de Dom José Policarpo são o tema.

Cautela com os amores

Se o Cardeal Patriarca pecou no que disse, foi por ingenuidade

Nota de Onaírda: Dedico este texto a uma amiga fraterna, Anne Rose Schelmann, a trabalhar em Roquetas de Mar, que decerto compreenderá as palavras do nosso Patriarca,se bem que as não possa aprovar, por ser de religião islâmica..

A paixão torna-nos irradiantes de luz. São coisas diferentes, difíceis de destrinçar quando estamos apaixonados. A entrega ao amor faz-nos ver melhor tudo quanto não é amor – a ganância e a ostentação, a mesquinhez e a maldade, a indiferença e a inveja.

Tomados pela entrega íntima desse “raio verde” – o ultimo raio de sol, segundo Júlio Verne -, que nos torna capazes de ver, não só os nossos sentimentos, mas também os dos outros (Eric Rohmer fez um filme belíssimo sobre esse fenómeno) julgamos ter a chave da verdade. A verdade do amor existe, iluminante, mas nunca absoluta.


Numa tertúlia no Casino da Figueira da Foz – um casino que se tem distinguido como casa de cultura e do debate - Dom José Policarpo - deu o seguinte conselho às jovens portuguesas: “Cautela com os amores, pensem duas vezes antes de casarem com um muçulmano, pensem; pensem muito seriamente. É meterem-se em montes de sarilhos, nem Alá sabe onde é que acabam”.

Se este conselho peca por alguma coisa, é por ingenuidade: quem ama não pensa; boa parte do prazer de amar reside em perder a “cautela” e precipitarmo-nos no desconhecido, sem medo de sarilho algum. O aviso sobre os perigos da paixão antes atiça do que arrefece. Mas um líder espiritual tem a obrigação de avisar.

Só o alheamento espiritual do sofrimento humano pode considerar descabido, ou discriminatório, este aviso. Podem encher-se muitas páginas de jornais com histórias de casamentos felizes entre mulheres anteriormente católicas ou agnósticas e muçulmanos – isso não invalida a ausência legal de direitos sofrida pelas mulheres na maioria dos países islâmicos.

Por alguma razão, noventa por cento dos casamentos felizes narrados nas reportagens de repúdio às afirmações do Cardeal Patriarca português são com homens de Marrocos. Marrocos e a Tunísia são a versão light, turística e infelizmente minoritária do Islão contemporâneo.

Que o Islão foi, em tempos muito idos uma civilização de conhecimento e dialogo, também não nos serve de consolo – apenas podemos lastimar que, à evolução espiritual da Igreja Católica no sentido da compreensão do Outro e da Igualdade de direitos das pessoas, corresponda a um retrocesso do Islamismo em relação a esses assuntos fundamentais.

A Igreja Católica não é, ainda, o paraíso de compreensão que apregoa – faltam-lhe mais cardeais com a inteligência, o genuíno amor e, sobretudo, o humor de Dom José Policarpo: “ sarilhos que nem Alá sabe onde acabam”, diz ele, brincando com o absoluto do poder divino, e recordando-nos que Deus nos ofereceu o luxo do livre-arbítrio – e do riso.

Deixemo-nos de sofismas: na maioria dos países islâmicos (que são Estados confessionais, coisa que nenhum país dito católico hoje é) as mulheres não são abrangidas pelos direitos humanos: têm de obedecer cegamente aos homens, a vida pública é-lhes praticamente interdita e estão legalmente sujeitas a toda a espécie de sevícias, desde a mutilação genital ao apedrejamento até à morte. Não podemos continuar a consentir este martírio, cobrindo-o com a burka da “indiferença cultural”.

O Cardeal Patriarca pôs o dedo na ferida quando disse; “só é possível dialogar com quem quer dialogar E com os nossos irmãos muçulmanos o diálogo é muito difícil”. Claro que não será difícil dialogar com a Comunidade Islâmica de Lisboa – mas como se pode dialogar com os líderes do Irão ou da Arábia Saudita, por exemplo?

Esses podem lançar – no caso do Presidente do Irão – de formas quase diárias – os insultos e os ataques que quiserem ao Ocidente, porque é “a cultura deles”. Ora a nossa cultura é a do laicismo que obrigou a Igreja Católica a humanizar-se, e nos deu muito trabalho a conquistar.


Uma cultura que hoje se fundamenta na democracia e na liberdade individual, designadamente a “ liberdade de expressão”
Na nossa cultura, não se percebe com que direito pode alguém exigir a um mentor espiritual que se retracte por dizer o que pensa, ou por aconselhar as pessoas a que pensem no que fazem Aliás, nos conselhos do Patriarca da Igreja Católica Portuguesa dirigem-se, em principio aos seus fieis. A razão de ser das Igrejas é essa: guiar as almas pelo bom caminho até à vida eterna.


Em todas as religiões o bom caminho é estreito. Mas há importantes diferenças de grau nessa estreiteza. Acresce que, no Ocidente, só reza e obedece quem quer. E todos têm o direito a recomendar cautelas ou a dizer coisas desacauteladas. A mim, as coisas que ele disse pareceram-me apenas evidências sensatas.

Sejam-no ou não, assiste-nos a laica lei que nos dá a todos, o direito de dizer.

Ontem não houve comboios por estes lados!

Pois é! A neve era tanta que conseguiu paralisar a circulação dos comboios na região de Zaramillo, perto de Guenes a caminho de Bilbao. Espanha


Estação da Renfe em Zaramillo

Por cá ainda somos uns felizardos.

Quarta-feira = Dia de Poesia: "o fotógrafo era zarolho"

Caros amigos leitores do Bancada Directa
Era ainda um miudo, havia na Rua Moraes Soares um fotógrafo, e que "tirava" tão mal os retratos, que nós baptizámo-lo como o "fotógrafo zarolho".

Até se fazia uma quadra a seu respeito

O da "lá minute" tem jeito
E para as fotos tem olho
Quando o boneco é feito
Vê-se logo que é "zarolho".




Estou mesmo a pensar se estas fotos não foram obtidas por ele.

Obrigado Pela Sua Visita !