BANCADA DIRECTA: Novembro 2008

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Artigo demolidor de Clara Ferreira Alves no "Expresso".

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Este artigo de Clara Ferreira Alves, publicado no semanário "Expresso" é terrivelmente demolidor para a nossa democracia. Dá para meditar!




CLARA FERREIRA ALVES

(Nota do autor deste post: As opiniões e conceitos traçados neste texto de CFA, não reflectem, necessariamente, na sua totalidade, o que ele pensa, como cidadão deste país, nomeadamente, quando se refere as situações e atitudes da nossa Policia Judiciária)

Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido. Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade pofissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada mas mais honesta que estes bandalhos. Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido. Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português> significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades. Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos. A justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.



Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada. Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado. Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve. Tudo a que temos direito são informações caídas aconta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura. E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade. Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos Vale e Azevedo pagou por todos.

Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida? Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?

Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?

Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?

Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal? Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém? As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.

E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?

E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu? Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.

E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?

E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?

O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.

E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?

E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca. Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento. Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade. Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra. Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças , de protecções e lavagens , de corporações e famílias , de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade. Este é o maior fracasso da democracia portuguesa

Clara Ferreira Alves - "Expresso"

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Nota de falecimento

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Esta noticia até dava para rir se não fosse tão séria. Ora tomem lá atenção e meditem neste texto .



Nota de falecimento


Uma mulher chegou a casa e disse ao marido:

-Carlinhos, lembras-te das enxaquecas que eu costumava ter quando íamos fazer amor? Estou curada! Não tenho mais dores de cabeça! Minha amiga Margarida indicou-me um terapeuta que me hipnotizou! O médico disse-me para ir para a frente de um espelho, olhar-me bem e repetir para mim mesma: Não tenho dor de cabeça! Não tenho dor de cabeça! Não tenho dor de cabeça! E continuou:

-Fiz isso e a dor de cabeça parece que desapareceu. O marido respondeu.

- Que maravilha! Então a esposa disse:

- Nos últimos anos tu não andas muito interessado em sexo! Por que não vais a esse terapeuta e tentas ver se ele te ajuda a ter interesse por sexo novamente? O marido concordou, marcou uma consulta e alguns dias depois estava todo fogoso para uma noite de amor com a esposa. Então correu para casa e entrou arrancando as roupas e arrastando a esposa para o quarto. Colocou a mulher na cama e disse-lhe:

- Não te movas que eu já volto! Foi à casa de banho e voltou logo. Depois pulou na cama e fez amor de maneira muito apaixonada como nunca tinha feito com a esposa antes. A esposa disse-lhe:

- Carlinhos, foste maravilhoso! Tu nunca me deste tal prazer! O marido disse novamente à esposa: - Não saias daí que eu volto já! Foi à casa de banho novamente e a segunda vez foi muito melhor que a primeira. A mulher sentou-se na cama a cabeça girando em êxtase com a experiência. O marido disse outra vez: - Não saias daí que eu volto logo! Foi à casa de banho outra vez. Desta vez a esposa foi silenciosamente atrás dele e quando chegou lá o marido olhava para o espelho e dizia:

- Não é minha esposa! - Não é minha esposa! - Não é minha esposa!

O velório do Carlinhos está sendo realizado na capela do Cemitério Jardim da Saudade O enterro será amanhã às 17h50!

Paz à sua alma!!!!

Como enriquecer sem esforço e dinheiro! Antonio Raposo dá a receita.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

De certeza que os meus caros amigos ainda não conhecem bem o Antonio Raposo. Eu, confesso, ainda o não conheço bem, apesar de ter andado com ele nos bancos da escola primária, a nossa 127, ali para os lados da Penha de França. A. Raposo formado em "ciencias da vida", quer ensinar-nos a enriquecer de uma maneira fácil e sem esforço, digo, sem "taxa de esforço", para empregar uma linguagem bancária.


ENRIQUECER SEM ESFORÇO
E SEM DINHEIRO!


A primeira grande premissa é: Para ser rico não precisa ter dinheiro – basta ter crédito!

Seguindo esta preciosa máxima você até pode ser um pobretanas, mas tem que subir alguns degraus para lá chegar.

Chamadas condições necessárias e suficientes.

Primeiro precisa tirar um curso, possuir um canudo. É uma condição sine qua non.

Inscreva-se numa dessas universidades modernas que por aí campeiam e faça-se gestor.

Imprima os seus cartões-de-visita desde logo tendo a frase “gestor de empresas” sob o seu nome.


Se necessário retoque o seu próprio nome dobrando-lhe os eles se só tiver um único no nome. Veja a oportunidade de introduzir um Y. Também dá status. Você já está a ver o que pretendemos que faça.

Se não gostar de gestor de empresas meta simplesmente empresário – tout court!

Obtido o canudo, em menos de um fósforo, inscreva-se num partido político do Centrão. Daqueles que estão no poder regularmente. Arranje alguém (faça-se amigo!) que o empurre para elemento de uma comissão qualquer, através da qual irá contactar as trutas do partido – o peixe graúdo – os manda-chuva! Faça-se amigo deles. Diga-lhes que de longa data.

Ninguém vai contrariar as suas palavras. Às tantas você já está o que se chama em linguagem técnica “montado no aparelho”.

Convém nesta fase aparecer nas televisões, se possível como “opinion maker”. Imite os tiques e o discurso do eterno Professor Marcelo, vai ver que se torna popular, tem audiências garantidas e sem se comprometer nem possuir um pingo que seja de ideias para o País.

Como toda a gente está cansada de saber, para governar basta ir ao leme. Qual o rumo? Qual o destino? Qual o objectivo? –

Não interessa!

Não é isso que dá dinheiro, nem será, portanto esse o objectivo a atingir.

O seu alvo passará por ser: OBTER CRÉDITO!

Dir-me-á que só tem crédito quem tiver bens ao luar. Mentira! Isso era dantes.

Se você obtiver forma de entrar num banco pela porta da administração, conseguindo um lugarzito de vogar suplente, você está garantido.

Dadas as suas amizades firmes e partidárias facilmente poderá arranjar um crédito de um milhão de euros, nesse seu banco.

Será o primeiro milhão, aquele que, dizem os meus amigos milionários, é o mais difícil de conquistar.

Agora que já tem um milhão, ponha metade na banca aplicando em papéis de grande risco, bem especulativos, que dão de volta num curto período o dobro da massa.

Com o outro meio milhão, anuncie a sua riqueza através da media. Compre a crédito uma casa supimpa com jacuzzi, piscina quente e um belo barbecue. Vista roupas de marca e mande lá a casa a imprensa cor-de-rosa fotografar tudo, como aliás fazem com êxito os futebolistas brasileiros da selecção portuguesa.

Não se esqueça de arranjar uma boa mulher que seja uma mulher boa, loira e burra para decorar o átrio. Ajuda!

Frequente os melhores restaurantes e viva à tripa forra.
Seja feliz que rico já você é sem que para isso fosse necessário ter dinheiro – de seu!

Auguramos-lhe uma carreira brilhante.

(texto retirado do livro de receitas infalíveis de A.Raposo)

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Esta Lisboa que eu amo! Os perfumes de Campo de Ourique.

Caros amigos leitores do Bancada Directa

O Bairro de Campo de Ourique foi sempre considerado um bairro nobre de Lisboa. Por lá viveram figuras ilustres da nossa vivencia urbana. De repente lembro-me de Fernando Pessoa, que viveu na Rua Coelho da Rocha. Gostei sempre deste bairro, apesar de ter vivido sempre no lado oriental da cidade. Também o Dr. Artur Varatojo morou por aqui. É por isso que eu vejo com tristeza estas imagens que~, não são abonatórias para os serviços de limpeza da Câmara, mas que também não dignificam os seus moradores.






O saber não ocupa lugar! Temas de Medicina. Adolescencia e sexualidade.

O saber não ocupa lugar

Temas de Medicina

Adolescência e Sexualidade


Sensações intensas marcam a fase de transição!

Nota: Este post vai ser dividido em duas partes, devido à sua extensão e importância.

Ao longo do ciclo de vida o homem tem de passar por várias etapas de crescimento e de maturação, as quais poder ser vivenciadas de diferentes formas. A adolescência é uma fase de transição, mudança e desenvolvimento humano, caracterizada por alterações físicas, psíquicas e sociais, sendo que as duas ultimas recebem interpretações e significados diferentes, dependendo da época e da cultura onde está inserida.

Pode também ser definida como uma etapa de desenvolvimento, que ocorre desde a puberdade até à idade adulta, ou seja, desde a altura em que as alterações psicobiológicas iniciam a maturação sexual até à idade em que um sistema de valores e crenças se enquadra numa identidade agora quase estabelecida.

A idade cronológica não determina o comportamento sexual do adolescente, as influencias no contexto sócio – económico, cultural e religioso podem ser determinantes.
A sexualidade é um fenómeno da existência humana, faz parte da vida de todas as pessoas e, intrinsecamente de vida dos adolescentes. O despertar da sexualidade liberta o desejo, abre espaço para as fantasias, sedução, criatividade, mas também para medos e dúvidas


A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera a sexualidade como: “a energia que nos motiva a procurar amor, contacto, ternura e intimidade; que se integra no modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos tocados. É ser-se sensual e ao mesmo tempo sexual; ele influencia pensamentos, sentimentos, acções e interacções e, por isso, influencia a nossa saúde física e mental.”

Mitos, tabus e factores socioculturais são muitas vezes responsáveis por uma série de desencontros que interferem numa vivencia positiva da sexualidade. A descoberta da sexualidade deve ocorrer progressivamente para que toda a envolvente de dúvidas, medos e tabus se diluam com o acesso à informação, respeitando a individualidade de cada pessoa. O assumir a sexualidade de forma consciente e informada, promove um melhor conhecimento do risco e sua prevenção.

A actividade sexual durante a adolescência pode assumir diferentes sentidos, por prazer físico, procura de novas experiencias, manifestação de maturidade sexual, para aceitação por um grupo, como um desafio aos pais e à Sociedade e como uma fuga à solidão e a pressões.

Torna-se, assim, muito importante abordar algumas questões a propósito


ALTERAÇÕES FISICAS, PSICOLÓGICAS E SOCIAIS.

As alterações físicas da adolescência, crescimento e maturação sexual são componentes da puberdade vivenciados de forma semelhante por todos os indivíduos. Quanto às dimensões psicológicas e sociais, estas são vividas de forma diferente em cada Sociedade, em cada geração e em cada família, sendo singulares até mesmo para cada indivíduo. neste contexto, a alteração do próprio corpo e a maturação ao nível do intelecto, leva a que o adolescente procure entender quem é de qual o seu papel na sociedade em que vive.

A maturação sexual implica o desenvolvimento das gônadas, órgãos de reprodução e caracteres sexuais secundários. A idade de início e sua progressão é variável de indivíduo para indivíduo.

Nos rapazes, as alterações físicas que fazem parte da adolescência são o aumento dos órgãos genitais, o aparecimento de pelos, nos genitais, na face e nas axilas, a voz torna-se mais grave e surgem as primeiras ejaculações. Nas raparigas as mamas crescem, surgem os pelos na região púbica e também nas axilas, e tem inicio a menstruação.

MENSTRUAÇÃO

O ciclo menstrual é o período entre o primeiro dia da menstruação até à menstruação seguinte, dura em média 28 dias, e pode ser irregular durante os primeiros anos da puberdade.

OVULAÇÃO E PERÍODO FÉRTIL

A partir da puberdade em cada mês um óvulo amadurece e é libertado pelos ovários, processo que se denomina de “ovulação”. O momento em que o corpo está a efectuar este processo denomina-se “período fértil”!

VIRGINDADE

A perda da virgindade ainda é um marco importrante para os jovens. É um rito de iniciação sexual, que pode ser vivenciado com orgulho ou com culpa excessiva, de acordo com a educação e tradição da família. Inicialmente, os jovens buscam apenas envolvimento sexual, testando as suas novas capacidades do seu corpo e reacções frente a sensações desconhecidas. É a redescoberta do corpo.

O conceito de virgindade pode variar grandemente entre as culturas, sendo muito valorizado em alguns sociais ou religiosos e noutros completamente o oposto.

A virgindade é simbolizada pela ruptura do hímen na mulher e pela primeira relação sexual do homem

Continua no próximo “Temas de Medicina”..

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O desporto na minha terra! Carla Couto Olé!!!! A mais internacional portuguêsa de futebol feminino de onze.

Abram alas à senhora embaixatriz de futebol de onze feminino! Eis Carla Couto!



Esta magnifica altleta brilha na selecção portuguêsa e no seu clube: a União 1º de Dezembro de São Pedro de Sintra ( o de Penaferrim)

Apenas quatro atletas poderão adquirir este titulo de Embaixadores: Luis Figo, Fernando Couto, André Lima (futsal) e Carla Couto (futebol de onze feminino) Efectivo ,efectivo embaixador, por enquanto é só o nosso Eusébio!

Desenvolvimento:






Nasceu em Maio de 1974, filha de um país que mudava o rumo da sua história e que derrubaria barreiras no desporto, abrindo as portas da igualdade para que as mulheres tivessem também direito à prática desportiva. Carla Couto, é filha desse país de Abril que nos anos oitenta incentivou largos milhares de cidadãos a uma massificação desportiva e que a capital lisboeta aderiu com os “Jogos de Lisboa” descobrindo inúmeros talentos para várias modalidades.






Aos doze anos de idade nessas iniciativas, jogou futebol de cinco na Associação Cultural Luís de Camões, passou pela ginástica e natação do Sporting Clube de Portugal e depois para o andebol do Liceu Passos Manuel. Aos 17 anos de idade por insistência do pai (toda a família é sportinguista) foi aos treinos de captação no clube de Alvalade - já no futebol de onze - e começa então a grande odisseia de Carla Couto no futebol de onze feminino. Mudou-se depois para a equipa do Grupo Desportivo 9 de Abril de Trajouce, numa transferência que Jogou ainda no Clube de Futebol Benfica, teve uma experiência internacional na China durante três meses na Super liga feminina, e outra em Londres, no Arsenal, onde fez uma pré - época. Está na equipa da União 1.º de Dezembro, em São Pedro de Sintra há largos anos, onde já conquistou vários títulos de campeã nacional, e ultrapassou a meta das 100 internacionalizações ao serviço da selecção portuguesa.

Carla Couto desde cedo demonstrou ser uma predestinada para o futebol. Técnica, velocidade, alegria, paixão, e uma forte personalidade, são muitos dos predicados deixados dentro das quatro linhas, tornando-se uma futebolista de eleição; joga e faz jogar qualquer equipa.











A sua estreia com a camisola da selecção nacional portuguesa aconteceu a 11 de Novembro de 1993, no Estádio de São Luís em Faro, num jogo particular frente à Suécia. Desde essa altura Carla Couto nunca mais parou de representar a equipa portuguesa; a equipa de todos nós. No dia 18 de Junho de 20065 em Reiquejavique, diante da Islândia, em jogo da fase de apuramento para o Campeonato do Mundo China - 2007, completou a mítica barreira dos 100 internacionalizações, sendo por este motivo homenageada pela Federação Portuguesa de Futebol, entre muitos prémios que conta já no seu currículo. Hoje contabiliza mais 12, superando a marca de Fernando Couto e perseguindo o recorde de Luís Figo que é o mais internacional com 127 internacionalizações. Diz Carla Couto “essa é uma meta que quero atingir e que me faz continuar a jogar futebol aos 34 anos.






Presentemente, Carla Couto divide-se por duas actividades profissionais. De manhã trabalha como Auxiliar de Acção Educativa no Jardim de Infância da Anta, na Agualva - Cacém, e na parte da tarde na Junta de Freguesia da Santa Maria dos Olivais.






Para trás ficou todo um percurso marcado por êxitos desportivos e de enriquecimento pessoal que ainda não terminou. “Ser jogadora na China foi o culminar de um sonho em me tornar profissional de futebol. O que consegui com muito sacrifício. Foi uma mudança muito grande para mim, porque fui para um país onde não me conseguia expressar, onde não entendia ninguém, e ninguém me entendia.” recorda a internacional portuguesa. “Foi também um teste à minha capacidade de solidão e sofrimento - porque sofri muito inicialmente - vivia sozinha num hotel, longe de tudo e todos, sem conseguir comunicar com ninguém.














Mas valeu a pena, quer pela experiência de conhecer outras culturas, quer também pela vertente financeira” sublinha Carla Couto, com um brilho nos olhos para nós.










Hoje, continua com a mesma alegria, fazendo do futebol uma forma de vida, embora reconheça que se deixou levar pela emoção .“Profissionalmente”, o futebol não me trouxe grandes vantagens, mas pessoalmente tem-se - dado muito, embora com muitos sacrifícios.”Treinos às 21h30, chegar a casa à meia - noite, uma da manhã, levantar cedo para ir trabalhar, só mesmo com muita paixão e gosto pelo futebol.














Mas foi a vida que escolhi, é a vida que eu tenho, muito cedo deixei os estudos levada pela emoção e por isso espero que esta geração de jogadoras, que no futuro possa a vir a ser a base do 1º de Dezembro e da selecção nacional nunca deixe de estudar. Um dia será sempre indispensável” aconselha Carla Couto.









Estas ultimas palavras reflectem o espírito de Carla Couto e Bancada Directa reconhece o altruísmo destas palavras e deseja à Carla Couto que permaneça muitos anos aqui pela nossa terra de Sintra. E que venha ver os seus admiradores que por aqui moram nesta encosta da Serra. Lado Norte, claro









Ser-se embaixador o que é?





"Recentemente a Direcção da Federação Portuguesa de Futebol aprovou a possibilidade de atribuir o Estatuto de Embaixador aos internacionais com mais de 100 jogos nas selecções nacionais A.





Os futebolistas com Estatuto de Embaixador poderão integrar a Delegação Oficial da Selecção Nacional, participar nos actos oficiais da FPF relacionados com as selecções e assistir aos jogos de Portugal, como convidados, na Tribuna de Honra.





Apdenas Luís Figo ( 127 ), Fernando Couto ( 110 ), André Lima ( 111) futsal e Carla Couto ( 112 ) futebol feminino poderão adquirir esse Estatuto.





Recorde-se que a Selecção Nacional tem apenas em Eusébio, o seu Embaixador oficial e que manterá esse direito.









A minha fonte é o Dr. Ventura Saraiva..

Mundo Policiário de luto.

Mundo Policiário especial

Dic Roland e KO = Sempre Presentes

Hoje, mais do que nunca!

A noticia triste que chega ao nosso conhecimento
Soubemos agora do falecimento do estimado pai de Luis Pessoa ,coordenador da Secção Policiário do Jornal Publico

Em nome do Mundo Policiário, do blogue Bancada Directa e em meu nome nome pessoal, apresento a expressão dos nossos sinceros pêsames a este nosso confrade e amigo.

domingo, 23 de novembro de 2008

A diferença dos preços dos combustiveis entre Portugal e Espanha

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Este tema, da minha parte já não é novo aqui no Bancada Directa. E se volto de novo à questão da diferença de preços dos combustiveis entre Portugal e Espanha, foi porque no fim desta tarde recebi um mail de Roquetas de Mar com algumas fotos dos cartazes dos postos de combustiveis, onde os preços afixados são de molde a confirmar quão grande é a diferença dos preços.

A minha cara amiga de Roquetas (A.R.S) enviou-me uma foto de um posto da Repsol de El Egido onde o preço do gasóleo é de 0.958 Euros. A diferença para os 1.121 Euros da Galp em Portugal é de 16.3 cents. Mas ela informa-me que no tal posto de Puebla de Vicar o gasóleo está a o.912 Euros. Aqui a diferença é de 20.9 cents. Sintomático e que não vale a pena fazer mais comentários.

Obrigado A.R.S.(La Navidad aunque es a gran distancia)




sábado, 22 de novembro de 2008

Manuel José ao seu estilo

"Sou quem tem mais legitimidade para ser seleccionador"


ALEXANDRA TAVARES-TELES
Manuel José. Tetracampeão africano com o Al-Ahly, o treinador adorado no Egipto continua a sentir-se mal-amado em Portugal. Diz ter "ra-zões fortes" para não gostar de Pinto da Costa e afirma que "o poder maligno" lhe tirou a selecção Depois de ganhar 17 títulos, o que é que se pode fazer mais no mesmo clube?

A vida num grande clube é feita de títulos e cada época é um desafio novo. Até porque se perdemos somos substituídos. Quanto mais não seja, há essa motivação. O Fergusson está há vinte e tal anos no Manchester e sempre motivado.

É a segunda vez que trabalha no Egipto. Já lá vão seis anos a viver no país. É verdade que não fala árabe?

É. Nem me esforço. É uma língua muito difícil, tenho um tradutor que me acompanha sempre e na rua falo inglês.

E vive num hotel. É para lhe dar a ideia de que está de passagem?

Não é essa a razão. Vivo num 28.º andar com vista para o Nilo. Num hotel, sim, porque é mais confortável. O calendário é muito exigente, estou fora de casa de dois em dois dias e a minha mulher sente-se mais acompanhada num hotel.

O Egipto é para ela um sacrifício?

Ela tem consciência de que é preciso fazer alguns sacrifícios. A mim custa- -me menos porque saí de casa com 16 anos e, por isso, ganhei cedo a capacidade de me adaptar às dificuldades. Mas também temos aqui amigos, convivemos regularmente e isso ajuda.

Ganha aí o que nunca lhe pagariam em Portugal?

Se não fosse assim, estava aqui a fazer o quê? Nem nos grandes ganharia o que ganho aqui.

E é uma figura pública estimadíssima.

Até me custa falar disso porque podem pensar que é vaidade ou exagero. Acho que só vendo se acredita. Julgo não me enganar se disser que não há no mundo nenhum outro treinador que tenha com a sua massa associativa a relação que eu tenho com os adeptos do Al-Ahly.

Então?

Se quiser ir ao centro da cidade, sei que vou criar um sarilho enorme à polícia. Eles pedem-me para não ir sem antes os avisar. Recentemente, fui a uma loja do centro tratar dos meus óculos e às tantas a entrada da loja estava bloqueada por pessoas que teimavam em entrar. Tive de sair em voo para dentro de um jipe, o trânsito parou todo, já havia pessoal com bombos e fui acompanhado por um carro da polícia até ao hotel. O dono da loja pediu-me educadamente se podia evitar visitar-lhe a loja.

Vai ser complicado se um dia deixar o clube, que é um dos maiores de África...

No ano passado, terminava contrato e estava um bocado indeciso. Nesse impasse tive de mudar de telefone porque as chamadas eram constantes e foi criado um blogue onde os adeptos falavam sobre esse assunto. Lembro-me de um interveniente dizer que se fosse embora, Portugal teria de acolher 60 milhões de egípcios.

Vamos agora para Portugal. Chegou a acreditar que era possível substituir Scolari no cargo de seleccionador nacional?

Nunca, nem por um segundo. Só se fosse doido. Não tinha possibilidades nem nunca as terei. No entanto, nada me impede de dizer o que penso sobre as decisões da Federação. Primeiro, tenho legitimidade para falar; segundo, também gosto de provocar.

Disse que estava "tudo montado" para ser Carlos Queiroz o escolhido. Referiu-se a "rabos de palha", a pressões feitas por "sebastianistas", mas nunca concretiza. Que rabos de palha conhece, quem são os sebastianistas?

Para que vou eu falar em nomes se os nomes são conhecidos? O poder todos sabemos quem é e onde tem estado sempre, e o poder nunca gostou de mim. Tenho pago uma factura elevadíssima por me ter batido pela transparência. Basta ver aquilo em que se transformou o futebol português nos últimos 30 anos para perceber quem venceu.

Trabalhou durante vários anos no clube de uma das figuras mais poderosas do futebol português - o Boavista, de Valentim Loureiro -, o que leva a crer que o problema não é só o poder. Quais são as verdadeiras razões da inimizade com Pinto da Costa?

São muito fortes e não tenho de as contar.

Uma frase que ele tenha dito ou uma atitude que tenha tomado que tenha sido decisiva na ruptura com Pinto da Costa?

Já estou velho e falha-me a memória.

Mas as razões estão para além dessa incompatibilidade entre si e o poder. O que se passou realmente entre si e Pinto da Costa?

As razões são fortes e não vale a pena contá-las. Não tenho receio, mas não vejo qualquer interesse. Sei que não tenho hipótese nenhuma, nomeadamente na selecção.

E tem legitimidade para reivindicar o cargo?

Sou quem mais legitimidade tem para o reivindicar. Eu e mais ninguém. O próprio Queiroz não tem o currículo que eu tenho. Os que em Portugal ganharam alguma coisa, ganharam no FC Porto. Depois, zero. Fartei-me de gozar com isso. Quem deve mandar não manda.

Nunca se arrependeu de, como diz, ter "desagradado" a Pinto da Costa?

Nunca. Quando abro a boca sei o que estou a dizer. Sou pela verticalidade e houve alturas em que tive vergonha de pertencer ao futebol. Mas quero esclarecer que nada tenho contra o FC Porto. Antes pelo contrário. O FC Porto e a selecção têm sido os maiores representantes do futebol português a nível internacional. Só não concordo é que um clube tão grande seja usado como defesa pessoal ou escudo de alguns.

Mas como é que lidou sempre bem com Valentim Loureiro, um dos outros envolvidos no processo "Apito Dourado"?

Valentim Loureiro era o presidente do Boavista e eu era o presidente da equipa de futebol. Foi sempre assim em todos os lugares por onde passei e disse ao major o que disse a todos os outros presidentes: "Se quiserem ser presidentes e treinadores nem vale a pena começar a negociar." Valentim Loureiro sempre respeitou esta regra, sou amigo dele e, independentemente do que se está a passar com ele, é pessoa de quem gosto.

Mesmo sendo contra o poder não foi um treinador a quem as portas se fecharam - esteve duas vezes no Sporting e uma no Benfica.

Estive no sítio certo mas no tempo errado. Sobretudo quando aceitei o convite do Benfica. Não tive um único amigo que me tivesse aconselhado a aceitar. Todos me diziam que ia acabar em desgraça, mas foi mais forte do que eu. Fui para o Benfica com 16 anos, foi lá que tudo começou e não pude dizer não.

Teve noção de que era um tempo perigoso para se treinar o Benfica?

Vários treinadores passaram por lá nessa altura e falharam. Não foram os treinadores que falharam; foi o Benfica que falhou. Tive noção do perigo, mas nunca tive medo do risco. Ao longo de 31 anos de carreira fui despedido três vezes - uma no Benfica e duas no Sporting.

O que falhou no Sporting?

Fui para o Sporting pela primeira vez a convite de João Rocha. Aceitei na condição de renovar a equipa ao fim da primeira época. Pois não só não chegaram reforços como fiquei sem o Jaime Pacheco e o Sousa, que foram para o FC Porto para serem campeões europeus. Cheguei a levar para estágio nove jogadores e dois juniores. Enfim, foi uma daquelas coisas doidas que fiz ao longo da minha vida.

Sai do Sporting e dois anos depois, com Jorge Gonçalves a presidente, regressa. Não dava para perceber que não era boa altura?

Era muito novo e se as coisas corressem mal havia muito tempo para recuperar em termos de carreira. Jorge Gonçalves pediu-me para pôr o Sporting na UEFA. Depois, foi eleito Sousa Cintra e fui despedido por a equipa ter sido eliminada pelo Marítimo, em casa.

É nessa altura que Figo faz os primeiros treinos com a equipa sénior do Sporting...

Alguns jogadores juniores treinavam comigo durante uns dias da semana e ao domingo eram libertados para a equipa júnior. Fiz isso com o Paulo Torres, com o Figo, com o Peixe e com o Paulo Pilar. O Figo e o Peixe destacaram-se logo.

Deixou a porta do Sporting aberta?

Depois de duas passagens por Alvalade sem ganhar, a possibilidade de um dia regressar é diminuta. O desgaste seria muito rápido.

















O que lhe parece a aposta em Paulo Bento?

O Paulo Bento tem sido brilhante. É um percurso à Mourinho, que até ir treinar o Benfica não tinha treinado nenhuma equipa. O Paulo até já tinha sido campeão como treinador dos juniores. É um treinador de carácter. Tem frontalidade, mão firme e adivinho-lhe uma grande carreira. Tem ganho taças e supertaças, está a fazer uma grande campanha europeia, falta-lhe o título, é certo, mas tem uma enorme margem de esperança. O Sporting deve mantê-lo.

O "seu" momento em Alvalade foi o célebre Sporting-Benfica dos 7-1?


Foi o jogo que me marcou, até porque, para ser franco, a equipa não tinha cabedal futebolístico para dar 7-1. O Benfica acabou por ser campeão.

Se se cruzar com Manuel Damásio cumprimenta-o?

Não.

Nunca esquecerá o facto de o Benfica ter alegado incompetência para o despedir?

O que mais me incomodou não foi isso, mas sim ter sabido do meu despedimento pelos jornalistas e ter sido despedido, pouco depois, pelo telefone. Se o processo tivesse sido liso e respeitoso não teria exigido um cêntimo ao Benfica.

Que lhe disse Damásio nesse telefonema?

Que devia pôr o lugar à disposição. Transmiti- -lhe então a minha ideia, que era esta: fazer mais dois jogos, um com o Bastia e outro, em casa, com o Sporting, porque se a equipa ganhasse resolvia o problema. Em caso de derrota, a rescisão seria amigável, deixaria o clube sem qualquer problema.

Porque é que Manuel Damásio não aceitou?

Porque estava mais preocupado consigo próprio do que com o Benfica. Para salvar a pele.

Nunca lhe pediu desculpa?

Não, nem eu a aceitava. Ele teve um comportamento muito estranho.

Pôs o Benfica em tribunal e pediu indemnização de um milhão de contos. Mais tarde, com Manuel Vilarinho, chegou a acordo com o clube. Recebeu muito dinheiro?

Perdoei muito dinheiro ao Benfica, isso sim. Ainda houve quem tentasse dizer que desfalquei o clube. Nunca mo disseram na cara porque levavam um soco. Fui para o Benfica em 1962, tinha uma dívida de gratidão para com o clube e paguei-a em dinheiro. Fui para o Benfica sendo do Sporting e gosto tanto de um como de outro.

Sem selecção, FC Porto, Sporting e Benfica é impossível regressar a Portugal?

Provavelmente. Acho que vou acabar a carreira fora do País. Mais três ou quatro anos e acabo. E digo três ou quatro pela paixão que ainda tenho pelo que faço. Não me entristece nada não acabar em Portugal. Que prazer é que dá trabalhar em Portugal? As tricas são sempre as mesmas e os "assobios" dourados nunca dão em nada. É tudo corrido a pena suspensa. Só suspensórios.

Em 2002 esteve por um fio para ser seleccionador. A escolha de Scolari foi a acertada?

Acho que sim. Tinha acabado de ser campeão do mundo. As forças de bloqueio impediram que fosse eu o escolhido. O poder maléfico e maligno tirou-me da selecção e era necessário um nome que ninguém se atrevesse a contestar.

E a de Queiroz, também?

Não gosto de falar de colegas. Respeito-os a todos. Foi uma escolha do presidente que também ninguém contestou.
Esta primeira fase não lhe está a correr bem.

O grupo era aparentemente fácil e acabou por tornar-se difícil. Apesar de achar que esta Suécia não é uma boa equipa de futebol - o próprio Ibraimovich não fez nada -, o jogo foi muito sofrido, com a Albânia foi um tiro no pé muito grande e agora o segundo encontro com a Suécia é decisivo. O público vai ter um papel decisivo. Se lhe der para assobiar vai ser um problema. Se Portugal não ganhar fica numa situação muito delicada.
Outro dos candidatos a futuro seleccionador é José Mourinho. Que previsão faz para a carreira dele em Itália?

Mourinho tem feito um bom trabalho e quer ele quer o seu trabalho têm sido extremamente valorizados pela imprensa. Tem agora uma prova de fogo. Não tanto no campeonato italiano, porque quer o Milan, com uma equipa velha, quer a Juventus, em fase de transição, quer a Roma, com um início desastroso, não deverão fazer-lhe frente, mas sim na Champions. Não acredito que o Inter venha a ser o campeão europeu.
Quando era treinador da U. Leiria acusou Mourinho, seu sucessor, de falta de ética. Chamou-lhe garoto e Tarzan. Diria o mesmo ao Mourinho special one?

Dizia-lhe o mesmo e na cara. Ganhasse o que ganhasse. Tem feito um bom trabalho e tem tido uma propaganda notável.

Nunca pensou tentou ser seleccionador de outro país?

Gosto mais de trabalhar em clubes do que em selecções. A selecção portuguesa seria um caso à parte. Seria uma honra e o topo da carreira, para além da questão da legitimidade.

Ganhar em África é fácil?

É difícil ganhar em qualquer parte do mundo. Andaram tantos por aqui sem ganhar nada. Ninguém imagina quanto custou o trabalho feito no Al-Ahly. Ninguém faz ideia o trabalho que deu incutir a estes rapazes a disciplina e rigor táctico, formar uma grande equipa. Aqui é mais difícil fazê-lo. Mas já disse: se não querem valorizar façam pelo menos o favor de não estar sempre a desmerecer.
Portugal tem sido injusto consigo?

Portugal é um País injusto com os seus cidadãos que se destacam. Quer seja na área da ciência, da cultura ou das artes. Então quando se trata de emigrantes, Portugal é padrasto. Estou no Egipto, disputei 18 finais em cinco anos, ganhei 17 títulos, sete deles continentais e de Portugal nem uma florzinha. Não recebi nem uma medalha de uma organização desportiva em Portugal. Por sugestão do embaixador português no Cairo, recebi de Cavaco Silva a comenda da Ordem do Mérito, que já recebi também do presidente egípcio. Em Portugal, o que faço não vale nada.

Fonte DN

Nota: Manuel José foi dos treinadores mais injustiçados em Portugal, porque nunca teve boa imprensa, e sempre foi um treinador fora do "regime", com carácter e personalidade forte que não agradava a muitos subordinados do nosso país, depois de ser um dos treinadores portugueses com mais títulos conquistados, nunca foi [muito] reconhecido cá pelas nossas bandas. Merecia mais, muito mais do que a [pouca] atenção que tem tido em Portugal. Como treinador uns podem gostar ou não, mas que conquistou o que muitos não conseguiram e por muitos anos que treinem não conseguirão, é uma verdade indesmentivel, apesar de muitos acharem que por ser em África não tem o devido valor, mas quem conquistou o que este treinador português conquistou, tem de ter valor, mérito e com certeza muito trabalho, e devia ser mais acarinhado e respeitado no seu país, pois é um português com sucesso e deve ser um orgulho para todos. Parabéns Manuel José e muitos mais sucessos, estou certo que conquistarás.

PSousa

Desejo aos amigos leitores do Bancada Directa que tenham um óptimo fim-de-semana!

Caros amigos leitores do Bancada Directa


É meu costume aquando dos desejos que faço para que os meus amigos passem um Bom fim-de-semana, de acompanhar com a foto de uma beldade e respectivos conselhos para se portarem bem!

Mas esta semana foi uma semana especial para este nosso amigo e a inclusão desta imagem é só para lembrar aos meus amigos leitores que na passada terça feira 18 de Novenbro esta personagem fez 8o anos. Bonita idade!!!!

Se entenderem ver mais em pormenor clicar aqui
Então vamos-nos lembrar da nossa juventude, porque esta figura a preencheu e nos divertiu imenso. Bom fim-de-semana

Newsletter da A. Desportiva Taboeira








A Associação Desportiva de Taboeira
recebeu no Governo Civil de Viseu
o trofeu "Reconhecer o Mérito 2007"
Veja mais em anexo
Campeonato Nacional Iniciados Semana 46

Campeonato Nacional Iniciados
Série C9ª Jornada
ND Social AD Taboeira 3 - 0
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Campeonatos Distritais - Futebol 11 Semana 46

Campeonatos Distritais Futebol 11
Semana 46Os Juniores, Juvenis e Iniciados
realizaram mais uma jornada
Já disponiveis as fotos e crónicas dos jogos
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Campeonatos Distritais - Futebol 7 Semana 46

Campeonatos Distritais Futebol 7
Semana 46
Os Escolas e os Infantis realizaram mais uma
jornada dos respectivos campeonatos
Já disponiveis as fotos e crónicas dos jogos
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CAMPANHA AQUISIÇÃO CARRINHA 2008




PARA QUE OS ATLETAS
CIRCULEM COM MAIS SEGURANÇA
Veja mais em anexo
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Escola de Futebol Mini Foot


O grupo de atletas nascidos em 199798992000
realizaram mais um convivio no dia
15 de Novembro com a Sanjoanense
Já disponiveis as fotos

Campeonato Nacional Iniciados Semana 47

Campeonato Nacional Iniciados
Série C
10ª JornadaAD Taboeira SC Covilhã
Domingo 23 Novembro - 11H00
SJ Loure
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Campeonatos Distritais - Futebol 11 Semana 47

Campeonatos Distritais Futebol 11
Semana 46
Os Juniores, Juvenis e Iniciados
vão realizar mais uma jornada
Veja os horários


Campeonatos Distritais - Futebol 7 Semana 47

Campeonatos Distritais Futebol 7
Semana 47
Os Escolas e os Infantis vão realizar mais uma
jornada dos respectivos campeonatos
Veja os horários
Estas e muitos mais notícias no site da AD Taboeira


Como vai a "JUSTIÇA" na minha terra!


Como vai a “JUSTIÇA na minha terra!


Vai ser criado o novo “Super-Tribunal de Sintra”

Caros amigos leitores do Bancada Directa

Tenho a consciência de que não gosto e não devo falar de “ temas judiciários” neste blogue. Não é porque eu esteja comprometido com o sistema, grupos ou ideias negativistas, se bem que assuma que “a nossa Justiça atravessa um momento delicado e indefinido”. Vamos a ver se as “coisas” melhoram e estou crente que sim. Assim todos os operadores judiciários tenham essa vontade e as cúpulas dirigentes (Ministério da Justiça) se esforcem por criarem as condições normais para um bom funcionamento desta nossa “Justiça”.

Mas a pedido de amigos venho falar de um tema actual e que muito está a preocupar as gentes dos Tribunais. E a noticia está aqui de uma forma sucinta:


Mafra vai integrar-se no “Super-Tribunal de Sintra”

Para uma Vila histórica como é Sintra, a grandiosidade do edificio do Tribunal, quase que colide com a paisagem e os monumentos historicos da urbe e da Serra. E se Sintra tivesse um hospital, de modo a evitar a deslocação de 20 quilometros (Hospital Amadora/Sintra) por uma via tão complicada como é a IC 19?

Mafra vai, juntamente com Amadora e Sintra, integrar uma nova Comarca Judicial, a funcionar já a partir do próximo dia 1 de Janeiro. Chamar-se-à “Comarca Grande Lisboa Noroeste” e trata-se de uma das três Comarcas piloto da Lei do novo Mapa Judiciário. Mas o Decreto Regulamentar ainda não saiu e os operadores judiciais estão, naturalmente, preocupados e apreensivos. A Sede da nova Comarca será em Sintra, o que implica incómodos de deslocações. O Tribunal de Mafra permanecerá, mas apenas para casos de menor gravidade em Matéria Cível e Crime. Os julgamentos de Trabalho, Comércio, Família e Execuções Fiscais passarão para Sintra. Muitas dúvidas e expectativas numa reforma judicial que vai trazer importantes transformações.

Um olhar rápido sobre este tema:

Pela Lei 52/2008, de 28 de Agosto, foi aprovada a nova Lei de Organização e Funcionamento dos Tribunais Judiciais (vulgo, Mapa Judiciário). Nele se estabelece uma nova organização com concentração de serviços em “super” Tribunais de Comarcas com os processos de Cível e Crime de pequena Instancia.

O território Nacional passa a integrar 39 Circunscrições, designadas por Comarcas (novas Comarcas), havendo em cada uma delas um Tribunal de Comarca. Por sua vez os novos Tribunais de Comarca desdobram-se em Juízos (os Tribunais das antigas Comarcas) que podem ser de competência genérica ou especializada.

Tribunal de Torres Vedras

Pela mesma Lei se estipula três novas “Super Comarcas -piloto”, a começarem já a 1 de Janeiro de 2009 (as restantes entrarão em vigor a 31 de Agosto de 2010). São elas AS Comarcas do Alentejo Litoral, Baixo Vouga e Grande Lisboa Noroeste.

Esta última passa a integrar as antigas (até ao final do ano ainda as actuais) Comarcas de Mafra, Amadora e Sintra. No “Super – Tribunal de Sintra vão passar-se a realizar-se julgamentos, que até agora eram feitos nestas Comarcas, mas também em Loures e Torres Vedras (caso de Mafra) e em Lisboa (caso da Amadora).

A referida legislação estipula que a instalação e funcionamento das Comarcas –piloto “são definidas por Decreto - Lei a publicar no prazo de 60 dias após a publicação da presente Lei. É o chamado Decreto regulamentar que estabelece as normas de ordem prática para o cumprimento das alterações.

Tendo em conta que a Lei foi publicada em “Diário da república” a 28 de Agosto o Decreto – Lei regulamentar deveria ter saído o mais tardar a 28 de Outubro. Mas ainda não saiu. A nova Comarca entra em funcionamento a 1 de Janeiro. Operadores judiciais das três Comarcas estão em franca ansiedade e expectativa.

O Tribunal de Mafra. Se bem que de construção recente, as suas instalações não primam pela grandiosidade. Nem era preciso.(foto Bancada Directa)


Ouviram-se vários advogados e uma solicitadora. Todos a operarem aqui em Mafra. Todos foram comedidos nas suas considerações em relação às mudanças que aí vêm. Não sendo de todo negativistas, confessam-se apreensivos e nem tudo são bons indícios.

Estes operadores judiciais apontam como um aspecto positivo a especialização. Os novos Tribunais permitem a especialização e esse facto é unanimemente encarado como positivo e tendente a acelerar processos judiciais.

É o fim da “Justiça de proximidade” que as actuais Comarcas permitiam. Há vantagens e desvantagens. Um magistrado conhecedor da terra e dos seus costumes, permite, muitas vezes, julgar maias justamente. Os novos “Super - Tribunais provocam mais distanciamento, mas permitem a especialidade. Se tal redundar numa celeridade de processos considera-se que o balanço pode ser encarado como muito positivo.

Também ninguém põe em causa a excelência das instalações do novo Tribunal de Sintra. Mas já apontam como aspecto negativo o incómodo das deslocações de e para Sintra. Com efeito – referem – se teoricamente é fácil para quem tem automóvel deslocar-se de Mafra para Sintra (20 quilómetros) para um julgamento, já não o é para quem more, por exemplo, em Alcainça, Enxara do Bispo, Santo Estêvão das Galés ou até mesmo na Charneca.

Além de que – se argumenta – os transportes estão organizados, dentro do Concelho de Mafra, para terem o seu ponto central dentro da Vila de Mafra e não em Sintra. “Imagine – se um julgamento com seis ou sete testemunhas e, necessariamente, com várias sessões. Pode-se imaginar o incómodo, os problemas sócios – económicos que se hão de levantar?

No que se refere às execuções, dessas vão ser mesmo um incómodo. “A esmagadora maioria referem-se a casos do Concelho (isto no ponto de vista de Mafra). A deslocação para Sintra é de facto um incómodo! Uma outra grande interrogação é o enorme número de processos que actualmente já estão acumulados em Sintra. O autor deste “post” pode garantir que este facto é a mais cruel das verdades, e não há ponta que se consiga descortinar para remediar esta anomalia. E isto já vem há muito tempo. Agora com os processos que aí vêm e oriundos de Mafra e da Amadora como vai ser? É necessário que as cúpulas arranjem solução para esta anomalia, que em boa verdade não dignifica a Justiça sintrense.

E para terminar assinale-se que Mafra tem actualmente cerca de 80.000 cidadãos recenseados, Amadora tem mais do dobro (200.000) e Sintra tem apenas 600.000. Com estes números, as interrogações são muitas e de certezas praticamente nenhumas. Não se pode afirmar que o que aí vem seja muito esperançoso.

Vamos aguardar para ver.

Alguns anexos: O que vai ser transferido para Sintra

Além do Cível e do Crime de maior monta, são transferidos para Sintra os seguintes julgamentos.
Família – regulamento de poder paternal, tutelas, etc. Estava em Mafra.
Trabalho - há 3 anos para um Trribunal que acusa excessos de processos. Recebe agora os de Mafra e Amadora. Até agora Mafra deslocava-se a Torres Vedras e Amadora a Lisboa.
Comércio – Mafra estava repartida por Loures e Torres Vedras. Sintra estava em Lisboa assim como a Amadora
Execuções – Realizavam-se em Mafra. Vão passar para Sintra

Aumento dos processos em Mafra.
Em 10 anos o Tribunal de Mafra sofreu um aumento muito considerável de processos, fazendo com que, sem aumento de funcionários e magistrados, passasse de um Tribunal quase modelo para uma casa de grandes atrasos. A situação agravou-se de há uns 4 ou 5 anos a esta parte. De tal forma que um Despacho que há não há muito tempo demorava 3 meses a obter resposta, agora demora em média uns 15 meses (se não tiver incidentes). Imagine-se todo um julgamento

O aumento da pendência em Mafra está expresso em números:
Em 2005, no Tribunal de Mafra registaram-se 1997 acções cíveis, em 2006, 2077 acções cíveis e em 2007, 2228 acções cíveis.
Em 2005 registaram-se 900 acções crime, em 2006, 1202 acções crime e em 2007, 1745 acções crime


A minha fonte para as opiniões dos operadores e números é o Dr. Rogério Matos Bueno.(Mafra Hoje)

As mais belas mulheres de futebolistas

Como é fim-de-semana e à muito que não deixo um "belo"post, cá vai um...


































Veja a galeria completa AQUI


Incidente com jogadores num treino...

Mario Cotelo e Cosmin Contra, jogadores do Getafe, «pegaram-se» no treino desta sexta-feira, de preparação para o jogo da Liga espanhola com o Barcelona.

Tudo aconteceu quando o plantel realizava um exercício em que tinha de trocar a bola com as mãos. Contra recebeu o esférico e enquanto não o largou, foi fortemente pressionado por Cotelo, que a dada altura o tenta atingir com o braço. O romeno acabou por ir ao chão, altura em que recebe mais um «carinho», mas depois levanta-se pontapeia a bola contra o colega de equipa. Cotelo reagiu novamente, mas nessa altura o técnico Victor Muñoz acabou por intervir e separar os dois jogadores.

No final do treino, o treinador falou do incidente, mas sem se alongar muito. «Houve um incidente e penso que amanhã vai haver diálogo. Começou com um exercício e acabou com uma zaragata. Pode acontecer, mas esperamos que não aconteça frequentemente», disse Muñoz.

Veja o vídeo:




Fonte MFutebol

Se fosse em algum de Portugal, e nomeadamente num dos clubes grandes, como seria que reagiriam os adeptos e jornalistas?!!
Tínhamos polémica para mais de um mês, e todas as reacções e factos eram com certeza empolados ao limite.
Para mim estas situações acontecem, apesar de não ser agradável, mas é ultrapassado com dialogo e compreensão.
Quem jogou, joga e treina, sabe que num grupo de trabalho onde se convive muitas horas diárias com diversas personalidades diferentes, podem acontecer alguns incidentes, mas para as pessoas que vivem num mundo exterior, é difícil muitas vezes de entenderem.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Dias da Cunha ataca forte


Entrevista: Dias da Cunha

"Sporting desaparece dentro de dez anos”

Dias da Cunha, ex-presidente do Sporting, diz que o clube está em risco, caso a actual direcção, liderada por Filipe Soares Franco, consiga levar para “dentro da SAD” a Academia de Alcochete e o Estádio José Alvalade.

Correio da Manhã – A derrota com o Leixões, em Alvalade, fragilizou Paulo Bento?

Dias da Cunha – Não. O treinador está a fazer um bom trabalho. As duas últimas derrotas, com o FC Porto [5-3, após penáltis] na Taça de Portugal e com o Leixões [1-0] para a Liga, foram injustas. Contra o FC Porto, o Sporting foi roubado pela arbitragem, e no segundo não foi feliz.

– Se o Sporting tem uma boa equipa e um bom treinador, o que é que o preocupa?

– O futuro do clube. O objectivo deste presidente [Filipe Soares Franco] é acabar com o clube.

– De que forma?

– Começou com a história do buraco financeiro, que é uma mentira...

–... 50 milhões de euros.

– Desminto essa verba. Eu e quem trabalhava no Sporting nessa altura. E desmentem as duas equipas dos bancos, que no início de 2005 tinham acabado de fazer o acordo de reestruturação financeira com o clube.

– Quanto era o passivo do Sporting [hoje, ronda os 235 milhões, segundo Filipe Soares Franco] nessa altura?

– Não me recordo. Mas os bancos responsáveis pela reestruturação financeira conheciam esse valor e não os assustou. Tanto que não se importaram de injectar mais uns milhões de euros.

– Para que serviu falar no buraco financeiro?

– Afastar concorrência para as eleições de 2006 e permitir a venda de património.

– A actual direcção quer avançar para a emissão de valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis em acções, o que permitirá injectar 60 milhões no Sporting.

– Quer acabar com a maioria do Sporting clube na SAD, entregando-a aos subscritores ou ao detentor escondido dessas obrigações.

– Quais são os riscos dessa perda de maioria da SAD?

– Acaba o futebol para o Sporting, porque a SAD deixa de ser do Sporting. O clube deixará de comandar os destinos da equipa de futebol. Entrega, assim, o que de há muitos anos para cá mais interessa aos sportinguistas: o seu futebol. E quando a isto acrescenta a passagem da Academia e do estádio para dentro da SAD, prevejo que dentro de dez já não se fale de Sporting Clube Portugal. Acabou.

– A SAD paga cinco milhões de euros ao Sporting clube pelo aluguer do Estádio e um milhão pela Academia.

– São verbas justíssimas. Nos últimos anos, a única coisa que gera receitas é o futebol. Se a decisão for acabar com as modalidades, não significa que o futebol do Sporting que está na SAD deixe ser do Sporting. Ele está na SAD porque foi o Sporting que a criou. Eu até queria que o Sporting fizesse parte da SAD a 100 por cento. Se tivesse continuado poderia tê-lo feito, tinha retirado a SAD do Mercado de Valores Mobiliários e tinha lá colocado a holding do clube, a SGPS. Isto porque, à frente da SAD, não pode estar uma direcção diversificada.

– O que quer dizer com direcção diversificada?

– Com representantes de diferentes accionistas. Não é no Conselho de Administração que se vai discutir a estratégia do futebol. A direcção da SAD tem de ser coesa.

'FAVORES DO SISTEMA'

– Pinto da Costa sentou-se ao lado de Soares Franco em Alvalade...

– Quando saí da presidência, o FC Porto era o único clube que tinha cortado relações com o Sporting devido a umas declarações [falou em papa] de Soares Franco. Parece--me que há um prestar de vassalagem.

– Acha que o Sporting aderiu ao Sistema que tanto denunciou?

– Eles dizem que não. Dizem que essa relação com o sr. Pinto da Costa não é para obter favores do Sistema. Então para que será?

– Que análise faz das conclusões do ‘Apito Dourado’?

– Nada mudou, mas há que realçar o bom trabalho do Ministério Público. Porém, é preciso que os juízes não andem à procura de pretextos para matar o que o MP encontrou.

'NÃO VOU AVANÇAR'

– Mas apoia, como já o afirmou, qualquer candidato que se oponha a Soares Franco?

– Não é ao dr. Soares Franco, é à actual direcção pela estratégia que tem, de destruição do Sporting. Apoiarei qualquer gestor com provas dadas. Eu não vou avançar. O meu tempo já acabou.

– Ernesto Ferreira da Silva é um bom candidato, apesar de ter desistido da corrida em 2006?

– Tenho algumas reservas. Primeiro teria de me explicar as razões dessa sua desistência.

– Concorda com os prémios (120 mil euros) atribuídos aos administradores da SAD Pedro Mil Homens e Rita Figueira?

– Comigo isso nunca aconteceria.

PERFIL

António Augusto Serra Campos Dias da Cunha nasceu a 13 de Julho de 1933, na cidade da Beira, em Moçambique. Tem 75 anos. Tornou--se sportinguista aos seis anos, depois de ter ido ver uma corrida de bicicletas, em Moçambique. Foi presidente entre Agosto de 2000 e Outubro de 2005.

Nota:Penso que serve de alerta para os sócios, simpatizantes do Sporting e muitos adeptos do futebol português, pois já o escrevi neste blogue para o que podia acontecer ao clube com a passagem da Academia e estádio para a SAD, mas agora Dias da Cunha vem confirmar o que à muito previ, sendo que muitos não percebem [ou não querem] o que está acontecer, uns porque o coração cega, outros por ignorância, e quem tem interesses não quer que se fale.

Mundo Policiário 40/08

Mundo Policiário 40/08
Dic Roland e KO = Sempre Presentes

Tema de hoje: Conheça os nossos autores policiários
Apresentamos o problema "O Cisne e a Àguia" autoria de "O Falcão" (1995)


Antes a nota habitual de Onaírda, sobre o ponto de situação relativo ao estado de saúde do nosso Sete de Espadas

Falei hoje (20/11-17h00) com ele, e o nosso amigo, pessoalmente, deu-me a seguinte informação sobre o seu estado de saúde: Que está já bom! Bom é uma força de expressão, porque nunca poderei estar a 100%, mas as melhoras já são muito visiveis. Espero regressar a minha casa já na próxima segunda feira ou, se calhar, na terça!

É o que nós dissemos sempre! Já temos homem!!!

E agora apresento-vos o problema da autoria de Daniel Falcão
O CISNE E A ÁGUIA
Autor: O Falcão

O Falcão Daniel Falcão.

O Cisne e a Àguia

Completavam-se, nesse dia, dois anos que o professor Raul de Bragança, ilustre literato, decidira arrancar com o estudo que viria a tomar o nome de “O Cisne e a Águia”. Nesse período, criara expectativas nos seus assistentes mais próximos. Mas nunca, apesar das muitas insistências, adiantara o mínimo que fosse sobre o trabalho. Os assistentes sabiam agora tanto quanto no dia anterior a essa já longínqua decisão.

Contudo, completo que estava o trabalho, chegara o momento de o apresentar aos seus colaboradores. A apresentação tinha que ser ainda nessa tarde. O professor só precisava de lhes telefonar, e foi o que fez.
– Tadeu? Como estás?
– …
– Chegou o momento. Vem para cá!
– …
– Não faz mal. Aparece no fim da aula.
– …
– Às seis horas, está combinado. Até logo.

Desligou. Agora era ele quem estava impaciente, ansioso por mostrar os resultados do seu intenso labor, mas ainda teria de esperar uma hora.
– Hilário? Como vai?
– …
– … vai ser hoje às seis horas. Pode cá estar?
– …
– Fico à espera. Até logo.

Pronto, já estava. Parecia uma criança desejosa de mostrar o seu novo brinquedo aos amigos. Agarrou nas folhas em que havia organizado toda a informação recolhida, ergueu-as, presas nas duas mãos, aproximou-as da face e beijou-as demoradamente.

Foram dois anos durante os quais lera e estudara todas as obras de Jacques-Bénigne Bossuet, prelado francês e grande nome da literatura clássica, também conhecido pelo cognome de “Águia de Meaux”, de onde foi bispo, e acérrimo opositor do quietismo, doutrina defendida por Salignac de la Mothe Fénelon, também ele um ilustre académico e prelado francês.
Conhecido como o “Cisne de Cambraia”, Fénelon foi um escritor hábil, sedutor, alimentado de recordações da Antiguidade Clássica, de estilo delicado e florido, fervoroso apoiante de Madame de Guyon, mística francesa adepta da doutrina quietista.

Os cognomes, só por si, exprimem como ambos diferiam em carácter. Contudo, embrenhados numa viva polémica, Fénelon viria a ser condenado pelo Tribunal de Roma.
Fora neste polémica que Raul de Bragança estivera enredado durante todo este tempo, mas finalmente estava prestes a terminar. “O Cisne e a Águia”, lia ele em voz alta – um título sem dúvida sugestivo.

Como tinha ainda que esperar cerca de uma hora, decidiu guardar o trabalho no seu local preferido, longe de olhares indiscretos. Meteu-o numa capa, levantou-se, puxou a cadeira que se encontrava defronte da secretária e encostou-a à parede, ao lado da estante. Subiu e pousou os “dois anos de pesquisa”.

Quando se preparava para descer, ouviu a campainha a tocar. Dirigiu-se então à porta de entrada, que ficava logo a seguir à porta de acesso ao gabinete e abriu-a.
– Entre, entre. Chegou cedo – disse, satisfeito, o professor.
Entraram juntos no gabinete. Foram conversando, e o professor resistia à tentação de adiantar alguns pormenores sobre a pesquisa, ainda na ausência do seu outro auxiliar. Passados alguns instantes, decidiram não avançar enquanto não estivessem os três. Num dos momentos que se seguiram, o assistente, que tinha agarrado no corta-papel que estava sobre a secretária, aproximou-se de Raul de Bragança, que se encontrava de costas, e espetou-o… uma, duas, três, quatro vezes…

O professor caiu de bruços, ficando prostrado no chão, enquanto o assistente o observava, com o corta-papel na mão, seguro de que o matara. Olhou para um lado, olhou para o outro e decidiu escondê-lo, para o que ergueu o braço para o cimo da estante.
Furioso, desata a procurar o ainda desconhecido trabalho em todo o lado, na secretária, nas prateleiras da estante. Não encontra nada. Resmungando, retira-se, batendo a porta com brusquidão.
– Como sempre, parece que adivinhas quando tenho um caso novo – diz o inspector Sousa.
– Não me digas. Estava mesmo com vontade de exercitar as minhas celulazinhas. O que aconteceu desta vez? – pergunta Daniel Falcão.
– Raul de Bragança, sugere-te alguma coisa?
– Claro que sim. Já li muitos dos seus trabalhos. É um excelente investigador literário. Não conheço ninguém que vá tão fundo nos seus trabalhos. Foi assaltado?...
– Não. Foi assassinado e, ao que parece, cobardemente, pelas costas. Bem,
vamos até casa dele.

Durante o percurso conversaram. Como amigos de infância que eram, tinham muitos interesses em comum, entre os quais a investigação criminal. Daniel Falcão nunca quisera pertencer aos quadros da Polícia. Preferia estar por fora e, de vez em quando, colaborar com o amigo Sousa nos casos que iam aparecendo. Juntos, por várias vezes tinham conseguido excelentes resultados.

Chegaram à casa. Entraram no gabinete, onde encontraram outros polícias e o médico legista, acompanhados por dois desconhecidos. O inspector Sousa dirigiu-se aos colegas, enquanto Daniel Falcão observava o gabinete.
Era bastante sóbrio. Na parede oposta à entrada, encontrava-se uma estante com prateleiras, algumas das quais completamente desprovidas de livros, e uma cadeira encostada a ela. No chão, apenas um simples tapete, recoberto de livros e folhas soltas. Na parede à direita da entrada, um quadro de Dali, muito provavelmente uma cópia – “Cristo de São João da Cruz”. Defronte da estante, a parede, a que estava encostado um sofá, estava repleto de diplomas, acompanhados por algumas fotografias. Numa delas via-se a vítima junto dos dois desconhecidos que, nesse preciso momento, respondiam às perguntas do inspector Sousa.

O professor encontrava-se sentado, com os braços e parte da cabeça sobre a secretária. Por trás, uma porta de vidro de correr, ligeiramente entreaberta, com acesso a uma pequena varanda.
– Então, o que conseguiste? – perguntou a Sousa, quando este se aproximou.
– Aqueles dois amigos são, melhor dizendo, eram assistentes do Raul de Bragança, que os convocou para cá estarem às seis horas: o professor telefonara-lhes para lhes mostrar os resultados da pesquisa em que estava envolvido. Aquele ali – e apontou com a cabeça – chama-se Hilário de Poitiers, chegou primeiro, encontrou o corpo e ligou à Polícia. O outro chegou logo a seguir e Tadeu de Ortigueira. Não adiantaram nada de especial. A arma do crime ainda não foi encontrada.
– Estamos mal, então! – comentou Daniel Falcão.
– Parece que sim. Mas há pormenor curioso. Junto ao corpo, sobre a secretária, estava uma folha com estas palavras. E mostrou a folha.
– “Te Deum”, hum. O que deverá significar? – interrogou-se.
– Não fazem ideia do local onde o professor costumava
esconder os seus documentos? – perguntou o inspector Sousa, dirigindo-se aos dois assistentes.
Hilário encolheu os ombros, enquanto Tadeu respondeu:
– Espere lá. Por vezes, o professor colocava alguns papeis na parte superior da estante…
Ainda não tinha acabado a frase e já estava em cima da cadeira, esticando o braço e tacteando sobre a estante.
– Está aqui qualquer coisa.
– Agarrado na mão, trazia um corta-papéis ainda com vestígios de sangue, o qual entregou a um dos polícias. Em seguida, voltando a esticar o braço, retirou a capa contendo o já célebre estudo.

Enquanto isto, Daniel Falcão pegara num dos volumes que se encontravam no chão e folheava-o.
– Sousa, vem cá. O que me dizes a isto? – perguntou ao amigo, apontando-lhe uma passagem do livro.
– Agora olha em frente – e levantou a cabeça, acompanhado, no seu gesto, pelo inspector Sousa. Interessante…
– Parece que temos o caso resolvido.
– Tens razão…
Tudo indica que a dupla inspector Sousa e Daniel Falcão resolveu o caso.

Quem acha que assassinou, friamente, o professor Raul de Bragança? Justifique, o melhor possível, a sua opção.

{ publicado na secção “Policiário” do jornal “Público” de 3 de Setembro de 1995 }

Nota final de Onaírda: Daniel Falcão mostra-se no seu site http://clubededetectives.net e é contactavel por clubededetectives@gmail.com

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