BANCADA DIRECTA: Junho 2008

segunda-feira, 30 de junho de 2008

O saber não ocupa lugar!! (1) O Arrendamento


" O Arrendamento "
O saber não ocupa lugar.


Porque muitas vezes estamos envolvidos em situações comuns e que são muito correntes, abrimos este espaço para uma chamada de atenção aos caros visitantes do Bancada Directa.

Domingo de manhã. Alcochete. 11h00



Saí muito cedo da Aldeia de Irmãos em Azeitão e antes de seguir directamente para Vila Franca de Xira, passei pela Praia dos Moinhos ali em Alcochete. Estive neste areal do Rio Tejo (Mar da Palha) cerca de uma hora a dar uma mirada de olhos nas actividades dos papagaios ( Festival Internacional de Papagaios de Alcochete - FIPA. 2008), porque tenho a experiência de que os “experts” catalães gostam de lançar os papagaios logo de manhã. Sendo maiores espanejam-se mais à vontade quando há menos concorrentes no ar.
Encontro um amigo que me lembrou que o Jornal de Alcochete tinha publicado uns artigos sobre legislação de “arrendamentos”. Estes artigos eram de utilidade notória, porque muita gente gosta de dar opiniões sobre a matéria e no fundo ignoram os pormenores da questão.
Por casualidade ele estava acompanhado de outro amigo que se lembrou, a propósito, de que tinha exemplares recentes do Jornal de Alcochete no seu automóvel e que eu podia consultá-los. Dito e feito. Fomos buscar os exemplares e rascunhei , transcrevendo, estes apontamentos para conhecimento dos leitores do Bancada Directa.
"O tema escolhido oferece variadíssimos pontos para análise, pelo que, optámos por tratar genericamente de algumas questões formais que podem interessar quer aos arrendatários, quer aos senhorios. O arrendamento urbano que tenha uma duração superior a seis meses deve ser celebrado por escrito. Ele só pode recair sobre locais cuja aptidão para o fim do contrato seja atestada pelas entidades competentes, designadamente, através da licença de utilização, quando esta seja exigível A utilização pelo legislador da palavra designadamente permitiria, em nosso entender, que a aptidão acerca do fim do locado pudesse ser comprovada por outro meio, desde que tal aptidão fosse, de algum modo, atestada pela entidade competente. No entanto, o diploma legal de que falaremos já de seguida impõe que os edifícios ou fracções só possam ser objecto de arrendamento urbano para certo fim quando esse fim ou aptidão sejam atestados pela competente licença de utilização.


O Decreto-Lei n.º 160/2006, de 8 de Agosto, veio regulamentar os elementos que devem constar de um contrato de arrendamento, a saber, a identidade das partes, incluindo a naturalidade, a data de nascimento e o estado civil, a identificação e localização do local a arrendar ou da sua parte, o fim habitacional ou não habitacional do contrato, devendo indicar-se o motivo da transitoriedade do arrendamento quando se trate de arrendamento para habitação não permanente, a existência de licença de utilização, o seu número, a data e a entidade emitente. Caso a licença tenha sido requerida, mas ainda não tenha sido emitida, ela pode ser substituída por documento comprovativo de ter sido apresentado o requerimento para a emissão da licença de utilização em questão. Quando a falta de indicação de algum destes elementos não possa ser suprida, o contrato deverá ter-se por inválido.
Não se exige licença de utilização quando esteja em causa o arrendamento de construção anterior à entrada em vigor do Regulamento Geral das Edificações Urbanas, aprovado pelo D.L. n.º 38382, de 7 de Agosto de 1951. No entanto, neste caso deve anexar-se ao contrato de arrendamento documento autêntico que demonstre a data de construção. Ainda que se trate de edifício construído antes dessa data, diz-nos o preâmbulo do diploma que a alteração da utilização da construção ou o arrendamento para fim não habitacional estão sujeitos a autorização. Ora, parece-nos muito duvidosa a legalidade desta previsão, que não ficou vertida em qualquer regra legal autónoma que conste do diploma em apreço, portanto, ficou fora de uma norma legal que preveja o que o preâmbulo teve intenção de regular, mas não pode, pela simples razão de, em nosso entender, um preâmbulo poder ser elemento de auxílio interpretativo das normas e regras de um diploma, mas não contém em si mesmo qualquer norma legal. Entendimento contrário parece-nos violar as próprias regras da actividade legislativa!
Estipula o D.L. n.º 160/2006, que a inobservância das regras nele consagradas quanto à licença de utilização, quando tal se deva a causa imputável ao senhorio, determina a sujeição a uma coima não inferior a um ano de renda, observados os limites legais do D.L. n.º 433/82, de 27 de Outubro (o denominado diploma das contra-ordenações). Esta coima constitui receita do município, competindo a sua aplicação ao presidente da câmara municipal, com faculdade de delegação nos vereadores. Para além desta sanção, prevê ainda o mesmo diploma legal que o arrendatário possa resolver o contrato, com direito a indemnização nos termos gerais. Quando o arrendamento for feito para fim diverso daquele para que o locado estiver licenciado, ele é ainda nulo. Apenas não se aplicam as regras da licença de utilização que acabámos de referir aos arrendamentos que tenham por objecto espaços não habitáveis nem utilizáveis para comércio, indústria ou serviços, nomeadamente, para afixação de publicidade ou outro fim limitado.
O contrato de arrendamento deve ainda mencionar, quando aplicável, a identificação dos locais de uso privativo do arrendatário, dos de uso comum e dos anexos, a natureza do direito do locador quando o contrato é celebrado com base num direito temporário, o número da inscrição na matriz ou a indicação de que se encontra omisso, o regime da renda ou da sua actualização, o prazo, a existência de regulamento da propriedade horizontal. Na falta de indicação destes elementos, quando a falta não seja sanável, o contrato será ineficaz.
Estamos perante um intrincado regime jurídico que não beneficia quer o senhorio, quer o arrendatário."
Fonte : Jornal de Alcochete

Luis Miguel Ribeiro Olé!!! 2º lugar na etapa do Campeonato do Mundo em Formula 4 em motonáutica.

Vila Franca de Xira
Domingo 2008/06/29


2ª etapa da categoria de formula 4 em motonautica

Luis Miguel Ribeiro conquista a 2ª posição!

Bancada Directa acompanhou sempre no "padock"o piloto das Caldas da Rainha no ultimo treino cronometrado e antes da prova.

Poder-se-ão questionar quais as razões porque o Luis Miguel Ribeiro não conquistou o 1º lugar nesta etapa do circuito mundial de formula 4. Temos de ser pragmáticos e considerar , que se um piloto no primeiro treino cronometrado da manhã, vê o motor do seu barco partir e que vai obrigar a sua equipa de apoio a um tremendo esforço tecnico, fisico e psicológico para o piloto realizar a sua prova, este facto pode explicar muita coisa.
Mas se ainda levarmos em linha de conta, que Luis Miguel Ribeiro partiu para a prova na 1ª posição e que durante 5 voltas foi o leader destacado, o aparecimento de uma "amarela" permitiu que o motonauta francês se aproximasse dele. Quando a velocidade se normalizou o Luis Miguel Ribeiro faz uma curva larga na baliza mais perto da Ponte de Vila Franca (margem direita) e o piloto francês aproveitou-se deste facto e ultrapassou-o. Fica tudo explicado. Luis Miguel Ribeiro aproximava-se do francês, com o barco nº 2 Nelson Morin ,quando corria no sentido da vazante, mas perdia terreno quando queria voar contra a corrente.
Não nos podemos esquecer que Nelson Morin chegou moralizado a Portugal, depois da vitória na 1ª etapa que se disputou em Epinay-sur-Seine (França). Mark Williams, o campeão em titulo desistiu e , sinceramente, duvidamos que possa manter o seu titulo este ano. Excelente o 4º lugar conquistado por Pedro Fortuna.


Quando terminou o treino cronometrado da tarde e quando ainda se desconhecia que Luis Miguel Ribeiro tinha obtido o melhor tempo e ia partir na " 1ª posição " da largada para a etapa, Bancada Directa entrevistou-o:

Bancada Directa:
-Luis! Achas que com tudo o que te aconteceu com o motor do teu barco nesta manhã , manténs as afirmações dos ultimos dias , de que estás convencido e vais lutar para alcançar um lugar no "podium"?

Luis Miguel Ribeiro:
-O treino cronometrado terminou mesmo agora e eu ainda não sei quem fez o melhor tempo. Mas acho que estou a andar muito bem e que vou alcançar um lugar entre os 3 primeiros. Será muito bom! Obrigado ao Bancada Directa pelo interesse que tem pela motonautica. É preciso que se diga , especialmente aos jovens, que a motonautica não são só as "motos de agua"!!!!!

Bancada Directa faz votos para que Luis Miguel Ribeiro continue a andar como fez ontem em Vila Franca de Xira e que o possamos aclamar como o campeão de 2008.



A Federação Portuguesa de Motonautica forneceu-nos, pessoalmente pela mão do seu Secretariado, o palmarés oficial de Luis Miguel Ribeiro:

Localidade = Caldas da Rainha
Nascimento =1967/12/24
1ª prova = 1987 - T 850
Equipa = Conforlimpa
Patrocinador = Conforlimpa
Palmarés:
2007= 2º Campeonato Nacional T 750
2006= 2º Grande Prémio de Baiona(Esp). PR 750
3º Campeonato Nacional PR 750
2005= 2º Grande *rémio de Naron(Esp) PR 750
3º Campeonato Nacional PR 750
2004=Campeão Grande Prémio de Naron (Esp) PR 750
Campeão Grande Premio Camariñas PR 750
2º "4 horas de tarragona(Resistencia) PR 750
Campeão Nacional PR 750
2003=4º Campeonato Mundo Tarragona PR 750
2º Campeonato Nacional PR 750
2002=2º Campeonato Nacional PR 750
2001=3º Campeonato Nacional PR 750
2000=2º Campeonato Nacional PR 750
1999= 3º Campeonato Nacional PR 750
1992= 2º Grande Prémio de Navia(Esp) T 850
5º Campeonato Nacional T 850

Futebol Club do Porto Olé!!!!! Hoquei em Patins = Conquista da dobradinha em 2008


Parabens para o Futebol Clube do Porto pelo seu ano de ouro de 2008 na modalidade de Hoquei em Patins.

Se os nortenhos já tinham conquistado o titulo de Campeões Nacionais em 2008, tornando-se ,desta forma, como Heptacampeões nacionais, agora ao derrotarem o H C Braga por 5-1 na final da Taça de Portugal fizeram a sempre apetecida "dobradinha"



Não há qualquer duvida que esta superioridade demonstrada pela colectividade da cidade invicta, vem demonstrar o enorme interesse que a sua direção dedica às actividades desportivas em geral e não só ao futebol em particular.

Bancada Directa dá os parabens ao F C Porto.

Benfica ! Olé! Futsal 2008 : Bi campeão nacional


Parabens ao Sport Lisboa e Benfica pela conquista do segundo titulo consecutivo de Futsal.

No primeiro jogo da final dos Play Off "Os Belenenses "demonstraram uma clara superioridade e venceram essse encontro, já nos segundos e terceiros encontros o Benfica arrasou a equipa da Cruz de Cristo.

"Os Belenenses" que ao longo da época fizeram figura de autenticos senhores do futsal luso, como a melhor equipa do Campeonato Nacional,fracassaram nos derradeiros desafios da prova contra o Benfica

Glória aos vencedores e Honra para os vencidos.

domingo, 29 de junho de 2008

Espanha Olé ! Eu disse ........


Eu disse que a Espanha era campeã !!!!!!!!!!!!!!! Sou mesmo boa !

Kazoo !



A Equipa Espanhola, olé !

sábado, 28 de junho de 2008

Historia de um bebedo, com sabor do "brasiu"


Ao sair do boteco, todo embriagado, o bêbado andando na rua, toca o interfone de uma casa e pergunta:
- Seu marido taí?
Uma mulher responde:
- Está, quem quer falar com ele?
- Xá pra lá, brigado.
Chega em outra casa e toca o interfone novamente:
- Seu marido taí?
Outra mulher responde:
- Está no banho, quem quer falar...
- Brigaaaaaado, pooooode deixar.
Na outra casa...
- Bom dia, seu marido taí?
- Está... vou chamá-lo...
- Não, não é preciiiiiiso, responde o bêbado.
- Na outra casa:
- Oi, seu marido taí?
A mulher responde:
- Não, mas já deve estar chegando.
O bêbado responde:
- Então, faz favor, olha aqui pra fora e vê se sou eu!!!!!

Bom fim-de-semana e tomem conta da miuda

Amigos

Já preparado para neste "week end" atacar as minhas tarefas atrasadas, para poder estar logo à tarde na Fundação Gulbenkian e amanhã nas "pistas" de Vila Franca de Xira, aqui vos deixo os meus votos de um excelente fim-de-semana para todos vós e , já agora, guardem-me a miuda e tratem-na bem!!!!

Carochas. Apresentação dos 3 ultimos modelos.

Caros visitantes do Bancada Directa

O prometido é devido! Aqui vão, finalmente, as ultimas imagens da serie de carochas que tenho vindo a mostrar-vos.




Perseguição pela policia norte americana

Caros visitantes do Bancada Directa

Olhem bem para a classe (?) desta perseguição e para os resultados da mesma!

Para ver o video podem clicar no "download"

Download

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Alta velocidade em Vila Franca de Xira neste fim-de-semana

Mundial de Formula 4 em motonáutica nas aguas de Vila Franca de Xira



Dois pilotos lusos participam na prova e esperam que os seus barcos aguentem a prova até final.
No próximo Domingo 29 de Junho no Rio Tejo em Vila Franca de Xira realiza-se o Mundial de Formula 4 em motonáutica, prova que conta para Campeonato do Mundo. Pilotos consagrados que representam a França, Hungria, e Reino Unido e outros, vão estar à compita com dois pilotos lusos, Luís Miguel Ribeiro e Pedro Fortuna.


Pedro Fortuna e a sua bomba


Lembramos que Pedro Fortuna já foi Campeão do Mundo e Europeu desta categoria, mas na prova de Domingo não tem essa pretensão, pois só pensa andar nos “lugares da frente” e chegar ao fim. No Sábado 28 e no Domingo 29 haverá treinos livres cronometrados e a corrida que conta para o Campeonato do Mundo realiza-se pelas 17 horas de Domingo. É um espectáculo a não perder.


Quisemos saber de Pedro Fortuna o porquê deste acomodar de situação desportiva e ele disse: na primeira jornada do Mundial de Formula 4 que se realizou em Epiney-sur-Seine, França, o motor do meu barco avariou-se quando faltavam só dez voltas para acabar a corrida. Agora só espero chegar ao fim, que o motor se aguente, acrescentando que em caso de avaria, presentemente não há peças de substituição (?) , logo teria de correr com o barco de reserva, que “sinceramente", não está a cem por cento.

Luís Miguel Ribeiro o nosso menino futuro campeão com o seu barco.

Já Luís Miguel Ribeiro está muito mais optimista e o alcançar o pódio é um dos seus objectivos. A época passada não lhe correu lá muito bem, mas este ano está para provar o seu valor.

Só nos resta acrescentar que para além da prova de Formula 4, também neste fim-de-semana realiza-se em Vila Franca de Xira o Campeonato Nacional das categorias de PR 750, T 750 e T 850.


Estaremos presentes com muito gosto.

O caso Vale e Azevedo. "A figura juridica do "cumulo juridico" não foi aplicada!

Cumulo jurídico a Vale e Azevedo não foi aplicado.



Vi e ouvi a entrevista que Vale e Azevedo concedeu à Sic anteontem, onde o advogado “foragido”(?) para alem de afirmar ao Rodrigo Guedes de Carvalho que não está escondido, que não vem para Portugal pagando a viagem de avião do seu bolso para ser preso, e que só confia na justiça inglesa, ao contrário da justiça de cá da terra, que é acusada, por ele, de o andar a perseguir. A afirmação mais notória de Vale e Azevedo referia-se que ele não tinha gozado do estatuto da figura jurídica de ”Cumulo juridico” o que é uma manifesta ilegalidade processual.
Os titulos da comunicação social do dia seguinte versavam este tema.
1- Ex advogado lamenta-se do facto e culpa a Justiça Portuguesa de o perseguir
2- Marinho Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados diz que ele tem razão.

O bastonário da Ordem dos Advogados (OA), Marinho Pinto, disse esta quinta-feira que Vale e Azevedo tem «razões de queixa da Justiça portuguesa» e expressou estranheza por ainda não ter sido feito cúmulo jurídico ao ex-presidente do Benfica, noticia a Lusa.

João Vale e Azevedo «foi humilhado publicamente, foi preso perante as câmaras de televisão à saída de um restaurante. (...) Foi julgado por um juiz que era do Benfica. Tudo isto faz com que ele tenha razões para se queixar da Justiça portuguesa», disse aos jornalistas António Marinho Pinto, à margem de uma audição na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais.
O bastonário da OA sublinhou que «não» percebe por que é que não é feito o cúmulo jurídico relativamente a penas anteriores aplicadas a Vale e Azevedo, uma vez que tem uma pena de sete anos por cumprir. «Eu estranho que ainda não tenha sido feito esse cúmulo, como acho que é de direito», afirmou, ressalvando que não conhece o processo.
Marinho Pinto disse, também, que «nunca» aconselharia Vale Azevedo a sair do país, caso ele fosse seu cliente. No entanto, salientou que o ex-presidente do Benfica «não está em Inglaterra por acaso», uma vez que «a questão do mandado de detenção europeu tem especificidades».

Mais garantias em Inglaterra

«Ele lá (Inglaterra) encontra um regime jurídico mais consentâneo com os valores da democracia e com os valores do respeito pela pessoa humana do que em Portugal», sublinhou. O bastonário da Ordem dos Advogados referiu que «em Inglaterra encontra mais garantias do que tem em Portugal».
Um colectivo de juízes do Tribunal da Boa-Hora considerou provado que, em 1997, o então advogado João Vale e Azevedo falsificou procurações para obter, à revelia de Pedro Dantas da Cunha, poderes para hipotecar um imóvel da família deste, localizado no Areeiro, como garantia de um empréstimo de 1,5 milhões de contos contraído junto da Caixa Geral de Depósitos (CGD).

No passado dia 09 de Maio o Tribunal Constitucional (TC) negou o recurso a Vale e Azevedo, tendo a sentença transitado em julgado, obrigando o ex-presidente do Benfica a ir para a prisão. Em consequência, foi emitido um mandado de detenção a nível nacional, mas a GNR não o conseguiu cumprir, por não ter encontrado o advogado na sua antiga residência em Colares, no concelho de Sintra.



Vista do Penedo. Colares, muito perto da casa de Vale e Azevedo


Vale e Azevedo encontra-se em Londres há cerca de dois anos, tendo já garantido à Agência Lusa que não regressa a Portugal pelo seu «próprio pé», ao comentar a emissão pelas autoridades portuguesas de um mandado de detenção europeu e outro internacional contra si.

1 João Vale e Azevedo garantiu hoje à Lusa que não é fugitivo, mas que não vai voltar a Portugal voluntariamente, mas obrigado e às custas das autoridades. “Pelo meu pé não vou”, avisou hoje o ex-presidente do Benfica, em entrevista à agência Lusa. “Se há sentença para ser cumprida, devem usar os meios legais para tal”, justificou. Todavia, salientou que não é “nem fugitivo, nem foragido” e que as autoridades portuguesas sabem onde ele está. “As autoridades portuguesas foram avisadas pelos advogados portugueses e ingleses, por escrito, em português e em inglês, onde eu me encontro”, sublinha

Prognóstico da final do Euro: Ganha a Espanha !

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Universidade de Aveiro. A crise financeira força a decisões corajosas!


Universidade de Aveiro
A crise económica força a decisões corajosas


Especialmente vocacionada para a área de investigação, a Universidade de Aveiro viu-se obrigada a desviar verbas dotadas para esta actividade , para poder fazer face às despesas correntes.

As noticias sobre esta decisão correm hoje pelos periódicos e será alarmante num futuro próximo, se o Estado não conceder mais verbas para as Universidades poderem sobreviver.
A Universidade de Aveiro confirma a crise financeira em que se encontra e o recurso a verbas próprias para fazer face às ditas despesas correntes. O Conselho de Reitores garante que há mais Instituições do Ensino Superior em risco de colapso. Já foi pedida uma reunião urgente com o primeiro-ministro José Sócrates.

Num comunicado a Universidade de Aveiro refere que está a servir-se de receitas próprias para fazer face aos encargos extras, tais como, o aumento da taxa de desconto sobre as remunerações para a Caixa Geral de Aposentações , a actualização dos vencimentos da Função Publica, e espera ser ressarcida destas verbas através do reforço de verbas do Orçamento Geral do Estado.

Foi a TSF que deu a noticia de que na Universidade de Aveiro tinham sido desviadas verbas dotadas para a investigação no valor de 3,8 milhões de euros para pagar os salários e subsídios de férias aos funcionários.



Apesar desta crise confirmada a Universidade de Aveiro assegura que não está em causa o arranque do próximo ano lectivo. E ainda bem, dizemos nós.

Porque gostamos de Aveiro e das suas gentes, esperamos que o Governo olhe com muita atenção esta crise que afecta as Universidades, especialmente a de Aveiro, que é a mais importante de Portugal no desenvolvimento da área de investigação e dote as mesmas com as verbas necessárias para o seu bom desempenho. E que não se esqueça das actividades muito importantes que estão cometidas á Universidade de Aveiro na formação de novos investigadores, que tanta falta fazem

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Mundo Policiário 29/08

Coordenação de Onaírda

Dic Roland e KO=Sempre presentes

Tema de hoje = Conheça os nossos autores policiários
"Investigando um autor". Uma produção de Nove

Antes as habituais notas de Onaírda

1 - Mestre Daniel Falcão. Este nosso amigo e confrade tornou publico no seu site "Clube de Detectives" um convite para a elaboração de um novo logotipo para este mesmo site, convite extensivo não só aos confrades, mas a todos os amigos interessados. E aqueles que leem o Bancada Directa estão especialmente convidados. As propostas deverão ser enviadas até 12 de Setembro e o vencedor com a sua proposta seleccionada será dado a conhecer no dia 6 de Outubro. A dimensão do logotipo deverá ter 4 cmt de altura e 20 cmt de largura.Mas o melhor é terem conhecimento integral do convite e basta clicar na palavra "convite" e tomem conhecimento do mesmo a preceito.
CONVITE

2- Convivio de Setubal. O nosso confrade e amigo Ricardo Azevedo, mais conhecido cá entre nós, pelo Abrotea, continua a organizar o Convivio referido e programado para 27 de Julho. Confrade! anota na tua agenda esta data para estares presente nesta nossa agradavel reunião, que é aberta não só a policiaristas mas a todos os amigos que se dignarem comparecer. Não te esqueças.

Conheça os nossos autores policiários.

INVESTIGANDO UM AUTOR
Autor: Nove
“Eu estava a visionar o filme, a imaginar a cena:
Dia 7 de Novembro, cerca das nove e meia da noite, Samuel Dantas vê que a chuva abrandou, veste a gabardina e sai. Ao caminhar ouve o ruído que os seus pés provocam no chão, o estalido das folhas mortas que vai pisando. Uma ou outra pequena rajada de vento faz com que se desprendam grossas pingas de água das árvores. Não repara nas pessoas com quem se cruza. A morte vai com ele para casa de Madalena Silva, lá ao fundo da avenida. Faltam poucos minutos para ela deixar de o incomodar. Liquida-a e regressa exactamente pelo mesmo caminho. A chuva, que entretanto voltou, como se fora para chorar a infeliz Madalena, cai sobre as árvores, sobre ele e sobre a sua sombra, que, de fugitiva antes do crime, passou a perseguidora.

Contudo, o assassino de Madalena podia não ter sido Samuel Dantas. Não havia indícios suficientemente fortes e decisivos para o inculpar, embora fosse o único, entre 11 possíveis suspeitos, que apresentava uma falha no álibi. Resolvi por isso reanalisar todos os dados.


Telefonei ao Fonseca, a minha fonte na polícia. Mostrou-se admirado com o meu silêncio de três dias e dispôs-se a aturar-me. Estendi à sua frente a lista com os nomes dos colegas de Madalena que jantaram com ela na noite do crime. Perguntei-lhe se tinham descoberto mais alguma coisa. Ele riu-se, dizendo-me que por ali eu não ia lá. Eram oito álibis mais do que comprovados. O Fonseca não tinha dúvidas sobre a culpabilidade de Samuel Dantas. Tentei abalar as suas certezas mas nada consegui. Antes de desligar o telefone convidei-o para almoçar comigo no dia seguinte. Queria ver se o espremia um pouco mais.

Na análise deste caso sentia-me como se estivesse perante um cofre bem fechado mas com uma pequena e apertada fenda – a falha no álibi de Dantas – que era a fissura por onde os ladrões teriam subtraído todo o conteúdo, isto na opinião de alguns. Urgia dar a volta ao assunto.

Fui ao restaurante Bambu, aquele onde Madalena jantara com oito colegas na noite do crime. Passara uma semana sobre o triste acontecimento. Mostrei ao chefe dos empregados de mesa um papel com os nove nomes do grupo. Ele disse-me que já respondera à polícia, mas prestou-se a dar-me exactamente a mesma informação que transmitira às autoridades. Reconhecera de imediato todos os nomes e afirmara que, com excepção de Madalena Silva, nenhuma daquelas pessoas havia deixado o restaurante antes das dez da noite. E com toda a certeza, pois tinha estado sempre atento à mesa deles, já que, do barulhento grupo, só dois rapazes vira por ali anteriormente.

Praça do Areeiro/Lisboa, hoje Francisco Sá Carneiro

Concentrei-me então nos três possíveis suspeitos que restavam: Laura Delgado, Samuel Dantas e sua mulher Telma Vaz Dantas. Depois de matutar bastante, vi que precisava de verificar o tipo de letra e as particularidades gráficas da máquina de escrever de Telma Dantas, uma Remington que ela comprara há poucos anos, talvez em 1954. Quando a visitei, num prédio novo perto do Areeiro, na zona para onde Lisboa se tem expandido, pedi-lhe, como que casualmente, para experimentar a máquina, o que ela aceitou com solicitude.


Sentei-me, meti uma folha e comecei a dactilografar o texto deste mesmo parágrafo. O que importava era escrever qualquer coisa. Telma ia conversando comigo. No fim escrevi a data, retirei a folha e guardei-a no bolso. Pareceu-me tratar-se de um documento precioso para comparar com outras peças dactilografadas que interessavam à investigação da morte de Madalena Silva.

Nessa tarde, acompanhado da minha secretária Maria das Neves, visitei ainda Laura Delgado, que nos recebeu no andar onde residia. Conversámos e bebemos café os três. À noite veio uma notícia funesta. O Fonseca comunicou-me que Laura fora encontrada morta em casa, muito provavelmente assassinada. Fiquei apreensivo e ainda mais quando soube, pelo médico legista, que o intervalo estimado para a morte incluía o período em que estivéramos a conversar com ela. Eu e Maria das Neves corríamos o perigo de sermos dados como suspeitos do possível assassínio. Felizmente, o pessoal da polícia apenas concluíra que Laura recebera duas pessoas antes de morrer, sendo uma delas mulher. O fundamento desta conclusão assentava em três chávenas encontradas na mesinha da sala de visitas, todas com restos de café e uma, para além do café, com uma pequena mancha de batom. Esta marca, segundo a polícia, não seria de Laura porque ela não tinha os lábios pintados nem costumava pintá-los. Como pelo batom não chegariam a Maria das Neves, tranquilizei-me.




As surpresas, porém, não tinham acabado. Na noite seguinte, quando fui à casa de praia do casal Dantas, dei com o cadáver de Telma. A vivenda, isolada sobre uma arriba e debaixo de chuva, quando iluminada pelos faróis do meu carro, parecia fazer parte de um filme de terror. Parei o automóvel a uns 30 metros da habitação e aproximei-me com a ajuda de uma pequena lanterna de bolso. Não consegui evitar uns tropeções, bem como a produção de algum ruído. A porta da entrada estava apenas no trinco. Havia luz no primeiro andar. Vinha de um quarto que dava para o mar. A janela estava aberta e o chão já se molhara. Ao debruçar-me vi um corpo caído sobre os penhascos e nele reconheci o rosto de Telma. O pesadelo era real. O caso complicava-se ao extremo.

Recordei-me, a propósito, de um julgamento famoso, ocorrido em Londres, que tive o privilégio de seguir quando ali fiz um estágio de jornalista. Nesse processo, que envolvia apenas ingleses, também se verificaram três mortes sucessivas. A autoria do triplo crime começou por ser atribuída a uma pessoa que veio a ser ilibada. E isso aconteceu quando já ninguém esperava que ela pudesse fugir a uma severíssima pena. O advogado de defesa, para desmontar o muito bem elaborado libelo acusatório, partiu de um inocente tratamento por tu – que provou existir entre duas testemunhas – e, com base numa errada anotação horária de uma dessas testemunhas, que escrevera 21h00 em vez de 9h00, demonstrou, de maneira brilhante, que o talvez mais sólido dos álibis, o do verdadeiro assassino, era falso.
Também eu, depois de muito porfiar, acabei por descobrir que Samuel Dantas estava inocente. Ele era, e ainda deve ser, pessoa assaz desagradável. Tal não me impediu de procurar a verdade que os primeiros elementos recolhidos pareciam negar. As coisas passaram-se da seguinte maneira […]”


O relato anterior, da autoria de um jornalista investigador de crimes, a que não falta prosápia, termina com a descrição da forma habilidosa como o criminoso construiu um álibi aparentemente inatacável. Nessa descrição, os detalhes que levaram à descoberta da fraude são postos em particular destaque. Mas o autor não reparou nalguns pormenores, configurando situações impossíveis, pouco prováveis ou de difícil aceitação, que o texto que acabámos de ler apresenta e que lhe retiram credibilidade. Aos nossos caros detectives pede-se que descubram esses pormenores.
{ publicado na secção “Policiário” do jornal “Público” de 19 de Março de 2006

A situação actual de José Vale e Azevedo na berlinda!



Escrevo este texto com base nas noticias dos periódicos de ontem, antes mesmo de ver no Jornal da Sic a entrevista dada em directo pelo advogado, que, quer se queira ou não, pode-se considerar, nesta altura, um foragido à Justiça Portuguesa.

Dois títulos chamavam a atenção:

1- Ingleses resistem a cooperar! Autoridades portuguesas queixam-se de falta de cooperação a nível judicial.

2- A detenção de Vale e Azevedo, na sequencia do mandado emitido pelas autoridades portuguesas, terá de ser cumprido pela Policia inglesa.

No entanto, segundo fonte do Ministério Publico, os ingleses não são muito colaborantes em matéria de cooperação judicial internacional, mesmo quando estão em causa cidadãos estrangeiros, designadamente no que diz respeito ao cumprimento de mandados de detenção - quanto a cidadãos nacionais, a Inglaterra recusa-se, mesmo, a extraditá-los.

É, sem duvida, o país mais difícil de cooperar, explica outra fonte da nossa Policia Judiciária, recordando o caso do desaparecimento da Madeleine Mcann - os britânicos demoraram mais de 30 dias a dar resposta às cartas rogatórias enviadas pelas autoridades portuguesas.


O caso de Vale e Azevedo, tal como mostrou a Sic anteontem e o Correio da Manhã de ontem, o advogado português está a viver em Londres rodeado de um luxo visível numa zona nobre da capital, e às claras desenvolve a sua actividade profissional e mantém uma vida social activa , e este caso é o 2º processo consecutivo a obrigar à cooperação entre as autoridades lusas e britânicas..

Vale e Azevedo, como já fez saber e disso faz gala, não está a viver escondido e está , agora, à espera que a Policia inglesa lhe bata à porta. Depois? Depois logo se verá!!!!

terça-feira, 24 de junho de 2008

Acontece cada coisa na vida de uma pessoa.

Idosa morre depois de ter sido mordida por um cão de raça Husky.


A noticia respigo-a do Correio da Manhã de hoje com as referencias Armando Alves/Paulo Marcelino

Uma idosa de 74 anos, residente num lar de idosos na Guia, Concelho de Albufeira - Algarve, foi mordida por um cão de raça Husky, tendo posteriormente falecido devido aos ferimentos. O auto de noticia elaborado pela GNR seguirá hoje para o Tribunal da Albufeira, que desenvolverá a respectiva participação e tentará pormenorizar, ainda mais, o que aconteceu e apurar responsabilidades.


Os factos ter-se-iam passado da seguinte forma: Maria Alice Diogo ,de 74 anos de idade, andava a apanhar caracóis num terreno perto do lar onde está acolhida. Chegou-se até 1 metro de distancia de um muro duma propriedade, precisamente numa parte do mesmo onde havia um buraco para escoamento de aguas da propriedade. Junto ao muro corre um pequeno ribeiro, para o qual a idosa acabou por cair na azafama em que estava ocupada. Acontece que o dono da propriedade junto ao buraco no muro tinha acorrentado um cão de raça Husky, o qual apercebendo-se que a idosa estava caída no ribeiro, alcançou-a e mordeu-a em todo o corpo, especialmente no braço direito e na cabeça. Foi o próprio dono do animal que pediu socorros . A idosa estava consciente quando o INEM chegou. A noticia do vespertino não refere quando a idosa morreu e nem o hospital.

O dono do cão, José Eduardo Cabrita, disse que “o animal não é perigoso, nunca fez mal a ninguém. A GNR quando o veio buscar ele nem sequer ladrou. Não sei explicar o que aconteceu” O cão, segundo fonte da GNR não tem registo, licença ou vacinas em dia e seguiu para um canil em Loulé. Segundo o que apurou o Correio da Manhã o cão já foi abatido.
Para mim comentar um caso insólito como este é muito difícil. Concordo que os cães de raça Husky são dóceis, mas que não são adaptados para servirem como cães de guarda, tal era este o caso. Acorrentar um cão num sitio tão estratégico, mesmo junto a um buraco, que pela sua dimensão, podia muito bem permitir que uma pessoa franzina ( ou não) entrasse no interior da propriedade, esse acorrentamento do animal era ,mesmo, para evitar que alguém lá entrasse. E se o cão era manso, qual a vantagem de lá o prender? Difícil de entender. O TIC averiguará convenientemente.


Quanto ao aspecto do Husky não ladrar quando a GNR o veio buscar, eu pergunto se alguém já viu um Husky ladrar. Eles só ladram em situações excepcionais, isto é, quando os donos lhes fazem festas e eles na excitação ladram. Mas é um ladrar muito pouco convincente. Por outras palavras eles só ladram quando estão satisfeitos, tal é o caso quando puxam trenós em grupo nas terras geladas de países situados, bem no cimo do hemisfério norte.

Reflexões 2 - A recente paralisação dos transportadores

Reflexões 2- A recente paralisação dos transportadores

Só nos últimos dias é que tomei conhecimento mais directo do que se passou verdadeiramente durante o tempo que durou o “lock-out” dos transportadores e das consequências negativas para os cidadãos, não só durante o referido te
mpo de paralisação, como depois nos dias subsequentes, até que a situação criada fosse normalizada.



Acompanhei sempre o desenvolvimento da situação através do noticiário da RTP Internacional e tive o acontecimento na sua globalidade sob os meus olhos e ouvidos. Mas nada como ouvir testemunhos de cidadãos que foram prejudicados, uns pelo esgotar de combustíveis nos postos de abastecimento, outros, cujos veículos ficando imobilizados ficaram impedidos de desenvolverem a sua actividade profissional e ainda outros pelo esgotar de stocks de alimentos frescos e não só , nas lojas das cadeias alimentares. Sem falar naqueles que sendo forçados a imobilizar os seus camiões contra a sua vontade, em virtude de terem contratos já firmados
para a entrega de produtos em datas
já determinadas, não o fizeram e daí resultaram para eles enormes prejuízos.

Dir-se-à que foi tudo por uma boa causa esta paralisação e os objectivos implicavam que todos fossem solidários. Daí que os organizadores da paralisação tivessem a consciência de que todos os sacrifícios que teriam de serem arcados pala população fossem justificados pelo interesse manifesto das reivindicações. Mas no fundo não era só o protesto contra o aumento exagerado e especulativo dos combustíveis, que em boa verdade a todos afecta mas também reivindicações que apenas dizem respeito à classe por eles representada.

Mesmo que parecesse estranho que as negociações entre o Governo e a Antram não significavam nada para os organizadores da paralisação, sintomático é que foi depois do acordo alcançado entre aquelas entidades que a dita paralisação terminou. Diriam dias depois, os organizadores da paralisação, que sabiam da força que tinham, e a cedência do Governo em 16 pontos reivindicativos disso davam prova.

“Manifestamente, o Governo não era tão forte quanto apregoava. Levou umas pauladas no lombo e cedeu a tudo e a mais alguma coisa”. Mesmo que Mário Lino dissesse com jactância, à posteriori, que se a paralisação não terminasse naquele dia, haveria por parte do Governo a elaboração duma requisição civil para resolver o problema. Pergunto eu se de facto a requisição civil surtiria efeito. Duvido.

Na sequência do ‘lock-out’ dos camionistas ,ouviu-se o primeiro-ministro no Parlamento reconhecer que tinha sentido o Estado vulnerável. De facto, se aceitarmos uma definição básica, segundo a qual o Estado( via forças de segurança activas) se caracteriza por deter o monopólio da violência legítima, então, perante o bloqueio ilegal a que o país assistiu, podemos concluir que o Estado se revelou incapaz de desempenhar com eficácia essa função elementar através daquelas forças. Acontece que o Estado não é mais ou menos vulnerável apenas considerando a tibieza com que exerce a violência legítima. O modo como se relaciona com os interesses organizados na sociedade é também determinante para perceber a sua robustez e, quanto a esta dimensão, há bons motivos para nos preocuparmos. Aliás, bem mais do que os que existem se nos limitarmos a olhar para a actuação policial perante o bloqueio dos camionistas

Os organizadores comemoraram a sua vitoria, no seu entender, com uma reunião em Viseu , seguida de almoço. De facto há que comemorar esta fragilidade do nosso Governo.
Valha-nos a todos que vem aí o Robin dos Bosques. Esperemos que não nos saia o tiro pela culatra, dado que as empresas e autarquias dão sempre a volta para manter as suas margens de lucros como nos casos recentes.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

UMAR = Congresso Feminista de 26 a 28/06/2008

Caro leitor/a do Bancada Directa


Damos-te conta do evento acima referido e que se vai realizar de 26 a 28 de Junho de 2008




Se o tema te interessa podes consultar o seu programa detalhado clicando na referencia linkada a este blogue

26-28 de Junho Uma organização da UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta, alargada a uma vasta Comissão Promotora. Uma iniciativa de âmbito internacional

cinema e futebol


domingo, 22 de junho de 2008

O Euro do meu desapontamento




Não senhor, não estou deprimido com a prestação dos nossos futebolistas no Euro 2008. Aliás está dentro dos ”conformes” das nossas actuações nos relvados, com especial relevo para a ultima campanha de qualificação para este Euro 2008. Se alguém ficou satisfeito com o tecnicismo, empenho, sentido colectivo de uma equipa, demonstrados nesta campanha que mo diga francamente. E não consigo perceber o estado de euforia que se apossou de maioria deste povo, que descobriu qualidades superiores nos nossos representantes, e se era considerado mínimo passar a fase de grupos, já quase o desejo de estar na final e ganhar o “caneco” estava na mente de muita boa gente.


Será que fiquei com um grande melão? É evidente que sim, porque fui arrastado pela euforia de muita boa gente, das inúmeras paginas a preceito da imprensa escrita em geral, a que não só são os jornais desportivos, mas os generalistas igualmente e das elevadas quantidades de reportagens televisivas. Foi tudo em dose maciça!

Fico preocupado com o Mundial daqui a 2 anos na Africa do Sul e da prestação da equipa portuguesa nesse evento. Por todos os motivos e mais um. Nesta altura do meu desapontamento, acho que tudo tem de ser reestruturado, pensado, e fazer um enorme esforço, para que haja outra atitude, quando for preciso demonstrá-la em campo. E não me refiro só aos atletas, mas sim a todo o corpo técnico e aos dirigentes federativos.


Por incrível que pareça , agora que a equipa lusa foi afastada dou comigo a apreciar os desafios que restam com um redobrado interesse e a descobrir coisas que me faltavam discernir. Uma destas coisas é pôr lado a lado o nosso Cristiano Ronaldo e o russo Arshavin. Não quero de maneira nenhuma negar o alto gabarito técnico e de “matador” do Cristiano, mas ponho-me a pensar porque é que na alta roda do futebol europeu, quiçá mundial, o nome de Arshavin é ignorado. Aparentemente.


Vamos fazer um “suponhamos”. Se o Cristiano Ronaldo alinhasse numa equipa russa, pode ser o Zenite de São Petersburgo (que é uma grande equipa) e o Arshavin defendesse as cores vermelhas do Manchester United e com dois treinadores “raposas” a descobrir talentos, será que o nosso Cristiano era endeusado como até agora o fazem? E que o considerariam o virtual e futuro melhor jogador do mundo?. Sinceramente tenho as minhas duvidas, porque o fiel da balança penderia para Arsahvin, em meu entender..


É evidente que este texto está influenciado, não o nego, pela exibição da equipa russa frente aos já considerados, prematuramente, vencedores do Euro 2008.
Como vêem, padeço dos sentimentos mais básicos, e agora que já me descobriram a careca, peço-vos licença vou terminar esta croniqueta, pois não resisto a , amanhã, ir ver na Eurosport a repetição do Russia - Holanda., duas equipas que produziram em verdadeiro futebol-espectaculo, especialmente a dos confins da Europa

sexta-feira, 20 de junho de 2008

The Funny Ricky

Até poderia ter uma certa graça, se não fosse o tema do nosso descontentamento.


Mas vá lá sorriam um pouco!

Boicotar não é facil.

Uma imagem vale mais que mil palavras.

Ora digam-me lá se não é verdade????

Foi-se o Euro 2008 para nós: Então vamos descer à Terra.

Com a devida vénia do meu amigo "tigre" aqui vos deixo um texto actualissimo.

Só um pequeno reparo: para compensar as ligeiras quebras do preço do petroleo nos mercados internacionais registadas ontem, o produto energético , hoje logo pela manhã,voltou a subir a sua cotação . O que vale é que já estamos habituados que ele suba mais do que desça.


Finalmente, vamos descer à terra !

Acabou o Euro para Portugal. Finalmente !!!
Para os mais distraídos e que estiveram “ausentes” durante este tempo, o petróleo continuou a subir nos mercados mundiais, a Galp, BP e Repsol não deixaram de aumentar o preço dos combustíveis, houve uma greve das empresas transportadoras, faltou combustível nas bombas de gasolina, os bens essenciais tem subido de preço, a taxa Euribor subiu e até o Sr.Trichet anunciou novo aumento das taxas de juro já para o mês de Julho. Continuamos na cauda da Europa e duvido muito que uma hipotética vitoria no Euro 2008 nos tirasse do mesmo lugar. Aliás, estamos na Europa para pagar ao mesmo nivel que os nossos parceiros, mas quando toca a receber, a história muda substancialmente de figura.




O Sargentão já pode ir procurar casa mais cedo para Londres, os jogadores de férias, o Zé Povinho continuar remexer o fundo dos bolsos rotos e no Governo acabou a morfina-Euro. Sem Euro, o que será de nós ?

Quando será que este povo se unirá, com o mesmo empenho que apoia a Selecção de Futebol, em torno de causas verdadeiramente importantes para todos nós que vivemos no fundo da Europa ?
Já que o alemão está em voga, houve em tempos um que berrou “Erwach”…

Carochas: apresentação da 2ª série.

Caro leitor do Bancada Directa
Conforme o prometido aqui vai a 2ª serie dos carochas.






Ainda ficam por publicar cinco imagens.

Reflexões 1: a recente paralização dos transportadores.

Reflectindo



PARALISAÇÃO RECENTE DOS TRANSPORTADORES

Não tive a oportunidade de ver anteontem, num programa de televisão da SIC o Dr. Marinho Pinto dissertar sobre a recente paralisação dos camionistas e que pôs Portugal à beira de um ataque de nervos. Pelo que me contaram, do que ouviram ao bastonário da Ordem dos Advogados , este considerou que se poderia chamar tudo a este movimento, tal como, paralisação, manifestação, protesto ou até mesmo greve, mas o que de facto se verificou foi um autentico “lock-out” declaradissimo, o que é manifestamente ilegal, segundo a nossa Constituição..

Dou-lhe , por inteiro, a minha razão.

É evidente que vivemos em Democracia e num Estado de Direito. Mesmo que se possa argumentar que temos um Governo de Esquerda, mas com praticas diárias de um Governo de Direita, que em nada interessa para o assunto em causa, temos a consciência de que será um Governo que tem de acautelar os interesses e a segurança da população em geral, actuando democraticamente, mas de acordo com a Lei, com aqueles que violam a Constituição, mesmo que consideremos que travam uma luta justa, coerente e com a qual estamos todos solidários.

Empresários do sector dos transportes mantém greve a partir da meia-noite deste domingo sem o apoio da ANTRAN nem dos sindicatos

Mas se Democracia é viver em Liberdade, esta mesma Liberdade termina quando ofende e agride a Liberdade dos outros. Querermos Liberdade para nós e para a nossa classe e os outros “que se lixem”, não é próprio de quem tenta manifestar as injustiças de que sofre. E estão neste caso os transportadores e todas as classes profissionais envolventes que os apoiaram.

Esta paralisação em Portugal coincidiu com igual, que se observou em Espanha, pelas mesmas razões semelhantes, e cuja reivindicação principal era a de reduzir o imposto sobre os produtos petrolíferos e a criação de um sistema de gasóleo profissional para estes transportadores, que lhes possa proporcionar ,aos ditos, repor a sua margem de lucro, sem a qual muitas empresas são obrigadas a fecharem as suas portas e a despedirem trabalhadores.

Nem tudo correu bem nesta paralisação para os seus organizadores. Desde a morte do José Ventura em Alcanena, bom homem, bom chefe de família, amigo do seu amigo, e que foi enterrado em São Vicente do Paúl, ( apresento os meus sentimentos ao seu filho e familia) houve casos de agressões sobre quem não queria juntar-se “aos bloqueadores das estradas”.E, lamentavelmente, copiou-se os ”esquemas espanhois “ de se danificarem veículos de transportes ,de quem queria seguir em frente . Arderam camiões, pelas calada da noite e que foram bastante onerosos a quem os adquiriu.

É evidente que são actos que não podem ficar impunes, doa a quem doer. Aliás a actuação dos “piquetes de greve” durante as mesmas,sejam elas de que classes se tratem, tem dado origem a situações dificílimas de resolver em tribunais, perante queixas de quem foi eventualmente prejudicado. Aceita-se, plenamente, que os membros dos “piquetes de greve” façam valer o seu ponto de vista a quem quer ir trabalhar e não aderir a uma greve, para esclarecer, que uma greve é para beneficio de toda uma classe ou corporação e que todos devem estar solidários. Mas uma coisa é a pessoa que é convidada a aderir à greve, aceitar o convite e ficar descansada, e outra é o cidadão que faz o que a sua consciência lhe determina e não adere ao convite e depois se vê em dificuldades para se ver livre dos ajuntamentos que se formam à sua volta. Já foram tempos piores e esperamos que não voltem a aparecer.

Segundo referia o Correio da Manhã, a Presidência da República e o Governo estavam a acompanhar a situação de perto e a trocar informações. Segundo apurou o CM, a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, que deveria partir para Paris para as comemorações do 10 de Junho, foi forçada a ficar em Portugal. O Ministério da Administração Interna disse há dias que os autores dos desacatos serão responsabilizados.

Dou uma palavra de apreço pela eficiência das forças de segurança, especialmente a GNR, que acompanharam as forças de bloqueio de uma forma competentíssima e honesta.. Recorreram principalmente ao dialogo e nunca a demonstrações de força. Há uma clara diferença entre as actuações das forças de segurança do nosso país e do nosso vizinho espanhol. Por cá, por vezes, acusam-se as nossas autoridades de serem um tanto permissivas, mas acabam por levar a agua ao seu moinho.


Eu vi com os meus próprios olhos na semana passada em Almeria, que as forças de segurança perante a manifestação dos agricultores, se ufanavam da sua capacidade organizativa no controlo dos vários focos do movimento, também é verdade que em determinada altura, os agentes levavam com mais caixas de fruta nas costas do que conseguiam atingir o grupo dos manifestantes. Eu vi com os meus olhos e fiquei incrédulo.

Veio-me à memória um episódio ocorrido, nos anos quarenta, numa povoação de Traz os Montes, que me foi contado por transmontano da Vrea de Jales e que era o próprio motorista de um membro do governo da altura, o Dr. Trigo de Negreiros, que era natural de Mirandela. Quando lá chegou pela tarde um determinado dia, para participar numa sessão da União Nacional, foi recebido pelos apupos da maioria da população, o que originou que as forças da ordem entrassem em ebulição e tentassem afastar os belicosos transmontanos. De repente as cacetadas ferviam nas costas dos agentes e só a muito custo lá conseguiram repelir os populares. Mas o lote de cacetadas , ninguém o tirava das costas dos agentes. Orgulhoso do seu feito o chefe da força de segurança chegou-se ao pé do Secretário de Estado e com jactância disse:
- Vossa Excelência senhor doutor! Saiba que eles são transmontanos, mas nós também o somos.
O governante , perante tanta vaidade limitou-se a responder.
-Eu bem vejo, bem vejo, aliás vi!!!!!

Obrigado Pela Sua Visita !